Com dez derrotas, 50 vitórias e ainda 24 jogos pela frente, os Golden State Warriors, numa vitória caseira contra os Brooklyn Nets, no passado dia 26, garantiram a presença nos playoffs. Assim, a equipa de Oakland voltou a quebrar um recorde e tornou-se na equipa mais rápida a garantir um lugar nos playoffs.
Depois de, na época passada, se tornarem numa das equipas mais recordistas e de, no início da presente temporada, garantirem que apenas iam jogar para ganhar até à final, sem pensar em recordes, os Warriors fazem o inevitável. Numa equipa recheada de estrelas, estranho seria não entrarem para a história da NBA.
E, por falar em recordes, o bi-MVP, Stephen Curry, igualou um, no jogo contra os Philadelphia 76ers: em 11 lançamentos triplos, o camisola 30 não converteu nenhum. Assim, no topo da tabela de mais lançamentos triplos falhados estão Anthony Walker, Trey Bruke e Steph Curry.
Stephen Curry não converteu nenhum dos onze lançamentos triplos durante o jogo contra os Philadelphia 76ers Fonte: Getty Images
Ontem, dia 28, os Golden State somaram a sua 10ª derrota no jogo contra os Washington Wizards. No entanto, apesar do resultado negativo, a preocupação é outra: Kevin Durant. Na passada noite, o número 35 saiu lesionado, ainda durante o primeiro quarto, após Zaza Pachuilia cair sobre o seu joelho.
Sabe-se que o ala contraiu uma hiperextensão no joelho esquerdo, mas ainda é desconhecido o tempo exato que Durant ficará de fora. Na pior das hipóteses, nem os playoffs poderá jogar.
A lesão de uma das maiores estrelas da equipa é alarmante e já existem rumores que os Warriors já preparam a contratação de um jogador. O nome mais falado é Matt Barnes que já tinha jogado pela equipa de Oakland, em 2007. Recentemente dispensado pelos Sacramento Kings, parece o nome mais provável para se juntar ao elenco de Steve Kerr.
Confira aqui o vídeo do momento em que Kevin Durant se lesionou:
Já lá vão uns aninhos desde que a velha máxima de que “a defesa é o melhor ataque” era levada à letra. Por anos, entendo os guerreiros que tinham de fazer a formação quadrado para se defenderem das tropas romanas e dos atacantes gauleses. Bom, o Benfica não vai jogar com italianos ou franceses, pelo menos para já, mas para o caso da história se repetir, vamos analisar bem as coisas.
O raiar da época… Esqueçam este começo de texto à conto da Disney. No início da temporada, o Benfica de Vitória parecia ter um quarteto defensivo bem definido. Nélson Semedo à direita, Jardel e Lindelof no eixo e Grimaldo à esquerda.
Não havia nenhum benfiquista que reclamasse face a esta ideia. Nas laterais tínhamos dois miúdos rápidos, bons de bola, de pés, com potencial de crescimento e que, daqui a uns tempos, entenda-se dois a três na melhor das hipóteses, trariam lucro ao clube.
Na zona mais central da defesa, tínhamos a experiência de Jardel, não só aquela que ele já acumulou do Benfica, como aquela que já trouxe do Olhanense, e o melhor defesa central do campeonato português, que o ano passado fez uma época fantástica e é natural da terra do Ibrahimovic, logo, bónus.
Tudo parecia bem, mas acabou mal. A defesa do Benfica faz lembrar uma sitcom que, inicialmente, tinha imenso sucesso e todos gostavam de ver, mas que depois teve problemas na produção e viu alguns dos atores principais irem embora, sem se saber bem se ou quando voltam.
Nélson e Lindelof vão mantendo os papéis principais e vão lembrando as pessoas de que as coisas podem correr bem e de que os outros dois ainda podem voltar e reunir o gang para o final da season. Já Eliseu e Luisão fazem-nos lembrar tempos de glória, mas também de alguma insegurança e desconfiança.
O Luisão é, sem sombra de dúvidas, um dos tipos mais rijos do plantel do Benfica! Já são mais de 500 jogos de águia ao peito e isso é sinal de respeito. Sim, mas já vai sendo tempo de pensar num substituto. Verdade que era Jardel e uma lesão comprometeu a passagem de testemunho e que, à falta de melhor, ele é perfeito, mas se Jardel já vai ao banco combinar jantares com o Júlio César, então já pode começar a ir ao campo de braçadeira envergada, como no Estoril para a taça.
Eliseu ocupou o lugar do Grimaldo Fonte: SL Benfica
E, por fim, o caso Grimaldo. Lesionou-se na altura em que estava a render mais, a afirmar-se cada vez mais como o lateral-esquerdo de referência no Benfica, uma das grandes surpresas do campeonato português, que já tinha dado nas vistas no final da época passada e até tinha marcado no Restelo ao Belenenses. A vida corria-lhe na perfeição, a ele e ao Benfica, que o tinha, mas algo tinha de estragar este momento.
Uma lesão afastou-o dos relvados e começaram os testes. Iria Vitória pôr o titular do ano passado, Eliseu, no lugar de Grimaldo, como sendo a alternativa mais óbvia? Ou o INEM que é o André Almeida ia para a esquerda?
Inicialmente, foi Eliseu. Escolha bem clara. O objectivo era a equipa não perder equilíbrio e ter ali uma entidade que lhe é familiar e que conhece os mecanismos dos companheiros. Depois, o Almeida teve a sua chance. As coisas não lhe correram mal, mas Rui Vitória é um homem que não gosta de correr riscos, por isso, Eliseu voltou logo para o lugar.
Nesta altura, a base defensiva do Benfica é esta: Nélson, Luisão, Lindelof e Eliseu. O boletim clínico de Grimaldo é meio desconhecido, o que levanta algumas questões, e Jardel está a voltar aos poucos. Tem corrido mal? Nem por isso. Apesar de Lindelof demonstrar alguma inconsistência, sobretudo comparado com o rendimento anterior, Luisão, lá do alto da sua experiência e careca, tem posto alguma ordem nas coisas. Ainda é preciso ter em conta que Eliseu, mesmo não sendo o favorito dos adeptos, e sendo um jogador com algumas dificuldades, é um retrato fiel do seu treinador, um tipo que pouco inventa e que procura jogar simples, às vezes, até de mais.
A juntar ao Capitão vai valendo o moleque. Nélson tem sido incansável e é por estes dias o melhor lateral-direito do campeonato português. Só não calça na seleção porque diz que um tal de João Cancelo, também formado no Benfica btw, vai tomar conta do lugar, mas vamos ver.
O texto começou em tom de crítica negativa ao trabalho defensivo deste Benfica, mas na realidade é uma review positiva. Os rapazes têm-se portado bem e acima de tudo têm demonstrado nervos de aço em alturas mais complicadas transmitindo uma certa confiança ao resto da equipa, que só é abalada por outras coisas, mas isso vamos deixar para outras núpcias.
A Escócia é uma nação milenar e parte integrante do Reino Unido. Conta-nos a história de que a sua formação enquanto país independente foi marcada por grandes disputas territoriais, desde as invasões romanas, à ocupação pelos Vikings, passando pelos confrontos com Inglaterra do temível Eduardo I.
É um país que abriga um legado histórico ímpar. O emblemático Castelo de Edimburgo, o kilt, traço marcante da cultura e identidade do país, o Whisky, o Festival de Edimburgo, o Monstro de Loch Ness, figura mitológica que preenche o imaginário de todos aqueles que visitam o Lago Ness, ou o célebre “O´Flower of Scotland” entoado por uma qualquer Gaita de Fole.
Mais do que uma viagem ao período medieval, que apenas a sua capital, Edimburgo, pode proporcionar, é na rival e mais populosa cidade de Glasgow que se encontra o maior foco de rivalidade de toda a Escócia desde a segunda metade do séc. XIX.
Católicos de um lado, Protestantes do outro. Celtic Football Club e Rangers Football Club. Os dois principais, e maiores, clubes de toda a Escócia protagonizam um dos mais escaldantes, antigos e fervorosos derbys do planeta, conhecido por “TheOld Firm” (A Velha Firma). Para muitos especialistas esta histórica partida de futebol é muito mais do que um jogo, é a maior rivalidade do mundo do futebol.
Esta designação, pela qual é conhecido o derby de Glasgow, remonta ao tempo em que os dois clubes, por razões e interesses económicos combinaram empatar o jogo do título, forçando, assim, a realização de uma última e decisiva partida, beneficiando, desse modo, da receita de bilheteira extra.
Numa cidade fortemente marcada por intensas divergências culturais, étnicas e religiosas, rapidamente estas discordâncias se transferiram para o futebol. O clima de guerrilha, paixão, fanatismo e loucura que caracteriza o Old Firm concebeu-lhe uma aura eterna que arrebata gerações e gerações (os adeptos dos dois clubes disputam a condição de verdadeiros descendentes do povo Celta).
Uma rivalidade vibrante Fonte: autonomyscotland.org
Fundado em 1888 por imigrantes irlandeses católicos, o Celtic de Glasgow é o clube predileto dos escoceses, tendo milhares de adeptos irlandeses. No seu estádio, o Celtic Park, é comum verem-se bandeiras com o retrato do Papa João Paulo II.
Por seu turno, o Glasgow Rangers foi fundado em 1882, por membros ligados à monarquia inglesa e à igreja protestante, sendo que a esmagadora maioria dos seus adeptos são seguidores político-religiosos da Rainha Elizabeth II do Reino Unido, sendo visível no Ibrox Stadium várias bandeiras alusivas à Grã-Bretanha.
Os dois gigantes de Glasgow dominam e bipolarizam em larga escala o futebol escocês, só perdendo o título, excecionalmente, em determinadas épocas, para o Hearts, Aberdeen e Hibernians, que protagonizam o denominado “New Firm”.
A propósito, desde a longínqua temporada de 1984/1985, que um clube não se intromete na hegemonia de Rangers e Celtic. O último clube a alcançar o título de campeão foi o Aberdeen, treinado por um tal de Alex Ferguson.
No histórico de duelos entre estes dois clubes, o Rangers tem vantagem, averbando um total de 241 vitórias, contra 199 do seu rival Celtic.
O período mais negro da história do Old Firm deu-se em 2012 quando o Rangers desceu à quarta divisão do futebol escocês em virtude de uma grave crise financeira que assolou o clube, acabando por regressar à primeira divisão apenas esta temporada.
Num país onde o Golf se destaca como a principal atividade desportiva, e com um campeonato de futebol com pouca expressão e visibilidade, o Old Firm, por toda a história e carga simbólica que o caracteriza, é o derby mais intenso do futebol mundial, com uma rivalidade que vai muito além do tapete de jogo.
Eu gostava de perceber o porquê do desporto feminino continuar a ser menos valorizado do que o masculino. Gostava mesmo.
Portugal é um país de futebol, já sabemos, mas essencialmente de desporto masculino. Sempre o masculino. E isso é assim no voleibol, no basquetebol, na natação, no atletismo…e no futebol. E não compreendo. Não quando a maioria dos atletas são raparigas, não quando há muito mais para descobrir no jogo feminino do que no masculino e não quando o feminino pode ser uma oportunidade para muitos.
No caso específico do voleibol, há, com quase toda a certeza, mais do dobro de equipas femininas do que masculinas e, consequentemente, mais do dobro de atletas raparigas do que rapazes. E são necessários treinadores, são necessárias pessoas que façam com que o jogo de umas equipas se distinga das outras para as levar ao topo.
Fonte: Vanda Pinto
É mais fácil encontrar bons atletas em 100 do que em 40. A margem de progressão é maior. O estilo de jogo pode até ser mais cativante. As mulheres sempre treinaram e jogaram com menos apoios do que os homens, quase não são remuneradas e continuam. E são mais do que eles.
Quem é que não pensa nisto? Porque é que não se dá uma oportunidade ao feminino? E, como é claro, eu sou suspeita para falar, mas é notório e evidente. Não há uma explicação plausível, mas eu gostava de a descobrir.
Depois de ser a sensação do Girabola na época transata, onde foi o melhor marcador da competição com 23 golos apontados com a camisola do 1º de Agosto, Gelson Dala chegou a Alvalade como esperança de futuro. A integração na equipa B do Sporting Clube de Portugal tem corrido de feição ao jovem de 20 anos, que rumou à Europa com a esperança de confirmar as credenciais de menino prodígio que lhe são atribuídas na sua terra natal.
Apesar de Gelson só ter chegado ao clube em Janeiro, o ataque leonino já agradeceu muitas vezes as jogadas inspiradoras que saíram dos seus pés. Com a equipa B num momento complicado, Gelson Dala tem evitado males maiores. Num total de sete jogos disputados, o angolano marcou três golos e assistiu os colegas por duas vezes, o que permitiu que o Sporting não fosse derrotado em três encontros frente a Gil Vicente, Famalicão e Sporting da Covilhã, algo que inevitavelmente colocaria a equipa ainda mais abaixo na tabela classificativa.
Na frente atacante, Gelson pode atuar como ponta de lança ou extremo esquerdo, algo que lhe permite ajudar a equipa conforme as necessidades da mesma. A sua principal arma é a impressionante capacidade de finta, que coloca os adversários em sentido sobretudo quando joga no um contra um. Para além disso, tem uma velocidade e capacidade de arranque acima da média, algo que lhe permite chegar com muita facilidade à área adversária.
Gelson tem sido muito influente no processo ofensivo da equipa B do Sporting Fonte: Sporting CP Brasil
Apesar de a maioria dos golos apontados por Gelson serem dentro da área, muitos deles também começam a ser construídos por ele fora dela. Para além disso, o prodígio tem uma qualidade que existe cada vez menos em jogadores de futebol, ou seja, a capacidade de jogar com os dois pés e de finalizar com precisão com ambos. Por isso mesmo, tem tanta facilidade em cruzar como em fletir o jogo para dentro e criar ele próprio verdadeiras situações de perigo em frente à baliza.
Neste momento, e até pela facilidade de adaptação à equipa e ao futebol português, as expectativas estão a ficar muito altas. Há até quem o compare a Gelson Martins e, diga-se de verdade, que as parecenças são muitas. Se o seu processo de crescimento for conduzido da melhor maneira, algo que acredito que aconteça na Academia, o angolano pode vir a ser um caso sério. Uma coisa é certa: a verdadeira prova de fogo começará quando o Sporting o emprestar a um clube da primeira divisão ou necessitar dele na equipa A. Para já, Gelson parece que sempre jogou no Sporting e a leveza com que o faz lembra-nos que, aos 20 anos, a irreverência é um bem precioso.
Estávamos no mercado de inverno português, em 2010. O Benfica mostrava-se pujante, depois de anos de insucessos e instabilidade. O Porto, à procura do segundo penta da era Pinto da Costa, mostrava-se impotente para parar a onda encarnada. Pinto da Costa criticou a continuação do investimento encarnado em Janeiro, afirmando que havia “petróleo” para os lados da Luz.
A expressão, mais ou menos feliz, pode encaixar bem no investimento feito pelo Granada, penúltimo classificado do campeonato espanhol. Os responsáveis pelo clube não olharam a meios e trouxeram jogadores com créditos firmados e que transformam o Granada numa equipa a seguir na segunda metade da liga.
Carcela tem sido um dos destaques da recuperação Fonte: Facebook Oficial do Granada
Sendo uma das equipas com pior média no campeonato – poucos golos marcados e muitos sofridos – e concorrendo com o Osasuna como equipa mais fraca da competição, o Granada precisava de uma nova face. Ora, estando na entrada do último terço do terreno, podemos afirmar que ela chegou…e de que maneira.
O jogo com o Bétis, não explicando tudo, foi paradigmático. A equipa apresentou-se numa estrutura de 5 defesas, em que os laterais, com subidas constantes, criavam desequilíbrios pelas alas. Dois médios (Wakaso e Uche), muito fortes do ponto de vista físico, asseguravam o equilíbrio do meio-campo e, ao mesmo tempo, davam liberdade à dupla que tem a responsabilidade de dar criatividade ao processo ofensivo (Carcela e Andreas Pereira). Na frente, um ponta-de-lança com peso. Vindo do Dortmund, Ramos é sinónimo de jogo aéreo e golo.
O Granada, mais do que qualidade a atacar – marcar quatro golos ao Bétis é sempre de realçar -, teve aquilo que lhe faltou durante toda a temporada: solidez defensiva. Mais do que o contributo dos defesas – aí, a aposta também foi efectiva -, toda a equipa trabalhou para um processo defensivo eficaz e competente. E isso, é pensamento de equipa grande. E já é um bom princípio para uma equipa que, pelo menos, a fazer fé no investimento, quer deixar de ser “pequena”.
No dia em que o Sport Lisboa e Benfica comemora 113 anos de vida, o clube da luz visitou o terreno do GD Estoril Praia num encontro a contar para a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal Placard. Quando passavam 15 minutos das 20 horas, o arbitro Jorge Ferreira, da Associação de Futebol de Braga dava o apito inicial da partida.
A equipa da casa entrou em campo com a formação tática de 4-3-3 com os seguintes jogadores: Luís Ribeiro, João Afonso, Dankler, Gonçalo Brandão, Joel, Diogo Amado, Matheus Índio, Eduardo, Mattheus, Licá e Kléber. Já Rui Vitória apostou no seu habitual 4-4-2 com uma surpresa. Filipe Augusto estreou-se a titular fazendo companhia a Júlio Cesar, Nelson Semedo, Jardel, Lindelof, Eliseu, Samaris, Zivkovic, Carillo, Rafa e Mitroglou. Nota para a ausência de Hermes no banco de suplentes. O esquerdino brasileiro viu o encontro da bancada e continua sem estrear-se de águia ao peito.
Os primeiros vinte minutos da partida foram suficientes para perceber que o Estoril tinha a lição bem estudada para este encontro. O coletivo de Pedro Carmona arriscou com linhas bem subidas e obrigou os encarnados a jogar com passes curtos e bem longe da baliza da equipa da casa. O primeiro e segundo momento de perigo foram mesmo da equipa caseira com remates a obrigar atenção redobrada do sector defensivo encarnado. O último momento de perigo dos primeiros vinte minutos veio do pé direito de Samaris. O grego alertou Luís Ribeiro com um remate fortíssimo e de fora de área.
A partir deste momento o jogo virou-se ao contrário e as águias conquistaram a maior percentagem de bola mas sem concretizar alguma jogada de perigo. Esta falta de bola no ataque encarnado deveu-se fundamentalmente à falta de um médio ofensivo. A linha de dois médios Samaris e Augusto era bastante baixa. Aos 34 minutos um momento belíssimo as claques e adeptos do Benfica juntaram-se e cantaram o conhecido “parabéns a você” ao clube da Luz. Aos 35 minutos a festa continuava com o primeiro golo do jogo. Após cruzamento tenso de Eliseu, o grego Mitroglou abriu o marcador ao encostar a bola para o fundo das redes do Estoril.
Com o golo e consequente minuto 36, o “parabéns a você” volta a ser entoado no Estádio Coimbra da Mota. Na entrada para os últimos minutos da primeira parte o estreante Filipe Augusto acabaria por cair no relvado e pedir assistência média. O brasileiro acabou por ser substituído por Pizzi. Entre a lesão e a substituição chegaria o empate: Kleber, camisola 10 do Estoril concretizava com sucesso uma grande penalidade após mão do campeão europeu, Eliseu. A substituição forçada acabou por ser importante ao jogo tendo em conta que o Benfica passou a jogar com um médio de ligação entre as zonas mais recuadas e o ataque. Aos 43 minutos o Benfica volta a colocar a bola dentro da baliza dos adversários, mas o juiz de linha anulou por fora de jogo de Mitroglou. O avançado, camisola 11, está mesmo em bola forma e é um dos pontas-de-lança mais eficazes do momento.
Mitroglou teve (mais) uma noite de sonho na Amoreira Fonte: SL Benfica
Aos 44 minutos, Jorge Ferreira mostrava o primeiro amarelo do encontro. Matheus saltou e cometeu falta a Samaris deixando o grego deitado no chão. O médio brasileiro acabaria por ser “amarelado” pelo arbitro. A primeira parte terminou ao minuto 46 e os jogadores foram para intervalo com um empate justo.
A segunda parte trouxe aquilo que os últimos minutos da primeira parte tiveram: a equipa do Benfica continuou a controlar o encontro e a ter mais oportunidades de perigo comparado com o adversário. Aos 63 minutos de jogo o técnico do Estoril apostou na entrada de Gustavo Tocantis para dar velocidade ao lado esquerdo do ataque caseiro. O camisola 14 acabou por dar alguma energia ao jogo mas não a suficiente. A falta de soluções encarnada fez com que Rui Vitória fizesse entrar Cervi para o lugar de Rafa. O argentino trouxe velocidade ao jogo mas também não fez a diferença pretendida.
O resto do encontrou continuou a ser comandado pelo Benfica. Rui Vitória fez entrar Raul e retirou de campo Carrillo. O peruano esteve longe da forma que já mostrou nos passados jogos. As substituições do Estoril mostraram pouco resultado e mais gestão de equipa. Já os encarnados cresceram no encontro, rematando cada vez mais, surgindo com mais perigo na baliza do português Luís Ribeiro. Nota para a grande exibição do jovem de 24 anos. O camisola 96, formado no Sporting, esteve muito bem durante a partida tendo sido protagonista em alguns lances de maior aperto do Estoril. Aos 89 minutos chegaria o golo da diferença. Eliseu de calcanhar (e que momento) passa para Cervi que cruza e deixa Mitroglou fazer o 2-1 final.
Mais um fim-de-semana se passou, mais uma jornada do Girabola se jogou. Em jeito de festa carnavalesca, a 3.ª jornada trouxe uma enorme surpresa e um facto que é digno de ser referido: nas oito partidas disputadas, não se verificou um único empate no final do tempo regulamentar, o que já não ocorria há bastante tempo no campeonato angolano. Adiante, vou falar dos jogos ocorridos no fim-de-semana festivo.
Em primeiro lugar, o resultado-surpresa da jornada verificou-se na partida disputada no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, entre o Progresso do Sambizanga e o Recreativo do Libolo. Num jogo onde o favoritismo recaía a 100% para a formação do Calulo, os Sambilas (alcunha da equipa do Progresso) surpreendeu tudo e todos e venceu por 1-0, com o golo a ser apontado por Fofó aos 44’, após um excelente jogada coletiva.
Tirando o golo ter sido marcado já perto do intervalo, o jogo em si não foi sempre bem jogado durante a 1.ª parte por ambos os lados, com os adeptos presentes nas bancadas a suplicarem pelo apito do árbitro para o intervalo, uma vez que não houve muitas ocasiões flagrantes para surgirem mais golos. Na 2.ª parte, a equipa do Libolo bem tentou alcançar o golo do empate mas sem sucesso, muito por falta de discernimento na hora de finalizar. Com este resultado, a equipa do Sambizanga conquistou a sua primeira vitória na edição deste ano do Girabola.
Os resultados da 3ª jornada do Girabola Fonte: Girabola
A equipa que mais beneficiou com a derrota do Rec. Libolo foi o Kabuscorp do Palanca, que assumiu a liderança isolada do campeonato. O conjunto do bairro do Palanca foi até à casa dos Bravos do Maquis, no Moxico, arrancar um triunfo pela margem mínima (0-1). O resultado final reflete perfeitamente as enorme dificuldade sentida pelos visitantes em chegar à baliza dos Maquisardes (alcunha da equipa dos Brav. do Maquis), sendo que o golo vitorioso apareceu ao cair do pano, com Nary a ser o herói para a equipa forasteira. Foi a terceira vitória em outros tantos jogos obtida pelo Kabuscorp, o que lhe permite ser já líder isolado.
O campeão do Girabola’16 teve uma visita bastante tranquila até à província das Acácias Rubras (Benguela). Numa partida de Primeiros (1.º de Maio vs 1.º de Agosto), a formação de Luanda bateu por 0-3 a equipa benguelense, com um dos golos a ser apontado pelo português Diogo Rosado, que está a participar no principal campeonato angolano pelo segundo ano consecutivo, após uma breve passagem pelo Progresso da Lunda Sul. Esta foi somente a segunda partida realizada pelos Militares na prova, uma vez que ainda têm um jogo em atraso, devido à participação na Liga dos Campeões africana.
O maior rival do 1.º de Agosto, o Petro de Luanda, também venceu o seu jogo. No derby luandense, a equipa petrolífera levou a melhor sobre o Interclube do português Paulo Torres – 2-0 no final dos 90’, com Abdul e Manguxi a fazerem os dois golos do Petro. O jogo ficou ainda negativamente marcado pelas expulsões de dois jogadores do Interclube, Moco e Dasfaa, que acabou por estagnar a reação dos visitantes aos golos sofridos.
Nos outros jogos da jornada, o destaque vai para o Santa Rita de Cássia que festejou a sua primeira vitória de sempre no Girabola, ao derrotar o Progresso da Lunda Sul por 2-1. Naquela que foi a primeira partida após o triste acontecimento ocorrido no dia 1 do campeonato, a vitória simbolizou um ato de esperança e força para o clube que se estreia pela primeira vez na sua curta existência no principal campeonato angolano. Os restantes jogos terminaram assim: Sagrada Esperança 1-0 ASA, Desportivo da Huíla 2-0 JGM do Huambo e Académica do Lobito 2-1 Recreativo da Cáala.
Nesta melhor fase do FC Porto (à excepção do fatídico jogo com a Juventus), um nome tem de ser tido em conta no meio campo portista: André André.
Quando este jogador chegou ao Dragão, teve nos seus primeiros dois/três meses a sua melhor fase de dragão ao peito com exibições de encher o olho e com aquele golo ao SL Benfica que deu, na altura, os três pontos. A partir daí, começaram os problemas físicos e a consequente quebra de rendimento, sem nunca mais se conseguir afirmar, sendo utilizado a espaços. Este ano, o percurso é claramente inverso. Começou no banco, com poucos minutos de utilização e, agora que se está a entrar na fase das grandes decisões, tem surgido regularmente no onze inicial.
Percebe-se a aposta num jogador de rotação sempre alta, que dá tudo em campo pela sua equipa, que tem boa qualidade de passe, embora tendo de melhorar as suas chegadas à área onde tem capacidade para ser mais incisivo do que é atualmente. Apresentou-se a um nível muito bom no jogo do passado domingo no Estádio do Bessa, sendo um box-to-box que era necessário neste jogo, apoiando o ataque e, simultaneamente, a defesa.
Fonte: FC Porto
Vemos, na imagem acima, como André André deambulou pelo campo todo, mas sempre com critério, tendo tido uma percentagem de acerto no passe de 92,9% e 88,5% no meio campo adversário. Teve uma oportunidade de golo e, defensivamente, um corte e duas interceções. Um jogador que pode ser muito importante no que resta da época e o treinador do FC Porto agradece, ganhando uma opção muito credível no miolo do terreno. Um jogador à Porto, que deixa tudo em campo, que é um jogador de um, dois toques para acelerar a circulação e um jogador muito competente também no processo defensivo.
Tem de melhorar a tomada de decisões e a velocidade com que executa (um aspeto que distingue os grandes jogadores dos bons jogadores) para ser ainda mais completo. Tem também, e isto são interpretações minhas, a vantagem de que se tiver de ficar no banco, não vai ficar cabisbaixo ou arranjar problemas no balneário, revelando espírito de equipa. Uma boa adição e que pode ser muito importante no desgaste da época.
A NBA é comandada por algumas das melhores mentes mundiais. Alguns dos melhores negociadores do globo exploram cada vez mais o mercado do basquetebol norte-americano com sucesso, embora haja sempre quem insista em fazer mais do que aquilo que as suas competências permitem. É o caso de Vivek Ranadivé. O dono dos Kings salvou a equipa de Sacramento de uma mudança para Seattle e garantiu um novo pavilhão para a sua equipa, mas sempre que decide “meter o nariz” na gestão do plantel, dá asneira. A troca de DeMarcus Cousins é só uma gota num oceano de decisões estranhas, num franchise sem aparente direção.
Desde o início que Cousins teve alguns problemas com os Kings e vice-versa, é um facto. Não pela sua qualidade basquetebolística, mas pelos seus problemas de comportamento. Portanto, depois de vários anos sem ganhar nada e vários conflitos, era normal que os Kings procurassem uma troca que lhes permitisse seguir em frente e que permitisse também ao poste fazer o mesmo. Já não é tão normal trocar-se uma peça com a qualidade de Cousins, um jogador à volta do qual se constroem equipas, por um cheeseburger e uma dose de batatas, sem direito a bebida. E tudo porque o dono da equipa acredita que um rapaz das Bahamas é a reencarnação de Stephen Curry.
Aliás, Ranadivé é um homem obcecado com os Warriors. Portanto, passa a ser menos estranho que o dono dos Kings e ex-dono minoritário da equipa de Oakland tenha rejeitado toda e qualquer abordagem por Cousins ao longo dos anos e que depois tenha trocado o seu melhor jogador por quase nada, duas semanas após DeMarcus Cousins ter sido filmado a dizer “f*** Golden State”. Mas até aí podia ter feito um melhor trabalho. A equipa de Sacramento trocou DeMarcus e Casspi por Buddy Hield, Tyreke Evans (que termina contrato no fim da época) e Galloway (que tem o poder de decisão sobre a renovação do contrato), mais uma escolha protegida de primeira ronda no draft e uma escolha de segunda ronda. Ainda tiveram de mandar embora Matt Barnes, por falta de espaço no plantel. E tudo isto para depois ouvirmos o General Manager Vlade Divac dizer que os Kings tinham recebido (e rejeitado) uma proposta melhor dois dias antes…
O novo #24 Buddy Hield Fonte: Sacramento Kings
Tudo isto porque o dono da equipa vê em Buddy Hield um potencial Stephen Curry. O mesmo dono que enviou Tyreke Evans embora por troca com Greivis Vasquez, um jogador que não durou vinte jogos em Sacramento, cidade que vê agora regressar Evans. O mesmo dono que insistiu uma e outra vez em escolher Nik Stauskas, um homem que, adivinharam, já não reside na California e que achou que era uma boa decisão contratar Darren Collison em vez de manter Isaiah Thomas. Vivek Ranadivé é o homem que decidiu dar um lugar no plantel e minutos de jogo ao primeiro indiano na NBA, Sim Bhullar, que provou o porquê de ter sido também o único indiano a fazer parte de uma equipa da NBA.
É ainda o mesmo dono que despediu Mike Malone, um dos melhores treinadores que os Kings tiveram nos últimos anos, por supostos problemas com o então GM Pete D’Alessandro. E antes que decidam pesquisar, Malone é agora treinador dos Nuggets em busca de um lugar nos playoffs, tendo sido contratado por… Pete D’Alessandro. Ranadivé é ainda o mesmo dono que trocou Stauskas (sim, o mesmo pelo qual Vivek era maluco uns anos antes), Carl Landry e Jason Thompson para garantir espaço para Bellineli, Rondo e Koufos, sendo que apenas o último se mantém na equipa. E não vamos falar sequer daquela vez em que Ranadivé sugeriu que os Kings começassem a defender em 4 vs. 5, com um jogador na frente preparado para marcar cestos sozinho…
No meio de tudo isto, o pobre Vlade Divac veio a público dizer que se demite se esta troca não der frutos em dois anos. Por isso, não se surpreendam se em 2019 Divac for um homem desempregado, porque é muito provável que o seja. Vivek Ranadivé pode ter salvo os Sacramento Kings de se tornarem nos Seattle Supersonics, mas a que custo?