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Vitória FC – Em busca de um melhor fim

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Cabeçalho Futebol Nacional

O Vitória Futebol Clube é um dos clubes com mais histórias no futebol português. Com 3 Taças de Portugal e uma Taça da Liga no seu museu, e prestações dignas no campeonato e nas competições europeias, sendo também um clube com uma forte ligação ao seu povo, aos seus sócios e adeptos.

No entanto, nos últimos anos tem sido frequente ver o Vitória a realizar épocas de sobressaltos, com constantes fugas à despromoção. Apesar das grandes limitações financeiras que assolam o clube há anos, o Vitória FC tem conseguido permanecer no convívio entre os grandes desde 2004/2005, muito graças à crença e ao espírito de sacrifício dos sadinos.

A época passada foi mais uma época complicada para os sadinos. Sob o comando técnico de Quim Machado, a equipa setubalense até realizou uma primeira volta positiva, mas na segunda, a equipa ressentiu-se da perda do seu goleador (Suk transferira-se para o FC Porto) e só conseguiu garantir a manutenção na última jornada, terminando o campeonato num aflito 15º lugar.

De modo a evitar mais aflições, o presidente Fernando Oliveira apostou no regresso de José Couceiro para levar a equipa a voos mais altos. O técnico lisboeta iria então fazer a sua terceira estadia no Vitória de Setúbal, até porque a este estão associadas algumas das melhores épocas do clube sadino neste século.

Na primeira em 2004/2005, realizou uma primeira volta sensacional que valeu a sua transferência para o FC Porto a meio da época, levando o Vitória FC a marcar presença nos lugares cimeiros da tabela classificativa e formou as bases da equipa que conquistaria a final da Taça de Portugal no final da época. Regressaria à cidade do Sado no decorrer do campeonato 2013/2014, substituindo José Mota após a sétima jornada com o clube na penúltima posição, conseguindo fazer crescer a equipa, com esta a terminar o campeonato num tranquilo sétimo lugar.

Foi no vitória de Setúbal que José Couceiro foi mais bem sucedido na carreira Fonte: Vitória Futebol Clube
Foi no vitória de Setúbal que José Couceiro foi mais bem sucedido na carreira
Fonte: Vitória FC

Na terceira estadia do ex-treinador do Sporting CP, as coisas também parecem remar a favor da maré, com o clube sadino a ocupar neste momento o oitavo lugar (em igualdade pontual com o Boavista FC) e a praticar um futebol positivo que agrada os adeptos, mas sabendo também jogar em contenção quando necessário, como se viu por exemplo nas recepções ao FC Porto e ao SL Benfica. Conseguiu também o apuramento para a Final Four da Taça da Liga.

Época após época, o plantel do Vitória de Setúbal é sempre um dos mais nacionais do campeonato. E de certa forma, as limitações financeiras do clube contribuem para isso. A nível da política de jogadores, o Vitória FC é um clube que se mantém fiel à sua tradição de apostar e valorizar o produto nacional, doseando a aposta na juventude (sejam formados no clube ou emprestados por algum dos grandes), com a contratação de jogadores oriundos de divisões inferiores, tais como Costinha, Vasco Costa e João Amaral.

SL Benfica 3-1 GD Chaves: À anarquia, respondeu-se com talento

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Foi de uma forma assertiva, competente, mas nem sempre brilhante, que o Benfica resolveu um dos desafios mais competitivos que tinha no Campeonato até ao clássico frente ao Porto. O encontro foi entretido e, sem que tenha tido muitos momentos de brilhantismo – o golo de Bressan tem de ser destacado –, foi quase sempre “rasgadinho” e imprevisível. Imprevisível não porque o Benfica tenha feito uma má exibição – os encarnados foram irregulares, mas tiveram bons momentos –, mas, principalmente, por culpa de um Chaves que começa a fazer da qualidade nos jogos contra os grandes uma regra. A maior parte das equipas vê nessas oportunidades uma excepção.

Nos primeiros 15 minutos, a ameaça Chaves tornou-se real. A equipa, agora comandada por Ricardo Soares, teve o jogo controlado e por poucas vezes o Benfica chegou a zonas de finalização. A desinspiração imperava no jogo encarnado. Mas, como muitas vezes acontece no futebol, estava o talento guardado para o momento importante. Nélson Semedo sacou um cruzamento perfeito e Mitroglou – a atravessar grande momento – colocou o Benfica em vantagem. O golo acabou por ser decisivo para o resto do primeiro tempo. O Chaves até reagiu bem logo a seguir, mas, até ao intervalo, o Benfica, sem grande brilhantismo, levou o jogo para onde queria. Faltava a qualidade na definição. Ela, mais tarde, iria chegar…

Chegou…e de que maneira. Com um Benfica controlador e um Chaves com mais dificuldade para ligar o jogo ofensivo, o encontro teve um dos seus momentos altos: Bressan, aproveitando falha de marcação na zona da meia-lua, disferiu um pontapé canhão, fazendo mais um grande golo no Estádio da Luz; no ano passado, ao serviço do Rio Ave, já tinha feito o gosto ao pé em grande estilo.

A segunda parte chegava e, quando se esperava um Benfica tenso depois do golo do empate, o contrário aconteceu. Os primeiros 15 minutos do segundo tempo tiveram o melhor Benfica do encontro. Futebol rápido, criativo, com ideias (que tinham faltado antes). Esse momento acabou por ser materializado com um belo golo. Mais pressão, Samaris bem no passe, Salvio a decidir, com uma simulação, e Nélson Semedo – jogo incansável do português – oferece o golo a Rafa.

Curiosamente, a entrada de Jonas coincidiu com uma baixa de intensidade do Benfica. O brasileiro deu à equipa mais capacidade de pausar o jogo e o Benfica acabou por ser mais criterioso e menos espectacular.

O jogo continuava entretido e com motivos de interesse. Aqui, uma palavra para o Chaves. Mais uma exibição personalizada na casa de um grande, com qualidade no processo ofensivo e muita personalidade. Esse carácter ficou bem vincado na capacidade que a equipa teve de manter o resultado em aberto. O jogo poderia cair para qualquer lado, mas, para mal dos flavienses, o instinto de um grego que se mostra imparável foi o suficiente para matar as aspirações de uma equipa honrosa. O Chaves quis levar o Benfica à anarquia  e “só” o (muito) talento salvou as águias. Quer-se mais 90 minutos destes no nosso futebol…

Foto de capa: SL Benfica

Grazie, Claudio!

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Cabeçalho Liga Inglesa

O futebol é o momento. Essa é uma verdade universal cada vez mais enraizada no futebol. Mas tem mesmo que ser assim, caro leitor? Não há histórias – ou futebóis – que deviam perdurar para sempre? Ou pelo menos prolongarem-se por mais um bocado? Para mim, que sou um romântico do jogo assumido, o futebol não é o momento. Para mim, o futebol é Claudio Ranieri. Sim, o atual treinador campeão inglês.

Ranieri foi despedido. A notícia caiu como uma bomba no mundo do futebol. Mas exemplifica bem a nova realidade deste jogo que nos apaixona tanto e ao mesmo tempo nos desilude de uma maneira igualmente proporcional.

A época não se afigurava fácil. Depois de superarem todas as expectativas e alcançarem um dos maiores feitos de sempre da história do futebol, os homens de Leicester, comandados pelo treinador italiano, não conseguiram manter a senda de vitórias que os levou ao céu da Premier League e os resultados vieram por aí baixo. Sacrificado? Claudio Ranieri.

A equipa ocupa o 17.º lugar da liga inglesa, o último lugar acima da linha de água e foi eliminada recentemente pelo modesto Millwall na Taça de Inglaterra. Mas ninguém pensou que os dirigentes do campeão inglês tivessem a coragem de despedir Ranieri. Aconteceu. E nem a razoável campanha, até agora, na Champions, salvou o italiano.

Apesar de ter contratado vários reforços, a equipa nunca conseguiu ultrapassar a saída de Kanté. Vardy também não tem conseguido apresentar o rendimento que o levou a ser um dos melhores avançados de Inglaterra, Mahrez tem sido um sombra do que fez o ano passado. E a equipa sofre. E o treinador é despedido.

A questão é: O que Ranieri conquistou, fez, alcançou, não é merecedor de algo mais? A situação era assim tão irreversível?

São muitas questões por responder. Algumas delas serão respondidas nos próximas tempos. Uma coisa é certa: o futebol é o momento. Mas o Leicester é Claudio Ranieri. E no fim o Leicester devia prevalecer sobre o futebol.

O Homem merecia mais.

Da nossa parte, só há uma coisa a dizer – grazie, Claudio. Fizeste-nos acreditar mais um bocadinho na magia do futebol.

Os 10 melhores laterais do FC Porto deste século

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Defendem e atacam e estão muitas vezes ligados ao objetivo primordial do futebol: o golo. Seja a marcar, a assistir ou a ser responsabilizado por um tento sofrido, o lateral é uma das funções mais bonitas e de grande responsabilidade do futebol atual. Pelo FC Porto, desde o início do séc. XXI, passaram grandes nomes na posição que agora pode recordar. Muitos outros poderiam aqui constar, mas neste Top só cabem 10…

Foto de Capa: FC Porto

Erros individuais mataram estratégia

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Foi ingrata a noite Europeia no Dragão a expetativa era grande e a forma como aconteceu a derrota deixa um amargo de boca nos adeptos portistas.

Na minha opinião a estratégia estava bem montada, a entrada de Ruben Neves foi a surpresa, procurar dar mais agressividade e poder de meia distância ao meio campo devera ter sido o pensamento de NES.

O restante onze era o expectável, pelo menos para mim, porque acho que Herrera em jogos desta dimensão tática é sempre opção não apenas para NES mas para todos os últimos treinadores do FC Porto. É um jogador com um sentido posicional acima da média, grande leitura na ocupação dos espaços e é por isso que os diversos treinadores não prescindem dele. Aceito que não seja um jogador vistoso de grande empatia com os adeptos, mas é muito útil a nível tático.

Contra uma equipa da dimensão da Juve o jogo tinha de ser pensado e preparado numa logica de 180 minutos, não sofrer golos era fundamental, jogar no erro da equipa Italiana era uma estratégia inteligente, tendo dois jogadores como Soares e André Silva que num futebol mais direto jogando na profundidade podiam ferir o adversário que com Barzagil e Chiellini no eixo da defesa teriam dificuldade nesse tipo de futebol.

Mas o minuto 27 foi fatal, Alex Telles teve dois minutos de desconcentração e colocou toda a estratégia em causa. Nesta dimensão jogar 65 minutos com dez jogadores é fatal. É evidente que o árbitro poderia ser mais condescendente porque a falta que deu origem ao segundo cartão amarelo não é propriamente perigosa, nem pós a integridade física do jogador em causa. Piores danos teve Herrera no seu pé esquerdo esse sim foi um lance perigoso para o atleta. Mas Alex Telles foi imprudente, espero que aprenda com este erro, mas Domingo tem de jogar para recuperar mentalmente deste lance.

Herrera deu provas do seu profissionalismo Fonte: FC Porto
Herrera deu provas do seu profissionalismo
Fonte: FC Porto

Considero NES um estratega, o jogo estava muito bem preparado para ser ganho no pormenor. Agora a eliminatória esta praticamente perdida, mas um golo cedo em Turim pode criar intranquilidade na equipa Italiana e quem sabe se não conseguimos o milagre.

Domingo é outra luta, a equipa tem de recuperar quer física quer mentalmente, acredito que NES vai fazer algumas mudanças quer por motivos físicos e de gestão quer pela questão tática do jogo e ate por motivos de castigo, visto que Felipe esta castigado.

Foi uma quarta-feira difícil porque para um portista perder é sempre muito duro, mas temos de tentar ver um pouco mais longe no horizonte e o futuro vai ser risonho não tenho dúvidas!

Fonte: FC Porto

 

Eleições no Sporting CP: o que ficou do duelo

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Chegado o momento mais importante antes das eleições do próximo mês, todos os Sportinguistas tiveram a oportunidade de assistir ao primeiro e único debate entre os candidatos à Presidência do clube. Com duas listas na disputa, o duelo parece ter condescendido às regras clássicas, começando cortês e elevando-se aos poucos, no ritmo e no tom, ao longo do tempo do debate.

Enquanto, num dos lados, Pedro Madeira Rodrigues marcava a sua estreia, Bruno de Carvalho, no outro, entrou no confronto oratório depois de liderar o Sporting durante os últimos quatro anos. As cartas de cada um eram, portanto, muito diferentes. As intenções também. Dependentes da fluência dos temas, a estilística acabou por ser determinante em vários momentos, e apesa

r de toda a subjectividade inerente a estes duelos cordiais – em que nenhum dos intervenientes desiste -, não será impossível identificar um vencedor da troca de argumentário. Talvez por esta estreia o obrigar a remodelar a postura na explicitação de ideias, existia alguma especial atenção virada para Madeira Rodrigues, que começou o debate reafirmando uma das suas armas mais recorrentes: a confiança que sente por parte dos Sportinguistas com que vai falando. Sinteticamente, e avaliando para tudo aquilo que já não pertencia ao patamar da novidade, Madeira Rodrigues começou bem, respondendo a Bruno de Carvalho na primeira ronda, expondo aquilo que iria ser introduzido na estrutura leonina. Enquanto o atual Presidente prometia a continuação do trabalho desenvolvido, o candidato adversário apontava o futuro para o caminho oposto. Até aqui nada de novo.

Decorreu o único debate antes das eleições de 4 de março Fonte: Montagem BnR
Decorreu o único debate antes das eleições de 4 de março
Fonte: Montagem BnR

Foi, porém, ultrapassada a fase preliminar do debate, que os esclarecimentos surgiram, ora evidenciando fraquezas, ora enaltecendo a posse da razão. E podemos ir direitos ao assunto: Bruno de Carvalho venceu este debate, e a vitória justifica-se com gestos tão elementares da retórica, onde o desmembramento dos argumentos do adversário foi fulcral. Repare-se: num determinando momento do debate, ainda inicial, constatou-se que Madeira Rodrigues começou a preferir atacar Bruno de Carvalho com, por exemplo, as saídas de alguns elementos da estrutura do Sporting. Contudo, a justificação do Presidente do Sporting foi muito, mas muito mesmo, mais eficaz do que a indirecta acusação do adversário. Por seu turno, e continuando na avaliação estratégica, podemos dizer que Bruno de Carvalho deu licença ao outro candidato para tomar as rédeas da condução da conversa. Apesar da moderação, as ideias soltas que iam surgindo foram, tanta vez, os motes para respostas que ficavam pendentes. E, neste capítulo, Madeira Rodrigues também perdeu, viabilizando a abordagem de temas exteriores ao clube, e para os quais não conseguiu assegurar o domínio. Em paralelo, mesmo parecendo paradoxal, foi o candidato que tinha menos a provar quem mais se preocupou com a elucidação dos Sportinguistas, tanto com iniciativas preparadas para a oratória – exemplificadas por esclarecimentos financeiros -, como com respostas aos projectos de Madeira Rodrigues – como ilustra o Dossiê das obras do Estádio de Alvalade.

Que Estoril Open 2017? Um Cartaz em Crescimento

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Cabeçalho modalidadesÉ já dentro de pouco mais de dois meses que terá início a edição de 2017 do Estoril Open. O torneio, integrante do ATP 250 Series, tem um prémio monetário na ordem dos 450.000 dólares e, após as incertezas de 2015, começa agora a crescer novamente e a levar ao Estoril nomes mais sonantes do panorama tenístico internacional.

Relativamente à edição de 2017, as informações são ainda escassas, mas por enquanto sabe-se que o cartaz contará com dois nomes relevantes mas, de certa forma, expectáveis: João Sousa (39º do ranking ATP) e Pablo Carreño Busta (24º do mesmo ranking). Relativamente a João Sousa, a jogar em casa e na sua superfície favorita, as expetativas são elevadas; poder-se-ia mesmo dizer que, para qualquer aficionado de ténis em Portugal, seria uma oportunidade única ver um tenista português vencer um torneio ATP no seu país.

Porém, para tal, João Sousa terá que trabalhar arduamente a vertente emocional que, nos últimos anos, tem levado o português a apresentar resultados que desapontam, no torneio (eliminado na 1ª ronda, em 2015, por Rui Machado, e eliminado na 2ª ronda, em 2016, por Nicolás Almagro). Já Carreño Busta, finalista vencido na edição de 2016, apesar de se tratar de um jogador extremamente consistente (sobretudo em terra batida) e de ter uma pancada de esquerda a duas mãos muito interessante, tende a não ser um tenista muito acarinhado pelos aficionados de ténis, talvez por não apresentar uma verdadeira arma no seu jogo. Contudo, na mente dos portugueses, estará certamente a titânica final do ano passado disputada frente a Nico Almagro.

Fonte: Pablo Carreño-Busta
Fonte: Pablo Carreño-Busta

Apesar dos dois nomes referidos, a grande atração da edição 2017 do Estoril Open parece mesmo ser a Torre de Tandil, Juan Martín del Potro. O tenista argentino, fustigado por diversas lesões, tem um ranking que em nada espelha a sua qualidade tenística (atual 42º ATP) e, acima de tudo, uma atitude em court e uma história de superação que arrastam multidões. Delpo é detentor de um excelente serviço e de uma pancada de direita portentosa, capaz de colocar dificuldades a qualquer um dos melhores tenistas do mundo. Vencedor de um US Open (2009), semifinalista em Roland-Garros (2009) e em Wimbledon (2013), e medalhado de prata nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Juan Martín del Potro promete levar ténis ao mais elevado nível ao Estoril e arrastar consigo uma verdadeira legião de fãs.

Fonte: Juan Martín del Potro
Fonte: Juan Martín del Potro

Ultimam-se os preparativos no Clube de Ténis do Estoril e ganha forma um cartaz que se espera poder ser o melhor de sempre. Após a perda do torneio na vertente feminina e as incertezas que rondaram a sua realização em 2015, o Estoril Open parece reerguer-se de forma consistente e, em 2017, trará novamente a Portugal a oportunidade de se assistir ao vivo a alguns dos melhores tenistas da atualidade. Resta agora aguardar que, tal como ocorreu com Jo-Wilfried Tsonga no ano passado, não se verifiquem desistências de vulto e que os tenistas mais cotados não abordem o torneio, tal como Feliciano López o fez em 2015, de forma algo displicente.

Foto de capa: Estoril Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

PSG: O ano de afirmação na Europa

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Cabeçalho Liga Francesa

Atual detentor da hegemonia a nível do campeonato francês, o Paris Saint-Germain ainda não conseguiu impor o seu poder numa grande competição europeia. Essa hegemonia pode estar próxima de ser quebrada no final de época, com a cada vez mais provável conquista do campeonato por parte do AS Mónaco, que segue no primeiro lugar com mais três pontos do que os parisienses, e, por outro lado, as normalmente inconsequentes participações nas competições europeias podem findar-se nesta época. Tudo depende dos franceses, que após derrotarem o Barcelona por 4-0(!) na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões veem escancarar-se a porta de entrada nos quartos de final da mesma.

Olhando para as épocas mais recentes, a melhor classificação do PSG na competição milionária foi a presença nos quartos de final, nos quais foi eliminado por equipas como Barcelona, Chelsea ou Manchester City. As eliminatórias nas quais isso aconteceu nunca foram muito desequilibradas, mas isso pouco importa na Liga dos Campeões, onde apenas um golo pode fazer toda a diferença. Em duas dessas épocas, o PSG defrontou o poderoso Barcelona, e foi eliminado claro, por uma das melhores equipas do Mundo. Barcelona esse que este ano pode, no entanto, apadrinhar uma nova passagem da equipa de Unai Emery à próxima fase da Champions, depois de ter saído derrotado de Paris por 4-0, e testemunhar a sua afirmação no panorama do futebol europeu.

Lucas festeja um golo apontado ao Arsenal Fonte: PSG
Lucas festeja um golo apontado ao Arsenal
Fonte: PSG

O campeonato não está a correr da melhor maneira para os tetracampeões, que podem assim virar todas a suas atenções para a maior competição a nível europeu e concentrar-se em retirar algo dela, mais concretamente um título, que nunca conquistou, tarefa para a qual tem um plantel bastante rico em qualidade e com jogadores com vasta experiência a nível europeu que pode ser preponderante no decorrer das próximas eliminatórias.

Jogadores como Ángel Di María ou Thiago Motta, que já conquistaram a Liga dos Campeões, sabem bem o que lhes espera nas próximas semanas e estão encarregues de transmitir aos colegas o que é necessário para chegar ao tão desejado título europeu. No entanto, e para além desses, o plantel do Paris SG conta também com jovens de grande talento e com vontade de se mostrar numa das maiores competições a nível mundial, e que estão prontos para se colocarem na grande montra do futebol. Jogadores com valor já confirmado como Draxler, Marquinhos ou Verratti não necessitarão tanto desta “montra”, mas não devemos esquecer jogadores ainda por se afirmar na Europa como Gonçalo Guedes, Meunier ou Aurier, que olharão certamente para esta competição com outra motivação e vontade de mostrar serviço.

Este Benfica: Tática ou Quebra?

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Parece existir uma certa tendência para que todas as boas sequências tenham quebras. Dá a ideia que estas falhas aparecem como uma necessidade de recuperar algum suspense previamente perdido e manter o público com um batimento cardíaco acima do esperado e agarrados à cadeira. Contudo, a questão que se coloca é, será que esta quebra/tensão gerada pelo Benfica de Rui Vitória é propositada ou simplesmente acontece?

Soa, de uma maneira quase tola, mal dizer que tudo isto é de propósito. Afinal de contas é difícil de acreditar que a equipa retire alguma espécie de prazer em fazer os adeptos sofrer sem grande necessidade. O problema é que já no ano passado foi a mesma coisa, embora noutro registo.

Por esta altura em 2016, o Benfica era segundo classificado e estava a poucas semanas de jogar em Alvalade, jogo que, como se sabe, viria a mudar o rumo do campeonato e levar o Benfica ao tricampeonato. Nessa altura o sofrimento da aficíon encarnada era justificado pela perseguição ao primeiro lugar, mas desta vez é só maldade.

A que é que deve esta quebra de rendimento disfarçada de sorte? Estarão os jogadores cansados? Bem, em matéria de cansaço acho que podemos todos concordar que Pizzi precisa que o Benfica lhe ofereça uma semana num spa com direito a massagens. O homem tem sido titular constantemente e a julgar pelos resultados e o grau de exigência, não me parece que tão cedo tenha direito a descanso. Fejsa nunca mais foi o mesmo desde da lesão. Não sei, parece que voltou em corpo, mas não em espírito. Alguém contacte o prof. Karamba para ver se isto muda. E o resto da equipa? Bem, o resto da equipa faz lembrar o Mantorras no fim da carreira. (Sem ofensa. Muito respeito pelo shôr Pedro).

Mitroglou deu o triunfo ao SL Benfica em Braga Fonte: SL Benfica
Mitroglou deu o triunfo ao SL Benfica em Braga
Fonte: SL Benfica

O Lindelof fez um bom jogo desde que o ano começou UM! Foi contra o Dortmund em casa e foi o que nos safou lá atrás. O Luisão tem aguentado o barco, mas os adeptos já gemem pelo Jardel. O Eliseu…(olha para baixo e respira fundo) Bom, o Eliseu faz o que pode e o que não pode, literalmente. O Nélson é o menino de ouro. Joga quase sempre bem e raramente compromete. Já falei mal e bem do Salvio, nesta altura não sei mais o que diga. O Carrillo lá vai surpreendendo e o pobre do Mitroglou, que vai safando o Benfica, nunca sabe com quem joga, se com o Rafa, que nem para salvar uma criança de se afogar marca, se com o Jonas, que ao contrário de muita gente que está entre relações, está entre lesões, ou o Jiménez que ainda deve estar de ressaca.

A verdade é esta. O Benfica teve uma quebra acentuada, não por razões táticas, não que Vitória seja um Conte ou um Sampaoli, mas por cansaço. A equipa aguenta bem os primeiros 20/25 minutos e depois não dá mais. Vai abaixo.

Os primeiros sintomas surgiram na meia-final da Taça da Liga. A equipa arrancou bem, marcou cedo, mas depois foi desceu de rendimento. Fez uma segunda parte miserável e viu o Moreirense dar-lhe uma lição de bola e humildade. O problema continuou nos jogos seguintes, como em Setúbal, mas o pior, o pior foi em casa onde não se aguentaram das canetas contra os alemães e foi mais uma vez a sorte a guiar o destino do Benfica.

Rui Vitória tem de arranjar um esquema, uma fórmula, um método para dar a volta a esta situação. Fisicamente tem de conseguir gerir, de forma mais astuta, os jogadores que tem à disposição ajudando a privilegiar o aspeto anímico dos atletas e poupando os adeptos de ataques de dúvida e de coração.

Foto de capa: SL Benfica

Há o Canal da Mancha, e por cá o canal manchado

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Para que algo chegue ao seu destinatário, seja isso palpável ou não, necessita de seguir um canal. Podemos por isso falar de canais que permitem a passagem de pessoas e mercadorias, ou canais que sirvam de divulgação de informação. Ou seja, apesar de diferentes servem para uma mesma finalidade que é facilitar a comunicação entre extremos. Muitas vezes, no entanto, em ambos os casos, surgem nesses canais obstruções que distorcem ou danificam o elemento que se pretende fazer passar.

Concentrando-nos então no canal de comunicação/informação, ou no canal usado para passar a mensagem, o mesmo é composto por vários elementos entre os quais identificamos o Emissor, a mensagem em si (que será transmitida pelo referido canal) e o Recetor, dando depois este último um feedback ao primeiro.

Assim sendo, ao tentar passar-se uma mensagem tem que haver a mensagem em si que é enviada pelo emissor para o receptor, sendo a mesma difundida pelo canal. Pois bem, o canal parece estar manchado de uma cor escarlate, rubra que altera o contexto da mensagem conforme dá jeito, tratando sempre essa mesma mensagem de formas distintas, conforme o emissor e receptor que estejam em causa. Ou seja, o canal que deveria funcionar como a forma de transmitir a mensagem, neste caso altera a mesma para passar segundo um ponto de vista que não será o do emissor. Então, se a mensagem que chega ao receptor estiver descontextualizada, o feedback recebido pelo emissor não estará também contextualizado com a mensagem original. Isto cria um ruído que dificulta a comunicação entre quem quer passar a mensagem e quem a pretende receber.

E quando o canal não descontextualiza, pode ser o próprio emissor a manipular a informação para passar a mensagem que lhe convém, adoptando uma estratégia que teve sucesso lá para os lados da América do Norte, não lançando ideias mas falando banalidades que qualquer adepto gostaria de ouvir ou serem concretizadas mesmo que irrealistas naquele momento, e dizendo que as suas maiores empreitadas vão ser pagas por outros. Espero que os sportinguistas não sejam mais Americanos que os próprios Americanos para irem em conversa de cowboys.