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Jogadores que Admiro #66 – Vanessa Rodrigues

Cabeçalho modalidadesÉ, para mim, a melhor distribuidora portuguesa e a melhor a atuar em Portugal, neste momento. Faz magia com as mãos e nunca se sabe o que esperar das suas ações a cada jogada.

Coleciona títulos individuais e coletivos e uma passagem pelo campeonato brasileiro.

E, espante-se ao saber que, para além do voleibol, a sua outra paixão é a medicina. Sim, medicina. “Não se consegue conciliar a escola com os estudos!”, mas digo e repito eu: mudem-se antes as mentalidades, e tudo se consegue conciliar. Basta sacrifício e querer: Vanessa Rodrigues é prova disso. Pratica a modalidade desde os oito anos, sem interrupções.

Passou por mais de meia dúzia de clubes e deixou a sua marca em todos. Em Portugal: Boavista FC, GDC Gueifães, CA Trofa, CD Ribeirense, Leixões SC, Rosário Vólei, Porto Vólei e atualmente representa o Atlético VC. Sem esquecer a passagem pelo Brasil, no Pindamonhangaba SP.

E se no último artigo falei dos muitos títulos do melhor distribuidor português, também não posso deixar de abordar as conquistas de Vanessa Rodrigues, que aos 29 anos também já vai bem “lançada”. Contam-se uma Supertaça de Portugal, cinco Taças de Portugal, sete Campeonatos Nacionais no escalão sénior, um Campeonato Nacional no escalão júnior e duas Medalhas de Ouro nos Jogos da Lusofonia (Macau 2006 e Lisboa 2009).

Fonte: Pedro Fonseca
Fonte: Pedro Fonseca

Representa também a seleção nacional, da qual já foi capitã, entre 2009 e 2011 e em 2014. Honra, sem qualquer margem para dúvidas, as cores da nossa camisola.

Para além de tudo isto, tem um blog dedicado ao voleibol, com notícias, entrevistas, fotografias, entre outros.

É técnica e taticamente muito boa, com um estilo de jogo bonito e cativante. Já tive a oportunidade de jogar contra ela e foi um motivo de orgulho. É um prazer vê-la jogar, e espero poder fazê-lo durante muitos mais anos!

Foto de capa: Paulo Faria – My Sports Moments

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

2ª Jornada do Girabola: Libolo e Kabuscorp assumem a liderança

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Cabeçalho Futebol Internacional

A 2.ª jornada do Girabola decorreu no fim-de-semana dos dias 18 e 19 de fevereiro, e foi mais uma plena amostra de que a edição de 2017 será bastante incerta e inquietante, no que diz respeito aos resultados finais que se irão verificar após os 90’. Nas próximas linhas, irei falar conta do que ocorreu nos jogos disputados nos diferentes campos espalhados pelo mapa de Angola.

O jogo de principal destaque desta jornada foi jogado na província do Kwanza Sul, mais exatamente no Estádio Municipal de Calulo. A partida opôs frente-a-frente o 3.º e 2.º classificados da época anterior, o Recreativo do Libolo e o Petro de Luanda, respetivamente. As duas equipas entrarem em campo perfeitamente conscientes do poder do seu oponente, daí que os primeiros minutos do encontro tenham sido escassos em oportunidades, embora com a equipa do Libolo a ter algumas excelentes ocasiões para inaugurar o marcador. Foi já perto do final do encontro (aos 82’), que o antigo avançado do Recreativo do Cáala, Paizinho, fez o golo que permitiu aos homens comandados pelo português Vaz Pinto vencer (1-0) pela primeira vez no seu historial de presenças no Girabola a equipa petrolífera. Com a sua segunda vitória no seu segundo jogo na competição, a equipa do Calulo assumiu a liderança do campeonato, partilhada com o Kabuscorp do Palanca.

Eis os resultados completos da segunda ronda do Girabola Fonte: Girabola
Eis os resultados completos da segunda ronda do Girabola
Fonte: Girabola

O Kabuscorp recebeu e bateu o Desportiva da Huíla por 2-1, embora o resultado final não seja indicativo do forte controlo exercido pela equipa da casa, durante os 90’. O jogo foi para o intervalo com um nulo no marcador, muito por culpa dos avançados do Kabuscorp que não tiveram frieza e discernimento na hora de finalizar. O início do segundo tempo foi marcado por uma maior determinação dos visitados em alcançar a posição de líder isolado do Girabola, tanto que aos 53’ e 56’ o Kabuscorp marcou dois golos seguidos e passou para a frente do encontro. Antes do segundo golo, o guarda-redes do Desp. da Huíla, Nuno Gerson, defendeu uma grande penalidade. O melhor que os visitantes conseguiram fazer foi reduzir o marcador para 2-1, por intermédio de Kêmbua.

O vencedor do Girabola’16, o 1.º de Agosto, voltou a não disputar a sua partida para o campeonato, desta vez contra o Recreativo do Cáala, visto que jogou para 2.ª mão da Ronda Preliminar da Liga dos Campeões de África, frente ao Kampala Capital City do Uganda. Quanto a este jogo disputado na capital angolana Luanda, terminou com um sabor agridoce para o campeão angolano: venceu por 2-1, mas não conseguiu passar à próxima fase da prova, pois havia perdido por 1-0 no jogo da 1.ª mão. A equipa d’Os Militares irá realizar no próximo dia 22 (quarta-feira) o seu jogo inaugural no principal campeonato angolano, frente ao recém-promovido JGM do Huambo – Grupo Desportivo Jorge Gomes Mangrinha.

Nas outras partidas da jornada, houve um duelo entre treinadores portugueses. O Interclube de Paulo Torres ganhou ao Santa Rita de Cássia de Sérgio Traguil por 2-0, com os golos a serem apontados por Lindala e Dasfaa. Os restantes quatro jogos acabaram empatados: JGM do Huambo 1-1 Académica do Lobito, Progresso do Sambizanga 2-2 1.º de Maio, ASA 1-1 Bravos do Maquis e Progresso da Lunda-Sul 0-0 Sagrada Esperança.

No término desta jornada, as equipas do Rec. do Libolo e do Kabuscorp assumiram desde já a liderança do Girabola, no que pode ser uma perfeita demonstração de que estes dois crónicos candidatos ao título pretendem terminar a sua época a festejar, embora o facto de ser líder numa fase tão embrionária do campeonato não seja um fator relevante, visto que ainda faltam muitos jogos.

Foto de capa: Girabola

Força da Tática: A tendência do 3x4x3

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Cabeçalho Futebol Internacional

Itália, o berço da pizza, da pasta, da ópera, e do Roberto Di Baggio. Sim, jamais pensaria fazer um artigo sobre algo oriundo do futebol italiano sem mencionar, ainda que ao de leve, um dos meus jogadores preferidos, mas não é dele que falamos. Quando pensamos na terra dos romanos e associamos o futebol vem-nos à cabeça o AC Milan no tempo de Kaká, o Inter de Mourinho, Totti, e a mais recente hegemonia da Juventus. É mais do que isto. Estamos a falar de uma nação tetracampeã mundial, o último do quais em 2006, na final que ficou marcada pela famosa cabeçada de Zidane a Materazzi.

“Em Itália o futebol é mais lento”, ouvi isto numa conversa de café com amigos. Não é que o futebol seja mais lento, mas há uma razão e fundo para se dizer isto. Em vez de lento, em Itália, o futebol é mais estratégico. Está tudo ligado à tática e à principal característica de boa parte das equipas italianas, saber defender.

Se a teoria da falta de rapidez fosse verdade, então poucos seriam os golos marcados na Serie A, e se formos a ver os números, só este ano em 22 jornadas disputas há uma média de 2.77 golos por jogo. Ou seja, quase 3 golos por jogo. Not bad! Mas como já foi fraseado, isto dos golos e da velocidade de jogo depende tudo do que está no papel, a tática. O tempo encarregou-se de munir os italianos com uma capacidade de adaptação que lhes permitiu criar algo de absolutamente invulgar e com resultados fantásticos, o Três Quatro Três.

Antonio Conte começou por usar o 3x4x3 em Siena Fonte: antonioconteoficial.it
Antonio Conte começou por usar o 3x4x3 em Siena
Fonte: antonioconteoficial.it

A ideia de abordar um jogo de futebol com três defesas parece quase suicida, mas facto é, que os italianos e alguns países da América do Sul já o fazem há algum tempo. O problema disto estava na forma como o que estava escrito era transposto para o relvado. Inicialmente os três defesas estavam lá, e quando digo três defesas, são três centrais de raiz. Se há skill pelo qual o defesa-central não é muito conhecido, embora hoje em dia menos, é a rapidez. Ora isto fazia com que a equipa ficasse mais permeável à abordagem dos atacantes adversários. E a compensação? Perguntam vocês. Essa era outra dor de cabeça. Quando as coisas apertavam passava-se a ter cinco em vez de três defesas, que por norma, eram os dois médios mais recuados.

Resultado, desorganização táctico-defensiva que levava ao prejuízo. Mas isso deixou de ser problema. No início da época 2010/2011, dois homens decidiram transformar esta ideia de usar três defesas numa fórmula para ganhar jogos, um no Chile e outro, claro está, em Itália. Jorge Sampaoli antes de ser nomeado seleccionador do Chile era treinador do Club Universidad do Chile e foi lá que ele começou a pôr em prática o 3-4-3. Só para que se tenha noção, antes de Sampaoli e desta forma de jogar, o Universidad do Chile era equipa de ficar entre o 4º e o 8º lugar.

Nasceu o melhor do Mundo para a Europa

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Muito se tem falado de Ederson Moraes nestes últimos dias. Sem rodeios vos digo que Ederson ainda vai ser considerado o melhor guarda-redes do Mundo!

Não é de agora que lhe é reconhecida uma qualidade fora de série. Tem feito um trabalho extraordinário pelo Benfica, e não é por acaso que mete o imperador Júlio César no banco. Ederson destaca-se pelos seus tenros 23 anos e pelo seu potencial de desenvolvimento.

Frente ao Borussia Dortmund, a Europa e o Mundo assistiram a uma das suas mais tremendas exibições – senão a melhor de sempre –, e não vai ser fácil para Luís Filipe Vieira mantê-lo por muito tempo. Nasceu o melhor do Mundo! Ele não verga nem treme perante as situações. Como se viu, fez três ou quatro defesas espetaculares, seja em bolas paradas, corridas ou da marca dos onze metros. Com as devidas vénias a Robben e Benzema, mas o título de jogador da semana na Champions ser-lhe-ia muito bem entregue.

Ele já é digno de comparação com outros grandes guardiões, e é mesmo diferente de todos eles porque é um guarda-redes do futebol moderno que, sem pressão, joga na linha da grande área, e é muito seguro entre os postes e a sair deles. Tecnicamente é quase perfeito e um ponto muito forte e que o distingue bastante dos outros é que mede a trajetória dos pontapés a régua e esquadro e a bola vai para onde ele a quer. Na minha opinião, é ainda melhor que Neuer. Por isso, o que lhe falta para chegar a melhor do Mundo?

Ederson tem sido decisivo na baliza dos encarnados Fonte: SL Benfica
Ederson tem sido decisivo na baliza dos encarnados
Fonte: SL Benfica

No entanto, falta o “quase”, que referi acima, para ser perfeito. É um guarda-redes que nos dá muita segurança, mas manter a concentração durante 90 minutos ainda é um aspeto a melhorar: basta recordar a expulsão no jogo contra o Arouca e agora um lance muito semelhante com o B. Dortmund.

Taffarel, ao serviço da seleção canarinha, observou-o na Luz e ficou rendido ao seu talento, não tendo mesmo dúvidas ao afirmar: “Ederson vai ter um futuro brilhante”. E eu acrescento: já é brilhante! Uma lesão tirou-lhe a titularidade no último troféu da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos, mas o ex-guardião irá, certamente, aconselhá-lo a Tite e Ederson nunca mais irá largar o lugar que há muito lhe pertence: a baliza da sua seleção.

Os grandes clubes europeus têm demonstrado a sua admiração, mas também considero que não será fácil uma eventual contratação, pois o Presidente dos encarnados será muito duro no campo negocial com qualquer interessado. A renovação com o Sport Lisboa e Benfica é recente, a cláusula de rescisão é alta e jogadores desta idade, e ainda com tanto potencial de desenvolvimento, não se encontram por aí. Vejo apenas mais um guarda-redes tão novo e de tão grande qualidade, embora muito aquém da de Ederson, nomeadamente, com os pés: Donnarumma, do AC Millan.

Por todos estes motivos arrisco-me a esperar, para Ederson, o pódio mundial. Bem sei que existem grandes guarda-redes no ativo – Neuer, como já disse, Buffon, Courtois, De Gea –, mas com a evolução que Ederson tem demonstrado e com tanta margem de progressão, vislumbro continuação de altos voos na sua carreira.

Foto de capa: Facebook Oficial Ederson

Artigo revisto por Mafalda Carraxis

Bas Dost na elite europeia dos goleadores

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O internacional holandês Bas Dost foi uma transferência sonante por parte do Sporting, no verão passado. O goleador holandês foi contratado pelo clube de Alvalade, proveniente da Bundesliga, do Wolfsburg.

Com a difícil missão de fazer esquecer Islam Slimani, que se havia transferido para os ingleses do Leicester. A verdade é que o holandês, chegou, viu e venceu. Tornando-se jornada após jornada, não só titular indiscutível no onze de Jorge Jesus, como o melhor goleador da Liga NOS.

Bas Dost, nesta temporada de estreia no futebol português, já fez 29 jogos e marcou 20 golos, nas quatro competições – Liga NOS, Taça da Liga, Taça de Portugal e Liga dos Campeões. Ao serviço do Wolfsburg tinha feito ainda mais duas partidas e marcou mais um golo. Decorridas 22 jornadas da Liga NOS, Dost lidera a lista dos melhores marcadores com dezassete golos, tendo uma média de 0,89 golos/jogo. Com este registo, o internacional holandês supera os arranques de avançados como Slimani, Montero ou Liedson, nas suas épocas de estreia.
Além de ser o melhor marcador do campeonato, Bas Dost foi eleito também o melhor jogador no mês passado Fonte: Sporting CP
Além de ser o melhor marcador do campeonato, Bas Dost foi eleito também o melhor jogador no mês passado
Fonte: Sporting CP
Bas Dost é um ponta-de-lança possante, muito forte no jogo aéreo e sobretudo letal dentro de área. Neste momento, está na luta pela “Bota de Ouro” e está no top europeu dos goleadores, lista liderada por Cavani com 24 golos. Bas Dost está na décima primeira posição, com os mesmos golos que Pierre Emerick Aubameyang, com dezassete tentos.
Estamos perante um craque, que tem uma grande influência no xadrez de Jorge Jesus. É a referência do ataque leonino e nesta época de estreia irá com certeza somar mais golos e pôr os adeptos a cantar o seu nome.
Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

“O maior escândalo do futebol português”

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Luís Ferreira – Não foi uma noite fácil para o árbitro de Braga. Os últimos minutos da primeira parte acabaram por ser desastrosos, com duas decisões duvidosas que sentenciaram a partida a favor dos dragões. Mesmo com recurso às imagens televisivas é difícil perceber se há, ou não, grande penalidade sobre Soares (agarrões mútuos). Bem pior esteve na decisão de expulsar Osório. Admitindo-se a falta, fica claramente a ideia de excesso na exibição do amarelo (o segundo) ao central tondelense. A sua atuação motivou um pedido de reunião urgente do clube encarnado com o conselho de arbitragem. Vá, não vale rir, caro leitor…

Esta pequena transcrição remete para o rescaldo que escrevi na última sexta-feira sobre o jogo que opôs o FC Porto ao CD Tondela e que desencadeou uma onda de comentários negativos e, muitos deles, insultuosos. Antes de mais, quero endereçar as minhas mais sinceras desculpas aos leitores do Bola na Rede pela falta de rigor demonstrada na transmissão da “informação” de que a reunião requerida pelo SL Benfica se devia à atuação de Luís Ferreira no referido jogo. De facto, esse pedido havia sido feito na manhã dessa sexta-feira e publicada no site do Benfica ao início da tarde. Pelo lapso, as minhas desculpas.

Fonte: Página Facebook "Papa Pinto da Costa"
Fonte: Página Facebook “Papa Pinto da Costa”

Em relação ao jogo, o FC Porto venceu e, ao contrário do que se quis fazer passar, o FC Porto não foi beneficiado, nem a minha visão é assim tão distorcida da realidade quanto isso. Senão vejamos: O penalti que dá o primeiro golo aos dragões é, segundo os mais variados avençados desta vida, uma absoluta vergonha. Para estes, não há falta nenhuma e Luís Ferreira quis, claramente, ajudar o FC Porto a passar provisoriamente para a frente do campeonato. Ora então, está aqui…à vista de todos.

Fonte: Página Oficial de Facebook de Miguel Guedes
Fonte: Página Oficial de Facebook de Miguel Guedes

Se, para os arautos da verdade desportiva, as dúvidas ainda persistirem, aconselho uma pesquisa nos sites dos jornais O JOGO e Record que também fizeram eco desta “nova perspetiva”. Em vídeo é sempre mais fácil tirar as devidas conclusões. Depois, a expulsão de Osório, que só peca por…tardia. Antes do lance em que realmente vê o segundo amarelo, o central tondelense já havia “engravatado” Otávio, sem que tivesse sido, sequer, assinalada falta.

Fonte: O Jogo
Fonte: O Jogo

Para terminar uma atuação escandalosamente favorável ao FC Porto, Luís Ferreira ainda se inibiu de marcar uma grande penalidade sobre André André, já perto do final.

Pepa sabia do que falava quando apelidou de surreal a arbitragem deste jogo. De facto, não só não fomos beneficiados como ainda temos razões de queixa de sobra. A todos os que tiraram um pouco do seu tempo para me dispensar uns “carinhos”, deixo aqui a minha resposta.

 Fonte: FC Porto

Mais um capítulo da morte no futebol brasileiro

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Cabeçalho Liga Brasileira

Antes de entrar de fato no assunto do título me permitam ser um pouco nostálgico e contar uma breve história para vocês.

O dia 06 de outubro de 2001 estará marcado na minha vida para sempre. Nesse dia fui ao Mineirão assistir o meu primeiro clássico. Vontade de ir antes tive muitas, porém como era muito novo na época meu pai não me permitia ir e não gostava de me levar ao Mineirão em dia de Atlético x Cruzeiro, por motivos de segurança. Entretanto, nesse dia fui com os meus amigos. Não consegui dormir direito na noite anterior de tão ansioso. Galo e Raposa jogariam uma partida válida pela 16ª rodada do Brasileirão. Lembro que como íamos cedo para o campo nem tomei café da manhã, apenas almocei um pouco e parti para o Gigante da Pampulha.

Pegamos dois ônibus e chegamos no estádio às 14:00 – o jogo começaria às 16:00 – para começarmos os nosso preparativos. Já na arquibancada do Mineirão, ainda vazio, fiquei próximo a torcida organizada do Atlético Mineiro, a Galoucura, pois queria ter a experiência de acompanhar o clássico na parte mais animada do estádio. Aos poucos os torcedores foram chegando, as torcidas começaram os seus cânticos e os meus olhos brilhavam vendo aqueles imensos bandeirões sendo abertos e eu estando por debaixo deles.

Faltando 10 minutos para começar o clássico o time do Galo entrou em campo e meu coração foi a “mil”. Aquela massa gritando “Vencer, Vencer, Vencer” – trecho do hino do Atlético Mineiro – me arrepiou como nunca havia me arrepiado antes na vida. Evidentemente que fui como torcedor e achei a minha torcida a mais linda do estádio, mas hoje percebo que a torcida do Cruzeiro fez uma festa tão bonita para o seu time quanto fez a torcida do Atlético, tanto é que o estádio estava dividido em proporção igual para ambas as torcidas. O jogo começou e a cada minuto uma torcida ecoava cânticos para abafar a voz da torcida adversária.

O Cruzeiro chegou a fazer 2 x 0 no placar. No momento do segundo gol Celeste, eu apenas via aquela multidão na minha frente pulando e gritando e milhares ao meu lado silenciosos. Sentei na arquibancada, onde estava no estádio os torcedores assistiam o jogo em pé, coloquei as mãos na cabeça e pensei que tudo estava perdido. Porém, apenas cinco minutos após esse meu pensamento o Galo diminuiu o marcador e três minutos mais tarde chegou a igualdade. A sensação de fazer o gol de  empate contra o rival aos 45 minutos do segundo tempo é a mesma da conquista de um grande título. Por alguns segundos parecia que não estava ali, estava em algum plano de êxtase total e o cenário que era melancólico se transformou em pura alegria. Bons tempos…

All Star Weekend 2017: All Star Records

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Cabeçalho modalidadesNa passada madrugada, deu-se o embate mais esperado do ano, em Nova Orleães. Depois de um All Star Weekend que deixou a desejar a muitos fãs, todos ansiavam pelo jogo recheado de estrelas, talento e incógnitas. Desde Kevin Durant e Westbrook lado a lado, até à habitual pontuação exacerbada. Num jogo onde defender não fazia parte dos planos e foram marcados triplos e afundanços melhores que os marcados nos concursos, houve tempo para tudo, especialmente para quebrar recordes.

O Oeste entrou em campo com James Harden, Stephen Curry, Kevin Durant, Anthony Davis e Kawhi Leonard, frente a um Este com LeBron James, Kyrie Irving, Giannis Antetokounmpo, Jimmy Butler e DeMar DeRozan. No final do primeiro período, a conferência comandada por Steve Kerr perdia 53-48 e já se somava um total de 101 pontos. Tudo apontava para uma noite mágica e assim foi: houve espaço para Durant e Westbrook no mesmo campo, lado a lado e, ainda que se esperasse alguma hostilidade, os ex-colegas de equipa combinaram e fizeram uma jogada de relembrar os tempos nos OKC.

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Claro que a vantagem oriunda do velhino Este não durou e os talentos do Oeste acabaram mesmo por vencer. 182–192 foi a pontuação final e, no total, as estrelas combinaram 374 pontos, ultrapassando os marcados na passada época (369) e estabelecendo um novo recorde. Esta foi a terceira vitória consecutiva da Conferência Oeste e a sexta, em sete anos.

Os números foram todos impressionantes, desde o resultado até às marcas pessoais. Kevin Durant marcou 21 pontos que,  combinados com 10 ressaltos e 10 assistências, deram ao número 35 dos Golden State um triplo-duplo, tornado-se este, assim, no quarto jogador da história NBA All Star, a consegui-lo. Giannis, do lado Este, somou uns fantásticos 30 pontos e 12 afundanços, entrando para a história com um novo recorde (número de afundanços), juntamente com LeBron James, que foi o primeiro a marcar mais de 300 pontos em All Star Games.

Sem ninguém a impedir cestos, Anthony Davis foi a verdadeira estrela da noite e brilhou em casa, perante um público que lhe é familiar. Em 1962, Wilt Chamberlain estabeleceu um recorde impressionante: 42 pontos marcados num jogo All Star. Chamberlain foi o detentor desse recorde durante 55 anos, mas, ontem, Davis quebrou-o. O monocelha mais famoso da NBA atingiu os 52 pontos numa noite e levou para casa, como é óbvio, o título de MVP da noite. Anthony Davis nas suas declarações afirmou “Foi fantástico. Era o que queria fazer, conseguir o MVP para este público, para esta cidade. Este título significa muito para mim” e promete agora tentar chegar a um novo número: 100 pontos.

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Numa noite em que as rivalidades foram postas de lado, tudo se tornou mágico e bonito. Agora? É esperar pelo próximo ano e pelos próximos recordes.

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Guiões à parte, eles sabem as falas um do outro de cor

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Há um velho ditado que diz: “Duas cabeças pensam melhor do que uma”. Sim, isso à partida parece ser bastante legítimo e credível, mas a tendência para acreditar neste tipo de coisas dá-se quando o testemunhamos. A história já se encarregou de nos mostrar alguns bons exemplos de que o ditado é verdadeiro.

Os irmãos Cohen são um bom exemplo de uma dupla que costuma apresentar bons resultados. Ou, se preferirem uma semi-verdadeira, a Bonnie e o Clyde. Claro que não vamos destoar e falar de cinema, mas sim de uma dupla que parece estar de regresso aos bons velhos tempos, Jonas e Mitroglou.

Tal como a clássica história de dois irmãos separados à nascença, Jonas e Mitroglou viram as suas vidas tomar rumos diferentes no início desta temporada. Mitroglou estava para as curvas, mas em vez de ter a companhia do brasileiro na frente de ataque, teve Jiménez. Tudo, porque Jonas esteve lesionado.

Quando o dez do Benfica voltou aos relvados duas iam duas questões na cabeça das pessoas, quanto tempo até ele recuperar a forma, e quando é que ele ia voltar a estabelecer a relação de parceria que gerava golo atrás de golo com o grego. Bem, no que à forma toca, já deu para perceber que não demorou assim tanto tempo até Jonas estar impecável e no capítulo da parceria com Mitroglou também não.

Colegas de golos Fonte: SL Benfica
Colegas de golos
Fonte: SL Benfica

Uma boa prova disso foi o que aconteceu no jogo frente ao Arouca. Jonas e Mitroglou estiveram imparáveis e apesar do grego ter visto o seu primeiro golo anulado por fora-de-jogo, o ex-Fullham bisou na partida, e no primeiro golo quem fez o cruzamento foi o brasileiro. Aliás, apesar da precoce ausência de Jonas no começo da época, esta dupla já foi responsável por 29 tentos, sendo que Mitroglou apontou 20 golos e Jonas 9.

Há um velho ditado no futebol, e na vida em geral diga-se, que diz: “os números falam por si”, e é bem verdade. Facto é que a dupla que normalmente habita na zona ofensiva do Benfica é a que mais lucra no nosso campeonato e daquelas que mais respeito impõe aos clubes lá fora. Um bom exemplo disso foram as recentes declarações do treinador do Borussia Dortmund na antevisão ao duelo na Luz para os oitavos-de-final da Champions.

Apesar de ainda se registarem alguns percalços, como as recaídas de Jonas, é bastante visível que os “velhos” parceiros no crime estão de volta aos bons velhos hábitos, e aqui entre nós, podem muito bem ser a chave na caminhada até ao tetra.

Aleksandr Hleb: O regresso do mágico de Minsk

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Cabeçalho Futebol Internacional

“Não culpo o Guardiola, eu deveria ter sido mais profissional. Agi como se fosse um adolescente. (…) Se não tivesse tomado essa má decisão, poderia ter jogado ao mais alto nível durante mais cinco anos.” – Foi desta forma que em Outubro do ano passado, Aleksandr Hleb (Александр Глеб) descreveu a sua experiência no todo poderoso FC Barcelona, não atribuindo a outros a culpa pelo seu insucesso e puxando para si próprio o grosso dessa mesma responsabilidade. Hleb trocou o Arsenal FC, onde era peça fundamental na orquestra de Arsène Wenger, por o FC Barcelona de Pep Guardiola em 2008, a troco de mais de 15 milhões de euros. No auge da sua carreira, o internacional bielorrusso nunca foi capaz de demonstrar na Catalunha todo aquele talento que havia evidenciado ao serviço do VfB Stuttgart de Felix Magath e do emblema londrino, e talvez por isso, poucos são aqueles que recordam com saudade a sua passagem por Camp Nou.

Arredado dos grandes palcos do futebol ocidental nos últimos anos, só a espaços ouvimos o seu nome enquanto representava o FC BATE Borisov na Liga dos Campeões da UEFA, ou quando representava a sua selecção. Hleb, no entanto, manteve-se no activo este tempo todo e aos 35 anos de idade voltou a ser notícia, pelo menos na Rússia, depois de esta semana ter oficialmente assinado contrato até ao final da temporada com o FC Krylya Sovetov. Para Aleksandr, este é um regresso a Samara, cidade que conhece bem, depois de já ter representado o FC Krylya Sovetov em 2012, após ter rescindido por mútuo acordo o vínculo que o ligava ao FC Barcelona.

Aleksandr Hleb no dia em que foi apresentado como reforço do FC Krylya Sovetov Fonte: kc-camapa.ru
Aleksandr Hleb no dia em que foi apresentado como reforço do FC Krylya Sovetov
Fonte: kc-camapa.ru

O entusiasmo em redor do experiente jogador bielorrusso foi grande e os responsáveis pela formação de Samara vêm em Hleb um verdadeiro líder, dentro e fora de campo, que terá um papel fundamental na longa batalha que o clube tem pela frente para evitar a despromoção. Com 15 pontos conquistados em 17 jogos, o FC Krylya Sovetov encontra-se actualmente, um ponto acima dos lugares de despromoção, e o arranque da equipa após a longa paragem de Inverno, que apenas termina no início do próximo mês, será vital para aquilo que resta da época.

Aos 35 anos de idade, já não se reconhece a Hleb, aquelas qualidades que o notabilizaram enquanto actuava como extremo e é agora muito mais comum vê-lo a actuar pelo centro de terreno como médio ofensivo ou como armador de jogo ditando o ritmo de jogo da sua equipa, algo que também sempre fez com elevado grau de mestria. Em Samara, Hleb vai reencontrar Vadim Skripchenko, actual treinador da equipa, que Aleksandr já conhece dos tempos em que jogaram juntos no FC BATE Borisov e terá a seu lado no terreno de jogo, o poderoso avançado, também ele internacional bielorrusso, Sergei Kornilenko.