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Australian Open 2017: O Balanço da Primeira Semana (Vertente Feminina)

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Cabeçalho modalidadesChegados ao final da primeira semana do Australian Open importa analisar aquilo que tem sido a vertente feminina do torneio até ao momento, sobretudo no que concerne às principais surpresas e desilusões, para que seja possível perspetivar o seu futuro. Certo é que, por enquanto, a maioria das principais candidatas à vitória continua em prova e, a cada ronda, o seu favoritismo vai crescendo na luta por um lugar na final.

Na lista das desilusões surgem, à cabeça, três nomes: Agnieska Radwanska, Simona Halep e Dominika Cibulkova. Halep, número 4 do ranking WTA, foi a primeira a cair, logo na 1ª ronda, diante de Shelby Rogers. A romena adota cada vez mais uma postura defensiva em court, mais reativa do que ativa, e esse fator a somar às evidentes limitações físicas apresentadas levaram a que esta voltasse, pelo segundo ano consecutivo, a não ser capaz de avançar para a 2ª ronda da competição. Já Cibulkova, número 6 do mundo, após terminar 2016 em grande forma (vencendo mesmo as WTA Finals), acabou por sair derrotada na 3ª ronda frente a Ekaterina Makarova que, pese embora lesionada no cotovelo, acabou por levar de vencida a sempre aguerrida tenista eslovaca. Finalista do Australian Open em 2014, Cibulkova continua a sentir algumas dificuldades nos seus jogos de serviço, muito devido à sua reduzida estatura.

Apesar de tudo, a principal desilusão do torneio feminino até ao momento não poderá deixar de ser a eliminação em apenas uma hora de Aga Radwanska, número 3 do ranking WTA e, provavelmente, a tenista tecnicamente mais evoluída do circuito, logo na 2ª ronda da competição. A tenista polaca baseia o seu ténis na colocação da bola e na diversidade de pancadas mas continua a sentir dificuldades frente a adversários que, como é o caso de Mirjana Lucic-Baroni, batem forte na bola.

Fonte: Australian Open
Fonte: Australian Open

Do lado das surpresas o destaque vai por inteira para a norte-americana Jennifer Brady, número 116 do ranking WTA e, sobretudo, para a alemã Mona Barthel, que atualmente ocupa o lugar 181 do mesmo ranking. Sendo ambas oriundas do qualifying, no percurso da primeira destaca-se a eliminação de Elena Vesnina, enquanto no percurso da segunda toma lugar de destaque a eliminação da campeã olímpica Monica Puig. Porém, se o futuro de Barthel se avizinha difícil no encontro da 4ª ronda frente a Venus Williams, Brady terá pela frente Lucic-Baroni e, caso jogue o seu melhor ténis, poderá mesmo aspirar a uma inédita e surpreendente presença nos quartos de final de um torneio do Grand Slam. Ainda do lado das desilusões merece nota de destaque a eliminação na 3ª ronda da ucraniana Elina Svitolina, tida por alguns como uma potencial dark horse da competição, frente à russa Anastasia Pavlyuchenkova.

Os valentes rapazes transmontanos

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Cabeçalho Futebol NacionalNo norte de Portugal, mais especificamente em Trás-os-Montes, mora uma das maiores sensações da época desportiva, o Desportivo de Chaves. Numa zona onde há poucas equipas a competir no futebol profissional, o Chaves tem-se destacado pela bravura dos seus jogadores, pelo apoio incondicional dos seus adeptos no estádio, que tornam qualquer jogo difícil, e pela direção do clube, que se tem sabido mover no mercado com audácia e com os pés bem assentes na terra. Mas já lá vamos.

O percurso do Desportivo de Chaves é realmente um caso de estudo em Portugal. Num passado não muito distante, em 2013, esta equipa de Trás-os-Montes andava a competir na segunda divisão nacional, altura em que Bruno Carvalho se assumiu como presidente da equipa. A verdade é que desde aí a tendência foi sempre crescer cada vez mais. Depois da conquista da segunda divisão nacional e consequente subida à Segunda Liga, a equipa conseguiu um oitavo lugar a dez pontos do segundo classificado.

Em 2014-2015, o objetivo era subir uns lugares e lutar pela subida à Primeira Liga. A equipa até esteve bem perto de conseguir esse feito, tendo vencido o último jogo do campeonato, mas um golo de André Carvalhas, na altura jogador do Tondela, ao minuto 93 atirou a equipa transmontana para o terceiro lugar, que acabou o campeonato com os mesmos pontos do União da Madeira e a apenas um do campeão, Tondela. Na última temporada o objetivo era bem claro: subir à primeira divisão. Para conseguir isto, a equipa apostou no mestre das subidas, Vítor Oliveira. Num campeonato dominado pelo Porto B, o Chaves conseguiu ser sempre o conjunto mais regular daqueles que lutavam pela subida e conseguiu facilmente o segundo lugar da Ledman LigaPro.

Esta temporada, o objetivo era assegurar a permanência o mais rapidamente possível. Para isso a direção do clube foi buscar um jovem técnico com muito potencial e com trabalho feito, Jorge Simão, que já havia treinado o Belenenses e o Paços de Ferreira na Primeira Liga. Para além disso constituiu um plantel muito coeso com alguns jogadores emprestados pelos grandes, outros jogadores com passado na Primeira Liga e alguns jogadores mais jovens mas com muito potencial.

GD Chaves plantel
A união entre o plantel e os adeptos tem sido fundamental para a boa temporada dos flavienses
Fonte: Grupo Desportivo de Chaves

Ora, a equipa está muito bem posicionada para alcançar esta permanência e está mesmo a superar as expetativas em larga escala.  O Chaves tem sido a equipa-sensação em Portugal nesta temporada. Primeiro, com Jorge Simão, a equipa eliminou o Porto da Taça de Portugal e foi uma das equipas com o melhor registo defensivo na prova, fazendo do estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira uma autêntica fortaleza, onde só o Benfica, a muito custo, conseguiu vencer. Com o bom trabalho do técnico no clube chegou o convite para treinar o Sporting de Braga, e com ele foram Battaglia e Paulinho, dois jogadores que até então tinham estado em destaque no clube.

Quando se pensava que devido às saídas de treinador e de dois jogadores nucleares no plantel a produção da equipa pudesse vir a sofrer alterações, eis que o Chaves surpreende de novo. A aposta para novo treinador da equipa flaviense recaiu em Ricardo Soares, jovem técnico que tinha orientado o Vizela na primeira metade da temporada, com muita distinção, e que na temporada anterior havia sido vice-campeão do campeonato nacional de séniores. A equipa não só não sofreu uma quebra como ainda conseguiu ter a força para realizar novas façanhas. Na semana anterior foi a vez dos valentes transmontanos eliminarem outro grande da Taça de Portugal, o Sporting.

As “chaves” para este sucesso são várias. O Desportivo de Chaves é um dos projetos mais estáveis e mais bem construídos do futebol nacional. Trata-se de uma equipa que não entra em loucuras no mercado, que sabe contratar e que tem conseguido potenciar da melhor forma os seus jogadores, constituindo o seu plantel com um misto de experiência e juventude. São exemplos disso: Ricardo, Nélson Lenho, Ponck, Filipe Lopes, Braga, Assis, Perdigão, Rafael Lopes e Fábio Martins. Para além disso a equipa de Chaves conta com um forte apoio da sua massa associativa. Dos clubes pequenos, o Chaves deve ser dos poucos que contam na totalidade dos jogos com mais adeptos da casa do que adeptos do clube visitante. Por exemplo, ainda agora no jogo da Taça de Portugal se viram mais adeptos do Chaves do que do Sporting.

Outra das razões para o sucesso é a mentalidade da equipa, que é diferente do habitual. Este Chaves não joga com o autocarro à frente da baliza, não faz anti-jogo; joga com qualquer adversário da mesma forma: olhos nos olhos. Talvez tenha sido por isso que a equipa foi premiada com os brilhantes resultados recentes.

Para a segunda volta os valentes transmontanos terão a tarefa de tentar chegar ao Jamor enfrentando outra equipa que tem estado em destaque no campeonato, o Vitória de Guimarães. Na Liga, o objetivo será o de assegurar o mais rapidamente possível a manutenção, sendo que se a equipa mantiver os bons resultados da primeira parte da temporada pode muito bem vir a conseguir o sonho da Europa. Por agora resta-nos esperar para ver quais os feitos que estes valentes transmontanos podem ainda alcançar.

 

Foto de Capa: Grupo Desportivo de Chaves

Cagliari: O mundo italiano ao contrário

Cabeçalho Liga Italiana

Quando pensamos no futebol italiano, logo nos vêm à cabeça algumas imagens e ideias chave. O rigor, a táctica, a organização defensiva, o contra-ataque. Por muito que o futebol – na sua globalidade – tenha tido constantes mutações ao longo das últimas décadas, há coisas que permanecem intactas na cabeça dos observadores. Ora, o Cagliari desta temporada promete abalar essas ideias feitas. Para lá da análise ao próximo adversário da Roma – jogo importante numa jornada em que há um Juventus-Lazio – importa realçar uma equipa que promete contrariar as bases fundadoras do futebol transalpino.

Estar em décimo lugar e ser, de longe, a pior defesa do campeonato diz muito. O Cagliari, equipa habituada a campeonatos tranquilos, continua no meio da tabela com um processo defensivo… Intranquilo. Quarenta e quatro golos sofridos é coisa rara no futebol italiano. A equipa até pode defender muito, mas, por razões diversas de equilíbrio táctico, defende mal. Isso, em Itália, é notícia.

Borriello
Borriello continua a marcar golos
Fonte: Cagliari Calcio

A equipa vive sempre em dois mundos diferentes. A equipa, por um lado, em quase todos os encontros, demonstra uma organização defensiva frágil e sofre golos em quase todos os jogos – mesmo aqueles que ganha com naturalidade. Por outro prisma de análise, a equipa marca golos quase sempre – mesmo quando perde. Importa perceber, caro leitor, como se explica tanta ambivalência.

A equipa tem um processo ofensivo indefinido. Não há um padrão de jogo definível, e o talento não abunda. A criatividade e a criação de jogo são feitas, maioritariamente, pelo italiano Di Gennaro. Mas a principal força da equipa está no ataque. Mesmo com pouco jogo criado e com alguma indefinição em relação ao modelo de jogo, o poder concretizador dos diferentes avançados tem garantido à equipa números assinaláveis. Borriello continua a ser uma fábrica de golos; Farías, mesmo não sendo titular, continua com uma média de golos impressionante, e Sau e Melchiorri dão também eles garantias de bons números.

Sem nunca esquecer o contributo de Bruno Alves – líder da defesa e já com um golo fantástico de livre -, este Cagliari promete continuar a surpreender o futebol italiano. Nem que seja pela ausência de organização defensiva. Enquanto o lugar na tabela for confortável, os adeptos não se importam. Ainda que estejam… Num mundo ao contrário.

Foto de Capa: Cagliari Calcio

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Os 10 acidentes não fatais mais impressionantes da F1

Cabeçalho modalidadesA Fórmula 1 sempre foi um desporto de emoções. Muita dessa emoção está nas ultrapassagens arriscadas, nas curvas passadas a ferro, nas manobras que nos deliciam. Mas aquilo que nos atrai nesta modalidade é, também, a sua vertente mais perigosa. Hoje, fazemos uma retrospectiva aos 10 acidentes mais incríveis da história da F1 que acabaram com um final feliz.

10 – Sébastien Buemi (Toro Rosso), Grande Prémio da China, 2010

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Quando se fala em acidentes, estamos à espera de carros que se despistam, de colisões entre veículos, de uma manobra mais corajosa que se revelou imprudente. Mas, com Sébastien Buemi, a história foi outra. Em 2010,o suíço competia pela Toro Rosso quando viu o seu monolugar ficar sem as duas rodas dianteiras.

Sevilla F.C.: Sampaoli dá asas ao sonho andaluz

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Cabeçalho Liga Espanhola

Sampaoli cria, os jogadores realizam, os adeptos sonham. É por aqui que este texto começa. E provavelmente, acaba. Mas já lá vamos, caro leitor

Quando Unai Emery foi anunciado como novo técnico do PSG, muitas dúvidas se levantaram sobre a questão da sucessão do comando técnica do Sevilla. O agora treinador do campeão francês, conseguiu vencer três ligas europas consecutivas (!) ao leme do clube andaluz e deixou um legado difícil de igualar. Jorge Sampaoli, o apaixonante treinador argentino foi o escolhido para a sucessão e depressa o legado de Unai Emery caiu no esquecimento.

O ex-selecionador do Chile comprometeu-se a montar uma equipa capaz de ombrear lado a lado com os principais emblemas espanhóis e de fazer uma boa prestação na Champions – um dos calcanhares de aquiles das equipas de Unai Emery -, e as expectativas não têm sido defraudadas.

Sampaoli montou uma equipa à sua maneira. Intensa, criativa e tecnicista. Potenciou bons jogadores que já lá estavam – N’Zonzi à cabeça – e recrutou jogadores capazes de assimilar com facilidade as suas ideias. Resultado? Intérpretes perfeitos para a ideia que o treinador argentino pretende.

O Sevilla tornou-se, então, sinónimo de mais vitórias e, acima de tudo, futebol de alto quilate. A equipa do português Daniel Carriço é, sem dúvida, das equipas mais entusiasmantes do futebol europeu. Praticam um futebol de alta intensidade, com muita criatividade e mobilidade ofensiva, e defensivamente, através de uma linha defensiva muito alta e de uma pressão altíssima, chegam asfixiar para os adversários. Uma equipa à Sampaoli, portanto.

Sampaoli conseguiu "congelar" euforia merengue Fonte: Sevilla F.C.
Sampaoli conseguiu “congelar” euforia merengue
Fonte: Sevilla F.C.

No entanto, há um factor ainda mais importante do que tudo isto – o Sánchez Pizjuán. Os adeptos do Sevilla sempre foram conhecidos por, provavelmente, serem os mais fervorosos de Espanha, mas esta época, o nível tem aumentado. Em cada partida disputada em casa parece que os comandados de Jorge Sampaoli já entram a vencer por 1-0, tal é a efervescência nas bancadas. Prova disso foi o último jogo, em que os Sevillistas venceram o líder Real Madrid e acabaram com a invencibilidade do clube blanco de quarenta partidas sem conhecer o sabor da derrota. A equipa perdia por uma bola a zero nos último minutos, conseguiu empatar e, já nos descontos, com um ambiente incrível nas bancadas, Jovetic consumou a reviravolta. Um resultado que catapultou definitivamente o Sevilla para outro nível, isolando-se no segundo lugar a apenas um ponto do líder, embora a equipa de Zidane ainda tenha um jogo em atraso.

Nem mesmo as mais mentes positivas imaginariam que o Sevilla chegaria a esta altura da época nos oitavos-de-final da Champions League – realizou uma fase de grupos tranquila e vai defrontar o Leicester nos oitavos – e na luta pelo título espanhol, estando inclusivamente à frente do todo poderoso Barcelona.

Com o caso do Atlético de Madrid ainda tão presente na memória, é difícil para os mais românticos dos adeptos de futebol não imaginar um Sevilla campeão espanhol esta época. Seja como for, Sampaoli e o Sevilla estão a escrever uma página bonita do futebol europeu e prometem não ficar por aqui. Com um treinador apaixonante, um plantel recheado de bons jogadores e uns adeptos sem igual, sonhar faz mesmo parte do dicionário do clube. Afinal, Sampaoli cria, os jogadores realizam, os adeptos sonham.

Foto de capa: Sevilla F.C.

A Bundesliga foi ali e já voltou – Surpresas, Desilusões e Promessas

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Cabeçalho Liga Alemã

A Bundesliga foi de férias para qualquer lugar, mas já está aí de volta e a prometer muita emoção. Depois de uma primeira parte com muitas surpresas e não menos desilusões, as equipas voltam da paragem de inverno com ambições redobradas para a altura das decisões. Uns quererão manter o bom trabalho feito até Dezembro, outros só pensam em subir na tabela, a fim de atingir os objetivos propostos no inicio de época.

No topo, o suspeito do costume. Apesar de dar mostras de não estar tão consistente como em épocas anteriores, o Bayern Munique, como já vem sendo hábito, chega a janeiro na liderança da Bundesliga. Mas só lá chegou há bem pouco tempo. E essa demora deveu-se a uma equipa que o ano passado por esta altura atuava na Bundesliga.2, o Red Bull Leipzig, um clube fundado apenas em 2009 e que vem cavalgando divisões até ao topo do futebol germânico. Apenas a derrota em Munique, no último jogo antes da paragem das férias os atirou para o segundo posto. Estão a 3 pontos do atual campeão, veremos se aguantarão a pedalada, o que não se adivinha tarefa fácil.

Olhando para os lugares de acesso à Europa, saltam mais duas equipas à vista que não é habitual andarem por aqueles lugares, duas equipas que lutaram até ao último suspiro na época passada para não descerem de divisão – Hoffenheim e Eintracht Frankfurt. Os azuis apareceram esta temporada orientados por Julian Nagelsmann, um jovem de apenas 29 anos, mas que os colocou a jogar um futebol muito atrativo e a somar pontos atrás de pontos, que os deixa no 5º lugar. Já as águias de Frankfurt, têm feito da sua casa uma fortaleza, onde ainda não somam qualquer derrota. Vamos esperar para ver se esta autêntica sociedade das nações (20 nacionalidades diferentes no plantel) consegue, no final, o acesso à Liga Europa. No cimo da tabela surge também um Herta de Berlim que já nos habituou a boas campanhas e que tenta reforçar o estatuto de ‘clube de Europa’.

Mas a verdade é que não cabem todos no topo da tabela. E se as surpresas ocupam estes lugares, os clubes que se esperava que lá estivessem têm de surgir mais abaixo na tabela e representam desilusões. O Dortmund apresentou-se com ambições renovadas esta época e manteve a sua grande estrela, Aubameyang, contratou jovens de grande potencial (Dembele e Guerreiro, citando só dois) e promoveu o regresso de um dos seus grandes talentos dos últimos tempos – Gotze. Mas na prática tem desiludido, embora se possa dizer que tem sido muito fustigada por lesões, acaba por ir para a paragem natalícia no sexto lugar e a 12 pontos da liderança. Sendo que na liderança está ‘só’ o poderoso Bayern, que raramente perde pontos.

Ralph Hassenhuttl e o seu RB Leipzig são a surpresa da época. Fonte: Bundesliga
Ralph Hassenhuttl e o seu RB Leipzig são a surpresa da época.
Fonte: Bundesliga

Apenas três pontos acima da linha de descida, surgem duas equipas que têm pautado os últimos anos por presenças constantes na Europa, mas que parecem em maus lençóis neste momento – Wolfsburgo e Borussia de Monchengladbach. Se os lobos, que perderam entretanto a maior estrela (Draxler), já na época passada não tinham conseguido o acesso à Europa, o Borussia vinha em crescendo e esta época disputou mesmo a champions. São dois clubes que já trocaram de treinador e, curiosamente, o treinador despedido do Wolfsburgo assumiu o comando da equipa de Monchengladbach. Antevê-se uma tarefa complicada para Dieter Hecking, com Fevereiro a trazer já Liga Europa para disputar, também.

Schalke 04 e Bayer Leverkusen não se encontram tão abaixo na tabela, mas estão já a 11 e 9 pontos, respetivamente, do objetivo champions. Os azuis de Gelsenkirchen todos os anos investem fortemente, mas têm andado sempre longe dos objetivos propostos. Sofreram um revés com a lesão da grande esperança para este ano, o avançado Embolo, logo no inicio da temporada. Espera-se que volte rápido para ajudar Konoplyanka, Hutelaar e companhia a chegar, pelo menos à Liga Europa. O Leverkusen de Roger Schmidt continua a apresentar um futebol muito agradável, mas pauta-se por uma irregularidade incrível, alternando entre o ótimo e o menos bom de jornada para jornada.

Com mais de uma volta completa para se jogar, prevê-se uma luta intensa pela manutenção, como todos os anos por terras germânicas. O tetracampeão Bayern vai, certamente, arrancar para um penta que chegará com maior ou menor dificuldade. Acesa será a disputa pela champions e pela Liga Europa, onde os de trás vão querer chegar-se à frente e as surpresas desta primeira metade tudo farão para se manter por lá a realizar uma época histórica. Os dados estão lançados, que regresse a Bundesliga porque já chega de férias.

Foto de capa: Bundesliga

A Fortaleza Defensiva

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fc porto cabeçalho

A consistência defensiva do FC Porto tem sido um dos dados mais interessantes desta época. 13 golos sofridos em 30 jogos são números muito bons tendo em conta todo o contexto: Um treinador novo no clube, dois jogadores (Felipe e Alex Telles) novos no setor defensivo, cinco jogadores novos no onze base da equipa. Mesmo com estes fatores a equipa é consistente, raramente é surpreendida e mantém um equilíbrio tático quase permanentemente.

Esta qualidade defensiva é fruto da visão que NES tem sobre o jogo, NES da primazia ao equilibro em detrimento da vertigem. A mudança tática que a equipa sofreu esta época deixando o habitual 4-3-3 para um 4-4-2 (com algumas variantes) foi um fator determinante para esta consistência, a equipa pressiona mais alto e com jogadores mais agressivos nesse aspeto como são Jota e André Silva na primeira fase de construção da equipa adversaria, Oliver também é muito forte nesta missão. O eixo central com Danilo, Marcano e Felipe é quase impenetrável, são rápidos, fortíssimos nos duelos e no jogo aéreo. Nas laterais Maxi, Layun e Telles são agressivos, competitivos e muito eficazes.

Acredito que os novos jogadores que chegaram ao clube esta época foram escolhidos em primeiro lugar pela sua qualidade tática, personalidade e pelo compromisso que NES já frisou diversas vezes.

Marcano é um dos esteios defensivos deste FC Porto. Fonte: FC Porto
Marcano é um dos esteios defensivos deste FC Porto.
Fonte: FC Porto

NES acredita e eu também que é o coletivo que ganha jogos e não as individualidades, as dificuldades que Brahimi teve em entrar na equipa advém disso, ou Brahimi conseguia entender o sentido coletivo que lhe era pedido ou então não jogava, a sua qualidade técnica que é muita não bastava para jogar.

No futebol moderno poucos são os jogadores a nível mundial que são dispensados quase na totalidade de tarefas defensivas (Ronaldo e Messi) e pouco mais, mas estes conseguem dar ofensivamente algo que ninguém consegue dar, e como o FC Porto não tem jogadores desse nível o compromisso com a equipa é fundamental.

Foto de Capa: FC Porto

Koponen e de Colo pegaram fogo, por momentos todos esqueceram o frio na Euroliga

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Cabeçalho modalidadesPetteri Koponen, apesar do azar que lhe bateu à porta há uns meses atrás, foi dono e senhor dos triplos na vitória da sua equipa por 89-78. Relembramos que este basquetebolista teve um acidente de carro recentemente. O internacional finlandês estava no local errado à hora errada, era passageiro de um táxi quando ele colidiu contra outro automóvel. Como consequência sofreu uma lesão e demorou bastante tempo na sua recuperação. Agora, felizmente, parece que tudo está ultrapassado.

Petteri voltou em força e na partida de ontem, entre os catalães e o Anadolu Efes, formação turca, o pavilhão do Barcelona virava inferno sempre que o atleta de 28 anos resolvia lançar ao cesto, estava realmente na zona, a pegar fogo, e o seu colega Tyrese Rice sentia isso, servindo-o na perfeição. Koponen marcou 20 pontos, conseguindo 6 em 8 da linha de 3. Absolutamente sensacional. E ainda lhe sobrou tempo para fazer 4 assistências.

Fonte: Euroleague
Fonte: Euroleague

Já em Moscovo, com temperaturas abaixo de zero, só mesmo a enorme qualidade de Nando de Colo – antigo base dos San Antonio Spurs – para aquecer os adeptos do CSKA. Os atuais líderes da Euroliga têm colecionado uma série de boas exibições e ontem carimbaram nova vitória, desta feita frente ao Brose Bamberg, por 85-64. O atleta francês fez 26 pontos, 4 ressaltos e 5 assistências. Destaque também para os seus 3 roubos de bola. Sendo que tudo isto foi feito em menos de 28 minutos de jogo. Talento puro. Nando nasceu mesmo para isto, nunca precisou de andar ao Colo de ninguém.

Foto de capa: Euroleague

Como evitar o regresso ao Sporting lamacento

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Não existe nenhum prazo ideal para a existência de eleições num clube de futebol como o Sporting Clube de Portugal. Ainda para mais num clube que tem demasiadas pessoas que se dizem adeptas do clube, mas que desejam as suas derrotas apenas para atingir o atual presidente.

Infelizmente, não sou do tempo do grande presidente João Rocha. Infelizmente, sou do tempo que viu Godinho Lopes e Paulo Pereira Cristóvão a liderar o clube. E é por ter ouvido dezenas de discursos e intervenções de Godinho Lopes que me dá impressão ouvir Pedro Madeira Rodrigues ou o seu súbdito Carlos Severino. Dá-me impressão ouvi-los porque parece que estou a ouvir uma de duas coisas: ou o fantasma de Godinho Lopes ou o fantasma de um qualquer membro do Benfica. Ainda esta quinta feira ouvi, em dois meios de comunicação social diferentes, o candidato Madeira Rodrigues dizer que já jogou futebol e que, por isso, percebe mais da modalidade que Bruno de Carvalho, porque este nunca jogou. É bem conhecido dos portugueses o indivíduo que costuma utilizar este argumento.

Bruno de Carvalho tem de continuar a ser o presidente do clube nos próximos anos Fonte: Sporting CP
Bruno de Carvalho tem de continuar a ser o presidente do clube nos próximos anos
Fonte: Sporting CP

Madeira Rodrigues diz que tem sentido muito apoio dos sócios e adeptos leoninos à sua candidatura. Como é óbvio, não sei se isto é ou não verdade. Contudo, muitos dos seus argumentos são iguais aos do Benfica. O candidato à presidência leonina usa e abusa de chavões utilizados pela estrutura benfiquista nos últimos tempos. Hoje em dia, toda a gente critica o plantel do Sporting. Contudo, esses são os mesmos que, em setembro, indicavam que os leões tinham o melhor plantel do futebol português. Poucos adivinhariam que Markovic está transformado num inútil, que Elias está ainda pior do que na sua primeira passagem pelo clube ou que Jorge Jesus tomaria tantas decisões erradas ao longo da temporada. A maior parte da culpa disto é de Bruno de Carvalho, que entrou no clube em 2013 depois de lhe terem roubado a presidência em 2011? Onde é que esteve Pedro Madeira Rodrigues nos últimos anos?

Na primeira época, Bruno de Carvalho contratou aquele que é, na minha opinião, o melhor treinador português da atualidade (Leonardo Jardim), na segunda temporada contratou outro treinador com muita qualidade (Marco Silva) e depois fez uma grande aposta, contratando Jorge Jesus, que tinha acabado de conquistar o bicampeonato pelo Benfica. Na primeira temporada de Jesus, o clube esteve muito perto do título, tendo-o perdido devido a pormenores ao longo da temporada e a outros fatores menos claros, típicos do futebol português. Nesta época é que tudo está a descambar, devido ao rotundo falhanço que tem sido a temporada da equipa principal de futebol. O clube parece estar estabilizado e as modalidades estão também saudáveis, apresentando o Sporting uma estabilidade desejada há muito tempo. Portanto, o balanço que eu faço do mandato do presidente é positivo. Por isso, quero que volte a vencer as eleições no dia quatro de março.

Preparados para o que aí vem?

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fc porto cabeçalho

Segunda volta arranca com ciclo ‘infernal’ de jogos que poderão, senão decidir, pelo menos deixar as coisas bastante encaminhadas, para o bem e para o mal. Embalados pela recuperação de dois pontos ao campeão nacional, os azuis e brancos precisam, urgentemente, de rever o problema da inconsistência ao nível dos resultados.

Após a receção ao Rio Ave, o FC Porto terá uma deslocação complicada ao terreno do Estoril, recebendo na jornada seguinte o Sporting. De seguida, uma curta mas sempre difícil visita a Guimarães, que antecede as receções a Tondela e…Juventus. Numa das fases mais cruciais da época, a equipa de Nuno Espírito Santo está obrigada a mostrar a sua melhor face, que é como quem diz, exige-se que apresente aquilo que ainda pouco conseguiu esta época: consistência vitoriosa.

Não alinho na enxurrada de críticas que chovem de todos os cantos cada vez que a equipa não ganha, carregando-se na ideia de que o FC Porto joga mal. Não, pelo contrário. Joga muito e, quase sempre, bem. Se há coisa a criticar em algumas das exibições dos dragões é a capacidade para finalizar e concretizar o enorme volume de jogo.

Esta tem de ser uma imagem comum, tanto nos jogos em casa como fora Fonte: FC Porto
Esta tem de ser uma imagem comum, tanto nos jogos em casa como fora
Fonte: FC Porto

Segundo dados do GoalPoint, o FC Porto é, dos três grandes, a equipa que apresenta melhor média de oportunidades flagrantes de golo por jogo (2,2). Quase tanto como a média registada pelos dois rivais juntos: Sporting (1,4) e Benfica (1,2). O problema, como se sabe, tem sido a capacidade de converter em golo o elevado número de oportunidades criadas.

Nesse aspeto, Sporting (59,4%) e Benfica (53,3%) têm revelado maior aproveitamento. Um golo em Paços, em Setúbal e em Belém teria o condão de libertar psicologicamente a equipa e levá-la, consequentemente ao primeiro lugar, com a adição de seis pontos. Atenção, falo sempre daquilo que são os aspetos do jogo que o FC Porto pode e deve controlar.

Foto de Capa: FC Porto