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Longe de Euforias

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Já falta pouco para o derby e como é normal todos procuram antecipar o resultado do jogo. Nos meios de comunicação vibra-se como se este encontro fosse a grande final e determinasse por fim o grande vencedor do campeonato, especulando-se sobre quem sairá vitorioso, quem terá mais condições, quem é mais forte; agarrados aos seus “hipoteticamente falando”, porque é o que estas previsões na realidade valem.

Se o futebol fosse assim tão previsível que qualquer polvo ou bruxo conseguisse adivinhar resultados, então todos deixaríamos de sofrer antecipadamente.

Como é óbvio, este é um jogo de extrema importância, mas estou longe de partilhar das euforias de muitos que acreditam encontrar-se no derby o vencedor do campeonato, porque nunca nada é certo no futebol, e mesmo que o Sporting vença o derby, e eu espero e estou confiante de que sim, voltando a ganhar terreno na corrida para o título, é essencial manter as vitórias, a concentração e a vontade, porque em 90 minutos de qualquer jogo tudo pode mudar. Basta um canto ou uma bola parada para inverter as contas.

Que a agressão do Slimani desta vez seja ao fundo das redes da baliza de Júlio César Fonte: Sporting CP
Que a agressão do Slimani desta vez seja ao fundo das redes da baliza de Júlio César
Fonte: Sporting CP

Quem não se lembra da vitória do Manchester United sobre o Bayern Munique na final de 1999? Será para sempre um exemplo de que no incerto nunca se ganha nada e de que é preciso concentração máxima em todos os momentos para se ser campeão. Isto para dizer que ganhar este jogo será muito importante, mas tão importante como ganhar os próximos. O caminho para a vitória no campeonato percorre-se jogo a jogo, sendo superior a qualquer adversário em qualquer campo.

Assim, o Sporting deve ser uma equipa de campeões por dedicação e não uma equipa de campeões por antecipação. Não pode nem deve ser um clube que já é campeão no início da época, com as devidas faixas encomendadas para a festa, porque essa é a atitude dos presunçosos. Quantos campeões por antecipação não se deram mal, engolidos pela sua própria presunção e arrogância?

É fundamental deixarmos esse tipo de miragens para os tolos, e focarmo-nos na arte da guerra, sermos mais fortes em todos os aspectos e em todas as batalhas, como temos feito até aqui, e é a razão que nos leva a estar em primeiro lugar. Em campeonatos competitivos e equilibrados como é o campeonato português, não é fácil manter esse primeiro lugar, porque basta um deslize para o perder. Mas a equipa do Sporting já demonstrou ter espírito de campeão, e que seja esse o espírito que nos definirá até ao final da época, jogo a jogo, com emoção nas bancadas, frieza, calculismo e detalhe nos relvados.

Pela 4.ª vez nesta época ambas as equipas vão defrontar-se, e o Sporting vai apanhar o Benfica na sua melhor fase, procurando vingar-se dos últimos três resultados. Fora do jogo mas na equação estará o Porto, pronto para aproveitar os danos causados. Apesar de ser um adversário forte e respeitável, nos derbies desta época o Benfica já demonstrou ser uma equipa propensa a deixar-se levar pelas emoções e a perder a frieza necessária dentro de campo.

Espero que o Sporting seja o contrário, e saiba explorar essa emotividade toda do Benfica. É fundamental um domínio a todo o campo, precisão nos passes, velocidade nos processos, garra, mas acima de tudo muita concentração, porque o Benfica não é nem nunca foi um adversário para se tomar por garantido. Contudo reforço que este jogo é mais um jogo, e a sua suprema importância reside não no facto de ser um derby mas sim no facto de ser o próximo, e o próximo jogo é sempre para vencer.

Que seja bem jogado, sem polémicas nem agressões, e no apito final, longe de euforias, que seja mais um passo rumo à conquista do campeonato que nos foge há muito.

Foto de Capa: Sporting CP

Maus “remendos” dão campeões?

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O treinador José Peseiro já o admitiu… Apesar da grande qualidade individual de vários jogadores, o FC Porto possui um plantel demasiado curto para as exigências do calendário competitivo. O plantel é completamente desequilibrado e as alternativas não parecem ser credíveis para assumir a titularidade quando têm oportunidade para tal. Veja-se o caso de José Ángel, por exemplo… O lateral esquerdo espanhol faz lembrar alguns pernetas que vestiram azul-e-branco como Fatih Sonkaya ou Areias. Por vezes, o facto de a bola ser redonda acaba por ser um grande problema.

Mas os maus “remendos” não se ficam por aqui. Aboubakar é um caso paradigmático. Tanto é capaz de fazer um bom jogo e de servir os colegas com qualidade como, no jogo seguinte, desaparece completamente. O inverno trouxe Suk e o coreano, apesar de se entregar ao jogo de uma forma bastante assinalável, ainda não teve oportunidades suficientes para se assumir como uma verdadeira alternativa ao camaronês.

"No FC Porto não há impossíveis”, até o Marega marca um golo! Fonte: FC Porto
“No FC Porto não há impossíveis”, até o Marega marca um golo!
Fonte: FC Porto

Falemos de Marega. Alguém, no seu perfeito juízo, considera que Marega é uma alternativa viável e credível a Brahimi ou a Corona? A contratação do Marega deveria dar direito a despedimento por justa causa! O malinês até tem tido bastantes oportunidades mas o que é que faz quando as tem? Faz por não jogar. Faz por ser um a menos. Sou capaz de dizer que há tijolos com vergonha dos pés do Marega…

E pelo mesmo caminho vai Silvestre Varela. Por muito que o internacional português já tenha dado ao FC Porto – e agradeço-lhe por tudo isso! – não consigo olhar para ele e pensar “é uma mais-valia. É um jogador que, apesar de não ter qualidade para assumir a titularidade, dá boas garantias quando entra”. Não consigo!

Falemos, por fim, do jovem Chidozie. A agradável surpresa que agora figura no centro da defesa dos dragões tem qualidade e pode, a médio prazo, tornar-se num jogador indiscutível do onze portista. É necessário que o deixem crescer e, acima de tudo, errar. Mas onde estaria Chidozie se o “aleijado já recuperado” não tivesse tido uma lesão cerebral? Mais pertinente ainda… Se o miúdo parece uma opção tão viável, o que é que isso diz da qualidade dos dois centrais do FC Porto?

José Peseiro faz-me acreditar que é possível Fonte: FC Porto
José Peseiro faz-me acreditar que é possível
Fonte: FC Porto

Pode uma equipa de maus “remendos” ser campeã? É complicado mas, como diz o mister, “no futebol não há impossíveis”. O calendário não é muito favorável mas, enquanto for matematicamente possível, eu não atiro a toalha ao chão. Peseiro aceitou o desafio mas, depois de carregar no Start, parece que lhe invadiram o “jogo” e mudaram a dificuldade para “Lendário”… Mas o que é que eu, comum adepto, posso fazer? “Contigo até ao fim, tu és o nosso amor”.

Foto de Capa: FC Porto

‘Oh Dunga, você está de brincadeira né?!’

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O selecionador brasileiro chamou 23 jogadores para os dois próximos desafios do Apuramento para o Mundial de 2018 na Rússia e aquilo que deixa no ar é a afirmação: “você está de brincadeira, neh?!”. Incompreensível algumas das escolhas. O Dunga deve ser o único treinador no mundo que consegue surpreender os não surpreendidos com as suas escolhas. Quando se pensa que é desta que se vai ser surpreendido com a próxima chamada da seleção Brasileira, descobrimos que a própria surpresa é percebermos que não fomos surpreendidos. Ou melhor até somos! Confuso? Eu explico.

Dunga manteve 19 jogadores dos 23 chamados na última lista de 2015. O mesmo é dizer que Dunga está convencido que estes são os melhores jogadores do Brasil atualmente: 83% dos convocados que fizeram um jogo fraco frente a uma Argentina desfalcada merecem a sua confiança. A maior parte deles são os mesmos que ‘abandonaram’ a última Copa América permaturamente com um futebol triste e previsível. Mas, a minha perplexidade está precisamente nos jogadores que continuam a não merecer a oportunidade: falo particularmente do jogador que mais jogos realizou este ano no PSG, Lucas Moura (40 jogos), um outro defesa que completa o trio brasileiro da equipe que menos perdeu este ano (Thiago Silva do PSG), o brasileiro responsável pela transferência mais cara da China, da qual Dunga não teve direito a comissão (Alex Teixeira) e claro (desculpem dizer ‘claro’, mas é mesmo) o maior goleador da Europa atualmente e que por acaso até é Brasileiro (Jonas).

Dunga referiu na conferência de imprensa, hoje dia 3 de Março, que a intenção é manter a base do ano passado, já que nenhum outro jogador, neste período de quatro meses, surgiu de maneira estrondosa, a ponto de merecer a convocação. [O quê?! Por gentileza, pode repetir? Não entendi. Deixe perguntar: ‘Dunga você está de brincadeira?! Viajou para um retiro, andou dormindo ou será que você não viu televisão nos últimos 4 meses?]  

Diego Alves é bom sim, mas esteve mais de meia época parado e nos últimos 4 meses tão aclamados por Dunga fez apenas 4 jogos entre 13 de Fevereiro e 2 de Março, portanto 4 semanas! É brincadeira para o Cássio do Corinthians, neh?!

Miranda, pelo Atlético de Madrid, foi campeão Espanhol? Foi. Foi campeão Europeu? Foi. Só que eu sempre acreditei que as chamadas à seleção fossem baseadas em rendimento, em desempenho e não consigo deixar passar em claro que o Miranda, nos últimos 12 jogos que fez perdeu 6, empatou 2 e ganhou apenas 4! Jogou sempre 90 minutos numa defesa que foi buscar 15 bolas ao fundo das redes. Desculpa Miranda, tu jogas bem só que tens responsabilidades quando a equipa perde jogos. Será que o Dunga também pensa nisto?! Contudo, pior que a chamada do Miranda em detrimento do Thiago Silva que apenas perdeu 1 (repito: UM) jogo nos 34 realizados este ano pelo PSG, é convocar Gil que joga no intenso campeonato chinês. Dá para acreditar? Dá, porque o Dunga está de brincadeira!

Carta Aberta a: Jorge Jesus

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Caro Mister,

Estamos em semana de dérbi, frente ao nosso rival eterno, frente ao clube que também nos faz maiores desde sempre. O Benfica não seria tão grande sem o Sporting, e vice-versa. Sábado será um dia decisivo, um dia que vai parar Lisboa, onde as pessoas que vão trabalhar vão estar sempre com a cabeça, não na lua, mas em Alvalade.

O que eu e a esmagadora maioria dos sportinguistas esperamos é que os “verde e brancos” vençam, se possível com um futebol à imagem daquilo que têm apresentado esta temporada: um Rui Patrício digno de equipa gigante, com concentração e autoridade na defesa, com os patrões Paulo Oliveira ou Coates, com um William como o que jogou em Guimarães, um Adrien sublime , Bryan Ruiz e João Mário a abrirem o livro a cada toque que dão na redondinha e Slimani a cerrar os dentes e a marcar golos decisivos, por entre confrontos com todos os defesas centrais que enfrenta, em todas as jogadas possíveis e imaginárias.

Para isso, Jorge, preciso de que o senhor esteja totalmente focado neste jogo, motivando os seus jogadores da forma mais intensa que conheça. Este é o jogo mais importante da época, é um jogo que, em caso de vitória, vai deixar os sportinguistas eufóricos, mais perto de reviver o que se passou no início deste século. Concordo a cem por cento com a sua grande decisão desta temporada: a opção de foco total no campeonato; depois da eliminação na Liga dos Campeões, foi fulcral esta estratégia para vermos o Sporting na posição onde está atualmente. Não somos campeões há catorze anos, infelizmente, e este título é fundamental, é nuclear para o projeto desportivo da presidência de Bruno de Carvalho.

Jorge Jesus trouxe para o Sporting um futebol rendilhado, com muitas tentativas de entrada na área adversária com a bola controlada, nalgumas vezes até demais, em lances onde o remate seria a escolha mais acertada. Mas é este o estilo de jogo predileto do técnico, onde Adrien, João Mário e Bryan Ruiz são os seus trunfos favoritos. Sábado é absolutamente imperativo que estes jogadores estejam no máximo das suas capacidades, assim como William Carvalho. Este último tem sido um pau de dois bicos em alguns períodos da temporada. Houve jogos em que os “leões” estiveram mal na primeira parte e melhoraram com a saída do número 14, mas também houve outras partidas, como a de Guimarães, em que o subcapitão leonino foi um dos melhores em campo. Esperava-se que William explodisse definitivamente com JJ, mas isso ainda não aconteceu. Oxalá o jogo no D. Afonso Henriques tenha sido o ponto de partida para uma reta final a encher as medidas dos adeptos. Penso que será no meio campo que poderemos ganhar a vantagem decisiva neste jogo, com o Duelo William-Adrien contra Samaris e Renato Sanches.

É esta a imagem que todos queremos repetida no sábado: o leão a rugir mais alto! Fonte: Sporting CP
É esta a imagem que todos queremos repetida no sábado: o leão a rugir mais alto!
Fonte: Sporting CP

Contudo, mister, há uma questão onde não estamos de acordo: Teo Gutiérrez. Basta olhar para textos antigos para ver que não simpatizo muito, ou quase nada, com o avançado colombiano, mas ele tem sido opção várias vezes. É o Jorge que treina com ele todos os dias, compreendo isso. Porém, sinto-me no direito de contestar esta opção, pelos bons apontamentos que Barcos demonstrou em Guimarães, mas sobretudo pelas saudades enormes que tenho de “El Avioncito” Montero.

Aguardo uma equipa guerreira, a lutar por todas as bolas, por todos os lances, como se este fosse o último jogo das suas carreiras. Por isso, acho que João Pereira será melhor opção que Schelotto e que Bryan Ruiz será, com toda a certeza, muito melhor escolha que Teo. Temos de alinhar com jogadores que tenham cérebro e garra para lutar pelo clube, que o conheçam e que estejam dispostos a tudo por ele. Quanto a si, mister, espero vê-lo a cantar “O Mundo Sabe Que” no início do jogo, espero vê-lo a andar quilómetros na sua área técnica, a esbracejar como se fosse o Michael Phelps, fazer com que a sua equipa, a nossa equipa, me levem também a festejar golos como se fosse, por uns segundos, um Diego Simeone ou Jürgen Klopp. Tudo isto porque este será um dos jogos das nossas vidas.

Carta Aberta a: Rui Vitória

cartaaberta

Que a laringe, a faringe e o esófago estejam preparados. Que o seu coração esteja saudável. Que o nó da sua gravata esteja solto e o botão da camisa junto ao pescoço desabotoado. Sábado é O dérbi, e você, meu caro Rui Vitória, vai ter gritar com todo o ar que tiver nos pulmões. Vai ter de gritar por cada cachecol encarnado que naquele dia, seja no estádio ou em casa, seja de sócios ou adeptos, seja em Portugal ou no Haiti, estiver ao pescoço de milhões de pessoas. Vai ter de voar mais alto que a nossa águia, vai ter de orientar a equipa com o nome de Eusébio nas costas, com a sabedoria de Coluna na cabeça e com a emoção daquele miúdo que, na primeira fila, vai chorar, independentemente do resultado.

No dia 5 vai ter de dar pólvora ao nosso Jonas Pistolas, ir ao registo civil mudar a terminologia do nome do Mitroglou para Mitrogolo. Vai ter de dar aço no pequeno almoço ao Lindelof e ao Jardel. Vai ter de soltar o Renato Sanches e o Gaitán e deixá-los imaginar, criar e vencer. Vai ter de mostrar o que nós somos, o porquê de todos os seus ex-alunos com quem me cruzo me dizerem que sempre confiaram em que chegaria a esta posição vencedora, em que apenas dependemos de nós próprios, mesmo depois daquele arranque desastroso.

Sábado é o seu último clássico desta época em Portugal e temos de o vencer. Eu não quero saber se já perdemos três vezes. Dói-me, mas já passou. O crescimento da equipa suplantou a mágoa, e o bom desempenho na Europa eleva-me o ego benfiquista. Mas agora abstraia-se da Europa, abstraia-se da ‘Taça da Cerveja’ e diga a todos os seus jogadores, de pulmão bem cheio: “Vamos para cima deles!”

“Vai ter de gritar por cada cachecol encarnado que naquele dia, (…), estiver ao pescoço de milhões de pessoas.” Fonte: SL Benfica
“Vai ter de gritar por cada cachecol encarnado que naquele dia, (…), estiver ao pescoço de milhões de pessoas.”
Fonte: SL Benfica

Ataquem, fintem e dominem como sabem fazer melhor. Este já não é o Benfica de Jesus, isto já não é o início da época. Ele já não nos conhece. Agora ele tem de nos estudar, e jogadores como Renato, Gaitan ou Jonas não se estudam: defrontam-se. E no ‘mano a mano’ ou no ‘mata-mata’ quem manda somos nós. Quem tem a chama, quem veste o manto sagrado somos nós.

Diga ao Júlio César que nunca deixou de ser imperador, porque é verdade. Diga ao Salvio e ao Paulo Lopes que, mesmo não jogando este tempo todo, os adeptos não esquecem o quanto eles amam o clube e o quão importantes eles são num balneário campeão. Diga a todos que são o Benfica e que os adeptos estão sedentos deste título.

O campeonato não é impossível. Os berbicachos que inundam as redes sociais não passam disso, vozes amadoras que tomam como certa a derrota do Benfica. Não. Agora as coisas serão diferentes, agora vamos dar o litro e vamos ganhar. Por favor, berre, grite, gesticule, dê pontapés no banco, atire a gravata para o chão… Faça o que quiser, mas mexa-se, mas fale, ralhe e congratule. Não fique impávido e sereno à espera do próximo movimento da esfera. São onze de cada lado, e a bola é redonda. As duas equipas são fantásticas, e é por isso que os dérbis não se ganham com técnica mas sim com raça, com amor.

Diga aos jogadores para sentirem a camisola como se fosse a própria pele, para eles sentirem as costuras do emblema junto ao peito, junto ao coração. A onda vermelha irá cantar o vosso nome e serão eternos.

Meu caro Rui, não quer ser eterno? Afinal de contas, o que todo o ser humano teme é a morte, o Benfica oferece-lhe a imortalidade. Venha, vença e conquiste. A Segunda Circular está preparada para o terramoto. Faça abanar o relvado, rasgue as redes. Dê-nos o 35.º campeonato. Seja grande. Até sábado.

Saudações benfiquistas,

Tomás Gomes

O melhor de sempre?

cab desportos motorizados

A temporada 2016 tem tudo para ser melhor que a de 2015, com mais carros de topo e mais nomes conhecidos. Tudo parece correr bem, tirando a divulgação.

A prova começa hoje, dia 4, mas só a 29 saiu uma lista de inscritos ainda não ordenada, apenas os nomes, o que não se compreende, apesar de o problema não ser só do Demoporto – organizador do Serras de Fafe, que abre a temporada – mas também da FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), que foi prolongando o prazo de inscrições no Campeonato Nacional de Ralis (CNR), o que considero uma falta de respeito para aqueles que se inscreveram a tempo.

Mas a nível de divulgação a coisa não anda muito famosa; não haver uma lista de inscritos não ajuda, mas os próprios organizadores das provas, assim como a FPAK, deixam algo a desejar, talvez devido ao contrato com a Movielight, que faz uns resumos de TV que passam tarde, por vezes mais de um mês depois do fim da prova. No entanto, este ano as imagens vão chegar mais longe, uma vez que a Motors TV vai dar resumos das provas com comentários em inglês. Quanto à rádio, a RFM tem a função da divulgação mas não existem os diretos a acompanhar a prova, algo básico e que continua a não acontecer ao longo do ano.

José Pedro Fontes vai tentar defender o seu título Fonte: André Oliveira
José Pedro Fontes vai tentar defender o seu título
Fonte: André Oliveira

Passando aos carros e pilotos, os R5 chegaram para durar em Portugal (e um pouco por todo o lado) e em Fafe vão estar 14 carros desta categoria, a segunda no mundo dos ralis. José Pedro Fontes continua com o DS3 R5 – com o apoio da Citroen Portugal -, mas um novo, tendo o carro campeão passado para Carlos Martins, que assim trocou o seu Skoda Fabia S2000 por um mais competitivo R5. Ainda com um carro da marca gaulesa vai estar presente Carlos Vieira, piloto que deu boas indicações no final do ano passado.

O Skoda Fabia R5 também vai estar bastante presente em Fafe, desde logo por Pedro Meireles. O campeão nacional de 2014, que fez uma época a meio gás em 2015, regressa a tempo inteiro com o objetivo de ser campeão. Quem também vai estar com o carro da marca checa é Miguel Barbosa. O campeão nacional de Todo o Terreno vai participar no CNR com um carro da marca checa no que será um ano para ganhar experiência, segundo o próprio. Miguel Campos volta a fazer a primeira prova, desta vez de Fabia em vez do 208 T16 da temporada passada, e continua a tentar arranjar apoios para o restante da temporada. Quem também volta para fazer a primeira prova da temporada é o irmão de Pedro Meireles, que o ano passado participou de Fiesta.

Miguel Barbosa pode ser uma das surpresas Fonte: Miguel Barbosa
Miguel Barbosa pode ser uma das surpresas
Fonte: Miguel Barbosa

Para finalizar a família R5, os Ford Fiesta estão em força sendo os mais representados, apesar de ainda algo incerta. Ricardo Moura diz que ainda só tem o Serras de Fafe confirmado, João Barros quer ver o seu andamento antes de confirmar se faz a temporada ou não, fazendo para já apenas as duas primeiras provas. Quem também só tem as duas primeiras provas confirmadas é Ricardo Teodósio, mas neste caso por falta de orçamento – para já – para o ano inteiro, depois de um crowdfunding falhado. Diogo Salvi vai a Fafe com um Fiesta, mas vai mudar para um Fabia provavelmente já na próxima prova, o Rali de Castelo Branco. Elias Barros conduz mais para se divertir do que para os resultados, mas mesmo assim nota-se uma clara evolução no seu ritmo com o Fiesta; ainda da oval azul vai estar Joaquim Alves, apesar de o piloto de Aveiro ir fazer o CNR de Fabia S2000. Para finalizar os pilotos que vão estar de Fiesta R5 falta falar de Fernando Peres, que volta ao escalão máximo depois de alguns anos afastado e a competir em campeonatos secundários.

Da família R5 ficam de fora o Peugeot 208 T16 e o Hyundai i20 R5, ainda que por motivos diferentes. No caso da marca gaulesa nenhum piloto apostou no carro, já no caso da marca coreana o carro ainda não está disponível e a marca já informou que não pretende ter nenhuma equipa oficial em Portugal, ao contrário de outros campeonatos nacionais por esta Europa fora. O facto de só haver uma equipa semi oficial em Portugal prejudica um pouco o campeonato, apesar de não ser essencial esta presença. Se voltasse a existir uma Peugeot Sport Portugal, uma Ford oficial, um assumir da Citroen Portugal, como existia no início deste século, traria logo mais interesse por parte de todos, incluindo das empresas. Este é outro ponto que gostava de destacar: em Espanha vemos a Repsol a patrocinar tudo o que mexe em desportos motorizados; em Portugal, a Galp – com lucros astronómicos em 2015 – quase ignora o desporto automóvel, o que é pena, pois os seus serviços são para carros/motos e não para o futebol, onde apostam mais.

O regresso de Peres vai trazer ainda mais gente às estradas Fonte: André Oliveira
O regresso de Peres vai trazer ainda mais gente às estradas
Fonte: André Oliveira

Voltando a Fafe, a minha aposta para a vitória vai para Ricardo Moura. A lutar pelas duas restantes posições do pódio coloco três nomes: José Pedro Fontes, Fernando Peres e Miguel Campos. Pedro Meireles e João Barros podem meter-se nesta luta, mas caso todos estes pilotos estejam nos seus dias, e os carros também, não deverão conseguir melhor do que lutar pelo quinto lugar. Quanto ao campeonato em si, e tendo em conta os pilotos confirmados para o ano todo, o título tem de ir para José Pedro Fontes, sendo Pedro Meireles e Fernando Peres os seus maiores opositores.

Respondendo à pergunta do título, 2016 tem tudo para ter o melhor CNR de sempre. Esperemos que tal venha mesmo a acontecer; este é o meu desejo: que 2016 seja ainda melhor do que 2015, ou seja, que se tenha de esperar até ao último troço para se saber quem vai ser o campeão nacional e que não existam polémicas com furos e pó como na temporada passada.

Foto de capa: Sports&you

“A Caminhada: Passo 4” Carnide – Ginásio CP 3-1

cab Voleibol

A lenda da época do Carnide 2015/16 cresce todos os dias.

Domingo, depois de uma semana em que o azar tentou tudo e em que jogávamos depois de uma derrota, o Carnide mostrou que vai ser preciso muito para quebrar esta equipa. Como acontece sempre no “Bairro” a entrada foi intensa, avassaladora e sintomática sobre ao que esta equipa vinha. 25-13! Contra uma equipa competitiva como é o Ginásio. Foi um jogo competitivo principalmente nos inícios dos sets, sofremos pela pressão de ter sempre que ganhar mas á excepção da desconcentração no segundo set fomos sempre melhor equipa e a qualidade individual e colectiva da melhor equipa veio, naturalmente, ao de cima. Os sets foram: 25-13/14-25/25-17/25-16.

Passamos mais um teste, numa altura sensível contra um adversário que este ano tinha ganho ao Alverca e feito 2-3 com Carnide e Sesimbra. Não há jogos fáceis na série dos primeiros e só pelo querer, atitude e grande mentalidade competitiva ganhamos hoje como ganhamos. No fim de contas é a nós próprios, às nossas expectativas que devemos tudo! O caminho é longo mas estamos mais perto!

carnide clube
A união está bem presente

Com o triunfo, mantivemos os 2 pontos para o CV Aveiro numa jornada em que os favoritos cumpriram…

Próximo sábado teremos uma batalha duríssima em Sesimbra contra talvez a segunda melhor equipa de Lisboa no momento… A pressão é a de sempre, a de Campeões Regionais que somos e que nunca têm borlas de ninguém…

Pudemos garantir sábado que mantemos a pressão sob a liderança e afastamos de vez um adversário complicado.

Ganharemos porque somos mais forte e queremos mais!!!

Conferência – Direito Desportivo e Comunicação: Um Diálogo necessário

cab reportagem bola na rede

A Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) acolheu ontem a conferência “Direito Desportivo e Comunicação: um diálogo necessário”, em parceria com a Associação Portuguesa de Direito Desportivo (APDD), onde se analisaram vários temas que relacionam o desporto, o Direito e a comunicação. O árbitro João Capela, o jornalista Manuel Queiroz ou o comentador/consultor José Marinho foram alguns dos nomes mais sonantes presentes no evento.

Esta iniciativa, como contou ao Bola na Rede o diretor de comunicação da Associação Portuguesa de Direito Desportivo (APDD), Diogo Nabais, cumpre a missão da APPD de divulgar e esclarecer tudo aquilo que no direito desportivo tenha interesse público. Falou-nos da escassez de juristas especializados nesta área nos clubes e nas federações, da dificuldade que os meios de comunicação social têm em entender determinados aspectos jurídicos relacionados com o desporto e da importância que a APDD tem para mudar esta realidade, designadamente através de formações a jornalistas e conferências como esta em escolas e Universidades.

Vamos, então à conferência propriamente dita?

O primeiro combate a sério para os portugueses

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Cabec¦ºalho ciclismo

Foi ontem apresentado o 8º GP Liberty Seguros de ciclismo prova que reune as equipas portuguesas com nove equipas do mesmo nível mas estrangeiras, equipas estas que vêm um pouco de todo o lado num total de 20 países representados através de ciclistas.

A prova que vai decorrer no Algarve nos dias 12 e 13 de março vai ser a primeira real oportunidade das equipas portuguesas brilharem este ano, sendo o destaque para a luta Sporting-Porto. As equipas portuguesas vão poder controlar a prova e liderar o combate como quiserem, pelo menos é o que se espera.

Serão dois dias de prova em que os sprinters terão hipóteses de ganhar, apesar de no segundo dia terem de enfrentar algumas dificuldades montanhosas que pode afastar logo os sprinters mais puros mesmo que fiquem a faltar ainda mais de 40 KM para o fim da segunda etapa que tem início e fim em Lagoa.

Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo e que recentemente deu uma entrevista ao Bola na Rede, afirmou que “estas provas pretendem mostrar que em Portugal se trabalha bem o ciclismo e que é um bom destino para o início de época devido ao bom tempo”. Este é um mercado que Portugal deve e tem de apostar, o do turismo desportivo. Receber as equipas das mais variadas modalidades que param os seus campeonatos devido ao tempo ser demasiado frio é uma excelente oportunidade de negócio para combater as épocas baixas, nós que temos a sorte de ter um tempo bom ao longo de todo o ano.

Ruben Guerreiro vencedor da temporada passada vai tentar defender o seu título na prova algarvia. O ciclista de 21 anos corre na equipa norte americana Axeon Hagens Berman, mas não terá tarefa fácil na renovação do título, até porque a prova tem uma particularidade, nunca nenhum ciclista conseguiu ganhar a prova duas vezes, será o Ruben o primeiro?

FC Porto 2-0 Gil Vicente: A confirmação do Jamor

fc porto cabeçalho 2A segunda mão da meia-final da Taça de Portugal disputou-se num estádio despido de gente e num jogo despido de esperança para o Gil Vicente. As menos de cinco mil almas que assistiram ao jogo viram uma espécie de jogo-treino em que saltaram à vista os pormenores individuais e que serviu para alguns jogadores se mostrarem. O FC Porto jogou no 4-3-3 habitual e alinhou com Helton, Victor Garcia, Layún, Chidozie, José Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Marega, Evandro, Varela e Aboubakar.

A batuta do encontro ficou a cargo de Sérgio Oliveira, contando com o apoio de Rúben Neves; os dois portugueses mostraram em campo a qualidade que têm e, sem a pressão que um jogo “normal” traz, sobraram os pormenores, principalmente a Sérgio Oliveira, que desde o início do jogo se quis mostrar.

O primeiro tento foi marcado aos 11 minutos por Chidozie, mas já antes o FC Porto se podia ter adiantado por duas vezes no marcador. Assim foi a primeira parte do encontro, com pormenores e pressão alta do lado dos Dragões e uma grande inconsequência atacante do lado dos Gilistas. Merecem também destaque Ángel e especialmente Victor Garcia, que esteve muito bem nas subidas – aliás, o lado direito foi sempre o mais perigoso da primeira parte. A nível defensivo, salvo uma oportunidade depois de um erro de Layún, nada mais há a dizer. Rúben Neves esteve bem nas coberturas contando com a preciosa ajuda de Evandro, que acabou por sair lesionado aos 43 minutos.

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Rúben Neves voltou a fazer um bom jogo
Fonte: FC Porto

O segundo tempo pouca história teve; o Porto controlou o jogo e foi dando ao trio atacante e a Aboubakar oportunidades que o atacante desperdiçou. Duas bolas do camaronês na barra e ainda um falhanço incrível juntamente com Bueno poderiam resumir o que se passou, mas Marega aos 81 minutos acrescentou mais um golo ao jogo. O extremo portista, a cada jogo que passa, mais confirma que as suas qualidades são sobretudo físicas e não propriamente ao nível da forma como trata a bola. Há pormenores de toque, passe, finta que chegam até a ser confrangedores, embora do outro lado houvesse um Varela que não estava com muita vontade de jogar. Afinal, quarta-feira às 21h00 por um jogo mais do que decidido seria pedir muito ao extremo português que tem dificuldade em motivar-se para os mais variados jogos.

Do jogo fica na retina o preço abusivo dos bilhetes (oito euros para sócio) para um encontro de uma eliminatória, já decidida, às 21 horas de uma quarta-feira. Se o anterior recorde negativo de assistência estava em mais de 10 mil adeptos, a direcção bem que poderia ter colocado os preços dos bilhetes a preços decentes, principalmente para sócios. Falta de visão e de sensibilidade, principalmente em mais um ano em que os portistas não têm razões para andar felizes. O mais importante, claro, é que no último jogo da época lá estaremos no Jamor para levar de vencido o Braga, que mais uma vez está na final!

A Figura:

Sérgio Oliveira – Espalhou o talento que tem no relvado com pormenores de encher o olho e com grande visão de jogo.

O Fora-de-Jogo:

Silvestre Varela – Mais uma vez pouco se viu do extremo português. Voltou a não fazer a diferença no último terço do terreno.