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Vuelta 2014: O rescaldo

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Cabec¦ºalho ciclismo

Terminaram as grandes voltas e, este ano, não há dúvida nenhuma: a Vuelta foi a prova mais espectacular do ano. O elenco, à partida, já prometia muito e, felizmente, estiveram todos à altura. Até Quintana, que até ao momento da queda (sim, mais uma vez uma queda levou-nos um dos mais fortes candidatos à vitória final) vestia de vermelho. Acabámos com um top 5 de LUXO: Contador, Froome, Valverde, Rodriguez e Aru. Todos em grande forma, todos com vontade de vencer, todos separados por menos de 5 minutos. Houve muita montanha, houve muitos ataques, houve muita emoção e houve muito equilíbrio. Repetidamente, nas mais duras montanhas, o pelotão ia sendo reduzido por eliminação e sobreviviam os mesmo cinco. Lado a lado, a fazerem marcação apertada uns aos outros. Vários episódios da mesma história, que terminou com dois vencedores: Contador e o público.

Alberto Contador venceu a sua terceira Vuelta!  Fonte: roadcyclinguk.com
Alberto Contador venceu a sua terceira Vuelta!
Fonte: roadcyclinguk.com

OS DESTAQUES

Alberto Contador – Obviamente. O “pistoleiro” foi olhado com muita desconfiança no início desta Vuelta. Afinal de contas, vinha de uma lesão muito grave, resultante de uma queda no Tour, e dificilmente alguém apostaria nele para vencer a prova. Provou a todos que estavam enganados. Venceu e convenceu. Claramente o ciclista mais forte da edição deste ano.

Alejandro Valverde – Foi apontado como uma das maiores desilusões do Tour 2014. Pela primeira vez, vinha para esta Vuelta para trabalhar para Quintana em vez de ser o líder. Eu previ que Valverde vinha com vontade de mostrar que as notícias da sua “morte” tinham sido manifestamente exageradas. Venceu uma etapa, andou vestido de vermelho e fez mais um pódio numa grande volta. Ainda temos Valverde!

Fabio Aru – Finalizou a prova dentro do top 5, venceu duas etapas e atacou que se fartou. Um ciclista do futuro que cada vez é mais o presente.

John Degenkolb – Numa prova tão voltada para as montanhas, não podemos ser injustos e esquecer quem também brilhou a alto nível na baixa altitude. Degenkolb foi o homem mais forte nas chegadas rápidas. Venceu quatro etapas e trouxe para casa a camisola verde. Excelente prova do alemão.

Degenkolb a festejar uma das suas quatro vitórias  Fonte: eurosport.com
Degenkolb a festejar uma das suas quatro vitórias
Fonte: eurosport.com

A SURPRESA

Alberto Contador – É verdade, tenho de repetir o espanhol. Como já tinha dito, ninguém esperava que Contador se apresentasse nesta forma. Numa prova que não teve grandes surpresas, a maior acabou mesmo por ser o vencedor final.

 

AS DESILUSÕES

Froome e Rodriguez – Na realidade, a prova foi tão boa que não houve grandes desilusões, mas, apesar de ser estranho colocar dois ciclistas que fizeram 2º e 4º, respectivamente, nesta categoria, a verdade é que Froome e Rodriguez acabaram por ser as maiores desilusões da prova. Não por terem estado em mau nível (longe disso!), mas por terem sido os únicos do top 5 que não conseguiram conquistar uma etapa na Vuelta deste ano. Eles bem tentaram, mas nunca foram os mais fortes do dia.

A queda de Quintana – Não há muito a dizer. Mais uma vez, uma queda retira precocemente da prova o principal favorito à vitória final numa grande prova. Ano desgraçado, este!

Welcome back, Champions

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amarazul

De outra forma não poderia ser, está destinado: a fase de grupos da Liga dos Campeões regressa esta quarta-feira ao Estádio do Dragão e com ela o aumento de ritmo e exigências competitivas e as ambições azuis e brancas. Os nervos (de ferro), esses, também crescem, mas nós – portistas – gostamos de os ter.

Desde pequenino que estou habituado à melhor competição do mundo de clubes. Cresci a ver o Porto jogar encontros europeus; cresci com o Porto a ganhar a competição. Para mim, época portista que é época portista joga-se na Champions, ou… Ganha-se na Liga Europa!

Tenho saudades do hino. Daquele hino que nos arrepia e faz sonhar com a final. Tenho saudades de ver o Dragão ‘vestido’ com as estrelas da UEFA e de gritar “golooooo!” num encontro europeu – tem outro encanto, por todo o percurso que foi necessário até chegar àquele momento. Mais do que isso, tenho saudades (e fome) do ‘mata-mata’.

Herrera e Brahimi – os comandantes da armada portista frente ao conjunto francês Fonte: ZeroZero
Herrera e Brahimi – os comandantes da armada portista frente ao conjunto francês
Fonte: ZeroZero

Este ano, o Futebol Clube do Porto dá indícios de ter uma equipa claramente mais equilibrada e forte do que no último par de épocas. Como tal, e depois de uma boa eliminatória frente ao Lille, não se pode esperar outra coisa que não a passagem da fase de grupos. É esse o nosso objectivo; é esse o nosso dever enquanto equipa habituada a ganhar. Porque só assim pode ser: ganhamos porque somos ambiciosos e sancionamos quando não cumprimos as metas delineadas.

Quarta-feira, quando o hino tocar em pleno Dragão, começa uma nova etapa. A nossa etapa. E todos juntos venceremos.

V. Guimarães 1-1 FC Porto: 11 metros que deixam tudo na mesma

eternamocidade

O FC Porto deixou cair os primeiros pontos na Liga Portuguesa, ao não ir além de um empate a 1 golo, esta tarde, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Do lado portista, mais do mesmo: Julen Lopetegui voltou a não repetir o onze da jornada passada, na vitória em casa frente ao Moreirense, e para além da troca de Óliver por Herrera, decidiu colocar de início Ruben Neves e Quintero nos lugares de Quaresma e Ádrian López. Do lado do Vitória de Guimarães, destaque para as entradas de Bruno Gaspar para o lado direito da defesa e de David Caiado para o ataque, por troca com o castigado Nii Plange e o lesionado Alex.

Os primeiros minutos da primeira parte trouxeram um Vitória muito atrevido em campo, com André André a pautar os ritmos de jogo de um meio-campo que tinha em Cafú, jogando à frente do quarteto defensivo, o elemento equilibrador e em Bernard o homem que fazia a transição com o tridente ofensivo vitoriano. Nos primeiros trinta minutos da partida, o FC Porto nunca conseguiu entrar no último terço do terreno, pois Jackson Martinez estava muito desapoiado no ataque e Quintero, descaído para a ala direita, nunca conseguiu criar desequilíbrios na defensiva contrária. No primeiro terço do encontro destaque, por isso, apenas para um remate fraco de João Afonso que permitiu a defesa de Fabiano e para um remate de Brahimi que acabou nas mãos de Douglas. Depois da interrupção de jogo de sete minutos, motivada por confrontos entre a claque vitoriana e a PSP no topo sul do D. Afonso Henriques, os portistas entraram melhor e até final Brahimi podia ter colocado os portistas em vantagem. Nos últimos 10 minutos do primeiro tempo, dois lances polémicos na área vitoriana: Brahimi, na melhor oportunidade portista na primeira parte, foi puxado pelo braço antes do remate; enquanto Hernâni tocou com o braço na área de Douglas, já bem perto do intervalo.

Jackson Martínez voltou a marcar - com 5 golos, continua no topo da lista dos melhores marcadores  Fonte: zerozero.pt
Jackson Martínez voltou a marcar – com 5 golos, continua no topo da lista dos melhores marcadores
Fonte: zerozero.pt

Na segunda parte, tudo foi diferente, com o FC Porto a ser muito mais rápido e incisivo: Danilo e José Angel incorporaram-se muito mais no jogo ofensivo, enquanto Herrera dinamizou mais o meio-campo. Com a entrada de Evandro para o lugar do apagado Rúben Neves, a equipa de Lopetegui soltou-se mais no terreno e não foi de estranhar a chegada do golo, numa grande penalidade apontada por Jackson Martinez que deixou os portistas em vantagem na cidade-berço. Contudo, quando o FC Porto se preparava para baixar as linhas e controlar o jogo, à semelhança do que tem feito esta época, o Vitória acabou por chegar ao golo no primeiro remate da segunda parte: novamente da marca dos 11 metros, Bernard assinou o seu quarto golo no campeonato e empatou a partida no D. Afonso Henriques. Até ao final, a equipa de Rui Vitória limitou-se a defender, enquanto o FC Porto continuou a esbarrar na defensiva contrária sem criar verdadeiro perigo. Ainda assim, um golo mal anulado a Brahimi (o argelino estava em linha com o último defesa vitoriano) e uma oportunidade escandalosamente perdida por Jackson levaram o FC Porto a não conseguir mais do que um empate, deixando-se apanhar pelo Benfica na liderança e não conseguindo colocar em 6 pontos a diferença para o Sporting. Quanto ao Vitória de Guimarães, uma exibição com muita garra e alma foi decisiva para o conquistar de um precioso ponto, num jogo onde os vimaranenses aproveitaram um erro contrário para marcar o primeiro golo e tirar os primeiros pontos à equipa de Julen Lopetegui.

 

A Figura

Brahimi – O argelino foi, de longe, o melhor em campo no D. Afonso Henriques. Sempre o mais desestabilizador no ataque portista, Brahimi ganhou o penalty convertido por Jackson, sofreu outro no primeiro tempo e ainda fez um golo limpo que Paulo Baptista anulou.

O Fora-de-Jogo

Rúben Neves – Uma exibição muito apagada do jovem jogador portista, sempre longe daquilo que o jogo pedia. Começa a ficar curto o espaço para a contínua titularidade de Rúben no onze portista.

Sporting 1-1 Belenenses: Apavorante, Marco

Escolhi díficil. O fácil é de todos

Talvez te tenham dito demasiadas vezes que o Sporting é um clube grande. Que há outras expectativas; que agora todos os olhos se colaram a ti, sem pestanejar, durante dias, semanas, meses ou o tempo que o insucesso demorar a aparecer. Esquece tudo isso. Sê tu mesmo e confia nas convicções que te fizeram cá chegar. Maurício e Sarr?

Nem tu acreditas nisso, Marco.

O jogo de hoje foi, se quiseres ser optimista, um abre-olhos. À 4ª jornada não há mundos perdidos mas pode haver muitas lições aprendidas. Depende da forma como se encaram as derrotas. Afinal, sempre ouvi dizer que o prazo do insucesso é determinado pelos derrotados. E assim será com o Sporting que, neste momento, se encontra derrotado.

“Não fomos eficazes, é a ilação que tiramos da partida”

Já depois de ter escrito os primeiros parágrafos deste artigo, li as tuas declarações que coloquei em cima. Se a única ilação é que a tua equipa não foi eficaz, mais derrotas virão. Vejamos:

Patrício; Esgaio, Maurício, Sarr, Jefferson; William, Adrien, André Martins; Carrillo, Nani e Slimani. Foi assim que começou o Sporting frente ao Belenenses. No corredor central, Patrício, Maurício, Sarr, William, Adrien, André Martins e Slimani. À excepção de William e André Martins e, com muita bondade à mistura, de Adrien, nenhum dos outros cumpre o bê-á-bá exigível para se ser jogador de futebol, ou seja, a capacidade de receber, enquadrar, progredir e passar a bola jogável. E tu, melhor do que qualquer um dos adeptos, sabes o quanto isso é importante, ainda por cima no mais importante dos corredores do jogo, não sabes? Sabes. Mas por alguma razão ainda tentas(te) ganhar jogos de futebol sem atletas que o pratiquem. Explica-me, Marco.

E o jogo até começou favorável. Na verdade, foi-o até final. O Belenenses é para lá de fraquinho, e digo-o com a tristeza de quem cresceu a simpatizar com o clube. Foi anedótico o número de vezes que entregaram a bola no segundo ou terceiro passe da sua construcção, bem dentro do próprio meio-campo. Numa dessas vezes, Carrillo aproveitou e marcou. Nas outras, não foram eficazes. Ou competentes? Para além dos erros de palmatória que a equipa de Vidigal foi tendo o luxo de poder cometer, o Sporting deparou-se com um cenário raro no futebol dos nossos dias: jogou com 10 de campo mas o adversário só se importava com 8. Sarr e Maurício podiam ir quase até à área contrária sem oposição… mas não queriam. Ou não sabiam? O futebol não se esgota num momento do seu jogo e os defesas não servem só para defender nem os avançados só para atacar, Marco. Mas tu sabes disso.

Provaste-o no Estoril, lembras-te?

Pelo meio, no único ataque do Belenenses que assim pode ser apelidado, Maurício decidiu ir pressionar quem faz o cruzamento à linha, concedeu esse cruzamento e, no momento em que a bola acabou por chegar ao espaço de finalização – já depois de outro cruzamento!! -, ele ainda lá estava a recuperar, ou fora da área ou muito perto disso. Como vais abordar este lance durante a semana sem que o teu central não deixe de se sentir jogador de futebol, Marco?

Quando a bola chega ao avançado do Belenenses, Maurício nem sequer aparece perto do adversário
Quando a bola chega ao avançado do Belenenses, Maurício nem sequer aparece perto do adversário

A primeira parte terminou ainda com dois lances em que Slimani finalizou diante de Matt Jones (grande jogo, rapaz!) quando tinha um colega – em cada uma das jogadas – sem qualquer tipo de oposição ao lado. O bê-á-bá que referi também contempla a capacidade de fazer todo o mencionado mas de cabeça em cima. Faltou-lhe isso nesses momentos como faltam tantas outras coisas em tantos outros momentos ao ponta-de-lança argelino. A finalização no ar é só um ínfimo momento de tudo o que o jogo requer. Não te esqueças do Montero nem te esqueças que a equipa é refém das ideias dos seus praticantes. E as ideias de Montero em nada se comparam às de Slimani. O Sporting ganha quer os golos sejam do avançado ou do lateral.

“Na segunda parte foi mais do mesmo…dominámos o jogo mas jogámos com mais ansiedade e…com o coração…”

E dizes isso com a consciência de que o jogo se joga com a cabeça, não dizes? Desculpa-me a ousadia – não duvides de que sou admirador de tudo o que tens feito -, mas onde estava a tua quando tiras o que estava a ser o teu melhor médio? Desafio o mais paciente ao exercício de contar as perdas de bola que Adrien teve ou proporcionou aos colegas. E saiu o André Martins? Marco, Marco, esquece que o Sporting é um clube grande e que nos clubes grandes os egos e os estatutos têm de ser respeitados.

A segunda parte foi como dizes: mais do mesmo. Mais de más decisões, de más ideias, da falta de qualidade quando a bola chegava ao nosso avançado, da falta de qualidade quando a bola passava pelos nossos centrais que, sem recurso a estatísticas, diria que foram quem mais teve a bola nos pés. E assim é complicado. Pelo meio ainda deu para o Sarr fazer um balão desde o meio-campo para o Patrício ou para o mesmo proporcionar a melhor oportunidade da 2ª parte ao avançado do Belém. Tu, que estás com eles todos os dias, não achas que o Oriol daria (e mereceria!) um lugar no eixo da defesa? Tem o bê-á-bá, pelo menos. E parece-me inteligente: faria tudo o que entendes que um central deve fazer. E os que jogaram não fazem, pois não?

No fundo, quem tem razão é o Nani. “Temos de fazer muito melhor e ganhar experiência em campo”. Têm de fazer mesmo muito melhor, mas não te assustes. Tudo melhora assim que passes a praticar aquilo que fez com que todos te admirassem. O colectivo acima dos estatutos, os melhores a jogar e as ideias correctas. Não vão ganhar sempre, mas vão estar sempre mais perto de ganhar. Pensa nisso, Marco. À 4ª jornada não há mundos perdidos.

Real Madrid 1-2 Atlético Madrid: Uma vitória que estava no banco!

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No derby de Madrid surgiram duas equipas que estavam mais concentradas em não perder do que em ganhar, sobretudo o Atlético de Madrid, que se apresentou com uma linha intermédia inteiramente formada por médios centros de raiz. No Real Madrid, CR7 surgiu mais móvel do que o habitual, tentando aproveitar a maior propensão ofensiva de Siqueira. Até ao golo de Tiago, as duas equipas pouco tinham feito por merecer o golo. O Real fez pouco por culpa da constante pressão do Atleti, enquanto aos homens de Simeone parecia faltar um elemento mais móvel que ligasse meio-campo e frente de ataque. No entanto, num lance de bola parada – um dos pontos fracos dos blancos -, Tiago respondeu da melhor forma ao cruzamento de Koke. Aos 24 minutos, pouco após uma grande defesa de Moya a um livre de Bale, Ronaldo surgiu na direita, pedalou em frente a Siqueira e sofreu grande penalidade. Ronaldo não desperdiçou a oportunidade e o jogo ficou empatado. Os homens de Ancelotti cresceram após o golo, com Ronaldo a surgir frequentemente com perigo pela direita. Aos 33 minutos os merengues podiam mesmo ter chegado ao golo, não fosse a perdida de Benzema.

O golo de Ronaldo foi insuficiente para dar a vitória ao Real  Fonte: cuatro.com
O golo de Ronaldo foi insuficiente para dar a vitória ao Real
Fonte: cuatro.com

Jogo empatado ao intervalo e um Real Madrid muito inferior a si mesmo no reatar da partida: mantendo o domínio na posse de bola, foi falhando progressivamente mais passes. James manifestava clara dificuldade em ser o elo de ligação entre o setor intermédio e a frente que era Di Maria na época passada. Até aos 65 minutos o jogo decorreu em lume brando. Mas o Atlético mexeu bem, ao contrário do Real, e isso viria a decidir o jogo. Griezmann e Arda Tura agitaram o jogo e conquistaram eles próprios a vantagem para o Atleti, num lance em que Isco ficou francamente mal na fotografia. Com o decorrer dos minutos, Tiago permanecia incansável e bloqueava a maioria das tentativas do Real Madrid para chegar ao golo, e por isso para mim é o homem do jogo. O Real voltou a perder, não só por culpa de Griezmann e Arda mas também porque baixou a intensidade de jogo quando a devia ter mantido ou até subido.

A Figura

Tiago – O médio português parece não demonstrar sinais de envelhecimento. Trabalhou por 3 ou 4 jogadores e mostrou, mais uma vez, que a idade não é tudo.

O Fora-de-Jogo

Raúl Jimenez – O avançado mexicano pouco se notou em jogo e quando teve a bola em seu poder não demontrou a mobilidade necessária para compensar a falta de ligação entre defesa e ataque.

O paradigma do jogador Mexicano

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atodososdesportistas

Depois da péssima exibição da nossa selecção, da saída (já fora de tempo) de Paulo Bento e de muito se ter escrito sobre a realidade na Federação Portuguesa de Futebol (desafio o leitor a dar uma olhadela nos diversos textos já publicados no Bola na Rede sobre o assunto), voltamos à realidade de cada clube. Desta feita trago-vos um texto sobre um tema que me deixa realmente preocupado, muito mais quando acontece dentro do meu clube – o “paradigma do jogador mexicano”: no seu país de origem espalha magia, na selecção confirma os créditos com exibições de luxo e quando atravessa o Atlântico e aterra no Velho Continente não consegue igualar o nível que o levou a ser rotulado de “estrela”. Falo, em particular, de Hector Herrera. Porque se Diego Reyes é um jovem que actua numa posição em que ainda tem muitos anos para ganhar maturidade, Hector Herrera já está na idade de ser no clube aquilo que é na selecção: um monstro no meio-campo.

Elogiado por meio mundo pelas suas exibições no Mundial, o mexicano foi, inclusive, considerado um dos jogadores mais “apetecíveis” deste último mercado, devido à sua relação qualidade-preço. O campeonato começou e a expectativa em torno de Herrera não era elevada, era elevadíssima. Todos queriam ver nele o novo Moutinho, ao seu estilo, da equipa azul-e-branca. Mas não. Ou ainda não… Vemos o que já se conhecia: um jogador de requinte técnico acima da média, que gosta de aparecer em zonas de finalização e de fazer a bola balançar entre corredores e que a defender também demonstra ser útil na ocupação de espaços, mas que continua demasiado acanhado e escondido, com algum receio de dizer “eu estou aqui” e de assumir as rédeas do jovem meio campo azul-e-branco. Atenção, as suas exibições este ano têm sido francamente melhores que as da época passada, mas isso também é fruto da também melhoria qualitativa da própria equipa. A verdade é que ainda não se apresentou ao mesmo nível do que no último compromisso pela selecção mexicana (onde teve um pormenor delicioso, a fazer lembrar Zidane na forma como fugia dos adversários com a sua famosa finta).

herrera e reyes
Reyes e Herrera são presenças assíduas na equipa azteca
Fonte: sicnoticias.sapo.pt

Poderei estar a exagerar, mas vejo em Herrera um futuro jogador de topo com lugar em grande parte dos “tubarões” europeus. Mas para isso tem de explodir. E agora! Não quero ver no mexicano mais um Chicharito, um Ochoa ou um Giovani dos Santos. Quero vê-lo como um Rafael Márquez, um jogador que se afirmou sempre em todos os clubes por onde passou, inclusive no poderoso Barcelona.

Por outro lado, penso que a sua inclusão tardia no plantel dos dragões (teve autorização para se ausentar devido ao Mundial) também afectou na sua produção imediata na equipa. Lopetegui, com o tempo, conseguirá mostrar-nos o melhor de Hector Herrera e fazer do médio de 24 anos um autêntico motor no meio-campo da equipa, parece-me. A competência do técnico espanhol, aliada ao trabalho do jogador azteca, só pode dar bons frutos.

Numa época que se pode considerar de “tudo ou nada” para o Porto, os adeptos estarão mais exigentes do que nunca. E se a paciência se perdeu com Defour ainda na época passada, ditando a sua saída, então é bom que Hector Herrera pense nisso e comece a deixar a timidez dentro dos vestiários.

aboubakar
Permanece a dúvida: Aboubakar estrear-se-á amanhã?
Fonte: abola.pt

Para finalizar, e mudando um pouco de assunto, a deslocação a Guimarães deste domingo será interessante para aferir a capacidade de Lopetegui de gerir a equipa em vésperas de jogo de Champions sem perder a qualidade de jogo. Gostaria de ver Marcano, Quintero e Aboubakar a jogar, nem que fossem 30 minutos. Preciso de o ver o central espanhol a jogar para perceber o que vale, embora a dupla de centrais dos dragões esteja num impecável momento de forma e seja raro o técnico “rodar” a equipa nessa zona; quanto a Quintero, tenho receio que se torne num “novo” Iturbe e só espero não o ver perder-se na desmotivação de não jogar (o espaço para os “nº10” está cada vez mais escasso no futebol actual); em relação a Aboubakar, que vem para competir com um “tal” de Jackson, sei que tem imensa qualidade mas é necessário ver como se adapta a uma equipa cujo estilo de jogo não passe pelo contra-ataque. A ver vamos…

De resto, espero uma vitória num estádio sempre difícil como é o D. Afonso Henriques, frente a uma equipa que tem no “fazedor de jogadores” Rui Vitória o seu grande trunfo!

NFL 2014: As minhas apostas

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O futebol americano está finalmente de volta. Decidi, por isso, fazer uma série de apostas em relação à NFL 2014. Quais serão records das equipas no final das dezasseis jornadas da época regular? Quem chegará aos play-offs? E quem levará os prémios individuais no final da época? Vamos então à previsão, divisão por divisão, daquilo que se passará nas duas conferências da competição – a AFC (American Football Conference) e a NFC (National Football Conference).

 

AFC East – Buffalo Bills, Miami Dolphis, New England Patriots e New York Jets

Desde que Tom Brady assumiu a posição de quarterback titular no ataque de New England em 2001, os Patriots são favoritos para ganhar a divisão e um dos candidatos principais à vitória no Super Bowl. Este ano não deve ser diferente. A divisão continua fraca, com os Dolphins a apresentarem a única visível concorrência, tal como demonstrado na vitória na primeira jornada em Miami, sobre os Pats, por 33-20, depois de uma segunda parte completamente horrível por parte dos comandados de Bill Belichick.

Os Patriots reforçaram a sua defesa com um dos melhores cornerbacks da liga, Darrelle Revis, e vão beneficiar do regresso de Wilfork e Mayo, que passaram a maior parte da época transacta no estaleiro por lesão. O grande problema continua a ser o ataque: a offensive line abre demasiados buracos, o running game parece continuar mediano e tirando o tight end Rob Gronkowski, que tem sempre um risco altíssimo de lesão, Brady não tem nenhum pass catcher de elite. Mas já no ano passado isto se verificava e Brady sem limões fez limonada, conduzindo os Pats à final da AFC, onde caíram aos pés do favoritos Broncos. Logo, se há coisa que aprendi foi a não duvidar da dupla Brady-Belichick.

Os Bills, apesar da vitória surpreendente em Chicago contra uns perdulários Bears por 23-20, continuam com uma das equipas mais fracas da liga e ficaria admirado se ganhassem um único jogo dentro da divisão. Os Jets de Rex Ryan, apesar da adição do wide receiver Eric Decker, que fez uma grande época aos serviço dos Broncos com Peyton Manning a mandar-lhe a bola, tem agora ao meio Geno Smith, o que só pode significar uma descida drástica em termos de produtividade. Os Jets vão então, para variar, apoiar-se na sua grande defesa, a grande característica de Rex.

Previsão – Bills: 4-12; Dolphins: 8-8; Patriots 11-5; Jets: 6-10.

Tom Brady e Bill Belichick vão tentar conquistar a divisão pelo sexto ano consecutivo  Fonte: zimbio.com
Tom Brady e Bill Belichick vão tentar conquistar a AFC East pelo sexto ano consecutivo
Fonte: zimbio.com

AFC North – Cincinnati Bengals, Pittsburgh Steelers, Cleveland Browns e Baltimore Ravens

Devemos ter uma luta a três, entre Bengals, Steelers e Ravens. Em 2013 os Bengals venceram a divisão com um record de 11-5, num ano em que os Ravens tiveram a sua “ressaca” do Super Bowl e os Steelers estiveram apenas irreconhecíveis.

Os Browns são a equipa mais fraca da divisão e deverão ficar-se pelo último lugar. A defesa é razoável, possuindo mesmo algumas grandes individualidades como Joe Haden e Alex Mack, mas há demasiadas interrogações no ataque, como a luta pela posição de quarterback entre Brian Hoyer e Johnny Football (ou Johnny Clipboard?), não estando nenhum deles preparado, de momento, para conduzir a equipa aos play-offs, sendo que a suspensão da estrela do ataque, o wide receiver Josh Gordon, até ao fim da época (que pode vir a ser diminuída) só veio prejudicar os Browns, que esperavam fazer melhor este ano. Os Browns contam, no entanto, com o melhor offensive tackle em toda a NFL: Joe Thomas.

Os Ravens foram assombrados pelo caso de violência doméstica do seu running back titular, Ray Rice, que acabou por ser suspenso pela liga e dispensado pela equipa, e esperam agora que Joe Flacco, o MVP do Super Bowl de há dois anos, possa repetir as proezas dessa época e conduza a equipa pelo menos aos play-offs. Com os Ravens nunca se sabe, mas a concorrência dos Bengals e dos Steelers na mesma divisão, duas equipas que parecem muito mais equilibradas e “playoff ready” do que os Ravens, não ajuda. Os Bengals continuam com uma das melhores defesas da liga, com jogadores como o defensive tackle Geno Atkins e o linebacker Vontaze Burfict, e o seu ataque tem jogadores extremamente produtivos e capazes de resolver qualquer jogo, como o wide receiver AJ Green e o running back Gio Bernard. Mas é o quarterback Andy Dalton que preocupa: tem conduzido os Bengals aos play-offs nos últimos anos e cumprido sempre na época regular, mas desaponta sempre nos play-offs.

Os Steelers são treinados por uma das melhores mentes da NFL, Mike Tomlin, e com Big Ben a quarterback, com Le’Veon Bell a vir do backfield e Antonio Brown a apanhar bolas, esta equipa pode causar mossa, contando que a defesa se porte melhor do que na época passada, onde não conseguiu parar ninguém.

Previsão – Bengals: 10-6; Steelers: 9-7; Browns: 5-11; Ravens: 8-8.

Os Bengals partem como os grandes favoritos na AFC North, muito por causa do fabuloso AJ Green  Fonte: chatsports.com
Os Bengals partem como os grandes favoritos na AFC North, muito por causa do fabuloso AJ Green
Fonte: chatsports.com

AFC South – Tennessee Titans, Houston Texans, Indianapolis Colts e Jacksonville Jaguars

Os Colts ganham esta divisão por um único motivo: o seu quarterback, Andrew Luck. Luck compensa qualquer falha que a equipa possa ter com a sua inteligência e qualidade dentro de campo, e com o regresso do wide receiver Reggie Wayne, nada leva a crer que o título desta divisão lhes escape.

Os Texans, depois de uma época abismal em que tiveram um registo de 2-14, algo apenas impensável para uma das melhores defesas da liga, vão tentar este ano lutar pela divisão, carregados pelo incansável J.J. Watt, um dos melhores defesas da liga. O horrível Matt Schaub foi despachado e Ryan Fitzpatrick ocupa agora o seu lugar – uma melhoria que não deverá ser o suficiente para empurrar esta equipa para os play-offs, principalmente porque os Colts mantiveram o seu nível e os Titans estão a construir uma equipa jovem e cheia de potencial que pode vir a surpreender. O último lugar desta divisão irá com certeza para os Jaguars, que vão tentar continuar a construir para o futuro através do draft e de free agents, mas que de momento não têm equipa para competir, tal como se viu neste fim-de-semana, quando chegaram a estar a ganhar por 17-0 frente aos Eagles e depois encaixaram 34 pontos sem resposta.

Previsão – Titans: 7-9; Texans: 7-9; Colts: 10-6; Jaguars: 4-12.

Luck e Watt deverão protagonizar um dos confrontos mais interessantes na AFC West  Fonte: zimbio.com
Luck e Watt deverão protagonizar um dos confrontos mais interessantes na AFC West
Fonte: zimbio.com

AFC West – Denver Broncos, Oakland Raiders, Kansas City Chiefs e San Diego Chargers

Não há sombra de dúvida de que esta divisão vai ser dominada pelos Broncos, que provavelmente dominarão também a conferência. Há uma grande probabilidade de irem ao Super Bowl de novo. Liderados por Peyton Manning, os Broncos possuem um dos melhores ataques da liga e do lado defensivo a equipa é bastante acima da média, contando com o fenomenal outside linebacker Von Miller. Os vice-campeões quererão pôr para trás a humilhação que sofreram no Super Bowl às mãos de Seattle e dar a Peyton Manning mais uma oportunidade de conseguir o seu segundo anel, igualando dessa forma o seu irmão Eli Manning.

Os Raiders continuam fraquíssimos e terão com certeza mais um ano para esquecer, enquanto que os Chiefs, depois de um fenomenal  record de 11-5 na época passada, deverão sofrer um grande tombo, uma vez que dependem demasiado da produção do seu fantástico running back, Jamaal Charles.

Os Chargers são uma equipa bastante equilibrada e que pode surpreender: no ano passado Rivers teve um dos melhores anos da sua carreira, se não o melhor, e a equipa tem talento para chegar aos play-offs, embora não chegue para desafiar a hegemonia dos Broncos nesta divisão.

Previsão – Broncos: 13-3; Raiders: 4-12; Chiefs: 6-10; Chargers: 9-7.

Os Broncos de Manning partem como favoritos para chegar ao Super Bowl de novo, depois do desaire do ano passado  Fonte: zimbio.com
Os Broncos partem como favoritos para chegar ao Super Bowl, depois do desaire do ano passado
Fonte: zimbio.com

NFC East – Philadelphia Eagles, Washington Redskins, Dallas Cowboys e New York Giants

Em teoria qualquer uma destas quatro equipas pode ganhar a divisão. Os Eagles mostraram na primeira semana as suas debilidades defensivas e Nick Foles dificilmente terá um ano tão bom como aquele que passou; os Redskins continuam à espera que RGIII volte ao nível de há dois anos, antes de se lesionar gravemente; os Cowboys, apesar de serem provavelmente a pior defesa da liga, possuem um dos melhores ataques; e os Giants vão depender bastante da produção de Eli Manning, o líder em termos de intercepções da NFL em 2013.

Dependerá bastante do calendário, da sorte e das lesões. Os Eagles partem como os grandes favoritos, liderados pelo excelente Shady McCoy; os Cowboys, para ganhar, vão ter de marcar uma quantidade absurda de pontos, pois a sua defesa não consegue parar ninguém; os Redskins, se RGIII não voltar à sua forma, vão ser obrigados a jogar com o Kirk Cousins de início e rezar para que isso chegue para ganharem a divisão; e os Giants, pela performance contra os Lions, são neste momento a pior equipa da divisão, mas já aprendi a não apostar contra eles. Tal como disse, qualquer um pode ganhar.

Previsão – Eagles: 9-7; Redskins: 7-9; Cowboys: 8-8; Giants: 6-10.

NFC East, a única divisão sem um claro favorito, será desta que os Cowboys chegam aos playoffs?  Fonte: thacover2.com
NFC East, a única divisão sem um claro favorito: será desta que os Cowboys chegam aos play-offs?
Fonte: thacover2.com

NFC North – Minnesota Vikings, Detroit Lions, Chicago Bears e Green Bay Packers

Antes de a época começar estava dividido sobre quem ganharia esta divisão: se os Packers, se os Bears. Apesar de os Packers terem sido dominados na primeira semana por Seattle fora, a verdade é que perderam com a melhor equipa da liga, enquanto que os Bears conseguiram o impossível e perderam em casa contra os Bills, possivelmente a pior equipa da NFL.

Os Packers contam, discutivelmente, com o melhor jogador da NFL, o seu quarterback Aaron Rodgers, que perdeu sete jogos por lesão na época regular em 2013, e com um dos ataques mais potentes de toda a NFL, com jogadores como Lacy, Nelson ou Cobb. E apesar de o ataque dos Bears também ser de elevadíssima qualidade, Jeffery, Forte e Marshall serem todos elite, Jay Cutler, por muito bom que seja, não é nenhum Rodgers e a defesa dos Bears deixa muito a desejar. A diferença é que o ataque dos Packers pode compensar as falhas da defesa, enquanto que o dos Bears, pelo que vimos contra os Bills, não: cometeram bastantes turnovers.

Os Vikings parecem melhor do que no ano passado e podem tentar surpreender com Adrian Peterson e Cordarrelle Patterson, mas não possuem muito mais do que isso. Os Lions, por sua vez, contam com um bom quarterback em Stafford e beneficiam do facto de terem o melhor wide receiver da liga – quem tem Megatron pode sempre fazer coisas. Mas a equipa parece ainda estar atrás dos Packers e dos Bears. O que estas quatro equipas parecem ter em comum é um ataque muito superior à defesa – todas as defesas deixam muito a desejar.

Previsão – Vikings: 6-10; Lions: 8-8; Bears: 9-7; Packers: 12-4.

Depois de uma época em que falhou 7 jogos por lesão Rodgers está de volta para retomar o seu lugar no topo da NFL e tentar guiar os seus Packers até à terra prometida  Fonte: onlineathens.com
Recuperado fisicamente, Rodgers tentará guiar os seus Packers à “terra prometida”
Fonte: onlineathens.com

NFC South – Carolina Panthers, Atlanta Falcons, New Orleans Saints e Tampa Bay Buccaneers

Esta divisão foi ganha pelos Panthers em 2013, algo que não se deve repetir este ano. Apesar de a defesa continuar a ser uma das melhores da NFL, o ataque perdeu demasiados jogadores e Cam Newton não tem quase ninguém para passar a bola. O máximo que podem fazer é ficar em segundo e tentar ser um dos wildcards, mas mesmo isso parece forçado.

Tampa Bay foi quem mais melhorou em relação ao ano passado: a equipa reforçou-se em todas as zonas do campo e trocou de treinador, contando agora com o experiente Lovie Smith. Embora a defesa pareça bastante interessante, o ataque não tem o suficiente para competir com os Saints e os Falcons. Josh McCown não parece a escolha certa para uma equipa a tentar reconstruir-se.

Os Falcons foram absolutamente terríveis no ano passado, muito por causa da onda de lesões que assombrou a equipa, mas este ano, com todos os seus playmakers de volta, a equipa de Atlanta volta a ter possibilidade de causar mossa, tal como se viu na primeira semana, com a vitória por 37-34 em casa contra o grande favorito da divisão, os Saints. Apesar de a defesa deixar bastante a desejar, enquanto o ataque tiver Matty Ice, Julio Jones  Roddy White os Falcons são uma força a ter em conta.

Os Saints partem como os grandes favoritos. Como se não chegasse ter Drew Brees e Jimmy Graham no ataque, a equipa acrescentou Jairus Bird na defesa, um dos melhores safeties da liga, e tem um dos melhores treinadores da liga, Sean Payton. Os Saints partem então como um dos principais favoritos à conquista do Super Bowl.

Previsão – Panthers: 6-10; Falcons: 8-8; Saints: 11-5; Buccaneers: 6-10.

Os Saints de Brees e Graham são os grandes favoritos na NFC South, mas cuidado com o ataque dos Falcons e com a defesa dos Panthers!  Fonte: pinterest.com
Os Saints são os grandes favoritos na NFC South, mas cuidado com o ataque dos Falcons e a defesa dos Panthers!
Fonte: pinterest.com

NFC West – Seattle Seahawks, San Francisco 49ers, Arizona Cardinals e St. Louis Rams

A NFC West é, provavelmente, a divisão mais interessante na NFL: conta com dois candidatos à vitória final – Hawks e 49ers – e com quatro das melhores defesas da liga.

Os Hawks, vencedores do último Super Bowl, são claramente a melhor equipa da NFL: a sua defesa, que conta com a assustadora Legion of Boom, é de longe a melhor da liga e o ataque, que já era bastante bom, tornar-se-á excelente se conseguirem manter Percy Harvin em forma. Se havia dúvidas de que Seattle iria manter o nível de 2013, essas dúvidas foram dissipadas com o massacre a Green Bay na primeira jornada. Ah! Já agora, os Hawks só perderam um jogo em casa nas últimas três épocas: os oito jogos em casa são oito vitórias quase garantidas, e se a equipa conseguir home field advantage nos play-offs (melhor record da NFC) estará com certeza no Super Bowl do próximo ano a defender o seu título.

Os 49ers, não sendo a melhor equipa da divisão, continuam a ser uma das melhores equipas da NFC e estarão nos play-offs de certeza. O problema dos Niners são as lesões e as suspensões que assombram a equipa neste início de época: Aldon Smith cumpre uma suspensão de nove jogos; Bowman ainda recupera de uma lesão gravíssima e Vance McDonald poderá vir a ser suspenso por violência doméstica. A defesa continua a ter bastante qualidade, tal como se viu na primeira jornada contra os Cowboys, já que mantém jogadores como Patrick Willis e Justin Smith, mas os Niners vão ter de se apoiar bastante no seu ataque, que com Kaepernick, Frank Gore, Vernon Davis, Crabtree e Boldin deverá ser dos mais produtivos da liga.

Os Cardinals possuem uma defesa jovem e talentosa. A dúvida está no ataque, principalmente na forma do seu quarterback, Carson Palmer. Depois de uma boa exibição contra os Chargers com uma vitória por 18-17, os Cardinals podem ser um factor não apenas na divisão mas também na conferência.

Os Rams prometiam bastante até o seu quarterback titular, Sam Bradford, se lesionar. Agora nem mesmo aquela grande defesa os safa – é aguentar a época, que para o ano há mais. Não têm qualquer hipótese na divisão mais forte da NFL.

Previsão – Seahawks: 15-1; 49ers: 12-4, Cardinals: 8-8; Rams: 4-12.

Seahawks e 49ers protagonizam uma das rivalidades mais quentes da NFL  Fonte: bleacherreport.com
Seahawks e 49ers protagonizam uma das rivalidades mais quentes da NFL
Fonte: bleacherreport.com

QUEM CHEGARÁ AOS PLAY-OFFS?

Apuram-se doze equipas para os play-offs, seis de cada conferência: os oito vencedores das respectivas divisões e quatro wildcards (as duas equipas de cada conferência com o melhor record que não tenham ganho a respectiva divisão). Aposto nas seguintes equipas para chegar ao play-offs:

AFC – Denver Broncos, New England Patriots, Cincinnati Bengals e Indianapolis Colts; Wildcard – Pittsburgh Steelers e San Diego Chargers.

NFC – Seattle Seahawks, Philadelphia Eagles, Green Bay Packers e New Orleans Saints; Wildcard – San Francisco 49ers e Chicago Bears.

 

QUEM VENCERÁ OS PRÉMIOS INDIVIDUAIS?

MVP – Aaron Rodgers, QB, Green Bay Packers

Offensive Player of the Year – Aaron Rodgers, QB, Green Bay Packers

Defensive Player of the Year – J.J. Watt, DE, Houston Texans

Defensive rookie of the Year – Khalil Mack, LB, Oakland Raiders

Offensive Rookie of the Year – Brandin Cooks, WR, New Orleans Saints

Rookie of the Year – Brandin Cooks, WR, New Orleans Saints

Comeback Player of the Year – Rob Gronkowski, TE, New England Patriots

Coach of the Year – Pete Carroll, Seattle Seahawks

Vit. Setúbal 0-5 Benfica: E com o Artur a Titular!

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cabeçalho benfica

Uma vitória folgada que se tornou fácil com golos nos momentos chave. O Benfica, sem fazer uma exibição de encher o olho, sai de Setúbal com os 3 pontos e o Vitória com a mala cheia.

A vitória encarnada começou-se a desenhar através do golo de Toto Salvio. Golo, não: golaço. Quando tudo dava a entender que o Benfica caminhava a passos largos para uma vitória tranquila, eis que o Vitória revela que tem uma palavra a dizer. Não se encolheu, tentou por todos os meios visar a baliza de Artur e conseguiu, até, introduzir a bola na baliza do contestado guarda-redes das águias, num lance mal ajuizado pela equipa de arbitragem. Azar dos sadinos, o jogo prosseguiu. E acabaram duplamente penalizados: com o segundo golo do Benfica, equipa contra quem estavam, de facto, a jogar, por intermédio de Talisca, homem do jogo, que fez o seu primeiro golo no jogo num lance algo fortuito. Cruzamento demasiado largo de Gaitán, mal aliviado pela defesa da equipa da casa, com a bola a sobrar para o brasileiro, que, sem cerimónias, colocou a bola rentinha ao poste.

A partir do segundo golo só deu Benfica. Podia ser mais simpático e afirmar que a posse de bola até foi repartida, que os sadinos ainda tentaram… balelas. Tentar, tentaram, mas nunca com  perigo digno de registo. Antes do término da primeira parte ainda houve tempo para mais um golo de Talisca, desta vez de livre directo, num remate colocadíssimo ao lado do guarda-redes. Intervalo, palestra de JJ bem mais facilitada pela vantagem folgada, talvez um tanto ou quanto injusta para os sadinos, mas o futebol nem sempre é justo.

Talisca foi o homem do jogo com 3 golos Fonte:  ZeroZero
Talisca foi o homem do jogo com 3 golos
Fonte: ZeroZero

No retomar das hostilidades a equipa da casa ainda tentou remar contra a maré mas de uma das incursões de Gaitán nasceu o quarto golo do Benfica e o terceiro de Talisca. O argentino, que come cereais com fibra de génio ao pequeno-almoço, fez uma jogada que só ele sabe fazer, ao nível de algumas do ex-colega Pablo Aimar: avançou pelo meio, tocou na esquerda e abriu as pernas para deixar passar para o colega que vinha em corrida; Salvio permitiu uma defesa incompleta ao Raeder e Talisca consumou o hat-trick. Perfeito, perfeito só se tivesse sido Talisca a finalizar de primeira a ideia genial do novo número 10 do maior clube do mundo.

Nessa altura o Setúbal já só queria que o jogo acabasse, mas Ola John ainda ia ter tempo para dizer um olá (que piada tão bem conseguida, meu Deus!) e fazer o gosto ao pé. Podia ainda ter sido marcado um pénalti a favor do Vitória, mas com o resultado em 5-0 não acredito que seja por aí que os anti-Benfica tenham razões de queixa. Uma exibição sólida de Samaris, uma exibição tremenda de Gaitán e uma exibição abismal de Talisca, que marcou os seus 1.º, 2.º e 3.º golos oficiais com a camisola encarnada. Esperemos que venham mais manitas.

A Figura:

Talisca – As razões são óbvias.

O Fora-de-Jogo:

Lukas Raeder – O guarda-redes sadino teve culpas em alguns golos, nomeadamente no 2.º e 3.º de Talisca.

Jonas: investimento inesperado

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paixaovermelha

De forma inesperada, a comunicação social portuguesa foi autenticamente brindada por mais uns dias de “mercado”. O período de transferências em Portugal fechou oficialmente no dia 1 de setembro. Mas a incompetência berrante por parte da direção do Benfica em contratar um avançado, durante todo o verão, vai, ao que tudo indica, obrigar os encarnados a optar por um free agent. Da lista dos jogadores livres, há um nome que salta imediatamente à vista, não só pela qualidade mas também pela necessidade (do Benfica): Jonas. Como é óbvio, a imprensa não pediu por favor e, nos dez dias que passaram desde o fecho de mercado, o avançado brasileiro foi capa nos jornais desportivos… todos os dias.

Fazem-me lembrar o filho do meu vizinho. Imagino a excitação do miúdo se, após umas semanas de férias no Algarve, vagabundeando diariamente entre AquaShow, Zoomarine, Aqualand e umas brincadeiras com os miúdos lá do Hotel, ouvisse o pai dizer: “filho, vamos voltar para o Algarve, as aulas este ano começam mais tarde”. Seria divino, aposto.

Como eu não estou aqui para criticar as linhas editoriais dos meus (possíveis) futuros empregadores – e bem sei que precisam de vender jornais – centro-me na minha opinião sobre o Jonas: já cá devia estar, ontem!

Jonas vem acrescentar qualidade ao plantel Fonte: imguol.com
Jonas era a peça que faltava ao Benfica
Fonte: imguol.com

O Lima precisa de um bom companheiro de ataque urgentemente. O Benfica precisa da mesma dose. Toda a equipa, aliás. Jonas é esse avançado: móbil, admirável tecnicamente e moderadamente forte na finalização. Os números não enganam: 51 golos e 23 assistências em 156 jogos pelo Valência. Ou seja, o internacional brasileiro marcou em 28% dos jogos. Longe de serem estatísticas estratosféricas, são percentagens benévolas para quem atua na Liga Espanhola.

Não esperem grande capacidade de explosão, ao estilo do Rodrigo. Podem esperar, sim, bastante disponibilidade no jogo entre linhas e muita criatividade. É jogador de qualidade e uma claro upgrade à equipa. Resta saber as condições financeiras (sabendo que, com 30 anos, será quase impossível haver um retorno do investimento) e, principalmente, do estado físico do atleta (que não treina em equipa há vários dias).

Mas, na verdade, Jonas é aquilo de que o Benfica precisa porque não há outra solução. Não há outra hipótese. Afinal não é só a imprensa que recebe dádivas inesperadas.

O preço de ser campeão

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O mercado de transferências da época 2014/2015 foi um dos mais agitados de sempre no Dragão. Lopetegui foi cedo anunciado e claramente preparou muito bem a abordagem ao mercado. No final desta janela de transferências, olho para o plantel e vejo uma equipa para ser campeã, com o máximo grau de certeza que é possível ter no futebol. Contudo, nem tudo nesta abordagem é positivo.

As muitas contratações que o FC Porto fez fecharam quase por completo a ténue abertura de progressão que havia para os jovens formados no clube (excepto para Ruben Neves) e isso aconteceu justamente quando surgiu uma fornada de jogadores na academia com a qualidade que há muito tempo já não se via. A contratação de Vincent Aboubakar e a permanência de Jackson hipotecaram as possibilidades (se não dos dois, pelo menos de um) que André Silva e Gonçalo Paciência poderiam ter na equipa principal – dois excelentes avançados que podem muito bem ser o futuro da selecção na posição 9. Por outro lado, as chegadas de Opare e José Angel impediram a promoção de Victor Garcia e Rafa, dois laterais de grande potencial que poderiam ser grandes soluções para as faixas laterais e que demonstram já demasiada qualidade para a Liga Cabovisão. Por último, as contratações de Óliver, Otávio e Evandro fecharam as portas a Tozé, ele que se poderia tornar numa excelente solução para a posição 8/10 ou ainda para actuar na ala esquerda como tantas vezes e tão bem o fez na época passada na liga Cabovisão.

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Rafa poderia ser uma solução interessante para a equipa principal
Fonte: fcporto.pt

Este é o preço de reduzir ao máximo a incerteza de ser campeão. O desespero em voltar a conquistar o título pode significar para o FC Porto o eclipse de uma das mais promissoras e brilhantes fornadas de jogadores que a cantera azul e branca já produziu. Recorrendo ao mercado de modo a minimizar os riscos e a construir um plantel que oferecesse garantias, o FC Porto, implicitamente, ancorou Rafa, André Silva, Gonçalo Paciência e Victor Garcia à equipa B e cedeu Tozé ao Estoril. Contudo, é de ressalvar que nem todas as soluções encontradas no mercado trouxeram mais garantias, no imediato, do que aquelas que dão alguns dos jovens descartados!