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Quem vencerá a Fase Regular?

cab futsal

A jornada 24 do Campeonato Nacional de Futsal decorreu no passado fim-de-semana sem qualquer surpresa. Benfica e Sporting não tiveram grandes problemas e golearam os seus adversários, mantendo a classificação inalterada.

Depois da derrota em casa do rival Benfica, o Sporting estava obrigado a vencer para ainda lutar pelo 1º lugar da Fase Regular. Diante do Olivais, a equipa leonina começou por mostrar uma ligeira superioridade, mas o adversário surpreendeu ao apresentar-se coeso e muito bem organizado. O jogo foi para o intervalo empatado a uma bola.

Para a segunda metade do jogo, o Sporting teve de alterar significativamente os seus processos porque não estava a jogar como nos tem habituado e isso refletiu-se no resultado.

O conjunto de Nuno Dias começou a fazer as suas habituais triangulações e mudanças de velocidade repentinas, melhorando rapidamente em termos individuais e coletivos. O Sporting fez o 2-1 e posteriormente o 3-1; contudo a equipa visitante conseguiu reduzir para a diferença mínima, apesar do domínio do Sporting, relançando o jogo.

Depois do golo sofrido, a equipa da casa continuou a jogar como até então e rapidamente aumentou a vantagem no marcador. O jogo terminou e o Sporting venceu por 6-2. Vitória extremamente importante que mantém o Sporting no 2º lugar e que continua a fazer os rapazes de Alvalade sonhar com a conquista da Fase Regular. Recordo que para isso acontecer é necessário o Benfica perder pontos e o Sporting vencer os restantes dois jogos da competição. Esta foi, por isso, uma importante vitória dos leões, que mantêm a esperança num deslize encarnado.

Plantel do Sporting Fonte: Zerozero.pt
Plantel do Sporting
Fonte: ZeroZero

O Benfica recebeu e venceu o Póvoa Futsal por 4-1 num jogo importante para os encarnados. Este jogo, que o Benfica venceu de forma merecida e tranquila, mostrou que o actual líder está empenhado em conquistar a Fase Regular. O Benfica foi para o intervalo a vencer por 1-0, resultado magro que poderia ter sido bastante superior face ao número de oportunidades obtidas e que fazia prever uma segunda parte bastante ofensiva por parte dos anfitriões, em busca de uma vitória mais confortável. Alan Brandi e Ricardo Fernandes fizeram o 2º e o 3º golo respetivamente, alargando a vantagem benfiquista e fazendo prever mais uma vitória da equipa da casa. O Póvoa ainda reduziu, todavia Serginho, que apontou um belíssimo golo frente ao Sporting, marcou, estabelecendo o resultado final em 4-1 – uma grande vitória da equipa liderada por João Freitas Pinto, que está a apenas 2 jornadas de conquistar a Fase Regular.

Alan Brandi e Ricardo Fernandes (2 dos marcadores) festejam 1 golo da sua equipa. Fonte: Slbenfica.pt
Alan Brandi e Ricardo Fernandes (2 dos marcadores) festejam 1 golo da sua equipa.
Fonte: Slbenfica.pt

A luta pelo 3º lugar podia estar a ser muito acesa caso os Leões de Porto Salvo tivessem ganho (empataram 4-4 com o Rio Ave), dado que o Braga empatou em casa por 3-3 frente ao Modicus. Com estes dois empates, tudo se mantém igual estando o Braga em 3º com 4 pontos de vantagem sobre o 4º classificado, os Leões de Porto Salvo.

Classificação da Fase Regular do Campeonato Nacional de Futsal. Fonte:Zerozero.pt
Classificação da Fase Regular do Campeonato Nacional de Futsal
Fonte: ZeroZero

Para terminar, queria comentar a recente contratação do Sporting: André Sousa. Não existe ainda a confirmação por parte do Sporting, contudo tudo indica que o guarda-redes que representa o Fundão assinará pelos leões. Esta notícia surgiu na mesma semana em que o jovem guarda-redes Gonçalo Portugal, que jogou a titular diante do Olivais, renovou contrato por mais quatro temporadas. Para mim, esta contratação não faz o mínimo sentido devido ao excesso de guarda-redes e à sua qualidade.

João Benedito, sendo um veterano, é um guarda-redes muito experiente, que se exibe ao mais alto nível em todas as partidas que joga. Cristiano é mais um grande guarda-redes. Sendo, na minha opinião, inferior a João Benedito e Gonçalo Portugal, é um jovem com enorme potencial que, quando é chamado à principal equipa leonina, normalmente se exibe a um excelente nível, daí não perceber a contratação de mais um grande guarda-redes. André Sousa foi o 3º guarda-redes convocado por Jorge Braz para o Europeu da Antuérpia e é titularíssimo no Fundão.

Vou aguardar por uma confirmação oficial, todavia espero que esta contratação não se realize, devido ao elevado número de jogadores para a respetiva posição.

Giant Chelsea e Real Madrid sofredor

Os jogos da Liga dos Campeões são sinónimo de grandes partidas, e hoje não foi, obviamente, exceção.

Confesso que achava a eliminatória na Alemanha resolvida. Todavia, o Dortmund surpreendeu-me de forma muito positiva, apresentando-se em jogo de forma aguerrida e a tentar alterar o rumo da eliminatória. Em Londres, previa um jogo muito ofensivo da equipa liderada por José Mourinho, e uma equipa do PSG  a jogar em contra ataque, podendo resolver o jogo face à inqualificável qualidade do trio ofensivo da equipa de Paris.

O Dortmund venceu o Real Madrid por 2-0 e o Chelsea venceu o PSG igualmente por 2-0.

Em Dortmund, o Real Madrid não entrou mal no jogo e dispôs de uma belíssima oportunidade para resolver a eliminatória a seu favor. Cruzamento de Fábio Coentrão e o defesa direito Piszczek faz mão na bola, sendo penálti a favor da equipa visitante. Sem Cristiano Ronaldo, o esquerdino Di Maria responsabilizou-se pela marcação do mesmo, não aproveitando a oportunidade, provocando assim a ascensão da equipa da casa.

O Dortmund foi-se superiorizando e, de forma natural e rápida, fez o primeiro e em seguida o segundo golo, relançando a eliminatória. De realçar as falhas defensivas que originaram os golos e o merecimento dos mesmos. O Real Madrid fez claramente uma péssima primeira parte e, se na segunda a forma de jogar não fosse alterada, poderia acontecer a grande surpresa da noite.

O Real Madrid nunca se encontrou em campo, teve poucas oportunidades de golo, fez um jogo paupérrimo e os seus craques estiveram claramente desinspirados. Em oposição, a equipa do Dortmund tinha tudo a seu favor (jogava em casa perante os seus frenéticos adeptos, estava a vencer por 2-0, faltando-lhe apenas um golo para empatar a eliminatória, e a equipa adversária estava a jogar mal, cometendo inúmeros erros).

Festejos da equipa do Real Madrid depois de uma vitória muito sofrida diante do Dortmund Fonte: Bbc.com
Festejos da equipa do Real Madrid depois de uma vitória muito sofrida diante do Dortmund
Fonte: Bbc.com

Na segunda parte, a equipa de Madrid entrou um pouco melhor. Mexeu na equipa, substituindo Illarramendi por Isco e apresentando-se mais calma e menos precipitada. Illarramnedi fez uma primeira parte extremamente fraca, daí a substituição.

Para a segunda metade, previa-se uma autêntica avalanche ofensiva por parte dos rapazes de amarelo, e assim foi. O Borussia Dortmund entrou da mesma forma em que tinha ido para o intervalo – a dominar e à procura do golo -, tendo disposto de algumas oportunidades para o fazer, que, ou eram defendidas por Iker Casillas, ou eram desperdiçadas pelos seus jogadores.

Queria realçar a exibição por parte do guarda-redes visitante, a grande exibição de Marco Reus que apontou os dois golos da partida, e a exibição da equipa da casa na sua generalidade, demonstrando enorme entreajuda, capacidade de sofrimento e qualidade.

Foi sem dúvida o homem do jogo, contudo os 2 golos que apontou não chegaram para manter a sua equipa na prova Fonte: Uefa.com
Foi sem dúvida o homem do jogo, contudo os 2 golos que apontou não chegaram para manter a sua equipa na prova
Fonte: Uefa.com

Em Stamford Bridge, era expectável um jogo intenso, com o Chelsea claramente a querer marcar e o Paris Saint Germain a querer segurar o resultado o máximo de tempo possível. A primeira parte foi interessante, e provavelmente um importante momento do jogo foi o problema físico da estrela Hazard, que, ao sair, deu lugar a Schurrle.

Schurrle entrou muito bem no jogo e, ao minuto 32, fez as delícias do seu treinador e dos seus adeptos, ao marcar o primeiro golo da noite. Com este golo, o Chelsea soltou-se mais no jogo, tendo sempre em alerta o trio ofensivo do PSG, e foi para intervalo com uma merecida vitória.

Para a segunda parte, era expectável um jogo mais intenso e rápido. O Chelsea entrou de forma brilhante e, em dois minutos, dispôs de duas oportunidades de golo, tendo sido a barra da baliza defendida por Sirigu a negá-las.

O Chelsea manteve-se organizado e continuou sempre à procura do tão merecido golo que daria a passagem às meias-finais da competição. O resultado mantinha-se favorável à equipa visitante, que ia usufruindo de algumas oportunidades, embora sem grande perigo.

Aos 66 minutos, o “Special One” fez entrar Demba Ba para a saída do veterano Lampard, e aos 81 arriscou tudo, colocando Fernando Torres – ou seja, jogava com três avançados.

Os últimos dez minutos foram impróprios para cardíacos. Ao minuto 87, o estádio do Chelsea ficou literalmente ao rubro com um merecidíssimo golo, apontado por Demba Ba. José Mourinho festejou de forma efusiva, tendo corrido desde o seu banco até ao local do golo.

: Demba Ba marcou o golo decisivo que deu a tão merecida vitória aos Blues Fonte: Uefa.com
Demba Ba marcou o golo decisivo que deu a tão merecida vitória aos Blues
Fonte: Uefa.com

Até ao apito final de Pedro Proença, o PSG causou bastante perigo, mas Peter Cech protagonizou uma grande defesa. O jogo terminou e o Chelsea eliminou a equipa francesa, repleta de estrelas, num grande jogo de futebol.

Concluindo, o Real Madrid teve inúmeras dificuldades para passar à próxima fase, e o Chelsea foi, sem margem para dúvidas, um justo vencedor. Mais uma grande jornada da Liga dos Campeões com futebol ao mais alto nível.

Estamos de volta!

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O Sexto Violino

O dia 25 de Fevereiro de 2009 foi um dos mais negros da história do Sporting. Tive a infelicidade de ir ver o célebre jogo com o Bayern de Munique ao estádio e, pela primeira vez, tive vergonha da equipa que apoio. A seguir ao jogo, lembro-me perfeitamente de estar a descer as escadas do estádio e de ter dito que nunca mais voltaria a Alvalade. Pouco interessa para o caso o facto de, logo na semana seguinte, ter quebrado essa impossível promessa e de ter ido ver o Sporting-Paços de Ferreira. A verdade é que o meu clube envergonhou os seus adeptos perante a Europa inteira, num resultado nada condizente com a grandeza do Sporting. No jogo de Munique, nova humilhação e a consequente eliminação da mais importante prova de clubes do mundo.

Nesse ano o clube ainda terminou em segundo lugar no campeonato, mas a atmosfera já estava longe de ser a ideal. A era de Paulo Bento atingia uma fase de saturação, o então presidente Soares Franco delapidava o património do Sporting, planeava o fim das modalidades e admitia despreocupadamente que gastava “pouco mais de uma hora por dia com o clube”. As finanças deterioravam-se e as “equipas de tostões” revelavam-se, como se viu, claramente insuficientes para dignificar o Sporting na Europa. Na época seguinte, fruto do tal segundo lugar, o clube ainda teve direito a disputar o playoff de acesso à Liga Milionária, mas foi eliminado pela Fiorentina sem perder qualquer jogo (2-2 em Alvalade e 1-1 em Florença). Depois disso, o vazio. Nunca mais Alvalade teve o privilégio de ouvir o arrepiante hino da Champions.

"Da última vez que os leões participaram na fase final da Liga dos Campeões, Liedson e Moutinho eram duas das figuras de destaque. Muita coisa mudou desde então... Fonte: Bolanaarea.pt
“Da última vez que os leões participaram na fase final da Liga dos Campeões, Liedson e Moutinho eram duas das figuras de destaque. Muita coisa mudou desde então…
Fonte: Bolanaarea.pt

Passei todo o meu tempo de faculdade sem poder ver o clube que amo na prova rainha do futebol europeu, e com a dor acrescida de ver os rivais triunfarem em vários estádios do Velho Continente. Os anos sucessivos de má gestão financeira e desportiva em Alvalade tiveram consequências nefastas, e a perda de competitividade que já começava a verificar-se nas últimas épocas tomou proporções inimagináveis em 2012/13. O Sporting terminou o campeonato em sétimo lugar (a sua pior classificação de sempre), e os adeptos partiram para a nova época com a certeza de que os esperaria um ano inteiro a ver as competições europeias pela televisão. Assistir a jogos da Liga dos Campeões tornou-se algo penoso, quase um assunto “dos outros” para o qual não éramos chamados. Com todo o respeito que o clube me merece, ver o Paços de Ferreira na Champions e o Sporting afastado da alta-roda europeia era surreal. Algo não batia certo.

Lá fora o campeonato português não tem grande visibilidade, pelo que, face à ausência leonina, Benfica e Porto passaram a ser vistos como as duas únicas grandes equipas do nosso país. O Sporting ficou esquecido. É um facto e não há que escamoteá-lo. Aliás, mesmo em Portugal isto aconteceu, se bem que por cá tudo tenha sido muito menos inocente. Algumas pessoas ligadas ao futebol deliciaram-se com a desgraça do Sporting e tentaram promover uma reconfiguração do futebol português, dizendo que o Braga já se tinha juntado ao grupo dos “grandes”. Em certos casos, o delírio e as provocações chegaram ao ponto de apelidar o clube minhoto de “terceiro grande” – facto que pressupunha, claro, que o Sporting já teria deixado de o ser. São apenas pormenores que acontecem facilmente em momentos de fraqueza, mas os Sportinguistas não devem nunca esquecê-los.

Contudo, injustiçado ou não, a verdade é que um clube como o Sporting não pode estar tanto tempo arredado de uma competição tão ilustre como a Liga dos Campeões. A época actual tem sido a prova de que, quando as coisas são bem feitas, os resultados saltam à vista. Agora que temos um presidente que não faz do Sporting um hobby mas sim uma profissão, e que podemos contar com uma estrutura e um treinador que conseguem encontrar bons jogadores a baixo custo e desenvolver os que já cá estavam, tudo o resto vem por arrasto. Depois de vários anos em queda livre, o clube de Alvalade está a conseguir finalmente uma temporada acima das expectativas, em que só não se encontra ainda a lutar pelo título devido ao jogo em Setúbal (isto para não ir buscar casos mais distantes como com o Rio Ave, Nacional, Académica, etc…).

Faltam quatro jogos e cinco pontos para garantir a presença na fase de grupos. Uma vitória contra o Gil Vicente significará mais um passo de gigante nesse sentido, e o tão ansiado apuramento directo poderá ficar selado na partida contra o Belenenses. Até seria desejável que assim fosse, uma vez que os dois últimos jogos da época serão teoricamente mais complicados. Para já, porém, é tempo de celebrar o apuramento para os playoffs. Cinco anos depois da fatídica eliminatória com o Bayern, o Sporting voltou a garantir um lugar na competição onde tem de marcar sempre presença. Estamos de volta!

A marcar desde 1904

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lanternavermelha

É complicado ganhar sempre, é complicado marcar sempre, mas a verdade é que o Maior já não sabe o que é ficar em branco para o campeonato desde o 1-0 em Alvalade em Abril de 2012.

Cheia de fanfarronice esta primeira frase, dizem uns. Mesmo à ‘lampião’, dizem outros, talvez ainda a contar pontos para a liderança. Mas não, amigos. É apenas uma frase cheia de verdade. Uma constatação, uma feliz constatação. Que não é para todos.

Este Benfica merece êxitos, nós merecemos celebrar, sorrir, beber – mesmo à lampião, afinal toda a gente sabe que Benfiquista é bêbedo -, festejar vitórias e conquistar títulos. Ninguém merece mais do que o Benfica este ano.

Podem tentar camuflar chamando-lhe o ano do Eusébio, relativizando a superioridade encarnada, até porque isso é sempre feito quando o Glorioso é superior. Um discurso inflamado e fanfarrão da minha parte? Não, simplesmente há coisas que cansam. Como se diz agora por aí, basta. Sei que custa admitir a supremacia de uma equipa em relação às demais. Eu já nem peço isso, peço apenas que não desvalorizem a grande época do meu Benfica, do nosso Benfica.

Este ano é para Eusébio, mas é simultaneamente muito mais do que isso Fonte: EPA (Inácio Rosa)
Este ano é para Eusébio, mas é simultaneamente muito mais do que isso
Fonte: EPA (Inácio Rosa)

Sim, também sei que ainda não ganhámos nada. Mas eu também não estou a festejar nada. Sim, eu sei que era lindo acabar tudo mal, de preferência aos 92 minutos de cada jogo que falta até ao final da época. Mas quero acreditar que ‘um raio não cai duas vezes no mesmo sítio’. Até porque seria muito injusto.

Este ano o Benfica tem menos nota artística, existem menos golos para festejar, a equipa apresenta um futebol mais contido em relação a anos anteriores; mas existe um foco claro no campeonato, existe uma gestão mais bem conseguida do plantel, existe um futebol mais coeso e, acima de tudo, parece-me existir outra mentalidade por parte dos jogadores. E isso agrada-me. Eu gosto de golos, adoro ver magia a acontecer no relvado, mas gosto muito mais de ganhar. Sou muito mais feliz a vencer.

Não sei se já disse, mas o Maior não fica em branco para o campeonato desde o 1-0 em Alvalade em Abril de 2012. Isto revela consistência e qualidade. Revela trabalho. E é isso que eu peço ao senhor Jorge e aos seus pupilos. Consistência até ao fim, qualidade nas exibições e muito trabalho. Eu mereço estar onde todos os Benfiquistas querem estar, eu mereço estar lá à espera da equipa, com os meus amigos, feliz, a cantar e a saltar. Eu mereço viver isso e tenho saudades. Como se diz no mundo do futebol: cabeça, equipa! Cabeça!

Época à Di Matteo

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O que é uma “época à Di Matteo”? É uma época aparentemente falhada que acaba com uma surpreendente conquista europeia, em conjunto com um troféu nacional com menor relevância. Neste tipo de épocas, o nível exibicional é habitualmente mau (com algumas melhorias a partir de Março), há uma troca técnica que consiste na saída de um treinador-promessa e na entrada de alguém que calha estar no clube por acaso (e assume o lugar para não arriscar novas contratações), e em que tudo começa mal, fica pior, e acaba absolutamente bem.

Não comparo Luís Castro com Di Matteo nem muito (muito) menos Paulo Fonseca com André Villas Boas. Aliás, também o Porto não é o Chelsea, a Liga Europa não é a Liga dos Campeões, e a Taça de Portugal não é a FA Cup. O que quero mostrar é que apenas da mesma forma que em 2011/2012 um Chelsea destinado ao fracasso salvou a época sem ninguém o prever, também o Porto de 2013/2014 tem todas as possibilidade de fazer esquecer um mísero 3.º lugar no Campeonato com as conquistas de uma Liga Europa e uma Taça de Portugal (a Taça da Liga vale zero e a sua conquista seria tão festejada como um jogo de pré-época).

Comentar o actual Porto é fácil: muito está perdido, mas ainda muito se pode perder. A ambição (quem diz ambição diz sonho) portista é efectivamente a conquista de uma Liga Europa e de pelo menos a Taça de Portugal, porque o campeonato, esse, nem com Kelvin’s, nem com minutos 92. Matematicamente já foi. Deitar a toalha ao chão não é para campeões, pelo menos enquanto ainda faltam três rounds para acaba. E se Di Matteo com um fraco Chelsea conseguiu ganhar a um todo-poderoso Barcelona e a um gigante Bayern de Munique, por que não poderá o Porto de Luís Castro ter a audácia de eliminar um agressivo Sevilha, um motivado Benfica ou uma talentosa Juventus?

São muitos os jogadores do plantel portista que podem ir ao Mundial  Fonte: Zero Zero
São muitos os jogadores do plantel portista que podem ir ao Mundial
Fonte: Zero Zero

 

Se me fosse perguntado quais os maiores pontos fortes da equipa portista, a resposta seria demasiado fácil: há um conjunto enorme de jogadores sedentos por uma chamada ao Mundial e a concretização de uma época de sucesso é, a nível individual, uma motivação que todos sentem. Diego Reyes, Mangala, Herrera, Defour, Quintero, Jackson Martinez, Ghilas, Fernando, Varela, Quaresma e Josué (este com menos hipóteses, dada a sua ausência nos últimos jogos) são, todos eles, nomes cujas conquistas colectivas poderão ter um sabor especial. Se aliado a este facto for tido em conta que a equipa tem subido os seus níveis de confiança e exibicionais nos últimos jogos, e que Luís Castro foi uma lufada de ar fresco nesta época, não é assim tão irreal sonhar alto.

Se há talento, motivação, coração e razão, por que não acreditar que ainda é possível ir festejar para a varanda da Câmara do Porto este ano? O Porto já mostrou ser capaz de fazer tudo, e os adeptos, esses, são seguramente os mais exigentes de Portugal. Será assim tanto pedir novamente um S. João antecipado?

Não sei se será melhor um pack de Liga Europa com Taça Portugal do que um Campeonato. De qualquer forma, a segunda opção já está bem entregue a um Benfica que acima de tudo conseguiu ter a postura de campeão que faltou ao Porto. Vai custar fazermos de cabeçudos no Dragão na última jornada, facto inegável, mas se a este suceder a uma conquista europeia e a de uma Taça de Portugal só é preciso fechar os olhos durante 90 minutos para não olhar para a classificação e jogar como se valesse um campeonato.

Um 11 de revelações

internacional cabeçalho

GR: Simone Scuffet – Como se costuma dizer, há males que vêm por bem. A lesão de Brkic, habitual titular da Udinese, levou Guidolin a apostar no guarda-redes de apenas 17 anos, que já fez 11 jogos no campeonato. Numa posição muito exigente, Scuffet tem mostrado qualidade entre os postes (é menos seguro nas saídas aos cruzamentos) e uma maturidade anormal para um jovem da sua idade. A possibilidade de ser a terceira opção para a baliza italiana no Mundial 2014 não está posta de parte.

DD: Seamus Coleman – Está a ser, de longe, o melhor lateral-direito da Premier League. Já com 6 golos marcados no campeonato, o irlandês do Everton, que tem sido muito bem aproveitado por Roberto Martínez, está a realizar uma temporada simplesmente sensacional. É um jogador bastante completo, mas destaca-se essencialmente no capítulo ofensivo: é muito rápido a sair para o ataque e tem boa capacidade de cruzamento e de remate. Para o ano, dificilmente estará em Goodison Park. Serge Aurier, do Toulouse, é outro lateral que tem brilhado.

DC: Stefano Denswill – Não há ano em que o Ajax não lance um jovem da formação na equipa principal. Denswill, de 20 anos, tem as características habituais dos centrais do emblema de Amesterdão. Para além da capacidade defensiva (na antecipação e no desarme), também consegue criar desequilíbrios a nível ofensivo, nomeadamente através da condução de bola. O jovem esquerdino é bastante forte no jogo aéreo e bate bolas paradas com qualidade.

DC: Aymeric Laporte – Ganhou o seu espaço na equipa do Athletic e é, nesta altura, um dos centrais com mais potencial a actuar na Europa (era um dos alvos do Barcelona). O francês, esquerdino e relativamente rápido, tem na capacidade de antecipação e no bom sentido posicional – fruto da excelente leitura de jogo – as suas principais armas. Para além disso, é bastante competente na saída de bola.

DE: Layvin Kurzawa – É uma das principais revelações do campeonato francês. O lateral-esquerdo do Mónaco, de 21 anos, foi uma das figuras da equipa durante grande parte da temporada. Um jogador com bons recursos técnicos, que ataca bastante melhor do que aquilo que defende, embora não comprometa. Com 5 golos marcados, foi decisivo na conquista de algumas vitórias. Há que mencionar Alberto Moreno, do Sevilha, que será um dos grandes laterais do futebol europeu.

MC: Leon Goretzka – Uma das grandes esperanças do futebol alemão. Contratado ao Bochum pelo Schalke, o jovem de apenas 19 anos é comparado com Ballack e tem, de facto, algumas características semelhantes. Apesar da sua envergadura (1,89m), que lhe facilita a tarefa na ocupação de espaços, é um jogador que tem uma qualidade técnica interessante, nomeadamente no capítulo do passe (também é perigoso no remate). É um médio de grande entrega ao jogo, que tem tudo para ser uma referência do Schalke nos próximos anos.

MC: Youri Tielemans – Já fez 27 jogos no campeonato belga – actualmente é titular indiscutível do Anderlecht –, estreou-se na Champions League e joga pelos sub-21 do seu país. Tudo isto com apenas 16 anos! Médio box-to-box muito completo, que defende e ataca igualmente bem. Tem qualidade de passe, visão de jogo e aparece com categoria em zonas de finalização. É mais um craque belga que promete dar que falar.

MOC: Hakan Calhanoglu – O melhor jogador do Hamburgo nesta temporada. Apesar de o clube alemão estar a lutar para não descer de divisão, o médio ofensivo turco está a ter um ano bastante positivo. Com apenas 20 anos, ainda tem de melhorar no capítulo da decisão, mas é um jogador bastante dotado tecnicamente. Tem qualidade de passe, facilidade de remate e é também um especialista na marcação de bolas paradas.

AC: Richairo Zivkovic – Surgiu em grande no início da temporada (na segunda metade da época perdeu algum protagonismo), o que lhe valeu a transferência para o Ajax. A actuar no Groningen, clube onde apareceram Suárez e Robben, o avançado de 17 anos, que marcou 8 golos até ao momento, mostrou muito talento. Apesar de precisar de melhorar os índices de eficácia, movimenta-se muito bem e tem um excelente sentido de baliza.

EE: Sadio Mané – É um prazer ver jogar o senegalês do Red Bull Salzburgo. Esta foi, na verdade, a época de confirmação da sua qualidade. Depois de ter marcado 20 golos no último ano, o extremo deu sequência às boas indicações deixadas na temporada passada e é certo que vai deixar o campeonato austríaco. Actuando sobre o lado esquerdo do ataque, o jogador de 21 anos é um desequilibrador nato, que tanto procura um movimento vertical como uma diagonal interior (aparece muito bem a finalizar).

 PL: Josip Drmic – Uma época na Bundesliga bastou para o suíço de 21 anos despertar a cobiça dos colossos europeus (diz-se que está a caminho do Arsenal). Apesar de actuar no Nuremberga, que vai lutando para não descer, o avançado é um dos melhores marcadores do campeonato, com 16 golos apontados até ao momento. Um jogador móvel e forte fisicamente, que se desmarca muito bem e que não perdoa em frente ao guarda-redes.

A quarta de Ogier

cab desportos motorizados

Mais um Rally de Portugal, mais uma vitória para Ogier. Esta é a quarta vitória do campeão do mundo em Portugal, que, se me permitem, não vai em cinco consecutivas porque em 2012 estava a correr com o Skoda S2000, como forma de desenvolver o “monstro” que é o Polo WRC.

Ogier fez mais uma prova exemplar sem nunca cometer erros e a mostrar mais uma vez que é o alvo a abater. O francês, aos 30 anos, é o melhor piloto em actividade na categoria máxima e, ao ter o melhor carro, é impossível em condições normais alguém lhe ganhar uma prova.

Quem se reencontrou em Portugal foi Mikko Hirvonen. O finlandês da M-Sport conseguiu o segundo lugar e o seu primeiro pódio da temporada. Hirvonen esteve sempre na luta com Ogier pela vitória, mas, quando o francês decidiu “dar a machadada final”, o Fiesta não consegiu acompanhar o ritmo do Polo.

Ostberg levou o DS3 WRC ao terceiro lugar e fez assim um pódio com três das quatro marcas presentes nesta edição do mundial de ralis. O norueguês tem no Rally de Portugal uma das suas provas favoritas, e foi cá que obteve a sua única vitória no WRC, quando venceu a prova em 2012.

A Hyundai, que, a partir do nosso rali, vai correr com três carros por prova, não teve uma competição fácil em Portugal, apesar de vencer pela primeira vez uma P.E.C (pova especial de classificação). Depois do primeiro pódio no México, a marca coreana venceu, em Portugal, duas especiais por Dani Sordo e uma por Thierry Neuville. Mas o último dia de prova não foi amigo da equipa que regressa este ano à alta roda mundial. Sordo desistiu na ligação para o primeiro troço, e Neuville perdeu o sexto posto para Prokop na última especial. Juho Häninnen terminou em oitavo.

Bernardo Sousa conta com o apoio do Benfica neste seu regresso ao WRC2. Fonte: Rodrigo Fernandes
Bernardo Sousa conta com o apoio do Benfica neste seu regresso ao WRC2
Fotografia de Rodrigo Fernandes

Nos portugueses, o melhor foi Bernardo Sousa. O madeirense foi 15º na geral e quinto no WRC2 – campeonato para viaturas RRC, R5, S2000, R4, e os antigos grupo N –, uma boa estreia para Sousa nesta competição, sendo que os problemas no carro não permitiram lutar por um lugar melhor. Se falarmos nos portugueses que lutaram pelo nacional de ralis, o vencedor foi Pedro Meireles. O vimaranense continua assim a dominar o nacional, ao vencer as três provas. Ricardo Moura voltou a ser segundo, e Ricardo Teodósio fechou o pódio no seu Evo IX.

Não poderia acabar o texto sem falar de Rui Madeira. O piloto, de 45 anos, estava a celebrar os seus 25 anos de carreira e estava a dominar a prova do nacional, mas um problema no último troço fez com que só terminasse em sexto. Esta prova mostra que o piloto tem qualidade mais do que suficiente para estar a disputar o nacional e prova igualmente que velhos são os trapos.

Beijing, 6 de Abril: ‘Mayday mayday!

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cab Snooker

Beijing, 6 de Abril: ‘Mayday mayday! Ele está perto de bater o record do Stephen Hendry!’

“Ele” quem? Perguntam…

O caro leitor pode ainda não saber quem é o primeiro jogador desde o Stephen Hendry em 1990/91 a ganhar cinco torneios na mesma época, mas aposte. Dou uma pista: ganhou o China Open no domingo. “Arrisque” um nome. O risco não é muito, daí as aspas. Se tiver acompanhado os meus textos, sabe perfeitamente que há um jogador que se tem vindo a destacar com a sua altíssima performance. Sim, esse mesmo! Ding Junhui! O chinês de 27 anos venceu no domingo o 11º torneio do ranking da sua carreira, ficando no mesmo degrau de Stephen Hendry. Já é a quinta vitória (em seis finais, onde foi apenas derrotado por Ronnie O’Sullivan no Welsh Open) numa só temporada! Fantástico, não acha? Repito: 27 anos.

O número um do ranking mundial deixou deslizar o título com um resultado de 10-5. O asiático presenteou-nos com entradas de 87, 61, 119 e 59 pontos, construindo uma vantagem de 6-1. O australiano Neil Robertson ganhou o oitavo frame com 102 pontos – a sua primeira tacada acima dos 100 pontos da semana –, mas Ding não se deixou intimidar e acrescentou 104 pontos, selando a sua vitória. É a segunda vez que ganha no China Open. O seu primeiro encontro com uma medalha de ouro foi em 2005, depois de ter derrotado o Stephen Hendry.

“É difícil dizer como me sinto agora, com estas cinco vitórias esta época. Com tantos troféus, a minha mentalidade transformou-se e é bem diferente da de antes”, disse Ding no final do encontro.

O asiático Ding Junhui derrotou o número um do ranking mundial, por 10-5. no Open da China. Fonte:  (Xinhua/Gong Lei)
O asiático Ding Junhui derrotou o número um do ranking mundial, por 10-5. no Open da China
Fonte: (Xinhua/Gong Lei)

“Estou a ficar cada vez mais experiente, jogando muitas finais, especialmente contra o Ronnie O’Sullivan na final do Welsh Open. Penso que aprendi muito com esse jogo e espero que ainda jogue muitas finais daqui para a frente.”

É-me impossível pôr em questão a qualidade de Ding. Aliás, é impossível a qualquer ser humano duvidar da sua habilidade numa mesa de snooker! É um nome que já se começa a espalhar numa grande escala, e cada vez mais é da minha convicção que o asiático vai tornar-se num dos melhores jogadores de snooker. É certo que ainda tem muito para provar, mas já está a meio do caminho. Uma das tarefas mais difíceis e com um caminho bastante sinuoso, em qualquer desporto, é a coerência da performance. É caso para dizer-se: à espera do próximo capítulo.

Hoje começam as qualificações para o Campeonato do Mundo, que se prolongam até dia 16. Marque já na sua agenda o início do Campeonato do Mundo, que, por causa do patrocínio, tem agora o nome de Dafabet World Championship.

Entusiasmados?

Team Trump

Benfica 4-0 Rio Ave: A maior vitória da época foi a última grande derrota para um de nós

camisolasberrantes

Decorria o minuto 20. Na bancada TMN, sector 41, piso 3, um encarnado, quase nos seus 50 anos de benfiquismo, deixava substituir um sorriso de quem viu a jogada fenomenal que antecede o golo de Rodrigo por um sôfrego esgar de dor. Onde antigamente o Benfica costumava deixar as suas marcas, agora nada bate. Onde durante décadas e décadas era costume sentir-se um louco acelerar de palpitações, agora reina a calmaria. Onde o amor pelo Glorioso pedia mais e mais golos numa desenfreada arritmia de paixões, agora é o silêncio que impera. A mão sobre o lado esquerdo do peito já não simboliza a entrega a um amor como há poucos. Um amor que o havia de acompanhar em vida e dele despedir-se, ali mesmo, em morte.

Um caos de bombeiros, polícias, spotters e stewards. Dezenas e dezenas de pessoas chocadas. Com o coração nas mãos pelo homem que deixou o seu parar. Ninguém foi capaz de olhar mais para o campo. Os últimos 25 minutos da primeira parte foram os mais rápidos e os mais lentos que se viveram naquele estádio. Sem saber o que fazer. Como fazer. Por que fazer. Por quem fazer. Acho que em 22 anos de Benfica nunca tinha celebrado um golo sentado. Nem quando recuperava de uma entorse no pé direito. Desta vez…desta vez não havia outra maneira de o fazer. Ali, tão perto de mim, ia-se apagando um como eu. Por entre as muitas tentativas de reanimação cardíaca. À minha frente a alegria de ver o meu amor. Ao meu lado a dor anónima de ver morrer quem nunca hei-de conhecer, mas que hei-de sempre lembrar.

De repente, no meio de todo um amontoado de angústia e estranheza percebi o que não há a perceber no futebol. É isto o desporto-rei. O sofrer por todas as razões e por razão nenhuma. O querer para nós todos os sonhos do mundo e, numa louca conjugação simultânea, também desejar todos os desaires que os substituem. A dor de querer ser feliz no meio de tanta incerteza. O precisar de um sentido e o viver com a completa falta dele. Amar por amar. E ter, ver e viver nesse amor toda a vida.

Enquanto no campo se festejava, no Piso 3 sofria-se em silêncio Fonte: Reuters
Enquanto no campo se festejava, no Piso 3 sofria-se em silêncio
Fonte: Reuters

Hoje não faço um rescaldo. Hoje, como benfiquista que sou, agradeço ao companheiro que não pôde festejar connosco no final. E que não há-de poder festejar o nosso 33º campeonato. Eusébio e Coluna receber-te-ão em braços no olimpo encarnado, onde descansam todos os heróis que aproveitam a vivência térrea para gostar desta espera pela coroação divinal. Por ti, amigo benfiquista, Rodrigo fez o primeiro depois de uma jogada cheia de classe. Por ti, amigo benfiquista, Gaitán fez mais um de bandeira. Por ti, amigo benfiquista, Cardozo disse adeus aos cinco meses de seca e fez duas maldades. Por ti, amigo benfiquista, o nosso Benfica conseguiu a maior vitória do ano e mais um importantíssimo passo rumo àquilo que é nosso por direito há já anos e anos.

Não viste. Estavas a lutar pela vida. Agora descansa. Guardamos-te um espacinho no Marquês.

Guerra dos Tronos

Podia muito bem começar a falar da nova temporada de Game of Thrones, mas esta guerra é outra e passa-se em Inglaterra. Numa altura, em que a Premier League está ao rubro, o mais recente candidato ao trono é mesmo o Liverpool, que voltou a manter-se no topo do pódio, ainda que à condição.

A luta pelo título inglês é, neste momento, a três. O Liverpool segue no primeiro lugar, com 74 pontos e 33 jogos; o Chelsea vai em segundo, com 72 pontos e os mesmos 33 jogos; já o Manchester City tem apenas 70 pontos mas leva dois jogos de atraso em relação aos seus rivais, o que significa que em caso de vitória nessas partidas garantirá mais 6 pontos e assumirá o comando, ficando com uma vantagem de dois pontos em relação ao Liverpool.

O Liverpool era, nesta jornada, o único dos três a jogar fora e a deslocação nunca seria fácil, dado que iria defrontar um West Ham em boa forma. Mas a verdade é que as duas grandes penalidades concretizadas por Gerrard foram o suficiente para ganhar aos hammers, que ainda reagiram ao primeiro golo dos reds à entrada para o intervalo, por Guy Demel. O Liverpool mantem a senda de vitórias (já são sete partidas seguidas a vencer), e bem precisa, uma vez que pela frente terá ainda de defrontar o City e o Chelsea em casa.

Já os blues, de Mourinho, com algumas alterações no onze, não deram hipótese ao Stoke City. O primeiro golo veio do reforço de inverno Mohamed Salah, que permitiu a Hazard descansar para a jornada da Champions League. Willian e Lampard fecharam as contas do marcador, dando ao Chelsea uma vitória tranquila. Os blues querem aproveitar qualquer deslize que haja no grande jogo da próxima jornada entre os restantes candidatos ao título inglês. Ainda mais quando Mourinho já admitiu que a qualificação nesta fase da Champions League é mesmo quase impossível.

Finalmente, os citizens tinham um jogo complicado pela frente, diante do Southampton, que acabaram por resolver ainda na primeira parte. Depois de afastada da Champions League, a equipa de Manchester quer voltar a obter a glória na luta pelo “trono” inglês. O resultado final foi 4-1 frente aos saints de José Fonte, que acabaram por não conseguir dar grande réplica, depois da lesão de uma das figuras da equipa, Jay Rodriguez. Yaya Touré voltou a facturar, abrindo o marcador, sendo que Nasri, Džeko e Jovetić contabilizaram um golo cada. Na equipa de Pochettino o golo seria de Rickie Lambert, de grande penalidade.

Festejo de Gerrard depois do golo  Fonte: chinadailyasia.com
Festejo de Gerrard depois do golo
Fonte: chinadailyasia.com

Muito falta por jogar, mas a luta está mesmo ao rubro. A minha aposta para a equipa a ocupar o trono recai sobre o City, mas seria incrível ver o Liverpool a voltar a ganhar 24 anos depois. Quanto ao Chelsea, o pragmatismo é uma virtude e o jogo contra o Liverpool dentro de 3 jornadas será fulcral para as suas aspirações.

A Premier League nunca desilude e está uma verdadeira “Guerra dos Tronos”!