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Os protagonistas da fase regular

cab futebol feminino

A 7 jornadas do final da fase regular do Campeonato Nacional de futebol feminino, o Clube Futebol Benfica é líder, depois de ter vencido o recém-promovido Fundação D. Laura Santos por 3 a 0. A equipa do Fofó aproveitou o deslize do Ouriense, que se deixou empatar em casa com o Vilaverdense, para se descolar do bi-campeão e assumir a liderança do campeonato.
Esta é a tabela classificativa à passagem da 11.ª jornada da fase regular:

Os suspeitos do costume nos lugares cimeiros da classificação Fonte: futebolfemininoportugal.com
Os suspeitos do costume nos lugares cimeiros da classificação
Fonte: futebolfemininoportugal.com

Como já tem sido habitual nos últimos anos, o campeonato nacional de futebol feminino está verdadeiramente lançado, sendo ainda demasiado cedo para fazer qualquer espécie de previsão com certeza. No entanto, acredito que com 11 jornadas já há muitas elações a retirar, pelo que dedicarei este artigo a uma breve análise daquilo que se anda a passar no jogo das raparigas.

1. FC Cesarense, o patinho feio               

Onze jogos realizados, onze derrotas. 4 (?) golos marcados, 42 (!?) sofridos. É difícil imaginar pior. Depois de na época transata ter terminado na posição imediatamente acima da linha de água, o FC Cesarense está este ano a ter uma época para esquecer. O fantasma da despromoção, ainda que num futuro longínquo, começa a assombrar o actual lanterna-vermelha do campeonato de futebol feminino, e são poucos os indícios de que a situação poderá inverter-se em breve. Ainda assim, deixo uma ressalva otimista. Há coisa de 5 anos atrás, estávamos ainda em pleno reinado do 1º Dezembro, a regra era outra – uma equipa de qualidade superior impunha-se perante as demais, que se esforçavam, sem sucesso, para a retirar do pelouro. Não sei quanto a vocês, mas prefiro um campeonato competitivo com um patinho feio a um campeonato desnivelado com um super-pato. Infelizmente para o Cesarense, esta observação pouco ou nada ajuda.

2. Valadares Gaia, a surpresa    

Que a equipa do Valadares Gaia tinha qualidade no seu plantel já se sabia, mas este ano está em grande. Com ainda 7 jornadas pela frente, o Valadares Gaia já fez mais pontos do que aqueles que havia conseguido no final da fase regular da época passada, tendo inclusivamente chegado a estar na liderança do campeonato. Se Ouriense e A-dos-Francos foram as equipas sensação das últimas duas edições, a continuar assim o Valadares será certamente a equipa mais merecedora da designação este ano. A equipa de Gaia encontra-se no terceiro posto do campeonato, ameaçando ser uma séria candidata a um dos 4 lugares cimeiros que dão acesso à fase de apuramento de campeão. É de referir a autêntica “escadinha” em que se encontra a classificação neste momento, reflexo da alta competitividade do campeonato neste ano, em que a grande maioria das equipas está separada por 2 meros pontos. Aposto numa luta a 5 para os 4 lugares, com Fofó e Atlético Ouriense nos lugares cimeiros, e uma disputa a 3 entre Valadares, A-dos-Francos e Albergaria pelo quarto e terceiro posto. O Fundação D. Laura Santos, tal como o próprio Vilaverdense, ainda pode ir a tempo de trocar as voltas a alguns clubes, mas duvido seriamente de que tenham o que é preciso para irem à fase de apuramento de campeão.

3. Ouriense rumo ao tri?             

Depois de ter feito história pelo futebol feminino português, ao ter sido a primeira equipa portuguesa a passar a fase de apuramento da Liga dos Campeões, a equipa do Atlético Ouriense tem agora a difícil tarefa de voltar ao planeta terra e começar a trabalhar na defesa do título de campeão nacional. As mudanças no plantel de ano para ano são uma realidade constante no futebol feminino português, mas a equipa treinada por Marco Ramos continua a ter um dos melhores (senão mesmo o melhor) planteis do campeonato e tem tudo para rumar ao tricampeonato. Com o A-dos-Francos com muito menos gás do que no ano passado, cabe ao Fofó cerrar fileiras e assumir-se como rival directo do bi-campeão e vencedor da Taça de Portugal. O ano passado, uma série de maus resultados quase deitaram tudo a perder, mas, com uma troca de técnicos, o Ouriense foi dominador na fase de apuramento de campeão e conseguiu recuperar o terreno que havia perdido. Suspeito que desta vez as facilidades não serão tantas. Cabe ao campeão dar tudo de si em todos os minutos de jogo para conseguir levar a sua avante. O empate em casa frente ao Vilaverdense, 7º classificado, demonstra bem que não há jogos fáceis. A este respeito, há que relembrar a importância dos jogos da próxima jornada – o Fofó desloca-se até Albergaria e o A-dos-Francos recebe o Ouriense. Dois encontros que juntam o melhor do que o futebol feminino português tem a dar, e que poderão vir a ser decisivos para as contas finais da fase regular. Se estiver perto e conseguir ir ver um destes jogos, não perca a oportunidade. Garanto que vai valer a pena.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Valadares Gaia

The Invincible One?

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cab premier league liga inglesaA secção de desporto dos jornais ingleses de 19 de Agosto de 2002 tinha como manchete declarações que roçavam a arrogância, de tão ousadas. O autor fora Arsène Wenger, que, embalado pela  conquista da Premier League 2001/2002 e cegamente confiante na capacidade dos seus jogadores, afirmara: “Ninguém irá terminar acima de nós na Premier League. Não me surpreenderia se pássassemos a época toda sem perder”.

Esta “premonição” estava errada, e o Arsenal terminou a temporada com uma equipa acima de si (Manchester United), com mais 5 pontos e menos uma… derrota. Porém, aquilo que Wenger disse acabou por ter efeitos práticos na motivação dos seus jogadores. Nomes como Pirès, Henry, Wiltord, Bergkamp, Ljungberg, Gilberto Silva, Sol Campbell, Ashley Cole ou Patrick Vieira, já estrelas na altura, foram motivados pelas declarações do seu treinador e algo mexeu dentro deles durante a época 2002/2003: um sentimento de que poderiam, de facto, ser invencíveis durante uma época inteira… Caso se corrigisse o que de errado houve nas derrotas com Everton, Blackburn (duas vezes), Southampton, Manchester United e Leeds.

A época 2003/2004 começou e fez-se história. Entre jogos mais e menos apertados (o 0-0 contra o campeão United, que ficou conhecido como a Batalha de Old Trafford, foi o mais marcante e, talvez, o mais “vital” – segundo Bob Wilson, treinador de guarda-redes da altura e jogador do Arsenal durante 9 anos -, com os gunners a “sobreviver” à expulsão do seu capitão e a um pénalti falhado por Van Nistelrooy ao minuto 90 do encontro), a equipa conseguiu terminar as 38 jornadas da Premier League sem sofrer uma única derrota, deixando vincado o seu carácter em todos os jogos que disputou.

O Arsenal tornou-se a segunda equipa a acabar uma edição do campeonato inglês sem derrotas (depois de o Preston North End ter vencido a primeira “English Football League” da história com 14 vitórias e 4 empates em 18 jogos, em 1897), e, prolongando esta série pela temporada seguinte, perfez um total de 49 partidas (recorde absoluto) sem conhecer o amargo sabor da derrota na competição.

Henry foi a grande estrela dos campeões invencíveis Fonte: seanbjack (Flickr)
Henry foi a grande estrela dos campeões invencíveis
Fonte: seanbjack (Flickr)

Dada a competitividade da Premier League, este recorde é algo que ficará nos livros de história do futebol; um feito que, muitos vaticinaram, não se iria repetir em anos próximos. No entanto, à medida que o Arsenal ia trilhando esse caminho de sucesso, ia nascendo o mito de um português que conquistava tudo o que havia para ser conquistado, incluindo a Liga dos Campeões, com um clube português (dando assim o mote para essa e outras conquistas com uma mensagem parecidíssima com a de Wenger em Agosto de 2002).

Esse português, mais tarde, viria a tornar-se uma das figuras da Premier League e um dos principais rivais de Wenger, “vencendo-lhe” o título nas duas épocas seguintes e mantendo, entretanto, um registo imaculado nos confrontos entre ambos (que se cifra, actualmente, em 7 vitórias e 5 empates, sendo a mais marcante destas partidas a vitória por 6-0 na “celebração” do jogo 1000 da carreira de Wenger).

Portanto, esse português conquistou quase tudo a Wenger. Só ainda não logrou o título de “invencível” numa época da Premier League (o feito mais notável da carreira do francês), algo que ameaça fazer esta época, ao leme do Chelsea. Os blues deixaram, mais uma vez, vincado todo o seu carácter e personalidade no jogo em Anfield Road, impondo toda a sua superioridade num encontro que, teoricamente, seria dos mais difíceis da temporada. Até agora, volvidas 11 jornadas, já foram a Manchester duas vezes (Old Trafford e Etthiad) e ao terreno do Liverpool. Empataram os dois primeiros encontros e venceram o último, tendo um registo total de 9 vitórias e 2 empates. Ou seja, já foram ao campo do campeão, do vice-campeão e da equipa que detinha a hegemonia do futebol inglês nos últimos anos sem perder. Dos campos mais complicados (ou melhor, dos “Big Five”), só falta mesmo ir ao terreno do Arsenal.

É normal que se especule sobre uma possível reedição dos “Invincibles”, algo que se acentua com a segurança do futebol praticado pelo Chelsea e pelas sucessivas afirmações de carácter da equipa. O tal treinador português afirma que não acredita que possa conquistar esse título. É normal que queira gerir expectativas e a pressão sobre a equipa. Mas os dados estão à vista, e, mesmo faltando 29 jornadas de Premier League, o Chelsea perfila-se como um dos mais sérios candidatos a destruir esse “título” conquistado por Wénger e seus orientados.

José Mourinho, “the invincible one”?

Foto de capa: Tsutomu Takasu (Creative Commons)

Uma vergonha que não pode passar despercebida

amarazul

Na passada terça-feira, fiquei (como aliás é habitual) satisfeito por ver que o jogo do meu Futebol Clube do Porto frente ao BATE Borisov, relativo à quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, tinha transmissão televisiva na SportTV. Ou melhor, por ver que o jogo dos Dragões, a única equipa portuguesa já apurada para os oitavos-de-final, assim seria transmitido.

Fico sempre. Aliás, ficamos. Cá em casa somos assinantes da SportTV e achamos que os comentários da estação estão uns furos acima da concorrência nestes dias. Para surpresa nossa, no entanto, Lopetegui e os seus comandados não tinham um único elemento da equipa televisiva – aquela pela qual nós, muitos de nós, pagamos mais de vinte euros por mês para poder assistir aos jogos do nosso clube. Repito, o Futebol Clube do Porto não tinha um único elemento da imprensa à sua espera no final do jogo onde, curiosamente, voltou a estar em destaque – marcou três golos e somou mais três pontos, garantindo inclusive o primeiro lugar no grupo, algumas horas mais tarde.

A ausência de jornalistas foi evidenciada pelo próprio gabinete de comunicação do clube através das redes sociais mas, de resto, nada. Onde está o respeito e, mais do que isso, a confirmação de um trabalho justo enquanto estação que fornece um serviço aos seus assinantes? Onde está (esteve) a equipa que deveria ter acompanhado o encontro? Talvez num avião a caminho de São Petersburgo, onde no dia seguinte foi feita a cobertura habitual (e que todos, enquanto assinantes, esperamos ao subscrever a SportTV).

A referência a um clube rival não é, de forma alguma, uma crítica às águias. Não desta vez. Foi feito pela SportTV o que havia a fazer naquela quarta-feira. Vinte e quatro horas antes, porém (os jogos foram inclusive à mesma hora), algo faltou. E a ausência da equipa de reportagem deu ainda origem a uma ausência de justificação. Descriminação? Talvez. Esquecimento? Talvez. Nunca saberemos…

Falo neste texto do Futebol Clube do Porto como única equipa apurada para as eliminatórias como poderia falar de um outro qualquer em posição menos favorável. Falo enquanto adepto azul e branco como falaria se, em outra instância, se verificasse o mesmo num outro palco, com outro emblema. Naquela noite de gelo em solo bielorrusso, a chama do Dragão aqueceu o campo e a Europa. Estava tudo preparado para receber os jornalistas (não só da SportTV, seja dito), que não quiseram aparecer. Sem justificações dadas, é este o motivo que retiro do triste – reforço –, triste episódio para a imprensa portuguesa.

Fiquei satisfeito por ver que a estação pela qual pago(amos) uma mensalidade iria transmitir o encontro do meu clube para, no final, me ver ser ‘roubada’ uma das partes obrigatórias de uma cobertura futebolística. Pelo menos, assim o esperava de uma estação com os direitos de transmissão dos encontros de clubes do seu país na maior competição europeia.

Este é um dos casos que não podem passar despercebidos no desporto (e comunicação nacional). Este é um dos casos em que as vozes têm de se unir.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Um problema chamado “Champions”

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A dificuldade que o Benfica de Jorge Jesus demonstra em atingir os oitavos-de-final da Liga dos Campeões é um problema grave. E o mais preocupante é que nem o nosso treinador nem o nosso Presidente parecem entender isso. Ora, vejamos: em cinco participações na fase de grupos com Jesus no comando, só seguimos em frente numa ocasião, em 2011/2012. Foi nesta época que eliminámos o Zenit e depois fomos afastados pelo Chelsea de forma injusta. Na temporada anterior a esta, até aceito que tenhamos sido o terceiro classificado do grupo, pois medimos forças com Lyon e Schalke. Contudo, nas participações seguintes, o Benfica tinha obrigação de ter feito melhor. Não é aceitável que tenhamos sido empurrados para a Liga Europa (onde depois viemos a fazer excelentes campanhas) por não termos sido capazes de somar mais pontos do que o Celtic ou Olympiakos. Com todo o respeito que estes clubes me merecem, a verdade é que são equipas de campeonatos periféricos a nível europeu, às quais, com mais ou menos dificuldades, o Benfica se poderia e deveria ter superiorizado.

Apesar dos resultados menos conseguidos na prova milionária, as exibições, complementadas com vitórias convincentes, na Liga Europa mantiveram o Benfica a um plano internacional elevado, além de terem contribuído para a valorização de alguns jogadores (cujas transferências renderam muitos milhões aos cofres encarnados), para algum encaixe financeiro (não comparável às receitas da “Champions”) e para manter a equipa moralizada durante a segunda metade da temporada.

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O Benfica tem sentido grandes dificuldades na Europa dos “grandes”
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Ora, este ano, nem o hino da Liga Europa se vai ouvir no Estádio da Luz. É certo que não fomos bafejados pela sorte no sorteio (onde, por estarmos incluídos no pote 1, era expectável que fôssemos acompanhados no grupo por equipas menos cotadas); é verdade que o plantel não tem a mesma qualidade do da época passada (as saídas de Markovic, Matic, Garay, Rodrigo, André Gomes e Oblak pesam e não foram colmatadas da melhor maneira), mas tínhamos a obrigação de ter feito melhor (somos campeões portugueses!). A exibição em Leverkusen foi uma das piores do Benfica desde que me lembro de ver futebol. O jogo que fizemos no Mónaco justificava os três pontos (culpa para a ineficácia ofensiva do ataque, que começa a estar cada vez mais visível), e na Rússia foi por demais evidente que o Zenit começou a construir a vitória depois daquela substituição disparatada de Jorge Jesus, que desequilibrou a equipa e revelou uma ambição pouco inteligente, pois a conquista de um ponto adiava as contas finais do grupo para a última jornada, deixando ainda uma réstia de esperança na manutenção nas competições europeias. Falo dos jogos fora de casa, porque é aí que o Benfica tem vindo a comprometer as suas classificações na Liga dos Campeões. Fazendo uma rápida análise aos números, Jorge Jesus tem uma percentagem de vitórias na prova mais importante de clubes da UEFA de 36%, o que já se pode considerar insuficiente para um clube da dimensão do Benfica. Mas, quando se olha para as prestações da equipa como visitante, o cenário é bem mais negro: 3 vitórias em 17 jogos, ou seja, uma fraca percentagem de triunfos de 18%…

Percebeu-se claramente que, no lançamento da participação europeia desta época, esta prova era vista por Jorge Jesus e consequentemente pela direção (sim, porque não quero acreditar que não haja diálogo em relação aos objetivos a cumprir) como não-prioritária. O discurso que passou para o exterior foi sempre baseado na importância da conquista do bicampeonato. Claro que temos de ser campeões de novo mas, dizendo isto, não podemos menorizar a Champions, porque temos obrigação de lutar com este plantel em vários planos em simultâneo. Prova deste desinteresse pela Europa foi a declaração de Jesus na antevisão ao jogo em Coimbra, em que o nosso treinador (repito: o treinador do Benfica) não sabia que, depois da vitória do Mónaco na Alemanha, o último lugar do grupo era uma inevitabilidade.

Enfim, resta esperar que, na próxima época, o Benfica valorize de facto a Champions, olhando para esta competição como uma oportunidade de ganhar dinheiro, experiência, prestígio, e de aumentar a já enorme paixão que a nação benfiquista sente pelo clube.

Votações BnR: Diego Simeone é o melhor treinador do ano

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No dia em que Cristiano Ronaldo, Messi e Manuel Neuer foram anunciados como os 3 finalistas à Bola de Ouro, a FIFA revelou também que Carlo Ancelotti, Diego Simeone e Joachim Löw são os candidatos ao prémio de treinador do ano. E, para os leitores do Bola na Rede, já há um vencedor em perspetiva:

votações bnr

O treinador do Atlético de Madrid, Diego Simeone foi o escolhido com 47% dos votos dos 60 votos registados. Carlo Ancelotti, do Real Madrid, aparece no 2.º lugar com 23% e Löw é o 3.º com 12%. Será que vai ser esta a escolha final da FIFA, no próximo dia 12 de janeiro? A ver vamos.

Enquanto isso, no nosso site está disponível uma nova votação (lado esquerdo da nossa sidebar). Podem, desde já, escolher o atleta do ano 2014. Têm sete opções à escolha. Votem já!

Foto de Capa: Calcio Mercato(Flickr)

FC Porto 5-0 Rio Ave: “Manita” servida com exibição q.b.

eternamocidade

Depois das vitórias de Vitória de Guimarães, Sp. Braga, Sporting e SL Benfica, o FC Porto entrava em campo, esta noite, frente ao Rio Ave, com a “obrigação” de vencer, sob pena de ver o fosso para vimaranenses e encarnados aumentar na tabela classificativa. Diante da equipa de Vila do Conde, Julen Lopetegui optou por apenas fazer uma alteração relativamente ao onze que havia entrado em campo na última terça-feira, para a Liga dos Campeões, na Bielorrússia, frente ao Bate Borisov. Do lado do Rio Ave, Pedro Martins fez uma autêntica “revolução” na equipa inicial, deixando apenas três elementos comparativamente a Kiev: Lionn, Tiago Pinto e P. Moreira.

Os dragões entraram bem na partida, e, sobretudo nos primeiros 25 minutos, criaram lances suficientes para se colocarem em vantagem. Cristian Tello acabou por justificar a aposta de Lopetegui, provocando sempre o pânico junto dos laterais contrários, enquanto, na ala contrária, Yacine Brahimi raramente conseguia ter espaço para mostrar o seu futebol, levando a que esta noite tenha produzido uma das exibições mais pobres desde que assinou pelo FC Porto. Apesar dos ameaços constantes junto à baliza de Cássio, o que é facto é que o Rio Ave – que no primeiro terço da partida nunca conseguiu estender o jogo pelos corredores – acabou por baixar a intensidade do jogo, provocando um último terço do primeiro tempo algo lento de parte a parte. Ao intervalo, o 0-0 premiava a eficácia defensiva dos comandados de Pedro Martins e a falta de capacidade dos portistas para finalizarem as jogadas de ataque que haviam produzido durante os primeiros 45 minutos.

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Tello voltou a ser decisivo na vitória do FC Porto, ao apontar o 1º golo da partida
Fonte: Página de Facebook de Cristián Tello

No segundo tempo, rapidamente o FC Porto conseguiu fazer aquilo que ainda não tinha feito: marcar. Estavam decorridos apenas pouco mais de dois minutos quando Tello inaugurou o marcador, aproveitando um erro individual de Marcelo para, num bela jogada individual, desfeitear Cássio e colocar os portistas por cima da partida. Apesar do golo sofrido, o Rio Ave não acusou o “toque” e acabou por subir as suas linhas. Por isso, não foi de estranhar que, a partir da desvantagem no marcador, a equipa verde e branca tenha começado a acercar-se com perigo da baliza de Fabiano, com Wakaso a ter o melhor remate da equipa de Vila do Conde durante este período, com uma tentativa que o guarda-redes portista segurou.

Com o passar dos minutos, o “jogo dos bancos” acabou por se revelar decisivo: Lopetegui decidiu colocar Rúben Neves e Quintero no terreno de jogo e as apostas do treinador basco foram mesmo decisivas. Com maior controlo sobre o jogo, e sobretudo sobre o perigo das transições rápidas do Rio Ave, o FC Porto foi conseguindo, principalmente a partir do minuto 70, ser mais forte na pressão e, por consequência, mais perigoso no último terço do terreno. Assim, não foi de estranhar o segundo golo da partida para os dragões, apontado por Jackson Martinez aos 78 minutos. O 2-0 foi um autêntico “soco no estômago” para a equipa de Pedro Martins que, até ao apito final de Olegário Benquerença, acabou por cair no relvado do Dragão como um perfeito baralho de cartas. Num lance bafejado pela sorte, Alex Sandro assinou o 3-0, enquanto Oliver Torres e Danilo – com um autêntico golaço – acabaram por fazer o 5-0 final, que se revelou profundamente pesado para a equipa de Pedro Martins. O FC Porto conseguiu o mais importante e mantém o terceiro lugar no campeonato, com 1 ponto de desvantagem para o Vitória e 3 para o Benfica.

 

A Figura

Danilo – O golo “maradoniano” que marcou no último suspiro da partida foi o culminar de uma bela exibição do jogador brasileiro.

O Fora de jogo

Brahimi – A partida com o Rio Ave foi possivelmente a pior do argelino com a camisola azul e branca. Sempre desligado do jogo e dos colegas, Brahimi não conseguiu mostrar a qualidade que tem evidenciado esta temporada.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

3 segundos!

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cab andebol

Por três segundos se ganha e por três segundos se perde. Foi esta última que aconteceu ao Sporting hoje no jogo com o Granollers, quando os catalães fizeram o 25-23 final, o último resultado que com diferença de dois golos dava eliminação do Sporting.

Foi um Sporting sem medo, o que vimos entrar em campo (ainda bem que existe internet) e que conseguiu uma vantagem de quatro golos (1-5) que fez todos os sportinguistas acreditar que algo de bom podia estar a caminho. No entanto, o elevar de ritmo do actual segundo classificado da Asobal fez com que o Sporting não conseguisse continuar na frente do marcador e tivesse ido para intervalo a perder por 12-9.

Na segunda parte, o Sporting voltou a conseguir assumir o jogo e voltou para a frente do marcador, tendo estado a vencer por três golos (18-21) até à entrada dos últimos seis minutos. Teve ainda a possibilidade de alargar a diferença para quatro golos, naquilo que resultou num falhanço de Spínola em contra ataque, no qual “apenas” tinha o guarda-redes pela frente. Este falhanço pode ter mexido com os jogadores do Sporting, pois a partir daí pouco se acertou quer na defesa quer no ataque, o que demonstrou a falta de preparação psicológica dos jogadores leoninos, que não foram capazes de superar os momentos de grande pressão que viveram hoje.

O pavilhão, incansável no apoio à sua equipa mesmo sem estar cheio, também ajudou o esforço final do Granollers, que conseguiu ir recuperando no marcador e teve a posse de bola decisiva com 20 segundos para o final. A defesa foi fechando tudo, mas não conseguiu evitar um remate do ponta direito a três segundos do fim, que ditou o fim do sonho de regressar à fase de grupos da EHF CUP (para os mais desconhecedores da modalidade, equivale à Liga Europa do futebol).

É ainda de destacar o facto de terem sido marcados, pelo menos, duas vezes jogo passivo ao Sporting com 21 e 24 segundos de ataque, quando o normal é, apesar de não estar definido em nenhuma parte, esperar pelos 30 segundos.

Para a mesma competição, também o Porto foi jogar a Espanha e também ele perdeu (28-25), mas no seu caso a diferença deu para garantir a passagem. Assim, voltaremos a ter uma equipa nacional nesta fase, algo que acontece apenas pela segunda vez na história.

Foto de Capa: Sporting CP

Académica 0-2 Benfica: Que lição tranquila

Terceiro Anel

Ponto prévio: não se assistiu a um grande espectáculo em Coimbra, em partida a contar para a 11ª jornada do campeonato. Mas o Benfica foi um justíssimo vencedor, fazendo prevalecer a sua enorme superioridade face à equipa dos “estudantes”, que raramente incomodaram o guarda-redes Júlio César. Foi, portanto, uma lição tranquila para os comandados de Jorge Jesus, que assim abordam de uma forma mais tranquila a semana que aí vem, na liderança, depois da eliminação europeia que deixou a nação benfiquista em choque.

O campeão nacional surgiu em Coimbra com um onze praticamente sem novidades. Lima, a atravessar porventura o pior momento de forma desde que chegou ao Benfica, ficou no banco de suplentes, a par de Derley, ao passo que o titular foi Jonas, que voltou a comprovar toda a excelência e inteligência do seu jogo (bem tem razões para se lamentar Jorge Jesus por não ter tido a oportunidade de contar com o craque brasileiro na Liga dos Campeões). Imprimindo nos minutos iniciais da partida um ritmo muito forte, depressa se viu que o Benfica queria resolver a questão bem cedo, até para exorcizar eventuais fantasmas. Com ataques rápidos e envolventes, o pânico rondava a baliza da Académica, equipa que voltou a provar o porquê de apenas ter apontado até ao momento sete golos no campeonato (segundo pior ataque da prova). E numa das iniciativas atacantes das “águias”, o primeiro golo: passe sensacional de Enzo Pérez a desmarcar Nico Gaitán, e depois…pronto, depois o internacional argentino fez aquilo que melhor sabe, com uma recepção de bola de elevado nível secundada por uma finalização tão fria quanto repleta de classe. Mas quem pensou que a Académica iria reagir no imediato enganou-se redondamente. Até à meia-hora de jogo só deu Benfica, com os campeões nacionais a desperdiçarem duas soberanas oportunidades de golo, por intermédio de Jonas e Enzo Pérez, respectivamente. A partir dos 30 minutos, o ritmo do desafio baixou um pouco, com a equipa orientada por Paulo Sérgio a conseguir equilibrar a batalha do meio-campo.

Nico Gaitán foi o maior destaque do lado dos "encarnados" Fonte: Faceboko do Sport Lisboa e Benfica
Nico Gaitán foi o maior destaque do lado dos “encarnados”
Fonte: Faceboko do Sport Lisboa e Benfica

Contudo, o Benfica continuou tranquilo no jogo, com a sua defensiva a debelar sem grandes problemas quase todos os lances – com destaque para André Almeida, que voltou a realizar uma excelente exibição. E quando já se pensava no intervalo, a machadada que quase arrumou com o jogo: livre de Enzo, saída completamente disparatada de guarda-redes e Luisão a cabecear para o segundo golo do Benfica. Contudo, o golo do Benfica deveria ter sido anulado, visto que o defesa-central brasileiro partiu de uma posição irregular para o cabeceamento.

Com uma vantagem de dois tentos ao intervalo, o Benfica pôde encarar a etapa complementar com muito maior serenidade. E, de facto, foi isso que se viu ao longo dos segundos 45 minutos (que na verdade foram bem mais, em virtude da interrupção que a partida sofreu, devido a desacatos nas bancadas). A Académica lá ia tentando desmontar a estrutura benfiquista, mas nada feito. Júlio César teve de intervir pouquíssimas vezes, o quarteto defensivo dos campeões nacionais chegava e sobrava para as encomendas, Enzo Pérez assumia o meio-campo ao lado de um Samaris que revelou melhorias em termos posicionais (apesar de ainda cometer muitas faltas e de errar alguns passes), Salvio lá ia sacudindo de quando em vez os acontecimentos com os seus sprints, Jonas lá ia enchendo o campo com a sua experiência e classe, Gaitán ia pintando vários quadros que só ele sabe pintar e Talisca ia passando ao lado da partida. Deu para Jorge Jesus lançar Ola John durante algum tempo, deu para Jorge Jesus dar minutos a Derley e ainda deu para Jorge Jesus queimar tempo, lançando Lima quase no suspiro do desafio para a saída do melhor em campo, Nico “Artista” Gaitán.

Contas feitas, vitória tranquila e normal do Benfica, que realizou uma excelente primeira meia-hora, perante uma Académica muito frágil e sem chama, e que terá muito trabalho pela frente para evitar uma temporada sem sobressaltos. Por seu turno, temos aquilo de que já se suspeitava há muito tempo: este Benfica parece talhado para o consumo interno, e sendo assim os “encarnados” lá vão passar mais uma semana na liderança do campeonato. Nota final para os adeptos do Benfica: apesar de o estádio não ter estado cheio (muito longe disso), as claques da equipa campeã nacional foram inexcedíveis nos cânticos, fazendo-se ouvir permanentemente ao longo da partida.

A Figura:

Nico Gaitán: já se sabe há muito tempo que este futebolista argentino é um verdadeiro artista com a bola nos pés, mas não é caso para alguém se cansar de o dizer. Jogador fenomenal, desequilibrador nato, tecnicista puro. Todo o jogo do Benfica passa por ele, as hipóteses de a equipa vencer aumentam exponencialmente se Gaitán estiver bem. Hoje esteve fantástico e o Benfica venceu tranquilamente.

O Fora-de-Jogo:

Desacatos na bancada: simplesmente lamentável o facto de o jogo ter estado interrompido devido a problemas na bancada onde estavam os adeptos do Benfica. Não interessa aqui a cor, o que interessa é que cada vez mais assistimos a este tipo de problemas nos estádios portugueses. Futebol tem de ser uma festa e não um foco de desestabilização que afaste ainda mais as famílias deste fantástico desporto.

Artur Augusto: O ‘Batatinha’ que trocou o Benfica pelo Porto

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a minha eternidade

Na temporada desportiva de 1916, Artur Augusto, futebolista de enorme valia e proveitosa polivalência, despontava para o futebol português, modalidade e país onde marcaria uma era.

As suas aptidões técnicas eram primorosas; possuidor de uma visão de jogo certeira e de características multifacetadas, este jogador podia actuar em várias posições no sistema táctico. Estas valências permitiram-lhe um decisivo contributo para a excelente temporada de estreia no Benfica, clube onde arrecadou o ceptro de campeão de Lisboa, recuperando o título citadino que perdera para o Sporting no ano anterior.

Artur Augusto começou a despontar para o mundo do futebol na região de Benfica, de onde era natural, tendo sido no Club Internacional de Futebol (CIF) que recebeu e apreendeu os fundamentos do jogo, que lhe permitiram evoluir para um exímio praticante. Para esse aprimoramento técnico-táctico, muito contribuíram os ensinamentos do “mestre” Augusto Sabbo, um profundo conhecedor do jogo. O enfraquecimento do CIF devido ao recrutamento militar para a Grande Guerra, onde vários dos seus quadros estiveram presentes, fez com que este brilhante jogador repensasse a sua continuidade no clube, tendo então aceitado um convite do Benfica, mudando-se, juntamente com outro seu colega de equipa, Carlos Sobral, para os “vermelhos” na temporada de 1915/1916.

As conquistas de Artur Augusto de águia ao peito foram vastas, destacando-se o tricampeonato de Lisboa, entre 1916 e 1918. Na temporada de 1917/18, emparelhava com o seu irmão, Alberto, numa ala esquerda terrífica para os oponentes adversários – estes dois jogadores ganharam nomeada como “Os Batatinhas”.

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Imagem de Artur Augusto a propósito da sua 1ª internacionalização
Fonte: dragaopentacampeao2.blogspot.com

Em 1920, Artur Augusto toma uma decisão que gerou muita celeuma na época: decide mudar-se para a cidade invicta e representar o Futebol Clube do Porto. Foi, mais uma vez, muito bem sucedido, sagrando-se campeão de Portugal em 1922, na primeira edição da prova, numa final frente ao Sporting, onde laborou como defesa esquerdo. Nesse período, havia já abandonado a sua posição de raiz (extremo), esbatendo também a sua propensão de velocista (embora mantendo intactos os apurados recursos técnicos), e passou a actuar em zonas mais recuadas (meio campo ou defesa). Menos explosivo mas mais calejado, estratega e coordenador, era uma extensão do treinador em campo, contribuindo com indicações no terreno de jogo para as movimentações e posicionamentos da equipa. Com este papel superlativo, o lisboeta foi inegavelmente preponderante nas competentíssimas prestações da equipa nortenha que levaram à primeira grande glória nacional.

Antes ainda da obtenção do primeiro título, este campeão alcançou uma outra grande honra – foi o primeiro jogador internacional portista a representar a selecção das quinas. Actuou, no seu jogo inaugural, no ano de 1921, frente à congénere espanhola, onde os portugueses foram derrotados por 1-2.

A tal já enorme feito, acresce o facto de ter sido o primeiro seleccionado de uma equipa não lisboeta para a selecção, onde, nesse referido jogo, festejou o primeiro golo de sempre pela principal representação nacional, marcado pelo seu irmão Alberto. Depois de sair do Futebol Clube do Porto enveredou por uma carreira de treinador, passando por clubes como o Carcavelinhos e o Atlético, área onde mostrou também grandes capacidades.

Foto de capa: Página de Facebook ‘F. C. Do Porto – Histórias e Memórias’
(Na imagem, Artur Augusto é o 5º a contar da direita)

Top10 – Melhores claques do mundo

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Top 10 melhores Claques

[tps_title]10º Benfica (No Name Boys)[/tps_title]

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Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

O inferno da Luz é conhecido um pouco por toda a Europa. Adeptos incansáveis, loucos e diferentes fazem tremer e surpreendem as equipas adversárias. Os No Name Boys são a das claques mais conhecida, a par dos Diabos Vermelhos, e os responsáveis por tornarem o Estádio da Luz num dos Estádios mais difíceis da Europa.