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Dias mais azuis

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dosaliadosaodragao

A semana do Dragão foi tão longa quanto saborosa. Iniciou-se com uma auspiciosa vitória em Vila do Conde e encerrou com uma goleada na recepção ao Olhanense na última Jornada do ano do Campeonato. Pelo meio, ficou a conhecer-se o adversário dos dezasseis avos de final da Liga Europa, consumada que está a descida à segunda divisão europeia.
Ora, sem Mangala mas com Otamendi, o FC Porto que surgiu defronte do Rio Ave trouxe novidades. Nos nomes e na dinâmica. Há umas semanas, neste mesmo espaço, tinha defendido, no que ao desenho do meio-campo diz respeito, a incorporação de Lucho ao lado de Fernando (com a necessária saída do onze de Herrera ou Defour) e a afirmação de Quintero no espaço 10. A verdade é que não contei de forma séria com Carlos Eduardo.

A aparição do ex-estorilista na 2ª parte diante do Braga foi uma lufada de ar fresco no jogo monótono e pouco fluido da equipa. E o futebol torna-se simples (e melhor) quando, dentro de um colectivo, o treinador encontra os habitats adequados tendo em conta as (melhores) características de cada jogador. E, neste ponto, aparentemente, Paulo Fonseca aprendeu com os erros … Se Quintero ainda não está pronto para ser atirado às feras, igualmente verdade é que Lucho aparece com outra preponderância no jogo da equipa a partir de uma posição mais recuada, e indesmentível, da mesma forma, é que Carlos Eduardo revelou-se – até hoje – a melhor solução para ligar a linha mais recuada do meio-campo à frente atacante.

Desta forma, o FC Porto que vimos no Estádio dos Arcos foi uma equipa mais solta, menos amarrada – em suma, mais dinâmica. Carlos Eduardo tem um raio de acção alargado, sabe recuar e vir buscar jogo quando necessário, transportando bola, mas demonstrou igualmente capacidade para dar largura ao jogo da equipa, caindo nas alas. Tem, além disso, uma enorme qualidade técnica (designadamente ao nível do passe) e uma visão de jogo acima da média. Não estamos perante a última Coca-Cola do deserto mas não deixa de ser estranho como um conjunto com a valia do FC Porto se transformou positivamente com a entrada de um único elemento na equipa.

Rio Ave e Olhanense são as mais recentes vítimas de Jackson no duelo cafetero com Montero Fonte: http://www.jornalacores9.net/
Rio Ave e Olhanense são as mais recentes vítimas de Jackson no duelo cafetero com Montero
Fonte: http://www.jornalacores9.net/

A par disto, a equipa revelou-se mais segura a defender, os laterais envolveram-se com mais qualidade no processo defensivo (e como o FC Porto continua a depender de Alex Sandro e Danilo para chegar à frente!), Varela esteve uns furos acima do habitual e Kelvin ressurgiu com toda a irreverência que lhe conhecemos.
É certo que a exibição do Tri Campeão não foi brilhante; mas é indesmentível que o FC Porto que esteve em Vila do Conde transmite outra confiança aos adeptos num futuro mais risonho e consentâneo com aquilo que o Dragão sempre foi capaz de fazer.

E se Domingo foi uma noite futebolisticamente agradável, a manhã de Segunda-Feira não foi, de todo, desfavorável às hostes portistas, na medida em que, no sorteio da Liga Europa, calhou em sorte o Eintracht Frankfurt, actual 15º classificado do Campeonato Alemão.

Faltam ainda dois meses até ao primeiro jogo (20/02/2014), a realizar no Dragão. De todo em todo, ainda que a classificação actual do adversário do FC Porto seja um dado factual, parece-me que este opositor está longe de ser um verdadeiro bombom. Desde logo porque representa um campeonato super competitivo, com uma agressividade e intensidade de jogo brutais. Por outro, porque chega a esta fase depois de ter vencido o grupo em que estava inserido com uma margem confortável (em 6 jogos, conseguiu 5 vitórias, tendo perdido apenas um jogo em Israel, diante do Maccabi Tel Aviv) e de no passado fim-de-semana ter ido ganhar ao difícil terreno do Bayer Leverkusen (0-1). Aliás, é curioso perceber que, internamente, o Frankfurt ainda não conseguiu vencer um único jogo em casa (ontem empatou com o modesto Augsburg a 1; por outro lado, as derrotas perante Bayern ou Dortmund, por exemplo, consumaram-se apenas pela margem mínima), apresentando um score muito mais interessante fora de portas.

Fechando o capítulo Frankfurt, é de realçar que se trata de uma equipa que, tendo terminado a época 2012/2013 num prestigiante 6º lugar, acabou por não perder nenhum jogador de destaque, reforçando-se, aliás, com nomes interessantes como Kadlec, Joselu, Rosenthal e – provavelmente o mais conhecido – Barnetta. Jamais qualquer destes factos impedirá de eleger o FC Porto como claro favorito nesta eliminatória – a ambição e a História assim o exigem. Caberá aos comandados de Paulo Fonseca limpar a péssima imagem desenhada na edição deste ano da Champions, sendo que isso – ainda que com a possibilidade Nápoles já nos oitavos-de-final – só será conseguido com uma chegada à final de Turim.

Eintracht Frankfurt é o primeiro obstáculo do FC Porto na Liga Europa 2013/2014 Fonte: Expresso
Eintracht Frankfurt é o primeiro obstáculo do FC Porto na Liga Europa 2013/2014
Fonte: Expresso

A semana terminou, enfim, com a recepção ao conjunto de Olhão. Falar da turma de Paulo Alves é falar, muito provavelmente, da equipa mais fraca da Liga. Neste sentido, o FC Porto estava obrigado a vencer e, diria, a brindar os seus adeptos com um presente de Natal sob a forma de uma exibição que convencesse e entusiasmasse. Dito e feito.
O onze titular não apresentou grandes novidades. Se Helton é o número 1, com a ausência de Alex Sandro, Mangala surgiu a ocupar a faixa esquerda da defesa, acompanhando Danilo, Maicon e Otamendi (despedida do Dragão?). À frente, até por tudo o que já foi dito, as dúvidas dissiparam-se: Fernando e Lucho, no papel, lado-a-lado, com ‘El Comandante’, com toda a sua inteligência, a poder soltar-se e ocupar outros espaços, funcionando como um verdadeiro 8; Carlos Eduardo mais à frente a ligar os dois sectores e a reconfirmar os créditos demonstrados. Por fim, a frente de ataque composta por Varela, ‘Cha Cha Cha’ Martinez e Licá.

Os Dragões até nem começaram com uma grande fibra atacante mas, naturalmente, tomaram conta do jogo e as oportunidades foram surgindo. Varela, Licá e Jackson (fabuloso gesto técnico merecia golo) tiveram nos pés a possibilidade de abrir as hostilidades; haveria, no entanto, de ser Mangala, qual bala, a ganhar nas alturas e inaugurar o marcador. A demonstrar uma tranquilidade, fiabilidade e dinâmica que não se lhe vislumbravam há um par de semanas, a equipa soube empolgar os adeptos e reforçar o seu score. Jackson, Carlos Eduardo e Herrera assinaram golos de belo efeito e fizeram com que a noite fria do Dragão fosse acompanhada de um resultado volumoso (mas justo), com momentos de bom futebol como ainda não se tinha visto de forma tão consolidada este ano à equipa do FC Porto.

Dissociar este jogo (resultado e exibição) de Rio Ave ou Braga seria desajustado. Reconfirmando as boas indicações dadas nesses últimos compromissos, a equipa, a cada dia, respira melhor na nova roupagem. Os mesmos jogadores parecem melhores jogadores. O que entrou (Carlos Eduardo) … Bem, o melhor elogio que lhe posso fazer é que vejo qualquer coisa de Deco no actual camisola 20 do FC Porto. Descontando o novo papel de Lucho (e que deleite é ver ‘El Comandante’ finalmente de frente para o jogo), a subida de forma de Varela ou a ascensão dos níveis de eficácia de Jackson, é a Carlos Eduardo que deve ser atribuído o mérito de ter pegado numa equipa moribunda, desligada, adinâmica, e de lhe ter dado o toque de lucidez, categoria e classe que ela mais necessitava. Numa palavra, de critério. Conhecia-o do Estoril mas – como já confessei – não esperava tanto. Resta saber se esta pérola esteve escondida na equipa B ou se se tornou uma pérola porque esteve na equipa B.

Carlos Eduardo, de proscrito a solução inesperada Fonte: www.maisfutebol.iol.pt
Carlos Eduardo, de proscrito a solução inesperada
Fonte: www.maisfutebol.iol.pt

O que referi relativamente à deslocação a Vila do Conde continua válido: o FC Porto (ainda) não se tornou numa máquina de jogar futebol, é verdade. Porém, a semana terminou à semelhança do seu início. Para os adeptos portistas, segue-se um Natal mais doce, alegre e colorido. E por mais recheada que seja a consoada, fica a certeza de que o melhor presente (futebolisticamente falando) foi este inesperado reforço de Inverno com laivos de ‘Mágico’ e que nos deixa a todos com água na boca.

Valor Reconhecido no Rugby Nacional

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cab Rugby

A Federação Portuguesa de Rugby tem vindo a atribuir galardões a pessoas que tenham contribuído para a evolução da modalidade, reconhecendo anualmente os melhores treinadores, jogadores, jogadoras, árbitros e entidades que tenham promovido o rugby nacional.
Este ano, a cerimónia de entrega dos galardões teve lugar na Casa de Histórias da Paula Rego, em Cascais, no dia 14 de Dezembro.

Num ano em que as federações foram forçadas a reduzir os gastos, é bom ver que a Federação Portuguesa de Rugby se tem esforçado para reconhecer o valor de todos os que contribuem para a evolução e promoção desta modalidade. Julien Bardy é o exemplo de um jogador que viu as suas excelentes prestações em 2013 reconhecidas ao receber o prémio de jogador do ano. O prémio de jogadora do ano foi entregue de forma merecida a Joana Vieira, atleta do Técnico. Após uma época muito renhida e disputada a nível nacional, Martim Aguiar, do GD Direto, venceu o prémio de treinador do ano. O galardão de árbitro do ano foi entregue a Paulo Duarte, árbitro que se tem destacado cada vez mais quer a nível nacional, quer a nível internacional. Pedro Bettencourt foi eleito o jogador revelação, vencendo o prémio que pertenceu a grandes nomes do rugby nacional como Miguel Portela, Vasco Uva e Pedro Leal.
A FPR premiou também António Cabral Fernandes por toda a sua carreira desportiva.

https://www.facebook.com/fpr.pt
Julien Bardy, vencedor do prémio Jogador do Ano
Fonte:facebook.com/fpr.pt

Os Jogos Santa Casa e a Marinha Portuguesa venceram o Prémio Especial pelo seu papel fundamental no apoio ao Rugby em 2013.

Foram também entregues Medalhas de Serviços Distintos e de Mérito Desportivo.

A Medalha de Serviços Distintos foi entregue aos que, de modo proactivo e voluntário, contribuíram de forma excepcional para o desenvolvimento da modalidade: Américo Caetano Nunes, António Faim, Associação Académica de Coimbra, Comandante Maia Loureiro, António Franco Leal, João Valente e Luís Miramon.
Foram entregues três Medalhas de Mérito Desportivo a João Gaspar Ramos, Luís Feist e Nuno Durão por terem sido sempre exemplos de mérito e de ética desportiva.

É importante valorizar o facto de a Federação Portuguesa de Rugby manter esta tradição mas é também importante que esta tradição sirva para incentivar novos atletas e valorizar todos os que se têm esforçado e contribuído para promover o rugby nacional.

A vitória do outro Sébastien

cab desportos motorizados

O mundial de ralis deste ano tinha uma certeza antes do início: iríamos ter um novo campeão do mundo. Sébastien Loeb apenas fez quatro rondas, o que fez com que, pela primeira vez desde 2003, Loeb não fosse o campeão mundial. Ogier e a Volkswagen (VW) foram, de resto, os grandes vencedores da temporada de 2013, algo que já era esperado por todos os que seguem a modalidade.

O campeonato começou no mítico Rali de Monte Carlo, a meio de janeiro. O rali foi ganho com autoridade por Loeb, com 1m40s de vantagem sobre Ogier. A fechar o pódio ficou Sordo, num Citröen DS3 WRC.

Ogier em Monte Carlo. http://www.5minutesatuer.com
Ogier em Monte Carlo
Fonte: 5minutesatuer.com

A Suécia foi a segunda prova do ano, um rali de neve onde os nórdicos costumam dominar. Mas, desta vez, a luta foi entre os dois franceses do costume. Nesta prova da Escandinávia, o vencedor foi o piloto da VW, ficando Loeb no 2º posto do pódio. A fechar o top3 ficou Mads Ostberg, num Fiesta WRC.

A terceira ronda do WRC foi a primeira incursão a outro continente que não o europeu. O rali do México foi conquistado por Ogier; em segundo, ficou Hirvonen, em DS3, e, em terceiro, ficou o Fiesta de Neuville.

Na quarta prova, tivemos o regresso à Europa, para se disputar o “nosso” rali de Portugal. O vencedor? Ogier, pois claro. Esta foi a terceira vitória em quatro anos do francês na nossa competição, sendo que, provavelmente, não vai para quatro seguidas porque, em 2012, correu de Skoda S2000. A completar o pódio, estiveram Hirvonen e Latvala, o outro piloto da VW.

A quinta ronda foi o regresso ao continente americano, mas desta vez à parte do sul. O rali da Argentina foi uma das quatro provas que Loeb fez, e o campeoníssimo acabou por vencê-la. Em segundo, classificou-se o outro Sébastien, enquanto que, a fechar o pódio, ficou Latvala, novamente.

O rali dos Deuses foi a sexta prova do WRC. O rali da Grécia é um dos mais duros do mundial – e do Mundo -, e Ogier desistiu logo na primeira especial. Mesmo assim, acabou em 10º, devido ao Rally2, uma regra que eu vou chamar “estúpida”, para não ter de chamar outra coisa pior. Na Grécia, o vencedor foi Latvala, ficando Sordo e Neuville nas restantes posições do pódio.

Da Grécia seguimos para Itália, e Ogier regressou às vitórias. Na Sardenha, Neuville ficou em 2º e Latvala em 3º.

Em agosto, regressamos à Escandinávia para se disputar o rali da Finlândia, ou rali dos 1000 lagos, como é conhecido. A vitória foi – novamente – para Ogier, enquanto que a fechar o pódio ficaram dois Fiesta, conduzidos por Neuville e Ostberg.

Celebração de Sordo. http://jgclicktimephoto.blogspot.pt
Celebração de Sordo
Fonte: jgclicktimephoto.blogspot.pt

Ainda em agosto, disputou-se o rali da Alemanha. A prova germânica deu um novo nome à lista de vencedores de provas do WRC: Sordo venceu pela primeira vez. Em segundo, ficou Neuville. Latvala fechou o pódio.

Na 10ª ronda, viajámos até à Oceânia para se disputar o rali da Austrália. Ogier regressou às vitórias, em segundo ficou – pela quarta vez seguida – Neuville, e a fechar o pódio Hirvonen.

O regresso à Europa ficou marcado pela consagração do título de Ogier, precisamente no seu país natal. Ogier venceu mais uma prova, tendo como companheiros no pódio Sordo e Latvala.

De França fomos para Espanha, e aí deu-se a primeira dobradinha do ano. Ogier e Latvala terminaram nas duas primeiras posições do top3. A completá-lo, ficou Hirvonen.

O último rali da temporada foi em Gales, onde se repetiu a dobradinha da VW, precisamente pela mesma ordem daquela de Espanha. Neuville completou o pódio.

http://www.autoblog.com/
Fonte: autoblog.com

A classificação ditou que Ogier fosse aclamado campeão do Mundo – tal como já disse –, ficando Neuville em 2º e Latvala na 3ª posição.

Nos construtores, a VW também foi a clara vencedora, ficando a Citröen em 2º.

No WRC2, o vencedor foi Robert Kubica. Já no WRC3, foi Sébastien Chardonnet quem mais se destacou, enquanto que no JWRC o triunfo foi para Pontus Tidemand.

O WRC regressa já em janeiro, com várias novidades, em mais uma edição do Rali de Monte Carlo.

Eficácia

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cabeçalho benfica

A eficácia no futebol é sempre vista como uma coisa positiva por parte dos vencedores, que gostam de ver que a sua equipa sabe o que fazer quando vai lá à frente, e uma coisa negativa por parte dos derrotados, que ficam com um sentimento de injustiça. Para os adeptos do Benfica, clube vencedor do duelo da noite frente ao Vitória sadino, a eficácia que o Benfica teve no jogo não pode ser vista como uma coisa positiva.

Os números não enganam. Zero remates na primeira parte mostram como foi o jogo do Benfica. Pobre, sem ideias, sem construção de jogo, e com o Jesus a continuar num 4-4-2 com Enzo nas alas. Assim se jogou no Bonfim frente a um Vitória que tinha a lição bem estudada. A conseguir fechar bem o caminho para a baliza de Kieszek, os sadinos foram, ao contrário do Benfica, uma equipa sempre com determinação e vontade, com mais garra, aproveitando-se dos seus contra-ataques. Ainda assim, sem o efeito desejado, visto que o estreante Oblak não fez nenhuma defesa.

O empate ao intervalo era um resumo fiel do que tinha sido a primeira parte. Duas equipas encaixadas uma na outra e a gritante falta de ideias ofensivas por parte do Benfica.

Rodrigo golo
Rodrigo abriu o marcador
Fonte: Maisfutebol

Na segunda parte, JJ fez alterações que foram determinantes para o resultado do jogo. Mas não se enganem: apesar de Sulejmani ter entrado e de Enzo Perez ter ido para o centro (quem é que disse ao Jesus que o Enzo devia jogar nas alas?), o jogo do Benfica apenas por breves momentos pareceu ser outro, para melhor, para depois voltar a ser o monótono e sonolento jogo da primeira parte. As duas alterações fizeram bem ao Benfica, que começou a dar um ar da sua graça. Gaitan fez o primeiro remate aos 51 minutos (!!!) e, logo a seguir, assistiu Rodrigo para o primeiro golo da noite. Mais eficaz não podia ser. O Vitória também mostrou os seus argumentos, mas um penalty, na minha opinião bem assinalado a favor dos homens de Jesus, matou o jogo. Depois do golo de Lima, os da casa entregaram o jogo ao Benfica, que voltou à fraca exibição da primeira parte, com os jogadores já a pensarem no borrego e no bacalhau da noite de Natal.

No final, uma vitória por 2-0, onde o que se aproveita é mesmo o resultado. Nenhuma equipa fez por ganhar o jogo. O Benfica soube ser eficaz, mas a falta de capacidade ofensiva e de construção de jogo é alarmante. O que peço para o Natal é um Benfica diferente. Será pedir muito?

Quanto a Oblak, um dos pontos de interesse deste jogo pela sua estreia, não teve uma noite muito difícil; cumpriu quando foi preciso, sendo que necessita de mais jogos para ser avaliado. Contudo, espero que a aposta continue.

Vieira, na mensagem de Natal aos benfiquistas, pediu para apoiarmos os jogadores e fazer com que eles sintam a responsabilidade de vestir o manto sagrado. Nós vamos cá estar, críticos quando necessário, mas a apoiar sempre. E é isso que tem faltado aos jogadores: o amor ao símbolo.

Seedorf perto de regressar a Milão

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Um segundo casamento entre Clarence Seedorf e o Milan parece estar mais perto do que nunca. O ex-internacional holandês, que jogou nos rossoneri durante dez anos, onde conquistou tudo o que havia para ganhar em Itália e ainda se sagrou campeão europeu, pode voltar a San Siro já no próximo ano.

Seedorf aquando da passagem pelo Milan Fonte: http://theoriginalwinger.com/
Seedorf aquando da passagem pelo Milan
Fonte: http://theoriginalwinger.com/

Depois de ter brilhado a grande nível nos relvados, Seedorf é agora pretendido por Silvio Berlusconi para ocupar o lugar de treinador. De Itália chega mesmo a informação de que Il Cavaliere se encontrou pessoalmente com Seedorf para alinhavar a próxima época do Milan. O holandês é a grande aposta para fazer esquecer a péssima temporada ainda em curso da formação de Massimiliano Allegri. O Milan está já fora da luta pelo título e na Liga dos Campeões sabe que terá a vida muito complicada perante o Atlético Madrid já nos oitavos de final da competição.
Seedorf vai continuar a jogar no Botafogo até Junho do próximo ano, mas a carreira de treinador espera-o já a partir da próxima temporada. A fidelidade ao Fogão, por quem garantiu a qualificação para a Copa Libertadores, tem esse prazo definido e deve ser após a desvinculação ao o clube brasileiro que Seedorf rumará para Itália, mais propriamente para o lugar de treinador do Milan.

Seedorf com a camisola do actual clube, Botafogo Fonte: http://www.falaglorioso.com.br/
Seedorf com a camisola do actual clube, Botafogo Fonte: http://www.falaglorioso.com.br/

O jogador holandês já afirmou que tem como modelo de treinador o americano Phil Jackson, histórico treinador da NBA que conduziu os Los Angels Lakers ao título de campeão da melhor liga de basquetebol do Mundo. Os contactos entre Seedorf e Silvio Berlusconi vêm no seguimento das mudanças na direcção do clube, onde Barbara Berlusconi, filha de Silvio, veio ocupar um cargo de maior importância na estrutura do clube. Barbara é agora directora geral do clube, posição que partilha com o histórico Adriano Galliani. Seedorf está claramente na pole position para vencer a corrida ao lugar de treinador do Milan, e com Silvio e Barbara Berlusconi a empurrar o holandês ainda mais para a frente, é crível que o holandês se sente mesmo no banco de San Siro para orientar os rossoneri na próxima temporada.

JJ, emprestas-me dinheiro?

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Terceiro Anel

Já se sabia que o nosso querido Jorge Jesus auferia um salário anual que rondava os quatro milhões de euros, mas nesta quarta-feira tivemos a confirmação de que o treinador do amor da minha vida ainda mantém esse chorudo ordenado. Porém, o que é que são quatro milhões de euros ao pé daquilo que ganham muitos outros treinadores de futebol por esse mundo fora?

Ora vejamos: tenho a certeza de que Roberto Mancini ganha mais no Galatasaray, não ganha? Olha, afinal recebe menos dinheiro ao fim do mês, mas deve ser porque está no primeiro ano naquele clube turco. Por exemplo, Rafa Benítez tem um salário superior ao JJ, não duvido disso! Esperem, esperem, ligaram-me agora a dizer que o treinador espanhol também não aufere tanta massa quanto o técnico da Amadora. Mas é natural, já que Rafael Benítez está na primeira temporada ao serviço do clube napolitano, sendo que também já foi um treinador mais apreciado na Europa; daí o seu salário não ser tão elevado. Mas esperem: selecionadores como Del Bosque e Scolari e treinadores como Laurent Blanc e Claudio Ranieri, que treinam os milionários PSG e Mónaco, veem mais dinheiro a cair na conta ao fim de cada mês do que o mestre da tática, não veem? Pois, parece que afinal não veem.

Portanto, caro Jorge Jesus, repara lá na análise deste pobre rapaz: ganhas quatro milhões de euros por ano num país onde grande parte dos portugueses nem 800 euros por mês recebe, tens um plantel de luxo à disposição, tens condições de trabalho excelentes, tens um presidente que está e esteve sempre do outro lado, estás a orientar o clube português que é adorado por mais de metade da população, entre muitas outras coisas. Por isso, o que mais é que será preciso para meteres esta equipa do Benfica a jogar bom futebol? Mas será possível que não possa elogiar o meu clube num único artigo que escreva para este site, ao longo desta temporada? Terei de continuar a ver estádios vazios, quando outrora o Benfica até um estádio em Singapura enchia? Terei de continuar a não te ver assumir erros próprios? Terei de continuar a temer jogos do Benfica contra Aroucas e Olhanenses?

Jorge Jesus é o 11º treinador mais bem pago do mundo / Fonte: jornalacores9.net
Jorge Jesus é o 11º treinador mais bem pago do mundo
Fonte: jornalacores9.net

O Benfica é uma entidade privada, e como tal paga aquilo que quiser ao fim do mês aos seus funcionários, apesar de o passivo ser cada vez mais assustador, sendo que estes avultados encargos não devem ajudar, propriamente, a que as contas do clube estabilizem um pouco. Mas que diabo, começa é a não haver pachorra para tanto desleixo da equipa de futebol em campo, num campeonato em que temos obrigação de sermos campeões! O Sporting joga bem, mas tem um plantel limitado; o FC Porto é sempre muito temível, mas não tem muitas soluções à altura do seu onze inicial; e sendo assim o Benfica tem de carburar muito mais, tem de deixar a pele em campo, porque se o fizer…será campeão nacional!

JJ, tu até podias ganhar mais do que o Belmiro de Azevedo ou do que o Jerónimo Martins, desde que eu visse que o Benfica estava transformado num clube vencedor. Assim, com apenas um campeonato ganho em quatro anos, e com o maior clube do país a jogar de uma forma paupérrima, acho que não justificas o dinheiro que levas para casa. E por isso, peço-te encarecidamente: oleia a máquina, refresca a mentalidade dos jogadores, mete o Benfica no trilho do sucesso…e já agora, empresta-me uns trocos, porque, no meio de quatro milhões, um pequeno empréstimo a este jovem que tanto ama o Benfica não há-de fazer mossa na tua conta bancária.

Fanning, o justo campeão…?

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cab Surf

Na rubrica de hoje não vou estar para aqui a falar de notas ou de nomes mais técnicos. Vou fazer um pequeno apanhado do que se passou no Hawai, uma vez que este acolheu, nos últimos 30 dias, o Vans Triple Crown.

As ondas entravam na costa havaiana com cerca de três metros, e faziam um tubo tão perfeito e largo que muitos surfistas entravam lá dentro completamente esticados e de braços abertos. Já um amigo meu dizia: “oi, o meu carro cabia lá dentro”.

Com os dois únicos candidatos ao título mundial, Mick Fanning e Kelly Slater, ainda em prova, tudo estava em aberto. Por um lado, Slater tinha a vantagem de estar nos quartos finais, enquanto Fanning ainda precisava de passar o round 5 para chegar aos quartos; mas, ao mesmo tempo, Fanning apenas precisava de chegar às meias-finais para somar os pontos necessários para se tornar campeão do mundo. Deste modo, mesmo que Kelly Slater ganhasse a prova era impossível ser campeão mundial. Mas pronto, vamos voltar então ao round 5.

Round 5 a decorrer e Mick entrava dentro de água contra CJ Hobgood, um perito em tubos. O mar não ajudava mas, com algum esforço, Mick Fanning conseguiu bater CJ, passando assim aos quartos-de-final. E pronto, mais uma vitória, e iríamos ver Fanning a pegar no grande, pesado e prestigioso troféu.

Os quartos-de-final só começaram passados três dias, e agora sim, entravam umas bombas com três metros ou mais.

Fanning a encaixar nu tubo perfeito Surftotal.com
Fanning a encaixar nu tubo perfeito
Fonte: Surftotal.com

Mick Fanning foi o primeiro a entrar dentro de água, contra Yadin Nicol, mas o que muitos não sabem é que Fanning fez de propósito para competir nos quartos-de-final contra Yadin. Como é que isso é possível? Eu explico. No round 4, Mick Fanning tinha pela frente John John Florence e Nat Young. Com a bateria a chegar ao fim, Mick Fanning encontrava-se na segunda posição e, uma vez que neste round ninguém é eliminado, o surfista australiano até estava tranquilo, uma vez que ainda iria competir no round 5. Mas Fanning começou a pensar e reparou em que, se ficasse em segundo lugar, iria enfrentar o difícil Julian Wilson, e, caso ganhasse, iria debater-se contra John John Florence no derradeiro heat (quartos-de-final). Esse seria o caminho mais difícil, pois John John surfou a onda de Pipeline toda a sua vida, uma vez que esta mora mesmo em frente àquela assustadora onda. Portanto, se Mick ficasse em 2º lugar, iria pelo caminho mais árduo e improvável para ser campeão, enquanto que, se ficasse no 3º posto, apanharia CJ Hobgood no round 5 e Yadin Nicole nos quartos-de-final – um caminho bem mais fácil. Não ponho a hipótese de ele passar o heat em primeiro, porque naquela altura já era impossível passar à frente de John John. Entao Mick jogou com a cabeça e não com as “skills” e apanhou propositadamente uma onda em que não tinha prioridade, o que fez com que ficasse sem metade da pontuação da sua melhor onda. Assim passou para 3º lugar no heat.
Agora sim, voltemos aos quartos-de-final.

Com Yadin Nicole a dominar a bateria, o público na praia já não acreditava que Mick Fanning pudesse ganhar, mas, a 1.30 minutos do fim, Fanning apanha umas das maiores ondas do heat, e manda um tubo super perfeito, conseguindo assim a nota para ganhar. Deste modo, Mick Fanning tornou-se campeão Mundial pela terceira vez.

Mas o campeonato continuava, pois ainda só ia nos quartos-de-final. Kelly Slater não conseguiu tornar-se campeão mundial, mas, ainda assim, descarregou toda a sua raiva nas ondas e ganhou o Pipe Masters. Mas quem é que Slater enfrentou na final? Pois, foi John John Florence, o miúdo tão temido por Fanning. Por isso, será que a vitória do australiano foi justa? Kelly limpou tudo e todos e deu um grande espetáculo a todo o público. O que é facto é que não se pode ver apenas o que foi feito nesta prova, mas sim ao longo de todo ano.

O Meu Grande Amor

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Núcleo Semanal
Amores há muitos. Tenho a certeza de que todos amam o seu, e nós até podemos amar outros, mas Grande Amor, o Grande Amor, só há um. Porém, é perigoso. Creio que os grandes amores são muito mais fáceis de perder que os pequenos amores. Os grandes amores cegam. Passamos a ver coisas distorcidas, completamente pintadas da cor do nosso Grande Amor. Não há mais nenhuma – é aquela cor e pronto. A melhor, a única, a tal.

Quando vivemos o Grande Amor por muito tempo, a proximidade é tanta que acabamos por não olhar para o que está à nossa frente. Habituamo-nos a ter o Grande Amor connosco e a tê-lo como parte da nossa vida. Está ali, sempre ali, tão perto, e assim continuará a estar. “Hoje talvez não tenha de ver o meu Grande Amor – afinal, ainda cá estará amanhã, à espera que eu o ame. Hoje estou cansado do trabalho, das aulas, dos problemas. Amanhã eu demonstro o quanto amo o meu Grande Amor.”

E enquanto se deixa para amanhã, o Grande Amor pode perder-se. Pode danificar-se, partir-se, quebrar-se. Pode sofrer golpes tão profundos que mais nenhum amante irá conseguir juntar os pedaços e amá-lo da mesma forma que outrora havia sido amado.

Foi isto que nos aconteceu: saltámos reuniões, perdemos militância, deixámos para amanhã. Permitimos que outros interferissem naquilo que ninguém deveria interferir, que alguém estragasse o que ninguém poderia estragar. Que usasse o Grande Amor como se fosse seu. E quase nos esquecemos que é nosso.

Hoje, posso dizer, está salvo. O Sporting, o amor de milhões, está salvo. Faltas agora tu. O meu Grande Amor.

Do Céu ao Inferno num ápice

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brasileirao

Desilusão, desilusão

Danço eu, dança você
Na dança da solidão…

Como em tudo na vida, há sempre altos e baixos. Os clubes não fogem a essa regra. Momentos bons são fáceis de serem falados. Mas abordemos os maus: pois é com os erros que se aprende, para fazer do futuro um lugar melhor.

Desde 2010, nada parecia parar o Fluminense no comando do Futebol Brasileiro. Venceu dois campeonatos em três (2010 e 2012) e aparentava ter uma solidez financeira pouco comum para o Brasil; e também pouco corriqueira nos clubes do Rio de Janeiro. O contrato com a Unimed – a maior cooperativa de serviços médicos no mundo – tinha dado os seus frutos. Bons jogadores, boa rotatividade e, sobretudo, salários razoáveis e regulares. Tudo bem. “Tudo jóia” para os tricolores!

Porém, no final de 2012, já depois da consagração de campeão, alguma coisa aparentava mudar para os lados das Laranjeiras, o bairro do Fluminense Football Clube. Já não se sentia aquela força e segurança de outrora. O campeonato começou tímido. E depois ficou francamente mal. Tanto que do objetivo Libertadores se passou para o objetivo manutenção na Série A. Às tantas o Fluzão já havia perdido identidade. Os jogos eram fracos. As oportunidades de descolar dos lugares baixeiros eram perdidas de forma infantil. E aos trancos e barrancos foi ficando, foi ficando… ficando no lodo. Só na última jornada teve a infeliz notícia do rebaixamento de divisão, acompanhando o seu rival Vasco da Gama a uma visita nada agradável ao segundo escalão nacional de futebol. Se a campanha do Vasco da Gama não deixa de ser traumática por se tratar de um colosso, pelo menos já era esperada. Como fomos referindo e resumindo: crise diretiva, crise financeira e monetária. Sobretudo isto. Com reflexos na prestação da equipe em campo. Só que com o Fluminense pouco ou nada fazia prever esta performance.

Desilusão para o Fluminense / Fonte: oquartozagueiro.blogspot.pt
Desilusão para o Fluminense / Fonte: oquartozagueiro.blogspot.pt

Agora é tarde para lamentações. Não adianta chorar sobre leite derramado. É preciso reflexão no seio das gentes do tricolor carioca. A única coisa que salvou, para já, o Fluminense de tal descalabro é a perda de pontos por parte da Portuguesa e/ou do Flamengo por utilização indevida de jogadores castigados. O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva condenou a Lusa com perda de quatro pontos. O mesmo pode suceder ao Flamengo mais para a frente, mas não terá qualquer repercussão no que toca à descida de divisão dos rubro-negros cariocas. Porém, os paulistas ainda podem protestar em segunda instância na mesma entidade. Caso isso aconteça, estaremos aqui para debater essas e outras questões.

No desespero é sempre bom agarrar-se ao pouco que se tem. Poderá ser uma ajuda. Mas o que quer que aconteça, nada poderá apagar o fracasso de um clube tetracampeão do Brasil.

Quaresma e Anderson, a fazer lembrar Lucho e… Janko?

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atodososdesportistas

Ora viva, meus caros (des)Portistas. Esta semana escrevo sobre um assunto que certamente interessa a todos: os ecos de mercado. E, com eles, existem dois nomes que se dizem praticamente certos já para Janeiro: Ricardo Quaresma, que já rescindiu com o Al Ahli, e Anderson, jogador que disse publicamente aceitar baixar o elevado salário para regressar à casa que o lançou no mundo do futebol. Seria o retorno de dois meninos que sempre tiveram o carinho dos adeptos. Seria uma forma de “apaziguar” o ambiente entre massa associativa e equipa técnica. E isso faz-me lembrar a primeira época de Vítor Pereira, em cuja reabertura do mercado o Porto assegurou o regresso de Lucho González e a chegada de um tão aclamado “pinheiro” de área, que era um Janko meio… Manco!

A confirmar-se a entrada destas duas caras, o que Porto podemos esperar? Um Porto mais esclarecido. Um Porto que mesmo teimando em não mudar o duplo pivô defensivo (o que me parece inevitável) terá uma consistência muito maior. Vejamos.

Anderson é um jogador que se “estragou” no Manchester United. Tinha tudo para ser o melhor 10 da Europa e o Sr. Ferguson quis adaptá-lo a médio de transição. Neste Porto, é isso mesmo que faz falta! O fabuloso 10 é agora um muito bom médio de transição, posição que no 2+1 do meio campo portista se sente cada vez mais não existir. Josué só consegue jogar em posições mais adiantadas e a sair das alas para “rasgar” no meio; quanto a Herrera, ainda não se percebeu bem onde se sente mais confortável; Defour decide bem mas é muito lento; e Lucho tem o seu lugar cativo no vértice ofensivo, pois a idade já não permite as correrias de outrora. Anderson encaixa que nem uma luva no esquema. Fernando destrói, Anderson leva a bola (como fazia Moutinho) e Lucho ou os alas decidem.

Anderson / Fonte: photos1.blogger.com
Anderson / Fonte: photos1.blogger.com

No que diz respeito a Quaresma, e mesmo sendo uma incógnita a sua condição física e mental (está há alguns anos arredado dos grandes palcos europeus), será sempre o nosso mágico, aquele que num minuto decide um jogo com uma trivela, uma finta impossível um golo, quando ninguém pensa ser já possível. É o extremo que nós não temos! No passado tivemos Drulovic, Sektioui, Hulk, James e demais jogadores com características explosivas. Este ano falta-nos essa peça no xadrez. Varela é competente, não falha nos momentos chave, mas não é aquele extremo em quem possamos confiar o último lance do jogo ou de quem possamos esperar que “carregue” a equipa às costas. Será Quaresma.

Há, depois, a questão de saber como jogará o Porto caso se confirmem estas duas aquisições. Numa curta resposta acaba-se com a conversa: jogará como o treinador sempre idealizou mas como nunca conseguiu por falta de “mão-de-obra”!

Sendo assim, hipoteticamente falando, teremos um “onze base” perto deste: Helton; Danilo, Mangala, Otamendi/Maicon e Alex Sandro; Fernando, Anderson e Lucho; Quaresma, Varela/Josué e Jackson, contando que Paulo Fonseca não abdicará do seu esquema 1-4-(2+1)-3. Ganha forma, ganha conteúdo, ganha opções! Podemos mudar a forma de jogar simplesmente com a troca entre Varela ou Lucho por Josué, por exemplo. Foi graças à entrada de Lucho há dois anos atrás (sim, também por imenso demérito do Benfica de Jesus) que conseguimos ascender à liderança. Espero não chegar a Janeiro em 2º ou 3º, muito menos espero vir a ter 6 pontos de desvantagem em relação a Benfica ou Sporting, mas a verdade é que precisamos mesmo de um extremo e um médio de transição realmente bons! Chega de “mini-Messis” e “mini-Moutinhos”. Queremos, dentro do financeiramente possível, um Messi e um Moutinho! E esses dois seriam Quaresma e Anderson.

Contudo, sei que não podemos esperar que estes dois façam milagres e achar que por virem já somos campeões. Não, longe disso! Apenas seria uma enorme alegria ter dois filhos pródigos de regresso a casa e certamente veríamos mais qualidade no nosso futebol!

Queremos voltar a ver o nosso ADN em campo, aquele que passou de treinador em treinador: o futebol rápido, curto, de pé para pé, em que, de repente, um mágico vai à linha e mete no avançado ou “rasga” para dentro e dá… GOLO!

Isto é poesia, e nós estamos habituados aos melhores poetas!

Será que o virar do ano será também o virar de um ciclo de exibições menos conseguidas? Esperemos que sim!

Até à próxima, saudações (des)Portistas.

[box type=”info”] Este texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico[/box]