Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português comparou o Chaves ao Vitória SC.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português comparou o ambiente vivido no Chaves ao que se vive em Guimarães, face ao Vitória SC.
«Começámos a tomar o pequeno-almoço no estádio e finalmente conseguimos arranjar uma sala para nós passarmos o máximo tempo dentro do estádio. Há coisas que estão identificadas e que eu deixei identificadas e que também já estavam. Óbvio que as pessoas que lá estavam já sabiam as necessidades que há e, espero que dentro de em breve, e há essa ideia, pelo menos passaram-me a ideia de que as coisas iriam ser feitas, mas tudo demora algum tempo. Menos para os adeptos, como é óbvio. Naquela cidade, e o Estrela da Amadora também tem muito essa identidade também de adepto-clube e de relação, mas em Chaves eu senti muito isso. Comparei muito o Desportivo de Chaves a um Vitória de Guimarães, seja a cultura da região, seja a do clube. Via muita gente, muitas crianças a ir para a escola com a camisola do Desportivo de Chaves. Isso dava-nos uma responsabilidade também, é óbvio que tínhamos de estar preparados para ela, mas acho que a nível desportivo, como equipa, não revelámos as competências que deveríamos ter revelado para subir de divisão».
Pau Víctor reforçou o Braga no mercado de verão de 2025, mas podia ter deixado o Barcelona para assinar com o Valência.
Pau Víctor foi um dos reforços do Braga no mercado de transferências do verão passado, mas o seu destino poderia ter sido outro. O avançado esteve no podcast La Soltana, onde revelou que esteve próximo de assinar com o Valência, por empréstimo do Barcelona:
«Tive hipóteses de ir para o Valencia, por empréstimo. Sair do Barcelona é difícil, mas o Barça precisava de dinheiro. A minha ideia principal era sair por empréstimo. Também tinha disputado muitos jogos, incluindo na Liga dos Campeões, mas só por alguns minutos. Então, o que eu queria era jogar. E a interagir com o Flick ele aconselhou-me a sair. Estávamos em negociações com alguns outros clubes, mas o que fez a oferta mais alta e me chamou mais a atenção foi o Braga».
O espanhol afirmou que gostaria de rumar à Premier League:
«Depois do sonho de ter jogado pelo Barça, algo que pensava que nunca iria conseguir, adoraria jogar na Premier League no futuro».
Pau Víctor completou a sua primeira temporada no Braga com 56 encontros disputados, 17 golos marcados e sete assistências. O seu contrato é válido até 2030 e tem uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros.
Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português explicou saída do Chaves.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português recordou e explicou a sua saída do Chaves e deu um olhar geral para a temporada.
«Agora posso falar disto à vontade porque os diretores sabem disto, a minha ideia era sair três, quatro semanas antes. Pelo menos três semanas antes. Porque eu já não estava a sentir, até mesmo de fora para dentro. Depois houve um fator que, inconscientemente ou não, também começou a afetar um bocadinho o grupo, o clube, e os adeptos. Nós, em novembro, mudamos de administração. Passámos de administração local, pessoas que estão ligadas à cidade de Chaves, como é a família de Carvalho e que tem um passado de sucesso, para um grupo mexicano que vinha, claramente, com muito boas intenções. E, na minha opinião, vem. Não tenho minimamente nada a apontar, pelo contrário. Acho que o presidente Dante [Elizalde] sempre passou uma mensagem muito positiva e, na minha opinião, no futuro, se conseguirem transportar as ideias que trazem, podem, claramente, voltar à Primeira Liga. Agora, Chaves é uma cidade pequena e sente-se muita coisa. Há muita pressão e é fácil passar para dentro de um balneário, porque os jogadores moram todos em Chaves. Não se abstraem daquilo e não podem passar a vida em casa. E eu próprio, como treinador, foi o clube em que eu senti mais pressão em cima da equipa, desde a primeira jornada em casa».
«Começamos com oito jogos sem perder, com muitos empates ali pelo meio. Depois temos uma boa sequência de quatro vitórias e um empate pelo meio, que nos cola lá em cima. Depois há aqui um fator que cheguei a falar com o Nélson [Lenho], o diretor desportivo. Tivemos ali depois uma pausa de três ou quatro semanas, porque antecipámos um jogo e adiámos outro, alguma coisa do género, para deixar que os jogadores fossem a casa no Natal. Pode ter sido uma coincidência ou não. Começámos essa sequência no jogo antes de irmos de férias, até fizemos um plano motivacional para os jogadores. Íamos ter quatro ou cinco jogos antes da paragem do Natal e até dissemos que por cada jogo que conseguissem ganhar, dávamos um dia extra. Depois demos quase uma semana nessa altura. No último jogo perdemos em casa com o Portimonense, mas senti que também foi um fator que, se nós pensávamos que podia ser motivador, o que é certo é que a ausência de competição, se calhar retirou-nos um bocadinho aquela ambição que nós estávamos a conseguir ganhar».
«Pode ter sido, pode não ter sido, mas, acima de tudo, acho que tudo o que vinha para trás demonstrou aquilo que era um bocadinho a equipa. Era uma equipa que, quando ganhava, conseguia galvanizar-se muito e depois, quando perdia, começava a perder muita crença naquilo que era preciso fazer. Isso fez-me pensar muito, porque, como sempre, a primeira coisa que eu tento perceber é se estou a fazer as coisas bem, mas eu sentia que era um bocadinho mais o coletivo e não apenas a mensagem. E a minha saída leva um bocadinho a isso. Sai à 21.ª jornada, salvo erro, numa fase em que, claramente, se podia chegar acima, mas que era preciso uma sequência de vitórias, como nós já tínhamos tido. Disse claramente isto, mas o Chaves nunca foi capaz de fazer essa sequência de vitórias. O máximo que conseguiu fazer foi duas vitórias seguidas. Foi ganhando em casa, ou seja, até nisso houve alguma bipolaridade. Nós em casa estávamos com muita dificuldade de ganhar e fora éramos a segunda melhor equipa, atrás do Marítimo. O Vítor Martins [sucessor no Chaves] conseguiu que aquela equipa fizesse exatamente o contrário, ou seja, que ganhasse os jogos em casa e que depois, fora, salvo erro só ganhou ao Sporting B. Levou a ter uma média de pontos que não é suficiente para subir de divisão. Agora, acho que houve alguns fatores que fizeram a equipa também não ter a estabilidade necessária, desde as lesões, desde a urgência de subir à Primeira Liga e eu diria até que a troca de administração antes do mercado de inverno também pode ter mexido um bocadinho com a cabeça dos jogadores. Vem um investidor novo, e não estou dentro da cabeça dos jogadores, mas podem ter pensado em muitas mudanças no mercado, apesar de nunca ter sido essa a mensagem que eu passei. Aliás, nós só tivemos um jogador, que foi o André Rodrigues, que entrou no mercado de inverno. Eu sempre tentei, e a própria administração estava com essa ideia, estiveram sempre muito alinhados com aquilo que eram as minhas ideias, mas na cabeça dos jogadores, pode ter passado a ideia de que “agora vem o grupo mexicano e vão meter aqui oito ou jogadores e vão trazer os jogadores do México”. Pode ter mexido um bocadinho também com a equipa, porque é o mês de Janeiro que mata a época do Chaves».
Fábio Cardoso pode deixar o Sevilha no mercado de verão. O defesa português tem contrato com os andaluzes até 2028.
Fábio Cardoso pode deixar o Sevilha durante o mercado de verão. De acordo com o Estadio Deportivo, o defesa português gostaria de ficar na Andaluzia, mas não fecha uma porta a uma saída, já que parece não entrar nos planos do projeto que será implementado a partir da próxima época.
O Sevilha atravessa um período de mudanças inclusivamente na propriedade, com Sergio Ramos a desejar comprar o clube. Fábio Cardoso tem um contrato válido até 2028 e conta com um valor de mercado de dois milhões de euros, segundo o Transfermarkt.
O central aceitará deixar o Sevilha, caso chegue uma oferta que o mesmo considere como positiva para a sua carreira, que está a entrar nos últimos capítulos. Em 2025/26 realizou apenas cinco partidas, não entrando nos planos de Matías Almeyda e Luis García Plaza, que se pode manter no posto de treinador.
Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português avaliou a época no Chaves.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português olhou para o trabalho feito no Chaves, onde esteve até janeiro de 2026.
«Muitas vezes na minha cabeça, até mesmo em relação a mim próprio, questionei-me sobre o que é que tinha faltado. O tempo é um barómetro muito grande. O tempo diz-nos muita coisa e muitas das vezes nós damos voltas e voltas e voltas – e é óbvio que nós como líderes e como treinadores temos sempre de nos autoculpabilizar -, mas depois vi o resto da época e senti sempre uma discrepância muito grande em relação ao comportamento da equipa. Muitas vezes fazíamos exibições muito boas e o Desportivo de Chaves continua a fazer boas exibições como a seguir… Aliás, depois da minha saída, o máximo que se conseguiu fazer foi duas vitórias seguidas e eu senti os meusAliás, depois da minha saída, o máximo que se conseguiu fazer foi duas vitórias seguidas. E eu senti os mesmos sinais. Nós falamos, e acho que os treinadores portugueses têm uma relação muito aberta uns com os outros, e eu acho que os sinais foram exatamente os mesmos, o que nos levou a tirar as nossas ilações. E eu também, como treinador, tenho que tirar as minhas ilações. É óbvio que temos que fazer uma autocrítica a nós próprios, mas também temos que fazer uma autoanálise ao nosso redor. E eu, sinceramente, não sei se tenho que olhar para a época do Desportivo de Chaves como um fracasso ou se tenho de achar que a primeira volta é que foi um engano. Andámos lá em cima, fomos muitas vezes considerados como um claro candidato à subida da divisão. Acho que houve um fator que é muito importante também de referir, que foi o número de lesões. Em 21 jogos que fiz no Desportivo de Chaves fiz duas ou três convocatórias em que deixei dois ou três jogadores fora da convocatória, onde não foram todos à convocatória. Por exemplo, nós na pré-época não tivemos nenhuma lesão. Enquanto não começou a chover, enquanto não começaram os campos a ficarem enlameados, não tivemos lesões e de um momento para o outro começámos a ter lesões em catadupa. Levou-nos a contratar mais jogadores para colmatar essas lesões e quando demos por nós tínhamos 30 jogadores dentro de um balneário».
«E quando tens 30 jogadores dentro de um balneário, às vezes com cinco ou seis jogadores que nem têm a ambição de jogar porque estão lesionados, e contam para o Totobola, como eu costumo dizer… Parece que não, mas é muita gente. Por isso é que eu gosto muito dos planteis curtos e comprometidos, onde toda a gente tem o objetivo bem ligado. Esse número de lesões levou-nos a ter um plantel mais extenso e, na minha opinião, foram-se desligando da equipa ao longo do tempo. Muita gente, muito pouco compromisso uns com os outros e isso muitas das vezes já fez diferença entre os meus balneários para o positivo. Tínhamos um grupo mais pequeno e se calhar com menos opções, mas que se uniu. E ali, eu não sinto que fosse um balneário mau, mas também não era um balneário que cheirava a vitória e onde havia aquela ambição desmedida de subir de divisão. Isso custou-me um bocadinho, foi o que me custou mais. Foi achar que, se calhar, havia possibilidade de fazermos melhor e por um motivo ou outro não conseguimos atingir os objetivos. Mas também acho que houve muita coisa que deu sinais que o trabalho estava a ser bem feito, como o facto de termos sido a equipa que mais tarde sofreu o sabor da derrota. Neste campeonato muito competitivo, fomos a equipa que foi derrotada mais tarde. Acabámos de fazer, tal como eu disse, uma primeira volta que não diria excelente, mas dentro dos objetivos do clube. E depois apareceu uma série de lesões, e sentimos principalmente quando começámos a ter lesões no setor atacante, onde precisávamos de ter mais talento. Enquanto fomos tendo cá atrás, com organização conseguíamos resolver, e éramos a segunda equipa menos batida atrás do Marítimo. Fomos sempre colmatando as coisas enquanto as lesões nos fustigaram cá atrás. Quando começámos a ter alguns jogos com castigos, também tivemos alguns jogos a jogar com 10, tivemos mais dificuldade. Não conseguimos ter a mesma capacidade de colmatar essas lesões à frente que tivemos na defesa. E depois levou ali a uma sequência de seis jogos onde a vitória não apareceu. E acho que foi uma saída muito em consonância entre mim e a administração. Sentimos que estávamos num momento em que era importante tentarmos outras coisas».
Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português destacou exigências na passagem pelo Chaves.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português falou na passagem pelo Chaves, nesta época, e falou no impacto que o objetivo pela subida de divisão e consequentes expectativas nos adeptos teve no seu trabalho.
«Curiosamente, este ano no Desportivo de Chaves não foi assim tão feliz a nível de comunicação de objetivos. É óbvio que também são coisas diferentes e o Chaves é um clube que está habituadíssimo a estar na Primeira Liga. Entre mim, direção desportiva a direção, estávamos bem cientes que num campeonato tão competitivo como a Segunda Liga era importante fazermos a gestão de expectativas. É óbvio que ninguém pode dizer que um projeto como o Desportivo de Chaves não é para subir. É óbvio que tem que ser pela sua história, por tudo aquilo que foi o passado recente e mesmo o passado mais distante do Desportivo de Chaves. Agora, houve ali uma falha de comunicação que, na minha opinião, não foi profícua para o clube. Havia claramente uma mensagem, e é óbvio que era uma mensagem que não era bem real, mas que podia ter dado alguma tranquilidade àquela equipa para ter feito as coisas de maneira diferente e não lidar com tanta pressão desde o início. É óbvio que havia a pressão interna, mas muitas das vezes quando há pressão interna e externa acaba por ser um pouco mais difícil e não se conseguiu gerir tão bem. Fazia 40 anos que o Desportivo de Chaves tinha subido à Primeira Liga e ficou uma decisão de passarmos uma mensagem que era para fazer melhor do que o ano passado e se conseguíssemos subir… Mas depois quando se mete um logótipo de 40 anos nos equipamentos é um bocadinho mais difícil de gerir porque eu não podia depois ir contra a mensagem oficiosa do clube. Quando se começa a falar de subir de subida, de subida, de subida já não se pode andar para trás».
«Dentro do balneário, desde o primeiro dia que foi sempre o objetivo. Nunca em momento algum, e nem eu iria para o Desportivo de Chaves se não fosse com o objetivo de subir. Eu sabia que o Desportivo de Chaves ia mudar de administração e até me podiam dizer que iam dar mais ênfase a infraestruturas e no ano seguinte acelerar as coisas para a subida novamente, mas não. Claramente não foi esse não foi esse o objetivo. Eu acho que o Chaves é um clube que tem um orçamento que na minha opinião dá perfeitamente para subir divisão, e nós tínhamos uma equipa bastante competente. Aliás acabamos a primeira volta do campeonato em lugar de playoff e eu continuo a acreditar que o Chaves tinha quase tudo para poder lutar pela subida da divisão. Agora, não éramos nem de perto nem de longe dos melhores orçamentos e também já subi divisão sem o melhor orçamento. Acho que há fatores que eu acho que nos faltaram um bocadinho e que, na minha opinião, são tão importantes como um orçamento acima dos outros. Acho que foi um bocadinho isso que nos faltou ali. Faltaram-nos coisas que muitas das vezes colmatam essa falta de dinheiro. O Desportivo de Chaves tem boas condições de trabalho e não é por aí que as coisas não andam para a frente. Tem um microclima que não é muito fácil de trabalhar. Tal como eu disse é muito de extremos. O inverno é muito rigoroso e tem levado algumas lesões que já vêm do passado. Não sei se está só associado a isso, mas muita gente se questiona e foi uma coisa que me fez um pouco de confusão e ainda hoje não consigo explicar algumas coisas que se passaram nesta época. Puxando um bocadinho atrás, quando me perguntaram o que é que eu tinha feito [sem clube], a primeira coisa que eu fiz foi uma análise muito profunda daquilo que foi a época e o que é que correu bem e o que é que ficou mal. Fiz inclusive a mim próprio essa autocrítica ou essa análise. Acho que houve coisas que nos faltaram. Um balneário mais forte, um balneário mais resiliente. Tinha qualidade mas…».
«Eu não gosto de falar de liderança porque posso tocar em pontos que não são justos. Até tínhamos jogadores com perfil de líder, mas muitas das vezes não chega só teres um ou outro jogador com perfil de líder. Houve alguns jogos em que era preciso darmos um bocadinho mais e nem sempre a equipa teve essa capacidade e essa resiliência para ir buscar forças ou ir lá mais ao fundo».
Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português relembrou passagem pelo Wuhan Three Towns.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português recordou a passagem pelo Wuhan Three Towns, na China.
«Ficou uma porta bem aberta e falo ainda muito com os dirigentes e com algumas pessoas do próprio clube [Wuhan Three Towns]. Acima de tudo acho que houve mais um choque de mentalidade da minha parte, porque também foi a minha primeira experiência no estrangeiro. Eu não ia muito bem preparado para aquilo que ia encontrar e fui português 100%, ou seja, tentei incutir uma mentalidade que acho que é aquilo que nos faz grandes. Não digo só eu, o treinador português, muito pela sua exigência, o seu conhecimento do jogo, o seu profissionalismo, faz a diferença. Não fui completamente compreendido nos primeiros tempos. Apontei na altura à administração que tínhamos claramente que mudar a mentalidades, porque senão a equipa iria ter muitas dificuldades. Tinha sido uma equipa que tinha sido há uns anos, em 2020 salvo erro, campeã chinesa, só que os jogadores vão ficando mais velhos e há vícios que se criam dentro dos clubes que muitas das vezes não são bem aceitos quando são apontados. O que é curioso é que passado algumas semanas, alguns meses, o feedback era exatamente o contrário. “Mister, você é que tinha razão, você apontou-nos os problemas nós não quisemos muito não quisemos muito aceitar, achámos que era exigência a mais ou que estávamos a ser um bocadinho cobrados de forma injusta”. O que é certo é que, infelizmente, esta época revelou que era preciso fazer uma transformação radical para o clube dar um passo em frente. Se calhar naquele momento não foram bem recebidas as minhas críticas em relação à atitude, principalmente dos jogadores mais velhos, os jogadores que viveram a Superliga Chinesa no seu auge. Sentia que estavam muito acomodados para as minhas ideias e a minha intensidade do treino. Mas também cometi alguns erros porque não respeitei tanto a cultura do futebol chinês e vou dar um exemplo. Fui alertado que não deveria treinar de manhã porque eles não estão habituados a treinar de manhã. Não gostam de se levantar cedo para treinar e preferem treinar à tarde e eu fui um bocadinho inflexível nas minhas ideias».
«Não digo uma guerra, mas acho que foi uma coisa em que eu podia ter-me moldado, apesar de acreditar muito que o treino de manhã é muito mais produtivo. Porque é que iria arranjar uma guerra por causa de uma situação dessas? Se é cultural e se os jogadores se sentem mais confortáveis, eu acho que também faz parte do treinador e do ser humano adaptar-se e eu se calhar podia ter-me adaptado. Havia muito trânsito na cidade, é uma cidade que a nível de de ambiente ou é muito quente ou é muito frio, ou seja, ao final da tarde é sempre um bocadinho… Mas foram decisões que eu tomei na altura, que tomei de consciência, mas que se calhar hoje faria as coisas um bocadinho diferentes. Acho que, quando nós vamos para fora, temos de ser muito fiéis às nossas ideias, mas também temos de nos habituar e temos que nos adaptar rapidamente ao ambiente à nossa volta porque não conseguimos mudar as coisas de um dia para o outro e, no futebol, muitas das vezes não temos tempo para mudar as coisas como queremos».
Pedro Porro pode regressar ao Manchester City. O Tottenham está a ponderar vender o lateral por 57 milhões de euros.
Pedro Porro pode voltar ao Manchester City neste mercado de transferências, com o emblema inglês a demonstrar o seu interesse no lateral direito. A informação está a ser avançada pelo Diario As, que indica que o Tottenham já definiu igualmente o preço pelo jogador: 57 milhões de euros.
O espanhol de 26 anos foi presença constante na temporada dececionante do conjunto londrino, mas ainda assim pode dar o salto na sua carreira. Em 2025/26 somou 47 encontros disputados, dois golos marcados e cinco assistências. O seu contrato termina no verão de 2028.
Pedro Porro já contou com um contrato com o Manchester City, que o contratou ao Girona em 2019, mas que o emprestou ao Real Valladolid e ao Sporting, passando a ser um dos jogadores preferidos dos adeptos da turma de Alvalade. Os leões investiram nove milhões na sua contratação.
Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português recordou etapa no Casa Pia e aposta no 3-4-3.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português falou da mudança para o 3-4-3 no Casa Pia e para a afirmação deste sistema tático nos gansos.
«Se calhar a situação mais vincada, provavelmente, é a minha passagem de uma linha de 4 para uma linha de 5 no Casa Pia. Nós, no Casa Pia, no primeiro ano, jogámos com uma linha de 4. Depois no segundo ano, no ano da subida, passámos para uma linha de 5 derivado a algumas debilidades que estávamos a ter, principalmente na bola parada. Estávamos com dois centrais muito competentes e o Zach Muscat estava a complicar-nos bastante a vida, porque ele trabalhava muito. Os outros dois centrais também estavam muito bem. Na altura tínhamos um Leonardo Lelo que ainda vinha de um contexto um bocadinho diferente e ainda estava com algumas dificuldades de fechar uma linha de 4. O próprio Lucas Soares, que está agora no Santa Clara, também era um extremo adaptado. Aliás, começou a época como extremo e nós sentimos que poderia também ser um bom lateral. Ou seja, houve ali uma série de nuances que nos fizeram mudar para uma linha de 5. Outro fator que achei que poderia trazer também uma evolução à equipa era a questão da bola parada. Nós estávamos a sofrer muitos gols de bola parada e optámos pela inclusão de um elemento não tão alto, porque o Zach até nem é um central muito alto, mas é um jogador que tem capacidade no jogo aéreo, é fiável defensivamente e também ofensivamente na bola parada. Acabámos por achar que essa mudança poderia fazer um upgrade à equipa. Isso tem muito a ver com o facto de termos algumas debilidades na equipa, mas também termos um jogador que quase nos estava a obrigar a repensar as coisas. Acho que nesse ano foi um fator decisivo e que depois ficou».
«Não gosto muito de estar a falar muito do meu passado relacionado com o presente, posso estar a querer confundir as coisas. Parece que me estou a vangloriar, mas acho que sim. Acho que até mesmo a base no Casa Pia foi sempre o 3-4-3, à exceção, salvo erro, do Pedro Moreira, que tentou implementar a linha de 4. Mesmo o próprio Álvaro [Pacheco] não estava muito habituado. Não me lembro do Álvaro jogar com linha de 5, sinceramente. Não me lembro assim de cabeça, mas acho que isso também tem a ver um bocadinho com aquilo que foi a fundação do Casa Pia. Este projeto foi feito de raiz, e algumas pessoas que me ajudaram a desenvolver esse processo na altura ainda estão dentro do clube. Acho que se criou muito essa identidade do 3-4-3, que até hoje está lá bem evidente e bem patente».
O Manchester City pode deixar sair Nico González no próximo mercado de transferências de verão. O espanhol já passou pelo FC Porto.
Nico González pode ser um dos nomes a abandonar o Manchester City no próximo mercado de transferências de verão. A informação está a ser avançada pelo The Times. O conjunto inglês vai realizar uma série de mudanças no seu plantel e na equipa técnica, com Pep Guardiola de saída.
O médio de 24 anos ficou conhecido em Portugal pela sua passagem pelo FC Porto, emblema que representou entre o verão de 2023 e janeiro de 2025, sendo vendido por 60 milhões de euros. Nico González termina contrato em 2028 e tem precisamente uma cláusula de 60 milhões de euros.
O espanhol realizou na última época 40 encontros, com dois golos marcados. O seu valor de mercado é de 45 milhões de euros, segundo o Transfermarkt.
Nico González pode sair do Manchester City durante o mercado de Verão, segundo o ‘The Times’. pic.twitter.com/90qcg7fgsd
— Diário de Transferências (@DTransferencias) May 26, 2026