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Acabado de cumprir 25 anos, Lameiras tem sido uma das agradáveis surpresas da Primeira Liga. Atuando sobre o lado direito do ataque famalicense, este extremo português formado no Tottenham Hotspur tem evidenciado predicados de altíssimo nível
Fonte: FC Famalicão

Rúben Lameiras (FC Famalicão): Superação! Não há melhor palavra para descrever o percurso deste extremo português. Nascido em Lisboa a 22 de dezembro de 1994, Rúben, que recentemente completou 25 anos, tinha, apenas seis quando emigrara para Inglaterra, acompanhando os seus pais na procura de uma vida mais estável. Ao chegar àquele país, a sua família estabeleceu-se na região de Londres e foi já aí que o pequeno Rúben conheceu o seu primeiro clube, o Milwall F.C. No clube sediado em Bermondsey (sudoeste da capital inglesa) permaneceria até aos 12 anos, altura em foi dispensado por ser… muito franzino, por comparação aos seus colegas de equipa. Seguiram-se curtas passagens pelos dois gigantes da Big Smoke (Chelsea F.C. e Arsenal F.C.) até regressar ao seu primeiro clube, do qual voltou a sair pelo mesmo motivo. Mais tarde, com 16 anos, foi aceite na academia do Tottenham Hotspur F.C, onde concluiu a sua formação. Posteriormente, integrou a equipa de sub-21 do clube, treinada por Ugo Ehiogu (falecido em 2017, após sofrer um ataque cardíaco), tendo feito uma assistência em oito partidas.

Em junho de 2015, e já depois de uma experiência fracassada de três meses na Suécia, Lameiras regressa, na condição de jogador livre e algo desmotivado, ao Reino Unido. Acabaria por se juntar ao Coventry City F.C., do terceiro escalão do futebol inglês. Na primeira época enquanto atleta do emblema da cidade de Coventry, o criativo português esteve em bom plano, efetuando dois golos e duas assistências em 32 partidas. Na temporada seguinte, o jovem nascido em Lisboa deparou-se com algumas contrariedades, pois, apesar de os Sky Blues terem conquistado o EFL Trophy (competição destinada aos clubes da terceira e quarta divisões do futebol inglês), a equipa acabou por concluir a League One (campeonato da terceira divisão) no penúltimo lugar e foi despromovida.

Finda a época, juntou-se, em julho de 2017, ao Plymouth Argyle F.C. , equipa do sul do país ao serviço do qual teve um início algo conturbado: enfrentou alguns problemas pessoais e só começou a ser opção regular, a partir de dezembro, tendo, inclusive, estado na iminência de deixar o clube. Contudo, Rúben foi capaz de superar essas contrariedades e tornou-se uma das referências dos Pilgrims, num espaço de ano e meio – totalizou 18 golos e 19 assistências em 82 jogos -; como consequência, o seu nome passou a ser cogitado pela imprensa do país como potencial reforço de alguns emblemas do Championship (segundo principal escalão do «desporto-rei» em Inglaterra) e do Football Club des Girondins de Bordeaux.

Acabaria por regressar ao país que o viu nascer, para representar o FC Famalicão, emblema recém-promovido ao principal escalão na hierarquia do futebol português. Volvidos pouco mais de quatro meses, Rúben Lameiras não poderia ter tomado uma decisão melhor! A sua velocidade, verticalidade e grande capacidade técnica são caraterísticas que se coadunam, na perfeição, ao nosso campeonato, ainda para mais se estiver numa formação que privilegie uma construção rápida, como é o caso do Famalicão. Por conseguinte, o extremo que veste a camisola número 10 dos Famalicenses já «agarrou» um lugar no onze da formação orientada por João Pedro Sousa, sendo, até ao momento, uma das principais unidades no último terço, executando uma média de (1,2) passes decisivos por encontro, na Primeira Liga.

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No total, o extremo esquerdino soma três assistências e um golo, em 12 partidas relativas ao principal escalão do futebol luso e, acima de tudo, tem conseguido espalhar muito futebol nos principais relvados do «desporto-rei» nacional.