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Madjer, a lenda eterna dos areais

Cristiana Ribeiro Pina · 2 min

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João Vítor Tavares Saraiva, à partida, é um nome desconhecido para a maioria daqueles que me estão a ler. Porém, se eu vos disser que o artigo de hoje vai ser para homenagear o melhor jogador do mundo de futebol de praia, já todos chegaram à conclusão que vou falar do Madjer.

Tal como anunciara ao Bola Na Rede TV, o melhor jogador das areias terminou a carreira esta temporada. A despedida aconteceu no passado dia 2 de dezembro. O momento foi deveras emocionante, e a despedida não podia ser melhor, já que culminou com a conquista do campeonato do mundo de futebol de praia.

Internacional português por 587 vezes, o capitão conta com um registo impressionante de 1082 golos. Ora tudo somado foram mil e oitenta e duas vezes onde festejamos golos de diversos feitios: pontapés de bicicleta, remates fortíssimos e muitas outras acrobacias que vão ficar para sempre na nossa memória. Madjer é um ídolo para todos nós e foi o grande impulsionador do futebol de praia por todo o mundo. E por isso, foi num misto de tristeza e orgulho que vimos as imagens onde Madjer se despediu das areias, lágrimas que no fundo foram um pouco de todos nós.

Madjer é e será sempre uma referência no mundo do desporto, o atleta revolucionou o futebol de praia e é graças a ele que hoje a modalidade tem o destaque que vemos. Na história irão ficar os diversos prémios que conquistou a nível individual e coletivo. Três vezes bola de ouro de futebol praia, duas vezes Best Player Beach Soccer Stars, duas vezes Best Five Beach Soccer Stars e uma vez Best Goal Beach Soccer Stars. Já a nível coletivo, e no que à seleção nacional diz respeito, o capitão conquistou três Campeonatos do mundo (2001, 2015 e 2019), sete Mundialitos (2003, 2008, 2009,2012, 2014, 2018 e 2019); seis Ligas Europeias (2002,2007, 2008, 2010, 2015 e 2019); em junho conquistou também a Taça dos Jogos Europeus.

Os grandes golos e as famosas bicicletas foram uma imagem de marca que acompanhou a carreira de Madjer Fonte: FPF

A nível de clubes, Madjer brilhou nos mais variados clubes, e um pouco por todo o mundo. Em Portugal, representou o Sporting CP onde conquistou o Campeonato Nacional, um Campeonato de Elite e um Campeonato Distrital. Para além dos leões, o capitão português representou clubes em Itália, Brasil, Turquia, Rússia e Emirados Árabes Unidos. Contudo, o destaque recai sobre Brasil, nomeadamente pelo Corinthians, clube pelo qual conquistou um Mundialito, a nível de clubes.

Uma carreira recheada de títulos, conquistas e muito brilho. Um percurso extraordinário que agora finda. Aos 42 anos Madjer vai deixar os areais, e ao mesmo tempo vai deixar o futebol de praia mais pobre. Porém uma coisa é certo, a sua marca e a sua história marcou gerações e gerações e vai ser sempre recordado como uma lenda do desporto.

Porque vale a pena ver e rever este momento. Para terminar deixo-vos o vídeo da despedida de Madjer, após conquistar mais um Campeonato do Mundo. Um conselho mantenham os lenços por perto, porque é um momento que nos vai deixar com uma lágrima ao canto do olho.

Uma lenda nunca acaba a carreira em definitivo. Obrigada, Madjer!

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Cristiana Ribeiro Pina

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SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
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