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Benfica

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Opinião

O que diz o Dérbi sobre o Benfica e o Sporting?

Quatro anos depois, novamente na 30.ª jornada da Primeira Liga, o Benfica voltou a ser feliz em Alvalade. Tal como em 2022, o Sporting fica praticamente fora da luta pelo título e as águias precisarão de um cenário perfeito para chegar a um segundo lugar que, desta feita, vale Champions League. Numa altura em que todos falam de justiça no resultado, procurando perceber se a vitória encarnada e a derrota leonina entram nos preâmbulos da lei do futebol como correspondendo aos desfechos da qualidade exibicional no retângulo, a verdadeira justiça andará algures pelo meio. Tanto Benfica como Sporting poderiam facilmente ter ganho e, se o jogo terminasse aos 90, teriam empatado. Quando assim é, mais do que pensar no resultado, é preciso olhar para o jogo na ávida procura pelos porquês. Se no lado leonino não houve surpresas, nem sequer novidades, nas escolhas de Rui Borges, que replicou o onze que, a meio da semana, se bateu no Emirates, uma alteração efetuada por José Mourinho deu a tónica da postura do Benfica para o jogo. A entrada de Franjo Ivanovic para o lugar de Vangelis Pavlidis garantia às águias maior capacidade para jogar longe da baliza adversária e explorar a profundidade. Também a alteração no meio-campo, com a aposta em três médios declarados, permitia às águias maior controlo do espaço interior, aquele onde mais o Sporting se destaca face aos demais e que traduz as principais valências do Sporting em organização ofensiva.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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