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Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
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Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
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Opinião

Palmeiras sem Abel Ferreira: 31 jogos de castigo, 17 vitórias e só cinco derrotas

O triunfo do Palmeiras, por 1-0, frente ao Bahia fechou o último castigo de Abel Ferreira no Brasileirão. Nos 31 jogos em que o treinador português esteve ausente por suspensão na prova, o verdão soma 17 vitórias, nove empates e cinco derrotas. Mas há mais uma ausência à vista: Abel vai falhar a primeira mão das meias-finais da Libertadores, frente ao Fluminense. O Palmeiras venceu o Bahia por 1-0, no Nubank Parque, e terminou com um triunfo o ciclo mais recente de suspensão do treinador português. Flaco López marcou aos seis minutos, num encontro em que o verdão criou oportunidades para ampliar a vantagem, mas acabou por vencer pela margem mínima. Com os três pontos, chegou aos 60 e ficou a apenas um do líder Flamengo. O resultado atualizou um registo expressivo: 31 jogos sem Abel Ferreira por castigo no Brasileirão, com 17 vitórias, nove empates e cinco derrotas. São 60 pontos em 93 possíveis, um aproveitamento de 64,5%, com 53 golos marcados e 26 sofridos.

João Esteves · 5 min de leitura
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FC Porto

Dragões procuram isolar-se no campeonato | Marítimo x FC Porto

O FC Porto desloca-se este sábado, 10 de outubro, às 18h00, ao terreno do Marítimo, para disputar a oitava jornada da Liga Portugal. Depois de vencer o Benfica por 3-1, no Estádio do Dragão, a equipa de Francesco Farioli procura prolongar a série vitoriosa no campeonato e continuar a somar pontos na luta pelo título. Com o regresso da competição após a pausa para os compromissos das seleções nacionais, os Dragões voltam a concentrar as atenções na Liga, com o objetivo de manter o nível exibido nas últimas jornadas. A paragem internacional terminou e o técnico dos azuis e brancos volta a contar com vários jogadores que estiveram ao serviço das respetivas seleções. Diogo Costa, Victor Froholdt, Jakub Kiwior, Jan Bednarek, Oskar Pietuszewski, Pablo Rosario e Dominik Prpić estão de regresso, aumentando as opções disponíveis para a deslocação à Madeira, numa altura em que a equipa procura retomar a competição com a mesma consistência demonstrada antes da pausa.

Diego Tamaian · 5 min de leitura
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Opinião

Quando os outsiders deixam de pedir licença | Premier League

Há uma altura em todas as épocas em que olhamos para a classificação da Premier League e procuramos os intrusos. Aqueles clubes que, por alguma razão, decidiram não respeitar a hierarquia habitual e instalaram-se em lugares que, à partida, pareciam reservados aos mesmos de sempre. Este ano, apenas cinco jornadas decorreram para dois nomes já começarem a desviar a atenção, o Brighton e o Leeds. O primeiro está em terceiro. O segundo, em quinto. Ambos invictos e separados por apenas um ponto. Mas talvez mais interessante do que a posição que ocupam seja a sensação de que nenhum dos dois parece estar ali por acaso... Mas analisemos com factos. O Brighton já marcou 16 golos em cinco jornadas, mais do que qualquer outra equipa do campeonato, e só perdeu um jogo. O Leeds sofreu apenas três golos e ainda não conheceu a derrota.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
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Opinião

Cristiano Ronaldo: Obviamente, Finish

Existem momentos em que no espaço futebolístico e mediático não se fala noutro tema. Sendo esses momentos absolutamente inevitáveis, em muitos deve haver consciência por parte dos protagonistas, ações algo dignas e a capacidade de seguir em frente. Assim deve ser, não só pelo respeito por quem está a ver (o país e até o mundo), mas sobretudo pelo respeito por si próprios. Assim foi, tem sido e devia ser o recente escândalo em torno da seleção nacional, envolvendo Pedro Proença, Jorge Jesus e maioritariamente Cristiano Ronaldo.   Em vez de ir cronologicamente e ao pormenor a cada um dos acontecimentos que fizeram parte desta polémica, que já foram repetidos várias vezes pelos média ou tentar perceber, ponto por ponto, quem teve razão e quem não teve, que seria muito aborrecido e sinceramente já é algo enjoativo (pois há teorias e boatos sobre o que qualquer uma das partes terá dito ou feito), é mais necessário colocar um ponto final em todo este embaraço. Todo este imbróglio deixa fragilizado o prestígio da Federação Portuguesa de Futebol (mais que a do seu Presidente), a figura do Selecionador Nacional e ainda mais, o legado e a imagem de Cristiano Ronaldo.

Jorge Afonso · 12 min de leitura
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Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
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Opinião

Brasileirão: 19 treinadores já caíram e só quatro portugueses resistem

Leonardo Jardim lidera o Brasileirão ao comando do Flamengo, Abel Ferreira mantém-se no Palmeiras, Artur Jorge continua no Cruzeiro e Pedro Emanuel procura afirmar-se no Vasco da Gama. Luís Castro e Franclim Carvalho já ficaram pelo caminho. Dezanove treinadores já caíram no Brasileirão 2026. Entre a instabilidade que varre os bancos brasileiros, os portugueses resistem: seis passaram pelo campeonato e quatro continuam de pé. Fernando Diniz, atualmente no Corinthians, foi a mais recente vítima e já tinha sido afastado do Vasco da Gama no início da temporada. A dança das cadeiras começou ainda em fevereiro, com a saída do argentino Jorge Sampaoli do Atlético-MG, e transformou a mudança de treinador numa das imagens de marca da competição.Num campeonato onde a paciência parece cada vez mais curta e os resultados pesam imediatamente sobre os treinadores, a presença portuguesa ganha particular relevância. Dos seis técnicos que passaram pelo Brasileirão em 2026, quatro continuam no ativo e dois já ficaram pelo caminho. E entre os que resistem há perfis bem diferentes: da longevidade quase excecional de Abel Ferreira à estreia de Pedro Emanuel, passando pela liderança de Leonardo Jardim e pela reconstrução de Artur Jorge no Cruzeiro.

João Esteves · 4 min de leitura
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Opinião

Jorge Jesus chegou e Portugal voltou a jogar como uma grande seleção

Quatro jogos, quatro vitórias e um lugar nos quartos de final da Liga das Nações já assegurado. Dificilmente Jorge Jesus poderia ter imaginado um arranque melhor enquanto selecionador nacional.  Mais importante do que os resultados, porém, é aquilo que começa a acontecer dentro de campo. Ainda estamos perante uma pequena amostra, e existem problemas por corrigir (sobretudo defensivamente), mas Portugal parece finalmente uma equipa disposta a explanar todo o potencial que tem.Há mais velocidade, mais movimentos sem bola, mais jogadores a aparecerem entre linhas e menos posse estéril. Depois de uma seleção demasiadas vezes previsível sob o comando de Roberto Martínez, os primeiros sinais da nova era são refrescantes.

Tiago Campos · 4 min de leitura
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Opinião

Diogo Rêma fechou a baliza e o FC Porto atropelou o Vitória SC no Dragão| FC Porto x Vitória SC

O FC Porto continua imparável na Primeira Liga de Andebol. Na receção ao Vitória SC, em encontro da sétima jornada, os dragões construíram muito cedo uma vantagem confortável e transformaram aquilo que se perspetivava como um duelo exigente numa noite tranquila no Dragão Arena. Diogo Rêma foi um muro na baliza, Antonio Martínez liderou a produção ofensiva e a formação portista manteve o pleno de vitórias no campeonato. O equilíbrio durou pouco. Aos cinco minutos, o FC Porto vencia por 4-3, mas começavam já a aparecer os primeiros sinais do que se seguiria. João Gomes e Antonio Martínez entraram particularmente inspirados e, atrás deles, estava um Diogo Rêma praticamente intransponível. O internacional português somou três defesas nos primeiros dois minutos e meio e já levava cinco antes dos dez. Do outro lado, o Vitória acumulava falhas técnicas e ataques precipitados, oferecendo aos dragões aquilo que estes melhor aproveitaram: transições rápidas.

Tiago Campos · 4 min de leitura
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Opinião

Fechar as contas no Dragão e deixar o ruído para trás | Portugal x Noruega

Portugal recebe a Noruega este domingo, às 19h45, no Estádio do Dragão, para a quarta jornada do Grupo A4 da Liga das Nações. O arranque da era Jorge Jesus não podia ser mais eficaz: três jogos, três vitórias e nove pontos, depois dos triunfos frente ao País de Gales (1-0), Noruega (2-1) e Dinamarca (4-2). As contas são igualmente favoráveis: uma vitória garante matematicamente a presença nos quartos de final e poderá até assegurar o primeiro lugar do grupo, dependendo do resultado entre País de Gales e Dinamarca. Do outro lado surge uma Noruega obrigada a reagir. Depois de ter começado a competição com uma vitória frente à Dinamarca, a formação de Ståle Solbakken perdeu com Portugal em Oslo e voltou a cair na última jornada, por 2-1, no País de Gales. Erling Haaland continua a ser a grande ameaça, acompanhado por nomes como Martin Ødegaard, Fredrik Aursnes e Andreas Schjelderup. Os nórdicos já mostraram no primeiro confronto a capacidade física, a intensidade na pressão e o perigo que conseguem criar quando encontram espaço para acelerar, precisamente algumas das características que Jorge Jesus tinha destacado antes da vitória portuguesa em Oslo.

Tiago Campos · 4 min de leitura
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Opinião

Antevisão GP Japão: Jorge Martín voa na qualificação e deixa Marc Márquez à espreita

A ANTEVISÃO: JORGE MARTÍN ALCANÇOU O PRIMEIRO LUGAR NA QUALIFICAÇÃO, SEGUIDO DE MARC MÁRQUEZ E PEDRO ACOSTA, QUE COMPLETOU OS TRÊS PRIMEIROS LUGARES Esta conversa está a ser útil até agora? O circuito de Motegi, no Japão, é o palco de mais um grande fim de semana desta temporada de Moto GP. Com a disputa pelo campeonato cada vez mais intensa, Jorge Martín continua a mostrar-se forte na luta pelo título.

Mariana Araújo Andrade · 2 min de leitura
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Seleção Nacional

À prova de tremores: Seleção dá espetáculo em Copenhaga | Dinamarca 2-4 Portugal

A Seleção Nacional de Portugal ultrapassou a polémica causada pelo abandono de Cristiano Ronaldo da concentração com a melhor das respostas: golos, classe e liderança isolada. Portugal foi ao Estádio Parken vencer a Dinamarca por 2-4, num jogo que sublinhou o imenso talento ofensivo da equipa de Jorge Jesus, mas que também deixou alguns avisos sobre a exposição defensiva nas transições rápidas. Com três vitórias em três jogos na Liga das Nações, os quartos de final estão praticamente à vista. A grande vitória tática de Jorge Jesus passou pela dinâmica do corredor central. A devolução de Bruno Fernandes ao papel de maestro, solto nas costas do avançado, mudou a cara da equipa. Com a braçadeira no braço, o médio do Manchester United pautou os ritmos e encontrou em Gonçalo Ramos o parceiro ideal. A exibição do avançado do AC Milan foi um autêntico manual de como jogar na frente. Ramos não se limita a esperar pela bola, ele vem atrás, arrasta os defesas centrais, combina de costas e abre espaços. O golo que marca, após um toque de calcanhar para Bruno Fernandes e desmarcação imediata na profundidade, e a assistência que faz para a finalização fria e de classe de João Cancelo provam que o modelo de pressão alta e mobilidade de Jesus assenta na perfeição nas suas características. Hoje, Gonçalo Ramos oferece ao jogo coletivo uma agressividade e uma capacidade de ligação que um avançado mais estático simplesmente não consegue dar.

Duarte Rêgo · 3 min de leitura
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Opinião

Jorge Jesus 1-0 Cristiano Ronaldo: Tendência para manter? Ou princípio do fim da polémica?

Portugal recebeu e venceu a Dinamarca por 4-2, deixando uma imagem francamente positiva no Parken, numa fase turbulenta. O triunfo deu outra tranquilidade ao conjunto orientado por Jorge Jesus. Em caso de outro resultado, o ‘fantasma’ da polémica dos últimos dias poderia pairar e a presença de críticas iria fazer-se sentir. Afinal, não falamos da saída de um atleta qualquer. O abandono de um estágio por parte de Cristiano Ronaldo é uma notícia global, capaz de ‘abalar’ qualquer organização. De um lado, apareceram os defensores do ponta de lança e ainda capitão da seleção. Do outro, o selecionador nacional. Pelo meio, um vácuo extremamente complicado de completar.

Ricardo João Lopes · 2 min de leitura
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Opinião

Bruno de Carvalho em exclusivo: Não consigo olhar para aquilo que aconteceu como uma vitória de Jorge Jesus sobre Cristiano Ronaldo

Há decisões que são maiores do que 90 minutos. Conheço Cristiano Ronaldo. Conheço Jorge Jesus. Conheço suficientemente bem os dois para saber que estamos perante duas personalidades fortes, duas pessoas habituadas a decidir, a competir e a defender aquilo em que acreditam. Talvez por isso tenha acompanhado tudo o que aconteceu com uma expectativa particular. Não porque esperasse que Cristiano Ronaldo tivesse um tratamento que lhe garantisse jogar. Muito menos porque considere que o passado de qualquer jogador lhe dá o direito de determinar as opções de um treinador.

Redação BnR · 4 min de leitura
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Recordar é Viver

Recordar é Viver | Luís Figo: O Príncipe Génio que fintava com o corpo

O futebol é protagonizado por craques e as memórias que ficam são muito constituídas pelas lembranças que os mesmos deixam. A memória e as lembranças dos craques que outrora vimos são fundamentais para um dia os recordar devidamente. E este é sem dúvida um dos melhores que as quatro linhas de um campo algum dia teve o privilégio de ver atuar. No verão de 2026 fez 20 anos que alguém absolutamente lendário no futebol português e mundial deixou de representar a seleção nacional. Fê-lo pela última vez no Campeonato do Mundo de 2006 na Alemanha, ajudando a equipa orientada por Luiz Felipe Scolari a chegar ao pódio das quatro melhores seleções. Trata-se de Luís Figo. Um jogador absolutamente singular na história do futebol português e internacional, pelo seu percurso, pela sua genialidade com a bola nos pés, momentos individuais e coletivos inesquecíveis e pelo seu tipo de liderança. Uma liderança serena e com base no respeito para com os adversários e vice-versa. A sua carreira brilhante dentro do campo, foi também marcada por algumas polémicas. Nunca com base no seu temperamento, visto ter tido sempre um perfil discreto, reservado e tendo sido um líder dentro e fora do campo. Mas com base nas decisões tomadas e na gestão da carreira. 

Jorge Afonso · 16 min de leitura
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Opinião

74 minutos não foram suficientes | Benfica

Durante 74 minutos, o Benfica competiu e teve o jogo ao seu gosto, relativo claro, como não poderia deixar de ser diante de um adversário desta envergadura. Contra o Bayern Munique, uma das potências mundiais no futebol feminino, a robustez de uma exibição sólida, madura e compacta foi atraiçoada por um golo genial - os grandes clubes têm disto em todo o lado - que, entre a galvanização e a derrocada emocional, deu ao resultado contornos de uma goleada curta. O 3-0 com que o Bayern Munique venceu o Benfica não é enganador porque foram, de facto, três as bolas que entraram na baliza defendida por Lena Pauels. Mas é muito curto para analisar o jogo. Na conferência de imprensa, cada treinador tentou puxar a superioridade para o seu lado. É normal que assim seja, principalmente num jogo em que nunca haveria um vencedor claro em circunstâncias normais. José Barcala, o mais sorridente, fez-se valer da superioridade com bola e da quantidade de oportunidades para justificar a superioridade. Ivan Baptista olhou para as oportunidades claras, para os lances capitais que, com outra eficácia, teriam definido o jogo para o outro lado. Tudo certo. Afinal, ambas as análises estão certas. E, até pela diferença de orçamentos e peso histórico, é esse o elogio maior à exibição encarnada.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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