Ciente do risco que corro de parecer ter uma certa idade e usar um frasquinho de azeite como perfume, vou ser assertiva na minha afirmação: não acredito que seja possível ser a única pessoa que se recorda (sempre!) da “Conquistador” dos Da Vinci durante qualquer europeu ou mundial. Se estiver emigrada, então, é tiro e queda.
Por muito que magoe não ter golos de Trezeguet, Overmars, Poborsky ou Van Basten nesta lista, dói ainda mais não incluir golos magistrais de Figo e Rui Costa, pontapés de outro planeta de Maniche ou o tal de João Pinto, que chutou com a cabeça que (de todo não) lhe estava mais à mão.
Dei por mim com uma lista de 20 e tal golos sem saber bem para onde me virar. Marta, escolhe este. Marta, escolhe aquele. Longe de mim demorar demasiado a descomplicar a vida, segui o sexto sentido e coloquei os cinco eleitos por ordem cronológica. “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.
Sébastien Ogier e Julien Ingrassia (Toyota Yaris WRC) venceram a quinta ronda do campeonato mundial de ralis. O piloto liderou as rochosas estradas da Sardenha, em Itália, e arrecadou a sua terceira vitória neste ano. A sua prestação na ilha mediterrânica valeu-lhe a expansão da sua liderança no WRC e a sua 52.ª vitória no Mundial! Para além disso, garantiu-lhe uma vantagem de 11 pontos sobre Eflyn Evans, na classificação de pilotos.
O galês, vencedor do Rali de Portugal, ocupou o segundo lugar do pódio em Itália, após ter superado algumas complicações com o seu carro. Ao início, não se sentia muito bem e perdia mais de um minuto após a primeira mão. Após as mudanças na configuração, sentiu-se mais confortável e confiante com o seu carro, ganhando várias etapas e aumentando a liderança da Toyota sobre a Hyundai, com uma diferença de 49 pontos.
Melhoraram as sensações do galês com o seu carro e um punhado de vitórias em etapas que impulsionou a aumentar a liderança dos fabricantes da Toyota na série sobre o Hyundai para 49 pontos.
Elfyn Evans, em declarações na conferência de imprensa pós evento organizada pela FIA, disse: “Na sexta-feira tive uma largada muito ruim, o oposto do que sentia o carro de Portugal. (…) não consegui sentir uma conexão com a estrada. Foi difícil, tínhamos que fazer alguma coisa. Você precisa de confiança para ir rápido aqui. Mas então foi diferente e assim que eu pude me sentir mais confortável as coisas foram ficando cada vez melhores”.
Enquanto líder do campeonato, Sébastien Ogier arrancou em primeiro na ordem de abertura da etapa na passada sexta-feira. A abertura da estrada nestas condições é um pouco ingrata, pois, com a passagem de cada carro, a estrada tornava-se mais limpa e proporcionava uma maior aderência. Com esta pequena desvantagem, era de esperar que o francês perdesse muito mais tempo. No entanto, terminou o primeiro dia na última posição do pódio, com uma diferença de trinta segundos do piloto que liderava, Ott Tänak.
O azar não larga Ott e Martin Järveoja (Hyundai I20 Coupé WRC). Enquanto lideravam a prova, embateram contra uma pedra, danificando a suspensão traseira e abandonaram o rali. É a segunda vez que um percalço interfere na liderança do estónio.
No dia seguinte, aquando do grande azar de Tänak no seu i20, Ogier “descansava” sabendo que, na final de domingo, arrecadava mais um número fantástico de vitórias na sua carreira.
O piloto francês, em declarações na conferência de imprensa pós evento organizada pela FIA, afirmou: “Foi um fim de semana incrível. Não esperava vir aqui e lutar pela primeira posição. (…) em Portugal não foi tão rápido como eu queria, por isso estou contente por voltar com um carro que gosto muito mais e tem mais potencial. Não é todo dia que se ganha a Sardenha enquanto o primeiro na estrada”.
Thierry Neauville, no seu Hyundai i20 Coupé WRC, ocupou o terceiro lugar do pódio, com uma diferença de cerca de 1 minuto e 5 segundos do líder do campeonato. O piloto sentiu dificuldades durante os três dias de provas, procurando melhorar o seu i20 que não estava de acordo com o que pretendia. Nem as melhorias fizeram com que estivesse apto a acompanhar o ritmo dos pilotos que tinham vantagem.
Em declarações à conferência de imprensa pós-evento, organizada pela FIA, Thierry Neuville afirmou: “Eu estava focado em deixar o carro mais rápido e mais ao meu estilo e na segunda passagem a velocidade foi boa, mas na primeira lutei muito. Infelizmente, Elfyn também foi capaz de ganhar velocidade. Eu estava impotente e percebi que tinha que continuar firme e ir para o Estágio de Força.”
A posição do belga não foi suficiente para a construtora Hyundai. No campeonato de construtores, ao conseguir os dois primeiros lugares em Itália, a Toyota aumentou a sua vantagem.
A próxima etapa, que será a sexta do Campeonato Mundial de Ralis, ocorre entre os dias 24 e 27 de junho, com lugar no continente africano em Naivasha, após muitos anos. O Rally Safari do Quénia não se realiza desde 2002.
Ultrapassada a primeira semana na catedral do pó de tijolo, Roland Garros, e fruto de grandes prestações no masculino, com três praticantes apurados para os oitavos de final da prova, é tempo de perceber se Musetti, Sinner e Berrettini poderão almejar ao título em Paris. Igual destaque merecerá a situação oposta vivida do lado feminino.
Após cerca de duas décadas de total apagamento dos tenistas italianos, num país que já contou com nomes grados como Nicola Pietrangeli, uma lenda dos anos 70 que dá nome a um dos courts do fórum itálico onde habitualmente se joga o Masters 1000 de Roma ou Potito Starace, que embora sem tantos resultados de destaque e que sempre que o circuito passava para a temporada de terra batida realizava resultados de superior qualidade, a situação está claramente ultrapassada!
JANNIK SINNER, UMA ESPERANÇA OU JÁ UMA CERTEZA?
Com apenas 19 anos, o romano Jannik Sinner, não obstante ser o número dois do país (19.º ATP), ao passo que Matteo Berrettini ocupa a nona posição da tabela individual masculina, parece conseguir mais e melhores resultados, explanando toda a riqueza, subtileza e, acima de tudo, a lucidez já demonstrada, em tão tenra idade, nas mais variadas superfícies. A prová-lo estão os já três troféus de campeão que o mesmo arrecadou, assim como os vários milhões que já recheiam a sua conta bancária, dois deles em terra e um outro em piso rápido, Hard Courts.
Como nem só de troféus e vitórias se faz a carreira e se escreve a história de Sinner no circuito principal da modalidade, fica como apresentação dois factos que me parecem relevantes para o jovem que se iniciou nas lides desportivas pela prática do Esqui Alpino, igualmente popular em solo pátrio. Foi aquele que na edição de 2020 “roubou” mais jogos, 14, ao “touro de Manacor”, capitulando de forma pouco esperada e resistindo enormemente como um atleta maduro, habituado a atuar no Philippe Chatrier, um dos maiores estádios da modalidade, e, mais que tudo, afrontando com armas muito eficazes aquele que é reconhecido unanimemente como o maior de todos os tempos na referida superfície.
Não esquecer que Rafa teve de se confrontar com o sérvio e líder da hierarquia, Novak Djokovic, no derradeiro duelo que faria Nadal escrever só mais um capítulo de glória na cidade luz.
Roma 2021 reservou, de novo, face a face entre Jannik e o maiorquino. Se é certo que o mais credenciado se voltou a impor, não será menos verdade e impressionante a réplica oferecida pelo jovem. Embora derrotado por 7-5 e 6-4, o jovem praticante do país das pizzas tem um gigante futuro pela frente, como admitira o maiorquino após a conclusão do embate relativo à segunda ronda, pois consegue alear na perfeição as duas maiores vertentes para um atleta de ténis alcançar o estrelato: capacidade física e técnica e uma força mental que mais parece uma “rocha”.
Todas estas questões levam-me a pensar que, eventualmente, o teste supremo à condição de Rafa poderá ocorrer no próximo confronto.
MATTEO BERRETTINI “EXPLODE” NO PÓ DE TIJOLO
Matteo Berrettini parece ter finalmente conseguido estabilizar as suas exibições sob pó de tijolo, já apurado para os quartos de final em virtude da desistência de Roger Federer. Seria no ATP 250 de Belgrado, o primeiro de dois eventos na capital sérvia, que Matteo daria a sua primeira grande mostra, conquistando o primeiro título no referido piso para o que se seguiria na cidade gaulesa.
Sem caraterísticas, que digamos à primeira vista, atribuídas a um “terráqueo” nascido em Florença há 25 anos, tem rubricado exibições que fazem olhar os seus predicados e capacidades no piso com outros olhos. Serviço, direita potente e recurso a bolas em toque, algo desenvolvido por ele ao longo do último ano e meio, deverão ser “pancadas” que, se continuarem a sua evolução natural, serão chave para boas atuações de Berrettini sob terra!
Lorenzo Sonego, com finais disputadas em todas as superfícies, e Fábio Fognini são os restantes membros da nação no Top 30 mundial. Não subestimar as capacidades de Fábio, um dos ilustres do circuito, vencedor em 2019 do Masters 1000 de Monte Carlo e um dos dois tenistas a bater Nadal à melhor de cinco sets após a cedência da partida inaugural.
Atestando a qualidade e o trabalho desenvolvidos pela Federação Italiana de Ténis ao longo de mais de década e meia, os frutos recolhidos e bem sumarentos são os dez praticantes que o país, nos dias de hoje, coloca entre os 100 primeiros a nível mundial, sendo que, de entre os restantes, Lorenzo Musetti é o que possui maior margem de progressão. Começando a dar muito cedo que falar, foi na presente temporada, com 19 primaveras recém cumpridas, que se consolidou entre a elite da modalidade. Com o corolário dessa afirmação e dessa consolidação a serem a situação “virgem” de se apurar no segundo Grand Slam da temporada vigente para a sua primeira segunda semana de um dos quatro grandes.
Se nos senhores as coisas correm de vento em popa, nas senhoras a situação é diametralmente oposta. O país apenas se faz representar, na atualidade, por três praticantes no Top100 do ranking WTA: Camila Giorgi, Jasmine Paolini e Martina Trevisan, com a primeira a ser a mais bem cotada (80.ª).
Por este motivo, não vejo com facilidade que apareça uma digna herdeira da vedeta Gabriela Sabatini nos próximos longos anos, apesar de na forja, ao que me é dado a perceber, existirem algumas atletas juvenis e juniores que parecem apresentar alguma qualidade tenística. No entanto, a ver vamos como ocorrerá a sua passagem para o circuito principal, visto a mesma ser bastante complicada, exigente e requerer uma grande força anímica.
Atentaremos até onde poderão chegar a nova geração de bons rapazes e promissoras raparigas do ténis italiano, bem como de que modo conseguirão afrontar os nomes grados da modalidade.
Almoatasembellah Ali Mohamed Al Musrati. Enquanto leram o nome completo dele, o rapaz já “roubou” a bola e colocou-a jogável 15 vezes. Um dos pilares do Rio Ave FC e do SC Braga de Carlos Carvalhal, o médio líbio está no radar do SL Benfica, que parece tentado a fazer dele uma das grandes novelas de verão.
Com 1,89m e 83Kg, Al Musrati sabe impor o seu físico perante os adversários na hora de recuperar o esférico, beneficiando ainda do seu exímio sentido posicional para chegar da melhor forma ao duelo ou até antecipar-se e evitá-lo. Quando recupera a bola (que é o que acontece na maioria das vezes), não se coíbe de assumir a saída de bola na transição, arriscando sem medo o passe vertical quando este se imponha.
Pela qualidade que também apresenta com bola, pode revelar-se bivalente. Não será o “8” de transporte à medida de Jorge Jesus, mas poderá ser mais do que um mero recuperador de bola, mesmo jogando claramente como “6”, podendo partir dele a iniciativa encarnada nas saídas para ataque ou contra-ataque.
O líbio de 25 anos prima não apenas pela qualidade, mas pela consistência e fiabilidade. Na época findada no último 23 de maio, Al Musrati participou em 44 partidas pelos arsenalistas e fez os 90 minutos nas três partidas para as quais foi chamado pelo selecionador líbio na qualificação para a CAN. De resto, as 34 internacionalizações (com dois tentos apontados) do médio demonstram que Al Musrati é já peça fundamental no xadrez líbio.
Al Musrati tem-se afirmado como peça fulcral no SC Braga e na seleção líbia Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Apesar da chegada à área não ser o seu ponto forte – movimentos verticais de transporte não são a sua praia (sendo médio-defensivo, não surpreende) -, na temporada 20/21 mostrou ter golo e preponderância no último terço, somando quatro golos e três assistências.
Isto não significa, no entanto, que Al Musrati não apareça no último terço. De resto, o líbio até está muitas vezes próximo da área adversária pela sua capacidade de pressionar alto e “roubar” a bola numa posição adiantada do terreno, característica que faz dele um médio à medida de Jorge Jesus.
Por tudo o que é e por tudo o que mostrou, Al Musrati seria uma aquisição de grande relevo e de baixo risco para as águias. O montante para o resgatar do SC Braga será sempre bastante avultado, mas poderá compensar. Não será, todavia, um jogador para emparelhar com Weigl ou com Florentino, pelo que a sua entrada no plantel deverá sempre implicar a saída de um dos dois mencionados. E, nesse caso, talvez seja melhor ponderar com muita cautela o próximo passo…
Com o final da época, muitos são os adeptos que se tornam impacientes na espera por ver novamente a bola a rolar. No entanto, começa também uma altura desejada e amada por muitos: a silly season. É nesta altura que os plantéis se reconstroem e procuram melhorar as suas lacunas e é onde o mercado de transferências entra ao rubro com muitas surpresas e agitação diária. Neste top, dou a conhecer cinco nomes que se destacaram no nosso campeonato e os quais eu gostava de ver vestir a verde e branca.
A expectativa era muita, mas pela terceira vez, em três tentativas, Portugal voltou a perder no jogo decisivo de um Europeu de sub-21. Perante uma Alemanha traiçoeira e, aparentemente, mais madura, a seleção nacional não conseguiu responder a um golo madrugador na segunda parte. Os germânicos repetem os títulos de 2009 e 2017, enquanto os portugueses ficam-se pelo segundo lugar, tal como em 1994 e 2015.
Os primeiros minutos foram de estudo mútuo e grande equilíbrio. Ainda assim, seleção portuguesa acumulou mais lances de perigo, com destaque para um remate cruzado de Tiago Tomás que saiu a centímetros do alvo. A reação alemã chegou aos 15 minutos, na forma de um remate à barra de Florian Wirtz. Diogo Costa pouco podia fazer, mas a sorte esteve do lado português.
Gradualmente, a Alemanha ficou mais confortável e começou a ameaçar o primeiro golo de forma contundente. Ao minuto 30 valeu o voo de Diogo Costa, a responder a um pontapé forte e colocado de Arne Maier. Foi de forma semelhante que Fábio Vieira respondeu aos 39’, mas o remate, de fora da área, do jogador do FC Porto saiu com demasiada altura. O lado direito do ataque alemão ia criando muitos problemas – com Ridle Baku em destaque – mas o golo não apareceu.
Já na compensação, 9 em cada 10 portugueses ter-se-ão levantado do sofá quando viram Vitinha isolado frente ao guardião Dahmen. Entre simulações e trocas de pé, o médio não encontrou espaço para o remate e desperdiçou a melhor oportunidade lusa no primeiro tempo.
A segunda parte começou com o 1-0 para a Alemanha. Mais uma vez, o perigo veio pelo lado direito e por iniciativa de Ridle Baku. O lateral alemão descobriu Nmecha na área, que apontou o seu quarto golo na competição. O avançado alemão – também com nacionalidade inglesa – voltou a assombrar Portugal. Isto porque, em 2017, já tinha sido ele a marcar um golo que, na altura, deu a vitória do Europeu sub-19… A Inglaterra.
Em cima da hora de jogo, Fábio Vieira quase surpreendeu Dahmen com um chapéu do meio da rua. A Seleção estava a crescer no jogo e voltava a aparecer mais vezes junto da área alemã. No entanto, a impaciência também apareceu e traduziu-se em muita dificuldade para definir.
Aos 72’ um contra-ataque rápido alemão culminou numa defesa com as pernas de Diogo Costa. A história repetiu-se minutos depois e voltou a ser o guardião portista a manter Portugal no jogo.
Até ao fim, a Alemanha foi gerindo a vantagem de forma eficiente, perante uma seleção lusa a perder discernimento. Ainda não foi desta que Portugal venceu o troféu europeu que falta. Mas para o registo fica uma geração cheia de talento e potencial para trazer títulos à seleção “A” num futuro nada distante.
A FIGURA
Ridle Baku’s assist in the final.
Brilliant awareness and vision to thread that ball through to Nmecha.
— First Time Finish (@firsttimefinish) June 6, 2021
Ridle Baku – A equipa alemã foi, de um modo geral, muito sólida. Mas destaco Ridle Baku. O lateral do VFL Wolfsburg foi a personificação das dificuldades que a seleção portuguesa sentiu e as suas ações incisivas, pela direita, foram determinantes para o sucesso alemão.
Reação ao golo – Na primeira parte, mesmo com ligeiro ascendente alemão, Portugal conseguiu manter o equilíbrio e ameaçar a baliza contrária. Na segunda, após o golo, a história foi outra. A impaciência tomou conta dos portugueses demasiado cedo, o que culminou num leque de más decisões no ataque. Do outro lado, a Alemanha foi ficando cada vez mais galvanizada.
ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA SUB-21
A equipa alemã apresentou-se num 4-2-3-1, com muita presença a meio-campo na tentativa de anular o setor central português. No ataque, a projeção do lateral direito Ridle Baku e a polivalência de Wirtz (ora a médio ofensivo, ora a descair para a lateral) criaram muitos problemas. Com a vantagem no bolso, os alemães conseguiram ser muito eficientes e fizeram valer a solidez no meio-campo para controlar o jogo. Com a equipa portuguesa a colocar muitos homens no ataque, os alas germânicos foram explorando o espaço deixado nos corredores para criar perigo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Dahmen (7)
Ridle Baku (9)
Schlotterbeck (7)
Amos Pieper (8)
David Raum (7)
Niklas Dorsch (8)
Arne Maier (7)
Saalih Ozcan (7)
Florian Wirtz (7)
Mergim Berisha (6)
Nmecha (7)
SUBS UTILIZADOS
Burkardt (6)
Adeyemi (7)
Janelt (-)
Jakobs (-)
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Rui Jorge preparou um 4-1-2-1-2, sem médios laterias. À frente da linha de quatro defesas, Florentino foi o homem mais recuado do meio-campo, com Vitinha e Daniel Bragança a ocupar as posições centrais e Fábio Vieira como médio ofensivo. Na frente a aposta foi na mobilidade, com a dupla Dany Mota e Tiago Tomás. Por vezes, Fábio Vieira ocupava uma das laterais, formando um 4-3-3 com Tiago Tomás na posição central do ataque.
Para a segunda parte, o selecionador português apostou em Rafael Leão, abdicando de alguma profundidade no ataque. Já em desvantagem, Rui Jorge fez entrar Francisco Conceição e Jota e formou um 4-3-3 mais vincado.
Os bancos de suplentes já não eram precisos para nada. Todos os intervenientes acabaram o jogo de pé, levantados pelas emoções. Rui Santos, treinador do Estrela, frustrado com o resultado, acabou expulso por protestos. O árbitro apitou para o final e houve abraços por toda a parte do lado do Trofense e, em igual proporção, cabeças baixas do lado da equipa da Reboleira. Mika, capitão da equipa vencedora, agarrou no troféu como se ele tivesse pernas para fugir.
Essa é uma emoção vivenciada pelos adeptos que gostam de apostar com o Bet.pt Código Promocional. Mesmo com o destaque para o futebol, há vários desportos no leque de opções. Esta casa de apostas toma em consideração a diversão e satisfação total dos seus utilizadores para garantir uma experiência completa, mesmo em casa.
Foi este o desfecho da final do Campeonato de Portugal, disputada no Estádio Cidade de Coimbra, que sagrou o Trofense vencedor da edição de 2020/21.
O jogo começou bastante equilibrado e sem ocasiões de golo. Estrela e Trofense dividiram entre si a posse de bola, mas nenhuma equipa se conseguiu sobrepor à outra. Apesar da qualidade de jogo proporcionada pelos intervenientes, dentro do campo faltava a animação do golo. A quem não faltava entusiasmo era aos adeptos do Estrela que, do lado de fora do estádio, se fizeram ouvir dentro do recinto de jogo.
Ao intervalo, o 0-0 prevalecia. Nem o remate cruzado de Alan Júnior, após um belo passe de Bruno Almeida, nem o cabeceamento de Paollo Madeira, a corresponder a um cruzamento oriundo do corredor direito, fizeram a situação alterar-se.
A segunda parte, em nada se distinguiu da primeira. O empate justificava-se e traduzia na perfeição o desenrolar dos acontecimentos. O vencedor permanecia indefinido, pelo que era então altura de alongar os músculos para o prolongamento.
Foi preciso esperar apenas seis minutos para se ver o que não se viu em 90: o golo. Foi o lateral-esquerdo Keffel, que tinha entrado a um quarto de hora do fim do tempo regulamentar, o autor do motivo de euforia. Marcou, pôs o Trofense em vantagem, tirou a camisola e correu pela pista de atletismo fora, perseguido pelos companheiros.
Na pausa do prolongamento, Filipe Gaspar gritava para os seus companheiros de equipa “viemos aqui para ganhar”. Mesmo perante tanta vontade, nada mais havia a fazer. O Trofense é o vencedor do Campeonato de Portugal.
Keffel – as mexidas operadas por Rui Duarte trouxeram coisas novas ao Trofense. Diogo Silva acrescentou mais desdobramento ofensivo na zona média e alterou positivamente o fluxo do jogo, mas Keffel foi quem vestiu a capa de herói.
O FORA DE JOGO
Estrela da Amadora está de regresso aos campeonatos profissionais e à II Liga. pic.twitter.com/o8BkdB2PhR
Segunda parte do Estrela – embora tenha imperado o equilíbrio durante todo o jogo, a segunda parte dos tricolores foi algo intranquila. A confirmação dessa quebra de rendimento verificou-se com o golo sofrido já no início do prolongamento.
ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA
O Estrela, uma equipa com uma estrutura tática bastante versátil, optou por um 4-2-3-1. O guarda-redes Filipe Leão viu a sua defesa ser composta por quatro elementos. Sérgio Conceição alinhou à direita, André Duarte e Zé Pedro ao centro e Edu Duarte à esquerda. No meio-campo, Filipe Gaspar funcionou como elemento mais recuado, Chapi Romano ocupou a posição de oito e Rui Santos completou o tridente com o criativo Diogo Leitão. Xavi, que habitou quase sempre no corredor central, e Luís Mota, mais em largura, foram os “extremos” encarregues de apoiar Paollo Madeira no ataque. Esta dinâmica dos homens da frente moldava o sistema tático da equipa para um 3-4-3 em momento ofensivo.
De realçar a grande rotação que Sérgio Conceição deu ao corredor direito. Do lado esquerdo, Edu Duarte foi mais contido. Foi também o defesa-esquerdo que se juntou aos centrais para efetuar uma saída a três. A tentativa de explorar a profundidade com lançamentos longos em busca de Paollo Madeira foi uma constante.
Muitas vezes, o Estrela optou por condicionar a saída através de pontapé de baliza do Trofense. Depois, organizava-se no seu meio-campo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Filipe Leão (6)
Sérgio Conceição (6)
André Duarte (6)
Zé Pedro (6)
Edu Duarte (6)
Filipe Gaspar (6)
Chapi Romano (6)
Diogo Leitão (6)
Xavier Fernandes (8)
Luís Mota (6)
Paollo Madeira (7)
SUBS UTILIZADOS
Horácio Jau (6)
Telmo Watche (6)
Chidera (5)
Tipote (-)
Bonani (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE
O Trofense alinhou num 4-3-3. Serginho teve a sua baliza protegida pelos defesas-centrais Mika e João Faria. As laterais ficaram a cargo de Tito Júnior, pela direita, e Simão Martins, pela esquerda. O meio-campo foi constituído por Matheus, Beni e Vasco Rocha. Na frente, Yohan Miranda, Bruno Almeida e Alan Júnior foram os homens mais ofensivos.
A liberdade dada aos três homens da frente foi bem suplantada por Matheus, Beni e Vasco Rocha. Os três centrocampistas deram uma grande segurança à equipa no miolo. Se defensivamente nada se pode apontar a este trio, com bola tiveram alguma dificuldade. De salientar as trocas constantes de lado entre Yohan e Bruno Almeida. Em processo defensivo, os comandados de Rui Duarte posicionaram-se num bloco médio.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Serginho (6)
Tito Júnior (6)
Mika (6)
João Faria (6)
Simão Martins (6)
Matheus (6)
Beni (6)
Vasco Rocha (7)
Yohan Miranda (8)
Bruno Almeida (7)
Alan Júnior (7)
SUBS UTILIZADOS
Keffel (8)
Adilson (6)
Luís Santos (6)
Daniel Liberal (6)
Diogo Silva (7)
Tomás Oliveira (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CF ESTRELA DA AMADORA
BnR: Que palavra tem para os adeptos do Estrela que se fizeram ouvir durante o jogo?
Rui Santos: Gratidão e reconhecimento. Infelizmente, esta pandemia não permitiu que eles estivessem presentes no estádio, outra coisa que não consigo entender. Como é que um estádio para 30 mil pessoas não pode ter mil ou duas mil pessoas a assistirem ao jogo? É uma coisa inacreditável nesta altura em que sabemos que a situação está muito mais controlada e há tantos espetáculos que se fazem em recintos que não são abertos. Um agradecimento muito muito grande a quem se deslocou da Amadora até aqui e que se tem deslocado a muitos campos, que sabem de antemão que não podem assistir ao jogo e, mesmo assim, fazem centenas de quilómetros, sacrificam um dia do seu fim de semana, tudo pelo amor e paixão ao clube. Um grande abraço, sentido, para todos eles.
CD TROFENSE
BnR: Ontem falámos aqui do rumo do projeto do Trofense. Que importância tem esta conquista no desenvolvimento desse projeto?
A resposta à pergunta colocada a Mika e Rui Duarte, capitão e treinador do Trofense, respetivamente, foi interrompida pela invasão de todo o plantel que pôs fim à conferência de imprensa.
Vítor Ferreira, ou Vitinha como é conhecido no mundo do futebol, é formado no FC Porto e estreou-se na equipa principal na época 2019/20, participando num total de 12 jogos. Provém da geração de ouro que venceu a Youth League e, atualmente, é dos médios portugueses mais promissores do futebol mundial.
Esta última época representou a título de empréstimo o Wolverhampton Wanderers FC que atua na Premier League, com 22 jogos e um golo (e que golo). De acrescentar ainda que tem sido uma das peças vitais no xadrez de Rui Jorge, que garantiu a presença na final do Europeu de sub-21. Dois jogos e duas exibições de gala frente a Itália e Espanha, que mereceram rasgados elogios por parte do treinador: «O Vitinha é um jogador tremendo, de um nível “superior alto”».
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O que o jovem médio português joga não se explica, aprecia-se. O toque na bola para abrir linha de passe, para rodar, para iludir o adversário, cada vez que simula e deixa a bola rolar ludibriando quem lhe surge pela frente, é pura magia.
Contudo, os contornos do negócio viriam a impedir o seu regresso ao Dragão. No contrato vigorava uma cláusula de opção de compra de 20 milhões, se os Wolves garantissem a permanência. Coisa que aconteceu, tornando a transferência do jogador definitiva.
No que toca aos adeptos portistas, ficará sempre aquele gosto amargo de não poder ver Vitinha a afirmar-se no clube do coração. Uma passagem rápida de um jogador que poderia ter acrescentado muito ao clube. Uma pena não poder ver este jovem a crescer e evoluir nos relvados do Dragão.
O próprio, numa recente entrevista, revelou partilhar da mesma mágoa, “Gostava de ter marcado um golo e de me ter afirmado de pedra e cal no FC Porto”.
Que classe! Que jogador!
Fica a esperança de um dia Vitinha poder regressar.
A CORRIDA:Se o Sr. Inteligência tinha regressado em Mugello, em Montmeló aniquilou por completo os adversários. Uma autêntica master class de Miguel Oliveira que chegou, viu e venceu o GP da Catalunha.
Tanta história neste grande prémio, tanta emoção. O grito, os sorrisos do Miguel. A conquista tão merecida depois de um início de temporada quase para esquecer. A verdade é que o português saiu da quarta posição da grelha de partida para se colocar diretamente no segundo lugar. Depois disso, quase tudo pareceu fácil, e foi.
Fabio Quartararo era o homem a bater, depois de ter conquistado a quinta pole position consecutiva – mas a verdade é que o francês não teve armas suficientes para bater o português Miguel Oliveira que se mostrou muito forte desde o início da prova.
Aliás, o piloto da Yamaha chegou a liderar a corrida depois de ter cometido um erro que o obrigou a recuperar várias posições. Mas a verdade é que, ainda assim, Oliveira conseguiu ultrapassar o francês, provando duas coisas: que a KTM tinha mais velocidade de ponta e estava mais forte na travagem.
E Oliveira conseguiu recuperar a liderança da prova valendo-se disso mesmo, e dando razão a Bagnaia que dizia que o português era o piloto mais forte neste aspeto.
A verdade é que apesar de ter sido uma prova algo simples, à primeira vista, a verdade é que o português Miguel Oliveira voltou a não cometer erros e isso fez com que a vitória lhe sorrisse – finalmente. Diria mesmo: que categoria de vitória, Einstein.
Com a vitória de hoje, o falcão de Almada voa até ao sétimo lugar da classificação geral com 54 pontos.
Por outro lado, Quartararo estava à procura da quinta vitória consecutiva, mas acabou penalizado duas vezes: uma por ter improvisado e ganhado vantagem nas curvas 1 e 2 e outra por ter feito as últimas voltas com o seu fato aberto, acabando por ficar na sexta posição.
A Ducati acabou também por dar cartas, fechando o pódio com Zarco (Ducati Pramac Racing) e Miller (Ducati Lenovo Team). Já a Suzuki não foi além do quinto lugar com Joan Mir que continua a não conseguir conquistar a vitória.
A Honda continua à procura do sucesso, mas a verdade é que este GP da Catalunha foi um autêntico desastre com as quedas de Marc Márquez – que, depois da sua lesão, ainda procura adaptar-se à sua moto, e de Pol Espargaró que continua sem conseguir adaptar-se a esta equipa. Aléx Márquez foi o melhor piloto da Honda aos comandos da equipa satélite LCR Honda.
O sorteio ditou que o grupo F seria, declaradamente, o grupo da “morte”. Juntaram-se três das melhores seleções em prova para as primeiras decisões relevantes a serem tomadas na competição e todos os seis jogos terão uma importância redobrada, essencialmente para as três seleções mais fortes. Um golo marcado ou sofrido pode fazer toda a diferença, e por isso vai ser preciso foco do primeiro ao último minuto.
É difícil de adivinhar um desfecho devido ao enorme equilíbrio, mas uma das seleções terá certamente de ocupar o terceiro lugar e aí importa também ter uma boa pontuação. Recorde-se que os quatro melhores terceiros classificados também se apuram e por isso é bem possível que estas três seleções consigam a passagem à fase seguinte da prova.
Em relação à Hungria, chegou aqui depois de bater a Bulgária por 3-1 e a Islândia por 2-1 e isso pode ser já considerado uma vitória. Daqui para a frente serão cenários quase impossíveis tendo em conta que tem pela frente não uma, não duas mas três seleções muito superiores. Ainda assim, se há característica que o futebol tem é a imprevisibilidade e é por isso que nos faz ser tão apaixonados. Teremos de esperar para ver, porque Marco Rossi e os seus homens certamente irão querer valorizar-se.