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ATP 250 Belgrado | Chegou ao fim o «jejum» de Matteo Berrettini

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Foi em Belgrado, capital da Sérvia, que se jogou o derradeiro torneio ATP 250 que antecedeu o nosso Estoril Open. O “Novack Ténis Center” foi palco para uma competição que já não “via a luz do dia” desde 2012, sendo que o último nome a ter triunfado no torneio balcânico havia sido o italiano Andreas Seppi. Foi portanto com muita espectativa que se deu este retorno à “nata” do ténis mundial no fantástico complexo que conta com 14 courts , sendo que uma dezena são no “pó de tijolo”, superfície que foi utilizada para a prova, com os restantes em piso rápido  que funcionam como uma espécie de courts de treino.

A competição, após muito tempo sem se realizar, apresentava um elenco de grande nível! A encabeçar a lista de inscritos figurava o nome do número um mundial Novack Djokovic, grande ídolo local, irmão de Djordje , diretor do evento, sendo o grande favorito a arrecadar o troféu que já havia conquistado em três ocasiões. No entanto não seria o único a partir com aspirações a tal: Matteo Berrettini, segundo pré-designado e número 10 da hierarquia individual masculina era outro nome a ter em conta apesar de disputar somente o segundo torneio, após a conclusão do Open da Austrália. Como terceiro cabeça-de-série tínhamos o surpreendente russo, Aslan Karatsev que em menos de um ano passou de um perfeito desconhecido a membro do Top trinta mundial. A fechar o lote de quatro grandes favoritos a poderem arrecadar o troféu, num torneio que se jogava sem publico e com juízes de linha em court, algo que nem sempre se tem verificado por conta da pandemia, estava mais um dos muitos sérvios contemplados com o convite para participar no torneio, Dusan Lajovic, membro do Top 40 mundial e número dois sérvio após o rei Djoko.

Quanto à participação portuguesa estava entregue a João Sousa, número 105 mundial, que já havia ultrapassado a primeira ronda da fase de qualificação, como já aqui lhe demos conta.

JOÃO SOUSA COM SEGUNDA CHANCE, TERMINA AFASTADO

O tenista de Guimarães defrontou na ronda de acesso ao quadro principal QP, o francês Arthur Rinderknech que estava na posição 128 do ranking. Contudo o gaulês revelou-se sempre mais esclarecido e acima de tudo muito mais tranquilo e confiante, batendo o lusitano em 1h41m, pelos sets diretos de 7-5 e 6-4.

Apesar de ter cedido no encontro de acesso ao torneio propriamente dito e quando já estava de malas aviadas para viajar para solo pátrio, onde tem entrada direta assegurada no único evento luso a figurar na alta roda do ténis mundial, o Estoril Open, foi informado que fruto da desistência do especialista do piso, o uruguaio Pablo Cuevas, teria uma segunda oportunidade. Chance essa que seria disputada frente a outro competidor nas mesmas circunstâncias, o nipónico Taro Daniel, que militava no posto 126 do ranking. O melhor tenista Português de todos os tempos parecia bem encaminhado para atingir pelo menos os 1/8 de final, até porque Daniel não contava com resultados de monta em quadros principais de há dois anos para cá. Tudo parecia estar a correr a seu favor, visto que o vimaranense se adiantara para 4-2 e dispunha de oportunidade para dilatar essa margem. Só que voltou-se a ver um João Sousa muito hesitante, frustrado  e sem capacidade física de aguentar as jogadas mais longas de fundo do court . Por outro lado, o asiático extremamente calmo e bastante “sólido” contrariou o favoritismo do lusitano fechando um primeiro parcial, no qual havia estado atrás com duas quebras de serviço de desvantagem, por 7-5. Já com o coração a levar a melhor face à razão o atleta que reside em Barcelona cederia o seu serviço logo de entrada, sendo que esse break prevaleceria, infelizmente, até ao final de um duelo que ainda foi interrompido pela chuva, com o marcador a assinalar um segundo parcial de 5-2 favorável ao tenista japonês. No reatamento , Sousa ainda conquistou o seu jogo de serviço, contudo já seria tarde demais, visto que Daniel fechou mesmo a contenda em pouco mais de 1h30m, com a segunda partida a ficar resolvida pelo parcial de 6-3.

Finalizada esta participação o vimaranense concentra agora todas as atenções numa prova que conquistou em 2018 e que todos esperam que funcione como um “boost” de confiança, pois todos desejamos que Sousa volte aos lugares cimeiros do ranking, sendo que em casa poderá aproveitar para retomar as boas sensações.

Super Rugby Aotearoa: Estão encontrados os finalistas

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Estão confirmados os dois finalistas do Super Rugby Aotearoa: Crusaders e Chiefs somaram vitórias importantes, garantindo, deste modo, um lugar no derradeiro encontro da competição. De acrescentar que, mesmo com uma jornada por realizar, os Crusaders não perderão o primeiro lugar, o que significa que a franquia de Christchurch jogará a final em sua casa.

Já em campo, Chiefs e Hurricanes foram os primeiros a jogar nesta penúltima jornada do torneio. À semelhança das semanas anteriores, os Chiefs garantiram mais uma vitória já para lá dos oitenta minutos, através de um pontapé aos postes de Damian McKenzie.

Apesar do domínio imposto em termos territoriais, os Chiefs mostraram diversas dificuldades em gerir o jogo, muito graças às múltiplas oportunidades desperdiçadas a escassos metros da linha de meta adversária. Por outro lado, os Hurricanes foram altamente eficazes, ao tirar partido das poucas visitas que fizeram à área de 22 metros contrária.

Não obstante o não aproveitamento das oportunidades criadas, os Chiefs conseguiram meter a linha defensiva dos Canes sob pressão, colocando velocidade na reciclagem da bola e largura no seu jogo. Além do mais, o pack dos Chiefs dominou por completo os Hurricanes na formação ordenada, capítulo do jogo que se afigurou fulcral, na medida em que foi através desta fase estática que surgiu a penalidade que deu a vitória à equipa da casa.

Já no segundo jogo da jornada, os Crusaders venceram os Blues por expressivos 29-6. Independentemente do resultado, os Blues realizaram uma boa exibição, penalizada por muitos erros não forçados, sobretudo de manuseamento e utilização da bola em zonas privilegiadas do campo.

Os Blues conseguiram dominar a formação ordenada nos primeiros quarenta minutos e disputaram o breakdown de forma astuta, tendo em Dalton Papali’i e Blake Gibson as suas principais armas neste último aspeto. Ainda assim, de pouco ou nada serviram as catorze penalidades cometidas pelos Crusaders.

Do outro lado, os Crusaders tiveram em David Havili uma peça fundamental no seu jogo, visto que assumiu, muitas vezes, o papel de first receiver e a verdade é que desempenhou a função de playmaker de forma irrepreensível, quer à mão, quer ao pé, tal como se viu nos ensaios de Sevu Reece e de Will Jordan. Esta capacidade de decidir do centro, aliada à capacidade de explosão de Richie Moúnga e de Will Jordan no ataque à linha da vantagem renderam muitos pontos à franquia visitada.

Ao contrário do sucedido com os Crusaders, a linha de três quartos dos Blues teve muitas dificuldades em assumir o jogo e em imprimir velocidade e profundidade ao seu rugby. As melhores exibições dos Blues vieram do pack avançado, com destaque para Hoskins Sotutu e Dalton Papali’i.

Por último, Tupou Vaa’i e David Havili foram, na minha opinião, os jogadores da jornada. O segunda linha dos Chiefs conquistou dois turnovers, entre os quais a recuperação de bola que permitiu aos Chiefs continuar a lutar pela vitória. Já o centro dos Crusaders, realizou três assistências, assumindo o papel de primeiro recetor, função que desempenhou com distinção.

Foto de Capa: Super Rugby NZ

A subida de João Mário no terreno | Sporting CP

Durante grande parte da época, como bem sabemos, João Mário fez dupla com João Palhinha no miolo leonino. No entanto, já foi opção, numa espécie de “plano b” de Rúben Amorim, a atuar numa posição mais avançada no terreno, um médio ofensivo que procura ligar o meio-campo ao ataque.

Esta aposta de Rúben Amorim em João Mário, a jogar como médio ofensivo, não surpreende. Recordando o trio de médios de Marco Silva, em 2014/15, entre William Carvalho, João Mário e Adrien Silva, o ex-Inter era o que tinha mais tarefas ofensivas e, apesar de, supostamente, atuar lado a lado com Adrien, João Mário era o que mais vezes subia no terreno, chegando até várias vezes a descair para uma das faixas. Depois, no Inter, das poucas vezes que jogou, também era o médio centro que mais participava na manobra ofensiva da equipa. Posto isto, é natural que Amorim aposte no português em terrenos ligeiramente mais adiantados.

Para a posição de médio ofensivo, no 3-5-2 de Amorim, João Mário tem uma concorrência feroz, visto que luta pela posição com Pedro Gonçalves e Daniel Bragança. São três jogadores com muitas qualidades e, independentemente da escolha, os leões estarão bem servidos. Na minha opinião, João Mário, não é, nem de perto nem de longe, um jogador de “esticões”, já não tem a velocidade que teve outrora (e, mesmo assim, nunca foi um jogador muito veloz), por isso, não é o mais indicado para explorar a profundidade ou para jogar naquela posição contra equipas em que o Sporting CP saiba que não terá tanta bola.

João Mário tem sido presença assídua no onze leonino
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Posto isto, aquilo que João Mário pode trazer à equipa numa posição mais avançada é uma melhor qualidade de passe e da posse da bola, com mais qualidade nas decisões, mais visão de jogo e, apesar de saber que existem muitas opiniões contraditórias à minha, João Mário chega bem a zonas de finalização, é um jogador inteligente que se sabe posicionar bem e a bola acaba por lhe chegar em zonas que pedem remate (como se viu no jogo frente ao SC Farense, onde teve três ocasiões propicias à finalização). Depois, se finaliza bem ou não, isso já é outra história.

Para além disso, João Mário, caso seja necessário criar superioridade no corredor, também descai bem para as faixas, como foi visto no 4-4-2 de Jorge Jesus e de Fernando Santos, no Sporting e na seleção, respetivamente, em que o português ocupou a posição de médio direito, onde jogava bastante em zonas interiores, dando superioridade ao meio campo e espaço para o ala subir.

Por fim, contra equipas de bloco baixo, que estejam muito fechadas, João Mário pode ser muito importante a jogar naquela posição de médio centro mais avançado. Com mais bola no pé, pode pautar ainda mais o jogo leonino, tem capacidade para arriscar no passe e pode fazer uma sociedade muito interessante com Paulinho e Pote, ou quaisquer que sejam os avançados que joguem.

SL Benfica x CD Santa Clara | Águias em voo cruzado

Primeira Liga, Jornada 29: segunda-feira, 19h, 26 de abril de 2021

ANTEVISÃO: DUAS ÁGUIAS QUE AINDA VOAM COM OBJETIVOS

SL Benfica, terceiro classificado, e CD Santa Clara, sétimo na tabela, procuram uma vitória para, na pior das hipóteses, manterem os lugares que ocupam. Os de Lisboa ainda visam o segundo posto – de que distam seis pontos -, que daria acesso direto à fase de grupos da Liga dos Campeões, sendo que o terceiro já abre as portas das pré-eliminatórias da prova milionária.

AS ÁGUIAS QUEREM MANTER A PRESSÃO NOS ADVERSÁRIOS E RECEBEM UMA DAS EQUIPAS QUE MAIS TEM SURPREENDIDO NESTA TEMPORADA! SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Por seu turno, os açorianos buscam ainda ultrapassar o Vitória SC e garantir o sexto posto – têm menos dois pontos do que os vimaranenses. A sexta posição garante a segunda pré-eliminatória da edição inaugural da Conference League. No entanto, será importante para a turma insular a manutenção do sétimo lugar, caso não almeje a posição acima, uma vez que a presença de SL Benfica e SC Braga na final da Taça de Portugal vão mexer com as qualificações via campeonato para as provas da UEFA.

Quando águias de Lisboa e águias de Ponta Delgada se cruzarem em pleno voo, quem vai levar a melhor?

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Os insulares procuram na Luz o terceiro confronto direto consecutivo com o SL Benfica sem perder – vêm de uma vitória por 4-3, em Lisboa, e de um empate a uma bola no Estádio de São Miguel.
  2. No entanto, a vitória na jornada 28 do campeonato transato é mesmo a única do lado açoriano na história de confrontos entre os dois emblemas – nove vitórias do SL Benfica e dois empates, nos restantes onze embates.
  3. Na corrente edição da Primeira Liga, os açorianos têm o triplo das derrotas dos lisboetas (12 para quatro).
  4. Nas suas últimas três partidas, o CD Santa Clara conheceu os três possíveis resultados – derrotou o CD Nacional por 5-1, perdeu em Guimarães por 1-0 e cedeu um empate sem golos ante o Moreirense FC.
  5. O CD Santa Clara saiu derrotado de metade das deslocações para a Primeira Liga – sete em catorze. Importa referir, no entanto, que seis das sete derrotas fora dos Açores foram pela margem mínima – apenas em Tondela, os de Ponta Delgada perderam por mais de um golo de diferença (2-0).
  6. Nos últimos cinco jogos na condição de visitante, o CD Santa Clara venceu um e perdeu quatro. Em sentido contrário, nos últimos cinco encontros na condição de visitado, o SL Benfica venceu quatro e perdeu um.
  7. Os pupilos de Jorge Jesus têm cinco vitórias para a Liga nas últimas seis jornadas. Os de Daniel Ramos registaram igual número de triunfos nas últimas… treze partidas da Primeira Liga.
  8. Os quatro benfiquistas mais utilizados na frente de ataque têm 36 tentos apontados na Liga – Seferovic (18), Darwin (6), Waldschmidt (7) e Rafa (5) -, mais três do que toda a equipa açoriana.
  9. Em doze confrontos históricos, onze tiveram golos e em seis houve golos de ambas as equipas, incluindo nas últimas quatro partidas.

10. Em casa e para a Primeira Liga, o SL Benfica marcou mais de dois golos em apenas uma partida (frente ao SC Farense, vitória por 3-2); fora de casa e para a Liga, registo igual do CD Santa Clara – apenas na Choupana fez mais de dois golos, ao bater o CD Nacional por 3-1.

JOGADORES A TER EM CONTA

Diogo Gonçalves tem estado em bom plano pelo SL Benfica
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Diogo Gonçalves (SL Benfica) – O extremo-direito tornado lateral pelo mesmo lado tem feito uma época em crescendo e tem vindo a adquirir uma importância muito grande nas dinâmicas defensivas e ofensivas da equipa de Jorge Jesus. As suas incursões pelo corredor, as suas paralelas em busca de Rafa e os seus passes teleguiados para Seferovic são fundamentais para os da Luz. Na Primeira Liga, leva já quatro assistências e um golo.

 

Carlos Júnior é a ameaça maior para o SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Carlos Júnior (CD Santa Clara) – O ponta-de-lança brasileiro tem sido uma das figuras de proa dos açorianos e, apesar de não ter marcado nas duas últimas jornadas (nem ele, nem os colegas), já soma nove tentos na Primeira Liga – e um na Taça de Portugal. Antes das duas jornadas de seca, Carlos Júnior vinha de duas partidas a faturar e é, de momento, o sétimo melhor marcador da Liga a par de Rodrigo Pinho.

 

XI´S PROVÁVEIS

SL Benfica: Helton; Diogo Gonçalves, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Grimaldo; Weigl, Pizzi; Rafa, Darwin, Seferovic.

Treinador: Jorge Jesus

“[O CD Santa Clara] é um dos melhores [adversários], está a fazer um campeonato excelente e está ainda a disputar uma possibilidade de poder entrar nos cinco a seis primeiros classificados. É um adversário que já deu sinais de que não é fácil de vencer. Joga bem, com uma boa ideia de jogo, bem trabalhada e isso são tudo indicadores de que teremos um jogo difícil”.

 

CD Santa Clara: Marco Pereira; Rafael Ramos, Mikel Villanueva, João Afonso, Mansur; Morita, Anderson Carvalho, Lincoln, Allano, Rui Costa; Carlos Júnior.

Treinador: Daniel Ramos

“O Benfica é uma equipa de top mundial, mas encaramos este jogo da mesma forma como fizemos com os demais, ou seja, estão três pontos em disputa e vamos lutar por eles. Temos essa ambição que nos é legítima”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 2–1 CD Santa Clara

 

A Liga Portuguesa no Século XXI | A afirmação da bipolarização

A cumprir a 20ª época disputada por inteiro no século XXI, fazemos uma retrospetiva da Primeira Liga portuguesa. Este artigo foca-se no campeonato desde a temporada 2001/02 até à atualidade. No fundo, trata-se de uma análise opinativa sobre o futebol disputado em solo luso nas últimas temporadas, com recurso a dados estatísticos. Alguns são factos de extrema relevância, que exprimem por inteiro o estado do “desporto-rei” no nosso país, outros são simples curiosidades que complementam o nosso universo futebolístico.

Desde 2001/2002, 38 diferentes equipas pisaram os relvados do principal escalão do futebol português, fazendo a distinção entre CF “Os Belenenses” e B SAD. Até aos dias de hoje, a competição já sofreu algumas alterações. Uma das mais importantes foi a implementação dos três pontos por vitória, que está em vigor desde a temporada 1995/96. Ou seja, todas as edições da Primeira Liga que analisamos neste artigo estão de acordo com este sistema de pontuação. Outra diferença que surgiu foi o número de equipas no campeonato. Até à época 2005/06, era disputado entre 18 equipas, tal como nos dias de hoje. Mas desde 2006/07, o número de emblemas foi reduzido a 16, até 2014/15, regressando ao modelo em vigor até à atualidade.

Como no futebol o expoente máximo de felicidade encontra-se nas vitórias, falemos primeiro acerca dos títulos. O emblema que mais vezes se tornou campeão nacional na história da Primeira Liga é o SL Benfica, com 37 troféus amealhados. Mas se nos focarmos apenas nas últimas 19 temporadas, excluindo a presente visto que ainda decorre, o FC Porto lidera com larga vantagem.

Os “azuis e brancos” conquistaram 11 campeonatos, contra sete do SL Benfica, e apenas um vencido pelo Sporting CP. Ou seja, apenas os “Três Grandes” se sagraram campeões nacionais, não havendo grandes surpresas, como por exemplo na época anterior ao começo da nossa retrospetiva, em 2000/01, com o Boavista FC a conquistar o título. Mas indubitavelmente, o grande destaque vai para FC Porto e SL Benfica, que dominam o nosso futebol no presente século, e inclusivamente ambos celebraram tetracampeonatos recentemente. O emblema portuense desde 2006 a 2009, e a formação da capital desde 2014 a 2017.

Como já vimos, o único clube a intrometer-se na hegemonia de “Dragões” e “Águias” foi o Sporting CP, na temporada 2001/2002. Curiosamente, os “Leões” estão em boa posição para vencer o tão aguardado troféu 19 temporadas depois, voltando a poder “intrometer-se” na lista de campeões nacionais.


Neste período de tempo há um clube que muitos já consideram que se tornou a quarta força clubística do país, pelos seus feitos conquistados nos últimos anos. Apesar de não ter vencido o título de campeão nacional, estabeleceu-se como um candidato ao pódio, e presença assídua nas competições europeias. Estamos a falar de SC Braga, o emblema minhoto que, a par dos “Três Grandes” e CS Marítimo, não falhou uma única temporada na Primeira Liga no século XXI.

Relativamente a pódios, se excluirmos os “Três Grandes” e SC Braga, apenas Boavista FC, Vitória SC e FC Paços de Ferreira conseguiram integrar este grupo, ainda que em raras ocasiões. Refletindo apenas na luta pelo título, a diversidade de clubes escasseia, havendo competitividade entre poucos emblemas. Olhando para a parte inferior da tabela classificativa, o campeonato é sempre empolgante até à derradeira jornada. Aí encontramos um maior equilíbrio entre as equipas, onde todos podem sair vencedores.

No panorama internacional, a segunda década do século não foi a melhor para as formações lusas. Por exemplo, na presente temporada, o FC Porto alcançou os quartos de final da Liga dos Campeões, algo que já é bastante positivo tendo em conta as adversidades do futebol português em comparação com as grandes ligas europeias, como a inglesa ou espanhola. Mas se recuarmos alguns anos, o passado é mais risonho. Nos últimos 20 anos, o FC Porto venceu uma edição da Liga dos Campeões, e duas Ligas Europa. Sporting CP, SL Benfica e SC Braga chegaram à final da Liga Europa, sendo que os minhotos foram derrotados pelos “Dragões”.

Desde 2001/2002 foram 20 temporadas, incluindo a atual, recheadas de grandes equipas e atletas que alinharam nos relvados nacionais. A qualidade da maioria dos clubes tem vindo a aumentar gradualmente, contribuindo para a cada vez maior profissionalização do futebol luso. Apesar das grandes polémicas “extrafutebolísticas” que assombram o desporto rei no panorama português, resta-nos apreciar o verdadeiro desporto dentro das quatro linhas. Um desporto que está repleto de qualidade, e é tantas vezes ofuscado por assuntos externos que nada ajudam o nosso futebol.

As 5 equipas que mais desiludiram nesta temporada

Estamos na reta final da época 2020/21. Por isso mesmo está na altura de se olhar em retrospetiva o que se passou dentro das quatro linhas, o exercício que aqui me proponho a fazer é o de enumerar as cinco equipas que mais me desiludiram, que por uma razão ou várias – que talvez até possa desconhecer – nunca conseguiram afirmar o potencial que lhes apontavam. Tomei a liberdade de escolher conjuntos de ligas diferentes, de forma a abranger várias realidades.

Playoffs iniciam com a surpresa na luz | Hóquei em Patins

Os playoffs para apuramento do campeão estão de regresso ao Hóquei em Patins. A primeira ronda dos quartos-finais dos quatro duelos foi disputada este fim de semana. No final, os jogos terminaram com três resultados esperados e uma surpresa.

FC Porto 8-1 Juventude De Viana

Os dragões, líderes da fase regular, cumpriram e aplicaram uma derrota aos vianenses, oitavos classificados, no Dragão Arena. Ao intervalo, os portistas já ganhavam por quatro golos e conseguiram gerir o jogo na segunda parte. Rafa e Gonçalo Alves estiveram em destaque com um bis na partida.

Sporting CP 4-2 AD Valongo

Os leões acabaram por ter uma tarefa mais complicada do que os dragões. No entanto, a equipa da casa chegou a estar a vencer por 4-0, fruto também das boas intervenções de Ângelo Girão. A AD Valongo apenas conseguiu marcar nos últimos finais, mas apenas serviu de consolo. Destaque para Romero que bisou na partida.

OC Barcelos 7-4 SC Tomar

Os forasteiros começaram melhor e tiveram uma boa oportunidade de um livre direto, mas Conti fechou a baliza. A equipa terceira classificada da fase regular conseguiu colocar-se na frente ainda na primeira parte, apesar de o adversário estar melhor na partida.

Contudo, os tomarenses não deixaram de estar ativos no ataque e, desta vez, conseguiram concretizar, pondo-se mesmo à frente no marcador. Contudo, o OC Barcelos aumentou o ritmo e colocou o jogo empatado ao intervalo. A segunda parte foi também muito disputada, até ao cartão azul dado a Filipe Almeida do SC Tomar. A partir daí, o OC Barcelos não largou mais a vantagem no marcador.

 

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SL Benfica 1–2 UD Oliveirense

A surpresa ocorreu no Pavilhão da Luz. A primeira parte foi toda dos visitantes, com o guarda-redes encarnado Pedro Henriques a evitar o avolumar do resultado. Ao intervalo, a UD Oliveirense vencia por duas bolas a zero.

A postura da equipa da casa alterou-se na segunda parte, mas os forasteiros não deixaram de estar compactos na defesa e organizados no ataque. O melhor que o SL Benfica conseguiu foi reduzir, nos minutos derradeiros da partida e agora vai a Oliveira de Azeméis obrigada a vencer para não ser afastado tão precocemente da luta pelo título.

Foto de Capa: UD Oliveirense

 

Moreirense FC x FC Porto | Novo jogo para manter a chama viva dos dragões

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29.ª Jornada da Primeira Liga: segunda-feira, 21h15, 26 de abril de 2021
ANTEVISÃO: HORA DE VESTIR O FATO MACACO

O campeonato começa a entrar na reta final e o FC Porto vai se deslocar a Moreira de Cónegos para tentar manter viva a luta pelo título.

DEPOIS DA VITÓRIA DO SPORTING CP EM BRAGA, O FC PORTO PRETENDE TRAZER O MESMO RESULTADO DO MINHO PARA NÃO DEIXAR FUGIR O LÍDER. IRÁ CONSEGUIR? APOSTA COM A BET.PT!

O encontro da 29.ª Jornada da Primeira Liga Portuguesa vai significar mais uma importante e difícil deslocação para os dragões. Trata-se de uma equipa que costuma causar dificuldades aos três grandes (recordemo-nos de que o Sporting CP e SL Benfica empataram lá recentemente) e que tem um campo que vai obrigar o FC Porto a ser guerreiro e vestir o fato macaco para conseguir os três pontos.

Por um lado, Vasco Seabra procura conseguir vencer o FC Porto pela primeira vez nesta época. Já Sérgio Conceição quer tentar repetir a vitória conseguida na primeira volta. Um duelo entre uma equipa que está à vontade na tabela e outra que ainda acredita no título.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Vai ser um duelo entre duas equipas da primeira metade da tabela – 2.º contra 8.º;
  2. Vasco Seabra ainda não conseguiu tirar pontos ao FC Porto nesta época;
  3. Nas últimas duas épocas, o Moreirense FC ficou sempre na primeira metade da tabela;
  4. A equipa de Vasco Seabra mostra algum equilíbrio no número de golos marcados (28) e sofridos (35);
  5. O Moreirense FC é a equipa com o maior número de auto-golos a favor (4);
  6. A defesa dos Cónegos vai enfrentar o melhor ataque do campeonato (57);
  7. Enquanto o FC Porto vem de uma vitória, o Moreirense FC vem de um empate nos Açores;
  8. O FC Porto empatou mais vezes do que venceu em Moreira de Cónegos para o campeonato;
  9. A maior vitória que o FC Porto conseguiu no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas foi por 3-0 em 2012/2013;
  10. Rafael Martins é o melhor marcador da equipa da casa (6 golos) e Sérgio Oliveira dos dragões (19 golos)

JOGADORES A TER EM CONTA

Rafael Martins (Moreirense FC) – Este é um bom exemplo do “bom filho à casa torna”. O ponta de lança brasileiro não foi propriamente feliz quando saltou do Moreirense FC para o Vitória SC e o destino ditou que uns anos mais tarde voltasse ao ponto de partida. Atualmente é o melhor marcador da equipa com 6 golos e o maior perigo para as redes de Marchesín.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mehdi Taremi (FC Porto) – Poderia ter escolhido Sérgio Oliveira, mas a verdade é que depois de uma má fase, Taremi regressou em força aos golos e às boas exibições. O avançado iraniano está a mostrar que recuperou os índices motivacionais e já não falha golos como antes víamos.

XI PROVÁVEIS

Moreirense FC: Mateus Pasinato, Anthony D’Alberto, Abdoulaye Ba, Lazar Rosic, Abdu Conté, Fábio Pacheco, Gonçalo Franco, Filipe Soares, Walterson Silva, Yan Matheus e Rafael Martins.

Treinador: Vasco Seabra

“Temos de estar no nosso melhor. Não temos outro caminho que não seja o de colocarmos toda a garra e intensidade no jogo. Tudo vai fazer a diferença, cada segundo do jogo vai marcar uma posição que esperamos que seja para o nosso lado.”

FC Porto: Marchesín, Nanú, Pepe, Mbemba, Manafá, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Tecatito Corona, Marega e Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

“Temos de olhar para o Moreirense, uma equipa difícil, apesar das estatísticas, historicamente é um jogo difícil e é mais um do campeonato, que nós temos de levar para onde nós queremos, onde nos sentimos confortáveis, para ganharmos os três pontos, que é o nosso objetivo.”

PREVISÃO DE RESULTADO: Moreirense FC 1-2 FC Porto

SC Braga 0-1 Sporting CP: Matheus Nunes vestiu capa de herói

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A CRÓNICA: COMPETÊNCIA DEFENSIVA FOI BRINDADA COM VITÓRIA FULCRAL NAS CONTAS DO TÍTULO

Era o jogo grande da 29ª jornada do campeonato. Grande no cartaz, na qualidade dos seus intervenientes e sobretudo de uma dimensão considerável dado o momento em que o Sporting CP, líder da tabela classificativa, chegava à Pedreira para competir com um adversário tradicionalmente difícil e com justas aspirações a terminar entre os três primeiros do campeonato português.

Naturalmente, as equipas entraram em campo não só com a lição estudada, mas também na expectativa para descobrir aquilo que seriam os principais truques na manga do oponente. Começou melhor a formação de Carlos Carvalhal, aproveitando alguma monotonia da defensiva leonina por diversas ocasiões e formas.

Não choveu copiosamente como estava previsto, mas ainda caíram várias pingas na profundidade e só a desinspiração de Abel Ruíz não permitiu ao SC Braga molhar a pintura logo nos minutos iniciais. A equipa criou diversos momentos de tensão, também pela ação do mago argentino Nico Gaitán, sempre interventivo no processo ofensivo e à procura de desequilibrar através da sua arma preferencial, o passe.

O coletivo bracarense continuou a dizer presente e mais audível ficou esse grito de imposição quando Gonçalo Inácio foi expulso por acumulação de amarelos, à passagem do minuto 18. Até então o Sporting não estava confortável no jogo, mas respirava, respirava com alguma saúde e minimamente competente no objetivo de ameaçar a baliza de Matheus, onde esteve perto de passar a vias de facto por uma ou duas ocasiões.

Seguiu-se o domínio natural dos Gverreiros do Minho. À medida que os minutos foram passando e o Braga foi crescendo para a baliza de Adán, Fransérgio encostou-se a Abel Ruíz na frente, Esgaio e Galeno garantiram diferentes níveis de largura, pelos pés de Ricardo Horta passaram quase todas as melhores tentativas dos minhotos e Nico Gaitán recuou gradualmente para iniciar o processo ofensivo.

Rubén Amorim deu, necessariamente, o primeiro passo a partir do banco, procurando manter a estabilidade defensiva da sua equipa inviolável. Não foi uma exibição perfeita nesse capítulo. Foi, acima de tudo, segura. O SC Braga criou, aproximou-se, fez tremer e instalou-se muito perto da baliza adversária. Não deixou o Sporting sonhar, pelo menos com os pés assentes na terra. Os líderes foram esperando pelo seu momento com muita paciência. Era complicado imaginar o que estava para vir com tamanho domínio contrário, mas a espera surtiu efeito e saiu do banco para fazer aquilo que faz melhor, colocar o Sporting no caminho das vitórias manifestamente importantes.

Matheus Nunes, o miúdo que marcou frente ao Benfica e esteve bastante perto de o fazer também no Dragão, aproveitou a liberdade concedida pela defesa do Braga para atirar a contar para as redes de Matheus. Responsável pelo equilíbrio à direita e com margem para se aventurar levemente ao ataque, foi servido irrepreensivelmente por Pedro Porro, rematando cruzado e dando um autêntico pontapé de felicidade num jogo em tudo complicado para as hostes leoninas.

O resultado final deste encontro deu a conhecer ao Sporting novamente o sabor da vitória, e que vitória. Três pontos que emocionalmente podem elevar a equipa do mau momento recente e criar estabilidade amímica para encarar o que falta de campeonato. São sete pontos à condição para o FC Porto. Já o SC Braga pode ver o Benfica a distanciar-se ainda mais, mantendo o momento cinzento de forma e com ainda menos possibilidades de terminar no pódio final.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Matheus Nunes – Em sonhos, quem colocaria Matheus Nunes a marcar um golo tão decisivo como este? Certamente… muita gente. Marcou frente ao rival da segunda circular e teve perto de o fazer no Dragão, como já foi referido. Em situações em que a equipa se revelou, por diferentes motivos, encostada às cordas, revelou-se como um elemento importante para perpetuar as suas funções defensivas e essencialmente levar a equipa para a frente e criar perigo junto das redes adversárias.

Fundamentalmente, foi a cara de uma exibição coletiva de muito sacrifício e garra. Vestiu a capa, assim como Coates foi decisivo, como Adán foi importante, como os que entraram cumpriram a sua função. É inerente apontar este resultado positivo a uma exibição de coração protagonizada pelos sportinguistas.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Indefinição bracarense na finalização – Foi um aspeto mais do que visível a olho nu. O SC Braga teve todas as condições para dominar e dominou. Criou perigo, mas nunca de forma avassaladora. Não foi cirúrgico e não confirmou a sua superioridade com aquilo que mais importa: golos.

Carlos Carvalhal, técnico do SC Braga, já tinha alertado para esse problema no passado recente da equipa. Hoje, principalmente, a sua formação acusou a pressão desse historial e não marcou. A questão da indefinição ganha ainda mais lógica a partir do momento em que a equipa criou com qualidade, independentemente de ter mais um homem em campo, mas foi incompetente nesse aspeto do golo contra uma equipa com uma sólida qualidade defensiva e completamente centrada nessa missão. Resultado penoso e que muito prejudica a equipa no objetivo de chegar ao pódio e que adensa ainda a má maré de resultados recentes.

 

ANÁLSE TÁTICA – SC BRAGA 

Fiel ao seu 4-4-2 padrão com certos ajustes táticos em função do momento do jogo, Carlos Carvalhal apresentou uma equipa bastante organizada, fluída e dinâmica desde o primeiro minuto.

A equipa privilegiou a qualidade de Gaitán e Ricardo Horta, o primeiro como mediador principal das ligações no último terço e o segundo como elemento essencial no ataque ao espaço descoberto entrelinhas. Galeno foi um elemento importante no equilíbrio da equipa, fechando a ala esquerda e aliviando a carga de tarefas dos colegas de equipa do setor central, isto para se focarem em anular as investidas interiores dos leoninos sempre com a garantia de segurança nas mais do que prováveis incursões dos laterais lisboetas.

As nuances táticas dignas de relevo no momento ofensivo do SC Braga são vastas e não se remetem apenas ao facto do natural controlo do jogo após a expulsão de Gonçalo Inácio. A explicação aponta para o grande caudal ofensivo da equipa em zonas interiores, que, logicamente se intensificou e foi impactante para a exibição competente da equipa na criação de oportunidades.

O resultado, no entanto, não se traduziu no domínio. Oportunidades escandalosas de golo também não foram assim tantas e um momento de distração defensiva penalizou o clube visitado com a derrota.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Ricardo Esgaio (4)

Raul Silva (5)

Tormena (4)

Sequeira (5)

Ricardo Horta (5)

Castro (4)

Fransérgio (4)

Galeno (5)

Nico Gaitán (6)

Abel Ruiz (4)

 

SUBS UTILIZADAS

Al Musrati (4)

André Horta (4)

Piazon (-)

Borja (-)

Rui Fonte (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Não era expectável ou até lógico que a disposição tática leonina sofresse alterações táticas profundas perante um duelo desta magnitude e com tanto em jogo. Rúben Amorim apresentou o normal 3-5-2, sem muitas nuances dignas de registo. A questão na ordem do dia prendia-se com as mais do que badaladas dinâmicas ofensivas que o Sporting ia implementar num jogo tão decisivo quanto este.

Dados os contornos verificados, não há justiça suficiente para analisar essa questão. Foi um jogo ingrato para Paulinho, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e companhia. A equipa viu-se obrigada a respeitar o domínio do SC Braga depois de se ver em desigualdade numérica. Nuno Santos recuou para fechar na ala esquerda, mantendo uma linha de cinco homens, com João Palhinha a receber uma ajuda mais intensa de João Mário e Pedro Gonçalves e Paulinho como homens para tentar condicionar a primeira fase de construção adversária e ao mesmo tempo dar solução para o contra-ataque rápido.

Rúben Amorim não se acanhou a mexer na equipa, realizando várias mexidas com o propósito de manter a equipa competente no capítulo defensivo e principalmente com a esperança de ainda chegar à vitória. Esse golo tão importante acabou por chegar numa das poucas aproximações à baliza adversária. Mais do que questões técnico-táticas, fazer referência para a garra e o espírito de equipa na missão de suster uma equipa com a qualidade do SC Braga.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Gonçalo Inácio (2)

Sebastián Coates (6)

Zouhair Feddal (5)

Pedro Porro (4)

Nuno Mendes (5)

João Mário (4)

João Palhinha (5)

Pedro Gonçalves (4)

Paulinho (3)

Nuno Santos (4)

 

SUBS UTILIZADAS 

Matheus Nunes (7)

Luís Neto (5)

Tiago Tomás (4)

Matheus Reis (4)

Plata (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico Carlos Carvalhal.

 

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao técnico Rúben Amorim.

 

Luca Waldschmidt | A ligação que faltava ao SL Benfica

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Luca Waldschmidt chegou ao SL Benfica, este verão, para ser o segundo avançado no esquema de Jorge Jesus. A verdade é que o ex-Freiburg SC ainda não se conseguiu assumir e tem, assim como grande parte do plantel, oscilado muito a nível exibicional.

Waldschmidt foi um elemento preponderante nesta última boa fase da equipa encarnada. A forma como o alemão estava a conseguir ligar o jogo foi decisiva para a subida de rendimento da equipa. Contudo, a passagem para o esquema de três centrais prejudicou vários elementos, sobretudo o alemão. Mesmo tendo mantido a titularidade, Waldschmidt foi encostado à ala direita.

Apesar de procurar muito o espaço interior, o alemão está muitas vezes afastado das zonas onde pode fazer diferença: atrás do avançado. Waldschmidt é, na minha opinião, o jogador do SL Benfica que melhor joga entre linhas e aquele que melhor consegue ligar o jogo.

O falso ala neste sistema de Jorge Jesus aproxima-se muito mais de um terceiro médio, com papel na construção, do que propriamente um extremo invertido ou um médio ofensivo que seria o ideal para o alemão. Este desaproveitamento das melhores qualidades do camisola 10 das “águias” faz lembrar os jogos que João Félix, um jogador com características semelhantes, realizou na ala com Rui Vitória.

O nível exibicional de Waldschmidt tem sido intermitente
O nível exibicional de Waldschmidt tem sido intermitente
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois existe toda a questão do estilo de jogo do treinador das “águias”. O futebol de Jorge Jesus foca-se muito naquilo que é o jogo nas alas e a relação entre o extremo e o lateral. Mesmo com Waldschmidt no centro do terreno, a bola poucas vezes passa pelas suas zonas. Os jogadores do centro do terreno dos encarnados tem muito pouca preponderância no último terço do terreno.

Após a surpreendente derrota frente ao Gil Vicente FC, Waldschmidt saiu do onze inicial. Esta tem sido a tendência cada vez que o alemão tem uma exibição menos conseguida. Aqui fica bastante visível que Luca Waldschmidt não foi escolha do técnico das “águias”.

Não será fácil – nem Jorge Jesus parece ter muita vontade de o fazer – encaixar Waldschmidt nesta maneira de jogar. No entanto, a qualidade do alemão é inegável. É o jogador da Primeira Liga com mais passes de rutura. Leva sete golos e duas assistências em apenas 1200 minutos.

Para mim, uma equipa estará sempre mais perto de vencer quando tem um elemento com a capacidade técnica e o entendimento do jogo de Waldschmidt.