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FC Bayern München 2-0 Bayer 04 Leverkusen: Vitória embala “bávaros” para o título

A CRÓNICA: ENTRADA FULGURANTE VALE REFORÇO NA LIDERANÇA

O FC Bayern Munique entrava em campo consciente que o segundo classificado, RB Leipzig, tinha sido derrotado, surpreendentemente, pelo FC Colónia. A diferença de sete pontos podia passar a dez, mas para isso, o “Gigante da Baviera” teria de derrotar os visitantes, Bayer 04 Leverkusen, naquele que seria o “jogo grande” da jornada.

Alheios a todo o caos que tem passado pelo futebol Europeu, os bávaros entraram a todo o gás e antes dos 15 minutos de jogo já venciam por 2-0. Logo aos sete minutos colocaram-se em vantagem. O herói (cada vez mais provável) Choupo-Mouting finalizou, na recarga, uma jogada que começou nos pés de David Alaba. Pouco depois, novo golo. Desta feita Joshua Kimmich. Remate indefensável à entrada de área. Entrada fulgurante dos bávaros!

O Bayer 04 Leverkusen pareceu sempre inofensivo ou incapaz de atacar a baliza contrária e Hannes Wolf sentiu a necessidade de mexer na equipa na partida para a segunda parte. Florian Wirtz e Bellarabi entraram para tentar abanar um jogo, até ao momento, controlado e de um só sentido.

Os visitantes fizeram sentir as mexidas: foram mais pressionantes, e consequentemente mais perigosos. Pecaram por não conseguirem concretizar as oportunidades que tiveram. A partir do minuto 60 o Bayern Munique, apesar de pressionado, manteve-se confortável a sair a jogar a partir de trás e conseguiu dominar o jogo até final, salvo raras exceções.

A vitória reforça a liderança e uma vantagem de 10 pontos sobre o RB Leipzig, numa altura em que faltam disputar quatro jogos. O título está na mira dos Bávaros e só um desastre pode fazer com que não se sagre campeão já nas próximas semanas.

A FIGURA


David Alaba – Cada vez mais preponderante no jogo do Bayern Munique. Seja a defesa-central, lateral ou médio, David Alaba consegue superiorizar-se a todos os outros dentro de campo. Polivalente como poucos futebolistas no mundo e dotado de uma capacidade técnica fora de série. O austríaco mostrou hoje, mais uma vez, toda a sua qualidade.

O FORA DE JOGO


Eficácia ofensiva do Bayer 04 Leverkusen – Uma equipa que viaje até à Allianz Arena tem de ter em mente que vai defrontar uma das melhores equipas do mundo, é sabido. Mas, principalmente quando se começa a perder por dois golos numa altura tão precoce da partida, é preciso que haja reação. Essa reação aconteceu, inevitavelmente, na segunda parte com as mexidas de Hannes Wolf, ainda assim, a verdade é que a bola nunca encontrou o caminho da baliza. Mais por demérito ofensivo do Leverkusen do que outra coisa qualquer. Não se pode falhar nestes momentos.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

Hans-Dieter Flick não costuma mudar o esquema tático, e assim foi. Organizado em 4-2-3-1, o FC Bayern Munique apenas mudou as peças do puzzle, devido a lesões em figuras principais do onze inicial. Nada parece mudar no jogo dos bávaros, isto porque as dinâmicas criadas e a polivalência dos jogadores assim o permitem.

A linha de quatro defesas pertenceu a Boateng e Lucas Hernández, os dois defesas-centrais e aos dois laterais, Alphonso Davies e Benjamin Pavard. Nada de novo ou muito estranho por estes lados.

A dupla de médios mais recuados (que tinha sido novidade no último duelo) voltou a ser constituída por dois ex-laterais de raiz, Joshua Kimmich e David Alaba. E que bem que estiveram! Mostraram, e mostram, que podem jogar em qualquer zona do campo. Kimmich já se tornou presença habitual no meio-campo. David Alaba parece seguir as mesmas pisadas. Ele que até tem jogado como defesa-central no último ano (depois de anos a fio a jogar como defesa-esquerdo), apresentou-se no miolo do terreno com bastante à vontade. Nem se deu pela falta de Goretzka, que esteve no banco, depois de ter recuperado de lesão.

Na frente, as ausências voltaram a obrigar a mexidas. Leroy Sané também começou no banco e Lewandowski, ainda lesionado, esteve de fora dos convocados. Thomas Müller servia de pêndulo, tanto aparecia em zonas de finalização, como recuava para ajudar a criar jogadas de perigo. Musiala foi extremo a partir da esquerda e procurou movimentos interiores, para favorecer o seu pé direito. Já Kingsley Coman, extremo a partir da direita, procurava mais a linha. Na segunda parte, inverteram os papéis e trocaram de lado. Choupo-Moting esperava na área por oportunidades para finalizar, quando solicitado. Sem ser propriamente exuberante, o avançado camaronês parece ir aproveitando para somar golos na sua conta pessoal.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Benjamin Pavard (6)

Jérôme Boateng (6)

Lucas Hernández (7)

Alphonso Davies (7)

Joshua Kimmich (8)

David Alaba (9)

Jamal Musiala (7)

Kinglsey Coman (6)

Thomas Müller (7)

Eric Maxim Choupo-Moting (7)

SUBS UTILIZADOS

Tanguy Nianzou (7)

Leroy Sané (5)

Leon Goretzka (6)

Bouna Sarr (-)

Christopher Scott (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

O Bayern 04 Leverkusen, liderado pelo treinador interino Hannes Wolf, apresentou-se perfilado em 3-4-3. O jogo não começou como esperado e toda a tática foi deixada por terra a partir do momento que se sofreram dois golos tão cedo, ainda para mais frente a uma equipa FC Bayern Munique.

A identidade, ainda assim, não mudou. A ideia parecia passar por apostar nos corredores laterais, em Frimpong (direita) e Sinkgraven (esquerda). Mas a verdade é que estes batiam de frente com os laterais contrários e acabavam por não conseguir superiorizar-se. Os três centrais (Tapsoba, Bender e Tah) tentaram sair a jogar e controlar as investidas dos atacantes, que davam a sensação de estar em superioridade, tal era o avanço das linhas do Bayern Munique. Destaque para a exibição de Tapsoba que esteve na maior parte das vezes, intransponível.

Os dois médios Charles Áranguiz e Exequiel Palacios estiveram algo discretos e praticamente não se viram durante toda a partida. Na frente, Schik foi o mais inconformado e chegou a rematar com perigo à baliza. Moussa Diaby e Leon Bailey foram autênticas sombras de si mesmos e quase não se viram a participar no jogo.

Por volta do minuto 70, sai Bender e entra Amiri. É abandonado o esquema de três centrais e passou-se a apresentar um esquema de 4 defesas. Wolf incluiu jogadores mais ofensivos para dentro de campo e as oportunidades começaram a aparecer, mas sem conclusões eficientes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lukáš Hrádecký (5)

Jonathan Tah (6)

Sven Bender (6)

Edmond Tapsoba (8)

Charles Aránguiz (5)

Exequiel Palacios (7)

Daley Sinkgraven (7)

Jeremie Frimpong (5)

Moussa Diaby (4)

Leon Bailey (5)

Patrick Shick (6)

SUBS UTILIZADOS

Florian Wirtz (6)

Karim Bellarabi (5)

Kerem Demirbay (6)

Nadiem Amiri (5)

Wendell (-)

3 jogos que valem muito mais do que 3 pontos | Campeonato Português

O campeonato nacional está a entrar na recta final e, com seis jogos apenas até ao término da prova, a luta por cada ponto está cada vez mais aguerrida.

Os dez pontos que separavam o actual líder da prova, o Sporting, do segundo classificado, o FC Porto, sofreram uma redução e, com isso, a liga voltou a animar, com o actual campeão e até o SL Benfica a sonharem ainda com uma conquista.

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Nesta 28.ª jornada, os dois primeiros classificados têm duas recepções complicadas perante dois históricos portugueses, enquanto as águias visitam o Algarve pela segunda vez esta temporada, onde não foram felizes na deslocação ao terreno do SC Farense.

Dos três grandes, o primeiro a jogar é o Sporting CP. Como tal, começaremos por esse desafio.

Sporting CP x Belenenses SAD – O dérbi lisboeta é fulcral para as aspirações leoninas para quebrar o longo jejum. Antes da dificílima deslocação ao terreno do SC Braga, a equipa de Rúben Amorim recebe o Belenenses SAD. Nos últimos dois confrontos em Alvalade para o campeonato, o Sporting somou duas vitórias, tendo em ambas marcado dois golos (2-0 e 2-1), sendo que nenhum dos marcados destes quatro golos ainda se encontra de leão ao peito. Na vitória por 2-0, os golos foram de Luciano Vietto, e no jogo de 2019 foram Bruno Gaspar e Miguel Luís os marcadores dos golos.

A ainda invicta equipa leonina é a melhor defesa do campeonato e irá ter pela frente uma equipa que, embora envolvida na luta pela manutenção, é uma das melhores defesas do campeonato, com 24 golos sofridos, partilhando com o FC Porto o terceiro lugar nesta “tabela”.

Assim, será de esperar um jogo fechado e, talvez, com poucos golos.

Resultado esperado: Sporting CP 1-0 Belenenses SAD

 

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Portimonense SC x SL Benfica – Após um período conturbado, a equipa comandada por Jorge Jesus vinha a subir os seus níveis de confiança. Porém, a derrota caseira frente ao Gil Vicente FC acaba por colocar uma pressão extra ao Benfica. O jogo da primeira volta sorriu aos encarnados mas o Portimonense fez uma bela exibição e mereceu um melhor resultado.

No Algarve, a equipa da casa soma seis vitórias em 13 jogos e recebeu recentemente o FC Porto, tendo realizado uma excelente exibição e perdido apenas pela margem mínima (1-2).

Nas últimas duas temporadas em jogos para o campeonato, o Portimonense soma um empate (2-2) e uma vitória por 2-0 (a única da sua história e que levou à saída de Rui Vitória do comando técnico do Benfica) nos confrontos com as águias. Ainda assim, o Benfica encontra-se num momento de forma superior ao que tinha em ambos os momentos das duas temporadas transactas e acredito que irá superiorizar-se com maior ou menor dificuldade.

Resultado esperado: Portimonense SC 1-3 SL Benfica

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

FC Porto x Vitória SC –O FC Porto manteve viva a sua esperança de revalidar o título no campeonato após os dois empates consecutivos dos leões e necessita de uma vitória neste desafio entre nós históricos para manter essa chama viva.

Pela frente irá ter um Vitória que viu o FC Paços de Ferreira distanciar-se no quinto lugar do campeonato e que tenta agora uma aproximação aos “castores”, tendo vencido a última partida frente ao CD Santa Clara.

Os vitorianos têm claras dificuldades nas visitas ao Porto, tendo apenas uma vitória e um empate desde o ano 2000. Contudo, a excelente conquista na época 18/19, onde passaram de uma derrota por 2-0 para um resultado de 2-3, pode dar aos vimaranenses a motivação para mais três pontos no campeonato.

Nos últimos cinco encontros entre as equipas no Dragão os jogos têm sido recheados de golos (3-0; 3-0; 4-2; 2-3; 3-0) e, como tal, prevemos mais um jogo de futebol de ataque nesta 28.ª jornada.

 Resultado esperado: FC Porto 3-1 Vitória SC

Os verdadeiros artistas do futebol português | Sporting CP

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A frase não é minha. É do treinador do Sporting CP, Rúben Amorim. Ao proferi-la, inteligente como é, deixou em aberto a que artistas se referia. E nem quando acrescentou que se referia aos jogadores me convenceu que estaria a falar dos de futebol. Mas eu entendo que tenha acrescentado isso, ou arriscava-se a mais quinze dias de castigo.

Para mim, o treinador do Sporting CP referia-se a vários tipos de jogadores e quase nenhum deles joga dentro das quatro linhas.

Temos no futebol português artistas que conseguem anular um golo por um fora de jogo de dois centímetros, quando nas repetições disponibilizadas (pelo menos a nós), nem é possível ver quando a bola sai do pé de quem faz o passe, uma vez que o jogador está de costas. É, portanto, um grande artista com visão de águia. (Não esqueçam que as regras do VAR dizem que não havendo possibilidade, sem sombra de dúvidas, que a decisão do arbitro não está correcta, o mesmo não deve ser chamado à atenção. Parece que o VAR não teve dúvidas. Como poderia ter?).

Há ainda os artistas que, mesmo com ajuda das tecnologias e Zooms que conseguem tirar um fora de jogo de dois centímetros, não consegue ver um atropelo do tamanho de um camião ao Jovane junto à pequena área. Deve ter sido um daqueles célebres apagões. Deve ter faltado o artista da Luz para ver o quadro da eletricidade. A cidade do futebol tem que aumentar a potência contratada. Deixem de ser fuinhas!

Em Moreira de Cónegos, muitos adeptos sportinguistas contestaram o golo anulado a Pote
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

E os artistas que mesmo a ameaçar colegas de profissão, ou usando língua gestual para o banco adversário, conseguem ter castigos menores que os do pobre Rúben Amorim? Ou mesmo nenhum castigo. (O treinador do Sporting CP é aquele miúdo que, mesmo que nem tenha estado no local da asneira, é sempre o principal suspeito, e leva um calduço, sem presunção de inocência). A culpa nem é tanto desses, mas sim dos artistas que andam de apito ou bandeirinha, que não aguentam um palavrão, ou pelo menos os ditos por quem pertence ao clube que tem um processo a correr contra si por tentativa de agressão a uma colaboradora.

Artistas da guerra comunicacional e desinformação que conseguem tornar o azul numa outra cor qualquer ao analisarem situações esquecendo ou ocultando propositadamente pormenores que podem alterar de forma oposta a análise de um lance, e que constantemente colocam notícias de interessados em jogadores, de tentativas de compras de perda de pontos, de castigos, da hipótese de perda de pontos, de tudo e mais um par de botas, que para uma equipa recheada de miúdos ainda sem capacidade de filtrar tudo isso, se deixam influenciar, fazendo com que não estejam totalmente concentrados na sua tarefa. E não digam que isso é teoria.

Basta pensarem como vocês próprios reagem quando algo vos preocupa, incomoda ou cria algum tipo de ansiedade. E não, não é por serem ou terem de ser profissionais que os afetará menos. São humanos e essencialmente com a pouca maturidade própria da sua idade em gerir essas emoções.

Mas artista a sério, que fez algo quase impossível nos tempos que correm, foi o Palhinha. Então não é que conseguiu juntar os dois clubes que – supostamente – mais se odeiam para tentar reverter a decisão do castigo não aplicado ao jogador do Sporting CP? Tentem lá ser melhor que este.

Comparável a este só mesmo Boloni, que já tinha avisado que só acontecendo coisas muito estranhas é que o Sporting CP não seria campeão este ano. Pois, coincidentemente, ou não, desde essas proféticas palavras, os jogos de futebol mais parecem fenómenos do Entroncamento, com estranhezas do arco da velha. Ainda estamos com seis pontos de vantagem, mas quando essa frase foi proferida, estávamos a dez. Mas Boloni é artista de adivinhação, como já o tinha sido quando disse que o Sporting CP não seria campeão enquanto os presidentes dos nossos dois principais rivais estivessem vivos. Espero que seja este ano que termina essa profecia. Ou estará algum dos dois constipado? As melhoras.

Agora está na mão dos verdadeiros artistas, os jogadores, os de futebol do Sporting CP jogar duzentos ou trezentos por cento para compensar todas as coisas estranhas que vão acontecer devido à criatividade de outros artistas. Porque só jogando muito mais e melhor que os outros é que podemos ambicionar ganhar algo. Nos últimos jogos temos jogado o suficiente para ganhar, mas sabemos que para o Sporting CP isso não chega. Temos de nos precaver das pedras que vão surgir.

Para terminar, aos artistas jogadores de futebol, os que não são do Sporting CP, quero dar os parabéns pela vontade de ganhar, sangue no olho, garra, raiva que mostram quando jogam contra nós (até salivam). A jogar assim seriam poucos os jogos que perdessem. Pena que só tenham essa atitude contra o Sporting CP. Pena por vós, que querendo só ganhar um jogo arriscam-se a descer. Oxalá que mantenham esse nível de agressividade noutros jogos. Seria de verdadeiro artista de futebol.

As 5 melhores academias do Mundo

São alguns os clubes que têm academias que reconhecemos regularmente como “ninhos de talento”. Ano após ano, apontamos sempre novos nomes que prometem fazer as delícias dentro das quatro linhas, e quase por tradição acabamos todos por trazer ao de cima o nosso lado de olheiro. Com a criação da Youth League, ficou mais fácil descobrir o despontar de talentos, numa fase em que cada vez mais clubes assumem a estratégia de lançar prodígios dos escalões de formação, as academias dos clubes estão cada vez mais a preparar melhor a transição dos campeonatos juniores para os seniores.

Neste artigo, encontramos clubes que, tanto no presente como no passado, lançam jogadores para a ribalta com regularidade. Nesta tarefa complicada de escolher apenas cinco academias, ainda houve espaço para incluir duas formações portuguesas.

Top 5 melhores academias do mundo

SL Benfica | As 4 piores vendas do passado recente encarnado

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Nem sempre os clubes sabem comprar e vender da melhor forma, e o SL Benfica não é exceção. Por um lado, temos os flops, aqueles jogadores que são contratados com a esperança de se tornarem verdadeiras estrelas no clube e acabam por não render aquilo que se esperava, mas por outro, às vezes os flops são mesmo os clubes que vendem os jogadores antes de estes poderem mostrar o seu valor.

Hoje falaremos nas piores vendas do Sport Lisboa e Benfica no passado recente, acrescentando uma venda que foi feita ainda no século passado, mas que tem repercussões até aos dias de hoje.

Falarei de lendas de outros clubes, de negócios em carrossel, da “saga dos 15” e ainda de como “perder” 40 milhões de euros por causa de uma cláusula de compra.

Um grande “NÃO” aos que querem estragar o futebol | FC Porto

O futebol vive um dos piores momentos desde a sua existência, com o anúncio da Superliga Europeia e a ingressão de clubes lendários, fica marcada uma página negra na história do desporto que tanto gostamos. Ficam a ganhar os ricos e poderosos, no entanto os clubes com menos capacidade financeira, como o FC Porto, perdem a oportunidade de competir e surpreender os adversários.

Ainda assim, os milhões não compram história. Neste capítulo o FC Porto tem para dar e vender. Foi conhecido através do presidente Pinto da Costa que os Dragões foram uma das equipas sondadas para ingressar na competição, rejeitando esta aproximação não oficial, fica clara uma posição que acompanhada a desaprovação mundial perante este movimento do futebol europeu. Vejamos, é impossível negar que os milhões gerados pela participação seriam como um colete salva-vidas para a situação financeira delicada que os azuis e brancos atravessam, mas o respeito e a admiração que os adeptos e sócios sentem torna-se mais importante neste momento.

Esta é uma posição importante também para o futebol português, um dos grandes a passar esta mensagem significa que a competitividade (que tantas vezes é posta em causa no nosso país) é relevante para o bem do desporto, e a liga pode continuar a oferecer surpresas. A entrada nesta competição de qualquer clube nacional seria um franco desrespeito para os projetos existentes.

Para o FC Porto a competição europeia mais importante é a Liga dos Campeões, é essa que traz os milhões necessários para manter o clube, a emoção em cada jogo e a oportunidade de fazer história tal como aconteceu em 1987 e 2004, com prestações eufóricas para quem acompanha. Jogar contra a Juventus FC ou o Chelsea FC é especial porque são jogos que acontecem com um espaço de tempo longínquo. Numa Superliga seria como jogar um clássico todas as semanas – eventualmente os níveis de motivação tornar-se-iam mais baixos ao longo da competição.

O futebol são as ligas nacionais, os Europeus e Mundiais, o futebol é Champions e Liga Europa, o futebol não são milhões e desdém perante a opinião de quem o apoiou e o tornou o que é hoje, amor incondicional pelo símbolo que carregam ao peito. Todas as equipas que ingressaram na competição, e os que ainda vão ingressar, mostram um desrespeito total pela história, e apresentam também as suas verdadeiras intenções – encher as contas bancárias.

A frase “created by the poor stolen by the rich” (criado pelos pobres, roubado pelos ricos) nunca fez tanta sentido como agora. Um bem-haja a todos aqueles que se opõem a esta aberração desportiva.

Os 5 melhores “maestros” do Século XXI

O jogador que ocupa a posição denominada “número 10”, como médio ofensivo, já foi muito importante. Hoje, quase não existe.

O futebol evoluiu, e o século XXI passou uma borracha sobre os clássicos “camisolas 10”. Ainda assim, surgiram outros jogadores, a jogar noutras posições de meio-campo, que assumiram a batuta dos seus clubes e das suas seleções.

Difícil destacar só alguns, mas vejam as minhas escolhas e embarquem numa viagem por cinco nomes que durante o século XXI fizeram ou ainda fazem as delícias dos amantes de futebol.  

ATP Masters 1000 Monte Carlo: Um marco histórico no ténis grego

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Foi nos courts do complexo, denominado por Monte Carlo Ténis Club, que se disputou, após um ano de interregno por conta da pandemia, o torneio de Monte Carlo. Esta prova que é das mais conceituadas sob terra batida conta já com mais de 100 edições, o que a torna uma das mais tradicionais e prestigiadas, logo após os torneios do Grand Slam e do ATP Finals, também conhecido por “Masters”.

Naquela que seria a segunda competição desta série de provas, logo depois de Miami, título arrecadado pelo polaco e número 16 Mundial, Hubert Hurkacz, era de esperar uma grande prova e um vencedor distinto face ao que se passara na contenda Norte-Americana.

Entre o elenco desta edição figuravam nomes como Rafael Nadal, que já vencera no “pó de tijolo” monegasco em onze ocasiões, mas que chegava ao principado sem qualquer encontro disputado na presente temporada sob terra batida, superfície na qual tem sido rei e senhor nos últimos anos, bem como o melhor que tinha feito, dado ter sido o único torneio no qual havia marcado presença  na presente temporada datava do Open da Austrália, no qual cedera nos ¼ de final perante Stefanos Tsitsipas.

O grego, que buscava o seu primeiro título Masters 1000 e que atuava no seu local de residência, visto morar no principado desde que abraçou o profissionalismo, tentaria fazer a festa na sua segunda casa! O número um, incontestado do ranking, o sérvio Novak Djokovic, já vencedor por uma vez desta competição também era parte deste fantástico lote de “estrelas” no qual estava também incluído o detentor em título, o transalpino, Fabio Fognini que por esse motivo tinha vários pontos a defender após essa surpreendente conquista em 2019.

PARTICIPAÇÃO LUSA NO PRINCIPADO TERMINOU DEMASIADO CEDO

O único tenista luso a marcar presença nesta semana de competição em Monte Carlo foi o vimaranense, atualmente fora dos 100 primeiros da hierarquia mundial, razão que o levou a ter de passar pela fase de qualificação, João Sousa.

O atleta que já confessou estar a atravessar uma crise de resultados e por conseguinte de confiança até começou por dar boas indicações, pois derrotou o esquerdino brasileiro, Thiago Monteiro por dois parciais sem resposta. Refira-se que o tenista do nosso país irmão está atualmente numa posição sólida dentro do top 100 do ranking ATP, pelo que parecia que Sousa não teria grandes dificuldades no encontro que daria acesso ao quadro principal. Contudo e diante de um adversário, atrás de si na tabela individual masculina, o vencedor de três trofeus na “nata” do ténis mundial ficou pelo caminho, frente ao italiano Tomas Fabbiano cedendo por duas partidas a zero: 7-6 e 6-4.

Com a derrota no encontro de acesso ao quadro principal no Mónaco as atenções do atleta que reside em Barcelona, viram-se agora para o ATP 250 de Belgrado, no qual disputará esta segunda feira a entrada no quadro principal tendo levado de vencido o tenista Norte-americano, Brian Nakashima na primeira ronda do qualifying.

A APARIÇÃO DA CHUVA LOGO AO SEGUNDO DIA E AS PRIMEIRAS SURPRESAS

Não foi necessário esperar muito, apenas dois dias, para as primeiras gotas de água se abaterem sobre o complexo monegasco, situação que condicionou e muito o normal desenrolar da segunda jornada. Mesmo com cinco horas de atraso, face ao inicialmente previsto, lá foi possível contemplar a fantástica bola amarela, bem como se pode assistir, ainda que sem publico nas bancadas, à queda de alguns protagonistas de quem era esperado mais.

O australiano, Alex de Minaur, número 25 da tabela, foi eliminado pelo espanhol, Alejandro Davidovich Fokina, que vinha de semanas menos bem conseguidas, com De Minaur a ser completamente dominado em todos os aspetos pelo tenista de ascendência balcânica. Já Ugo Humbert, francês que estava às “portas” de regressar ao top 30 caiu aos pés do australiano John Millman, fora dos 40 primeiros da hierarquia, com o gaulês a ceder por duplo seis três em pouco mais de uma hora e vinte minutos.

José Mourinho diz adeus ao Tottenham Hotspur FC

Esta manhã, foi anunciada a demissão do técnico português José Mourinho, após um ano e cinco meses no cargo. Através das redes sociais, o Tottenham Hotspur FC revelou também a saída oficial da equipa técnica – João Sacramento, Nuno Santos, Carlos Lalin e Giovanni Cerra.  Ryan Mason, antigo médio inglês, é o substituto provisório do “Special one”, no qual assume o comando técnico já hoje ao orientar a sessão de treino.

Agora, qual foi o motivo desta decisão? Existem duas justificações a circular neste momento: a entrada do Tottenham FC na Superliga Europeia ou a série de maus resultados (a nível nacional e internacional). De acordo com Fabrizio Romano (jornalista de grande renome), Mourinho foi demitido pela seu trabalho ineficaz pelos Spurs e nada tem a ver com a polémica Superliga.

Analisando a sua passagem pela formação londrina, identificamos facilmente que a turma de Mourinho se depara de uma fase menos boa. Depois do empate a duas bolas com o Everton FC, o Tottenham HFC ocupa o sétimo lugar com 50 pontos  (14V, 8E e 10D), estando assim atrasado na corrida às competições europeias. Na FA Cup, o clube londrino foi eliminado pelo Everton FC na quinta ronda da competição, num jogo que ficará certamente na memória dos adeptos britânicos (Everton 5- 4 Tottenham). A Liga Europa foi o cúmulo, diria eu. Depois de vencer na 1ª mão o GNK Dínamo de Zabreg por 2-0, o clube croata e Mislav Orsic escreveram na história uma reviravolta totalmente inesperada (3-0). Um jogo inesquecível para as duas formações por razões distintas.

Ao serviço do Tottenham, José Mourinho totalizou 44 vitórias, 19 empates e 23 derrotas em 86 jogos. Desta vez, o “Special One” fez história pela negativa, sendo que foi a primeira vez na sua carreira que deixou um clube de mãos vazias, sem troféus. A meu ver, trata-se de uma ação precipitada e um pouco injusta, a menos de uma semana da final da Taça da Liga de Inglaterra (frente ao Manchester City FC).

Aos 58 anos de idade, este é o terceiro clube da Premier League em que é despedido (Chelsea FC – 2007 e 2015; Manchester United FC – 2018  e Tottenham FC – 2021). A qualificação para a Liga dos Campeões e a conquista de troféus eram dois dos objetivos iniciais do clube para Mourinho. Um deles, é quase certo o seu fracasso e o outro foi impedido cedo de mais.

Agora, a pergunta que se coloca à mesa é: qual é o próximo destino do “Special One”? O futuro é incerto e só o tempo o dirá.

SL Benfica | As 5 melhores defensivas da história encarnada

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Mau feitio ou talvez apenas má vontade, quando Leauty decide agarrar-se à bola e fazer golo de belo efeito à passagem do minuto 35, longos dias de apreciações e estudos acerca da estabilidade defensiva do SL Benfica caíram por terra e expuseram realidade que nos permite distinguir, com toda a certeza, muitos dos fatores que comprometeram os resultados desta temporada ao insucesso.

Ainda assim, os 715 minutos que Helton Leite conservou a invencibilidade são registo digno de destaque na secção dos recordes do Museu Cosme Damião, colocando o nome ao lado de Bento, Júlio César ou Ederson – e esta fase, que durou praticamente mês e meio, será o único apontamento positivo duma época condenada ao fracasso desde agosto.

Numa tentativa de tentar conhecer melhor qual a dimensão dos feitos defensivos dos encarnados, enumeramos cinco das mais memoráveis retaguardas do clube da Luz, quartetos ou quintetos que permitiram açambarcar condições ideais para as linhas atacantes puxarem a si a fama das mais gloriosas noites .

Entendível num clube que formatou a sua abordagem tática ao culto do golo e de correntes estéticas mais atrevidas, encarando o jogo como espaço de entretenimento supremo e a obtenção da vitória com recurso ao 5-4 em vez do 1-0 – filosofia bem explícita na famosa frase de Bella Gutmann: «Não me desgosta nada que o adversário marque três ou quatro golos desde que a minha equipa marque quatro ou cinco… Primeiro, marcar golos. Depois, tentar não os sofrer. Eis a filosofia do meu futebol».

Nestes pressupostos, elegem-se cinco conjuntos de operários prontos ao sacrifício da fama em prol dos objetivos coletivos, apoiando na estatística o critério das escolhas.