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SL Benfica 5-4 OC Barcelos: Barcelenses caem para o terceiro lugar

A CRÓNICA: UMA PARTIDA “CONTRA O VENTO”  

O SL Benfica conseguiu levar a melhor sobre o OC Barcelos e deixou uma imagem positiva, no final da fase regular.

Os encarnados começaram mais ativos no ataque e chegaram cedo ao 1-0, numa bola jogada concluída por Ordoñez. O OC Barcelos tentou equilibrar a partida e conseguiu, através de um remate de meia distância de Luís Querido.

A segunda parte acabou por ser mais animada do que a primeira. O OC Barcelos teve boas oportunidades para completar a cambalhota no marcador no início do recomeço da partida, só foram os encarnados a marcar. Num lance algo confuso, com vários ressaltos, Ordoñez voltou a ser eficaz.

O SL Benfica ficou mais ativo no jogo e teve vários lances de perigos para alargarem a vantagem e até desperdiçaram uma grande penalidade. Contra a corrente do jogo, foram os visitantes a finalizarem, numa boa incursão de Gimenez que, rodopiou e fez o 1-2.

As equipas tiveram ambas oportunidade de um livre direto por chegarem à décima falta, mas nenhuma aproveitou. A partida acabou por ficar numa toada mais morna e o marcador voltou a mudar outra vez perto do final da partida. Na sequência de uma boa jogada de envolvência coletiva, Luís Querido bisou e colocou o OC Barcelos, pela primeira vez, em vantagem.

Mais uma contradição no jogo, quando o SL Benfica estava a jogar com menos um pelo cartão azul dado a Diogo Rafael, foi a equipa da casa a marcar. Numa perda de bola do adversário, o Benfica lançou um contra-ataque rápido concluído por Ordoñez.

Rocha ainda colocou o OC Barcelos novamente em vantagem, mas o Benfica conseguiu a reviravolta no último minuto da partida. Perdas de bola dos visitantes com os encarnados a aproveitarem para conseguirem garantir a vitória nos segundos finais.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica Modalidades

Ordoñez – Importantíssimo e decisivo no desfecho do jogo. Quatro dos cinco golos dos encarnados foram marcados pelo internacional argentino, que esteve sempre muito ativo e dinâmico no ataque.

O FORA DE JOGO

🍀Resultado final.

🤜🤛Não era o que pretendíamos, mas seguimos juntos e determinados.

🌟Olhos postos já no playoff.💙🤍

Pubblicato da Óquei Clube de Barcelos su Sabato 17 aprile 2021

Perdas de bola em movimento ofensivo do OC Barcelos – Erros na gestão da posse debola na segunda parte permitiram ao Benfica transições rápidas perigosas, com alguns dos lances a serem decisivos para a partida.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica conseguiu, através de uma gestão de posse, criar desequilíbrios na defesa barcelense através do ataque apoiado na primeira e de transições rápidas na segunda. Ordoñez era o elemento que recebia a bola sempre que esta chegava à área adversária

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (7)

Valter Neves (7)

 Diogo Rafael (5)

Gonçalo Pinto (7)

Lucas Ordoñez (9)

SUBS UTILIZADOS

Marco Barros (-)

Edu Lamas (6)

Miguel Vieira (6)

Aragonèz (6)

Rampulla (6) 

ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS

A equipa de Rui Neto tinha de lutar pela vitória para garantir o segundo lugar. No entanto, a reação à perda de bola esteve bastante abaixo do esperado e a equipa ficou exposta às transições rápidas do Benfica. No ataque, tentou fazer uso dos remates de meia distância perante a muralha encarnada.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Conti (7)

Zé Pedro (5)

Luís Querido (7)

Dario Gimenez (6)

Miguel Rocha (7)

SUBS UTILIZADOS

Joka (-)

Tomás Pereira (5)

Joca Guimarães (6)

Rafa (6)

Rafael Lourenço (5)

Foto de Capa: SL Benfica Modalidades

Athletic Club 0-4 FC Barcelona: Catalães conquistam Taça do Rei com exibição categórica

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A CRÓNICA: UMA AUTÊNTICA AULA DE FUTEBOL OFENSIVO

O Estádio de La Cartuja, em Sevilha, foi o palco da final da Taça do Rei de Espanha da presente temporada entre o FC Barcelona e o Athletic Club. Os bascos, que perderam a edição da época transata que foi jogada há cerca de duas semanas, viam aqui uma oportunidade de se “vingarem”, enquanto os catalães procurariam regressar aos títulos.

O FC Barcelona entrou a todo o gás na partida, criando a primeira grande oportunidade de golo à passagem do minuto 4’, quando Frenkie De Jong enviou uma bola ao poste esquerdo da baliza defendida por Unai Simon. O Atlethic tentou responder e teve nos pés de Iñigo Martínez uma grande oportunidade para faturar mas a bola não entrou. Com o decorrer do tempo, as chances de golo foram diminuindo, mas o domínio do Barça foi avassalador e apenas faltou o golo para coroar uma grande primeira parte da equipa catalã.

No começo do segundo tempo, os blaugrana voltaram a entrar com tudo, mas Unai Simón negou o golo primeiro a Griezmann, e depois a Busquets, com estrondosas defesas. Completamente encostado às cordas, seria uma questão de tempo até o Bilbao ceder, e assim foi, quando Griezmann inaugurou o marcador a favor do Barcelona, ao minuto 60’. Três minutos depois, foi a vez de de Jong aumentar a vantagem, fazendo também ele o gosto ao pé, deixando os catalães mais perto de erguer o troféu. Com o pé no acelarador, foram precisos apenas mais cinco minutos para a formação orientada por Ronald Koeman, desta feita por Lionel Messi. O astro argentino não se contentou, e voltou a faturar volvidos apenas quatro minutos.

Com tamanha vantagem no marcador, bastou ao Barcelona controlar o jogo à sua maneira até ao apito final, com o resultado a manter-se nos quatro golos sem resposta. Posto isto, com este triunfo, os blaugrana voltam a festejar a conquista de um título, adicionando ao seu palmarés a 31ª Taça do Rei.

 

A FIGURA


Lionel Messi – O astro argentino mostrou-se no seu melhor nesta partida, realizando uma exibição espantosa, que foi premiada com um bis, o que lhe permitiu tornar-se no melhor marcador da história da competição.

 

O FORA DE JOGO


Estratégia do Athletic Bilbao – A formação basca pecou no lado estratégico, no sentido em que entrou para este encontro numa clara dinâmica de contenção, acabando por não criar qualquer perigo ao adversário a nível ofensivo. Foram castigados com uma goleada.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ATHLETIC CLUB

A formação orientada por Marcelino García Toral apresentou-se organizada num sistema tático em 4-4-2 clássico, claramente de contenção face ao estilo de jogo ofensivo e de pressão alta que o FC Barcelona conseguiu imprimir no encontro. Sem muitos argumentos para contrariar o adversário, a postura defensiva assumida pela formação basca custou-lhes caro, acabando por ser goleados, numa partida em que praticamente não incomodaram o guarda-redes adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Simón (6)

De Marcos (6)

Yeray (6)

Martínez (6)

Balenziaga (6)

Berenguer (6)

García (6)

López (6)

Muniain (6)

Williams (6)

García (6)

SUBS UTILIZADOS

Lekue (5)

Vesga (6)

Nunez (6)

Villalibre (6)

Berchiche (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Os catalães organizaram-se num dispositivo tático de 3-1-4-2, numa linha defensiva que contou com o regresso de Gerard Piqué. Os catalães dominaram o jogo em todas as suas vertentes, sendo avassaladores no momento ofensivo, com um troca de bola deslumbrante, que baralhou por completo o adversário. Com 78% de posse de bola e com quatro golos sem resposta a seu favor, é caso para dizer que foi um resultado justíssimo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

ter Stegen (7)

Mingueza (7)

Piqué (7)

Lenglet (7)

Busquets (7)

Dest (6)

de Jong (8)

Pedri (7)

Alba (8)

Messi (7)

Griezmann (9)

SUBS UTILIZADOS

Araújo (6)

Roberto (6)

Moriba (6)

Dembelé (-)

Braithwaite (-)

 

Rio Ave FC 0-0 SC Braga: Maré de inoportunismo e desinspiração

A CRÓNICA: COM DALA, O RIO AVE FC PODIA TER IÇADO A BANDEIRA VERDE

O mar, essa longínqua esfera que assume dimensões e simetrias bem planas ordenava, sob o Estádio dos Arcos, uma brisa amena e débil em intensidade.

Filipe Augusto e Galeno levantaram as primeiras ondas, mas os guarda-redes, enquadrados e atentos, mergulharam no cimo das respetivas cristas.

Borevkovic foi molhar os pés, levou um balde furado, levantou-o sobre próprio corpo e – respeitando os trâmites da gíria – meteu água (23′): Ricardo Horta aproveitou a falha, colocou em Fransérgio e este disparou para defesa apertada de Kieszeck.

Realizada a aritmética concernida aos livres diretos, F. Geraldes arremessou para o interior da grande área minhota e Carlos Mané, oriundo da término do areal, dispara às malhas laterais (31′).

O naufrágio espreitou, mas redundou apenas em susto: após perda de bola de Filipe Augusto, A. Ruiz conduz a bola até à grande área vilacondense e deposita em Galeno; este simula o remate e permite que Borevkovic lhe beije os pés, remata na diagonal e é travado pelo movimento da luva do polaco (38′). Gera-se, posteriormente, um imbróglio na área, mas a equipa de arbitragem assinala fora-de-jogo.

Do outro lado, contemplou-se – por momentos – o afundar de uma jangada de papel. Rolando, após fazer ressaltar a bola num companheiro de equipa, perde terreno para a desmarcação de G. Dala (44′): este atira contra o corpo de Matheus e, na sobra, o literato F. Geraldes constituiu-se um óbice ao outorgar da fatalidade e vantagem vilacondense.

A primeira metade primou pela acalmia da maré. Esperava-se, de parte a parte, que a bandeira verde ou vermelha fosse içada.

Guga correu exasperadamente e cruzou dois corredores, deixou a bola à guarda de G. Dala (52′), mas a prancha apresentou uma brecha na altura de ludibriar a igualdade.

O Rio Ave FC brotava entusiasmo e sentia que podia aplicar o golpe misericordioso volvidos os minutos do relógio. Contudo, Gelson Dala comprometeu as aspirações da equipa e viu o vermelho direto (80′). Cabia, ao SC Braga, aproveitar a situação e tirar proveito da superioridade numérica.

João Novais (87′) e Zé Carlos (90′) ainda investiram em equipamento para domar as ondas, mas Kieszek e a má abordagem do lateral direito não chegaram a bom porto.

O SC Braga recupera um ponto na desvantagem que mantém em relação ao SL Benfica e manteve o quarto lugar na tabela classificativa.

A FIGURA

Meio-campo do Rio Ave FC – Podia, neste parâmetro, constar o nome de P. Kieszek. O miolo dos vilacondenses, em superioridade numérica, criou e causa muitas dificuldades à equipa bracarense. Guga, com espaço, gerava e produzia iniciativas atacantes; Filipe Augusto combatia mais atrás, juntamente com Tarantini, encurtava espaços e era o responsável pelo prólogo de jogadas ofensivas. Com 11 até ao fim, a história podia ter sido distinta…

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Definição e critério no último passe do SC Braga – Não compareceu em jogo. Ricardo Horta e Fransérgio, em dias normais, costumam ser exímios na aplicação. Galeno, num dia sim, idem aspas. Abel Ruiz, quando inspirado, a mesma história. Além disso, pecaram a ausência de triangulações e “tabelinhas” entrelinhas, a busca pelo movimento interior e o ataque à recuperação de segundas bolas.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Defronte do Boavista FC, no Estádio do Bessa, Miguel Cardoso montou o habitual 4-3-3 com F. Geraldes subido no terreno para urdir o apoio necessário a Gelson Dala e com um meio campo musculado, utilizando uma linha de três composta por Tarantini, Pelé e Gonçalo Rodrigues. Hoje, diante da formação bracarense, apostou em dois médios mais recuados (Tarantini e F. Augusto) e mais três responsáveis pelas investidas ofensivas (Guga, C. Mané e F. Geraldes) tendo em mente o suporte a profundidade de Gelson Dala.

Durante a primeira metade, registaram-se algumas falhas e tumultos do ponto de vista defensivo face a uma pressão em zonas altas do terreno, imediatamente realizada ao portador da bola. Gelson Dala e Carlos Mané, quando solicitados na profundidade, faziam crescer água na barba do quarteto defensivo do SC Braga. O controlo do meio-campo esteve, maioritariamente assegurado pelo facto de a equipa dispor de superioridade numérica nesse setor.

A segunda parte trouxe, do balneário do Rio Ave FC, resquícios de temeridade e atrevimento: os vilacondenses cresceram no terreno e ambientaram-se às anotações e estratégias dos oriundos de Braga. Guga era um dos motores da equipa e Filipe Augusto compensava e colmatava possíveis situações de perigo adversário. A nível defensivo, o quarteto reduziu as preocupações e anulou as investidas quer na profundidade, quer na demanda das entrelinhas e movimentos interiores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

P. Kieszek (7)

I. Pinto (7)

T. Borevkovic (6)

A. Santos (7)

P. Amaral (7)

Tarantini (6)

F. Augusto (7)

C. Mané (6)

G. Rodrigues (8)

F. Geraldes (7)

G. Dala (6)

 

SUBS UTILIZADAS

N. Monte (-)

Costinha (-)

Anderson (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Face ao empate caseiro que opôs os guerreiros ao Belenenses SAD, Carlos Carvalhal alterou algumas peças no xadrez, quer defensiva, quer ofensivamente: no setor mais recuado do terreno, R. Esgaio e R. Silva deram lugar a Z. Carlos e Rolando; no miolo, Castro rendeu A. Elmusrati; na frente atacante, o técnico português invocou a presença de João Novais no apoio a A. Ruiz e preteriu A. Sporar e N. Gaitán.

Nos primeiros 45 minutos, defensivamente, regista-se o lapso provocado por Rolando e corrigido por Matheus. Várias e vãs foram as investidas ofensivas na cata da profundidade de Galeno, R. Horta e A. Ruiz. Castro e Fransérgio perderam, inúmeras vezes, o controlo e a batuta do miolo, facto comprovado pela inferioridade numérica nesse setor. Zé Carlos e N. Sequeira, a nível ofensivo, não corresponderam ao nível exibido em alguns jogos da temporada. Parte do perigo criado surgiu a partir de bolas paradas.

No segundo tempo, o SC Braga acionou o “complicómetro” e não personificou a vingança nem esvaziou o espírito perdulário característico da primeira parte. Até à expulsão de G. Dala, escassas foram as vezes nas quais chegou com perigo à baliza adversária. A gestão da posse, quando feita, circunscrevia o último terço do terreno, mas o último passe e a definição não compareceram. Permaneceu a incontinência defensiva e a criação a partir da linha mais recuada. Além disso, as substituições não surtiram o efeito devido: Sporar apenas marcou presença na ala, faltou o génio de Gaitán e Piazón limitou-se a afunilar o jogo pelo lado esquerdo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Z. Carlos (6)

V. Tormena (7)

Rolando (7)

N. Sequeira (6)

R. Horta (7)

Fransérgio (6)

Castro (6)

Galeno (6)

João Novais (7)

A. Ruiz (6)

 

SUBS UTILIZADAS

N. Gaitán (4)

L. Piazón (4)

A. Sporar (4)

A. Horta (-)

C. Borja (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Boa noite, mister. Fica a sensação de que, de igual para igual, o resultado poderia ter sido diferente? Pergunto-lhe isto porque, principalmente na segunda metade, houve – digamos – um controlo do meio campo por parte da sua equipa, até à expulsão.

Rui Santos: Exatamente! Uma interpretação muito inteligente da sua parte. E eu comungo da mesma. O SC Braga só começou a criar oportunidades a partir do momento da expulsão, ou seja, em superioridade numérica.

 

SC Braga

BnR: Boa noite, mister. No cômputo geral, faltou definição e critério no último passe. As substituições que realizou tinham em mente a resolução desse fator? Pergunto-lhe ainda se o facto de a profundidade, em grande parte dos lances, ter sido travada prejudicou aquela que seria a estratégia previamente delineada?

Carlos Carvalhal: Sinceramente, não sei o que responder. Não vi o jogo dessa forma. Gostei da prestação da equipa. Não tínhamos essa estratégia delineada. Penso que exploramos a profundidade. Inclusive existem um ou dois jogadores isolados defronte do guarda-redes. Tivemos situações de ataque pela direita, pela esquerda, pelo meio. Estou mais satisfeito com os jogadores do que com o resultado. Encontramos pela frente um Rio Ave que também precisa de pontos e que também fez pela vida para tentar vencer a partida. Eles também tiveram mérito na forma como abordaram o jogo. No jogo contra o Belenenses SAD, tivemos menos oportunidades claras de golo. Quanto ao critério, concordo em parte. Nós definimos bem, penso é que, no momento da concretização, não soubemos dar a melhor resposta.

Belenenses SAD 2-0 CS Marítimo: Jogo dos “gritos”, mas quem venceu foram os da casa

A CRÓNICA: O ÚLTIMO A MEXER GANHOU

O Belenenses SAD venceu o CS Marítimo por dois a zero. Os golos do encontro foram apontados por Miguel Cardoso e Francisco Teixeira.

Numa primeira parte em que as duas equipas se encaixaram, foram os desequilíbrios individuais que fizeram a diferença. A primeira ameaça foi do CS Marítimo. Ali Alipour podia ter inaugurado o marcador aos dois minutos, mas Kritciuk conseguiu defender junto ao poste direito. Aos 34 minutos, Cassierra mostrou como neste tipo de jogos a qualidade individual faz a diferença. Lucas Áfrico cometeu grande penalidade e Miguel Cardoso inaugurou o marcador no Jamor.

O segundo tempo foi o tudo ao nada para o CS Marítimo. Foram várias as oportunidades flagrantes. Primeiro, Joel Tagueu esteve muito perto de marcar, mas Kritciuk defendeu o cabeceamento. De seguida, Ratif Guitane falhou uma oportunidade flagrante depois da defesa de Kritciuk ao cruzamento de Alipour. A entrada de Ramires equilibrou mais o jogo para os lados da equipa da casa e Francisco Teixeira acabou por fazer o xeque-mate final já no cair do pano.

Com este resultado, a equipa do Belenenses SAD dá um importante passo na fuga pela linha de água. Já o CS Marítimo fica numa posição muito desconfortável na tabela classificativa da Primeira Liga.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Entrada de Bruno Ramires – O jogo estava claramente descontrolado para o Belenenses SAD e só a entrada de um médio defensivo para uma zona muito ofensiva do terreno deu estabilidade para travar a primeira fase de construção do CS Marítimo.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Incapacidade de resposta do CS Marítimo – Face à substituição de Bruno Ramires, a equipa do CS Marítimo ficou sem argumentos para criar o mesmo perigo que tinha criado no início da segunda parte. Talvez uma tentativa de um 4-4-2 com Joel e Rodrigo Pinho na frente pudesse surpreender de novo.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no habitual 3-4-3, com o principal destaque a dupla Afonso Sousa e Afonso Taira no meio campo e o trio ofensivo constituído por Varela, Cassierra e Miguel Cardoso. A verdade é que a equipa ressentiu-se da pressão e garra do CS Marítimo para tentar marcar o primeiro. O golo da equipa mostrou como neste tipo de jogos, a qualidade e criatividade individual fazem toda a diferença. Na segunda parte, a surpresa no esquema tático de Júlio Velázquez obrigou Petit a surpreender também Só com a entrada de Bruno Ramires mais na zona ofensiva do terreno (o jogador é médio-defensivo de origem) é que a equipa da casa conseguiu segurar o resultado final e pôr fim ao ímpeto da equipa maritimista no inicio da segunda parte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (8)

Tiago Esgaio (6)

Tomás Ribeiro (6)

Henrique Buss (7)

Gonçalo Silva (6)

Rúben Lima (6)

Afonso Taira(6)

Miguel Cardoso (7)

Cassierra(7)

Afonso Sousa (5)

Silvestre Varela (6)

SUBS UTILIZADOS

Cafú Phete (6)

Bruno Ramires (7)

Francisco Teixeira (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

A equipa insular apresentou-se num 3-5-2 com a dupla ofensiva a ser constituída por Joel Tagueu e Alipour. As bolas aéreas, o jogo muito direto e os pontapés de meia-distância foram as armas do CS Marítimo para ferir a equipa da casa. Na segunda parte, a mudança tática de Júlio Velázquez quase saiu na perfeição com Rodrigo Pinho, Joel e Alipour a formarem um trio num 4-3-3. Contudo, a equipa estagnou com a entrada de Bruno Ramires pelo Belenenses SAD.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir (5)

Cláudio Winck (5)

Lucas Áfrico (4)

Renê Santos (5)

Andreas Karo (5)

Marcelo Hermes (5)

Jean Irmer (5)

Pedro Pelágio (5)

Edgar Costa (5)

Ali Alipour (6)

Joel Tagueu (7)

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo Pinho (6)

Ratik Guitane(6)

Jorge Correa (-)

Rúben Macedo (-)

Fumu Tamuzu (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: O esquema tático apresentado pelo Marítimo no início da 2.ª parte acabou por trazer algumas dificuldades à sua equipa. Sente que foi muito pela entrada de Bruno Ramires que conseguiu estabilizar a equipa e ficar mais perto da vitória final?

Petit: Sim, também fruto de estar a ganhar 1-0, é normal que houvesse uma reação do CS Marítimo mudando o seu sistema, passando para dois avançados numa linha de quatro. Soubemos sofrer, mas com a entrada do Bruno depois acertámos e depois tivemos uma ou outra situação em que pudemos fazer golo.

CS Marítimo

BnR: O Marítimo entrou muito bem na 2.ª parte até pela surpresa na formação tática apresentada, mas a equipa do Belenenses SAD colocou Bruno Ramires e estabilizou mais o jogo. Faltou mais um fator surpresa da sua equipa para conseguir lutar por outro resultado?

Júlio Velázquez: Podíamos ter surpreendido com Pellé entrelinhas mas Pellé não estava. Que maior surpresa do que as modificações que fizemos ao intervalo… Tentámos acumular jogadores dentro para explorar os corredores de fora. Criámos ocasiões de bola parada, tivemos jogo dinâmico.

Beto: Será o que o Dragão precisa? | FC Porto

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O rendimento de Beto ao serviço do Portimonense SC, na liga portuguesa, está a captar aos poucos a atenção de toda a gente, já que o avançado tem sido um dos destaques desta 2.ª volta de campeonato. Aliás, lá fora, nomeadamente em Espanha, já foi comparado e denominado como o “Haaland do futebol português”, fruto da sua capacidade física e da relação que tem demonstrado com o golo.

Esta época, o jogador nascido na Guiné-Bissau já soma nove golos na temporada, sendo que é um dos vários responsáveis pelo excelente momento de forma que a formação algarvia atravessa. No entanto, o atleta é muito mais do que a sua habilidade para com a bola, também tem o seu lado humano e de superação e aqui é impossível ficar indiferente à história de vida de Beto. Desde os seus momentos em que caía isolado frente ao guarda-redes adversário no campo, até aos seus treinos com uma simples bola de ténis, como dos seus tempos no Clube Olímpico de Montijo até ao presente, o atacante tem subido sempre a pulso, mas sempre acompanhado da humildade e do trabalho. Todos estes condimentos fazem com que aos 24 anos, este jogador, seja um dos futebolistas mais cobiçados no nosso país.

Desta forma, o seu nome já consta na agenda dos “três grandes”, assim como de outros emblemas estrangeiros, pelo que se espera uma disputa intensa pelo seu passe, além de que está integrado num clube que já conseguiu fazer negócios impensáveis, como foi o caso de Nakajima. Por sua vez, alguns meios de comunicação social já avançaram que o FC Porto estará disposto a avançar com uma proposta a rondar os 9 milhões de euros, por apenas 50% do passe. Uma proposta, a ser verdade, muito arrojada e de alto risco, não desconsiderando a valia do jogador, mas sim porque são ofertas que, ou correm muito bem, ou correm muito mal. Não esquecer, recentemente, o que aconteceu precisamente com Nakajima, que até agora, tem sido um autentico “flop”, tendo em conta as expectativas com que chegou. Também não se pode esquecer dos problemas financeiros que os dragões atravessaram recentemente e as consequências que ainda sofre com isso, assim todo o cuidado é pouco e cada investimento tem de ser considerado com muita atenção e seriedade.

Fora o lado financeiro, centrando agora no aspeto desportivo, Beto é um jogador que se encaixaria perfeitamente no estilo de jogo de Sérgio Conceição, pois é um atleta com grande estampa física, com passada larga, o que beneficia o seu ataque à profundidade e tem demonstrado sempre uma boa relação com o golo, algo importante numa equipa grande. No seguimento, também não descuida a parte defensiva e está sempre disposto a ajudar os seus colegas, algo que já sabemos que o técnico dos portistas aprecia imenso. Claro que ainda há espaço para melhorar e com a sua idade ainda está longe de ser um futebolista feito.

Com isto, Beto poderá ser uma aposta interessante por parte do FC Porto, apontado como possível substituto de Marega, caso não renove. Porém, terá de ser pelo preço certo, sendo que o valor que se fala parece um pouco exagerado, já que se perspetiva uma avaliação na ordem dos 18 milhões de euros.

SL Benfica 1-2 Gil Vicente FC: Lourency e companhia surpreende águias apagadas

A CRÓNICA: GALO BEM ORGANIZADO LEVA A MELHOR SOBRE ÁGUIA DESINSPIRADA

O técnico Ricardo Soares tinha prometido uma equipa sem receio à procura de levar pontos para Barcelos, e isso acabou mesmo por acontecer. Em partida a contar para 27.ª jornada da Primeira Liga, um Gil Vicente FC bem organizado conseguiu surpreender o SL Benfica em sua casa e venceu por 1-2, garantindo assim três importantíssimos na luta pela manutenção. A série vitoriosa dos encarnados termina de forma retumbante e o segundo lugar passa a ser cada vez mais uma miragem.

O início do jogo na Luz foi mexido, com o Gil Vicente FC a cumprir o plano delineado pelo seu técnico – não ter medo de ter a bola na posse e a procurar transições rápidas para criar perigo, algo que condicionou o jogo encarnado. Um exemplo disso foi o remate ao lado de Vítor Carvalho ao minuto 15, naquele que foi o primeiro lance de perigo da partida.

O jogo ia correndo sem grandes motivos de interesse, mas dava a sensação de que a formação visitante estava melhor na partida, com maior iniciativa no jogo e foi sem surpresa que se adiantou no marcador aos 36 minutos. Pedrinho lançou o extremo Antoine Léautey, que fletiu para o centro e rematou rasteiro para o fundo das redes do SL Benfica, fazendo assim o primeiro golo da partida.

A reação encarnada ao golo sofrido foi quase inexistente, uma vez que o SL Benfica não conseguiu encontrar uma forma de furar a muralha defensiva gilista, um pouco à imagem do que se assistiu durante toda a primeira parte. Se quisesse somar mais um triunfo, os encarnados tinham de fazer muito mais para ultrapassar um Gil Vicente FC bem organizado e a jogar sem receio do poderio do adversário.

Insatisfeito com a exibição da sua equipa, Jorge Jesus colocou Everton em campo, mudando assim o sistema tático para o 4-4-2. A mudança tática teve peso no ritmo de jogo do SL Benfica, já que passou a pressionar mais a defesa visitante, mas estava a faltar maior acerto na hora de finalizar. Aos 61’, Seferovic desperdiçou uma ocasião soberana num lance de insistência de Rafa, onde Denis fez uma defesa incompleta.

O tempo corria contra o SL Benfica, que ia tentando furar a defesa do Gil Vicente, só que a previsibilidade nos movimentos dos homens da frente da formação encarnada estava a ser a nota dominante e a missão dos visitantes de manter a preciosa vantagem ficava mais facilitada.

Como diz e muito bem a velha máxima de “quem não marca, sofre”, Lourency tratou de ferir ainda mais as “águias” aos 81 minutos. Excelente exploração da profundidade pela esquerda do ataque gilista, com Lourency a ser lançado em profundidade, a ir para dentro e a rematar para o 0-2.

Numa posição muitíssimo delicada, o SL Benfica ainda conseguiu reduzir a diferença a três minutos dos 90’. Rafa surgiu na direita, rematou para defesa de Denis e a bola embateu em Vítor Carvalho, que foi infeliz e colocou a bola na própria baliza. O golo ainda trouxe uma réstia de esperança numa possível reviravolta nos últimos minutos, o que acabou por não acontecer.

A partida terminou com o triunfo muito importante do Gil Vicente FC, que se exibiu a um bom nível durante toda a partida, em contraste com um SL Benfica que esteve muito apagado e sem grande produção ofensiva, em comparação com jogos anteriores. O “galo” conseguiu levar a melhor sobre a “águia” e está bem encaminhado para se manter na Primeira Liga.

 

A FIGURA
Lourency matou o SL Benfica ao fazer o 2-0
Fonte: Isabel Silva/ Bola na Rede

Lourency (Gil Vicente FC) – O extremo brasileiro foi importante para o triunfo gilista na Luz. Aproveitou bem os espaços dados pela defesa encarnada durante grande parte do encontro, e foi num desses lances que acabou por fazer o golo que praticamente acabou com as dúvidas quanto ao vencedor do encontro.

O FORA DE JOGO
Seferovic esteve apagado, não aparecendo no jogo do SL Benfica
Fonte: Isabel Silva/ Bola na Rede

Haris Seferovic (SL Benfica) – O reflexo da exibição (muito) desinspirada do SL Benfica. Até tem estado em grande destaque nos últimos jogos, mas hoje Seferovic passou muito ao lado da partida. Muito escondido durante grande parte do encontro, o número “14” encarnado não conseguiu criar espaços na defesa adversária e, nas poucas oportunidades que teve para marcar, não mostrou a frieza que tem vindo a evidenciar nas jornadas anteriores.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A senda de triunfos consecutivos trouxe um SL Benfica confiante para mais um duelo da Primeira Liga. Depois do triunfo folgado na Mata Real, Jorge Jesus não mexeu qualquer peça no seu onze inicial, voltando a optar pelo sistema com três centrais.

A entrada das “águias” na partida não foi a expectável, já que a equipa encarnada não estava a conseguir pôr em prática o seu jogo, muito por culpa da boa organização gilista em termos defensivos. Os comandados de Jesus acabariam por sofrer um golo aos 36 minutos, o que já não acontecia há sete encontros. A reação encarnada ao golo sofrido foi inexistente, muita por culpa pela boa exibição do conjunto visitante.

O segundo tempo trouxe um SL Benfica com vontade de chegar ao empate o mais rápido possível, só que a previsibilidade dos ataques encarnados não criou qualquer perigo para o setor defensivo do Gil Vicente. Na procura pelo golo do empate, as “águias” acabaram por sofrer o segundo golo que ditou o fim da série de vitórias.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Diogo Gonçalves (6)

Nicolás Otamendi (5)

Lucas Veríssimo (5)

Jan Vertonghen (6)

Grimaldo (5)

Julian Weigl (5)

Adel Taarabt (5)

Rafa Silva (6)

Luca Waldschmidt (5)

Haris Seferovic (4)

SUBS UTILIZADOS

Everton Cebolinha (5)

 Darwin Núñez (4)

Pizzi (4)

Pedrinho (-)

Franco Cervi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Atualmente a ocupar o décimo lugar na classificação, o Gil Vicente FC queria pontuar na Luz, mas a tarefa não seria nada fácil de ser alcançada. Depois da derrota sofrida em casa na jornada anterior, o treinador Ricardo Soares fez quatro mudanças no seu onze: Rodrigão, Lucas Mineiro, Vítor Carvalho e Antoine Léautey foram titulares nos lugares de Ygor Nogueira (castigado), João Afonso, Claude Gonçalves e Kanya Fujimoto, respetivamente.

A atuar num 4-3-3, Ricardo Soares tinha prometido uma equipa com vontade de pontuar na Luz, tentando impor o seu jogo. De facto, isso aconteceu durante a primeira parte – o Gil Vicente FC conseguiu travar a iniciativa encarnada, não teve medo de ter a bola na posse e adiantou-se mesmo no marcador, com o golo de Léautey à passagem do minuto 36.

Na segunda parte, a equipa visitante deu a iniciativa de jogo ao SL Benfica, tendo passado grande parte no seu meio-campo defensivo, embora não tenha descurado os lances que teve para pôr em perigo a defesa do SL Benfica e foi assim que Lourency acabou por fazer o segundo dos gilistas, que praticamente selou o triunfo forasteiro, apesar de ter sofrido ainda um golo perto do fim.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (6)

Joel Pereira (7)

Rúben Fernandes (6)

Rodrigão (6)

Talocha (6)

Vítor Carvalho (5)

Lucas Mineiro (6)

Pedrinho (7)

Lourency (8)

Antoine Léautey (6)

Pedro Marques (6)

SUBS UTILIZADOS

Claude Gonçalves (5)

Samuel Lino (5)

Kanya Fujimoto (5)

Henrique Gomes (-)

Diogo Silva (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

Gil Vicente FC

BnR: O Gil Vicente FC conseguiu anular bem o jogo ofensivo do SL Benfica e acabou por vencer. Qual foi o segredo para o triunfo de hoje?

Ricardo Soares: Na primeira parte nós estivemos bem na primeira fase de construção, o que obrigou os pontas de lança do Benfica a correr muito atrás da bola. Conseguimos bater a primeira linha de pressão do Benfica, ganhámos uma vantagem espacial, chegámos à frente e, em vez de atacar a baliza, quisemos ficar com a bola, trazê-la para trás e ter posse. O Benfica não está habituado a isso, vem de um grande momento e é uma equipa que interpreta bem os momentos do jogo, mas não estava preparado para que o Gil Vicente tivesse tanta bola no Estádio da Luz e penso que esse foi o segredo para a vitória de hoje.

Vitória SC 1-0 CD Santa Clara: Os três pontos que Rochinha salvou

A CRÓNICA: SORTE DE UNS, AZAR DE OUTROS

A segunda partida de Bino Maçães no comando técnico do “Emblema do Rei” deu-se na jornada 27, onde o CD Santa Clara se deslocou até Guimarães, numa bonita tarde de sol que marcou o encontro na cidade berço.

Um encontro marcado por uma tentativa de ambas as partes de inaugurar o marcador, visto que aos dois minutos de jogo surgiu logo uma oportunidade perigosa para Estupinan estrear o marcador, a favor do Vitória SC, mas Marco Rocha negou a festa à formação vitoriana.

Aos 17 minutos, Marcus Edwards fintou os defesas do Santa Clara, procurando isolar-se no terreno e tentar a sua sorte, rematando à baliza dos visitantes. O remate encontrou o poste e voltou à zona perigosa, onde Rochinha agarrou a oportunidade e colocou a bola no fundo das redes açorianas.

A sete minutos do início da segunda parte, Rui Costa tentou colocar a equipa em igualdade no marcador, mas o VAR considerou posição irregular e transformou a felicidade em revolta no banco da formação açoriana.

Um Santa Clara esforçado e dominante, porém que não conseguiu encontrar a fórmula do golo, acabando por sair condenado deste duelo. Já o Vitória SC, volta a sorrir depois de cinco jornadas a sair derrotado dos duelos, com um triunfo finalmente a aparecer e a salvar o dia em Guimarães, mesmo que por apenas uma bola.

 

A FIGURA

Rochinha – O avançado da formação vitoriana coloca-se sempre presente, no local certo à hora certa, acabando por acumular mais um golo com a camisola do “Emblema do Rei”. Um autêntico conquistador, que não vira costas a um desafio e se mostra sempre pronto a ajudar a equipa em situações melhores.

O FORA DE JOGO

Ineficácia do CD Santa Clara – Apesar da dominância expressiva ao longo de quase todo o jogo, o Santa Clara demonstrou-se incapaz de chegar à baliza de Bruno Varela. Os visitantes permaneceram a zero, um resultado injusto perante a partida no Dom Afonso Henriques.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa orientada por Bino Maçães opta por um esquema tático diferente do usual da formação vitoriana. Utilizando um 3-4-3, André Almeida inicia o encontro no banco de suplentes, dando lugar a Estupinan que assume a titularidade neste duelo frente ao Santa Clara. Com a saída de Rochinha, o Vitória SC passou a apresentar um 3-5-2, com André Almeida a auxiliar o meio-campo da formação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (8)

Marcus Edwards (5)

Estupinan (4)

Jorge Fernandes (5)

André Amaro (7)

Mensah (6)

Mumin (6)

Pepelu (5)

Rochinha (8)

Sacko (4)

 SUBS UTILIZADOS

Mikel Agu (-)

Noah Holms (-)

Rúben Lameiras (-)

Janvier (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Daniel Ramos opta pelo 4-3-3 sem mudanças relativamente ao jogo passado frente ao Nacional, no qual se sagrou vencedor por cinco bolas a uma. Ao intervalo, o técnico português decidiu alterar a dinâmica da equipa retirando Anderson Carvalho – recentemente amarelado no duelo – e colocou Costinha. Com as substituições na segunda parte, a formação açoriana apresenta-se com um cariz mais ofensivo, após a entrada de Ukra e Crysan.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Rocha (6)

Rafael Ramos (5)

Allano (5)

Fábio Cardoso (6)

Anderson Carvalho (4)

Carlos Carvalho (6)

Rui Costa (6)

Lincoln (7)

Mansur (6)

Morita (7)

Villanueva (7)

SUBS UTILIZADOS

Costinha (6)

Ukra (-)

Crysan (-)

Rui Correia (-)

Sagna (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Antes de mais parabéns pela estreia nas vitórias, gostava de lhe perguntar qual o sentimento após a primeira vitória ao comando técnico da equipa principal e ainda por cima em casa, no Dom Afonso Henriques?

Bino Maçães: É de facto muito importante, precisávamos desta vitória depois de tanto tempo e os adeptos merecem. Que a vitoria nos traga a tranquilidade que a equipa precisava nestes últimos resultados. Os adeptos merecem, depois de um período tão longo sem vencer. Quanto a mim, é importante ganharmos, num período difícil, sabíamos o que íamos encontrar e o que queríamos fazer, mas ficou aqui demonstrada a garra da equipa, com uma primeira parte que demonstra o que queremos continuar a fazer no futuro.

 

CD Santa Clara

BnR: Optou por mexer na equipa logo no início da segunda parte, ao colocar Costinha, considera que a equipa beneficiou com as alterações?

Daniel Ramos: Estávamos a perder a precisar de procurar espaços nas entrelinhas, com a entrada de Costinha conseguimos procurar com mais espaço e melhorar o triângulo no meio-campo, Allano estava amarelado e também estava a precisar de outros ares o jogo. A entrada do Costinha beneficiou a equipa. O arriscar pareceu-me ajustado, porque melhoramos e fomos melhores. O golo foi anulado, digo de forma pesada, e que a equipa não entendeu a razão e ficou prejudicada com a anulamento. Arriscamos até ao final, com a entrada de mais jogadores, porque precisávamos de arriscar e fizemos uma segunda parte melhor. Mas o Vitória embora estivesse mais defensivo, foi feliz e nós não.

Moreirense FC 2-3 CD Tondela: Vitória atribulada a caminho da tranquilidade

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A CRÓNICA: CD TONDELA À BOLEIA DO HAT-TRICK MADRUGADOR DE MARIO GONZÁLEZ

Não há outra maneira de começar a crónica: início esmagador para o CD Tondela. Os beirões entraram a procurar o golo e construíram uma vantagem de três golos nos primeiros 11 minutos, com direito a hat-trick de Mario González. Logo ao minuto três, o guardião do Moreirense FC defendeu um remate de Olabe para a frente e o avançado espanhol aproveitou o ressalto para inaugurar o marcador.

O segundo golo do Tondela apareceu aos nove minutos, com remate cruzado do avançado espanhol a passe de Rafael Barbosa. Ao minuto 11 surgiu o terceiro para os visitantes. Murillo ganhou a linha pela esquerda, cruzou rasteiro e González, ao segundo poste, consumou o terceiro na conta pessoal.

A resposta do Moreirense FC foi tímida, mas suficiente para reduzir o marcador ao minuto 27. Na sequência de um canto, Rafael Martins desviou ao primeiro poste e a bola encontrou a cabeça de Steven Vitória. O jogo não mostrou sinais de arrefecer e ambas as equipas voltaram a estar perto do golo. Acabou por ser a equipa da casa a conseguir o segundo. Assistência de André Franco e Rafael Martins a deixar os “cónegos” à distância de um golo ainda antes do intervalo.

Num segundo tempo bem mais morno, acabou por ser o Moreirense a estar melhor. Em cima da hora de jogo, Rafael Martins esteve perto de empatar, em resposta a um livre pela direita, mas a bola saiu a poucos centímetros do poste. Perante a atitude mais perigosa dos da casa, o Tondela fechou-se, na tentativa de segurar a vantagem. Mesmo mantendo uma intensidade acima da média, o jogo foi arrefecendo e perdeu a espetacularidade dos primeiros 45 minutos.

A caminho do minuto 90, Steven Vitória esteve em destaque por duas ocasiões. Primeiro ao atirar ao poste da baliza de Pedro Trigueira e, depois, quando viu o segundo amarelo e consequente expulsão. Nos últimos minutos, o CD Tondela conseguiu segurar a vantagem, segurar os três pontos e amealhar a segunda vitória consecutiva fora de casa. A equipa das beiras termina a jornada com 31 pontos e está mais perto da tranquilidade à entrada para a reta final do campeonato.

 

A FIGURA

Mario González – Era difícil não atribuir a distinção a um jogador que aponta um hat-trick em 11 minutos. Para além dos golos, o espanhol mostrou inteligência na antecipação aos defesas, muita qualidade no toque de bola e o tão importante “faro” para o golo. Uma exibição decisiva.

O FORA DE JOGO

CD Tondela na 2ª parte – Depois de um início de jogo auspicioso, a vitória pareceu estar garantida para o Tondela. É certo que a equipa saiu de Moreira de Cónegos com os 3 pontos, mas o empate não teria sido um resultado injusto.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Vasco Seabra montou um Moreirense FC num 4-3-3, mas foi forçado a adaptar o esquema com os três golos madrugadores do Tondela. A equipa da casa passou a atuar num 4-4-2, que se transformava num 4-2-2-2 no momento ofensivo, com os alas muito projetados. Na segunda parte os cónegos fizeram entrar Walterson e voltaram ao 4-3-3 inicial.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus Pasinato (6)

D’Alberto (4)

Rosic (5)

Steven Vitória (5)

Abdu Conte (6)

David Simão (5)

André Franco (7)

Yan (4)

Filipe Soares (6)

Felipe Pires (5)

Rafael Martins (6)

SUBS UTILIZADOS

Walterson (6)

Alex Soares (-)

Galego (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O Tondela surgiu organizado em 4-3-3, com muita mobilidade para Rafael Barbosa e Murillo (de regresso ao onze inicial) no apoio ao avançado Mario Gonzalez. A pressão acutilante promovida pelos homens de Ayesteran teve resultados imediatos com os três golos obtidos nos primeiros 11 minutos. Na segunda parte a equipa, mais desgastada, acabou por conceder demasiado espaço entre a linha defensiva e o meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Trigueira (5)

Bebeto (5)

Yohan Tavares (5)

Ricardo Alves (6)

Filipe Ferreira (5)

Jaume Grau (6)

João Pedro (6)

Olabe (7)

Rafael Barbosa (7)

Murillo (8)

Mario González (9)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Augusto (5)

Tiago Almeida (4)

Salvador Agra (4)

Strkalj (5)

Martínez (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

BnR: A perder por 0-3 tão cedo, a tendência normalmente é para fazer logo uma ou duas alterações. Pergunto-lhe porque não o fez e o que fez para melhorar a equipa?

Vasco Seabra: Acreditamos no que tínhamos preparado ao longo da semana. Tentámos acalmar o jogo após esses 12 minutos e foi isso que conseguimos fazer. Depois demos uma boa resposta e marcamos os dois golos antes do intervalo. Ainda equacionamos fazer as substituições, mas decidimos mantemos os onze que começaram.

 

CD Tondela 

BnR: O Moreirense esteve perto do empate na segunda parte. O que é que falhou no início da segunda parte em comparação com a primeira?

Pako Ayesteran: Tivemos mais dificuldade em segurar a bola. Queríamos chegar rápido ao ataque e acabámos por perder a bola várias vezes. Depois conseguimos resolver com as substituições. E, claro, também é mérito do Moreirense que tem excelentes jogadores no meio-campo. Mas como disse recuperamos controlo com as substituições.

Sporting CP | O que falta trilhar para o sucesso

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O Sporting CP parecia bem lançado na frente do campeonato, chegando a ter uma vantagem confortável, mas os recentes empates acabaram por fazer o Leão tremer e começar a desconfiar de si próprio. Algo que parecia que não iria acontecer, pois, o Sporting CP, mesmo com toda a juventude no plantel, demonstrava ser irreverente e transpirar confiança por todo o plantel e staff.

A verdade é que a vitória diante do SC Farense vem trazer uma nova esperança e o tão esperado balão de oxigénio que os Leões precisavam, acrescido ao facto de jogar primeiro que os seus principais rivais.

Se na teoria a vitória seria fácil na prática foi sofrida, mas mais importante do que isso e do que jogar bem neste momento é garantir, sem dúvida, os três pontos, porque o Sporting CP não tem margem de erro para um título que foge há muitos anos. Com isto, é de olhar e encarar os restantes jogos – faltam apenas sete finais – com confiança e otimismo, mas com os pés assentes na terra e sem olhar para possíveis facilitismos teóricos.

Sporting CP
Os leões em casa ainda vão ter partidas com clubes, que na teoria, mais acessíveis no percurso rumo ao título
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting CP tem ao dia de hoje nove pontos de vantagem (um jogo a mais), sendo que faltam disputar 21 pontos. Em casa, os Leões vão receber já na próxima quarta-feira o Belenenses SAD, recebendo ainda o CD Nacional, o Boavista FC e, na última jornada, o CS Marítimo. O Sporting CP terá obrigatoriamente que fazer aqui o pleno de vitórias e conquistar os 12 pontos em jogo.

Dificilmente, o Sporting CP perderá o campeonato – na minha opinião – se conseguir vencer os jogos que faltam jogar em casa, porque as outras equipas ainda vão perder pontos. Apesar de jogar fora contra SC Braga, Rio Ave FC e o tão aguardado dérbi lisboeta contra o SL Benfica, os leões terão condições também de fazer bons resultados e de continuar o registo de 27 jogos sem qualquer derrota.

Apesar de o momento de forma não ser o mais ideal nesta altura, volto a reforçar que o mais importante é ganhar e não jogar bem. A equipa leonina curiosamente no início da época era uma equipa mais para a transição e para os equilíbrios, era uma equipa que criava menos, mas era mais eficaz. Curiosamente quando assume dinâmicas novas como é o caso do losango com a inclusão de Daniel Bragança, é uma equipa com ainda mais bola e capacidade na construção, acaba por criar mais e consentir menos oportunidades, mas demonstra menos capacidade para ser eficaz – provavelmente pelos indicadores de nervosismo que a equipa sente no momento.

Veremos se a solução para Rúben Amorim passará precisamente por regressar à primeira forma da equipa e da forma como conquistou a vantagem pontual, certamente que teremos campeonato até ao fim, mas resta acreditar e esperar que a equipa continue a demonstrar a competência que demonstrou em grande parte da época.

LaMarcus Aldridge é um Hall Of Famer? | NBA

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Sem aviso e qualquer indício, LaMarcus Aldrige retirou-se da NBA. Numa pequena nota nas redes sociais, o jogador que agora atuava nos Brooklyn Nets anunciou que tem um problema cardíaco. Um pequeno alarme foi o suficiente para arrumar as sapatilhas e afastar-se da borracha laranja e preta, pelo menos a nível profissional. “Por 15 anos, coloquei o basquetebol em primeiro lugar, agora é hora de colocar a minha família e saúde em primeiro lugar”, foi a frase mais marcante do comunicado.

Aos 35 anos e com um contrato assinado há poucos meses, vê a carreira terminar e com ainda algo para dar. Em 15 temporadas na liga, LMA teve médias de 19.4 pontos, 8.2 ressaltos e duas assistências por partida. Nesse período, vestiu três camisolas distintas: foi escolhido pelos Portland Trail Blazers, onde passou nove épocas. Seguiram-se os San Antonio Spurs, franchise que representou por seis temporada e ainda chegou a completar cinco jogos pelos Brooklyn Nets.

A título coletivo ainda não conta com qualquer campeonato conquistado (veremos se ainda será este ano), mas Aldridge acabou com alguns prémios individuais. Na prateleira contém, além das sete presenças em All Star Game, duas vezes participações na segunda equipa e, por três ocasiões, da terceira na seleção anual do All-NBA.

Estes números e conquistas são suficientes para LaMarcus Aldridge fazer parte do Hall Of Fame? 

Esta pergunta, ao contrário de algumas, não tem uma resposta certa. Apesar de ser um jogador que marcou uma parte da história da NBA, também faz parte de um lote sobre os quais esperávamos um pouco mais. Nunca foi muito fustigado por lesões no início da carreira, mas teve de esperar até aos 26 anos para conseguir ser um All-Star. Talvez por não ser o jogador com as jogadas mais vistosas, demorou um pouco mais até recolher essa distinção.

Escolhido em 2006, acompanhou uma mudança radical na forma de jogar da NBA. Como um extremo/poste old-school, adaptou bastante o estilo na transição do College para a liga. Ao assistirmos aos primeiros jogos na NBA, reparamos na propensão para estar em terrenos mais próximos do cesto, mas com o tempo melhorou muito o jogo exterior, mas principalmente o mid-range.

Entretanto, no que não sabíamos ser o final da carreira, foi jogando cada vez menos depois de uma espécie de “braço de ferro” com os Spurs. O buyout que decorreu no final do passado mês de maio trazia um novo alento quanto à nova fase que poderia vir a passar. Numa equipa cheia de estrelas como os Nets, LaMarcus Aldridge seria mais uma peça rumo ao título.

Na minha opinião, o caminho para o Hall Of Fame ficou mais complicado com este “E se ele ajudasse os Nets a chegar ao título?”. Apesar de achar que, pelo menos, o atleta deve estar nas conversações para um possível lugar. Até lá, nomes como Chris Webber, por exemplo, também fazem parte do mesmo lote de possíveis candidatos, tendo em conta que até jogaram nas mesmas posições.

Não seria a primeira, nem a última vez que um jogador demorava um pouco mais até ver a carreira valorizada num local onde poucos conseguem estar. A falha de não conseguir conquistar o campeonato é uma pedra no sapato, mas existem argumentos que conseguem limpar essa espécie de “cadastro” limpo. LMA esteve a apenas 50 pontos de bater a marca de 20.000 pontos na liga, não é qualquer jogador que sonha sequer chegar a esse nível.

É uma questão complexa e muito difícil de desbloquear. Há muitos argumentos que o colocam na elite, mas existem alguns contras nesta decisão. A única certeza é que LaMarcus Aldridge marcou uma geração de apaixonados pela NBA. Provavelmente não entrou na liga na altura certa, mas fez para ser recordado nos livros da melhor liga de basquetebol do mundo.

Foto de Capa: San Antonio Spurs