Digam o que quiserem o Sporting CP e, em concreto, o seu treinador, Rúben Amorim, são alvos a abater. Como aqui já foi dito, o “sistema tarda, mas não falha”. No entanto, chegamos a um ponto em que a vergonha foi posta de lado no sentido de valer tudo para abater os leões. Apesar de o Sporting CP jogar limpo, a Comunicação Social e os órgãos de disciplina arrastam sempre mais casos e polémicas para o seio do clube.
Na sequência da sua expulsão em Alvalade no jogo frente ao FC Famalicão, poucos dias depois, o Conselho de Disciplina (CD) da FPF não se fez de rogado e penalizou o jovem técnico leonino com 15 dias de suspensão. Este órgão de disciplina disciplina tem mantido uma inédita e rancorosa senda persecutória ao Sporting CP na sequência da derrota judicial sofrida no caso Palhinha.
A raiva é tanta que este CD mal pôde esperar para decretar de “peito cheio” uma sanção pesadíssima a Amorim por proferir as palavras “conseguiram o que queriam”, já que as ofensas ao alegadamente ditas pelo mesmo foram contestadas. A celeridade em aplicar uma sanção com este grau de severidade ao treinador leonino é, de facto, ímpar neste campeonato.
Defronte do FC Famalicão, Rúben Amorim foi expulso e consequentemente suspenso por 15 dias Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Por outro lado, este CD já nem se preocupa em disfarçar a dualidade de critérios na abordagem a casos susceptíveis de sanção disciplinar. Na mesma semana, assistimos a uma atitude gravíssima do treinador do Rio Ave FC e não foi sancionado com a mesma severidade.
Esta dualidade de critérios do processo disciplinar anda de mão dadas com a dualidade de critérios da arbitragem, resultado da pressão iniciada pelo FC Porto com o seu movimento “Basta”. Parece óbvio que o clube nortenho goza de um estatuto de impunidade no órgão de disciplina da FPF.
Assim, o castigo de Rúben Amorim é uma anedota uma vez comparado com o que se passou durante uma época inteira no banco do FC Porto com Sérgio Conceição e restante entourage a serem useiros e vezeiros em atitudes que envergonham qualquer verdadeiro adepto de futebol. É que não é apenas pela (falta de) qualidade técnica que sujeitos como Sérgio Conceição e até Jorge Jesus não têm lugar nos grandes clubes europeus.
Sérgio Conceição foi apanhado no seio de uma polémica diante do Portimonense SC Fonte: Bola na Rede
Aliás, nós, Sportinguistas, aguardamos com curiosidade o castigo de Sérgio Conceição, que ainda está por sair, referente ao caso de Portimão. O treinador portista, escondido atrás do seu staff, vociferou insultos e ameaças em tom de provocação a Paulo Sérgio, treinador dos algarvios. Diga-se desde já que muita sorte teve o “treinador sem medo” em terem impedido que Paulo Sérgio, antigo forcado de Vila Franca de Xira, lhe pusesse as mãos em cima.
Voltando a Rúben Amorim, o primeiro jogo em que não pôde comparecer no banco leonino saldou-se numa importante vitória para os Leões frente ao SC Farense no difícil São Luís. O técnico leonino já provou que além de ser um grande treinador é também um líder carismático que com certeza irá usar este castigo para incentivar os seus jogadores.
Sejamos positivos. A tecnologia existente permite a Rúben Amorim dar “à distância” indicações a Emanuel Ferro bem como as palestras aos seus jogadores antes do apito inicial e durante o intervalo. Por outro lado, não sei até que ponto não fará bem substituir a presença de um Rúben que nos últimos jogos tem mostrado impaciência e intranquilidade pela figura mais serena do seu adjunto, Emanuel Ferro, numa fase crucial para a conquista do título.
Uma coisa é certa: no que depender do CD da FPF o Sporting CP não será campeão no fim desta época. Quanto a nós, sportinguistas, apesar de jogarmos com handicap neste campeonato, há que confiar no trabalho feito por esta equipa e respectivo staff técnico que nos trouxe até aqui, algo que os rivais nunca sonharam.
A ideia já não é de agora e é até muito simples: uma liga elitista, ao estilo americano, sem subidas nem descidas e com um playoff. Uma espécie de NBA ou NFL do futebol, onde só os mais ricos vão ter lugar cativo. Ontem, a Superliga Europeia deixou de ser algo vindo de um futuro distante e passou a ser uma realidade. Quinze clubes fundadores vão avançar para dar início a uma competição que vai mudar o futebol… para pior.
A última década trouxe um novo SC Braga ao panorama futebolístico nacional. Se a temporada 2009/2010 mostrou uma equipa minhota capaz de lutar pelo título de campeão, sendo que nas apostas da Primeira Liga estava longe de ser considerado favorita, terminando no segundo lugar do campeonato, o ano seguinte foi de afirmação europeia, onde os Gverreiros apenas caíram na final da Liga Europa frente ao FC Porto de André Villas-Boas. No caminho para o jogo decisivo de Dublin, a equipa então treinada por Domingos Paciência eliminaria até o SL Benfica de Jorge Jesus.
Tudo isto trouxe uma motivação ao clube bracarense e o sonho de se tornar um dos grandes do nosso futebol. Apesar do desejo ainda se encontrar por concretizar, a verdade é que este novo SC Braga veio trazer bons jogadores e encontros memoráveis ao nosso futebol.
Entre estes jogos frente aos três grandes, escolhemos cinco jogos inesquecíveis entre bracarenses e o Sporting CP, próximo adversário e atual líder da prova. Os jogos entre ambos têm tido emoção, polémica e foram muitas vezes decisivos para a conquista de troféus.
Está tudo em aberto no Super Rugby Aotearoa. Com as vitórias de Highlanders e Chiefs, a incerteza cresce no que toca aos participantes na final do torneio. Das cinco franquias que compõem a competição, os Hurricanes são a única que está praticamente afastada do derradeiro jogo que decidirá o Super Rugby Aotearoa.
O primeiro embate da jornada opôs Highlanders e Blues, sendo que estes últimos, após um bom começo de época, têm vindo a demonstrar uma tremenda queda de rendimento, ao somar três derrotas nos últimos quatro jogos. Por outro lado, os Highlanders conseguiram a sua segunda vitória em três partidas, colocando, deste modo, a franquia de Dunedin na disputa pela segunda posição na tabela, lugar que dá acesso à final.
Os Highlanders foram superiores à franquia de Auckland em muitos aspetos do jogo, nomeadamente na leitura do breakdown, na tomada de decisão (quer ao pé, quer à mão) e na capacidade de cobrir espaço.
Os comandados de Leon McDonald mostraram-se muito lentos na defesa e muito faltosos ao longo do jogo. Além do mais, foram múltiplas as falhas de cobertura do eixo mais profundo do terreno, algo que Mitch Hunt e Josh Ioane conseguiram aproveitar para colocar o adversário sob pressão e ganhar metros.
Já os Highlanders mostraram-se muitos compactos em termos defensivos. Além de uma line speed veloz, a franquia de Dunedin teve em Billy Harmon e Kazuki Himeno duas peças fulcrais no jogo no chão (só estes dois jogadores conseguiram seis turnovers). No que toca ao aspeto ofensivo, os Landers foram capazes de concretizar as oportunidades de que dispuseram.
Já do outro lado do país, mais precisamente em Hamilton, os Chiefs selaram um triunfo importante diante dos Crusaders, podendo mesmo ambicionar chegar ao primeiro lugar, o que garantiria uma final disputada no seu próprio estádio.
Apesar da vitória e do domínio exercido sobre os Crusaders em termos de território e de posse, os Chiefs desperdiçaram muitas ocasiões de ensaio, quer por alguma precipitação na hora de decidir, quer por alguma lentidão no cleanout. Tal não se passou com os Crusaders: a franquia de Christchurch pontuou nas poucas vezes em que chegou aos 22 metros adversários.
Se com bola os Chiefs não foram eficazes, sem a oval em seu poder, a equipa de Clayton McMillan mostrou-se disciplinada e conseguiu conter muitas das ameaças da linha de três quartos adversária, sendo que os Crusaders apenas conseguiram quebrar a linha da vantagem em duas ocasiões, aspeto do jogo no qual Will Jordan se destacou.
Na reta final do jogo, um fora de jogo da defesa dos Crusaders permitiu a Damian McKenzie somar os três pontos da vitória. Ainda com um minuto por jogar, Naitoa Ah Kuoi conquistou o turnover da vitória.
Por último, Billy Harmon e Anton Lienert-Brown foram, na minha opinião, os jogadores da jornada. O flanquador dos Highlanders dominou por completo o breakdown, ao recuperar a oval em quatro ocasiões. Já o centro dos Chiefs, mostrou-se, mais uma vez, explosivo no ataque à linha da vantagem, tendo percorrido 78 metros com a bola em seu poder. Como se tal não bastasse, realizou ainda dois offloads, um deles digno de nota.
O FC Porto venceu o CD Nacional por um a zero. O único golo do encontro foi marcado por Mehdi Taremi ainda na primeira parte.
A equipa de Sérgio Conceição poderia ter começado muito mal o encontro. Zaidu cometeu grande penalidade sobre Camacho, mas Marchesín levou a melhor na marca dos onze metros. A equipa da casa não marcou e, aos 20 minutos, pagaram caro a pressão dos avançados portistas. Mehdi Taremi fez o primeiro do encontro e deu uma maior tranquilidade à equipa, que, até ao intervalo, não voltou a sofrer um grande susto dos madeirenses.
Na segunda parte, Kenji Corré fez um pequeno aviso a Marchesín ao rematar em zonas mais interiores aos 54 minutos. A partir daí, percebeu-se que estava nas mãos da equipa da casa tentar inverter o resultado. A verdade é que não surgiram mais oportunidades flagrantes de golo e Toni Martínez acabou mesmo por fazer o segundo golo, posteriormente anulado por fora de jogo.
Com este resultado, o CD Nacional permaneceu no último lugar do campeonato. Já o FC Porto alimenta ainda uma pequena esperança nas contas do título.
Sistema tático do FC Porto – Este jogo foi a prova de que nem sempre é necessário um 4-4-2 com Marega e outro ponta de lança para jogar com equipas mais recuadas no terreno. É verdade que o CD Nacional não jogou com um esquema de três centrais, mas jogar com Marega no onze não era o mais indicado para este tipo de jogos, e o 4-3-3 com Taremi na frente funcionou na perfeição.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Zaidu – Jogo com uma nota muito negativa para o lateral esquerdo nigeriano. Apesar de mostrar alguns problemas físicos, ainda mostra alguma inconsistência sendo capaz do melhor e do pior em diferentes jogos. Olhando para o caso de hoje, não acrescentou nada ofensivamente e ainda cometeu uma grande penalidade sobre Camacho no início do encontro.
ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL
A equipa de Manuel Machado apresentou-se num 4-3-3 com Azouni e Alhassan como médios mais recuados e Éber Bessa a fazer ligação ao tridente ofensivo. O jogo foi muito baseado nas dificuldades que os três homens da frente, através da velocidade, poderiam criar à defesa portista. Camacho foi um dos melhores exemplos por ter conquistado uma grande penalidade frente a Zaidu. Por outro lado, tínhamos Brayan Riascos, que, apesar de ser o ponta de lança, colocava-se algumas vezes na linha entre Mbemba e Manafá para explorar algumas debilidades defensivas sempre que era explorado o jogo mais direto.
Com a entrada de Kenji Corré ainda na primeira parte, o principal perigo vinha nas investidas do extremo sempre que puxava da ala para zonas interiores. Nos minutos finais, o CD Nacional parecia mais o FC Porto da primeira parte. Laterais bem abertos nas alas e quatro jogadores ofensivos para tentar bater os três centrais do FC Porto em busca do empate. Era o tudo ou nada.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
António Filipe (4)
Rúben Freitas (5)
Pedrão (5)
Rui Correia (6)
Lucas Kal (5)
Larry Azouni (6)
Ibrahim Alhassan (6)
Éber Bessa (4)
João Camacho (7)
Brayan Riascos (6)
Marco Matias (-)
SUBS UTILIZADOS
Kenji Corré (6)
Rúben Micael (6)
Bryan Róchez (5)
Mabrouk Rouai (-)
Nuno Borges (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
A equipa de Sérgio Conceição apresentou-se num 4-3-3 com Grujic numa zona mais recuada sendo que Uribe e Sérgio Oliveira posicionavam-se numa zona mais ofensiva do meio-campo até como forma de pressão da linha mais defensiva do CD Nacional. Essa pressão, juntamente com o tridente ofensivo do FC Porto (Taremi, Luis Díaz e Corona) foi essencial para o primeiro golo do encontro. Olhando para a dinâmica posicional da equipa, podemos destacar Tecatito Corona e Luís Díaz por estarem muito versáteis no posicionamento dentro de campo (não aparecendo totalmente abertos nas alas para dar espaço aos laterais), sendo que o mexicano muitas vezes colocava-se no meio campo com vista a tentar fazer chegar a bola ao último terço do terreno. Também se viu alguma vezes Tecatito no lado esquerdo do ataque, algo que é costume na equipa portista. Sérgio Oliveira também muitas vezes partia do meio-campo mais defensivo na primeira fase de construção para depois se colocar na zona mais ofensiva.
Mehdi Taremi não era um ponta de lança de apoios nem de jogar de costas para a baliza. Procurava sempre movimentações constantes de profundidade e de desmarcação diante os centrais. Na 2ª parte, destaque para a saída de bola que mostra uma imagem de marca deste FC Porto. Bola para Sérgio Oliveira e grande parte da equipa (incluindo Pepe) sobem para junto da área contrária com o objetivo de o central ganhar a bola e criar perigo. Os minutos finais significaram um 4-4-2 com a entrada de Marega e Toni Martínez. Diogo Leite também entrou e formou um esquema de três centrais face à última investida ofensiva do CD Nacional.
A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE SEM JOGO ONDE VALEU O GOLO PERTO DO INTERVALO
Num duelo entre duas equipas que atravessavam um belo momento de forma, mas também de aflição devido aos lugares ocupado da tabela classificativa da Primeira Liga, o FC Famalicão recebeu o Portimonense SC num encontro que se esperava aceso.
Depois de duas boas oportunidades de golo, uma para cada equipa, o jogo teve dificuldade em arrancar. Um choque entre Willyan e Patrick William na área de do Portimonense SC levou a que ambos os jogadores tivessem de ser assistidos. Enquanto o central do Famalicão conseguiu recuperar, o jogador do Portimonense nem por isso e teve de abandonar o terreno de jogo deitado em maca. Logo aos 13 minutos, o técnico Paulo Sérgio viu-se obrigado a efetuar alterações. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação ao jogador do Portimonense SC, Willyan!
Ao quarto de hora de jogo, a ação arrancou mesmo. A primeira grande ocasião partiu de Beto, mas Luiz Júnior disse “presente” e impediu o golo inaugural da partida. No entanto, aparentou ser a única, porque as paragens de jogo continuaram. No meio destas paragens todas, Beto teve, novamente, mais uma oportunidade flagrante de golo, mas Patrick William voltou a impedir alterações no marcador.
A cinco minutos do final de uma primeira parte sem grande história para além dos momentos mortos, depois de um cruzamento onde Rúben Vinagre colocou a bola no coração da área algarvia, Anderson teve na cabeça a oportunidade famalicense de inaugurar o marcador, mas o esférico passou por cima da trave da baliza de Samuel Portugal.
A chave de ouro para fechar a primeira parte apareceu vinda diretamente do Portimonense. Costuma-se dizer que à terceira é de vez, em bom português. Depois de alguma confusão entre Anzai e um defesa do FC Famalicão, Beto rematou para o fundo das redes da baliza de Luiz Júnior naquele que foi um dos últimos lances de ataque nos primeiros 45 minutos (e seis de compensação).
Voltou-se do intervalo e ambas as equipas demonstraram um ritmo muito diferente daquilo que foi demonstrado na primeira parte. As oportunidades começaram verdadeiramente a surgir no decorrer da segunda parte e o guarda-redes a mostrar mais trabalho e a impedir golos cantados foi Luiz Júnior.
A capacidade ofensiva que o FC Famalicão tinha vindo a demonstrar até então, sob o comando de Ivo Vieira, não se demonstrou no decorrer deste encontro. Apesar de ainda conseguirem chegar algumas vezes à área algarvia, o critério pecava por escasso. Mesmo com as alterações feitas pelo treinador para colocar mais armas no ataque, não se viam resultados suficientes para conseguirem inverter o resultado.
No que tocava ao Portimonense SC de Paulo Sérgio, os algarvios aproveitavam a sua capacidade de partir o jogo nas transições ofensivas rápidas apontadas à área famalicense. As oportunidades e aproximações à área não eram assim tantas comparativamente ao FC Famalicão, mas o perigo criado era substancialmente maior.
Os últimos minutos só deram FC Famalicão para lá da linha do meio-campo, com o Portimonense num constante momento de ação defensiva. Já nenhum elemento no banco de suplentes de ambas as equipas conseguiam estar sentado, mas o árbitro Luís Godinho apito para o final da partida. O Portimonense SC voltou para casa com os três pontos na bagagem e uma vitória por 1-0 frente ao FC Famalicão, num encontro que acabou por ter apenas verdadeiramente 45 minutos de jogo jogado.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Beto – Levou à letra o ditado português “à terceira é de vez”. Numa primeira parte onde foram mais as paragens do que as oportunidades de golo, Beto teve nos seus pés as três ocasiões de inaugurar o marcador e valeu-se da última para conseguir concretizar. Um dos grandes jogadores das fileiras do Portimonense SC e o verdadeiro influenciador do ataque algarvio.
O FORA DE JOGO
#FCFPSC ⏸️ 45′ Intervalo
FC Famalicão 0-1 Portimonense SC
— Futebol Clube de Famalicão (@FCF1931_Oficial) April 18, 2021
Paragens no jogo – Na ânsia de se ver um jogo aguerrido entre as equipas, as inúmeras paragens no decorrer da primeira parte quebraram totalmente o ritmo e aquilo que se queria ver. Foram mais as paragens do que as oportunidades de golo.
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
O onze apresentou-se em campo num 4-2-3-1, com a linha defensiva montada por Diogo Queirós e Patrick William na zona central e Rúben Vinagre e Diogo Figueiras a ocupar as laterais.
No meio-campo, montado por cinco jogadores no setor, Gustavo Assunção e Pepê foram os escolhidos para atuar no miolo com o objetivo de fazer a ligação de jogo entre os setores, sendo os elementos mais recuados. Gil Dias, Ugarte e Iván Jaime ocuparam o restante do meio-campo para dar profundidade ao ataque do FC Famalicão e para ajudar o homem da frente, Anderson.
Depois do primeiro par de substituições, Ivo Vieira retirou Gustavo Assunção do jogo e, consequentemente, Ugarte ocupou a posição do capitão do FC Famalicão ao lado de Pepê.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Júnior (6)
Rúben Vinagre (6)
Diogo Queirós (5)
Patrick William (6)
Diogo Figueiras (6)
Pêpê (5)
Ugarte (6)
Gustavo Assunção (5)
Iván Jaime (6)
Gil Dias (5)
Anderson (6)
SUBS UTILIZADOS
Jhonata Robert (5)
Alexandre Guedes (6)
Neto (6)
Fernando Valenzuela (5)
Kraev (6)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
Com o melhor onze à sua disposição, e mesmo tendo sido obrigado a fazer uma alteração logo no início do encontro devido à lesão de Willyan, Paulo Sérgio montou a equipa para jogador num 4-2-3-1 bastante compacto aquando dos momentos defensivos, moldável num 4-3-3 com os laterais bastante subidos nas transições ofensivas.
Samuel Portugal continuou a ocupar o seu lugar na baliza, com Moufi, Lucas Possignolo Maurício e Fali Candé a comporem a linha defensiva. No meio-campo, Ewerton e Dener seriam os elementos mais recuados aquando dos momentos defensivos, mas, em ataque, Pedro Sá juntava-se aos colegas de setor.
Beto, Anzai e Aylton eram os homens da frente, aquando das transições ofensivas e, nos momentos defensivos, Anzai e Aylton recuavam ao meio-campo na ajuda ao setor. Beto mantinha-se como homem mais avançado no terreno.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel Portugal (6)
Fahd Moufi (6)
Lucas Possignolo (6)
Maurício (6)
Fali Candé (6)
Anzai (7)
Ewerton (6)
Willyan (6)
Dener (6)
Aylton Boa Morte (6)
Beto (7)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Sá (6)
Lucas Tagliapietra (5)
Henrique (5)
Fabrício (6)
Anderson (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: O que faltou ao FC Famalicão para conseguir arrecadar pontos deste encontro, dado não ter transparecido a prepotência ofensiva que tem vindo a demonstrar desde que Ivo Vieira assumiu o comando da equipa?
Ivo Vieira: No fundo a pergunta dá a resposta. Era uma questão de fazer golos, porque a equipa chegou ao último terço. Se calhar cruzou pouco e devia ter cruzado mais. Chutou pouco e devia ter chutado mais. Tivemos duas ou três bolas na primeira parte e não quisemos arriscar e eu gosto que corram o risco. Que sejam atrevidos. Tivemos muito volume de jogo ofensivo no último terço, mas não criámos o suficiente. Faltou-nos essa eficácia e vincar mais o nosso jogo ofensivo.
Portimonense SC
BnR: As transições ofensivas bastante rápidas do Portimonense SC tiveram uma grande influência naquilo que foi o jogo e o resultado. Acha que foi o fator mais importante nesta vitória da sua equipa? Aproveito também para questionar sobre Willyan e se já se sabe algo sobre o estado do jogador.
Paulo Sérgio: Sobre o Willyan, ele está no hospital em Braga. Está a ser observado e esperamos que não seja nada de maior. Nós todas as semanas treinamos isso e o ataque posicional. Durante o jogo estamos em ambas as situações. É trabalho semanal. De facto, nós sabíamos que uma das possibilidades era o FC Famalicão tentar a posse para meter qualidade no jogo e nós treinámos para tirar partido disso. As transições e o ataque à profundidade foi determinante. A equipa sabe melhor agora o que fazer no jogo do que sabia há uns meses atrás.
A CORRIDA: RED BULL E MERCEDES COM UMA GARAGEM AO SOL E OUTRA À CHUVA
Depois de Lewis Hamilton (Mercedes) conseguir a sua 99ª “pole” da carreira e Sergio Pérez (Red Bull) bater o seu novo companheiro de equipa Max Verstappen para se estrear na primeira linha da grelha, o domingo na região italiana de Emilia Romagna começou húmido e assim permaneceu até à hora de início da corrida. Isto levou os pilotos a alterar as suas estratégias e colocar pneus molhados para o arranque, que se antevia atribulado nesta pista “à antiga”, particularmente técnica e estreita.
Sebastian Vettel (Aston Martin), inicialmente posicionado no 13.º lugar da grelha, é forçado a começar das boxes, enquanto Charles Leclerc apanha um susto na volta de aquecimento ao perder momentaneamente controlo do seu Ferrari, ainda assim sem consequências de maior.
A corrida começa, então, com os pilotos em pneus molhados e intermédios e imediatamente Max Verstappen ataca Hamilton, “alargando os cotovelos” e forçando o heptacampeão largo na primeira curva para assumir a liderança. Ainda durante a primeira volta, mais dois pilotos (Carlos Sainz e Nicholas Latifi, Ferrari e Williams respectivamente) ensaiam piruetas na curva Acque Minerali, onde Leclerc perdera controlo. O canadiano Latifi acaba por ser mesmo o primeiro abandono da corrida, após contacto com Nikita Mazepin (Haas) logo após voltar ao asfalto. Contacto com quatro superfícies diferentes em menos de trinta segundos nunca é bom sinal para um piloto de F1.
Fonte: Formula 1
“Safety Car” em pista, alguns pilotos a recolher às boxes para pneus novos e Mick Schumacher (Haas) também ele a perder controlo do carro perto da saída das boxes enquanto aquecia os pneus, sem consequências de maior além de uma asa dianteira a menos para o “stock” de partes aerodinâmicas da Haas. A equipa americana, para além do andamento inferior, a mostrar-se também sem sorte este ano.
Recomeço de corrida à sétima volta, com Verstappen, Hamilton, Leclerc, Pérez e Daniel Ricciardo (McLaren) no Top 5, mais chuva e uma luta acesa pelo sexto posto, com Pierre Gasly (AlphaTauri), Lando Norris (McLaren), Sainz e Lance Stroll (Aston Martin) todos “roda com roda”. Valtteri Bottas, no segundo Mercedes, ia acompanhando a luta com vista privilegiada e a fechar o Top 10. Verstappen era líder, fazendo voltas mais rápidas da corrida e criando uma distância saudável de quase cinco segundos para Hamilton que, após o contacto na primeira volta, ia tendo dificuldades em controlar o seu danificado Mercedes.
Más notícias para Pérez à viragem da volta 12, ao ser penalizado com um “Stop & Go” de dez segundos por ultrapassar dois carros durante o período de “Safety Car”. Nesta altura, o destaque ia para George Russell, que aos comandos do Williams ia ultrapassando os rivais para se colocar no décimo lugar, último dos pontuáveis. Mais lutas entre os dois AlphaTauri de Gasly e Yuki Tsunoda e os dois Alpine de Fernando Alonso e Esteban Ocon, enquanto Sainz ia fazendo a sua terceira excursão à gravilha com menos de 25% da distância de corrida cumprida, mas ainda assim mantendo o sétimo posto.
À vigésima volta, a corrida estabilizava e os pilotos e engenheiros de corrida iam ponderando a mudança para pneus secos. Vettel foi o primeiro a “morder a bala”, colocando pneus médios para avaliar a aderência da pista numa altura em que pouco tinha a perder – sobretudo após receber, também ele, uma penalização de dez segundos nas boxes por uma infracção pré-corrida. Schumacher, muito atrasado, foi o segundo a tentar pneus “slick” mas, apesar de se começar a formar uma linha de trajectória seca, um “comboio” de paragens parecia ainda precoce nesta altura.
No final da volta 27, e só após muitos protestos por parte do holandês, a Red Bull permite a Verstappen parar para pneus secos. A iniciativa do líder da corrida traz muitos outros pilotos para as boxes nesta mesma volta. Hamilton fica em pista para tentar cobrir a paragem de Verstappen, mas sem sucesso; o britânico reemerge da sua paragem (lenta) ainda em segundo, com a desvantagem de cinco segundos inalterada.
Pouco depois, desastre para Hamilton. O britânico, tal como Max Verstappen, vê-se no meio de uma cacofonia de outros carros e acaba na gravilha ao tentar ultrapassar Russell, caindo para o sétimo lugar e em necessidade de mais uma paragem após danificar a sua asa dianteira. Desastre maior ainda para Bottas e Russell logo de seguida – em luta pelas últimas posições pontuáveis, os dois pilotos têm um acidente violento na travagem para a curva Tamburello (aparentemente sem culpa evidente) e que dita o abandono de ambos. Intervenção imediata, mais uma vez, do “Safety Car”, que depois se transforma numa bandeira vermelha à volta 34. Nesta altura, Max Verstappen, Leclerc e Norris compunham o pódio, enquanto Hamilton e Tsunoda fechavam os lugares pontuáveis.
Oportunidade para trocar de pneus (Max Verstappen e Leclerc em médios, Norris em macios), voltas de atraso apagadas (menos para os dois Haas, que já estavam a duas voltas do líder), derrapagem e susto para Max Verstappen durante o aquecimento e recomeço em pista seca atrás do “Safety Car”. Tsunoda visita a gravilha após luta com Hamilton pelo oitavo posto, enquanto Norris passa Leclerc e Max Verstappen vai marcando o ritmo da corrida. Pérez sai largo por duas ocasiões e cai também ele para fora dos pontos, enquanto Hamilton vai recuperando lugares e aproximando-se outra vez do Top 5, que alcança ao passar Ricciardo no início da volta 42.
Os veteranos Alonso, Vettel e Pérez iam lutando pelo “primeiro dos últimos” 11.º lugar, durante um período de relativa tranquilidade na corrida e com pouco mais de dez voltas para o final. Max Verstappen ia acelerando para uma liderança de 15 segundos sobre a concorrência, ao mesmo tempo que Hamilton “dava tudo” para tentar chegar ao pódio e salvar uma corrida muito atribulada para a Mercedes.
Depois de “despachar” Leclerc e de uma luta intensa com Norris, Hamilton consegue mesmo chegar ao segundo lugar e consumar uma boa recuperação, depois de se ter visto no nono posto e uma volta atrás de Max Verstappen antes da bandeira vermelha. Vettel abandona com problemas de caixa já muito perto do final e bandeira de xadrez, então, para Max Verstappen, que se coloca a um ponto apenas de Lewis Hamilton no campeonato. Pódio também para um muito eficaz Norris, à frente dos dois Ferraris. No campeonato de construtores, a Mercedes continua na frente, mas vê a sua vantagem sobre a Red Bull reduzida para sete pontos. Na perseguição estão McLaren, a 19 pontos, e Ferrari, a 26, com o restante pelotão ainda em “dígitos únicos”.
A próxima corrida está agendada para dia 2 de Maio, e irá marcar o regresso da Fórmula 1 ao traçado de Portimão – uma corrida que Hamilton venceu em 2020. Para a Mercedes, e Hamilton em particular, será vital repetir o sucesso de Outubro se quiser manter-se à frente de uma Red Bull, e Verstappen, em claro momento ascendente de forma. Seja como for, e tendo em conta os primeiros sinais de 2021… a luta promete!
A CRÓNICA UM PONTO SABOROSO PARA O COVA, UM PONTO AMARGO PARA O PENAFIEL
Com a 29.ª jornada da Segunda Liga já em andamento, o primeiro duelo da tarde deste domingo contou com as forças do FC Penafiel e do CD Cova da Piedade em confronto.
Pese embora a tabela classificativa não corrobore o momento de forma das duas equipas, o Cova da Piedade chegava ao Municipal 25 de Abril com sete pontos conquistados em nove possíveis – desde que Miguel Leal assumiu o cargo -. Já o Penafiel, estabilizado na oitava posição e com mais sete pontos do que o seu adversário, não conhecia o sabor da vitória há cinco jogos consecutivos.
As equipas encaixaram rapidamente, fruto também de uma disposição tática semelhante. A explicação para os raros desequilíbrios pode partir daí, no entanto, o 4x4x2 padrão das duas equipas foi sofrendo mutações de forma a ultrapassar a organização do oponente.
Entre aproximações tímidas de ambos os lados da barricada, foram os pupilos de Miguel Leal os primeiros a traduzir a ameaça em algo factual. João Vieira apontou o seu décimo golo da época à passagem do minuto 25, colocando os forasteiros no caminho dos pontos.
O equilíbrio pautou a maior nota sobre o encontro, mas a expulsão de Alex Freitas, em cima do intervalo, veio trazer novos ingredientes à partida. O Cova da Piedade viu-se obrigado a recuar e sofreu o golo do empate no pior momento possível: logo a abrir a segunda parte e com a assinatura de Capela, depois da marcação de um pontapé de canto.
Com grande nota artística, o Penafiel colocou-se na frente do marcador depois de uma enorme jogada coletiva, finalizada pelo recém-entrado Wagner. No espaço de 10 minutos, o Penafiel virou o encontro e viu-se numa posição confortável da partida, isto até à expulsão de Rui Pedro.
Em igualdade numérica novamente, a formação caseira sofreu do mesmo mal dos seus oponentes, perdendo a capacidade emocional para gerir a partida nos momentos após a expulsão do atacante português. Os visitantes chegaram ao empate por intermédio de Oliveira, a cara de uma excelente jogada de ataque dos sulistas.
Seguiram-se 20 minutos de emoções fortes, com o Cova da Piedade a acreditar e com o Penafiel, numa única ocasião, pertíssimo de acabar com a seca de jogos sem vencer. Da marca de grande penalidade, as intenções de vitória de Wagner e dos seus companheiros acabaram nas mãos de Adriano.
Um ponto para cada lado após um empate a duas bolas. Miguel Leal e o seu Cova da Piedade somaram mais um ponto na luta pela permanência, estando à condição cinco pontos acima da linha de água. O Penafiel continua sem saber o que é vencer há mais de um mês, sendo sétimo classificado ao fim de 29 jornadas disputadas.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Adriano Facchini – Não teve muito trabalho, é certo. Nos momentos de maior aperto, somou ações interessantes, mas o facto de ter defendido o penalti de Wagner no final da partida catapulta-o para uma posição de destaque.
Com uma palmada, segurou uma série tremendamente positiva da sua equipa na luta pela manutenção. O Cova da Piedade soma 8 pontos em 12 possíveis, respira cada vez melhor e, desta vez, bem pode agradecer o ponto ao experiente guarda-redes brasileiro.
Expulsões – Hipotecaram a estratégia de ambos os treinadores. Alex Freitas e Rui Pedro destacaram-se pela negativa. As equipas, como seria de esperar, ressentiram-se em desvantagem numérica e em muito podem culpabilizar as atitudes mal calculadas dos seus jogadores num resultado comum: momentos de aperto no jogo, golos sofridos e incapacidade para pôr em prática os planos trabalhados em laboratório.
ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL
A estrutura penafidelense para este desafio contemplou um 4x4x2. Apesar da ausência de Bruno César, Pedro Ribeiro montou um sistema ofensivo de elevado gabarito: Ronaldo Tavares e Pedro Soares, auxiliados por Robinho e Rui Pedro a jogar a partir das alas.
É verdade que no papel impunha respeito, mas a formação ressentiu-se das dificuldades conhecidas em momentos de aflição, como por exemplo na transição defensiva e no controlo da profundidade. Apesar disso, o Cova da Piedade não foi extremamente eficaz a explorar essas debilidades, criando perigo sobretudo a partir de cruzamentos teleguiados.
Pedro Ribeiro, sempre interventivo na partida, reagiu logo ao intervalo depois de se ver em superioridade numérica. Sem uma superioridade animalesca, a equipa viu-se em vantagem e com o controlo do desafio até à expulsão de Rui Pedro. Sobrou um jogo ditado a um ritmo lento e com alguns calafrios impulsionados por uma equipa forasteira acabada de empatar a partida e com a pretensão de vencer o encontro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luís Ribeiro (4)
Paulo Ribeiro (4)
Capela (4)
Denis (-)
Franco (4)
João Amorim (5)
Robinho (4)
Coronas (5)
Rui Pedro (3)
Ronaldo (5)
Pedro Soares (3)
SUBSUTILIZADOS
Vini (4)
Gustavo Henrique (5)
Wagner (5)
Mateus (-)
Leandro (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE
O desenho tático que Miguel Leal preparou no seu regresso a Penafiel consistiu num 4x4x2, sem fugir muito às dinâmicas apresentadas dentro do bom momento em que os de Almada chegavam a esta partida. Uma equipa sólida, organizada e que raramente concedeu tempo e espaço para o Penafiel colocar em prática o seu ideal ofensivo. Em contrapartida, teve rasgos de competência no momento do ataque rápido, não realizando uma exibição por aí além, claramente influenciada pela expulsão de Alex Freitas ainda na primeira parte.
Sobrou a primazia pela estabilidade defensiva durante todo o segundo tempo, ainda com espaço para criar alguns momentos ofensivos dignos de nota. Essa ambição esbarrou com a rápida situação de desvantagem em que a equipa se encontrou. Apesar da notável eficácia do Penafiel na missão de dar a volta ao resultado, fazer menção para a forma coesa e organizada com que Miguel Leal tentou chegar ao golo do empate – com sucesso e já numa situação de 10 para 10 – sempre com a norma urgente do equilíbrio no pensamento.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Adriano (5)
João Amorim (4)
João Meira (5)
Simão Jr. (5)
Filipe Maio (5)
Bruno Alves (4)
Cele (4)
Shimabuku (5)
Alex Freitas (3)
Hugo Firmino (5)
SUBS UTILIZADOS
João Vieira (6)
Arnold (4)
Oliveira (6)
Clebinho (4)
Patrão (-)
Pepo (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC PENAFIEL
BnR: O Penafiel não vence há mais de um mês. Pegando na questão amímica, sente que esta incapacidade para matar o borrego, digamos assim, está mais relacionada com a questão emocional do que com aspetos técnico-táticos?
Pedro Ribeiro: Sim, repare que é transversal a quase toda a época. Tudo nos tem acontecido enquanto equipa. Muitas vezes por algum demérito nosso e não tanto por mérito da equipa adversária. Há sempre mérito da equipa adversária, mas mais por situações que são muito penalizadoras. Portanto, se isto é uma questão mental? É tudo junto. Naturalmente quem está numa fase em que sente que tudo nos vai acontecendo, naturalmente que ficamos mais intranquilos no jogo, nomeadamente naquelas fases do jogo mais emocionais. Com naturalidade e com trabalho diário, com a mesma ambição e com o foco que caracteriza esta equipa, vamos voltar às vitórias.
CD COVA DA PIEDADE
BnR: O mister referiu que em igualdade numérica não tinha dúvidas de que poderia vencer o jogo. Pergunto se sai satisfeito com o resultado perante essa grande condicionante?
Miguel Leal: O jogo tem 90 minutos e mediante o que se foi passando durante o jogo só tenho que sair satisfeito. Não era o que eu queria, porque nós temos o objetivo da manutenção e se ganhássemos os três pontos era quase a nossa salvação. Tem a ver com o nosso momento e um ponto é melhor do que nenhum e nesta altura um ponto pode decidir a classificação e por isso tenho de estar satisfeito.
A CORRIDA: LEVARAM À LETRA O “E SE A CASA CAIR… DEIXA QUE CAIA” E QUARTARARO APROVEITOU
Numa união entre MotoGP e Formula 1, os autódromos de Imola e do Algarve respeitaram um minuto de silêncio em memória de Fausto Gresini. O antigo campeão do mundo nas 125cc (a antiga categoria mais baixa) em 1985 e 87 não resistiu à COVID-19. É o adeus de uma figura importante no paddock cujo nome integra uma equipa de MotoGP, a Aprilia Racing Team Gresini.
Fica também a nossa homenagem e uma referência a um momento incrível. Contudo, estava na hora de as luzes se apagarem e os pilotos correrem. O arranque não correu muito bem a Fabio Quartararo e foram muitos que aproveitaram como Johann Zarco (Pramac Racing), Alex Rins, Jack Miller e Marc Marquez (Repsol Honda). A Suzuki a mostrarem que o circuito de Portimão era muito favorável a um bom resultado para as suas motos.
Se nos treinos livres e nas qualificações foram muitos os pilotos que acabaram por cair, primeiro foi Jack Miller (Ducati), que está a ter um início de mundial desastroso. Logo de seguida, também Miguel Oliveira acabou por perder o controlo da sua KTM. Apesar da queda, o português conseguiu voltar à corrida sem grandes perspetivas de um grande resultado.
A 17 voltas do fim, Fabio Quartararo passou por Alex Rins e, a partir daqui, a corrida ficou encarregue à Yamaha do francês. A Suzuki de Rins mostrava-se muito competente no setor dois e três, mas nas curvas onde exigiam mais velocidade a Yamaha era mais forte. Por isso, Rins voltava a sofrer do mesmo problema que tinha enfrentado na última corrida no Qatar. Numa altura em que lutava-se para perceber quem era o mais rápido no circuito: Quartararo, Rins ou Bagnaia (Ducati).
O espanhol da Suzuki, que ia puxando ao máximo a sua moto para acompanhar Quartararo, acabaria por entrar demasiado rápida na curva cinco e deslizar para a gravilha. O fim que Rins não queria. Porém, o grande sortudo do dia era o francês da Yamaha que agora liderava com uma vantagem considerável.
Johann Zarco, que está a fazer um belo início de temporada, ia aproveitando que Rins tinha saído de cena para mais um pódio. Todavia, mais um erro na pista de Portimão e o francês da Pramac acabou por também ele não terminar a corrida. Um erro que custou caro no GP de Portugal e também no mundial.
Com Quartararo já com a vitória no bolso, quem se ia mostrando na luta pelo segundo lugar era Pecco Bagnaia. Apesar dos resultados da Ducati, uma época muito interessante e com uma moto também competente para conseguir melhores posições. O italiano saiu de 11.º lugar, após ter feito a melhor volta da qualificação duas vezes e terem sido anuladas, e conseguiu fazer uma corrida espetacular, terminando em 2.º lugar.
A posição mais baixa do pódio ficou para o atual campeão do mundo, Joan Mir, que ainda sentiu o aproximar de Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR). De destacar, as excelentes prestações de Brad Binder (Red Bull KTM Factory), Aleix Espargaró (uma grande homenagem a Gresini) e também de Marc Marquez! O português Miguel Oliveira terminou em 16.º lugar, numa corrida muito complicada depois de ter caído.
Sporting excellence that even @Cristiano would be proud of! 😎
Mais uma vitória para o foguete Quartararo e esta mostrou o domínio que pode ter se estiver nos seus dias. Após o término da corrida, na curva 1, o francês fez uma celebração “à Ronaldo” e gritou bem alto um “SIIII” de mais uma vitória. É a terceira vitória de uma Yamaha, depois de no Qatar terem vencido Viñales e também o próprio Quartararo, e é na mesma moto que se senta agora o líder do campeonato.
Primeira Liga, 27.ª jornada: domingo, 17h30, 18 abril de 2021
ANTEVISÃO: DRAGÕES PROCURAM CURAR RESSACA DA CHAMPIONS
O Estádio da Choupana prepara-se para receber um encontro que promete influenciar as contas finais do campeonato. O CD Nacional, último classificado, mas na luta pela fuga da despromoção, vai defrontar o FC Porto que se encontra na segunda posição da Primeira Liga e mantém-se na perseguição ao primeiro lugar.
Os insulares vêm de uma série de resultados negativos e nas últimas oito jornadas apenas conheceram o sabor da derrota. Após a rescisão de Luís Freire, Manuel Machado assumiu o leme da equipa, mas entrou com o pé esquerdo – nos dois jogos que a equipa disputou com o novo técnico saiu derrotada por 5-1, frente ao Portimonense SC e CD Santa Clara. Ainda assim, a manutenção é possível, pois apenas três pontos separam o CD Nacional do 16.º lugar.
Quanto ao clube nortenho, regista cinco vitórias nos últimos cinco encontros do campeonato e chega a este jogo com as baterias totalmente apontadas para o campeonato. Os azuis e brancos caíram nos quartos de finais da Liga dos Campeões frente ao Chelsea FC, ainda que tenham saído vencedores do jogo da segunda mão. Com o líder Sporting CP a perder quatro pontos na jornada 25 e 26, o FC Porto aproximou-se do primeiro lugar e os índices de confiança na conquista do título dispararam ainda mais. Os azuis e brancos não vão arredar a pé e a conquista destes três pontos é fundamental para a reta final de temporada.
Este vai ser a terceira disputa da época desportiva entre madeirenses e portistas. O FC Porto saiu vitorioso em ambos os jogos – para o campeonato, em dezembro de 2020, venceu por 2-0 no Estádio do Dragão; em janeiro de 2021, a contar para a Taça de Portugal, os dragões ganharam por 2-4 após o prolongamento. A última vez que o CD Nacional roubou pontos ao FC Porto remete-nos a março de 2015 – um jogo que terminou 1-1 na ilha da Madeira. O Estádio da Choupana, em determinadas condições atmosféricas, é um terreno habitualmente difícil, mas prevê-se bom tempo para o jogo de amanhã e uma luta acesa por um lugar ao sol.
10 DADOS RÁPIDOS
Nos últimos dez encontros entre CD Nacional e FC Porto, os azuis e brancos saíram vitoriosos por nove vezes;
A última vez que os insulares venceram os portistas no Estádio da Choupana foi em março de 2014 (2-1);
Brayan Riascos é o melhor marcador do CD Nacional com dez golos na sua conta pessoal;
Sérgio Oliveira, por sua vez, é quem mais fez balançar as redes nesta temporada no FC Porto (19 golos);
A maior vitória do FC Porto frente ao CD Nacional foi em 2016/2017 por 7-0;
Em 35 jogos disputadoscom os dragões, Manuel Machado saiu vitorioso por três vezes;
Em 15 jogos oficiais como treinador contra o CD Nacional, Sérgio Conceição ganhou cinco (quatro pelo FC Porto e um pelo SC Braga);
Nos últimos oito encontros, os madeirenses sofreram 23 golos, menos um que o FC Porto em todo o campeonato;
Os últimos cinco jogos do FC Porto resultaram em cinco vitórias com exatamente dois golos marcados.
Em 45 partidas entre as duas equipas, o FC Porto venceu 34, o CD Nacional sete e o empate prevaleceu em quatro ocasiões.
Brayan Riascos (CD Nacional) – Um verdadeiro panzer no ataque do CD Nacional. Fisicamente é muito forte, rápido a sair na pressão e a jogar com ou sem bola e ostenta um pé direito canhão. Na Liga Portuguesa tem cinco golos marcados e na Taça de Portugal fez uma campanha exímia, ao marcar outros tantos. Há quem diga que o colombiano de 26 anos faz lembrar Marega pelas suas semelhanças nas caraterísticas físicas e técnico-táticas. Apesar de não fazer golos há cinco jornadas, já sabe o que é marcar ao FC Porto – foi um dos marcadores na derrota por 2-4 para a Taça de Portugal.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mehdi Taremi (FC Porto) – Voltou a fazer gosto a pé frente ao CD Tondela como suplente utilizado e na terça-feira, com o Chelsea FC, candidatou-se ao Prémio Puskás depois da execução perfeita de um pontapé de bicicleta. O ponta de lança iraniano deverá estar nas nuvens e com os níveis de confiança restabelecidos depois da seca de jogos sem marcar. A grande questão é se Sérgio Conceição alinhará Taremi no onze inicial ou vai entrar em campo a partir do banco de suplentes.
XI’S PROVÁVEIS
CD Nacional: Riccardo Piscitelli; Kalindi, Pedrão, Rui Correia, João Vigário; Larry Azouni, Nuno Borges, Éber Bessa, Bryan Róchez, Marco Matias, Brayan Riascos.
Manuel Machado: “Este plantel com a anterior equipa técnica já conseguiu fazer um bom jogo contra o FC Porto, nomeadamente na Taça de Portugal aqui, onde chegaram ao final dos noventa minutos com o resultado de 2-2 e a jogar com um homem a menos na parte final do jogo e é com esse catalisador, não com um passado mais distante, que se trabalha para que a equipa acredite que pode fazer um jogo dentro desse nível de qualidade e com um resultado condizente.”
FC Porto: Agustín Marchesín; Wilson Manafá, Pepe, Mbemba, Zaidu; Otávio, Uribe, Sérgio Oliveira, Tecatito Corona; Taremi e Marega.
Sérgio Conceição: “Qualquer jogo do campeonato é complicado. Do último classificado, que é o Nacional, para o 10.º há sete pontos de diferença, se não estou em erro. Faltam alguns jogos e a diferença não é muito grande. A dificuldade é sempre grande, as equipas são competentes. A nossa Liga é sempre difícil, jogar na Madeira é sempre complicado.”