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Equipa B teima em não andar ou tem as pernas cortadas? | FC Porto

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A equipa B do Futebol Clube do Porto tem vivido uma época muito complicada e o resultado disso é que, atualmente, ocupa um dos lugares de descida da Segunda Liga com apenas 25 pontos em 28 jogos, resultantes de cinco vitórias e dez empates.

O plantel iniciou a época às ordens de Rui Barros, com o técnico a orientar a equipa durante toda a primeira volta, mas por força dos maus resultados saiu, deixando o seu lugar a António Folha. Folha não tem tido um trabalho fácil, desde a sua chegada a equipa perdeu dois jogos, venceu outros dois e empatou por seis vezes, e os bons resultados teimam em não aparecer.

Basta dar uma rápida vista de olhos ao atual plantel da equipa B e percebe-se que não é por falta de qualidade que a equipa não atinge os seus objetivos. O treinador tem à sua disposição muitos dos jogadores que fizeram parte da famosa conquista da Youth League, (Mor Ndiaye, Rodrigo Valente, Pedro Justiniano…), que aliados a reforços de grande qualidade, como Danny Loader, Rodrigo Conceição ou João Marcelo tornam o conjunto muito interessante. Isto para não falar que ultimamente Sérgio Conceição tem disponibilizado alguns nomes menos utilizados na equipa principal para darem o seu contributo nesta missão na fuga aos lugares de despromoção.

Fábio Vieira e Romário Baró foram alguns dos jogadores que desceram nalgum momento à equipa B.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para quem acompanha assiduamente o calendário dos “Bês”, sabe que a falta de sorte e algumas arbitragens polémicas têm sido as principais inimigas na perseguição aos bons resultados. Nota-se que praticam um bom futebol, têm cultura tática, mas muitas vezes a bola simplesmente não quer entrar e quando se sucede de forma continua é normal existir uma ligeira desmotivação que por consequência leva às derrotas em campo.

Contudo, as arbitragens merecem aqui um pouco da nossa atenção. Houve partidas em que os Dragões estavam a vencer e nos últimos minutos os adversários usufruíam de uma grande penalidade que causava incertezas aos mais entendidos no assunto, expulsões que deixavam muitas dúvidas ou até mesmo jogos em que as duas equipas estavam empatadas, os azuis e brancos chegavam ao golo de vantagem e o mesmo era-lhes anulado sem infringir nenhuma lei do futebol. O desporto rei também é isto, é feito de erros, porque o árbitro é humano, mas quando se tornam sucessivos é normal que o adepto questione.

Esperemos que a única equipa secundária a ser campeã de uma segunda liga, a par do Real Madrid Castilla, encontre de novo o caminho da vitória, e no fim da época conquiste a manutenção, para no próximo ano poder oferecer aos jovens que estão a despontar no FC Porto as melhores condições e uma competitividade de segunda divisão.

Força da Tática | O que faz do Belenenses SAD uma das melhores defesas do campeonato?

O Belenenses SAD é por esta altura a quarta melhor defesa da Primeira Liga Portuguesa, contando 24 golos sofridos em 26 partidas disputas. Quer isto dizer que o conjunto orientado por Petit surge logo a seguir aos “três grandes”, Sporting CP, SL Benfica e FC Porto. Mas afinal, o que faz com que a defesa do Belenenses SAD seja tão difícil de bater?

A resposta mais lógica seria apontar para a qualidade da linha defensiva, que é inegável. Ainda assim, tem de haver algo mais. A minha aposta seria, muito além de questões táticas, uma marca pouco vista em Portugal: Petit é treinador da equipa Lisboeta desde janeiro de 2020, estando quase a completar ano e meio ao serviço do clube.

Algo pouco visto, até em grandes do futebol português. Só Sérgio Conceição, no FC Porto, e Pepa, no FC Paços de Ferreira, estão há mais tempo nos seus respetivos cargos. A consistência e o “acreditar” num treinador ou por outro lado, numa ideia, pode ser muitas vezes benéfico para as direções, e este parece ser apenas mais um exemplo. Mas, vamos ao que interessa.

Petit tem claramente definido o seu habitual 3-4-3, que se transforma, quando defende, mais propriamente, num 5-2-3 ou 5-3-2, dependendo do posicionamento de um dos extremos (normalmente Silvestre Varela desce para o meio-campo). E diria que tem também um conjunto restrito de jogadores nos quais costuma apostar. Por crença, ou por falta de opções de qualidade, muitas vezes recorre à equipa de sub-23 para se “reforçar”.

CONSTRUÇÃO DO BELENENSES SAD E MOMENTOS OFENSIVOS

Nos momentos de construção a equipa não tem processos complexos, nem eficazes, na verdade. Se defensivamente se revela sólida, ofensivamente o Belenenses SAD é, de longe, a equipa menos concretizadora da Liga Portuguesa (15 golos). Para se perceber, cada um dos dois melhores marcadores da liga, Pedro Gonçalves e Haris Seferović, têm mais golos sozinhos (16).

A equipa procura quase sempre colocar bolas em profundidade, seja pelos defesas-centrais ou médios, priorizando os movimentos de rutura dos alas, extremos e avançado. Miguel Cardoso, Silvestre Varela ou Cassierra costumam combinar e funcionar com trocas para confundir as marcações dos defesas contrários. A maior parte do perigo, e dos golos, nascem na sequência de cruzamentos e bolas para a área, o que pode explicar grande parte do insucesso na frente.

Petit prefere controlar o jogo sem bola e conter o perigo do adversário, esperando pacientemente pelo golo, que espera encontrar em saídas para o ataque baseadas no perigo dos seus avançados. Pode não ser a mais eficaz, mas a verdade é que vai fugindo aos lugares de descida.

QUALIDADE DA LINHA DEFENSIVA (TRÊS CENTRAIS)

A linha defensiva é claramente o seu ponto forte. Os três defesas-centrais (que se podem ver na imagem), Henrique (meio), Tomás Ribeiro (esquerda) e Gonçalo Silva (direita) são recorrentemente escolhidos e consolidam-se como pilares, garantindo conforto na parte de trás.

O primeiro posiciona-se como elemento de chefia e liderança. Destrói a maior parte das jogadas e é também quem tem a maior taxa de bloqueio de remates dos adversários (0.62, segundo o portal WhoScored.com). Gonçalo Silva oferece estabilidade, experiência à direita e não é limitado na saída de bola.

Resta Tomás Ribeiro, que com 21 anos, é um dos centrais com mais potencial da Primeira Liga. Ainda que a maior parte dos ataques da equipa surja pela direita, este é o jogador com melhor critério no passe de todos os elementos do plantel no que aos defesas diz respeito. Segundo o SofaScore, lidera em passes precisos por jogo (76%) e também em passes longos precisos, contabilizando uma média de 5.1 (!) por jogo. Destaque ainda para as interceções, onde também lidera, com duas em média por partida. Tem tudo para chegar a outros patamares num futuro próximo.

SL Benfica | As novas dinâmicas de uma águia revitalizada

O SL Benfica tem respirado ar puro e nos últimos sete jogos conquistou outras tantas vitórias – entre jogos da Primeira Liga e da Taça de Portugal. De facto, não parece a mesma equipa dos primeiros cinco meses da época.

Mas o que mudou neste SL Benfica? Além do óbvio problema com as infeções pela Covid-19, que atingiu maior parte dos jogadores, staff e equipa técnica dos “encarnados”, as próprias dinâmicas da equipa sofreram bastantes alterações.

O maior tempo de treino, a maior coesão e conhecimento entre os elementos da equipa e a implementação das dinâmicas de Jorge Jesus no plantel fizeram com que o SL Benfica começasse a ganhar os jogos e a sofrer poucos (ou nenhuns) golos. Para uma perceção mais simples e eficaz, vou dividir as dinâmicas em quatro setores: baliza, defesa, meio-campo e ataque.

SC Farense x Sporting CP | Partida imperial para relançar a esperança

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27-ª jornada da Primeira Liga Portuguesa: sexta-feira, 21h – 16 de abril de 2021
ANTEVISÃO: SPORTING CP E SC FARENSE EM CONFRONTO NA IGUAL NECESSIDADE DE SOMAR PONTOS

Depois dos dois empates consecutivos no campeonato, o Sporting CP visita o Algarve na busca dos três pontos. É um embate muito importante, quer para manter a distância para o segundo lugar, quer para reativar a confiança da equipa nas suas capacidades. Do outro lado, o SC Farense encontra-se em zona de despromoção, pelo que a urgência de somar pontos é igualmente importante.

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A equipa de Rúben Amorim vai a jogo apenas com uma baixa: Feddal tem problemas físicos e ficou de fora da convocatória. Por outro lado, Gonçalo Inácio e Tabata são opções para a partida. Já na formação algarvia, Licá está em dúvida para o jogo de hoje.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Sporting CP é líder invicto do campeonato;
  2. SC Farense regista quatro derrotas nas últimas cinco jornadas;
  3. Em 58 confrontos diretos, os leões venceram 45;
  4. Sporting CP soma 130 golos marcados frente aos algarvios, enquanto que o SC Farense marcou 29;
  5. Tiago Tomás é o atleta do Sporting CP com mais participações esta temporada, contando com 26.
  6. Pedro Gonçalves é o melhor marcador do Sporting CP, com 16 golos.
  7. Ryan Gauld é o atleta com mais jogos pelo SC Farense (25) e mais golos (sete).
  8. Três atletas do SC Farense já estiveram em Alvalade: Beto, André Pinto e Gauld.
  9. O Sporting CP empatou dois dos últimos três embates fora de casa.
  10. Caso não perca, a formação de Alvalade bate um novo recorde de invencibilidade na liga: 27 jogos sem perder.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Carlos Silva / Bola na Rede

Ryan Gauld – O ex-Sporting CP é a principal arma dos algarvios. O escocês é um jogador que joga e faz jogar, pelo que será o maior trunfo do SC Farense no processo ofensivo, e o maior alerta para a defesa leonina.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Paulinho – O avançado do Sporting CP marcou e assistiu em Moreira de Cónegos. Naquele que vai ser um jogo num campo igualmente pequeno e com um espaço menor para circular a bola, Paulinho poderá ser fundamental para o jogo dos leões, visto que será o “homem golo” procurado pela equipa em situações de jogo mais direto.

 

XI’S PROVÁVEIS

SC Farense: Beto; Tomás Tavares, César Martins, Eduardo Mancha, Abner Felipe; Amine Oudrhiri, Jonatan Lucca; Aouacheria, Ryan Gauld, Mansilla; Pedro Henrique.

Treinador: Jorge Costa

“Pegando nos últimos três jogos do Farense, nós temos feito coisas muito boas. Temos criado oportunidades de golos, temos tido volume de jogo interessante, qualidade de jogo muito boa, mas depois, por ineficácia da nossa parte, os resultados não têm sido aqueles que nós queremos”.

Sporting CP: Adán; Gonçalo Inácio, Coates, Matheus Reis; Porro, João Mário, Palhinha, Pote, Nuno Mendes; Tiago Tomás, Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

“Tenho dito aos meus jogadores que estamos melhores. Com ou sem o treinador no banco, acredito que somos capazes de vencer o SC Farense.”

 

Previsão de resultado: SC Farense 0-2 Sporting CP

Stephen Curry: O percurso do melhor warrior de sempre | NBA

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Não só de recordes se faz uma lenda. Diversos fatores podem ajudar a cimentar esse pesado legado em algo ou alguém, mas é um facto que os dados ajudam. Durante esta semana, Wardell Stephen Curry ultrapassou o saudoso Wilt Chamberlain e tornou-se o melhor marcador de sempre nos Golden State Warriors. Com isso, recordamos o percurso do jogador desde o primeiro dia na NBA e nos dubs.

DE DAVIDSON, PASSANDO PELAS LESÕES E O PRIMEIRO TÍTULO

Depois de duas épocas a grande nível pela modesta Universidade de Davidson, na NCAA, Stephen estava pronto para a NBA. Depois de ver escolhidos jogadores como Blake Griffin e James Harden, além de nomes menos conhecidos como Hasheem Thabeet e Jonny Flynn, o jogador continuava à espera. Tudo mudou quando David Stern subiu ao palco e anunciou “Com a sétima escolha no Draft de 2009 da NBA, os Golden State Warriors escolhem Stephen Curry!”.

Nessa noite, no Madison Square Garden, ninguém esperava que esse “miúdo” sem barba e com altura um pouco abaixo da média fosse mudar a NBA. Contudo, as primeiras épocas não auguravam o que assistimos hoje em dia. As lesões e o tornozelo frágil atormentaram o base durante algum tempo. Durante esse período, também era possível lerem algumas crónicas que pediam a troca do jogador devido ao rótulo de injury prone.

No entanto, os Warriors não desistiram. Agora conhecidos pela excelente gestão durante a última década, não cederam à pressão e continuaram com Curry. Depois de apenas jogar 26 jogos na temporada de 2011/2012, voltou em força na temporada seguinte e partiu para nunca mais sair da barreira de mais de 20 pontos por jogo.

Finalmente, as asas (neste caso, os tornozelos) deixaram Stephen Curry voar (e jogar). Entretanto, tinham chegado Klay Thompson, no Draft de 2011 e Draymond Green, no Draft de 2012. Sem sabermos, estavam a ser construídas as bases para a mais recente dinastia da NBA. Atrás das cortinas das conquistas dos Miami Heat e San Antonio Spurs, a equipa adormecida de Golden State trabalhava para o sucesso.

Primeiro, a equipa tratou de voltar aos Playoffs em 2013, pela primeira vez desde a temporada de 2006/2007, mais conhecida como a época do We Believe. Depois de duas saídas precoces da fase a eliminar, com Mark Jackson, o franchise apostou em Steve Kerr, conhecido ex-vencedor da NBA com os Chicago Bulls.

O tiro não poderia ter sido mais certeiro. Em 2015, os Golden State Warriors voltaram aos títulos e marcaram definitivamente uma era na liga. Muito do sucesso veio no embalo das exibições de Stephen Curry, que venceu o primeiro título de MVP na carreira e entrou definitivamente para os livros da competição.

Foto de Capa: Golden State Warriors

Marko Grujic | O jogador interino do meio-campo portista

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Marko Grujic é uma boa dor de cabeça com a qual Sérgio pode sempre contar. Um jogador discreto, daqueles que se não tivermos atentos ao jogo, passa completamente despercebido. No entanto, é indubitável: das poucas vezes que o jogador entra, ou quando é opção de início, apresenta-se a 100%, com garra e vontade de jogar. Recordo-me bem da entrada do jogador sérvio no jogo FC Porto frente ao Olympiacos, a contar para a Segunda jornada da fase grupos da Liga dos Campeões, em que Grujic entra aos 70 minutos completamente alvoraçado, com uma disposição enorme por poder jogar.

Podemos justificar esta postura que citei como algo normal para um jogador que deseja jogar num jogo de Liga Milionária, porém, nem todos entram com esta postura, muito menos um jogador emprestado por uma época, sem opção de compra. Exemplo disso é Felipe Anderson, que se encontra na mesma situação de empréstimo de Grujic, sendo que, cada vez que entra, apresenta-se de uma forma totalmente apática no jogo, postura esta que se exterioriza no que tem feito dentro de campo esta época.

Grujic chegou no final do mercado de transferências para substituir Danilo Pereira, que seguiu para o PSG.
Fonte: Bola na Rede

O sérvio de 24 anos chegou ao dragão com a missão de substituir o então capitão Danilo, que deixou o clube português rumo ao Paris Saint-Germain FC, na última semana do mercado de verão. No entanto, ao contrário de Danilo, Grujic não é um “trinco puro”: não possui as mesmas qualidades defensivas de Danilo. No entanto, é superior na saída com bola e no passe. Tendo características ideais para um sistema de 4-3-3, Grujic apresentou grandes dificuldades iniciais ao jogar no sistema atual do FC Porto, 4x4x2, e, tendo os dragões uma dupla mordaz como é a de Sérgio Oliveira–Uribe, Grujic não foi capaz de se impor e de se tornar um pilar no meio-campo portista.

No entanto, ao longo da época, Grujic tem assumido um papel diferente: de facto não é um titular absoluto, todavia tem sido uma espécie “jogador interino” no 11 inicial, isto é, aquando da ausência de Sérgio Oliveira ou o Uribe, Grujic tem sido sempre a primeira opção para substituir um destes jogadores. O sérvio de 25 anos foi capaz de aliar a sua qualidade de passe e segurança com a bola nos pés à capacidade de chegada à área adversária, tornando-se cada vez mais eficaz na pressão à primeira linha de construção adversária. Se porventura o adversário é forte e seguro a sair com a bola a partir da defesa, ou tem um intenso jogo interior, Grujic é o jogador ideal para emperrar estas adversidades. Claro, é importante sublinhar que, quando Grujic está em campo, a dinâmica de jogo dos dragões é completamente diferente do que quando Uribe e Sérgio estão no terreno de jogo.

No confronto com o Chelsea FC, a contar para a primeira mão dos 1/4 de final da Liga dos Campeões, o jogador foi essencial para travar o jogo interior do Chelsea FC, garantir a segurança da defesa portista e assegurar uma boa qualidade de passe quando o FC Porto saía em transição – teve uma eficácia de passe de 82,9%, ganhou seis de oito duelos no solo e cinco de cinco duelos aéreos. Para além disso, o jogador não teve qualquer perda de bola durante o jogo, algo que, na partida seguinte contra o CD Tondela, voltou a repetir-se. A segurança e confiança que o jogador sérvio transmite com a bola nos pés é descomunal.

Na minha perspetiva, o jogador sérvio de 1,94m seria uma ótima contratação em definitivo para a época que se avizinha. Mesmo que seja um atleta cedido sem opção de compra pelo Liverpool FC, é um jogador com pouco mercado, no entanto, o valor solicitado pela sua transferência deve ser algo imódico para a realidade dos clubes portugueses, podendo rondar os dez milhões de euros, quantia esta que o FC Porto não deve estar disposto a desembolsar por um jogador que, atualmente, não é um titular indiscutível.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

A surpresa no regresso à Elite | Voleibol

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A equipa de voleibol feminino do Sport Lisboa e Benfica regressou esta temporada à Primeira Divisão e terminou a época no quarto lugar, superando as expectativas iniciais.

O SL Benfica reabriu a secção de voleibol feminino no ano de 2018, iniciando o seu percurso por baixo, na Terceira Divisão. Depois de, no início desta temporada, a equipa ter sido promovida à Primeira divisão através do play-off, esta tinha o objectivo inicial de marcar presença no grupo entre o quinto e o oitavo lugar.

E, apesar de ter tido um início de época um pouco tremido, com derrotas frente a alguns dos seus adversários directos, a equipa foi crescendo e evoluindo ao longo da temporada, mostrando que havia treino e trabalho por parte da equipa orientada por Nuno Brites.

A seu tempo, a equipa encarnada conseguiria colocar-se nos objectivos a que se tinham comprometido, mas não satisfeita com isso, ainda derrotou os dois jogos contra o Porto Vólei, colocando-se na quarta posição. Posição que conseguiria segurar até ao fim da época, conquistando uma presença no play-off, juntamente com Sporting CP, Leixões SC e AJM/FC Porto.

A chegada ao play-off já fez desta uma época que superou as expectativas e na fase das decisões, ficou mostrado que, apesar da qualidade, ainda está alguns degraus abaixo dos principais candidatos ao título, faltando ainda algumas peças para se bater de igual para igual contra eles. A equipa seria eliminada pela AJM/FC Porto com 3-0 e perderia ainda o confronto contra o Sporting pelo terceiro e quarto lugar também sem ganhar qualquer jogo.

A equipa do Benfica superou as expectativas nesta temporada
Fonte: SL Benfica

O quarto lugar não deixa de ser uma classificação honrosa para a equipa do SL Benfica, que regressou nesta época à Primeira Divisão com um plantel maioritariamente composto por jogadoras com pouca experiência ao mais alto nível. Colectivamente, a equipa mostrou qualidade, mas ainda há ajustes que precisam de ser feitos.

A equipa de voleibol já possui um conjunto de boas jogadoras que podem servir de base para esta equipa, como as centrais Neusa Neto e Karina Sobreira e as “zona 4” Camila Rodrigues e Taynara Nunes. Na minha opinião, a distribuidora Kamila Augusto, com todo o respeito, é o elo mais fraco da equipa, sendo uma distribuidora com tendência para ceder nos momentos de pressão e levanta demasiado a bola no passe, dando mais tempo para a equipa adversária organizar o bloco.

Outra posição onde há espaço para melhorias é na posição de oposto. A jovem Daniela Ferreira foi a oposto titular na temporada. Com apenas 20 anos, a oposto realizou uma temporada positiva (que foi premiada com uma recente chamada à selecção nacional), mas ainda precisa de crescer. E a meu entender, tem melhores condições para tal disputando o lugar com uma oposta mais experiente e com outra tarimba.

A equipa orientada por Nuno Brites tem margem de progressão, tanto a nível individual como a nível colectivo. Agora, falta fazer as mexidas certas para fazer esta equipa lutar por objectivos mais ambiciosos.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Ugarte e Vinagre | Dupla de reforços a caminho da Luz?

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Com o aproximar do final da época, os rumores de transferências estão cada vez mais presentes no dia-a-dia da comunicação social e dos clubes. Dois dos jogadores mais associados, nos últimos dias, ao SL Benfica têm sido a parelha do FC Famalicão, Ugarte e Rúben Vinagre. Seriam estes dois jogadores boas opções para a equipa encarnada?

Comecemos por Ugarte. O médio uruguaio despontou cedo e rapidamente começou a despertar a atenção de scouts por todo o mundo. As suas exibições ao serviço dos uruguaios do CA Fénix, clube da sua formação, impressionavam qualquer apaixonado por futebol.

Ugarte é um médio centro capaz de desempenhar as funções de número seis ou de número oito. O médio uruguaio tem uma qualidade de passe muito acima da média. É muito forte na primeira fase de construção e consegue executar com muita qualidade sob pressão, aproveitando-se muito da sua boa capacidade com ambos os pés. A sua boa visão de jogo permite-lhe encontrar sempre soluções. É forte a queimar linhas e tem também alguma chegada à área.

Ugarte tem sido apontado à Luz
Ugarte tanto desempenha a posição de “8” como de “6”
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Defensivamente é um jogador que lê muito bem o jogo e consegue ocupar bem os espaços. É forte na antecipação e é um jogador muito intenso, e graças a isso vence muitos duelos. Tem espaço para melhorar defensivamente, sobretudo no que diz respeito ao um contra um e no timing dos desarmes. No entanto, devemos ressalvar que o camisola oito do Famalicão tem apenas 20 anos e uma margem de progressão enorme.

A transição para Portugal foi muito positiva, tendo rapidamente assumido protagonismo em Vila Nova de Famalicão. Ugarte encaixaria como uma luva nas ideias de Jorge Jesus. Um médio forte com a bola nos pés, mas forte defensivamente e com capacidade para aparecer em terrenos mais adiantados. Formaria um duplo pivot de excelência com Weigl. Com os valores exorbitantes que o SC Braga pede por Ali Al Musrati, Ugarte parece ser agora o alvo principal.

O caso de Rúben Vinagre seria diferente. O jovem da formação do Sporting CP está em Portugal por empréstimo do Wolverhampton WFC de Nuno Espírito Santo. Começou a época ao serviço do recém-coroado campeão grego Oympiacos FC, mas teve muito pouca utilização. Em Janeiro, seguiu para o FC Famalicão e tem-se destacado como um dos grandes valores da equipa.

Rúben Vinagre poderá ser o sucessor de Grimaldo
Rúben Vinagre poderá ser o sucessor de Grimaldo
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Rúben Vinagre é um lateral esquerdo evoluído tecnicamente. É um jogador muito veloz e capaz de fazer toda a ala. Tem qualidade de passe, realizando sempre diversos passes importantes todas as partidas. Também tem qualidade no cruzamento.

Com a cada vez mais falada saída de Grimaldo, Vinagre poderia ser uma opção interessante. No entanto, são jogadores diferentes. Grimaldo é o chamado lateral invertido, procura muito o espaço interior e junta-se muitas vezes aos médios. Vinagre é um jogador mais vertical. O lateral português também não tem tanto golo como Grimaldo, que aparece muito em zona de finalização e bate de forma exímia as bolas paradas.

Pelo valor certo, qualquer uma destas contratações poderia ser uma grande mais valia para a equipa do SL Benfica.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O regresso de Eduardo Quaresma à equipa | Sporting CP

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Eduardo Quaresma voltou a ser opção para Ruben Amorim, na última jornada do campeonato, diante do FC Famalicão. O jovem defesa-central formado na Academia de Alcochete entrou em campo decorria o minuto 76, para render Luís Neto.

Eduardo Quaresma foi um dos jogadores lançados na equipa principal por Rúben Amorim, vestindo verde e branco há dez temporadas, após ter dado os seus primeiros passos no Fabril Barreiro. O jovem leão tem um contrato válido até 2025, uma cláusula de rescisão de 45 milhões e o valor de mercado fixado nos seis.

O defesa-central leonino esta temporada soma três jogos pela equipa principal, tendo conquistado a Taça da Liga e, ainda, seis partidas disputadas pela equipa “B”. Na época transacta, cumpriu o sonho de integrar o plantel às ordens de Rúben Amorim, tendo sido aposta em nove jogos.

Eduardo Quaresma tem sido internacional nos escalões jovens da seleção portuguesa, contabilizando 36 partidas, desde os sub-15 aos sub-19.

Eduardo Quaresma tem sido preterido durante a temporada de 2020/2021
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Eduardo é um defesa com bom sentido de posicionamento, forte na marcação e no futebol aéreo e difícil de ultrapassar no um contra um. No entanto, destaca-se ainda por ser um “central” veloz e com qualidade de passe. Um jovem talento, com enorme margem de progressão e que poderá ser alternativa como defesa-central pela direita, a Gonçalo Inácio e Luis Neto, no modelo 3-4-3 de Rúben Amorim.

Eduardo Quaresma tem, assim, que trabalhar diariamente para poder merecer mais oportunidades, dadas pelo treinador leonino. Tendo em conta o rendimento de Gonçalo Inácio, a oposição não irá facilitar perante o talento de Quaresma.

O Sporting Clube de Portugal tem apostado e bem, na formação e tem tido claramente nomes em destaque – Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Matheus Nunes e Tiago Tomás. Eduardo Quaresma é sem dúvida um defesa-central que terá um futuro promissor. Assim, posa em cada treino, em cada minuto de jogo, com Esforço, Dedicação e Devoção, para ajudar o Sporting Clube de Portugal a conquistar a Glória.

#ondevaiumvãotodos

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

A tardia reestruturação do futebol português

Nas últimas semanas foram anunciadas novas medidas para o futebol português. Algumas delas estão já aprovadas e outras ainda em análise. Essas mudanças passam pela criação da Liga 3, a redução de equipas a competir na Primeira Liga, a mudança da Taça da Liga e a possível alteração das meias-finais da Taça de Portugal.

Começando pela Taça da Liga, as modificações estão confirmadas e irão ter efeito na próxima época. Existirá uma redução do número de equipas na fase de grupos, passando cada grupo a ter três equipas, diminuindo assim o número de jogos. Esta é uma boa notícia para a modalidade no nosso país, pois desde a criação da competição e o aumento do número de jogos na Primeira Liga que o calendário das equipas que disputam as competições europeias, sobretudo, está completo, obrigando a que essas equipas fossem forçadas a rodar mais o plantel e, por vezes, a menosprezar esta Taça. Esta mudança pode vir a permitir que a Taça da Liga deixe de ser vista como uma altura para rodar o plantel e que tenha mais interesse e competitividade, embora a competição em si seja sempre vista como a terceira ou quarta competição em Portugal e, ao ter a sua fase final no meio da temporada, não permite que exista um interesse tão grande. O seu término seria muito mais agradável, pois os valores e a visibilidade envolvidos nesta prova não são elevados, e fora a Final Four, nunca apresenta grandes sucessos de bilheteira que auxilie assim tanto os clubes. Pelo menos temos uma solução para diminuir o número de jogos.

Outras mudanças propostas pela Liga Portugal e pelos clubes do nosso futebol são a disputa da meia-final da Taça de Portugal num só jogo e em campo neutro. É algo que já devia ter sido feito há muito mais tempo e que não se percebe como a competição mais democrática do nosso país dá oportunidade a que o derrotado acabe por ter uma segunda oportunidade. É verdade que cada equipa joga na sua “casa”, mas esta opção vem permitir que tenhamos outros finalistas, pois ao haver apenas um jogo é sempre mais provável existir uma surpresa.

Já em relação à redução de equipas da Primeira Liga, a questão é o porquê da demora. Seis épocas depois do aumento do número de jogos, eis que surge a notícia de que a Liga propõe a redução de equipas em disputa a partir da época 2022/23. É algo que ainda está a ser discutido, mas que espero ansiosamente que seja aceite. A nossa liga não tem capacidade competitiva que justifique tantos jogos por temporada, e esta redução só vem mostrar que o aumento de equipas foi um “tiro no pé” e que não resultou. Tentaram competir contra as grandes ligas europeias ao nível de tornarem a nossa mais competitiva, mas o que obtiveram foram equipas desgastadas e com calendários cheios. Temos de ser sinceros, a maioria das nossas equipas não tem plantéis tão extensos e que permitam a rotação necessária. Podemos contra-argumentar que não será fácil esta decisão ir para a frente devido à redução de jogos e aos contratos televisivos que os clubes têm, mas será que a maior competitividade e atração que esta decisão pode vir a trazer não impulsionará a nossa liga para outro patamar de interesse?

A outra alteração, e esta já aprovada, é a Liga 3, uma nova competição da Liga Portugal que se coloca entre a Segunda Liga e o Campeonato de Portugal. Nesta liga jogarão 24 equipas divididas em duas séries, na primeira fase. Na segunda fase, existirá uma Fase de Apuramento de Campeão, em que os quatro primeiros classificados de cada série são separados em dois grupos e, no final, as duas primeiras equipas de cada grupo sobem ao segundo escalão. Também nesta fase existe uma mudança na Segunda Liga, pois os segundos classificados desta fase jogarão entre si e o vencedor enfrentará o 16.º classificado da Segunda Liga, para poder subir de Divisão. A outra fase, a Fase de Manutenção e Descida, será dividida em quatro séries com as restantes equipas, sendo que os últimos classificados de cada grupo descerão ao Campeonato de Portugal, com quatro equipas dessa mesma divisão a fazerem o caminho contrário.

Esta é a competição que mais altera o sistema de escalões no futebol em Portugal, uma vez que é uma competição até aqui desconhecida e que, apesar de ser comparada por muitos a antigas competições, é demasiado diferente dessas. Com esta nova competição teremos uma maior competitividade, uma vez que é na sua maioria composta por clubes já profissionais e com projetos mais apelativos, afastando-os assim dos “passeios” que tinham no Campeonato de Portugal, onde muitos não tinham adversários à sua altura. Também esta liga traz mais visibilidade aos clubes, já que ao existirem menos equipas é mais acessível um acompanhamento televisivo e também o sistema da liga ser mais fácil de compreender do que o Campeonato de Portugal. Mas também é neste ponto que existe um contra: a criação desta liga irá fazer com que o interesse no Campeonato de Portugal seja ainda mais diminuto, pois as equipas mais acompanhadas irão subir para um novo escalão. Este escalão é uma inovação que tem tudo para ser positiva, pois traz competitividade, visibilidade e também novos objetivos aos clubes, que muitas vezes ficavam estagnados no escalão inferior devido às poucas subidas.

O futebol português parece estar a dar passos importantíssimos para a inovação da modalidade e para a tornar mais competitiva, sendo capaz de ouvir os seus intervenientes e não ter medo de dar um passo atrás, para dar dois à frente no futuro. Resta agora saber se estas decisões irão ter os resultados esperados e se o futebol português se torna realmente mais atrativo.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão