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FC Porto x Chelsea FC | O ímpeto do Dragão incide-se em Sevilha

Liga dos Campeões, 1.ª mão dos 1/4 de final: quarta-feira, 20h00, 7 de abril de 2021
ANTEVISÃO: JOGA-SE O PASSAPORTE PARA AS MEIAS FINAIS EM SEVILHA, A CIDADE QUE ALUDE A BOAS MEMÓRIAS

O FC Porto defronta o Chelsea FC após três vitórias consecutivas no campeonato, sendo a última frente ao Santa Clara, por 2-1. Numa eliminatória jogada a duas mãos, o FC Porto tenciona repetir o jogo histórico que ditou a eliminação da Juventus FC, vitória esta que permitiu aos adeptos sonhar e acreditar que é possível ir ainda mais longe.

É MAIS UM JOGO NO SONHO AZUL E BRANCO NA LIGA DOS CAMPEÕES. SERÁ QUE O FC PORTO VAI ENTRAR COM O PÉ DIREITO NAS MEIAS-FINAIS? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Do outro lado encontra-se um Chelsea FC que, até ao sábado passado, vinha de uma série de quinze jogos sem qualquer derrota, série esta que teve fim com o desaire do clube londrino, por 5-2, frente ao West Bromwich Albion FC. Neste momento, os Blues encontram-se em 5.º lugar do campeonato inglês, a vinte e três pontos do atual líder, Manchester City, adversário do FC Porto na fase de grupos da competição milionária.

Há uma grande expectativa para este duelo entre dois clubes que, atualmente, se encontram num ciclo similar – longe do título nacional, porém com uma vaga a discutir pelas meias-finais da maior competição de clubes do mundo. Salientar ainda que, as ausências por acumulação de amarelos, de Sérgio Oliveira e Taremi no lado do FC Porto, e, por lesão, de Kanté no lado do Chelsea FC, serão três sérios desfalques nas duas equipas, que dependem bastante destes jogadores.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos últimos 5 jogos, o FC Porto conta com quatro vitórias e apenas uma derrota, por 3-2, no jogo histórico contra a Juventus FC.
  2. O FC Porto somou 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota na fase de grupos, enquanto que o Chelsea somou 4 vitórias e 2 empates.
  3. O Chelsea FC soma 17 golos marcados e 6 sofridos, ao mesmo tempo que o FC Porto soma 14 golos marcados e 7 sofridos nesta edição da Liga dos Campeões.
  4. O árbitro deste jogo da 1.ª mão, Slavko Vincic, dirigiu a visita dos Dragões ao Mónaco (3-1 a favor do FC Porto) na fase de grupos da Liga dos Campeões em 2017/18, e o jogo contra o Bayer Leverkusen na Alemanha (2-1, derrota do FC Porto) a contar para os 16 avos de final da Liga Europa na época passada.
  5. Sérgio Oliveira e Mehdi Taremi, desfalques para a 1.ª mão da eliminatória por acumulação de amarelos, são atualmente os melhores marcadores da equipa em todas as competições: o primeiro, Sérgio Oliveira, conta com doze golos marcados e, o segundo, Taremi, com nove golos marcados.
  6. Caso vença o Chelsea FC, o FC Porto soma a sua 116.ª vitória na Liga dos Campeões.
  7. O jogador do Chelsea FC, Olivier Giroud, é o segundo jogador com mais golos nesta edição da Liga dos Campeões: 6 golos.
  8. Em 8 jogos realizados entre as duas equipas, o FC Porto venceu por duas vezes, enquanto que o Chelsea FC venceu por 5 vezes.
  9. O Chelsea FC, a par do Manchester City e do Bayern München, são as únicas equipas que ainda não somaram qualquer derrota nesta edição da Liga dos Campeões.
  10. As duas equipas defrontaram-se, pela última vez, na fase de grupos da Liga dos Campeões da época de 2015/2016, sendo que o Chelsea FC levou a melhor, ganhando por 2-0 em casa.                                              

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Matheus Uribe (FC Porto) – Entre Pepe, Corona e outros tantos, porquê a escolha em Matheus Uribe? Com a ausência de Sérgio Oliveira, o colombiano torna-se o principal líder no terreno central portista para este jogo com o Chelsea FC. O seu exímio sentido posicional aliado à sua agressividade com ou sem bola, podem ser essenciais no auxílio à defesa portista que irá ser bombardeada com constantes ataques interiores e ataques à profundidade, jogo característico do conjunto londrino. Uribe, o famoso “jogador raçudo” que joga simples e sem rodeios, pode ser o ponto de equilíbrio na transição ataque-defesa e o entrave contra as investidas do ataque rápido do Chelsea FC.

Timo Werner (Chelsea FC) – Muito se tem duvidado da “veia goleadora” e da capacidade de finalização do avançado alemão, contratado ao Leipzig no mercado de verão por cerca de 53 milhões de euros. Todavia, Timo Werner é um jogador perigosíssimo para a defesa portista: pode estar aquém da capacidade de finalização que outrora demonstrou, porém, a sua tremenda velocidade, e a capacidade que tem de explorar os espaços e a profundidade, podem ser fatores a ter em conta numa defesa com laterais muito ofensivos e pouco defensivos, e, também, com dois centrais pouco velozes, como é a defesa dos dragões: é um conjunto defensivo que favorece os atributos e qualidades do avançado alemão.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto: Marchesín, Manafá, Pepe, Mbemba, Zaidu, Marko Grujić, Matheus Uribe, Fábio Vieira, Otávio, Corona e Marega

Treinador: Sérgio Conceição

Acreditar faz parte desta casa. Quem não acreditar que é possível ganhar o próximo jogo, não pode vestir esta camisola”

Chelsea FC: Mendy, Reece James, Kurt Zouma, Thiago Silva, Azpilicueta, Marcos Alonso, Mateo Kovacic, Jorginho, Hakim Ziyech, Christian Pulisic e Timo Werner

Treinador: Thomas Tuchel

“Tenho a sensação de que podemos vencer o FC Porto, mas vai ser um jogo difícil. É um adversário experiente nesta competição, foi campeão por muitos anos em Portugal, e isso cria uma mentalidade. Mas somos fortes o suficiente e acreditamos que podemos passar esta eliminatória”.

PREVISÃO DE RESULTADO: FC Porto 1-1 Chelsea FC

Medidas restritivas da UCI causam desagrado no pelotão | Ciclismo

Nestes últimos dias tem havido uma grande controvérsia à volta das novas medidas implementadas pela União Ciclista Internacional (UCI). A entidade máxima do ciclismo mundial apresentou várias regras novas, que entraram em vigor no dia 1 de abril, mas não foram bem recebidas por todos.

Um tema que tem gerado muito alarido está relacionado com o arremesso de bidões para fora da estrada. Com a nova regra, os ciclistas estão proibidos de largar bidões fora das zonas próprias à descarga de resíduos, que estão localizadas a cada 30-40 quilómetros, durante uma prova. Contudo, os corredores têm a opção de fazer a entrega nos carros, ou a algum elemento da equipa, sempre que for possível. Quem não cumprir é penalizado, seja por uma multa em francos suiços, perda de pontos no ranking UCI, penalização de segundos, ou desclassificação.

Raramente ouvimos falar de um arremesso de um bidon que tenha corrido mal ou de algum incidente, mas por vezes poderá acontecer. No ano transato, Geraint Thomas abandonou na terceira etapa do Giro de Itália, após ter tropeçado num bidon que tinha caído da bicicleta de um ciclista da Bahrain. É verdade que atirar lixo, como os papéis e plásticos dos géis e barras energéticas, é prejudicial para o ambiente, mas será que se pode dizer o mesmo dos bidões?

Em todas as áreas onde existem adeptos na estrada, sem exceção, há sempre alguém que ambiciona recolher um bidon do seu corredor ou equipa preferida para a sua coleção. Em zonas com público é muito fácil de controlar essa “poluição”. Caso seja atirado para a natureza, em zonas sem pessoas, aí sim, já poderá ser considerado prejudicial para o meio ambiente, e deve ser impedido. Com a pandemia, acabam por justificar-se algumas medidas adequadas para evitar o contacto com o público, de forma a prevenir o contágio. As organizações têm de cumprir as normas de forma a minimizar problemas. Falta saber se as medidas serão mais levianas no futuro.

Os primeiros casos de penalização, seguindo as novas regras, não tardaram em aparecer. O corredor Kyle Murphy, da Rally Cycling, foi o primeiro a ser sancionado, com direito a desclassificação, no GP Miguel Indurain, após ter deixado cair um gel do bolso. Mas o caso mais polémico aconteceu com o ciclista de 34 anos, Michael Schär, da equipa AG2R Citroen Team, que foi desclassificado do Tour de Flandres, um dos cinco monumentos do calendário velocipédico, após ter lançado um bidon para um fã que estava na berma da estrada.

Mais tarde, nesse dia, o suíço reagiu e escreveu nas suas redes sociais, começando com: “Querida UCI: Porque é que as crianças começam no ciclismo”. O ciclista relatou sobre a sua história de viagem em 1997, ao Tour de França, com a sua família, descrevendo a atmosfera eletrizante do pelotão e do público como uma mudança na sua vida. “Fiquei infinitamente impressionado com a velocidade e a facilidade com que os corredores conseguiam andar nas suas bicicletas. Não queria mais nada na minha vida, para além de estar eu próprio naquele lugar, como um ciclista profissional”, disse o corredor. “Para além dessa impressão, recebi um bidon de um ciclista. Este pequeno objeto de plástico tornou-me completamente viciado por ciclismo. Em casa, aquela garrafa, lembrava-me todos os dias qual era o meu sonho. Treinava com o meu bidon todos os dias, com muito orgulho. Todos os dias.”

 

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O ciclista finalizou dizendo que, “ agora sou um destes profissionais, que correm pelas estradas, com tantos espectadores felizes. Durante os momentos calmos da corrida guardo sempre o meu bidon vazio até ver algumas crianças junto à estrada. Depois atiro-os suavemente para que possam apanhá-los em segurança. Há dois anos atrás dei um deles a uma menina ao lado da estrada. Os pais dela disseram-me que a filha não ficou feliz apenas durante um dia, com a garrafa que tinha ganho. Ela ainda fala sobre esse bidon. E talvez um dia, ela venha a tornar-se, assim como eu, também uma ciclista”. “São momentos como este que me fazem amar este desporto. Ninguém pode tirar-nos isso. Nós fazemos parte do desporto que tem maior proximidade com o público, a quem damos bidons, ao longo do percurso. Muito simples. Simples como o ciclismo deve ser.”

Foto de Capa: Volta à Catalunha

«Os dois anos no Vitória FC foi onde eu desfrutei mais de jogar» – Entrevista BnR com Artur Jorge

Artur, Jorge ou Artur Jorge. As designações não devem interessar no contexto futebolístico. Nascido e criado em Braga, Artur Jorge privou essencialmente com um objeto: a bola. Trocou impressões, construiu uma relação sólida e duradoura e realizou uma jura de amor eterno. Pode afirmar-se que o esférico representa um filho não gerado, mas educado e fonte dos seus valores.

Desde cedo que acompanha todos os movimentos do universo do Futebol, proporcionados pelo pai, Artur Jorge, antigo capitão do SC Braga. Fez formação em casa, rodopiou em campeonatos inferiores e regressou à ribalta do futebol português pela mesma porta na qual entrou. Conta com duas experiências internacionais, separadas por duas temporadas no histórico Vitória de Setúbal, paixão recente do seu âmago. Brincadeiras à parte – foram duas nesta conversa, a encetá-la e a terminá-la – o central posicionou-se sobre o seu futuro e marcou-o como indeferido.

-O crescimento no SC Braga, os empréstimos e a afirmação-

«O meu grande sonho era poder chegar à equipa principal»

Bola na Rede: Olá, Artur Jorge! Antes de mais, quero agradecer-te por teres aceite o convite para a entrevista. De modo a quebrar o gelo e a dissipar a distância que nos separa, vou encetar isto com uma espécie de brincadeira. Posso tratar-te por tu?

Artur Jorge: Olá! Obrigado pelo convite! Sim, vamos a isso, claro que aceito. E claro que me podes tratar por tu!

Bola na Rede: Preferes que te trata por Artur, Jorge ou Artur Jorge?

Artur Jorge: No mundo do futebol todos me tratam por Artur Jorge. Mas, quando convivem comigo, acaba por ser só Artur.

Bola na Rede: Marcar um golo decisivo ou cortar uma bola em cima da linha de golo, para lá do minuto 90?

Artur Jorge: A segunda opção, claramente. Se o resultado for favorável para nós, sem dúvida.

Bola na Rede: Esta última considero ser a mais difícil de responder. Preferes marcar o Ronaldo, o Messi ou o Mbappé? Em termos de posicionamento, claro…

Artur Jorge: O que prefiro ou o que acho mais difícil?

Bola na Rede: Ambas. O que preferes e o que achas mais difícil.

Artur Jorge: Em termos de dificuldade, o Ronaldo. Não existe finalizador como ele. Preferia marcar o Ronaldo também, ter a experiência de marcar o Ronaldo.

Bola na Rede: Agora sim, passamos para a entrevista propriamente dita. Conta-me lá como foi a tua infância… A bola era presença assídua nas tuas brincadeiras?

Artur Jorge: Era, era. Aliás, diria que era o único brinquedo, a única forma de brincar que eu tenho, que eu gostava. Muito por influência do meu pai, que era jogador e que eu acompanhava de muito perto. E, desde muito novo, que sempre tive essa grande paixão. Acompanhava-o nos treinos, vi os adultos e tinha oportunidade de ver ali os profissionais a treinar. Isso encantava-me. Era a forma que me entretinha. Isso e jogar à bola a toda a hora também.

Bola na Rede: O teu pai jogou no SC Braga? Foi capitão?

Artur Jorge: Sim, durante alguns anos. Não sei precisar quantos, mas foi.

Bola na Rede: A tua formação, pelo que consta nos registos, foi sempre efetuada no SC Braga. Tiveste, durante esse período, outras propostas para abandonar o clube?

Artur Jorge: Não. Quando tens aquela idade dos 14/15/16 anos, se te destacas um bocadinho, acabas por ser associado, porque falaram dos três grandes, disto e daquilo. Mas, de forma concreta, nunca me chegou nada. Ao clube, não sei, não me diz respeito. A verdade é que, ali no SC Braga, sempre subi de patamar, sempre fui capitão de equipa, sempre joguei em escalões acima da minha idade, num processo muito natural. Era ali que eu queria estar…

Bola na Rede: Após a tua subida ao escalão profissional, fazes a estreia pela equipa B do SC Braga. Pensaste, em algum momento, abandonar o clube por almejares outros voos?

Artur Jorge: Não, honestamente não. Tinha – obviamente – desde muito pequeno, tinha ambição de o ser muito por causa do meu pai. Depois, a partir de uma certa idade, comecei a ter mesmo essa ambição e, de facto, o meu grande sonho era poder chegar à equipa principal. Até o conseguir, nunca pensei noutro tipo de possibilidade ou de sair para onde quer que fosse. Estava em casa, sentia-me muito bem ali. Era o sítio onde eu queria estar. Sentia-me valorizado e bem! Eu acreditava – seriamente – que o meu tempo na equipa principal ia chegar. Portanto, sempre optei por esperar por ela e ver como é que ia correr.

Bola na Rede Inclusive tu também tiveste uma época no Vilaverdense e no Freamunde. Consideras que esses empréstimos foram fundamentais na projeção da tua carreira, que serviram de rampa de lançamento? Também sentiste carinho fora do SC Braga?

Artur Jorge: Sim, eu nesses dois sítios fui muito bem tratado. Mas isso surgiu em condições muito específicas. No meu primeiro ano de sénior, fraturei a perna; depois, no meu regresso, houve a possibilidade de ser emprestado. O treinador da altura também tinha essa vontade. Isto para que eu pudesse ganhar ritmo competitivo para uma equipa situada num patamar inferior, digamos assim. Surgiu o Vilaverdense. Na altura, eles tinham um protocolo com o SC Braga. Eu estive lá três/quatro meses. Depois, em janeiro, surge a opção do Freamunde. Lembro-me que eles estavam nos primeiros lugares e na luta pela subida à Primeira Liga. Eu pedi ao SC Braga que me libertassem, porque estavam num patamar acima e porque também já reunia as condições físicas necessárias para voltar a competir num escalão superior, estava apto. Foi um desafio aliciante. Sabia, também, que no fim dessa mesma época, retornaria a Braga porque era isso que tinha ficado estipulado: eu ia rodar, fazer jogos, ganhar ritmo e depois regressava a casa.

Bola na Rede: Tu já afloraste o tema no qual eu iria incidir. Após esses empréstimos, regressas à equipa B novamente. Realizas uma temporada sólida e regular. Foi isso que catapultou a chamada à equipa A?

Artur Jorge: Sim, acho que sim. Essa época correu-me muito bem. O treinador era o mister Abel Ferreira, que agora está no Palmeiras. Creio não ter sido só totalista por convocatórias para a equipa A, ou seja, eu falhei um ou dois jogos só. Fiz 40 e tal jogos nessa época! Uma regularidade muito boa, sem lesões, sem qualquer tipo de problemas, sempre a jogar. Depois, a partir de certo momento, umas lesões na equipa principal ou uma simples gestão do plantel fizeram com que fosse chamado à equipa principal. Primeiro, a treinar e a integrar a equipa durante a semana, sendo que no fim de semana baixava para jogar pela equipa B. Até que depois, de forma natural, comecei a ser mais uma opção.

Bola na Rede: Na época 2016/2017, completas grande parte dos jogos ao serviço da equipa A. Só te inteiraste desses momentos quando pisaste o relvado ou andaste uma semana a pensar nisso?

Artur Jorge: A partir do momento em que comecei a ficar no plantel de forma mais regular, senti que estava mais perto de conquistar a oportunidade que me tinha sido concedida e só precisava de algum problema físico de um colega meu – é mesmo assim que as coisas funcionam – ou alguma oportunidade. E a verdade é que nesse ano surgiu, com o mister Peseiro. Nós tínhamos alguns problemas físicos na defesa com o André Pinto, com o Ricardo Ferreira. Na primeira vez que o André Pinto tem esse problema, o mister Peseiro deu-me oportunidade e colocou-me em campo logo na Luz. Ele confiava muito em mim e sempre me disse que me ia colocar a jogar, não interessava onde fosse. Foi perfeito! Quer dizer, não foi perfeito porque não vencemos, mas foi uma estreia contra um grande de Portugal, contra um clube que tem mais adeptos. Foi um momento fantástico para mim!

Bola na Rede: Também te sentiste assim quando jogaste na Liga Europa, quando te estreaste?

Artur Jorge: Foi tudo muito rápido aquele começo de época. Na verdade, inicialmente eu entrei na equipa devido ao problema físico de um colega. Mas, com o passar do tempo, senti que também conquistei ali o meu espaço e o facto de ser opção para o mister Peseiro. Tanto é que depois já jogava de forma natural. Penso até que, nessa mesma época, fui o central com mais minutos nessa época. Depois, adquiri a ambição de jogar todos os jogos e ser titular. Na Liga Europa foi um bocadinho assim também: eu já vinha a jogar para o campeonato e depois a escolha para jogar na competição recaiu sobre mim. Fiz a minha estreia no Shahktar, na Ucrânia. Foi um jogo dificílimo, mas também foi mais um sonho que realizei. Joguei pela equipa que eu mais queria, que era o SC Braga.

Bola na Rede: Finalizamos aqui o capítulo do SC Braga. Queria perguntar-te qual foi o treinador que mais te marcou a nível mental e emocional durante a estadia?

Artur Jorge: Tenho sempre de fazer menção ao mister José Peseiro, porque foi ele quem me lançou e que apostou em mim sem qualquer tipo de receio. Depois, existe também o Abel, importantíssimo nesse meu ano da equipa B. Sinto que dei ali um salto de qualidade no meu jogo. Além disso, gostei muito de trabalhar com o mister Jorge Simão, mesmo apesar de a passagem dele pelo clube ser muito curta. Identifiquei-me muito com a personalidade dele e com o seu método de treino.

 

Carlos Azenha critica os laterais do SL Benfica

O Mourinhos vs. Guardiolas regressou após uma paragem de duas semanas com a presença do treinador Carlos Azenha. O antigo técnico do Vitória FC ou Portimonense SC juntou-se ao nosso painel para discutir a atualidade desportiva e falar, claro, de muitos temas táticos.

O treinador português, que foi há bem pouco tempo entrevistado para o Bola na Rede, falou sobre diversos temas, entre os quais o sistema de três centrais aplicado por Jorge Jesus e a falta de projetos desportivos em Portugal.

 

Este programa foi moderado por Diogo Soares Loureiro, teve os comentários do treinador Eduardo Moreira e de Jorge Faria de Sousa.

Real Madrid CF 3-1 Liverpool FC: Em confronto de veteranos, quem manda é o Júnior

A CRÓNICA: REAL MADRID CF AUTORITÁRIO PERANTE DESACERTO INGLÊS

À partida para um dos grandes “clássicos” do futebol europeu, o Real Madrid CF chegava a esta primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões embalado por uma série de dez jogos sem perder. O Liverpool FC vinha também de uma boa série de três vitórias consecutivas contra adversários difíceis (RB Leipzig, Wolverhampton Wanderers FC e Arsenal FC), mas mostrando ainda alguma irregularidade a nível de qualidade de jogo e forma recente. Favoritismo inicial, então, para a equipa espanhola que, jogando em casa, cedo tomou as rédeas do encontro.

Após um início de jogo nervoso para as duas equipas, com muitos passes errados e perdas de bola de parte a parte, a primeira oportunidade do jogo foi para a equipa da casa, aos 12 minutos, com Vinícius Júnior a corresponder de cabeça com perigo a uma jogada na esquerda de Ferland Mendy. Uma dupla que combinou particularmente bem durante a primeira parte, tanto na vertente ofensiva como defensiva e em simetria com Marco Asensio e Lucas Vázquez na faixa oposta. Mais posse de bola para o Real Madrid e nova oportunidade aos 24 minutos, com Benzema a ganhar canto após passe errado de Alexander-Arnold.

O primeiro golo do jogo chega aos 27 minutos, com Toni Kroos a fazer um passe de muito longa distância para a desmarcação de Vinícius Júnior, que deixa para trás Nathaniel Phillips e finaliza de pé direito com classe no frente a frente com Alisson.

Depois de mais dez minutos de grande displicência do Liverpool, o 2-0 chega por Marco Asensio, com Toni Kroos mais uma vez no início da jogada com um grande passe de pé direito, que Alexander-Arnold “completa” ao isolar de cabeça, involuntariamente, Asensio. Quatro golos em quatro jogos para o extremo espanhol.

Muito insatisfeito com a prestação da sua equipa, Jürgen Klopp tira Naby Keïta ainda aos 41 minutos e faz entrar Thiago Alcântara, aparentemente para dar maior dinâmica e criatividade ao meio-campo dos “Reds”. O brasileiro respondeu com um passe errado já em cima do apito final do primeiro tempo, sinalizando o grande desacerto da equipa inglesa até então.

O intervalo pareceu trazer alguma tranquilidade à equipa do Liverpool, mostrando maior clarividência no passe, conseguindo maior posse de bola e forçando o Real Madrid a recorrer à falta durante os primeiros minutos da segunda parte – com Lucas Vázquez a ver amarelo por falta sobre Diogo Jota aos 49 minutos.

Mohamed Salah, muito distante do jogo durante os primeiros 50 minutos de jogo, aparece finalmente a dar seguimento de pé esquerdo a uma jogada de insistência de Sadio Mané e Diogo Jota pelo centro da defesa do Real Madrid. Após consulta do VAR, o árbitro Felix Brych confirmou um golo que pode ser muito relevante para o Liverpool no contexto da eliminatória.

Após a entrada forte dos “Reds”, o Real Madrid tentou voltar a assumir o controlo do jogo com dez minutos de maior pressão no meio-campo do Liverpool e sempre com Toni Kroos no centro das operações ofensivas da equipa espanhola. Das bancadas ia chegando o apoio do lesionado Sergio Ramos, habitual capitão de equipa e rendido no “onze” por Nacho.

Aos 62 minutos, fluxo de acção no jogo: oportunidade para o Liverpool que terminou em canto, seguida por jogada rápida iniciada por Courtois e que também só não deu golo por culpa de um bom corte de Alexander-Arnold. No seguimento do lançamento lateral, no entanto, Vinícius Júnior aparece de novo a rematar de pé direito após assistência de Luka Modrić para fazer o seu sexto golo nesta temporada. Balde de água fria aos 64 minutos para um Liverpool em ascendente, mostrando debilidades defensivas que se estendem a Alisson, aparentemente mal batido na defesa ao remate do extremo brasileiro do Real Madrid.

Jogo mais físico e partido a partir deste ponto, com Zinedine Zidane a tirar Marco Asensio aos 70 minutos e fazendo entrar Federico Valverde, numa tentativa de controlar ainda melhor o jogo a meio-campo e transformando o 4-3-3 num sistema de cinco médios, com Casemiro atrás da segunda linha, Valverde e Vinícius Júnior pelas alas e Benzema mais isolado na frente.

À procura de um segundo golo que relançasse a eliminatória, o Liverpool tentou ter mais posse de bola até ao final do encontro. Aos 81 minutos, Klopp lançou Roberto Firmino e Xherdan Shaqiri com a intenção de lançar um ataque final à baliza de Courtois, mas o perigo nunca se materializou. A última grande oportunidade de golo foi mesmo para o Real Madrid, com Rodrygo, acabado de entrar para o lugar de Vinícius Júnior, a não definir bem o último passe após mais uma recuperação de bola a meio-campo.

Apesar da superioridade demonstrada pelo Real Madrid, o Liverpool traz para Anfield um golo marcado fora, que pode ser muito importante se quiser ter qualquer hipótese de surpreender o clube mais titulado da história da Liga dos Campeões. A segunda mão está agendada para dia 14 de abril.

 

A FIGURA

Vinícius Júnior – O jovem brasileiro combinou vontade com inteligência, esticando o jogo da sua equipa pela faixa esquerda e aparecendo no sítio certo na hora de finalizar. Saiu aos 85 minutos com sensação de dever cumprido: Alexander-Arnold amarelado, mais dois golos para a contabilidade e o Real Madrid com um pé na meia-final.

 

O FORA DE JOGO

Trent Alexander-Arnold – apareceu a espaços, mas ainda muito abaixo da forma a que nos habituou na época passada. “Assistiu” para o 2-0 do Real Madrid e viu o amarelo aos 82 minutos por cotovelada a Vinícius Júnior, possivelmente frustrado pelo grande incómodo que o brasileiro lhe causou enquanto esteve em campo.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

O Real Madrid CF apostou no seu já tradicional 4-3-3. Pressão alta do clube madrileno durante todo o jogo, com Casemiro a recuperar muitas bolas e a servir de pêndulo da equipa no meio-campo, dando espaço a Modrić e, sobretudo, Toni Kroos para criar jogadas de ataque. Lucas Vázquez muito interventivo na faixa direita do Real Madrid e a ala esquerda composta por Mendy e Vinícius Júnior a causar muitos problemas à defesa do Liverpool, sobretudo na primeira parte. Já perto do fim, Zidane estancou o jogo ao fazer entrar Valverde e baixando as linhas para um 4-1-4-1, com Benzema isolado na frente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (5)

Lucas Vázquez (7)

Éder Militão (6)

Nacho (5)

Ferland Mendy (6)

Casemiro (7)

Toni Kroos (7)

Luka Modrić (6)

Marco Asensio (7)

Vinícius Júnior (8)

Karim Benzema (5)

SUBS UTILIZADOS

Federico Valverde (5)

Rodrygo (5)

 

ANÁLISE TÁCTICA – LIVERPOOL FC

Alinhando também em 4-3-3, o jogo do Liverpool ficou marcado por muitos passes errados sobretudo por parte dos laterais e do trio do meio-campo, valendo em várias ocasiões a atenção de Kabak na defensiva. Apesar da exibição relativamente sólida do central turco, sente-se de forma clara a falta de química entre os laterais e os jovens centrais que actuam no lugar dos ainda lesionados Joe Gomez e Virgil van Dijk. O meio-campo também mostrou dificuldades perante a pressão alta e qualidade de passe do adversário, com consequências desastrosas para o poderoso tridente ofensivo inglês – o único remate à baliza de Courtois foi o que deu golo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (5)

Alexander-Arnold (5)

Nathaniel Phillips (5)

Ozan Kabak (6)

Andy Robertson (5)

Fabinho (5)

Naby Keïta (5)

Georginio Wijnaldum (5)

Mohamed Salah (6)

Sadio Mané (5)

Diogo Jota (5)

SUBS UTILIZADOS

Thiago Alcântara (5)

Roberto Firmino (5)

Xherdan Shaqiri (5)

Manchester City FC 2-1 BVB Dortmund: Vantagem mínima dos ingleses deixa eliminatória em aberto

A CRÓNICA: FALTA DE ACERTO NA FINALIZAÇÃO QUASE TROUXE DE VOLTA OS FANTASMAS DE GUARDIOLA

 Numa fase tão adiantada da melhor competição de clubes da Europa já não há espaço para equipas fracas. Posto isto, este seria sempre um desafio equilibrado, ainda que o favoritismo fosse dado à equipa do Manchester City FC. Ainda assim, do outro lado estava o Borussia Dortmund que, apesar da humilde prestação no campeonato, se mostrou ao longo dos meses uma equipa muito mais competente na liga milionária. Posto isto, esperava-se uma grande partida onde os pormenores fariam a diferença.

O City começou, como era de esperar, dominante e a procurar ter bola, com os alemães a jogarem na expetativa e no contra ataque. Mas na verdade, foi nesse momento do jogo que a turma de Guardiola conseguiu obter a vantagem. Emre Can perdeu a bola no meio campo e os citizens, depois de uma jogada rápida, trocaram as voltas à defensiva contrária e inauguraram o marcador aos 19 minutos de jogo. Ainda assim, especialmente numa eliminatória a duas mãos, ainda havia muito tempo de jogo e por isso não era urgente uma mudança de abordagem por Edin Terzic. Os minutos passaram e a equipa de Inglaterra continuou a dominar o encontro, tentando aumentar a vantagem que lhe permitisse relaxar um pouco mais. Mas este não viria a ser um jogo particularmente feliz na finalização e o resultado não foi sofrendo alterações.

Só depois de ambos os treinadores terem feito alterações é que viríamos a ter novo golo, desta vez do Dortmund, que depois de uma bela assistência do até então desaparecido Haaland, restabelecia a igualdade pelos pés de Marco Reus. Os visitantes estavam agora em vantagem, e os fantasmas dos quartos de final pareceram voltar a aparecer para a turma de Manchester.

No entanto, os golos ficaram mesmo reservados para os últimos minutos e o Manchester City viria a marcar novamente, desta vez por Foden, que deu à equipa uma nova almofada para encarar a segunda mão. 2-1 para os caseiros, que ainda assim não conseguiram, nem de perto nem de longe, fechar a eliminatória, apesar do favoritismo. O próximo jogo será quarta-feira, na Alemanha, e tem tudo para ser uma das mais incríveis partidas desta edição da Liga dos Campeões. 

A FIGURA


Phill Foden – O jovem inglês voltou à titularidade e brindou o seu treinador com uma bela exibição, a quase todos os níveis. Durante toda a partida foi o jogador mais desequilibrador e criou muitas oportunidades para aumentar a vantagem quando o marcador indicava 1-0. Ainda assim, falhou no capítulo da finalização, o que acabou por ser bastante penalizador também para a sua equipa. Marcou, no entanto, o golo da vitória já muito perto do final, um brinde para a sua exibição de luxo.

 

O FORA DE JOGO


Reação do Borussia Dortmund ao empate – Depois de passarem grande parte do jogo em desvantagem os alemães acabaram por conseguir, já perto do final, o mais difícil: marcar um golo fora, ao Manchester City. No entanto, depois de o conseguirem, voltaram a assumir uma postura muito defensiva, o que acabou por lhes valer a derrota na partida. O 1-1 seria um resultado excelente, até porque levavam vantagem para o seu estádio. Assim, o cenário não é tão animador, ainda que não seja nada preocupante.

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Olhando o Manchester City FC e para o onze inicial apresentado por Pep Guardiola rapidamente percebemos que qualquer esquema tático parecerá errado na distribuição dos jogadores pelo terreno. Ainda assim, num ato arriscado, pode dizer-se que o treinador espanhol optou por um 4-2-3-1, sem qualquer ponta de lança de raiz. A linha de quatro é a que neste momento parece dar mais garantias a Guardiola: Walker, Stones, Rúben Dias e Cancelo, pela esquerda, com Rodri e Gundongan um pouco mais à frente numa linha de dois médios defensivos, ainda que o alemão sempre mais próximos de zonas de finalização. No ataque Foden pela esquerda e Mahrez pela direita, com De Bruyne e Bernardo Silva a intercalarem entre a posição dez e o falso avançado. Tendencialmente foi o português a aparecer mais à frente, mas também procurou muitas vezes abrir no corredor de Mahrez para abrir espaço para De Bruyne, Gundongan ou mesmo João Cancelo aparecerem em zonas de finalização. Em relação ao lateral português, quem acompanha a equipa inglesa sabe que não é novidade que ele apareça muito em zonas interiores, fruto da sua capacidade técnica.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Ederson (7)

Kyle Walker (6)

John Stones (5)

Rúben Dias  (6)

João Cancelo (6)

Rodri (7)

Gundogan (6)

Mahrez (6)

De Bruyne (7)

Phill Foden (8)

Bernardo Silva (6)

  SUBS UTILIZADOS

 Gabriel Jesus (6)

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA DORTMUND

Os alemães apresentaram-se num 4-5-1 que rapidamente se desdobrava num 4-3-3 quando a equipa conquistava a bola e partia para o ataque. Atrás, uma linha constituída por Morey Bauza, Akanji, Hummels e Raphael Guerreiro, com Emre Can à sua frente, a atuar como médio mais defensivo. Dahoud e Bellingham completam o trio de meio campo, seguido do trio de ataque constituído por Reus de um lado, Knauff do outro, e Haaland à frente. Ao contrário do seu adversário, o Borussia Dortmund nunca fugiu muito desta formação, e foi uma equipa bastante bem organizada durante quase toda a partida, com exceção do momento do primeiro golo, fruto de uma perda de bola a meio campo. São de destacar os movimentos interiores de ambos os alas, que abriam assim espaço para a subida dos laterais, algo a que Terzic dá muito valor.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Marwin Hitz (7)

Morey Bauza (6)

Akanji (7)

Hummels (7)

Raphael Guerreiro (6)

Emre Can (5)

Mahmoud Dahoud (6)

Jude Bellingham (6)

Marco Reus (7)

Ansgar Knauff (5)

Haaland (6)

SUBS UTILIZADOS

 Giovanni Reyna (6)

Thomas Delaney (6)

Meunier (6)

Sem vocês não será o mesmo, Sérgio e Taremi! | FC Porto

O jogo do FC Porto contra o Chelsea FC, para os quartos de final da Liga dos Campeões, está mesmo à porta. Desta vez numa porta emprestada, devido as restrições britânicas. Tanto os Dragões como os Blues terão as duas mãos disputadas em Sevilha no estádio Ramón Sanchéz Pizjuán. Cidade onde já fomos muito felizes com a conquista da Taça UEFA em 2002/03.

Apesar das condicionantes em Inglaterra que impedem o FC Porto de jogar em casa, não é a única dor de cabeça para a equipa técnica. Não nos podemos esquecer que Sérgio Conceição não pode contar com duas peças fundamentais do esqueleto tático, Sérgio Oliveira (com a acumulação de amarelos) e Taremi (pela expulsão no último jogo contra a Juventus FC). Sem os dois jogadores, as dúvidas ficam no ar, quem os irá substituir? De que maneira pode afetar o jogo? À partida ninguém está à espera de um jogo fácil, espera-se uma luta muito grande para chegar às semifinais da competição.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No entanto, a falta dos jogadores pode abrir portas táticas. É inquestionável a influência de, principalmente, Sérgio Oliveira no jogo portista. Sérgio Conceição pode equacionar manter o normalmente utilizado 4-4-2, com Grujic e Evanilson ou Toni Martínez a substituir os faltosos. Também pode utilizar um 4-3-3 em que o meio campo poderia ser construído com Grujic, Uribe e Fábio Vieira, à frente deste miolo com Corona, Otávio e Marega para aproveitar o espaço nas costas da defesa da equipa inglesa. Ou então, utilizar o mesmo esquema tático utilizado contra o Manchester City FC, surpreendendo tudo e todos, pela ousadia de jogar com os alas bem abertos.

Esta imprevisibilidade tática tem de ser utilizada a favor dos Dragões, uma vez que complica a preparação para o jogo da equipa inglesa, cabe ao treinador português preparar a melhor equipa possível para o confronto.

Ao resto da equipa, honrem o símbolo que carregam ao peito, façam-nos sentir que estão a dar tudo em campo, lutem! É o momento de o FC Porto, mais uma vez, elevar-se na Europa e mostrar a raça do Dragão e as gentes que vos apoiam incondicionalmente. Uma boa prestação nesta fase que começa na quarta-feira é uma autêntica “chapada” no futebol atual onde os milhões ultrapassam a paixão, sonho está vivo. A massa adepta não se pode deslocar ao campo para apoiar-vos, mas adepto vai estar em casa com os braços no ar a gritar por vocês.

Pela cidade, pelos adeptos, o céu é o limite!

Casa Pia AC 1-2 GD Chaves: “Transmontanos” entram na luta pela subida

A CRÓNICA: CANTOS TRAMARAM O CASA PIA AC

Casa Pia AC e GD Chaves encontravam-se para a partida que iria fechar as contas da 27ª jornada da Segunda Liga em momentos bem semelhantes, mas com objetivos bem diferentes. Enquanto a equipa da casa se encontrava tranquila no meio da tabela (oitavo lugar), os Transmontanos entraram em campo com a pressão de trazer os três pontos para se recolocarem na luta pela promoção ao escalão principal.

O jogo não podia ter começado melhor para a turma transmontana. Dois cantos foram o suficiente para o GD Chaves se colocar a vencer por dois.  Pelos ares, à passagem do minuto 17, Luís Rocha, respondeu com assertividade e potência ao canto, cobrado por Batxi. Cabeçada potente que colocava os Flavienses na frente. Bola ao centro, novo canto, e…novo golo. Desta feita, Roberto, numa jogada de insistência, a finalizar à meia volta.

O Casa Pia reagiu, de forma paciente e organizada, mas raras vezes conseguiu rematar à baliza contrária. A posse a partir de trás foi marca de água desde o início. A primeira parte terminou sem mais mexidas no marcador e a toada manteve-se para o segundo tempo.

E este foi o registo do resto de toda a partida, infelizmente. O GD Chaves chegou cedo a uma vantagem confortável, que não mais largou. A iniciativa de jogo passou a ser da equipa da casa, que teve na posse de bola a sua maior arma, ainda que infrutífera. Se a vantagem nortenha chegou cedo, a reação lisboeta chegou tarde. O golo de honra marcado por Camilo, de canto, está claro, já em cima do minuto 95, foi insuficiente.

Com este resultado o GD Chaves passa a ter legítimas esperanças em sonhar com a subida. Não perde há nove jogos e fica agora a apenas dois pontos do terceiro lugar da tabela.

A FIGURA

Fonte: Sebastião Rôxo/Bola na Rede

Batxi – Apesar de não marcar golo, o extremo está envolvido em todos. Assiste o primeiro e bate também ele o canto que origina a confusão do segundo golo. Muitas iniciativas de perigo, partindo sempre da esquerda para o meio. Dotado tecnicamente e veloz no drible. Jogador a ter em atenção no futuro.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Rôxo/Bola na Rede

Passividade defensiva do Casa Pia AC – O jogo ficou decidido logo nos primeiros minutos. E tudo graças aos erros, e à passividade da defesa Casapiana, que o treinador confirmou no final da partida. Muita cerimónia para tirar a bola da confusão e o ataque contrário não vacilou. Os cantos foram a debilidade do Casa Pia, que nunca se conseguiu superiorizar e criar verdadeiras chances de perigo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

O Casa Pia AC dispôs-se num esquema tático 4-3-3. Sabia-se de antemão que estas eram duas equipas que gostavam de usar a bola como ferramenta para chegar ao golo, saindo a jogar a partir de trás, e assim foi.

Os “Gansos” entraram mal na partida, isso é inegável. Ainda assim, tentaram sempre improvisar para tentar dar volta ao marcador. Trocavam os extremos (Jota e Godwin) de lado com frequência para tentar baralhar as marcações, mas sem sucesso.

Mesmo após sofrer dois golos de rajada bem cedo na partida, o Casa Pia não perdeu a sua identidade e procurou sempre construir com paciência, fazendo circular a bola com calma e sem precipitações. Neste processo, eram decisivos Christian, Vitó e Vítor Gonçalves. Os dois últimos apareciam mais recuados no terreno e deixavam a manobra criativa ao encargo do primeiro. Vitó esteve desinspirado, mas era, de longe, o elemento com maior capacidade diferenciadora no último terço.

Chegado ao momento de atacar a baliza, não havia grandes dúvidas. Rematar de meia distância não costumava ser solução. Preferiam, por outro lado, procurar circular para encontrar na área, o avançado Malik, que era claramente a referência ofensiva da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Bruno Sousa (5)

Kelechi (5)

Matheus Dantas (6)

Jefferson (5)

Christian (6)

Vitó (7)

Vítor Gonçalves (6)

Jota (5)

Malik (5)

Saviour Godwin (4)

SUBS UTILIZADOS

Diego Medeiros (5)

Zidane Banjaqui (4)

Camilo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

O Chaves de Vítor Campelos subiu a campo organizado em 4-2-3-1, com variantes para 4-4-2. Passo a explicar. Benny e Nuno Coelho serviam de duplo-pivot no meio-campo e João Teixeira, mais avançado, oscilava entre estar mais recuado ou saltar para a pressão a um dos centrais do Casa Pia AC. De uma outra forma, o esquema dos transmontanos alterava-se conforme o posicionamento de João Teixeira.

Os “Flavienses” entraram para campo com um pensamento semelhante ao Casa Pia AC: construir a partir de trás. A diferença foi que estes, não só exploraram as bolas nas costas da defesa casapiana, como também demonstraram uma elevada taxa de aproveitamento nas bolas paradas. Quatro cantos, dois golos.

O Chaves não teve receio em lançar os seus extremos (e laterais) em profundidade e acabou por criar transtornos ao adversário. Batxi (extremo) e João Correia (lateral-direito) fizeram estragos e só não originaram golos por ineficácia, ora dos avançados, ora dos próprios. Roberto servia de referência, tal como Malik do outro lado, mas raras vezes esteve sozinho. Baixava entre linhas com frequência e combinava com os extremos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (6)

João Correia (7)

Luís Rocha (8)

Vasco Fernandes (7)

João Reis (6)

Nuno Coelho (6)

Benny (5)

João Teixeira (6)

Juninho (5)

Batxi (8)

Roberto (7)

SUBS UTILIZADOS

Wellington (6)

Zé Tiago (5)

José Gomes (5)

Guedes (4)

Bura (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD CHAVES

BnR: Encontrou pela frente uma equipa que tentou sempre trocar a bola com paciência, independentemente do resultado. Estava à espera desta abordagem por parte do Casa Pia aos golos sofridos?

Vítor Campelos: “Sabíamos que íamos encontrar, do meu ponto de vista, um dos melhores plantéis desta segunda liga. Para além disso, nota-se que são uma equipa trabalhada, com qualidade, que sabem o que fazem e por isso creio que preparámos bem este jogo, no detalhe, porque sabíamos que ia ser um jogo bastante difícil.

Entramos fortes no jogo e tivemos uma ou duas situações que podíamos ter feito golo. Fizemos uma primeira parte de eleição. Provavelmente a melhor primeira parte desde que aqui cheguei. Ligámos melhor o nosso jogo, os médios estavam a ligar-se melhor com os homens da frente, mas ainda assim fomos precipitados em algumas decisões.

Dar uma palavra ao Casa Pia AC porque não jogámos sozinhos, o que valoriza mais esta vitória. Agora claro, por muito que eu diga aos meus jogadores que pressionem e que venham para a frente o suboconsciente é que manda.”

 

CASA PIA AC

BnR: Mesmo a perder por dois golos, a equipa do Casa Pia AC circulou com bastante paciência, mas raramente encontrava o caminho da baliza. O que sente que faltou à sua equipa no dia de hoje?

Filipe Martins: Isso provavelmente é a única coisa que, além da nossa atitude na segunda parte, mais me agradou. Foi o facto de que mesmo perdendo 2 – 0 não perdemos a nossa identidade. Não vimos uma equipa a chutar para a frente à espera de uma segunda bola. Continuamos a tentar forçar o Chaves a cometer erros, dentro daquilo que é o nosso modelo de jogo. Acho que só revela a nossa identidade, não mudámos só porque estávamos a perder. Foi pena não termos chegado ao 2-1 mais cedo. Mas termino como começo, quem dá dois golos de avanço neste campeonato, arrisca-se a perder.

GD Estoril Praia 2-0 Leixões SC (Sub-23): “Canarinhos” aproveitam expulsões e sagram-se campeões

A CRÓNICA: JOGO “QUENTINHO” E COM CONFLITOS LAMENTÁVEIS

No jogo do título da Liga Revelação, o GD Estoril Praia entrava em campo com a obrigação de vencer para se sagrar campeão nacional, enquanto que ao Leixões SC bastaria um empate para alcançar tão feito. Num jogo quentinho do início ao fim e com várias expulsões – dentro e fora das quatro linhas –, a formação lisboeta aproveitou a superioridade numérica e venceu por 2-0, apesar das muitas dificuldades criadas pela equipa nortenha.

Ainda nem 30 segundos estavam decorridos e já Papelelé tinha criado a primeira ocasião do encontro para o Leixões, mas a formação de Matosinhos acabaria por sofrer um grande revés aos 9 minutos. O central Mário Júnior travou Lucho Vega quando este se podia isolar para a baliza e acabou por ver o vermelho direto, deixando a equipa com menos um elemento.

A reformulação do alinhamento das peças em campo demorou alguns minutos, de parte a parte, mas até foram os leixonenses a criar as melhores ocasiões até ao intervalo – primeiro por Dinho, depois por André Lacximicant – e sempre à espreita do contra-ataque. Pelo meio, o Estoril criou duas oportunidades seguidas à passagem da meia hora, mas os remates de Chiquinho e Lucas Vega passaram ao lado da baliza de Gonçalo Tabuaço.

O arranque do segundo tempo não poderia ter sido melhor para a equipa da casa. Logo a abrir, o recém-entrado Macula rematou rasteiro à entrada da área e desbloqueou o nulo. Imediatamente após esse golo, André Lacximicant quase que empatou numa bela jogada coletiva, ele que viria a ser expulso por palavras dirigidas ao árbitro, complicando (ainda mais) a missão da sua equipa.

O Estoril apoderou-se da bola e esteve perto de ampliar a vantagem por Achouri, mas também viu o Leixões a ameaçar o empate por Ricardo Ferreira. O duelo encaminhava-se para os derradeiros minutos e a equipa de Matosinhos, ao assumir todos os riscos para levar o barco a bom porto, acabou por ser traída no contra-ataque – com o golo de Rúben Pina a sentenciar a partida nos descontos. O encontro terminou com conflitos lamentáveis entre os protagonistas e que acabaram por estragar o belo jogo proporcionado pelas duas equipas. Para a História fica o título do Estoril, que terminou a segunda fase da Liga Revelação com os mesmos 32 pontos que o Leixões. Bela campanha de ambas as equipas!

 

A FIGURA

Gustavo Klismahn – Excelente exibição do médio brasileiro! Klismahn terá sido um dos atletas que mais quilómetros correu e, além disso, revelou ser crucial em vários momentos do encontro. Além do comprometimento defensivo, o médio ‘todo-terreno’ de 21 anos chegou muitas vezes a descolar-se de Afonso Valente para galgar uns metros no terreno e, assim, ser mais um elemento a poder criar perigo lá na frente. Destaque ainda para a arrancada e excelente cobertura que fez ao minuto 25’, evitando o golo de Dinho na pequena área.

 

O FORA DE JOGO

Confusão nos descontos – Um jogo tão emotivo não merecia acabar assim. Poucos minutos depois do lance que deu o 2-0 ao GD Estoril Praia, instalou-se uma tremenda confusão junto aos bancos técnicos e o árbitro do encontro até teve de dar o encontro por terminado sem que a bola voltasse a rolar. Os elementos do banco técnico do Leixões mostraram-se críticos com a arbitragem desde o momento da primeira expulsão, mas a confusão no final acabou por se gerar devido a trocas de palavras menos agradáveis entre jogadores e treinadores. Completamente desnecessário…

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

Vasco Botelho Costa mudou duas peças no “onze” em relação à jornada anterior disputada há quase um mês (na derrota em Famalicão por 1-0), com a entrada de Serginho para a vaga deixada por Douglas Aurélio e ainda o regresso de Lucho Vega após longa lesão, substituindo Diogo Batista no setor intermédio da equipa da Linha.

O GD Estoril Praia apresentou-se num 4-2-3-1, com o duplo pivot a ser constituído por Afonso Valente e Gustavo Klismahn, mas com uma enorme variabilidade e mobilidade na frente de ataque. Os laterais estiveram praticamente sempre projetados no momento da construção e isso conduziu à crescente ‘acumulação’ de elementos junto à área. A presença do argentino Lucho Vega acabou mesmo por ser uma espécie de ‘quebra-cabeças’ para a linha defensiva adversária, pela forma imprevisível com que aparecia em certos pontos do terreno.

O técnico do Estoril foi o único a promover uma alteração no regresso dos balneários e que acabou por ser decisiva para o desenrolar do encontro, com um golo inaugural de Macula, ele que viria a sair pouco depois após conflitos verbais com adversários. A equipa de Vasco Costa ficou a jogar com mais dois elementos na última meia hora do encontro e aproveitou esse período para se apoderar da bola e tentar fazer o segundo para sentenciar a partida – algo que só aconteceu quando o adversário se expôs no relvado em tempo de descontos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Macedo (7)

Tiago Manso (6)

Bernardo Vital (7)

Volnei Feltes (7)

Lucas Silva (6)

Afonso Valente (7)

Gustavo Klismahn (8)

Lucho Vega (7)

Serginho (5)

Chiquinho (6)

Elias Achouri (7)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Macula (7)

Benchimol (6)

Rúben Pina (7)

João Dias (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

Do outro lado, José Augusto Faria promoveu três alterações em relação à equipa inicial apresentada no jogo em atraso disputado em Famalicão (onde perdeu por 3-1): Mário Júnior rendeu Mário Ufongué no eixo da defesa, enquanto que Hélder Morim e Diogo Rebelo entraram para os lugares de Ousmane Diagne e de Vando Félix.

A formação nortenha alinhou em 4-3-3, com a frente de ataque a ser constituída por Dinho, Papalelé e André Lacxmicant, mas o esquema tático rapidamente foi alvo de alterações após a expulsão madrugadora de Mário Júnior. Por essa razão, Morim teve de recuar para a linha defensiva e a equipa passou a posicionar-se em 4-4-1, com os extremos também a baixar no terreno, embora sempre entrosados e organizados na saída para o contra-ataque. Aliás, a inferioridade numérica praticamente nem se fez notar nos primeiros 45 minutos.

A entrada do Leixões no segundo tempo foi infeliz e o cenário ficou ainda pior com a expulsão de André Lacximicant, com novas readaptações no esquema tático. As substituições acabaram por ser algo arriscadas, mas essenciais para que a equipa ainda aspirasse chegar ao golo do empate. Os riscos assumidos nos últimos minutos acabaram por ser cruciais para que o Estoril chegasse ao segundo golo, mas não se pode dizer que o Leixões – mesmo com menos dois elementos – não tivesse tentado o golo do empate.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Tabuaço (6)

Abel Folha (6)

Ricardo Teixeira (6)

Mário Júnior (3)

Ricardo Ferreira (5)

Hélder Morim (6)

Rodrigo Ferreira (7)

Diogo Rebelo (6)

Papalelé (6)

Dinho (7)

André Lacximicant (5)

SUBS UTILIZADOS

Vando Félix (6)

Isnaba Graça (5)

Avelino (6)

Tomás Silva (-)

O grande clube desportivo da Europa | Sporting CP

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Segundo parece agora o que anda a incomodar alguns é que o treinador Rúben Amorim considere o Sporting CP um grande clube europeu. Dizem os experts que o clube de Alvalade não o é, pelo simples facto de eles acharem que não. Mas, como estamos num site de opinião vincada, o princípio será sempre o de que todos os pontos de vista devem ser respeitados.

Portanto, cada opinião pode ser válida dependendo dos pressupostos em que a mesma se sustente, sabendo nós que ao construir algo baseado em pressupostos, pode considerar-se enviesado.

Então, primeiro temos de definir se se está a falar de um clube desportivo ou apenas de um clube de futebol. E se nos estamos a referir ao Sporting CP, tendo mais de meia centena de modalidades, tornando-o um dos mais ecléticos clubes do mundo, percebe-se perfeitamente ser um clube em que se pratica desporto, sendo o futebol uma das muitas modalidades. O Sporting CP é, portanto, um clube desportivo.

Para além de ser um dos clubes mais ecléticos do mundo, é também um dos mais titulados, nas mais diversas modalidades, com várias conquistas nacionais, europeias e mundiais. O que quer dizer que, seguindo este pressuposto, o Sporting CP efectivamente não é um grande clube europeu, é sim um grande clube mundial. É um facto.

No seio das modalidades, o hóquei em patins voltou à ribalta do desporto nacional e internacional
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mas para os que consideram que o que interessa é apenas o futebol, e pressupondo que um grande clube de futebol europeu terá que ganhar títulos nas competições da UEFA, então já ganhámos (não vamos falar da importância das competições, pois não? Dizem que a Liga Europa é quase uma Champions. Pelo menos quando alguns lá estão).

Se consideram que o que interessa é número de vezes e de jogos em que se participou nas competições internacionais, então teremos que perceber desde quando querem começar a contar, porque é de histórico que estamos a falar, certo? E histórico começa lá bem atrás, quando alguns clubes ditos grandes ainda nem sabiam o que era ganhar uma taça distrital. Ou vamos contar só a partir da data que interessa a alguns?

Se quiserem insistir que isto é só futebol, e sendo um pouco mais abstratos, podemos tentar perceber qual clube teve mais projecção em termos de formação de jogadores Bola de Ouro. Isso também pode ser um pressuposto, não? Bem, se a alguns isso não interessaria para o ranking de grande clube europeu, ao Sporting interessa. Porque é só para quem pode. E no que toca a pressupostos, se os outros podem escolher os deles, nós podemos escolher os nossos. Ainda assim, é um facto que formamos dois Bolas de Ouro.

No futebol, mesmo não conseguindo ultimamente grandes prestações na Europa, não deixamos de nos bater com qualquer grande clube europeu e mundial. E mesmo assim já fizemos belas campanhas, tanto na Champions como na Liga Europa. No fundo, fizemos o que outros (supostos) grandes clubes europeus fizeram.

À semelhança do hóquei em patins, o futsal leonino é o clube mais titulado a nível interno
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Eu entendo que esta questão tenha sido levantada por um adepto de um clube que acabou de eliminar um grande clube europeu da Champions. Está a tentar capitalizar esse feito e tentando descarregar a frustração de não conseguir refletir isso no campeonato. Porque na Liga, em primeiro, está um grande clube europeu e mundial que por acaso também tem uma equipa de futebol.

Eu entendo que eles tenham de valorizar o que têm de bom. Felizmente o Sporting CP tem tanto por onde se vangloriar. Querem visitar o museu em Alvalade? Mas calma, no futebol, este fim de semana, ficaram mais perto. Ainda podem ter uma pequena esperança de tentar alcançar a grande equipa europeia de futebol que está no primeiro lugar do campeonato. Já quanto a número de títulos europeus e mundiais, terão que se esforçar um pouco mais. Mas o que interessa mesmo é o futebol, não é? Pelo menos para quem não tem muito mais que isso.