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FC Famalicão 2-0 FC Paços de Ferreira: Famalicenses ligados à corrente

A CRÓNICA: FC FAMALICÃO PRESSIONANTE “LIMOU BEM O MÓVEL”

Numa luta entre equipas com objetivos algo diferentes, o FC Famalicão recebeu o FC Paços de Ferreira para mais um duelo a contar para a 25ª jornada da Primeira Liga. No lado caseiro, permanecia a vontade de demonstrar que se estava perante uma equipa diferente do que aquela que se viu durante a primeira metade da época. Já os forasteiros, permaneciam na luta pelos lugares europeus. Esperava-se um bom duelo entre duas formações com uma extrema vontade de vencer.

Durante a primeira parte viu-se um jogo bastante mexido, mas as oportunidades de golo só surgiam para um lado. A pressão ofensiva exercida pelo FC Famalicão não deixou, em grande parte, que o FC Paços de Ferreira jogasse como gosta. Os famalicenses atuaram com a primeira linha bastante subida, o que compactou bastante o jogo e dificultou a tarefa aos castores. Aquando das movimentações ofensivas dos castores, o plano era praticamente o mesmo, apesar de existir uma marcação cerrada aos homens de Pepa.

Com uma grande ocasião ao abrir o pano, o FC Famalicão logo deu a entender ao que verdadeiramente vinha e fez de tudo para conseguir inaugurar o marcador. Enquanto o FC Paços de Ferreira permanecia algo nervoso em campo e sem oportunidades flagrantes, foram os famalicenses a fazer o gosto ao pé ainda na primeira parte.

Faltavam apenas três minutos para o árbitro Nuno Almeida apitar para recolher aos balneários durante o intervalo quando Rúben Vinagre deixou três defesas dos castores para trás, elaborando uma brilhante jogada individual, e assistiu para Anderson Oliveira. O avançado do Famalicão bateu Jordi e abriu o resultado no Estádio Municipal de Famalicão.

Decorrendo a segunda parte, o FC Paços de Ferreira demonstrou crescer algo no jogo, mas não pareceu ser o suficiente para se superiorizar. Mesmo com as entradas de Uilton e João Amaral, com o objetivo de dar outro andamento às movimentações ofensivas, a equipa da capital do móvel não atava nem desatava.

Posto isto, em transição ofensiva, o FC Famalicão aumentou a vantagem sobre os castores. Gil Dias efetuou um passe a rasgar a defesa pacense e Iván Jaime fez o melhor que tinha a fazer: inserir a bola no fundo da baliza de Jordi. Aos 64 minutos, os famalicenses de Ivo Vieira liderava o resultado por 2-0.

Era notória a insatisfação de Pepa e da sua equipa em campo perante a exibição e o resultado. Um FC Paços de Ferreira algo irreconhecível perante um FC Famalicão destemido. No entanto, cinco minutos após o segundo golo famalicense, os castores assustaram a equipa da casa. Douglas Tanque conseguiu concretizar, mas depois de Nuno Almeida, árbitro do encontro, consultar o vídeo-árbitro, o golo acabou invalidado por toque da bola no braço do avançado.

Acabou por ser um jogo praticamente dominado pelo FC Famalicão na maioria do tempo. Sem grandes ocasiões a favor do FC Paços de Ferreira, e apesar de bem mexido no meio-campo, os famalicenses levaram de vencida os castores. Um resultado que terminou num 2-0 algo claro, dada a dominância, persistência e resistência da formação de Ivo Vieira.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rúben Vinagre – Um dos grandes motores da construção ofensiva do FC Famalicão. Não precisa de ter o nome inscrito nos marcadores ou assistentes porque demonstra em campo as suas valências, quer a nível defensivo como ofensivo. Acabou por assistir de forma exímia para o primeiro golo famalicense, mas fica em mente a grande exibição de Rúben Vinagre.

 

O FORA DE JOGO

FC Paços de Ferreira – Aquém daquilo que tem vindo a demonstrar derivado à alta pressão do FC Famalicão, a equipa da capital do móvel não teve capacidade suficiente para se superiorizar.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Ivo Vieira viu-se obrigado a efetuar alterações no onze inicial para o duelo frente ao FC Paços de Ferreira, devido às lesões de Ivo Rodrigues e Babic. Para render os jogadores, Heriberto e Patrick William foram as soluções encontradas pelo técnico. Para além desse fator, também surgiu alteração no meio-campo devido à ausência de Gustavo Assunção por castigo. A grande surpresa prendeu-se com Iván Jaime a titular.

Assim sendo, o onze apresentou-se em campo num 4-4-2, com a linha defensiva montada por Riccieli e Patrick William na zona central e Rúben Vinagre e Diogo Figueiras a ocupar as laterais. Nota também para a ausência de Diogo Queirós que, devido à pausa internacional, esteve a representar a seleção e, consequentemente, não treinou com a equipa famalicense durante a semana.

No meio-campo, também montado por quatro jogadores, Ugarte e Pepê foram os escolhidos para atuar no miolo com o objetivo de fazer a ligação de jogo entre os setores. Gil Dias e Iván Jaime ocuparam as extremidades para dar profundidade ao ataque do FC Famalicão e para ajudar os homens da frente, Heriberto e Anderson.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (6)

Rúben Vinagre (8)

Riccieli (7)

Patrick William (6)

Diogo Figueiras (6)

Gil Dias (7)

Pepê (6)

Ugarte (6)

Ivan Jaime (8)

Anderson (7)

Heriberto Tavares (6)

 SUBS UTILIZADOS

 Fernando Valenzuela (6)

Kraev (6)

Leonardo Campana (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Pepa privilegiou a enchente no meio-campo, optando por criar uma linha defensiva montado por apenas três jogadores e com Douglas Tanque sozinho na frente. No meio-campo, Eustáquio ficou encarregue da ligação entre o setor defensivo e os restantes, aquando da construção de jogo. Com os laterais bastante subidos, principalmente Rebocho do lado esquerdo, o meio-campo pacense ficou ocupado pelos restantes jogadores, com o objetivo de ter mais gente na construção.

Defensivamente, o onze pacense ficou moldado num 4-1-4-1, com Eustáquio a ser o elemento mais recuado do meio-campo e Tanque sozinho na frente, ou num 4-4-2, consoante o momento de jogo, devido à construção de jogo compacta do FC Famalicão com a primeira linha bastante subida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi (6)

Pedro Rebocho (6)

Hélder F. (6)

Bruno Costa (6)

Castanheira (5)

Carlos (6)

Maracás (5)

Fonseca (6)

Marcelo (5)

Eustáquio (7)

Tanque (6)

SUBS UTILIZADOS

 Uilton (6)

João Amaral (6)

Dor Jan (6)

Marques (6)

Ibrahim (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: O FC Famalicão demonstrou uma grande capacidade ofensiva, tendo pressionado o Paços de Ferreira em praticamente todas as vertentes. Acha que este resultado poderia ter sido, eventualmente, mais avolumado e o que pensa da exibição da sua equipa frente aos castores?

Ivo Vieira: A equipa teve várias situações no último terço. Teve várias oportunidades de golo e conseguiu concretizar duas. Acho que o resultado se ajusta. Tivemos uma equipa do outro lado que, eventualmente, poderia ter feito golo. A estratégia foi montada para uma equipa fortíssima. O FC Paços de Ferreira está forte e confiante devido ao lugar que ocupa e nós tínhamos de dar uma resposta à altura daquilo que o jogo precisava. No fundo o segredo foi saber abordar os lances e tudo aquilo que o jogo dá.

 

FC Paços de Ferreira

BnR: Viu-se um FC Paços de Ferreira algo apagado na primeira parte, mas que voltou ao ataque na segunda parte. As entradas de Uliton e João Amaral ainda deram algum alento à equipa, mas não conseguiram concretizar. O que faltou à equipa para conseguir levar pontos deste encontro?

Pepa: Temos de ser mais proativos na reação à perda. Perdemos bolas que, normalmente, não perdemos em situações simples. Faltou-nos discernimento e critério, mas, acima e tudo, demos muito espaço e liberdade ao FC Famalicão.

5 épocas em que o FC Porto foi campeão após recuperação pontual

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Entramos na reta final da Primeira Liga. Na corrida ao título segue o Sporting CP com uma distância confortável para o FC Porto, que se vê mais atrasado, mas que ainda não deitou a toalha ao chão. Muitos dos adeptos portistas ainda sonham com a conquista do campeonato e esperam um mau momento do Sporting CP. Outros dizem ser quase impossível. Porém, nos últimos anos, os Dragões já conquistaram vários campeonatos quando todos pensavam que já não havia possibilidades para o fazerem.

Apesar dos dez pontos de distância obrigarem o Sporting CP a cometer vários deslizes, o futebol já nos mostrou que não é uma ciência exata. Assim sendo, fomos ao arquivo dos últimos campeonatos procurar cinco casos em que o FC Porto recuperou de uma diferença pontual e acabou por conquistar o campeonato.

Sevilha FC 1-0 Club Atlético de Madrid: Andaluzes consolidam quarto lugar

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A CRÓNICA: CLUB ATLÉTICO DE MADRID FERIDO DÁ ESPERANÇAS AOS RIVAIS

As equipas entraram para a partida fiéis a si próprias: o Sevilha FC, com o seu típico futebol ofensivo, tomou as rédeas do jogo e tentou controlar o jogo com uma posse de bola no meio campo adversário; o Club Atlético de Madrid, expectante, recuado e a controlar as armas do adversário.

O domínio da equipa da casa nos primeiros minutos esteve prestes a ter uma prenda antecipada. Aos sete minutos, Saul Ñiguez pisou Ivan Rakitic na grande área e o árbitro apitou para grande penalidade. Chamado a cobrar, Lucas Ocampos permitiu a defesa de Jan Oblak, mantendo o nulo no jogo. Apesar da injeção de confiança que essa defesa poderia dar ao líder do campeonato, o conjunto de Simeone continuou com uma postura defensiva e a apostar na transição. O conjunto de Lopetegui foi ameaçando a baliza contrária através de alguns rasgos de Navas e Suso, mas sempre sem sucesso. A primeira parte acabou com 63% de posse de bola para o Sevilha e 37% para a equipa visitante. Um reflexo do que foi o primeiro tempo.

Em termos estratégicos, a segunda parte começou sem alterações e o jogo manteve-se semelhante. Domínio da bola para o Sevilha e o conjunto de Madrid a tentar aproveitar o erro do adversário. Depois de 25 minutos com poucas ameaças às balizas, o Sevilla chegou ao primeiro golo da partida. Como habitual, com Suso e Navas na jogada. Um passe em rotura de Suso para Navas dentro da grande área, com o último a cruzar para o segundo poste, onde apareceu um velho conhecido do futebol português, Marcos Acuña, a finalizar de cabeça para o fundo das redes. Finalmente o Sevilla capitalizava a sua superioridade no jogo.

A resposta do Atlético foi boa, e só não foi perfeita porque, dois minutos depois, Mario Hermoso falhou o alvo completamente sozinho no coração da área. Até ao final, o Atlético apoderou-se do jogo, mas raramente conseguiu ameaçar a baliza de Bono, além de um remate perigoso de Correa no tempo de descontos.

O resultado manteve-se e o Atlético de Diego Simeone continua a dar esperança aos seus rivais na luta pelo título. O Sevilha consolida o quarto lugar e continua a respirar tranquilidade e a mostrar um bom futebol, tendo um plantel bem abaixo dos restantes candidatos ao título.

 

A FIGURA

Marcos Acuña – O ex-jogador do Sporting CP teve uma exibição bem positiva e é inevitavelmente a figura de jogo, depois de ter finalizado com sucesso uma bela jogada de equipa, que se tornou no golo da vitória. Apesar de ser um jogador bastante criticado, continua a mostrar-se a grande nível e a calar os críticos.

 

O FORA DE JOGO

Luuk De Jong – Talvez devido ao cansaço da seleção, De Jong esteve bastante apagado, ganhou poucos duelos e esteve pouco eficaz na finalização. Foi claramente o pior em campo do conjunto de Sevilha e acabou substituído aos 63 minutos de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILHA FC

O conjunto de Julen Lopetegui entrou para o campo com um 4-3-3 que não sofreu alterações até ao final. Ocampos e Suso estiveram no apoio direto a Luuk de Jong, avançado de serviço, enquanto que, no meio-campo, Fernando, Jordan e Rakitic comandaram os movimentos da equipa. Na defesa, destaque para Acuña, marcador do golo da vitória.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bono (6)

Jesus Navas (7)

Koundé (6)

Diego Carlos (5)

Acuña (8)

Fernando (7)

Jordan (6)

Rakitic (5)

Suso (7)

Ocampos (5)

De Jong (4)

 SUBS UTILIZADOS

En-Nesyri (5)

Papu Gomez (6)

Vazquez (-)

Gudelj (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID FC

A equipa de Simeone foi a jogo num 3-4-3 que, a defender, se tornava num 5-4-1. Luis Suárez comandou o ataque, com Llorente e Lemar no apoio direto ao uruguaio. Nas alas, Trippier e Lodi ocuparam-se de todo o corredor, com a tripla de centrais a ser composta por Gimenez, Felipe e Hermoso.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Oblak (7)

Gimenez (6)

Felipe (6)

Hermoso (5)

Saúl (5)

Koke (5)

Trippier (5)

Lodi (4)

Lemar (5)

Llorente (5)

Suarez (5)

SUBS UTILIZADOS

Correa (4)

Herrera (5)

Kondogbia (4)

GP Doha: Yamaha… outra vez

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A CORRIDA: O mundial de motociclismo continuou no circuito de Losail para o segundo grande prémio da temporada. Um circuito favorável à Ducati, mas onde a Yamaha voltou a impor-se. E parece que este renascimento não é mesmo uma miragem.

Na segunda prova desta temporada, Jorge Martin foi estrela ao conquistar a sua primeira pole position na categoria rainha e logo no seu ano de estreia. E a corrida até começou a correr de feição ao piloto espanhol que dominou durante 17 voltas. Um fim de semana quase, quase perfeito para o estreante.

Se lá na frente, Martin parecia ter a situação controlada – sem nunca conseguir impor o seu ritmo e distanciar-se, um pouco à semelhança do que fez Bagnaia no fim de semana passado, o top 5 ficou bastante animado com a chegada de Maverick Viñales, Quartararo, Miller, Rins e Mir que trocaram várias ultrapassagens.

Aliás, Jack Miller e Mir protagonizaram um dos momentos mais arrepiantes deste GP, onde o piloto australiano foi, literalmente, para cima do piloto espanhol numa espécie de vingança depois de um pequeno toque na volta anterior.

As Ducati pareciam e eram mais fortes nos dois primeiros setores do circuito de Losail, mas a Yamaha de Viñales e Quartararo começavam a dar cartas e a atacar os seus rivais diretos. Se por um lado, Viñales se centrou na luta com Rins, por outro lado, Quartararo foi atrás de Zarco e Jorge Martín.

Numa ultrapassagem de mestre, o piloto francês colocou-se na liderança e conseguiu, em poucas voltas, impôr o seu ritmo e distanciar-se de Martin e Zarco, ficando a quase dois segundos dois pilotos da Ducati Pramac – que mais uma vez ficaram à porta da vitória, as conquistaram o pódio. Zarco consegue assim chegar à liderança do mundial de motociclismo com apenas dois segundos lugares. Já leram esta história, não já?

O português Miguel Oliveira conseguiu, talvez, o seu melhor arranque da carreira: passou de décimo segundo para terceiro apenas com o seu holeshot. Conseguiu rodar nas primeiras posições durante algumas voltas, mas foi perdendo ritmo e acabou a prova em décimo quinto – conseguindo amealhar um ponto. Ao que parece, esta quebra de rendimento deveu-se a um problema de origem técnica na moto do falcão de Almada – que arriscou na escolha dos pneus e que parecia ter tudo para resultar.

Vitória SC 1-2 CD Tondela: M de Mário e de Manutenção

A CRÓNICA: A ESPERTEZA DO CD TONDELA AFIRMA-SE NO CASTELO

Vitória SC e CD Tondela defrontaram-se em partida referente à 25ª jornada da Primeira Liga, subindo ao relvado do D. Afonso Henriques com o intuito de reverter a fase negativa de resultados pela qual ambos os emblemas atravessavam.

Entrou melhor o Tondela. À imagem do desnorte ultimamente verificado pelo Vitória SC, espelhado na série de três derrotas consecutivas, a equipa foi incapaz de travar as movimentações ofensivas dos forasteiros.

Foram vários os momentos de aflição, causados por desequilíbrios constantes e explorados pela ligação entre o meio-campo beirão e Rafael Barbosa, o playmaker que beneficiou de inúmeros espaços entrelinhas para distribuir constantemente em profundidade, criando assim situações perigosas para a baliza de Bruno Varela.

Mario Gonzalez, em crescendo dentro deste Tondela, entrou na partida praticamente a cheirar o golo. Tento esse acabaria por chegar à passagem dos 27 minutos e com elevada nota artística. Numa das várias situações de aposta na profundidade, o avançado espanhol aproveitou a sonolência defensiva dos vitorianos para, na cara do guarda-redes português, receber e colocar o Tondela em vantagem.

Do outro lado da moeda, a reação foi demorada. Falta de agressividade e intensidade marcaram a exibição do Vitória em toda a primeira parte. As contantes situações de inferioridade numérica, falta de reação à perda e pouca criatividade no momento ofensivo em nada fizerem jus aos nomes dos conquistadores em campo.

Porém, em alguns momentos a qualidade individual teria que se sobrepor às mecânicas coletivas pouco eficientes. Foi exatamente num momento individual que a turma de João Henriques voltou à partida. Um cruzamento teleguiado de Sacko encontrou a cabeça de Estupiñán, que de forma exemplar, atacou o esférico como um verdadeiro número 9 e marcou um belo golo já na reta final dos primeiros 45 minutos.

O golo, para além de restabelecer a igualdade no marcador, serviu também para atenuar as dificuldades dos caseiros. Já no segundo tempo, à medida que a equipa de Pako Ayestarán se foi retraindo, o Vitória teve mais tempo, espaço e liberdade para pensar as suas jogadas de ataque.

Miguel Luís e Quaresma entraram para oferecer maior critério na vertente atacante. André André, a realizar uma exibição consistente, associou-se aos companheiros frescos para criar alguns calafrios a Trigueira, no entanto, a fase mais complicada do Tondela na partida coincidiu com outro grande momento de Mario Gonzalez.

O avançado espanhol de 25 anos voltou a aproveitar as facilidades proporcionadas pela dupla de centrais – agora Mikel Agu e Jorge Fernandes – e finalizou à meia volta depois de um excelente passe de Bebeto, num golo em tudo idêntico ao primeiro da tarde: assistido por um defesa lateral e a marcar entre os defesas-centrais do Vitória.

Com cerca de 20 minutos para recuperar, os pupilos de João Henriques esbarraram numa sólida defensiva, sem conseguir evitar a quarta derrota consecutiva apesar das inúmeras tentativas para evitar o pior.

Com este resultado, o Tondela consegue vencer pela primeira vez fora de portas nesta edição da Primeira Liga, somando 28 pontos e garantindo a nona posição ao fim de 25 jornadas. O mau momento do Vitória, por outro lado, continua. São 12 pontos perdidos em 12 possíveis, situando-se ainda na sexta posição, com 35 pontos e com cada vez mais companhia na luta pela sexta posição.

A FIGURA

Mario González – num campo tradicionalmente difícil para qualquer adversário, o ponta de lança da equipa beirã não acusou a pressão. A eficácia demonstrada neste jogo vem comprovar o destaque que lhe é auferido quando se fala deste Tondela FC. Posicionamento, interpretação perfeita dos momentos de jogo e dos espaços que lhe são concedidos e veia goleadora bem saliente. Duas machadadas na construção do muro da manutanção!

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vitória SC – a entrada na primeira metade vaticinou aquele que viria a ser um dos piores jogos da época. O sonho europeu começa a desvanecer face a uma apatia que, nos últimos quatro jogos, tem sido pedra de toque. O comodismo da formação de J. Henriques, uma vez mais, saiu caro. Nenhuma substituição surtiu o efeito desejado. Escassearam amostras de entrega e de luta. O perigo atingiu o clímax quando a equipa já perdia por 1-2…

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O técnico da equipa que guarda o Castelo, João Henriques, voltou ao 4-3-3. Face ao jogo que sinalizou a jornada 24, em Alvalade, a equipa gizou um sistema de quatro centrais recuando F. Sacko e apostando em H. J. O. Sá em detrimento de Pepelu; A. André, M. Agu e André Almeida – regresso à titularidade – ocupam o miolo; na frente de ataque, M. Edwards dá lugar a Rúben Lameiras e forma, com O. Estupiñán e Rochinha, o triângulo ofensivo.

Entrada apática nos primeiros 45 minutos da partida: não existiu, praticamente, a passagem pela segunda linha de construção e a agressividade não compareceu no terreno; A. André e A. Almeida não foram capazes de pautar situações de transição ofensiva e, além disso, apresentavam-se como uma dupla permeável às investidas do CD Tondela; . A nível defensivo, a dupla de centrais parecia não estar conectada com o miolo e, no seu seio, expunha-se a perigos desnecessários; por acréscimo, os flancos eram invocados com pouca frequência.

Na segunda metade, a formação minhota subiu as suas linhas no terreno e alterou as peças do seu tabuleiro cedo; contudo, os resultados não surtiram o efeito desejado nem tão pouco imediato: R. Quaresma e M. Edwards atracaram na quadra com o objetivo de imprimir velocidade, ritmo e de inscrever o cunho da criatividade no encontro, B. Duarte alinhou ao lado O. Estupiñán de modo a baralhar as marcações da defesa tondelense e M. Luís, atuando ao lado do capitão vitoriano, possibilitava a libertação de A. Almeida na quadra e o colmatar de situações passíveis de perigo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

B. Varela (6)

F. Sacko (6)

J. Fernandes (5)

A. Amaro (5)

H. J. O. Sá (6)

A. André (6)

M. Agu (5)

A. Almeida (5)

R. Lameiras (5)

O. Estupiñán (6)

Rochinha (5)

 

SUBS UTILIZADAS

Miguel Luís (5)

R. Quaresma (5)

B. Duarte (4)

M. Edwards (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA 

O treinador espanhol Pako Ayestaran gizou o habitual 4-4-2 (fugindo ao 4-3-3 anterior), mas dispôs diferentes peças no seu xadrez: o eixo defensivo permaneceu inalterável, enquanto que os responsáveis pelo flanco direito variou (Tiago Almeida foi substituído por Bebeto); no centro do terreno, J. Grau foi o escolhido para jogar ao lado de J. Pedro e para ser apoiado ora por Olabe, ora por J. Murillo; Rafael Barbosa e M. González foram selecionados para travarem as batalhas ofensivas.

Até ao golo vimaranense, o CD Tondela dominou – por completo – a partida e disseminou momentos acolchoados de bom futebol: triangulações bem desenhadas, ocupação dos espaços e entrelinhas, exploração da profundidade interior e dos flancos e anulamento de qualquer erguer ofensivo do Vitória SC: o facto de povoar o próprio miolo com mais um elemento possibilitou o conforto e o controlo da partida. O golo sofrido – em situação de contra-ataque – exibiu o vazio que habitava o corredor esquerdo.

Nos segundos 45 minutos, os pupilos de Pako Ayestaran recuaram as linhas e adotaram uma postura de espera e expetativa. Numa situação de contra-golpe e pleno aproveitamento ofensivo, desfizeram a igualdade. Depois, face ao pressing vitoriano, apostaram essencialmente no não comprometimento defensivo. Destaque para o posicionamento da linha de quatro e pela coesão entre os três setores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

P. Trigueira (6)

Bebeto (7)

Y. Tavares (7)

R. Alves (6)

F. Ferreira (6)

J. Murillo (7)

J. Pedro (8)

J. Grau (6)

R. Olabe (7)

M. González (9)

R. Barbosa (7)

 

SUBS UTILIZADAS

Jaquité (5)

T. Almeida (-)

P. Augusto (4)

E. Martínez (6)

Arcanjo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Vitória SC

BnR: O facto de Rafael Barbosa se colar aos centrais adversários e aparecer nas costas do Agu e assim criar situações de possível perigo para a sua equipa foi o principal alimento para este desaire? 

João Henriques: Na segunda parte retificámos bem isso. Nós não fomos a equipa agressiva que deveríamos ser muito por fruto daquilo que está para trás, da ansiedade da equipa e a insegurança em alguns momentos. Permitimos exatamente isso. O Tondela teve mais tempo e espaço para jogar, mas retificamos bem na segunda parte e tivemos claramente por cima, mas não foi suficiente. Na primeira parte empatámos o jogo e na segunda melhoramos esse aspeto, melhoramos nas ocasiões e em situações para finalizar, mas depois não fomos pragmáticos o suficiente para traduzir isso nos três pontos que nós queríamos.

CD Tondela 

BnR: Boa tarde. Antes de mais, parabéns pelo triunfo. Queria perguntar-lhe se sente que a disposição de mais um jogador no centro do terreno – ou seja, no meio campo – possibilitou e abriu espaço a esta vitória importante para as contas da manutenção?

Pako Ayestaran: Durante toda a semana, tive dúvidas. Tinha dois jogadores e, no final, optei por introduzir um jogador com mais características que visavam a posse no meio. Também tinha a dúvida de, fora ou dentro, quem tinha de estar: se o Roberto, se o Rafael Barbosa. O Rafa, habitualmente, tende a jogar por fora e nunca por dentro num 4-3-3. O Vitória SC, a jogar por fora, cria muitos desequilíbrios e precisava de um jogador que fosse capaz de dar apoio ao lateral e de criar situações de perigo nas alas. E também sabia que as transições se faziam pelo meio do terreno, como o Rafa demonstrou hoje: ficar com bolo, dar apoio aos médios e ele desempenhou a tarefa na perfeição.

Artigo de opinião de Romão Rodrigues e Ricardo Rebelo

AJ Fonte do Bastardo 0-3 SL Benfica: Águias levam Bicampeonato no bico

A CRÓNICA: NONO CAMPEONATO DO SL BENFICA NO VOLEIBOL

O Pavilhão Vitorino Nemésio compôs-se para receber o terceiro jogo da Divisão de Elite de Voleibol. A equipa da casa, a AJ Fonte do Bastardo, tinha de vencer para sonhar com o título. Do outro lado, o SL Benfica, em caso de vitória, conquistava o Bicampeonato e o 9.º troféu na competição.

Os açorianos entraram com instintos de sobrevivência. Mais fortes em quase todos os parâmetros do jogo, aproveitaram alguns erros não forçados dos lisboetas. Contudo, depois de estar em vantagem durante quase todo o primeiro set, a equipa da casa permitiu a reviravolta. Assim, os visitantes venceram o parcial por 25-27 num tiebreak frenético.

A boa forma do final do set anterior foi transportada para o segundo. O SL Benfica foi superior do início ao fim e, apesar de existir réplica da AJ Fonte do Bastardo, não foi suficiente. No final do parcial, os encarnados levaram a melhor por 19-25 e ficavam mais perto do título.

No terceiro e derradeiro set, o ritmo de ambas as formações foi maior. Os açorianos não deixaram os encarnados fugir no marcador como nos parciais anteriores e foram mais concretizadores. No entanto, a partida não fugiu aos lisboetas, venceram o set por 24-26, fecharam o jogo no 0-3 final e festejaram o campeonato na Ilha Terceira.

Assim, fecham-se as cortinas da época 2020/2021 do Campeonato Nacional de Voleibol português. Depois de uma fase final quase imaculada, o troféu viaja para o museu do SL Benfica pela nona vez na história.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Théo Lopes – Foi magistral durante toda a série. Tendo em conta a importância do jogo, conseguiu manter a ansiedade em níveis baixos e ajudou o SL Benfica em muitos pontos difíceis.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Desconcentração da AJ Fonte do Bastardo – Entrou bem no jogo, mas depois não teve armas para combater os Bicampeões nacionais. Não venceram nenhuma partida na final, mas os açorianos caem de pé após uma excelente temporada.

 

ANÁLISE TÁTICA – AJ FONTE DO BASTARDO

A formação de João Coelho atacou a partida com a vitória em mente. Nos primeiros pontos, o bloco e o contra-ataque pareciam calibrados para disputar e levar a série para Lisboa. No entanto, a reviravolta do adversário durante o primeiro set pesou muito nos açorianos. Até ao final, não conseguiram voltar a estar em vantagem.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Bruno Jesus (6)

Armando Velásquez (7)

Caíque Silva (6)

Antony Gonçalves (6)

Gabriel Gomes (7)

Hélder Spencer (7)

Bruno Cunha (6)

José Neves (6)

Matheus Pereira (5)

Dennis Del Valle (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA 

Apesar de começar a partida com alguns erros não forçados, principalmente no serviço, o SL Benfica partiu para mais uma vitória. Os pupilos de Marcel Matz aproveitaram o ânimo da reviravolta do primeiro set para manter a concentração no resto do jogo.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Marc Honoré (7)

André Lopes (7)

Ivo Casas (6)

Theo Lopes (8)

Tiago Violas (7)

Peter Wohlfahrtstatter (7)

Rapha Oliveira (7)

Japa (7)

Nuno Pinheiro (6)

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola Na Rede

O melhor 11 do século XXI da Liga Italiana

A Liga italiana é considerada uma das melhores do mundo desde a popularização do futebol, tendo muita importância na evolução deste desporto. Recentemente, a Federação da História e Estatística do Futebol (IFFHS) considerou a Primeira Liga italiana como o melhor campeonato do mundo em 2020.

Neste artigo, são nomeados jogadores que marcaram o futebol transalpino durante o presente século, tendo em conta a sua qualidade, importância nos clubes que representaram e também a quantidade de tempo que atuaram em solo italiano. O resultado final gerou um “onze” repleto de títulos e recheado de grandes estrelas do futebol mundial.

Belenenses SAD 0-2 Boavista FC: “Axadrezados” vencem e respiram na tabela

A CRÓNICA: APATIA DA BELENENSES SAD OFERECE DOIS OVOS DA PÁSCOA ÀS “PANTERAS”

O domingo de Páscoa foi recheado de muito e bom futebol um pouco por todo o mundo, eu sei. Mas quando falamos no Estádio do Jamor, tem outro encanto. Tivemos direito a tarde de sol e um relvado bem tratado (algo que até pode ser considerado novidade por estes lados). Todos os ingredientes estavam reunidos para uma belíssima partida entre Belenenses SAD e Boavista FC.

A excitação e entusiasmo do pré-jogo não passou para o confronto propriamente dito. A primeira parte começou amorfa e assistíamos a duas equipas bastante encaixadas uma na outra. Havia muita luta e surpreendentemente, poucas faltas. O árbitro deixou, e bem, que se jogasse futebol a um ritmo mais interessante. Faltava qualidade na definição de parte a parte.

A chegar ao fim da primeira parte, as ditas e tão esperadas, oportunidades. Primeiro a Belenenses SAD, que desperdiçou uma ocasião clara de golo. E como quem não marca sofre, o Boavista FC não tremeu e passou para a frente do marcador, já ao cair do pano. Marcou Angel Gomes, com um remate cruzado, a passe de Alberth Elis.

A segunda parte foi, pelo menos, interessante. O futebol não foi melhor, não se engane caro leitor. O Boavista FC recuou e aproveitou sempre os seus alas e avançados para criar perigo, muito perigo. O segundo golo da partida aparece cedo, pelos pés de Alberth Elis. Belíssima subida de Hamache pela lateral e assistência perfeita para o 0-2. Dez minutos depois, um disparate de Angel Gomes faz com que leve o segundo amarelo, e consequente vermelho. De herói a vilão.

A expulsão (e a vantagem por dois golos no marcador) empurrou ainda mais os Axadrezados para o seu meio-campo. Os Azuis subiram, pressionaram, mas não conseguiram criar perigo, mesmo que em superioridade numérica.

O Boavista FC respira agora muito melhor na tabela e pode olhar para os próximos jogos com outra cara.

 

A FIGURA

Jesualdo Ferreira – O técnico dos axadrezados começou a ganhar o jogo antes do primeiro minuto. Petit esperava uma formação, Jesualdo mostrou outra face e obrigou o adversário a correr atrás do prejuízo. A Belenenses SAD esbarrou no muro que era a defesa das “panteras” e raramente criou perigo a Leo Jardim. Não necessitou de mexer muito na equipa e quando mexeu acrescentou qualidade com as entradas dos frescos Nuno Santos e Ricardo Mangas. Muito bem, Jesualdo Ferreira na leitura do jogo. Destaque evidente para Alberth Elis. Assistiu para o primeiro e finalizou o segundo. Jogo muito bem conseguido e que demonstra, mais uma vez, a sua qualidade.

 

O FORA DE JOGO

Afonso Sousa – Primeira parte muito apagada do extremo, que se esperava que fosse o mais criativo e diferenciado de todos os elementos da Belenenses SAD. A derrota está longe, muito longe mesmo, de ser culpa sua. Aliás, o extremo jogou apenas durante os primeiros 45 minutos. Ainda assim, sem dúvida, um dos jogadores que passou ao lado do encontro. Angel Gomes, podia também ter entrado nesta categoria – e bem tentou. Marcou o primeiro, mas foi expulso em cinco minutos, de forma completamente desnecessária. Ainda para mais, colocou a sua equipa a jogar em inferioridade numérica durante os 20 minutos finais da partida, numa altura em que estava esta controlada.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Tal como esperado, a Belenenses SAD entrou em campo organizada no seu esquema tático de 3-4-3. O onze titular não apresentou novidades de relevo e Petit optou por manter a mesma base.

Gonçalo Silva, Henrique e Tomás Ribeiro, o mais esclarecido na construção, formaram a tripla de centrais habitual. À sua frente jogavam Afonso Taira e Sithole, apoiados pelos alas, Rúben Lima e Tiago Esgaio.

Os médios e alas foram ineficazes, a equipa parecia presa, e principalmente sem capacidade de contruir jogadas a partir de trás. A defesa contrária parecia compacta e sem problemas em travar os ataques, salvo raras exceções.

Os três homens da frente não demonstraram intenção, nem capacidade, de rasgar nas costas da defesa e criar movimentos de rutura. A entrada de Mateo Cassierra, ao intervalo, procurou esses movimentos de profundidade, até então pouco vistos. Afonso Sousa saiu e Miguel Cardoso passou a jogar como extremo. Do outro lado, o experiente, Silvestre Varela.

Antes do minuto 60, Petit passa a jogar num aparente 4-3-3. Gonçalo Silva, defesa-central, sai e entra um Francisco Teixeira, extremo. Silvestre Varela passou para médio-ofensivo e Bruno Ramires e Sithole funcionavam como duplo-pivot. Cassierra, Miguel Cardoso e Francisco Teixeira passaram a ser os três homens da frente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (6)

Gonçalo Silva (5)

Henrique (5)

Tomás Ribeiro (7)

Tiago Esgaio (4)

Afonso Taira (4)

Sithole (5)

Rúben Lima (6)

Silvestre Varela (5)

Afonso Sousa (4)

Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Mateo Cassierra (5)

Bruno Ramires (5)

Francisco Teixeira (6)

Jordan van der Gaag (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Jesualdo Ferreira contrariou a previsão de Petit na antevisão da partida e alinhou em 3-5-2.

Nos momentos de construção os axadrezados organizavam-se com uma linha de três centrais, constituída por Chidozie, Abdil Rami e Devenish.

Yanis Hamache (esquerda) e Reggie Cannon (direita) faziam o papel de alas. Na construção estavam subidos e no momento defensivo acabavam por recuar e formar uma linha de 5 defesas. No meio-campo, logo à frente dos centrais, aparecia Sebastián Peréz. O colombiano foi sempre o elemento mais recuado e esteve sempre rodeado por Paulinho (direita) e Gustavo Sauer (esquerda). Os desequilíbrios ficavam por conta das subidas dos alas e dos dois avançados, bastante móveis na frente, Angel Gomes e Alberth Elis.

Apesar de débeis nos momentos de construção, por terem centrais um pouco limitados nesse aspeto, a defender, o Boavista FC, procurou, aparentemente, um encaixe direto nos avançados do Belenenses SAD, bloqueando a maioria das ações dos Azuis. O perigo das panteras nasceu sempre da criatividade dos avançados e das subidas dos alas que deixavam constantemente em alerta a baliza de André Moreira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (7)

Reggie Cannon (6)

Abdil Rami (6)

Chidozie (6)

Devenish (5)

Paulinho (7)

Yanis Hamache (8)

Sebástian Pérez (6)

Angel Gomes (6)

Gustavo Sauer (6)

Alberth Elis (8)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (6)

Ricardo Mangas (6)

Jeriel De Santis (4)

Nathan (-)

 

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: “Na antevisão da partida disse que esperava um Boavista organizado em 4-3-3. Sente que este foi um fator que influenciou o resultado?”

Petit: “Não, eles já jogaram assim contra os três grandes e nós já defrontámos outras equipas com 3-5-2. É sinal do respeito que eles têm por nós. Nós começamos como acabamos o jogo, apáticos, sem intensidade, sem velocidade, sem bola. E isto analisei antes de começar o jogo, no aquecimento. Como se costuma dizer no futebol, é a “cobra” que começa a pegar uns aos outros. Não é tirar mérito ao Boavista, mas este foi, deste que estou cá, dos piores ou mesmo o pior jogo que tivemos.”

 

Boavista FC

BnR: Contrariando a previsão de Petit na antevisão da partida, o Boavista entrou hoje em 3-5-2. O que procurava com esta alteração no esquema? Se sente que foi por aqui que começou a ganhar o jogo?

Jesualdo Ferreira: É interessante colocar-me essa pergunta, porque nós jogamos à mesma com três médios. Quando você mexe muito, você provavelmente estraga, a não ser que sejam jogadores com uma grande capacidade. Isto para dizer que há possibilidades de explorar mais situações, pelo menos com os jogadores que nós temos. Não mexendo na estrutura, mexer nos posicionamentos. Porque nós sabemos que é possível fazer melhor, há muita coisa que tem acontecido e que tem atrasado a evolução desta equipa.

Oeiras I Challenger 2021: Zdenek Kolar derrota Gastão Elias na final

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Terminou o primeiro Challenger de 2021 disputado em Portugal! O grande vencedor da primeira edição do Oeiras Challenger foi Zdenek Kolar, o oitavo cabeça-de-série do torneio. Antes do jogo, houve várias opiniões em relação ao vencedor. O português levava uma ligeira vantagem em relação ao tenista checo devido à sua experiência. Apesar de Gastão Elias ter jogado uma final de Challenger pela primeira vez desde outubro de 2017, era a 19ª final do português nesta classe de torneios. Além disso, o português venceu no primeiro encontro disputado entre os dois finalistas, em julho de 2019, na Polónia.

No primeiro set, Kolar foi o primeiro a servir e começou muito bem, ao vencer os três primeiros jogos. Ou seja, conseguiu quebrar o serviço de Gastão Elias no segundo jogo. Foi um mau arranque para o português. Gastão conseguiu vencer o seu segundo jogo de serviço e, de seguida, quebrou o serviço do checo. Quando estava 30-40, Kolar tentou empatar com um smash, mas não correu bem e a bola foi para além das linhas do jogo. No jogo 8, no serviço de Gastão, o checo teve a possibilidade de quebrar novamente o serviço, mas o português recuperou. Gastão Elias voltou a ter dificuldades no seu serviço: esteve a perder por 40-15 e perdeu o jogo 10 e também o primeiro set. Não foi o melhor primeiro set para o português.

No segundo set, Kolar voltou a servir, mas teve uma tarefa muito mais complicada: Gastão teve um break point, mas não o aproveitou e o checo ganhou o primeiro jogo do segundo set. No primeiro serviço do português, Kolar teve a oportunidade de quebrar o serviço, mas, ao contrário do primeiro jogo de serviço do português no primeiro set, Gastão não cedeu e recuperou. No terceiro jogo, houve uma quebra de serviço: o português conseguiu quebrar o serviço pela segunda vez no jogo. No jogo 6, no serviço de Gastão, Kolar recuperou e quebrou o serviço de um dos melhores tenistas portugueses de todos os tempos no seu segundo break point. No nono jogo, o português quebrou o serviço de Kolar e só precisava de vencer o seu próximo jogo de serviço para ganhar o segundo set, mas não aproveitou. No décimo segundo jogo do set, o português tinha que vencer o jogo para levar a decisão para o tie-break, mas o checo aproveitou o primeiro break point para vencer o set, o último jogo e o torneio.

A direita e a consistência de Kolar foram fundamentais para levar a melhor na final. Foi a primeira vez que o checo conquistou um título do circuito ATP Challenger. Do outro lado, foi uma semana positiva para o português Gastão Elias, por ter chegado tão longe na prova e por ter garantido a subida de 30 lugares na próxima atualização do ranking ATP – passará para o lugar nº 323. Gastão Elias voltará a tentar a sua sorte no Oeiras 2 Challenger, o quadro principal começa amanhã.

Resultado: Zdenek Kolar 2-0 Gastão Elias (6-4 | 7-5)

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Diego Costa | Uma nova novela à vista

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Depois da “novela Cavani” ter feito correr tinta ao longo de todo o verão, o SL Benfica parece estar novamente ligado a um experiente avançado de renome do futebol mundial – Diego Costa.

O hispano-brasileiro realizou épocas de alto nível ao serviço do Club Atlético de Madrid e subsequentemente do Chelsea FC. Conquistou uma Liga Europa, duas Supertaças Europeias, duas ligas inglesas e uma rara Liga Espanhola. Durante este período de seis anos, Diego Costa foi dos melhores avançados do mundo. Após o bom período no Chelsea FC, regressou ao Club Atlético de Madrid, equipa com a qual rescindiu o contrato no final de 2020.

É aqui que entra o SL Benfica. O clube da Luz surgiu, segundo a imprensa, como o front runner para a contratação do internacional espanhol. Neste momento, estará em cima da mesa uma proposta encarnada de contrato de dois anos, 2,5 milhões de euros limpos por temporada e um prémio de assinatura a rondar os três milhões de euros.

Seria Diego Costa uma boa contratação? Para mim, claramente, não. Diego Costa seria apenas um nome sonante a chegar ao nosso campeonato, mas que desportivamente não poderia acrescentar muito. Em termos pragmáticos, o avançado espanhol totalizou apenas 19 golos nas últimas quatro temporadas em Madrid. Em termo de comparação, Darwin, que não está a fazer uma grande época, leva já 12 golos esta temporada.

Outra questão que se levanta são os constantes problemas físicos que têm afetado Diego Costa nas últimas temporadas. Desde o seu regresso a Madrid, Diego Costa foi afastado do relvado 15 vezes devido a problemas físicos tendo falhado perto de 60 jogos.

Diego Costa não foi bem sucedido na sua segunda passagem pelo Atlético de Madrid

Trazer um jogador já com 32 repleto de problemas físicos não me parecesse ser uma decisão acertada.

Sei que é inevitável a comparação com Jonas. Os dois chegariam desacreditados ao campeonato português vindos de clubes espanhóis. A questão é que esta comparação está longe de ser honesta. Nas últimas três épocas ao serviço do Valencia CF, o “Pistolas” marcou sempre 10 golos ou mais. Diego Costa nunca o conseguiu fazer no regresso ao Atlético de Madrid.

O número de jogos realizados também não é comparável. Diego Costa totalizou 37 partidas nas últimas duas épocas, enquanto que Jonas participou em 89 jogos nas suas últimas temporadas em Espanha. Se o histórico de lesões de Jonas também não é famoso, a verdade é que as lesões o começaram a afetar já numa fase bem mais avançada da carreira do que Diego Costa.

Até do ponto de vista estratégico a decisão de trazer Diego Costa parece absurda. Depois da aposta forte em Darwin, um jovem com muito potencial, da boa época de Seferovic, da contratação de Rodrigo Pinho (recordo que é agora proibido emprestar imediatamente depois de comprar, logo Pinho fará parte do plantel), do surgimento de Gonçalo Ramos e mesmo de Henrique Araújo, faz sentido trazer mais um avançado, ainda para mais com os problemas de Diego Costa? Obviamente que não.

Seria mais uma decisão tomada sem qualquer nexo por parte da direção e que iria também contra a “política de aposta na formação” da qual Luís Filipe Vieira fez sua bandeira durante anos.