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Antevisão GP Doha: Jorge Martin e a primeira pole na categoria rainha

A ANTEVISÃO: PRAMAC RACING FAZ «1-2» COM JORGE MARTIN A MOSTRAR QUE NÃO É ROOKIE QUALQUER

A caravana de MotoGP continuava por terras onde predomina o intenso vento e as tempestades de areia, claro está em Doha, no Qatar. Depois de no ano passado não ter recebido a categoria rainha, a única pista do Médio Oriente a integrar o calendário do mundial teve emoção em dose dupla com o GP de Doha a ser o round two deste ano.

Os primeiros treinos livres (FP) de sexta-feira deu-nos já o panorama de quem podia ser os dez escolhidos para ser sheik da pole position desta vez. No FP1, foi Aleix Esparagró (Aprilia) a ser o mais rápido e que tem sido um verdadeiro destaque neste início de temporada. Já no FP2 foi um autêntico domínio de Ducatis (a de fábrica e a Pramac) com as três primeiras posições a pertencerem a Jack Miller, Francesco Bagnaia e Johann Zarco. Já, Maverick Viñales (Yamaha), o vencedor do primeiro grande prémio, salvou o seu lugar na Q2 só mesmo na última volta.

Com a combinação de tempos destes dois treinos livres saíram os dez que ficariam já qualificados para a Q2. Contudo, a Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory Racing) faltou aquele pequeno “danoninho” – bem, que as nossas mães nos dizem que uma colher pode fazer toda a diferença. O português por muito pouco foi batido pela Honda de Stefen Bradl e terá de lutar por um dos dois lugares que dão acesso à Q2. Mas terá como companhia uma elite: Danilo Petrucci (Tech3 KTM), Joan Mir (Suzuki), Valentino Rossi (Petronas Yamaha STR), Takaaki Nagakami (LCR Honda) e ainda Pol Espargaró (Repsol Honda).

O sol raiava na pista de Doha, mas a pista mostrava alguma sujidade devido à areia. No FP3, apenas Francesco Bagnaia foi para pista das Ducati, que mostravam uma grande performance no Qatar. Na sessão da manhã, Quartararo (Yamaha) e as Suzukis de Mir e Rins estavam na frente. Já à noite, no Qatar claro, já era uma intensa luta entre aqueles que podiam ficar com a pole. Porém, foi Zarco a ficar com o simbólico 1.º lugar.

A Q1 começava com a tal elite que já tinha referido e o campeão do Mundo, Joan Mir, não deu qualquer hipótese à concorrência, pois queria o 1.º lugar – como confirmou. Já a segunda vaga estava aberta a quem fosse melhor. Por lá passaram: Brad Binder (Red Bull KTM Factory Racing) e Luca Marini (SKY VR46 Esponsorama), o grande destaque. Mas quem brilhou na última volta de qualificação foi Miguel Oliveira, que seguiu uma linha perfeita para alcançar uma vaga na Q1. A linha que o piloto português seguiu foi aproveitada por Mir, que parecia um autêntico foguete.

Na Q2, mais uma elite e aí a conversa foi outra. Maverick Viñales quis tudo para si e mostrou que vem forte para esta nova temporada. Duas voltas rápidas, valeram-lhe um lugar na pole, mas provisória – convém reforçar. Porquê? Porque a Pramac vinha com tudo para fazer o “1-2”. Primeiro, foi Zarco a fazer um tempo excelente e a bater o espanhol da Yamaha, mas quem ficou com a pole foi… um espanhol. O francês da Pramac foi batido pelo seu colega, o rookie Jorge Martin, com um tempo de 1:53.106.

É a primeira pole na categoria rainha para o jovem espanhol e bem merecida, porque já tinha feito das suas nas primeiras voltas da Q2. É a terceira vez que um rookie consegue a pole position no Qatar, antes tinha conseguido Casey Stoner e Jorge Lorenzo. A corrida de amanhã promete ser novamente dominada pelas Ducatis, mas com a Yamaha de fábrica a querer, pelo menos, a vitória. Miguel Oliveira vai partir de 12.º lugar e parece que a sua KTM vai continuar com muitas dificuldades para conseguir algo de positivo deste circuito.

Paris Saint-Germain FC 0-1 LOSC Lille: “Armada lusa” de volta à liderança

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A CRÓNICA: LIÇÃO ESTUDADA DE UM LOSC LILLE SÓLIDO

Paris Saint-Germain FC e LOSC Lille não só protagonizavam o duelo de cartaz da 31ª jornada da Ligue 1, como discutiam a liderança isolada. A formação do Lille vingou a eliminação da Taça de França (disputada no Parc des Princes há mais de duas semanas) e acabou por recuperar o primeiro lugar do campeonato francês ao vencer por uma bola a zero – isto num jogo em que três portugueses atuaram de início do lado da equipa de Galtier.

É certo que equipa da casa até entrou melhor, desde logo com as oportunidades criadas por Neymar e Mbappé, mas algumas descoordenações na linha defensiva acabaram por permitir que o Lille, no primeiro (e único!) remate do primeiro tempo, inaugurasse o marcador. Com 20 minutos jogados, Jonathan Ikoné fugiu à marcação e assistiu Jonathan David – dois jogadores que causaram mossa nos minutos seguintes e estiveram sempre à espreita do segundo golo, mas sem o devido seguimento na hora de finalizar. Do lado da equipa da casa, apenas Moise Kean testou as luvas de Maignan após ter visto a sua equipa ficar em desvantagem no marcador.

O Lille aproveitou o intervalo para limar as arestas da estratégia que levou para Paris e, olhando para o filme do segundo tempo, pode-se mesmo dizer que resultou. O conjunto de Pochettino não teve a ‘avalanche’ ofensiva que seria de esperar de uma equipa a correr atrás do prejuízo, muito por culpa do posicionamento do Lille. Dí Maria e Neymar foram os únicos a assustar Maignan, sendo que, do outro lado, Jonathan Bamba e Burak Yilmaz estiveram perto de ampliar a vantagem. No período de descontos, Tiago Djaló acabou por ser expulso devido a uma falta cometida sobre Neymar, que também viu o vermelho direto na reação ao lance.

Com este triunfo, o Lille soma agora 66 pontos e distancia-se do Paris SG, que segue com os mesmos 63 no segundo lugar – e que já soma a terceira derrota consecutiva em casa. A luta pelo título francês está ao rubro e conta ainda com os candidatos Olympique Lyonnais e AS Mónaco. Contudo, para já, a armada lusa do Lille volta a estar na frente e continua a apresentar um futebol atrativo e capaz de surpreender tudo e todos.

 

A FIGURA

Jonathan Ikoné – E vai mais uma assistência para o francês de 22 anos! Jonathan Ikoné começou o encontro a fazer dupla de ataque com Jonathan David e, curiosamente, foi fruto de uma bela combinação entre os dois que surgiu o golo do triunfo. O jovem avançado causou vários desequilíbrios nas alas e até mesmo no corredor central, após a saída por lesão do companheiro de ataque. No segundo tempo, destacou-se ainda ao ser o criador das linhas de passe que colocaram os colegas de equipa na cara do golo que sentenciaria a partida mais cedo.

 

O FORA DE JOGO

Thilo Kehrer – Não foi um regresso propriamente feliz do alemão à lateral direita dos parisienses. Sem jogar de início há mais de um mês, Thilo Kehrer sentiu algumas dificuldades para travar as investidas do Lille pelo seu corredor e, além disso, perdeu duas bolas em zona proibida que poderiam ter tido repercussões no marcador. Não foi de estranhar a sua substituição pouco depois do início do segundo tempo, tal como o companheiro da lateral contrária, Abdou Diallo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Em relação ao jogo que ditou a vitória do PSG por 4-2 diante do Lyon, Mauricio Pochettino fez três alterações na equipa inicial, destacando-se a ausência de Danilo – após se ter lesionado ao serviço da lesão –, tendo sido substituído por Leandro Paredes. Nota ainda para o regresso de Neymar e de Thilo Kehrer ao “onze” incial, face às ausências de Verrati e Florenzi.

A jogar em 4-2-3-1, a equipa da capital francesa apresentou sempre um futebol mais possante, mas nem sempre com a devida fluidez nas aproximações à baliza contrária. Além disso, bastava uma bola perdida no meio-campo no processo de construção para que isso dificultasse as transições defensivas. No segundo tempo, apesar da maior posse de bola, os parisienses iam rondando a área contrária, mas sem grandes remates de perigo. Nem a tripla alteração à passagem da hora de jogo trouxe a objetividade pretendida ao jogo lateral do PSG, tanto que, até ao final do jogo, praticamente não assustou Maignan.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (6)

Abdou Diallo (5)

Marquinhos (7)

Presnel Kimpembe (6)

Thilo Kehrer (4)

Leandro Paredes (6)

Idrissa Gueye (7)

Ángel Di María (7)

Kylian Mbappé (6)

Neymar (5)

Moise Kean (6)

SUBS UTILIZADOS

Colin Dagba (5)

Mitchel Bakker (5)

Julian Draxler (5)

Raphinha Alcântara (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LOSC LILLE

Já Christophe Galtier promoveu quatro alterações em relação à jornada anterior, com particular destaque para a titularidade de Tiago Djaló na ala direita da defesa, face à ausência de Celik. Já no setor intermédio, Renato Sanches e Boubakary Soumaré renderam Xeka e Timothy Weah, enquanto que, na frente de ataque, Yilmaz foi substituído por Jonathan Ikoné, avançado que regressou de lesão.

Apresentado inicialmente em 4-4-2, o Lille foi variando o sistema tático para um 4-2-3-1 em que Jonathan David foi, por vezes, a unidade mais adiantada nas linhas de pressão à construção do Paris SG. No geral, a formação visitante entrou com as linhas altas e pressionantes, estratégia que manteve após o golo inaugural e que chegou para dificultar ainda mais a missão defensiva do adversário. Defensivamente, o Lille praticamente nunca se desorganizou e raras vezes permitiu que o PSG aparecesse com perigo junto da sua área – principalmente no segundo tempo, face aos blocos mais compactos e à lição traçada para os segundos 45 minutos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mike Maignan (7)

Reinildo Mandava (6)

Sven Botman (7)

José Fonte (7)

Tiago Djaló (6)

Jonathan Bamba (6)

Boubakary Soumaré (6)

Benjamim André (8)

Renato Sanches (7)

Jonathan David (7)

Jonathan Ikoné (8)

SUBS UTILIZADOS

Timothy Weah (6)

Burak Yilmaz (7)

Domagoj Bradaric (-)

Fim de linha para Joel Rocha? | Futsal

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A edição 2020/21 da Taça da Liga trouxe alguns jogos competitivos, mais uma boa demonstração da qualidade dos intervenientes do principal escalão do futsal português, representados pelos oito emblemas melhor classificados no final da primeira volta, no entanto o vencedor final acabou por ser o Sporting Clube de Portugal após três conquistas consecutivas do seu rival, o Sport Lisboa e Benfica.

Assim sendo, o clube leonino de Futsal igualou os encarnados no número de conquistas, com três troféus cada, e aqui apenas me refiro ao palmarés na jovem Taça da Liga, com apenas seis edições disputadas até hoje. Em relação ao jogo em si, nada a dizer, apesar de algum equilíbrio nas estatísticas, o resultado é demasiado claro (6-2) para poder haver a mínima contestação ao triunfo leonino.

Fonte: SL Benfica

Eu começo a ver uma onda crescente de adeptos do Benfica que pedem a saída do treinador Joel Rocha e até consigo entender. No entanto, sendo eu um adepto da estabilidade nas equipas técnicas, creio que o timoneiro das águias merece mais uma oportunidade para poder tentar mais uma vez revalidar o título de campeão nacional, dado que em 2019/20 não se disputou o campeonato nacional, interrompido em Março devido à pandemia. Não ganhou sempre, é um facto, muito devido ao treinador rival, também ele a realizar um trabalho tremendo ao serviço do Sporting CP, Nuno Dias.

Eu já o tenho referido em artigos anteriores, toda a admiração que tenho pelo treinador do Sporting, para mim o melhor treinador português da atualidade, e não só por já ter conquistado o título europeu de clubes em 2019. Ora, perante o treinador mais capacitado da atualidade em Portugal, na minha modesta opinião, dois campeonatos em cinco foram conquistados pelos encarnados desde que ambos são treinadores das maiores equipas nacionais em simultâneo.

E pode empatar, caso seja campeão esta época, com um plantel que parece capaz de poder lutar até ao fim pelo título, com uma mistura interessante de jogadores com muito valor e provas dadas na alta roda do futsal mundial (Tayebi, Arthur, Robinho, Chishkala, etc)  com jovens de grande potencial e que já dão cartas na formação principal (Martim Figueira, Afonso Jesus, Silvestre, Jacaré, etc), logo esta mescla tem tudo para dar bons resultados, para além das perdas muito significativas de elementos históricos do clube, como o capitão Bruno Coelho ou André Coelho.

É um facto que o SL Benfica não ganha ao Sporting CP desde Janeiro de 2020, mas os jogos têm sido sempre muito intensos e disputados, com o Sporting a levar a melhor apenas nos detalhes. Veremos o que está época traz para os encarnados, sendo que se o fim da época não representar a conquista do campeonato nacional ou um título europeu, muito provavelmente será o fim de linha de Joel Rocha no banco das águias, treinador mal amado no seio da família encarnada mas que não fez um trabalho tão fraco quanto alguns querem fazer crer. Um pouco como Jorge Braz na seleção nacional, antes da conquista brilhante do Euro 2018 na Eslovénia era muito contestado, algumas vezes até com algum fundo de razão, outras nem por isso.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola Na Rede

Pizzi | Cada vez mais (in)substituível no SL Benfica

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É facto consumado a perda de imprescindibilidade das qualidades de Pizzi no meio-campo do SL Benfica, culminar de dois caminhos distintos: a deslocação para o centro do terreno – onde fisicamente não cumpre com todas as exigências de um ‘8’, ou no apoio ao ponta -de-lança, onde as exigências posicionais não se adequam ao seu perfil – e a chegada de novos valores substanciais como Waldschmidt e Everton, que alavancaram os índices de qualidade individual em relação a plantéis de outras temporadas.

Com 39 participações contabilizadas até ao momento, tem 26 titularidades, mas a sua condição de insubstituível é acentuada a partir de fevereiro, onde só começa de início nas eliminatórias frente a Arsenal FC e GD Estoril Praia. Na Primeira Liga, nos últimos sete jogos efetuados conta uma titularidade, no Jamor frente ao Belenenses SAD, quando Jorge Jesus decidiu poupar Adel Taarabt, o novo companheiro de Julian Weigl na parelha central.

A estatística diz, aliás, que foi ao deslocar-se para ala que beneficiou mais consistentemente do seu talento. Exemplos como na época 2015-16, com Rui Vitória, quando Renato Sanches o empurrou para a direita, ou com Bruno Lage, que via no duplo-pivot zona para homens de outro perfil tático. Pizzi beneficiou principalmente dessa mudança, marcando 15 e 30 golos, respetivamente, nas duas épocas (2018-19 e 2019-20) com influência do técnico setubalense.

Mais: na primeira, assiste 22 vezes. Na época transata, faz 19, números que perfazem 50,5% das finalizações e 46% dos passes para golo no conjunto das sete épocas de águia ao peito. Seria sempre difícil manter a tendência. É à direita que adquire estatuto superior no seio da equipa e atinge o poder de fogo que a sua inteligência, aliada à técnica, necessitava materializar.

Já em 2015-16, é quando deriva para essa extrema por força do ciclone Renato, a partir dos finais de novembro, que a equipa começa a funcionar em pleno. Até ao final da Primeira Liga, só mais um empate (0-0 na Madeira, com o CF União da Madeira) e a derrota em casa frente ao FC Porto de Peseiro. O resto contou-se por vitórias, com uma média assombrosa de golos marcados (88) e número igual de pontos, recorde nacional.

Pizzi apenas começou um jogo a titular em mês e meio de Primeira Liga
Em ação frente ao Belenenses SAD, no único jogo a titular no último mês e meio de Primeira Liga
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Pizzi, que até 25 de novembro (2-2 em Astana, estreia a titular de Renato Sanches) contava zero golos e uma única assistência, frente ao SC Vianense para a Taça de Portugal, o último jogo a titular desde agosto, vivia momentos de menor fulgor – tinha perdido a titularidade para André Almeida, que assume nessa fase anterior o papel de box-to-box ao lado de Samaris – é nesse formato que acontece a vitória no Vicente Calderón, por 1-2. Com a entrada de Renato e a deslocação de André para a lateral – por força da lesão de Nélson Semedo – disparou nas tabelas com oito golos e mais 12 assistências até final da temporada.

Voltando a 2021, o decréscimo acentuado da importância de Pizzi é traduzido pela menor participação em golos desde 2014-15, época em que assume a titularidade a ‘8’ depois da saída de Enzo Pérez em janeiro – a última da primeira passagem de Jorge Jesus pela Luz. Por outro lado, e por força do posicionamento e do menor risco que enfrenta nas suas ações, de assinalar a melhor percentagem de passes completos de sempre – 87% – aproveitando (ou ajudando a construir) a superioridade benfiquista na Primeira Liga quanto à posse de bola, com uns notáveis 61,86% – remetendo os 57% do líder Sporting CP para terceiro neste índice.

Outro dado transmissor da situação precária de Pizzi é a desvalorização do seu valor de mercado – decréscimo de 6 milhões de euros segundo a última atualização do site Transfermarkt -, valendo agora 12 milhões de euros. Na temporada passada chegou aos 27 milhões, sendo a queda mais acentuada nesta lista, seguido por Everton e Darwin, que caíram cinco milhões. Estes dois, porém, continuam a fazer parte do grupo de jogadores a ter valor igual ou superior a 20 milhões. Weigl juntou-se agora a eles, constituindo o quinteto onde também entram Rafa e Grimaldo. Pizzi é agora nono nesta lista, ao lado de Seferovic.

Com a subida de forma da equipa e a sequência de vitórias, Pizzi, juntamente com Vlachodimos, tornou-se rosto de uma temporada muito abaixo das expectativas, com consecutivos fracassos em todas as competições. As notícias de uma eventual saída sucedem-se e os rumores da insatisfação do português acumulam-se, sustentados por reações mais quentes dentro do retângulo de jogo. Será 2020-21 a última época de águia ao peito?

 

Lusitano FCV 0-3 AD Castro Daire: Castrenses garantem manutenção

A CRÓNICA: OBJETIVIDADE OFENSIVA DISTINGUIU AS DUAS EQUIPAS

Um embate entre duas equipas com objetivos diferentes. O Lusitano FCV, já despromovido aos distritais, lutava para deixar uma imagem melhor do que no resto da época. Já a AD Castro Daire, que ainda pode alcançar o playoff de acesso à Liga 3, não tinha a manutenção garantida.

Os visitantes entraram mais pressionantes e a empurrar o Lusitano para trás da linha de meio campo. No entanto, os castrenses não conseguiriam traduzir o ascendente em oportunidades de golo.

Com os minutos a passarem, os anfitriões começaram a aventurar-se em contra-ataques. Já os lances de perigo para as duas balizas continuavam a não aparecer no jogo.

Destaque apenas para o único remate enquadrado à baliza no primeiro tempo. Mau passe da defesa do Lusitano, a pôr a bola nos pés de Marcel, que viu e assistiu Marado desmarcado à entrada da área. O avançado do Castro Daire, só com o guarda-redes pela frente já dentro da grande área, rematou à figura de Ruca.

No segundo tempo, a equipa da casa entrou mais ofensiva e teve uma grande oportunidade: Hélder Rodrigues conseguiu ganhar uma bola na linha de fundo e, dentro da grande área pela esquerda, à meia volta, só com o guarda redes pela frente, atirou para fora.

Apesar do Lusitano estar melhor, foi o Castro Daire a marcar por duas vezes no espaço de três minutos. Primeiro, numa jogada estudada, na sequência de um livre indireto, por Luís Henrique. Depois, Barry, que até então estava desaparecido do jogo, a aproveitar o adiantamento de Ruca, para aplicar um chapéu ao guarda-redes e fazer o 0-2.

A seguir aos golos, os ânimos exaltaram-se entre os elementos das duas equipas, dentro e fora de campo. A seguir, as duas equipas aproveitaram para fazerem substituições.

O ritmo de jogo acabou por diminuir, com os anfitriões mais perto da baliza adversária para tentarem reduzir o resultado. Os lances acabaram por ser disputados de uma maneira mais dura, com vários cartões amarelos mostrados pelo árbitro.

Mesmo nos descontos, o Castro Daire aproveitou o adiantamento da equipa da casa para fazer o terceiro. Marcel ganhou a bola ainda atrás da linha de meio campo, correu até à grande área e assistiu Pape Mané para distanciar ainda mais o marcador.

Vitória para a equipa mais objetiva, mas demasiado pesada para aquilo que o Lusitano fez durante a partida, em especial na segunda metade.

 

A FIGURA

Marcel Ribeiro – O elemento mais ativo do tridente ofensivo do Castro Daire. Participou no primeiro golo e fez a assistência para o terceiro. A sua mobilidade foi muito importante para colocar o Lusitano em sentido.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Lusitano FCV

Erros defensivos do Lusitano FCV – O Lusitano entrou bem na segunda parte, mas as distrações acabaram por, em três minutos, destruir as aspirações da equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

Paulo Meneses apostou numa defesa robusta, com 3 centrais (Xandão, Raphael e Calico), com mais um trinco (Uros), a dar jogo aéreo ao Lusitano. As preocupações defensivas foram evidentes, mesmo em movimento ofensivo, com o lateral Jake a fechar no centro, quando Raphael ia ajudar no ataque. A perder, acrescentou Romy ao ataque e tirou o trinco.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ruca (5)

Gonçalo Lixa (6)

Calico (5)

Xandão (5)

Raphael Almeida (6)

Jake (5)

Uros Smolovic (5)

Zé Francisco (6)

Mauro (6)

Hélder Rodrigues (5)

Diogo Braz (5)

SUBS UTILIZADOS

Romy (6)

 Tiago Sixty (6)

Anael (-)

Chisom (-)

Braz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD CASTRO DAIRE

Vasco Almeida apostou num 4-3-3, com os extremos Marcel e Pedro Marado a terem papel importante no movimento ofensivo com a sua mobilidade. Os laterais Tomé e, principalmente, Luís Pedro juntavam-se ao ataque para a equipa ter mais unidades no centro do ataque, com os extremos e o ponta de lança, Barry.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Gonçalves (6)

Tomé Mendes (6)

Luís Pedro (7)

Luís Henrique (7)

Paulo Oliveira (6)

Rui Cardoso (6)

Fred Lopes (7)

Carlitos (6)

Pedro Marado (7)

Marcel (8)

Luís Barry (7)

SUBS UTILIZADOS

Pape Mané (7)

 Luís Paiva (6)

Edu Leal (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Lusitano FCV

BnR: Que análise faz ao jogo? Um Lusitano bastante diferente nas duas partes?

Paulo Meneses: Acho que, na primeira parte, foi muito igualado. Eles entraram melhor nos primeiros dez minutos. Nós fomos crescendo no jogo e penso que, a partir dos 15/20 minutos, estivemos um pouco por cima. Na segunda parte, estávamos claramente por cima do jogo. Tínhamos mais caudal ofensivo, tínhamos mais posse de bola, estávamos a chegar mais à área adversária. A partir do primeiro golo, as coisas mudaram bastante. Uma desconcentração numa bola parada e, não tirando mérito ao Castro Daire, mas penso que fomos algo desatentos. A partir daí, eles começaram a ficar mais confortáveis no jogo. No segundo golo, já não há nada a dizer, porque foi um erro tremendo. Acho que acaba com o jogo. Depois, tentamos fazer alterações para entrar no jogo e para dar uma resposta. Tivemos algumas situações para fazer o 1-2, tanto de bola corrida como de bola parada, e, depois, quando já estávamos balanceados no ataque, eles acabam por fazer o 0-3, no contra-ataque, e acaba praticamente com o jogo.

BnR: Faltou objetividade ao Lusitano?

Paulo Meneses:  Não diria objetividade. Nós temos as nossas armas, a nossa dinâmica. A equipa cresceu muito desde o primeiro jogo que fiz contra o Castro Daire. Não tem nada a ver. Por isso é que conseguimos recuperar pontos na tabela. Quando entrei aqui, éramos últimos, com dois pontos. Estamos a um ponto do Águeda [à partida para esta jornada]. Portanto, já não somos últimos, temos dezasseis pontos. Temos o objetivo de chegar mais em ataque posicional e, às vezes, também em ataque direto. Tanto em ataque posicional como em ataque direto, conseguimos criar bons lances de ataque. Alguns lances criámos perigo, não conseguimos marcar.

BnR: Com três centrais mais o Uros, a equipa estava à espera de que o Castro Daire fosse mais agressivo no jogo aéreo?

Paulo Meneses: Faz parte da estratégia que nós tínhamos para o jogo e tem funcionado bem em alguns jogos. Nós temos um médio que fica mais na construção para dar uma solução mais curta e, às vezes, também longa, porque o Uros também tem essa capacidade. O Mauro, um pouco mais projetado, para pegar entre linhas de um lado e com um extremo que vinha dentro para pegar entre linha no outro, nos espaços em que tínhamos identificado que o Castro Daire nos podia dar. Por isso é que, quando conseguimos pegar no jogo e ter mais caudal ofensivo, ficamos por cima. Tirando o resultado, nós fizemos um grande jogo cujo resultado não espelha nada. Só que o Castro Daire foi eficaz, conseguiu marcar nas oportunidades que teve, e nós não. Em termos de dinâmica, não fomos nada inferiores e, repito, em muitos momentos do jogo, estivemos por cima, mas não conseguimos concretizar nas oportunidades que criámos.

BnR: No próximo jogo (frente ao SC Espinho), vamos ver um Lusitano com várias mexidas no onze, já a pensar na próxima época?

Paulo Meneses: Não. Temos de encerrar o ciclo que é esta época. Eu, pelo menos, não estou a pensar na próxima época. Os ciclos são para se fechar. Não sabemos o destino das equipas do Campeonato de Portugal, se vão haver descidas. Por isso, acho prematuro estar a falar nisso, porque acho que ainda vai correr muita água debaixo da ponte. Vamos analisar o jogo, passar a semana de forma tranquila e preparar da melhor forma possível o jogo com o Espinho para disputar os três pontos e dignificar esta camisola.

 

AD Castro Daire

BnR: Que análise faz a esta partida?

Vasco Almeida: Um jogo muito equilibrado. O Lusitano tem uma excelente equipa, bem orientada. Sabíamos que íamos encontrar aqui muitas dificuldades. Vínhamos com o objetivo de vencer o jogo para garantirmos a manutenção. Na primeira parte, nós estivemos um pouco mais fortes, com duas ou três oportunidades para irmos para o intervalo em vantagem, mas não conseguimos. Na segunda, entrámos mais nervosos. O Lusitano, mais forte até ao primeiro golo, criou-nos muitas dificuldades. Depois, acabámos por marcar dois golos praticamente seguidos, o que nos deu alguma estabilidade, levando a partida por vencida.

BnR: A permanência, que era o principal objetivo, foi alcançada. A equipa ainda aponta para o play-off de acesso à Liga 3?

Vasco Almeida: Nós, em Castro Daire, não entramos em nenhum jogo que não seja para disputar os pontos em questão. Não dependemos de nós para ficar na classificação que nos dê acesso ao play-off para a Liga 3. O próximo jogo é contra o Anadia, um adversário super forte, uma excelente equipa e muito bem orientada, mas nós vamos vender esse jogo muito caro, porque queremos acabar com o campeonato em beleza, em nossa casa, com uma vitória.

Artigo revisto

FC Vizela 1-1 GD Estoril Praia: Empate justo foi mais saboroso para os “canarinhos”

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DO GD ESTORIL PRAIA, SEGUNDA DO FC VIZELA

O jogo era entre dois candidatos à subida, duas das equipas em melhor forma na Segunda Liga: FC Vizela e GD Estoril Praia. O resultado não foi o ideal para ninguém, mas os estragos acabam por ser minimizados. Num bom jogo de futebol, nenhuma das equipas conseguiu descolar e o empate encaixa bem no jogo.

Os primeiros minutos foram de grande intensidade, com as duas equipas a tentarem impor-se desde o início. O Vizela foi a primeira equipa a rondar a baliza adversária, mas acabou por ser o Estoril a abrir o marcador. André Franco a abrir para Joãozinho, que cruzou rasteiro para Yakubu Aziz. O avançado antecipou-se à defesa contrária para a apontar o seu décimo golo no campeonato, à passagem do minuto 13.

Durante a primeira parte, o Estoril mostrou-se sempre muito confortável na gestão da vantagem. Sem conseguir anular a inciativa de jogo adversária, o Vizela acabou por estar perto de sofrer o segundo num par de ocasiões. Nas duas vezes, foi André Vidigal que esteve em boa posição para ampliar o marcador. Valeram ao Vizela um corte de última hora de Matheus, ao minuto 14, e um remate desinspirado à malha lateral, já em cima do minuto 40.

O Vizela foi demasiado inconsequente quando tentava responder, com o habitual goleador Cassiano numa manhã desinspirada. A melhor oportunidade veio ao minuto 26. Na sequência de um canto, a bola sobrou para Marcos Paulo, que, na pequena área, atirou para defesa instintiva de Thiago.

Em desvantagem, a equipa da casa entrou mais acutilante para o segundo tempo. Ainda dentro dos primeiros 15 minutos, Samu apareceu duas vezes em zona de finalização. Um remate de fora área que encontrou resposta à altura de Thiago e um cabeceamento na zona de penalty, que saiu à figura. Aos 63′, a regra cumpriu-se e à terceira foi mesmo de vez. O recém-entrado André Soares, em boa posição, não desperdiçou e fez o empate.

A partir daí, o jogo entrou num registo mais lento e mais dividido a meio-campo. As duas equipas não deixaram de procurar o golo, mas foram muito mais cautelosas para não sofrer. O empate acabou por subsistir até ao fim, sem que o momento de inspiração aparecesse para nenhuma das equipas. Fica, ainda assim, o registo de duas equipas que merecem os palcos da Primeira Liga.

 

A FIGURA

Joãozinho – Já se sabe que na, Segunda Liga, a experiência pode fazer toda a diferença. E o Estoril Praia bem pode agradecer por ter um jogador com a craveira de Joãozinho. A cobrir toda a ala esquerda, o lateral esteve seguríssimo na defesa e foi um dos elementos mais perigosos no ataque. Partiu dele o cruzamento para o 1-0.

 

O FORA DE JOGO

Cassiano – Manhã desinspirada para o goleador do Vizela. Ninguém lhe tira o mérito pelos 12 golos que já apontou no campeonato, e é certo que, nos últimos minutos, foi puxado mais para a lateral, mas, hoje, não foi o elemento decisivo que costuma ser.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

A equipa dispôs-se no habitual 4-1-4-1, com Cassiano (12 golos) a ponta de lança. No momento defensivo, o sistema alterava muitas vezes para 4-2-3-1, com Guzzo a juntar-se a Marcos Paulo na posição mais recuada do meio-campo. Houve sempre uma tentativa de pressionar o adversário na primeira fase de construção, pouco eficaz na primeira parte e decisiva na segunda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (6)

Ofori (6)

Matheus (7)

Aidara (6)

Kiki (5)

Marcos Paulo (7)

Guzzo (7)

Samu (8)

Tavinho (5)

Kiko Bondoso (7)

Cassiano (5)

SUBS UTILIZADOS

André Soares (7)

Koffi (6)

Marcelinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

O Estoril apresentou-se num 4-4-2, ainda que com muita mobilidade para os homens da frente. Yakubu apareceu como avançado mais fixo e Vidigal gozou de maior liberdade para criar muitos problemas à defesa do Vizela. Nas alas, Joãozinho fez todo o corredor esquerdo, aparecendo com muito perigo no último terço.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thiago (7)

Soria (7)

Hugo Basto (7)

Hugo Gomes (6)

Joãozinho (9)

Gamboa (7)

Crespo (6)

André Franco (7)

Bruno Lourenço (5)

Yakubu Aziz (8)

André Vidigal (7)

SUBS UTILIZADOS

Harramiz (5)

Lazare (5)

Zé Valente (5)

Clovis (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR: Um dos méritos do Vizela tem sido anular o jogo dos adversários, mas não o conseguiu fazer na primeira parte. O que mudou para o segundo tempo?

Álvaro Pacheco: Mudamos a maneira como pressionamos. Tentamos levar o jogo do Estoril para as laterais, mas eles têm jogadores muito rápidos. Acabamos por ficar demasiado retraídos. Na segunda parte, conseguimos fazer uma pressão mais efetiva, com as linhas mais juntas, anulando o jogo do Estoril. A partir daí, ficamos por cima e o golo até surge numa recuperação de bola, fruto dessa mesma pressão.

 

GD Estoril Praia

BnR: Na primeira parte, o Estoril pareceu confortável com a vantagem, mas, no segundo tempo, o Vizela entrou melhor e acabou por empatar. O que acha que falhou nesses primeiros 20 minutos de segunda parte?

Bruno Pinheiro: Acaba por ser mais um problema físico do que tático. Esta foi a primeira semana completa que tivemos para treinar nos últimos tempos, temos sido obrigados a fazer uma gestão delicada. Estava muito calor também. Foi muito um problema de condição física.

Artigo revisto

FC Porto x CD Santa Clara: Só a vitória interessa aos dois emblemas

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Primeira Liga, 25º jornada: sábado, 20:30, 3 de abril de 2021
ANTEVISÃO: A VERDADEIRA CHAMPIONS DO DRAGÃO

O final da época aproxima-se a passos largos, assim como os momentos de grande decisão, sendo que um deslize pode deitar por água todo o trabalho de uma temporada. Por isso, amanhã, espera-se um confronto de qualidade entre duas equipas que ainda têm muito a conquistar. Por um lado, o FC Porto está numa luta intensa pelos lugares de Liga dos Campeões e a menos de uma semana do duelo europeu contra o Chelsea FC. Por outro lado, a formação açoriana está bem posicionada para almejar ainda uma posição que lhe garanta as competições europeias – mas, para isso, não pode vacilar nos seus desafios. Deste modo, apesar de terem objetivos distintos, no pensamento de ambas as equipas só cabe uma palavra: ganhar.

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O CD Santa Clara, desde o seu regresso à Primeira Liga, tem conseguido solidificar as suas campanhas desportivas a cada ano, obtendo sempre classificações positivas, assim como um rendimento exibicional competitivo, pelo que, amanhã, não dará facilidades aos azuis e brancos. Analisando as estatísticas entre os dois emblemas, percebe-se que o saldo é claramente favorável ao grupo de Sérgio Conceição, mas essa supremacia não tem sido tão visível em campo, pois a equipa insular deu sempre uma boa réplica frente aos dragões.

Por tudo isto, este sábado, o 2.º e o 7.º classificados do campeonato prometem um bom espetáculo de futebol, sendo que tem todos os condimentos para prender os adeptos das duas equipas ao pequeno ecrã.

                                                           10 DADOS RÁPIDOS

  1. Sérgio Conceição, ao serviço do FC Porto, conta com um saldo só de vitórias frente ao seu adversário de amanhã;
  2. O CD Santa Clara apenas conseguiu derrotar por uma vez os azuis e brancos, sendo que esse resultado remonta ao ano de 2001;
  3. A formação açoriana assume-se como uma equipa muito pragmática, já que, em 3 anos, só conseguiu marcar por uma vez aos dragões;
  4. A maior vitória em confrontos entre estas duas equipas foi um 5-0 a favor do FC Porto;
  5. Os jogadores com mais jogos, este ano, pelas duas equipas são Moussa Marega e Marco Pereira, ambos com 24 partidas realizadas;
  6. Marko Grujic tem sido o atleta que mais tem saído do banco do FC Porto, tendo sido já colocado em campo por 12 vezes, como suplente utilizado;
  7. Daniel Ramos tem tido muitas dores de cabeça com a preparação desta partida, já que conta com vários indisponíveis para este desafio;
  8. O avançado internacional português Hélder Postiga é o futebolista com mais golos marcados nos desafios que opõem as duas formações, com 5 tentos contabilizados;
  9. Dos atuais disponíveis para o jogo de amanhã, o maior goleador atual é Marega, com 2 golos frente aos açorianos;
  10. O CD Santa Clara chega ao Dragão com praticamente um mês sem qualquer tipo de derrota para competições oficiais;

JOGADORES A TER EM CONTA

FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Marchesín (FC Porto) – Muitas vezes, o posto de guarda-redes não é devidamente reconhecido. No entanto, a verdade é que tem tanta ou mais importância do que um médio ou um avançado, já que é das posições em campo que mais pressão arrebata. Neste caso em específico, o internacional argentino teve o “plus” de vir substituir Casillas, que brilhou ao serviço dos dragões, mas que já não faz tanta falta quanto antes. Com isto, Marche, por mérito próprio, tem solidificado a sua importância no FC Porto. A si se deve muito do êxito que os azuis e brancos têm alcançado.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mikel Villanueva (CD Santa Clara) – O defesa venezuelano tem sido um dos bons destaques desta edição da liga portuguesa. Após ter sido cobiçado, numa primeira instância, pelos insulares, mas ter resistido ao interesse, neste verão, Villanueva acabou por aceitar o convite dos açorianos, tal como revelou o diretor desportivo do CD Santa Clara. Atualmente, não deve estar infeliz com a sua escolha, pois tem formado uma boa dupla com Fábio Cardoso e tem ajudado para a época positiva, até então, dos pupilos de Daniel Ramos. Carateriza-se por ser um defesa alto, rápido, com boa saída de bola e um excelente sentido posicional, o que faz dele um jogador moderno e com aspirações, sem querendo desfazer o CD Santa Clara, a desafios de outra envergadura.

XI PROVÁVEIS

FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Sarr, Zaidu, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Corona, Marega e Taremi

Treinador: Sérgio Conceição

“O meu papel é focá-los e concentrá-los ao máximo. Se não estivermos bem neste jogo, podemos não estar no outro também”

CD Santa Clara: Marco Pereira, Ramos, João Afonso, Villanueva, Mansur, Morita, Carvalho, Lincoln, Costinha, Ukra e Rui Costa

Treinador: Daniel Ramos

“Nós não vamos mudar a forma de trabalhar, por muito respeito que o campeão nacional em título nos mereça. Trabalhamos da mesma forma, trabalhamos sempre da mesma forma, na preparação do próximo adversário, do próximo jogo e fizemo-lo essa semana”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-0 CD SANTA CLARA

Artigo revisto

RB Leipzig x FC Bayern Munchen: Duelo germânico escaldante na ressaca internacional

Liga Alemã, Jornada 27: sábado, 17:30, 3 de abril de 2021

ANTEVISÃO: CONSEGUIRÃO OS DIE ROTTEN BULLEN APROVEITAR A AUSÊNCIA DE LEWANDOWSKI E ENCURTAR DISTÂNCIAS PARA O TOPO DA TABELA?

O regresso dos principais campeonatos europeus, depois de uma jornada internacional repleta de jogos e viagens, vai ser marcado por vários embates de destaque. Entre eles está a visita dos líderes de Munique ao reduto da sensação alemã das últimas épocas, o RB Leipzig.

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Em momentos de forma bastante distintos na altura da interrupção para compromissos das seleções, as duas equipas chegam a este confronto algo desfalcadas, com bastantes baixas, e fica difícil perceber quem leva vantagem nesse aspeto.

Para lá dessas dificuldades ficará o resultado final, o único extrato desta partida que importará reter. Em caso de vitória, os da casa encostam ao líder, ficando apenas a um ponto. Caso contrário, o FC Bayern Munchen abre sete pontos de vantagem e via para novo título, o nono consecutivo.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Este será apenas o 12.º encontro oficial entre os dois clubes.
  2. A equipa de Nagelsmann tem cinco baixas: Angeliño, Halstenberg, Kampl, Laimer e Szoboszlai.
  3. A equipa de Flick tem sete baixas: Boateng, Douglas Costa, Alphonso Davies, Hoffmann, Lewandowski, Tillman e Tolisso.
  4. Enfrentam-se o melhor ataque e a melhor defesa da prova – FC Bayern Munchen com 78 golos marcados e RB Leipzig com 21 golos sofridos.
  5. Nas últimas dez partidas, o RB Leipzig perdeu apenas duas (contra Liverpool FC, Liga dos Campeões)
  6. Nas últimas 15 partidas, o FC Bayern Munchen perdeu na deslocação a Frankfurt e empatou na receção ao DSC Arminia Bielefeld. No resto, somou vitórias.
  7. Forsberg, Nkunku e Sabitzer são os melhores marcadores do RB Leipzig no campeonato, com seis golos cada. Juntos representam cerca de metade da concretização de Lewandowski (35 golos).
  8. Nos últimos cinco confrontos entre ambos, registaram-se quatro empates e uma vitória da turma da capital da Baviera.
  9. Na época passada, RB Leipzig e FC Bayern Munchen terminaram em terceiro e primeiro lugares, respetivamente.
  10. O encontro da primeira volta terminou com empate a três. Marcaram Musiala e duas vezes Muller para os de Munique. Nkunku, Kluivert e Forsberg faturaram pelos de Leipzig.

 

JOGADORES A TER EM CONTA


Marcel Sabitzer (RB Leipzig) – Não é por acaso que se aponta Tottenham HFC, Liverpool FC ou Manchester United FC como possível caminho do médio austríaco. Apresenta uma inteligência acima da média na construção, e o seu poder de execução não deixa ninguém indiferente. Dani Olmo poderá também ser uma peça importante na hora de servir os avançados, mas aposto mais rapidamente no perfume do pé direito de Sabitzer.


Thomas Müller (FC Bayern Munchen) – São já dez golos e 13 assistências na presente campanha dos octocampeões germânicos. Com a ausência de Lewandowski, o experiente alemão aparece como o principal nome na frente de ataque da equipa de Flick. Com igual facilidade em servir os colegas como a finalizar uma jogada de ataque, será uma das peças de maior preocupação para a estratégia de Nagelsmann.

 

XI’S PROVÁVEIS

RB Leipzig: Péter Gulácsi, Lukas Klostermann, Willi Orban, Nordi Mukiele, Justin Kluivert, Marcel Sabitzer, Tyler Adams, Dani Olmo, Amadou Haidara, Yussuf Poulsen e Emil Forsberg

Treinador: Julian Nagelsmann:“Será definitivamente (um jogo) emocionante. Se não ganharmos ou apenas empatarmos, a luta pelo título não termina, mas será muito mais difícil”

 

FC Bayern Munchen: Manuel Neuer, Lucas Hernández, David Alaba, Niklas Süle, Benjamin Pavard, Joshua Kimmich, Leon Goretzka, Leroy Sané, Thomas Müller, Sèrge Gnabry e Maxim Choupo-Moting

Treinador: Hans-Dieter Flick:“A chave será abordar o jogo da forma correta. Temos jogadores que provam frequentemente o seu valor em jogos como este. Também é importante ter a sorte do nosso lado em partidas como esta.”

 

PREVISÃO DO RESULTADO: RB Leipzig 1-1 FC Bayern Munchen

Artigo revisto

Gonçalo Inácio: o futuro central do futebol português | Sporting CP

Gonçalo Inácio conquistou a titularidade na equipa principal do Sporting Clube de Portugal, sendo um dos jovens em evidência. O jogador, que é formado na Academia de Alcochete, tem contrato válido até 2025, com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões.

O jovem central soma, na presente temporada, 18 jogos, nos quais apontou dois golos e fez duas assistências. Gonçalo Inácio marcou o golo da vitória leonina na última partida do campeonato, diante do Vitória SC, por 1-0. O defesa-central estabeleceu-se enquanto titular do líder do campeonato, nos últimos seis jogos.

Ao nível das seleções jovens, Inácio soma 12 internacionalizações, entre os escalões sub-17 e Sub-19. É, na verdade, uma profunda injustiça que tenha ficado de fora da última convocatória de Rui Jorge para os Sub-21, avaliando o rendimento desportivo do jovem leonino.

O jovem defesa central é aposta regular de Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gonçalo Inácio destaca-se por ser um defesa-central com uma enorme qualidade de passe, sendo, por isso, fundamental na primeira fase de construção. Como é canhoto, tem alinhado como central pela direita no esquema de 3-4-3 de Rúben Amorim, podendo, então, estar em qualquer uma das posições. O número 52 dos leões tem bom sentido de posicionamento e é forte nos duelos aéreos e no um contra um defensivo.

O Sporting tem assim, em Gonçalo Inácio, um jogador de enorme talento e potencial e que tem pela frente, caso continue a ser aposta, uma enorme margem de progressão para poder evoluir e vir a ser um grande defesa-central do futebol português. Inácio pode, num futuro a médio prazo, fazer parte das convocatórias do selecionador nacional para a Seleção “A”.

Gonçalo Inácio, com apenas 19 anos, já ajudou o Sporting CP a conquistar a Taça da Liga, sob a liderança de Ruben Amorim. Este jovem irá continuar a crescer e evoluir, jogo a jogo, com Esforço, Dedicação e Devoção, para atingir a Glória dos títulos.

#ondevaiumvãotodos

Artigo revisto por Mariana Plácido

Viseu 2001 0-3 SC Braga: Viseenses continuam em queda livre

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A CRÓNICA: BRACARENSES FORAM MAIS OBJETIVOS E ORGANIZADOS

Num dos capítulos finais da fase regular da I Divisão de Futsal, os dois clubes que ocupam os dois últimos lugares de acesso ao Play-off defrontavam-se em dois momentos diferentes da época. O anfitrião, Viseu 2001, encontra-se no pior momento com seis derrotas nos últimos sete jogos para o campeonato, depois de ter sido a surpresa no início da competição. Já o visitante, SC Braga, vinha de quatro vitórias consecutivas.

O duelo começou com a equipa da casa por cima na partida a exercer pressão alta sobre os arsenalistas. O Viseu 2001 não deixou praticamente o adversário sair do seu meio campo defensivo nos primeiros minutos da partida. O SC Braga só conseguia atacar, com bolas longas, lançadas pelo guarda-redes ou de um elementos de campo mais recuados.

Apesar do domínio inicial, os anfitriões não conseguiram criar grandes ocasiões de perigo. Exceção aos lances em que Otanha obrigou Vítor Hugo a uma defesa apertada e, pouco depois, na sequência da jogada, o jogador brasileiro atirou à barra.

O SC Braga conseguiu equilibrar nos dez minutos finais do primeiro tempo, acabando mesmo com maior ascendente. Houve boas chances para tanto uma como outra equipa finalizar. Destaque para os guarda-redes das duas equipas que impediram que houvesse golos até ao intervalo.

A segunda parte começou praticamente com o golo do Braga. Aos dois minutos, numa jogada de insistência do ataque bracarense, Miguel Ângelo conseguiu arranjar espaço perante a muralha viseense e rematar de fora da área para o fundo da baliza de Bruno Felipe que poderia ter feito. De salientar que o remate entrou junto ao poste mais próximo do guarda-redes brasileiro.

O Viseu 2001 pegou nas rédeas da partida, mas era raro criar desequilíbrios. Já o Braga conseguia ter o espaço que queria no contra-ataque e aproveitou-o. A 12 minutos do fim do jogo, Samuel Costa conduziu a bola até à entrada da área e viu Lachaga a desviar para a baliza. No minuto seguinte, nova transição rápida, com Bolt a aproveitar o espaço livre para fazer o 0-3.

A equipa da casa ainda usou o 5×4, mas a boa organização do Braga e Vítor Hugo, com defesa importantes, evitaram até o golo de honra, que seria justo, para os anfitriões.

 

A FIGURA

Vítor Hugo – O veterano guarda-redes manteve a baliza inviolável. Apesar de ter também beneficiado da boa organização defensiva da equipa, o guarda-redes teve várias defesas e antecipações importantes durante a partida.

O FORA DE JOGO

Desorganização da defesa viseense – Mesmo no período de maior domínio do Viseu 2001 no jogo, a equipa nunca pareceu estar muito segura. Os bracarenses tiveram espaço para conseguir definir as jogadas. Pode ser falta de confiança, mas sofrer dois golos, em contra-ataque, no espaço de um minuto, quando estava a tentava reentrar no jogo, é grave.

 

ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001

Paulo Fernandes tentou surpreender o adversário com uma pressão alta, que deixava adversário sempre longe da sua baliza. Sem grandes desequilíbrios no ataque, usaram a meia distância como principal arma para atacar a baliza de Vítor Hugo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Felipe (6)

Peixoto (7)

Kiko (5)

Lukinhas (6)

Rafa Stocker (5)

SUBS UTILIZADOS

Russo (5)

Lucas Amparo (7)

Daniel Ramos (5)

Matheus Jorge (5)

Lucas Otanha (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Bruno Guimarães começou por explorar os passes longos e as transições rápidas, perante a pressão alta viseense. Com o passar dos minutos, a equipa bracarense equilibrou e conseguiu criar desequilíbrios no ataque, ao aproximar-se da baliza adversária.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vítor Hugo (9)

Vítor Hugo Silva (7)

Miguel Ângelo (7)

Tiago Correia (6)

 Sérgio Costa (8)

SUBS UTILIZADOS

Nicholas Lachaga (8)

Foto De Capa: Pedro Filipe Silva / Bola Na Rede