Se o caro leitor consultar uma lista dos grandes prazeres da vida, seguramente que um dos itens que vai encontrar é “Competições de seleções jovens”. Talvez eu esteja a exagerar ligeiramente, contudo são sempre competições que valem muito a pena acompanhar, com jovens muito motivados e que proporcionam grandes espetáculos de bola. Neste artigo vamos destacar cinco jovens que se têm apresentado em muito bom plano na fase de grupos do Campeonato da Europa de Sub-21.
Myron Boadu – O ponta de lança holandês de apenas 20 anos tem estado em grande destaque no AZ Alkmaar. Com esta idade, em menos de três épocas na equipa principal leva já 35 golos apontados. Neste Campeonato da Europa de Sub-21 tem sido um dos destaques da seleção holandesa, que venceu o grupo A, tendo marcado um golo e assistido para outro em apenas dois jogos. Um nome a ter em conta no futuro próximo.
Nascido no Luxemburgo, Dany Mota, aos 22 anos, é uma das agradáveis surpresas da seleção nacional de sub-21. Desconhecido para a maioria dos portugueses, ganhou a confiança de Rui Jorge desde há cerca de ano e meio e, apesar de nunca ter atuado em Portugal, perfila-se como um possível reforço interessante para algumas equipas portuguesas, dentre as quais o Sporting CP, que tem vindo a reforçar a aposta nos jovens e principalmente no jogador português.
A viagem de Mota até Monza
Natural de Niederkorn, pequena cidade luxemburguesa a 25 quilómetros da capital, Dany Mota Carvalho, filho de emigrantes portugueses, deu os primeiros passos enquanto futebolista no modesto Club Sportif Pétange, do Luxemburgo, em 2013. Estreou-se profissionalmente na temporada 2014/15, a única que realizou no grão-ducado, apontando dois golos em 14 jogos.
Com apenas 17 anos, o Virtus Entella viu talento no jovem avançado e contratou-o, inicialmente, por empréstimo. Depois de se destacar nos juniores do clube, bem como na equipa de sub-20, com um total de 17 golos em 30 jogos, foi contratado em definitivo pelos italianos, estreando-se na equipa principal, que militava na Série B, logo na sua primeira época em Itália.
Seguiu-se um empréstimo ao Sassuolo, clube primodivisionário, onde ao serviço da equipa de sub-20 dos Neroverdi marcou 13 golos em apenas 18 jogos. Pronto para se afirmar na equipa principal do Virtus Entella, apontou os mesmos 13 golos, mas em 39 partidas. Fruto dos golos que marcava, os adeptos chamavam-lhe “CR7 de Chiavari”, a cidade do clube, a poucos quilómetros de Génova. Foi companheiro de equipa de Nicolò Zaniolo e Francesco Caputo.
Na época passada, a Juventus ficou impressionada com as prestações do português e decidiu contratá-lo para jogar pelos sub-23. Com sete golos em 16 jogos, era notório que o português merecia mais do que jogar numa equipa secundária e foi emprestado ao Monza, clube de Silvio Berlusconi que está neste momento na luta pela subida à Serie A e que conta com jogadores bem conhecidos como Kevin-Prince Boateng e Mario Balotelli. No último verão, Dany Mota foi contratado em definitivo pelo clube a troco de cerca de dois milhões.
Estreou-se pela seleção de sub-21 a cinco de setembro de 2019, num amigável disputado em Alverca, frente a Gibraltar. Não podia ter começado melhor: balançou as redes em duas ocasiões e deu uma assistência para golo. No jogo seguinte, diante da Bielorrússia, entrou a poucos minutos do fim e ainda conseguiu marcar. Ao todo, soma já 13 jogos pelos sub-21, sendo nove destes como titular, com um registo de cinco golos e cinco assistências. No total, contabilizam-se 712 minutos em campo pela Seleção Sub-21, isto é, menos de oito jogos completos, com dez participações em golo.
No presente Campeonato da Europa, já leva um golo e um assistência nos dois jogos que disputou, num total de 100 minutos. Foi dos seus pés que saiu a assistência para o golo decisivo de Fábio Vieira diante da Croácia, para além do primeiro golo frente à Inglaterra, já na segunda parte.
As características
Dany Mota descai frequentemente para ambos os corredores, sendo que na Seleção o faz com maior frequência para a esquerda. Para além de poder jogar enquanto homem mais avançado, consegue também atuar como um segundo avançado. Um jogador completo, bastante útil para todas as posições do ataque e que evoluiu muito nos últimos dois anos.
Para além da grande capacidade para explorar a profundidade, é veloz, de execução rápida e acima de tudo eficaz nas ações que tem durante o jogo. É móvel e inteligente nos espaços que ocupa, associa-se bem com os colegas nas jogadas ofensivas, é agressivo na pressão, forte a nível físico, para além de bom finalizador. Tendo em conta estas características, encaixaria bem no sistema que Rúben Amorim utiliza no Sporting CP, quer a jogar no centro como descaído para um dos corredores – à semelhança do que acontece ocasionalmente com Tiago Tomás.
Dany Mota ➡️ Fábio Vieira ➡️ ⚽️! Foi assim o nosso primeiro golo no Euro Sub-21 2021!
☝️ #VamosTodos#VamosComTudo
Ao serviço dos italianos do Monza, leva seis golos marcados e quatro assistências em 29 partidas esta época, sendo 24 como titular. Para além disso, já sofreu 96 faltas (!) nesta edição da Série B. No que toca à capacidade de finalização, já efetuou 59 remates, sendo que 25 foram direcionados à baliza, apresentando uma eficácia de 42%. É também um dos jogadores com mais dribles completados na segunda divisão italiana, sendo a sua média de três dribles por partida. Ganha cerca de oito duelos por partida, um número também assinalável para um jogador da sua posição.
O seu valor de mercado, de acordo com o Transfermarkt, é de apenas dois milhões de euros. Um valor bastante acessível tendo em conta que se trata de um jogador jovem, polivalente no ataque e com uma margem de progressão considerável. O contrato com o Monza vai até junho de 2022 e o mesmo já disse que gostava de jogar na Série A e na Champions League. Porque não num clube português e, de preferência, ao serviço do Sporting Clube de Portugal?
As imagens do último “INSIDE” demonstram precisamente a alegria e o bom humor que se vive em sessões de treino repletas de juventude: um torneio de futvólei organizado por Rúben Amorim deu azo a momentos de diversão entre os jogadores. Tabata pedia que as regras desse jogo de futevolei fossem mais rigorosas e Rúben Amorim rematou com humor «Tabata, há aqui gajos que nunca viram a praia”.
A formação do Sporting CP está a viver um autêntico conto de fadas. Não só pelo remoto primeiro lugar que ocupa na tabela classificativa, mas sobretudo pela harmonia e pela união que existem no seio do seu grupo de trabalho. Nota-se a felicidade dos jogadores na maneira como se empenham nos treinos, bem como a união entre todos, desde os jogadores mais experientes até aos “miúdos”.
Aliás, se há particularidade que sobressai muito na turma de Rúben Amorim é o facto de não existirem “vedetas” contrariamente a outros plantéis que o Sporting CP já teve. Isto revela que o jovem técnico é igualmente criterioso no que respeita ao perfil psicológico dos seus jogadores.
Em plena pausa do campeonato para os compromissos das selecções, Rúben Amorim implementou treinos de descompressão de modo a estimular ainda mais os laços entre os seus jogadores, aproveitando para chamar ao seu grupo de trabalho jovens da formação que poderão integrar a sua equipa num futuro próximo.
Mais do que falar nos “colchões” da Academia ou se o Nuno Mendes tem ou não contrato de formação em 2017, importa criar e fomentar uma (cada vez maior) simbiose entre a formação e a equipa principal, mostrando aos jovens Leões que ali têm lugar e podem ver o seu valor reconhecido, como o próprio já garantiu numa conferência de imprensa.
Neste aspecto, o trabalho de Rúben Amorim tem sido soberbo. Quando o jovem técnico diz em tom humorado que “há aqui gajos que nunca viram a praia”, não deixa de expressar uma certa parábola: é que muitos dos jovens presentes naquele treino, dificilmente teriam uma oportunidade de mostrar o seu valor, se o Sporting CP tivesse outro tipo de treinador.
Diga-se a propósito que os “INSIDES”, a par do Podcast ADN de Leão, foram duas apostas ganhas pela Comunicação do Sporting CP. Departamentos de comunicação de certos clubes que se dedicam a instigar o ódio, insultar os adversários e a incendiar ânimos, devem estranhar – e muito – a estratégia de comunicação leonina.
A história de Mbemba no FC Porto começa de forma atribulada e algo cómica, tendo em conta o momento atual de forma do congolês. Lembremos que chegou à cidade invicta em 2018 proveniente do Newcastle United FC, pela verba de oito milhões de euros. A imagem do jogador no aeroporto Francisco Sá Carneiro, numa cadeira de rodas após sofrer uma contusão com entorse no joelho esquerdo, foi marcante para os adeptos que esperavam vê-lo em ação o quanto antes, devemos recordar que para a posição os dragões apenas contavam com Felipe, o jovem Diogo Leite, Chidozie que nunca foi realmente opção e mais tarde Militão.
Além da lesão, a idade do jogador parece ser uma dúvida, no seu país natal foi registado em 1988, o jogador acredita ter nascido em 1990, no entanto, o Anderlecht afirma que o jogador nasceu em 1994. Independentemente da confusão sobre a idade, o jogador é um defesa de elite em Portugal. É um central muito rápido, agressivo nos duelos e na antecipação, forte fisicamente e com uma grande qualidade no passe para um central, sofre apenas pela altura (1m82) mas a “raça” que impõe nos lances compensa a estatura.
Mbemba é a prova que a paciência é um filtro para a vitórias pessoais e conquistas profissionais, teve de esperar, muito tempo, por uma oportunidade no onze inicial, que só aconteceu quando Marcano sofreu uma rotura dos ligamentos cruzado. Durante esse tempo, em que não tinha muita utilização, recuperou da lesão, cumpriu os treinos, esforçou-se, ganhou a confiança do treinador e a própria autoconfiança, algo que estava em carência no seu jogo devido às temporadas menos boas que teria realizado em Inglaterra.
Quando a oportunidade apareceu, agarrou-a com “unhas e dentes” e nunca mais a deixou fugir. Ao lado do seu mentor, Pepe, formam uma dupla implacavelmente temida pelos adversários. É certo que esta dupla de centrais se completa e são uma das melhores que atuam na Primeira Liga, neste momento as cores do FC Porto estão seguras e muito bem representadas.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Chancel Mbemba que viera para os dragões para ser um jogador quase de rotação, mostrou e continua a mostrar a qualidade que lhe era reconhecida antes de ir para o país da Rainha Isabel, faz parte agora do núcleo duro de jogadores que Sérgio Conceição não arrisca em tirar do onze inicial, o que demonstra, perfeitamente, a importância que representa para o esquema tático. De quarto central a titular indiscutível, temos aqui a prova viva que o trabalho árduo compensa aqueles que o fazem por merecer.
Arrisco-me ainda a dizer que, teremos o central a atuar durante muitos anos com as cores azuis e brancas ao peito.
A CRÓNICA: INGLATERRA EM “MODO Q.B.” FOI SUFICIENTE PARA DERROTAR A POLÓNIA
O duelo era entre os dois favoritos à qualificação no grupo I, mas esteve longe de ser um grande espetáculo. Mesmo com uma exibição pálida, sobretudo na segunda parte, a seleção inglesa conseguiu somar a terceira vitória em três jogos. Já a Polónia, que teve o mérito de entrar muito bem para o segundo tempo, acaba por sair de Wembley no 4º lugar do grupo. Uma vitória sem impressionar e a sensação de que há qualidade para fazer muito mais. Um espelho da era Southgate.
O início de jogo mostrou uma Inglaterra sem medo de assumir o favoritismo e tomar conta da iniciativa de jogo desde o início. O primeiro sinal de perigo surgiu logo ao minuto 8. Phil Foden apareceu sozinho na área, mas cabeceou por cima. Com Lewandowski lesionado, a seleção polaca apareceu muito fechada, a tentar encurtar espaços e controlar a criatividade britânica.
Mesmo a jogar meio gás, a seleção inglesa conseguiu inaugurar o marcador aos 17 minutos através de uma grande penalidade. Sterling pegou na bola, ultrapassou vários jogadores e acabou derrubado dentro da área por Helik. Na conversão, Harry Kane fez o que melhor sabe e colocou a bola no fundo das redes.
A reação da Polónia foi tímida e Inglaterra continuou a pressionar, sempre com o controlo do jogo. Sterling ia sendo um pesadelo os defesas, com algumas arrancadas pelo lado esquerdo. O segundo esteve perto depois de uma ótima combinação entre Mount e Kane, que terminou com o remate do avançado do Tottenham para intervenção atenta de Szczesny.
Nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, a toada foi tranquila, com os ingleses a dominar sem grande oposição. Já a equipa de Paulo Sousa quase não apareceu junto da área contrária e foi tentando minimizar os estragos. Ficou a impressão de que Inglaterra podia ter saído para os balneários com uma vantagem mais dilata se tivesse acelerado mais o jogo.
O paradigma mudou no início da segunda parte. Os ingleses entraram demasiado tranquilos e com um aparente excesso de confiança e a Polónia aproveitou para empatar antes da hora de jogo. John Stones perdeu a bola à entrada da área e Moder trocou com fuzilou a baliza de Nick Pope.
O golo deu confiança e a Polónia foi crescendo no jogo, enquanto os ingleses pareciam cada vez mais apáticos. Ainda assim, Southgate continuou sem fazer qualquer alteração e Inglaterra não foi além de duas ou três incursões mais perigosas. À passagem do minuto 70 a Polónia voltou a fechar-se e o jogo entrou na sua fase menos interessante.
Mesmo sem fazer muito para o merecer, Inglaterra acabou por regressar à vantagem após um canto. Bola batida ao segundo poste, Stones cabeceia para trás e Maguire, de primeira, rematou sem hipóteses para Szczesny.
Até ao fim o jogo não ficou mais emocionante. O selecionador inglês finalmente recorreu ao banco, para ganhar tempo, e a seleção dos “Três Leões” foi segurando a posse de bola e o resultado. Já mais fatigada, e com menos qualidade, a Polónia acabou por não conseguir responder ao 2-1 inglês.
Harry Maguire – Num jogo sem grandes destaques, a figura do jogo acaba por ser o homem que deu a vitória à seleção inglesa. Um dos mais limitados a nível técnico, o central compensa com a entrega que falta a muitos companheiros.
Apatia inglesa – Não se pode dizer que a vitória não seja justa, mas o modo como Inglaterra entrou no segundo tempo merecia um castigo. Se terá sido pelo cansaço ou pelo excesso de confiança, só Southgate e os seus jogadores sabem. De qualquer forma, fica a ideia que, com mais um bocadinho de vontade, os ingleses podiam ter feito mais e melhor.
ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA
A equipa de Southgate apareceu disposta num 4-3-3, que acabou por se transformar num 4-2-3-1, com Rice e Phillips a segurar o meio-campo e o trio Foden/Mount/Sterling com muita liberdade no momento ofensivo, no apoio a Kane. Ainda assim, os ingleses encararam o jogo de forma demasiado passiva, a confiar na criatividade do quarteto mais ofensivo para abrir brechas na defesa polaca A estratégia resultou na primeira parte, mas o perigo foi se esbatendo ao longo do jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Nick Pope (6)
Kyle Walker (6)
Harry Maguire (7)
John Stones (5)
Ben Chilwell (6)
Declan Rice (7)
Kalvin Phillips (5)
Phil Foden (6)
Mason Mount (6)
Raheem Sterling (7)
Harry Kane (7)
SUBS UTILIZADOS
Reece James (4)
Calvert-Lewin (-)
Lingard (-)
ANÁLISE TÁTICA – POLÓNIA
Como era esperado, Paulo Sousa montou uma estratégia mais defensiva em relação à vitória frente a Andorra, apresentando-se com 5 defesas e com um meio-campo mais fechado (5-3-2). Sem o lesionado Lewandowski, foram Piatek e Swiderski a assumir o ataque.
Na segunda parte, o técnico português abdicou da defesa a cinco e tirou o inofensivo Swiderski para fazer entrar Milik. Com o empate a Polónia voltou a fechar-se nos últimos 20 minutos, tentando explorar a apatia inglesa com transições rápidas para o ataque.
José Miguel Soares Barbosa tem 30 anos de idade e desde os 14 que olha para o basquetebol como algo sério. É em Aveiro que decide jogar a vida toda e na UD Oliveirense que teve os melhores anos da carreira. A sua boa disposição rememora os tempos da “comissão de praxe”, a chamada na piscina do presidente da federação e o cinema às 14:00, que fez a diferença no bicampeonato. Ainda com o mesmo à vontade, José Barbosa elucida a transferência forçada para a UD Oliveirense, o tempo que lhe resta no basquetebol e a importância de ser pai na mudança dos seus objetivos pessoais.
Num espaço de 13 anos de carreira, o internacional português já conquistou dois campeonatos, duas taças da liga, uma supertaça e ainda almeja o tricampeonato.
Fonte: Oliveirense Basquetebol
-Paixão pelo basquetebol e o momento-chave no destino-
«Sair de casa aos 14 anos…a coisa profissionalizou-se»
BnR: A minha primeira pergunta é muito simples… O que te fez apaixonar pelo basquetebol?
José Barbosa: A mentalidade diferente que eu vi que havia nesta modalidade em prol de outras. Eu jogava futebol, basket e natação ao mesmo tempo e houve uma vez que os meus pais me disseram que eu tinha que escolher um. Eu até acabei por escolher o futebol, mas foi uma decisão que só durou um mês porque nesse mesmo mês inverti essa decisão. Isto, porque de facto achei que o que encontrava no basket enquadrava-se muito mais na minha pessoa e havia coisas no futebol de formação que não me identificava e assisti o contrário no basquetebol.
BnR: Os horários do futebol, enquanto miúdo, também não eram muito piores do que no basket?
José Barbosa: Sim, talvez fossem e a juntar a isso havia aquela questão de jogar à chuva ou o jogar no inverno. Para mim não me fazia muita confusão, mas para os meus pais fazia uma confusão enorme e a minha mãe… [risos], ela principalmente detestava que eu jogasse à chuva [risos]. Mas não foi por aí… o futebol tinha uma pressão tão grande extra-campo e no basquetebol não havia. Enquanto o basket jogávamos pelo gosto pela modalidade em si, no futebol senti o contrário.
BnR: Quando é que começaste a sentir que podias fazer do basquetebol a tua vida?
José Barbosa: Aos 14 anos. Eu era iniciado e fui convidado para integrar o centro treino do Porto, sendo que aquilo consistia basicamente em juntar os 14 melhores jogadores do país num só sítio, onde eles treinavam segunda à sexta. Ou seja, era tornar a seleção numa equipa, de forma a preparar-nos para o europeu, onde apenas íamos a casa ao fim de semana para jogar pelos nossos clubes. Sair de casa aos 14 anos para uma cidade grande, treinar todos os dias com os melhores… a coisa profissionalizou-se e realmente achei que o basquetebol poderia ser o meu futuro.
BnR: Mas nunca olhaste para o basquetebol com algum ceticismo ou como algo secundário na tua vida? Principalmente dado à pouca cultura basquetebolística do nosso país…
José Barbosa: Sim é verdade…mas eu acho que fui um pouco enganado nesse aspeto, até porque a UD Oliveirense, exatamente nessa altura, era uma das melhores equipas do país e ao ver grandes profissionais de toda parte do mundo a vir para Oliveira de Azeméis deu-me outra visão e permitiu-me que não desistisse. Na altura eu pensei… bem… não é como o futebol, mas ainda tinha importância no mundo do desporto português e dava para fazer carreira.
A CRÓNICA: GERAÇÃO DE “OURO” TERMINA FASE DE GRUPOS DA MELHOR FORMA POSSÍVEL
Na última ronda do grupo D do Campeonato Europeu de sub-21, Portugal encontrou pelo caminho a Suíça de Mauro Lustrinelli: o último obstáculo que separava a Seleção das Quinas dos quartos-de-final.
Já seria expetável a entrada de um Portugal superior e agressivo e não tardou muito a converter-se em realidade. Aos dois minutos de jogo, o capitão Diogo Queirós cabeceou a bola para dentro da baliza helvética após um grande cruzamento de Vitinha. A vantagem está feita (1-0) e posiciona Portugal numa situação avantajada e confortante. Com toda a calma do mundo, a formação lusitana dominou a primeira parte toda com uma circulação de bola muito rápida e diversas situações de golo através do corredor central.
O início da segunda parte revela um jogo mais equilibrado devido à reação suíça que procurava chegar às zonas de finalização e reduzir a vantagem. Portugal precisava de arrumar a partida com um segundo golo que chegaria aos 60 minutos de jogo. Fábio Vieira efetua um excelente passe para a desmarcação isolada de Tiago Tomás frente ao guardião suíço, porém não conseguiu finalizar e é Francisco Trincão que empurra a bola para o 2-0.
Na sequência deste balde de água fria para a equipa da casa, houve várias alterações táticas que pretendiam alterar o rumo do jogo. A verdade é que pouco ou nada mudou, pois a equipa estava completamente desnorteada. Aos 65 minutos, Francisco Conceição aproveita o erro defensivo e passa a ser o jogador mais novo a marcar pela seleção sub-21 com uma classe tremenda. Para piorar a situação, Miro Muheim leva dois amarelos em dois minutos culminando na sua expulsão aos 72.
Os jogadores suíços estavam de cabeça perdida e o jogo estava entregue à Seleção das Quinas depois de uma exibição brilhante do ponto vista tático.
Seleção de Portugal – Penso que Rui Jorge realizou um excelente trabalhado a nível tático na fase de grupos. Neste jogo, verificou-se uma clara superioridade da formação lusitana tanto nas zonas maia recuadas como nas mais avançadas. Conseguiu anular e travar o ataque suíço com uma defesa irrepreensível. No plano ofensivo, marcou três golos e criou inúmeras situações de golo com muita calma e assertividade. Está de parabéns, Portugal.
O FORA DE JOGO
Die Schweiz qualifiziert sich somit nicht für die KO-Phase
La Suisse ne se qualifie donc pas pour la phase à élimination directe
La Svizzera dunque non si qualifica per la fase a eliminazione diretta#mission21#U21EUROpic.twitter.com/nDREMwpgoL
Seleção Suíça – Honestamente, esperava um jogo mais equilibrado da Suíça. Precisava de marcar golos e no entanto, foram poucas as situações de perigo que causaram. Na minha opinião, era imperativo mais critério, uma saída de jogo mais forte e evidentemente uma finalização mais eficaz para poderem passar à próxima fase. Pecaram também defensivamente com aquele erro que dá origem ao golo de Francisco Conceição e ainda aquele momento de frustração com Muhiem expulso em apenas dois minutos de jogo.
ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA
A turma de Mauro Lustrinelli entra em campo alinhados em 3-5-2, embora apresentarem uma linha de quatro na defesa na maior parte do jogo. No meio campo, também optaram por quatro médios: Lotomba, Jankewitz, Domgjoni e Imeri. Na frente, estavam posicionados Ndoye e Mambimbi para tentar trazer sarilhos à seleção portuguesa. Após a expulsão de Miro Muheim, que jogava a lateral-direito, Mauro Lustrinelli recompôs a defesa de modo a acalmar e terminar o resto do jogo sem grande turbulência.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Racioppi (6)
Ruegg (5)
Bamert (6)
Van Der Werff (5)
Lotomba (6)
Jankewitz (6)
Domgjoni (7)
Imeri (6)
Muheim (4)
Ndoye (7)
Mambimbi (5)
SUBS UTILIZADOS
Fabian Rieder (5)
Bastien Toma (6)
Jérémy Guillemenot (6)
Andi Zeqiri (5)
Leonidas Stergiou (7)
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Rui Jorge optou por um 4-3-1-2, tal como jogou frente à Inglaterra. No 11 inicial, Florentino Luís e Gedson abandonam a titularidade, depois de dois jogos. Daniel Bragança alinha-se à frente dos centrais Diogo Leite e Diogo Queirós e traz ao jogo estabilidade, segurança e uma maior capacidade de construção na transição ofensiva. Durante o jogo, Portugal apresenta uma postura firme com os timings de pressão muito bem definidos, uma excelente troca de bola e uma predominância do corredor central.
Bem-vindos ao primeiro “Pichichis & Taconazos”, um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual me apaixonei e que dará o mote para que, semanalmente, partilhe convosco algumas ideias.
Após a paragem para os jogos das seleções, regressa a emoção do futebol espanhol. Olhando de forma superficial para a classificação, saltam à vista três lutas ferozes: a do título, depois do Atlético ter visto reduzida a vantagem para Barcelona e Real Madrid; a da Liga Europa, com Real Sociedad, Villarreal e Betis a discutirem duas vagas (a questão do quarto lugar, que dá acesso à Champions, parece estar controlada pelo Sevilla); e a da permanência, com uma batalha que prevejo que vá durar até aos últimos instantes da temporada.
No “Pichichis & Taconazos” irei sempre destacar uma equipa, um jogo do próximo fim de semana, um jogador para ficar no “radar” e uma curiosidade sobre a LaLiga
Começo pela equipa e quem me conhece sabe que só podia começar pelo Betis. Se me perguntarem uma razão em concreto para ser a minha equipa preferida, não consigo apontar nenhuma. Narrar jogos realizados no Benito Villamarín tem qualquer coisa de especial, só de recordar a entrada das equipas com um estádio inteiro a cantar o hino do clube já fico arrepiado. Gravei uma vez uma locução de um programa em que uma das peças era sobre um jovem adepto invisual do Betis que sonhava poder cantar o hino em pleno Benito Villamarín. Ver as lágrimas que lhe corriam pelo rosto quando concretizou esse sonho talvez seja uma das razões para esta ligação com os verdiblancos.
Ver o Betis regressar à luta por um apuramento europeu satisfaz-me, ainda mais depois de um arranque de temporada em que Manuel Pellegrini não escapou á crítica e à dúvida que se foi instalando. Mas há que dar todo o mérito ao veterano treinador chileno. O mais velho da LaLiga, a par de Mendilíbar, do Eibar. A tranquilidade, paciência e sabedoria do técnico foram fundamentais para dar a estabilidade que alguns dos craques precisavam e os resultados estão à vista.
O ano é importante e tudo o que o Sporting CP não precisa – neste momento – é ter jogadores fatigados dos jogos da seleção para alcançar o tão desejado título.
O objetivo principal do Sporting CP é claro: conseguir ganhar o campeonato 2020/2021, título que lhe foge há 19 épocas.
Estando a dez jornadas do fim (30 pontos em disputa), os leões partem para esta reta final de campeonato com mais dez pontos sobre o segundo classificado, FC Porto.
Para descansar, aliviar o stress e a pressão, o clube verde e branco beneficiou de uma paragem para jogos de seleções. Será mesmo? Não.
Conforme foi noticiado aqui pelo meu colega Jorge Faria de Sousa “o Sporting Clube de Portugal é o clube com mais jogadores na Seleção A” Para além dos nacionais João Palhinha, Luís Neto e Nuno Mendes, também Pedro Porro, Gonzalo Plata, Feddal e Coates foram convocados pelas suas seleções.
A estes jogadores, juntam-se ainda Luís Maximiano, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Daniel Bragança, que estão na seleção sub-21.
Zouhair Feddal foi um dos muitos jogadores leoninos a ser convocado para a respetiva Seleção Fonte: Bola na Rede
No entanto, seja pela valorização dos jogadores, seja pela valorização do clube, não deixa de ser assinalável que a brilhante época que o clube de Alvalade está a fazer tenha promovido tantos jogadores. Entre eles, três estreias em absoluto. Por Portugal, Nuno Mendes e João Palhinha e, por Espanha, Pedro Porro.
Boas notícias para Rúben Amorim, é que, aparentemente, nenhum dos jogadores das seleções “A” apresentou alguma lesão. Contudo, falta ainda um jogo. O de hoje, frente à Suíça, pela seleção Sub-21. Será que o Sporting CP vai continuar a ver a sua “estrelinha” brilhar e ver os seus jogadores estarem em bom plano ao serviço da seleção, sem ficarem lesionados ou extremamente fatigados?
Os leões vão ter um jogo complicado, já no próximo dia cinco de Abril, às 21h00, em Moreira de Cónegos, diante do Moreirense FC.
A ausência de Andreas Samaris, quer do onze inicial quer da convocatória, começou a causar alarme aos adeptos benfiquistas. Para eles, o grego é um jogador indispensável, não só dentro do terreno de jogo, como também no balneário. O número 22 das “águias” é acarinhado pelos adeptos desde o dia em que chegou, e era uma aposta recorrente dos treinadores que estavam à frente da equipa, nas épocas passadas.
Esta época o caso alterou-se – só vestiu o “manto sagrado” nove vezes. Muitos questionavam se era “birra” de Jorge Jesus ou se havia um problema mais sério relacionado com o jogador. O certo é que, no dia 20 de fevereiro, na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao SC Farense, Jorge Jesus decidiu dar uma justificação para a ausência do grego: “O Samaris tem um problema físico e há possibilidade até de ser operado”.
O que os benfiquistas mais temiam veio mesmo a confirmar-se: Samaris tem um problema físico e não vai jogar mais esta época. O SL Benfica esclareceu a situação do jogador, dizendo que este foi submetido com sucesso a uma cirurgia, em Madrid, tendo sido acompanhado pelo departamento médico da equipa, no passado dia 26 de março. A operação realizada tem como objetivo o “tratamento de uma tendinopatia cálcica insercional do Aquiles direito”, problema que já acompanha o jogador desde a época passada.
A carreira de Samaris poderá estar em risco Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
A questão que se coloca agora é “será que o final da carreira de Samaris está à vista?”. O jogador afirmou que vai “voltar melhor do que nunca”, mas será que volta para representar a equipa dentro das quatro linhas ou apenas como um jogador imprescindível para manter a paixão pelo clube e o espírito de equipa no balneário? Todos sabemos que a carreira de um jogador é curta e o médio já tem 31 anos.
Katsouranis uma vez confessou que Samaris queria acabar a carreira no SL Benfica, clube que tem no coração mas, apesar do grego já ter demonstrado que essa hipótese é viável, isso é algo que lhe cabe apenas a ele decidir. Por agora a única coisa que os adeptos podem fazer é esperar que a recuperação corra bem e o mais rápido possível.
Ainda que o final da “era” de Samaris, enquanto jogador, possa estar à vista, ninguém tem dúvidas quanto à sua importância. Jogadores como ele são referências para os mais novos e para os que chegam ao clube e, por isso, devem ser “mantidos por perto”. Se o final da carreira se confirmar, há algo que não termina – a sua ligação ao clube e o amor que tem por este. Os adeptos podem sempre encontrá-lo no estádio, a apoiar a equipa, ou quem sabe, vê-lo a exercer outras funções no clube.