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Chelsea FC x Club Atlético de Madrid: Armada colchonera em missão de reviravolta

Liga dos Campeões, oitavos-de-final 2ª mão: quarta-feira, 20h00, 17 de março de 2021
ANTEVISÃO: UM OBJETIVO, UM VENCEDOR E UM VENCIDO, QUEM SERÁ QUEM?

Todos as noites são iguais, menos quando há Liga dos Campeões. A magia bate à nossa porta, a emoção renasce e o espetáculo começa. No palco de hoje, os protagonistas são o Chelsea FC e o Club Atlético de Madrid que se defrontam, em Stamford Bridge, com um objetivo em mente: rumar aos quartos-de-final.

OS BLUES TÊM VANTAGEM, MAS A TURMA DE DIEGO SIMEONE É SEMPRE PERIGOSA NA LIGA DOS CAMPEÕES. QUEM VAI SEGUIR EM FRENTE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Depois de os Blues vencerem por 1-0 na 1ª mão com um momento mágico de Olivier Giroud, os colchoneros não terão pela frente um desafio propriamente fácil. “O melhor ataque é a defesa” é uma expressão icónica que penso que se adeque na perfeição à filosofia de jogo de Diego Simeone. Contudo, desta vez, isso não é suficiente. Para alcançarem a próxima etapa, terão de penetrar a fortaleza londrina que apenas concedeu dois golos na prova multimilionária.

Em noite de Liga dos Campeões, tudo pode acontecer. E é essa a beleza por detrás de tudo isto – o inesperado, o imprevisível. O que será? Missão sucedida por parte dos Blues ou remontada dos colchoneros? 

10 DADOS RÁPIDOS

1. Até ao momento, o Chelsea FC não registou esta época nenhuma derrota na Liga do Campeões.

2. O Atlético de Madrid é a melhor defesa do campeonato (18 golos), enquanto que a equipa londrina é a segunda melhor defesa da Liga Inglesa (25 golos).

3. Desde que Thomas Tuchel subiu ao comando dos Blues, a equipa ainda não perdeu.

4. O Atlético de Madrid sofreu golos em nove dos últimos 11 jogos.

5. A última vez que o Chelsea FC alcançou os quartos-de-final foi há sete anos, em 2013/2014.

6. Nos últimos dez anos, os colchoneros alcançaram duas finais e quatro participações nos quartos-de-final.

7. Na Liga dos Campeões, os melhores marcadores de sempre de ambos os clubes são: Didier Drogba (36 golos) e Antoine Griezmann (21 golos).

8. O Atlético de Madrid nunca ganhou a Liga dos Campeões.

9. Apenas um jogo de oito teve como vencedor a equipa da casa (Chelsea 4-0 Atlético de Madrid, em 2009).

10. No total de confrontos, o Chelsea FC está em vantagem com três vitórias face às duas do Atlético de Madrid, sendo o resto empates (3 jogos).

JOGADORES A TER EM CONTA


Luís Suárez (Club Atlético de Madrid)- Numa eliminatória em desvantagem, é necessário golos e quem melhor do que Luís Suárez para concluir a missão? Embora seja o segundo melhor marcador no campeonato (18 golos), tem os bolsos vazios na Liga dos Campeões, sem marcar ou assistir em cinco jogos. Com o seu instinto de goleador, aposto que tenciona se redimir e quebrar esse lado mais sombrio.

Nesta noite, terá certamente a baliza de Edouard Mendy na sua mira. A pergunta é: conseguirá o “El pistolero” disparar mais uma vez?


Edouard Mendy (Chelsea FC)- Normalmente, são os avançados que recebem mais créditos. No entanto, quero destacar Edouard Mendy pela sua brilhante temporada. Até ao momento, o guardião dos Blues é o menos batido das cinco principais ligas (em todas as competições) com números impressionantes: 19 golos sofridos e 19 clean sheets (jogos sem sofrer). Nesta noite, Mendy será uma mais-valia e, seguramente, terá uma palavra a dizer (ou uma bola a defender). Acredito que será uma batalha inédita entre os homens de Diego Simeone (sobretudo Luís Suárez) e o guarda-redes senegalês. Resta saber quem levará a melhor.

XI´S PRÓVAVEIS

Chelsea FC: Mendy, Azpilicueta, Christensen, Rudiger, Marcos Alonso, Kanté, Kovacic, Reece James, Hudson-Odoi, Timo Werner e Olivier Giroud

Treinador: Thomas Tuchel: “Nós temos um grande respeito, porque estamos a jogar contra os líderes de Espanha. Fizemos um trabalho excecional em Bucareste. Temos a vantagem e um jogo em “casa”, o que nos deixa muito confiantes.”

Club Atlético Madrid: Oblak, Hermoso, Savic, Giménez, Trippier, Koke, Lemar, Saúl, Llorente, Correa e Suárez

Treinador: Diego Simeone: “Temos um objetivo que passa por vencer o jogo. Podemos começar a ganhar no 84º minuto ou no décimo minuto, porque todos os resultados são possíveis. Não sabemos como o nosso adversário vai encarar a partida, mas sei o que queremos do jogo que é vencê-lo.“

PREVISÃO DO RESULTADO: Chelsea FC 0-1 Atlético de Madrid

O Maior Momento de Cada Wrestlemania (Edição I a X)

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O momento Wrestlemania. A frase mais comum que a WWE prolifera aos seus fãs quando chega o maior evento do ano.

Apesar de ser um cliché tão antigo como o próprio evento, isso acontece pela simples razão que, na verdade, tanto os fãs como os lutadores anseiam pelo próximo momento Wrestlemania e não nos cansamos de recordar os passados.

Portanto façamos isso mesmo e vejamos quais foram os maiores momentos de cada edição da Wrestlemania.

 

Wrestlemania I – O Sucesso

A primeira Wrestlemania foi a maior aposta que Vince McMahon já fez na sua empresa. Se o evento corresse mal, não sucedesse ou fosse mal recebido, a WWE poderia já não existir.

Mas foi um sucesso. A aposta em celebridades como Mr. T, Muhammad Ali (ambos no main-event) e Cyndi Lauper garantiu um estrondoso sucesso, assim como todas as edições que se seguiriam.

 

Wrestlemania II – Hulk Hogan vs. King Kong Bundy

Esta edição decorreu em 3 cidades diferentes, mas foi desapontante. O único destaque foi mesmo o combate Steel Cage pelo WWE Championship entre Hogan e Bundy.

Foi mais uma vitória para o reinado histórico de Hogan, naquele que foi também o único main-event da Wrestlemania a ocorrer dentro de uma Steel Cage.

Foto de Capa: WWE

Real Madrid CF 3-1 Atalanta BC: Há erros que se pagam caro, mas há quem agradeça

A CRÓNICA: DUAS FALHAS, UM GOLAÇO

Após ter vencido por 0-1 na primeira mão, o Real Madrid CF carimbou o acesso aos “quartos” da Liga dos Campeões ao derrotar a Atalanta BC por 3-1. O duelo, esse, teve um filme bastante diferente do encontro de Bérgamo (marcado pela expulsão quase “madrugadora” de Freuler).

A Atalanta entrou em campo fiel a si mesma, com um estilo pragmático no momento da posse de bola e pressionante quando não a tinha. Logo à passagem do minuto 3’, uma bela combinação entre Muriel e Gosens resultou num remate à figura de Courtois. O conjunto italiano esteve por cima nos primeiros 20 minutos, de tal modo que o Real Madrid só conseguiu reagir perto da meia hora de jogo, num remate de Vinícius a ser intercetado no timing certo.

No entanto, o lance capital do encontro ficaria reservado para o minuto 34’. No futebol, já se sabe que qualquer erro infantil pode custar (muito!) caro, mais ainda numa competição como a Champions. Mesmo num lance sem grande pressão ofensiva do adversário, o guardião Marco Sportiello ofereceu a bola a Modric, que não tardou em assistir Benzema para o primeiro da partida.

A equipa de Gasperini foi para o intervalo consciente de que tinha de marcar dois golos para inverter o resultado e a eliminatória, mas a estratégia foi rapidamente atraiçoada nos primeiros instantes da segunda metade. O Real Madrid conseguiu encontrar muito espaço nas costas da defesa contrária e Vinícius não só foi o maior quebra-cabeças nesse período, como ainda conquistou uma grande penalidade (cometida por Tolói de forma escusada), que seria convertida por Sergio Ramos à passagem da hora de jogo.

Pessina e Zapata estiveram perto de reduzir para a Atalanta, Benzema quase ampliou a vantagem com uma dupla oportunidade no mesmo lance, mas o terceiro golo do encontro acabaria por surgir através de uma obra de arte! Já dentro dos últimos dez minutos, Muriel reduziu com um golo fantástico de livre direto e, se ainda se chegou a pensar em algo mais, o recém-entrado Asensio tratou de assinar o 3-1 final no lance imediatamente a seguir.

O Real Madrid, que tinha sido eliminado nos “oitavos” da prova nos últimos dois anos, segue agora para os “quartos”, diante de uma Atalanta que tinha ficado entre as oito melhores equipas da Europa na temporada passada, mas que fica agora pelo caminho.

A FIGURA

Luka Modric – O internacional croata protagonizou uma exibição exatamente ao nível que habituou todos os adeptos do futebol. Modric não só revelou segurança no comprometimento defensivo e rapidez na hora de recuar no terreno, como ainda se foi posicionando como uma das unidades mais pressionantes ao jogo da Atalanta. É certo que não marcou, mas estava no sítio certo e à hora certa no lance que originou o golo a desbloquear o encontro, com um papel preponderante no desenrolar do resto do encontro.

O FORA DE JOGO

Marco SportielloA posição de guarda redes é, de facto, uma posição sempre ingrata. No entanto, tendo em conta a influência que tal lance teve no encontro, o destaque mais negativo recai sobre Marco Sportiello e o erro “amador” que cometeu na colocação da bola. É certo que o guardião italiano já revelou ser letal noutras ocasiões, mas nesta partida as coisas não correram bem.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Em relação ao jogo da primeira mão, os merengues apresentaram um “onze” com três peças diferentes. Karim Benzema e Sergio Ramos tinham falhado esse jogo precisamente a lesão e passaram a ocupar as vagas deixadas por Isco e Asensio, respetivamente: o francês na habitual condição de ponta de lança e o espanhol regressando ao eixo da defesa, fazendo subir Lucas Vázquez no corredor direito. Já o castigado Casemiro cedeu lugar a Federico Valverde.

A equipa de Zinédine Zidane apresentou-se em campo em 4-3-3, tática que ficou bem patente nos processos de construção da equipa a partir de trás. Defensivamente, o Real Madrid formou uma linha compacta de cinco jogadores, com Nacho a juntar-se à dupla de centrais no centro e Lucaz Vázquez a recuar no terreno.

As maiores dificuldades – quer defensivas, quer ofensivas – foram sentidas antes do golo inaugural do encontro, dado que, a partir daí, os espanhóis ficaram mais confortáveis no encontro. A estratégia para o início da segunda metade resultou na perfeição e o segundo golo rapidamente abalou as aspirações da Atalanta na eliminatória.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Nacho Fernández (7)

Raphaël Varane (5)

Sergio Ramos (7)

Ferland Mendy (5)

Federico Valverde (6)

Luka Modric (8)

Toni Kroos (6)

Lucas Vázquez (7)

Vinícius Júnior (7)

Karim Benzema (7)

SUBS UTILIZADOS

Éder Militão (6)

Rodrygo (6)

Marco Asensio (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

Tal como o Real Madrid, também a Atalanta se apresentou no Estádio Alfredo Di Stéfano com três nomes diferentes daqueles que tinham constado no “onze” do jogo de Bérgamo. Marco Sportiello rendeu Gollini na baliza, Mario Pasalic entrou para o lugar do castigado Freuler (expulso na primeira mão) e também Ruslan Malinovskyi integrou a equipa inicial – com Zapata a começar a partir do banco.

O conjunto de Gian Piero Gasperini alinhou em 3-4-2-1, com Muriel a ser a unidade mais destacada na frente, apoiado precisamente pelo croata e pelo ucraniano. Não fugindo à sua identidade, a Atalanta foi sempre uma equipa persistente na posse da bola e com os processos bem definidos. A pressão alta no primeiro tempo foi uma forma de condicionar a saída do Real, mas sem que isso tivesse perturbado verdadeiramente os espanhóis.

Face à desvantagem levada para o intervalo, a obrigação dos italianos no regresso dos balneários era a de acentuar o registo ofensivo e dar a cambalhota no marcador, mas as debilidades defensivas revelariam ser fatais para o desfecho da segunda mão dos oitavos de final. Apesar da redução da desvantagem ao minuto 83’, o 3-1 final acabaria por acontecer imediatamente a seguir.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Sportiello (4)

Berat Djimsiti (6)

Cristian Romero (5)

Rafael Tolói (5)

Robin Gosens (6)

Matteo Pessina (7)

Marten de Roon (5)

Joakim Maehle (5)

Mario Pasalic (6)

Ruslan Malinovskyi (7)

Luis Muriel (7)

SUBS UTILIZADOS

Duván Zapata (6)

Josip Ilic (6)

José Luis Palomino (5)

Mattia Caldara (-)

Aleksei Miranchuk (-)

Foto de Capa: UEFA

Senhor capitão, nunca nos deixes, és demasiado bom | FC Porto

Pepe é Porto.

Este é o melhor mote para começar esta apreciação ao capitão portista que é o melhor central português da atualidade e, talvez, de sempre. A história do Képler Laveran Lima Ferreira começou em Portugal pelas mãos do CS Marítimo, e desde cedo deu para perceber que seria uma mais valia para a equipa madeirense. As duas temporadas na equipa principal mostraram que, além de estar pronto para dar o salto, mostrava uma raça equiparável como a que se sentia nos Dragões – o destino parecia certo.

A chegada ao FC Porto, além de entusiasmante, foi o palco que precisava para mostrar ao mundo a qualidade e intensidade que colocara ao jogo e começou desde logo a ser cobiçado pelos gigantes europeus que viam em Pepe aquilo que qualquer defesa central necessitava para se assumir e garantir pontos. A agressividade era uma das suas características mais reconhecidas e apreciadas no seio da invicta e pelo mundo, como tal, foi em 2007 que deu o grande salto na carreira com a saída para o Real Madrid CF.

Em Madrid o luso-brasileiro foi um sucesso, a dupla Ramos/Pepe era a dupla de centrais mais temida pela Europa fora, agressivos e eficazes, com algumas polémicas à mistura conseguiram garantir aos merengues a tão desejada “la décima” juntamente com uma mão cheia de títulos importantes para a história do clube. A saída do Real só acontece em 2017, 10 anos após a chegada à capital espanhola. Aos 33 anos, ainda cheio de vontade de ganhar títulos, optou por assinar contrato com o clube turco Besiktas JK. Esta passagem pela Turquia foi rápida e em janeiro de 2019, depois de muita especulação, regressou à casa que o mostrou ao mundo, o FC Porto.

Este regresso aconteceu numa altura em que a condição física do jogador era contestada pelos 35 anos, mas Pepe chegou com o estatuto de um dos melhores da atualidade e de sempre, algo que nunca se perde nos jogadores com estas características é a vontade de defender a equipa custe o que custar. Não chegou apenas para ser jogador mas para ser a voz que todos respeitavam dentro do balneário e fora dele.

Atualmente em 2021, com 38 anos, após a conquista de vários títulos pelos Dragões como capitão e, como se diz na gíria portuguesa, “ainda está para as curvas”, numa altura em que ninguém pensaria que manteria o nível mundial, provou a todos o contrário, está num pico de forma como há muito não se via em Portugal, excecional no posicionamento e imperial no jogo aéreo, mostrou no jogo contra a Juventus FC ser quase impossível ultrapassar o central.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Um exemplo para todos aqueles que sonham jogar no topo do futebol mundial, Pepe é o exemplo de acreditar e ter a raça que caracteriza tão bem as gentes da invicta. Para o clube é uma lufada de ar fresco saber que tem no luso-brasileiro, uma lenda do futebol em campo todos os jogos e a segurança, a liderança em campo quando a equipa está em momentos de mais pressão.

Como diz Rio Ferdinand: “pegava nestes clips (de Pepe a defender) e dava-os a cada um dos jovens centrais para verem – o seu posicionamento, vontade, comunicação, atenção, feeling e capacidade de perceber de onde vem o perigo, o uso do corpo..”.

Lembremo-nos para sempre do que foi e do que Pepe representa – um verdadeiro capitão.

Por que razão é “diferente” ser adepto do Sporting CP?

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Desde sempre, no universo leonino se ouviu que ser do Sporting CP é ser diferente. Isto sempre associado ao facto de que, dos três grandes clubes portugueses, o clube de Alvalade era o único que não se via associado a esquemas ou sistemas para ganhar ilicitamente. E a verdade é que não ganhamos, ou ganhamos muito menos que os outros.

Apesar de os sportinguistas se sentirem diferentes nesse aspecto, o universo do futebol português também nos faz sentir diferentes pelo simples facto de, em casos em tudo similares, nos tratarem de forma completamente análoga.

Alguém se lembra, por exemplo, de um árbitro que se recusou a arbitrar um jogo de futebol em que participava o Sporting CP, pelo simples facto do clube leonino ter denunciado que se sentia prejudicado pelas arbitragens? Pois é, devemos ter sido o único clube a reclamar da falta de igualdade no tratamento dos árbitros, porque esse tipo de boicote nunca foi feito a nenhum outro clube.

Deverão lembrar-se também de um jogador que, na temporada 2016/2017, andou desde a décima jornada na iminência de ver o quinto amarelo e andou pelo menos 15 jornadas sem fazer uma única falta merecedora da amostragem desse mesmo cartão (desculpem, estava a brincar, fez, mas os árbitros não quiseram mostrar, ou não podiam). A verdade é que já esta época tivemos um jogador que estava nessa situação, e no primeiro lance levou amarelo que o impediria de disputar o jogo seguinte. Felizmente, o jogador recorreu a instâncias fora do futebol.

E aquelas situações em que os treinadores, assim que chegam ao banco do Sporting CP ficam obrigados a não gritar, esbracejar e, se quiserem estar de pé, ter de manter-se o menos interventivo possível sob pena de poder ter que ir mais cedo para o balneário. Que o diga Jorge Jesus que em menos de metade de uma época desportiva no banco do Sporting CP foi mais vezes expulso que em seis épocas no seu clube anterior.

Já para não falar de Ruben Amorim que para além disso só percebeu que estava a fazer algo ilegal quando chegou a Alvalade. Porque noutros clubes isso não era relevante, assim como não o foi para outros treinadores em situação igual em clubes diferentes. Se não estão no Sporting CP, não há que preocupar.

No seio do universo sportinguista, é frequente esta temática e a comparação aos rivais
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Atrevo-me ainda a referir uma situação que foi grave, sem dúvida, e que acarretou ao nosso clube algo inédito, mas que aconteceu noutros clubes continua a acontecer, ainda que com menores consequências e mediatismo. Falo claro do ataque a Alcochete. Em tantos ataques conhecidos e divulgados, a instalações ou mesmo autocarros, só o de Alcochete deu para prender mais de vinte pessoas, destituir um presidente, tendo chegado a ir preso, ocupar em exclusivo a programação de um canal televisivo durante 24 horas de pelo menos uma semana (até existem imagens de paineleiros a renderem-se para continuar o ataque). Ainda não sei se o maior ataque ao Sporting CP foi em Alcochete ou na redação desse canal “informativo”.

Quem sabe é o Boloni. Já aqui escrevi a forma premonitória com que o antigo treinador do Sporting descreveu o que iria acontecer enquanto os actuais agentes do futebol português se mantivessem em funções. Há poucos dias o mesmo, tal “adivinho Nhaga” veio falar de coisas estranhas que poderiam acontecer para que o Sporting CP não se coroasse Campeão Nacional na presente época. E não é que, desde aí, o Sporting CP, algum dirigente, treinador ou jogador é informado semanalmente sobre processos interpostos aos mesmos?

E o que menos me preocupa é que esses processos terminem em algum castigo, porque não terminam. Não terminam porque não é esse o objectivo de quem processa. Também eles sabem que não terão nenhum fim prático. Tudo isto serve apenas para destabilizar treinadores e jogadores. No fundo, é como aqueles árbitros que estão sempre a apitar para parar as jogadas de uma equipa, para lhes cortar o ritmo. Estes processos são apenas tentativas de criar corpos estranhos na máquina que parece bem oleada. Só temo que, com tanta areia, haja uma peça que se deixe importunar.

Somos, de facto, diferentes em tudo. Que o sejamos também na forma como lidamos com estas tentativas de destabilizar um trabalho que está a ser tão bem feito, porque esperar que estes fenómenos estranhos sejam investigados pelas autoridades, ou que essas investigações, a existirem, tenham algum efeito prático, nunca nos levará a lado nenhum.

Portanto, e aproveitando um chavão de um dos nossos adversários, temos de vencer contra tudo e contra todos. Porque nós sim, temos todas as forças a fazer tudo para que não ganhemos o campeonato, há muitos anos. Se calhar porque somos diferentes e não temos lugar neste futebol.

 

Análise à convocatória da Seleção Nacional

Expectável. É esta a palavra que pode ser usada para definir a lista de 25 jogadores convocados por Fernando Santos para o arranque da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022. A maior surpresa – Nuno Mendes – foi “estragada” pelo selecionador dos sub-21, Rui Jorge, que ontem anunciou a sua chamada à Seleção ‘A’.

Para além do lateral do Sporting CP, apenas outros dois jogadores nunca jogaram pela Seleção. Sem tempo para grandes testes, o selecionador optou por um grupo experiente e com bagagem em jogos internacionais. Todavia, de fora ficaram nomes como William Carvalho, Nélson Semedo, André Gomes, João Mário ou Rúben Semedo.

A caminhada para o Qatar começa a 24 março frente ao Azerbaijão, seguindo-se a Sérvia (27) e o Luxemburgo (30).

O despontar de Pedrinho

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Começa a despontar no plantel do Sport Lisboa e Benfica um jogador do qual se espera muito, quer seja pelo valor que custou, quer pela qualidade que lhe é reconhecida, mas tarda em se mostrar. Pedrinho chegou a Portugal a troco de 18 milhões de euros, que o SL Benfica pagou ao SC Corinthians no início da presente temporada e finalmente começa a ganhar minutos ao serviço da equipa de Jorge Jesus.

Recorde-se que Pedrinho chegou ao SL Benfica após estar vários meses sem competir, sendo, posteriormente, vítima de lesões, o que ajuda a justificar o atraso na afirmação do jogador na equipa. O jovem brasileiro foi titular no último jogo frente ao Boavista FC, que saiu vencido do encontro com as “águias” por duas bolas a zero, com bis de Seferovic.

Repare-se, Pedrinho não era titular pelo SL Benfica desde o dia 20 de dezembro, data do jogo com o Gil Vicente FC a contar também para a Primeira Liga, que teve como resultado uma vitória encarnada, também ela por duas bolas a zero.

Com vinte e quatro jogos disputados esta temporada, Pedrinho conta com apenas um golo e quatro assistências, mas nem só de números vive um jogador de futebol. O brasileiro tem vindo a subir de rendimento e a mostrar o porquê de ter sido um dos jogadores mais caros da história do SL Benfica. Pedrinho é um daqueles jogadores que, num momento de inspiração, pode desequilibrar a defesa adversária e criar uma oportunidade clara de golo.

Pedrinho vai conquistando o seu lugar no SL Benfica
Pedrinho vai aos poucos afirmando-se no SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Não servindo de desculpa para a tardia afirmação do brasileiro, o plantel do SL Benfica dispõe de inúmeras alternativas para a posição de Pedrinho. Ora bem, este pode atuar tanta na ala, sobretudo na direita, como a segundo avançado, sendo que para ambas as posições existem vários nomes que se perfilam. Na ala direita surgem nomes como Pizzi, Rafa Silva e até Diogo Gonçalves, mas este último parece ter encontrado o seu lugar no onze na posição mais recuada da lateral direita.

Com Rafa a jogar ao nível a que já nos habituou, é complicado retirar-lhe o lugar. Ainda assim, Pedrinho desempenha funções como médio esquerdo. Contudo, a concorrência desse lado tem apenas um nome em destaque. Everton tem sido o jogador que mais tem jogado na ala esquerda, mas existem nomes como Franco Cervi e até mesmo Rafa Silva que também podem jogar nesse flanco.

Ainda mais esporadicamente, Pedrinho pode atuar como segundo avançado, mas aí a luta por um lugar é ainda mais feroz do que nas alas. Para esta posição perfilam-se Luca Waldschmidt, Gonçalo Ramos, Haris Seferovic, Chiquinho e, finalmente, Pedrinho. O alemão Luca Waldschmidt tem sido o dono habitual desta posição e, na sua ausência, a função recai, normalmente, para Chiquinho, o que retira Pedrinho da “corrida” por um lugar.

Assim, resta a Pedrinho continuar a trabalhar para “roubar” um lugar do qual possa chamar seu, não sendo garantido, claro está. Qualidade não lhe falta, mas ainda precisa de ganhar consistência e, sobretudo, adaptar-se definitivamente ao futebol europeu, que parece ser ainda um pequeno problema para o jogador.

Portugal lança contigo, Neemias! | March Madness

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Começa na próxima sexta-feira, dia 19 de março, a dança de Neemias Queta na March Madness. Durante o terceiro mês do ano, a NCAA implementou um formato de Playoffs onde todas as 68 equipas podem surpreender e, eventualmente, tornar-se campeões nacionais. Quase sempre, existe a história de “Cinderella” e, quem sabe, uma das equipas pode ser Utah State.

O caminho até à entrada no torneio não foi facilitado. Depois de dois anos em que venceram a conferência Mountain West, os aggies perderam a final deste ano frente a San Diego State. Se vencessem, tinham garantido, desde logo, o bilhete para a competição. Assim, tiveram de esperar pela Selection Sunday, onde a Liga escolhe 36 universidades que, devido ao mérito, merecem a presença no certame.

Se Utah State está presente, muito o deve a Neemias. Ao longo da época regular, o português brilhou e tornou-se, sem dúvida, a grande estrela da equipa. Depois da saída de Sam Merrill, jogador que foi escolhido no Draft de 2020 pelos Milwaukee Bucks, Queta assumiu o papel de estrela e não desiludiu. Os aggies terminaram com um recorde de 20 vitórias e oito derrotas, um registo francamente positivo.

Com médias de duplo-duplo, 15.1 pontos, 10 ressaltos e 2.5 assistências, o poste arrecadou diversos prémios. Na conferência Mountain West, teve honras de melhor jogador defensivo e fez parte do melhor cinco da competição. No entanto, apesar de não ser oficial, o Bleacher Report, um dos meios de comunicação mais badalados nas terras do tio Sam, considerou Neemias o melhor defesa a nivel nacional (!).

Durante a época, Queta bateu o recorde da Universidade, com a marca de mais bloqueios num só jogo (nove, frente a Colorado State). Em média, foram mais de três blocks por partida, numa valência importante para qualquer equipa do mundo. Além disso, a % de lançamentos de campo foi, quase sempre, acima de 50%, um dado relevante de eficácia individual.

O terceiro ano na NCAA foi o melhor. Depois de se propor ao Draft por duas ocasiões, o português decidiu sempre voltar ao local de partida, Utah. Quando vemos estes números e exibições ao mais alto nível, percebemos o porquê. Principalmente, quando um jogador está numa conferência menos conhecida, a batalha é mais complicada.

Este ano, com mais holofotes virados para Queta e com o melhor basquetebol que está a praticar desde o início da carreira, tudo ficou mais fácil. Agora, com o início da March Madness, uma grande parte do mundo vai estar atenta e é, claramente, a montra onde todos se querem expor. Com boas performances, ainda mais olheiros e pessoas ligadas à NBA e ao basquetebol profissional podem os conhecer.

A primeira batalha será frente a Texas Tech. Os red raiders terminaram com um recorde de 17-10 numa conferência mais conhecida, a Big 12. O jogador a ter em conta para a defesa dos aggies será Mac McClung, um base conhecido nos Estados Unidos desde os tempos de High School. Num bom dia, vai dar dores de cabeça a Neemias e companhia.

É contra os melhores que os jogadores querem ser a figura. Será um pouco irrealista pensar que Utah State pode chegar até a uma fase avançada do torneio, como uma Elite Eight ou a tão desejada Final Four. No entanto, é possível chegar longe e, se há competição onde todos os sonhos se podem tornar realidade, essa chama-se March Madness. Venha a dança!

Foto de Capa: USU Basketball

 

 

FC Famalicão 2-2 SC Braga: Insistência até ao fim deu empate

A CRÓNICA: NOVA FACETA FAMALICENSE NÃO PERDOOU OS GUERREIROS

Foi o jogo de estreia de Ivo Vieira no comando técnico do FC Famalicão, sendo o sucessor de Silas, o que fazia esperar uma nova faceta dos famalicenses, apesar do tempo de trabalho que a nova equipa técnica teve de preparação para o encontro. Do lado do SC Braga, o mesmo de sempre se esperava, sendo que a única alteração foi a introdução de Borja no onze inicial, em detrimento de Sequeira.

Passou apenas uma semana desde o último encontro disputado pelos famalicenses, que não têm sido de todo felizes ao longo da época, mas o início do duelo frente aos arsenalistas demonstrou uma equipa da casa muito aguerrida e com uma nova cara, apesar de manter o onze base utilizado.

A verdade é que esta nova faceta do FC Famalicão deu resultado, pelo menos dentro dos 20 minutos iniciais do encontro. Na sequência de um livre, com uma enorme confusão dentro da pequena área, foi Anderson que conseguiu rematar a bola para o fundo das redes de Matheus. Aos 18 minutos de jogo, o FC Famalicão colocou-se em vantagem no marcador. Lia-se 1-0 na tela.

O SC Braga partiu em missão após sofrer e começou a carregar no jogo. A partir dos 30 minutos tomou conta da partida e as oportunidades apareceram. Aos 36 minutos, o árbitro Manuel Oliveira concedeu uma grande penalidade favorável à equipa de Carlos Carvalhal, depois de Ricardo Horta cair na grande área do Famalicão, e foi mesmo o português a converter da marca dos onze metros. Empatava-se a partida no reduto famalicense.

Sem dar tempo para respirar, veio a reviravolta. Canto batido ao segundo poste da baliza e um cabeceamento de Tormena fez chegar a bola a Al Musrati, que, na recarga, fez o que tinha a fazer: consumar o segundo golo dos bracarenses. Foi a cinco minutos do soar do apito para o intervalo, mas a partida assim permaneceu.

A segunda parte começou da mesma forma que a primeira. O FC Famalicão entrou aguerrido e com vontade de se sobrepor ao SC Braga.

Diogo Figueiras teve nos pés a oportunidade de empatar a partida aos 55 minutos, estando mesmo a centímetros de o conseguir. Depois de um cruzamento rasteiro certeiro, o jogador do Famalicão não foi feliz. Mas os famalicenses não desistiam por nada. Ivo Rodrigues, totalmente do meio da rua, mandou uma autêntica bomba que acabou por embater no poste. Numa questão de segundos, a turma de Ivo Vieira fez tremer, no sentido literal, a baliza de Matheus.

Os minutos passavam e o Famalicão permanecia em superioridade no terreno a nível de construção de jogo e de perigo para a área adversária. Os famalicenses insistiam, persistiam não desistiam, mas continuavam a ser os arsenalistas a estar por cima do resultado (apesar de por pouco tempo).

Enquanto se ouvia um “é até ao fim” vindo dos membros do Famalicão presentes no Estádio Municipal de Famalicão, Heriberto Tavares não teve qualquer tipo de piedade e, à entrada da área, rematou para um golo sem defesa possível de Matheus. Faltavam apenas cinco minutos para o final do encontro e lia-se uma igualdade a dois golos no marcador.

E foi até ao fim. Dividiram-se os pontos, indo um para cada lado. O Famalicão persistiu e deu a cara à luta contra os guerreiros de Braga, terminando o encontro com uma igualdade no marcador a duas bolas.

 

A FIGURA

“Nova cara” do FC Famalicão – Novo treinador, novos ares, nova cara. Existiu uma diferença notória na atitude e exibição da equipa famalicense neste encontro frente ao SC Braga, comparando com os jogos anteriores. A entrada de Ivo Vieira trouxe esperança ao FC Famalicão.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Galeno – Possivelmente por estar na iminência de poder ser advertido com cartão amarelo, podendo vir a falhar o próximo encontro do SC Braga, Galeno não esteve nos seus melhores dias nem praticou uma das suas melhores exibições. É um jogador que costuma ser dos que mais influencia a construção ofensiva dos arsenalistas, mas esteve algo apagado.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Com a estreia de Ivo Vieira no comando técnico do Famalicão, o onze girou na base do 4-4-2, moldável num 4-1-3-2 em momentos defensivos, com Gustavo Assunção encarregue de ocupar a zona entre o miolo e a linha defensiva.

Essa mesma última linha foi composta por quatro jogadores: Rúben Vinagre e Diogo Figueiras nas alas, com Riccieli e Babic na zona central da defesa.

O meio-campo foi composto por Pepê e Gustavo Assunção, com a companhia de Gil Dias e Joaquin Pereyra, encarregues de servir pelas alas, os homens mais avançados Anderson e Ivo Rodrigues. Este último serviu também de elo na construção de jogo entre o meio-campo e o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (6)

Rúben Vinagre (6)

Riccieli (6)

Babic (6)

Diogo Figueiras (7)

Gil Dias (6)

Pepê (6)

Gustavo Assunção (6)

Joaquin Pereyra (6)

Ivo (6)

Anderson (6)

SUBS UTILIZADOS

Kraev (6)

Heriberto Tavares (7)

Fernando Valenzuela (6)

Alexandre Guedes (6)

Diogo Queirós (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal montou, como habitualmente, um 4-2-3-1, mas moldável num 4-4-2 em transições defensivas, com Ricardo Esgaio e Borja bastante subidos no terreno que toca às suas posições como laterais. Este último foi a alteração sonante no onze inicial dos guerreiros. A restante linha defensiva manteve-se ocupada por Bruno Rodrigues e Tormena.

O meio-campo compôs-se com cinco jogadores, sendo Al Murasti e Fransérgio os mais recuados no terreno, com a tarefa de fazer a ligação entre setores na construção de jogo. Os restantes, Galeno, Ricardo Horta e Lucas Piazón, eram os homens mais avançados, encarregues de servir Abel Ruiz.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Ricardo Esgaio (6)

Bruno Rodrigues (6)

Tormena (6)

Borja (6)

Ricardo Horta (6)

Al Musrati (7)

Fransérgio (6)

Lucas Piazón (7)

Galeno (5)

Abel Ruiz (6)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (6)

Nico Gaitan (6)

Sporar (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Sendo este o seu primeiro jogo no comando técnico do FC Famalicão, o que achou da exibição da equipa e quais são os pontos que acredita que têm de ser melhorados?

Ivo Vieira: Nós temos de melhorar todos os momentos do jogo: com e sem bola, no momento ofensivo, no momento defensivo, mesmo na zona intermédia. Não tive assim tanto tempo para trabalhar e temos de fazer alguns ajustes. Temos de melhorar, nitidamente, os resultados. Este resultado não nos traz conforto. Obviamente que a tabela é que vai ditar o que vai acontecer, mas nós é que podemos fazer algo para alterar as coisas. Vamos ter a humildade de perceber que o jogar bem tem de estar associado à vontade e ao querer.

 

SC Braga

BnR: O SC Braga apresentou algum desgaste notório na segunda parte. Acredita que foi um dos fatores para o resultado obtido aqui em Famalicão?

Carlos Carvalhal: Falta saber onde está o ponto de interseção entre o desgaste e o mérito do adversário, porque o adversário também fez pela vida. Fez mudanças, colocou jogadores frescos na frente, jogadores rápidos. Evidentemente que falta perceber se foi a capacidade do Famalicão ou incapacidade nossa. Para mim, foi mais o mérito e a capacidade do Famalicão.

ATP 250 Marselha: Medvedev‎ emenda má imagem deixada em Roterdão

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Foi com 32 inscritos no seu quadro principal que teve lugar, ainda que sem espectadores nas bancadas, mais uma edição do “Open 13 Provence”, no Palácio dos Desportos da cidade de Marselha, torneio este jogado desde 1994. Numa prova, que tinha como duplo campeão nas duas últimas temporadas o grego Stefanos Tsitsipas e que contava com uma das suas edições mais fortes de sempre, dado estarem a participar nesta competição como primeiro cabeça de série, o russo Danil Medvedev‎, que embora tendo cedido na ronda inicial no ATP 500 de Roterdão na semana anterior, sabia que mesmo repetindo igual desfecho nesta competição, ultrapassaria Rafael Nadal, veterano tenista espanhol na segunda posição da hierarquia individual.

Já o segundo maior favorito a levar para casa o trofeu era Stefanos, que não conhecia o sabor da derrota nesta prova, jogada em piso rápido coberto, desde a temporada de 2018. Refira-se que o torneio contava com juízes de linha em court, algo raro aos dias de hoje.

A PRESENÇA PORTUGUESA E A QUEDA AOS PÉS DE UM ATLETA QUE ESTAVA FORA DOS DUZENTOS PRIMEIROS

O tenista nacional das Caldas da Rainha, Frederico Silva, que atingira o seu melhor ranking na semana transata, após chegar a duas meias finais de seguida no escalão “Challenge Tour”, estava com a moral em alta para defrontar Mattew Ebden da Austrália. Mas o outrora membro do Top 40 mundial em 2018, altura em que a sua carreira começou a ser minada por várias lesões: primeiro nos pés, seguidamente nos joelhos e ainda com sintomas de vertigens associados, não poderia ter escolhido outro dia e torneio para se exibir perto do seu melhor.

Com o lusitano a fechar o primeiro parcial no Tie-break, parecia que Fred iria marcar presença na segunda ronda da fase de qualificação, mas o veterano de 33 anos não deitou a toalha ao chão, triunfando no segundo set  por 6-4. Após estar a vencer a terceira partida por 4-2, o atleta das Caldas acusou a solenidade da ocasião, com o tenista australiano a conseguir seguir em frente na competição. O trajeto de Ebden apenas foi interrompido nas meias finais, devido a questões físicas, dado que já disputara cinco duelos durante a semana. tendo deixado o terceiro cabeça-de-série e 21.º da tabela, o russo Karen Khachanov para trás nos quartos. Ficará sempre a questão: até onde poderia ter chegado a representação lusa no certame?

CABEÇAS-DE-SÉRIE COM “VIDA CURTA” EM MARSELHA

Embalado por uma série de duas provas, sendo que em Roterdão havia mesmo marcado lugar nos seus primeiros quartos de final da temporada, estava o nipónico, n.º 40 do ranking mundial e ex membro do Top cinco bem como finalista de “Majors”, Kei Nishikori. Contudo a sua estadia na cidade gaulesa, apenas se cifrou na conquista de cinco jogos. Com uma atuação bem longe do seu melhor, seria afastado pela grande surpresa da prova, o caseiro e grande especialista na variante de pares, onde ao lado de Nicolas Mahut, já havia conquistado múltiplas provas de “Grand Slam”, Pierre-Hugues Herbert, que “despachou” autenticamente o atleta do país do sol nascente pelos parciais diretos de: 6-1 e 6-4, precisando de pouco mais de uma hora para o fazer. Com os restantes favoritos ao título a seguirem em competição, com maiores ou menores dificuldades, o seguinte a cair seria mesmo o russo Khachanov, que foi travado por um Mattew Ebden a atuar em estado de graça, que recuperava pela terceira ocasião na presente semana de uma desvantagem de uma partida, tendo fechado com um set final em que nem parecia que ocupava  o posto 227.º do ranking mundial. Conquistado este encontro com uma vitória no derradeiro parcial por 6-2, no qual pareceu estar a levitar em court!

A POLÉMICA COM O TSITSIPAS MAIS NOVO

Foi para grande espanto da comunidade tenística em geral e dos jogadores da casa em particular, que a organização da prova decidiu atribuir um convite a Petros Tsitsipas, apenas classificado na posição 970 da tabela ATP. Este “wild card” conferido ao irmão de Stefanos, foi desde logo, e ainda mais aquando da sua inequívoca derrota face ao hispânico Alejandro Davidovich Fokina, n.º52 mundial, em 46min, por 6-0 e 6-2, motivo de grande falatório e incontáveis críticas à entidade regente da compita. Vários foram os atletas caseiros que manifestaram a sua insatisfação, face ao verificado com o mano mais velho a ter de sair em defesa do mais jovem, revelando que o mesmo estaria alegadamente a atuar lesionado.

A TRADIÇÃO QUE PARECE VIRAR MODA!

Após os feitos da dupla de irmãos Cerundolo, Juan Manuel que vencera em Córdova e Francisco que atingira o derradeiro encontro na semana seguinte em Buenos Aires, ambas provas ATP 250 disputadas no seu país, a Argentina. Estas integradas no “Golden Swing”  Sul-Americano jogado sob terra batida. Desta feita foi o tenista gaulês de 25 anos e classificado no início do torneio para lá do Top 120 mundial, Arthur Rinderknech que esteve perto de igualar esses desideratos. Percurso este, que apenas parou nos quartos, diante do quarto pré-designado, o seu compatriota Ugo Humbert , um tenista que embora jovem tem uma calma que por vezes até enerva, independentemente do resultado do momento!

Quanto a Ebden, apenas foi parado por Medvedev‎, que até ao encontro decisivo conseguiu o feito de manter o seu serviço inviolável bem como “passeou” até encontrar Herbert na final.

Antes disso, o gaulês cometeu a proeza de afastar Stefanos Tsitsipas nos quartos de final, que mesmo após ter logrado fechar o primeiro parcial por 6-7, com 8-6 nesse jogo decisivo, nunca pareceu confortável, tendo desaparecido a partir de meio da segunda partida. A determinada altura nem se conseguia perceber a diferença de nível entre os dois, com o atleta mais velho de 29 anos e n.º 93 da hierarquia a subjugar por completo o seu melhor rankiado oponente.