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SL Benfica 75-87 Sporting CP: Liderança leonina reforçada

A CRÓNICA: DÉRBI ETERNO PENDEU PARA O SPORTING CP

De volta ao Pavilhão Fidelidade, o SL Benfica recebeu o Sporting CP para mais um duelo a contar para o campeonato nacional de basquetebol. O dérbi eterno voltou a realizar-se e com duas equipas na quadra com vontade de arrecadar a vitória naquela que era a 23ª jornada da Liga.

Foram os leões a entrar melhor na partida, com uma elevada percentagem de acerto nos lançamentos e com um ritmo muito maior contrastando com as águias. Este início de jogo ficou marcado por bastantes faltas parte a parte e com vários lançamentos falhados, principalmente da parte do SL Benfica. No final, foi um lançamento exterior de Shakir Smith que aumentou a vantagem do Sporting CP para sete pontos, colocando o resultado num 21-14.

No segundo quarto, o SL Benfica continuou a fazer aquilo que demonstrou nos primeiros dez minutos: aproveitar erros dos leões. Um segundo período marcado por jogadas rápidas de ambas as equipas, o que, consequentemente, demonstrou alguma ineficácia por parte dos momentos defensivos de ambas as equipas. No último ataque antes de recolher aos balneários, Rafael Lisboa acabou por tentar imitar Smith e também tentou fechar o período com chave de ouro. O tiro da linha de três pontos do jogador das águias igualaria o marcador, mas quando soou a buzina a bola ainda não tinha saído das mãos de Rafael Lisboa. Ao intervalo, vencia o Sporting CP por 37-34.

De volta ao encontro, viu-se o SL Benfica na frente do marcador pela primeira vez desde o apito inicial, mas os leões rapidamente deram a volta. Com uma pressão bastante alta sobre Arnette Hallman, para este não conseguir concretizar lançamentos, o Sporting CP entrou aguerrido no terceiro período. Com bastante fluidez nos momentos ofensivos, a equipa de Luís Magalhães levou uma vantagem de três pontos para o último quarto.

Nos dez minutos finais, as águias transpareceram um jogo muito mais temporizado e previsível, o que facilitou a vida ao Sporting CP, mesmo acabando por concretizar. Do lado contrário, os leões continuavam a apostar nos ataques rápidos e em transições ofensivas “à velocidade da luz”. Quem salvava o SL Benfica e o estava a meter na luta pelo resultado era Cameron Jackson, que estava a fazer um jogo exemplar.

Os encarnados acabaram por empatar a três minutos do final, mas o Sporting CP não olhou a meios e ligou o turbo em direção à vitória. Com um parcial de 14-2 até ao final, os leões levaram a vitória de rajada, ao derrotar as águias por 75-87.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Micah Downs – Foi fundamental no dérbi frente à sua antiga equipa. Micah Downs, a par de Travante Williams, foi dos mais influentes no jogo dos leões, mostrando uma capacidade ofensiva tremenda.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Nic Moore – O jogador do SL Benfica mostrou-se totalmente à parte do jogo. Não mostrou qualquer tipo de influência positiva no jogo das águias, tendo passado praticamente despercebido no encontro.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Depois de entrar na quadra com o melhor cinco inicial disponível, a equipa de Carlos Lisboa aproveitou os erros do Sporting CP, tanto a nível ofensivo como defensivo, para elevar o seu jogo. A diferença de aturas entre jogadores potenciou o número de ressaltos das águias e a defesa cerrada homem a homem facilitou mais a tarefa. A nível ofensivo, a alternância entre o tiro exterior e as jogadas interiores foi fundamental na construção de jogo e de resultado.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Quincy Miller (6)

Eric Coleman (5)

João “Betinho” Gomes (7)

Bryce Alford (6)

Rafael Lisboa (5)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Lima (6)

Nic Moore (4)

Tomás Barroso (6)

Arnette Hallman (7)

Cameron Jackson (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Existem sempre dois fatores fundamentais no jogo do Sporting CP: Travante Williams e bloqueios. O primeiro dispensa qualquer tipo de apresentações, dada a sua qualidade ofensiva. Os leões recorriam bastantes vezes aos bloqueios diretos, abrindo espaço suficiente para um atirador “tentar a sorte” ou, a partir daí, construir outro tipo de jogada. A nível defensivo, recorriam a uma marcação individual sobre os jogadores do SL Benfica.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (8)

John Fields (7)

Diogo Ventura (7)

Micah Downs (8)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS

Shakir Smith (6)

João Fernandes (5)

Claúdio Fonseca (5)

Pedro Catarino (6)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola Na Rede

Marcano à procura da estreia na época | FC Porto

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Iván Marcano regressou aos relvados depois de nove meses de calvário devido a uma rotura dos ligamentos cruzados do joelho direito, contraída em maio do ano passado. A 27 de fevereiro, voltou à competição, integrando o lote de jogadores de António Folha, no Vilafranquense x FC Porto B e a oito de março, fez mais 90 minutos no FC Porto B x Casa Pia.

Marcano terá a vida complicada para regressar às contas de Sérgio Conceição, uma vez que Pepe e Mbemba estão num momento de forma muito bom e são a dupla de centrais mais utilizada pelo treinador. A verdade é que nem para terceira e quarta opção será fácil a luta na sua posição, isto porque Diogo Leite tem cumprido sempre que foi chamado ao onze e ainda temos o francês Malang Sarr que tem alternado entre a posição de lateral esquerdo e central.

A atual plantel, as lesões que tem sofrido e o facto de este ano completar 34 anos são fatores que levam a ponderar se o espanhol tem mais alguma coisa a acrescentar e se deve continuar no FC Porto para a próxima época.

Marcano
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O seu regresso a época passada, a troco de três milhões, depois de ter saído a custo zero em 2018, foi uma decisão algo precipitada por parte dos dirigentes portistas. O plantel tinha jogadores perfeitamente capazes e competentes de desempenhar o mesmo papel de Ivan Marcano. Para além de que o FC Porto nunca devia ter pago pelo regresso de um jogador que envergou a braçadeira de capitão e não quis renovar pelo clube, preferindo a saída para a AS Roma. Apesar de ser uma situação que não se prevê e não se controla, o jogador acabou por estar, devido a uma lesão, quase um ano parado, tornando-se agora muito difícil ter qualquer retorno financeiro com o seu passe.

Atualmente a melhor hipótese para o defesa central, até ao final da época, parece ser mesmo a de rodar na equipa B, até voltar à sua habitual forma.  Contudo, Marcano, recentemente voltou a contrair uma lesão muscular, o que nos faz levantar a questão. será que vai somar algum minuto, na presente época, pela equipa principal dos azuis e brancos?

 

SL Benfica 3-0 Sporting CP: Encarnados com uma mão na final

A CRÓNICA: UM DÉRBI INVULGARMENTE DESEQUILIBRADO

No segundo capítulo do livro das meias-finais da Divisão de Elite do Campeonato Nacional de Voleibol, a ação mudou de cenário. Depois da vitória (2-3) do SL Benfica no Pavilhão João Rocha, foi a vez de o Sporting CP se deslocar ao Pavilhão n.º 2 da Luz. Este foi o terceiro dérbi na modalidade em menos de duas semanas.

As águias voaram para a vitória depois de um bom arranque. No decorrer do set inaugural, a equipa da casa criou uma vantagem confortável e conseguiu fechar o parcial com uma vantagem de nove pontos (25-16). Os leões, pelo contrário, cometeram alguns erros e, quando tentaram encurtar a desvantagem, já foi tarde demais.

A fase inicial do segundo set parecia um seguimento do primeiro. O SL Benfica construiu um parcial de 5-0 e parecia confiante depois de uma série sem erros. Entretanto, durante os pontos seguintes, o Sporting CP reagiu e colou-se no marcador. No entanto, os vermelho e brancos voltaram a ligar o motor e arrancaram para o 2-0, com um parcial de 25-17.

Numa tentativa de relançar o encontro, os leões rugiram no terceiro set. Os erros não forçados dos comandados por Marcel Matz trouxeram a emoção prometida ao jogo. Porém, os encarnados voltaram à liderança e conseguiram fechar o jogo em apenas três sets. Ao contrário do que é normal, este foi um dérbi com pouca história.

As redes voltam a subir no próximo domingo, dia 21 de março, novamente no Pavilhão da Luz. Em caso de vitória, o SL Benfica garante um lugar na final da Divisão de Elite do Voleibol nacional. Os leões, por sua vez, para baterem as águias, precisam de vencer os próximos dois jogos e forçar a “negra”.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Bloco do SL Benfica – O sideout, o bloco e o serviço dos encarnados foram exemplares. Contra uma equipa do Sporting CP que dá sempre muito trabalho, os poucos erros foram fundamentais para uma vitória tão confortável como esta.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Exibição do Sporting CP – Depois da derrota do passado sábado, esperavam-se uns leões mais aguerridos. No entanto, a equipa comandada por Gersinho nunca conseguiu colocar gelo na superioridade encarnada.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A formação de Marcel Matz foi irrepreensível nos primeiros dois sets. Com poucos erros cometidos, o bloco e o serviço foram armas fundamentais para as vantagens confortáveis. Apesar de alguns erros não forçados no serviço durante o terceiro set, o embalo dos parciais anteriores pesou na recuperação que garantiu a segunda vitória na série.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Tiago Violas (7)

Theo Lopes (7)

Peter Wohlfahrtstätter (6)

Rapha (8)

Japa (7)

Ivo Casas (6)

Nuno Pinheiro (6)

Marc Honoré (7)

Hugo Gaspar (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os verde e brancos tiveram uma entrada em falso e nunca mais conseguiram acompanhar o ritmo do adversário. Com muitos serviços e bolas que embateram no bloco encarnado, foi cada vez mais difícil dar a volta ao resultado, que se revelou desnivelado.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

João Fidalgo (6)

Paulo Víctor (7)

Miguel Maia (5)

Dvoranen (6)

Renan Purificação (7)

Bruno Alves (6)

Vítor Hugo (8)

André Saliba (6)

Hélio Sanches (6)

Hugo Vinha (-)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola Na Rede

As 5 melhores duplas de avançados de sempre

É costume dizer que o futebol vive de golos e que, sem estes, um jogo não tem tanta emoção. Quem melhor para fazer os golos e trazer essa alegria aos adeptos que não os avançados?

Foram várias as duplas de avançados que fizeram mazelas nas defesas adversárias e que ficaram na história dos golos. Uma bela dupla envolve sempre golos e também assistências, sendo que quando a parelha funciona de maneira perfeita, os resultados positivos são quase certos.

Muitos nomes poderiam entrar nesta lista e poderíamos separar nomes de algumas triplas históricas, mas foquemo-nos apenas naquelas duplas de avançados que marcaram golos e ficaram na história.

Equipa B é uma espécie de clone da A | Sporting CP

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Para mim, a equipa B de um clube de futebol tem dois principais objetivos: o primeiro é oferecer aos jogadores sem espaço na formação principal tempo de jogo e permitir que aumentem o seu ritmo competitivo; o segundo, e para mim mais importante, é o facto de esta servir de alavanca para a equipa A. Para que este último fator aconteça, é imperial que equipa A e B tenham as mesmas dinâmicas, de modo a preparar os atletas para uma eventual subida de patamar.

O Sporting CP B foi “repescado” esta temporada, e atua no Campeonato de Portugal. De momento, a formação treinada por Filipe Çelikkaya encontra-se no segundo lugar na Série G, posto que dá acesso à Terceira Liga, competição estreante na próxima temporada. Assumindo que o principal objetivo da equipa seria a subida direta à Segunda Liga, a verdade é que o CD Estrela está mais bem encaminhado. Porém, a promoção àquela que será a “elite” do Campeonato de Portugal é já um importante passo.

Atletas como Eduardo Quaresma, Rafael Camacho e Luiz Phellype são exemplos em como a equipa B é importante. Apesar de estes três jogadores terem atuado na segunda equipa por razões bem diferentes, a verdade é que esta se mostrou útil, pelo aumento do tempo e ritmo de jogo. Um caso que vai além desta questão é o de Gonzalo Plata. O extremo equatoriano não se adaptou bem às táticas de Amorim, pelo que tem atuado no Campeonato de Portugal, de modo a treinar dinâmicas e habituar-se à posição de extremo interior.

Podemos observar semelhanças no posicionamento tático de ambas as equipas. A equipa B leonina joga num 4-3-3, que a atacar se assemelha muito ao 3-4-3 de Ruben Amorim. Pegando no onze do último jogo, as dinâmicas, em grande parte das partidas, são as seguintes: Médio defensivo alinhado aos centrais na primeira fase de construção (Chico Lamba, Rodrigo Fernandes e João Ricciulli); Alas projetados a dar largura (João Oliveira e Mees de Witt), dois médios centros com predisposição defensiva e ofensiva (Bruno Paz e Tomás Silva), e os três da frente (Nuno Moreira, Elves Baldé e Luiz Phellype.).

A principal diferença no processo ofensivo da equipa B é o papel de Rodrigo Fernandes. O jovem português, dos três jogadores da primeira fase de construção, é aquele que tem um papel mais preponderante com bola, atuando como uma espécie de líbero, onde varia entre defesa central e médio defensivo. Em sentido contrário, Coates é o central do meio na formação de Ruben Amorim, e é ele que dá o equilíbrio da linha defensiva, deixando o papel construtor para os dois parceiros.

A defender, as dinâmicas são, por vezes, distintas. O facto de a equipa B defender muitas vezes com uma linha de 4, com o médio defensivo um pouco à frente dos centrais, pode levar a que no momento defensivo, os atletas não estejam tão preparados para subir à primeira equipa. Por outro lado, com a organização ofensiva bem mais semelhante, é um indício de que o trabalho, nesse sentido, está a ser feito de forma correta.

Apesar de achar importante que o Sporting B consiga chegar e manter-se na Segunda Liga pela questão da competitividade. Encaro a equipa B como o futebol de formação: é mais importante consolidar ideias e formar jogadores do que conquistar vitórias ou até mesmo troféus. É óbvio que nem todos os atletas da segunda equipa vão dar o salto para a A. Porém, aqueles que tiverem essa oportunidade, com certeza que vão mais bem preparados e já habituados ao jogo de Ruben Amorim, sobretudo no que toca às dinâmicas ofensivas.

Tribuna VIP: Cegueira sem fim

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Na passada semana assistimos a mais um episódio rocambolesco no futebol português. Em vez de desistir da queixa contra Rúben Amorim, a Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) manteve-se firme numa luta cega contra um dos técnicos mais talentosos e mais bem-sucedidos da atualidade.

“Enquanto estiver em processo que está a ser apreciado, ou será, não vou tecer qualquer tipo de consideração relativamente a esse assunto. É a nossa posição”. As palavras são de José Pereira, presidente da ANTF, na reação ao processo aberto pela Federação Portuguesa de Futebol ao treinador Rúben Amorim. Um processo que foi desencadeado após uma queixa por parte desta Associação em março do ano passado, defendendo a falta de habilitações do treinador.

Estas palavras foram proferidas no passado dia 8 de março. E foi precisamente nesse dia e nesse momento que o Sr. José Pereira perdeu uma grandíssima oportunidade de limpar a grande mancha que deixou no nome da ANTF. Talvez a maior mancha nos 35 anos de história da mesma.


Live com Vítor Maçãs, membro ligado à ANTF
(1h27 – pronuncia-se sobre o caso “Rúben Amorim/ANT”)

É caso para se afirmar que a ANTF está na vanguarda do ridículo. E para justificar isso mesmo dei-me ao trabalho de ler o Projeto de Candidatura do Sr. José Pereira.

Ora vejamos:

  • “Defender, intransigentemente, os direitos e os interesses dos associados, aproximando a associação dos seus filiados, independentemente dos escalões, prova que disputam ou região onde exercem a sua atividade”;
  • “Promover a atualização e a formação contínua dos Treinadores não só em matérias específicas como em áreas complementares fundamentais à gestão de recursos humanos, através da realização de Ações de Formação (Colóquios, Reciclagens) para os vários níveis de qualificação dos Treinadores”;
  • “Participar na definição das linhas orientadoras dos Cursos de Treinadores, prevista pelo Estado, defendendo a adequação dos novos perfis de formação aos interesses da classe”.

São logo os três primeiros pontos do separador “O que queremos para o Futuro?”.

E não é preciso ser-se muito inteligente para se perceber claramente que ANTF está a fazer exatamente o contrário daquilo que se comprometeu a fazer.

Em vez de se preocupar em ajudar Rúben Amorim e outros treinadores que não têm acesso a cursos, ataca os próprios associados e toda a sua classe e ainda se vangloria disso nos corredores do futebol português.

Rúben Amorim é acusado de ter sido inscrito sem ter habilitação para exercer a função de treinador
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Para que serve então a ANTF? Duvido de que alguém saiba. Se uma Associação de classe não defende a sua classe então está completamente a mais na sociedade. Enquanto a ANTF se desgasta com um processo absolutamente patético, os seus associados treinadores aguardam por mais cursos, mais vagas e mais oportunidades para progredirem na sua formação profissional.

Mas, atenção, importante ressalva. Percebo que os treinadores tenham de ter a devida formação. Não consigo é conceber que a ANTF use isso para atacar a sua classe. Devia defendê-la e lutar por ela.

Ou alguém imagina por exemplo a CGTP e a UGT a fazerem uma ação de luta pelas ruas a criticarem presidentes de multinacionais que não tenham completado a escolaridade obrigatória? Imaginem os cartazes: “Vai estudar, malandro”, “Presidentes só com Mestrado”, “Abaixo os trabalhadores sem cursos técnicos especializados”. Nem o melhor realizador de cinema conseguiria fazer uma cena com isto.

Absolutamente inimaginável. Absolutamente surreal. Absolutamente estúpido. Tal como a postura da ANTF.

Espero, com a máxima sinceridade, que muitos dos sócios da ANTF já tenham entregado o cartão de sócio por não se reverem naquilo em que a Associação se tornou. Estou em crer que a ANTF envergonha ao dia de hoje muito mais treinadores do que aqueles que orgulha.

Artigo de opinião de Marco Ferreira
diretor-executivo CF Estrela Amadora SAD


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Laterais do FC Porto: Competência ou qualidade?

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De entre todas as posições existentes no futebol, a posição de lateral tende a ser a de maior exigência no que diz respeito ao nível físico. Muitos defendem que, em bons laterais, é primordial saber defender, enquanto outros sustentam a tese de que antes de tudo é vital saber atacar.

De João Pinto, Paulo Ferreira e Bosingwa a Nuno Valente, Alex Sandro e Alex Telles, a posição de lateral sempre foi um caso sério no Porto. Além da chamada “mística” e raça, atributos que devem estar presentes num “jogador à Porto”, o lateral deve saber alienar de forma eficiente a capacidade defensiva à capacidade ofensiva: tem de ser capaz de evitar os avanços dos adversários no seu setor e deve ser hábil a avançar pelas extremidades do campo, criando mais alternativas de ataque com recurso a, por exemplo, cruzamentos, artifício este que remete-nos ao exímio pé esquerdo de Alex Telles que por diversas vezes assistiu os atacantes do Porto.

Observando o panorama atual, o plantel azul e branco é composto por 27 jogadores, sendo que quatro destes atuam como laterais: Zaidu, Manafá, Nanú e Carraça. Eis que surge a questão: face aos extraordinários laterais com qual o clube contou ao longo da sua história, terão os atuais jogadores do Porto, que atuam nessa posição, a qualidade necessária para compor o 11 inicial, quiçá o plantel de 27 jogadores?

laterais
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sabendo de antemão que o Porto se encontra sob alçada do fair-play financeiro da UEFA, jogadores de baixo valor de mercado tornam-se cada vez mais “apetecíveis”. Por conta da forte influência que o Porto exerce a nível interno, jogadores que atuam em “clubes pequenos” são atraídos por propostas oriundas dos “três grandes” já que, para além de auferirem um salário mais elevado, têm a possibilidade de jogar num grande clube que luta por títulos quer a nível nacional, quer a nível internacional, como é o caso de jogar uma Liga dos Campeões, a maior competição de clubes do mundo.

Posto isto, estando nos últimos quatro anos sob alçada das restrições europeias, o FC Porto aposta em jogadores que tragam garantias atuais e que tenham certa margem de progressão, deixando por vezes a qualidade em segundo plano. Claro, não quero dizer com isto que o “Porto não aposta na qualidade”, mas sim que dá primazia à competência, ou seja, ao facto de o jogador conseguir cumprir o papel sem comprometer, como era o caso de Sapunaru, lateral que atuou no Porto de 2008 a 2012: era bom a nível defensivo e a nível ofensivo não deixava a desejar.

No atual esquema tático do Dragões, Sérgio Conceição valoriza o facto dos laterais serem rápidos, resistentes e intensos. Em 2019, no mercado de janeiro, chegou Manafá, oriundo do Portimonense, um extremo-esquerdo com potencial para lateral esquerdo ou direito, de certa forma para ocupar o lugar de Maxi Pereira, em fim de contrato, e com a idade avançada.

Em 2020, Nanú, extremo-direito proveniente do CS Marítimo, para ser alternativa a Manafá, e Carraça, um lateral-direito que estava livre no mercado. Ainda em 2020, contratou Zaidu ao CD Santa Clara para ser substituto direto de Alex Telles, algo que não aconteceu pois, o jogador brasileiro, veio a sair no fim do mercado de verão, obrigando assim Zaidu a uma rápida e brusca ascensão à titularidade.

laterais
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, apesar de serem extremamente rápidos e fulgurosos a nível ofensivo, comprometem bastante a nível defensivo. Manafá e Zaidú, os laterais que somam mais minutos esta época como titulares, são o maior exemplo disso. Relativamente ao primeiro mencionado, está mais competente a nível defensivo, porém ainda tem muitas arestas a limar. Ainda assim, a sua preponderância ofensiva é fortíssima: ganha bem a linha de fundo para cruzar e associa-se muito bem com os colegas.

Já Zaidu, com uma tarefa dificílima de substituir Alex Telles, teve um início surpreendente: boas exibições no campeonato, e, por incrível que pareça, na Liga dos Campeões. Contudo, as exibições do lateral nigeriano veem a regredir progressivamente, talvez pelo cansaço proveniente de uma alta competitividade a que os jogadores do Porto estão sujeitos, competitividade esta que o jogador não está habituado. A fraca capacidade defensiva, que outrora já existia, ficou ainda mais evidente, e, a forte capacidade ofensiva que tinha, esmoreceu.

Sendo assim, mesmo com erros defensivos e baixas de forma, os laterais do Porto têm de certa forma progredido, tornando-se cada vez mais consistentes. Podemos então ver esta aposta na competência, por parte da direção do Porto e do treinador, como acertada. No entanto, por vezes, reflito: “e se o Corona tivesse no seu flanco um lateral forte defensivamente e ofensivamente?”, de certo não precisaria de compensar o Manafá tantas vezes a nível defensivo, e doaria todo o seu talento ao ataque. Porém, este é o preço a pagar pelo detrimento da qualidade em função da competência.

O Porto joga bem e ganha jogos com os laterais que tem? Sim, de facto. Porém, talvez com outros laterais, como os que já passaram na casa, a qualidade de jogo seria superior, quer a nível coletivo, quer a nível individual.

AC Milan 0-1 Manchester United FC: O “impacto Pogba” rumo aos quartos

A CRÓNICA: INGLESES NÃO BRILHAM MAS PASSAM À PRÓXIMA FASE

Segunda-mão dos oitavos-de-final da Liga Europa com um jogo que, pelos pergaminhos das duas equipas, podia ser muito facilmente de Liga dos Campeões. O AC Milan entrava no San Siro em vantagem na eliminatória – pelo golo marcado fora –, depois de ter empatado 1-1 em Old Trafford, casa mítica do Manchester United FC.

As primeiras impressões que me ficaram foi a maior disponibilidade ofensiva por parte dos Red Devils, que tinham de correr atrás do prejuízo e os Rossoneri com pouca expressão nessa mesma fase do jogo, essencialmente devido à falta de presença na área.

Apesar de ter dado essa sensação, a qualidade de jogo dos orientados por Solskjaer decaiu e, tirando os primeiros 10 minutos, o AC Milan conseguiu tomar as rédeas do encontro. Apesar de ter havido uma grande falta de lances perto das duas balizas, os italianos estavam a ganhar a batalha do meio-campo e a chegar mais próximos do momento da decisão. Ao intervalo, tudo empatado a zero. Se acabasse agora, os Rossoneri estariam nos quartos-de-final de forma justa.


Para tentar alterar alguma coisa e mudar o resultado do agregado, Pogba entrou ao início da segunda-parte, no lugar de Rashford, que foi um dos piores da primeira metade. Efeito imediato! A defesa do AC Milan dormiu na parada e Pogba, na área, foi o mais esclarecido, fazendo uma excelente finalização. O Manchester United FC passava para a frente do marcador e da eliminatória. Logo a seguir, Saelemaekers faz uma grande jogada e remata cruzado, com Dean Henderson a fazer uma defesa muito competente. Os segundos 45 minutos estavam lançados em novas bases, que beneficiavam o futebol espetáculo!

Manchester United FC completamente transfigurado depois de regressar dos balneários e Pioli mexeu aos 64 minutos, fazendo entrar de uma assentada Diogo Dalot e “Ibra”, numa tentativa de alterar o rumo aos acontecimentos. Até ao final da partida, Ibrahimovic ainda dispôs de uma bela oportunidade de cabeça, mas Dean Henderson fez uma excelente defesa.

Jogou melhor que o AC Milan durante 45 minutos, mas essa quantidade foi o suficiente para o Manchester United FC passar à próxima fase. Shaw, Henderson, McTominay e Pogba (Homem-do-Jogo) foram os melhores dos Red Devils, enquanto Theo Hernandez, Kessie e Tomori foram os destaques pela positiva nos Rossoneri.

 

A FIGURA


Pogba (Manchester United FC) – Quem lê os meus textos sabe que não gosto de individualizar, mas neste caso a sua entrada foi determinante nesta partida. O “joker” de Solskjaer estava mesmo no banco e quando o médio francês entra com esta vontade, a sua qualidade individual em prol do coletivo faz toda a diferença. Se não se lesionar mais até ao fim da época, deverá ser peça essencial para “transformar” o norueguês num treinador que claramente não é.

 

O FORA DE JOGO


Setor ofensivo do AC Milan – Eu concedo que os Rossoneri não enfrentaram esta eliminatória na máxima força, nem se quer na média força, porque sobretudo no ataque estão a ser absolutamente fustigados por lesões. No entanto, o que se viu é claro e com as armas que teve disponíveis, não conseguiu criar ocasiões de golo suficientes para passar à fase seguinte. Castillejo esteve particularmente desinspirado e até mesmo Ibrahimovic e Brahim Diaz, quando entraram, não conseguiram fazer a diferença.

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Jogo importantíssimo para Stefano Pioli e para o seu AC Milan, numa altura em que estão a ser dizimados por lesões, mas a fazer uma época bem acima daquilo que seria de esperar ao início da época. Para esta eliminatória, opta pelo 4-3-3 com uma novidade: sem ponta-de-lança “puro”, ou seja, alinha com um falso 9, o turco Calhanoglu.

No resto não há grandes surpresas, um meio-campo muito musculado e com capacidade para chegar a zonas de finalização, bem como laterais muito rápidos. Rafael Leão, lesionado de última hora, falhou esta partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (6)

Hernandéz (7)

Kjaer (6)

Tomori (7)

Kalulu (6)

Kessie (6)

Meite (5)

Krunic (6)

Saelemaekers (6)

Calhanoglu (6)

Castillejo (5)

SUBS UTILIZADOS

Ibrahimovic (5)

Dalot (6)

Diaz (5)

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Curiosamente, durante esta temporada tenho feito o rescaldo de vários jogos do Manchester United FC de Bruno Fernandes, então a tática utilizada por Ole Gunnar Solskjaer já não me surpreende. Estamos a falar de 4-2-3-1, com jogadores muito rápidos nas alas com capacidade para fazer danos no contra-ataque, médios muito fortes ao nível das dinâmicas defensivas e, claro, Dean Henderson na baliza, ele que parece ter ganho em definitivo a corrida a De Gea.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Henderson (7)

Shaw (6)

Maguire (6)

Lindelof (6)

Wan-Bissaka (6)

Fred (6)

McTominay (6)

                                                            James (6)

Bruno Fernandes (5)

Greenwood (5)

Rashford (4)

SUBS UTILIZADOS

Pogba (7)

Tirreno-Adriático | A culpa foi das estrelas!

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Se alguém for capaz, que o faça. Descrever a 56.ª edição do Tirreno-Adriático não será tarefa fácil. Muitas surpresas, muitos momentos, espetáculo e mais espetáculo. Há quem diga que presenciámos uma das semanas mais incríveis do historial ciclístico recente… e é difícil não concordar. Há, também, muito que analisar de forma concisa e tendo em conta várias nuances. O grosso de competições mais importantes da primeira parte da temporada está ao virar da esquina e os indicadores não podiam deixar mais água na boca.

Sobre esta competição transalpina, é caso para se dizer: Mamma Mia! Apostemos numa lógica cinematográfica para explicar o que se passou num Tirreno-Adriático onde a narrativa se focou num romance profundamente intenso. O poema ciclístico contou com sete versos e qual deles o mais impactante? Pois, boa pergunta.

A Teoria de Tudo diz-nos que se conjugarmos uma série de potencialidades físicas e psicológicas, o produto final revela-nos um ciclista extremamente direcionado para um momento em específico. Quando isto acontece em duas ou mais especialidades, estamos perante um fora de série, e parece que o “novo” carrossel de talentos fora de série andou a espalhar muita magia pelas estradas italianas.

Wout Van Aert, pela versatilidade. Mathieu Van der Poel, pela potência. Tadej Pogačar, pela consistência. Julian Alaphillipe, pela inteligência. Mads Wurtz, por ter sido o único “humano” a vencer. A luxuosidade de tal elenco não poderia ter sido mais seletiva no que concerne a vitórias e é bom que se habituem a esta onda triunfante tão concentrada.

FC Shakhtar Donetsk 1-2 AS Roma: Pragmatismo define vitória romana

A CRÓNICA: DOMÍNIO CLARO DA POSSE DE BOLA NÃO EVITA DERROTA DO FC SHAKHTAR DONETSK

A partida da segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa, disputada no Estádio Olímpico de Kiev, acabou com um resultado favorável à AS Roma, que venceu por duas bolas a uma o FC Shakhtar Donetsk. Somando com o resultado do primeiro jogo da eliminatória, a formação italiana venceu confortavelmente, com o marcador a ficar estabelecido em 5-1 no agregado.

A primeira parte não teve golos, algo que se justifica com base nas estatísticas. Nos primeiros 45 minutos houve apenas um remate à baliza, realizado pelo Shakhtar. A formação da casa foi assumindo o controlo da partida ao longo do primeiro tempo, controlando completamente a posse de bola. A equipa romana arriscou pouco ofensivamente, esperando o erro do adversário para contra-atacar, defendendo o resultado conquistado na primeira mão.

O segundo tempo foi mais animado, devido aos três golos apontados. A AS Roma entrou praticamente em vantagem. Após um contra-ataque rápido conduzido por Karsdorp, Borja Mayoral encontrou a bola solta após um corte defeituoso, e colocou a bola no fundo das redes com relativa facilidade ao minuto 48.

Ao minuto 59, Júnior Moraes empatou a partida, depois de aparecer sozinho ao segundo poste para finalizar um passe de cabeça de Alan Patrick. A equipa italiana voltou a estar em vantagem na partida, com Borja Mayoral bisar ao minuto 72.

Após o segundo golo da formação romana, a partida perdeu algum interesse, pois a eliminatória já estava resolvida. O ritmo do encontro diminuiu consideravelmente e o resultado manteve-se em 1-2 até ao final do tempo regulamentar. Com a vitória em ambos os jogos dos oitavos de final, a AS Roma passa para a fase seguinte da Liga Europa com tranquilidade.

 

A FIGURA

Borja Mayoral – O avançado espanhol apontou os dois golos da AS Roma na partida, contribuindo para a vitória da sua equipa na segunda mão da eliminatória. Apesar da sua solidariedade defensiva, destacou-se neste jogo pela veia goleadora natural da sua posição.

Apesar do resultado favorável à equipa romana no primeiro jogo, os dois golos de Borja Mayoral confirmaram o domínio da formação italiana em toda a eliminatória.

 

O FORA DE JOGO

Falta de criatividade do FC Shakhtar – Devido à derrota do emblema ucraniano na primeira mão da eliminatória por três bolas a zero, era esperado que a equipa comandada por Luís Castro entrasse à procura do golo incessantemente. Apesar do domínio da posse de bola em toda a partida, principalmente durante a primeira parte (76%), o FC Shakhtar apenas conseguiu criar um verdadeiro lance de perigo, que acabou por dar em golo.

Juntando ao controlo da posse de bola, a falta de ocasiões que levassem perigo à baliza do adversário foi evidente. Apenas oito remates durante toda a partida, e só quatro foram enquadrados com a baliza.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC SHAKHTAR DONETSK

A formação comandada por Luís Castro apresentou-se num desenho tático de 4-2-3-1. À frente da linha de quatro defesas, com os laterais a proporcionarem profundidade ofensiva, estavam Maycon e Marcos Antônio, que baixavam à vez para apoiar os defesas centrais na construção de jogo. Solomon e Tetê realizaram o papel de médios ala, apoiando Júnior Morais na frente de ataque.

Alan Patrick atuou como jogador “mais solto”, tendo mais liberdade posicional que os seus companheiros de equipa. Preferencialmente aparecia com mais regularidade nas costas do ponta de lança, mas também teve a capacidade para descer no terreno e apoiar o meio-campo no processo de construção, quando necessário.

A formação ucraniana jogou preferencialmente através de passe curto, procurando instalar-se no meio-campo adversário. Apesar do controlo da posse de bola, foram poucas as oportunidade criadas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anatoliy Trubin (5)

Dodô (6)

Vitão (6)

Serhiy Kryvtsov (5)

Mykola Matviyenko (5)

Marcos Antônio (6)

Maycon (6)

Tetê (5)

Alan Patrick (7)

Manor Solomon (6)

Júnior Moraes (6)

SUBS UTILIZADOS

Marlos (5)

Yevhen Konoplyanka (6)

Dentinho (5)

Georgiy Sudakov (5)

Sergiy Bolbat (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

Paulo Fonseca fez a sua equipa alinhar num esquema tático de 3-4-3. Ibañez e Kumbulla alinharam ao lado de Cristante no centro da defesa. O médio italiano foi importante nesta posição, pelas suas características naturais de centro campista, como o posicionamento e passe. Os alas Karsdorp e Spinazzola eram responsáveis por realizar todo o corredor, quer a atacar, quer a defender. Ofensivamente as suas incursões permitiam a Pérez e Pedro fletir para zonas mais interiores do terreno de jogo.

A formação romana procurava sair em contra-ataques rápidos, aproveitando a velocidade dos seus avançados. A pressão era realizada quando o FC Shakhtar se instalava no meio-campo da equipa visitante.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pau López (7)

Ibañez (5)

Bryan Cristante (6)

Marash Kumbulla (6)

Rick Karsdorp (7)

Amadou Diawara (6)

Gonzalo Villar (6)

Leonardo Spinazzola (7)

Carles Pérez (7)

Borja Mayoral (7)

Pedro Rodríguez (6)

SUBS UTILIZADOS

Gianluca Mancini (6)

Bruno Peres (5)

Riccardo Calafiori (5)

Lorenzo Pellegrini (6)

Stephan El Shaarawy (5)