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Arsenal FC 2-1 Tottenham Hotspur FC: Nem a “rabona” chegou…

A CRÓNICA: ARSENAL “GRANDE VENCE O NORTH LONDON DERBY

O que eu gosto de um derby de Londres… Principalmente este, a partida que mais gosto me dá seguir em Inglaterra. Uma rivalidade que já conheceu vários episódios e que quase não tem comparação por essa Europa fora. Intensidade, jogos muito equilibrados e, sobretudo, “braging rights” nos próximos dias.

A partida arrancou, sem novidades, com o Arsenal FC com muita bola, a tentar encostar os adversários lá atrás, e o Tottenham Hotspur FC expectante, a tentar perceber o que os “Gunners” eram capazes. Aos 15 minutos, o jovem Smith-Rowe deu a primeira “sapatada” no jogo, com um remate de meia-distância que esbarrou na trave. Seria um golaço antológico, principalmente num derby. Logo a seguir, prosseguiam as más notícias para José Mourinho. Heung Min Son sentiu uma lesão muscular e teve de ser substituído por Lamela. Os “Spurs” viam-se privados daquele que é para muitos o seu melhor jogador.

O que eu não estava à espera – ninguém estava – foi o golo que inaugurou o marcador, aos 30 minutos. Lamela, na área, com dois jogadores à frente, utilizou a “rabona” para colocar a bola no canto da baliza. Candidato a prémio Puskás no Emirates a abrir o marcador. No entanto, o Arsenal FC não se queria render e aos 35, por intermédio de Cedric, atirou pela segunda vez neste encontro a bola ao ferro da baliza de Lloris, neste caso, ao poste.

A partida estava fantástica e aos 44 minutos, antes de irmos para intervalo, Odegaard finalizou um excelente lance de Tierney pela ala. O marcador fixava-se em 1-1 e a segunda parte prometia!

No entanto, os segundos 45 minutos começaram bem mais mornos do que aquilo que se esperava. As equipas acalmaram e pareciam não querer arriscar, aguardando de forma paciente que o adversário desse espaço. Aos 62 minutos, o lance polémico do jogo aconteceu. Penalty assinalado por uma hipotética falta de Sanchéz sobre Lacazette, que o próprio converteu com sucesso. Os Gunners estavam ligeiramente por cima, mas não me pareceu ter havido qualquer falta. Para que serve o VAR, se aquilo que deve melhorar não melhora? Justiça no marcador, injustiça na forma como lá chegámos: 2-1 para os da casa.

Entretanto, Lamela borrou a pintura, ao ver o segundo amarelo num lance perfeitamente evitável. Num jogo onde brilhou, conseguiu ao mesmo condenar a sua equipa ao fracasso. O Tottenham Hotspur FC foi tentando até ao fim empatar, mas sem sucesso.

Os pupilos de Mourinho ficam assim mais longe do “top four” e os de Arteta ganham confiança e aproximam-se dos seus rivais de hoje.

 

A FIGURA

Arsenal FC – Excelente exibição dos orientados por Mikel Arteta. Foram quase sempre superiores, apesar denotarem fragilidades defensivas. Mais intensos, sempre muito pressionantes a condicionar o jogo do Tottenham Hotspur FC e, sobretudo, nunca desistiram mesmo depois de estarem em desvantagem. Lacazette, Partey, Smith-Rowe e Odegaard destacaram-se pela positiva, enquanto Gabriel fez um jogo inseguro, mas fez um corte que salva a vitória da sua equipa em cima do minuto 90.

O FORA DE JOGO

Tottenham Hotspur FC – Partida pouco conseguida por parte dos homens de José Mourinho. Viram-se em vantagem com o golo mais bonito que vi esta época, mas depois não conseguiram dilatar essa mesma vantagem e, inclusivamente perderam-na. Lamela fez um golaço, mas foi expulso. Reguilón e Doherty estiveram desastrados, Ndombele esteve particularmente mal a decidir.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

O facto de estarem a fazer uma campanha na Primeira Liga Inglesa de 2020/21 muito abaixo daquilo que seria de esperar, parece-me que pesou na escolha de Arteta para onze titular no derby frente ao eterno rival. Não há dúvidas que para os adeptos, este é o jogo que mais interessa ganhar, mas em termos factuais, o jogo que se aproxima com o Olympiakos FC para a segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa é ainda mais importante.

Só assim consigo perceber a escolha da tática (4-2-3-1), com muitos jogadores de cariz ofensivo – algo que se agradece, mas que não é habitual no técnico espanhol – e, por exemplo, o facto de deixar Bellerin no banco, colocando Cedric no seu lugar. Lacazette assume a frente de ataque, com Aubameyang a ser relegado para o banco devido a “questões do foro disciplinar”.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (6)

Cedric (6)

David Luiz (6)

Gabriel (6)

Tierney (6)

Xhaka (6)

Partey (8)

Smith-Rowe (7)

Odegaard (7)

Saka (5)

Lacazette (7)

SUBS UTILIZADOS

Pepe (6)

Willian (-)

Elneny (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

José Mourinho encontra-se numa fase mais fulgurante e muito prolífica em termos de golos marcados. Depois de um início de ano complicado nesta também complicada Primeira Liga Inglesa, o rejuvenescimento de Gareth Bale e Dele Alli trazem novas ideias à equipa, bem como dinâmicas que os adversários não estavam a contemplar.

Para esta partida, o técnico português utiliza o habitual 4-2-3-1, com Bale, Lucas e Son no apoio direto a um Kane que está de pé quente. As trocas posicionais entre os quatro serão sempre constantes e desequilibradoras. Na defesa, regressa Doherty à titularidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Doherty (5)

Sanchéz (5)

Alderweireld (6)

Reguilón (6)

Hojbjerg (6)

Ndombele (5)

Lucas (6)

Bale (5)

Son (-)

Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Lamela (6)

Sissoko (5)

Alli (4)

Moreirense FC 1-1 Rio Ave FC: Vitória foge a vila-condenses perdulários

A CRÓNICA: QUEM NÃO MARCA, SOFRE!

Na solarenga tarde deste domingo, o desafio que opôs Moreirense FC e Rio Ave FC, a contar para a 23.ª jornada da Primeira Liga, acabou com um empate a uma bola. As equipas, separadas por quatro pontos na tabela classificativa, com vantagem para os caseiros, prometiam um excelente espetáculo de futebol, não só pelas recentes prestações – ambas entravam em campo depois de uma vitória – mas também por partilharem ideias de jogo interessantes.

O “pressing” ofensivo do Rio Ave pautou uma exibição demasiado penalizadora depois de uma avalanche caracterizada pela indefinição na hora de finalizar. Sobre um jogo altamente dinâmico, as articulações ofensivas da turma de Miguel Cardoso, potenciadas pela mobilidade do trio da frente e pelo pensamento de Francisco Geraldes, constituíram-se como um osso impossível de roer.

Aos seis minutos de jogo, já havia golo do Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Após a marcação de um canto, Santos embrulhou-se com Filipe Soares à boca da baliza, tendo o último colocado o esférico na própria rede.

Depois de estabilizar a partida, o Moreirense apostou fortemente na profundidade, mas sem criar muito perigo, pelo menos tanto quanto o Rio Ave continuou a criar. Só mesmo a falta de discernimento na hora de finalizar hipotecaram as hipóteses dos visitantes para cimentar a vantagem antes do final da primeira parte.

Na segunda parte, o tal espetáculo veio com um número bem mais vistoso para todos os espectadores. Mais fluidez, mais espaço e mais oportunidades. O Rio Ave usufruiu de mais terreno para explorar de maneira fortemente pragmática a velocidade de Camacho, Dala e Mané. Essa objetividade, nos pés de Francisco Geraldes, ganhou forma com a criação de oportunidades clamorosas para matar o jogo mais cedo.

Não aconteceu. O Moreirense, incapaz de tornar a maior posse de bola em algo factualmente positivo, continuou a acreditar. Não foi um jogo sólido em termos defensivos e tão pouco positivo no que concerne ao ataque à baliza forasteira. Entre aproximações tímidas, aos 84 minutos de jogo, o Moreirense, por intermédio de Filipe Pires, empatou a partida, atestando a resiliência e força de vontade desta equipa depois de um belo lance de ataque.

O Moreirense é oitavo classificado e soma agora 30 pontos, mas ainda não foi desta que Vasco Seabra se estreou a vencer em casa desde que assumiu o comando da equipa de Moreira de Cónegos. O Rio Ave totaliza 26 pontos e é nono classificado. O empate deixa um dissabor enorme e, em termos factuais, uma tentativa falhada de aproximação à equipa do Moreirense.

 

A FIGURA

Francisco Geraldes – Podia ser Dala pela velocidade estonteante e os desequilíbrios constantes. Podia ser Filipe Pires pelo golo fundamental para o Moreirense e para o resultado final. Outros jogadores efetuaram excelentes exibições, mas o destaque principal vai para Francisco Geraldes. A atuar como médio ofensivo e num papel preponderante na manobra atacante da equipa, associou-se aos outros homens do ataque de maneira fluída, jogando simples e clarificando um jogo ofensivo do Rio Ave de grande nível.

Por mais do que uma vez, colocou os seus companheiros na cara do golo. Associou-se aos colegas de equipa na hora de criar desequilíbrios e foi um elemento chave para criar superioridade sobre os da casa, potenciando assim o pendor ofensivo do Rio Ave. Dá a ideia de que, com maior consistência, Francisco Geraldes tem capacidade para confirmar o talento que tem com maior consecutividade.

 

O FORA DE JOGO

Momento de definição do Rio Ave FC – Foi o aspeto do jogo mais facilmente verificável. Tanto falhanço não podia ter custado mais caro. A equipa tem muito mérito em como foi criando situações de golo ao longo do jogo, mas não há treinador que resista a uma dor de cabeça depois do que se passou hoje. Porém, acima de tudo, há que referir que o Rio Ave tem vindo a melhor imenso este aspeto, no que toca a criar oportunidades de golo, estando cada vez mais perto de atingir um nível ofensivo próximo do talento dos seus atacantes. Passar a “vias de facto” é o que está a faltar.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

O Moreirense de Vasco Seabra voltou a apresentar-se no clássico 4-4-2. Em certos momentos, foi possível constatar uma linha de cinco homens no momento defensivo, provavelmente para povoar a zona interior do terreno e fazer frente às intenções vila-condenses, no que toca à procura pelo jogo interior.

A exploração pela profundidade foi o esplendor do timing ofensivo da equipa. Incapaz de criar desequilíbrios de outra forma, a bola nas costas (principalmente nos corredores) foram a grande aposta da equipa. Destaque para as exibições de Yan Matheus, como um elemento desestabilizador, e de Rafael Martins, um jogador fulcral para segurar e permitir à equipa ocupar os devidos espaços na fase de ataque.

Privada de explorar terrenos onde se sente bem, como por exemplo a associação da ação de Filipe Soares com a distribuição de jogo no último terço, a equipa teve de se adaptar. A estrelinha e o acreditar até ao fim foram brindados com um ponto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (4)

Matheus Silva (4)

Rosic (5)

Ferraresi (5)

Abdu (6)

Ibrahima (4)

Alex Soares (4)

Yan Matheus (6)

Walterson (4)

Rafael Martins (6)

Filipe Soares (4)

SUBS UTILIZADOS

Franco (4)

Filipe Pires (6)

Lacerda (5)

David Simão (5)

André Luis (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

É costume dizer-se na gíria futebolística que “em equipa que ganha, não se mexe”. Miguel Cardoso, certamente apologista do termo, continua fiel aos seus princípios, tendo dado continuidade a várias nuances táticas verificadas na última partida (vitória frente ao SC Farense).

O 4-2-3-1 dos vila-condenses voltou a moldar-se numa ideia que privilegiou um quarteto defensivo subido no terreno e linhas bastante juntas, com o objetivo de anular o jogo interior dos de Moreira de Cónegos

O pendor ofensivo do Rio Ave, no entanto, foi um ponto apetecível de observar. Dala, Mané e Camacho foram uma enorme dor de cabeça, sobretudo nas movimentações coordenadas entre ambos os extremos e laterais, isto de forma a criar desequilíbrios nos corredores. Mas também pela zona interior do campo, Francisco Geraldes e os três da frente, através da sua mobilidade, causaram grande superioridade. Faltou golo à equipa de Miguel Cardoso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (5)

Costinha (5)

Borevkovic (5)

Santos (6)

Sávio (5)

Pelé (6)

Filipe Augusto (6)

Francisco Geraldes (6)

Carlos Mané (5)

Rafael Camacho (4)

Gelson Dala (6)

SUBS UTILIZADOS

Nelson Monte (5)

Guga (4)

Tarantini (4)

Pedro Amaral (-)

Ronan (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

BNR: O mister já tocou no ponto da busca pela profundidade e na tentativa de colocar a bola nas costas. Questiono-o se isso se deveu ao facto de o Rio Ave ser uma equipa que junta muito as linhas e anula assim o espaço para tornar objetivo o jogo interior do adversário?

Vasco Seabra: Sim, o Rio Ave ainda por cima não tira profundidade no momento em que nós estamos com bola descoberta ou aberta, sem pressão. Retira profundidade unicamente no momento em que nós efetivamente fazemos o movimento de ameaçar a profundidade com um passe. Nós pretendíamos que, ao estar uma linha tão curta e diminuindo tanto o espaço entrelinhas, precisávamos de criar tanto à largura como à profundidade, e para isso criar movimentos e contramovimentos para que a bola pudesse entrar na profundidade ou entrelinhas, mas para isso tínhamos que fazer a ameaça para que o portador da bola tivesse solução à frente e atrás. Em alguns momentos da primeira parte estávamos só a pedir entrelinhas, só a pedir no pé e não estávamos a ameaçar na profundidade o que tornava mais simples a análise da linha defensiva do Rio Ave. Na segunda parte corrigimos essa situação e conseguimos ser mais fortes a explorar o espaço por causa disso.

 

Rio Ave FC

BNR: Em termos emocionais, como é que se recupera a equipa depois de uma exibição destas e de um resultado, diria, desproporcional, e também que consequências é que este resultado pode ter no futuro?

Miguel Cardoso: Este resultado só pode ter boas consequências. O Moreirense estava a quatro pontos e se ganhasse ficava a sete. Apesar de tudo, viemos cá, competimos, mostramos que somos competentes comparativamente com uma equipa que estava à nossa frente e isso significa que temos de olhar para a realidade. Naturalmente somos ambiciosos, mas a ambição é aquilo se põe a cada momento daquilo que se faz. Isso foi o que eu disse aos meus jogadores. Tive o cuidado imediatamente para reduzir o impacto das coisas. Quando alguém falha, temos de estar unidos à volta dos que falham. Senti completamente o balneário e falei com os jogadores. Esta liga não está para meninos, esta liga está para homens com carácter e eu encontrei um balneário de carácter. Tenho jogadores de carácter e esse carácter foi hoje expresso no campo.

RB Leipzig 1-1 Eintracht Frankfurt FAG: Atraso na luta pelo título

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A CRÓNICA: RB LEIPZIG ESBARROU NA “MURALHA TRAPP”

No “jogo grande” da jornada da Liga Alemã, RB Leipzig e Eintracht Frankfurt FAG empataram a uma bola, resultado que faz com que o FC Bayern aumente a vantagem pontual na frente da classificação.

As duas equipas entraram para o encontro com abordagens opostas. A equipa da casa, RB Leipzig, começou com um plano mais arrogante, ofensivo e pressionante. Ao contrário, o Eintracht Frankfurt, começou com um plano mais conservador, defensivo e expectante, oferecendo a posse de bola ao adversário. Provando o seu favoritismo, o conjunto de Julian Nagelsmann assumiu o controlo do jogo e tentou infiltrar-se no meio campo defensivo do conjunto de Adi Hutter, com sucesso durante a primeira meia hora da partida. A equipa visitante, com um miolo reforçado e preparado para neutralizar o jogo interior do Leipzig, foi conseguindo anular as investidas adversárias que tinham como principal condutor Emil Forsberg, apesar de alguns sustos, como um golo anulado a Orban.

Nos últimos 15 minutos do primeiro tempo, o conjunto de Frankfurt conseguiu subir no terreno, de modo a respirar e acalmar o encontro, apesar de não conseguir criar qualquer tipo de perigo. Acabava assim uma aborrecida primeira parte com poucas ameaças às balizas.

O segundo tempo não podia ter corrido melhor para a equipa de Leipzig. No primeiro minuto, Kluivert efetua uma diagonal da esquerda para a direita, remata, Trapp defende para a frente e Forsberg, na recarga, não perdoa e coloca a sua equipa na frente do marcador. O conjunto de Hutter respondeu ao golo sofrido e tentou assumir o controlo do jogo e instalar-se no meio campo ofensivo. Dez minutos depois, Amin Younes quase marcou no coração da área, obrigando Gulacsi a uma defesa complicada.

Poucos minutos depois, o Frankfurt chegou ao empate através de uma bela jogada. André Silva efetuou uma diagonal nas costas da defesa, cruzou para o coração da área, onde apareceu o “todo-o-terreno” Kamada a finalizar para o primeiro golo da equipa e relançar o resultado. Este golo agitou e partiu o jogo, tornando-o mais intenso e agressivo, ainda assim continuando a superioridade em termos de oportunidades do Leipzig.

Os técnicos ainda mexeram nas equipas, mas sem sucesso, acabando o jogo sem mais golos e com poucas oportunidades. Um jogo que desiludiu um pouco, tendo em conta o habitual volume ofensivo das duas equipas. Com este resultado, o Leipzig fica a quatro pontos do líder Bayern, tendo as duas equipas encontro marcado para daqui a duas jornadas. O Frankfurt consolida o quarto lugar, mas perde a oportunidade de continuar com quatro pontos preciosos à frente do BVB Dortmund.

 

A FIGURA

Kevin Trapp – Foi a peça chave da equipa visitante para levar um ponto da Red Bull Arena, com um bom conjunto de defesas. Forte nos lances aéreos e calmo com bola nos pés, foi o melhor em campo.

 

O FORA DE JOGO

Marcel Sabitzer – Normalmente, é o jogador mais influente da equipa de Nagelsmann, mas hoje esteve bastante desinspirado. Falhou passes, desarmes e mostrou-se sempre precipitado e nervoso. Péssimo jogo do médio austríaco.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Julian Nagelsmann apostou num 4-3-3 com dois médios muito ofensivos, sendo eles Forsberg e Sabitzer. O jogador mais recuado no centro do terreno foi Haidara, juntando-se por vezes aos centrais Orban e Upamecano. Na frente, Kluivert e Sorloth apoiaram o ponta de lança Poulsen.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulacsi (6)

Mukiele (5)

Upamecano (-)

Orban (4)

Halstenberg (6)

Haidara (6)

Sabitzer (4)

Kluivert (6)

Sorloth (4)

Forsberg (7)

Poulsen (5)

SUBS UTILIZADOS

Klostermann (5)

Olmo (5)

Adams (6)

Nkunku (5)

Hee-Chan (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – EINTRACHT FRANKFURT

André Silva voltou a ser o ponta de lança de serviço da equipa de Frankfurt, hoje disposta em 3-5-2. Younes fez-lhe companhia na frente, ligeiramente mais recuado, enquanto as alas ficaram entregues a Hasebe e Kostic. No meio, Sow e Rode estavam mais recuados, enquanto Kamada se assumia como o médio de maior pendor ofensivo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trapp (7)

Tuta (4)

Ilsanker (6)

N’Dicka (5)

Kamada (6)

Sow (6)

Hasebe (5)

Rode (5)

Kostic (6)

Younes (6)

André Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Jovic (3)

Barkok (5)

Ache (4)

O 11 dos maiores “flops” da Liga Inglesa no século XXI

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A Liga Inglesa é muitas vezes aclamada como a melhor e mais competitiva competição do mundo, atraindo assim alguns dos melhores jogadores ao redor do globo e protagonizando algumas das maiores transferências do futebol mundial. Ainda assim, nem sempre os avultados valores gastos em jogadores são uma absoluta garantia de qualidade, acabando assim por existirem negócios que se revelam autênticos flops.

Posto isto, a seguinte lista compila um onze inicial – estruturado num clássico 4-4-2 – composto por alguns dos maiores fracassos da principal competição inglesa, desde o começo do século XXI.

11 de jogadores que mudaram de nacionalidade

Para muitos jogadores chegar à Seleção principal, é um sonho. Vivendo, cada vez mais, numa autêntica “aldeia global”, observamos fluxos migratórios que vão alterando por completo o curso do futebol e, sobretudo, o caminho e destino dos jogadores envolventes. E não vejo mal nenhum nisso, quem sou eu para dizer a que Seleção pertence o coração de um determinado jogador, se não o próprio? Desde que haja condições para trocar a sua nacionalidade, a escolha está nas suas mãos.

Com raízes e descendência de outras nações, esta lista integra o melhor 11 de jogadores que mudaram de nacionalidade – alguns polémicos, outros não. Mas uma coisa todos eles partilharam: amor, dedicação e orgulho ao representar a camisola, bandeira, tradição e história do país.

Top 11 jogadores que mudaram de seleção

SL Benfica | 3 emprestados que podem ser úteis para a próxima época

A época desportiva 2020/21 ainda decorre, mas o pouco que há para conquistar pelo SL Benfica terá, acredito, o condão de virar desde já algumas das atenções benfiquistas para o planeamento antecipado da próxima temporada.

É vital que não se repliquem os erros recentes, evitando gastos elevados em transferências e salários de falsas vedetas e garantindo que não se constrói a época e o plantel para o ataque à mesma em cima do joelho e mediante caprichos individuais.

Como tal, fazer regressar alguns emprestados – para serem aposta! – aparenta ser uma boa política a adotar. São vários os nomes que regressariam para, certamente, acrescentar valor e utilidade à equipa, com destaque para os três que se seguem.

Rúben Amorim: a “fraude” que foi eleita “Treinador de Mês” | Sporting CP

Em contagem decrescente para as dez vitórias que faltam para o tão desejado título, o Sporting CP e Rúben Amorim foram acusados de fraude pela Comissão de Instrutores da Liga de Futebol Profissional, na sequência de uma queixa apresentada junto do Conselho de Disciplina da FPF em Março de 2020 (!) pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) na qual manifestava “repúdio” e “indignação” pela contratação do jovem técnico sem ter habilitação para o cargo.

Provavelmente, nessa altura não terá sido dada muita importância a uma queixa vinda de uma associação anacrónica, pois ninguém acreditaria, muito menos os rivais, que, um ano depois, o Sporting CP estaria na frente do campeonato com nove pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Mas hoje, já deve dar jeito a um CD da FPF que declaradamente se hostilizou perante o Sporting CP.

A Associação presidida por José Pereira e que conta nos seus órgãos sociais com figuras como Domingos Paciência, Prof. Neca, Toni, entre outros, sentiu a necessidade de atacar novamente o Sporting CP para dizer ao Mundo que existe. Mas, convidada a pronunciar-se sobre este processo, remeteu-se cobardemente ao silêncio enquanto o mesmo tem duração.

Não é a primeira ocasião em que esta Associação, em vez de defender os verdadeiros interesses da classe dos treinadores, vem a público tentar imiscuir-se em assuntos do Sporting CP. Quando Silas foi contratado sem ter o nível quatro da UEFA, esta associação emitiu um comunicado dando nota do seu “horror” causado por essa contratação. Com a apresentação de Rúben Amorim no comando técnico dos Leões, não se ficou pelos comentários públicos e avançou mesmo com uma queixa junto do CD da FPF.

Como já muitos sportinguistas disseram na comunicação social e nas redes sociais, esta atitude mesquinha da ANTF é um exercício de um corporativismo bafiento por parte de um magote de sujeitos que dizem ser treinadores de futebol. Mas é mais! Isto é uma perfeita demonstração do ressabiamento e da inveja por parte de gente anacrónica e ultrapassada sem qualquer margem para conseguir colocação em clubes de primeira ou segunda divisão em face do aparecimento de novas gerações de treinadores com mais qualidade.

A “indignação” e o “repúdio” que deram nota na queixa apresentada só pode dever-se ao facto de o jovem Rúben Amorim, num hiato de dois anos, já ter alcançado mais do que qualquer dirigente da ANTF. Basta a ver a figura do seu presidente: alguém conhece o percurso profissional de José Pereira seja com que nível for?!

O mais engraçado é que o acusado de fraude foi eleito pelos seus colegas de profissão como treinador do mês.

No final de contas, a ANTF deve servir para muitos tratar da vida e, agora, presta-se ainda a atacar o Sporting CP. Com efeito, enquanto Rúben Amorim foi treinador do SC Braga, esta associação nunca veio a público manifestar “horrores”, nem tão-pouco em relação a outros treinadores que, sem disporem do nível IV, militaram em clubes da Primeira Liga.

ATP 250 Doha: Basilashvili vence no regresso de Federer à competição

Por norma um dos torneios de abertura da temporada tenística, Doha, no Qatar, teve de esperar por março para ver alguns dos principais nomes do circuito masculino passarem pelos seus courts. Com o regressado Roger Federer como cabeça de cartaz, foi o seu surpreendente carrasco que acabou por levar o troféu de campeão para casa, depois da vitória de Andrey Rublev na época transata.

CABEÇAS DE SÉRIE SURPREENDIDOS

Com alguns tenistas já titulados no seu elenco, as surpresas começaram cedo na prova. Logo na primeira ronda, o sul-africano Lloyd Harris surpreendeu Stan Wawrinka em três partidas e quase três horas de jogo, pelos parciais 7-6(3), (6)6-7 e 7-5. Na segunda ronda foi David Goffin, antigo Top 10 e finalista das ATP Finals, a cair perante Taylor Fritz que, nos quartos de final, eliminaria Denis Shapovalov, outro dos candidatos ao título.

A estrela do Open da Austrália, Aslan Karatsev caiu na segunda ronda, mas obrigou Dominic Thiem, primeiro cabeça de série, a trabalhos esforçados para seguir em frente. A participação do austríaco no torneio não se prolongaria muito mais, ao ser eliminado, em três sets, pelo sempre perigoso Roberto Bautista Agut, no encontro dos quartos de final.

O espanhol confirmaria depois o apuramento para o encontro decisivo com uma vitória esclarecedora, por duplo 6-3, sobre Rublev. Este foi um torneio caricato para o russo, que na defesa do título, atingiu as meias-finais sem disputar qualquer ponto, frutos das desistências de Richard Gasquet e Marton Fucsovics ainda antes de entrarem em court para os respetivos jogos. Essa falta de ritmo competitivo poderá ajudar a explicar a fraca exibição frente a Bautista Agut. Ainda assim, conquistou o título de pares ao lado do compatriota Karatsev.

FEDERER CAI PERANTE O JOGADOR SENSAÇÃO DA PROVA

Mais de um ano depois do seu último encontro oficial, Roger Federer, o campeão suíço, regressou à competição em Doha e logo com uma vitória suada frente a Daniel Evans. Apesar da natural falta de ritmo de quem esteve tanto tempo afastado da competição e teve de superar uma operação pelo meio, o ainda número seis do mundo, conseguiu levar de vencida o britânico em três partidas.

Num encontro que foi bem para lá das duas horas de duração e extremamente competitivo, graças à boa réplica do número 28 do ranking, Federer acabou por ter uma quebra de rendimento no segundo set, mas ainda foi a tempo de elevar o nível na última partida. A história repetiu-se no encontro seguinte, mas com desfecho distinto. Depois de vencer o primeiro set, e “descansar” no seguinte, o suíço chegou a ter match point na partida decisiva, mas acabou derrotado por Nikoloz Basilashvili, um jogador que até aqui estava numa espiral de resultados negativos desde o final de 2019. 3-6, 6-1 e 7-5 foram os parciais.

Motivado por este resultado, o tenista natural da Geórgia, que já foi número 16 do mundo, apurou-se para a final ao bater Fritz, por 7-6 e 6-1, na meia-final.

BASILASHVILI VS BAUTISTA AGUT: UMA FINAL AO SABOR DO VENTO

Com apenas dois embates entre ambos até à final deste sábado, o favoritismo teórico estava do lado do espanhol, ainda que ambos viessem de vitórias assinaláveis ao longo da prova. Bautista Agut venceu dois Top 10 de forma consecutiva – Thiem e Rublev -, enquanto Basilashvili tinha sobrevivido a um match point diante de Federer e realizado uma exibição sólida frente a um Fritz em boa forma.

Ainda antes do primeiro ponto ser disputado, já se percebia que o vento seria um fator de relevo no encontro, com as fortes rajadas a alterar com frequência a trajetória da bola. O início foi, por isso, equilibrado. Os dois tenistas seguravam os seus jogos de serviço com mais ou menos dificuldade, enquanto se tentavam adaptar às condições de jogo e acumulavam erros não forçados.

Com a qualidade do ténis praticado francamente comprometida, o marcador foi seguindo o seu rumo natural sem grandes sobressaltos. Embora se esperasse que a solidez do fundo do court do espanhol levasse a melhor sobre a menor consistência de Basilashvili nas trocas de bola mais longas, a verdade é que Bautista Agut nunca se conseguiu impor verdadeiramente nesse capítulo, com o georgiano a defender-se bastante bem. O ténis mais explosivo também lhe permitia superar o vento com mais facilidade.

A supremacia dos servidores – não houve qualquer ponto de break durante a primeira partida – levou a que fosse preciso um tie-break para ditar a diferença neste parcial. Curiosamente, o desempate começou com os dois tenistas a perderem os pontos jogados no seu serviço, uma vez que os primeiros seis pontos caíram para o lado de quem respondia. Bautista Agut ainda salvou um set point, mas uma notável esquerda paralela abriu caminho para a vitória no primeiro set, por 7-6, com 7-5 no tie-break.

O início da segunda partida indiciava uma história semelhante à da primeira, mas a partir do 2-2, o georgiano ganhou o ascendente e somou quatro jogos consecutivos para fechar de forma rápida o encontro. Antes disso, o georgiano já tinha deixado o avisado no jogo de serviço anterior do espanhol, quando teve um 0-30 à disposição. A partir do 3-2, Bautista Agut só ganhou mais três pontos e a vitória do número 43 do ranking ficou selada com os parciais de 7-6(5) e 6-2.

Com esta vitória, Basilashvili conquista o quarto troféu de campeão da carreira, o primeiro na categoria ATP 250, depois de três vitórias em ATP 500 – Hamburgo em duas ocasiões e Pequim. O georgiano vai subir à posição 37 da hierarquia mundial, enquanto Bautista Agut passa do 13.º para o 12.º lugar.

Foto de Capa: ATP Tour

CD Tondela 0-1 Sporting CP: Vitória com “estrelinha”

A CRÓNICA: BOA RÉPLICA DO CD TONDELA NÃO CHEGOU PARA TRAVAR O LÍDER

O CD Tondela recebeu, no Estádio João Cardoso, o Sporting CP, líder confortável da Primeira Liga. Numa partida em que os beirões se bateram de excelente forma, o primeiro classificado venceu e segue firme a caminho do título.

O jogo começou com as duas equipas muito “encaixadas”: apesar do ascendente de posse de bola estar do lado dos “Leões”, a formação com cinco defesas apresentada pelos tondelenses não deu espaço para que o líder pudesse aplicar o seu futebol “rendilhado” mais próximo da área adversária.

Pouco depois dos 25 minutos, surgiram as primeiras ações ofensivas junto das balizas: o Sporting testou a atenção da defesa da casa com uma jogada que culminou num remate forte de Tiago Tomás, mas Ricardo Alves deu “o corpo às balas” e impediu o tiro que parecia certeiro. Já o Tondela provocou calafrios, através da exploração do jogo aéreo de Mario González, mas Antonio Adán conseguiu antecipar-se e tirou a bola da cabeça do avançado espanhol.

As balizas só voltaram a jogo já perto do minuto 45, com Tiago Tomás a corresponder de forma quase perfeita a um cruzamento “teleguiado” de Pedro Porro. O cabeceamento saiu a rasar a barra e, assim, o nulo manteve-se no marcador até ao intervalo.

A segunda parte começou com uma oportunidade soberana para o Tondela, mas Mario González não conseguiu emendar da melhor maneira o cruzamento de Jhon Murillo. Falhanço inacreditável do avançado espanhol perante uma baliza deserta.

O jogo tático da primeira parte transitou para a segunda e as equipas continuavam a respeitar-se em demasia. Contudo, mérito para o excelente trabalho defensivo dos tondelenses, que foram anulando as tentativas de ataque apoiado que o Sporting pretendia criar.

Depois de muito tempo sem oportunidades dignas de registo (e quando até foi o Tondela a dispor de mais chances de finalização), a equipa leonina chegou à vantagem já dentro dos últimos dez minutos. O cruzamento de Nuno Mendes teve como destinatário inicial Pedro Gonçalves, mas um ressalto na área da equipa beirã isolou Tiago Tomás, que não facilitou perante Pedro Trigueira. Uma vez mais esta época, os “Leões” colocaram-se na frente já na reta final da partida.

Até ao final, o Tondela tentou voltar a empatar a partida, mas foi um esforço inglório. O Sporting venceu pela décima vez em 11 jogos e soma já 61 pontos, mais do que em todo o campeonato da época passada.

 

A FIGURA

Tiago Tomás – O jovem avançado dos “Leões” apontou o golo que deu a vitória ao Sporting. Para além disso, foi o elemento mais batalhador do tridente ofensivo, mostrando-se ao jogo e procurando a rotura junto dos defesas adversários.

 

O FORA DE JOGO

Pedro Gonçalves – O melhor marcador do campeonato não apareceu durante os 84 minutos em que esteve em campo. Sempre com vigilância apertada, as suas ações ofensivas foram reduzidas ao anonimato. Um dia difícil para um dos mais influentes elementos do Sporting.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Alinhados em 5-3-2 durante a maioria do tempo, em processo defensivo, os pupilos de Pako Ayestarán desdobravam-se num 4-3-3 durante os momentos de ataque. Com Khacef como a surpresa no onze inicial e a atuar em duas posições diferentes (ora lateral esquerdo, no primeiro esquema tático, ora extremo pelo mesmo lado, no segundo), tiveram em Mario González o elemento mais interventivo no jogo ofensivo. Nota ainda para as boas prestações dos três homens do centro da defesa (com a linha de cinco), anulando o poderoso ataque leonino até bem perto do fim.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Trigueira (6)

Tiago Almeida (5)

Yohan Tavares (6)

Ricardo Alves (6)

Filipe Ferreira (6)

Naoufel Khacef (6)

João Jaquité (5)

João Pedro (6)

Roberto Olabe (5)

Jhon Murillo (6)

Mario González (6)

SUBS UTILIZADOS

Salvador Agra (5)

Enzo Martínez (6)

Jaume Grau (5)

Rafael Barbosa (5)

Pedro Augusto (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O habitual 3-4-3 de Rúben Amorim voltou a ser aposta para a deslocação à Beira Alta. Com os três centrais sempre bem alinhados, faltou espaço à equipa leonina para poder aplicar o seu futebol de passe curto em zonas interiores mais ofensivas. Com Pedro Gonçalves sempre em zonas distantes da área, Tiago Tomás e Nuno Santos ficaram à mercê da linha de cinco defesas dos tondelenses.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (6)

Gonçalo Inácio (6)

Sebastián Coates (6)

Zouhair Feddal (6)

Pedro Porro (5)

João Palhinha (6)

João Mário (6)

Nuno Mendes (6)

Pedro Gonçalves (5)

Nuno Santos (5)

Tiago Tomás (7)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Bragança (6)

Bruno Tabata (6)

Jovane Cabral (5)

Matheus Reis (5)

Matheus Nunes (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Tondela

BnR: No momento defensivo, o Tondela apresentava uma linha de cinco defesas. Pensa que foi esta a chave para travar as ações dos homens do ataque adversário durante tanto tempo?

Pako Ayestarán: Creio que, a partir dos 15 minutos da segunda parte, tivemos o controlo do jogo e fomos capazes de explorar as costas da defesa adversária, sobretudo pela ala direita, com o Murillo. Tendo em conta o número de ocasiões, creio que o empate era o mais justo.

 

Sporting CP

BnR: Sobretudo durante a primeira parte, o Sporting não conseguiu explorar o jogo interior, como é hábito. O que tentou corrigir para mudar isto?

Rúben Amorim: Na primeira parte, é mais fácil para as outras equipas taparem o meio. Na segunda, por exemplo, o Nuno Mendes já conseguia ganhar as costas ao lateral do Tondela. Tentámos, para a segunda parte, que cada um tivesse o seu espaço e não caísse na zona do outro. Há coisas que ainda vamos melhorar.

Artigo revisto 

OC Barcelos 7-6 AD Sanjoanense: Barcelenses não cedem liderança

A CRÓNICA: DEFESA COMPLICOU TRABALHO DO ATAQUE

O líder, OC Barcelos, conseguiu levar os três pontos, mas não se livrou de passar por alguns sustos. A AD Sanjoanense não desistiu e quase foi premiada com o empate.

As duas equipas tentaram, nos primeiros minutos, definir através de jogadas rápidas, com maior pendor para a equipa da casa. O OC Barcelos acabou por chegar à vantagem, a 13 minutos do intervalo. Luís Querido, de longe, fez o primeiro da partida, que serviu de motivação para a equipa aumentar o score logo de seguida, por Rocha. No entanto, em contra-ataque, Alex Mount reduziu para os visitantes.

O líder do campeonato esteve por cima, durante a maioria da segunda parte, e conseguiu chegar ao 4-1. A AD Sanjoanense ainda reduziu à beira do intervalo por Xavier Cardoso, com alguma polémica à mistura.

Na segunda parte, o sentido de jogo não mudou, com o OC Barcelos a estar mais pressionante e perto da baliza adversária. Miguel Rocha fez o hat-trick logo no reinício, com assistência de Reinaldo Ventura. Aí, a AD Sanjoanense apareceu e conseguiu, através de transições rápidas, reduzir para a margem mínima por Hugo Santos e João Lima. Pelo meio, os visitantes ainda dispuseram de um livre direto, não aproveitado por Pedro Cerqueira.

O treinador do OC Barcelos, Rui Neto, reformulou os quatro jogadores de campo para dar outro dinamismo à equipa. Rafael Lourenço e depois Gimenez, de livre direto, num grande golo, a voltar a colocar a diferença no resultado.

A vitória foi justa, mas o susto veio no final. Os visitantes marcaram dois golos, no último minuto (!) da partida, colocando o resultado na margem mínima.

 

A FIGURA

 

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Miguel Vieira – Um hat-trick foi um belo cartão de visita, neste jogo. É verdade que ainda podia ter concretizado mais, mas foi influente e participativo no jogo da equipa.

O FORA DE JOGO

 

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Defesa do OC Barcelos– Um jogo em que dominou e teve oportunidades suficientes para conseguir criar uma diferença considerável no resultado. No entanto, a defesa esteve mal a controlar os contra-ataques da Sanjoanense e deixou os visitantes aproximarem-se no resultado. O mais caricato foi mesmo o último minuto: dois golos sofridos, com poucos segundos de diferença.

 

ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS

A equipa da casa entrou determinada a dominar o jogo, com uma troca de bola rápida e dinâmica entre os quatro jogadores. Reinaldo Ventura e Dario Gimenez deram a estabilidade atrás para os ataques, com Miguel Rocha a liderar na frente ofensiva.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Joka (7)

Reinaldo Ventura (7)

Miguel Rocha (8)

 Luís Querido (7)

Dario Gimenez (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Conti (-)

Zé Pedro (7)

Joca (7)

Tomás Pereira (7)

 Rafael Lourenço (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD SANJOANENSE

A equipa de São João da Madeira já sabia ao que vinha, pelo maior favoritismo dos ainda campeões nacionais em título. Os jogadores tentaram, através de transições rápidas, surpreender a equipa de Barcelos, focando-se na defesa.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Lopes (7)

Tiago Almeida (6)

Xavier Cardoso (7)

Pedro Cerqueira (6)

Facundo Navarro (6)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Freitas (-)

Alex Mount (6)

João Cruz (6)

João Lima (7)

Hugo Santos (7)

Foto de Capa: OC Barcelos

Artigo revisto por Mariana Plácido