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SL Benfica 2-0 Boavista FC: Seferovic, a peça decisiva na partida de xadrez

A CRÓNICA: DUPLA SEFEROVIC-DIOGO GONÇALVES DÁ VITÓRIA QUE MANTÉM VIVO O SONHO CHAMPIONS

A partida em Lisboa arrancou a todo o gás, mas ninguém esperava que o SL Benfica tivesse a primeira grande penalidade na Primeira Liga. A verdade é que não teve e muito por culpa da forma bem ajuizada de Vítor Ferreira, o VAR. Depois de bom cruzamento de Pedrinho, Waldschmidt conseguiu receber e seguir rumo à baliza, mas travado pelo Chidozie. Primeiro, Manuel Mota marcou penalti, mas já dizia a música “Era Só Jajão”. O nigeriano foi expulso aos oito minutos e deixou os axadrezados com um Plano A totalmente estragado.

Ao minuto 40, a bola encontrou dentro da baliza de Léo Jardim, mas não contou. Taarabt tem de ter cuidado com as suas arrancadas, porque os braços não podem ser usados como tem feito. Porém, logo dois minutos depois houve mesmo golo. Uma grande jogada no lado direito por parte de Diogo Gonçalves, que parecia uma autêntica flecha, e passou por dois jogadores e só teve de entregar a Seferovic, que não podia falhar esta na cara da baliza.

Era o 1-0 na Luz, depois de tantas oportunidades falhadas por parte dos encarnados. O jogo estava tão próximo do intervalo que foi com este resultado que todos recolheram aos balneários.

A segunda parte começou com a dupla que já tinha funcionado na primeira parte a fazer match novamente. Aos 53 minutos, depois de um grande passe de Taarabt para o lado direito, Diogo Gonçalves e Seferovic a entenderem-se às mil maravilhas para o segundo golo encarnado. O cruzamento teleguiado para a cabeça do suíço já ia com selo de golo.

O homem estava completamente on fire e não fosse o VAR a estragar a festa lá teria sido o hat-trick. Lucas Veríssimo mandou a bola ao ferro e Seferovic ainda introduziu a bola na baliza, mas estava sete centímetros em fora de jogo. Ainda assim, o suíço foi fundamental para conseguir xeque-mate nesta partida de xadrez ainda que o peão Diogo Gonçalves tenha sido também muito importante.

Um jogo de intensidade baixa e fácil para os encarnados, que continuam muito perdulários naquilo que toca à finalização. O SL Benfica com esta vitória persegue o sonho de ainda ter um lugar na Liga dos Campeões com 48 pontos, mas ainda com o SC Braga e o FC Porto na sua frente com menos um jogo ambos. Já, os boavisteiros não conseguem continuar a senda de vitórias que tinha começado na jornada anterior frente ao FC Famalicão. Contudo, foi um jogo que se tornou ainda mais complicado devido à expulsão de Chidozie.

 

A FIGURA

Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede

Diogo Gonçalves – Numa situação em que podia muito bem não ter estado tão evidência, mas foi aquele que mais ajudou na procura de criar lances de perigo. É ele quem saca da cartola a arrancada para o primeiro golo e também é dele que surge o cruzamento para o segundo golo encarnado. Esteve muito bem na partida e merece, sem dúvida, esta distinção. Também em evidência está Seferovic que marcou três… dois golos válidos para a sua conta pessoal.

O FORA DE JOGO

Fonte. Diogo Cardoso / Bola na Rede

Chidozie Awaziem – Que má abordagem ao lance com Luca Waldschmidt. Ao invés de proteger aquilo que era a sua baliza e ficar de costas para a mesma, decidiu ficar na expetativa e proteger o lado para onde o alemão do encarnado não teria muito sucesso. O número dez das águias recebeu orientado e fugiu ao defesa central do Boavista. Em primeiro lugar, ainda se pensou ser penalti, mas Manuel Mota, auxiliado pelo VAR, deu ordem de expulsão ao jogador. A condicionar qualquer tipo de plano que Jesualdo Ferreira tinha para este encontro.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus não efetuou muitas alterações àquilo que é o sistema tática da sua equipa (o típico 4-4-2), nem mesmo trocou muitas peças no onze inicial em comparação com o último jogo frente à Belenenses SAD. Apenas troca duas trocas: uma de jogador brasileiro por outro jogador brasileiro – ou seja, Pedrinho entrou para o lugar que tinha sido ocupado por Everton no lado esquerdo do ataque – e a outra de Adel Taarabt por Pizzi.

Também a expulsão de Chidozie influenciou muito daquilo que foi a estratégia para este jogo. Por isso, os encarnados procuravam muito o jogo nas costas da defesa com passes em profundidade vindas, normalmente, das alas – tanto dos laterais como dos extremos. As águias exploraram muito bem o jogo entrelinhas e os passes do meio para as alas de Taarabt foram muito importantes, por exemplo, para encontrar Diogo Gonçalves no segundo golo.

A nível defensivo, pouco trabalho teve de fazer Lucas Veríssimo e Nicolas Otamendi e em que a saída a três jogadores acabou mesmo por não ser tão utilizada devido ao facto dos encarnados estarem em vantagem numérica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Grimaldo (5)

Nicolas Otamendi (5)

Lucas Veríssimo (5)

Diogo Gonçalves (8)

Julian Weigl (6)

Adel Taarabt (6)

Pedrinho (4)

Rafa Silva (4)

Luca Waldschmidt (6)

Haris Seferovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Darwin Nuñez (5)

Gabriel (5)

Pizzi (6)

Everton (6)

Chiquinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC 

Num 4-3-3, pelo menos aquilo que aparecia na transmissão, apenas a troca de Nuno Santos por Sebastian Perez, este último por se encontrar emprestado pela equipa encarnada a não conseguir dar o contributo necessário a Jesualdo Ferreira. Paulinho mais avançado com a dupla Javi Garcia e Sebastian Perez mais recuada, depois na frente as tarefas mais ofensivas entregues a Elis e Sauer e Angel Gomes a serem os extremos boavisteiros.

Contudo, o 4-3-3 estava errado, porque a defender seria um 5-3-2 com Javi Garcia a juntar-se muito aos dois centrais Cristian Devenish e Chidozie Awaziem. A nível ofensivo notava-se que os axadrezados queriam construir com três e com os laterais, Ricardo Mangas e Reggie Cannon, muito subidos. O problema é que com a expulsão de Chidozie tudo mudou e o Boavista começou a jogar em algo semelhante como um 4-4-1 com Javi Garcia a ficar mesmo como defesa central.

O jogo ofensivo dos boavisteiros ficou reduzido a nada enquanto que a nível defensivo a equipa continuava com muitas dificuldades para conseguir controlar o espaço entrelinhas. As substituições não serviam para muito devido ao fator expulsão, mas Javi Garcia acabaria por subir para médio defensivo e Porozo ficar como central.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (7)

Reggie Cannon (5)

Cristian Devenish (5)

Chidozie Awaziem (1)

Ricardo Mangas (5)

Javi Garcia (6)

Sebastian Perez (5)

Gustavo Sauer (4)

Paulinho (5)

Angel Gomes (5)

Elis (5)

SUBS UTILIZADOS

Show (4)

Jackson Pozoro (5)

Hamache (4)

Benguche (-)

Morais (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: Na antevisão disse que o SL Benfica não pode ter apenas o plano A. Neste plano que os encarnados jogaram, que não era o principal, houve jogadores que sentiram muitas dificuldades, como o Rafa e o Pedrinho. Sentiu essa dificuldade destes jogadores de se adaptarem ao jogo por aquilo que são as suas caraterísticas?

Jorge Jesus: Com a expulsão do jogador do Boavista [Chidozie] fez com que a equipa ficasse a jogar com dois centrais e isso deu mais liberdade de ação ao Rafa e ao Pedrinho. Em termos de posicionamento no corredor central, ficámos ainda mais fortes e tornou-se tudo mais fácil de entrar nesta zona, até porque o lance do Adel é daí. Tirei o Rafa porque faltavam dez minutos para o fim do jogo. Desde que chegamos o Rafa tem estado muito melhor do que nos últimos anos. Está mais confiante e mais competitivo. Defensivamente mais forte, embora, hoje não tenha sido preciso isso. Tirei-os, porque já tinham jogado algum tempo.

O Pedrinho esteve bem, fez coisas bem e foi a primeira vez que jogou naquele lado, visto que gosta de jogar mais no lado direito. Com jogos que vai ter de certeza que vai melhor. Individualmente é bom e é difícil de tirar a bola ao Pedrinho. Tirei-o para meter o Everton, porque já tinha 60 minutos de jogo e queria que o Everton também jogasse. O Boavista não complicou em nada e o Benfica estava a ganhar já quando fiz as duas substituições. O Boavista teve de correr muito na segunda parte para conseguir controlar o Benfica e o mister Jesulado mexeu, e bem, na equipa, porque estava a ser difícil de posicionar devido ao cansaço. Já tem muitos anos de Futebol e viu que era preciso mexer e fez. Mas respondendo diretamente à sua pergunta não teve uma coisa a ver com a outra.

Boavista FC

BnR: O Boavista mostrou dificuldade dos jogadores quando a bola entrava entre os centrais e o médio mais recuado, situação que ainda aconteceu mais quando houve a expulsão. Acredita que pode ter sido esta dificuldade que o SL Benfica explorou mais para chegar à vitória e se foi a maior debilidade da sua equipa? 

Jesualdo Ferreira: A partir do momento em que perdemos um dos jogadores devido à expulsão do Chidozie, o primeiro pensamento de um treinador e aquilo que era normal era meter um central no seu lugar. Mas, achei que não era necessário e devia manter aquilo que estávamos a fazer e foi uma decisão acertada. Quando percebi que o resultado era impossível de reveter comecei a fazer uma gestão dos meus jogadores. Quando se meteu o outro central [Jackson Pozoro] e era necessário começar essa tal gestão. Como é óbvio a zona mais central do terreno era aquela que estava mais sob pressão e toda a gente sabe que o jogo do Benfica é esse mesmo, é jogar muito pelo corredor central. Seria aí que íamos ter mais difícil e foi por isso que decidi jogar com uma posição mais central na defesa de início [com a opção Javi Garcia].

Croácia 25-24 Portugal: Bilhete para Tóquio a escapar pelos dedos

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A CRÓNICA: DO CÉU AO INFERNO

Portugal defrontou, este sábado, a Croácia, na segunda jornada do Torneio Pré-Olímpico, após ter vencido a Tunísia, na primeira jornada. A Croácia perdeu o primeiro jogo desta fase contra a França, agravando ainda mais a “crise” da qual tem vindo a sofrer desde o Mundial de janeiro. Este era um jogo decisivo para ambas as equipas, já que uma derrota colocava a Croácia fora dos Jogos Olímpicos, enquanto Portugal garantiria a qualificação para Tóquio.

Devido à importância do jogo, ambas as equipas pareceram um pouco nervosas no começo da partida, algo que se notou nas dificuldades ofensivas e nos erros técnicos cometidos. Aos seis minutos, apenas tinham sido marcados dois golos, um para cada equipa. Após superar estas dificuldades iniciais, Portugal conseguiu distanciar-se da Croácia, construindo uma vantagem de três golos. No entanto, por algumas vezes, a Croácia conseguiu minimizar a distância.

A entrada de Manuel Gaspar e a aposta no 7×6 permitiram que Portugal voltasse a aumentar a vantagem, que só não foi maior ao intervalo porque, nos momentos finais da primeira parte, a equipa de Paulo Jorge Pereira apresentou alguma displicência ofensiva. Ainda assim, Portugal saiu para o intervalo a vencer 9-12.

Se o final da primeira parte não foi o melhor, a entrada na segunda parte foi completamente o oposto. Manuel Gaspar entrou em grande nível, tal como o ataque português, o que levou a um parcial de 0-3, que permitiu construir uma vantagem de seis golos logo no início do segundo tempo. Mas se todos pensavam que vinha daí um jogo confortável, estava muito enganado, porque do 10-16 para a frente foi um autêntico descalabro que ninguém fazia prever.

Em menos de dez minutos, a Croácia fez um parcial de 6-1 e colocou a diferença em apenas um golo. Portugal conseguiu ir aguentando a vantagem com recurso ao 7×6, mas via-se que as soluções iam sendo escassas e cada vez mais forçadas. A Croácia acabou mesmo por se colocar, pela segunda vez, na frente do marcador, aos 59 minutos. Portugal ainda voltou a empatar, mas não conseguiu nem impedir o último golo dos croatas, nem empatar a partida no derradeiro ataque, perdendo, então, a partida por 25-24.

Se lhe pareceu que já viu este jogo em algum lado, não está enganado. Já no Mundial, Portugal esteve próximo (não tanto como hoje) de conseguir um resultado muito importante para os objetivos contra a Noruega, mas acabou por perder por apenas um golo. Tal como em janeiro, Portugal precisa agora de levar vencida a França para estar nos Jogos Olímpicos, naquela que vai ser uma missão muito complicada. Fica o sentimento de vazio de ter estado tão perto de conseguir o ponto mais alto da história do Andebol português e ter falhado por tão pouco.

 

A FIGURA

Ivan Cupic – Poucos são os jogadores que, num jogo deste nível, marcam nove golos. No entanto, muito menos são aqueles que o fazem com 100% de eficácia. O pequeno jogador croata é um dos nomes do andebol europeu há alguns anos e, infelizmente para Portugal, hoje voltou a demonstrá-lo, elevando uma equipa da Croácia que bem precisa das suas individualidades ao mais alto nível.

O FORA DE JOGO

Paulo Jorge Pereira – Mesmo enquanto a equipa esteve em vantagem, na segunda parte, via-se que estava nervosa, sem ideias e que, mais tarde ou mais cedo, a Croácia ia passar para a frente. O treinador português teve tempo para pensar e agir mas, quando o fez, não teve efeitos práticos, nem foi na altura acerta. É impensável uma equipa fazer um parcial de 1-4 no começo da primeira parte para aumentar a vantagem para seis golos e, ainda assim, no final da partida, perder o jogo. Apesar de existirem outras razões de queixa (duas exibições muito preocupantes dos árbitros da partida), o treinador português deve ser considerado o principal responsável pela derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA

Esta é uma equipa da Croácia em renovação, pelo menos na equipa técnica, e que vem de uma má prestação no Mundial. Hoje apresentou um sistema defensivo muito híbrido, variando entre o 5×1, 4×2 e 3x2x1, colocando grandes dificuldades à circulação ofensiva portuguesa, o que acabou por ser decisivo na fase derradeira da partida. Em termos ofensivos, a equipa esteve um pouco dependente das grandes individualidades que ainda tem, apesar de, em alguns momentos, mostrar algum do seu “perfume”.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivan Pesic (4)

Igor Karacic (7)

Ivan Martinovic (4)

Ivan Cupic (10)

Zeljko Musa (8)

Domagoj Duvnjak (9)

David Mandic (8)

SUBS UTILIZADOS 

Marin Sego (6)

Marino Maric (8)

Manuel Strlek (4)

Marko Mamic (4)

Luka Sebetic (6)

Kresimir Kozina (4)

Domagoj Pavlovic (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

O que dizer sobre este jogo? Em termos defensivos, Portugal melhorou um pouco a sua performance defensiva, em relação ao jogo com a Tunísia, principalmente na contenção do jogo com os pivots. No entanto, manteve-se muito dependente das intervenções dos guarda-redes para conseguir conquistar bolas. Em termos ofensivos, vimos uma organização de bom nível durante 35 minutos, mas, a partir daí, a equipa deixou de ter capacidade para superar as dificuldades que a defesa adversária colocou.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (4)

Pedro Portela (5)

Leonel Fernandes (5)

André Gomes (6)

Victor Iturriza (9)

Rui Silva (7)

Fábio Magalhães (8)

SUBS UTILIZADOS

Manuel Gaspar (7)

Miguel Martins (7)

Belone Moreira (5)

Daymaro Salina (7)

Diogo Branquinho (7)

Alexandre Cavalcanti (-)

António Areia (6)

Luís Frade (8)

Foto de Capa: IHF Handball

Artigo revisto 

Dragões e castores perseguem título e Europa | FC Porto x FC Paços de Ferreira

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Primeira Liga, 23.ª jornada: domingo, 20h00, 14 de março de 2021
ANTEVISÃO: FC PORTO QUER VINGAR A DERROTA DA PRIMEIRA VOLTA

A 23.ª jornada marca o reencontro do FC Porto com o FC Paços de Ferreira, duas equipas que habitam as primeiras cinco posições do campeonato. De um lado, temos um FC Porto que ainda acredita no campeonato e, por isso, não poderá perder mais qualquer ponto. Certamente que o cansaço se fará sentir em alguns jogadores, depois da dura partida de terça-feira frente à Juventus FC, sendo, então, provável que vejamos algumas alterações no alinhamento portista.

DRAGÕES MORALIZADOS APÓS O ÉPICO APURAMENTO DE TURIM ENFRENTAM UMA DAS MELHORES EQUIPAS DA LIGA. CONSEGUIRÁ PEPA REPETIR A VITÓRIA DA PRIMEIRA VOLTA? APOSTA COM A BET.PT!

Do outro lado, um FC Paços de Ferreira que já se tornou na equipa revelação desta temporada. Pepa e os seus jogadores têm subido de cotação e procuram reservar lugar na próxima da edição da Liga Europa. Assim sendo, todos os pontos contarão e, certamente, a equipa vai encarar este próximo jogo de cabeça erguida, tal como o fizeram na primeira volta. Os castores venceram o FC Porto na jornada seis da Primeira Liga por 3-2, banalizando completamente os dragões. Esta será a terceira vez que se defrontam, uma vez que os azuis e brancos receberam e venceram o FC Paços de Ferreira por 2-1 em dezembro, numa partida para a Taça da Liga.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. FC Paços de Ferreira tem apenas mais um golo sofrido do que o FC Porto;
  2. O FC Paços de Ferreira nunca venceu no Estádio do Dragão;
  3. Sérgio Conceição ganhou sete vezes em oito jogos frente a Pepa;
  4. Dragões marcaram pelo menos dois golos nas últimas dez receções aos castores;
  5. O FC Porto ganhou 36 partidas em 48 confrontos diretos, o FC Paços de Ferreira apenas cinco;
  6. O FC Porto venceu os últimos nove encontros caseiros frente ao FC Paços de Ferreira;
  7. Sérgio Oliveira é o melhor marcador da equipa portista com 17 golos em todas as competições;
  8. Do lado do FC Paços de Ferreira, Douglas Tanque é quem soma mais golos, tendo marcado por oito vezes em todas as competições
  9. Pepa perdeu em todas as partidas em que participou como treinador no Estádio do Dragão;
  10. O FC Porto não sabe o que é perder para o campeonato há 16 jogos;

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mehdi Taremi (FC Porto) – O iraniano, habitual titular, deverá fazer parte do onze inicial, depois do descanso que teve devido à expulsão no jogo de terça-feira. Embora já não marque há cinco partidas, Taremi tem sido sempre muito interventivo nos vários lances ofensivos e é já uma peça fulcral na frente de ataque portista. Leva 15 golos em 35 partidas.

Stephen Eustáquio (FC Paços de Ferreira) – Foi um dos principais responsáveis pela vitória frente ao FC Porto. Pepa, inclusive, apelidou-o de “monstro”. O médio luso-canadiano está a fazer uma das melhores temporadas da sua carreira e a procurar reinventar-se depois da grave lesão sofrida no México. O número 46 joga e faz jogar, ao mesmo tempo que espalha magia no meio campo pacense.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto: Marchesín, Nanú, Mbemba, Diogo Leite, Zaidu, Tecatito Corona, Otávio, Matheus Uribe, Luis Díaz, Taremi e Evanilson.

Treinador: Sérgio Conceição

“Já os defrontámos e percebemos o que têm feito em todo o campeonato. Não precisamos de determinados jogos para ter mais moral, a ambição tem de ser sempre a maior e a melhor.”

FC Paços de Ferreira: Jordi Martins, Fernando Fonseca, Marcelo, Maracás, Pedro Rebocho, Luiz Carlos, Stephen Eustáquio, Bruno Costa, Luther Sing, Douglas Tanque e Hélder Ferreira.

Treinador: Pepa

“Tudo é analisado ao pormenor, mas não vamos alterar nada. Mais do que estarmos fechados e agarrados ao adversário, é estarmos agarrados à nossa ideia, porque, assim, estaremos mais próximos de ganhar o jogo, que é o que queremos.”.

PREVISÃO DE RESULTADO: FC Porto 2-0 FC Paços de Ferreira

Artigo revisto por Mariana Plácido

Académico de Viseu FC 2-1 SL Benfica B: Importante vitória caseira

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A CRÓNICA: PRAGMATISMO DO ACADÉMICO DE VISEU FC FEZ A DIFERENÇA

O SL Benfica B, numa situação bastante mais tranquila na tabela classificativa, começou o jogo com mais posse de bola e mais próxima da baliza da equipa da casa. No entanto, à medida que os minutos passavam, o Académico de Viseu FC conseguiu atacar, fazendo transições rápidas.

Aos 13 minutos, foi precisamente num contra-ataque rápido que o Académico de Viseu fez o primeiro golo da partida, numa bela jogada de equipa. Yuri Araújo recuperou a bola perto do meio campo e percorreu toda a ala direita até às imediações da grande área. Daí, fez um passe para André Carvalhas, que, do centro, passou para João Vasco, rematando rasteiro cruzado e batendo Fábio Duarte. O Académico ainda teve oportunidade, quase de seguida, de fazer o 2-0, num remate de André Carvalhas, que obrigou o guarda-redes encarnado a desviar a bola por cima do travessão.

Perto da meia hora de jogo, o Benfica B começou a acertar nas marcações aos jogadores viseenses e voltou a ter mais iniciativa de jogo. Contudo, perigo é palavra que não se pode aplicar ao que os forasteiros causaram à baliza de Ricardo Fernandes. Aos 33’, num cruzamento com conta, peso e medida, João Ferreira centrou alto para Tiago Araújo, com espaço para cabecear perto do poste esquerdo.

Na segunda parte, os visitantes voltaram a entrar melhor para tentar chegar ao empate, quase sempre pela direita, com João Ferreira em destaque nas assistências. Foi mesmo o lateral a recuperar a bola da defesa e a fazer um passe longo, nas costas da defesa para Tiago Araújo. O avançado conseguiu entrar na grande área viseense e acabou derrubado em falta, segundo o árbitro, por João Pica. Morato cobrou a grande penalidade, bem colocada junto ao poste direito, e fez o 1-1.

Apesar de ter chegado ao empate, o Benfica B continuava por cima da partida, sem que o Académico de Viseu conseguisse sequer aproveitar as transições rápidas para criar perigo.

Só por volta do último quarto de hora é que a equipa da casa conseguiu chegar perto da baliza encarnada. Aos 83´, os viseenses conseguiram mesmo voltar para a frente do marcador. Yuri Araújo fez um remate rasteiro, nas imediações da grande área adversária, na sequência de uma boa jogada coletiva.

Os últimos minutos já só mostraram um Benfica B desesperado a tentar o golo do empate, mas sem ideias. Vitória pragmática do Académico de Viseu, que sai com três importantes pontos na luta pela manutenção.

 

A FIGURA

Yuri Araújo – O médio-ala/extremo do Académico de Viseu FC esteve em destaque, já que conduziu o lance que viria a dar o primeiro golo dos viseenses e ao fazer o golo da vitória. Através da sua velocidade e das combinações no meio campo, ajudou a equipa a respirar da pressão encarnada e a estar mais próxima da baliza adversária.

 

O FORA DE JOGO

Falta de pragmatismo “encarnado” – Os “encarnados” tiveram mais posse de bola, mais tempo de ataque e estiveram mais perto da baliza da equipa viseense, mas não conseguiram criar perigo. Por isso, é importante que estes jogadores jovens tenham oportunidade para crescer na Segunda Liga.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Na estreia em jogos em casa, Zé Gomes apostou num 4-5-1, com Ayongo na frente do ataque. João Vasco e Yuri Araújo, nas alas, e André Carvalhas, ao centro, eram os elementos mais ofensivos do meio campo. Os laterais Mesquita e Jorge Miguel acabaram por ficar mais resguardados na defesa, tendo em conta os possíveis desequilíbrios criados pelos encarnados.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (6)

Jorge Miguel (6)

Mathaus (6)

João Pica (6)

Mesquita (6)

Zimbabwe (7)

Diogo Santos (6)

Yuri Araújo (8)

João Vasco (7)

André Carvalhas (7)

Ayongo (5)

SUBS UTILIZADOS

 Carter (6)

Paná (6)

 Luisinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

Nelson Veríssimo apostou num 4-4-2, com Henrique e Tiago Araújo na frente de ataque. David Tavares era o elemento mais ofensivo do meio campo. Os laterais João Ferreira, em especial, e Sandro Cruz jogaram muito projetados para o ataque, tentando dar largura.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Fábio Duarte (6)

Sandro Cruz (6)

 Tomás Araújo (6)

Morato (6)

João Ferreira (8)

Vukotic (6)

 Diogo Mendes (6)

David Tavares (6)

Umaro Embaló (6)

Tiago Araújo (7)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Baptista (-)

  Duk (-)

 Samuel Pedro (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académico de Viseu FC

BnR: O Académico Viseu apresentou uma linha defensiva pouco recuada, na maioria do seu jogo. Era uma preocupação à partida, face as individualidades dos encarnados?

Zé Gomes: Eu costumo dizer aos meus jogadores para nos preocuparmos em campo mais com aquilo que nós fazemos. Como é óbvio, temos de olhar para o adversário e não o podemos ignorar. Nós tentámos, neste caso, que a equipa estivesse junta e o mais subida possível. Mérito do Benfica, que nos empurrou um pouco para trás. Esta equipa sofreu e lutou até ao fim, com o caráter que tem, para conquistar o objetivo, que era ganhar.

SL Benfica B

BnR: A equipa apostou, sobretudo, em jogadas de envolvência e, mesmo com algumas dificuldades na criação de espaços na defensiva adversária, preferiu não apostar na meia distância. É um princípio da equipa?

Nelson Veríssimo: Nós vamos conseguindo fazer o que o adversário também nos vai permitindo. Obviamente, é uma das situações que nós trabalhamos, mas, defensivamente, em muitos momentos, o Académico de Viseu tem uma organização boa. Tivemos algumas dificuldades em alguns momentos, nomeadamente nessa situação [remates de fora da área]. Ainda assim, recordo-me do Vukotic, que fez um remate à entrada da área, o que foi uma boa oportunidade para nós. No entanto, obviamente, nós não jogamos sozinhos. É um jogo do ‘gato e do rato’. As equipas andam sempre à procura de espaços e de criar espaços para depois atacá-los e criar desequilíbrios para atacar a baliza. Algumas vezes, é conseguido. Outras vezes, não é. Mas isso é a própria dinâmica do jogo.

Artigo revisto

Leixões SC 1-1 CD Cova da Piedade: Duas partes, duas caras, dois golos

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A CRÓNICA: JOGO “MORNO” OFERECEU UM PONTO A CADA LADO

O Estádio do Mar foi palco de mais um encontro da Segunda Liga. Desta vez, a 24ª jornada ditou um duelo entre o Leixões SC e o CD Cova da Piedade. Ainda antes de se ouvir o apito inicial, os jogadores da “Armada do Mar” entraram em campo a exibir uma faixa como demonstração de apoio a Jorge Moreira, presidente do clube de Matosinhos (nota para a não confusão com André Castro, que é presidente da SAD leixonense), que atravessa uma má fase, tendo sido diagnosticado com um linfoma de Hodgkin. O Bola na Rede deseja uma rápida recuperação a Jorge Moreira!

O jogo começou algo “morno”. Aos 15 minutos, um falta de Stefanovic sobre Oliveira, na área, fez levantar o banco, que pediu a marcação de uma grande penalidade, mas o árbitro Cláudio Pereira mandou seguir o jogo. A verdade é que essa grande penalidade acabou por acontecer num lance apenas cinco minutos depois, na consequência de uma falta de Diogo Gomes sobre Cele. Aquele que foi o primeiro remate no jogo acabou por ser defendido pelo guarda-redes do Leixões SC, e a bola continuou a rolar.

O Cova da Piedade esteve por cima durante a maior parte do primeiro tempo e, após uma sequência de poucos minutos do Leixões por cima, acabou por concretizar, pelo pé de Oliveira. A cinco minutos do final da primeira metade, o avançado do Cova da Piedade abriu o marcador e deu vantagem à equipa forasteira.

Nuns primeiros 45 minutos plenamente dominados pelo Cova da Piedade, a equipa de José Mota teve a sua grande oportunidade de igualar o marcador apenas no último lance antes de recolher aos balneários. Joca Samuel tentou, mas sem sucesso.

As entradas em campo, depois do intervalo, mudaram por completo a estratégia de jogo definida por ambas as equipas. As substituições elaboradas por José Mota foram as mais flagrantes a nível de construção ofensiva: Nenê e Avto.

O Leixões SC começou a pressionar na área do Cova da Piedade, o que resultou mesmo em golo. Aos 58 minutos, essa entrada fulminante da “Armada do Mar” culminou em Belkheir, depois de um passe a rasgar completamente a defesa. Edu Machado acabou por rematar para o fundo das redes de Facchini. Igualdade representada no marcador a uma bola.

Um jogo retratado pelas “duas caras” das duas equipas: um Cova da Piedade aguerrido na primeira parte, mas pouco eficaz na segunda, e um Leixões SC com “falta de comparência” na primeira metade e feroz na segunda. Pouco mais houve a fazer em campo e a dizer: 1-1 foi o resultado do encontro no Estádio do Mar.

 

A FIGURA

Entradas de Avto e Nenê – Depois de uma primeira parte praticamente sem lances de perigo para a equipa de Matosinhos, as entradas de Avto e Nenê reanimaram a esperança e reavivaram a equipa em campo, a nível de construção de jogo ofensivo.

 

O FORA DE JOGO

Leixões SC na primeira parte – Condizendo com aquilo que foi a figura do jogo, retrata-se a forma como o Leixões SC, na primeira parte, como quem diz, aparentou nem se apresentar. Um jogo “morto”, sem qualquer oportunidade flagrante de golo, à exceção do último lance.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

José Mota optou por um 4-3-3 que, à entrada para a segunda parte, se moldou num 4-2-4, com o objetivo de apostar no jogo exterior, mas com o meio-campo destapado no miolo, apenas com as presenças de Nduwarugira e Joca Samuel.

Nota para o ressurgimento de Beto na ficha de jogo e no banco de suplentes. A linha defensiva foi composta, ao longo do encontro, pelo capitão, Pedro Pinto, e Diogo Gomes, na zona central, com apoio nas laterais de Seck e Edu Machado.

O meio-campo começou ocupado por Nduwarugira, Joca Samuel e Rodrigo, mas, mais tarde, moldou-se com as alterações já enunciadas. Na frente, Belkheir alinhou nos 80 minutos, sendo na segunda parte acompanhado por Nenê.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanovic (6)

Seck (6)

Pedro Pinto (6)

Diogo Gomes (5)

Edu Machado (6)

Joca Samuel (6)

Nduwarugira (6)

Rodrigo (5)

Kiki (6)

Sapara (5)

Belkheir (6)

SUBS UTILIZADOS

Nenê (6)

Avto (6)

Vando (6)

Bruno Monteiro (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Mário Nunes apostou num 4-4-2, com a linha de quatro defesas composta por Simão Júnior e João Meira, na zona central, e Cristiano Gomes e Filipe Maio a ocupar as restantes posições.

No setor do meio-campo permaneceram Bruno Alves e Shimabuku, com Cele e Alex Freitas nas alas, encarregues de apoiar os homens mais avançados no terreno: João Vieira e Oliveira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (6)

Cristiano Gomes (6)

Simão Jr. (6)

João Meira (6)

Filipe Maio (6)

Bruno Alves (6)

Shimabuku (5)

Cele (6)

Alex Freitas (6)

João Vieira (6)

Oliveira (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Bernardo (6)

Patrão (6)

Balogun (6)

Cícero (6)

Blondell (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo e pergunto sobre o “reaparecimento” do Leixões SC em campo, após as entradas de Nenê e Avto em campo?

José Mota: É verdade. As substituições deles os dois fizeram mesmo a diferença. Mas, começando pelo princípio, dou os parabéns ao Cova da Piedade pela primeira parte que fizeram. Chegaram ao primeiro golo, mereceram. Entrámos apáticos, não tivemos grandes oportunidades. E, entre as duas partes, só uma coisa esteve igual: o equipamento dos jogadores em campo. O resto mudou tudo. Na segunda parte, estivemos por cima, marcámos e foi justo. Foi um jogo dividido por ambas as equipas, com cada uma a dominar uma parte capa. Foi, possivelmente, a melhor segunda parte do Leixões desde que aqui estou, contrastando com a pior primeira parte. Agora, vou rever o jogo, encontrar os erros e trabalhar. Nisto, tenho de dar os parabéns aos meus jogadores pela segunda parte que fizeram.

 

CD Cova da Piedade

BnR: Peço-lhe um comentário ao jogo e pergunto-lhe se acredita que o CD Cova da Piedade poderia ter sido mais feliz aqui?

Mário Nunes: Claro que podíamos ser mais felizes, mas, dado aquilo que foi o jogo, seria injusto. Na primeira parte, entrámos bem. Na grande penalidade, existiu mérito do guarda-redes do Leixões. Estivemos por cima. Na segunda parte, o Leixões esteve por cima. As alterações que fizeram surtiram efeito. Tentámos continuar com as mesmas pedras em campo para travar o efeito das substituições. Acabei por não ver o golo do Leixões, porque estava a determinar o que os meus jogadores, que iam entrar, iam fazer em campo. Foi um jogo que acabou por ser dividido. Uma parte foi dominada por uma equipa e a segunda foi dominada pela outra e acabou por ir um ponto para cada lado. No entanto, estou relativamente satisfeito com os meus jogadores.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Os melhores guarda-redes de sempre a atuar em Portugal

Apesar de, muitas vezes, serem subvalorizados e terem de assumir mais vezes do que os colegas de equipa os erros individuais, os guarda-redes são dos jogadores mais importantes numa equipa, podendo ser chamados a recorrer a qualquer instante e a serem a última “muralha” defensiva.

O nosso campeonato teve sempre a sorte de poder contar com grandes nomes nas balizas, sendo que existiram muitos negócios para esta posição que surpreenderam pela carreira que muitos guarda-redes já haviam tido.

Vários foram os grandes guarda-redes que mostraram, em Portugal, as suas qualidades e que se destacaram pela sua irreverência e segurança dentro da área. Para esta lista, foram tidos em conta aqueles que marcaram o seu nome na lista dos melhores da Liga.

Académica OAF 1-3 FC Vizela: Vizelenses vencem na-tu-ral-men-te

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE A TODO O GÁS MARCOU RESULTADO FINAL

Académica OAF e FC Vizela ocupavam lugares consecutivos na tabela à entrada para esta jornada – terceiro e quarto, respetivamente. Ainda que nenhuma das equipas tenha assumido entrar por esses caminhos, esta partida revestia-se de grande importância para a luta pelos lugares cimeiros que dão acesso à Primeira Liga. Era, por isso, de esperar que, cedo neste sábado, se visse um bom jogo entre duas equipas com aspirações.

Não foi preciso esperar muito para que o espetáculo começasse a acontecer. A Académica perdeu uma bola em zona ofensiva e não garantiu os equilíbrios necessários a uma boa transição defensiva. Samu teve espaço para pensar, desmarcou Kiko e este assistiu Cassiano para o primeiro.

O fulgor do Vizela continuou e a pressão que exerceu na saída de bola da Académica deu lucros. Mika foi obrigado a bater uma bola para o centro do campo, que acabou interceptada pelos nortenhos. Francis Cann aproveitou o erro para fazer o 2-0, ainda antes do primeiro quarto de hora.

Renascida das cinzas e com o orgulho ferido de uma entrada apática, a Briosa desamarrou-se um pouco mais. Essa melhoria levou a equipa a mais aproximações à baliza adversária.  Num desses momentos, Fabinho finalizou de fora de área com um passe à baliza e relançou o jogo.

No entanto, a primeira parte ainda tinha mais surpresas para apresentar. Foi com o terceiro golo do Vizela que as equipas foram para o intervalo. Samu, melhor jogador da Segunda Liga no mês de fevereiro, foi o autor do 3-1, de livre direto. Num momento em que o país vai dando sinais de abertura, a barreira da Académica resolveu entrar na onda.

Os segundos 45 minutos não tiveram a mesma animação do que os primeiros. Mesmo assim, logo no primeiro minuto, Traquina, com tudo para marcar, não conseguiu pôr a bola no fundo das redes de Ivo. O ritmo de jogo baixou a partir daí, favorecendo a equipa em vantagem no marcador. Nesta fase, era a Académica que tinha a bola durante mais tempo, mas sem grandes consequências práticas. Os extremos estudantes eram quem mais faziam por virar o rumo dos acontecimentos.

O conforto vizelense manteve-se até ao fim, almofadado pela vantagem de dois golos. O resultado final pendeu a favor dos visitantes, que avançam para 16 jogos seguidos sem perder. A verdade é que o Vizela se aproxima do terceiro lugar da classificação e a subida de divisão pode ser mais do que uma miragem. No fim, no balneário do Vizela, ouvia-se em alto e bom som “deixa acontecer na-tu-ral-men-te…”. Talvez o sucesso passe por aí. A Académica volta a perder terreno para um adversário direto que já lhe está a morder os calcanhares.

A FIGURA


Kiko Bondoso – É um agitador nato. Foi um vagabundo na frente de ataque do Vizela e registou excelentes apontamentos técnicos. Acabou por fazer as assistências para os dois primeiros golos da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO


Traquina – Não abundou criatividade para inventar traquinices novas que resultassem em perigo. Teve algumas boas situações para visar a baliza, mas desperdiçou.

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Académica não abdicou do seu conceito. Com base no 4-2-3-1, surgiam dinâmicas que, por vezes, culminavam no 4-3-3. Nesta estratégia, Mimito foi fundamental, ao juntar-se a Ricardo Dias no momento de defender e quando a equipa estava com maiores dificuldades em ter a bola. Mesmo assim, teve liberdade quer para explorar o espaço entre linhas, em conjunto com Fabinho, quer para cair no flanco e criar dinâmicas com Fabiano e Traquina.

No setor defensivo, é de realçar o trabalho dos laterais. Fabiano, na direita, deu uma grande rotação àquele lado do ataque. Pela esquerda, Bruno Teles, mesmo subindo menos vezes, prima pelo critério, quer na decisão de ir ou ficar, quer nas suas ações em zona ofensiva.

João Mário tem ocupado a posição de ponta de lança e voltou a fazê-lo neste encontro. Oferece qualidade no primeiro toque e consegue aproveitar o espaço que ele próximo gera ao arrastar os defesas consigo.

Em termos coletivos, a Académica defendeu com duas linhas de quatro e uma de dois, quando em organização. Num primeiro momento da fase defensiva procurou condicionar a saída do adversário com um bloco médio-alto. Ainda assim, a equipa de Rui Borges teve bastantes dificuldades em controlar o jogo entre linhas do adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Fabiano (6)

Rafael Vieira (5)

Silvério (5)

Bruno Teles (6)

Ricardo Dias (6)

Mimito (6)

Fabinho (6)

Traquina (5)

Leandro Sanca (7)

João Mário (6)

SUBS UTILIZADOS

Mayambela (6)

Guima (5)

Rafael Furtado (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Álvaro Pacheco voltou a apostar no 4-3-3. A equipa procurou imprimir bastante variabilidade no seu jogo, através de várias permutas entre os seus jogadores. O sistema tático não era por isso mais do que um ponto de partida. No fundo, uma anarquia organizada.

No meio-campo, Marcos Paulo garantiu solidez em frente à defesa. Samu e Guzzo jogaram à sua frente. O primeiro juntava-se a Marcos Paulo na fase defensiva, conferindo mais músculo ao miolo e, a atacar, disponibilizou-se para chegar à área e tirar partido da sua capacidade de finalização, pelo que foi um jogador com uma abrangência territorial muito grande. O segundo teve um papel de criação, nomeadamente no espaço entre linhas, e de gestão da posse da equipa, através do entendimento dos espaços que os seus companheiros ocupavam.

Na frente, Cassiano não deu descanso ao centrais, apostando nos duelos físicos e lançando-se em bastantes ataques à profundidade. Nas alas, Francis Cann, pela direita, e Kiko Bondoso, pela esquerda, procuraram envolvimentos com os seus colegas a todo o campo.

O Vizela exerceu uma pressão alta na saída de bola da Académica.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo Gonçalves (6)

Richard Ofori (6)

Matheus Costa (6)

Aidara (6)

Kiki (7)

Marcos Paulo (6)

Samu (7)

Raphael Guzzo (5)

Francis Cann (8)

Kiko Bondoso (8)

Cassiano (6)

SUBS UTILIZADOS

Ericson (5)

Tavinho (-)

Diogo Ribeiro (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

BnR:  A mobilidade dos jogadores do Vizela apanhou de surpresa a Académica?

Rui Borges: Estávamos identificados com o que o Vizela é em termos ofensivos e defensivos. Eles metem muita gente por dentro. Têm alas com um centro de gravidade baixo e com muita intensidade. Sabíamos que, se déssemos muito espaço entre a linha média e a linha defensiva (o que aconteceu – a nossa linha defensiva estava a baixar demasiado cedo), íamos passar mal. O Vizela foi rápido e intenso a atacar as zonas de finalização. É culpa nossa não termos anulado isso da melhor maneira.

FC VIZELA

BnR: A forma do Vizela pressionar pretendeu convidar a Académica a jogar por dentro. Foi um risco pensado?

Álvaro Pacheco:  Sim. Os meus jogadores sabem que temos de ter adaptabilidade. Eles gostam de dar largura ao seu jogo e, se os convidássemos a jogar por dentro, íamos ter superioridade numérica. Se eles metessem os extremos por dentro, também sabíamos o que fazer. O objetivo era tirar o espaço por fora para eles jogarem por dentro. Eles vivem muito de cruzamentos e queríamos tirar isso.

Artigo revisto

Mais uma etapa na corrida pela Champions | SL Benfica x Boavista FC

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Primeira Liga, Jornada 23: sábado, 18h, 13 de março de 2021
ANTEVISÃO: TRÊS PONTOS FUNDAMENTAIS PARA AMBAS AS EQUIPAS

O SL Benfica recebe, esta tarde, o Boavista FC, atualmente treinado por Jesualdo Ferreira e 14º classificado da Primeira Liga. Este jogo vai realizar-se com pressões diferentes para ambas as equipas. Do lado “encarnado”, os três pontos são fundamentais pela perseguição ao segundo lugar que permite a entrada direta na Liga dos Campeões. Já do lado “axadrezado”, é importante conseguir pontuar para fugir à zona de despromoção – o Boavista FC tem apenas mais dois pontos do que o Gil Vicente FC, atual 16º classificado.

AS ÁGUIAS ENCONTRAM UM ADVERSÁRIO DE MÁ MEMÓRIA NESTE CAMPEONATO. SERÁ QUE VÃO CONSEGUIR VENCER EM CASA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Este embate traz-nos à memória o jogo da primeira volta, no Estádio do Bessa, onde a equipa da casa bateu as “águias” por 3-0, naquela que foi a primeira derrota de Jorge Jesus em competições nacionais no seu regresso a Portugal. Essa vitória do Boavista FC foi, curiosamente, a única até à 16ª jornada, quando conseguiu os três pontos frente ao Portimonense SC, no Algarve.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Estas equipas já se encontraram por 125 ocasiões na sua história. O SL Benfica leva vantagem com 73 triunfos, enquanto que o Boavista FC apenas ganhou 20. Registaram-se ainda 32 empates.
  2. Desde que há registos, o SL Benfica já marcou 300 golos nos seus jogos contra os “axadrezados”, com uma média de 2,4 golos por jogo. Por outro lado, o Boavista FC conseguiu abanar as redes encarnadas por 115 vezes, cerca de 0,92 por jogo.
  3. A maior vitória que o SL Benfica já conseguiu numa receção frente ao Boavista FC aconteceu em 1954/1955, com um triunfo claro por 11-0.
  4. Do lado “axadrezado”, o melhor resultado alguma vez alcançado na condição de visitante ocorreu na Primeira Liga 1998/1999, quando se deslocou à Luz e ganhou por 0-3.
  5. Frente a frente temos duas equipas que gostam bastante de movimentar o marcador nos últimos 15 minutos do jogo: dos 20 golos marcados em casa até ao momento pelo SL Benfica, sete foram a partir dos 75 minutos. O Boavista FC tem seis golos sofridos neste período, num total de 18.
  6. O Boavista FC tem uma média de 17,05 faltas por jogo, a segunda equipa da Primeira Liga neste registo, apenas atrás do Portimonense SC. Já o SL Benfica encontra-se bem abaixo na lista, com uma média de 15.55 faltas por 90 minutos.
  7. A posse de bola é outro dado interessante. Se por um lado o SL Benfica é a equipa da competição com maior média de posse de bola (63%), o Boavista FC é a 6ª equipa com menos bola nos pés (45%).
  8. O Boavista FC chega a este jogo com tantos empates como derrotas (9). Já o número de vitórias na competição cai para menos de metade, apenas quatro até ao momento – uma delas frente ao SL Benfica na primeira volta.
  9. As “águias” têm apenas três derrotas na Primeira Liga, mas já contam com seis empates. Num total de 21 pontos perdidos, o SL Benfica soma ainda 13 vitórias desde a primeira jornada.

10. O SL Benfica tem tantas derrotas na condição de equipa caseira como o Boavista FC tem na condição de visitanteapenas uma. Os encarnados perderam com o SC Braga, enquanto que os “axadrezados” apenas triunfaram em Portimão.

JOGADORES A TER EM CONTA

Darwin vai regressar ao onze inicial do SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Darwin (SL Benfica) – O avançado uruguaio vai regressar à equipa neste jogo. Espera-se que volte com “fome de golo” e com vontade de ajudar a equipa. Depois de Jorge Jesus ter falado sobre Darwin na conferência de antevisão ao embate frente ao Boavista FC, este vai querer marcar golo ou ajudar a equipa com as habituais assistências – já tem sete na Primeira Liga.

 

Angel Gomes é a principal ameaça para o SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Angel Gomes (Boavista FC) – O jogador “mais” desta equipa do Boavista FC. Proveniente do LOSC Lille por empréstimo, o médio luso-inglês tem sido fundamental no trajeto da equipa “axadrezada”. Quatro golos e seis assistências são os números de Angel Gomes esta época. No entanto, as exibições do médio têm sido muito melhores do que os números apresentados, e é um jogador que dificilmente vai permanecer na Cidade Invicta no fim da temporada.

 

XI’S PROVÁVEIS

SL Benfica: Helton Leite, Diogo Gonçalves, Otamendi, Lucas Veríssimo, Grimaldo, Weigl, Pizzi, Rafa, Everton, Darwin Núñez e Seferovic. 

Treinador: Jorge Jesus

“Tenho a certeza de que o jogo [deste sábado] vai ser diferente do jogo do Bessa. Nada é igual, não há comparações possíveis do jogo da primeira volta dentro daquilo que são a estratégia, o sistema de jogo, as metodologias do treinador… Tudo é completamente diferente.”

 

Boavista FC: Léo Jardim, Cannon, Chidozie, Cristian Castro, Ricardo Mangas, Javi Garcia, Nuno Santos, Angel Gomes, Gustavo Affonso, Paulinho e Elis.

Treinador: Jesualdo Ferreira

“É um jogo fácil para o treinador. Não é preciso estar a alimentar muito a mente dos jogadores, tenho apenas de relembrar o que este jogo significa para nós, qual é a qualidade do adversário, mas, acima de tudo, subir os níveis da nossa confiança.”

PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 3-1 Boavista FC

Artigo revisto

Uma prova de fogo num terreno complicado | CD Tondela x Sporting CP

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Primeira Liga, Jornada 23: sábado, 20h30, 13 de março de 2021
ANTEVISÃO: SPORTING QUER ‘RECONQUISTAR’ TONDELA

O Sporting CP desloca-se, este sábado, até ao Estádio João Cardoso em jogo a contar para 23ª jornada do campeonato, para defrontar o CD Tondela . Com nove pontos de vantagem sobre o segundo classificado SC Braga, os leões vão em busca de mais um triunfo, depois da última vitória ter sido arrancada a ferros na receção ao CD Santa Clara, com um golo salvador de Coates, já em período de descontos. Num terreno tradicionalmente complicado para os leões, Rúben Amorim terá pela frente mais uma das provas de fogo que ainda terá de concluir até ao fim da temporada.

OS LEÕES QUEREM CONTINUAR A DOMINAR A LIGA E DESLOCAM-SE A UM TERRENO SEMPRE COMPLICADO. SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Por outro lado, a equipa da casa vem de uma derrota pesada no Algarve diante do Portimonense (3-0). No décimo primeiro lugar da tabela classificativa, os comandados de Pako Ayestarán tentarão somar a sua oitava vitória no campeonato: os sete triunfos conseguidos até à data foram todos a jogar em casa, com a equipa tondelense a somar apenas um ponto fora de portas – são 23 pontos conquistados no João Cardoso e um em Barcelos, frente ao Gil Vicente FC.

No que toca às equipas que se apresentarão este sábado, o CD Tondela não poderá contar com Bebeto, que está com problemas musculares. Do lado do Sporting CP, apenas Paulinho estará indisponível, dado que o espanhol Pedro Porro já parece estar recuperado dos problemas físicos.

Este será um jogo interessante para o Sporting CP matar um ‘’borrego’’ recente: nas últimas duas deslocações a Tondela, o clube verde e branco nunca saiu vitorioso. Na última vitória leonina naquele estádio, datada de 2018, o herói foi o inevitável Coates, com um golo aos… 99 minutos.

 

10 DADOS RÁPIDOS 

  1. O Sporting CP, atual líder do campeonato, é a melhor equipa fora de casa: em 11 jogos, os Leões conquistaram 29 pontos de 33 possíveis.
  2. Por sua vez, o CD Tondela conquistou 23 dos seus 24 pontos no campeonato em casa, vencendo os últimos 5 jogos no seu estádio.
  3. Na primeira volta, os Leões derrotaram a turma beirã por 4-0. Desde essa jornada, o Sporting CP nunca mais largou o primeiro lugar.
  4. A última vitória do Sporting CP em Tondela foi na época 2017/18, com um golo de Sebastián Coates aos 99 (!) minutos.
  5. O primeiro jogo de sempre entre as duas equipas foi no Estádio Municipal de Aveiro, em 2015/16, com vitória leonina confirmada também nos descontos, aos 98 minutos.
  6. Desse confronto, apenas João Pereira e João Mário ainda fazem parte do plantel leonino. Do lado da equipa da casa, mantêm-se João Jaquité e Jhon Murillo.
  7. O maior goleador do confronto entre Sporting CP e CD Tondela é o holandês Bas Dost, com cinco golos marcados, sendo quatro no mesmo jogo.
  8. O último poker de um jogador do Sporting CP foi precisamente diante do CD Tondela, quando Bas Dost marcou no João Cardoso por quatro vezes na temporada 2016/17.
  9. Na atual época, apenas Vitória SC e SC Braga venceram em Tondela.
  10. Por sua vez, o Sporting CP só desperdiçou pontos fora de casa em duas ocasiões: em Famalicão (2-2) e no Dragão (0-0). No total, contabilizam-se 9 vitórias e 2 empates.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sebastián Coates – O uruguaio tem sido a personificação da “estrelinha” que acompanha o Sporting CP, marcando o golo salvador frente ao Santa Clara, já depois de ter bisado em Barcelos frente ao Gil Vicente. Na melhor fase da carreira, o capitão leonino será dos jogadores mais perigosos do líder, principalmente se existir essa necessidade nos últimos minutos do encontro.

Mario González – Tem sido dos jogadores da equipa do Tondela em maior evidência na presente temporada. O avançado espanhol já bisou no Dragão e tem demonstrado toda a sua qualidade na primeira época que realiza fora do seu país. Será um dos nomes ao qual a  defesa leonina deverá ter atenção, já que poderá causar alguns estragos. Leva seis golos em 15 jogos no campeonato.

 

XI’S PROVÁVEIS

CD Tondela: Trigueira, Tiago Almeida, Enzo Martínez, Yohan Tavares, Filipe Ferreira, Jaume Grau, João Pedro, Olabe, Murillo, Salvador Agra e Mario González.

Treinador: Pako Ayestarán

‘’Tentaremos ser os primeiros a vencer o Sporting na Liga, mas as estatísticas estão aí, são dezoito vitórias e quatro empates. Sabemos que será muito difícil, mas estamos a trabalhar’’

 

Sporting CP: Adán, Coates, Feddal, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, João Palhinha, João Mário, Porro, Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Tiago Tomás.

Treinador: Rúben Amorim

‘’O Tondela é uma equipa diferente em casa e fora. Sente-se confortável em casa e é a sexta melhor no seu terreno no campeonato. Tem um comportamento diferente na intensidade em casa e fora. Vamos ter um jogo muito complicado’’

 

Previsão de Resultado: CD Tondela 1-2 Sporting CP

Artigo revisto por Mariana Plácido

CD Nacional 1-2 CS Marítimo: Consolidado o “maior das ilhas”

A CRÓNICA: CS MARÍTIMO SORRI EM DÉRBI ALUCINANTE

O jogo entre CD Nacional e CS Marítimo deu o pontapé de saída da jornada 23 da Primeira Liga Portuguesa. Ao relvado do Estádio da Madeira subiram as duas equipas mais prestigiadas da Região Autónoma, ambas em situação precária, mas com boas projeções de futuro.

Tanto Nacional como Marítimo entraram em campo sabendo que precisavam de pontos como quem precisa de “pão para a boca”. Contudo, foi do Nacional a primeira oportunidade do jogo, pelos pés de Marco Matias, mas uma mancha perfeita de Amir travou as aspirações nacionalistas. O jogo aprontava-se “durinho”, com bastante luta no meio-campo e a decidir-se nos detalhes.

Aos 12 minutos, Rodrigo Pinho caiu na área, por falta de Piscitelli, e Hugo Miguel (e bem) assinalou grande penalidade. Joel Tagueu assumiu a responsabilidade, porém acusou a pressão e a bola foi embater na barra da baliza alvinegra. Precisamente o que não podia acontecer num jogo como este. O Marítimo cresceu na partida e Velázquez adorava o que ia vendo. O treinador espanhol era, por volta da meia hora de jogo, um treinador feliz com o que a sua equipa ia produzindo. Com razões para tal, diga-se.

A verdade é que, como em todos os jogos, quem não marca arrisca-se a sofrer e o Nacional aproveitou uma desatenção da defesa do Marítimo para ir a vencer para o intervalo. Kenji Gorré foi herói ao fazer em movimento aquilo que Joel Tagueu não conseguiu fazer de bola parada.

A segunda parte começou como acabou a primeira: frenética. O golo animou a equipa da casa e a intensidade foi uma constante, de ambos os lados. Os “verde-rubros” pressionaram e encostaram o Nacional às cordas. Tanto que, num pontapé de canto, Rodrigo Pinho fez o empate que trousse justiça ao marcador.

Os jogadores do Marítimo entendiam o mau momento que equipa atravessava. Talvez por isso, a união e a concentração foram princípios basilares para ultrapassar o seu maior rival. Solidariedade foi o que se viu por parte dos jogadores “verde-rubros”. Em mais uma desatenção defensiva dos centrais da formação do maritimista, Marcelo Hermes dobrou os colegas e fez um corte fulcral, o que resultou num contra-ataque rapidíssimo que só terminaria com a bola no fundo da baliza do guarda-redes italiano do Nacional. E quem mais seria?! Rodrigo Pinho, claro está. Bem-vindo de volta goleador.

Grande espetáculo de futebol. Um regalo para os olhos, é pena os adeptos voltarem apenas em maio. Nenhuma das equipas baixou os braços até final. Lances de perigo nas duas áreas. Os avançados do Marítimo tiveram ocasiões para matar o jogo e não o fizeram. Foi sofrer até ao fim. Velázquez tinha razão: tem muita matéria-prima para trabalhar.

No fim do jogo, pode dizer-se que ganhou a eficácia. Foram sete remates à baliza por parte do CD Nacional contra apenas três do CS Marítimo. Mas a verdade é que o resultado traduz justiça pela produtividade de jogo causada por Rodrigo Pinho e companhia.

 

A FIGURA

Rodrigo Pinho – Titular pela primeira vez desde janeiro, foi a jogo para resolver o dérbi madeirense. “Cavou” a grande penalidade na primeira parte, marcou dois golos e esteve muito pressionante durante os 85 minutos que esteve em campo. Nem parece que esteve lesionado durante tanto tempo. Jogador muito intenso e com grande qualidade técnica.

 

O FORA DE JOGO

CD Nacional jogadores
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Ataque do CD Nacional – O ataque “alvinegro” esteve muito longe daquilo que é capaz. Não criaram tantas oportunidades como é costume. Os centrais maritimistas anularam a principal referência ofensiva, Brayan Riascos. Só através das falhas defensivas do Marítimo, os avançados nacionalistas conseguiram fazer sentir a sua presença.  Sete remates à baliza e apenas um golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para uma partida de muita exigência física e psicológica, Luís Freire continuou a utilizar um sistema em 4-3-3. Com o italiano Riccardo Piscitelli na baliza alvinegra, na defesa o brasileiro Kalindi à direita, Lucas Kal e Júlio César ao centro, com a “locomotiva” moçambicana Witi à esquerda, formaram assim o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente jogaram, mais libertos, o francês Koziello e o jovem português Francisco Ramos. Nas alas, o jovem técnico optou por utilizar um jogador mais experiente, como é Marco Matias e, do outro lado, o jogador internacional pelo Curaçau Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensiva, o colombiano Brayan Róchez.

O CD Nacional entrou em campo com vontade de levar vencida a sua avante. Na fase de construção de jogo da equipa, Nuno Borges desceu para o meio dos centrais a fim de ter controlo da profundidade através do passo longo, ao passo que Koziello foi outros dos jogadores que tentou alavancar a equipa para a frente. Os alvinegros atacaram preferencialmente pelo centro e até foi assim que marcaram o tento inicial. Contudo, a equipa recuou muito as suas linhas em duas fases do jogo. Fases essas que o Marítimo soube aproveitar. Sendo que os erros defensivos custaram caro aos nacionalistas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (4)

Kalindi (5

Lucas Kal (4)

Júlio César © (4)

Witi (3)

Nuno Borges (4)

Chico Ramos (4)

Koziello (5)

Marco Matias (4)

Kenji Gorré (6)

Brayan Riascos (4)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Freitas (4)

Azouni (3)

Éber Bessa (2)

Róchez (2)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Foi chegar, ver e orientar. Julio Velázquez sentou-se pela primeira vez no banco da equipa “verde-rubra”. E que jogo para se estrear: um dérbi. A escalação da equipa mudou em relação ao último jogo com Milton Mendes no banco. Velázquez utilizou um 4-4-2, o que curiosamente, era o segundo sistema usado pelo ex-treinador do Marítimo. Amir permaneceu na baliza, assim como Cláudio Winck e Marcelo Hermes nas laterais da defesa maritimista, ao passo que Zainadine, em dúvida até ao início do jogo, e Leo Andrade foram as apostas para o centro defensivo. No meio-campo, o duplo pivot manteve-se: Jean Irmer e Bambock foram as apostas (ganhas) para travar a segunda linha de ataque do Nacional. Nas alas, Jorge Correa e o capitão Edgar Costa foram as escolhas para dar profundidade aos corredores ofensivos, enquanto Joel Tagueu e Rodrigo Pinho foram a dupla de ataque.

Linhas subidas e pressão alta foram as principais armas táticas para o Marítimo vencer este duelo. Já não vencia na Choupana há 14 anos e hoje, ao fim de nove jogos consecutivos sem vencer, esta época, conseguiu “tirar um coelho da cartola”. A equipa nem dominou a posse bola, mas a intensidade com que a atacou e lutou pelos espaços deram a ilusão que os “Leões” madeirenses tivessem tido a maior percentagem de posse de bola. Fizeram das “tripas coração” para alcançar a vitória. Mérito total do “maior das ilhas”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (5)

Claúdio Winck (5)

Zainadine (6)

Leo Andrade (6)

Marcelo Hermes (6)

Bambock (6)

Jean Irmer (5)

Jorge Correa (5)

Edgar Costa © (4)

Joel Tagueu (4)

Rodrigo Pinho (7)

SUBS UTILIZADO

Rúben Macedo (4)

Rafik Guitane (5)

Alipour (-)

Sassá (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional

Não foram colocadas perguntas ao treinador do CD Nacional, Luís Freire.

 

CS Marítimo

Não foram colocadas perguntas ao treinador do CS Marítimo, Julio Velázquez.