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Sérgio Conceição: O rei da Europa | FC Porto

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Esta semana não podia ter começado de melhor maneira para o FC Porto, com os pupilos de Sérgio Conceição a carimbarem a sua passagem para os quartos-finais da Liga dos Campeões, após eliminarem a Juventus FC numa eliminatória emocionante. Um resultado que voltou a colocar os azuis e brancos nos holofotes de toda a Europa, ora não tivesse eliminado uma formação onde figuram estrelas como Cristiano Ronaldo, Bonucci ou Dybala.

Apesar das dúvidas que existiram até ao final da partida, os jogadores do FC Porto mostraram uma solidariedade, uma raça e uma crença muito grande, o verdadeiro “ADN à Porto” e conseguiram registar a 11.º passagem do clube português até aos oito melhores emblemas da Europa. Mas aqui também é necessário destacar um elemento, que não marca, não defende, não assiste, nem vai à baliza, e que, no entanto, tem o mérito de ter devolvido a alma à equipa liderada por Pinto da Costa.

Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Esse alguém é Sérgio Conceição. O treinador português chegou ao clube do seu coração, longe dos tempos dourados, numa altura em que o FC Porto já não sabia o que era conquistar um troféu há cinco anos e o seu ingresso na tão aclamada “cadeira de sonho” permitiu um novo renascer dos atuais campeões nacionais.

Todavia, não foi só a nível interno que os resultados apareceram, também a nível europeu o FC Porto tem dignificado a sua história e a somar boas participações. Em 4 anos, os Dragões, sob a égide de Sérgio Conceição, já conseguiram dois quartos de finais da Liga dos Campeões, uns oitavos de finais da mesma competição e uns 16 avos finais da Liga Europa, o que traduz bem da competitividade que Sérgio incutiu no seu grupo de trabalho. Além disso, estas participações são cruciais para a saúde financeira do FC Porto, pois quanto mais longe chegar na Europa, mais dinheiro arrecada e como todos sabemos, atualmente, qualquer cêntimo é bem vindo no reino do Dragão.

Pode-se não gostar do estilo de jogo que os portistas exibem no presente, ou das escolhas e opções táticas de Sérgio Conceição, mas algo que ninguém pode negar é a vontade e a sua dedicação em prol do clube, algo que já não era visto no banco do Estádio do Dragão há largos anos e isso é algo que eu aplaudo e saúdo. A última terça-feira foi um exemplo perfeito do que retratei na frase anterior e que tenho a certeza, que como eu, qualquer portista ficou emocionado com a exibição da equipa.

Em suma, Sérgio Conceição, por tudo o que já fez, já tem o seu lugar na história do nosso clube e muito tem conseguido fazer. Já o FC Porto continua a dignificar o nome de Portugal pela Europa fora e gostando mais ou menos da equipa portista, é inegável que é o maior exportador, dentro dos relvados, do futebol português.

Tunísia 27-34 Portugal: Vitória por e para Quintana

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A CRÓNICA: AS EXIGÊNCIAS MÍNIMAS ESTÃO CUMPRIDAS

Mais um jogo, mais uma oportunidade de fazer história. Portugal defrontou hoje a Tunísia na primeira jornada do Torneio Pré-Olímpico, na tentativa de conquistar um lugar histórico nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Este foi também o primeiro jogo após o falecimento de Alfredo Quintana, tornando-o repleto de emoções. Neste torneio Portugal não pôde contar com Humberto Gomes, Gilberto Duarte e Alexis Borges. Devido à ausência de ambos os guarda-redes houve uma revolução nos guarda-redes convocados, com três jovens a terem a sua oportunidade: Gustavo Capdeville, Diogo Valério e Manuel Gaspar. Nota ainda para o regresso de Tiago Rocha aos compromissos internacionais.

Pedro Portela abriu o marcador com um golo em contra-ataque. Ambas as equipas iniciaram o jogo com defensas 6×0, mas com os defensores a adiantarem-se, principalmente na defesa portuguesa, com André Gomes a fazer esse papel de defesa mais adiantado. Os comandados de Paulo Jorge Pereira apresentaram-se muito consistentes defensivamente, permitindo aproveitar ataques rápidos e contra-ataques que permitiram construir uma vantagem que chegou a ser de cinco golos. No entanto, essa consistência não durou toda a primeira parte, já que Portugal passou por alguns momentos mais complicados quer no aspeto ofensivo, quer defensivo, permitindo que a Tunísia recuperasse alguma da desvantagem, mas nunca de modo a colocar em perigo a posição de Portugal na frente do marcador. Os “heróis do mar” saíram para o intervalo a vencer 11-15.

Portugal entrou muito bem no recomeço da partida, aumentando a vantagem que trazia do intervalo, vantagem essa que chegou a ser de oito golos. No entanto, a Tunísia nunca desistiu da partida e a apenas dez minutos do final a vantagem passou a ser de apenas quatro golos. Ainda assim, Portugal conseguiu recuperar alguma da vantagem perdida e vencer a partida, com o resultado final a ser 27-34.

Com esta vitória os requisitos mínimos nesta Fase de Qualificação estão cumpridos e agora é esperar pelos outros resultados e tentar pelo menos uma vitória nos dois jogos que se seguem contra a Croácia e a França. O próximo jogo é já amanhã às 17h30 contra a Croácia.

A FIGURA

Fonte: Andebol Portugal

André Gomes – O jogador do FC Porto assumiu um papel preponderante na organização ofensiva e não desiludiu. Sete golos (78%) e duas assistências em pouco mais de 34 minutos de jogo, naquele que foi um dos melhores jogos do jovem ao serviço da Seleção. Nota ainda para o grande jogo de Belone Moreira, que deixou esta escolha muito difícil.

O FORA DE JOGO

Fonte: IHF

Organização defensiva portuguesa – As ausências de Gilberto Duarte e Alexis Borges podem explicar algumas dificuldades, mas não são justificação total para os sinais preocupantes que foram deixados durante o jogo de hoje. Não fosse a boa entrada em jogo de Gustavo Capdeville, a história da partida podia ter sido muito diferente. Caso esta vertente não melhore Portugal irá ter grandes dificuldades nos jogos que se seguem.

ANÁLISE TÁTICA TUNÍSIA

Uma equipa forte fisicamente que, ofensivamente, aproveitou a força e qualidade dos seus pivots e da primeira linha, nomeadamente do lateral direito Amine Bannour, para criar dificuldades a Portugal. No entanto, defensivamente não teve capacidade de controlar a veloz circulação de bola portuguesa, que conseguiu sempre encontrar espaços na sua organização defensiva.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Mehdi Harbaouri (4)

Ghassen Toumi (4)

Ramzi Majdoub (5)

Amine Bannour (5)

Yousef Maaref (6)

Ghazi Ben Ghali (7)

Amine Darmoul (8)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Marouen Maggaiz (4)

Ryadh Souid (6)

Wael Mzoughi (6)

Oussama Boughanmi (8)

Issam Rzig (4)

Islem Jbeli (8)

Jilani Maaref (4)

Oussama Jaziri (4)

Anouar Ben Abdallah (8)

 

ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL

Em termos ofensivos, foi uma exibição muito bem conseguida por parte da Seleção, conseguindo sempre encontrar soluções para marcar, como mostram os 34 golos marcados. Mas em termos defensivos as notícias não são tão boas. Durante vários momentos a equipa teve muitas dificuldades em controlar a zona central da defesa, tal como a ligação com os pivots. Mais preocupante ainda é que esta não é uma dificuldade recente, sendo um problema que foi várias vezes identificado durante o Mundial em janeiro. Este é um aspeto a melhor se Portugal quer ter hipóteses de se qualificar para os Jogos Olímpicos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (6)

Diogo Branquinho (6)

André Gomes (9)

Fábio Magalhães (8)

Pedro Portela (7)

Luís Frade (6)

Daymaro Salina (6)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Manuel Gaspar (5)

Victor Iturriza (7)

Miguel Martins (8)

Belone Moreira (9)

Rui Silva (8)

Alexandre Cavalcanti (5)

António Areia (8)

Leonel Fernandes (8)

Tiago Rocha (5)

Foto de Capa: IHF

Jogadores que merecem a primeira internacionalização por Portugal

Já se sabe que o lugar de selecionador nacional pode ser muito ingrato. Enquanto alguns têm dificuldade em reunir um lote de convocados competitivo, outros esforçam-se para reduzir uma longa lista de jogadores de qualidade. Felizmente, Portugal e Fernando Santos deparam-se com o segundo problema. Por isso, são vários os bons jogadores portugueses que ainda não tiveram a oportunidade de jogar pela Seleção. Aqui, apresentamos sete atletas que já justificam a primeira internacionalização de “Quinas ao peito”.

Jardel | O fim de ciclo para o guerreiro da Luz?

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Tem sido noticiado que a saída de Jardel do SL Benfica estará para acontecer no final da presente temporada. O capitão do SL Benfica é o único jogador do plantel que termina contrato no final da época, sendo que, até ao momento, não existem indícios de renovação.

Jardel chegou ao SL Benfica em janeiro de 2011, tendo sido contratado ao SC Olhanense, depois de ter representado o GD Estoril Praia na época anterior. Atualmente, Jardel realizou já quase 300 jogos de águia ao peito, 17 dos quais na temporada atual. O percurso de Jardel no SL Benfica ficou marcado por vários altos e baixos em termos de utilização.

Depois de nas primeiras temporadas ter sido o terceiro central da equipa, seria após a venda de Garay ao FC Zenit, no verão de 2014, que o central brasileiro se afirmou como titular, já aos 28 anos, realizando duas temporadas de grande nível, com golos decisivos e sendo uma peça importante na conquista dos “bi” e “tri” campeonatos.

No entanto, a partir da temporada 2016/17 começariam os problemas com lesões. Apesar de ainda ter sido habitual titular nas temporadas de 2017/18 e 2018/19, o seu rendimento e disponibilidade física já não eram os mesmos, sendo que, nas últimas duas temporadas, foram vários os jogos em que o capitão do SL Benfica saiu devido a problemas físicos.

Jardel conta já com mais de 250 jogos pelo SL Benfica
Jardel conta já com quase 300 jogos pelo SL Benfica
Fonte: Sebastião Rôxo/ Bola na Rede

Mais do que os bons períodos que Jardel teve no SL Benfica, o brasileiro destacou-se pela entrega, dedicação e profissionalismo que demonstrou nos seus dez anos de águia ao peito. Jardel nunca se mostrou insatisfeito nos momentos em que era pouco utilizado, nunca procurou forçar a saída do clube, nunca deixou de trabalhar afincadamente e esperou sempre pela sua oportunidade.

Quando chegou ao SL Benfica, poucos acreditavam que Jardel pudesse tornar-se numa referência. No entanto, no seu auge, jogou a um nível que poucos acreditavam que era possível de atingir. Agora, estando quase a fazer 35 anos, apesar de continuar a ser uma opção de confiança para Jorge Jesus, já não dá as garantias necessárias (sobretudo do ponto de vista físico) para ser uma opção válida.

O SL Benfica tem tido sérias dificuldades em quebrar ciclos nos últimos anos, mas o mínimo que se pode dar a um jogador que sempre deu o melhor de si enquanto cá esteve é que se saiba quebrar o ciclo na altura certa.

Jardel merece o carinho e o reconhecimento dos adeptos por tudo o que deu ao SL Benfica nos últimos dez anos, pelo que está na hora de passar o testemunho de uma forma digna e honrosa.

A evolução do jogo: Nada é como antes | NBA

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UMA NOVA ERA, UM NOVO BASQUETEBOL

O evolucionismo é uma teoria ligada a Charles Darwin. Nessa, o cientista britânico explica que a espécie humana sofreu alterações ao longo dos tempos, tendo em conta o meio ambiente onde habitam. Apesar de a NBA e Darwin não terem uma ligação direta (que se saiba), podemos adaptar conceitos. Ao longo dos 75 anos da liga, existiram enumeras mudanças, mas a forma como o jogo se adaptou ao longo de tantas épocas é muito interessante.

Não é uma, nem duas vezes, que ouvimos “És alto/a, devias jogar basquetebol!”. No início, essa era a ideia principal. Com poucos princípios táticos estabelecidos, é recorrente, quando vemos vídeos dos anos 50/60, percebermos que existe um padrão definido de jogador. Altíssimo, com pouco atleticismo e layups ao invés dos poderosos afundanços, que invadiram as partidas nas décadas seguintes.

O jogo de equipa e a distribuição dos pontos eram conceitos que, para quem jogava basquetebol, eram pouco ou nada utilizados. Marcas como os 100 pontos de Wilt Chamberlain, em 1962, parecem, cada vez mais, impossíveis. Nos últimos anos, tivemos exibições como os 81 pontos de Kobe Bryant, mas existe um grande fator que distancia as duas eras.

Esse fator é, sem mais, nem menos, a introdução dos três pontos. Quando a NBA se fundiu com a ABA (um caminho alternativo que tinha jogadores lendários como Julius Irving ou Rick Barry), a liga adicionou a linha inovadora criada pelo mercado com quem rivalizava. Apesar de os adeptos adorarem, alguns jogadores detestavam porque se tinham de habituar a um novo estilo de jogo.

Fazendo a ponte com os dias que correm, estas reações tornam-se quase um motivo de humor. Apesar de datadas, tornam o desenvolvimento do basquetebol um tópico interessante de conversa. Sem a linha de três pontos, alguns dos jogadores mais baixos, provavelmente, iam continuar a ser marginalizados e esquecidos no tempo.

Para muitos, os três pontos podiam ser um cheat code para que as exibições com grande volume pontual individual aumentassem, mas tal não se observa. A introdução de cada vez mais jogadores europeus e as rotinas de um basquetebol menos egoísta (por exemplo, os Spurs de Gregg Popovich) podem explicar essa tendência.

Esta mudança de paradigma não tem muitos anos. Stephen Curry, quando foi escolhido no Draft, em 2009, muitos especialistas não esperavam que o base tivesse um grande futuro na NBA. No entanto, apesar de algumas contribuições anteriores, o jogador dos Golden State Warriors está ligado à grande mudança de mentalidades na NBA e no basquetebol em geral.

Na minha opinião, ninguém pode defender que uma era é melhor que outra, porque as características são muito diferentes. Cresci com jogadores como Curry e Lillard a dominar e, por isso, posso ficar mais ligada ao “novo jogo”, mas o basquetebol dos anos 70 também trouxe noções fundamentais para os dias de hoje. A evolução é uma teoria que assiste todos os papéis da sociedade e a NBA não foi exceção.

Foto de Capa: Denver Nuggets

Tribuna VIP: Da Baviera para o mundo

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Poderão não se lembrar desta sensação mas tentem imaginar-se num concerto da vossa banda preferida. As palavras entoadas entram nos timings certos, os instrumentos complementam-se de uma forma perfeita e o conjunto de todos os sons produzidos dão origem a um sentimento de satisfação que, por vezes, não somos capazes de explicar.

Acho que é desta forma que podemos olhar para o Bayern Munique da atualidade. Desde a baliza ao ataque, tudo parece funcionar em harmonia. Há equilíbrio defensivo, há dinâmica e criatividade a meio-campo e, na frente, um homem que está sempre pronto para ser o principal vocalista. Resgatado à Polónia há 20 anos, Lewandowski chegou a estar do outro lado da barricada mas é ao serviço dos bávaros que envelhece como o vinho do Porto.

Aos 32 anos, o seu nome confunde-se com prestígio e continua a alimentar-se de triunfos semanais, tal como aquele que aconteceu no passado sábado. Num combate feroz entre goleadores natos, a frieza e juventude de Haaland, nascido mais de 10 anos depois, pareciam superiorizar-se à mestria e sentido posicional de quem tem servido de exemplo para os pupilos das canteras.

Durou pouco… ao bis do norueguês, o polaco respondeu com um hattrick e voltou a confirmar-se a regra da Bundesliga: podes brilhar na hora das decisões, mas não brilhas mais do que Robert Lewandowski. Desengane-se, no entanto, quem pensa que o matador faz todo o trabalho sozinho. Já viram alguma sinfonia estar depende da ação de um só elemento? O que dizer daqueles que apoiam ou seguram as pontas nas horas de maior aperto? Thomas Muller é o vértice quase perfeito de um triângulo constituído por Goretzka e Kimmich; dois homens com uma capacidade invejável de pautar as notas do jogo, numa estratégia que conta ainda com a irreverência de Leroy Sané e com o ataque à profundidade de Coman.

Os leões andam à solta durante quase 90 minutos em intensidade máxima e torna-se quase impossível parar uma equipa que pouco conhece o significado de baixa rotação. Mais atrás, Neuer é o maestro das ações defensivas e pouco há a dizer sobre Boateng ou Alaba. O entrosamento adquirido ao longo das épocas dá segurança a Sule e Alphonso Davies nas alas, para que possam subir no terreno e criar superioridade numérica em momentos de desconstrução da muralha contrária.

Feitas as contas, são 26 triunfos em 35 jogos em todas as competições e apenas três derrotas para uma equipa que já marcou 103 golos (!). Os elogios surgem de todo o lado e um tal de Pep Guardiola até recusa favoritismos na Liga dos Campeões ao ver aquilo que a formação de Munique tem feito esta temporada. Resta apenas saber se a história se vai repetir e se o poderio alemão vai voltar a fazer a diferença na maior prova europeia.

Uma coisa é certa: no futebol, tal como na música, podemos ter conceções diferentes relativamente àquilo que gostamos ou não apreciamos. Mas se a maioria do público conseguir sentir a vibração, parece-me que podemos afirmar que estamos perante uma obra de arte.

Artigo de opinião de Rita Latas,
jornalista Sport TV


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5 exibições históricas do FC Porto na Liga dos Campeões

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O FC Porto sempre teve um bom historial na prova milionária e, até há bem pouco tempo, partilhava o pódio com Real Madrid CF e FC Barcelona nas equipas com mais presenças na fase de grupos da prova. Conseguiu chegar duas vezes à final da competição, vencendo as duas.

Este ano não foge à regra e os orientados de Sérgio Conceição já garantiram a passagem aos quartos de final, num jogo para mais tarde recordar, eliminando a Juventus.

Em Portugal é o clube mais titulado internacionalmente e, por sua vez, é o que mais contribui para o ranking da UEFA. Deixo aqui cinco jogos na Champions League que nunca irão sair da memória dos adeptos portistas.

Manchester United FC 1-1 AC Milan: Golo ao cair do pano dá justiça ao marcador

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A CRÓNICA: MARCAR E DEFENDER NEM SEMPRE É SOLUÇÃO

Podia ser um encontro de Champions? Podia, perfeitamente. Certo é que, onze anos depois, o reencontro entre Manchester United FC e AC Milan acabou por acontecer nos “oitavos” da Liga Europa. Os dois históricos do futebol mundial não foram além de um empate a uma bola, num duelo que contou com três portugueses em campo.

Num início de jogo globalmente repartido, o conjunto de Milão até introduziu a bola na baliza contrária por duas vezes nos primeiros dez minutos, mas ambos os lances acabariam por ser invalidados: o primeiro num fora de jogo assinalado a Rafael Leão e o segundo, com recurso ao VAR, devido à mão na bola de Franck Kessié, antes de atirar para o fundo das redes.

Anthony Martial esteve perto de inaugurar o marcador para a equipa da casa, Alexis Saelemaekers para o conjunto visitante, mas o lance mais flagrante (leia-se inacreditável) da primeira parte ficou mesmo reservado para o minuto 38’. Na sequência de um pontapé de canto, Bruno Fernandes penteou a bola para o segundo poste e o capitão Harry Maguire atirou ao poste com a baliza escancarada.

No regresso dos balneários, o emblema de Old Trafford entrou mais agressivo e rapidamente inaugurou o marcador. Após um belo passe em arco de Bruno Fernandes, o recém-entrado Diallo cabeceou de costas, com um chapéu sobre Gigi Donnaruma.

Como seria de esperar, a equipa de Solskjaer recuou no terreno e o conjunto visitante teve de correr atrás do prejuízo, embora poucas das investidas ofensivas tenham levado realmente perigo à baliza de Dean Henderson. As substituições de Stefano Pioli deram a frescura necessária à equipa e o AC Milan acabou mesmo por chegar à igualdade ao cair do pano, de forma inteiramente justa. Na sequência de um pontapé de canto, Simon Kjaer fugiu à marcação e empatou a eliminatória.

Um resultado que, devido ao golo marcado fora de portas, acaba por dar outro ânimo ao AC Milan, tendo rompido uma sequência de quatro jogos seguidos sem sofrer do Manchester United. Nota ainda para o facto de este ter sido o primeiro empate de sempre entre estas duas equipas, ao décimo primeiro confronto.

A FIGURA


Nemanja Matic – O experiente médio sérvio revelou ser uma autêntica muralha no meio-campo defensivo, principalmente na segunda parte. Além do comprometimento com a defesa, Nemanja Matic demonstrou ainda a calma e a capacidade necessárias nas saídas a partir de trás, embora nem sempre houvesse o devido seguimento dos companheiros mais à frente. Exibição sólida e consistente!

 

O FORA DE JOGO


Daniel James – Passou completamente ao lado do jogo. Nas poucas vezes que tocou na bola, o extremo de 23 anos perdeu o esférico por diversas ocasiões no meio campo adversário e não acrescentou praticamente nada à equipa no momento ofensivo. Na segunda parte, Daniel James ainda teve a possibilidade de ampliar a vantagem (após um momento individual de Greenwood), mas atirou ao lado e acabou por ser substituído logo a seguir.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Ole Gunnar Solsjkaer decidiu promover quatro alterações em relação ao “onze” que derrotou o rival Manchester City no passado domingo: na defesa, Bailly e Alex Telles entraram para os lugares de Lindelof e Luke Shaw, respetivamente; Matic rendeu Fred no duplo pivot com McTominay; e Greenwood ocupou a vaga deixada por Rashford.

Alinhado no já habitual 4-2-3-1, o Manchester United foi construindo o seu jogo a partir de trás, mas nem sempre encontrou as melhores soluções no último terço do terreno. No primeiro tempo, a equipa inglesa não só perdeu várias bolas no setor intermédio, como permitiu que o adversário tivesse bastante espaço nas ações a rondar a grande área.

No regresso dos balneários, a entrada de Diallo permitiu que Bruno Fernandes passasse a ter mais bola e, curiosamente, o golo nasceu precisamente num lance protagonizado pelos dois jogadores. De resto, a missão passou mais por defender a vantagem mínima e sair em contra-ataque, como seria expectável.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dean Henderson (6)

Alex Telles (6)

Harry Maguire (5)

Eric Bailly (6)

Aaron Wan-Bissaka (6)

Nemanja Matic (8)

Scott McTominay (7)

Daniel James (4)

Bruno Fernandes (7)

Mason Greendwood (6)

Anthony Martial (5)

SUBS UTILIZADOS

Amad Diallo (7)

Luke Shaw (6)

Fred (5)

Brandon Williams (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Já Stefano Pioli optou por fazer apenas duas mudanças em relação à equipa que apresentou na passada jornada da Serie A, com as titularidades de Simon Kjaer e Brahim Díaz, em vez de Romagnoli e Castillejo, respetivamente.

Também no clássico 4-2-3-1, o conjunto de Milão destacou-se pelas dificuldades criadas à saída de bola dos red devils e foi a partir daí que nasceram as melhores jogadas da equipa. Com o nulo no marcador, os italianos posicionaram-se em 4-4-2, algo que tornou a equipa mais compacta e organizada a defender.

A entrada praticamente a perder na segunda parte obrigou o Milan a correr mais riscos e, se é verdade que quase sofreu o 2-0, também não deixa de ser verdade que esse ‘pressing’ final conduziu a equipa ao golo do empate que tanto procurou. As substituições feitas por Stefano Pioli revelaram ser as mais acertadas, perante o restante lote de suplentes à disposição.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gigi Donnarumma (6)

Diogo Dalot (6)

Fikayo Tomori (6)

Simon Kjaer (8)

Davide Calabria (7)

Franck Kessié (6)

Soualiho Meité (5)

Rade Krunic (6)

Alexis Saelemaekers (6)

Brahim Díaz (5)

Rafael Leão (6)

SUBS UTILIZADOS

Samu Castillejo (5)

Sandro Tonali (6)

Pierre Kalulu (6)

Contratar Pedro Porro, mas desta vez com elegância | Sporting CP

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Quando cá chegou, poucos o conheciam. O bom rótulo de vir emprestado do Manchester City não chegava para encher as medidas aos adeptos leoninos. Nem o rótulo nem os calções na apresentação. Porém, a verdade é que Pedro Porro tem sido uma das armas preponderantes do Sporting CP de 2020/2021. As boas exibições são a sua praia, mostrando-se fundamentais para o inesperado ataque ao título de campeão nacional.

Confesso que Pedro Porro não me convenceu na fase mais prévia da época. Aquando o desaire frente ao LASK Linz, que ditou o afastamento da equipa de Ruben Amorim das competições europeias, o ala direito cometeu dois erros defensivos, no primeiro e segundo golos da partida, que foram preponderantes para a goleada sofrida em Alvalade.

Na recente entrevista que deu ao jornal AS, o espanhol afirmou que é um extremo de origem, e isso é notório pela tremenda influência ofensiva que tem na equipa. No entanto, as melhorias defensivas no seu jogo são também razão de destaque. Sendo este um jogador rápido, “raçudo” e competente no um para um, a questão da evolução no que toca ao posicionamento defensivo tem sido muito importante para o seu desempenho na formação verde e branca.

Pedro Porro foi me conquistando ao longo desta temporada. É um atleta que encaixa perfeitamente no esquema tático de Rúben Amorim, que pede um lateral rápido, com “bom pulmão”, técnica e projeção ofensiva. Os três centrais, aliados ao médio mais recuado, dão-lhe a cobertura necessária quando é lançado no corredor lateral. Para além disto, presenteou-nos com alguns dos melhores golos da temporada: livre direto, de fora da área e até mesmo um belíssimo volley.

Pedro Porro, diante do FC Boavista, realizou uma exibição sólida e apontou um golo de belo efeito
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na rede

Foi considerado, até ao momento, o melhor defesa da Liga por três vezes. É a personificação da garra leonina que todos os sportinguistas querem ver em campo. Isto, aliado à sua qualidade, são duas razões mais do que plausíveis para contratar Pedro Porro em definitivo. É certo que um investimento de oito milhões e meio tem um grande peso no orçamento do clube, mas quando se trata de um atleta que está muito perto de ser convocado para a seleção A espanhola e que tem dado cartas no futebol português, penso que vale a pena.

É preferível gastar oito milhões e meio num jogador de qualidade do que o mesmo valor em três ou quatro atletas banais, ou mesmo fracos. Contratar cirurgicamente é uma das chaves para o sucesso e uma política com provas de sucesso. Portanto, espero ver Pedro Porro a dar o “bacalhau”, desta vez sem os calções rasgados, que tanto deram que falar, e a assinar por muitos anos pelo Sporting CP.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

LA Clippers | Os porquês das mudanças estruturais

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Após a desilusão incomensurável nos playoffs de 2020, (derrota diante os Nuggets após obterem uma vantagem de 3-1 na série), os Los Angeles Clippers sofreram nova remodelação na estrutura do plantel. Treinador diferente, ideias novas e mudanças cirúrgicas no plantel. Steve Ballmer (presidente dos Clippers) parece ter alinhado as peças pretendidas para o trabalho ter efeito, mas o sucesso é uma incógnita.

Afinal, o quê e o porquê da mudança nos Clippers?

Foto de Capa: NBA