Novo ano, novas equipas (quando aplicável) e, como sempre, novos carros para apreciar e discutir sobre. Com a 71.ª temporada de Fórmula 1 quase a começar, decidimos reunir os dez carros que foram apresentados pelas equipas do mundial no último mês, que serão os próximos protagonistas de mais uma época que promete não só mudanças, mas também muita emoção e imprevisibilidade.
McLaren – O MCL35M, liderado por Lando Norris e pelo mais recente membro, Daniel Ricciardo, apresenta o mesmo esquema de cores que já consideramos a sua imagem de marca desde 2018. Assim, o laranja-papaia e o azul cintilante que foi introduzido no fim de uma má era da equipa continuam, desta vez a apostar um pouco mais no azul, e com um laranja ainda mais papaia do que o que conhecemos.
A mudança entre o MCL35 (2020) e o MCL35M pode parecer pouca a nível visual, mas a verdade é que não nos podemos esquecer que o MCL35M estará equipado com motor Mercedes e não motor Renault, o que pode fazer toda a diferença em termos de resultados.
AlphaTauri – Se o AT01 já seria considerado uma das liveries mais bonitas de 2020 da Fórmula 1, então, já não nos admira a AlphaTauri ser uma marca de roupa gerida pela Red Bull, pois em 2021 poderíamos considerar o mesmo.
O AT02 é uma versão mais escura do primeiro carro da equipa renomeada, com o design a apostar num tom mais azul escuro, principalmente na parte dianteira do carro. Ainda é cedo para saber quais serão os resultados do AT02, mas a verdade é uma, o carro que será dirigido por Pierre Gasly e Yuki Tsunoda é um dos mais agradáveis visualmente em pista.
Não é segredo para ninguém que o futebol (aqui, a Primeira Liga Portuguesa) gira à volta de golos. Quando marcamos somos bons e, quando não marcamos, somos maus. Já aconteceu, vai acontecer e será sempre assim. À primeira vista, falar em golos é falar em avançados, mas e quando não são eles que marcam e decidem jogos?
Nas últimas semanas, os jogadores em destaque no campeonato português têm sido, por norma, elementos do setor defensivo. Sebastián Coates, defesa-central do Sporting CP, já vestiu pele de herói por diversas vezes e leva quatro tentos no campeonato. Pedro Porro resolveu a final da Taça da Liga frente ao SC Braga e segue como um dos fatores-chave do sucesso leonino.
Contudo, no lote de defesas em destaque na Primeira Liga Portuguesa, surge um outro nome, menos conhecido e mediático: Ricardo Mangas, lateral-esquerdo do Boavista FC. Leva quatro golos, tantos como Coates, tendo ainda menos minutos jogados que este.
Sendo o Boavista FC uma equipa menos concretizadora do que desejariam, o lateral tem sido importante na manobra ofensiva, até ao momento, marcando 21% dos golos da equipa na Primeira Liga. Destaque evidente para os dois últimos golos de Ricardo Mangas, ambos na sequência de canto e ambos nas últimas duas jornadas.
Ricardo Mangas fez formação no SL Benfica, tendo atuado pela equipa B. Em 2017 transferiu-se para o CD Aves e teve passagem por empréstimo pelo SC Mirandela, do Campeonato de Portugal. Regressou à base e foi peça fundamental do grupo que foi campeão de sub-23 da equipa nortenha. Na época seguinte subiu à primeira equipa e foi um dos destaques da trágica temporada da turma avense na Primeira Liga. Está agora, aos 22 anos de idade, a exibir-se a um bom nível no Boavista FC, confirmando as boas sensações que tinha deixado na temporada anterior.
Na minha ótica, não podemos olhar para Ricardo Mangas como um “lateral moderno”, daqueles que só ataca. As exibições, e também as estatísticas, provam que consegue ter duas caras, mantendo o equilíbrio e assegurando a segurança defensiva. É o jogador do Boavista FC com mais interceções por 90 minutos (2,1) e revela-se também bastante forte nos duelos aéreos, sendo o terceiro melhor jogador do Boavista no que concerne à percentagem de duelos aéreos defensivos ganhos (62%), entre jogadores com mais de dois duelos por jogo.
Ainda assim, este está longe de ser um lateral maioritariamente vocacionado para a defesa. Tenta manter um certo equilíbrio e, além da finalização, conta com uma percentagem de dribles eficazes a rondar os 45%. Regista ainda uma média de 2,66 cruzamentos com bola corrida por jogo, revelando facilidade em subir pelo corredor e participar em ataques ou contra-ataques, quando solicitado por colegas. Prova disso, o segundo golo do Boavista FC no Estádio do Dragão: boa combinação no ataque com Angel Gomes e assistência para golo de Alberth Elis, que se desmarcava ao segundo poste.
Desde o jogo com o FC Porto, tem feito exibições bastante convincentes. Marcou nas últimas duas jornadas de forma consecutiva e procura manter a boa forma no futuro. Com Jesualdo Ferreira, pode encontrar o espaço, tempo e ambiente de que necessita para elevar ainda mais o seu jogo.
É um jogador jovem, tal como outros que figuram no plantel boavisteiro. Tem todas as condições para se superar e acabar por eventualmente “dar o salto”. Com o Campeonato da Europa de sub-21 aí “à porta”, e respetiva convocatória a ser anunciada na próxima terça-feira, pelo selecionador Rui Jorge, Mangas pode ser uma das opções. Apesar da concorrência de Nuno Mendes, Rúben Vinagre ou Nuno Tavares para a lateral esquerda, a boa temporada de Ricardo Mangas faz com que se torne certamente num nome a ter em conta.
Na sua terceira temporada na Liga, Josh Allen subiu de nível e passou de potencial decepção a candidato a MVP. Vários factores contribuiram para esta evolução do QB dos Bufallo Bills, mas ficou bem claro qual foi a maior influência de todas: Stefon Diggs.
Adquirido numa troca após 5 épocas em Minnesota com os Vikings, Diggs é Wide Receiver de extrema qualidade, cujo preço (múltiplas escolhas do draft, incluindo uma de primeira ronda) refletiu bem o valor que lhe é atribuído.
Chegado aos Bills, não vacilou e assinou a sua melhor temporada na Liga. O curioso é que não é em Touchdowns que mais brilha, somou oito em 40 que a equipa fez pelo ar. Um valor relativamente modesto quer em termos absolutos, quer relativos. Por exemplo, nos Chiefs com 40 TDs por passe, Hill foi responsável por 15 e Kelce por 11, nos Packers Davante Adams valeu 18 em 48 e Mike Evans assinou 13 em 42 para os Buccaneers.
É claro que a estatística que mais impressiona são as 1535 jardas que lhe dão a liderança da tabela em toda a liga, mas a mais importante é outra. Em 240 primeiros downs que os Bills fizeram na temporada, Diggs foi o alvo em 73 e, numa equipa com capacidade limitada na corrida – apenas 119 1D por este meio -, esse é um dado essencial para entender a sua importância para a equipa. Acrescente-se também que Diggs conclui 127 recepções em 166 vezes que foi o alvo (uma taxa de 77% de sucesso).
Este é o segredo do sucesso dos Bills deste ano. A equipa deu a Josh Allen um alvo seguro, que sabe encontrar o espaço e, acima de tudo, no qual o Quarterback pode confiar para fazer avançar a bola nos momentos decisivos. E como houve química desde o início entre Allen e Diggs, ambos subiram o seu nível exibicional e os Bills passaram de equipa indecisa sobre se escolhera o homem certo para QB a candidato ao Superbowl.
A equipa de Buffalo já está entre as melhores da liga e, com pequenos ajustes como uma melhoria no jogo pelo chão, pode aspirar ao maior prémio de todos e a ligação Allen-Diggs é a grande culpada.
Liga Europa, Oitavos-de-Final: quinta-feira, 17h55, 11 de março 2021
ANTEVISÃO: NO POUPAR PODE NÃO ESTAR O GANHO
O último confronto entre estes dois “tubarões” foi precisamente há 11 anos e um dia. Depois de alguma travessia no deserto, ambas as formações voltaram a fazer uma época positiva no campeonato. Na Europa, apesar alguns sobressaltos pelo caminho, os dois conjuntos fizeram uma campanha que fez crescer algum ânimo entre os adeptos, especialmente os “Rossoneri”.
Já com uma Liga Europa no currículo e numa fase mais sólida de resultados comparativamente com o adversário, o Manchester United FC, que vem de 11 jogos sem perder em todas as competições, parece ter algum favoritismo antes do apito inicial. Por sua vez, o AC Milan tem só uma derrota na Liga Europa. A forma como ambas as formações vão abordar este jogo poderá sentenciar a eliminatória, isto porque, no fim-de-semana, tanto os “Red Devils” como os “Rossoneri” têm dois jogos muitos importantes. Desta forma, e mais perto do primeiro lugar, o AC Milan poderá dar mais prioridade ao campeonato que aos jogos europeus, e por isso fazer algumas poupanças para esta quinta-feira. O jogo também fica marcado por muitas ausências nas duas equipas, mais do lado dos italianos, que poderá ser um fator chave no desfecho.
10 DADOS RÁPIDOS
O Manchester United FC, em oito jogos europeus, venceu quatro, empatou um e perdeu três. Só dois foram na Liga Europa, uma vitória e um empate.
O AC Milan em oito jogos na Liga Europa venceu quatro, empatou três e perdeu um.
Nas competições europeias, os “Red Devils” têm 2,37 golos marcados por jogo e 1,25 sofridos.
Na Liga Europa, os “Rossoneri” têm 1,88 golos marcados por jogo e 1,25 sofridos.
Em 21 jogos em casa, em todas as competições, o Manchester United FC tem 11 vitórias, quatro empates e seis derrotas.
Em 20 jogos fora, em todas as competições, o AC Milan tem 14 vitórias, quatro empates e duas derrotas.
Na temporada, o Manchester United FC tem em média 2,02 golos marcados por jogo e 1,07 golos sofridos.
Na temporada, o AC Milan tem em média 1,95 golos marcados por jogo e 1,17 golos sofridos
Em dez embates entre as duas equipas, cinco vitórias para cada uma.
Nos dez encontros entre as duas formações há em média 2,9 golos por jogo
Luke Shaw (Manchester United FC) – Apesar de ter ficado de fora na eliminatória anterior, o bom momento do lateral esquerdo poderá ser aproveitado por Sol nesta partida difícil frente ao AC Milan. Vem de marcar um golo frente ao Manchester City FC e estará certamente com a motivação no máximo. Nesta indefinição do XI, Shaw poderá entrar para também equilibrar a equipa numa provável rotação.
🗞ᴡᴏʀᴅ ᴏɴ ᴛʜᴇ ꜱᴛʀᴇᴇᴛꜱ ” is Diogo Dalot scored his first Serie A goal in AC Milan’s 2-0 winat yesterday. Remains to be seen whether he will be picked to play against his parent club in the #UEL (He’s eligible and has started in seven of Milan’s eight #UEL ties). #mufcpic.twitter.com/V4zFyTtisg
Diogo Dalot (AC Milan) – É raro destacar dois laterais para um jogo, mas é o que é. Além de ter sido titular em sete dos oitos jogos do AC Milan na Liga Europa, Dalot fez os 90 minutos na última jornada da Liga Italiana e fez o gosto ao pé. Somada a esta confiança, podemos juntar o reencontro com o Manchester United FC (e sabemos estas histórias), clube pelo qual se encontra cedido. O jogador terá certamente muito trabalho a defender, mas as suas manobras ofensivas vão dar dor de cabeça aos Red Devils. Um jogo que o português sentirá como muito importante na sua carreira.
XI’S PROVÁVEIS
Manchester United FC: Henderson, Shaw, Maguire, Bailly, Bissaka, Fred, McTominay, Greenwood, Bruno, James e Martial.
Treinador: Ole Gunnar Solskjaer:
“Tenho uma enorme admiração pelo Milan. A sua tradição, história e qualidade”.
AC Milan: Donnarumma, Dalot, Kjaer, Romagnoli, Calabria, Meité, Tonali, Samu, Krunic, Saelemaekers e Rafael Leão.
Treinador: Stefano Pioli:
“Um resultado positivo vai dar motivação para a segunda mão”.
PREVISÃO DE RESULTADO: Manchester United FC 2-0 AC Milan
O dia 9 de Março vai ficar, com certeza, guardado para sempre no coração de cada adepto portista, que, neste dia, já viveu emoções das quais jamais esquecerá. Distantes em quilómetros, mas adjuntas em distância temporal, 17 anos separam Manchester e Turim: a 9 de Março de 2004, o FC Porto eliminava o Manchester United nos oitavos de final da Liga dos Campeões, garantindo assim o empate (1-1) e o apuramento para os quartos de final. Neste mesmo dia, 9 de Março, agora de 2021, os azuis e brancos eliminam a Juventus FC da prova milionária, com a derrota mais jubilosa da sua história, ao perderam por 3-2, no entanto, a remanescerem na competição graças aos golos fora e à vitória, por 2-1, no jogo da primeira mão.
Sem querer alentar qualquer tipo de coincidência histórica, teoria ou déjà vu, na realidade, a campanha do FC Porto tem sido tão ilustre e competente quanto a de 2004, que permitiu então a conquista do título da maior competição de clubes do mundo. É interessante atentarmos que, em 2003, o FC Porto passou em 2.º lugar, ficando atrás do colosso Real Madrid CF dos “galácticos” que terminou a fase de grupos em primeiro lugar do grupo. Nesta época, 2020/21, o Porto também fica em segundo lugar do grupo atrás de um colosso milionário, o Manchester City, com apenas uma derrota, tal como em 2003, em que o FC Porto perdeu por 3-1 contra a “super equipa” do Real Madrid.
Este exercício de comparação torna-se ainda mais singular e inusitado quando observamos que, a única derrota que o FC Porto teve em 2020/21 na fase de grupos foi contra o eminente Manchester City, também por 3-1, sendo que o jogo da 2.ª volta terminou empatado, 0-0, tal como o segundo jogo contra Real Madrid CF, 1-1, em 2003/04. Com isto, como aleguei anteriormente, não pretendo suster qualquer tipo de coincidência histórica, aliás, nenhum adepto portista se deve agarrar a esta teoria de “a história estar a ser repetida”, com base nestes fatores históricos.
Claro, devem almejar e lutar pelo título da Liga dos Campeões, tal como se notou neste último jogo contra a Juventus FC, no entanto, há que ser realista. De há 17 anos para cá, ganhar a maior competição de clubes do mundo, tornou-se cada vez mais difícil: o mercado futebolístico demudou-se, o fluxo de dinheiro que circula nele é cada vez mais exorbitante, o que acentua ainda mais o desnível financeiro existente entre os diferentes campeonatos europeus. A então capacidade financeira do campeonato português é muito inferior a qualquer liga situada no top 5, sendo estas capazes de atrair jogadores de maior qualidade, através de objetivos de carreira de salários elevados.
Não devemos somente atentar para esta realidade, porém devemos também atender para a situação atual do FC Porto. As exibições dos azuis e brancos são completamente diferentes no campeonato e na Liga dos Campeões, sendo que, nesta última, o FC Porto tem conseguido melhores resultados. Atualmente, o FC Porto encontra-se a dez pontos do líder da Primeira Liga, o Sporting CP, sendo que foi recentemente eliminado pelo SC Braga na Taça de Portugal. Para além disso, as exibições portistas têm sido fracas e inconsistentes, por via do cansaço físico e das limitações existentes em certas posições do plantel.
No entanto, as performances do FC Porto na Liga dos Campeões, como já referi, são diferentes. Parece que o estado anímico da equipa se altera, o que é perfeitamente normal nestes jogos, e as lacunas que existem são “tapadas” através do esforço coletivo. Com cinco vitórias, um empate e duas derrotas (sendo esta última extremamente agradável), o FC Porto soma 14 golos marcados e 7 golos sofridos, acumulando exibições de superação que são constantemente comentadas pelos diversos meios de comunicação social europeus. O FC Porto fez frente ao Manchester City, 2.º lugar da liga inglesa 2019/20, considerada por muitos a melhor liga do mundo, ao atual campeão grego, o Olympiacos FC, e, recentemente, ao eneacampeão italiano, a Juventus FC, que acabou por ser eliminada da competição.
Daqui para a frente, resta então ao FC Porto sonhar: a equipa com o valor mais baixo de plantel entre os 16 finalistas, está presente entre as oito melhores equipas da Europa. Diferentemente das restantes equipas em competição, que possivelmente estarão nos 1/4 de final da liga milionária, o FC Porto não investiu para ganhar a competição, ou seja, daqui para a frente não existe uma obrigação de estar, mas sim a do querer estar. Os azuis e brancos têm a consciência que daqui para a frente não há adversários fáceis, por isso, por maior que seja o poderio financeiro e a qualidade do plantel do adversário, em campo são onze contra onze e, no final, como todos sabemos, ganha quem tiver mais competência e vontade.
No entanto, se analisarmos os possíveis adversários do FC Porto nos 1/4 de final da Liga dos Campeões, tendo em vista que ainda há jogos por jogar, na minha ótica, Borussia Dortmund, o vencedor entre Real Madrid e Atalanta ou o vencedor entre Chelsea e Atlético Madrid seriam adversários interessantes aos azuis e brancos. No entanto, a essência do FC Porto é jogar contra os melhores, e, independentemente do adversário, a equipa portuguesa sabe que deve fazer ainda mais e melhor do que fez contra a Juventus FC.
A CRÓNICA: LIVERPOOL FC VOLTA A PUNIR ERROS DA POSSE ESTÉRIL DOS ALEMÃES
A segunda mão entre Liverpool FC e RB Leipzig mostrava-se como uma “montanha” difícil de transpor para ambos. Aos “alpinistas” de Klopp opunha-se um adversário a jogar o “tudo ou nada” e com elevada capacidade de concretização. Por outro lado, os “alpinistas” de Nagelsmann preparavam-se para atacar a cordilheira de Anfield, trasladada para a Puskás Aréna, na Hungria. Para lá da desvantagem de dois golos concedidos em casa, estava um gigante europeu do outro lado, vencedor da prova em 2019.
A partida começou num ritmo elevado e qualquer erro podia significar um golo prematuro. O 0-0 que chegou ao intervalo foi ameaçado por várias vezes e para isso valeram, essencialmente, os reflexos de Gulácsi.
Decorria o sexto minuto da partida quando Thiago descobriu Mané com um passe picado no coração da área. Sem oposição, o senegalês rematou com força, muito por cima. Lance exemplificativo da forma baixa que Mané apresenta nesta fase da temporada.
Aos 10 minutos, Dani Olmo e Poulsen dividiram um lance confuso na área dos reds que foi terminado com uma sapatada eficaz de Alisson. O ritmo não prometia baixar e no espaço de 10 minutos, o Liverpool FC dispôs de três ocasiões, perdidas devido à displicência dos seus executantes.
Jota permitiu uma grande defesa ao guardião húngaro na sequência de um canto, Salah e Mané desperdiçaram um contra-ataque frenético e Upamecano salvou no último suspiro uma assistência açucarada de Arnold.
O melhor que os alemães conseguiam era guardar a bola, com qualidade na sequência de passes, mas pouca progressão e raro perigo. Aos 32 minutos, Forsberg rematou uma bola perdida a centímetros do poste direito de Alisson.
Até ao apito para intervalo, Diogo Jota dispôs de duas oportunidades, a primeira construída em exclusividade pelo português e a segunda num remate de ressaca. O desfecho foi o mesmo – alvo errado – e o nulo manteve-se nos primeiros 45 minutos.
A segunda parte contou uma história diferente da primeira e em muito semelhante ao jogo da primeira mão. Embora numa casa emprestada, o Liverpool FC instalou-se confortavelmente no seu terreno de jogo defensivo e feriu o adversário em ataques rápidos, beneficiando de erros alemães.
O aviso saiu aos 54 minutos, quando Diogo Jota, assistido por Mané, rematou à figura. Na recarga, Salah errou escandalosamente a baliza. A resposta alemã tardou e saiu dos pés de um central construtor. Upamecano, a melhor unidade dos pupilos de Nagelsmann, desarmou Jota, transportou até à área contrária e deixou que Hwang Hee-Chan cruzasse para Sorloth. O norueguês viu, no entanto, as intenções da sua cabeçada negadas pela barra.
A 20 minutos do fim, quando tudo parecia impossível para os visitantes, Salah selou a eliminatória. A diagonal perfeita de Diogo Jota atraiu todas as atenções, mas o português, após receber o esférico, entregou-o rapidamente ao egípcio. Com receções e orientações instantâneas, Upamecano ficou pelo caminho e o faraó carimbou o primeiro da noite.
Apenas quatro minutos mais tarde, e já depois de ajustes no ataque e meio campo ingleses, Naby Keita solicitou Origi perto da linha de fundo, que cruzou para Mané emendar ao segundo poste e colocar um rochedo em cima do assunto.
Com os homens da cidade de Leipzig de rastos animicamente, o jogo arrastou-se até aos 90 minutos sem grandes lances dignos de registo e aquilo que podia ser tão complicado foi, afinal, resolvido facilmente em contra-ataque, mas depois muito estudo e expectativa pacientes, que resultaram num agregado de 4-0.
Sem surpresa, o Liverpool FC avança para os quartos de final da Liga dos Campeões, patamar que o RB Leipzig alcançou na temporada passada e que se vê agora impossibilitado de repetir.
Dayot Upamecano (RB Leipzig) – Fica fácil perceber a pressa do FC Bayern Munchen em garantir o jovem francês depois de jogos como o de hoje. Meio mundo andava atrás dele, os bávaros anteciparam-se e impediram, segundo os rumores, o novo parceiro de Van Dijk. Se o resultado global se fixou nos 4-0 muito se deve à ação do francês. Insuperável no sprint, intransponível no duelo físico e uma aula ilustrada de antecipação do movimento adversário. Senhor Upamecano, um “centralão”.
Concretização do RB Leipzig – Nunca se adivinhou tarefa fácil para a equipa alemã, mas zero golos em 180 minutos para o terceiro melhor ataque da Liga Alemã é manifestamente pouco. São 46 golos em 24 jogos numa das mais difíceis e entusiasmantes ligas da Europa. É um dado de apresentação que fazia antever golos, mais ainda frente a um gigante ferido e em busca constante de uma boia de salvamento na presente temporada.
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
No habitual 4-3-3, Klopp alinhou com uma dupla de centrais de 20 e 23 anos; Kabak e Phillips chegaram e sobraram para as encomendas. As laterais, como quase sempre, ficaram encarregues a Arnold e Robertson, que subiram não raras vezes em apoio ao ataque.
O centro do terreno foi controlado por Fabinho, Wijnaldum e Thiago. O brasileiro nunca esteve sozinho na frente dos centrais, pois as investidas dos colegas de setor foram em ataques rápidos e rapidamente compensados.
Thiago, por mais vezes que Wijnaldum, abriu o raio de ação ao ataque e voltou a ter um acerto de passe a rondar os 80 porcento, com quatro passes longos tentados e concretizados. Que delícia ver o espanhol no meio campo.
A frente de ataque, ainda que desinspirada “q.b.”, teve Diogo Jota como avançado e Salah e Mané nas linhas. Isto no papel, porque na prática assistimos a uma mobilidade sem fim e o lance do primeiro golo é exemplo disso mesmo; com Jota e Salah na mesma linha, a esquerda, é a diagonal do português que desmonta o castelo defensivo alemão.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alisson Becker (7)
Alexander-Arnold (7)
Nathaniel Phillips (7)
Ozan Kabak (6)
Andrew Robertson (6)
Georginio Wijnaldum (6)
Fabinho (6)
Thiago Alcântara (7)
Sadio Mané (7)
Diogo Jota (7)
Mohamed Salah (7)
SUBS UTILIZADOS
Divock Origi (7)
Naby Keita (7)
James Milner (6)
Kostas Tsimikas (-)
Oxlade-Chamberlain (-)
ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG
Os alemães voltaram a revelar muita tranquilidade com bola – terminaram com cerca de 60 porcento de posse de bola. O problema foi tranquilidade em demasia e, por vezes, apatia e conformismo total com o destino que o relógio e o marcador mostravam.
O sistema de três centrais (3-5-2) viu uma jóia evidente (Upamecano), uma pedra com alguns brilhos (Klostermann) e um rochedo baço (Mukiele). O francês já contratado pelo rival todo poderoso chegou até a alternar a saída de bola com Kampl e Forsberg.
As laterais viram um Nkunku muito mais irreverente e participativo do que Tyler Adams, um verdadeiro apagão. O centro do terreno foi pisado por uma tímida linha de três, com Kampl a descer mais para pegar na batuta, deixando a Forsberg e Dani Olmo as tarefas do último passe e do remate de média distância.
Na frente, Poulsen esteve sempre muito desamparado, tendo passado completamente ao lado da partida. Sabitzer foi dos que mais tentou contrariar o poderio e resultado a favor do Liverpool FC, mas viu no passe longo uma arma ineficaz, à qual recorreu em demasia.
A CRÓNICA: FALTOU FINALIZADOR PARA A TURMA DE RONALD KOEMAN
A primeira mão ditou uma goleada de 4-1 da equipa do Paris Saint-Germain FC em Camp Nou, que colocou assim pé e meio nos quartos de final da Liga dos Campeões. Ainda assim, do outro lado estava Messi e companhia e a história dizia que a remontada não era um cenário completamente desbabido. Cabia à turma do FC Barcelonair atrás do prejuízo e tentar reverter a situação que estava muito desfavorável.
Foi isso que acabou por acontecer, com os catalães a entrarem muito fortes no momento ofensivo e muito pressionantes quando perdiam a bola. Ainda assim não conseguiram fazer o golo em várias ocasiões, e aos 31 minutos seria a equipa da casa a inaugurar o marcador, depois de uma grande penalidade cometida por Lenglet. Mbappé não tremeu, e voltou a fazer das suas contra a equipa espanhola. 1-0 no marcador, mas o Barcelona continuava a precisar dos mesmos quatro golos que necessitava no início da partida.
Aos 37 minutos o jogo aqueceu com Messi a mandar uma autêntica bomba do meio da rua, deixando Navas sem qualquer hipótese de defesa. O jogo estava empatdo e faltavam três golos para que Messi e companhia pudessem sonhar.
O intervalo estava a chegar, mas não sem antes aparecer o momento que acaba por definir esta partida. Grande penalidade a favor dos forasteiros e o astro argentino tinha assim a hipótese de bisar e de colocar a eliminatória a dois golos, um cenário muito mais possível e animador para a segunda parte. No entanto aconteceu o que ninguém esperava e Messi desperdiçou essa oportunidade de ouro, mantendo o 1-1 até ao intervalo.
A segunda parte acabou por não ter muita história. Jogo de sentido quase único mas onde o FC Barcelona continuou sem conseguir materializar as duas oportunidades. A equipa francesa avança assim para os quartos de final e os catalães ficam pelo caminho nos oitavos de final, algo que não acontecia desde 2007.
Keylor Navas – O guarda-redes costa riquenho fez, sem dúvida, dos melhores jogos da sua carreira. Foram inúmeras defesas importantíssimas que permitiram ao Paris Saint-Germain manter-se tranquilo na eliminatória, entre as quais a grande penalidade de Lionel Messi. Sofreu um golo indefensável mas de resto foi, sem margem para dúvidas, a grande figura da partida.
Dembele – O francês foi o responsável por aparecer nas costas da defensiva parisiense e essa foi uma missão que realizou com bastante sucesso, essencialmente na primeira metade. No entanto, no momento da finalização foi simplesmente desastroso e não conseguiu materializar as inúmeras oportunidades que a equipa lhe ofereceu. Um jogo para esquecer para o extremo francês.
ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC
Numa eliminatória em que a vantagem era de três golos, Mauricio Pochettino dispôs a equipa num 4-3-3 muito defensivo, onde as transições ofensivas seriam o momento mais importante para a poder ferir o adversário. A ideia foi claramente esperar pelo conjunto espanhol quase no último terço do campo e depois colocar a bola para a velocidade essencialmente de Mbappé, que a partir daí faria o que a sua inspiração lhe permitisse.
Lá atrás, Marquinhos e Kimpembe comandaram as operações, com Paredes, Gueye e Veratti sempre muito perto, para contrariar o jogo entre-linhas característico do Barcelona. Nas linhas apareceram Florenzi e Kurzawa, que raramente se desdobraram para o momento ofensivo, e no lado contrário a Mbappé apareceu Draxler, também muito solidário com os colegas do eixo mais recuado. Icardi foi o ponta de lança, que teve, dentro deste esquema, um jogo muito difícil com pouca bola e muita corrida por parte da equipa de Paris.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Keylor Navas (10)
Florenzi (6)
Marquinhos (8)
Kimpembe (8)
Kurzawa (5)
Paredes (6)
Gueye (6)
Verratti (6)
Draxler (5)
Icardi (5)
Mbappé(7)
SUBS UTILIZADOS
Diallo (6)
Danilo (5)
Di Maria (5)
Dagba (5)
Rafinha (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
Ganhar não chegava, era preciso golear o Paris Saint-Germain, e Ronald Koeman optou pelo 3-4-3 criando grandes dinâmicas na zona central da ofensiva catalã. Para isso, de Jong recuou para o centro da defesa, contando com Lenglet e Mingueza ao seu lado, projetando assim os laterais Jordi Alba e Dest. Busquets partilhou o meio-campo com Pedri, com este segundo sempre mais adiantado, e na frente apareceram Dembele, Griezmann e Messi, responsáveis por materializar o a produção ofensiva da equipa.
Dembele foi, de forma surpreendente, a peça responsável por aparecer nas costas da defesa adversária, quer fosse do lado esquerdo ou do lado direito. Messi e Griezmann também se mostraram muito móveis, como de resto era de esperar, e só faltou marcar mais golos para esta ser uma grande exibição a nível ofensivo da equipa.
O médio formado na Academia de Alcochete, Bruno Paz, tem sido uma das unidades em destaque na equipa “B” do Sporting Clube de Portugal, sob a liderança de Filipe Çelikkaya. Os leões ocupam o segundo lugar na série G do campeonato de Portugal, com 42 pontos, menos um ponto que o líder Club Football Estrela, após 18 jornadas.
Bruno Paz tem sido um habitual titular na equipa leonina, somando 17 jogos e dois golos marcados. O médio dos leões vive um bom momento de forma, após um verdadeiro calvário, com uma lesão muito grave, que o afastou dos relvados cerca de um ano.
O jovem chegou ao Sporting CP na temporada 2011/2012, proveniente dos escalões de formação do Belenenses. O médio defensivo, tem um contrato válido até 2023, com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões.
O jovem médio já cumpriu o seu sonho de se estrear com a camisola da equipa principal, tendo sido lançado por Marcel Keizer a 13 de Dezembro de 2018, no jogo diante do Vorskla Poltava a contar para a fase de grupos da Liga Europa. No entanto, tem estado ao serviço das equipas sub-23 e “B”, nas duas últimas temporadas.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) July 17, 2019
Bruno Paz tem sido internacional, em praticamente todos os escalões da Seleção, desde os sub-15 até aos sub-20, contabilizando um total de 54 internacionalizações e um golo. Na sua caminhada como internacional, participou no Euro Sub-19 de 2017, que se realizou na Geórgia e onde Portugal foi vice-campeão, sendo derrotado pela Inglaterra na final.
Estamos perante um médio com qualidade, forte fisicamente, com boa qualidade técnica, forte nos duelos defensivos, com bom sentido de posicionamento e com boa meia-distância. Bruno Paz, apesar de ser um médio defensivo de origem, pode ainda alinhar a lateral-direito ou médio-direito. Tendo em conta as características do jovem leão, poderá ser uma alternativa para o meio-campo leonino no futuro.
O médio leonino, tem vindo a evoluir na equipa “B” e a ter minutos de competição. Poderá vir a ser um reforço para a equipa principal, às ordens de Ruben Amorim. Deverá Bruno Paz integrar o plantel principal, na próxima temporada?
Num campeonato onde aos 30 ainda se é jovem, ver um jogador sub-21 a brilhar foi durante muitos anos uma visão rara na Liga Italiana. No entanto, a última década tem sido sinónimo de um aumento na aposta sistemática em atletas mais inexperientes.
Mesmo longe de ser considerado um “viveiro” de promessas, são já bastantes os jovens que se vão destacando onde, outrora, só os veteranos conseguiam. Nesta lista estão elencados alguns dos nomes com mais potencial para assegurar o futuro do “calcio”.
Depois de ter sido o número 1 no Draft de 2009 e de não ter jogado no seu primeiro ano na NBA, por motivo de lesão, Blake Griffin demonstrou muita qualidade na primeira época em que jogou – até foi all-star. Era uma peça fundamental nos Los Angeles Clippers e, com Chris Paul, DeAndre Jordan, entre outros, fazia parte de uma das melhores equipas de sempre dos Clippers: os Lob City. Porém, o Blake de hoje em dia já não é o mesmo que encantou e levantou muitas vezes o público nos jogos.
Na atual época e, antes de rumar aos Brooklyn Nets, Griffin participou apenas em 20 jogos dos Detroit Pistons – mais 2 do que na época transata. Ora, em média, fez 12.3 pontos por jogo, 3.9 assistências por jogo e 5.2 ressaltos por jogo, das estatísticas mais baixas ao longo da sua carreira. Na primeira época de BG, o extremo-poste teve números bem melhores: 22.5 pontos por jogo, 3.8 assistências por jogo e 12.1 ressaltos por jogo. Por isso é que ganhou o Rookie of The Year. Além disso, também ganhou o concurso de afundanços dessa época.
Apesar de estar longe da sua forma inicial nos Clippers, Blake, com apenas 31 anos, até tem um bom currículo: 6x All-Star, 3x All-NBA Second Team, 2x All-NBA Third Team, vencedor do Dunk Contest de 2011 e o Rookie of The Year (2011). Agora, o Blake não quer apenas ser falado pelos alley-oops que recebia de Chris Paul, nem pelos inúmeros afundanços que fazia, especialmente ao Pau Gasol.
O atual camisola número 2 dos Nets quer ganhar títulos, especialmente o da final da NBA. Por isso é que se juntou a Kevin Durant, James Harden, Kyrie Irving, DeAndre Jordan, Joe Harris, entre outros. Atualmente, os Nets são uma das equipas favoritas na luta pelo título.
Blake Griffin threw down a pair of the meanest posters on Pau Gasol…in the same game
As lesões têm sido o principal obstáculo de Blake Griffin ao longo da sua carreira. Não jogou na primeira época, em que estava inscrito numa equipa da NBA, devido a uma lesão no último jogo da pré-época. Falhou vários jogos na penúltima época em que jogou no Clippers também devido a problemas físicos. Além disso, na única temporada em que foi All-Star pelos Pistons, Blake jogou mais vezes nessa época do que nas restantes épocas em que jogou na equipa de Detroit. Em 2019-20, jogou 77 vezes. Nas restantes duas épocas e meia, participou apenas em 63 jogos.
Apesar de as lesões terem danificado muito a carreira de Griffin, a sua saída dos Clippers também teve um impacto negativo. Meses antes de ser trocado para os Pistons e, logo depois de ter assinado um longo contrato para continuar nos Clippers, o dono dos Clippers, Steve Ballmer, disse-lhe que ia ser um “Clipper for life”. Mas isso não foi cumprido. No dia 29 de janeiro de 2018, a estrela dos Clippers, uma equipa que costuma estar regularmente nos playoffs, foi para uma equipa que raramente estava na fase a eliminar. Foi uma mudança surpreendente na altura.
The Nets imagine Griffin as a small-ball center option off the bench.
Agora, Blake vai tentar reencontrar a sua forma física em Brooklyn. Segundo um dos NBA Insiders, Adrian Wojnarowski, o 6x all-star vai jogar na posição poste, mas num estilo de jogo small ball. Há a possibilidade de Griffin surpreender e se tornar numa peça fundamental dos Nets mas, para isso acontecer, as expectativas não podem ser muito elevadas.
Apesar de já saber que não será um dos habituais titulares, Griffin deve querer aproveitar esta oportunidade. Poderá ser a última época em que está numa equipa que tem grandes ambições. Que as lesões não o impeçam de aproveitar esta época. Os fãs da NBA têm saudades do Blake Griffin de Lob City.