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SL Benfica 2-0 Rio Ave FC: “Sentido de alívio”, diz Jorge Jesus

A CRÓNICA: PRESSÃO ALTA NA SEGUNDA PARTE DO SL BENFICA ACABA POR SER PREPONDERANTE

Abram alas para estas duas equipas. A verdade é que este duelo começou com futebol de qualidade: dois conjuntos que jogaram de forma aberta e bonita, mas que, ainda assim, se estavam a saber anular de forma exímia. Estava a ser, por isso, um jogo incerto em que, apesar do ligeiro ascendente dos encarnados, permanecia a sensação de que o rumo do encontro poderia pender para qualquer um dos lados.

Apesar de o Rio Ave FC ter tido o primeiro lance de possível perigo no encontro, é do lado dos encarnados que surge a primeira bola ao ferro. Aos nove minutos, Everton rematou e Kieszek ficou a vê-la passar (a bola). Valeu, ainda assim, o poste aos vilacondenses. Ao longo da primeira parte, a equipa de Miguel Cardoso começou a ameaçar a baliza de Helton Leite. Aos 21 minutos, o guardião das águias foi obrigado a intervir para uma grande defesa depois de um remate venenoso de Carlos Mané. E descobrindo o caminho da baliza, fica sempre tudo mais fácil. Um minuto depois, o Rio Ave volta a causar perigo. Gelson Dala remata ao ferro na sequência de um canto. O angolano fez tudo bem, mas a bola foi parar ao poste.

Depois de uma altura em que a equipa do Rio Ave conseguiu superiorizar-se em termos de oportunidades, tanto em quantidade como qualidade, as águias começaram a responder. Ainda assim, os encarnados não estavam a conseguir ter espaço para avançar no terreno. O Benfica dos minutos iniciais acabou por esmorecer. Principalmente a partir do momento em que o conjunto de Vila do Conde começou a acertar os posicionamentos. Aí, o Benfica viu-se com muitas dificuldades para conseguir acelerar. Algo que a equipa de Miguel Cardoso ainda conseguiu fazer, sobretudo no final da primeira parte. O Rio Ave acabou o primeiro tempo por cima e só não se colocou em vantagem porque faltou cabeça na frente de ataque.

Já na segunda parte, as águias mostravam que não se contentavam com o empate e conseguiram ter mais presença na área adversária. Estavam a ter espaço nessa zona e até algum tempo para decidir, mas as hesitações acabaram por levar a más decisões na frente de ataque. Mas aos 60 minutos tudo se resolve por intermédio de Seferovic que aproveita um corte defeituoso de Aderllan.

O Rio Ave ainda tentou responder ao golo das águias, sobretudo depois das primeiras substituições. Guga e Anderson Cruz entraram para dar aquilo que os vilacondenses tiveram na primeira parte que não estavam a conseguir manter na segunda: velocidade. Mas, ainda assim, a pressão alta dos jogadores do Benfica na primeira fase de construção, a paciência em momentos com bola e o maior critério por parte do conjunto encarnado acabou por ser decisivo para a vitória e até para dilatar a vantagem no marcador. Aos 78′, Pizzi marcou o segundo para o Benfica. Depois de uma bela jogada, Everton consegue “ajeitar” a bola para o médio que remata forte, ainda fora da área, e faz abanar o fundo das redes de Kieszek.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Everton Cebolinha – Deixou água na boca dos adeptos depois daquele lance aos nove minutos. O poste atraiçoou o jogador, mas este vingou-se minutos depois com as assistências que prestou para os dois tentos do Benfica.

 

O FORA DE JOGO

Início da segunda parte do Rio Ave FC – Não soube “replicar” o que mostrou ser capaz de fazer na primeira parte. Sobretudo no início do segundo tempo. A equipa vilacondense acabou por pagar caro o mau regresso dos balneários, tendo estado esta postura alienada a um Benfica que veio do intervalo decidido a conquistar os três pontos.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com as lesões de Darwin e Vertonghen, Jorge Jesus apostou em Jardel e Waldschmidt neste onze inicial. Em relação ao duelo frente ao Arsenal FC para a Liga Europa, Pizzi deixou de fazer parte das contas neste início de jogo para dar lugar a Everton.

Num 4-4-2, o Benfica voltou à sua habitual defesa com dois centrais depois de ter apostado num trio frente aos ingleses. As águias estiveram algo apagadas na primeira parte. Tiveram mais bola, é verdade, mas não estavam a conseguir definir bem o último passe.

No segundo tempo, o Benfica entra melhor, com mais critério nos momentos com bola e teve mais paciência para decidir. Alienado a isto, exerceu também uma pressão alta logo na primeira fase de construção da equipa de Vila do Conde. Uma pressão que acabou por surtir efeito e a prova disso são mesmo os golos marcados pelos encarnados.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Helton Leite (7)

Grimaldo (6)

Lucas Veríssimo (6)

Everton (8)

Waldschmidt (5)

Seferovic (7)

Diogo Gonçalves (6)

Rafa (5)

Weigl (7)

Jardel (6)

Taarabt (6)

SUBS UTILIZADOS

Pizzi (7)

Chiquinho (6)

Cervi (-)

Gabriel (-)

Gilberto (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou apenas uma alteração relativamente ao onze inicial do último jogo: por castigo, Nélson Monte deu lugar a Costinha na lateral direita. Num 4-3-3, o conjunto de Miguel Cardoso mostrou-se fiel a si mesmo. Procurou ter bola e procurou explorar terrenos avançados fazendo-se valer da velocidade que tem na frente. Nos minutos iniciais, esta forma de jogar permitiu algum espaço que foi aproveitado pelos encarnados. Mas assim que a equipa vilacondense conseguiu alinhar os posicionamentos, viu-se um Rio Ave em crescendo, a criar muito perigo a Helton Leite e a conseguir controlar a posse de bola encarnada. Os visitantes estavam apresentar um bom poder ofensivo e estavam a conseguir executar boas combinações na frente. Por sua vez, o Benfica ia mostrando dificuldades ao chegar perto da área adversária e a evidenciar algumas lacunas no último passe.

Já na segunda parte, o Rio Ave mostra mais dificuldades em ligar o seu jogo, logo em terrenos mais recuados devido à pressão alta e eficaz dos encarnados. Miguel Cardoso aposta ainda em Guga para a saída de Francisco Geraldes, de forma a tentar potenciar este jogador que encaixava melhor na transição. O Rio Ave ainda conseguiu chegar na frente em alguns momentos, mas não com o mesmo ímpeto da primeira parte e também sem conseguir resolver.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Filipe Augusto (6)

Borevkovic (7)

Gelson Dala (6)

Francisco Geraldes (5)

Pelé (4)

Costinha (5)

Carlos Mané (7)

Aderllan Santos (6)

Sávio (6)

Camacho (7)

SUBS UTILIZADOS 

Anderson Cruz (6)

Guga Rodrigues (6)

Gabrielzinho (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao técnico do SL Benfica, Jorge Jesus

Rio Ave FC

BnR: Acabou de dizer que faltou calma aos jogadores do Rio Ave na fase de construção, principalmente na segunda parte. Pergunto-lhe se a pressão alta do Benfica desde logo nessa mesma fase de construção acabou por ser fatal para o resultado desta noite.

Miguel Cardoso: É uma boa questão porque muitas vezes as pessoas pensam que as equipas que têm uma determinada filosofia, que se ligam muito à gestão do “sair”. Eu, pelo menos, o que procuro é que a equipa tenha soluções para jogar: quer mis curto, mais largo, por dentro, por fora. E que tenha a capacidade também de decidir o que é que deve fazer mediante o contexto. Essa capacidade de decidir em função do contexto também se treina. E também se falha e se acerta. Eu acho que houve algumas decisões nessa altura de jogo que não foram, de certeza absoluta, as melhores. E principalmente quando a equipa está em crise, há que ser mais prático a jogar. Devemos encontrar uma solução que seja pelo menos mais confortável para nós. Como disse, isso é possível de ser treinado para que efetivamente em todos os momentos possamos decidir mediante o contexto.

 

Polónia mantém título | Saltos de Esqui, Oberstdorf

Os “Homens Pássaro” fizeram uma pausa na Taça do Mundo. Tudo, porque tiveram início as competições dos mundiais de Esqui Nórdico, que englobam o Cross Country, Combinado Nórdico e, claro, os Saltos de Esqui, que acompanhamos. A primeira prova dos saltadores, foi no trampolim pequeno, em Oberstdorf, localidade que acolhe este certame.

Vários eram os nomes candidatos às medalhas nesta disputa. Desde logo Halvor Egner Granerud, líder da Taça do Mundo, que somava já 11 vitórias na presente época, mas também nomes como o de David Kubacki, da Polónia, que era o detentor em título, conquistado dois anos antes em Seefeld, na Áustria.

Além dele, Marcus Eisenbichler, vice-líder da temporada, também teria uma palavra a dizer. Kamil Stoch, vencedor do torneio dos quatro trampolins, ou Ryoyu Kubayashi, que havia conquistado as duas anteriores etapas em Zakopane, na Polónia e em Rasnov, na Roménia, trampolim de pequena dimensão como o utilizado nesta competição, também tinham legítimas ambições em chegar aos metais .

Quanto à estrutura que recebeu a prova, a mesma foi o Schattenberg, com um tamanho de 106m e o K-Point localizado nos 95m, distância que, em caso de ser obtida pelos atletas, lhes conferia mais 60 pontos por cada metro que fizessem para além dessa marca. Este trampolim não tem recorde estabelecido, visto que, normalmente, não é utilizado para servir de palco a provas pontuáveis para a primeira divisão deste desporto, a Taça do Mundo, que costuma passar por esta localidade aquando da etapa de abertura do torneio dos quatro trampolins. Aí, compete-se no trampolim maior, que é nomeado de igual forma. Realce-se que praticamente só se utilizam estes trampolins de pequenas dimensões em eventos como Campeonatos do Mundo ou em Jogos Olímpicos de Inverno.

Antes da prova realmente “a doer”, foi tempo para a habitual qualificação com 66 participantes de 18 nações distintas. Apenas 50 obtiveram passaporte para a competição do dia seguinte, essa sim, que iria atribuir as medalhas.

A mesma foi conquistada pelo líder da Taça do Mundo, Halvor Egner Granerud, que voou mais longe, chegando aos 105,5m,seguido do esloveno Anze Lanisek, uma das sensações da temporada, que rubricou dois metros menos do que o desportista nórdico. Ainda a destacar o terceiro posto, de Stefan Kraft, austríaco que, não obstante não ter “picado o ponto” na presente temporada, não poderia ser descartado de uma compita deste género, até porque, recorde-se é o atual detentor ainda em título do “grande globo de cristal”.

Ainda a fechar os cinco +, nota para nipónico Yukiya Sato e para o norueguês, Daniel-André Tand que assinaram, respetivamente, 104,5m e 102,5m. Os registos eram bastante idênticos, pois dada a pequenez da estrutura, seria o estilo, ou seja, as notas de execução do salto, a fazerem toda a diferença. Danil Sadreev, de 17 anos, russo, mas que competia com a designação de Federação Russa, dada a suspensão do país das grandes competições, devido a problemas de doping, ficou-se pelo 10º lugar e voou 102m, mais dois do que Markus Eisenbichler, que fazendo apenas um registo de 100m, número redondo, assinou apenas a 14ª marca.

De entre os que não conseguiram qualificar-se, a maior surpresa acabou por ser a desqualificação do finlandês Jarko Maatta, devido a irregularidades com o fato. Todos os outros, eram pertencentes a nações como a Itália, Roménia, Ucrânia, Cazaquistão ou Estónia, países que ainda têm de melhorar muito no que a este desporto diz respeito.

No fim da primeira ronda, a liderança ia pertencendo ao polaco Piotr Zyla, com 105,5m. Na vice-liderança estava o esloveno Anze Lanisek, com menos dois metros. Já a segurar o bronze, tínhamos o nipónico Ryoyu Kubayashi. A completar os cinco melhores estavam, respetivamente, o germânico Karl Geiger e o campeão em título da especialidade, David Kubacki.

Nomes como os de Marcus Eisenbichler, 14º, Halvor Egner Granerud, 16º ou Kamil Stoch, 23º, pareciam arredados da discussão pelas medalhas. A não ser que imitassem a proeza de Kubacki que, na pretérita edição da prova nos Mundiais de Seefeld, ascendera de uma 27ª posição, ao cabo da ronda inicial, até ganhar o ouro. Algo que já mais esquecerei!

Robert Johansson ou Marius Lindvik, para a Noruega, também eram membros deste lote. Já Andrzej Stekala, uma das revelações da presente temporada era o penúltimo a garantir presença na derradeira ronda, com o último a ser Danil Sadreev, no 30º posto.

Foto de Capa: FIS Ski Jumping

Artigo Redigido por Diogo Rodrigues

Os 5 jogadores sensação da Primeira Liga Portuguesa

As edições da Liga Portuguesa sucedem-se e, com elas, também se vão sucedendo os “rituais” clássicos do futebol português: duas ou três suspeitas a penderem sobre a arbitragem, as clássicas críticas ao anti-jogo e as chicotadas psicológicas ligeiramente precipitadas. No fundo, tudo situações desagradáveis que retiram algum brilho ao nosso futebol.

No entanto, hoje não me interessa falar sobre nada disto. Hoje dedico-me aos grandes artistas, que enchem os nossos campos com classe e categoria. Cinco atletas que, semana após semana, se têm apresentado a um grande nível, sendo considerados autênticas sensações do nosso campeonato.

João Almeida | Duro nas Caldas, Maglia Rosa em Itália, Sheik nos Emirados

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Em 2020, João Almeida vestiu de rosa em Itália durante 15 dias e deixou o público português em êxtase. A concentração mediática de que foi alvo e a enorme onda de apoio foram denominadores explicáveis do feito do jovem natural das Caldas da Rainha, que terminou a edição do passado Giro D’Italia na quarta posição, aumentando a fasquia dentro daquilo que é o livro de recordes nacionais na competição transalpina.

Foi a primeira grande volta do ciclista luso. Com apenas 22 anos, sim, com um pouco mais de duas décadas de vida, a prestação deste destemido atleta revolucionou o panorama do ciclismo nacional de diversas maneiras. A mencionar, talvez do ponto de vista do adepto, que, em larga escala, voltou a vibrar com a modalidade de formas que apenas podemos comparar a um passado bem longínquo, ou com o facto de Portugal ter agora um ciclista capaz de lutar por classificações gerais de provas de três semanas, adaptando-se também a competições de uma semana ou clássicas acidentadas, à imagem de Rui Costa.

João Almeida é já para muitos uma certeza dentro do World Tour. Prematura ou não, esta afirmação será sempre alvo de uma discussão natural. Varia em função da relação entre resultados e expectativas. É como se tivéssemos de escolher entre dois clubes: o clube que ainda coloca João Almeida na lista de ciclistas promissores e reserva algumas cautelas e o clube que não precisa de ver mais nada para colocar o duro das Caldas como uma certeza dentro do pelotão internacional.

Uma coisa é certa, perto da linha que separa esses dois clubes anda João Almeida. Com cada vez mais holofotes a iluminar o seu percurso, as vestimentas parecem ser um bom prelúdio para enunciar a mais recente exibição do duro das Caldas. De volta aos grandes palcos, desta vez envergou a camisola branca e a camisola verde, terminando no degrau mais baixo do pódio do UAE Tour, a primeira competição do calendário World Tour 2021.

Superado apenas por Tadej Pogačar e Adam Yates, o líder da Deceuninck Quick-Step voltou a demonstrar-se sólido, audaz, conjugando vários valores essenciais dentro da conceção de um voltista completo. Está claro que o seu processo de desenvolvimento está em marcha, existindo tempo, espaço e todas as condições para ser trabalhado e assim aperfeiçoar lacunas, potenciar qualidades e adquirir experiência. Contudo, há muito tempo que o ciclismo português ansiava por um ciclista com estas características. À imagem do que fez na primeira grande volta em que participou, a regularidade com que brinda qualquer etapa faz de João Almeida uma figura especial e taticamente favorecida.

A nova moda dos gritos e das pauladas | Sporting CP

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De há uns tempos para cá surgiram no universo do futebol português mais duas modas. E se há coisas em que os portugueses são bons é na capacidade que têm de inventar chavões para tentar desculpar a incompetência.

Há algumas semanas surgiu um treinador a criticar o jogador português por se mandar muito para o chão a queixar-se com uma agonia que quase parece ter levado com um pau. Esse é o mesmo treinador que foi apanhado a mandar o seu guarda-redes simular lesão para perder tempo num determinado jogo.

Mas bem, todos sabemos que o fair-play é uma palhaçada. A verdade é que o senhor tem razão até porque na semana passada veio um jogador dizer que o futebol português tem de evoluir por parar muito, jogador esse que, com certeza, nunca se mandou para o chão aos gritos como se tivesse levado uma boa paulada.

Ou seja, todos se queixam, mas como é permitido fazem-no. A culpa é de quem apita as faltas, portanto.

A questão de fundo então é saber quem grita mais. Porque já se percebeu que quem gritar mais alto terá mais vantagem. Não sou eu que o digo, são todos estes intervenientes e mais alguns.

Uns dizem que perdem porque outros se mandam para o chão aos gritos a perder tempo e a “cavar faltas” (as saudades do Jonas ou de um Félix), podendo nós deduzir então que, para ganhar, o Sporting CP terá que treinar o famoso “mergulho para a piscina”. No entanto, talvez não precise muito já que mesmo sem esse movimento artístico estamos bem na frente, ainda que o treinador do nosso último adversário se tenha queixado dos gritos dos leões. Mas, como disse o nosso treinador, deve ser culpa do Nuno Santos e daquele grito que ele deu quando ganhamos a este mesmo adversário na Taça da Liga. Pelo menos naquele eles pareceram ter ficado chateados. Até parecia que o Nuno Santos tinha ganho a Champions.

Na conferência de imprensa que anteviu o Clássico, Nuno Santos foi implicitamente visado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A questão de se ganhar pode vir também dos gritos que vêm dos bancos de suplentes. Pelo menos, a ver pelo número de vezes que os suplentes do nosso adversário saltaram do banco a esbracejar, devia ser para gritar com alguém. Se não foi por isso poderia ser por estarem a festejar algum golo, mas não houve nenhum. Poderiam estar também em aquecimento, mas acho que não são permitidos tantos em simultâneo. (E daí já não sei). Será que era por pensarem que iam festejar esta vitória como se da conquista de uma Champions se tratasse? Não, os empates é que se festejam como se fosse uma conquista dessas.

Quanto a este incomodo que levantam os festejos do Sporting CP deve ser uma questão geográfica uma vez que já outra equipa do mesmo hemisfério se havia queixado pelo clube leonino ter festejado a conquista de uma competição. Realmente é algo que não se entende. Festejar uma vitória, ainda mais quando dá direito a conquistar uma competição?? Nunca se viu. Só mesmo o Sporting CP. Parecia uma Champions. E o que os jogadores gritaram a festejar? Acho até que eles ganharam só porque gritaram mais que os outros.

Mas, para o Sporting CP, nem precisa ser uma vitória para festejarmos. Já nos chega empatar na casa de um rival direto na luta para o título, valendo-nos a manutenção de uma vantagem de dez pontos sobre o mesmo. Isso lá é motivo de festejo? Não, mas pode valer a ida à Champions. Já o terceiro lugar não garante essa presença, ok? Estou só a avisar os interessados.

Quanto a paulada e gritos, os sportinguistas estão vacinados. Andamos anos a fio a fazer de mortos só porque parecia mal andar nas televisões a fazer barulho, a choramingar e, por isso, vamos ganhando de vinte em vinte anos. Mas os sportinguistas gostam disso, mesmo a ver pelo que fizeram ao último presidente que lá esteve antes deste, que gritava sempre que tentavam defraudar o Sporting CP. Mas até o actual, aquando do nosso primeiro empate, veio dizer que se for preciso gritar para ganhar, vamos gritar. Pois então gritemos a plenos pulmões, porque os outros já andam a gritar há muito tempo.

Top peças fundamentais no clássico
Na flash interview, Sérgio Oliveira utilizou uma expressão que gerou polémica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

De qualquer forma eu vou manter-me calmo, aproveitando para gritar em cada golo, cada vitória (ou empate se isso me garantir vantagem sobre os adversários) e cada conquista do meu clube, por mais insignificante que seja. Isto porque temos de afinar a voz para se todas estas vitórias se refletirem na conquista do tão ambicionado título nacional.

Depois sim virá a Champions. E aí gritaremos a dar com um pau o seguinte, vejam se conhecem:

“Ce sont les meilleures équipes
Es sind die allerbesten Mannschaften
The main event

Die Meister
Die Besten
Les grandes équipes
The champions

Une grande réunion
Eine grosse sportliche Veranstaltung
The main event

Die Meister
Die Besten
Les grandes équipes
The champions

Ils sont les meilleurs
Sie sind die Besten
These are the champions

Die Meister
Die Besten
Les grandes équipes
The Champions”

Ah, e já agora, gritar é mau, mas cuspir na direção de um adversário não, certo?

Nota final: Não há aqui bazófia. Em nenhum momento disse que o campeonato está ganho. Temos sim de continuar a lutar jogo a jogo pelos três pontos com a seriedade e competência com que fizemos até agora.

Nota habitual: O texto contém alguma ironia. Nunca é demais reforçar!

Nova tentativa para travar a crise | SL Benfica x Rio Ave FC

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Primeira Liga, jornada 21: segunda-feira, 19h, 1 de março de 2021
ANTEVISÃO: SERÁ QUE OS ENCARNADOS CONSEGUEM PÔR FIM À CRISE?
Depois de ser eliminado da UEFA Europa League, o SL Benfica está sob pressão. Precisa de vencer o jogo frente ao Rio Ave FC para pôr fim à crise e evitar perder mais pontos na Primeira Liga. Atualmente, o SL Benfica encontra-se em quarto lugar, com 39 pontos, enquanto o adversário, Rio Ave FC, está em nono lugar, com apenas 22 pontos.

A EQUIPA DE JORGE JESUS PODE, EM CASO DE VITÓRIA, APROXIMAR-SE DO LÍDER DO CAMPEONATO. CONSEGUIRÁ O SL BENFICA ULTRAPASSAR O RIO AVE? APOSTA EM BET.PT!

Apesar da diferença pontual, espera-se um jogo bem disputado entre as duas equipas. O SL Benfica tem de vencer para poder sonhar com um lugar no pódio e a equipa de Vila do Conde pode aproveitar o cansaço dos encarnados para fazer história – vencer pela primeira vez as “águias”, no Estádio da Luz, num jogo a contar para a Primeira Liga.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Este é o 65º encontro oficial entre as duas equipas, sendo que o SL Benfica venceu 48 jogos e o Rio Ave FC apenas cinco.
  2. No que diz respeito a golos marcados, nos 64 jogos, os encarnados levam a melhor sobre o adversário: apontaram 137 golos e os vilacondenses apenas 48.
  3. No que toca à média da posse de bola, na Primeira Liga, as “águias” também dominam com 61,7%, contra os 51,5% da equipa de Vila do Conde.
  4. Atualmente, na Primeira Liga, a equipa lisboeta conta com 11 vitórias, seis empates, três derrotas, 33 golos marcados e 17 sofridos. Já o Rio Ave FC conta com cinco vitórias, sete empates e oito derrotas. Sofreu 23 golos e tem um dos piores ataques do campeonato com apenas 16 golos marcados.
  5. A equipa orientada por Miguel Cardoso tem de ter especial atenção à equipa da casa no que diz respeito a lances de bola corrida, uma vez que o SL Benfica faturou 30 dos 33 golos dessa forma.
  6. No jogo da primeira volta, o SL Benfica venceu o Rio Ave FC por 0-3, com dois golos de Waldschmidt e um de Gabriel.
  7. Ambas as equipas vêm de derrotas: o SL Benfica foi derrotado pelo Arsenal FC, tendo sido eliminado da UEFA Europa League, e o Rio Ave FC foi derrotado, em casa, pelo FC Famalicão na jornada anterior.
  8. Baixas na defesa para este desafio. Jorge Jesus não pode contar com Otamendi (cumpre um jogo de castigo por acumulação de amarelos) e Miguel Cardoso não pode utilizar Nélson Monte (expulso no jogo frente ao FC Famalicão).
  9. A nível individual é preciso destacar Seferovic – melhor marcador da equipa encarnada, com oito golos -, e Carlos Mané, melhor marcador da equipa vilacondense com quatro golos.

10. Se o Rio Ave FC perder o jogo pode descer para décimo lugar, caso o Belenenses SAD vença o Moreirense FC.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Seferovic é o principal marcador do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Haris Seferovic (SL Benfica) – O suíço é o melhor marcador da equipa encarnada na presente edição da Primeira Liga. Apesar das últimas exibições do jogador ficarem um pouco aquém do esperado, conta com oito golos e três assistências, pelo que não deve ser ignorado pelos adversários. A qualquer momento, Seferovic pode decidir o jogo.

 

Carlos Mané (Rio Ave FC) – O jogador, de 26 anos, que joga como extremo direito ou avançado, é, à partida, a principal grande dor de cabeça para a defensiva do SL Benfica. Conta com 37% de participação nos golos da equipa de Vila do Conde. Na presente época, Mané soma quatro golos e duas assistências.

 

XI’S PROVÁVEIS

SL Benfica: Helton Leite, Lucas Veríssimo, Vertonghen, Diogo Gonçalves, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Pizzi, Rafa, Seferovic e Darwin.

Treinador: Jorge Jesus

“Vamos encontrar equipa muito bem organizada, que sai bem para o contra-ataque. Precisamos de uma vitória e para isso temos de jogar bem. Temos dado ideia de melhoria e espero que possamos dar continuidade a essa melhoria.”

 

Rio Ave FC: Kieszek, Aderlan Santos, Borevkovic, Sávio, Costinha, Pelé, Felipe Augusto, Francisco Geraldes, Rafael Camacho, Carlos Mané e Gelson Dala.

Treinador: Miguel Cardoso

“É fundamental ser competente em todos os momentos do jogo ao defrontar equipas com este valor. Não podemos perder o foco e é preciso que o adversário também esteja num momento menos bom. Temos de levar o limite ao pormenor para chegar ao resultado que nos interessa.”

PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 1- 0 Rio Ave FC

O melhor 5 da semana | NBA

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O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 22 a 28 de fevereiro.

Esta seleção será realizada todas as segundas-feiras.

Foto de Capa: New Orleans Pelicans

ATP 250 Córdoba: Portugueses voltam a ficar pela primeira ronda

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É sabido que a terra batida é a superfície mais diferente do circuito e, por isso, a transição para a terra é a mais agressiva de todas e a que obriga a maior adaptação. Foi exatamente isso que se viu neste torneio (ATP). Os melhores jogadores deste torneio vieram do Open da Austrália, jogado em piso duro que até, segundo os relatos dos jogadores, este ano esteve especialmente rápido, o que dificulta ainda mais a transição.

João Sousa e Pedro Sousa foram dos que participaram no torneio australiano e, apesar do cansaço não ser um fator porque foram os dois eliminados na primeira ronda, a transição para terra era, certamente, uma preocupação a ter em conta. Os portugueses tiveram um sorteio que antevia algumas dificuldades, mas, ao mesmo tempo, não teriam uma tarefa inalcançável.

João Sousa, ainda número um português, tinha Roberto Carballes Baena como adversário. O espanhol é um especialista em terra batida que é, sem dúvida, o piso onde tem os melhores resultados da sua carreira. Ambos tiveram um ano de 2020 pouco positivo, mas o espanhol ainda assim conseguiu chegar à terceira ronda de Roland Garros onde acabou por somar grande parte dos pontos da época passada.

Pedro Sousa, número dois nacional, ia ter pela frente um jogador da casa, Federico Delbonis. Delbonis é um jogador experiente que já foi número 33 do mundo, e que, durante o ano passado, conseguiu chegar aos quartos-de-final em três torneios da categoria ATP 250 e, a jogar em casa, queria fazer uma boa prestação neste torneio.

O João Sousa nunca conseguiu entrar verdadeiramente na discussão do encontro, durante toda a partida teve apenas um ponto de break e enfrentou 15, o que diz bem da prestação do português. Pedro Sousa, por sua vez, esteve bem mais dentro do encontro, mas um azar acabou por dificultar muito a vida ao lisboeta. No primeiro set, o português conseguiu recuperar o break abaixo e estava a crescer no encontro quando, num break point a seu favor, torceu o pé numa aproximação à rede e esta lesão, que motivou até paragem para assistência médica, fê-lo perder cinco jogos seguidos para perder o primeiro set e começar mal o segundo, o que acabou por hipotecar bastante uma melhor prestação e possível vitória.

No resto do torneio, a jogar em casa, os tenistas argentinos tiveram uma prestação memorável que, não fosse a surpreendente derrota de Diego Schwartzman nos quartos-de-final, teria sido marcada pela presença de quatro argentinos nas meias-finais, garantindo desde logo que o título seria entregue a um jogador da casa, mas a vitória do experiente espanhol Albert Ramos Viñolas estragou os planos a Schwartzman.

Os outros semifinalistas eram jogadores que nunca sequer tinham chegado a esta fase de um torneio ATP, Federico Coria, Facundo Bagnis e Juan Manuel Cerúndolo, este último, de 19 anos, estava a disputar o seu torneio de estreia no principal circuito masculino de ténis.

O decorrer das partidas ditou que, na final, se encontrassem o mais experiente e o mais novato, dos últimos quatro. Ramos Viñolas tentava contrariar a sua malapata em finais, ele que em oito finais disputadas tinha apenas dois títulos, e Cerúndolo tentava fazer aquilo que apenas quatro homens haviam feito na História da modalidade, vencer o seu torneio de estreia no circuito ATP.

O jovem argentino mostrou de imediato ao que vinha e que a chegada à final não era nem sorte, nem suficiente para as suas ambições, vencendo o primeiro set com um parcial esclarecedor de 6-0. Na segunda partida, o espanhol elevou bastante o nível e conseguiu mesmo vencer o parcial por 6-2, adiando a decisão do título para o terceiro set. Neste terceiro set, o espanhol entrou melhor vencendo os dois primeiros jogos, mas ainda assim, ao contrário do que muitas vezes é comum, o estreante mostrou-se extraordinariamente calmo e assertivo obrigando, em muitas ocasiões, Ramos Viñolas a variar o jogo para criar desequilíbrios que acabaram por quase nunca resultar. Esta postura fez com que Cerúndolo vencesse os seis jogos seguintes sagrando-se campeão do ATP de Córdoba na sua estreia no circuito, apenas com 19 anos de idade. Para além deste feito histórico, Juan Cerúndolo, número 335 à entrada para esta semana, conseguiu ser também o jogador com o quinto ranking mais baixo de sempre a vencer um torneio ATP. Com esta vitória, o argentino vai escalar muito na classificação ATP, subindo mais de 150 lugares para o número 181 do ranking. Não o era até então, mas, depois desta semana, tornou-se claramente um nome a ter em conta para o futuro.

Foto de Capa: ATP Tour

Leixões SC 2-1 Académico Viseu FC: Mais três pontos que “Saparam” da linha de água

A CRÓNICA: ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS É VINDIMA E A REVIRAVOLTA NÃO SE CONSOMOU

Numa luta entre clubes que anseiam pela manutenção na Segunda Liga, o Leixões SC recebeu, no Estádio do Mar, o Académico de Viseu FC. Este seria um duelo marcado, principalmente, pela vontade de vencer de ambas as equipas, dadas as posições ocupadas na tabela. O Leixões SC estava marcado pela necessidade de vencer para tornar a sua caminhada e manutenção mais tranquila, enquanto o Académico Viseu se encontrava, à data, na linha vermelha dos clubes da Segunda Liga.

Das entradas em campo, a que ficou verdadeiramente marcada foi a do Leixões SC. Os matosinhenses mostraram-se bastantes aguerridos nas transições ofensivas, tendo sido a equipa com mais vontade em chegar à área adversária.

A primeira parte ficou vivamente marcada pela quantidade de vezes que a equipa de José Mota criou perigo para a baliza de Ricardo Fernandes. Uma das ocasiões mais flagrantes foi aos 33 minutos, quando Avto conseguiu deixar o defesa para trás e passou a Sapara, que, colocado na zona central da área, se oposição, rematou sem qualquer tipo de oposição, mas não conseguiu concretizar a jogada. Foi uma brilhante oportunidade criada por Avto que acabou desperdiçada por Sapara.

Cinco minutos depois de o Leixões ter tido a ocasião para inaugurar o marcador, foi pedida a marcação de uma grande penalidade, após o defesa do Académico Viseu cortar a bola no centro da área, com eventual toque no braço, mas o árbitro Artur Soares Dias mandou seguir a jogada.

A grande oportunidade de golo do Académico Viseu, algo contra o rumo do jogo, dada a alavancagem do Leixões SC, ocorreu no seguimento de canto. O capitão Pica conseguiu cabecear e a bola tirou mesmo tinta ao poste da baliza da Stefanovic, naquele que foi um dos últimos lances da primeira parte.

Era notória a necessidade do intervalo, principalmente para a equipa visitante. O técnico Paulo Cadete transpareceu, durante a primeira parte, algum desagrado com o posicionamento defensivo da sua equipa, que necessitava urgentemente de uma reposição e de uma nova estratégia.

A segunda parte começou da mesma forma que a primeira se desenrolou, com um Leixões bastante ofensivo. E foram precisos apenas sete minutos para a turma de Matosinhos inaugurar o marcador, com aquele vendaval ofensivo. Sapara, aos 53 minutos, conseguiu redimir-se do lance da primeira metade e consagrou da melhor forma a exibição que estava a fazer, sendo um dos homens mais importantes na construção de jogo do Leixões.

O espelho permaneceu, tal como a capacidade ofensiva do Leixões. Com um Académico Viseu a jogar no erro das transições da equipa adversária, as oportunidades criadas pelos forasteiros foram diminutas, mas com algum critério.

Esse critério e a procura do evidente erro deram lugar à marcação de uma grande penalidade favorável aos visitantes aos 75 minutos. Paul Ayongo não quis deixar passar a oportunidade e bateu com frieza para o golo que determinaria a igualdade no marcador.

Após o empate, foi o Académico Viseu a mostrar o quanto queria concretizar a reviravolta, a ponto de João Vasco rematar “do meio da rua” e conseguir fazer com que a bola batesse com estrondo no poste direito da baliza de Stefanovic. Faltavam apenas dez minutos para o final do tempo regulamentar e as duas equipas mostravam.se bem vivas na busca pelo resultado, ao contrário do que foi visível ao longo do encontro.

Mas a busca pela reviravolta do Académico Viseu teve um ponto final. Já para lá dos 90 minutos, Artur Soares Dias apontou para a marcação de grande penalidade, após a bola ter batido no braço de Yuri Araújo, num duelo com Nenê. O avançado do Leixões bateu o penalidade, que foi defendido por Ricardo Fernandes, mas, na recarga, Paulo Machado não perdoou e fechou o resultado num 2-1.

 

A FIGURA

Golo! Goal!

53 minutos.

Leixões SC 1-0 Ac. Viseu

#ArmadaDoMar #LSCAVFC

Publicado por Leixões SC – Futebol, SAD em Domingo, 28 de fevereiro de 2021

 

Sapara – Se o Leixões conseguiu arrecadar os três pontos no Estádio do Mar foi, também, devido à exibição e influência de Sapara no encontro. Apesar de substituído aos 67 minutos, o homem da equipa de Matosinhos fez o que podia e o que não podia. Toda a construção de jogo passou por ele e também esteve num grande dia a nível defensivo, quando chamado à ação.

O FORA DE JOGO

#LSCxAVFC

⚽️ FIM DA PARTIDA

Leixões SC 2-1 Académico de Viseu FC

#TerrasdeViriato #AVFC #Viriato

Publicado por Académico de Viseu Futebol Clube em Domingo, 28 de fevereiro de 2021

 

Posicionamento defensivo do Académico Viseu na 1.ª parte – O Académico Viseu mostrou-se algo frágil a nível do posicionamento defensivo, principalmente na primeira parte. O erro podia ter sido crasso, caso o Leixões tivesse mais critério no último terço.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

Stefanovic voltou a assumir a guarida da baliza do Leixões. A linha defensiva montada por José Mota foi composta por quatro defesas, mas com algumas alterações tanto no setor, como a nível tático nos restantes espaços do terreno. Diogo Gomes e o relançado Brendon assumiram a zona central da defesa, enquanto Seck e Lucas Lopes voltaram às linhas laterais.

Num sistema de 4-4-2, ao contrário do 4-3-3 habitual, o meio-campo foi tomado por Nduwarugira e Rodrigo. Avto e Sapara atuaram como extremos e Belkheir assumiu a posição de ponta de lança titular, a par de Joca Samuel que se apresentou bastante subido no terreno.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanovic (6)

Seck (6)

Brendon (6)

Diogo Gomes (6)

Lucas Lopes (6)

Avto (6)

Cristophe Nduwarugira (6)

Rodrigo (6)

Sapara (7)

Joca Samuel (6)

Belkheir (6)

SUBS UTILIZADOS

Kiki (6)

Bruno Monteiro (6)

Nenê (5)

Paulo Machado (7)

Papalele (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO VISEU FC

André Oliveira montou um 4-4-2, com Pica e Mathaus na zona central da defesa e as laterais ocupadas por Mesquita e Joel.

O meio-campo foi composto por Diogo Santos e Zimbabwe, com João Vasco e Luisinho subidos no terreno para dar apoio aos homens mais avançados no terreno. Fernando Ferreira e Paul Ayongo foram os pontas de lança do Académico Viseu.

Foram notadas algumas debilidades a nível defensivo por parte da equipa, que o técnico tentou colmatar logo após ter sofrido golo à entrada para a segunda parte, com as entradas de Paná e Yuri Araújo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (5)

Mesquita (6)

Pica (6)

Mathaus (6)

Joel (5)

João Vasco (6)

Diogo Santos (6)

Zimbabwe (5)

Luisinho (5)

Fernando Ferreira (5)

Paul Ayongo (6)

SUBS UTILIZADOS

Yuri Araújo (6)

Paná (6)

Carter (6)

André Carvalhas (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Peço-lhe uma análise àquilo que foi o jogo e, perante a exibição do Leixões, pergunto se o resultado podia ter sido mais avolumado?

José Mota: Nós estivemos bem. O adversário era experiente e com jogadores co um grande traquejo de Segunda Liga. Na primeira parte estivemos por cima, o Académico não teve rigor ofensivo e limitou-se a travar as transições ofensivas do Leixões. Tivemos duas ou três grandes oportunidades de golo que não conseguimos aproveitar. Na segunda parte, chegámos ao golo. Depois, como quem não marca sofre, o Académico teve uma reação normal ao golo sofrido e marcou. Não importa como, sofremos golo. Depois disso, conseguimos dar a volta e conseguimos a vitória. O futebol é isto. Hoje dou os parabéns aos meus jogadores, porque mostraram alma.

Académico Viseu FC

BnR: A sua equipa apresentou algumas debilidades a nível defensivo, principalmente, na primeira parte e foi notório o desagrado com esse fator. Na segunda parte foi visível o rigor ofensivo por parte da equipa e um melhor posicionamento defensivo. Acha que o resultado podia ter sido outro?

Paulo Cadete: Tem razão na sua observação. É triste chegar àquele balneário e ver os jogadores cabisbaixos. Não merecíamos por aquilo que fizemos. Conseguimos controlar muitas vezes o Leixões. Estivemos por cima e, a haver um vencedor justo, seria o Académico.

Agora é hora de lutar pelo segundo lugar | FC Porto

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Sim, este é em poucas palavras a consequência do resultado entre o FC Porto e Sporting CP naquele que era visto como o jogo do título para os Leões e da sobrevivência para os Dragões.

Não houve golos no Estádio do Dragão naquele que foi um encontro que, para muitos, não esteve à altura de um Clássico. Creio que a única conclusão que se pode tirar é que muito dificilmente o Sporting CP não se sagra campeão esta época, com todo o mérito refira-se. Já o FC Porto tem de lutar pelo segundo lugar que também está claramente em risco.

Olhando agora para o desempenho portista no Clássico, vou escrever uma coisa que pode levantar alguma polémica e que raramente costumo dizer. A equipa azul e branca não podia fazer muito mais para conseguir outro resultado, e passo a explicar o porquê. Em primeiro lugar, notou-se um dia não de Taremi que falhou dois golos praticamente feitos. Um azar puro do avançado iraniano que deve ter feito o pior jogo desde que chegou ao Dragão.

Por outro lado, destaco a equipa adversária. Normalmente, aponto muito demérito ao FC Porto nas derrotas, mas o Sporting CP mostrou ontem que é uma equipa com um índice de confiança muito acima da média e com uma coesão gritante. A equipa de Rúben Amorim faz da defesa uma das bases, e depois o processo ofensivo é muito simples sem grandes rodeios. Em poucos passes e numa jogada rápida consegue criar perigo à baliza adversária. São, sem dúvida, miúdos e contratações a baixo custo que formam uma equipa invicta até o momento.

O FC Porto tentou atacar de todas as maneiras, mas o Sporting resolvia sempre da melhor forma. O que estou a dizer pode ser interpretado como um disparate, mas nos últimos largos anos, este foi talvez o Sporting CP mais forte que se apresentou no Estádio do Dragão.

Como os Leões não jogaram sozinhos, atribuo algumas notas negativas ao FC Porto que podem ter ajudado no desfecho do encontro.

Apesar do onze inicial ser o mais forte de Sérgio Conceição, as substituições pecaram por tardias, principalmente a de Luis Díaz. Toda a gente sabe que o extremo colombiano costuma entrar muito bem nos jogos e entrar a 10 minutos do fim não me parece a melhor escolha. Por outro lado, aponto também a falta de inspiração de alguns jogadores portistas. Sérgio Oliveira já fez melhores jogos, Taremi não foi Taremi, e Evanilson não conseguiu acrescentar nada (apesar de ser compreensível a sua entrada, visto que com o Sporting em bloco baixo Marega não tinha espaço).

O resultado foi muito desfavorável para os dragões, mas não havia mais ninguém no banco que pudesse incomodar a equipa leonina. Se houvesse vencedor seria o FC Porto, mas este Sporting CP conseguiu fazer das tripas coração e mostrar que este ano os astros se alinharam por cima do Estádio de Alvalade.

Ao FC Porto resta analisar como é que, mais do que ter empatado ontem com o Sporting CP, conseguiu deixar tantos pontos para trás ao longo da época que resultaram na perda do campeonato. Se os azuis e brancos por acaso vencerem o campeonato este ano, cá estarei eu para engolir o sapo de tudo o que hoje escrevi.