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FC Porto 79-87 SL Benfica: Vitória viaja para Lisboa

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A CRÓNICA: O CLÁSSICO FOI QUENTE, RAFAEL LISBOA E QUINCY MILLER FORAM FRIOS

Numa tarde de homenagem a Alfredo Quintana, FC Porto e SL Benfica tentaram ao máximo dignificar a lenda azul e branca, demonstrando um espírito guerreiro e uma vontade de vencer indubitável. O número um portista esteve «coberto» na bancada Sul do Dragão Arena, imortalizando a sua presença no palco das modalidades portistas.

Ora, após o minuto de silêncio, o jogo rapidamente esquentou e Rafael Lisboa principiou como terminou: sendo uma autêntica dor de cabeça para a defesa do FC Porto.

O primeiro quarto terminou com uma pontuação interessante (22-19), com ambos os conjuntos fortes no ataque ao cesto. Todavia, algo desacertados em organização ofensiva, provocando erros não forçados com várias faltas ofensivas em bloqueios diretos. Do lado encarnado, a vontade não faltou, contudo, era o discernimento e a serenidade de Rafael Lisboa que mantinha o SL Benfica bem colado ao jogo.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O segundo quarto trouxe um FC Porto mais agressivo na defesa e mais concentrado no ataque. A rigidez tática e o altruísmo nas duas vertentes do jogo permitiu à equipa azul e branca alargar a vantagem. Não obstante, tal não se sucedeu durante muito tempo, sendo que, já perto do fim, Betinho e Rafael Lisboa voltaram a colocar as contas do clássico «à justa», terminando com o FC Porto em vantagem por 38-37, ao intervalo.

A saída dos balneários trouxe um SL Benfica reverdecido. A intensidade aumentou e a irreverência de Miller, em conjunto com a «mão a escaldar» de Tomás Barroso permitiu às águias voar para um parcial de 29-17 e consequentemente obrigar o FC Porto a correr atrás do prejuízo.

Ora, mesmo com o revés do terceiro quarto, a chama do dragão não se apagou e nos últimos dez minutos da partida, Moncho López acionou uma defesa a campo todo e obrigou Amarante e Queiroz a asfixiar o portador da bola no princípio da organização benfiquista. Este efeito surpresa, ainda assim, não atordoou Rafael Lisboa, que manteve a frieza e firmeza necessária para fechar o jogo para o lado do SL Benfica.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Dupla Rafael Lisboa e Quincy Miller – Era complicado e injusto apenas definir um destes dois. Se por um lado, Miller foi imparável no ataque ao cesto, terminando com uma eficácia de 80% em lançamentos de campo, por outro, Rafael foi quem manteve o SL Benfica lúcido, tendo sido o jogador quem melhor tomava decisões no momento de ferir o cesto contrário. Lisboa terminou a partida com 17 pontos e oito assistências.

O FORA DE JOGO

Defesa do FC Porto – Num jogo a homenagear um dos melhores guarda-redes de andebol de sempre, pedia-se mais capacidade defensiva a um FC Porto, que não teve meios nem forma de segurar a prepotência ofensiva encarnada. A facilidade com que os bases encarnados definiam e tinham sempre soluções acabou por concluir o jogo e a derrota portista.

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO

A equipa liderada por Moncho López lançou um cinco inicial repleto de experiência e veterania, tendo dois bases de raiz, dois extremos-postes e um poste de raiz, oferecendo um misto de irreverência e cabedal físico. Em organização defensiva, a equipa do FC Porto manteve-se fiel ao homem-a-homem a meio campo, não executando quaisquer trocas nos bloqueios diretos, obrigando à equipa do SL Benfica a temporizar na procura do desequilíbrio.

Ofensivamente, o FC Porto apresentou as mesmas dinâmicas, todavia estas se alterem (como é natural) consoante os jogadores em campo. Tendo Tinsley em campo a bola circulava mais e com maior fluidez, ao passo que tendo Pedro Pinto ou Jalen Riley, a bola ficava muito mais tempo «presa» no jogador, não auferindo a circulação de jogo que Moncho tanto aprecia. A aposta no jogo interior manteve-se, como expectável.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (8)

Bradley Tinsley (5)

Miguel Queiroz (8)

Larry Gordon (6)

Eric Anderson Jr. (5)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amarante (6)

Vladyslav Voytso (-)

Pedro Pinto (6)

Tanner Mcgrew (6)

João Soares (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Os «pupilos» de Carlos Lisboa alinharam com um cinco semelhante ao do FC Porto, tendo dois exteriores mais ténues fisicamente (Rafael e Bryce), e ainda, igualmente dois extremos-postes (Quincy e Betinho) e um poste de raiz (Coleman). Em organização defensiva a equipa liderada por Carlos Lisboa, permaneceu fiel à defesa homem-a-homem a meio campo.

Ofensivamente, o SL Benfica quando não encontrava soluções em transição, procurava o base para desbloquear através de um pick and roll central ou através da recorrente jogada «cornos» onde dois postes subiam para “oferecer o corpo” a um pick, sendo que partir daqui era sempre ou o Rafael Lisboa ou o Tomás Barroso os principais executantes. Se as soluções ficassem trancadas, era Betinho ou Quincy Miller através de isolações que criavam e fechavam as jogadas.

 5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rafael Lisboa (9)

Betinho Gomes (7)

Quinccy Miller (9)

Eric Coleman (6)

Bryce Alford (4)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Barroso (8)

Fábio Lima (6)

Arnette Hallman (5)

Cameron Jackson (6)

Jaylen Key (-)

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

SL Benfica | 5 das maiores conquistas encarnadas em 117 anos de história

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O Sport Lisboa e Benfica celebra o seu 117º aniversário e este artigo mostra cinco das maiores conquistas do clube fundado, como cantam os adeptos, na Farmácia Franco.

Ao longo da sua história muitas foram as conquistas do clube, quer a nível nacional, quer a nível internacional. De frisar que a nível de futebol masculino, o SL Benfica é o clube com mais títulos nacionais, sendo que conta com 37 campeonatos nacionais e 26 Taças de Portugal.

Como não poderia deixar de ser, é necessário frisar que o Sport Lisboa e Benfica não se resume à equipa de futebol. Por isso, seguem-se, também, algumas conquistas das variadas modalidades praticadas no clube.

Tadej Pogacar, o príncipe das Arábias no UAE Tour

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O esloveno Tadej Pogacar venceu, este sábado, a classificação geral do UAE Tour, após concluir a última etapa sem percalços. O britânico Adam Yates terminou a prova no segundo lugar com 35 segundos de atraso, e o português João Almeida fechou no pódio final a 1m02s, sendo este o primeiro pódio do caldense numa geral do WorldTour.

A competição começou com uma vitória de Mathieu Van der Poel que, supostamente, não ia com grandes expetativas, mas arrebatou logo uma vitória a abrir. Foram muitos líderes e sprinters a ficar para trás no primeiro dia, devido às bordures provocadas pelo vento. Tadej Pogacar, Adam Yates, Chris Harper e João Almeida foram dos únicos a passar, juntamente com alguns sprinters. No final foi Van der Poel a vencer, com David Dekker (Jumbo-Visma) em segundo lugar, e Michael Morkov a fechar no último lugar do pódio.

No segundo dia, um contrarrelógio-individual de 13 quilómetros, o campeão do mundo Filippo Ganna (Ineos Grenadiers) arrecadou a vitória, com Stefan Bissegger (EF Education-Nippo) a ficar a 14 segundos, e Mikkel Bjerg (UAE-Team Emirates) a 21 segundos. Pogacar foi o melhor dos homens da geral, a 24 segundos. João Almeida terminou a 30 segundos, na sexta posição. No final da etapa, o esloveno passou para primeiro, com 5 segundos de vantagem sobre o português.

Antes do contrarrelógio, foi notícia o abandono da equipa Alpecin-Fenix da competição, devido a um caso de covid num elemento do staff da equipa. A equipa em conjunto com a organização decidiram que o abandono de todos os elementos era a melhor decisão, para permitir a segurança da corrida e dos seus intervenientes. Mathieu Van der Poel era o líder da prova, mas teve de abdicar da liderança e da sua camisola vermelha, passando esta para David Dekker, à partida para o contrarrelógio.

Na terceira etapa, o esloveno Pogacar venceu na famosa subida de Jebel Hafeet, numa luta contra Yates. Almeida chegou num segundo grupo a 48 segundos, juntamente com Higuita, Emanuel Buchmann e Harm Vanhoucke. Adam Yates subia à segunda posição da geral, agora a 43 segundos de Pogacar, e João Almeida caía uma posição, passando para terceiro a 1m03s.

Ao quarto dia assistimos à primeira vitória de Sam Bennett na presente temporada, à frente de David Dekker e Caleb Ewan. O irlandês a corresponder bem, na sua primeira chegada em grupo da temporada. Na quinta tirada, o dinamarquês Jonas Vingegaard venceu na subida a Jebel Jais. Pogacar e Adam Yates ficaram a marcar-se mutuamente, e terminaram na segunda e terceira posição, respetivamente, a 3 segundos do homem da Jumbo. João Almeida terminou na quinta posição, a seis segundos. A extensão da subida era grande, mas as diferenças de tempo foram poucas, não mudando praticamente nada no panorama dos dez primeiros. Os ciclistas que queriam lutar pelos primeiros lugares deviam de ter aproveitado esta etapa, sendo que era a última oportunidade para ganhar tempo e subir na geral.

As últimas duas etapas estavam destinadas para a disputa entre sprinters. A sexta etapa acabou num bis de Sam Bennett, após um lançamento e colocação fenomenal do dinamarquês Michael Morkov. Elia Viviani terminou na segunda posição, seguido por Pascal Ackermann no terceiro lugar.

Ontem correu-se a última etapa, com o australiano Caleb Ewan a conseguir superiorizar-se em relação à concorrência, após ultrapassar Sam Bennett nos últimos metros. Phil Bauhaus terminou no último lugar do pódio. Com cerca de 40 quilómetros para o fim, foram vários os ciclistas a ir ao chão, entre eles o britânico Adam Yates, que ficou bastante maltratado, sendo encaminhado para o hospital depois de concluir a prova. O seu colega Dani Martinez também caiu e nem sequer concluiu a etapa. Na geral, não houve alterações nos primeiros da classificação.

João Almeida obteve assim o seu primeiro pódio numa classificação geral do WorldTour, mas será o primeiro de muitos com certeza. Fez uma corrida sempre nos primeiros postos, consistente e quando teve de puxar para ir agarrar os da frente não se escondeu. Acabou em terceiro da geral e só não venceu a juventude porque Pogacar também entrava nas contas.

Foi uma prova interessante, com alguns nomes a reaparecerem e outros a serem uma agradável surpresa. É bom ver Elia Viviani nos primeiros postos. Um Chris Harper (Jumbo-Visma) e um Neilson Powless (EF Education-Nippo) a um nível acima do acostumado. Estamos a falar do quarto e quinto classificados.

Os sprints de David Dekker foram algo surpreendentes, acabando mesmo por vencer a camisola dos pontos. Boa nota ainda para os sprints do jovem australiano da equipa BikeExchange Kaden Groves e para o contrarrelógio de um menino prodígio chamado Stefan Bissegger, que apenas perdeu para Filippo Ganna!

Phil Bauhaus parece dar-se bem com as Arábias, apesar de não ter ganho, fechou por duas vezes no top dez. No ano passado venceu duas etapas no Saudi Tour e a geral. Em 2019, somou alguns top dez, e em 2018 venceu uma etapa no UAE Tour, na altura denominado de Abu Dhabi Tour.

Para além destes nomes, apareceu um rapaz chamado Mattias Skeljmose Jensen da Trek-Segafredo, que poucos terão ouvido falar dele. Sem se dar por ele, o dinamarquês de 20 anos conseguiu terminar no sexto lugar da geral, a 2m37s de Pogacar.

Em suma, parece que Sam Bennett vai embalar para mais uma temporada recheada de vitórias, com o seu lançador preferido a abrir caminho. Pogacar ganhou com relativa facilidade o UAE Tour. Não teve grandes esforços, limitando-se, praticamente, a marcar Adam Yates. Faltaram os ataques e as forças dos oponentes nas etapas de montanha. O esloveno é um ciclista muito completo, excelente na alta montanha, com grande contrarrelógio e com uma boa capacidade de sprint em grupos muito restritos, o que o torna um alvo a abater por parte de quem quer ganhar. No UAE Tour, a sua equipa corria em casa e havia obrigação de fazer boa figura perante os patrocinadores. Fernando Gaviria não correspondeu nos sprints, mas Pogacar chegou, viu e venceu, mas sem muita exuberância.

Foto de Capa: UAE Team Emirates

Zouhair Feddal: o central que parece ser invisível | Sporting CP

Zouhair Feddal, internacional marroquino, chegou a Alvalade proveniente dos espanhóis do Real Bétis Balompié, no verão de 2020 e, por cá, aguardava-lhe a difícil tarefa de substituir o lesionado Jérémy Mathieu. Desde então, o central tem vindo a ser aposta regular de Rúben Amorim.

Até ao momento, Zouhair Feddal, para além de contar com 19 partidas disputadas no campeonato, tem também um golo e quatro assistências registadas em seu nome. No centro da defesa, o marroquino tem feito parceria com Sebastián Coates e Gonçalo Inácio ou Luís Neto, naquela que é a defesa menos batida do campeonato, com apenas dez golos sofridos em 21 jogos.

Ao ver um jogo do Sporting CP sem grande análise, Zouhair Feddal pode facilmente passar despercebido, o que não tem de ser necessariamente mau. No caso do marroquino, ser “invisível” é sinónimo de ser tranquilo, seguro, discreto e, sobretudo, competente. O esquerdino muito raramente comete erros, por isso não “dá nas vistas” pela negativa. Por outro lado, também não é um jogador que sobressai por jogadas individuais ou lances tirados da cartola. Ou seja, é um jogador simples, que sai bem a jogar, tem um bom sentido posicional e é forte nos duelos individuais. Características extremamente importantes e que o Sporting CP necessitava para fechar o lado esquerdo da defesa leonina.

O marroquino chegou, viu e foi quase sempre titular na equipa do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Um breve olhar para as estatísticas serve para notar que: Zouhair Feddal é o terceiro defesa da Liga com mais assistências; tem zero erros que deram em golo e zero erros que deram em remate; é o segundo defesa da liga com mais jogos sem sofrer golo; por fim, segundo o Sofascore, é o terceiro defesa da liga com melhor rating.

Para além das características e das estatísticas apresentadas anteriormente, Zouhair Feddal também é uma peça importante quando sobe à área adversária, quer seja em bola parada ou em bola corrida e, apesar de Coates ser o principal destinatário dos cruzamentos, o marroquino tem feito a diferença; o internacional marroquino fez duas assistências nos dois jogos frente ao Paços: no jogo fora, ajeitou para Coates e, em casa, desviou para Palhinha finalizar; para além destas duas assistências em incursões à área adversária, também fez golo (frente ao Portimonense) numa situação semelhante (foi Coates que, desta vez, desviou para Feddal).

Em suma, Feddal representa na perfeição aquilo que é este Sporting CP. Não é nenhum fora de série, mas o seu esforço e trabalho tornam-no num jogador extremamente competente e eficaz em todas as ações do jogo.

FC Porto 0-0 Sporting CP: Clássico morno acaba em nulo

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A CRÓNICA: FALTOU CLÁSSICO AO CLÁSSICO

Foi o jogo cartaz da 21ª jornada do Campeonato, não fosse ele “o Clássico”. O Estádio do Dragão foi palco daquele a que se intitula como um dos jogos do título. O FC Porto recebeu, na sua casa, o Sporting CP naquele se esperaria ser um verdadeiro duelo de titãs, não fosse entre os lugares cimeiros da tabela do campeonato.

Depois do arrepiante minuto de silêncio em homenagem a Alfredo Quintana, guarda-redes da equipa de andebol do FC Porto, que faleceu no dia anterior, deu-se início ao “Clássico”.

Os minutos iniciais caracterizaram-se por um equilíbrio no meio-campo e com muito poucas oportunidades flagrantes de golo. Entre o taticamente rico e o jogado com emoção, fica uma linha algo ténue e ao cargo de quem viu o jogo. Logo aos oito minutos, o FC Porto reclamou grande penalidade numa eventual falta sobre Marega, mas o árbitro João Pinheiro mandou seguir a jogada.

Com o decorrer do tempo, a pressão ofensiva tendeu a cair par ao lado dos dragões. A partir dos 25 minutos, os azuis e brancos estiveram mesmo por cima. A primeira ocasião foi um remate de Manafá para defesa de Adán. Poucos minutos depois, surgiu uma nova oportunidade favorável aos dragões, depois de uma jogada ao longo da grande área sportinguista, onde o guardião leonino acabou por parar a ofensiva portista depois de um passe de Sérgio Oliveira.

O ritmo de jogo voltou a cair, e foi notória a diferença existente nos médios do Sporting CP, nomeadamente João Mário e João Palhinha. Enquanto o primeiro era o verdadeiro construtor de jogo dos leões, o segundo mostrava alguma espécie de nervosismo e as perdas de bola começaram a aparecer e a traduzir-se em oportunidades para o FC Porto. Na sequência de uma destas perdas de bola, Taremi poderia ter sido muito feliz ao inaugurar o marcador, já nos últimos dez minutos da primeira parte.

Ambas as equipas precisavam do intervalo, quer para refrescar o corpo, quer para refrescar as ideias e estratégias de jogo. Os primeiros 45 minutos do jogo não transpareceram, de todo, aquilo que é, ou deve ser, um clássico.

E a entrada para a segunda parte foi algo totalmente diferente daquilo que foi visto na primeira. Depois do leão adormecido dos primeiros 45 minutos, acordar e começar a fazer muita mais pressão à defesa azul e branca, o marcador já podia ter sido mesmo inaugurado por qualquer uma das equipas, apenas nos dez minutos iniciais da segunda metade. Aos 55 minutos, os leões podiam ter aproveitado, mas acabou por ser assinalado fora de jogo, e, no lance seguinte, registou-se uma enorme oportunidade favorável aos dragões, mas Taremi chegou tarde para encostar a bola.

O jogo voltou a arrefecer, levando ambos os treinadores a efetuar alterações, principalmente na frente de ataque de cada uma das equipas. A que mais cedo se revelou foi a entrada de Matheus Nunes, em detrimento de Nuno Santos. Aos 73 minutos, depois de um alívio ainda na grande área de Ádan, o jovem arrancou pela lateral fora quase fazendo o primeiro golo na partida. Fica a nota da entrada fogaz do jogador dos leões.

No lance seguinte, depois de uma jogada individual de Evanilson, que mostrou entrar muito bem no encontro, foi Taremi, novamente, a estar realmente perto do golo.

O aproximar do minuto final trouxe mais emoção ao jogo, não só pelo passar do tempo, mas pelo número de ocasiões que apareceram. Depois de um jogo tão morno que oscilava entre o taticamente rico e jogado com a emoção, via-se que o futebol começava a aparecer. A história que fica para contar até então seria a do professor João Mário da turma de Alvalade a tentar ensinar aos colegas de setor uma lição relativa ao que se faz no meio-campo e uma lição de consistência defensiva geral por parte dos professores Pepe e Mbemba, na universidade do Porto.

E pouco mais história houve para contar. Um empate sem golos, que mantêm a distância entre os lugares cimeiros na tabela ocupados pelo Sporting CP e FC Porto, respetivamente.

 

A FIGURA

Top peças fundamentais no clássico
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Substituições efetuadas – As substituições efetuadas foram, de forma óbvia, aquilo que fez despertar o jogo. Tanto as alterações efetuadas como Sérgio Conceição, como por Rúben Amorim, deram alguma vida e esperança nos minutos finais do jogo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Faltou Clássico ao Clássico – Um clássico é um dos jogos mais fervorosos de uma época, um jogo com história, principalmente durante os 90 minutos. Neste duelo entre o FC Porto e o Sporting CP isso não aconteceu. Faltou futebol. Faltou clássico.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição moldou o seu esquema tático num 4-4-3, como o esperado. O objetivo de manter uma pressão alta sobre os leões e, ao mesmo tempo, ter uma consistência defensiva era um dos desafios.

Um das grande dúvidas antes do jogo seriam os laterais e como estes se poderiam movimentar no terreno. O técnico dos dragões manteve a dupla habitual, Manafá e Zaidu. A questão pôs-se devido à capacidade do Sporting CP, eventualmente, aproveitar e explorar os eventuais espaços deixados, em contra-ataque, devido aos laterais estarem muito subidos no terreno, sendo esse um dos pontes fortes da equipa verde e branca.

A construção de jogo acabou dividida entre o jogo interior, pelo meio-campo através de Sérgio Oliveira, e a construção pelas alas, optando por utilizar a total largura do relvado do Dragão.

No que toca aos homens do ataque, frisou-se a importância de Mehdi Taremi no dificultar da primeira fase de construção de jogo do Sporting CP.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Augusto Marchesín (6)

Wilson Manafá (6)

Pepe (6)

Chancel Mbemba (6)

Zaidu Sanusi (6)

Matheus Uribe (6)

Sérgio Oliveira (6)

Otávio Monteiro (6)

Jesús Corona (6)

Mehdi Taremi (6)

Moussa Marega (6)


SUBS UTILIZADOS

 

Evanilson (7)

Francisco Conceição (6)

Luís Diaz (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim apostou num 3-5-2, com o objetivo de manter o jogo bastante compacto no meio-campo, de forma a conseguir atuar entre linhas.

O forte ataque na profundidade e a procura do erro na construção de jogo do FC Porto foram os pontos fortes e dois dos grandes métodos de jogo implementados no Sporting CP.

Os leões atuaram em linhas muito juntas, num bloco bastante consistente. Na construção de jogo, houve uma clara aposta nas diagonais para atrair defesas adversários para conseguir ter o corredor livre para atacar.

No meio-campo, uma das grandes valências da turma de Alvalade foi a dupla Pedro Gonçalves – João Mário, cuja definição e critério no último passe seriam fulcrais na possível concretização de oportunidades.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

António Adán (6)

Nuno Mendes (5)

Gonçalo Inácio (6)

Sebastián Coates (6)

Zouhair Feddal (6)

Pedro Porro (6)

João Palhinha (6)

João Mário (7)

Pedro Gonçalves (6)

Nuno Santos (5)

Tiago Tomás (5)

 

SUBS UTILIZADOS

 

Matheus Nunes (7)

Tabata (7)

Jovane Cabral (-)

Matheus Reis (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.

 

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao técnico do Sporting CP, Rúben Amorim.

Académica AAC 71-89 UD Oliveirense: Espírito da Briosa não foi para lá da União

A CRÓNICA: MATURIDADE DA OLIVEIRENSE NÃO DEU ESPAÇO PARA SURPRESAS

Após dar um murro na mesa com vitórias afirmativas frente a Lusitânia e Imortal, a UD Oliveirense chegava a Coimbra com o objetivo de dar seguimento ao seu momento ascendente. Os bicampeões nacionais tiveram um início de competição inconstante, mas o jogo da equipa de Norberto Alves parece estar mais cimentado, um bom prenúncio para ambicionar juntar-se ao lote de candidatos ao título.

Após uma série de verdadeiros desafios contra as equipas mais fortes, a Académica vê aproximar-se uma sequência de jogos diante de adversários diretos na luta pela manutenção. Faltava apenas defrontar a Oliveirense, antes de o calendário aliviar.

A equipa visitante puxou dos galões e saiu na frente. Para o bom início muito contribuiu a inspiração da linha de três pontos. Foram cinco bombas logo a abrir. A desinspiração da Briosa da linha de lance livre (zero em cinco neste parcial) acentuou o fosso entre as duas equipas. Assim sendo, 23-16 favorável à Oliveirense foi o resultado ao fim dos primeiros dez minutos.

Muito fruto do bom trabalho defensivo, o domínio da Oliveirense acentuou-se ainda mais. Se no primeiro quarto foi o jogo exterior que esteve em evidência, no segundo, foram os lançamentos no pintado que foram caindo no cesto. Travis Munnings e Justin Alston iam enchendo a folha estatística com pontos e ressaltos. 40-32 era o que o marcador indicava ao intervalo, o que permitia à Académica discutir o resultado, embora a cadência do jogo pudesse aparentar o contrário.

O terceiro período foi bastante equilibrado. A Oliveirense soube gerir a vantagem que já trazia e não deixou a Académica aproximar-se. Ainda assim, o 60-51 deixava tudo em aberto para a ponta final.

No momento a doer, a fibra de campeão fez-se sentir. Os muitos nervos dos estudantes (Ivo Rêgo recebeu duas faltas técnicas consecutivas, devido aos protestos) limitaram a equipa na sua capacidade competitiva. A Oliveirense parece finalmente pronta para lutar pelo título, tal como o prova o contundente quarto período que fez. 29 pontos no último parcial não deram azo a qualquer surpresa e selaram o 89-71 final.

 

A FIGURA

Travis Munnings – Foi o jogador mais influente do jogo. Teve uma excelente presença nas tabelas, o que lhe deu bastante destaque no jogo interior ao lado de Justin Alston. Acabou, tal como Alston, com duplo-duplo (27 pontos – melhor do jogo – e 12 ressaltos).

O FORA DE JOGO

EC Matthews – Procura ainda a sua melhor forma neste regresso após lesão. Pode ser uma das principais armas ofensivas da Oliveirense, mas, hoje, não conseguiu encontrar o caminho do cesto por nenhuma vez.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA AAC

Ainda a fazer as últimas mexidas no seu plantel, a Académica apresentou-se debilitada no jogo interior. Com a saída de Konate, Daniel Relvão foi o único verdadeiro poste disponível. Desta forma, a Briosa sofreu na defesa do jogo interior.

Numa fase inicial, a Académica não soube lidar com a pressão defensiva e precisou de envolver mais os seus jogadores no ataque para inverter a situação. Com o decorrer do jogo, os buracos na zona da Oliveirense foram sendo descobertos, mas a inconsistência dos atiradores da Briosa nem sempre conseguiu capitalizar.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Malcolm Richardson (7)

Ashford Golden (6)

Robert McCoy (5)

Josh McNair (6)

Daniel Relvão (6)

SUBS UTILIZADOS

Joe Laravie (4)

Paulo Caldeira (5)

Krassimir Pereira (4)

André Mendes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Também a fazer os últimos ajustes no plantel, a UD Oliveirense mostrou-se sólida. Conseguiram gerir bem os ritmos do jogo, não entrando na velocidade que convinha à Académica. O passo seguinte era encontrar as vantagens corretas e aproveitá-las.

Ao nível da defesa, a equipa tentou baralhar a Académica, alternando entre zona 2/3, homem e campo inteiro. Estas mudanças foram eficazes e geraram consecutivamente lançamentos confortáveis no ataque.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

José Barbosa (6)

João Balseiro (6)

Travis Munnings (8)

João Guerreiro (6)

Justins Alston (8)

SUBS UTILIZADOS

Larry Austin Jr (6)

Francisco Albergaria (-)

EC Matthews (4)

 

Foto de Capa: Francisco Grácio Martins/Bola Na Rede

Artigo revisto

As 5 melhores equipas criadas no século XXI

Numa indústria repleta de clubes de longa data com jogadores de grande calibre, treinadores experientes e táticas fascinantes , nascem e desenvolvem-se, cada vez mais, novas equipas que passam a integrar o universo futebolístico. Clubes criados no presente que poderão vir a ser referências de topo no futuro.

Vejamos então esta lista incomum que cataloga, para mim, as melhoras equipas que foram fundadas no século XXI.

Diriyah E-Prix 2: Sam Bird vence a segunda corrida da temporada

A CORRIDA: UM JAGUAR NO DESERTO E DUAS CHITAS UM POUCO CHATEADAS

Debaixo das luzes sauditas de Ríade, Sam Bird (Jaguar), venceu o E-Prix, após uma bandeira vermelha quase no final da corrida. O britânico batalhou intensamente durante toda a corrida com o seu antigo colega de equipa Robin Frinjs (Virgin), que terminou na segunda posição. O bicampeão, Jean Éric Vergne (DS Techeetah), fechou o pódio, após uma guerra aberta com o campeão em título, António Félix da Costa, que terminou na quarta posição.

A corrida mostrava-se competitiva no topo da tabela, com particular destaque para as performances dos quatro primeiros, que batalharam entre eles durante grande parte da prova. Esta começou a construir-se logo no arranque, com Sam Bird a levar a melhor sobre Sergio Sette Camara (Dragon Penske). Bird saltou para o segundo lugar e colocou a mira no líder Frinjs.

O ritmo de qualificação dos NIO, de Oliver Turvey e Tom Blomqvist, que os colocou nos seis primeiros, desapareceu durante a corrida, e cedo começaram a cair na tabela. Isto para benefício dos dois DS, que, num quase jogo de imitação, subiam até aos quatro primeiros, após começar no final do Top 10.

Vergne, em particular, pareceu, durante a primeira fase da corrida, o homem mais rápido em pista, conseguindo subir ao quarto lugar após a primeira sessão de Attack Mode. Mais à frente, Robin Frinjs abdicava da liderança para ir ao Attack Mode, sendo que Bird tentou segurar o piloto da Virgin, mas não resistiu aos 35kW extra do holandês. Quando passou na zona de ativação, parecia deitar o resultado por terra, ao cair para trás de Sette Camara.

O ritmo do francês da DS permitiu que este subisse aos lugares do pódio, à frente de Camara, precisamente quando Jake Dennis (BMW) se envolve com Pascal Wehrlein (Porsche) e causam um Full Course Yellow (FCY), que limita todos os pilotos a 50 km/h.

A batalha entre Frinjs e Bird aquecia após o término do FCY, o que permitiu aos dois DS a aproximação aos líderes, com António Félix da Costa agora a liderar o duo. O piloto da Jaguar finalmente conseguiu colocar-se na liderança, enquanto que Félix da Costa e Vergne quebraram a regra básica do desporto motorizado, chocando um com o outro em batalha da qual o francês acabou por sair vitorioso.

Apenas duas voltas depois, um incidente entre Max Gunther (BMW) e Mitch Evans (Jaguar) traria o safety car. De seguida, para confusão de muitos, a bandeira vermelha. Percebeu-se, já após o final da corrida, que, logo após o choque dos dois, o Mahindra de Alex Lynn capotou de forma aparatosa mais ou menos na mesma zona do circuito, o que levou à bandeira vermelha e entrada do carro médico em pista. O piloto da equipa indiana estava consciente, tendo sido levado para o hospital por precaução.

Fora do top 4 já referido, o rookie Nick Cassidy (Virgin) fez uma excelente corrida, subindo de 10º lugar para quinto, com Sette Camara (Dragon Penske), Muller (Dragon Penske), Oliver Turvey (Nio), Oliver Rowland (Nissan) e Rene Rast (Audi) a fechar os lugares pontuáveis.

Destaque pela negativa para a má corrida da Mercedes, que, após o domínio total de Nick De Vries em todas as sessões de ontem, foi incapaz de pontuar na corrida de hoje. O holandês terminou em 14º e Stoffel Vandoorne em 18º.

Foto de Capa: Fórmula E

O ponto de situação nas principais modalidades do FC Porto

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Os campeonatos das modalidades estão, neste momento, no ponto mais alto da competição. Como não poderia deixar de ser, o FC Porto tem estado a lutar pelo primeiro lugar, jogue-se basquetebol, hóquei em patins ou andebol. Ainda assim, não podemos deixar de referenciar que esta foi uma semana de profunda tristeza para a nação portista e para a todas as modalidades, com a perda do guardião da equipa de andebol Alfredo Quintana.

Os dragões estão em primeiro lugar no campeonato nacional de andebol com 57 pontos, e perfazem um pleno de 19 vitórias em 19 partidas. Sem perder qualquer ponto, a equipa liderada pelo sueco Magnus Andersson está a fazer um brilharete na principal prova portuguesa, estando já com oito pontos de vantagem do segundo classificado, Sporting CP. Quanto à Taça de Portugal, os donos do Dragão Arena aguardam para saber o adversário dos oitavos de final, uma vez que o jogo entre o Artística de Avanca e o AD Sanjoanense está marcado apenas para 6 de março.

No grupo A da EHF Champions League, os dragões não têm estado tão bem como queriam, posicionando-se, neste momento, no sexto lugar e a nove pontos dos polacos, primeiros classificados VIVE Kielce. A partida entre o Meshokv Brest e o FC Porto foi adiada devido ao terrível acidente que acontecera na segunda feira com Alfredo Quintana.

Fazendo uma passagem pelo hóquei em patins, as coisas não poderiam estar a correr melhor, ainda que nada esteja garantido. Os Dragões, neste momento, estão em primeiro lugar, com uma distância de dois pontos para o segundo classificado, OC Barcelos, e a seis do terceiro, SL Benfica. O português Gonçalo Alves tem vindo a fazer uma excelente temporada e é o segundo melhor marcador do campeonato, levando já 33 golos em 20 partidas.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Agora, é a única competição que a equipa do FC Porto está disputar, tendo em conta o cancelamento da Taça de Portugal de Hóquei em Patins na semana passada, uma decisão tomada pela Federação Portuguesa de Patinagem. A pandemia proibiu a realização de toda a prova e os azuis e brancos iriam disputar a passagem aos oitavos de final frente ao Biblioteca IC, que não compete desde janeiro por força das restrições do confinamento. Outra competição a ser adiada nesta época foi a Liga Europa de Hóquei em Patins, mas, à partida, retomará em abril. Os Dragões estão no grupo B com os espanhóis do HC Liceo, os suíços do Genève RHC e os franceses do La Vendéenne.

A última das modalidades abordada é o basquetebol, na qual portistas já contam com um título arrecadado, a Taça da Liga de Basquetebol, numa final ganha ao Sporting CP por 72-68. Ainda assim, os Leões estão na primeira posição na Primeira Liga de Basquetebol, com 35 pontos e um jogo a mais do que o FC Porto, segundo classificado com 33 pontos em 17 partidas. A luta tem sido renhida, uma vez que, logo a seguir, vem o SL Benfica, com 32 pontos, e o Imortal BC em quarto lugar, com 31 pontos. Já o quinto lugar é ocupado pelo UD Oliveirense, com 30 pontos.

O base portista Max Landis é o segundo melhor pontuador do campeonato, com uma média de 20,17 pontos por jogo, e tem tido um grande impacto no desenrolar da principal prova portuguesa de basquetebol. Quanto às restantes provas, a equipa treinada por Moncho López está nos quartos de final da prova, depois de eliminar o CD Póvoa, e disputará a passagem à próxima fase frente ao CP Esgueira, no próximo mês de março. Num plano global, podemos afirmar que as modalidades estão a fazer uma época muito positiva, a competir por praticamente todas as competições ainda em aberto.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Mariana Plácido

Viseu 2001 3-5 Sporting CP: Leões consistentes passam em Viseu

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A CRÓNICA: VISEU DEIXA BOA IMAGEM FRENTE A ARMADA LEONINA

O Viseu 2001 e o Sporting CP defrontaram-se em dois momentos opostos da época. A equipa da casa vinha de três derrotas consecutivas e a descer na tabela classificativa, enquanto que os leões vinham de nove vitórias consecutivas, em todas as competições, incluindo o facto de alcançarem a liderança na jornada anterior.

Os viseenses até começaram mais ativos, mas foi o Sporting a conseguir concretizar cedo. Merlim e Rocha, este num belo gesto técnico a controlar a bola com o peito antes de rematar, puseram os visitantes na frente no espaço de um minuto.

Depois dos golos leoninos, o jogo parecia confortável a partir dos 4´. O Sporting teve inúmeras oportunidades, principalmente através de remates de fora da área, para marcar mais golos. Só que Bruno Felipe disse “presente” e esteve intransponível na baliza. O Viseu 2001 parecia mais solto à medida que os minutos passavam e conseguiu chegar ao empate no espaço de dois minutos, aos 12′ e 13′. Rafa Stocker, de livre direto, e Lukinhas, num contra-ataque rápido, relançaram a partida.

O Sporting continuou a pegar no jogo, apesar de não conseguir penetrar com facilidade na área da equipa da casa. Precisamente num dos poucos lances em que chegou à área viseense, depois de uma perda de bola do Viseu 2001, Merlim assistiu Rocha, que colocou a bola fora do alcance de Bruno Felipe.

A segunda parte começou com o Sporting com mais posse de bola e mais perto da baliza viseense. No entanto, foi o Viseu 2001 a empatar num remate quase de área a área de Rafa Stocker, depois de uma perda de bola leonina e apanhando Guitta adiantado. Os viseenses estavam mais atrevidos e adiantados no terreno e os leões aproveitaram para conseguir mais espaço para penetrar na área adversária. Numa transição rápida, Rocha assistiu para Cavinato fazer o 3-4.

Os visitantes tiveram várias oportunidades com Bruno Felipe novamente a brilhar. Já os viseenses, mais apagados no ataque, só estiveram perto de empatar por Kiko, que rematou à trave, num contra-ataque rápido. Só a cinco minutos do fim da partida é que o resultado voltaria a mudar. Numa boa jogada coletiva do Sporting, Cavinato finalizou à entrada da área e fez o 3-5.

Nos restantes minutos que faltavam, o Viseu 2001 não apostou no guarda-redes avançado para chegar ao golo. Vitória justa para a equipa que criou mais oportunidades.

 

A FIGURA

Rocha – Dois golos e uma assistência foi a marca que o jogador do Sporting deixou na partida. Participou na teia ofensiva dos leões, que originaram muito do perigo para a baliza viseense.

O FORA DE JOGO

Guitta – O guarda-redes do Sporting, um dos melhores do mundo, esteve aquém da partida, devido ao seu posicionamento mais adiantado no terreno. Em dois dos golos, esse facto foi decisivo, com o expoente máximo no golo de área a área de Rafa Stocker, que apanhou o guardião em contrapé.

 

ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001

Paulo Fernandes tentou através de jogadas rápidas a dois/três toques chegar perto da baliza do Sporting para finalizar. Rafa Stocker, em especial na primeira parte, era o jogador responsável pelas finalizações. Na defesa, a equipa de Viseu fez uma marcação homem a homem, não dando espaços para os leões penetrarem muitas vezes na sua área, em especial no primeiro tempo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Felipe (8)

Caio Santos (7)

Russo (6)

Lukinhas (7)

Rafa Stocker (7)

SUBS UTILIZADOS

Ginhu (-)

Kiko (6)

Matheus Jorge (6)

 Daniel Ramos (6)

Lucas Amparo (6)

Lucas Otanha (-)

Pássaro (-)

Ezequiel Reis (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – Sporting CP

Nuno Dias tentou controlar o ataque rápido do Viseu 2001 e esforçou-se para, com mais posse de bola, chegar à baliza adversária. Merlim e Erick tentaram organizar o jogo ofensivo leonino. Sem muitas vezes conseguirem chegar à grande área, apostaram nos remates de fora da área para surpreender Bruno Felipe.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (6)

João Matos (6)

 Erick (7)

 Merlim (8)

 Cavinato (8)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Portugal (-)

Tomás (7)

Zicky (6)

Rocha (8)

Pany Varela (6)

Neves (-)

Mamadu Ture (-)

 Diogo Santos (-)

Bernardo Paço (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

VISEU 2001

BnR: Que análise faz ao jogo?

Paulo Fernandes: Estávamos à espera de uma entrada forte do Sporting e deu para perceber que eles traziam como estratégia conseguir dilatar logo no início o marcador para o Viseu correr atrás do prejuízo. Mesmo assim, conseguimos, com uma grande atitude, empatar a partida. Depois, não podemos, nem de perto nem de longe, pôr em causa o valor e a qualidade deste Sporting. De qualquer das formas, fizemos o nosso trabalho e saímos para o intervalo a perder 2-3. Depois, vem a qualidade e a maior capacidade de solucionar todas as dificuldades que o Viseu lhe punha. O Sporting tem jogadores que, em situações de um para um, conseguem desequilibrar. Estou orgulhoso daquilo que foi a prestação do Viseu 2001.

BnR: O Viseu 2001 não chegou a apostar no guarda-redes avançado nos últimos minutos, apesar de estar em desvantagem. Porquê?

Paulo Fernandes: Porque não se justificava. Aliás, tinha os jogadores muito cansados e, sabendo da qualidade do nosso opositor a defender de cinco para quatro, não justificava. Tentámos no jogo jogado. Criámos ainda duas boas oportunidades, na parte final da partida. O Guitta acaba por fazer três grandes defesas. Fomos até onde foi possível e agora é pegar nisto e trabalhar já para o próximo jogo.

SPORTING CP

BnR: Que análise faz ao jogo? Mais complicado do que à partida pensaram?

Nuno Dias: Esperávamos as mesmas dificuldades que o Viseu nos colocou. O Viseu é uma boa equipa que trabalha provavelmente de forma igual ao Sporting. Não se coloca aqui sequer a questão do profissional e do amadorismo. Os jogadores do Viseu são todos profissionais e dependem exclusivamente do futsal. Têm grande qualidade, trabalham bem e têm um bom treinador. A classificação e a pontuação que, neste momento, têm é o reflexo dessas dificuldades que podem colocar em todos os adversários. Basta terem esta atitude que tiveram hoje, basta terem estes comportamentos que tiveram, e dificultam qualquer equipa. Conhecemos o Viseu e sabemos das suas qualidades.

BnR: O Sporting teve, em especial na primeira parte, dificuldades em chegar à área adversária. Tendo em conta a defesa compacta do Viseu 2001, a equipa focou-se nos remates de fora da área durante a semana para concretizar no jogo?

Nuno Dias: Os remates são fora da área, quando não conseguimos chegar perto. Fomos conseguindo criando. A diferença foi que, a partir de certa altura da primeira parte, mudámos um pouco a nossa intensidade do jogo. Diminuímos a pressão, diminuímos as ações com bola e sem bola, diminuímos a velocidade com que executámos e isso fez o Viseu crescer. Fez o Viseu, num lance de um livre, que a bola passa, não percebi bem onde, no meio da barreira. Não era um lance de grande perigo, mas chegou ao 1-2. Num ressalto, chegou ao 2-2 e, com todo o mérito, estava a incomodar-nos, porque nós também, por culpa própria, deixámos de fazer aquilo que tínhamos de fazer. Deixámos de fazer, um pouco porque fomos menos intensos nas abordagens, mas, por outro lado, há mérito do Viseu na forma como nos dificultou.

BnR: O Sporting cometeu cinco faltas contra zero do Viseu 2001, na primeira parte. Houve aumento da agressividade para tentar conter o contra-ataque viseense, uma das principais qualidades da equipa da casa?

Nuno Dias: Não foi propriamente por ser o Viseu. É a nossa maneira de jogar. A nossa forma de jogar e de organização é assim. Independentemente disso, conhecemos o Viseu e sabemos que eles são fortes nesse tipo de lance, mas não foi algo preparado única e exclusivamente para o Viseu. É algo que nós fazemos contra todas as equipas, a forma como nós pressionamos, como queremos andar perto da baliza do adversário. É o nosso modelo e o que faz parte das nossas características. Na maior parte das vezes, o Viseu consegue libertar, porque tem qualidade. Movimenta bem, tem bons executantes. Outras vezes, conseguimos nós criar dificuldades e obrigar o Viseu a errar e a perder algumas bolas. Recordo-me de que foi nesse tipo de situações que nós recuperámos algumas bolas que deram golo a nosso favor. Não tem a ver com o Viseu, mas com a nossa organização.

Artigo revisto por Mariana Plácido