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FC Famalicão 0-0 SC Farense: Sem palavras para a perdição

 

A CRÓNICA: FC FAMALICÃO SÓ QUIS NA SEGUNDA PARTE E SC FARENSE NÃO CONSEGUIU NA PRIMEIRA

A conjuntura atual não é favorável a nenhum dos protagonistas desta tarde solarenga. Contudo, por muito que a ruína e a devastação se avizinhem, subsistirá o amor, independentemente as cores: Amor de Perdição num lado, Amor Animal no outro.

No decorrer da primeira metade solarenga, o SC Farense e o FC Famalicão assemelharam-se a todas as pessoas que tentam escrever ou dissertar sobre algo e são impelidas por alguma razão, mesmo que desconhecida: ambas as formações desenhavam, em folhas brancas, ataques de acordo com o seu extenso significado, mas rapidamente os mesmos se transfiguravam em tentativas frívolas de chegada a uma possível vantagem.

Apesar do supracitado, os leões de Faro eram – se tal designação pudesse ser atribuída – os mais aptos e hábeis na consumação de um livro como objeto de leitura.

Contraditoriamente, a segunda parte começa frenética e assola-a um turbilhão de ideias. O vocábulo Heriberto é lançado na profundidade e o termo A. Guedes, na tentativa de acompanhar a movimentação, é travado em falta. Para a folha, é expulso André Pinto. Resultado? Rúben Vinagre tentou abrir o livro, mas ficou a meio.

O FC Famalicão, face à superioridade numérica apresentada, aguçou e estimulou as palavras que faltaram na primeira metade, apostando na construção bem alicerçada, bem basculada e intimidando (pouco) o SC Farense.

O tempo corroía a partida, mas a defesa dos leões de Faro era o tipo de personagem que mantinha o ímpeto e nunca perdia a compostura.

Numa tentativa de descomprimir da pressão exercida pelo FC Famalicão, Licá – através da escrita de um cabeceamento solto por parte de Jonata, isola-se e dispara a rasar o poste direito. Um plot twist que pecou por falta de objetividade.

A partida terminou mesmo empatada. FC Famalicão e SC Farense alcançam ambos a marca dos 19 pontos no campeonato e as posições ocupadas por si na tabela classificativa permanecem inalteráveis.

 

A FIGURA

Carlos Silva / Bola na Rede

Setor defensivo do SC Farense – Face às vicissitudes da partida, o prémio de figura do jogo é dirigido ao setor mais recuado dos leões de Faro. André Pinto deixou a batata quente nas mãos dos colegas, mas as exigências impostas pelo FC Famalicão foram seguidas e cumpridas à risca. Os espaços entrelinhas foram fechados nas situações que potenciavam algum tipo de perigo e as movimentações interiores foram destapadas.

O FORA DE JOGO

André Pinto – uma primeira parte caracterizada pelo cumprimento da estratégia de jogo definida por Jorge Costa, apesar de alguns momentos de desconcentração aquando do passe e do trasporte do esférico. Contudo, a segunda parte ruiu sobre si: antes de o relógio versar os ponteiros sobre os dez minutos, André Pinto já tinha sido admoestado com a cartolina vermelha, castigo e fruto de uma abordagem infantil da sua parte.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Jorge Silas modificou a estratégia delineada na vitória forasteira diante do Rio Ave FC (0-1): o gizado 3-5-2 com Heriberto e A.Guedes na frente de ataque metamorfoseou-se num 4-4-2 com o recuo dos alas Rúben Vinagre e Diogo Figueiras às respetivas posições de laterais e a subida no terreno de Patrick.

Na primeira metade, os famalicenses iniciaram a partida com postura otimista, mas foram perdendo o caráter. Heriberto e A. Guedes eram os mais incitados de modo a que conduzissem as investidas ofensivas, mas a defesa do SC Farense demonstrava ter a armadilha da profundidade bem oleada. Ugarte e P. Rodrigues, homens responsáveis pela condução de bola e construção de situações capazes de colocar em xeque a permeabilidade da defesa dos leões de Faro, estavam sob a constante tutela de Amir, Jonata e R. Gauld e, por isso, pressionados. O lado esquerdo do ataque era o mais solicitado – Rúben Vinagre conquistou algumas faltas junto da grande área, mas não passou disso.

Os segundos 45 minutos sinalizaram um domínio por parte do FC Famalicão: a equipa nortenha jogou em superioridade numérica durante quase a totalidade do que restava da partida. Intensificaram-se os ensaios ofensivos ora pelos flancos, ora por intermédio de movimentos mais interiores (com Gil Dias à cabeça). Apesar disso, na escala que rege os indíces de perigo, baixos foram os valores registados. Salienta-se a pressão alta exercida, a exploração da velocidade e da profundidade e a… falta de objetividade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Junior (6)

D. Figueiras (6)

Diogo Queirós (5)

S. Babic (5)

R. Vinagre (6)

P. Rodrigues (7)

G. Assunção (5)

Patrick (6)

M. Ugarte (7)

A. Guedes (6)

H. Tavares (6)

SUBS UTILIZADAS

Gil Dias (5)

Valenzuela (5)

Jhonata (5)

Lukovic (-)

Anderson (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Frente ao FC Famalicão, Jorge Costa gizou algumas modificações comparativamente ao encontro do passado domingo, frente ao SL Benfica (0-0): transformou o 4-2-3-1 com o qual combateu os encarnados em 4-4-2 e retirou do onze inicial Bura e M. Quetá, jogadores que deram lugar a Tomás Tavares e B. Mansilla, respetivamente.

Nos primeiros 45 minutos, sinal mais para a estratégia utilizada pelo SC Farense: aquando dos pontapés de baliza, Jorge Costa executava uma sinalética de dedos que rapidamente introduzia no pensamento dos seus jogadores a cilada da pressão alta – só restava Defendi para lá da linha do meio campo (!) – e uma rápida reação à circulação que se efetuava. Contudo, sinal menos para os momentos com bola: os terrenos mais recuados do FC Famalicão seguiram à risca a definição de homem-alvo e não deram espaço nem liberdade a Ryan Gauld; os extremos B. Mansilla e Licá foram arrastados para zonas mais exteriores do terreno e, por isso, não adquiriram a preponderância ofensiva esperada.

Na segunda parte, as demandas ofensivas do SC Farense foram reduzidas em quantidade e em qualidade – à exceção da oportunidade que Licá teve nos pés. A inferioridade numérica fomentou a diminuição do espírito temerário encarnado na primeira metade e demonstrou a capacidade que o setor mais recuado do terreno possui para fechar a baliza a sete-chaves.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

R. Defendi (6)

T. Tavares (7)

A. Pinto (3)

E. Mancha (8)

F. Nunes (7)

Licá (6)

Jonatan (6)

A. Oudrhir (6)

B. Mansilla (5)

Pedro H. (6)

R. Gauld (6)

SUBS UTILIZADAS

Cássio S. (7)

Fabrício (5)

Bilel (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Na primeira metade, o meio campo do FC Famalicão – com especial destaque para o Pêpê Rodrigues e para o Ugarte – não conseguiu guardar a posse de bola, pautar o jogo e criar possíveis situações de perigo. Na segunda parte, com a superioridade numérica, os jogadores mencionados já tiveram outra predisposição. O que foi corrigido?

Jorge Silas: Não corrigimos com bola, corrigimos sem bola. Estávamos mal no jogo direto. Perdíamos muitas segundas bola. O SC Farense é forte e acabou por ter esse ascendente de que eu falei, mas nós realmente, o que mudamos mais, não foi a nível ofensivo, mas defensivo.

SC Farense

BnR: Pode considerar-se que o setor defensivo do SC Farense esteve imperial hoje, face às vicissitudes da partida? O ataque, por sua vez, ficou aquém da defesa?

Jorge Costa: Peço desculpa, mas eu não vejo o futebol por setores. A equipa esteve bem. Eu recuso-me a ver o futebol desse forma redutora. No plano defensivo, o Mansilla, o Pedro e o Licá estiveram imperiais.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Vitória SC 77-82 Sporting CP: Leões levam a melhor no duelo contra os conquistadores

A CRÓNICA: O LEÃO RUGIU MAIS ALTO E CONQUISTOU A VITÓRIA

O Pavilhão Unidade Vimaranense foi palco de um dos encontros da 19.ª ronda do Campeonato Nacional de Basquetebol. Desta vez, o Vitória SC recebeu o, à data, líder Sporting CP. Com a equipa de Guimarães a querer cimentar o seu lugar nos oito primeiros da tabela, apesar de não estar a atravessar o melhor momento na época, esperava-se um bom jogo de basquetebol, dado que também os leões queriam marcar passo no lugar cimeiro da tabela.

Numa entrada de baixo nível e rendimento para ambas as equipas, o primeiro quarto foi algo tranquilo. Foram dez minutos marcados por bastantes faltas e também bastantes pontos perdidos por lançamentos falhados. Os leões saíram por cima, vencendo por 15-20 à entrada para o segundo período.

No segundo tempo, já se viu um maior critério ofensivo em ambas as equipas, que fez com que o parcial acabasse empatado. Apesar de ainda com algumas lacunas a nível defensivo, foi notório o “acordar” tanto dos vimaranenses como dos leões para o jogo. A influência de Travante Williams no Sporting CP e de Coreontae Berry no Vitória SC fez mossa no segundo período, e o equilíbrio esteve sempre algo presente.

A maior vantagem no período foi do Sporting CP, por oito pontos, mas que Tyler Seibring, com um lançamento de três pontos certeiro ao soar da buzina, conseguiu reduzir para cinco pontos, mantendo tudo igual em relação ao primeiro período e empatando o parcial do segundo. À ida para o intervalo, a equipa de Luís Magalhães levava a melhor, por 32-37.

O terceiro período acabou por correr melhor à turma verde e branca. Com uma maior taxa de acerto nos lançamentos interiores, o jogo parecia bastante virado a favor dos leões. A vantagem no marcador ia aumentando, à medida que os minutos passavam, e o Sporting CP entrou no último quarto a vencer por 51-60.

O Vitória SC começou a causar algum desconforto à forma de jogar dos leões, começando a aproximar-se cada vez mais no marcador. Tyler Seibring parecia não falhar, Coreontae Barry continuava fortíssimo no jogo interior e a equipa de Guimarães chegava perto. Pedro Catarino, que só encontrou no último período, começou a fazer a diferença a favor dos leões. João Fernandes e Coreonate Berry acabaram por ser excluídos do jogo, após fazerem a quinta falta pessoal e as equipas acabaram por perder elementos importantes. A turma de Carlos Fechas acabou por fazer mossa, ao aproximar-se bastante no marcador, mas o Sporting CP não deu abébias e acabou mesmo por vencer o encontro por 77-82.

 

A FIGURA

Entrada de Diogo Ventura e Pedro Catarino – Para além da tremenda exibição de Travante Williams (mais uma), as entradas de Diogo Ventura e Pedro Catarino fizeram bastante diferença no jogo do Sporting CP e foram dois dos fatores que levaram a esta vitória dos leões. Se Pedro Catarino tivesse entrado mais cedo no encontro, a mossa ainda podia ser maior.

 O FORA DE JOGO

Primeiro período do encontro – Num encontro que opôs duas equipas com dois objetivos diferentes, mas que necessitam dos mesmos meios para os alcançar, esperava-se uma entrada muito mais fogaz no jogo do que aquela apresentada.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

 A nível defensivo, a equipa de Carlos Fechas recorria, sempre que possível, à marcação individual.

As transições ofensivas do Vitória SC caracterizaram-se por ser bastante rápidas quando iniciadas, jogando no erro da defensiva sportinguista. Aquando de não ser possível contra-atacar, os vimaranenses optavam sempre pelo jogo interior, de forma a fazer a bola chegar a Berry, dada a sua constituição física que prevalecia sobre a estatura de alguns jogadores do Sporting CP. 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Jaron Hopkins (6)

André Bessa (7)

Alfred Parrish (8)

Coreontae Berry (7)

Tyler Seibring (7)

SUBS UTILIZADOS

João Ribeiro (4)

Ricardo Monteiro (6)

Alexander Peacok (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Viu-se um Sporting que valorizou bastante as jogadas individuais pelo interior e a defesa individual, como Luís Magalhães habitualmente apresenta a sua equipa.

A nível ofensivo, para além da visível influência de Travante Williams, o Sporting CP arrecadou um grande número de pontos através da linha de lance livre, aproveitando o jogo faltoso do Vitória SC, e também através do jogo interior algo rápido, descoordenando a defesa vitoriana.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Shakir Smith (7)

João Fernandes (6)

James Ellisor (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amiel (-)

Diogo Ventura (9)

Claúdio Fonseca (5)

Pedro Catarino (8)

Micah Downs (6)

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

Artigo revisto

SL Benfica | O importante contexto das equipas B

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As equipas B voltaram a existir desde a temporada de 2012/2013 e é consensual que a criação destas para competir na Segunda Liga tornou-se numa mais-valia para o desenvolvimento dos jovens jogadores formados nas principais equipas portuguesas. No entanto, há uma questão que tem gerado discussão entre os adeptos: qual é a importância dos resultados na equipa B, e qual a sua influência no desenvolvimento dos jovens?

É evidente que as equipas B estimulam os jovens de uma forma que os outros escalões jovens não estimulam. Os jogadores têm o seu primeiro contacto com o futebol profissional, e enfrentam uma série de contextos que não enfrentam nos escalões anteriores. Enfrentam equipas muito mais experientes e que jogam mais resguardadas na defesa, procurando partir para o contra-ataque e jogar no erro do adversário, situações a que os jovens da formação estão pouco habituados.

Na Segunda Liga, todos os jogos são competitivos para estes jovens, enquanto que nos escalões jovens, em cerca de 40 jogos numa época, haverá cerca de dez que são competitivos. E a verdade é que, por muito talentosos que os jovens sejam, ao chegarem à equipa B na Segunda Liga, estes levarão tempo para se adaptarem a esta nova realidade e amadurecerem com a mesma e, com isso, é de esperar que, pelo menos numa primeira fase, os resultados não sejam os melhores.

Num clube como o SL Benfica, um jogador das camadas jovens tem ao longo do seu percurso uma percentagem de jogos ganhos na casa dos 90%. Ora, a equipa B do SL Benfica sempre teve uma taxa de vitórias inferior a 50% em todas as épocas. E dos treinadores que já passaram pela equipa B dos encarnados, Bruno Lage foi o único que teve uma percentagem de vitórias superior a 50%, muito graças ao facto de que, nos seis meses em que treinou a formação secundária dos encarnados, este contava com uma equipa-base composta por jogadores que já iam para a segunda ou terceira época na equipa B, e, como tal, já tinham alguma experiência de Segunda Liga.

Outra questão que também interfere nos resultados da equipa B é que, ao longo da semana, são frequentes as ocasiões em que há jogadores a ser chamados para treinar com a equipa principal, sendo que, com isso, o treinador da equipa B prepara os seus jogos sem saber com que jogadores pode contar.

Apesar de já ter havidos épocas em que o SL Benfica esteve perto dos lugares de descida, isso não impediu que a equipa B transitasse vários jogadores para a equipa principal, bem como para outros clubes da Primeira Liga, ou até mesmo para o estrangeiro. No entanto, também existem casos que demonstram o oposto.

Por exemplo, a equipa B do FC Porto que foi campeã da Segunda Liga em 15/16. Quantos jogadores se afirmaram na equipa principal? Apenas um, André Silva. E da equipa de sub-23 do CD Aves que conquistou a Liga e a Taça Revelação em 18/19, quantos jogadores estão a competir na Primeira Liga? Apenas um, Ricardo Mangas (que, atualmente, joga no Boavista FC).

Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores de sempre, nunca foi campeão nacional na formação do Sporting CP e isso não o impediu de chegar ao topo do futebol mundial nem de ser alguém que trabalha arduamente para ser melhor do que todos os outros.

Ter bons resultados na formação é uma falácia. E a equipa B, mesmo estando inserida num contexto sénior e profissional, também é uma etapa de formação. Como tal, a prioridade numa equipa B deverá sempre passar pela evolução e desenvolvimento individual dos jovens jogadores.

Artigo revisto

Sporting CP 31-32 CS Dínamo Bucareste: Erros impedem leões de vencer

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A CRÓNICA: “LEÕES” ATRAPALHADOS EM DIA NEGRO

No dia mais triste do Andebol português, o Sporting CP recebeu, em Lisboa, o CS Dínamo Bucareste (adversário que já enfrentou cinco vezes, desde 2019) para o jogo em atraso da sétima jornada da Fase de Grupos. Os “leões” ocupavam o terceiro lugar do Grupo B no início da partida e já tinham a qualificação para os Oitavos de Final assegurada. Este jogo marcou também o regresso de Valentin Ghionea ao Pavilhão João Rocha, onde jogou nas duas últimas épocas, e do ex-jogador do SL Benfica Rome Hebo a Portugal.

Antes da partida, realizou-se um minuto de silêncio em honra da memória de Alfredo Quintana.

Foram os visitantes a abrir o marcador, logo na primeira jogada. Nos minutos iniciais, Pedro Valdés assumiu a responsabilidade no ataque, enquanto Matevz Skok rubricou boas defesas na baliza. O Sporting foi cometendo alguns erros técnicos no ataque que foram aproveitados através de contra-ataques do Dinamo, que estava na frente do marcador a meio da primeira parte (7-8).

As dificuldades na zona central da defesa da equipa de Rui Silva mantiveram-se ao longo da primeira parte. A estas dificuldades acresceram-se ainda mais erros técnicos no ataque nos últimos minutos, levando a que a equipa do Sporting fosse para o intervalo a perder 12-17.

Na segunda parte, o Sporting imprimiu mais velocidade ao jogo, tendo mais ataque e mais rápidos. Esta mudança, aliada à boa entrada em jogo do guarda-redes Manuel Gaspar, permitiu aos “leões” recuperarem a desvantagem, tendo chegado até a empatar a partida a 22, aos 46 minutos de jogo. No entanto, após esse empate, o Dinamo fez um parcial de 0-3 que voltou a colocar o Sporting em desvantagem. A equipa portuguesa ainda voltou a empatar a partida, mas foi o Dínamo a conquistar a vitória com o placard a registar o resultado: 31-32.

Este resultado não coloca em causa os objetivos do Sporting CP nesta competição. No entanto, foi possível reparar que, no momento, falta um jogador experiente que reconheça melhor os ritmos e momentos do jogo para impedir a equipa de cometer tantos erros em momentos decisivos – papel que costumava ser de Frankis Carol e de Carlos Ruesga, quando em boas condições físicas.

 

A FIGURA

Fonte: Sporting CP Modalidades

Pedro Valdes (Sporting CP) – Com a saída de Frankis e com as dificuldades físicas de Ruesga, terá de ser Pedro Valdes a assumir a organização ofensiva da equipa, pelo menos até ao regresso de Edmilson e até ao crescimento de Salvador Salvador. O jogador natural de Havana esteve em grande nível, com sete golos (78%), oito assistências e três roubos de bola

O FORA DE JOGO

Nuno Roque (Sporting CP) – O central português de 33 anos tem o dever de assumir mais e melhor o jogo, com Ruesga a aproximar-se do fim da carreira. Não só não marcou qualquer golo, como foi o jovem Joel Ribeiro a assumir a posição de central nos momentos decisivos da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting iniciou a partida com o seu formato defensivo habitual, mas com algumas dificuldades em defender a zona central, já que, com a partida de Frankis Carol, os defesas daquela zona ainda não têm as rotinas necessárias para desempenhar uma boa função.

Deste modo, a equipa fica altamente dependente dos guarda-redes. Foram nos melhores momentos de Manuel Gaspar e Matevz Skok que o Sporting mais se destacou.

Em termos ofensivos, a equipa também está órfã de Frankis Carol, caindo em Pedro Valdes muita da organização ofensiva da equipa. Apesar de este não ter realizado um mau jogo, não é suficiente para vencer jogos a este nível de uma forma regular.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Matevz Skok (5)

Darko Djukic (8)

Joel Ribeiro (7)

Dmytro Doroschchuk (5)

Pedro Valdes (9)

Nuno Roque (5)

Jens Schongarth (6)

SUBS UTILIZADOS

Manuel Gaspar (6)

Daniel Andrejew (5)

Tiago Rocha (8)

Francisco Tavares (9)

Salvador Salvador (7)

Costa Ramires (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS DINAMO BUCARESTE

A equipa romena já está fora da “luta” pela próxima fase, mas mostrou um bom nível no Pavilhão João Rocha. Uma defesa coesa e um ataque bem trabalhado que conseguiu explorar os espaços deixados pelo Sporting. Nota ainda para a importância dos ataques rápidos no seu jogo. De relembrar, no ano passado, esta equipa eliminou o Sporting dos playoff de acesso aos oitavos de final à EHF Champions League.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Saeid Heidarirad (7)

Rome Hebo (7)

Andrei Negru (4)

Razvan Gavriloaia (7)

Ashem Mamdouh (8)

Amine Bannour (6)

Dragos Hantaru (9)

SUBS UTILIZADOS

Tudoe Botea (5)

Valentin Ghionea (8)

Andrei Savenco (4)

Alexandru Asoltanei (8)

Javier Humet (6)

Seyed Mousavi (7)

Foto de Capa: Sporting CP Modalidades

Artigo revisto

As consequências financeiras de uma boa temporada | Sporting CP

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Segundo O Jornal Económico, o Sporting CP sofreu uma valorização no seu plantel de futebol no valor de 36,7 milhões. Em plena crise provocada pela COVID-19, e com a maioria dos clubes das várias ligas a sofrerem quebras nos valores de mercado, a verdade é que a situação em Alvalade tomou uma direção diferente.

Com base na consultora KPMG, a equipa leonina passou de estar no valor de 126,3 milhões de euros, em fevereiro de 2020, para 163 milhões, na atualidade. Pedro Gonçalves e Nuno Mendes foram dois dos jogadores que mais contribuíram para este crescimento, pelo que são os atletas mais valiosos do plantel e estão no TOP 10 da Liga Portuguesa.

A realidade é que este fator é bastante influenciado pelo bom desempenho que o Sporting CP está a ter no campeonato, mantendo-se na liderança, há já várias jornadas. Ora, isto tem clara influência na maneira como os futuros compradores dos ativos leoninos olham para eles.

Nuno Mendes é um jogador em constante crescimento e alvo da procura dos tubarões europeus
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Um dos grandes problemas na transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United foi o baixo valor, tendo em conta a qualidade do atleta. É verdade que o clube de Alvalade possuía um dos melhores médios do mundo no plantel. Porém, o Sporting CP encontrava-se, à altura da venda, no quarto lugar do campeonato nacional. Uma má temporada desvaloriza os ativos do clube, pelo que este fator fez com que nenhum clube pagasse a cláusula de rescisão, fixada nos 100 milhões, e Bruno saísse apenas por 55 (mais objetivos).

Para que um grande jogador não volte a sair ao desbarato, é essencial que o Sporting CP acabe esta temporada com o título de campeão nacional na mão. Esta conquista não só garante um festejo inédito, quase 20 anos depois, como permite a presença direta na fase de grupos da UEFA Champions League, na próxima temporada. Isto é bom para investir no plantel, pois permite um encaixe significativo ao Sporting CP pela entrada na prova milionária, e para vender os seus ativos mais valiosos, visto que esta é uma autêntica “montra” para os grandes clubes europeus.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Tribuna VIP: Neymar, queres mesmo ser o melhor do mundo?

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TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Neymar, sinceramente, eu acho que não. E, se quiseres, tens de começar a acelerar. É que o teu amigo (aquele que marcou um hat-trick em Camp Nou, sabes?) já te começa a ganhar um avanço considerável.

Comecemos pelo princípio. Neymar, sou um grande fã teu. Ponto final. Há atitudes que tens que são reprováveis, de menino mimado, até. Mas, vá… Quem gosta de futebol sonhou, pelo menos uma vez na vida, ser capaz de fazer um décimo daquilo que tu consegues fazer. Os miúdos olham e tentam imitar. Nós, um pouco mais velhos, vemos e analisamos, e percebemos que já não há ninguém como tu. Fazes do futebol uma espécie de dança, na qual tu és sempre o bailarino principal. E o maestro. E a orquestra. És um pouco de tudo. E parece que o teu esforço é igual ao meu quando bebo um copo de água.

Já há uns anos que és o jogador que mais gozo me dá ver. Sempre que recebes a bola, eu, tal como os teus adversários, não sei o que vais fazer com ela. E isso é fascinante. Mas todos sabemos que, para seres o melhor do mundo, é preciso um pouco mais do que isso.

E isso leva-me ao segundo ponto. E se tu, Neymar, não quiseres assim tanto essa tal Bola de Ouro?

É que, para isso, é preciso treinar de manhã à noite. É preciso cuidar da alimentação. É preciso jogar um pouco menos computador. É preciso um pouco menos de carnaval. E de festas de aniversário da irmã. E de “gastroenterites” no dia a seguir ao aniversário.

Mas talvez, Neymar, isso te baste e tu sejas feliz assim.

Eu fico triste, porque tu poderias ser muito mais. Mas não te culpo e muito menos te chamo flop. Afinal de contas, já tens 23 títulos. Levaste o PSG à primeira final de Champions da história. Em 102 jogos, tens 83 golos e 38 assistências. És o quinto jogador com mais jogos pelo Brasil. E o segundo melhor marcador de sempre, só atrás de Pelé. Sim, à frente de Ronaldo, Romário, Zico, Bebeto, Rivaldo e Ronaldinho.

Já tens 29 anos e as épocas vão passando. Perdemos a conta a quantas fintas já inventaste, a quantos adversários já fizeste perder a cabeça (não é, Álvaro González?), a quantas vezes fizeste os teus adeptos saltar de alegria.

Mas a verdade é que saíste do Barcelona por seres a sombra do Messi. E, aos poucos, estás a tornar-te na sombra do teu novo melhor amigo, um tal de Kylian Mbappé. Que é tão genial, mas que, mesmo assim, fica a milhas daquilo que tu consegues fazer com a bola.

Tudo isto me leva a crer que tu queres ser o melhor, mas não estás disposto a ser o melhor. E está tudo bem. A bola vai continuar a sorrir cada vez que toca nos teus pés. Ela não gosta de muita gente. Mas adora-te a ti, Neymar. Como adora poucos outros.

Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo,
narrador ELEVEN


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Artigo revisto por Mariana Plácido

Vitória SC 2-1 Boavista FC: Felino madrugador, espírito conquistador

A CRÓNICA: O VITÓRIA SC TEM DOIS GUARDAS NO SEU CASTELO

A grande diferença entre o mundo real e um universo de estirpe paralela reside na dosagem de fantasia que cada um dos espetros alicerça em si. A frase anterior constitui o prólogo da história que dispõe onze panteras diante de onze vigilantes do Castelo, narrada na terceira pessoa.

O felino Gustavo Sauer foi o primeiro a demonstrar que as garras estavam afiadas, mas foi desarmado pelo corta-unhas que subjugou o seu pé esquerdo (8′). O. Estupiñán, como símbolo de proteção e vigilância do Castelo tentou encontrar luz, mas o remate escureceu tal vã tentativa (10′).

A trapaceirice de Ricardo Mangas, à passagem do minuto 17, subiu à área adversária e encontrou alimento face à negligência dos responsáveis da fortaleza. 0-1!

O guarda com o número 31, em frente à pantera Léo Jardim (26′), foi absorvido pelo pânico, permitindo a mancha e desperdiçando a retaliação. Numa rusga desde o meio do páteo até ao lado adversário, M. Edwards, através do revólver do lado esquerdo, disparou, mas o tiro dissipou-se entre as patas do guardião brasileiro (32′).

No minuto 38, pôde depreender-se que Rochinha era o único vigilante munido do que interessava verdadeiramente: lanterna e carabina: da ponta da área, procurou o abrigo da pantera mais distante e premiu o gatilho. 1-1!

Soou um badalar de um sino. As panteras e os guardas do Castelo juntaram-se em espaços devidamente separados e redefiniram estratégias.

Na segunda metade, e já com a estratégia devidamente aprimorada, A. André também alvejou a pantera Léo Jardim (62′), a onze metros de distância. 2-1!

Óscar Estupiñán ainda se deu ao luxo de desperdiçar, por duas vezes, o brilho proveniente das claraboias de Rochinha (78′) e A. Almeida (80′).

Em cima do tempo de jogo, a pantera Hamache colocou a esperança em Javi García; esta, por sua vez, esbarrou no poste da quina do castelo à guarda de Bruno Varela.

A partida acabou volvidos alguns minutos. O Vitória SC solidificou a sexta posição da tabela classificativa e ainda luta por um lugar no Sol da Europa, enquanto que o Boavista FC peleja pela permanência na Primeira Liga Portuguesa, ocupando – até ao momento – a 17ª posição.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Rochinha – Hoje, no D. Afonso Henriques, o extremo teve preponderância acima da média naquele que foi o resultado final. Durante a partida, foi o elemento mais irrequieto da formação vimaranense: abriu espaços e possibilitou a rutura dos companheiros em alguns momentos de jogo, explorou a profundidade, desenhou diversas triangulações com A. André e Estupiñán, ganhou a maioria dos duelos individuais disputados com Devenish e… marcou um golo de antologia poética.

 

O FORA DE JOGO

Óscar Estupiñán – A exibição desempenhada não se assemelhou às últimas que realizou. Frente a um Boavista FC permeável, o colombiano foi perdulário até dizer chega. Um golo sinalizava a diferença entre uma exibição sofrida e outra mais segura. Se estivesse em dia sim e com o faro de golo apurado, hoje a goleada tinha o seu cunho pessoal…

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A formação orientada por João Henriques apresenta-se às panteras no habitual 4-3-3 e regista duas alterações no onze inicial face ao encontro da jornada anterior diante do FC Paços de Ferreira: Wakaso deu lugar a André Almeida e F. Sackho foi substituído por Z. Ouattara. Além disto, nota para a ausência de Ricardo Quaresma no banco de suplentes vimaranense.

A primeira parte assinalou o pendor ofensivo do Vitória SC: jogadas bem construídas, a simplicidade e objetividade eram critérios soberanos. A. Almeida e A. André carregavam consigo a cruz de não assumir a batuta do esférico enquanto que Marcus Edwards e Rochinha se ocupavam pela demanda da profundidade nos respetivos corredores e pela penetração em terrenos mais interiores, protagonizando inúmeras diagonais. Óscar Estupiñán promovia e destilava o ataque apoiado: a receção da bola de costas para a baliza, a procura de espaços livres e o arrastar do quarteto defensivo do Boavista FC eram desenhados com primor; pecou na finalização. Setor defensivo intranquilo e desconcentrado em alguns momentos do jogo.

A segunda metade serviu para corrigir alguns acertos defensivos e resultou na perfeição: a linha de quatro mais adiantada olvidou toda e qualquer tentativa de perigo por parte do Boavista FC, subindo a pressão e diferenciando como potencial homem-alvo Elis. O meio campo parecia ter regressado com uma injeção de pujança nos músculos: os dois Andrés e Pepelu encarnaram no espírito parasitário e lascaram as veias criativas de Angel Gomes e Paulinho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

B. Varela (6)

Z. Ouattara (6)

J. Fernandes (6)

A. Mumin (6)

G. Mensah (6)

Pepelu (6)

A. Almeida (7)

A. André (7)

M. Edwards (6)

Rochinha (8)

O. Estupiñán (4)

SUBS UTILIZADAS

R. Lameiras (4)

M. Agu (-)

M. Luís (-)

Noah (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Jesualdo Ferreira manteve o já gizado 4-4-2, tática utilizada na vitória caseira frente ao Moreirense FC. As alterações verificaram-se, apenas, no setor defensivo: Rami substituiu Cannon e posicionou-se ao lado de Chidozie no centro da defesa, enquanto que Devenish Castro ocupou a ala direita.

Durante a primeira metade, os boavisteiros aproveitavam cada contra-ataque como se do último se tratasse: Ángel Gomes era o elo e onde se iniciava a cristalização de cada investida. A junção dos três setores do terreno permitiu a extermínio da criatividade do meio-campo vimaranense, bem como a projeção dos alas do Castelo. Contudo, o quarteto defensivo apresentava dificuldades de marcação e posicionamento consoante as movimentações de Óscar Estupiñán. A dupla ofensiva, Elis e Paulinho, aquando dos momentos com bola, aclamada com frequência.

Nos segundos 45 minutos, a equipa boavisteira guardou o golpe de teatro para os últimos minutos: até aí, reinou a inatividade ofensiva, apesar dos sucessivos ensaios de exploração da profundidade e velocidade de Elis, Paulinho e Yusupha. Além disto, esfumou-se a agressividade com e sem bola presente na primeira metade. Angel Gomes perdeu influência, Javi García acusou o cansaço e Gustavo Sauer não conseguia, por vezes, conduzir e encaminhar o fio de jogo do Boavista FC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo (5)

Devenish (5)

C. Awaziem (6)

A. Rami (6)

R. Mangas (7)

Paulinho (5)

J. García (5)

N. Santos (5)

Gustavo (6)

A. Elis (7)

A. Gomes (6)

SUBS UTILIZADAS

Show (5)

Hamache (5)

Yusupha (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Boa noite, mister. Antes de mais, parabéns pelo regresso aos triunfos. Da primeira para a segunda metade, notou-se uma disparidade significativa nas ações do Vitória SC a meio campo. Por exemplo, até ao intervalo, o André Almeida adquiria uma reduzida liberdade de movimentos e o A. André, por vezes, era pouco criterioso naquilo a que chamamos de “pauta” do jogo face à pressão adversária. O que corrigiu?

João Henriques: Nada. Questões obvias de adaptação ao adversário. As dinâmicas eram as mesmas e eu pedi o mesmo no início da partida e ao intervalo: explorar determinadas situações e zonas, libertar outras. Quanto a mim, foram 90 minutos muito bons, só pecamos na finalização. Tivemos muitas oportunidades de golo, algumas delas flagrantes. Primeiro levamos um soco no estômago, na entrada em falso que tivemos na partida. Mas depois ficou notório o caráter que a equipa teve e tem. Aliás, à semelhança do jogo com o SC Farense, existiu uma entrada em falso e depois andamos a correr atrás do prejuízo.

 

Boavista FC

BnR: Boa noite, mister. O Boavista FC sofreu o segundo golo através da grande penalidade. Precisamente nesse momento, já aqueciam três jogadores do seu plantel. As substituições realizadas acabaram por se revelar tardias naquele que foi o desfecho final do encontro? 

Jesualdo Ferreira: Não, foram no momento certo. Foram quando tiveram de ser. Não acho que tenham sido tardias. O segundo golo, por acaso, aconteceu antes. Por vezes, as coisas são assim. Não é só estalar os dedos e as coisas acontecem. Mediante os jogadores que temos, tentamos lutar pelo resultado outra vez. Procuramos a profundidade, procuramos a largura. Lutamos até ao último segundo e acho que isso ficou comprovado aqui, hoje.

Podcast BnR T2/EP8: Os 5 melhores clássicos entre FC Porto e Sporting CP

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Em dia de clássico olhamos para os cinco melhores clássicos entre o FC Porto e o Sporting CP. O Alexandre Matos está na moderação e os comentários são do Afonso Santos e o Pedro Silva. Junta-te a nós. 🎙️

Se queres saber os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Será desta que Conceição bate Amorim? | FC Porto x Sporting CP

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Primeira Liga, jornada 21: sábado, 20h30, 27 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: SERÁ O CHEQUE-MATE?

No sábado, todas as atenções vão dar ao Estádio do Dragão, casa do FC Porto, onde os portistas preparam-se para receber a grande surpresa da temporada, o Sporting CP. Os Leões visitam os azuis e brancos confortavelmente no 1.º lugar, fruto dos dez pontos que separam as duas equipas. Desta forma, uma vitória dos pupilos de Rúben Amorim, no Porto, pode dissipar qualquer dúvida que ainda resista sobre a formação de Alvalade e aproximá-los da conquista do título que há tanto lhes foge. Pelo contrário, se se mantiver a tendência dos últimos anos, ou seja, os Dragões conquistarem os três pontos, apesar de difícil, a resiliência portista irá fazer-se sentir até ao fim do campeonato.

VÃO OS DRAGÕES CONSEGUIR REDUZIR DISTÂNCIAS PARA O LÍDER SPORTING CP? OU OS LEÕES VÃO SAIR COM UMA MAIOR VANTAGEM DO DRAGÃO? SE SABES A RESPOSTA, APOSTA JÁ EM BET.PT!

Por um lado, o FC Porto vem de uma vitória, na Madeira, mas de um período complicado na liga portuguesa, já que vinha de uma sequência de três empates seguidos, que complicaram muito as contas pelo título. Além disso, as exibições portistas tem deixado muito a desejar, sendo que a solidez que tanto se apontou ao FC Porto noutras épocas, parece ter desaparecido.

Por outro lado, temos um Sporting CP completamente renovado face às últimas épocas. Rúben Amorim está a protagonizar um trabalho fantástico no comando técnico leonino, tendo apenas cedido pontos em três ocasiões. O jovem técnico conseguiu montar um elenco sólido, unido, solidário e muito eficaz, que tem resultado em vitória atrás de vitória para os verdes e brancos.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O FC Porto já não apresentava uma série de empates consecutivos tão longa desde a época de Nuno Espírito Santo;
  2. Pepe, com 38 anos de idade, se for a jogo, passará a ser o jogador mais velho de sempre a participar em clássicos do futebol português.
  3. A maior vitória dos dragões, no seu reduto, frente ao Sporting CP foi por 10-1, na longínqua época de 1935/1936.
  4. O registo histórico de embates entre estes emblemas pauta-se pelo equilíbrio, pois em 238 partidas, os dragões ganharam 86 desafios, já o conjunto de Alvalade levou a melhor em 83 ocasiões, sendo que já se registaram 69 empates.
  5. O Sporting CP já não ganha na casa dos portistas desde 2016, na altura, os atuais líderes do campeonato venceram por 1-3, numa partida de final de temporada.
  6. Um dos jogadores do momento do FC Porto, Francisco Conceição, passou pela formação destes dois clubes.
  7. O resultado mais comum entre um FC Porto vs Sporting CP é de 2-1, a favor dos homens da casa.
  8. O jogador com mais golos em duelos entre estas duas equipas é Fernando Peyroteo, com 22 tentos em 25 partidas. Peyroteo é um dos históricos jogadores do Sporting CP.
  9. A equipa de Rúben Amorim vai já no seu 6.º jogo consecutivo sempre a ganhar, sendo que já vai na melhor fase da sua época.
  10. O Sporting CP é a única equipa da liga portuguesa que ainda não conheceu o sabor da derrota, cedendo pontos em apenas 3 ocasiões, mas todas por empate.

 

JOGADORES A TER EM CONTA:

Francisco Conceição (FC Porto) – Dificilmente veremos o jovem prodígio da formação do FC Porto a atuar de início frente ao líder do campeonato. Mas se há alguém que tenha estado em evidência, ultimamente, no conjunto portista é este jogador. Apesar da sua estrutura débil, Francisco “finta” esse pequeno detalhe com a sua capacidade técnica e virtuosismo.

Para além disso, fruto da sua idade, demonstra uma total irreverência e não tem medo de partir no 1v1, algo que oferece maior dinâmica e intensidade ao momento ofensivo do FC Porto. Intensidade essa que também se verifica nas tarefas defensivas, ou não fosse Francisco Conceição filho de quem é. Assim, o jovem ala tem deixado, certamente, “água na boca” nos adeptos portistas, que já o apelidam de “Messi do Olival”.

Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

Adán (Sporting CP) –  Podia ter escolhido aqui o Pedro Gonçalves, o João Palhinha ou até mesmo o Pedro Porro, mas também não deixa de ser mentira que uma das grandes aquisições do conjunto leonino foi o experiente guardião espanhol. Antonio Adán tem sido um dos rostos deste “novo” Sporting CP e um esteio na baliza do líder. Sempre muito seguro entre os postes, já por diversas vezes aguentou o resultado a favor da sua equipa.

É também muito comunicativo com os seus colegas, o que acaba por contribuir para os bons números que a formação leonina apresenta no plantel. Desta forma, atendendo ao critério qualidade/preço, o “nuestro hermano” está no top de melhores contratações desta temporada e é um jogador que Rúben Amorim pode certamente confiar.

 

XI PROVÁVEIS:

FC Porto: Marchesín, Manafá, Pepe, Mbemba, Sarr, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Corona, Marega e Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

“O futebol é simples, não sofrer – o Sporting tem conseguido – e marcar. Nós somos o melhor ataque mas temos sofrido. O Sporting é equipa bastante pragmática, sabe o que quer no seu jogo, que é um jogo difícil para os adversários”.

Sporting CP: Adán, Coates, Feddal, Neto, Porro, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás.

Treinador: Rúben Amorim

“Da mesma forma que o FC Porto nos conhece, nós também conhecemos o FC Porto. É uma equipa muito experiente, muito habituada a estes momentos. Nós não estamos, não passámos por isto tantas vezes, mas vamos jogar da mesma maneira”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-1 SPORTING CP

Diriyah E-Prix 1: Holofotes apontados a de Vries, DS Techeetah ainda na escuridão

A CRÓNICA: UM MERCEDES NA FRENTE, QUEM… DIRIYAH!

Depois de uns testes de pré-época inconclusivos, em que várias equipas se mostraram competitivas, a Fórmula E arrancou hoje “a contar” para a sua sétima época na Arábia Saudita, no traçado de Diriyah. Nyck de Vries, que já tinha sido o piloto mais rápido nas duas sessões de treinos livres, dominou a sessão de qualificação e garantiu a Super Pole, mais de seis décimos de segundo à frente de Pascal Wehrlein (Porsche).

Vantagem Mercedes, então, para a partida, que acabou por ser decisiva ao confirmar a liderança do piloto holandês após a primeira curva. O trio da frente composto por de Vries, Wehrlein e René Rast (Team Abt) cedo descolou do restante grupo, criando uma vantagem que acabou por durar a maior parte da corrida. Edoardo Mortara (Venturi) conseguiu mais tarde tornar o trio num quarteto, aplicando pelo caminho uma das já candidatas a “ultrapassagem da época” e onde fez “dois em um” sobre Mitch Evans (Jaguar) e Wehrlein.

Ao virar do segundo terço da corrida, Evans, Rast e de Vries viram um dos seus attack modes efectivamente invalidado pela activação do Safety Car, consequência de um contacto forte de Maxi Günther (BMW) com o muro e que o deixou fora da corrida. Ainda assim os três pilotos, juntamente com Mortara que, entretanto, subira ao 2.º lugar, conseguiram manter-se na frente até final. Em nenhum momento de Vries viu a sua liderança fortemente ameaçada, acabando por conseguir a sua primeira vitória na FE ao fim dos 45 minutos.

Para o final da corrida ficaram ainda reservados attack modes, fan boosts e bateria acumulada durante os Safety Cars, e foi nesta altura que Stoffel Vandoorne conseguiu a volta mais rápida da corrida, acumulando um ponto extra para si e para a Mercedes. Ainda assim, o final de corrida de “alta voltagem” não trouxe grandes alterações à classificação final, não obstante uma menção honrosa ser devida a Oliver Turvey (10.º), por conseguir pontuar no pouco competitivo monolugar da NIO 333. Já em cima da linha de meta, Sébastien Buemi (DAMS) pareceu ficar completamente sem bateria, o que originou um incidente entre o piloto suíço e vários outros pilotos que vinham em perseguição imediata, ainda que sem consequências de maior.

Munido de um capacete fluorescente especialmente concebido para a primeira corrida nocturna na história da FE, o campeão António Félix da Costa (DS Techeetah) acabou por ter um começo de época desapontante. Depois de ter afirmado, após os treinos livres de ontem, que a pista estava “rápida, divertida e [propensa a] uma corrida de ataque”, o piloto luso teve dificuldades com o timing de entrada em pista na qualificação e não foi além do 18.º posto na grelha, partindo apenas à frente do colega de equipa Jean-Éric Vergne e cinco outros pilotos. Depois de perder mais dois lugares imediatamente após a partida, o português fez uso do attack mode aos dez minutos de corrida para subir à 17.ª posição, por troca com Vergne, e continuou a progredir até ao fim, terminando num respeitável, ainda que frustrante, 11.º lugar – o primeiro fora dos lugares pontuáveis.

Na batalha dos rookies, o brasileiro Sérgio Sette Câmara (Dragon/Penske) acabou por ser o mais infeliz (20.º), muito em parte devido à atribulada qualificação que o deixou nos últimos lugares da grelha, mas também ao ver o Safety Car (causado pelo incidente entre Alex Lynn e Sam Bird) ser activado durante o seu primeiro attack mode. René Rast, pelo contrário, fez uma corrida sólida de 3.º na grelha, perdendo apenas posições para Mortara e Evans, e ganhando uma a Wehrlein para acabar a corrida no 4.º lugar.

O resultado da primeira corrida deixa assim Nyck de Vries na liderança do campeonato (29 pontos), com Mortara e Evans a fecharem os lugares do pódio. Nos construtores, a primeira a liderar é a Mercedes, com 34 pontos, abrindo uma vantagem de 16 pontos sobre a segunda classificada (Venturi). As sessões de amanhã terão lugar à mesma hora: Qualificação às 13:00 (horário de Lisboa) e E-Prix às 17:00.