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Os 5 melhores árbitros do século XXI

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Dos muitos elementos indispensáveis no futebol, existe um que no jogo propriamente dito, é absolutamente insubstituível e soberano em relação a todos os outros: os árbitros.

Um jogo de futebol não pode ser desfrutado sem a presença de um árbitro, sendo ele o responsável por aplicar as leis e quem toma todas as decisões relativas ao próprio jogo, com os seus assistentes, o quarto-árbitro e mais recentemente com o VAR, de maneira a tomar as melhores decisões possíveis.

Assim, há nomes que se destacam nesta profissão, que é, na minha opinião, uma das mais ingratas e difíceis do mundo, e que colocaram o seu nome na história do desporto rei pela sua competência, integridade e honestidade, bem como pela sua capacidade de cometer menos erros que os outros.

Posto isto, nesta lista fiz uma compilação dos que são e foram, para mim, os melhores árbitros do desporto rei no século XXI, que marcaram uma era e continuam a servir como exemplo incontornável de tudo o que deve ser um árbitro de futebol.

Os 5 pontos-chave da Liga Brasileira: o resumo de 2020/21

Chegou ao fim a temporada 2020/21 da Liga Brasileira. O CR Flamengo, agora de Rogério Ceni, voltou a conquistar o troféu, um ano depois de Jorge Jesus o ter conseguido. Se na época anterior o “Mengão” venceu com uns confortáveis 16 pontos de avanço, este ano foi bastante diferente. CR Flamengo e SC Internacional levaram a discussão do título para o último segundo, da última partida. O Flamengo só tinha de vencer na casa do São Paulo FC para ser campeão, mas perdeu, e teve de ficar à espera que o SC Internacional não marcasse. Lá do outro lado, no Beira-Rio, o “Colorado” não desfez o nulo frente ao SC Corinthians e finalmente se fez festa no Morumbi.

Entre as descidas de “grandes”, como Botafogo FR e CR Vasco da Gama, e as campanhas menos ou mais conseguidas de outros, terminou assim o campeonato, que ninguém parecia querer ganhar.

Aqui segue uma lista dos cinco pontos-chave que, para bem ou para mal, tornaram este campeonato mais interessante.

Mostrem ao Dragão daquilo que é feito este Leão | Sporting CP

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No próximo sábado, a turma leonina desloca-se ao Porto para disputar a 21.ª jornada do campeonato. Durante os últimos dias, a cartilha azul e branca, que anda pelos jornais e pelas redes sociais, associada à conversa da “estrelinha”, tem dado a entender que o Sporting CP, por ter criticado o número absurdo de pênaltis assinalados a favor do FC Porto, acusa medo e que a vitória da equipa caseira, dada como certa, irá relançar o campeonato.

Também foi notório na antevisão do duelo de sábado o receio do fracasso de Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, camuflado no seu tom de bazófia. Segundo o técnico portista, “Olha-se para a equipa do Sporting e é fácil de desmontar”.

Em abono da verdade, a pressão está toda do lado do adversário que é quem corre atrás do prejuízo e que dificilmente ganhará todos os jogam que restam até à última jornada do campeonato.

Como seria expectável, foram já alinhados os astros com vista à derrota do Sporting CP, começando logo pela nomeação da equipa de arbitragem liderada por João Pinheiro, um árbitro com um histórico nada positivo no que toca a jogos do Sporting CP.  Relembro que, na época passada, este árbitro assinalou três penáltis contra os Leões no jogo frente ao Rio Ave FC no qual figurava o agora ponta-de-lança portista, Taremi.

Por outro lado, os Leões podem contar com as habituais tácticas de pólo aquático do adversário e que têm surtido efeito. Não é qualquer equipa que numa só época, à 21.ª jornada, tenha 12 pênaltis assinalados em seu favor…

Na primeira volta, Luciano Vietto selou o empate em Alvalade (2-2)
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Já os Leões irão apresentar-se no Dragão com uma vantagem de 10 pontos sobre o adversário, faltando depois do apito final disputar 39 pontos até ao término do campeonato, motivo pelo qual não se trata de nenhum jogo do título. Se o Sporting CP ganhar ou empatar não vence o campeonato, mas se for derrotado também não o perde. Como é óbvio uma vitória sobre o campeão em título poderá injectar na formação leonina uma dose extra de confiança para encarar o que resta do campeonato.

O Sporting CP tem uma equipa sem igual neste campeonato com uma linha defensiva quase inexpugnável; dominadora do meio-campo e que constrói vitórias sem “chutões lá para a frente”. Todavia, o Sporting CP sabe que não tem favoritismo nem o “Sistema” do seu lado contra uma equipa muito mais cara que a nossa e que joga em casa.

A única certeza que os Sportinguistas podem ter é a de que os Leões de Rúben Amorim vão entrar em campo como um grupo unido com a mesma raça demonstrada no lamaçal da Choupana e que conquistou a reviravolta em Barcelos.

A turma de Rúben Amorim já provou que uma equipa unida consegue ultrapassar todos os obstáculos e superar-se a si própria.

Vamos em frente, Leões. Sem choros, sem pressões, sem bonecos de porcelana, mostrem que somos a Raça que nunca se vergará.

Para Sempre, Quintana

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Nasceste em Havana, longe de Portugal, jogaste voleibol e basquetebol em criança, mas foi o andebol que te abriu as portas para o nosso país. Chegaste em 2010 e tiveste dificuldades com o frio e com o idioma, mas estavas determinado em dar o melhor no teu principal objetivo, ser guarda-redes. Com o tempo conquistaste o teu espaço no FC Porto e em 2014 foste chamado à Seleção de todos nós. Apesar de não ter sido uma convocatória bem aceite por todos, sempre deixaste claro, dentro e fora de campo, que irias fazer o melhor pelo nosso, e agora teu, país.

Partiste cedo de mais. Já tinhas vencido muito, mas ainda tinhas mais para nos dar, muitas defesas para festejar e feitos para conquistar. Depois da época passada ter terminado mais cedo, este ano lutavas por um título que, na tua opinião, já devia ter sido da tua equipa na época transata e lutavas por continuar a fazer história na melhor competição de clubes de andebol. Em 2021, já tinhas feito história com a Seleção no Mundial e daqui a umas semanas ias, certamente, ajudar esta geração a conquistar um lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que iria cimentar, mais uma vez, o nome de Portugal no mundo do andebol.

Portugal não foi onde nasceste, mas foi a tua casa nos últimos dez anos e onde deixas a tua família e amigos. Nós só temos de te agradecer pelo respeito que demonstraste por todos nós como também nunca poderemos esquecer as felicidades que nos deste. Certamente fizeste muitos portugueses desesperar quando fazias mais um defesa impossível contra as suas equipas, mas fizeste-os muitas mais vezes sonhar quando representavas o seu país. E o facto de estares sempre nesses extremos, mas mesmo assim teres o respeito e o carinho de adeptos, companheiros, adversários, dirigentes e clubes só demonstra e enfatiza o teu bom carácter, que foi e é reconhecido por todos que tiveram a oportunidade de te conhecer.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Serás eterno, Alfredo, porque uma pessoa morre apenas quando a última pessoa que o amava morre.

Até sempre, Quintana.

Foto de Capa: Andebol Portugal

As 5 peças fundamentais do FC Porto para o Clássico

Neste sábado, jogar-se-á o Clássico entre FC Porto e Sporting CP que poderá praticamente sentenciar as contas do título ou, por outro lado, relançar a corrida pelo campeonato. Os Leões partem para o Estádio do Dragão com 10 (!) pontos de vantagem sobre os azuis e brancos.

Apesar de possuírem uma equipa mais experiente, fator decisivo nos denominados “jogos grandes’’, os Dragões ainda não conseguiram derrotar a turma de Rúben Amorim na presente época: registou-se um empate (2-2) em Alvalade na primeira volta da Liga e uma vitória leonina por 2-1 na meia-final da Taça da Liga, com Jovane Cabral a decidir a partida nos minutos finais, sentenciando o domínio sportinguista face ao FC Porto em jogos a eliminar.

No entanto, este é, de longe, o embate mais importante da temporada entre o campeão nacional em título e o atual primeiro classificado. Um clássico em que os portistas quererão mostrar que ainda têm uma palavra a dizer e que colocará à prova a “estrelinha’’ do Sporting CP. Desta forma, decidimos escolher as cinco peças fundamentais deste FC Porto de Sérgio Conceição.

Joel Embiid, o próximo MVP? | NBA

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Os Philadelphia 76ers têm estado a ter um uma excelente época, até agora, e os desempenhos de Joel Embiid têm sido o fator principal. Os Sixers têm talento sólido à volta de Embiid, mas não há dúvidas de quem é o melhor jogador da equipa.

Ninguém no 76ers está perto de ter a mesma produção que Embiid está a ter e esta equipa inclui jogadores bastantes talentosos como Ben Simmons, Tobias Harris, Dwight Howard e Seth Curry. Joel Embiid colocou os Sixers nas suas costas esta temporada e isso colocou-o no topo da corrida para MVP.

Pode-se argumentar que Joel Embiid é o melhor poste da NBA neste momento, e ele pode mudar completamente a cultura da NBA, daqui para frente. Ele é um pesadelo para os adversários e levou o 76ers ao melhor recorde da Conferência Este.

O último poste a levar para casa o prestigioso prêmio de jogador mais valioso da NBA foi Shaquille O’Neal, em 2000. Há muitas coisas que influenciam um jogador para ser um MVP da NBA, e Joel Embiid corresponde a todas, até agora.

Neste artigo, vou explicar o porquê de achar que Joel Embiid merece ser nomeado o MVP da época regular de 2020/2021.

Produção Ofensiva e Papel Mental

A razão mais óbvia que explica o reconhecimento que Embiid tem tido esta época, são as médias monstruosas que o poste anda a ter. Ele tem jogado como o melhor poste da liga e o seu impacto tem sido sentido na NBA.

Embiid, nos *24 jogos em que participou, esta época, está com médias de 31 pontos, três assistências e 11 ressaltos com médias de 54% de FG e 40% de triplo, com 3 tentativas por jogo e 85% de lances livres, com onze tentativas por jogo. Para além disso, se olharmos para as medidas avançadas, em especial atenção para a medida estatística PER ou player efficency rating, que basicamente resume a contribuição estatística de um jogador em um único número, Embiid está com 32, que caso consiga manter, é um recorde de NBA.

*Médias registadas até ao dia 21/02/2021

Para além disso, Embiid tem assumido a mantra de líder desta equipa, um salto que esperávamos que jogador conseguisse dar nos últimos anos. Ele é o líder da organização de Philadelphia e traz energia e paixão cada vez que entra no campo, que é evidente na forma como joga. Doc Rivers conseguiu libertar o monstro que existe dentro de Embiid e os Sixers tornaram-se na melhor equipa da conferência Este por isto.

Para ser honesto, nenhum jogador está perto de igualar a produção de Embiid a exceção de Jokic, que está a ter uma época impressionante também. O impacto que Embiid tem tido na sua equipa tem sido notado pela Liga, dado que ele foi nomeado para um dos cincos iniciais do All Star Game e tem provado que é o MVP da sua equipa e muito provavelmente, no final da época, o MVP da NBA.

Produção defensiva

Para além dos seus números ofensivos ridículos, Embiid, como já referi, *está com médias de 11 ressaltos, 1.3 roubos de bola e 1.2 desarmes de lançamento, com apenas duas faltas por jogo. Ele também consegue baixar a percentagem de FG dos seus adversários por 8%, que neste momento é um dos melhores da NBA.

*Médias registadas até ao dia 21/02/2021

Não é preciso ser um grande observador para notar que o tamanho e a envergadura de braços de Embiid torna-o num jogador muito difícil de conseguir marcar pontos contra. Ele consegue absorver o contacto e tem o comprimento para conseguir alterar lançamentos e, a sua baixa média de faltas, torna-o num jogador bastante frustrante para equipa adversária e um pesadelo nos esquemas atacantes de treinadores.

Para concluir, Embiid merece o MVP por várias razões, mas a sua versatilidade defensiva para além da sua capacidade ofensiva torna-o num jogador único na sua geração.

Foto de Capa: NBA

5 Leões que podem importunar o Dragão no Clássico

Na presente época vamos para o terceiro clássico entre FC Porto e Sporting CP. Na primeira volta do campeonato, as equipas anularam-se a duas bolas, e no jogo a contar para as meias-finais da Taça da Liga, os Leões venceram por dois a um ditando a eliminação dos Dragões.

Neste sábado, as equipas irão defrontar-se num jogo a contar para a segunda volta do campeonato, e que ditará se o Sporting CP aumenta a vantagem na liderança ou se o FC Porto diminui a distância para o primeiro lugar.

Ficam aqui cinco nomes da turma orientada por Ruben Amorim que podem decidir o clássico a favor dos atuais líderes da Primeira Liga.

AS Roma 3-1 SC Braga: Entre guerreiros, venceram os “Giallorossi”

A CRÓNICA: ELIMINATÓRIA COM RESULTADO PESADO FAZ AVANÇAR A AS ROMA

A segunda mão dos dezasseis avos de final da Liga Europa iria ser um “osso duro de roer”, principalmente depois do resultado do primeiro jogo no Estádio Municipal de Braga. Voou-se para o Olímpico de Roma para ver a AS Roma a defrontar o SC Braga, depois de um 2-0 favorável aos romanos na primeira “batalha” entre guerreiros.

Mesmo com o resultado, esperava-se um jogo algo aguerrido entre equipas. A AS Roma não queria perder a glória no Olímpico, mas o SC Braga viria a mostrar o seu espírito de luta, independentemente do que aconteceu na primeira mão.

Sem grades incidências ao longo da primeira parte, o golo que abriu o marcador chegou aos 24 minutos. Depois de um passe eu sobrevoou o meio-campo e a defesa bracarense e um remate certeiro no poste direito da baliza de Tiago Sá, Dzeko não falhou o pontapé na recarga e aumentou a vantagem romana, tanto no marcador como no agregado.

A partir do golo, e do jogo tão partido, a AS Roma acabou por adormecer no encontro, dando uma maior vantagem ao jogo ofensivo do SC Braga, que aproveitou uma série de espaços entre setores. O fator surpresa acabaria por ser Lucas Piázon, que, sempre que possível, aproveitava a sua posição para criar perigo para a baliza adversária.

A eliminatória foi praticamente resolvida para intervalo. Com um golo na segunda mão e dois na primeira, somando à falta de critério na finalização por parte do SC Braga, adivinhava-se uma segunda parte algo mole, com um relaxamento entre equipas.

Apesar do resultado, e do duro golpe nas réstias de esperança minhota, a formação de Carlos Carvalhal mostrava não querer desistir e permaneceu em busca do golo. A supremacia romana permanecia e, aos 73 minutos, tiveram mesmo direito â marcação de uma grande penalidade. Lorenzo Pellegrini ajeitou a bola na marca dos onze metros, mas não conseguiu acertar na baliza de Tiago Sá, não alterando o marcador.

Na verdade, Pellegrini acabaria a redimir-se da grande penalidade falhada. No minuto seguinte, cruzou para uma grande receção de Carles Pérez que, sem deixar cair a bola no relvado, rematou, sem piedade, para o fundo das redes da baliza minhota. Se a esperança minhota já era diminuta, depois do segundo golo, deixou plenamente de existir.

Depois de um resultado e eliminatórias praticamente feitos e resolvidos, o SC Braga acabou a superiorizar-se na partida. A subida de Zé Carlos no terreno mudou a estratégia de jogo dos arsenalistas e foi isso mesmo que fez com que o conjunto minhoto conseguisse chegar ao golo. Aos 87 minutos, o jovem cruzou para dentro da área e Cristante acabou por introduzir a bola na própria baliza.

O jogo entrou numa descompressão total entre ambas as equipas. O relaxamento notório em campo resultou no último golo do encontro, e o terceiro da turma de Paulo Fonseca. Num dos últimos lances do jogo, Carles Pérez arrancou com a bola no meio-campo, rasgou a defesa minhota com um passe direto para Spinazzola, a quem bastou apenas encostar para Mayoral, que fez o resto.

Com um resultado algo maquilhado, principalmente depois daquilo que aconteceu na segunda parte com o relaxamento de ambas as equipas dado o agregado, a AS Roma avançou para a próxima eliminatória, ao vencer o SC Braga por 3-1 no segundo jogo, e 5-1 no agregado das duas mãos. O SC Braga foi a last team standing portuguesa na Liga Europa, e caiu por terra.

 

A FIGURA

Carles Pérez – As substituições efetuadas por Paulo Fonseca foram fulcrais na construção do resultado, e Carles Pérez foi um dos elementos mais influentes. Teve influência praticamente direta nos golos e a construção de jogo passava sempre por Pérez. Um grande exibição.

 

O FORA DE JOGO

Descompressão das equipas – Com o resultado feito e eliminatória resolvida, viu-se um enorme relaxamento em ambas as equipas, principalmente na segunda parte. Apesar de ter sido nos segundos 45 minutos que surgiram mais golos, foi essa descompressão que levou ao aumento do resultado. O jogo acabou por deixar de ser emotivo e competitivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

A equipa de Paulo Fonseca apresentou-se num 3-4-2-1 e apostou na profundidade ofensiva, nas transições com bastantes jogadores. A linha de três centrais manteve-se composta por Karsdorp, Cristante e Mancini.

A linha de meio-campo a quatro foi ocupada por Gonzalo Villar e Diawara na zona do miolo, com Veretou e Bruno Peres nas alas. El Shaarawy e Pedro ficaram encarregues de fazer a ligação entre o setor e Edin Dzeko.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pau Lopez (7)

Karsdorp (6)

Gianluca Mancini (6)

Bryan Cristante (5)

Bruno Peres (6)

Diawara (7)

Gonzalo Villar (6)

Veretout (6)

El Shaarawy (7)

Pedro (6)

Dzeko (8)

SUBS UTILIZADOS

Pellegrini (7)

Spinazzola (7)

Carles Pérez (8)

Mayoral (7)

Mkhitaryan (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Com Ricardo Esgaio castigado, depois de ter sido admoestado com cartão vermelho no jogo da primeira mão, Zé Carlos teve de assumir a posição na lateral direita. A restante linha defensiva foi ocupada por Tormena e Rolando, na zona central, e Sequeira a ocupar a ala esquerda.

Encarregues do meio-campo ficaram João Novais, André Horta e Nico Gaitán. Galeno esteve encostado, como habitual, à linha lateral esquerda, tendo também como missão ajudar o homem mais adiantado dos minhotos, Sporar.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (5)

Sequeira (5)

Rolando (6)

Tormena (6)

Zé Carlos (7)

Nico Gaitán (5)

João Novais (7)

Lucas Piázon (6)

André Horta (6)

Galeno (5)

Sporar (5)

SUBS UTILIZADOS

Fransérgio (6)

Ricardo Horta (6)

Abel Ruiz (5)

Borja (5)

Hernani Infande (-)

Arsenal FC 3-2 SL Benfica: Faltaram pernas à repetição da história

A CRÓNICA: ENCARNADOS SEM RITMO PARA GARANTIR PASSAGEM

Foi com os olhos postos no confronto de há 30 anos que o SL Benfica entrou no Karaiskakis para virar a eliminatória a seu favor. O 1-1 da primeira mão acentuava as coincidências frente ao Arsenal FC, num paralelismo onde só faltava quem imitasse Isaías e decidisse a eliminatória a favor dos encarnados (que jogaram de negro). Jorge Jesus repetia quase todo o onze, deixando a surpresa para a frente – saía a parelha de Roma, Darwin e Luca, e entravam Seferovic e Rafa. O português, atuando entrelinhas e tentando ligar o jogo ofensivo, teve papel importante nas principais oportunidades dos encarnados, ainda que a equipa nunca se tenha sentido confortável no papel ativo de busca pela vitória.

O Arsenal FC teve imediato ascendente após o apito inicial e só acalmou ânimos quando conseguiu ultrapassar Helton Leite, aos 20’, quando Aubameyang finalizou exemplarmente uma assistência não menos espectacular de Bukayo Saka. Com o 1-0, os ingleses passaram a gerir mais com bola e foram-se desligando do jogo, lentamente, permitindo ao SL Benfica ter mais bola e ocupar por mais tempo o seu meio-campo. David Luiz e Gabriel iam cuidando das poucas jogadas que se aproximavam verdadeiramente da grande área, quando não eram perdidas antes pela falta de jeito dos portugueses, que pecaram exageradamente no capítulo do último passe.

Ao último terço chegavam sempre poucos e mal coordenados: numa das únicas vezes que aconteceu o contrário, Julian Weigl é rasteirado à entrada da grande área. Surpreendentemente, Diogo Gonçalves assumiu a marcação do livre direito, à medida de um pé direito – serviu o seu (que remate!), levando a bola a percorrer um arco por cima da barreira e a acabar nas redes de Leno.

A segunda metade começa praticamente com um golo anulado a Aubameyang, – ele que joga sempre no limite do fora-de-jogo e que tinha tido noite para esquecer nesse aspeto há uma semana – o que não atemorizou o Benfica, que entrou com boa atitude, a disputar o jogo olhos nos olhos. Aos 60’, Helton Leite agarra a bola após canto e decide lançar rápido na frente. Ceballos, a querer atrasar, não se apercebe que Rafa lhe adivinhou as intenções e meteu-se a meio caminho. 1-2 para os encarnados, que estavam na frente e obrigavam os ingleses a dois golos para passar à proxima fase.

E não demorou muito a construção dessa vitória, já que, como em Roma, ao Arsenal FC bastou acelerar e imprimir o ritmo inglês para chegar ao golo. Tierney e Willian combinam na ala esquerda, Everton aborda mal dentro da área e abre espaço à canhota do escocês, que mete na gaveta. Arteta fazia entrar Lacazette aos 75’, emparelhando-o com Aubameyang na frente, mas a equipa continuava partida e, em muitos momentos, impotente perante a segurança encarnada, que conseguia conservar a posse do esférico por largos períodos de tempo.

Jorge Jesus mexera bem. A entrada de Gabriel foi fundamental para emprestar músculo a Weigl e aumentar a capacidade de antecipação – um exemplo claro foi a bola que recupera mais à frente, ficando em boa posição para isolar Rafa, mas faltou pragmatismo ao brasileiro, que ensaiou bola picada que chegou, sem nexo, às mãos de Leno.

Foi sem grande aviso que surgiu o 3-2, que chegou como o primeiro golo. Saka saca um coelho da cartola e descobre Aubameyang, agora de cabeça. Natural a arte do golo, inventada num ápice, sem qualquer necessidade de cerco demorado à baliza de Helton Leite nem duma pressão claustrofóbica à área encarnada, mas antes resultado do talento imenso das peças inglesas – e, aos portugueses, faltou novamente mais ambição e mais capacidade de concentração, além de uma disponibilidade física que só existe até à hora de jogo para a maioria dos jogadores.

Depois do episódio de Isaías, prometia-se nova noite memorável à passagem do minuto 60, mas não houve arcaboiço para manietar os mais flagrantes perigos contrários. Saka teve noite de craque, decidindo mesmo quando não estava a ser um dos destaques.

 

A FIGURA

Aubameyang (Arsenal FC) – Dois golos, um anulado. Seria o hattrick redentor depois da noite paupérrima de há uma semana, onde a armadilha de fora-de-jogo dos encarnados funcionou na perfeição e a baliza lhe fez confusão. O gabonês decidiu, apareceu no sítio certo e foi sempre figura preponderante no ataque Gunner, assumindo os confrontos físicos e possibilitando aos que o apoiavam a eficácia de movimentos que só um jogo posicional de grande nível pode proporcionar.

O FORA DE JOGO

O SL Benfica nunca ganhou um jogo arbitrado por Bjorn Kuipers
Fonte: UEFA

Bjorn Kuipers – Entra aqui o seu nome por uma razão completamente alheia ao propósito da escolha. O SL Benfica nunca ganhou um jogo apitado por ele. Um deles é a final de Amesterdão, na época 2012/2013. Hoje parecia tudo encaminhado para ser o batismo, enquanto o atrevimento do destino demorou 86 minutos a ser ignorado mas, novamente, o árbitro holandês tornou-se carrasco dos encarnados. A arbitragem procedeu sem qualquer nota de erros, diga-se.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

O Arsenal FC apresentou-se num 4-2-3-1, com Tierney a partir da esquerda em vez da capacidade de jogo interior de Cédric. O escocês, com o pulmão imenso que o caracteriza, foi muitas vezes tarefa demasiado árdua para Diogo Gonçalves, que teve dificuldade em lidar com a sua capacidade física. Quando se lhe juntou Willian, após o segundo golo dos benfiquistas, a equipa melhorou. O brasileiro compreendeu-o como Smith Rowe nunca tinha conseguido, proporcionando-se o empate passado cinco minutos. Odegaard teve imensa liberdade para se associar com Saka do lado direito, onde se juntava muitas vezes Bellerín – o que obrigou Rafa a redobrados esforços na missão defensiva.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (4)

Bellerín (5)

David Luiz (5)

Gabriel (5)

Tierney (7)

Xhaka (5)

Ceballos (5)

Odegaard (6)

Saka (6)

Smith Rowe (4)

Aubameyang (8)

SUBS UTILIZADOS

Chambers (5)

Elneny (3)

Lacazette (5)

Partey (3)

Willian (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O 3-5-2 provável confirmou-se, com outra dupla de ataque. Rafa foi um dos mais inconformados e Seferovic teve noite para esquecer, sempre desapoiado e isolado no meio do bloco inglês. Diogo Gonçalves e Grimaldo exploraram os corredores, Taarabt aproximou-se de Weigl e Pizzi tinha mais disponibilidade para apoiar os da frente – daí que muitas vezes a equipa se aproximasse do 3-4-3 em linha, que se confirmou a partir da tripla substituição aos 57’. Everton substituiu o capitão e ocupou a direita, apoiando Diogo, e Gabriel completou o duplo-pivot. A outra adição, Darwin, ofereceu muito à equipa dadas as suas características. Foi a partir daí que o SL Benfica começou a segurar mais a bola no meio-campo contrário e a explorar melhor a profundidade, só ficando a faltar outra qualidade na definição das jogadas.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (8)

Diogo Gonçalves (7)

Lucas Veríssimo (5)

Otamendi (5)

Vertonghen (5)

Grimaldo (4)

Weigl (6)

Taarabt (5)

Pizzi (5)

Rafa (8)

Seferovic (4)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel (5)

Everton (5)

Darwin (5)

Nuno Tavares (3)

Waldschmidt (3)

Quando chega o ano de Niewiadoma? | Ciclismo

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À entrada da quarta temporada como líder da Canyon SRAM, Kasia Niewiadoma é um valor certo no mundo do ciclismo. Com resultados de qualidade desde muito jovem e ainda com apenas 26 anos, a polaca vai marcando o seu espaço, mas faltam-lhe mais grandes vitórias e um grande ano.

Até aqui, Kasia tem três grandes triunfos, o Women’s Tour, o Trofeo Alfredo Binda e a Amstel Gold Race. Todos são em provas importantes, mas não as mais destacadas do calendário e todos foram alcançados em anos distintos. Isso diz muito sobre a consistência e constante crescimento de Niewiadoma, mas também sobre a sua incapacidade – até agora – de se intrometer no espaço das grandes dominadores neerlandesas.

2020 foi um excelente exemplo disso, num calendário encurtado pela pandemia, não resgistou qualquer vitória, mas terminou quase sempre entre as dez melhores e, sobretudo, subiu finalmente ao podium do Giro Rosa com um respeitável segundo posto, atrás apenas de van der Breggen.

Com Vos, Breggen e Vleuten a chegarem ao fim do seu tempo no ciclismo, Kasia é uma das principais candidatas a assumir o estatuto de estrela principal, mas, com as jovens Lippert e Wiebes a despontar, Jastrab a chegar aos elites e Uttrup Ludwig, ainda que mais inconstante que a polaca, a morder mais os calcanhares deste trio, Niewiadoma tem que dar o salto qualitativo necessário.

Dá-lo não é uma exigência. Niewiadoma é já uma corredora de excelência, o seu palmarés já é rico e, certamente, continuará a crescer. A dúvida que tem de desfazer é se, na sua geração, será a Blaak ou a van der Breggen, a excelente ou a sobrenatural. E a dúvida fica porque Kasia já mostrou a espaços que tem capacidade para chegar ao estrelato, veremos se o consegue fazer.

E que melhor forma de o fazer do que já este ano? Com as adições de Chloe Dygert e Mikayla Harvey, a Canyon está fortíssima e Kasia tem uma oportunidade para agarrar.

Foto de Capa: Canyon SRAM