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SC Braga 2-2 FC Porto: Substituições acertadas valeram empate

A CRÓNICA: “O JOGO SÓ ACABA QUANDO O ÁRBITRO APITA” DISSE O SC BRAGA

O primeiro jogo da 18ª jornada da Primeira Liga foi também o jogo cartaz da jornada. O Estádio Municipal de Braga foi o palco do duelo entre SC Braga e FC Porto, duas equipas que lutam pelos lugares cimeiros da tabela e com o objetivo de “caçar” o atual líder, o Sporting CP.

A primeira grande oportunidade de golo surgiu aos dez minutos. Após uma jogada pelo flanco direito, Fransérgio assistiu Abel Ruiz que não conseguiu cabecear com força suficiente para abrir o marcador.

Tanto o SC Braga como o FC Porto demonstraram um caráter ofensivo bastante pressionante, sendo que, de cada vez que cada uma das equipas ultrapassava a linha do meio-campo, seria bastante propícia a existência de perigo para a baliza adversária. No entanto, o FC Porto fazia-se valer de um fator que o SC Braga não apresentava, na maioria das vezes: uma referência ofensiva no centro da área, o que facilitou muitas das ocasiões que os dragões tiveram para poder marcar e dificultou as transições ofensivas dos minhotos.

Aos 35 minutos, depois de uma falta de Tormena sobre Marega, dentro da grande área, Sérgio Oliveira teve nos pés a oportunidade de abrir o marcador e não desiludiu a turma portista. O médio português bateu Matheus e concretizou o primeiro golo dos dragões.

Muito poucas oportunidades surgiram até ao intervalo, depois do golo dos dragões, e sentia-se que os bracarenses precisavam mesmo dessa pausa para refrescar as ideias de jogo.

Mas esse tempo não chegou para os minhotos “porem a cabeça no sítio”. Apesar de mais pressionantes a nível ofensivo, começou a faltar-lhes o perigo, algo que não faltou no FC Porto. Bastou Tecatito Corona furar a defesa bracarense, chegar à linha final, cruzar e assistir para Taremi. Com a defesa descompensada e Matheus totalmente mal posicionado, o SC Braga sofreu assim, aos 54 minutos, o segundo golo na partida. Parecia nem ter ido a jogo, porque não se apresentou como o SC Braga a que Carlos Carvalhal habituou os adeptos e a comunidade do futebol português.

Com uma hora de jogo volvida, a equipa campeã nacional acabou por ficar reduzida a dez elementos, após a expulsão de Corona. O extremo mexicano viu o segundo cartão amarelo após uma falta sobre Ricardo Esgaio.

Aos 68 minutos, Ricardo Horta teve tempo, espaço e a grande oportunidade de diminuir a diferença no marcador. Após um cruzamento de Ricardo Esgaio, e de ter a bola a cair-lhe aos pés, Horta não foi capaz de visar a baliza de Marchesin que estava literalmente à sua frente, a menos de dois metros.

O jogo prosseguiu sem grandes oportunidades de golo, mas bastante partido e repartido no meio-campo. No entanto, aos 87 minutos, o SC Braga acabou mesmo por diminuir a vantagem dos dragões. Depois de um cruzamento de Ricardo Esgaio, a bola acabou nos pés de Fransérgio que rematou para uma defesa incompleta de Marchesín. O 2-1 apareceu no marcador já nos minutos finais da partida e os minhotos ainda viam a luz dos pontos ao fundo do túnel.

E aqueles minutos finais foram de extremo sufoco para ambas as equipas. A turma de Carlos Carvalhal acordou e começou a criar bastante perigo para a baliza portista. No lance seguinte ao golo de Fransérgio, existiu mais uma oportunidade flagrante de golo que, se não fosse, Marchesín, teria sido o golo do empate na certa.

A verdade é que o SC Braga levou à letra o ditado “o jogo só acaba quando o árbitro apitar”. Aos 93 minutos, depois de estar a ser avassalador a nível ofensivo, os minhotos, através de Nicolas Gaitán acabaram mesmo por empatar a partida.

Afinal, como se diz em bom português, “até ao lavar dos cestos é vindima” e o jogo entre o SC Braga e o FC Porto acabou empatado a dois golos.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Substituições efetuadas por Carlos Carvalhal – Depois de ver a sua equipa praticamente adormecida no encontro, Carlos Carvalhal invocou as substituições acertadas. Lucas Piazon teve influência em ambos os golos, sendo que o golo do empate veio dos pés de Nicolas Gaitán. Se o SC Braga ficou satisfeito com o arrecadar de um ponto, deve-o às alterações promovidas pelo treinador.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Centrais do SC Braga – O SC Braga tem um grande lacuna no plantel que ainda não conseguiu colmatar – os defesas centrais. Faltam defesas centrais competentes aos minhotos que façam o que é devido – defender e ajudar na construção de jogo – o que foi bastante notório neste encontro frente ao FC Porto.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal montou um 4-3-3 para defrontar o FC Porto. Matheus manteve lugar cativo na baliza, enquanto a linha defensiva foi composta por três centrais, com Raul Silva a atuar como lateral esquerdo.

O meio-campo foi ocupado por Al Musrati, João Novais, com o apoio nas alas de Galeno e Fransérgio (que descia no campo para fazer a ligação com o setor atacante). Para além de Fransérgio, Abel Ruiz e Ricardo Horta foram os homens mais avançados no terreno.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Ricardo Esgaio (6)

David Carmo (4)

Tormena (4)

Raul Silva (4)

Fransérgio (6)

João Novais (4)

Al Musrati (5)

Galeno (5)

Ricardo Horta (6)

Abel Ruiz (5)

SUBS UTILIZADOS

Sporar (6)

Borja (5)

Nicolas Gaitán (7)

Lucas Piazon (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição montou uma composição em 4-4-2, com Malang Sarr a voltar a alinhar pela equipa na lateral. A restante linha defensiva foi composta pela dupla de centrais já habitual Pepe e Mbemba, com Manafá a ocupar a ala esquerda.

O meio-campo portista foi composto por Sérgio Oliveira e Uribe, com Luis Diaz na ala, fazendo a ligação entre este setor e os avançados Marega e Taremi.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesin (6)

Malang Sarr (5)

Mbemba (6)

Pepe (6)

Manafá (6)

Corona (5)

Sergio Oliveira (7)

Luis Diaz (6)

Marega (6)

Taremi (7)

SUBS UTILIZADOS

Zaidu (-)

João Mário (6)

Diogo Leite (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.

 

O artigo foi editado às 15:07 do dia 8/2/2021 a pedido da autora e com o aval da edição. O pedido foi aceite por se considerar que faltava informação importante para uma compreensão global do mesmo por parte dos nossos leitores. Por este facto, o nosso obrigado pelo alerta de alguns dos nossos leitores que, de forma correta, nos alertaram para esta questão.

Sporting CP 68-72 FC Porto: XII Taça Hugo dos Santos é azul e branca!

A CRÓNICA: RESILIÊNCIA PORTISTA SUPEROU VANTAGEM LEONINA

O Pavilhão Multiusos de Sines deu seguimento à receção da Taça Hugo dos Santos. A final da XII edição desta taça colocou um clássico no calendário: o Sporting CP a defrontar o FC Porto.

Os leões entraram bastante vivos e competitivos no encontro, obrigando mesmo os dragões a pedir um desconto de tempo, apenas três minutos depois do jogo ter começado. A supremacia leonina arrasou por completo no primeiro período da partida. O Sporting CP dominou totalmente nos primeiros dez minutos, num período em que o FC Porto pareceu irreconhecível. O marcador apontava 23-9 e vencia o Sporting CP à entrada para o segundo período.

O segundo par de dez minutos mostrou um Sporting CP algo apático. Apesar da eficácia dos jogadores de Luís Magalhães, o FC Porto começou a aproximar-se no marcador. Jalen Riley foi a jogo nesse segundo período e deu um abanão de confiança aos dragões. À ida para o intervalo, foi ao soar da buzina que Riley marcou da linha de três pontos e encurtou ainda mais a distância. Separados por apenas sete pontos, os leões foram em vantagem para o intervalo, ao vencer por 39-32.

Depois do intervalo, o FC Porto continuou na sua caça ao resultado. Com um Sporting CP algo desaparecido no encontro, ao contrário daquilo que mostrou no início, os dragões aproveitaram a descontração da turma de Luís Magalhães e aproximaram-se no resultado, a ponto de empatar nos últimos segundos. A armada azul e branca não contava era com o triplo na buzina de Shakir Smith. À entrada para os dez minutos finais, o Sporting ainda vencia por 52-49.

A abrir o último quarto, Shakir Smith voltou a abrir as hostes perante um FC Porto que entrou em má forma nos derradeiros dez minutos. Os minutos foram passando e os dragões continuavam atrás no marcador, apesar de terem encontrado um ponto fraco na defesa do Sporting CP. Cláudio Fonseca não conseguia defender Eric Anderson que, debaixo do cesto, poucas vezes falhava o alvo de que cada vez que lançava. McGrew foi o homem que acabou por empatar a partida a dois minutos do final do período e a emoção e pressão eram cada vez maiores.

A armada azul e branca viu-se na frente do marcador, pela primeira vez no jogo, a pouco mais de um minuto do final. Quem possivelmente fez o FC Porto vencer o jogo foi Larry Gordon, com um block monumental que conseguiu impedir a concretização do Sporting CP a segundos do final. A sete segundos do final, Travante é levado para a linha de lance livre e, de três tentativas, falhou duas (uma delas propositadamente, pois queria levar à possibilidade de marcar através de um lançamento “normal”). Com este sufoco nos minutos finais, o FC Porto sucede, assim, a UD Oliveirense e é o novo vencedor da Taça Hugo dos Santos, após vitória por 68-72.

 

A FIGURA

Resiliência do FC Porto – Ao intervalo perdia por dez pontos, só esteve em vantagem no marcador uma vez e foi apenas isso que foi necessário para conseguir vencer a partida e a final da Taça Hugo dos Santos. O FC Porto esteve a maior parte do tempo em desvantagem e, mesmo assim, foi resiliente ao ponto de não desistir e ir atrás do resultado.

O FORA DE JOGO

Pedro Pinto (FC Porto) – Aquele que costuma ser bastante influente e, ainda no jogo da meia-final contra o SL Benfica tinha sido dos mais decisivos em campo, “não apareceu”. Pedro Pinto passou totalmente ao lado da final frente ao Sporting.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Luís Magalhães estruturou a equipa da mesma forma que o fez na meia-final frente ao Imortal. Com o mesmo cinco do jogo anterior, Magalhães alinhou a defesa a campo inteiro, complementando isso mesmo com um dois para um ao portador da bola dos dragões. Já, dentro do “garrafão”, os jogadores leoninos partiam para a marcação individual e bastante pressionante.

A nível de transições ofensivas, o Sporting CP aproveitava o double team feito pelos jogadores do FC Porto sobre Travante Williams, que, consequentemente, deixava alguém livre, para conseguir concretizar.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (6)

Diogo Ventura (7)

João Fernandes (7)

Claúdio Fonseca (6)

James Ellisor (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amiel (3)

Shakir Smith (6)

Pedro Catarino (6)

Micah Downs (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Moncho López foi a jogo com os mesmos cinco jogadores que escolheu para o encontro da meia-final frente ao SL Benfica. A estratégia escolhida pelo treinador para enfrentar a final frente ao Sporting CP em pouco ou nada se distinguiu da utilizada no último encontro.

O FC Porto continuou a explorar a amplitude física dos seus jogadores interiores, conseguindo, desta forma, encontrar espaços para concretizar. Uma das jogadas mais recorrentes passou por Eric Anderson que, sempre que ganhava posição em relação ao seu defensor de baixo do cesto, concretizava. A nível defensivo, os dragões permaneceram com uma defesa individual cerrada sobre os jogadores do Sporting.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Brad Tinsley (6)

Francisco Amarente (5)

Miguel Queiroz (6)

Larry Gordon (7)

Eric Anderson Jr. (8) 

SUBS UTILIZADOS

Jalen Riley (7)

João Torrie (-)

Voytso (4)

Pedro Pinto (4)

Tanner McGrew (7)

João Soares (6)

Liverpool FC 1-4 Manchester City FC: Citizens massacram e são cada vez mais líderes

A CRÓNICA: ALISSON ENTREGOU A VITÓRIA EM TARDE DE LUXO PARA PHIL FODEN

Liverpool FC e Manchester City FC defrontavam-se no Estádio de Anfield, em partida a contar para a jornada 23 da Primeira Liga Inglesa. Os homens da casa tentavam reagir aos recentes maus resultados, enquanto os visitantes procuravam o 21º jogo consecutivo sem sentir o sabor da derrota, e simultaneamente, fugir e cimentar, o primeiro lugar da tabela. Aquele que muitos consideram ser o mais entusiasmante duelo da Premier League fica marcado pelas ausências de peso de parte a parte. Os Reds, ainda assim, aparecem evidentemente mais desfalcados que o seu adversário: não contaram com Virgil Van Djik, Joël Matip, Joe Gomez, Fabinho, Naby Keita e Diogo Jota; os citizens continuam sem Nathan Aké, Sergio Agüero, melhor marcador de sempre da história do clube, e ainda Kevin de Bruyne, médio belga de grande importância para Pep Guardiola.

A primeira parte do encontro começou taticamente bastante interessante, mas não muito mais do que isso. Apesar de ambas as equipas aparentarem um enorme respeito pela qualidade do seu oponente, esperava-se mais no que concerne a remates ou oportunidades de real perigo. A pressão intensa foi mútua e só mesmo a qualidade técnica de jogadores deste calibre consegue disfarçar e camuflar a intensidade que se viveu no relvado.

Antes da passagem da meia hora de jogo, o Liverpool assustou por duas ocasiões, com um cabeceamento de Sadio Mane, que acabou por passar por cima, e um remate perigoso de Roberto Firmino. Num momento em que o jogo estava, aparentemente, controlado pelo Liverpool, os forasteiros acabaram por falhar uma verdadeira oportunidade de ouro para passar para a frente do marcador: Ilkay Gündoğan falhou o alvo na tentativa de conversão de uma grande penalidade. Sem golos, com muito equilíbrio, pressão, e um fraco sentido de baliza de ambas as equipas, o primeiro tempo terminou tal como começou, empatado a zero.

O segundo tempo começou com tudo aquilo que o primeiro não teve: golos. Uma belíssima jogada de envolvimento do ataque do Manchester City desbloqueou o jogo e adiantou os visitantes no marcador. Ilkay Gündoğan finalizou de recarga uma jogada construída por Raheem Sterling e Phil Foden, que fizeram “gato-sapato” da defesa dos Reds. O médio goleador alemão redimiu-se assim do penálti falhado e somou o oitavo tento nos últimos onze jogos.

Ao minuto 60, Rúben Dias perde uma divida com Mohamed Salah, agarrou o avançado egípcio dentro de área e foi marcada novo penálti, desta feita para o Liverpool. Salah não tremeu da linha de onze metros e restabeleceu a igualdade na partida.

Como sabemos o futebol moderno tem cada vez mais associada a si a característica do jogo de pés dos guarda-redes. Alisson teve, no que a esse capítulo diz respeito, uma tarde para esquecer. Um guardião que até costuma pautar pela segurança e tranquilidade, entregou o “ouro ao bandido” por duas ocasiões. Se por “bandidos” entendermos dois dos jogadores mais criativos da Premier League, é claro. Primeiro a Phil Foden, e depois a Bernardo Silva. Dois erros, dois golos. Tudo fácil para o Manchester City.

Pouco depois, por volta do minuto 80, Phil Foden sentenciou uma partida, por si só já resolvida, com um dos golos mais bonitos, pelo menos até à data, em 2021. Sem hipóteses para Alisson. O jogo terminou com 1-4 no marcador e o Manchester City segue cada vez mais confortável na liderança da Premier League.

 

A FIGURA

Phil Foden – A qualidade técnica deste jogador tem deixado o mundo de boca aberta e de queixo caído. O médio inglês já não é uma promessa, é uma certeza. Aproveitou o primeiro erro de Alisson para servir Ilkay Gündoğan, que bisou e até falhou um penálti. Marcou ainda o golo da tarde, e muito provavelmente do ano, até ao momento. Que jogo incrível do canhoto.

 

O FORA DE JOGO

Alisson – Não se pode vacilar na Premier League, já se sabe. Mas é ainda mais difícil quando se facilita frente a jogadores de calibre mundial. Dar a bola para os pés de Phil Foden, Bernardo Silva e companhia em zona de perigo, é como pedir para sofrer. E assim foi: dois erros clamorosos na saída de bola ditaram o curso do jogo que ficou definitivamente inclinado para o lado dos Citizens.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

O Liverpool de Jürgen Klopp apresentou o seu clássico 4-3-3, claramente bem definido. Ainda que limitado pelas ausências de grandes nomes do seu onze titular, o conjunto caseiro não alterou a sua forma de jogar e esteve sempre muito dependente da criatividade de Thiago Alcantara, que ponderava e guiava o jogo dos reds.

De destacar também as subidas constantes dos seus alas, Trent-Alexander Arnold e Andrew Robertson. Sadio Mane, extremo-esquerdo, pisou terrenos mais interiores, principalmente devido a estas incursões de Andrew Robertson pelo corredor. A colocação de dois médios a ocupar o lugar de defesas-centrais, Fabinho e Jordan Henderson, não inibiu o Liverpool de estar por cima do jogo na maioria do primeiro tempo.

A pressão alta foi uma característica comum entre as duas equipas, que pretendiam não permitir dar conforto ao adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (3)

Trent Alexander-Arnold (5)

Jordan Henderson (6)

Fabinho (6)

Andrew Robertson (6)

Thiago Alcántara (6)

Georgino Wijnaldum (6)

Curtis Jones (5)

Mohamed Salah (7)

Sadio Mané (6)

Roberto Firmino (5)

SUBS UTILIZADOS

Xherdan Shaqiri (5)

James Milner (5)

Konstantinos Tsimikas (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola não alterou o seu esquema de 4-3-3 no momento defensivo, com variante para 3-2-1-4, em momentos de construção. João Cancelo foi, como é hábito, peça fundamental ao realizar movimentos interiores, colocando-se bem ao lado de Rodri, médio mais defensivo dos citizens. A utilização do duplo pivot não era o único elemento diferenciador. Os médios e atacantes confundiam-se entre si e ofereciam uma enorme mobilidade no ataque. Era bastante frequente ver movimentos de “sobe e desce” de Phil Foden, Bernardo Silva, Ilkay Gündoğan. Riyad Mahrez e Raheem Sterling tentavam fixar-se nas alas para atrair e tentar limitar as subidas dos laterais no corredor, acima mencionadas. Assim, sem jogar com um ponta de lança fixo, a equipa acabou por ter vários jogadores que passavam com regularidade por essa posição.

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

João Cancelo (7)

John Stones (6)

Rúben Dias (6)

Olekandr Zinchenko (6)

Rodri (6)

Ilkay Gündoğan (8)

Bernardo Silva (7)

Phil Foden (9)

Riyad Mahrez (5)

Raheem Sterling (8)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel Jesus (6)

 

 

 

 

 

Académico de Viseu FC 2-0 CD Mafra: Viseenses eficazes conquistam três pontos preciosos

A CRÓNICA – GANHOU QUEM APROVEITOU O QUE TEVE

Uma tarde fria e cinzenta no Estádio do Fontelo, em Viseu, foi palco do jogo entre o Académico local e o CD Mafra, referente à 19ª jornada da Segunda Liga. Se, por um lado, a equipa da casa procurava distanciar-se dos lugares de despromoção, por outro, os forasteiros ambicionavam estabelecer-se ainda mais nos lugares da primeira metade da tabela com uma vitória.

O jogo começou com oportunidades para as duas equipas bem cedo, mas se Stevie Okitokandjo falhou para o Mafra, Fernando Ferreira não desperdiçou a hipótese de colocar o Académico de Viseu FC em vantagem. Aos quatro minutos, na sequência de um pontapé de canto, a bola sobrou para o médio dos viseenses que, na entrada da área, pontapeou forte e sem hipóteses para Carlos Henriques. Grande começo dos academistas.

Os mafrenses reagiram bem à desvantagem e assumiram o controlo da posse de bola, tentando criar oportunidades para “furar” o compacto setor defensivo adversário. Contudo, sem o conseguirem, acabaram por baixar a intensidade que colocavam na circulação de bola e passaram a dispor de menos oportunidades para finalizar.

Depois de tantas oportunidades desperdiçadas pelo Mafra, foi o Académico a capitalizar, mesmo em cima do apito para o intervalo. Um bom contra-ataque pela ala direita levou Paul Ayongo a assistir Paná, que driblou um defesa e rematou de pé esquerdo para o posto mais distante. Chegava a pausa na partida com 2-0 no marcador, a favor dos viseesnses.

Com a segunda parte veio a chuva e uma boa oportunidade para o Académico de Viseu: a ameaça de João Vasco foi desviada por Carlos Henriques, depois de um cabeceamento perigoso do avançado academista. Contudo, só nos minutos de compensação é que se voltaram a ver oportunidades junto das balizas, durante o “assalto final” do Mafra em busca de levar algo desta partida.

O jogo terminou mesmo com a vitória por 2-0 para o Académico de Viseu, que assim soma 19 pontos e se distancia dos lugares de despromoção. Já o Mafra, soma o décimo jogo seguido sem vencer e agrava a crise de resultados que atravessa.

 A FIGURA


Fernando Ferreira – O médio dos viseenses abriu as contas do marcador logo aos quatro minutos, golo importante para uma equipa que tem um dos piores ataques da Segunda Liga. Para além disso, foi fundamental no equilíbrio da zona central e na pressão aos dois médios de construção adversários, que nada fizeram enquanto Fernando Ferreira esteve em campo. Uma exibição completa de um jogador experiente.

 

O FORA DE JOGO


Abel Camará – O avançado do Mafra, um dos melhores marcadores da equipa na temporada, esteve apagado durante os 68 minutos em que esteve em campo. Sempre muito preso à ala, não teve ocasiões para finalização e, apesar do mérito da defensiva adversária, muito se deveu à falta de movimentação interior do jogador guineense. Para além dele, nota para a tarde desinspirada do setor ofensivo mafrense.

 ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Quase sempre em 4-4-2, dado o muito tempo que passaram em processo defensivo, o Académico conseguiu valer-se da rapidez dos seus atacantes e aproveitou as duas ocasiões que teve para marcar. Se Paul Ayongo foi fundamental na busca da profundidade, não lhe ficaram atrás, em termos de importância, os centrais Pica e Mathaus, que foram os pilares principais de toda a estrutura viseense. Três pontos conquistados num jogo muito sofrido.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (6)

Tiago Mesquita (6)

João Pica (6)

Félix Mathaus (6)

Jorge Miguel (6)

Kelvin Medina (6)

Paná (6)

Fernando Ferreira (7)

Yuri Araújo (6)

João Vasco (6)

Paul Ayongo (6)

SUBS UTILIZADOS

Luisinho (5)

Anthony Carter (5)

Yang Senna (-)

 
ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

O 4-2-3-1 montado por Filipe Cândido privilegiou a posse de bola e a criação de jogadas com “cabeça, tronco e membros” para tentar ferir o adversário. Com Okitokandjo como referência ofensiva, foi pelos dois médios mais centrais, Kaká e João Graça, que passou todo o jogo ofensivo do Mafra. Nas alas, Camará e Andrézinho procuravam dar profundidade e velocidade ao ataque, mas o sólido bloco baixo dos academistas foi um “osso duro de roer” para a equipa mafrense.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Carlos Henriques (5)

Tomás Domingos (5)

João Cunha (5)

Pedro Barcelos (5)

Bruno Fonseca (5)

João Graça (6)

Everton Kaká (6)

Carlos Daniel (5)

Andrézinho (6)

Abel Camará (5)

Stevy Okitokandjo (5)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Campos (5)

André Mesquita (5)

Rodrigo Martins (5)

Guilherme Ferreira (5)

Edi Semedo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Mafra

Bola na Rede(BnR) – Vimos o Stevie Okitokandjo a travar muitos duelos com o João Pica. Pergunto-lhe se foi algo intencional ou se acabou por acontecer fruto do decorrer natural da partida.

Filipe Cândido – Não foi completamente propositado, mas analisámos o adversário e sabíamos dos seus pontos fracos. O futebol não é um jogo individual, sabíamos dos espaços que existem nas costas da linha defensiva do Académico e procurámos explorá-los através de alguns movimentos do Stevie. Infelizmente os golos não surgiram na baliza que pretendíamos.

Académico de Viseu FC

Bola na Rede – Para uma equipa como o Académico, que peca muito na finalização, espera que o facto de hoje terem tirado proveito das oportunidades que tiveram seja um ponto de viragem na temporada, nesse capítulo?

Pedro Duarte – Um momento de viragem não diria. Não somos uma equipa de criar muitas oportunidades, mas é importante continuar o nosso trabalho e tirar frutos disso. Gostava de realçar também o facto de não termos sofrido golos, o nosso caminho é este.

Paulinho: ataque ao título ou ataque à Champions? | Sporting CP

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O Sporting CP conseguiu o melhor resultado no fim de uma primeira volta de sempre. O clube de Alvalade encontra-se a 11 pontos do SL Benfica e a seis pontos do FC Porto, estando isolado no primeiro lugar do campeonato! É necessário manter os pés no chão, porque o objetivo do clube é conseguir a entrada direta para a Champions de modo a garantir os “milhões europeus” que podem aproximar os leões do FC Porto e do SL Benfica em termos financeiros e, consequentemente, desportivos.

Sem dúvida que não ir à Champions é um descalabro, ainda para mais com o all-in que Frederico Varandas está a protagonizar: começou com Rúben Amorim e acabou com o mais recente reforço do Sporting CP, Paulinho. Mas será que Paulinho vem para garantir a Champions ou vem para garantir o título?

É óbvio que Rúben Amorim não vai admitir ou sequer falar da possibilidade do título nos próximos tempos para não colocar pressão sobre os seus jogadores e ainda mais óbvio é que Frederico Varandas vai seguir o discurso do treinador, mas a verdade é que com o passar do tempo, na primeira posição da tabela, os adeptos vão sonhando cada vez mais…

A verdade é que com a vinda de Paulinho, pedido expresso de Rúben Amorim, as expectativas aumentam devido ao facto de ser a transferência mais cara da história do clube: Paulinho vem para colmatar uma lacuna no plantel do Sporting CP e, sendo um jogador de qualidade, aumenta as possibilidades da equipa face ao que resta da época.

O internacional português, oriundo do SC Braga, é aposta do leão na maratona para o título
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Frederico Varandas sabe que não é um nome consensual no seio dos adeptos e sabe que o título, por ser muito importante no seio do clube e dos adeptos, lhe traz estabilidade e aceitação por parte dos sócios. Penso que este foi um dos motivos do esforço feito para contratar Paulinho: garantir a Champions, o título e trazer estabilidade para o clube.

Além disso, sabe também que agora o clube se encontra unido porque os resultados estão a ser bons, mas também sabe que, se algo descambar, vai ser o principal alvo dos adeptos. Ora, com o tão desejado campeonato conquistado, recebe o respeito da massa adepta leonina, algo que ainda não teve por completo desde que é presidente.

Quanto a Paulinho, parece-me um grande jogador que pode dar muito à equipa e que conhece a forma de jogar de Rúben Amorim e portanto, em termos desportivos, é uma grande mais valia. Por outro lado, em termos financeiros, é um negócio pior devido aos contornos do mesmo. Considero que é mesmo um all-in. Se o Sporting CP entrar na Champions, o all-in compensou e fica pago. Se falhar o apuramento para a liga milionária, pode deixar um grande fosso nas contas do clube.

É preciso arriscar para conquistar e eu considero que os sportinguistas acreditam neste risco devido às provas que o treinador e a equipa já deram! Resta continuar assim e levar o clube à glória desportiva… e também financeira!

Força da Tática: O SC Braga de Carvalhal (Parte 2 de 3)

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Depois da parte 1 da análise tática deste SC Braga de Carlos Carvalhal, vem a segunda parte deste “Força da Tática”. Venham daí.

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

No processo de transição defensiva, a equipa orientada por Carlos Carvalhal, tem o perfeito ‘mindset’. Forte reação à perda, boa recuperação defensiva e os jogadores que se encontram já em posições defensivas tendem a ter uma boa resposta posicional à transição. Deixo aqui em baixo um exemplo de jogo:

Na primeira fotografia, quando os ‘guerreiros’ perdem a bola, têm sete jogadores no último terço. Com uma sublime reação à perda, recuperação defensiva e posicionamento, a equipa recupera a bola em 13 segundos e já com oito jogadores junto ao portador da bola (Francisco Geraldes). Um dos traços deste SC Braga.

Uma verdadeira luta entre tripeiros e minhotos: SC Braga x FC Porto

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Primeira Liga Portuguesa, Jornada 18: domingo, 20h45, 7 de fevereiro de 2021

ANTEVISÃO: SEGUNDO E TERCEIRO CLASSIFICADO MEDEM FORÇAS

Qual a melhor maneira de começar a segunda volta do campeonato? Com um jogo decisivo entre o segundo e o terceiro lugar que pode fazer fugir ainda mais o líder Sporting CP. FC Porto fecha a primeira volta com um empate frente ao Belenenses SAD e o SC Braga manteve a boa forma com mais uma vitória caseira contra o Portimonense SC.

DIA DE JOGO GRANDE NA PEDREIRA E COM MUITO EM JOGO EM RELAÇÃO ÀS CONTAS DO CAMPEONATO. SABES QUEM VAI VENCER? ENTÃO, APOSTA JÁ EM BET.PT!

No jogo inaugural do campeonato, o FC Porto conseguiu vencer o SC Braga por 3-1 apesar de ter estado a perder por 0-1. Agora, é a vez dos arsenalistas receberem os dragões na sua casa e o jogo promete ser quente. Isto porque o FC Porto não pode distanciar-se mais do Sporting CP caso queira continuar a lutar pelo campeonato e o SC Braga pode ainda ascender ao segundo lugar da Primeira Liga Portuguesa.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. SC Braga perdeu apenas um jogo em casa esta época
  2. 2. Duas vitórias para o FC Porto na “pedreira” nos últimos cinco jogos
  3. Carlos Carvalhal venceu apenas duas vezes o FC Porto
  4. Sérgio Conceição soma oito vitórias frente aos arsenalistas
  5. Em 161 jogos frente ao SC Braga o FC Porto ganhou 109
  6. Mehdi Taremi é o melhor marcador dos azuis e brancos com onze golos
  7. Ricardo Horta é o artilheiro do SC Braga também com onze golos
  8. FC Porto é a equipa com mais golos sofridos dos primeiros seis lugares da tabela
  9. SC Braga sofreu menos três golos que o FC Porto no campeonato
  10. O próximo jogo entre ambos é já na quarta-feira para a Taça de Portugal

 

JOGADORES A TER EM CONTA

O Braga não tem receio. Conheço bem o FC Porto, porque joguei lá e sei como reagem aos resultados negativos.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ricardo Horta (SC Braga) – Para o campeonato leva já seis golos na conta pessoal e duas assistências. Originalmente extremo esquerdo, com Carlos Carvalhal tem jogado mais na posição de médio ofensivo para dar o lugar a Galeno e a sua adaptação tem sido um sucesso. É sem dúvida o jogador mais influente do SC Braga e pode causar muito perigo à defesa portista.

O Braga não tem receio. Conheço bem o FC Porto, porque joguei lá e sei como reagem aos resultados negativos.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mehdi Taremi (FC Porto) – Pode-se já dizer que é a melhor contratação da época para o FC Porto. Para além de levar sete golos no campeonato também tem três assistências na bagagem. A inteligência, movimentação e capacidade de finalização são os seus pontos fortes, para além de que com Sérgio Conceição o iraniano não dá qualquer bola como perdida. Certamente que estará envolvido no resultado.

 

XI’S PROVÁVEIS

SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, David Carmo, Vítor Tormena, Cristian Borja, Al Musrati, André Castro, Wenderson Galeno, Ricardo Horta, João Novais e Abel Ruiz.

Treinador: Carlos Carvalhal:
«O Braga não tem receio. Conheço bem o FC Porto, porque joguei lá e sei como reagem aos resultados negativos».

FC Porto: Marchesín, Wilson Manafá, Chancel Mbemba, Pepe, Zaidu, Sérgio Oliveira, Uribe, Tecatito Corona, Luis Díaz, Taremi e Marega.

Treinador: Sérgio Conceição:
«O SC Braga vai encontrar um FC Porto forte e daremos resposta à altura do nosso clube».

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SC Braga 1-1 FC Porto

Será Lionel Messi o verdadeiro culpado de um FC Barcelona à beira da bancarrota?

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Esta última semana, foi lançada uma bomba no futebol – a divulgação do contrato entre Lionel Messi e FC Barcelona (2017/18-2020/21). Desconstruindo, em parte, o “bolo” astronómico dos vencimentos de Messi nestas últimas quatro épocas, quanto ganhou o internacional argentino? Falamos, precisamente, de 386 mil euros por dia, 11.6 milhões por mês e 139 milhões por época que vai corresponder ao gigantesco número – 555.237.619 euros (integra salários, bónus de rendimento, direitos de imagem e outras variáveis). Num período de instabilidade e crise, esta publicação era a última coisa que Messi, o clube e todos os seus adeptos desejavam. Uma estratégia mal-intencionada para enfraquecer, dividir e levar o histórico FC Barcelona à desordem, caos e de preferência ao fim?

Analisando todo o caminho de Messi, os seus esforços e conquistas integrados numa relação de amor verdadeiro com o Barcelona, quem seria capaz de divulgar publicamente o contrato  no sentido de prejudicar o jogador e o clube catalão?  Falamos, porventura, de uma traição interna, mas jamais este comportamento será digno de um verdadeiro “culé”.

Rapidamente, o FC Barcelona distanciou-se deste ato ilegal e cobarde ao lançar o seguinte comunicado: “No que respeita à informação publicada no jornal El Mundo, relativa ao contrato profissional assinado entre o FC Barcelona e o jogador Lionel Messi, o clube lamenta a sua publicação, dado que se trata de um documento privado e abrangido pelo princípio de confidencialidade entre as partes”. De seguida, o FC Barcelona iniciou um processo jurídico contra o jornal “El Mundo”, apoiando firmemente Lionel Messi.

Então e Messi? Como respondeu a esta ameaça à sua integridade, reputação e imagem? Desiludido, decidiu também processar o jornal e todos aqueles que tinham conhecimento e acesso ao contrato (Josep Bartomeu, Carles Tusquets, Jordi Mestre Òscar Grau e Romà Punti).

Este contrato veio dividir a opinião pública e os media, no qual podemos observar oscilações no que diz respeito a Messi e à sua responsabilidade na situação económico-financeira do clube (dívida de 1.17 biliões de euros). Será Lionel Messi o verdadeiro culpado de um Barcelona à beira da bancarrota? Claro que não. No meu ponto de vista, os verdadeiros culpados são a direção do clube e a COVID-19. Por um lado, a pandemia contribuiu para a descida das receitas devido, principalmente, à interrupção de jogos com público, aumentando a dívida do clube. Por outro lado, o quadro diretivo do FC Barcelona realizou uma péssima gestão nestes últimos anos, contratando jogadores de quantias elevadíssimas que pouco ou nada fizeram pelo clube tais como: Antoine Griezmann (120 milhões), Ousmane Dembélé (130 milhões) e Philippe Coutinho (145 milhões). É inegável a qualidade destes três jogadores, todavia não deram garantias de qualquer tipo de retorno, comparativamente ao que foi gasto.

E Lionel Messi? De todo o dinheiro investido no jogador, o Barcelona teve retorno? Segundo Marc Ciria (fundador e CEO da empresa Diagonal Inversiones e responsável pelo seguinte estudo), Messi custou cerca de 383 milhões de euros em três anos (tirando o ano da pandemia da equação). No entanto, o jogador gerou, aproximadamente, 619 milhões, o que corresponde a um lucro preciso de 235,610,000 euros. O estudo ainda concluiu que Messi gera cerca de um terço das receitas do clube. Mas como é que o jogador consegue esses valores?

Patrocínios, acordos comerciais, um terço da venda de bilhetes (concluído por Joan Laporta, candidato à presidência), venda absurda de camisolas (cerca de dois milhões, cada ano). Além disso, o seu nome, por si mesmo, acarreta muita visibilidade, atraindo milhões de fãs, o que permite um maior reconhecimento do clube e de tudo o que representa. Lionel Messi é uma marca.

Seguindo o modelo da capa do “El Mundo”, o jornal Olé saiu em defesa de Messi, aludindo aos números que, na sua opinião, deveriam estar na boca do mundo: 650 golos e 260 assistências em 755 jogos. Aliás, acrescento o seguinte: quatro Champions-League; dez campeonatos; três Copas do Mundo; oito Supertaças de Espanha; três Supercopas da UEFA; seis taças de Espanha. 34 títulos, mas isso não importa não é?

Infelizmente, a divulgação do contrato é, apenas, uma última tentativa desesperada e vergonhosa do quadro diretivo do FC Barcelona justificar os seus erros e a sua péssima abordagem, colocando as culpas no melhor jogador da história do clube (na minha opinião, obviamente). A meu ver, Messi merece cada cêntimo que recebeu e, ao longo de todos estes anos, deu-nos, literalmente, 555.237.619 razões para o seguir e admirar na sua passagem pelo futebol internacional. Senhoras e senhores, Lionel Messi!

 

Artigo com opinião de Diogo Reis

ATP Cup | Rússia com nota 10 de 10

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A ATP Cup, este ano, foi alvo de uma reformulação, não porque a edição passada não tivesse tido sucesso, muito pelo contrário, mas sim porque era necessário reduzir o número de equipas participantes e sediar o torneio numa só localidade para tornar viável esta competição no meio de tudo o que estamos a viver.

Uma das poucas coisas que se manteve foi a forma como as seleções se apuraram para a fase de grupos que foi segundo o ranking do melhor jogador. O formato manteve a fase de grupos, mas passou-a de seis grupos de quatro seleções para quatro grupos de três seleções em que o primeiro classificado de cada grupo se apurou para as meias-finais da prova. Os encontros entre as seleções, os “ties”, eram definidos à melhor de três partidas, duas de singulares e uma de pares.

GRUPO A

O Grupo A da ATP Cup era composto pela campeã em título, a Sérvia, que, por ter provavelmente o melhor jogador de sempre a jogar na Austrália, Djokovic, partia como principal favorita à vitória e ainda pela Alemanha e Canadá, que tinham como principais rostos Zverev e Shapovalov.

Com duas derrotas nos dois primeiros dias de competição, a seleção do Canadá ficou automaticamente fora da luta pelas meias-finais, deixando, assim, que o confronto direto do último dia entre a Alemanha e a Sérvia definisse o primeiro lugar do grupo.

Com Djokovic sempre em grande nos momentos importantes, era fundamental para a Alemanha conseguir ganhar o singular em que o número um do mundo não entrasse em campo, e foi o que aconteceu. Na primeira partida, Struff conseguiu dar a volta depois de estar a perder por um set a zero frente a Lajovic. 1-0 para a Alemanha. Djokovic, que, apesar de ter deixado fugir o primeiro set no tie-break para Zverev, conseguiu sempre estar no controlo do jogo e nunca pareceu em perigo, acabou por vencer o jogo no terceiro parcial. 1-1, faltava o par que seria decisivo.

Do lado da Sérvia, Cacic, especialista de pares, alinhava ao lado do inevitável Djokovic. Do outro lado, a Alemanha, juntava os jogadores que tinham disputado os singulares. Os jogos de pares têm tendência para ter muito poucos breaks, ainda mais quando, em campo, está apenas um especialista da vertente, todos os outros são especialistas de singulares, e foi mesmo essa a tendência do jogo, sobretudo no primeiro set onde se assistiu apenas a um ponto de break. Nos dois sets, os momentos decisivos caíram um para cada lado, primeiro para os alemães, 7-6, e depois para os sérvios, 7-5, e, por isso, ia-se disputar o super tie-break (um tie-break disputado até aos 10 pontos) para definir a passagem às meias-finais. No momento de maior pressão, e ao contrário do que nos vem habituando, foi Novak Djokovic que cedeu. Teve um desempenho fraco nesta decisão, entregando, inclusive, dois dos seus pontos de serviço praticamente de bandeja. Os alemães conseguiram superiorizar-se a partir desse momento e carimbaram a vitória por 10-7. 2-1 para a Alemanha que, assim, garantiu o primeiro lugar do grupo e o acesso às meias-finais da ATP Cup.

GRUPO B

O Grupo B tinha como principal candidata à passagem a seleção espanhola, numa fase de grupos onde Nadal, com dores nas costas e em modo poupança, não disputou qualquer encontro. As outras seleções do grupo eram seleções bastante modestas, a Grécia, cujo melhor jogador à parte do inevitável Tsitsipas era Pervolarakis, que está bastante fora do TOP-400, e a Austrália que, sem Nick Kyrgios, era francamente inferior à Espanha. Para termos uma ideia, o terceiro espanhol com melhor ranking, Carreño Busta, está mais bem classificado do que o primeiro australiano, Alex de Minaur.

A conjugação de resultados da Austrália, que tinha perdido contra a Espanha e vencido contra a Grécia, tinha deixado de lado a possibilidade de se apurar para as meias-finais da ATP Cup, deixando para o último dia a decisão do primeiro lugar do grupo para a Espanha e para a Grécia onde a Grécia estaria obrigada a fazer o absolutamente impensável e vencer os espanhóis por 3-0, só esse resultado servia. Bom, não era de facto de prever tal coisa e, com uma vitória espanhola no primeiro singular, com a vitória de Carreño Busta sobre Pervolarakis, a passagem às meias-finais estava garantida para os nossos vizinhos ibéricos. A Grécia até conseguiu vencer as outras duas partidas, depois de Tsitsipas vencer o seu singular e a Espanha ter abdicado de jogar pares, pois já se sabia que nem isso seria suficiente.

FC Vizela 0-0 FC Porto B: Pelos vistos, o efeito do chá é nulo

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A CRÓNICA: NO FC VIZELA, O TESTE À CONSOLIDAÇÃO DO QUARTO LUGAR DEU NEGATIVO

A Vizela Romana acordou cedo e preparou-se para ser anfitriã do encontro defronte da equipa B do FC Porto. O confronto histórico é grafado por apenas cinco embates anteriores, dos quais o FC Vizela só saiu vencedor por uma única vez (1-0) – altura em que ambas as formações representavam a miríade de equipa da II Divisão B, na Zona Norte – em maio de 2005. Em caso de triunfo, a turma orientada por Álvaro Pacheco consolidava o quarto posto na tabela classificativa, aproximando-se dos almejados lugares de subida.

Cassiano deu o primeiro aviso à passagem do minuto oito: Samu, após recuperação de bola defronte de Rodrigo Conceição, lançou o camisola nove na profundidade e este, nos olhos de Cláudio Ramos, desperdiçou a possibilidade de inaugurar o marcador.

Kiko Bondoso (12′), após canto batido por Marcos Paulo e num pleno sentido de oportunidade, aproveitou uma bola recém-chegada à entrada da área portista e desferiu um remate tenso para defesa apertada do ex-Tondela FC.

A produtividade futebolística do FC Vizela caiu e a audácia portista foi estimulada: Tomás Matos (26′) intersetou um alívio de Pedro Silva e colocou em Francisco Conceição; este driblou e furou parte da redoma vizelense e dispôs a bola à guarda de Namaso. Resultado? O guarda-redes emendou a asneira e atirou para canto.

A partir da meia hora de jogo, o equilíbrio tornou-se a nota dominante: a qualidade atingiu níveis residuais, travaram-se inúmeras batalhas a meio-campo, as saídas de bola eram (mau) augúrio e traduziam-se em perdas céleres até ao ancorar do intervalo da partida.

Na segunda parte, os treinadores ansiavam que o chá (e o sermão) surtisse o efeito desejado…

Dez minutos volvidos após o apito para o começo da segunda metade, Ofori, na passada, alveja um remante tenso e cheio de colocação à baliza à guarda de Cláudio Ramos.

Note-se a insistência e o rosto da insubmissão: aos 67′, Francisco Conceição, após um lançamento, driblou Ofori, perpassou a divisória da grande área e rematou na diagonal para defesa apertada de Pedro Silva; três minutos mais tarde, após recuperação de Tomás Matos, a bola é devolvida ao 85 portista que dribla dois adversários e erige um tento junto do poste esquerdo.

O minuto 76 sinaliza a melhor oportunidade do encontro: Samu, após a transformação de um livre direto resvalado na barreira portista, atira ao ferro superior; no ressalto, Matheus atira para as mãos de Cláudio Ramos.

Até ao término da partida, os momentos de perigo escassearam. Embora o encontro encerrasse em si momentos de entusiasmo e expetativa de parte a parte, vigorou o desperdício e a inépcia atacante.

O FC Vizela permanece no quarto lugar da tabela classificativa e na luta pela subida ao principal escalão do futebol.

 

A FIGURA

Fonte: FC Porto

Francisco Conceição: a imaturidade e a margem de progressão cruzam-se na presente linha temporal. O jovem médio portista reúne tudo o que um bom extremo deve preencher nos seus requisitos: velocidade, drible, aproveitamento da profundidade, facilidade com bola e rasgos de genialidade. Hoje, diante do FC Vizela, deu água pela barba ao setor defensivo e foi o mais irrequieto no reduto portista.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Facebook FC Vizela

 

Setor ofensivo do FC Vizela – o conjunto apto e maturo que num passado recente resolveu e sentenciou partidas que se vislumbravam irresolutas, hoje não desenlaçou o nulo inicial. Cassiano, Cardozo e Cann deram trabalho morosa à defensiva portista, mas as tentativas que pintaram redundaram na anulação.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Na demanda da consolidação do quarto posto, a formação vizelense apostou no habitual 4-4-2. Cardozo e Cassiano eram os soldados da frente de batalha e recebiam suporte de Samu e Kiko Bondoso – homens responsáveis pelo ataque delineado a partir dos flancos – e Ericson e Marcos Paulo – responsáveis pela destruição e construção, pelo vulgarmente designado “pautar de jogo” e pelo inclinar do terreno a seu bel-prazer.

Durante o quarto de hora inicial, a equipa do FC Vizela procurou de modo incessante delinear os seus ataques através dos flancos, procurando nomeadamente as costas de Rodrigo Conceição.

Ao longo da primeira metade, observaram-se dificuldades no posicionamento sem bola e na dificuldade sentida aquando das intentonas ofensivas nas em zonas mais interiores do terreno, recorrendo, vezes sem conta, à falta. Contudo, nota positiva para as triangulações desenhadas entre Ericson, Marcos Paulo e Kiko Bondoso.

Na segunda parte, o FC Vizela foi subjugado ao ímpeto portista e impingido ao recuo das suas linhas. Ericson e Marcos Paulo eram constantemente impedidos de edificar ataques sólidos e, sempre que possível, lançavam Cann e Cassiano nos contra-golpes.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Silva (6)

Matheus (7)

Cassiano (6)

Cardozo (5)

Marcos Paulo (6)

Kiko Bondoso (6)

Samu (7)

Ericson (6)

Aidara (6)

João Pedro (5)

Richard Ofori (7)

SUBS UTILIZADAS

Koffi (6)

Cann (5)

R. Guzzo (5)

Marcelo Oliveira (4)

Kiki (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

No regresso de António Folha a casa, o sistema tática gizado conhecia uma identidade semelhante à do adversário e inalterável desde o último embate no Olival, diante do Varzim SC (0-1): um 4-4-2 capaz de potenciar a profundidade que Namaso e Gonçalo Borges conferem ao jogo e apoiado pela velocidade característica e interdependente das alas, onde residem os irmãos Conceição, Diogo Bessa e Rodrigo Valente.

A partir dos 15 minutos, os dragões imberbes possuíam o domínio da partida a meio-campo e sinalizavam uma preocupação acrescida com bola, erigindo nomeadamente movimentos interiores. Após a postura soberana, a equipa portista possibilitou o equilíbrio.

Gonçalo Borges foi o dragão mais solicitado durante a primeira parte, a par de Rodrigo Conceição e Namaso; porém, as três peças mais avançadas, na transposição do último terço da quadra, não encerraram em si a frieza e a eficácia necessária.

Na segunda metade, o FC Porto B subiu as linhas de pressão e os respetivos blocos, instalando-se maioritariamente no meio campo do FC Vizela. Francisco Conceição demonstrou o impacto do chá supracitado: as “tabelinhas” com o irmão desorientavam Ofori e a restante defensiva vizelense e o drible em velocidade deliciava os espetadores físicos e virtuais. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Ramos (7)

Namaso (6)

João Marcelo (6)

Tiago Matos (6)

Mor N’diaye (6)

Diogo Bessa (5)

Gonçalo Borges (6)

Pedro Justiniano (6)

Rodrigo Conceição (8)

Rodrigo Valente (6)

Francisco Conceição (7)

SUBS UTILIZADAS

Igor Cássio (-)

Johan Gómez (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR – Mister, bom dia. Hoje, a partida terminou num nulo. O resultado foi desajustado e escasso mediante as tentativas construídas pelo FC Vizela ou acabou por condizer com os factos de jogo?

Álvaro Pacheco – Estivemos perante duas equipas que quiseram e fizeram por ganhar o jogo. Considero que pecamos na finalização, apesar de termos as melhores oportunidades da partida. Tenho de dar o mérito ao FC Porto pela pressão que impôs aos meus jogadores  e pela estratégia que montou. Contudo, estou feliz pela qualidade de jogo desenvolvida. foi um jogo tremendamente difícil pela pressão agressiva e constante que o adversário nos provocou, mas a minha equipa teve a maturidade suficiente para se saber manter estável. Que me lembre, o FC Porto teve duas oportunidades de golo verdadeiramente flagrantes. o resultado acabou por ser ajustado ao que se passou durante a partida. Porém, se houvesse um vencedor desta partida, a meu ver, o mais justo seria o FC Vizela.

FC Porto B

BnR – Mister, bom dia. Esta semana assinalou-se o seu regresso ao comando da equipa B do FC Porto. Apesar do desfecho, retirou conclusões positivas da partida? Considerando a posição que ocupa na tabela classificativa, sente que há espaço para crescer e melhorar?

António Folha – Senão não vinha, não é? Ficava em casa (risos). Foi um ponto positivo, apesar de ambas lutarem pelos três pontos e um excelente jogo. O ponto foi muito positivo. Para mim, jogamos contra a equipa revelação deste campeonato. Gostei muito da prestação e atitude da equipa, estou orgulhoso porque jogamos contra um adversário poderoso. Os jogadores, com a vinda de um treinador novo para o clube, podiam ficar intranquilos e receosos do que poderia advir das ideias. É lógico que o tempo é o fator fundamental para que eles assimilem e assentem as ideias e estratégias do treinador. Mas volto a dizer, saio daqui contente!