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Uma competição à parte | Saltos de Esqui, Klingenthal

Foi neste fim de semana, que a Taça do Mundo de saltos de esqui, viu serem cumpridas as etapas 21 e 22 da temporada vigente. O palco de toda a ação, foi a cidade alemã de Klingenthal, a cerca de centena e meia de quilómetros a norte da capital da Républica Checa, Praga.

Recorde-se que esta prova veio ocupar o lugar deixado em aberto no calendário pelo evento de Sapporo, no Japão, que todos os anos costuma receber no Okurayama, trampolim da cidade, a “Champions dos saltos de esqui”, mas que devido ao terrível vírus que teima em condicionar as nossas vidas, viu o certame ser cancelado. Como tal a Vogtland Arena, serviu de palco aos “homens pássaro”.

Refira-se que esta estrutura possui 140m, tendo um K-Point localizado nos 120m. Quanto ao record, esse estava fixado nos 146.5m e era pertença do germânico Michael Uhrmann, que havia voado tal distância, no dia 2 de fevereiro de 2011.

Quanto às condições atmosféricas, tivemos um gigantesco manto branco a cobrir as calhas do trampolim bávaro, com os termómetros a assinalarem temperaturas na ordem dos cinco graus negativos.

A competição principiou na sexta feira, dia em que se realizou a qualificação/ prólogo, visto que estariam em competição 50 saltadores, para outras tantas vagas, o que equivale a dizer que todos estavam apurados para o evento do dia seguinte, portanto não foi mais do que uma ronda de treinos, mas oficial.

O líder e vencedor das duas pretéritas etapas, Halvor Egner Granerud, parecia não abrandar, embora em anos idos tivesse demonstrado não “atinar” particularmente com este trampolim, arrecadando a quantia de 3.000 euros, correspondente à vitória na qualificação. O leitor mais atento perguntará decerto, qual o motivo para ter referido o valor em euros? É simples! A Alemanha atribui, ao contrário da grande maioria dos países pelos quais a competição passa, o valor dos prémios na sua moeda, ao invés dos habituais francos suíços, visto que a Federação Internacional de Ski, (FIS), se localiza em terras helvéticas.

De destacar que Domen, o mais novo do clã Prevc, regressava, após recuperar de infeção por Covid19. Já os restantes membros da família Peter e Cene, continuavam o seu processo de restabelecimento.

Os saltadores do Cazaquistão, voltavam a estar entre a alta roda da competição.

Numa ronda inaugural, em que o vento embora estando forte, não ia afetando o normal decurso da prova (não obstante dar grandes penalizações), viu Granerud sair na frente, rubricando uma marca de 140.5m, na vice-liderança ia estando por estes momentos o saltador de 33 anos, natural de Zakopane, Kamil Stoch, com um registo inferior em dois metros ao do seu rival. Já na terceira posição estava o esloveno Anze Lanisek que lograra voar 138.5m. Ainda dentro dos cinco mais, realce para a quarta posição de David Kubacki, com 137.5m, seguido pelo seu compatriota, de 34 anos, de Wisla, Piotr Zyla, que fez um metro a menos do que o campeão do mundo, de K90, (trampolim normal). Ainda alvo de destaque, os 135m de Marcus Eisenbichler, que o deixavam no sétimo posto, um pouco mais afastado do pódio, tendo de rubricar um grande segundo salto, para conseguir terminar nas medalhas.

Simon Ammann da Suíça, pontuaria pela segunda prova consecutiva, um record na presente temporada e nos últimos anos. Mikhail Nazarov, a defender a seleção Russa (o melhor da nação na presente edição da Taça do Mundo), voltava pela terceira competição de forma ininterrupta a pontuar, tendo saltado 130m, na primeira ronda.

Karl Geiger, Marius Lindvik ou Daniel Huber, eram nomes grados da modalidade , que haviam tido saltos desapontantes. O germânico, campeão do mundo de voos de esqui, já durante esta temporada não conseguiu melhor do que a 32.ª marca, o  austríaco ficou seis postos atrás, enquanto o jovem nórdico rubricara apenas o 42.º registo.

Estava tudo em aberto, principalmente na luta pela prata e pelo bronze, pois Granerud parecia embalar para mais uma!

Com a segunda ronda a trazer marcas ainda mais distantes, face à acalmia das condições de vento, mas em que a neve teimava em brindar-nos com a sua presença, foi Granerud, que a pedido do seu técnico, saltou dois portões abaixo dos demais (utilizando o nove, face aos rivais que saltaram do 11), viu o risco compensar dado ter garantido 141.5m. Desta forma o norueguês assegurou mesmo o triunfo número nove da temporada e da carreira. A prata viajou até às mãos de Kamil Stoch, que assinou o seu pódio 78 na Taça do Mundo, contrastando com o bronze de Bor Pavlovcic da Eslovénia, que deste modo adquiriu o primeiro metal de uma ainda curta experiência do atleta de 22 anos, batendo assim a quarta posição, o melhor até então conseguido pelo praticante.

Ainda dentro do “Top Cinco” ficaram respetivamente: em quarto Piotr Zyla e em quinto outro representante da nação eslovena, Anze Lanisek. Quanto a Eisenbichler, ficando apenas em nono viu a diferença dilatar-se face a Granerud.

Andrzej Stekala, continuou a senda negativa, quedando-se somente pela posição 21 da tabela classificativa. Simon Ammann, ficou em 20.º, mostrando que aos 39 anos, pode ainda voltar a contemplar os amantes da modalidade com saltos de enorme valia. Ainda merecedor de uma referência, a ascensão de Johann André Forfang que tendo assinado um registo na casa dos 138m, trepou doze postos, desde o 24.º até ao 12.º .

No dia seguinte, já sem vestígios de neve e com o vento a não ser uma dificuldade, mas com a aparição da indispensável chuva, era Marcus Eisenbichler quem estava na dianteira, finalizada a primeira metade da disputa. O bávaro ia anotando 138m, Granerud que assinara 136m, ia estando perto, no segundo lugar. O bronze estava na posse do surpreendente “samurai”,   Keiichi Sato, autor de 140m, mas efetuados de um “portão” maior. A fechar os cinco primeiros, destaque para: Kamil Stoch e Robert Johanson, respetivamente quarto e quinto  colocados, com o “Viking” a voar 141m, marca mais distante até então rubricada neste dia de prova. Contudo foi penalizado, devido a inferiores notas de estilo, pois não efetuou o movimento de genuflexão (telemark).

As fracas prestações de Zyla, Kubacki e Stekala iam fazendo recair toda a pressão de um bom resultado por parte da seleção da Polónia sobre as costas de Stoch.

Hayboeck, Forfang, Geiger e Lindvik, este último desqualificado, por conta de irregularidades no fato, eram as ausências mais notadas, para uns derradeiros 30 saltos que prometiam qualidade a rodos, visto que entre os dez primeiros, a diferença era apenas de 10.6 pontos.

Aí chegados foi e sem contestação Halvor Egner Granerud quem chegou à vitória dez no campeonato, ficando a escassos cinco triunfos de igualar um recorde pertencente a Peter Prevc, que em 2016 arrecadou 15 vitórias no circuito. Em segundo ficou Bor Pavlovcic que teve um fim de semana para recordar. Já no degrau mais baixo do pódio ficou Marcus Eisenbichler que não logrou segurar a liderança. Robert  Johansson e Yukiya Sato, terminaram, respetivamente em quarto e quinto colocados.

O segundo dia assistiu ainda a um sexto lugar de Kamil Stoch bem como a um registo de 146m, a meio metro da marca recorde alguma vez voada nesta estrutura, que foi da autoria de Dawid Kubacki, o que lhe permitiu ascender lugares de modo a se quedar pelo sétimo posto. Já em oitavo tendo acusado claramente a solenidade da ocasião, ficou Keiichi Sato. Jan Hoerl, fechou em 11.º, rubricando a melhor marca da temporada.

Se uns estiveram bem, outros nem por isso! Nesse departamento destacam-se os nomes de Piotr Zyla e Andrzej Stekala, ambos da equipa polaca, que em 17.º e 18.º respetivamente foram grandes deceções do último dia de prova, na Vogtland Arena.

Agora na geral da Taça do Mundo, Granerud, é cada vez mais primeiro contabilizando 1406 pontos, Eisenbichler soma 977 enquanto Stoch averba 845.

No próximo fim de semana, no qual terão lugar as etapas, 23 e 24, respetivamente no dia 13 e 14, o “circo” fará novamente escala em Zakopane. O BNR fará como sempre uma resenha ao que de mais significativo lá acontecer.

Foto de Capa: FIS Ski Jumping

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

Objetivo? Deixar o segundo lugar a 8 pontos: Gil Vicente FC x Sporting CP

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Primeira Liga, Jornada 18: terça-feira, 21h00, 9 de fevereiro de 2021

ANTEVISÃO: JOGO DIFÍCIL EM CAMPO PEQUENO E PESADO CONTRA ADVERSÁRIO FECHADO

O Sporting CP entra para este jogo com a motivação extra de poder aumentar para oito pontos a distância para o segundo lugar do campeonato. A concretizar-se, poderá dar a esta jovem equipa uma maior tranquilidade para enfrentar uma difícil segunda volta que trará muita pressão provocada pelos adversários, adeptos e a responsabilidade cada vez maior de não poder falhar.

UM SPORTING CP COM OPORTUNIDADE DE AUMENTAR DISTÂNCIAS NO TOPO DA LIGA VISITA A CIDADE DE BARCELOS. CONSEGUIRÁ O GIL VICENTE FC CANTAR DE GALO E SURPREENDER O LEÃO? APOSTA COM A BET.PT!

O jogo em si trará muitas dificuldades a uma equipa leonina que gosta de jogar em posse, uma vez que para terça-feira se prevê que esteja todo o dia a chover, facto que fará com que o relvado se venha a apresentar muito pesado, criando dificuldades ao jogo dos criativos do Sporting CP. O papel do Gil Vicente FC, também pela previsão de mau tempo juntamente com a necessidade urgente de amealhar pontos na luta pela manutenção, será jogar fechado lá atrás e tentar apostar nas saídas rápidas ou lançamentos para as costas da defesa leonina.

Será, com certeza, um jogo muito exigente em termos físicos para os jogadores de ambas as equipas. Poderá tornar-se mais difícil para quem precise ou escolha construir jogo, mas, como sempre, sairá por cima a equipa que mais rapidamente se adaptar ao estado do relvado e ao adversário.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Ambas as equipas vêm de uma vitória, ainda que o Gil Vicente FC, antes da vitória contra o Boavista, viesse de uma série de quatro derrotas. Os gilistas quererão capitalizar este último bom resultado.
  2. Em termos de golos sofridos, o Gil Vicente FC não é muito permissivo. Apesar de ter 20 golos sofridos, tem o mesmo número de golos consentidos que, por exemplo, o Santa Clara que é sétimo classificado, e apenas menos quatro que o terceiro e quarto classificados.
  3. O Sporting CP continua sem perder na Primeira Liga, tendo neste momento 14 vitórias e três empates.

4. A última vitória gilista em casa contra o Sporting foi a um de dezembro de 2019 por 3-1, tendo sido ainda este o melhor resultado alcançado contra os leões em casa.

  1. O embate entre estes dois emblemas raramente termina empatado. A última vez em que se anularam foi na época de 2005/2006 com um 2-2.
  2. O resultado mais usual no embate entre estas duas equipas é 2-0 favorável à equipa de Alvalade. Quatro vezes em Barcelos e seis em Alvalade.
  3. O Sporting CP tem a melhor defesa do campeonato com apenas nove golos consentidos.
  4. Nos embates contra o Sporting CP, o Gil Vicente FC sofreu golos em 83 por cento dos encontros, mas marcou em 55 por cento deles.
  5. A maior vitória do Sporting em Barcelos foi por 4-0, na época 2014/2015.
  6. O histórico entre estas duas equipas é de 27 vitórias para o Sporting, sete empates e oito vitórias para o Gil Vicente.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Bola na Rede

Samuel Lino (Gil Vicente FC) – O brasileiro de 21 aos tem quatro golos marcados na Primeira Liga e seis em todas as competições. Um jogador que marca trinta por cento dos golos que a sua equipa marcou no campeonato tem de ser destacado. Contra o líder do campeonato, será mais uma seta apontada à baliza de Adán. Talocha é também um jogador a ter em atenção por ser o jogador que mais assiste na equipa de Barcelos. Assim, o Sporting terá de ter atenção a esta dupla.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves (Sporting CP) – O maior goleador do campeonato com 14 golos andou algum tempo divorciado dos golos, mas parece ter voltado ao seu ritmo. No último jogo, contra o Marítimo, para além dos golos, pareceu também já mais participativo no jogo o que faz antever mais golos. Terá isso tido a ver com a entrada de Paulinho na equipa? Com Paulinho na frente, “Pote” parece ter mais espaço para jogar. Veremos como se desenrola esta nova parceria.

 

XI’S PROVÁVEIS

Gil Vicente FC: Denis, Paulinho, Ruben Fernandes, Rodrigão, Talocha, João Afonso, Pedrinho, Kanya Fujimoto, Lucas Mineiro, Samuel Lino e Laurency.

Treinador: Ricardo Soares:

“Espero um jogo difícil. Vamos jogar contra a equipa que lidera o campeonato e justamente, na minha opinião. Tem sido a mais regular e a que tem tido mais capacidade para ocupar o lugar que ocupa. Sabemos dessas dificuldades, mas vamos a jogo com pensamento positivo.”

Sporting CP: Adán, Gonçalo Inácio, Coates, Feddal, Pedro Porro, Palhinha, Matheus Nunes, Antunes, Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

Treinador: Ruben Amorim:

“A equipa está a jogar bem e vamos tentar levar o jogo para o nosso tipo de futebol. Temos uma excelente equipa e excelentes jogadores.

PREVISÃO DE RESULTADO: Gil Vicente FC 0-2 Sporting CP

SL Benfica 2-0 FC Famalicão: Regresso feliz de Jorge Jesus

A CRÓNICA: DUAS PARTES COMPLETAMENTE ANTAGÓNICAS

Este jogo começou como uma espécie de antítese do último duelo aqui na Luz. Ao contrário do que aconteceu frente ao Vitória SC, o SL Benfica descomplicou muito e desde cedo. Logo aos três minutos, as águias adiantam-se no marcador. Foi Darwin Núñez que aproveitou um grande trabalho individual de Everton que furou toda a defesa do FC Famalicão que mais parecia manteiga. Um grande lance individual, onde o uruguaio só teve mesmo de encostar ao segundo poste. A mira estava afinada e o conjunto benfiquista fez questão de aproveitar isso mesmo. Aos sete minutos, eis que surge o segundo por Otamendi. Depois de um lance de bola parada pela esquerda, Taarabt puxa para dentro e tenta o remate. A investida do marroquino foi negada por Luiz Júnior que defende, mas a bola vai parar a uma zona de muito perigo. E é aí que o central encarnado aproveita para fazer o segundo com um autêntico disparo para o fundo das redes.

O conjunto de Jorge Jesus entrou forte e determinado. E foi sobretudo extremamente eficiente. Havia dinâmica e velocidade, algo que permitiu que a primeira parte tivesse apenas um único sentido: o da baliza famalicense. O FC Famalicão não conseguiu respirar e muito devido ao ímpeto encarnado. A equipa de Silas não estava a conseguir sair a jogar em ataque organizado e muito se deveu ao autêntico sufoco impingido pelas tropas de Jorge Jesus. Ainda assim, o Benfica diminuiu o ritmo e o Fama conseguiu aparecer mais no jogo nos minutos finais da primeira parte. Ainda houve tempo para uma bola ao poste de Gil Dias, mas, fora isso, foi apenas um ligeiro ascendente que não conseguiu ameaçar verdadeiramente a armada encarnada.

O FC Famalicão entrou bem na segunda parte. Conseguiu equilibrar mais as contas e, por sua vez, o clube da Luz regressou dos balneários mais apagado. Nesta segunda parte, digamos que foi possível voltar a encontrar o Benfica desnorteado dos últimos jogos. As feridas demoram a sarar e esta segunda parte serviu para nos mostrar isso mesmo. A equipa de Jorge Jesus começou a ter problemas na marcação e sobretudo no controlo do seu meio-campo. Apesar de ainda ter o rumo do jogo a seu favor, o conjunto encarnado voltou a evidenciar as suas maiores fragilidades. E foram algumas as oportunidades do Famalicão que nos mostraram isso mesmo.

Os minutos finais foram intensos, com muitas oportunidades para ambos os lados. Mas, ainda assim, o resultado manteve-se intacto. Uma vitória por 2-0, essencialmente construída na primeira parte, uma vez que o rendimento encarnado caiu a pique no segundo tempo.

 

A FIGURA

SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Otamendi – Podia ter escolhido a arrancada do Benfica na primeira parte, mas Otamendi foi uma âncora segura na equipa encarnada esta noite. Esteve seguro, não comprometeu e teve a sua importância no ascendente do Famalicão no segundo tempo. Para além disso, é também autor do segundo golo das águias.

 

O FORA DE JOGO

SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Seferovic – O avançado esteve muito apagado hoje. O melhor marcador dos encarnados não faturou, mas não é apenas por isso que se cinge esta escolha. Para além de não ter estado muito dentro do jogo, sempre que foi chamado a intervir, acabou por decidir mal e por se precipitar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Em relação ao último duelo do SL Benfica, destaque para a saída de Pizzi do onze inicial. Everton jogou na direita e o colega Cervi na esquerda. No meio-campo encarnado, Taarabt e Weigl fizeram dupla neste 4-4-2. E que dupla! Destaque sobretudo para Taarabt, que estava a impingir muita dinâmica no centro do terreno. O marroquino esteve no meio-campo à frente de Weigl, movimentando Cervi e Everton nas alas e Seferovic e Darwin Núñez na frente. Nota ainda para Everton que esteve muito mais atrevido na primeira parte quando esteve a jogar do lado direito, porque, verdade seja dita, aí a conversa é outra para este brasileiro.

Na segunda parte, começaram a surgir algumas debilidades que, para quem anda atento aos duelos encarnados, não são novidade nenhuma. Neste segundo tempo, começaram a surgir mais problemas de marcação e houve mais dificuldade no controlo do meio-campo do Benfica. A equipa mostrou-se mais desligada, menos compacta e isso fez-se sentir dentro das quatro linhas uma vez que o Famalicão começou a ameaçar mais vezes. Taarabt não esteve tão bem como na primeira. Na segunda parte, talvez com menos frescura, teve muita dificuldade em ocupar espaços e isso teve peso na equipa encarnada. Não houve tanto domínio no meio-campo e houve, ao mesmo tempo, mais problemas na construção.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Odysseas (6)

Gilberto (5)

Vertonghen (6)

Everton (6)

Darwin (6)

Cervi (6)

Seferovic (3)

Weigl (7)

Otamendi (8)

Adel Taarabt (6)

SUBS UTILIZADOS 

Pizzi (5)

Gabriel (5)

Diogo Gonçalves (-)

Chiquinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

A equipa de Silas apresentou cinco novidades neste onze em relação à última jornada. Entraram desde início Diogo Queirós, Edwin Herrera, Pêpê, Ivo Rodrigues e também Heriberto.

O FC Famalicão não conseguiu impor-se nos minutos iniciais. E daí os dois primeiros golos. A equipa de Silas não estava a conseguir sair a jogar e mostrou-se completamente impotente em relação ao pé no acelerador por parte dos encarnados. Em resposta, o técnico do Fama faz uma substituição logo aos 24 minutos. Com a entrada de Alexandre Guedes, o Famalicão pôde contar com dois avançados puros e isso permitiu-lhe ter muito mais presença dentro de campo a partir daí. Ainda assim, haviam ainda muitas dificuldades cada vez que o Benfica acelerava e conseguia chegar ao último terço. Sim, porque, nesses casos, era um autêntico “Ai, Jesus”.

Na segunda parte, foi um Fama com muito mais bola e que se transformou a nível posicional num 4-4-2 aproximado. A equipa de Jorge Silas foi muito mais ofensiva, mais atrevida e tentou mesmo causar estragos às águias. A este ascendente muito se deve ao facto de Silas ter arriscado e, com as substituições com jogadores mais ofensivos, ter conseguido equilibrar o duelo.


11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (7)

Babic (4)

Ugarte (6)

Rúben Vinagre (6)

Queirós (6)

Edwin Herrera (5)

Ivo (5)

Gil Dias (7)

Pêpê (6)

Heriberto (5)

Patrick William (5)

SUBS UTILIZADOS 

Alexandre Guedes (6)

Fernando (-)

Diogo Figueiras (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus

FC Famalicão

BnR: O que é que acha que conseguiu com a primeira substituição que não estava a ter até então dentro de campo, com a entrada do Alexandre Guedes?

Silas: O que nós pretendemos foi realmente ter mais gente na frente que nos pudesse permitir dar respostas àquilo que era o poderio do Benfica. E efetivamente conseguimos. Ma foi porque durante o jogo fomos percebendo que estavamos a ter alguma dificuldade aí. O facto de às vezes termos uma linha de cinco às vezes parece que estamos sempre retraídos. Pretendíamos isso: ter mais gente na frente e atacar mais. E o Guedes trouxe-nos isso.

 

Por uma segunda volta para dar a volta | FC Porto

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Agora sim. Podemos com toda a certeza afirmar que o campeonato está a meio. A primeira volta terminou para o FC Porto com um empate demasiado atribulado no Jamor e acabou por ser um espelho de toda a primeira parte da época portista: dececionante.

No final da primeira volta, o FC Porto terminou com 39 pontos, 17 golos sofridos e 39 golos marcados. Apesar de ser bastante positivo o facto de ser o melhor ataque da prova, o número de golos sofridos é um dado preocupante. São números que se aproximam de equipas que no principal escalão do futebol nacional lutam por objetivos diferentes e que não têm metade do orçamento portista. É verdade que o SC Braga e o SL Benfica apresentam números semelhantes, mas falando do FC Porto em concreto, nota-se ainda uma instabilidade defensiva que não é de todo a imagem de marca de Sérgio Conceição.

Terminada esta primeira fase da maratona são ainda seis pontos que afastam a equipa azul e branca da liderança. O Sporting CP está a fazer uma campanha fantástica no campeonato e promete não ceder pontos tão cedo. É um dado que obriga o FC Porto a ganhar a encarar esta segunda volta como um motivo para dar a volta.

Olhando agora para alguns jogos que marcaram sem sombra de dúvida esta primeira volta do campeonato para os lados do dragão, começo por destacar os dois clássicos frente ao Sporting CP e SL Benfica. Contrariamente à época passada, o FC Porto não conseguiu derrotar nenhum dos habituais rivais diretos na luta pelo título. Em Alvalade, cedeu um empate mesmo nos instantes finais e mostrou uma instabilidade para segurar um resultado. No Dragão acabou por ser surpreendido frente ao SL Benfica e, refira-se, acabou por ser inferior em grande parte do jogo. A verdade é que foram dois empates que não abonam nada a favor da equipa. Não decidem o campeonato, mas não deixam de ser jogos de “tripla”.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para além destes dois grandes jogos, houve outros tropeções que contribuíram para a perda significativa de pontos que a equipa portista sofreu na primeira etapa da maratona. Falamos principalmente dos jogos frente ao CS Marítimo, FC Paços de Ferreira e Belenenses SAD. Foram perdas de pontos absolutamente absurdas para uma equipa que pretende ser campeã nacional com rivais muito fortes. Destes três, destacaria a derrota frente ao FC Paços de Ferreira. Não era o FC Porto que estava em campo naquela noite e se não fosse a arbitragem a prejudicar os castores, poderia ter sido um resultado mais volumoso.

Numa perspetiva positiva, destaco o jogo frente ao Vitória SC e FC Famalicão que consistiram em duas vitórias complicadas para os portistas. Houve muito sofrimento à mistura, mas foram provavelmente os jogos de maior destaque pelo lado positivo na primeira fase do campeonato.

Os próximos 5 treinadores portugueses a irem para o Brasil

A relação entre dirigentes lusos e formações brasileiras tem dado frutos. Depois de Jorge Jesus no CR Flamengo, Abel Ferreira é o novo herói, desta vez na SE Palmeiras. Ultimamente têm sido os vários nomes portugueses apontados desde já ao banco do São Paulo FC, contudo o maior entrave parece ser o salário. A terminar a temporada e já a preparar a próxima, a dança de cadeiras na Primeira Divisão do Brasil promete ter muitos nomes familiares.

Os projetos que os clubes brasileiros oferecem têm sido bastante apreciados pelos treinadores lusos, e o alento com que os colegas de profissão têm levado a cabo as suas carreiras dão um incentivo extra. Neste top 5 encontramos dirigentes tantos para clubes mais reforçados financeiramente, com objetivos de topo, mas também dirigentes que podem vir a ser soluções de clubes com menores aspirações.

O melhor 5 da semana | NBA

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O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 1 a 7 de fevereiro.

Esta seleção será realizada todas as segundas-feiras.

Artigo redigido por Pedro Martins de Oliveira

Foto de capa: Golden State Warriors

Força da Tática: O SC Braga de Carvalhal (Parte 3 de 3)

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Depois da parte 1 e da parte 2 da análise tática deste SC Braga de Carlos Carvalhal, vem a última parte deste “Força da Tática”. Venham daí.

Dada uma breve análise aos quatro momentos do jogo feita nas outras publicações, vou resumir agora as principais ideias implementadas por Carlos Carvalhal nesta primeira metade de época:

OFENSIVAS

– Futebol apoiado com foco no jogo entre setores e exploração da profundidade nas alas (Galeno e Esgaio).

– Centrais próximos um do outro, assim como os médios.

– Lateral direito faz de extremo e lateral esquerdo encaixa na linha dos médios.

– Exploração dos três corredores.

– Participação dos laterais em zonas de criação (+ Esgaio que Sequeira).

– Ataque rápido quando chega a zonas de criação.

– Exploração das fragilidades defensivas do adversário em questão.

 

DEFENSIVAS

– Bloco médio alto ou alto a defender.

– Obriga o adversário a construir para o corredor menos forte.

– Forte nas segundas bolas.

– Boa reação à perda.

– Boa recuperação defensiva pós-perda.

– Agressividade nos duelos.

– Muito uso das “faltas inteligentes”.

– Adaptação às características ofensivas do adversário em questão.

 

PRINCIPAIS DEBILIDADES

– Linha defensiva passiva.

– Dificuldades em orientar a linha defensiva em posições mais avançadas (algum espaço entre defesas).

– Dificuldade no controlo da profundidade (Matheus importante neste aspeto).

– Dificuldades defensivas dos extremos.

– Muitas falhas individuais defensivas.

– Falta de eficácia na definição (Galeno e Ricardo Horta principalmente).

Dérbi: A Identidade contra A Adaptação | Sporting CP

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Como em tudo na vida – o futebol não é exceção – não existe só o lado romântico. Não há só uma forma de ganhar. Não há só uma forma de atacar ou de defender. São inúmeras as ideias que ganham forma e se tornam em estratégias que cada treinador encontra e molda à sua equipa, limando as arestas que ficam por limar porque há sempre maneira de melhorar para procurar atingir a perfeição – se é que isso existe. Mas há uma premissa que se deve manter intacta: A identidade alicerçada à sua ideia de jogo.

A expressão da ideia de jogo de uma equipa deve-se aos princípios vincados do seu treinador, aquilo que sente, a forma como transmite isso à sua equipa e como faz também a equipa acreditar nelas. Rúben Amorim tem sido um exemplo dessa intransigente confiança e que faz a equipa acreditar de forma igualmente cega nas suas ideias, traduzindo-se na forma como o Sporting CP se apresenta em campo e na forma como se exprime através do seu modelo de jogo.

São várias as equipas que tentam adaptar-se quando defrontam a equipa do Sporting CP, para procurar encaixar na estrutura leonina. Não acredito que exista uma forma mágica ou uma resposta certa, acredito sim na hipótese de existirem variadas formas de o fazer e cada treinador e cada equipa define a forma como se sentirá mais confortável sempre de acordo com aquilo em que acredita.

Na minha opinião, as adaptações que temos visto não têm trazido grandes vantagens práticas por vários fatores, mas aqui vou destacar apenas dois:

Rúben Amorim implementou ideias frutíferas no sistema tática por si adotado e os resultados desportivos são a prova disso
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Primeiro, em vez de controlar onde os leões se demonstram mais fortes, acabam por oferecer uma vantagem para a equipa leonina fazer aquilo que mais se sente confortável a fazer: com as linhas subidas e constantes referências individuais, acaba por garantir espaço para explorar a profundidade com a linha defensiva mais subida e fazer os contramovimentos de apoio-rotura coletivos e individuais.

Segundo, com jogos num curto espaço de tempo, as equipas não têm tempo de adquirir dinâmicas e comportamentos quer individuais quer coletivos – diferente defender com linha de quatro ou com linha de cinco – que permitam aplicar na perfeição nesse jogo.

Com isso as equipas acabam por se autocastrar, dando ainda mais conforto a quem trabalha sobre a mesma dinâmica coletiva e individual durante várias semanas e que acreditam veemente naquilo que fazem.

A equipa leonina mantêm-se fiel aos seus princípios, sendo menos flexível e consoante os momentos do jogo e a necessidade do mesmo acaba por alterar as características dos jogadores em função disso.

O Sporting CP não é perfeito nem irá ganhar certamente todos os jogos, mas estará sempre mais perto de o fazer pela forma como se equilibra, controla e gere todos os momentos do jogo e pela confiança que transmite.

Neste artigo pretendo olhar para alguns momentos e detalhes que me captaram a atenção durante o derby e que podem, de certa forma, refletir na forma como o Sporting CP trabalha e se prepara semanalmente.

Um necessário recomeço: SL Benfica x FC Famalicão

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Primeira Liga, Jornada 18: segunda-feira, 19h, 8 de fevereiro de 2021

ANTEVISÃO: MOMENTO DE VIRAGEM NA VIRAGEM DO CAMPEONATO?

O início da segunda volta significará um ponto de viragem para SL Benfica e FC Famalicão? Se não o for, avizinha-se uma segunda metade de campeonato penosa para qualquer das equipas, que necessitam de evitar a todo o custo uma mimetização da primeira volta.

UM JOGO DECISIVO PARA AMBOS! AS ÁGUIAS NÃO QUEREM VER FUGIR O LÍDER E OS FAMALICENSES PRECISAM DE PONTOS RUMO À SALVAÇÃO. QUEM LEVA A MELHOR? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Lisboetas e minhotos convergem nesta partida da 18ª jornada nos 4º e 17º postos da Primeira Liga, respetivamente, vários lugares abaixo do intendido e estabelecido como objetivo de época por ambos os clubes. Os encarnados estão virtualmente arredados da contenda pelo título, já com dificuldade avistando o líder Sporting CP sobre um abismo de 11 pontos, e os azuis-e-brancos do Minho têm apenas um ponto de vantagem sobre o último classificado, sendo que o SC Farense tem uma partida menos.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Ao cabo da primeira volta, SL Benfica e FC Famalicão totalizam, entre si, 13 vitórias (dez mais três, respetivamente), uma menos do que o líder Sporting CP.
  2. No final da primeira volta da temporada passada, ambas as formações tinham mais seis vitórias – 16 para os encarnados, nove para os famalicenses.
  3. Em 19 confrontos anteriores, registou-se apenas uma vitória minhota, por 1-0, na quarta jornada da Primeira Liga 92/93, além de três empates (0-0, 1-1, 1-1).
  4. No ano civil de 2020, os clubes defrontaram-se em quatro ocasiões – duas vitórias benfiquistas e dois empates a uma bola -, tendo o FC Famalicão marcado em todas as partidas.
  5. Jogos equilibrados ou nem por isso? Why not both? O resultado mais comum nos confrontos entre SL Benfica x FC Famalicão é de 1-0 (cinco ocasiões); o segundo mais comum é 5-1 (quatro ocasiões).
  6. O primeiro e o último (mais recente) jogos entre os clubes terminaram com vitórias encarnadas pelo mesmo resultado: 5-1.
  7. Sete vitórias do SL Benfica em sete jogos em Lisboa para a Primeira Liga.
  8. Nas últimas três deslocações ao Estádio da Luz para a Primeira Liga, o FC Famalicão não marcou (1-0, 8-0, 4-0).
  9. FC Famalicão venceu apenas uma partida das últimas sete para a presente edição da Primeira Liga, tendo perdido as outras seis.
  10. O SL Benfica venceu apenas um jogo nos últimos seis, todas as competições incluídas.

JOGADORES A TER EM CONTA

Franco Cervi (SL Benfica) – O canhoto argentino tem vindo a assumir-se como peça preponderante nas águias – dentro do protagonismo que é passível de ser atingido num SL Benfica amorfo. Não que Cervi tenha sido capaz de desequilibrar as partidas ou equilibrar a equipa, mas tem colocado em campo os valores pessoais e profissionais que escasseiam em grande parte dos elementos do plantel. Atualmente, isso parece ser suficiente para que um jogador se destaque na esquadra encarnada.

 

Manuel Ugarte (FC Famalicão) – O médio, de 19 anos, contratado no mercado de inverno por três milhões de euros, chegou, viu e venceu, neste caso o CD Santa Clara, por 2-1. A partida nos Açores foi a primeira do internacional sub-23 uruguaio pelos famalicenses e o ex-CA Fénix (Uruguai) fez mesmo os 90 minutos. De resto, desde a chegada ao Minho a quatro de janeiro deste ano, Ugarte só falhou a receção ao FC Porto (quatro dias depois) e sete minutos daí em diante, em 360 possíveis.

Tem assumido a batuta do meio-campo azul-e-branco minhoto, mostrando o porquê de se ter estreado com 15 anos na primeira equipa do CA Fénix. Tem, no entanto, de ser mais cuidadoso: já foi admoestado com dois amarelos em quatro partidas em Portugal.

 

XI´S PROVÁVEIS

SL Benfica: Vlachodimos; Gilberto, Otamendi, Vertonghen, Grimaldo; Weigl, Pizzi, Pedrinho, Cervi; Seferovic, Darwin.

Treinador: Jorge Jesus:

SEM CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão: Luiz Júnior; Patrick William, Diogo Queirós, Babic, Riccieli, Rúben Vinagre; Ugarte, Pepê Rodrigues, Lukovic; Alexandre Guedes, Anderson Oliveira.

Treinador: Jorge Silas:

“Tenho visto, durante o tempo que nós estamos aqui, uma entrega brutal dos jogadores, muita vontade de aprender, muita ambição. Sinais muito positivos”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 3–1 FC Famalicão

Kansas City Chiefs 9-31 Tampa Bay Buccaneers: Brady chega ao 7.º céu

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A CRÓNICA: EM NOITE DESASTROSA PARA OS CHIEFS, BRADY CONFIRMOU O SEU LEGADO

O número sete é muito curioso. Em diferentes campos do mundo humano, o sete aparece quase como uma regra que nos permite ordenar e separar vários aspetos da nossa vida: sete dias da semana, sete notas musicais, sete cores no arco-íris, sete maravilhas do mundo, as sete artes, e agora, sete anéis de campeão para Tom Brady.

Frente a frente tínhamos o melhor ataque e a melhor defesa da liga, e por essa razão esperávamos uma partida com emoção e intensidade constantes. Contudo, não foi o que aconteceu.

As duas equipas demoraram algum tempo a entrar no ritmo do jogo, mas com o aproximar do final do primeiro quarto, os cerca de 24.000 adeptos presentes no Raymond James Stadium começaram a ter razões para aplaudir.

Os Chiefs foram os primeiros a inaugurar o marcador graças a um field goal convertido por James Winchester. A equipa liderada pelo quarterback Patrick Mahomes ia mostrando muita dificuldade em utilizar o seu perigoso jogo em passe, graças à ação defensiva dos Buccaneers que pressionavam constantemente o quarterback e cobriam as suas principais armas: Tyreek Hill e Travis Kelce.

Esta foi, aliás, a tendência do jogo. Com algumas baixas de peso na sua linha ofensiva, Mahomes foi obrigado a “correr pela vida” e a criar jogo com as suas pernas em vez do seu braço.

Com 3-0 no marcador, Tom Brady regressou ao campo com o objetivo de anular essa desvantagem. Naquele que foi o seu primeiro passe para touchdown no primeiro período de um Super Bowl, Brady, encontrou o seu fiel parceiro Rob Gronkowski, que entrou dentro da endzone e deu a liderança aos Bucs.

Pedia-se uma resposta aos Chiefs. Os campeões em título mostravam uma total incapacidade de criar jogo ofensivo, mas defensivamente acabaram por mostrar alguma solidez quando, com a bola na sua uma jarda, evitaram que Tampa Bay voltasse a marcar. Ainda assim, nem isso os motivou, e alguns dirão que foi o início do fim para os comandados de Andy Reid.

A partir desse momento, Kansas City começou a colecionar penalizações que foram aproveitadas de forma irrepreensível por Tom Brady e companhia. Um holding the Charvarius Ward abriu caminho para o segundo touchdown da noite, novamente para Gronkowski, e depois de um field goal convertido pelos Chiefs, Antonio Brown encontrou a endzone e deixou o resultado em 6-21 ao intervalo.

No segundo tempo esperava-se magia por parte de Mahomes, Andy Reid e Eric Bieniemy. Com uma desvantagem de 15 pontos, os campeões tinham que responder. E a resposta foi: um field goal. A resposta dos Buccaneers? Touchdown de Leonard Fournette que fez o 9-28.

Sem a sua linha ofensiva, Mahomes foi constantemente pressionado para lançar a bola. O quarterback nunca teve tempo para seguir as suas progressões, e apesar do jogo em corrida ir disfarçando algumas lacunas, Tampa Bay foi a melhor defesa da liga contra o passe, e lidou bem com Clyde Edward-Helaire.

A partir desse momento, o jogo deixou de ter história. Os Buccaneers ainda conseguiram aumentar a sua vantagem por intermédio de Ryan Succop, que marcou um field goal e fez o 9-31 final.

Tampa Bay voltou assim a vencer o Super Bowl, 18 anos desde o seu último título, e Tom Brady solidificou o seu legado como o melhor jogador – ainda que não o mais talentoso – da História da NFL. O quarterback de 43 anos jogou no seu décimo Super Bowl, venceu o seu sétimo anel e foi MVP pela quinta ocasião!

A FIGURA

Todd Bowles – O prémio poderia ir para Tom Brady pelo impacto que teve no franchise, mas a verdade é sempre se soube que apenas uma defesa perfeita seria capaz de bater os Chiefs, e Todd Bowles, coordenador defensivo dos Buccaneers teve uma atuação imaculada ao preparar e organizar os seus jogadores.

O FORA DE JOGO

Fonte: Kansas City Chiefs

Kansas City Chiefs – Muitos vão olhar para Patrick Mahomes e culpar o quarterback pela derrota e pela incapacidade dos Chiefs colocarem pontos no marcador. Contudo, a culpa desta derrota não foi apenas do quarterback. A defesa esteve lastimável, a linha ofensiva foi inexistente, e nos momentos-chave, as estrelas não brilharam.

 

ANÁLISE TÁTICA – KANSAS CITY CHIEFS

Com uma linha ofensiva muito remendada, os Chiefs sabiam que iam ter que jogar depressa e bem. A equipa conseguiu-se adaptar momentaneamente quando apostaram no jogo em corrida por intermédio de Edwards-Helaire, mas a verdade é que o plano defensivo dos Bucs manteve Kelce e Hill sempre tapados.

Defensivamente, os Chiefs pareceram mais preocupados em falar do que em parar os seus adversários. Ainda que algumas decisões possam ser questionadas e estavam dependentes do critério dos árbitros, foram várias as desconcentrações que mostraram ser fatais.

 

ANÁLISE TÁTICA – TAMPA BAY BUCCANEERS

Os Buccaneers jogaram apoiados nos seus dois princípios fundamentais: defender bem e ter calma no ataque. Defensivamente foram capazes de impedir os lançamentos longos dos Chiefs, e ao pressionarem constantemente Mahomes, conseguiram limitar a sua eficácia de passe.

Ofensivamente, Brady foi Brady. Calmo, eficaz, e cínico como sempre, aproveitou todas as oportunidades, todos os deslizes do seu adversário, para os fazer pagar.

Foto de Capa: Tampa Bay Buccaneers