Longe de ser uma aposta de Sérgio Conceição no FC Porto, Felipe Anderson e Shoya Nakajima estão cada vez mais perto da porta de saída.
Com a abertura do mercado, e com os nomes de Pêpê e Hulk apontados ao plantel dos dragões, a concorrência no plantel para a posição torna-se complicada para os dois extremos.
O internacional brasileiro tem estado fora das opções dos azuis e brancos, tendo sido utilizado a última vez na Grécia frente ao Olympiacos, quando a passagem para a próxima fase já estava garantida. Tirando isso, Sérgio Conceição utilizou-o em cinco ocasiões, nunca a tempo inteiro.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Nos seus tempos áureos, Felipe Anderson seria sem dúvida uma das principais estrelas da equipa e um dos principais desequilibradores. Quem acompanha a carreira do jogador sabe que ele tem o seu nome bem vincado no futebol internacional, com provas dadas, o que o levou a representar a “canarinha” e o West Ham a desembolsar 40 milhões pelo seu passe.
Nesta passagem pelos portistas, não é isso que se tem visto, aquilo que podia ter sido uma oportunidade de redenção do jogador no mundo do futebol, tem saído completamente ao lado e o extremo brasileiro tem ficado aquém das espectativas. Qualidade não lhe falta, por isso o problema pode estar mais relacionado com o foro psicológico. Qualquer adepto do FC Porto e de futebol gostaria de o ver a espalhar a sua magia nos relvados dos dragões, mas como não tem sido o caso, talvez a melhor solução seja mesmo terminar o empréstimo e procurar oportunidades noutro lado.
Em relação a Nakajima, não tem sido fácil a reintegração no plantel depois de todas as complicações na quarentena quando se afastou do plantel. O internacional japonês jogou um pouco mais, marcou presença em nove partidas, mas apenas em duas foi titular e na I Liga soma só 143 minutos, divididos por quatro jogos (um como titular e três como suplente utilizado).
Nakajima de saída do FC Porto já nem treina às ordens de Sérgio Conceição https://t.co/zaWZkThJMl
A saída do antigo jogador do Portimonense está cada vez mais certa, o jogador deixou de treinar às ordens de Sérgio Conceição, e o empréstimo ao Al Ain do Emirados Árabes Unidos está perto de ser concretizado. O português e antigo capitão do FC Porto, Pedro Emanuel, poderá receber Nakajima num empréstimo de seis meses com opção de compra de 40 milhões.
Nunca é bom ver jogadores dotados de grande qualidade sair do Dragão, contudo o japonês poderá aproveitar o empréstimo para regressar à sua melhor forma e se a opção de compra não for exercida, regressar à cidade invicta com uma nova motivação e ajudar o plantel a atingir os objetivos.
Muitos são os agentes indispensáveis à prática do futebol e a par dos jogadores, qual é o ingrediente em que tudo à volta sobre ele gira? As bolas de futebol.
Com o passar dos anos e com a crescente “industrialização” do desporto rei, as características da bola de futebol foram sofrendo uma evolução, tanto no aspeto tecnológico, para corresponder com mais eficácia às exigências do próprio jogo, como no aspeto comercial, em que o design vem assumindo progressivamente um maior destaque.
Assim, certas competições são sinónimas de determinadas bolas, que acabam mesmo por marcar a imagem e os momentos dessas mesmas provas. Posto isto, este artigo faz uma retrospetiva às cinco bolas que, na minha opinião, mais notoriedade conquistaram nas últimas décadas.
Contra todos os prognósticos dos “suprassumos” do futebol português, os Leões continuam em primeiro lugar do campeonato em pleno mês de Janeiro. Se um Sporting CP líder chateia; um Sporting CP líder, unido e a praticar bom futebol torna-se preocupante.
As vozes “papagueantes” ao serviço dos clubes rivais não tardaram em tentar difundir a ideia de que o Sporting CP tem sido beneficiado “como sempre”, como se o clube leonino tivesse sido muitas vezes campeão nas últimas décadas. Não fomos por culpa própria, todavia, a História é pródiga em relembrar-nos que o Sporting CP foi prejudicado nos momentos decisivos de cada campeonato em que foi principal candidato ao título.
Nós, Sportinguistas, estamos bem cientes que há um interesse em destruir ou pelo menos retirar o estatuto de “Grande” ao Sporting CP no sentido de uma bipolarização do futebol português com o FC Porto a norte e SL Benfica no sul. Afinal, é mais vantajoso dividir entre dois clubes as receitas provenientes dos direitos televisivos, das presenças na Liga dos Campeões.
Não é por acaso que, sobretudo após o célebre ataque de Alcochete, se tem tentado incutir no seio dos sócios e adeptos a ideia de que o Sporting CP é uma casa a arder, que não tem espírito vencedor, a sua formação não presta, etc. Felizmente, e para mal de muitos, o Sporting CP foi e é um clube grande com milhares de adeptos espalhados por Portugal e pelo Mundo.
Os leões têm estado imparáveis na Primeira Liga com a liderança isolada que há muito não se via Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Muito concretamente no que diz respeito à presente época, parece óbvio que o “sistema”, já sem qualquer descaramento, tem feito de tudo para condicionar os leões de Rúben Amorim.
Após a recepção ao FC Porto em Alvalade, o técnico dos Leões afirmou de modo peremptório: “O que me revoltou foi a dualidade de critérios, mas estamos sempre a aprender”.
Ao fim de tantos anos ao serviço de SL Benfica durante os quais nunca viu um cartão vermelho, Rúben Amorim, agora treinador do Sporting CP, está a aprender, como disse, as diferenças de tratamento que os profissionais (desde jogadores a dirigentes desportivos) do Sporting CP sofrem na pele.
É nestes moldes em que, normalmente, se começa a escrever um conto. Neste caso, a história de Markelle Fultz é tudo, menos encantada. Desde o Draft de 2017, onde entrou na NBA como a escolha número um, as lesões e alguns problemas pessoais não deixam de atormentar o jogador. Recentemente, a infelicidade escreveu mais um capítulo na carreira do base dos Orlando Magic.
Depois de vários anos de sucessos e bons números, Kelle era visto como um dos melhores talentos basquetebolísticos nos Estados Unidos da América. Saiu da escola secundária de DeMatha como o sétimo melhor jogador da classe de 2016 e aceitou juntar-se à Universidade de Washington no passo seguinte da carreira.
Nos huskies, apresentou médias de mais de 23 pontos, seis ressaltos e seis assistências por jogo. Ao longo da época, foi subindo nas tabelas das equipas da NBA e estabeleceu-se como o alvo principal para a primeira escolha. Depois de apenas uma temporada na NCAA, o jogador escreveu o nome na lista de candidatos à melhor liga de basquetebol do mundo.
Os Philadelphia 76ers, depois de, no ano anterior, terem escolhido Ben Simmons, tinham os olhos em Markelle Fultz. Na lotaria, ficaram com a terceira escolha, e depressa se apressaram em trocar com os donos da primeira pick, os Boston Celtics. Depois de feita a troca, a noite do Draft confirmou o esperado, o jogador chegou a Philadelphia.
Quando olhamos para esse dia, fica a ideia de um planeamento errado. Jayson Tatum, que seguiu para Boston, está a cada época a demonstrar cada vez mais qualidade, enquanto que Fultz demora a demonstrar todo o talento que prometia. O que correu mal a Markelle?
Nos dois anos na City Of Brotherly Love, o base começou muito cedo a ter problemas. As complicações no ombro comprometeram o ano de Rookie e, quando voltou, nunca demonstrou confiança para ser uma estrela nos Sixers. No início de 2019, a equipa trocou Fultz para os Orlando Magic, na esperança de um novo começo do jovem atleta.
No estado da Flórida, as complicações deram tréguas. Apesar de não jogar como tinha habituado na NCAA, realizou 72 jogos e a confiança parecia crescer de dia para dia. Todos esperavam a temporada de 2020/2021 como uma nova prova de fogo de Markelle Fultz, que ainda tinha uma palavra a dizer depois de um início desapontante.
Aos 22 anos, ainda era tempo de provar muita gente que estava errada. A verdade é que começou a época muito bem e ajudou os Orlando Magic a uma série de quatro vitórias consecutivas. Com isso, as conversações para Most Improved Player (jogador que mais evoluiu de uma temporada para a outra) já não existiam sem mencionar Fultz.
No entanto, como mencionei no início, a história do jogador teima em não ser feliz. Num lance, frente aos Cleveland Cavaliers, Fultz lesionou-se e rompeu os ligamentos. A sua época terminou e não vamos poder assistir a mais ação do base, que parecia estar como há muito não se via.
O conto de Markelle ainda espera uma temporada e uma fase feliz. Quem sabe não volta com mais força da lesão, mas todos sabemos que é um duro revés, ainda para mais num jogador que já passou por muito na curta carreira. Torcemos pela felicidade de Fultz, para que o futuro seja risonho.
FC Porto e SL Benfica defrontam-se esta sexta-feira naquele que é o jogo grande da 14.ª jornada da Primeira Liga portuguesa. O jogo realiza-se no Estádio do Dragão e vencer é a palavra de ordem para ambas as equipas de forma a não se atrasarem na luta pelo título de campeão nacional.
Ainda recentemente, águias e dragões se defrontaram em jogo a contar para a Supertaça Cândido de Oliveira, num encontro em que os nortenhos levaram a melhor sobre a equipa da capital.
O resultado final dessa partida foi 2-0, com golos da autoria de Sérgio Oliveira e Luís Díaz. Oliveira desbloqueou o jogo com a conversão bem-sucedida de uma grande penalidade ao passar do minuto 25 e foi mesmo eleito como o melhor jogador em campo.
Este artigo é precisamente sobre um destes jogadores que considero uma “ameaça” para os encarnados. A viver a melhor temporada da sua carreira, Sérgio Oliveira tem mostrado um rendimento acima daquilo que tem feito em temporadas anteriores e é um dos principais jogadores a ter em atenção pela equipa orientada por Jorge Jesus.
Na presente temporada, Sérgio Oliveira é o melhor marcador do FC Porto com 12 golos em 23 jogos, um registo excelente para um médio. E a época ainda vai a meio. Sem mostrar quebras no seu rendimento, diria que até a subir de produção, Sérgio Oliveira apresenta-se como uma das principais ameaças para os encarnados.
O reconhecimento por aquilo que o médio internacional português tem vindo a fazer, chegou com a distinção de melhor médio do mês, referente a Dezembro, numa votação em que participaram todos os treinadores da Primeira Liga. Após a distinção como melhor médio, chegou mesmo a distinção como melhor jogador a atuar nas competições nacionais no mês de Dezembro reunindo 14% dos votos.
A verdade é que Sérgio Oliveira tem estado em destaque esta temporada e já provou que pode causar problemas aos adversários, não só pelos golos que marca, mas também com os que dá a marcar. São já quatro as assistências para golo na liga que saíram dos pés do jogador natural de Paços de Brandão, estando, na totalidade, envolvido em 16 dos golos marcados pelos portistas na presente temporada.
Assim, a equipa do Sport Lisboa e Benfica deverá ter Sérgio Oliveira em especial atenção, mas não só. Jesus Corona e Taremi são outros jogadores que poderão ser decisivos no jogo desta sexta-feira. O Futebol Clube do Porto pode chegar a um resultado histórico: nunca nenhum dos eternos rivais conseguiu levar de vencido o adversário por cinco vezes consecutivas.
Ora bem, com um registo de quatro vitórias nos últimos quatro jogos frente ao SL Benfica, os homens da invicta poderão mesmo fazer história no caso de darem sequência a esta série de vitórias.
O jogo está então marcado para as 21 horas de sexta-feira e será orientado pelo árbitro da AF Évora, Luís Godinho.
Habitualmente disputado em meados de fevereiro, já depois do circuito ter terminado a sua passagem pela Austrália e disputado o primeiro Grand Slam da temporada, a edição de 2021 da prova realizada na Flórida, Estados Unidos, foi antecipada para a primeira semana do calendário oficial da temporada tenística. Apesar dos muitos norte-americanos em prova, acabou por ser um europeu a levantar o troféu e a suceder a Reilly Opelka.
UM TORNEIO CARENTE DE ESTRELAS NO ELENCO
Sem surpresa, e à imagem do que aconteceu no outro torneio da semana realizado em Antalya, na Turquia, o ATP 250 de Delray Beach disputou-se sem grandes nomes da modalidade nas suas fileiras. Cristian Garín, 22.º classificado da hierarquia, era o primeiro cabeça-de-série, mas saiu de cena logo no seu encontro de estreia.
John Isner, o gigante norte-americano, era provavelmente o nome mais sonante do quadro e iniciou a prova como segundo cabeça-de-série. Contudo, acabou por cair, nos quartos-de-final, ao pés do compatriota Sebastian Korda, um dos mais promissores tenistas da nova geração dos Estados Unidos.
CHRISTIAN HARRISON, UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO
Depois de oito cirurgias, Christian Harrison, o irmão mais novo de Ryan Harrison, teve uma semana para recordar na prova norte-americana. Atual 789º do ranking, o tenista de 26 anos disputou, depois de ultrapassar a fase de qualificação, o seu primeiro torneio de categoria ATP desde 2018 e fez um brilharete. Para além de ter conseguido chegar à meia-final em singulares, a primeira a este nível da sua carreira, foi também finalista vencido da variante de pares ao lado do seu irmão mais velho.
Pelo meio, conseguiu ainda gerar alguma polémica quando foi multado por recusar usar máscara na entrevista em court após a vitória na segunda ronda, erro que não voltou a repetir nos quartos-de-final.
SEBASTIAN KORDA VS HUBERT HURKACZ: LIMITAÇÕES FÍSICAS DO NORTE-AMERICANO AJUDAM O POLACO A MANTER-SE INVICTO EM FINAIS
Para a final ficou reservado um duelo entre dois jovens tenistas ainda a tentar deixar a sua marca no circuito. Sebastian Korda, de 20 anos, conseguiu, graças à prestação durante este torneio, colocar-se à porta do Top 100 e disputava a sua primeira final a este nível. Por sua vez, Hurkacz, de 23 anos e quarto cabeça-de-série, jogava a segunda final da carreira, depois de ter vencido Winston-Salem, em 2019.
Arriva a Delray Beach la prima finale ATP per @SebiKorda 😍
Il ventenne ha battuto Norrie per 6-3 7-5, affronterà @HubertHurkacz che ha battuto Christian Harrison per 7-6 6-4.
Foi o norte-americano quem entrou melhor no encontro, ao quebrar em branco o polaco no seu jogo de serviço inaugural. Aliás, o início de jogo do favorito à partida para a final foi tudo menos famoso. Desconcentrado e displicente, acumulou vários erros não forçados, numa fase em que o serviço de Korda fazia moça e lhe permitia ganhar os pontos de forma rápida.
Fruto de um baixar de nível do jovem de 20 anos, com alguns erros não forçados e a ausência do primeiro serviço, Hurkacz foi lesto a aproveitar a primeira janela de oportunidade oferecida pelo adversário e devolveu o break para fazer o 3-3. O rumo do encontro mudou por completo após esta quebra de serviço. Problemas na resposta ao serviço e demasiados erros do americano iam dando vantagem ao polaco, que dominava também as trocas de bola mais longas.
Após uma longa batalha aos 4-3, Korda voltou a ceder o serviço e deixou Hurkacz a servir para vencer o set. O número 35 do ranking não desperdiçou a oportunidade e fechou a primeira partida, por 6-3, ao fim de 34 minutos.
A jogar com uma ligadura na perna esquerda desde o arranque do encontro, o início do segundo set ficou marcado pelos sinais, cada vez mais evidentes, de problemas físicos por parte do jovem norte-americano, que solicitou o fisioterapeuta ainda antes do 1-1.
Em notórias dificuldades e incapaz de se mover nas melhores condições, já depois da paragem para assistência médica, Korda não mais conseguiu competir ao nível necessário para criar problemas ao polaco que, mesmo tendo baixado o seu rendimento nos minutos seguintes, venceu de forma tranquila a segunda partida por 6-3.
Com esta vitória, Hurkacz vai ascender ao 29.º lugar do ranking mundial e consegue a proeza de vencer um torneio sem derrotar qualquer jogador do Top 100. Para além disso, conquistou o título sem ceder qualquer set.
A festa da Taça continuou e, desta vez, foi no palco do Estádio Municipal de Braga, num jogo entre o SC Braga e o SCU Torreense, equipa de Torres Vedras que alinha na série F do Campeonato de Portugal.
Os primeiros minutos de jogo mostraram a diferença no caudal ofensivo demonstrado por ambas as equipas, dada, obviamente, a igual diferença de nível existente entre a equipa do Minho e a equipa de Torres Vedras. Falamos de uma equipa considerada das “maiores” de Portugal e de uma outra equipa que alinha num campeonato inferior. Apesar de, por vezes, estas diferenças de escalão nada dizerem, e a festa da Taça transparece isso mesmo.
Viu-se um Braga mais pressionante a nível ofensivo, relativamente ao Torreense, apesar da equipa visitante demonstrar um jogo “sem medo”. O primeiro golo acabou por aparecer aos 24 minutos, depois de um canto batido por João Novais. A bola embate num defesa dos forasteiros, mas, na recarga, João Novais consegue enviar a bola diretamente para a cabeça de Rolando que inaugurou, desta forma, o marcador.
Aparentemente, só o primeiro estava a custar aparecer. Três minutos exatos depois do primeiro golo, que foi também a primeira ocasião, os guerreiros aumentaram a vantagem. Galeno rompeu e correu pelo flanco esquerdo do campo fora e bastou um cruzamento para Abel Ruiz, que, ao encostar a bola no segundo poste, fez mossa no marcador e o Braga, assim, ia vencendo por 2 a 0.
Até à chegada do intervalo, só deu Braga. Mesmo com um Torrense mais “agressivo” e compacto na defesa, a equipa da casa conseguiu libertar espaços fundamentais para criar ocasiões de golo.
O início da segunda parte começou a correr de feição para os guerreiros. Num transição ofensiva do Braga, e com alguma confusão dentro da grande área, Ricardo Esgaio aproveitou a distração dos defesa do Torreense e marcou o terceiro golo a favor dos minhotos, aos 51 minutos da partida.
Foram apenas precisos dez minutos para o quarto golo aparecer. Tal como supracitado, só custou o primeiro golo. Abel Ruiz rematou e Valverde não conseguiu parar o remate, onde a bola só parou mesmo no fundo da baliza.
Melhor resultado para o Braga não podia existir. O jogo terminou com um 5-0 favorável aos minhotos, dada a grande penalidade assinalada a favor da equipa da casa que foi convertida com sucesso por Vítor Oliveira. O golo do jovem estreante da equipa minhota não ficou esquecido pela restante equipa, golo este que ficou marcado pela maneira como os restantes companheiros de equipa. Desta forma, o Braga segue em frente na Taça de Portugal e o Torreense acaba por ficar pelo caminho.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Caudal ofensivo do SC Braga – A ligação entre o setor do meio-campo e o setor mais avançado do Braga é fundamental em cada jogo em que a equipa alinha. Neste jogo, foi notória essa ligação e o caudal ofensivo que isso mesmo trouxe nas transições dos guerreiros. Se o resultado foi tão volumoso foi o culminar do jogo coletivo dos minhotos.
O FORA DE JOGO
SC Braga oficializa Guilherme Schettine.
O avançado de 24 anos deixa o Santa Clara e assina por cinco épocas. pic.twitter.com/EMLusyOnvN
— Diário de Transferências (@DTransferencias) July 29, 2020
Guilherme Schettine – O avançado do Braga esteve desparecido na primeira parte. Num jogo em que Schettine poderia mostrar o seu poderio, não o conseguiu fazer da melhor forma e, se tivesse mostrado realmente o seu valor, poderia ter feito a diferença.
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
Carlos Carvalhal optou por moldar a equipa num 3-4-2-1, com Tiago Sá na baliza. A tripla de centrais foi composta por o veterano Raul Silva, a par de Rolando e Tormena. O meio-campo esteve preenchido por André Horta e André Castro, com o apoio de João Novais e Zé Carlos, que se apresentou mais subido no setor do que o habitualmente apresentado.
Os homens mais avançados no terreno foram Wenderson Galeno e Abel Ruiz, que fizeram ligação ao homem-alvo dos guerreiros, Guilherme Schettine.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Tiago Sá (7)
Zé Carlos (6)
Tormena (6)
Rolando (7)
João Novais (7)
Abel Ruiz (7)
André Horta (7)
Raul Silva (7)
André Castro (6)
Galeno (7)
Schettine (5)
SUBS UTILIZADOS
Ricardo Horta (6)
Ricardo Esgaio (7)
Fransérgio (6)
Iuri Medeiros (6)
Vítor Oliveira (7)
ANÁLISE TÁTICA – SCU TORREENSE
O SCU Torreense apresentou-se em jogo num 3-4-1-2, ou seja, num esquema tática similar ao moldado por Carlos Carvalhal, apenas invertendo a posição do setor mais avançado do campo.
Os postes ficaram ao cargo de Marcelo Valverde, com a linha defensiva à sua frente montada por Benny, Weliton e Traoré. O setor do meio-campo esteve ocupado por Daniel Martins e Fred Martins nas alas, com Tiago e Alison a segurar a zona central.
Ragner esteve encarregue de fazer a ligação entre o meio-campo e os avançados de serviço, Ricardinho e Silas.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Marcelo Valverde (5)
Mamadou Traoré (5)
Weliton Matos (6)
Benny (6)
Fred Martins (6)
Tiago (5)
Ragner Paula (5)
Daniel Martins (6)
Alison Tavares (5)
Silas (6)
Ricardinho (6)
SUBS UTILIZADOS
Rodrigo Lima (6)
Filipe Andrade (5)
Wilson Santos (6)
David Rosa (-)
Gustavo Tocatins (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga
BnR: Pergunto-lhe sobre o estado de espírito da equipa quando o Vítor concretiza a grande penalidade. Viu-se que as celebrações não foram, de todo, idênticas às dos outros quatro golos.
Carlos Carvalhal: Primeiro que tudo, há designados para marcar penáltis, mas é sempre passível de um jogador dizer que não quer marcar ou que não se sente confiante para marcar. Isso já aconteceu, já me aconteceu bastante na minha carreira. E existem também estas situações, que são situações de um grupo que sabe que está ali um jovem a fazer a sua estreia e que lhe quiseram a dar oportunidade de marcar um golo. Para todos os efeitos, o Vítor estreou-se na equipa do SC Braga a marcar. E isto é ter um bom espírito de equipa e não existe uma ganância. Só assim se permite fazer coisas destas. Espetacular. Hoje, com o jogo, estou super feliz por tudo. Como jogámos, pela atitude e pelo comportamento excelente. Pelo Vítor. Estou extremamente feliz. Posso dizer que é dos dias mais felizes desde o início da época.
SCU Torreense
BnR: Está orgulhoso com a prestação da sua equipa em campo, apesar do resultado volumoso?
Filipe Moreira: Nós estamos orgulhosos. Nós temos orgulho, os treinadores do Campeonato de Portugal, em tudo aquilo que vamos construindo. Foi um futebol de qualidade. Por vezes, sente-se que se falta qualquer coisa, principalmente quando se perde 5 a 0. Temos de tentar perceber aquilo que podíamos ter feito melhor. Mas, continuo a dizer, jogar contra estas equipas, com qualidade, não consegue ferir o orgulho de uma equipa.
Numa época muito irregular para o SL Benfica, em que já praticamente todos os jogadores do plantel tiveram tanto bons como maus momentos de forma, a decisão de escolher O jogador mais perigoso da equipa não foi nada fácil. Não há falta de qualidade na equipa da Luz, muito pelo contrário, mas a dificuldade de brilhar consistentemente tem também sido uma realidade.
Mas então, quem é realmente o jogador mais perigoso das Águias? Podia ser Rafa, que quando inspirado é imparável, podia ser Grimaldo, o melhor jogador do SLB no último clássico, ou mesmo Pizzi, apesar de estar a fazer uma época abaixo das expetativas. A minha escolha recaiu em Darwin Nuñez. O talento do avançado uruguaio é inegável, mas esperava-se mais depois do início de campeonato. Mas na verdade o mesmo pode ser dito para grande parte do plantel benfiquista.
Darwin é aquele jogador que pode sempre causar perigo, não precisa de fazer um grande jogo para ser sempre uma ameaça à baliza contrária. O seu estilo de jogo, físico e vertiginoso, explica isso mesmo. E se este tem sentido dificuldades, é porque o SL Benfica nem sempre tem o espaço atrás das costas do adversário que Nuñez precisa para mostrar toda a sua qualidade. Mas esse não será o caso contra o FC Porto. Claro que a defesa portista também será melhor do que praticamente qualquer outra que as Águias enfrentam (apesar de também já ter mostrado fragilidades), mas haverá certamente espaço para Darwin explorar.
O curioso com o avançado é que, nesta temporada, até tem feito mais assistências do que golos. Imaginava-se que fosse o caso com Waldschmidt, um segundo-avançado por natureza, mas a verdade é que tem sido o alemão a marcar mais golos. Na minha opinião, não se deve ao facto do uruguaio ser particularmente forte no passe, na visão de jogo ou no tratamento da bola em espaços curtos, mas sim devido a uma falta de confiança por parte de Darwin. Já foram várias as vezes que vi Nuñez a passar a bola para o colega do lado assistir quando podia perfeitamente finalizar ele próprio.
Mas esta falta de crença nas suas próprias capacidades é, na verdade, uma espécie de espelho do que tem sido a época para a maior parte dos jogadores do SL Benfica. Se calhar por terem sido colocadas expetativas e exigências muito altas depois do mercado de transferências, se calhar porque entraram muitos jogadores novos na equipa, dificultando uma rápida coesão. Não temos bem a certeza. O que sabemos ao certo é que este SL Benfica não é aquele que esperávamos no início da época. Acho que nem os portistas mais otimistas esperavam uma época tão aquém dos maiores rivais.
Mas também há outra coisa que já vimos: o melhor Benfica surge quando o melhor Darwin Nuñez aparece. Quando este combina com Luca no centro do ataque para se lançar a si próprio ou outro qualquer dos colegas. Todos nós nos lembramos do jogo em Famalicão onde os dois avançados fizeram o que queriam da defesa contrária. Esse SL Benfica também existe, tem sido mais difícil de encontrar, mas existe. Infelizmente para uns e felizmente para outros, não tem aparecido muitas vezes, mas quem sabe se não voltará no clássico deste sexta-feira contra o FC Porto. Certamente que não haveria melhor jogo para o fazerem.
Rafael Camacho chegou ao Sporting Clube de Portugal, na época 2019/2020, proveniente do Liverpool FC, numa transferência a rondar os cinco milhões. O jovem rubricou um contrato com o clube de Alvalade até 2024.
Rafael Camacho fez parte da sua formação no Sporting CP, tendo vestido de verde e branco por cinco temporadas. Na época 2013/2014, rumou ao Manchester City para integrar os escalões de formação do clube de Pep Guardiola, onde permaneceu dois anos. Seguiu-se um regresso a Portugal, para servir o Real Massamá em 2015/2016. Nas três temporadas, que se seguiram, esteve ao serviço do Liverpool FC, tendo sido utilizado nas equipas sub-19 e sub-23. No Liverpool FC de Jürgen Klopp, somou dois jogos ao serviço da equipa principal.
O extremo leonino foi internacional português desde o escalão sub-16, sendo que atualmente representa a seleção sub-20. Em todos os escalões, o extremo leonino soma 37 internacionalizações e dez golos marcados.
Com a chegada de Rúben Amorim a Alvalade, Rafael Camacho perdeu espaço no plantel principal e foi relegado para a equipa B Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Na última temporada, Rafael Camacho teve dificuldades em impôr-se na equipa principal do Sporting CP, contabilizando 26 jogos e apenas um golo. Neste momento, o jovem não faz parte das escolhas de Rúben Amorim, fazendo parte da equipa “B” Nos “Bês”, soma cinco partidas disputadas no Campeonato de Portugal, na presente época.
No entanto, Rafael Camacho é um jovem com margem de progressão. Por isso, o futuro imediato deveria passar por um empréstimo, preferencialmente a um clube da Primeira Liga, para poder ter tempo de jogo e dessa forma, evoluir e demonstrar o talento que lhe era reconhecido nos escalões de formação.
Rafael Camacho é um ativo do Sporting Clube de Portugal, sendo um jovem no qual se depositavam esperanças. Que futuro terá o internacional jovem por Portugal, no clube leonino?
Um dos problemas mais comuns relativamente aos jovens da formação, quando estes dão o salto para profissionais, é a gestão de expectativas. Quando estes chegam à equipa B, são submetidos a um conjunto de estímulos e de dificuldades que são uma novidade para eles, sendo que existem certas situações nas quais é preciso orientar os jogadores de modo a que estes não se percam no meio do seu processo de crescimento e de preparação para a equipa principal.
O primeiro aspeto no qual é importante gerir as expectativas tem a ver com os resultados. Independentemente de serem campeões nas camadas jovens ou não, num clube como o SL Benfica, um jogador transita dos juniores para o futebol sénior com uma percentagem de vitórias a rondar os 90%. No entanto, ao chegarem à equipa B, os jogadores ficarão submetidos a um contexto completamente diferente.
A disputarem uma competição profissional, na qual defrontam jogadores bastante experientes e onde a prioridade é a evolução dos jogadores e não os resultados, a percentagem de vitórias irá baixar drasticamente e é preciso incutir aos jogadores que a prioridade passa por prepará-los para a equipa principal.
Nas oito temporadas que a equipa B já realizou na Segunda Liga, a melhor percentagem de vitórias que conseguiu obter foi de 48% na temporada 2013/2014, na qual realizou 46 jogos e conseguiu 22 vitórias. E, no entanto, esses resultados não impediram o Benfica de fornecer bastantes jogadores para a equipa principal.
A questão que na minha opinião é a mais importante no que toca à gestão das expectativas passa pelo facto de que a preparação para a equipa principal é algo que leva tempo e que não se concretiza com cinco ou 10 jogos pela equipa B.
Na minha opinião, este aspecto a nível da gestão de expectativas torna-se cada vez mais difícil de gerir com o passar dos anos e a tendência é para piorar. Isto porque vivemos uma era de globalização e de grandes avanços tecnológicos, que faz com que as pessoas tenham uma tremenda facilidade de acesso à informação.
Tomás Tavares só realizou um total de seis jogos pela equipa encarnada Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Como tal, havendo uma maior divulgação nas redes sociais, os jogadores das camadas jovens vão-se tornando mais conhecidos com 16/17 anos, sendo que fica difícil contrariar o entusiasmo de um jogador quando o clube partilha um vídeo de um golo dele que vem a ter dezenas ou centenas de gostos e partilhas. Isto, aliado às circunstâncias que já existem, como o dinheiro, os agentes, os pais e as namoradas.
Quando os jovens começam a destacar-se na equipa B, multiplicam-se os posts nas redes sociais a dizer que o jogador a, b ou c deve começar a ser aposta na equipa principal, muitas vezes sem entender que o processo de preparação deve ser contínuo. Como Renato Paiva já disse uma vez, o ideal era que cada jogador da formação fizesse 50 jogos pela equipa B até estar preparado para a equipa principal.
Na minha opinião, esta gestão de expectativas foi muito mal feita no caso de alguns jogadores, principalmente, nos casos de Nuno e de Tomás Tavares, dois jovens que foram lançados na equipa principal de forma prematura. No caso do lateral-direito, este estreou-se pela equipa principal num jogo para a Liga dos Campeões, tendo realizado apenas três jogos pela equipa B.
Para além do jovem ter acusado a falta de preparação a um contexto profissional, estas apostas feitas precocemente fazem transparecer a ideia de que não é preciso trabalhar muito para chegar à equipa principal, fazendo os miúdos desleixaram a sua abordagem aos treinos e mais propensos a amuarem quando as coisas não correm como desejam.
Este é todo um processo que deve começar pelos treinadores e pelos profissionais do Benfica Campus e que também deve passar por agentes, familiares e amigos dos jogadores e sucessivamente pelos adeptos. A gestão de expectativas é uma tarefa cada vez essencial na gestão da carreira dos miúdos, mas também cada vez mais difícil.