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FC Barcelona 37-32 Paris Saint-Germain: Catalães avançam para a final!

A CRÓNICA: APESAR DO TALENTO INDIVIDUAL NA EQUIPA DE PARIS, O COLETIVO FALOU MAIS ALTO

Veio com atraso, mas não desiludiu. A primeira meia-final da Final 4 da EHF Champions League 2019/20 teve emoção e intensidade de início ao fim. Tendo em conta o nível de jogo apresentado pelas duas equipas esta época, o FC Barcelona, onde atua o português Luís Frade, entrava como claro favorito. Contudo, numa meia-final, e com a qualidade dos intervenientes, tudo poderia acontecer.

O jogo começou com uma toada muito rápida, com ambas as equipas a imporem bastante velocidade, especialmente nas transições ofensivas e contra-ataques diretos. O regresso do primeira-linha Aron Palmarsson acrescentava muito poder de fogo, mas também qualidade na hora da decisão, uma vez que abria espaços na defesa parisiense para Dika Mem aproveitar.

A defesa mostrava algumas dificuldades, mas no ataque os comandados de Raul Gonzalez iam conseguindo equilibrar a partida. Isto é, até à entrada do guardião dinamarquês, Kevin Møller. O guardião fechou a baliza, e o PSG começou a ser incapaz de encontrar o caminho para a baliza. Os campeões franceses entraram num parcial de sete minutos sem marcar, e o Barcelona aproveitou para criar uma vantagem de quatro golos, diferença com que as duas equipas recolheram para o intervalo (18-14).

O segundo tempo começou com o PSG por cima e Vincent Gerard a mostrar-se em grande plano com dois livres de sete metros consecutivos. No entanto, a resposta francesa foi apenas momentânea. Com a frieza do costume, o Barcelona nunca precisou de acelerar – apenas o fez quando quis – e foi construindo a sua vitória nas “assas” de Dika Mem e Aron Palmarsson.

Até ao final, o PSG tentou esboçar uma tentativa de recuperação, em grande parte graças ao jovem ponta-esquerda, Dylan Nahi, que terminou o jogo com nove golos em dez remates, mas a vitória não fugiu aos catalães, que avançam para a grande final.

A FIGURA

Fonte: EHF

Kevin Møller – Se Gonzalo Perez de Vargas é visto como um dos melhores do mundo. Kevin Møller não lhe ficou atrás neste encontro. O guarda-redes dinamarquês foi uma autêntica muralha e uma das chaves para a vitória dos culés. Terminou o encontro com 14 defesa em 35 remates, uma percentagem de defesa de 40%!

 

O FORA DE JOGO

Dainis Kristopans –  O gigante letão teve uma tarde para esquecer. Terminou o encontro com quatro golos em seis remates, mas foram várias as falhas técnicas ao longo do encontro, tanto em igualdade, como em vantagem numérica.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

A equipa catalã foi muito fiel aos seus princípios, tanto no plano ofensivo, como defensivo. Com um 6:0 profundo, os campeões espanhóis foram capazes de controlar sempre o ataque adversário, e quando tal não acontecia, o guardião dinamarquês lidava com os remates que seguiam na sua direção. No plano defensivo, a dupla Aron Palmarsson-Luka Cindric mostrou ser letal, tanto quando os dois jogadores assumiam o remate, como quando criavam para os seus colegas.

 

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonzalo Perez de Vargas (6)

Aleix Gómez (7)

Aron Pálmarsson (8)

Luka Cindric (7)

Dika Mem (8)

Aitor Ariño (7)

Ludovic Fabregas (8)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Thiagus Petrus (7)

Kevin Møller (9)

Luís Frade (6)

Blaz Janc (7)

Timothey N’guessan (7)

Cedric Sorhaindo (7)

Raul Entrerrios (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN

Sem Luc Steins nem Nikola Karabatic, a equipa francesa teve muitas dificuldades no seu ataque organizado. Nedim Remili assumiu o papel de organizador de jogo, mas os ataques culminavam sempre em jogadas individuais. A defesa catalã entrou com a lição estudada, e nem o 7×6 parisiense – que no Dragão deu muito problemas ao Porto – conseguiu fazer a diferença.

 

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vincent Gerard (7)

Dylan Nahi (9)

Mikkel Hansen (8)

Nedim Remili (7)

Dainis Kristopans (5)

Ferran Sole (7)

Luca Karabatic (7)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Kamil Syprzak (6)

Elohim Prandi (6)

Mthiew Grebille (6)

 

WWE | Os 12 melhores combates de 2020

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Este ano está finalmente a terminar e, por incrível que pareça, a WWE conseguiu produzir combates fantásticos ao longo da pandemia.

Para além dos combates cinematográficos, houve também excelentes performances dentro do ringue e ainda alguns com público ao vivo, algo que parece cada vez mais distante na nossa memória.

Assim, para nos focarmos nos pontos altos de 2020, o Bola na Rede reuniu uma lista dos melhores combates produzidos pela WWE ao longo deste ano.

Nota: Os combates não estão por nenhuma ordem em particular.

Foto de Capa: WWE

Artigo redigido por Afonso Viana Santos, Filipe Torres, Francisco Daniel Guerra e Martim Rodrigues de Almeida 

NBA | 3 melhores jogos no Christmas Day dos últimos anos

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É uma tradição na NBA. Desde 1947 que há jogos da melhor liga de basquetebol no dia do Natal (Christmas Day). Todos os anos, são escolhidos os jogos que vão ter lugar num dia muito especial para a NBA e para os fãs. E quase sempre correspondem às expectativas!

Neste ano, houve cinco jogos e foi o primeiro jogo para algumas das equipas – a época começou mais tarde. Apesar do hype em todos os jogos, houve dois jogos que terminaram com a diferença pontual acima de 20 pontos.

Um dos destaques deste ano é o recorde de Erik Spoelstra. O atual treinador dos Miami Heat viu o seu recorde de vitórias a ser aumentado após a vitória dos Heat sobre os Pelicans. Com essa vitória, Spoelstra está 8-0 em jogos no Christmas Day: mais do que qualquer outro treinador na história da NBA!

Também é para destacar as vitórias volumosas dos Milwaukee Bucks e Brooklyn Nets sobre os Golden State Warriors e os Boston Celtics, respetivamente. E no duelo entre as equipas de Los Angeles, os Clippers derrotaram os campeões na noite de consagração dos Lakers (receberam os anéis).

Agora, vou dizer, sem qualquer ordem especifica, quais são os três dos melhores jogos da NBA no dia do Natal dos últimos anos para mim.

Foto de capa: NBA

Onde está o Nuno Mendes que conhecemos? | Sporting CP

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Esta semana venho falar de uma das maiores promessas da equipa do Sporting CP. Refiro-me a Nuno Mendes, lateral esquerdo que renovou contrato recentemente com o clube de Alvalade, estabelecendo a cláusula de rescisão nos 70 milhões de euros.

Esta renovação de contrato está relacionada com um enorme início de época protagonizado pelo lateral português, mas, nos últimos tempos, temos assistido a uma quebra de rendimento. O jogador que antes era preponderante para o funcionamento do ataque do Sporting CP começou a perder influência no jogo da equipa, estando, cada vez mais, desaparecido dos holofotes que costumavam iluminar todo o corredor esquerdo.

Será que o problema era a renovação de contrato? Não sei responder a esta pergunta, mas o que se pode constatar são os factos. Neste âmbito, Nuno Mendes, baixou o seu rendimento e, acima de qualquer outro problema, identifico um: falta de competitividade na posição que ocupa.

Nuno Mendes, na equipa do Sporting CP faz todo o corredor esquerdo e divide esta tarefa com Antunes que, apesar de não comprometer, não tem índices físicos para fazer o corredor durante os 90 minutos. Assim, considero que o lateral português se encontra demasiado “tranquilo” com o lugar que ocupa no plantel.

O internacional sub-21 tem vindo a perder preponderância ofensiva na equipa leonina
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sabe que não tem concorrência à altura e isto será, certamente, algo para Rúben Amorim resolver até porque o técnico dos leões aplica em toda a equipa a máxima de que jogará sempre o melhor, independentemente do estatuto do jogador.

Ora, neste aspeto, Nuno Mendes será sempre melhor do que Antunes e, assim, considero que será importante trazer alguém para criar mais competição a uma das maiores promessas que jogou de verde e branco nos últimos tempos.

Nuno Mendes precisa de reencontrar a sua melhor forma porque a equipa precisa disso. É certo que a equipa não tem sentido falta em termos de resultados, mas em termos de jogo jogado, nota-se muito a quebra do jovem lateral. Por ser jovem, é normal que venha a errar e ter mais altos e baixos do que um jogador mais experiente, mas, se os adeptos exigem do jogador, é porque já viram do que ele é capaz.

E é capaz de muito melhor do que tem vindo a fazer nos últimos jogos… Tem tudo para ser o dono da posição na Seleção Nacional e para ser um dos melhores do mundo, mas é preciso cabeça e consistência: teremos de esperar que suba de forma nos próximos encontros e confiar em Rúben Amorim para desenvolver o atleta.

 

Belenenses SAD 1-2 Sporting CP: Leões eficazes mantêm liderança

A CRÓNICA: TUDO DECIDIDO NA 1ª PARTE

O Sporting CP venceu esta noite o Belenenses SAD por 2-1 e continua isolado na liderança da Primeira Liga. No Estádio Nacional, os golos surgiram todos na primeira parte, com os leões a adiantaram-se por Tiago Tomás Miguel Cardoso empatou para os azuis e João Mário marcou o golo da vitória na conversão de uma grande penalidade.

Numa primeira parte frenética, o Sporting CP chegou cedo à vantagem. Logo aos 4’, Tiago Tomás teve uma rotação perfeita e fez o primeiro do encontro. Contudo, a resposta da equipa de Petit deu-se aos 13’, com Miguel Cardoso a restabelecer a igualdade no marcador, depois de a bola ter ressaltado em Gonçalo Inácio. Os minutos seguintes podiam ser um conto de fadas para o Belenenses SAD mas, depois de falhar uma grande penalidade, viram João Mário a não falhar na marca dos onze metros (24’) e a colocar de novo o Sporting em vantagem.

A segunda parte teve menos motivos de interesse do que a primeira, com o Belenenses SAD a mostrar-se mais esclarecido com a bola mas a ver as suas tentativas esbarrar em Adán. A expulsão de Tomás Ribeiro (77’) acabou por hipotecar a reação da equipa de Petit e o Sporting aproveitou para gerir a vantagem até ao final do encontro.

Com este resultado, os leões chegam aos 29 pontos e continuam invictos no primeiro lugar do campeonato. Já o Belenenses SAD está dois pontos acima da linha de água.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Adán – Exibição de alto nível do guarda-redes dos leões. Adán somou uma mão cheia de intervenções de grande qualidade, incluindo o penalty defendido quando o resultado estava 1-1.

O FORA DE JOGO

Relvado – O tapete do Estádio Nacional esteve em condições muito fracas, parecendo por vezes que se estava a jogar numa pista de gelo, tal era a quantidade de jogadores a escorregar. Difícil aceitar um relvado nestas condições num jogo da Primeira Liga.

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no habitual 3-4-3, com algumas alterações no onze inicial face ao último jogo da Liga NOS, casos de Diogo Calila e Taira, que rendeu o castigado Cafú Phete. Kritciuk continuou a ser opção na baliza dos azuis e André Moreira esteve ausente da convocatória por se encontrar em negociações com um clube turco.

Petit montou a linha defensiva com Esgaio, Danny Henriques e Tomás Ribeiro, o meio-campo foi constituído por Calila, Taira, Yaya Sithole e Rúben Lima e o ataque esteve entregue aos três do costume, Afonso Sousa, Varela e Miguel Cardoso. Os azuis optaram quase sempre por pressionar alto, com as três unidades ofensivas a pressionarem logo à entrada da área do Sporting CP. No momento defensivo, a equipa organizou-se em 5-3-2, com os alas a desceram para a linha da defesa, o extremo do lado a bola a pressionar ao lado do avançado e o extremo do lado contrário a fechar na linha média.

A equipa de Petit explorou o espaço nas costas da defesa leonina na 1ª parte, aproveitando o facto de esta jogar muito avançada no terreno. A acrescentar a isto, a rapidez dos homens da frente do Belenenses SAD permitiu aos azuis surgir por diversas vezes com perigo na grande área do Sporting CP.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritsyuk (5)

Tiago Esgaio (4)

Danny Henriques (5)

Tomás Ribeiro (4)

Rúben Lima (5)

Diogo Calila (5)

Taira (6)

Sithole (6)

Afonso Sousa (6)

Varela (5)

Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Teixeira (4)

Bruno Ramires (4)

Edi Semedo (4)

Cauê (-)

Cassierra (-)

ANÁLISE TÁTICA – Sporting CP

O líder do campeonato apresentou-se num sistema tático de 3-4-3, com dois laterais muito ofensivos que apenas se colocavam junto a Coates, Luís Neto e Gonçalo Inácio em situações de aperto defensivo. João Mário era o elemento mais ofensivo da zona intermediária com Palhinha por trás. Com o passar do encontro, as mudanças mais visíveis deram-se sempre no setor mais ofensivo, em que Tiago Tomás ou aparecia sozinho na frente e as alas eram entregues a Bruno Tabata e Pote, ou formava dupla com Tabata em certos momentos e Pote noutros. Mesmo com as substituições, o esquema tático do Sporting nunca se alterou e a linha ofensiva continuou a variar entre três homens na frente e dois apenas. Principalmente na primeira parte, Tiago Tomás foi uma dor de cabeça para a defensiva do Belenenses SAD. Já os erros defensivos do Sporting CP também foram uma imagem de marca, visto que a defesa leonina permitiu muitas vezes movimentos de profundidade nas costas. A segunda parte foi um jogo de estabilização, o que não retirou Adán como a principal figura do encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (8)

Neto (5)

Coates (6)

Gonçalo Inácio (5)

Nuno Mendes (6)

Pedro Porro (7)

Palhinha (6)

João Mário (7)

Pedro Gonçalves (5)

Tabata (6)

Tiago Tomás (7)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (5)

Matheus Nunes (-)

Antunes (-)

Sporar (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, vimos sobretudo na 1ª parte o Belenenses a criar muitos lances a jogar na profundidade, aproveitando o espaço nas costas da defesa do Sporting. Esperava que o Sporting jogasse com a defesa alta e preparou a equipa para aproveitar essa oportunidade?

Petit: Nós temos de analisar as equipas com quem vamos jogar. Sabíamos onde podíamos criar ocasiões de perigo e sabíamos que a profundidade era uma delas. Aproveitámos as características do Miguel para jogar dessa forma e atacar o espaço, mas também criámos perigo no jogo entre linhas, com o Varela e o Sousa. Fomos perigosos no jogo interior e na profundidade nas costas dos centrais do Sporting.

Sporting CP

BnR: Rúben, na 1ª parte o Sporting foi várias vezes surpreendido com bolas nas costas da defesa. Na 2ª parte, viu-se uma equipa mais coesa nesse aspeto. O que é que mudou na equipa ao intervalo para corrigir essa instabilidade?

Rúben Amorim: Chamámos a atenção porque a linha estava desalinhada e nem sempre estávamos preparados para o pontapé na frente. Na 2ª parte, eles também são jogadores inteligentes e olhámos para o rigor daquilo que estávamos a fazer e corrigimos. Mas é mais mérito dos jogadores, porque temos poucos minutos para corrigir e eles perceberam o que era preciso fazer.

Artigo da autoria por Frederico Seruya e João Castro

Wolverhampton Wanderers FC 1-1 Tottenham Hotspur FC: Armada portuguesa empata Mourinho

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A CRÓNICA: QUANDO A DEFESA NEM SEMPRE É O MELHOR ATAQUE…

Duelo de estilos parecidos entre Wolverhampton e Tottenham na primeira das tradicionais jornadas nesta época festiva em Inglaterra. A diferença reside sobretudo na falta de adeptos nos estádios – pelo menos na maioria –, porque a intensidade, essa, continua em alta rotação.

Num jogo em que José Mourinho entrou com a tática que eu esperava ver nos “Wolves” e vice-versa do outro lado. Vimos duas equipas com uma matriz muito definida, apesar do modelo empregue: defesas sólidas e privilégio dos contra-ataques velozes para fazer dano no adversário.

No entanto, como não podem simplesmente defender e esperar que o outro ataque durante os 90 minutos, alguma teria de tomar mais a iniciativa, o que aconteceu durante a primeira parte por parte dos homens da casa, muito devido ao facto de entrarem em campo praticamente em desvantagem. O Tottenham Hotspur FC chegou com ânsias de conseguir um golo e logo no segundo minuto alcançou a vantagem com um excelente remate de fora da área do “revitalizado” pelas mãos do “Special One”, Tanguy Ndombele. Algumas boas oportunidades para os homens de Nuno a seguir a este momento, mas com pouco acerto.

A segunda parte começou precisamente na mesma toada, com o Tottenham Hotspur FC a defender bem e o Wolverhampton Wanderers FC a tentar furar essa linha defensiva bem organizada. Podence e Fábio Silva melhoraram consideravelmente, mas para mal dos seus pecados, Sanchez – o pior dos visitantes na primeira parte – também melhorou.

A pressão nunca foi muito alta parte dos “Wolves”, mas tiveram algumas ocasiões até ao fim e numa bola parada, num canto marcado pelo melhor em campo – Pedro Neto – o marroquino Saiss fez o 1-1. A máxima “quem não marca, sofre” volta a aplicar-se num jogo dos “Spurs” de José Mourinho.

Empate no marcador, após o término o jogo, e mais um dissabor para José Mourinho na luta pelo Top 4 da Primeira Liga Inglesa mesmo ao fim de uma partida que passou totalmente a defender.

 

A FIGURA

Pedro Neto – O melhor em campo. Sempre inconformado, impossível de parar no 1vs1, e com muita qualidade no passe. Se melhora no remate, começa a ser (ainda mais) um caso sério do futebol português, pedindo outros voos. Foi quase sempre ele e Podence a criar perigo, em contraste com um Adama Traoré pobre de ideias: não compreendo o hype, tem muita velocidade e força física, mas com a bola nos pés decide quase sempre mal, apesar de ter técnica. Rúben Neves também esteve particularmente bem.

O FORA DE JOGO

José Mourinho – “Parece que está na altura de começar a defender com todos um bocado mais tarde, não acha mister? Já aqui defendi a sua forma de pensar o jogo, noutros rescaldos feitos esta época, mas os adversários começam a perceber o que fazer e os seus “Spurs” tem qualidade atacante para muito mais”. Ainda assim, não foi pelo golo sofrido que o Tottenham Hotspur FC não foi competente defensivamente, foi muito incompetente (isso sim) no ataque. Kane e Son estiveram particularmente apagados.

 

ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC

Nuno Espirito Santo abordou este jogo como tem feito algumas vezes durante esta época na Primeira Liga Inglesa: em 4-2-3-1. Parece-me que não é a melhor opção (gosto mais de ver o Wolverhampton a jogar em 3-4-3), mas ainda assim tem jogadores com muita qualidade para fazer todas as posições.

Pudemos ver que Moutinho e Rúben Neves tinham a missão de construir e lançar, sempre que possível, a corrida de Adama, Neto e Podence. Sem Jimenez a equipa fica mais curta no ataque, mas Fábio Silva é um excelente valor que precisa de tempo para se adaptar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (6)

Semedo (6)

Coady (5)

Saiss (7)

Marçal (5)

Rubén Neves (6)

Moutinho (6)

Adama (5)

Podence (6)

Neto (8)

Fábio Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Ait Nouri (-)

Otasowie (-)

Vitinha (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Alteração no figurino habitual para um 3-5-2, que não é estranho a José Mourinho, mas bem menos utilizado durante esta temporada. Na verdade, depois do golo madrugador, acabámos por ver muito mais um 5-2-1-2, com uma defesa com mais elementos e Ndombele a assumir-se como peça-chave dos “Spurs” na saída para os ataques rápidos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Doherty (6)

Davies (6)

Sanchez (6)

Dier (7)

Reguilon (6)

Hojbjerg (7)

Winks (6)

Ndombele (8)

Son (6)

Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Bergwijn (5)

Sissoko (-)

Lamela (-)

Viseu 2001 1-3 Modicus: Equipa de Sandim vence depois da quarentena

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A CRÓNICA: BOLAS PARADAS E DEFESA DECIDEM JOGO

O Viseu 2001 e o Modicus disputaram a partida em atraso da 14ª jornada da Primeira Liga de Futsal, depois do jogo ter sido adiado por um surto de Covid-19 no plantel da equipa de Sandim.

O jogo começou praticamente com o golo da equipa da casa de livre direto. Rafa Stocker não facilitou e fez o primeiro da partida. No entanto, foi o mesmo jogador que, no entender da equipa de arbitragem, usou os braços para desviar um remate da equipa adversária, fora de área. Novo livre direto, novo golo. O Modicus empatou assim a partida por Fábio Lima.

O duelo esteve muito equilibrado durante vários minutos. Até novo livre, desta vez indireto, novamente para o Modicus. Cigano assistiu Uesler para o jogador de fora da área fazer o 1-2.

A equipa da casa teve algumas oportunidades para restabelecer a igualdade, em especial por Rafa Stocker, mas não as aproveitou. Já os forasteiros estavam a conseguir criar cada vez mais situações de perigo, ao longo do decorrer dos minutos. A quatro minutos do intervalo, o Modicus chegou mesmo ao terceiro golo por William Carioca, assistido por Fábio Lima.

A segunda metade foi bastante menos interessante do que a primeira. Só nos cinco minutos finais houve emoção. As melhores oportunidades foram mesmo do Modicus, com destaque para Coelho, que fez abanar a trave da baliza viseense, com um remate de fora de área. A equipa da casa teve a melhor oportunidade, através de um livre direto de Rafa Stocker, para defesa de Rui Cardoso.

A quatro minutos do fim, a equipa da casa viu a situação complicar ao ficar com menos um, por expulsão de Lucas Otanha por falta nos limites da grande área a William Carioca. O árbitro não teve dúvida e marcou grande penalidade.

O jogador brasileiro falhou e o Viseu 2001 ficou com menos um jogador, nos dois minutos seguintes. A limitação levou a adiar a estratégia do guarda redes avançado para já perto do último minuto da partida. Russo, o guarda redes avançado, esteve perto de marcar isolado, mas Rui Cardoso foi mais rápido e segurou a bola.

A FIGURA

Fábio Lima – Dois golos e uma assistência demostram a influência que o internacional português teve no jogo. O jogador do Modicus foi um dos mais ativos na organização ofensiva da equipa de Sandim.

 

O FORA DE JOGO

Defesa do Viseu 2001 – A defesa da equipa viseense deixou aos jogadores do Modicus muito espaço livre para estes chegarem à grande área da equipa da casa. Em 2/3 passos, desde a sua grande área, os forasteiros chegavam com perigo à baliza de João Silva. O corolário foi o terceiro golo do Modicus.

Fábio Lima a fazer um passe para dentro da área, onde estava o colega William Carioca à frente do guarda redes e dois jogadores de campo da equipa da casa à entrada da área sem reagirem. O jogador do Modicus ainda teve tempo para ver o primeiro remate defendido e fazer um chapéu a João Silva, antes de marcar.

ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001

Paulo Fernandes tentou através de jogadas com base em passes curtos tentar chegar perto da baliza do Modicus. Rafa Stocker, em especial na primeira parte, era o jogador responsável pelas finalizações. Na defesa, a equipa de Viseu tentou fazer mais uma marcação à zona do que homem a homem, mas não resultou, em especial na primeira parte.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Silva (7)

Lucas Otanha (5)

Matheus (6)

Kiko (5)

Rafa Stocker (7)

SUBS UTILIZADOS

Ginhu (-)

Russo (6)

Lucas Amparo (5)

Caio Santos (5)

Pássaro (-)

Ezequiel Reis (-)

Daniel Ramos (-)

Lukinhas (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MODICUS

António Fonseca tentou explorar o adiantamento dos jogadores do Viseu 2001 para através de transições rápidas e, por vezes, passes longos chegar à baliza adversária. Na defesa, os jogadores fizeram marcação homem a homem, dando pouco espaço aos viseenses para criar perigo dentro da sua grande área.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Cardoso (7)

Uesler (7)

Fábio Lima (8)

Óscar Santos (6)

William Carioca (7)

SUBS UTILIZADOS

Trapa (-)

Tiago Velho (-)

Márcio (-)

Zezinho (-)

Cigano (8)

Coelho (7)

Ricardinho (6)

Renato Silva (-)

  

Bola na Rede: Que análise faz ao jogo?

António Fonseca (treinador do Modicus): Fizemos um jogo muito bom, com muita concentração e a vitória é justa. Sabíamos que ia ser um grande jogo entre duas grandes equipas. Vínhamos de uma paragem longa devido à Covid-19. Fizemos apenas dois treinos antes deste jogo. Mesmo com a falta de ritmo de jogo, a união entre os jogadores e a qualidade deles tornam-se as coisas mais fáceis.

Bola na Rede: O que falhou no jogo e levou a serem derrotados?

Rafael Moreira (treinador adjunto do Viseu 2001): Estivemos aquém daquilo que podemos fazer. O Modicus quis mais a vitória do início ao final do jogo. Nós queríamos ganhar para chegar ao terceiro lugar que só dependia de nós. Não tivemos um dia feliz. Deixo uma palavra de parabéns a equipa do Modicus ainda por cima depois de terem ficado em quarentena por causa do Covid.

Julian Weigl | Janeiro é mês de decisões para o alemão

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O mês de Dezembro deu nova vida ao alemão Julian Weigl. Da desconfiança generalizada à retoma da titularidade que tinha perdido aquando da chegada de Jorge Jesus, foram surgindo de forma persistente notícias do interesse do SL Benfica noutros talentos, com William Carvalho à cabeça, que puseram o seu lugar em risco.

De Sevilha pediram 18 milhões, e Julian Weigl aproveitou a deixa para elevar o nível e obrigar o técnico português a admirar as suas qualidades – quando marca de fora da área, ao Lech Poznan na Luz, a reacção de Rui Costa, que segredou ao ouvido de Jesus, parece agora premeditação clara do que se seguiria.

A poucos dias do mercado de Janeiro, ganha nova vida o trinco moderno que o BVB Dortmund deixou fugir há exactamente um ano, por 20 milhões.

(3:30, Rui Costa e Jesus)

2020-21 começou com a aposta insistente em Gabriel como primeiro elemento do meio-campo, num recuo já esperado dadas as características contrastantes do brasileiro com as dos habituais box-to-box do 4-4-2 jesuíta.

Conjugou bons pormenores com dificuldades posicionais, nunca dando a segurança necessária ao sector mais recuado da equipa com a sua apetência excessiva para o passe longo desordenado.

Weigl afundava-se entre os suplentes, bode expiatório que era da má segunda volta de 2019-20 – o estilo perfumado não ajudou à sua aceitação numa cultura futebolística ainda ultradependente dos varredores na posição.

O alemão só seria titular à quinta jornada, na vitória (2-0) frente ao Belenenses SAD na Luz; na jornada seguinte, entrava ao intervalo no descalabro do Bessa e já não participaria na derrota frente ao SC Braga de Carvalhal. Depois, foi infetado pela COVID-19, problema apenas ultrapassado nos finais de Novembro.

A lesão de Gabriel no último mês propiciou a consolidação de Julian ao lado de Taarabt no miolo e as indicações têm sido positivas: o culminar da sua evolução aconteceu em Barcelos, em jogo dificil frente ao Gil Vicente FC – onde os 97,3% de sucesso no passe durante os 82 minutos jogados o aproximaram dos seus melhores tempos, ainda que não tenha libertado completamente o génio criativo, faltando ainda assumir-se a tempo inteiro como o primeiro municiador dos artistas da frente.

Mas, a sua timidez em campo talvez seja compreendida através de um paralelismo com o final da sua primeira época na Alemanha. Depois de 51 jogos em 2015-16, Weigl explicava nesse Verão os processos simples do seu jogo: «O ano passado foi o meu primeiro, nem sempre á fácil confiar em mim mesmo para tentar o último passe. Assegurando a mesma forma do ano transacto, talvez consiga dar o próximo passo na minha evolução, tirar mais jogadores do jogo com os meus passes e ser mais atacante», dizia em Setembro, referindo um dos aspectos que muita da imprensa e, consequentemente, a massa adepta, aponta ao seu futebol: a pouca verticalidade das suas acções com bola, argumento impaciente que até José Cid fez questão de extrapolar.

No seguimento, confirmou todas as intenções. 2016-17 foi o ano da afirmação de Julian em contexto internacional, na boa caminhada do entusiasmante Borussia de Tuchel na Liga dos Campeões, onde só caíria aos pés de outra equipa-sensação – o Mónaco de Leonardo Jardim (na Bundesliga foram terceiros e venceriam a DFB Pokal). Weigl funcionava com o pêndulo responsável pela estabilidade de um bloco ultra-ofensivo, onde Kagawa, Reus, Aubameyang, Dembéle e Gotze confiavam na sua capacidade de equilibrar taticamente a equipa para dinamitarem as defensivas adversárias – os 113 golos durante toda a temporada comprovam-no, particularmente os 21 na fase de grupos da Champions.

(1:10, início das referências ao papel de Weigl)

No Benfica, o impacto tem sido muito aquém do esperado. Apesar da grande confiança de Bruno Lage no seu talento e da boa opinião do Jorge Jesus, tem demorado a convencer o novo treinador sobre as suas competências defensivas.

As boas indicações da sua promissora carreira não chegaram para assegurar o lugar nos novos projectos e Weigl teve que ultrapassar vários obstáculos para encontrar o seu espaço na equipa e nas graças da generalidade da massa adepta – transformou-se em alvo da comunicação social, que aproveitou a instabilidade desportiva para divagar sobre as causas de tanta demora na consolidação do alemão no onze encarnado.

Desde o suposto desentendimento com Jesus antes do jogo em Salónica, até à vontade do próprio em voltar à Bundesliga, muitas foram as motivações para as persistentes manchetes com os nomes na lista de sucessão, stock ilimitado de argumentos a favor da contratação de William ou Arão.

Resta saber o que se seguirá no próximo mercado de transferências, onde esta sequência de jogos a titular torna a dúvida geral numa pergunta em forma de encruzilhada: será real a aparente definitiva aposta de Jesus em Weigl como dono da posição ‘6’ ou, pelo contrário, estas titularidades servirão apenas como isco para algum tubarão morder na Luz, desembolsando bom (e necessário) dinheiro pelo passe do médio alemão?

A resposta será dada a partir de dia 1, numa janela que promete muitas movimentações no plantel e que ditará o sucesso da época encarnada. A ficar, não há dúvidas de que Julian Weigl será um dos esteios do onze benfiquista na procura de todos os títulos que disputa.

FC Famalicão 0-1 Gil Vicente FC: Competência fez o resultado

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A CRÓNICA: A EFICÁCIA QUE RICARDO SOARES PEDIA ACABOU POR FAZÊ-LO FELIZ NA PRIMEIRA VITÓRIA DE SEMPRE DO GIL VICENTE FRENTE AO FAMALICÃO

O derby entre FC Famalicão e Gil Vicente FC foi um dos encontros de abertura da 11ª jornada da Primeira Liga e começou em sufoco para ambas as equipas. Logo no minuto de abertura, o Famalicão mostrou que não vinha ao encontro passear e, aos sete minutos, após uma transição rápida por parte do Gil Vicente, Leautey, isolado, rematou à figura de Júnior na primeira oportunidade flagrante de golo no encontro. Ressalva para o trabalho de Claude Gonçalves e Ruben Fernandes que conseguiram travar a transição defensiva do Famalicão, conseguindo abrir espaço para o avanço de Leautey.

O nível de competência ofensiva demonstrado por parte dos gilistas mostrou que, mais tarde ou mais cedo, teria de existir golo. Aos 17 minutos, Lucas Mineiro conseguiu furar pelo meio-campo do Famalicão, com um passe a rasgar totalmente a defesa da equipa da casa. Claude Gonçalves recebeu a bola de forma exímia, mas a confusão na área ditou a que Leautey não conseguisse encontrar o caminho da baliza.

O Gil Vicente continuou a demonstrar o querer abrir o marcador. Desta vez foi Lourency, com um cruzamento para o interior da área de Júnior, mas Leautey cabeceou muito alto relativamente à baliza da equipa da casa. Já o Famalicão quase viu a sorte sorrir. Ultrapassados os 35 minutos desde o apito inicial, foi Joaquin Pereyra que levou o ataque às costas, ou nos pés. Na primeira tentativa de remate, a bola bateu no adversário e, à segunda e depois um pormenor fantástico para ultrapassar o defesa do Gil Vicente, Pereyra rematou em direção à baliza de Denis, mas a bola passou a centímetros do poste esquerdo.

Mas o golo não tardava mesmo a chegar. Faltavam cinco minutos para soar o apito para o intervalo e pareceu uma jogada pintada na tela por Lourency. O jogador do Gil Vicente conseguiu ultrapassar todos os defesas que lhe apareceram à frente dentro da área do Famalicão. O desequilíbrio e a confusão que se criaram no flanco direito do ataque da equipa da casa permitiram a que, numa segunda recarga, Claude Gonçalves abrisse o marcador à “lei da bomba”.

Logo a abrir a segunda parte, Lourency tentou fazer o gosto ao pé ainda longe da grande área, mas Júnior defendeu e negou o golo que o jogador do Gil Vicente. Em jeito de resposta, o jovem Ivan Jaime, que esteve apagado na primeira parte, rematou com bastante força, mas não foi suficiente para empatar a partida, dado que a bola subiu muito mais do que aquilo que o jogador pretendia.

No seguimento de um pontapé de canto, Leautey tentou mais uma vez inserir o seu nome na lista de marcadores, mas não foi possível. Aos 63 minutos, o francês rematou “para fora do distrito de Braga”, ou simplesmente para fora e longe do estádio, dada a força e a altura que a rota da bola tomou.

Mais um momento de sufoco para ambas as equipas chegou aos 74 minutos. O Famalicão perdeu uma oportunidade mais que flagrante para marcar o golo do empate. Com a defesa do Gil Vicente descompensada e Denis fora da baliza, Del Campo não foi capaz de encontrar o ângulo necessário para visar a baliza.

A melhor ocasião de golo para o Famalicão veio mesmo a cinco minutos do final da partida. A bola conseguiu beijar duas vezes o ferro. Era notória a confusão dentro da grande área, mas confuso também foi como a bola acabou por não entrar na baliza de Denis.

O jogo voltou a esquentar e faltavam apenas dois minutos para o fecho. Desta vez foi Samuel Lino a rematar por cima da trave e, no contra-ataque seguinte, Anderson Oliveira rematou contra o corpo de Denis.

Foi desta forma que a eficácia tanto pedida por Ricardo Soares e que tanto faltava ao Gil Vicente acabou por trazer felicidade à equipa de Barcelos, que acabou por vencer por 1-0, concretizando a primeira vitória fora de casa no campeonato e mesmo a primeira vitória de sempre frente ao Famalicão.

 

A FIGURA

O coletivo do Gil Vicente – Uma equipa à imagem do treinador que é Ricardo Soares. Uma exibição tremenda que tinha de transparecer uma vitória. Todos os setores do campo estiveram bem alinhados conforme o que o jogo pediu e aquilo que o treinador pretendia. Nem com o golo que abriu o marcador os gilistas se demonstravam conformados com a exibição em campo e tentaram sempre conseguir mais.

 

O FORA DE JOGO

As transições defensivas do FamalicãoA formação famalicense não demonstrou um rendimento semelhante ao que costuma demonstrar, mas o ponto fulcral que faltou no jogo da turma de João Pedro Sousa foi mesmo o jogo defensivo. Nas alturas necessárias, a defesa da equipa da casa acabou por se desintegrar no campo. Muita era a confusão e até se viu mesmo uma linha defensiva bastante descompensada que, por vezes, o Gil Vicente acabou por aproveitar (mesmo sem a existência de golo).

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

João Pedro Sousa optou por um 4-4-2 tradicional para enfrentar o Gil Vicente. A baliza ficou ao encargo de Júnior, que fez a sexta aparição na equipa esta temporada. Os centrais continuaram a ser Babic e o jovem Diogo Queirós, com ajuda nos flancos por parte de Dani Morer e Gil Dias.

O meio-campo foi assumido por Gustavo Assunção e Ivan Jaime e o apoio dos alas Joaquin Pereyra e João Neto. Os homens-alvo do Famalicão foram Ruben Lameiras e, o jovem de 20 anos, Del Campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Luiz Júnior (6)

Dani Morer (4)

Babic (5)

Del Campo (6)

Ruben Lameiras (6)

Gustavo Assunção (6)

Ivan Jaime (6)

Joaquín Pereyra (5)

João Neto (5)

Diogo Queirós (5)

Gil Dias (5)

 SUBS UTILIZADOS

 Jhonata Robert (6)

Guga Rodrigues (6)

Anderson Oliveira (5)

Edwin Herrera (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Após o jogo frente ao SL Benfica, Ricardo Soares voltou a optar por um onze bastante semelhante para o encontro frente ao Famalicão. Num 3-5-2, Denis voltou a segurar as redes da baliza, com a linha defensiva à sua frente sendo composta por Joel Pereira, Ruben Fernandes e Ygor Nogueira.

No meio-campo, fixeram parte todos aqueles que integraram o onze inicial, à exceção de Samuel Lino e de Lourency, que foram os homens mais avançados no terreno.

Nas transições defensivas, o Gil Vicente acabou por compactar a linha defensiva, transformando o original 3-5-2 num 5-3-2, onde os únicos jogadores a não descer no setor eram Leautey e Samuel Lino.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (6)

Joel Pereira (6)

João Afonso (6)

Lourency (8)

Claude Gonçalves (8)

Antoine Leautey (8)

Lucas Mineiro (7)

Ruben Fernandes (6)

Samuel Lino (7)

Talocha (6)

Nogueira (6)

SUBS UTILIZADOS

Fujimoto (-)

Vítor Carvalho (-)

Rodrigo (-)

Oliveira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: O que faltou no jogo do Famalicão, dado que não se viu uma equipa tão pressionante e com um rendimento abaixo do que costuma demonstrar?

João Pedro Sousa: Na primeira parte estivemos algo tensos, algo passivos, com muitas dificuldades em chegar ao último terço. De facto, fizemos uma primeira parte um pouco distante daquilo que podíamos fazer. Sabíamos que íamos encontrar um adversário complicado, muito competente e bastante perigoso nas transições ofensivas. Devido a essa falta de agressividade, sofremos lances de perigo e mesmo o golo. Retificámos na segunda parte, entrámos melhor e mais agressivos. Mexemos pouco a nível tático, mas a resposta dos jogadores foi outra. Entrámos mais soltos, mais dinâmicos e conseguimos chegar mais perto das zonas de finalização, mas, infelizmente, não conseguimos virar o resultado. Temos a noção que, por culpa própria, chegámos ao intervalo a perder por uma bola.

Gil Vicente FC

BnR: Viu-se uma equipa competente a praticamente todos os níveis e, mesmo assim, depois do golo, viu-se que Ricardo Soares não parou de dar indicações aos seus jogadores. O resultado é justo perante a exibição ou foi curto?

Ricardo Soares: Eu penso que o resultado é justo. Nós entrámos muito bem no jogo, procurámos pressionar muito alto. Sabíamos que, se limitássemos a primeira fase de construção do Famalicão, iríamos tirar dividendos dessa pressão. Também era nossa clara intenção marcar primeiro porque isso iria inconformar o nosso adversário e, por outro lado, ia dar confiança à minha equipa. Na parte final, tivermos de fazer reajustes porque o Famalicão ia apostar tudo no “chuveirinho” e, atendendo às circunstâncias, estávamos à espera e acabámos por antecipar aquilo que achávamos que ia acontecer, e aconteceu. Para nós, era muito importante sair daqui com três pontos, foi justo e conseguimos.

CD Nacional 2-0 CD Tondela: Alvinegros regressam às vitórias na Liga

A CRÓNICA: “BAILINHO DA MADEIRA” AO RITMO DO “TON(M)DELA”

Para o último jogo do ano civil de 2020, CD Nacional e CD Tondela, subiram ao relvado do Estádio da Madeira para disputar a jornada 11 da Liga. Para este encontro, Luís Freire ambicionava um Nacional com garra e vontade, que possibilitasse finalizar um ano atípico, com uma vitória. Todavia, o Tondela não quereria certamente, entregar de ´mão beijada´ o triunfo aos madeirenses.

Assim, foi os alvinegros que entraram com o pé no acelerador e logo aos 35 segundos, João Vigário cruzou para a finalização de Rúben Micael.

No entanto, o ritmo do Nacional amorenou nos minutos seguintes e o ´maior das Beiras´ conseguiu responder bem ao golo sofrido, com várias ocasiões de perigo junto da baliza de Daniel Guimarães. Nem por isso, os madeirenses se deixaram encostar às cordas, e também tentavam a sua sorte.

Aos 27 minutos, numa transição ofensiva rápida dos madeirenses, Bebeto, ex-jogador do CS Marítimo, fez uma falta sobre João Camacho, levando assim, o segundo cartão amarelo, sendo expulso. Não obstante, o Tondela não permitiu, que tal situação os prejudicasse, até porque o Nacional não demonstrou capacidade para fazer ´comichão´ ao guarda-redes Babacar Niasse, a não ser no único minuto de compensação da primeira metade, quando o capitão madeirense, João Camacho rematou para defesa apertada do guardião senegalês.

Ao intervalo, ambos os treinadores fizeram alterações, mas em termos táticos pouco ou nada mudou.

Nos primeiros cinco minutos da segunda parte, as equipas médicas das duas equipas, quase que não saia de campo, tardando assim o reatamento da partida. Ainda assim, o Nacional veio mais desperto para o início da segunda metade e teve duas grandes oportunidades nos minutos seguintes, à lesão de Rafael Barbosa.

Com um Nacional claramente por cima na partida, o segundo golo tardava em não acontecer, até que à passagem do minuto 68´, numa boa transição ofensiva dos alvinegros, Rúben Micael abriu na direita, onde Rúben Freitas cruzou, Rochez permitiu a defesa de Niasse e na recarga o colombiano Riascos fuzilou as redes tondelenses.

Até final do jogo, o placard não se alterou, apesar de ter sido um jogo muito partido até final, com muitas insistências de parte-a-parte, havendo ainda, tempo para uma expulsão, a de Khacef, que tinha entrado aos 72 minutos para o lugar de Salvador Agra, deixando o Tondela, momentaneamente, reduzido a nove.

 

A FIGURA

Rúben Micael – Foi dos pés do madeirense que nasceu o primeiro golo do encontro, naquele que foi provavelmente o golo mais rápido da Liga, na presente época. Sendo ele, o médio de características mais ofensivas no meio-campo “alvinegro”, foi por ele que passou muito do jogo ofensivo dos “insulares”, estando mesmo evolvido no lance do segundo golo quando à meia volta faz um passe a rasgar para a ala direita, que está na sequência do golo de Riascos.

 

O FORA DE JOGO

Bebeto – Foi expulso antes sequer da meia hora de jogo, e visto que a sua equipa até estava a jogar bem, foi um golpe nas aspirações do Tondela, para o resto da partida. O brasileiro de 30 anos, já tinha cartão amarelo e numa transição defensiva da equipa de Viseu, derrubou “infantilmente” o madeirense João Camacho, vendo assim o duplo amarelo e consequentemente a expulsão.

Apesar da boa resposta do Tondela a esse factor ainda na primeira metade, a verdade é que na segunda metade do encontro a equipa nunca conseguiu ser aquilo que foi nos primeiros 45´minutos, muito por culpa de estar a jogar com menos um.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para esta partida frente ao CD Tondela, Luis Freire fez quatro alteração relativamente ao 11 que tinha jogado com o Porto para a jornada dez da Liga, decidindo-se manter o seu tradicional 4-3-3, com o marroquino Azouni a “6” e o madeirense Rúben Micael, assim como, Nuno Borges, à sua frente.

O CD Nacional entrou com tudo e fez o golo aos 35 segundos, com uma variação no flanco esquerdo, com João Vigário a cruzar para os pés de Rúben Micael. Contudo, nos minutos seguintes o Tondela cresceu, e o Nacional optava por sair longo, fosse dos pés do guarda-redes, fosse dos centrais. Nos primeiros 45 minutos, a nível defensivo, o Nacional, foi uma equipa incapaz de combater o tipo de jogo do adversário, e optou quase sempre pela saída longa.

Ao intervalo, o jovem treinador ´alvinegro´, Luis Freire, fez entrar o nigeriano Alhassan para a saída do cabo-verdiano Nuno Borges, que já tinha amarelo e podia ser expulso a qualquer momento, ao mesmo tempo que aproveitava para meter mais dimensão física em campo.

Na segunda metade, o Nacional veio com uma alteração na forma de jogar e preferiu sair curto, muito à custa de Alhassan que se juntou aos centrais para construir o jogo dos madeirenses. As nuances táticas do Nacional mudaram para a segunda parte e a equipa passou a praticar um futebol de muito melhor qualidade, fazendo o 2-0 através de Riascos, numa jogada de grande envolvimento coletivo, onde o ataque rápido sobressaiu.

Até final, o Nacional esteve contido defensivamente, com boas coberturas defensivas e nem as investidas dos homens de Viseu, fizeram quebrar a muralha chamada Daniel Guimarães.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Guimarães (7)

Rúben Freitas (6)

Lucas Kal (5)

Júlio César (5)

João Vigário (7)

Nuno Borges (5)

Azouni (5)

Rúben Micael (7)

João Camacho (6)

Rochez (6)

Brayan Riascos (7)

SUBS UTILIZADOS

Alhassan (6)

Chico Ramos (4)

Kenji Gorré (4)

Vicent Thill (3)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O espanhol Pako Ayestarán, viajou até à Madeira com o objetivo de não sofrer golos e até quem sabe, levar uma vitória na bagagem. Para isso, o CD Tondela entrou em campo com um 4-4-2.

Apesar do golo sofrido no primeiro lance do jogo, o Tondela não se encolheu e foi para a frente tentar a todo o custo encostar o Nacional às cordas. Depois do primeiro minuto, viu-se um Tondela organizado ofensivamente a ocupar bem os espaços e praticar um bom futebol, sempre em triangulação, sobretudo pelo seu lado esquerdo ofensivo, onde Murillo, Rafael Barbosa e Filipe Ferreira estavam a criar muito perigo junto dos defensas “alvinegros”.

Aos 27 minutos, Bebeto foi expulso e deixou a equipa mais exposta aos ataques do Nacional. Todavia, a formação de Viseu não se deixou abater e com uma boa ocupação dos espaços e uma boa organização, manteve o resultado em 1-0 até ao intervalo, tendo inclusivamente, oportunidades suficientes para empatar.

Ao CD Tondela tudo acontecia e logo no reinício da partida, Rafael Barbosa viu-se forçado a deixar o encontro devido a uma lesão na coxa, passando o Tondela a jogar num 3-4-2, com Salvador Agra na direita, Murillo na esquerda e Mario Gonzalez e Rúben Fonseca, que entrará para o lugar do número “70”, dos “auriverdes”. Os “tondelenses” não deitaram “os braços ao chão”, e bem tentaram chegar à baliza do Nacional com perigo, mas sem grande êxito.

Aos 72´minutos o lateral argelino, Khacef entrou e a equipa reajustou-se em 4-4-1, sempre em busca de algo mais na partida, embora ofensivamente não se viu um Tondela tão organizado e compensado, mostrando no lance do segundo golo dos ´nacionalistas´ o porquê de ser a pior defesa do campeonato.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Niasse (6)

Bebeto (3)

Yohan Tavares (5)

Enzo Martinez (5)

Filipe Ferreira (SC) (5)

Salvador Agra (5)

Jaume (4)

Jaquité (5)

Jhon Murillo (5)

Rafael Barbosa (6)

Mario Gonzalez (5)

SUBS UTILIZADO

Abdel Medioub (4)

Rúben Fonseca (4)

Khacef (2)

João Mendes (3)

Tiago Almeida (3)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Tondela 

BnR: Acha que se não fosse a expulsão de Bebeto aos 27 minutos, o Tondela podia ter dado a volta ao marcador?

Pako Ayestarán: Não podemos dizer que a culpa é deste ou daquele. A culpa de não vencermos, é nossa. Entramos desconcentrados e levamos o golo no primeiro momento do jogo. Apesar de termos jogado bem, não conseguimos finalizar as ocasiões flagrantes que tivemos, a verdade é essa. Infelizmente, é o 5º ou 6º vez esta época, que temos de lidar com uma expulsão, mas isso não pode ser justificação para perdermos os jogos.

CD Nacional

Não foram colocadas questões ao técnico do CD Nacional, Luís Freire.