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O melhor 11 do século XX da Liga Inglesa

A Liga Inglesa é, para muitos, a melhor do mundo. De quem viu Dalglish e Rush brilhar em Liverpool aos que veem De Bruyne e Salah reinar atualmente, todos se apaixonaram pelo espetacular futebol do país que viu nascer o “desporto-rei”.

Neste artigo, como indica o título, o foco recai sobre o anterior século e, sobretudo, naqueles que durante ele brilharam. Na equipa seguinte, compilámos as figuras de destaque do século XX e obtivemos uma formação de luxo, que “bebeu” de vários históricos do futebol inglês e europeu.

Os 3 melhores golos leoninos | Belenenses SAD x Sporting CP

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O Sporting CP defronta, este domingo, a equipa do Belenenses SAD. Apesar de o nome da equipa que os leões vão defrontar ser à vontade do freguês, a partida não antecipa ser nada fácil. No último jogo em casa, para o campeonato nacional, a equipa de Petit venceu o SC Braga.

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Este é um duelo com pouca história. Desde que a Belenenses SAD se separou da formação do Restelo e começou a atuar no Estádio do Jamor, disputaram-se quatro partidas oficiais entre as duas equipas. O Sporting CP tem clara vantagem, visto que venceu todos os confrontos.

De modo a antever este jogo da 11ª jornada do campeonato, entre o líder e o 10º classificado, reuni um TOP dos três melhores golos marcados no duelo entre as equipas que entrarão em campo.

Fórmula 1 | Chegou o salvador da Red Bull Racing?

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Chegou a notícia de que todos estávamos à espera na Fórmula 1. Sergio Pérez vai pilotar pela Red Bull Racing (RBR) em 2021. Assim, Alex Albon fica relegado para piloto de reserva e de testes da equipa, focando-se no desenvolvimento do carro de 2022 (altura em que os novos regulamentos entrarão em vigor na Fórmula 1).

Na Red Bull Racing a situação de Alex Albon em 2020 não era fácil. Foi pedido ao tailandês para melhorar as suas performances, mas este não conseguiu. Apesar de dois pódios, Albon nunca foi capaz de estar perto de Max Verstappen, que em 2020 foi o único a conseguir dar luta aos Mercedes. Em números, Verstappen ficou sempre na frente na qualificação (17-0) e na corrida (12-5). Se retirarmos os DNF de ambos, é fácil notar que a RBR foi equipa de apenas um cavalo, um “cavalo holandês”.

Depois de Pierre Gasly ter falhado na RBR, Helmut Marko e Christian Horner tiveram mais paciência com Albon. Não foi retirado da equipa a meio do ano (tal como Gasly), mas claramente não fez o suficiente para garantir o lugar de 2021.

No final, e apesar da desilusão de perder o lugar permanente na Fórmula 1, Albon afirmou que o foco é agora 2022, dizendo que «dei tudo o que tinha, mas não foi o suficiente. Tenho de agradecer a todos os que me ajudaram este ano, especialmente aos adeptos tailandeses. Com todas as opiniões existentes, eu sempre tentei dar o meu melhor. Não vou desistir porque coloquei tudo nisto e não vou deixar que acabe por aqui. Tenho mais para dar e o meu foco será voltar em 2022 para poder agitar a bandeira tailandesa novamente».

Pierre Gasly e Alex Albon nunca conseguiram estar perto de Max Verstappen. O holandês tem sido quase implacável desde que chegou à Red Bull Racing
Fonte: Red Bull Racing

Para Pérez, esta pode-se dizer que é a segunda oportunidade numa equipa grande, depois de ter passado uma temporada, em 2013, na McLaren. Na equipa de Woking as coisas não correram bem. Nessa altura, foi a primeira temporada da McLaren sem pódios desde os anos 80 e em termos de qualificações as coisas não correram melhor. No final, Pérez sai para a Force India, depois nomeada Racing Point, onde ficaria até 2020. Foi no “carro rosa” que conquista a sua primeira vitória na F1, no Grande Prémio do Sakhir, uma corrida onde na primeira volta estava em último e depois soube aproveitar a “desgraça” da Mercedes.

A chegada de Pérez à RBR deve-se, essencialmente, à temporada de 2020 do mexicano. Depois de saber que não ficaria na Racing Point, que se transforma em Aston Martin para 2021 e tem Sebastian Vettel, Pérez andou a ‘cheirar’ a equipa austríaca e após a confirmação, Pérez afirmou: «A equipa tem uma mentalidade vencedora, tal como eu, e estou aqui para me mostrar. Tenho a oportunidade de correr por uma equipa que luta para vencer o campeonato e isso é algo que eu sempre quis desde que me juntei à Fórmula . Hoje é um momento de orgulho poder vestir as cores da Red Bull».

Assim, a chegada de Pérez vem com a promessa de dar mais luta a Verstappen. 2020 foi o melhor ano do mexicano: conquistou a quarta posição no campeonato de pilotos, batendo o seu colega de equipa, Lance Stroll, 10-4 em qualificações e 8-5 nas corridas. Isto mesmo perdendo as duas corridas na Grã-Bretanha após testar positivo à COVID-19.

Fonte: Formula 1

Depois da RBR terminou 2020 no topo, espera-se que Pérez e Verstappen levem a luta aos Mercedes na próxima temporada, com a ajuda do ‘congelamento’ dos regulamentos (chassis é o mesmo, apesar de algumas diferenças aerodinâmicas nos carros).

A pergunta do título é «Chegou o ‘salvador’?». Para mim, a chegada de Pérez serve para, primeiro, dar luta a Verstappen e segundo, conseguir pódios regulares para ajudar a equipa nos construtores também. A chegada de Pérez pode dar-nos o melhor Verstappen, com o mexicano a querer “morder os calcanhares” do holandês. Um bónus para a equipa é o facto de Pérez ser considerado alguém que desenvolve bem os carros, o que pode ajudar nos inícios mais lentos da RBR.

Então, «Salvador?» Talvez. Para já o objetivo é pelo menos estar perto de Verstappen…algo que nem Gasly nem Albon fizeram.

Foto de Capa: F1

FC Porto | É hora de celebrar com os pés na terra

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A vitória do FC Porto na Supertaça foi um grande presente no sapatinho dos adeptos portistas. Bater o maior rival por dois golos sem resposta e, no final, ter direito a levantar mais um troféu e levá-lo para o museu é para festejar, mesmo que não seja possível como noutros tempos. Ainda assim vimos através das redes sociais dos dragões que os jogadores aproveitaram o momento como ninguém e transmitiram-nos uma sensação de grande união no balneário.

O lado de bom de se ter disputado esta Supertaça quase a meio da temporada é que agora, por consequência, haverá repercussões positivas e negativas (para o vencedor e derrotado) no campeonato e nas restantes provas. Certamente que esta vitória subirá a confiança dos jogadores portistas e, quase proporcionalmente, aumentará a qualidade do desempenho dos dragões.

Claro que ainda é cedo para se tirar ilações de como a época acabará para o FC Porto, até porque o futebol não é uma ciência exata e um deslize inesperado pode deitar tudo a perder para uma equipa. Ainda existem muitos pontos para disputar e os azuis e brancos mantêm-se no terceiro lugar da Primeira Liga a quatro pontos de distância do primeiro classificado, Sporting CP.

Jogadores e o staff técnico saborearam a conquista da Supertaça no relvado e no balneário

O que é certo é que a vitória do FC Porto veio no momento certo, mesmo antes de um mês que se avizinha difícil. A equipa de Sérgio Conceição defrontará o SL Benfica para o campeonato, existe também uma passagem à final da Taça da Liga para disputar frente ao Sporting CP e o jogo dois oitavos de final da Taça de Portugal na Choupana. O início do ano 2021 será decisivo para o que resta da temporada do FC Porto e se a equipa quiser estar em todas as frentes não pode desviar-se do caminho.

Para já, o momento é de celebração. Como na vida, todas as conquistas devem ser valorizadas e esta foi ainda mais saborosa. Na hora de iniciar a próxima partida, frente ao Vitória SC, muda-se o chip e procura-se ganhar mais uma final. Vivem-se bons tempos no dragão e este bom momento trouxe-nos esperanças de uma temporada dourada.

NFL, Cleveland Browns | A arte de Kevin Stefanski

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Durante longos anos, os Cleveland Browns foram a chacota da liga, a certo ponto combinando duas épocas para um registo incrivelmente mau de 1-31. A chegada de Baker Mayfield pareceu revitalizar um pouco a equipa, mas o segundo ano do quarterback foi, bem ao estilo dos Browns, uma desilusão.

Era preciso uma revolução e os donos do clube perceberam-no, contratando Andrew Barry para GM e Kevin Stefanski para treinador. A aposta surtiu efeito e o conjunto de Cleveland soma um registo de 10-4, assegurando um ano vitorioso, algo que não fazia desde 2007, e estando próximo de garantir a qualificação para os playoffs pela primeira vez em 18 anos.

Ora, há muitos fatores que contribuem para esta mudança de sorte da equipa de Ohio. Sucessivas escolhas madrugadores no draft certamente ajudam e Myles Garrett e Baker Mayfield, primeiras escolhas do draft em 2017 e 2018, têm grande importância no jogo dos Browns, mas também houve boas mexidas no mercado, como as polémicas contratações de Odell Beckham e Kareem Hunt.

Mas, há mais que isso, especialmente porque os Browns não se limitam a ganhar, jogam futebol que dá gosto ver, em ambos os lados da bola. Afinal, não é por acaso que recente confronto com os Ravens é tido por muitos como o melhor jogo do ano, é porque os Browns entusiasmam e, com um parceiro certo, criaram uma partida brilhante.

Falando especialmente na parte ofensiva, é simples dizer que os Cleveland Browns apostam bastante no jogo pelo chão e, com Chubb e Hunt, estranho seria se não o fizessem. Contudo, tal é também bastante redutor. Mayfield tem tido uma boa época no passe e parece confirmar que é o QB certo para os Browns crescerem. E, acima de tudo, os Browns têm uma capacidade incrível de criar jogadas diferentes, é comum ver jogadores como Landry ou OBJ a trocarem as voltas aos adversários.

Os Cleveland Browns não são os mesmos. Pela primeira vez em muito, muito tempo, são candidatos. Há que culpar Stefanski.

Foto de Capa: Cleveland Browns

Adel Taarabt | Uma bomba-relógio no meio campo encarnado

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Adel Taarabt tornou-se jogador do SL Benfica no ano de 2015. Chegando ao então bicampeão nacional após ter rescindido contrato com o QPR FC. Na altura, já tinha representado clubes como o AC Milan e o Tottenham Hotspur FC, mas chegaria ao Benfica com o rótulo de eterna promessa do futebol mundial.

Adel Taarabt era reconhecido pela enorme qualidade técnica, mas também pela sua indisciplina e mau profissionalismo. Chegado ao clube encarnado, o médio marroquino apresentou-se no Seixal com excesso de peso e não demorou muito tempo a ser notícia devido à sua indisciplina.

Os problemas extra-futebol levaram o marroquino a ficar sem jogar, levando inclusive o presidente Luís Filipe Vieira a declarar numa entrevista que ele não voltaria a jogar no Benfica.

A indefinição quanto ao seu futuro permaneceria até Janeiro de 2017, quando o médio seria emprestado aos italianos do Genoa CFC por um ano e meio, onde jogaria com regularidade e pôde voltar a sentir prazer em jogar futebol.

Regressado ao Benfica no Verão de 2018, Adel Taarabt voltaria a treinar com a equipa B, até que, aquando da promoção de Bruno Lage ao plantel principal, este decidiu dar uma oportunidade ao médio marroquino, começando a integrá-lo nos jogos da equipa B, vindo a estrear-se oficialmente na equipa principal no jogo em casa contra o Tondela.

Aí veríamos finalmente um Adel Taarabt com outra atitude, que viria a justificar mais oportunidades. O clube viria a reconhecer o seu empenho oferecendo-lhe um novo contrato no Verão de 2019. Na época passada, o médio viria a conquistar um lugar no onze titular, tendo também regressado à selecção marroquina.

Adel Taarabt renovou recentemente contrato até 2023
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, apesar de já ter dado provas do seu talento de águia ao peito, o rendimento de Adel Taarabt não tem gerado consensualidade no seio dos adeptos encarnados. O internacional marroquino é capaz de encantar os adeptos com os seus pormenores de fino recorte técnico, mas também é capaz de os deixar à beira de um ataque de nervos com algum passe errado ou uma perda de bola.

Adel Taarabt é um jogador de alto risco em todas as suas acções e que não sabe jogar de outra forma. Tanto é capaz de criar uma ocasião de perigo do nada, como é capaz de originar um contra-ataque perigoso para a equipa adversária e que nesta época, já resultaram em golos.

Para além disso, é também um jogador que tem sempre uma abordagem agressiva sem bola, que resulta muitas vezes em entradas fora de tempo e em saídas na pressão desmedidas e que expõem o espaço nas suas costas e desmontam a organização defensiva da equipa.

Adel Taarabt é um jogador que joga sempre no limite, sendo capaz do melhor e do pior. Um jogador que tem muito talento e qualidade técnica, para pouca cultura táctica e pouco QI futebolístico.

Na minha opinião, um jogador que joga como oito (sobretudo no meio-campo a dois) não pode apenas ser um jogador que desequilibrar com fintas e passes a rasgar as linhas adversárias. Também tem de saber segurar a bola, definir, temporizar e pensar o jogo, ter a inteligência que lhe permita tomar as decisões certas com e sem bola.

Análise dos pontos perdidos até ao Natal | Sporting CP

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Parece mentira, mas a verdade é que 2020 é o ano em que o Sporting CP não só chegou ao Natal como passou a consoada no primeiro lugar do campeonato. A equipa de Alvalade já não vivia a época natalícia como líder desde 2001/2002, ano em que se sagrou campeã nacional pela última vez. Bom presságio? Bem, as contas fazem-se no final.

A equipa liderada por Rúben Amorim tem, até ao momento, um recorde bastante positivo, no que toca aos resultados. Em 15 partidas disputadas, o Sporting soma 12 vitórias, dois empates no campeonato e apenas uma derrota, frente ao LASK Linz, na qualificação para a fase de grupos da Liga Europa.

Ora, visto que já elaborei um artigo aquando a única derrota dos leões esta temporada, nesta análise vou apenas focar-me nos jogos em que o Sporting CP perdeu pontos no campeonato nacional. Falamos, obviamente, da receção ao FC Porto e da deslocação a Famalicão.

À quarta jornada da Liga Portuguesa, o Estádio José Alvalade XXI foi palco de um dos clássicos do futebol português. Sporting CP e FC Porto empataram a duas bolas, num jogo em que a formação verde e branca criou mais oportunidades de golo, mas pecou na finalização. A equipa visitante foi mais eficaz e experiente, tendo levado um ponto de Alvalade.

Frente ao FC Porto, Luciano Vietto saltou do banco para marcar o tento do empate leonino
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na jornada nove, foi a vez de o Sporting CP visitar o terreno do Famalicão. O grupo liderado por Rúben Amorim saiu prejudicado não só pelos erros da própria equipa, como a falta de eficácia ofensiva, a grande penalidade desperdiçada, o erro clamoroso de Adán e a expulsão de Pedro Gonçalves, como pelo golo anulado a Coates, já no final da partida. Neste jogo, apesar da união demonstrada em volta do festejo efusivo dos jogadores, o conjunto leonino revelou, também, falta de maturidade e experiência em certos momentos do jogo, frutos da baixa média de idades dos atletas.

No cômputo geral, são positivas as indicações que a equipa tem dado, ao longos dos jogos que desempenhou até ao Natal. Coesão, união e determinação são palavras que encaixam na lista de adjetivos referentes a este conjunto de leões que, esperamos todos nós, continuem o bom caminho que têm percorrido. É esperar que a qualidade do futebol se transponha à falta de experiência e que finalmente possamos ver um futuro risonho para o Sporting CP.

Leicester City FC 2-2 Manchester United FC: Troca de prendas e ninguém fica a ganhar

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A CRÓNICA: O TÍPICO JOGO DE PARADA E RESPOSTA

No jogo de abertura do Boxing Day, Leicester City FC e Manchester United FC pecaram defensivamente em momentos cruciais e não foram além de um empate a duas bolas, perdendo a hipótese de se aproximarem verdadeiramente do Liverpool na liderança da Premier League.

Num primeiro tempo em que foram os visitantes a começar melhor, Rashford desperdiçou uma grande oportunidade logo nos primeiros segundos do jogo, mas acabaria por redimir-se mais tarde: lançamento bem trabalhado, nova assistência de Bruno Fernandes e o golo inaugural para o avançado inglês.

O Leicester reagiu à meia hora de jogo e foi precisamente no primeiro remate dos foxes à baliza que Barnes acabaria por restabelecer a igualdade, com tempo e espaço para tentar a sua sorte de fora da área.

No regresso dos balneários, o United foi tendo um maior pendor ofensivo e dispôs das melhores ocasiões. Primeiro numa bola de Rashford travada por Schmeichel, depois num golo anulado a Martial por fora de jogo e ainda num remate eficaz de Bruno Fernandes (após passe do recém-entrado Cavani) a dar a vantagem aos red devils, já no último um quarto de hora. Contudo, o Leicester voltou a responder e, novamente no primeiro remate enquadrado na segunda metade, foi Vardy a atirar para o empate num lance bem trabalhado por Ayoze Pérez.

Com este resultado, tudo se mantém igual no topo da classificação, com o Leicester em segundo lugar a somar 28 pontos e o Manchester United a fechar o pódio, com 27 (menos um jogo). Ambos os clubes poderão ainda cair algumas posições no final desta jornada, dada a elevada proximidade entre as equipas nos lugares cimeiros da tabela. Não fosse esta competição a Premier League…

 

A FIGURA

Bruno Fernandes – Nem foi das melhores exibições do internacional português pelo Manchester United, mas ainda assim conseguiu ser o destaque da partida, com um golo e uma assistência. No primeiro tempo, a ligação entre os elementos do meio-campo não foi esclarecedora o suficiente e isso apenas foi melhorado na segunda metade, principalmente com a entrada de Pogba, que até esteve no lance do 1-2. O maior erro de Bruno Fernandes terá sido a perda de bola que originou o golo de Barnes, mas mesmo assim voltou a elevar a percentagem de participação direta em golos do United. E isso merece o devido reconhecimento…

O FORA DE JOGO

Daniel James – É um jovem jogador com bons atributos e boa condução de bola, mas não esteve ao seu melhor nível neste jogo: perdeu várias bolas, nem sempre abriu as linhas de passe que se exigiam e, antes de ser substituído, não teve o discernimento necessário para isolar um colega de equipa numa transição que parecia levar um bom rumo. Não foi de estranhar a mexida na equipa logo no início do segundo tempo. Depois da titularidade conquistada goleada frente ao Leeds, terá comprometido com esta prestação mais fraca? A ver vamos…

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Brendan Rodgers decidiu repetir exatamente o mesmo “onze” da última jornada, disposto num 4-2-3-1 que revelou ser mortífero frente ao Tottenham. Youri Tielemans e Wilfred Ndidi voltaram a constituir o duplo-pivot dos foxes, embora desta vez com mais dificuldades para travar as investidas ofensivas do adversário.

O Leicester revela quase sempre ser uma equipa equilibrada em todos os momentos do jogo. No entanto, no que toca ao aspeto defensivo, foram várias as vezes que o setor mais recuado foi apanhado em contra-golpe e isso só não saiu do jogo sem pontos ou por obra de Schmeichel, ou por posicionamentos irregulares da frente de ataque do Manchester United.  O jogo foi de parada e resposta e a reação do Leicester ainda foi suficiente para conseguir somar o primeiro empate caseiro, colocando termo à longa sequência vitoriosa do adversário no confronto direto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (7)

Timothy Castagne (6)

Jonny Evans (5)

Wesley Fofana (6)

James Justin (6)

Youri Tielemans (7)

Wilfred Ndidi (6)

Harvey Barnes (7)

James Maddison (6)

Marc Albrighton (5)

Jamie Vardy (7)

SUBS UTILIZADOS

Ayoze Pérez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Já Ole Gunnar Solskjaer fez apenas uma alteração forçada no “onze” que goleou o Leeds United, na passada jornada – o lateral-direito Wan-Bissaka lesionou-se e foi o central Eric Bailly o escolhido para integrar a equipa inicial dos red devils.

Se inicialmente se pensou que o United podia jogar com um esquema de três centrais, rapidamente se percebeu que a intenção passava por manter o 4-2-3-1 habitual, fazendo descair Lindelöf para o lado direito, de modo a conter as boas combinações entre Maddison e Barnes nesse corredor. Já no que diz respeito às transições ofensivas, o emblema de Manchester conseguiu aplicar o jogo em profundidade que pretendia no segundo tempo e por várias vezes assustou a equipa contrária. O maior erro esteve na segurança em controlar e segurar a vantagem que, como se viu pela reação do oponente, foi nula.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David de Gea (6)

Luke Shaw (6)

Harry Maguire (6)

Eric Bailly (5)

Victor Lindelöf (6)

Fred (7)

Scott McTominay (7)

Marcus Rashford (7)

Bruno Fernandes (8)

Daniel James (4)

Anthony Martial (6)

SUBS UTILIZADOS

Pogba (7)

Axel Tuanzebe (5)

Edinson Cavani (6)

NBA | Um Natal diferente… mas empolgante como o Habitual!

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Mais um Natal passou! Este que parecia não chegar mais depois de um ano atribulado e de mudança. Espera-se que tenha sido um Natal com muita saúde, comida e ambiente festivo para todos. Depois de uma boa noite de consoada, chega o melhor dia, o dia de abrir os presentes! Mas, para os fãs do universo da NBA, um dos melhores presentes é mesmo ver a “maratona” dos jogos “especiais de natal”, contando com cinco neste Natal.

Esta é uma tradição que já remonta à segunda época da NBA, em 1947. Este ano, não sendo excepção, e apesar das adversidades da pandemia que vivemos, os jogos foram bastante emocionantes.

A noite abriu com os campeões da Conferência Este, os Miami Heat, a defrontarem os New Orleans Pelicans de Brandon Ingram e Zion Williamson, em South Beach. Zion Williamson estreou-se no dia de Natal, e brilhou com 32 pontos, a juntar aos pontos de Brandon Ingram, com algumas jogadas que apontam para o crescimento continuo ofensivo do jovem extremo.

No entanto, a história do jogo viria a ser a de Duncan Robinson dos Miami Heat, a impor um novo recorde do dia de Natal com 6 triplos marcados na primeira parte, e ainda o recorde de 7 triplos no total do jogo, a igualar a marca de Brandon Ingram em 2019. Os Miami Heat, como equipa, marcariam 13 triplos, também a impor um novo recorde no dia de Natal!

Miami esteve na frente do marcador praticamente o jogo todo, e com algumas saídas de transição rápida, ia impondo o ritmo de jogo. Do lado de New Orleans ia sendo Ingram e Zion que impunham algum ritmo e impediam os Miami de se afastarem no marcador. Mas Miami, fruto de mais experiência, manteve a liderança até ao final e conseguiram uma vitória confortável por 111-98.

Foto de capa: NBA

Arsenal FC x Chelsea FC | Um clássico insonso num dia mítico

Em condições normais, o derby londrino entre o Arsenal FC e o Chelsea FC em pleno boxing day seria um acontecimento que pararia o mundo. Vá, algum exagero, peço desculpa, mas seria um acontecimento marcante. Seguramente eu e o leitor faríamos questão de arranjar um espaço na agenda para às 17:30 estar no sofá a acompanhar atentamente este evento. No entanto, não estão propriamente reunidas condições normais.

Por onde começar? Sempre nos habituámos a assistir ao boxing day como algo frenético, um acontecimento do futebol inglês, o mítico dia a seguir ao Natal em que as equipas se digladiam. Nesta modalidade que agora se pratica dentro de estádios vazios será a primeira vez em que vou acompanhar um boxing day.

UM DIA MÍTICO QUE CULMINA COM UM DÉRBI LONDRINO DIFÍCIL DE ADIVINHAR O SEU RESULTADO FINAL. MAS TU CONSEGUES. POR ISSO, APOSTA JÁ EM BET.PT!

Neste caso específico do Arsenal x Chelsea falta mais qualquer coisa. Não é só o público que tem deixado saudades. As próprias equipas de Arsenal e Chelsea também têm feito falta. É certo que seja em que condições for, este derby londrino é sempre um bom jogo em perspetiva. Mas, ainda assim, estamos perante um jogo entre o 15.º e o 5.º classificados do campeonato inglês à 15.ª jornada. Dos dois conjuntos, aquele que está num melhor momento de forma é o Chelsea e nos últimos cinco jogos ganhou um total de dois. Isto é que é boa forma.

Por sua vez, o Arsenal também consegue encontrar alguns indicadores positivos para este jogo. Ninguém lhes retira a proeza de estarem a fazer uma época absolutamente desastrosa, é certo. Mas no último embate entre Arsenal e Chelsea, os gunners venceram por duas bolas a uma, e, inclusive, arrecadaram a estupenda Taça de Inglaterra. Pode ser que, ao relembrarem esse dia, arranjem forças para levarem de vencidos os blues.

A grande verdade é que estes dados pouco ou nada importam. É a Premier League, é mágica precisamente pela constante imprevisibilidade. Então num dia mítico como o boxing day, mais mágico se torna. No entanto, tendo em conta o estado do mundo em geral, e das duas equipas em particular, espero um duelo “insonso”. Era bom que me surpreendessem.

Foto de Capa: Arsenal FC e Chelsea FC