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Bruno de Carvalho no BnR TV: «Isto é tudo estranhíssimo»

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O último programa Mourinhos vs Guardiolas contou com a presença especial de Bruno de Carvalho, ex-Presidente do Sporting CP. A conversa versou sobre temas quentes da actualidade futebolística e, em especial, sobre o processo Cashball 

A abrir o programa, Bruno de Carvalho deu a sua opinião sobre a actual tensão existente no FC Barcelona e o afastamento do ex-Presidente do clube catalão, Josep Maria Bartomeu. Achei interessante e até mesmo oportuno o paralelismo que Bruno de Carvalho estabeleceu entre a situação que ele viveu nos seus últimos dias enquanto Presidente do Sporting CP com a do antigo Presidente dos blaugrana. De facto, são vários os pontos comuns entre as experiências dos dois presidentes. À semelhança de Bruno de Carvalho, Bartomeu, por um lado, não cedeu a pressões políticas na medida em que declinou com firmeza qualquer género de promiscuidade entre o FC Barcelona e as facções políticas pró-independência que governam a Catalunha; por outro, hostilizou-se com o “super-empresário” Jorge Mendes.  

Tal como Bruno de Carvalho, Bartomeu tornou-se um incómodo para muitos lobbies que parasitam à volta do futebol moderno. Não pode haver outro motivo senão este, pois a nível desportivo Bartomeu havia já conquistado grandes títulos para o FC BarcelonaE também à semelhança do que aconteceu em Alvalade, o seu “processo de afastamento” começou pelos jogadores que numa atitude hostil galvanizaram os adeptos contra a figura do Presidente.  

De facto, em qualquer clube do mundo, a lealdade dos adeptos está em primeira linha para com os seus jogadores. Bruno de Carvalho soube frisar muito bem este ponto para chegar a uma grande conclusão. Segundo ele, “as coisas estão subvertidas: são os jogadores que mandam e as pessoas não têm noção (…) os jogadores fazem cartas conjuntas e a partir daí mais vale os presidentes fugirem”. Percebe que os jogadores tenham vontade de mudar de clube rumo a outros projectos desportivos, mas surpreende-se com o facto de os jogadores resolverem esses problemas hostilizando-se com o “empecilho”.  

E é curioso que o afastamento dos “empecilhos” do Sporting CP e do FC Barcelona só veio agudizar a crise dos dois clubes. O clube leonino acabaria por registar uma das piores épocas da sua história em 2019/2020 e a sua massa associativa viria a sofrer uma fractura lacerante; enquanto que o FC Barcelona é, hoje, uma “casa a arder”.  

A conversa seguiu para o tema Cashball. Bruno de Carvalho explicou com pormenor os factos e as teias de ligações com Paulo Gonçalves e César Boaventura, que estiveram por trás do denunciante Paulo Silva. Desmistificou igualmente o papel de André Geraldes que qualificou como “pessoa sinistra”. É de facto a pequenez do nosso país e do seu futebol que roça o miserável que permite a existência de uns “pilha-galinhas”, lacaios de lobbies e outros interesses.

Bruno de Carvalho foi convidado para o programa “Mourinhos vs. Guardiolas” e versou sobre a atualidade futebolística, apontando a mira ao processo Cashball
Fonte: Arquivo Pessoal

O ex-Presidente do Sporting CP expôs ainda as várias coincidências verificadas, nomeadamente, o facto de a CMTV no dia do ataque de Alcochete ter anunciado em exclusivo o caso Cashball com acusações de corrupção ao clube leonino e ainda o facto de ter as câmaras posicionadas para captar o ataque propriamente dito e o acesso exclusivo a imagens do balneários.  

No meu entender, Bruno de Carvalho deveria ter dado ênfase à mãe de todas as coincidências neste processo de ataque e difamação de que o Sporting CP foi alvo: a denúncia de Paulo Silva é entregue junto da Polícia Judiciária juntamente com o seu célebre telemóvel em Março de 2018, precisamente no mês em que o país ficou a saber que o SL Benfica de Vieira havia criado o célebre “Gabinete de Crise”. 

Outro facto que considero ter sido muito bem sublinhado por Bruno de Carvalho foi o de que, enquanto Presidente do Sporting CP em exercício do seu mandato, nunca foi ouvido pelas autoridades durante a fase de inquérito do processo, ao contrário de André Geraldes que passou de arguido com caução paga (sabe-se lá por quem) a testemunha principal.  

Bruno de Carvalho pergunta – e bem: é verosímil que Alcochete e Cashball tenham sido loucuras de Paulo Silva e Fernando Mendes? Claro que não. O tempo é soberano. E aos poucos parece cada vez mais evidente que Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting CP, era uma figura a abater por ser incomodativa para os tais lobbies políticos que tornam imundo o futebol que todos nós gostamos.  

Já perto do fecho do programa, em resposta a uma pergunta feita pelos nossos espectadores, Bruno de Carvalho assumiu, quase em jeito de acto de contricção, o seu arrependimento em ter trazido Jorge Jesus para o Sporting CP. Na minha opinião, entre os muitos erros que Bruno de Carvalho cometeu ao longo da sua presidência, o maior não foi ter contratado o actual treinador e sócio do SL Benfica, mas sim ter mantido em Alvalade qual Cavalo de Tróia após a época de 2016/2017.  

Goste-se ou não da figura do ex-Presidente leonino, qualquer Sportinguista tem de ficar, no mínimo, satisfeito em saber que, uma vez mais, o seu clube é ilibado da prática de crimes alegadamente cometidos no exercício do seu mandato. Algo que os adeptos de outros clubes não se poderão orgulhar.  

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O novo paradigma da Mitchelton pós-van Vleuten

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Durante cinco épocas, a Mitchelton-Scott foi uma das melhores equipas do mundo, à boleia de Annemiek van Vleuten. Nesse período, a veterana neerlandesa esteve embrenhada numa luta com a compatriota Anna van der Breggen pelo título de melhor do mundo e a sua equipa tirou proveito, com triunfos de alto relevo a surgirem todos os anos e em todo o tipo de terreno.

No entanto, em 2021 isso chegará ao fim com a mudança de van Vleuten para a Movistar Team e, com isso, o conjunto australiano, cuja instabilidade financeira parece não dar para contratar uma líder substituta entre as estrelas do pelotão, terá de mudar a forma de correr e apostar na prata da casa.

Se este texto tivesse sido escrito há um ano, a resposta mais óbvia seria de cerrar fileiras em torno de Amanda Spratt. A trepadora australiana vinha de um par de excelentes temporadas que a consagraram como a terceira melhor trepadora do mundo e também um bom ativo para as clássicas acidentadas.

Contudo, 2020 não foi uma época positiva para Spratt que esteve bem abaixo das expectativas. Poderá dar-se o caso da atleta não ter respondido da melhor forma à paragem pandémica primaveril e, sendo somente isso, a Mitchelton terá aqui a sua principal figura para o próximo ano. Porém, Spratt pode estar a começar a acusar a idade, até porque, exceção feita à extraterrestre van Vleuten, há poucas ciclistas a partir da sua idade a render o mesmo.

Nesse cenário, terão outras atletas de assumir a responsabilidade. Lucy Kennedy, já com alguma veterania, é um dos nomes que vem à cabeça. Sem a qualidade para ir cara a cara com as melhores, é, ainda assim, uma combativa de qualidade que, com liberdade, pode dar dores de cabeça às adversárias, especialmente em percursos acidentados.

Há também Grace Brown, que tendo chegado tarde ao ciclismo, já se vai afirmando como tendo um dos motores mais sólidos do pelotão. Muitas das características de Grace Brown fazem dela uma gregária de luxo e, sem dúvidas, tê-la ao serviço de van Vleuten era um excelente aproveitamento das suas qualidades. Mas, os seus talentos são também apetecíveis para encarar as clássicas e será aí que deve ser a primeira escolha da equipa.

Ane Santesteban é uma das contratações para 2021 e, juntamente com Spratt, ficará encarregue do departamento das escaladas. A espanhola tem subido de nível exibicional nos últimos anos e é uma aposta robusta para bons resultados em provas por etapas com maior dureza.

No restante do plantel, há também qualidade, mas não se poderá pedir muito mais do que tentativas de sucesso em fugas oportunistas ou provas.

Habituadas a ocupar a frente do pelotão, a época que se aproxima será uma experiência diferente para as corredoras do coletivo australiano que terão, provavelmente, bem menos ocasiões para celebrar, mas também haverá mais oportunidades para figuras menos sonantes procurarem enriquecer o palmarés.

Foto de Capa: Mitchelton-Scott

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Bruno de Carvalho: «André Geraldes é uma figura sinistra. Está em todo o lado, mas não está em lado nenhum»

O Mourinhos vs. Guardiolas desta noite de 18 de novembro ganhou um toque especial e, ao invés de uma discussão com um treinador ou especialista do futebol, tivemos Bruno de Carvalho – antigo presidente do Sporting Clube de Portugal. Os temas mais quentes do Futebol europeu e nacional foram abordados e discutidos ao longo do programa.

A tensão entre Lionel Messi e Futebol Clube Barcelona foram o ponto de partida para se começar o programa. Bruno de Carvalho comparou a situação do clube catalão com os momentos que se sucedeu no Sporting CP quando acabou por deixar de ser presidente. O antigo presidente leonino falou sobre a relação com Josep Maria Bartomeu, ex-presidente dos “culés”.

O processo Cashball, um tema com um desfecho muito recente na justiça, não foi esquecido durante o programa e todos os pontos foram analisados à lupa. Contudo, Bruno de Carvalho afirmou estar satisfeito com o facto de o clube leonino ter sido ilibado dos processos do Cashball e também com o caso ao ataque à Academia do clube leonino, em Alcochete.

Questionado ainda sobre a possibilidade de André Geraldes estar, eventualmente, a pensar candidatar-se a presidente dos leões, o antigo presidente dos leões aconselhou os adeptos: «não ponham o André Geraldes no Sporting Clube de Portugal».

Bruno de Carvalho comentou ainda o momento dos leões na época e afirmou que Ruben Amorim ficaria como treinador do clube – caso voltasse a ser presidente -, porque está a fazer um bom trabalho. O antigo dirigente leonino confessou que gostaria de trabalhar novamente com o Leonardo Jardim, que foi treinador do Sporting na temporada de 2013/14.

Este programa moderado por Diogo Soares Loureiro, comentário de Frederico Seruya e Mário Cagica e Bruno de Carvalho, presidente dos leões de Alvalade entre 2013 e 2018, como convidado.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

FC Porto 31-34 Paris Saint-Germain FC: Segunda parte invertida

A CRÓNICA: DEPOIS DE UMA PRIMEIRA PARTE IMACULADA, OS DRAGÕES NÃO CONSEGUIRAM MANTER A INTENSIDADE NO SEGUNDO TEMPO

FC Porto e Paris Saint-Germain encontraram-se no Dragão Arena na 7ª jornada da EHF Champions League, com a vitória a sorrir à equipa visitante, que teve de suar para ultrapassar o conjunto portista.

A equipa do PSG chegou a Portugal sem algumas das suas principais figuras – Nikola Karabatic, Kamil Syprzak e Viran Morros de Argila. Mesmo assim, quem olhasse para o plantel parisiense, iria ter dificuldade em contar a quantidade de all-stars presentes no banco de suplentes.

Contudo, quem entrou melhor foi a equipa da casa, que pôs em sentido o seu rival e mostrou que este ia ser um jogo disputado até ao final.

Com o seu sete inicial do costume, o Porto marcou primeiro e rapidamente chegou a uma vantagem de 2-0. O PSG apenas conseguiu ultrapassar Alfredo Quintana pela primeira vez à passagem do minuto 5 por intermédio do bombardeiro Mikkel Hansen, que com dois livres de sete metros fez o 2-2.

Os dragões iam mostrando toda a sua confiança dentro de campo, com os jogadores sem medo de assumir, o que causava problemas à defesa 5×1 visitante, que não conseguia tapar os buracos que iam aparecendo. Aos 22 minutos o Porto vencia por 10-6, com os golos a serem apontados por dez atletas diferentes. E quando Alfredo Quintana marcou o seu segundo golo ao fazer 11-6, era mesmo o melhor marcador azul-e-branco.

O PSG conseguiu recuperar e ao intervalo o marcador assinalava 16-12, favorável à equipa de Magnus Andersson.

Tudo fazia querer que o segundo tempo visse o Porto manter o nível. No entanto, e tal como já vimos anteriormente, os dragões entraram mal e permitiram a recuperação dos parisienses, que assumiram o controlo da partida e não mais o largaram.

A defesa da casa começou a perder intensidade – durante toda a primeira parte vimos um 6×0 portista agressivo, que pressionava muito o portador da bola, levando a falhas técnicas – mas sem essa pressão o talento francês tinha tempo e espaço para pensar e executar.

Ao apostar no 7×6 no ataque, o técnico do PSG mostrou que, apesar de o Porto ser muito bom a atacar com esse recurso tático, tem dificuldades em defendê-lo. Até ao final o PSG controlou a diferença no marcador, e venceu de forma confortável por 31-34.

 

A FIGURA

Fonte: PSG

Vincent Gerard: O prémio podia ter ido para o lateral Mikkel Hansen, que com nove golos em onze remates, levou a equipa até à vitória. Mas o guarda-redes francês apareceu sempre que a sua equipa precisou, e com uma série de defesas – incluindo uma com a testa – Vincent Gerard foi uma das chaves para o triunfo parisiense.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: PSG

Elohim Prandi: O primeira-linha francês teve uma entrada desastrosa em jogo, e a espaços parecia estar mais preocupado em reclamar do que em ajudar a sua equipa a dar a volta ao resultado. Terminou com dois golos em quatro remates, mas podia (e devia) ter feito muito mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se na máxima força e tal notou-se no plano defensivo. Com uma defesa 6×0 com os segundos defensores a apostarem na profundidade, a primeira-linha do PSG ia colecionando falhas técnicas. No entanto, quando o físico quebrou, os dragões não conseguiram parar o 7×6 francês. Com tempo e espaço, o PSG circulava a bola com critério e paciência até encontrar o espaço ou o homem livre.

 

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

Leonel Fernandes (7)

André Gomes (6)

Miguel Martins (7)

Diogo Silva (7)

Miguel Alves (5)

Victori Iturriza (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Daymaro Salina (7)

António Areia (7)

Diogo Branquinho (7)

Rui Silva (7)

Ivan Sliskovic (7)

Fábio Magalhães (7)

Djibril Mbengue (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

O campeão francês demorou a adaptar-se ao ataque portista. A defesa 5×1 inicial tinha como objetivo frustrar a circulação de bola portista na primeira-linha, mas tendo em conta a velocidade de atletas como Miguel Martins e André Gomes, o Porto ia encontrando o espaço.

O momento decisivo foi a aposta no 7×6 no ataque. Ao colocar Luka Karabatic e Henrik Toft Hansen ao mesmo tempo, o PSG começou a aproveitar a vantagem física e de espaço para marcar e chegar à vitória.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vincent Gerard (8)

Adama Keita (6)

Mikkel Hansen (8)

Nedim Remili (7)

Dainis Kristopans (5)

Ferran Sole Sala (6)

Luka Karabatic (7)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Benoit Kounkoud (7)

Henrik Toft Hansen (7)

Mathieu Grebille (7)

Elohim Prandi (4)

Dylan Nahi (7)

Foto de capa: FC Porto

Luís Maximiano | Festa da Taça com o jovem leão a titular?

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No próximo fim-de-semana, o Sporting Clube de Portugal inicia a caminhada na Taça de Portugal, frente ao Sacavenense, em jogo a contar para a terceira eliminatória. Na prova rainha do futebol português, os leões têm o objetivo de chegar ao Jamor e conquistar a 18ª Taça de Portugal para o palmarés do clube. 

Para o jogo da Taça de Portugal, Luís Maximiano deverá entrar para o “onze” de Rúben Amorim. O internacional sub-21 por Portugal, tem perdido espaço no plantel com a chegada do espanhol Antonio Adán. Assim, será a estreia de Luís Maximiano como titular, na presente época. Na última temporada, conquistou a titularidade da equipa principal, somando 31 jogos.

Luís Maximiano perdeu a titularidade com a chegada de Antonio Adán e pode ser opção na próxima segunda-feira, frente ao Sacavanense
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Luís Maximiano chegou ao Sporting CP com apenas 13 anos, proveniente do SC Braga. Antes de representar os bracarenses, vestiu a camisola do CD Celeirós e do FC Ferreirense. Na formação, o jovem guarda-redes sagrou-se campeão nacional em todos os escalões: iniciados, juvenis e juniores. Com a camisola das “Quinas” soma 59 internacionalizações pelas seleções jovens, tendo vencido o Euro Sub-17, em 2016. 

Luís Maximiano é um guarda-redes forte entre os postes, com segurança ora a sair aos cruzamentos, ora no um-contra-um rápido a sair aos pés dos adversários. Na atualidade, é fundamental que os guardiões tenham qualidade a jogar com os pés e esse é um dos aspectos nos quais poderá ainda evoluir. Neste momento, discute o lugar com Adán, o que traz uma competitividade saudável ao plantel. 

Luís Maximiano tem um contrato válido até 2025 com o Sporting Clube de Portugal, tendo uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões. O jovem guarda-redes leonino tem uma enorme margem de progressão, sendo um talento no qual se depositam enormes esperanças. 

Hóquei em Patins | Sem Europa, mais uma «pedra» no desenvolvimento?

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As competições europeias de Hóquei em Patins foram suspensas. Depois de terem sido terminadas, precocemente na época anterior, em pleno início da pandemia, que consequências vão trazer à modalidade?

A “continuada degradação da situação pandémica, tornando ingerível, mas também uma desvirtuação de cada modelo competitivo” é a justificação do comité da World Skate Hockey, organizadora das competições para a interrupção das competições europeias da modalidade.

Entre os torneios masculinos e feminino, 11 equipas portuguesas iriam marcar presença. Na Liga Europeia competem SL Benfica, Sporting CP, FC Porto, Oliveirense e OC Barcelos. Na Taça WSE, Portugal é representado por HC Braga, Sanjoanense e Riba d’Ave. Já na Euroliga feminina jogam Benfica, CACO e Stuart Massamá, que não chegou a iniciar-se.

O Hóquei em Patins é a primeira modalidade de pavilhão, que suspende as competições europeias. Numa modalidade, em que na Europa é dominada por Portugal, Espanha e Itália, esta situação pode criar ainda mais discrepância, em termos de competitividade entre estes países (em especial os ibéricos) e o resto. Percebe-se que a situação epidemiológica da pandemia justifique a tomada de medidas, mas não poder-se-ia planeado outro tipo de formato de competições para evitar esta situação de indefinição. A reformulação dos torneios europeus de clubes, que ainda vai ser anunciada pela World Skate Hockey, revela falta de preparação dos organizadores para se evitar o nevoeiro que impera no Hóquei em Patins, para um agravamento da situação que já vinha a ser previsto desde o verão.

A última edição concluída foi em 2018/19, vencida pelo Sporting, numa final ganha ao FC Porto.

E que solução vai ser implementada? Deixar clubes apurados de fora e reduzir o número das equipas? Fazer cair as fases de grupo e jogar apenas a uma mão? Ou concentrar vários “grupos de partida”, num local e com poucos dias de diferença, como se tratasse de uma Final Four? A primeira parece ser a solução mais injusta, mas há algo que parece que vai acontecer, seja qual for a solução: o distanciamento dos adeptos e dos apoiantes da modalidade, já afastados infelizmente, dos pavilhões.

Foto de Capa: Federação de Patinagem de Portugal

Jorge Jesus | Um 11 de verdadeiros flops no SL Benfica

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Segundo o dicionário, um flop é uma falha, um erro. A verdade é que no futebol o significado continua a ser o mesmo. Desde a chegada de Jorge Jesus ao comando técnico do SL Benfica, em 2009/10, muitos foram os jogadores que chegaram a pedido do técnico da Amadora, mas nem todos singraram de águia ao peito.

Hoje faremos um onze de autênticos flops que vestiram (ou não) a camisola dos encarnados e que chegaram a Lisboa pela mão de Jorge Jesus.

WWE | Alexa Bliss é especial

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Longe vão os tempos em que Alexa Bliss era uma cheerleader sem nenhum carisma para além da sua aparência.

Após conquistar os títulos femininos do Raw, SmackDown, Tag Team, a mala Money in the Bank e apresentar a Wrestlemania 35, a WWE (leia-se, Vince McMahon) era claramente um grande fã, permitindo-a intrometer-se com frequência entre as “4 HorseWomen”.

Deu-se a conhecer no NXT, quando era manager da equipa Blake & Murphy e apesar de estes serem os campeões, ela acabava sempre por ser o maior destaque.

Chegou a “subida” ao SmackDown, no Verão de 2016 e a luta imediata pelo título feminino, que conquistou a Becky Lynch no TLC no final desse ano.

Todas as conquistas que se seguiram foram mais do que merecedoras e não é preciso lista-las, mas sim entender porque aconteceram.

A razão para tal é, sem dúvida, as suas capacidades com o microfone.

Desde cedo que soube gozar com o público, mesmo quando este gritava o infame “What?”. Soube ser uma heel fantástica por conseguir com que as pessoas a odiassem, mas não mudassem de canal por sua causa.

Após diversas conquistas e uma melhoria significativa dentro do ringue, a WWE percebeu que tinha um tesouro em mãos e, para o espanto geral, soube utilizá-lo muito bem.

A 31 de Julho deste ano, The Fiend atacou Alexa Bliss, com a intenção de afectar o seu rival Braun Strowman. O segmento foi não só chocante, mas brilhantemente executado.

Duas semanas depois, Strwoman mudara de atitude e foi ele quem atacou Alexa para provar a Wyatt que este não lhe metia medo. Alexa mostrava não ter receio de ser atacada por homens e o seu à vontade deu toda a credibilidade que a história necessitava.

Após seduzir o The Fiend, uniu finalmente forças com ele, estando os dois agora a fazerem segmentos semanais imperdíveis, enquanto adicionam novas nuances às suas personagens.

Ambos são um dos maiores destaques atuais na WWE, estando esta união a provar ser um casamento perfeito para os dois.

Foto de Capa: WWE

O Clube da Terra: USC Paredes

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Com uma postura racional, mas entusiasmada, o técnico do USC Paredes, Eurico Couto, e o defesa, Henrique Santos, foram os convidados do Clube da Terra desta semana, para falar sobre a realidade do clube, dias antes de receber o SL Benfica para a Taça de Portugal Placard. Segundo classificado da Série C do Campeonato de Portugal, a equipa do Paredes está a apenas um ponto do líder, mas Eurico Couto não se mostra satisfeito.

Tanto o treinador como o defesa afirmaram que a equipa ainda tem espaço para melhorar, especialmente na sua concentração e intensidade, mas que as condicionantes provocadas pela pandemia têm atrasado o desenvolvimento do plantel – que, segundo o técnico, ainda não está fechado.

Pautando as suas intervenções pela racionalidade, um dos princípios pelo qual, tal como admitiu durante o programa, Eurico Couto rege a sua vida e profissão, o treinador do Paredes afirmou que vai fazer alinhar uma equipa jovem, mas competente, frente aos encarnados, e teve muita dificuldade em escolher quem é a arma mais perigosa do Benfica de Jorge Jesus.

Sabendo que prognósticos apenas se fazem no final, ambos os convidados concordaram que a equipa vai lutar pela vitória do USC Paredes, mesmo tendo em conta as probabilidades baixas. No entanto, Henrique Santos confessou que não se importava de marcar o golo da vitória para receber os jantares de oferta que os seus amigos lhe têm proposto ao longo da semana.

O Clube da Terra com moderação de Leonardo Bordonhos, comentários de Luís Pinto Coelho e Rui Cipriano Duarte e participação de Eurico Emanuel e Henrique Santos.

Croácia 2-3 Portugal: Vitória com sabor a despedida

A CRÓNICA: RÚBEN DIAS BISA E PORTUGAL VENCE NA DESPEDIDA DA COMPETIÇÃO

Após a derrota com a França no último fim de semana e lograda a possibilidade de uma passagem à Final Four da Liga das Nações, Portugal entrou em campo frente à Croácia apenas para cumprir calendário. Já para os croatas a história era outra: precisavam de, pelo menos, igualar o resultado que a Suécia conseguisse frente à França no outro jogo do grupo, sob pena de serem despromovidos à Liga B da competição. A par da caça ao recorde de golos por seleções por parte de Cristiano Ronaldo – com 102 golos, está a sete do iraniano Ali Daei -, este eram os únicos ingredientes especiais para a partida.

Os anfitriões, já se sabia, viram-se privados de dois dos seus jogadores-chave, Domagoj Vida e Marcelo Brozovic. O defesa-central soube que tinha testado positivo à covid 19 no intervalo do jogo amigável frente à Turquia e o médio descobriu dias depois também ele estar infetado. Já na Seleção Portuguesa, a ausência conhecida era Raphael Guerreiro que foi dispensado por problemas físicos.

O jogo seguiu sem grande história até aos dez minutos, quando uma combinação de grande qualidade da armada portuguesa poderia ter originado o primeiro da partida, mas na hora de cabecear a bola Rúben Semedo e Rúben Dias atrapalharam-se um ao outro. Portugal aproveitou a “onda” e dois minutos depois nova oportunidade para passar para a frente do marcador, mas desta feita foi Diogo Jota a falhar a finalização.

Cristiano Ronaldo, que anda sedento de golos, poderia ter junto mais um à conta pessoal aos 19 minutos, mas o capitão vacilou à boca da baliza após cruzamento teleguiado de Mário Rui. A Croácia, a principal interessada no resultado do jogo, apenas se notou no jogo aos 22 minutos com Pašalić, ainda assim sem grande perigo para a baliza de Rui Patrício.

Quase com meia hora jogada e contra a corrente do jogo – uma partida morna até então, mas com ligeira ascendência da seleção portuguesa -, os croatas marcam o primeiro do jogo. Rúben Semedo “mete água” na defesa e Kovačić marca na recarga, após cruzamento de Pašalić. Tudo perfeito para a Croácia, ainda mais quando, na outra partida do grupo, a França passa para a frente do marcador uns minutos depois.

Ainda antes do intervalo o jogo aqueceu ligeiramente com uma grande oportunidade perdida por Josip Juranović aos 37 minutos, seguida da resposta pela seleção das quinas um minuto depois com um remate acrobático de Danilo que levava selo de golo, mas acaba por ir à figura do guarda-redes.

A segunda parte começa com algumas mexidas no alinhamento de Portugal que resultaram numa mudança para uma formação tática mais ofensiva. O momento mais marcante da partida dá-se aos 50 minutos, quando Rog é expulso com duplo amarelo após uma falta perfeitamente evitável que atingiu Ronaldo. O próprio Cristiano marca o livre que sucede a infração e daqui nasce o primeiro para Portugal: após uma recarga, Rúben Semedo cruza para a finalização de Rúben Dias que se estreia a marcar pela seleção. Mas o defesa não ia ficar por aqui.

Com uma Croácia enfraquecida com 10 unidades, a seleção portuguesa consoma a reviravolta aos 60 minutos, ainda que de forma muito polémica. Diogo Jota domina a bola com a mão e assiste para o golo de João Félix, um golo que seria claramente anulado caso houvesse VAR na partida.

Os croatas começam a ver a sua hipótese de manutenção na principal liga da Ligas das Nações a esfumar-se e, por isso, têm de se “fazer à vida”. É isso mesmo que conseguem cinco minutos depois, com Kovačić a bisar na partida após novo erro de Rúben Semedo. Tudo empatado no Estádio Poljud, em Split.

O jogo aproxima-se da sua reta final sem grandes momentos de destaque – a Suécia perdia frente à França (resultado que se manteve até ao final), pelo que o empate chegava aos croatas – à exceção de uma oportunidade falhada de forma incrível por Bernardo Silva aos 79 minutos de jogo, ele que passou ao lado da partida. Em cima do minuto 90, novo momento feliz para Rúben Dias. O defesa do Manchester City FC aproveitou um deslize do guarda-redes Livaković e bisou também ele na partida, carimbado a vitória para Portugal. Certamente levou a bola para casa.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Rúben Dias –   O defesa-central vai guardar este jogo no baú de recordações. Além de se estrear a marcar pela seleção, bisou na partida e contribui decisivamente para a vitória portuguesa. Defensivamente também esteve muito consistente.

 

O FORA DE JOGO

No meio:

Marko Rog – Colocou em causa as aspirações da seleção croata ao ver o segundo amarelo aos 50 minutos de jogo, após uma falta escusada. Na sequência da falta que vale a sua expulsão, Rúben Dias empata a partida e Félix opera a reviravolta oito minutos depois. Valeu a derrota da Suécia frente à França para este erro de Rog não ter ganho proporções ainda piores.

 

ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA

A seleção croata entrou em campo com um 4-4-2, sendo que o seu meio-campo se formava em losango com Rog atrás, Modrić e Kovačić como médios interiores e Vlašić como médio ofensivo. Pašalić e Perišić eram dois avançados em constante movimento à procura de criar espaços e desequilíbrio na defesa portuguesa. Com a expulsão de Rog, a Cróacia perdeu o controlo do meio-campo e nunca mais conseguiu segurar a partida. As entradas dos avançados rápidos Brekalo e Oršić foram insuficientes para a clara tentativa de tentar um jogo mais vertical e mais rápido, menos baseado na circulação de bola num meio-campo ainda órfão de Rakitić.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Livaković (4)

Juranović (5)

Lovren (4)

Škorić (5)

Bradarić (5)

Modrić (6)

Rog (3)

Kovačić (8)

Vlašić (5)

Pašalić (6)

Perišić (4)

SUBS UTILIZADOS

Josip Brekalo (4)

Mislav Oršić (4)

Toma Bašić (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A equipa de Fernando Santos apresentou-se em campo com um 4-3-3. Na frente, Jota fixou-se na direita enquanto Ronaldo e Félix alternavam entre a esquerda e o meio. Na primeira parte, o meio campo português foi incapaz de se impor frente aos vice-campeões mundiais. Bruno Fernandes apareceu pouco em jogo, Moutinho jogava simples e Danilo defendia e criava pouco. Os campeões europeus atacavam mais pelas alas, aproveitando as subidas de Mário Rui e Nélson Semedo, ou por passes longos em profundidade para o trio de ataque.

Com o intervalo veio a alternação no sistema, sai Bruno Fernandes e entra Francisco Trincão. Portugal passa a jogar em 4-4-2 e a apostar nas alas e nos cruzamentos. Daí resultam dois golos de bola parada e um proveniente de um (polémico) cruzamento dentro da área.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (5)

Nélson Semedo (6)

Rúben Dias (8)

Rúben Semedo (4)

Mário Rui (5)

Danilo (5)

João Moutinho (6)

Bruno Fernandes (5)

João Félix (6)

Diogo Jota (6)

Cristiano Ronaldo (5)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Trincão (5)

Bernardo Silva (4)

João Cancelo (5)

Sérgio Oliveira (5)

Paulinho (4)