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GP Alcaniz | Masterclass de Franco Morbidelli

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A CORRIDA: Uma autêntica masterclass de Morbidelli, enquanto a Suzuki continua rainha do mundial e cada vez mais consistente, tanto com Rins como com Mir. Oliveira arrumou Fabio Quartararo e Maverick Viñales, dois dos candidatos ao título.

O mundial de motociclismo não pára, e o circuito de Aragão recebeu o GP Alcaniz, décimo segundo grande prémio da temporada, numa corrida pouco animada. Ou melhor, pouco animada na luta pela vitória.

Nakagami, da LRC Honda, partia da pole position  e sonhava com a primeira vitória na categoria rainha. Teve um excelente arranque, liderava, mas foi surpreendido pela baixa temperatura dos pneus na primeira volta e acabou por cair… E levar com ele o sonho de vencer.

Quem surpreendeu no arranque foi Franco Morbidelli que mais parecia um míssil, e depois da queda de Nakagami assumiu a liderança da prova para nunca mais a largar. No GP Alcaniz, uma corrida «à la Marc Márquez» e uma autêntica masterclass do piloto da Petronas Yamaha SRT.

Alex Rins, da Suzuki, puxou dos galões em perseguição do italiano, mas acabou por ir perdendo ritmo nas últimas voltas e foi incapaz de alcançar a vitória. Acabando do segundo lugar, enquanto o seu companheiro de equipa Joan Mir terminou no terceiro lugar do pódio e conquistou mais uns quantos importantes pontos na luta pelo título de campeão mundial em 2020.

Se lá na frente tudo parecia decidido, a animação acontecia um pouco mais atrás. E com um piloto à mistura. Miguel Oliveira, que saiu da oitava posição, travou uma intensa batalha com Fabio Quartararo pelo sexto lugar. E depois de muitas trocas e baldrocas, foi o português a levar a melhor.

Depois de despachar Quartararo, o falcão de Almada arrumou com Maverick Viñales e ainda tentou intrometer-se na luta entre Zarco e Pol Espargaró, mas acabou por terminar a corrida em sexto lugar no GP Alcaniz… E repito, depois de arrumar de forma magistral, dois dos candidatos ao título. Incrível, não é?

Alex Márquez, por sua vez, tinha tudo para alcançar mais um excelente resultado, mas acabou por perder a frente da sua Honda e a gravilha foi o destino final para o piloto espanhol.

“Aragão 2” foi menos animado do que o grande prémio da passada semana, mas o mundial continua ao rubro com Mir cada vez mais líder, tendo agora 137 pontos e curiosamente sem nenhuma vitória esta temporada.

A faltarem, apenas, três grandes prémios para esta temporada louca de 2020 terminar, o grande prémio de Portugal assume cada vez mais um papel decisivo – já que as emoções finais terão lugar no Autódromo Internacional do Algarve.

Foto de Capa: MotoGP

GP Portugal: O galo cantou para Lewis Hamilton

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A CORRIDA: CIRCUITO DIFERENTE, MAS O TRIO DO PÓDIO É O MESMO

Já ouvida «A Portuguesa» que se fez sentir em todo o Autódromo Internacional do Algarve, o relógio contou para a 13h10, onde se deu o fim de um ciclo de 24 anos sem Fórmula 1 em Portugal.

E assim começou. As cinco luzes vermelhas apagaram-se, e deu-se assim o início ao Grande Prémio de Portugal.

A primeira volta acabou por dar esperanças de que seria uma corrida aparatosa, devido à pista húmida. Mas, só passou de um ligeiro susto, onde Sergio Perez (Racing Point) e Max Verstappen (Red Bull) embatem ligeiramente, que deram ao mexicano uma corrida nada fácil de gerir.

Do outro lado, Carlos Sainz (McLaren) e os Mercedes continuavam ali na luta pelos três primeiros lugares, porém, o espanhol da equipa britânica logo se afastou, e deu espaço aos homens da Mercedes para lutarem entre si.

Mais para a frente, destaque para o incidente de corrida entre Lance Stroll (Racing Point) e Lando Norris (McLaren), que acabou por prejudicar ambas as performances, principalmente para o canadiano. Para além dos danos, Stroll recebe dez segundos de penalização (cinco por limites de pista e cinco pela colisão), e acaba por desistir, sendo o único carro que não terminou a corrida.

Depois de não ter corrido na última prova, Lance Stroll volta a não ter uma corrida de sonho
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sem grandes destaques, é Lewis Hamilton quem vê primeiro a bandeira axadrezada. O piloto britânico da Mercedes faz a sua vitória número 92, ultrapassando, finalmente o galardoado recorde de Michael Schumacher.

Para completar o pódio, fica então o «trio do costume», com Valtteri Bottas (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull).

Destaques para Charles Leclerc e Sebastian Vettel (Ferrari) que acabam ambos nos pontos, em quarto lugar e décimo lugar, respetivamente.

Pierre Gasly (AlphaTauri) fica no último lugar do top 5, com uma corrida muito sólida e ultrapassagens brilhantes. Carlos Sainz (McLaren) fica em sexto, com Sergio Perez a conseguir o sétimo lugar. Os Renault de Esteban Ocon e Daniel Ricciardo ficam ambos nos pontos, em oitavo e nono lugar.

Sem chuva para apimentar as coisas e com a vitória de Lewis Hamiton, o GP de Portugal acaba por ser uma corrida típica, mas que, para nós, portugueses, foi gratificante recebê-la, pois é a primeira vez em 24 anos que abrimos as portas a um evento deste calibre.

Portimão tem uma pista incrível, que recebeu um ótimo feedback durante todo o fim-de-semana, tanto dos pilotos, como das equipas e de toda a comunidade F1 em geral. Da nossa parte, é esperar que queiram cá voltar, e, para a semana há mais, na Emília-Romanha (Imola).

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Clássicas atípicas tiveram de tudo

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A época de clássicas, mudada para o final do ano trouxe, desde logo, uma visão rara nos últimos anos, uma Deceunick – Quick Step que não ganhou qualquer monumento. Ainda assim, a equipa belga foi uma das que mais brilhou nas provas de um dia e somou também algumas vitórias importantes, ainda que tenha sido incapaz de triunfar nos principais dias do calendário.

Depois dos Monumentos italianos corridos logo após a retoma – vitórias de van Aert em Sanremo e Fuglsang na Lombardia -, só depois da primeira Grande Volta da temporada se disputaram as restantes principais provas de um dia.

Comecemos por falar das ardenas. Com a Amstel cancelada, sobraram Flèche e Liège. No lado masculino, estiveram em destaque homens que já haviam brilhado no Tour de France, mostrando a importância da rodagem das pernas para fazer frente às dificuldades. O jovem Marc Hirshi triunfou no Mur de Huy e finalizou segundo em Liège, comprovando que a Sunweb tem no suíço um dos maiores talentos das clássicas.

Primoz Roglic também provou que se dá bem nestes percursos das Clássicas, consolando a derrota em França com a conquista do seu primeiro Monumento. Já Julian Alaphilippe desperdiçou uma excelente oportunidade em Liège e teve que esperar pela Brabantse Pijl para abrir a conta envergando a camisola arco-íris.

A chegada ao Mur de Huy também proporcionou um momento soberbo para Anna van der Breggen, que lá triunfou pela sexta (!) edição consecutiva. Já a LBL foi uma corrida algo surpreendente no lado feminino, com Lizzie Deignan a vencer isolada, de forma algo inesperada, já que as principais favoritas terminaram a vários minutos. É de destacar, ainda assim, o segundo lugar de Grace Brown, a australiana que continua a subir no panorama internacional depois de uma entrada tardia no desporto.

Seguiu-se o paralelo e a mais bela parte da temporada das Clássicas não desapontou, mesmo sem Paris-Roubaix na agenda, com a corrida francesa a ser o único Monumento não disputado neste ano atípico.

A Boels-Dolmans foi a principal figura, com vitórias na Gent-Wevelgem e na Ronde van Vlaanderen. E, se a primeira foi um bom triunfo conquistado por D’Hoore num sprint reduzido, a segunda foi resultado de uma exibição coletiva de excelência, culminada pela dobradinha de Blaak e Pieters. Com a corrida a partir cedo, a equipa neerlandesa jogou com os números de forma soberba, viu uma van der Breggen implacável, mas abnegada, anular todas as tentativas de van Vleuten e, com isso, colocar Blaak na posição perfeita para chegar a solo.

Refira-se ainda que, em De Panne, Wiebes somou a segunda vitória com as cores da Sunweb, mas o que falta falar é de Lotte Kopecky. A ciclista da Lotto conquistou o título belga de fundo e começou a confirmar o potencial que se lhe apontava, finalizando também no podium das três provas de empedrado do World Tour.

Já nos homens, Mads Pedersen e Mathieu van der Poel obtiveram os principais resultados. O ex-campeão do mundo brilhou no BinckBank Tour e venceu na Gent-Wevelgem, confirmando a quem ainda duvidasse que não é um one-hit wonder. Já a estrela do ciclocrosse venceu a Geral do BinckBank e conquistou o seu primeiro Monumento numa Ronde menos interessante que o habitual.

Julian Alaphilippe estava a ser o principal animador na sua estreia em Flandres, colocando a Deceunick na luta pelo seu Monumento caseiro e já tinha criado uma divisão que seria fulcral no desfecho da corrida. Contudo, quando seguia na frente da prova com van der Poel e van Aert, embateu numa mota e foi forçado a abandonar, acabando com as esperanças da sua equipa.

Esta queda também criou um cenário mais aborrecido, já que os dois jovens rivais colaboraram bem e deixaram a corrida para ser decidida num sprint apertado. Depois do segundo lugar de Senechal em Wevelgem e da queda de Alaphilippe, a Deceuninck ainda foi a tempo de também triunfar no paralelo, com uma dobradinha liderada por Lampaert em De Panne.

Foto de Capa: Gent-Wevelgem

Os 5 jogadores a ter em conta para o Dérbi do Minho

Hoje há dérbi do minho em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. O Vitória SC recebe o SC Braga no Estádio D. Afonso Henriques, numa altura em que estão apenas separados por um ponto e com a possibilidade de os vimaranenses terminarem esta jornada no segundo lugar da tabela classificativa.

O JOGO GRANDE DESTA JORNADA TEM LUGAR EM GUIMARÃES. QUEM VENCERÁ O DÉRBI MINHOTO? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Apesar de não contar com adeptos no estádio, o dérbi minhoto desperta sempre grandes emoções e quase ninguém consegue ficar-lhe indiferente. O Bola na Rede reuniu os cinco jogadores a ter em conta para esta partida.

SL Benfica | Os 3 presidentes que deixaram marca na Luz

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As eleições no SL Benfica aproximam-se e os adeptos começam a fazer um balanço sobre o último mandato de Luís Filipe Vieira. A (in)decisão passa por votar novamente no atual presidente ou na lista de um dos seus opositores: João Noronha Lopes, Bruno Costa Carvalho e Rui Gomes da Silva, ex-membro da direção encarnada.

Com o voto a ter lugar no próximo dia 28, o Bola na Rede puxou da memória e escolheu os presidentes que, na sua opinião, mais marcaram a história do clube da Luz.

Podcast BnR T1/EP8: Os 5 melhores jogadores de FC Barcelona e Real Madrid CF

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No oitavo episódio, e com o El Clásico como plano de fundo, os comentadores do Bola na Rede escolheram os 5 melhores jogadores de FC Barcelona e de Real Madrid CF do século XXI.

Vem daí para este programa com a moderação de Carolina Neto e com os comentários de Diogo Soares Loureiro, João Castro e Mário Fernandes.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Frederico Varandas x Pinto da Costa | Acusações fora do jogo

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Depois de todas as polémicas sobre a arbitragem no jogo contra o FC Porto, o presidente do Sporting CP, Frederico Varandas, deixou claro que, se fosse na Luz ou no Dragão, aquela grande penalidade nunca seria revertida. Um claro ataque ao rival e à arbitragem… 

Começo por afirmar que não sou, de todo, simpatizante de Frederico Varandas. É um presidente que, para além de criar divisões no clube, nada faz para o unir e, para mim, isso não pode ser a conduta de um dirigente de uma instituição como o Sporting CP: tem feito do ataque às claques a sua bandeira e a política do “dividir para reinar”, provavelmente, irá resultar até às próximas eleições (nas quais se espera que apareça alguém que consiga ser melhor do que o atual presidente do clube).

Ora, depois deste desabafo, acho importante referir que não considero que Frederico Varandas tenha estado mal nas declarações que proferiu, mas destaco uma frase do presidente que me deixou intrigado: “Não vamos fazer o que se fazia. Não vamos jogar sujo.” Frederico Varandas, numa declaração a atacar o rival e a arbitragem, ataca também o passado do clube? Se sabe de algo, que o diga; se tem intenções de atacar o antigo presidente e de dividir ainda mais os sócios e adeptos, claramente não é a pessoa certa para o clube.  

Pinto da Costa não podia ficar calado e respondeu, não na mesma moeda, mas sim numa moeda mais pesada: afirmou que Frederico Varandas fará um grande serviço ao Sporting CP quando se dedicar à medicina. Enquanto sócio do Sporting CP, nunca vou achar correto que ataquem um presidente do clube, mesmo que não goste dele porque, apesar de tudo, também estão a atacar o clube. Apesar de tudo, Pinto da Costa também afirmou algo que vai ao encontro das minhas ideias, nomeadamente o facto de haver boas e más pessoas em todo o lado, inclusive nas claques.

No bate boca com Jorge Nuno Pinto da Costa, Frederico Varandas recorreu a polémicas passadas para atacar o rival
Fonte: Sporting CP

Mas desengane-se o leitor porque Pinto da Costa não quer o bem do Sporting CP: apenas utilizou argumentos que os adeptos que estão contra Frederico Varandas usam de modo a que estes ganhem força contra o mesmo, utilizando as palavras de alguém com muita influência no futebol português. Ou seja, Pinto da Costa só quer dividir ainda mais os adeptos do Sporting e criar um clima ainda mais instável dentro do clube. 

Frederico Varandas não poderia deixar de responder às graves acusações contra ele proferidas e respondeu à letra a Pinto da Costa. Tendo em conta que Pinto da Costa tem “telhados de vidro”, o presidente do Sporting CP respondeu muito bem e, finalmente conseguiu comunicar para o exterior sem criar divisões no interior do clube.

Não gosto de Varandas, mas reconheço que, nesta troca de palavras com Pinto da Costa, esteve bem e, apesar de nenhuma destas declarações ser positiva para o futebol português, não posso deixar de apoiar o presidente do Sporting CP quando este é severamente atacado, manchando o nome do clube. Apesar do forte de Varandas não ser a comunicação e de não ser o presidente que muitos de nós queríamos ter, temos de apoiar o presidente do nosso clube, pelo menos, quando é contra um rival, ignorando, momentaneamente, o que não gostamos.  

Tudo isto em prol, única e exclusivamente, do Sporting Clube de Portugal.  

FC Porto 1-0 Gil Vicente FC: Evanilson aquece o pé num jogo morno

A CRÓNICA: TRÊS PONTOS IMPORTANTES NUM JOGO SEM ESPETÁCULO

Quase 21 dias depois a bola voltaria a rolar no Estádio do Dragão, desta vez para colocar frente a frente tripeiros e gilistas num embate a contar para a jornada cinco da Primeira Liga Portuguesa. A equipa da casa entrava em campo à procura de regressar aos bons resultados, uma vez que já não vence há três partidas, enquanto que o Gil Vicente FC, carrasco do FC Porto na passada temporada, ambicionava ser tomba gigantes e alcançar o quarto jogo sem perder não campeonato.

Sérgio Conceição lançou um onze inicial com um q.b. de surpresa, mas simultaneamente, expectável, dada a carga de trabalho dos azuis e brancos nos próximos dias. Os barcelenses vieram a jogo com um sistema inovador para o “Gil”, mas bastante habitual para grande parte das equipas da Primeira Liga que vêm jogar ao Estádio do Dragão.

Os motores demoraram a aquecer, dada a entrada pouco intensa tanto do FC Porto como do Gil Vicente FC e até à primeira meia hora de jogo vimos duas equipas a tentar entrosarem-se na partida. A turma de Rui Almeida apresentou-se bastante sólida a nível defensivo, conseguindo bloquear o plano de Sérgio Conceição, tendo sido também capaz de criar oportunidades no contra-ataque, principalmente por intermédio de Antoine Leautey e Samuel Lino.

O FC Porto não se quis deixar ficar e a partir da meia hora de jogo colocou o pé no acelerador. Manafá, Toni Martínez e Evanilson, em três lances distintos, ameaçaram a baliza de Denis, tanto que o guardião brasileiro acabaria por ceder. Foi outro brasileiro, Evanilson, que desfez o nulo e estreou-se a marcar com a camisola azul e branca. Excelente lance coletivo pelo lado esquerdo portista com a bola a passar por Zaidu, Corona, Zaidu novamente, Nakajima e, por fim Evanilson, que fugiu à marcação e só teve de encostar para o golo. A primeira parte terminaria sem mais lances de perigo, com um FC Porto a vencer, mas ainda que sem convencer face a um Gil Vicente FC que se apresentou bastante competente.

 A segunda metade da partida iniciou com alterações do lado do FC Porto com a saída de Toni Martínez para a entrada de Romário Baró, passando a jogar num sistema de 4-3-3 com Nakajima e Corona nas extremidades ofensivas. O Gil Vicente FC mantinha a mesma estratégia para a segunda parte procurando a tão desejada igualdade no marcador.

Bem perto do relógio marcar uma hora de jogo é assinalada uma grande penalidade para o FC Porto por mão na bola de Ygor Nogueira num pós-remate de Romário Baró dentro da grande área. Matheus Uribe teve nos pés a oportunidade de dilatar a vantagem no marcador, mas o colombiano viu o seu remate ser defendido por Denis, que apesar de ver a sua equipa em desvantagem, protagonizava uma grande exibição.

Apesar do jogo estar bastante morno, o FC Porto viria a sofrer uma contrariedade a 15 minutos do fim, podendo colocar em causa o resultado da partida – Zaidu chocou com Joel e recebeu o segundo amarelo, forçando os dragões a agilizar o processo defensivo para aguentar o 1-0. Ainda assim, o conjunto azul e branco procurou matar o jogo nos últimos minutos através de lances rápidos de contra-ataque. Taremi teve a oportunidade de fazer ou assistir para o segundo golo da partida quase ao fechar do jogo, mas sem sucesso, acabando o FC Porto terminar o encontro com uma vitória pela margem mínima.

 A FIGURA

 Evanilson – Foi determinante na vitória portista ao fazer o único golo da partida e garantir os três pontos. No golo e na bola que enviou ao travessão esteve muito bem no posicionamento, mostrando ser um dos seus pontos fortes. Menção honrosa também para Nakajima que esteve bastante presente ao longo da partida.

O FORA DE JOGO

 Lourency – Esperava-se mais da estrela da companhia gilista, pois o avançado brasileiro já causou no passado muitos estragos ao FC Porto. Foi substituído ao minuto 62 para dar lugar a Baraye, uma vez que até ao momento tinha demonstrado pouca intensidade e importância no jogo. Um dia não para Lourency que resultara num dia não também para o Gil Vicente FC pela derrota sofrida frente ao FC Porto.

ANÁLISE TÁTICA FC PORTO

O FC Porto repetiu o sistema tático do jogo inaugural da Liga dos Campeões frente ao Manchester City FC, usufruindo da polivalência de vários jogadores como Zaidu, Manafá e Corona. Zaidu assumiu o lugar de central à esquerda com Pepe e Mbemba na sua companhia, Manafá esteve também no lado esquerdo intermediando a defesa e o ataque e na faixa oposta estava Corona, com o mesmo papel, mas com uma vertente mais criativa. Uribe e Fábio Vieira estavam ao centro e Nakajima também, embora mais adiantando no terreno e a descair para as laterais. Evanilson e Toni Martínez compuseram a dupla atacante da primeira parte. Na segunda parte, após a saída de Toni Martínez, o FC Porto passaria a jogar num 4-3-3 com Romário Baró no meio campo e Corona e Nakajima nas extremidades. Manafá e Zaidu saltaram para as laterais defensivas.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (7)

Wilson Manafá (6)

Chancel Mbemba (7)

Pepe (7)

Zaidu (6)

Tecatito Corona (7)

Matheus Uribe (6)

Fábio Vieira (7)

Shoya Nakajima (8)

Evanilson (8)

Toni Martínez (6)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baró (7)

Malang Sarr (6)

Mehdi Taremi (6)

Sérgio Oliveira (7)

Moussa Marega (-)

 

ANÁLISE TÁTICA GIL VICENTE FC

O Gil Vicente adotou também uma estratégica com três centrais (Ygor Nogueira, Rodrigo Prado e Rúben Fernandes) e uma linha de quatro médios composta por João Afonso, Claude Gonçalves, Talocha e Joel Pereira, sendo que Talocha e Joel Pereira, laterais habituais dos “Galos de Barcelos” assumiam tarefas defensivas quando o FC Porto tinha a posse da bola. Lourency, Samuel Lino e Antoine Leautey foram a armada ofensiva escolhida por Rui Almeida para o jogo de hoje. Uma tática que, apesar da derrota, deu resultado a nível defensivo, pois o Gil Vicente anulou muito daquilo que o FC Porto tinha planeado ofensivamente.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Denis (7)

Ygor Nogueira (6)

Rodrigo Prado (8)

Rúben Fernandes (7)

Joel Pereira (7)

João Afonso (7)

Claude Gonçalves (7)

Talocha (8)

Antoine Leautey (7)

Samuel Lino (7)

Lourency (7) 

SUBS UTILIZADOS

Kanya Fujimoto (7)

Lucas Mineiro (7)

Bertrand Yves Baraye (6)

Renan (6)

SL Benfica 5-0 Viseu 2001: Uma noite tranquila para os encarnados

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A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS MINARAM HIPÓTESES VISEENSES 

O jogo começou de maneira recorrente neste tipo de encontros, com uns primeiros minutos de estudo mútuo. Embora existisse um ascendente para o lado do SL Benfica, que se revelava mais rematador e mandão, havia também um Viseu 2001 mais na expetativa e sempre à procura de um contra-ataque rápido para criar mais pressão junto da baliza de Diego Roncaglio.

Entre as oportunidades criadas pelos encarnados, claro destaque para um remate fortíssimo de Robinho, que acertou com estrondo na barra e que bateu claramente na parte de fora da baliza. Foi o único destaque deste primeiro quarto da partida.

O golo inaugural surgiu, pouco depois, num momento de grande infelicidade de Matheusinho a desviar para a sua própria baliza, após cruzamento de Rafael Hemni. A defesa Viseense acusou muito o tento sofrido, começando a acumular erros graves que permitiram ao SL Benfica aumentar confortavelmente a marcha do marcador.

Graças a estes erros já mencionados, Jacaré bisou e aumentou a vantagem para três golos sem resposta. Aos 15 minutos, um dos golos da noite. Um míssil de Arthur, a entrar no canto superior da baliza de João Silva e a aumentar o fosso no marcador. O Viseu 2001 também criou algum perigo junto da baliza benfiquista, mas Diego Roncaglio respondeu sempre com eficácia às investidas do adversário.

O intervalo chegou com uma clara evidência: o SL Benfica foi indiscutivelmente mais forte e dominante. Os encarnados claramente ampliaram a vantagem muito devido aos erros primários do seu oponente, afetados, quiçá, pelo autogolo do seu jogador e pelo embate psicológico que adveio dessa incidência.

O jogo foi especial para o pivot russo dos lisboetas, Ivan Chishkala, que fez hoje a sua estreia oficial pelas águias e revelou alguns pormenores interessantes.

O segundo tempo começou com um ritmo semelhante ao início do jogo. O SL Benfica esteve ativamente à procura de ampliar o resultado e o Viseu 2001 prosseguiu na procura de um contra-ataque. Consequência desses primeiros minutos, chegou o quinto golo. Uma finalização exímia de Robinho a corresponder na perfeição a um passe de Fits.

Até ao final do encontro, nada mais de relevante sucedeu, tirando uma bola na trave por parte do conjunto orientado por Paulo Ferrnandes, na melhor ocasião do conjunto Viseense. Vitória indiscutível dos lisboetas, graças às veleidades defensivas proporcionadas pelos adversários.

 

A FIGURA

Publicado por Sport Lisboa e Benfica – Modalidades em Sábado, 24 de outubro de 2020

 

Arthur – Num encontro sem grande história, o melhor golo da tarde foi da autoria do recorço do SL Benfica. Grande tiro do jogador brasileiro ao ângulo da baliza de João Silva! Foi um autêntico pontapé no marasmo que foi este jogo.

O FORA DE JOGO

Publicado por Sport Lisboa e Benfica – Modalidades em Sábado, 24 de outubro de 2020

 

Defesa do Viseu 2001 – Grande parte do resultado desnivelado nesta noite foi alcançado não por mérito das águias, mas por claro demérito da equipa do Viseu, incapaz de evitar erros básicos que não se podem cometer quando se pretende discutir um resultado contra uma equipa da valia do SL Benfica.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Como esperado, a equipa do SL Benfica começou mais dominante e à procura da vitória. Não fez um jogo brilhante (longe disso), mas soube aproveitar os erros alheios para construir um resultado confortável.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diego Roncaglio (7)

Nilson (6)

Tiago Brito (7)

Rafael Henmi (7)

Jacaré (7)

SUBS UTILIZADOS

André Sousa (-)

Fábio Cecílio (6)

Silvestre Ferreira (-)

Rúben Teixeira (6)

Arthur (8)

Robinho (7)

Ivan Chishkala (7)

Fits (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001

A tática de jogo não foi errada, mas a equipa de Paulo Fernandes cometeu demasiados erros individuais que arruinaram qualquer hipótese de alcançar um resultado positivo nesta noite.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Silva (7)

Pedro Peixoto (5)

Russo (6)

Kiko (7)

Rafa Stocker (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Felipe (6)

Lucas Otanha (6)

Caio Santos (6)

Fábio Neves (6)

Matheusinho (5)

Lucas Amparo (6)

Amândio Ferreira (6)

Daniel Ramos (6)

 

CD Santa Clara 1-2 Sporting CP: Leões e o Rugido da Vitória

A CRÓNICA: O DUELO DO AÇOR E DO LEÃO ONDE O SPORTING LEVOU MESMO A MELHOR

Este final de tarde solarengo, na ilha de S. Miguel, voltou a trazer adeptos para mais uma grande tarde de futebol. Em jogo estava a disputa dos três pontos entre o CD Santa Clara e Sporting CP para a quinta jornada da Primeira Liga. Um jogo importante para ambas as partes, uma vez que o clube açoriano vinha da sua primeira derrota do campeonato, frente ao FC Paços Ferreira, e o clube leonino de um empate, frente ao FC Porto.

A primeira parte ficou marcada por um Sporting superior, a conseguir chegar com mais facilidade à baliza do Santa Clara. No entanto, o guardião das redes do clube açoriano, Marco Pereira, manteve-se atento e defendeu com exatidão cada lance. Mesmo com a atenção redobrada, a infelicidade chegaria aos 19 minutos: Pedro Gonçalves inaugura o marcador.

A equipa vermelha e branca mostrava algumas dificuldades na defesa, deixando espaço suficiente para haver linhas de passe para a equipa leonina. A superioridade numérica não perduraria por muito tempo. Thiago Santana, aos 41 minutos, aproveita uma saída em falso de Adán e fica sozinho, de frente para a baliza. Com isto, empata a partida mesmo antes do intervalo.

A segunda parte trouxe um Santa Clara mais agressivo e coeso defensivamente. O clube açoriano conseguiu criar maior linha de passe entre si, tornando o jogo mais dinâmico e com maior linha de passe.

Aos 80 minutos, Marco Pereira cedeu à pressão, mesmo com o seu defesa atento ao lance. Saiu demasiado cedo da baliza e deu a oportunidade a Pedro Gonçalves de fazer o 2-1.

Apesar de mais algumas tentativas de chegar ao empate, a equipa de Daniel Ramos não conseguir ser feliz e acabou por somar a segunda derrota do campeonato. Já o Sporting levou para casa os três pontos.

 

A FIGURA

Pedro Gonçalves – O médio leonino teve um desempenho exemplar neste jogo. Pote bisou na partida e acabou por colocar o Sporting no 2º lugar na tabela classificativa, chegando aos 10 pontos e mantendo o historial de, até ao momento, não ter perdido nenhum jogo.

 

O FORA DE JOGO

Marco Pereira – O guarda redes açoriano não esteve à altura do desempenho a que nos habituou. O intitulado pelos adeptos como “mão de ferro” teve uma má abordagem ao lance do segundo golo do Sporting, que definiu o desfecho da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Daniel Ramos jogou com o esquema tático 3-4-1-2. Tassano e Sagna mostraram maiores dificuldades perante Nuno Santos e Pote. Santa Clara marca no final da primeira parte contra a corrente do jogo. Na segunda parte, Daniel Ramos transforma o esquema tático e adota um 5-4-1. Essa escolha trouxe uma melhor ocupação do espaço, que estava a ser aproveitado pelos leões na primeira parte.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (4)

Fábio Cardoso (5)

João Afonso (5)

Mansur (4)

Lincoln (5)

Carlos Jr. (6)

Thiago Santana (6)

Costinha (5)

Anderson Carvalho (5)

Tassano (5)

Sagna (5)

SUBS UTILIZADOS

Osama Rashid (5)

Néné (5)

Rafael Ramos (4)

Jean Patrick (-)

Shahiryar (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim adotou o esquema tático 3-4-3 e utilizou o mesmo onze do último jogo, frente ao FC Porto. O Sporting entrou melhor no jogo. O golo surgiu depois de um período de supremacia dos leões com o Santa Clara a não acertar as marcações.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (6)

Zouhair Feudal (5)

Sebastián Coates (5)

Nuno Mendes (7)

João Palhinha (7)

Matheus Nunes (7)

Nuno Santos (7)

Neto (6)

Pedro Porro (7)

Pedro Gonçalves (8)

Jovane (6)

SUBS UTILIZADOS

Sporar (4)

Tiago Tomás (5)

João Mário (6)

Gonçalo Inácio (4)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA

 

CD Santa Clara

BnR: O que faltou para a equipa agarrar o empate que acabou por escapar ao cair do pano? Na segunda parte, a equipa veio mais coesa defensivamente. O que mudou taticamente?

Daniel Ramos: Faltou não ter cometido erros. Erros fazem parte do jogo, estamos aqui para isso. Estamos desagradados com o resultado. Esperávamos outro resultado, pelo menos um ponto.

Quanto à segunda parte do jogo, mudamos os posicionamentos. Colocamos Thiago Santana no corredor central e jogamos com 3 avançados e baixamos dois deles. Adotar o 5-4-1 fez-nos ter uma melhor ocupação de espaço, linhas mais perto, jogadores mais perto do espaço que o Sporting estava a aproveitar na primeira parte.

Sporting CP

BnR: Qual a análise que faz do jogo?

Rúben Amorim: Foi um jogo de sentido único. Na primeira parte estivemos com boa dinâmica. Tivemos oportunidade de fazer golo. Mesmo ao sofrer o golo antes do intervalo, a equipa, apesar de jovem, não sentiu o golo. Os jogadores que entraram deram força ao jogo e fomos forte nas transições. O Santa Clara estava a querer sair e não deixamos.

Artigo revisto