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Antevisão GP de Portugal: Bem-vindos à Montanha Russa de Portimão

A ANTEVISÃO: BOTTAS DOS TREINOS VS HAMILTON DAS QUALIFICAÇÕES

Chegou o fim-de-semana antecipado há 24 anos. A Fórmula 1 está de regresso ao nosso Portugal, desta vez no fantástico Autódromo Internacional do Algarve. Os veredictos já começam a chegar, em termos daquilo que é desenho do circuito, e os pilotos estão apaixonados, apesar de dúvidas relativamente aos pneus e ao asfalto.

Como em qualquer circuito novo, onde as equipas não possuem dados significativos, os treinos livres serviram para explorar onde estava a velocidade e como melhor abordar as subidas, as descidas, as curvas e as curvas com subidas e descidas que esta montanha russa disfarçada de circuito tem para oferecer. Como tal, nas sessões de treinos livres, vimos vários erros dos pilotos, imensas voltas anuladas por ultrapassar os limites de pista e muitas queixas relativamente aos pneus enviados pela Pirelli, os 3 compostos mais duros, que não tinham o maior nível de tração num circuito com asfalto muito recente.

O Status Quo parecia definido, com as diferenças a serem uma Ferrari muito mais próxima do topo e uma Renault a cair para trás daquela batalha pelo terceiro lugar do campeonato. Na qualificação, foi assim que se desenrolou.

Após um atraso devido à reparação de uma tampa de escoamento de água solta durante a última sessão de treinos livres, finalmente conseguimos ver a performance total dos bólides mais rápidos do mundo em Portimão.

Valtteri Bottas (Mercedes) parecia o homem a bater, após liderar todas as sessões, incluindo a primeira e segunda Qualificação. Contudo, um tal de Lewis Hamilton (Mercedes) conseguiu a sua 97.ª pole position, na última volta da sessão. Os dois Mercedes, que mais uma vez fecharam a primeira fila da grelha, foram seguidos de muito perto pelo suspeito do costume, Max Verstappen (Red Bull), que começa em terceiro.

Ao lado do homem da Red Bull, em quarto, começa um fantástico Charles Leclerc, que espremeu ao máximo as novas actualizações do seu Ferrari. Leclerc ficou a menos de meio segundo dos líderes, seguido de muito perto por Sergio Perez (Racing Point), que, mais uma vez, mostra o quão incompreensível é o facto de ele ainda não ter contrato para 2021.

Alexander Albon (Red Bull) começa em sexto, ainda muito longe do seu colega de equipa. Albon está sobre ainda maior pressão já que Christian Horner, o chefe de equipa da Red Bull, afirmar que o piloto tem duas corridas para provar que merece continuar na equipa. Os homens da Mclaren fecham a quarta fila, com Carlos Sainz em sétimo e Lando Norris em oitavo. As actualizações que a equipa tem testado não parecem estar a fazer efeito, estando a equipa britânica no mesmo sítio de antes, ou até ligeiramente menos competitiva.

Os últimos lugares do top 10 ficaram reservados para Pierre Gasly (Alpha Tauri), com mais uma excelente sessão de qualificação e luta por preciosos pontos em vista, e para Daniel Ricciardo (Renault), que, após um despiste na segunda sessão de qualificação, conseguiu manter-se dentro do top 10, mas sem realizar uma volta na Q3.

A Renault aparenta não se ter adaptado tão bem ao circuito quanto era esperado. Após várias corridas (nas quais foi solidamente a terceira melhor equipa), voltou a cair para a retaguarda da batalha pelo terceiro lugar do campeonato. Esteban Ocon acabou em 11.º.

Daqui até ao final da grelha, são os suspeitos do costume. Destaco a má performance de Lance Stroll (Racing Point), que ficou muito longe do colega de equipa e do ritmo que aquele carro proporciona.

Para a corrida, há dois parâmetros que podem definir a história da mesma: os pneus e a primeira volta. Os pilotos queixaram-se da falta de tração dos sapatos durante todo o fim-de-semana. E com uma pit-lane bastante curta, há a possibilidade de se arriscar uma estratégia de duas paragens, dependendo de como terminar a primeira volta.

A pista tem várias curvas um pouco apertadas e “às cegas”, por isso, quando 20 carros tiverem de as contornar, há uma real possibilidade de uma situação semelhante à de Mugello… E um pouco de caos para baralhar a ordem estabelecida é sempre muito bem-vindo.

 

Foto de capa: Mercedes AMG

Antevisão GP Alcaniz: 16 anos depois, Takaaki Nakagami dá uma pole ao Japão

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A ANTEVISÃO: DEPOIS DE MAKOTO TAMADA EM 2004, TAKAAKI NAKAGAMI VOLTA A DAR UMA POLE AO JAPÃO

Num ano tão atípico como o de 2020, Aragão é mais um circuito no qual haverá round two. Mas também não é menos verdade que, apesar de o circuito ser o mesmo, a história seja feita no asfalto espanhol. Mais à frente, verás que o piloto que ficará na pole position deste GP de Alcaniz estará, pela primeira vez, na frente de todo o grid.

À partida para a Q1, assistimos a um desfile de pilotos que são autênticas estrelas no mundo do desporto motorizado. O problema é que apenas dois passavam para a próxima qualificação e muitos deles teriam de se contentar apenas com as posições mais atrás da grelha de partida.

Jack Miller (Pramac Racing) e Pol Espargaró (KTM Factory Racing) iam ocupando as duas posições que davam acesso à Q2. Mas, no final da primeira qualificação, tudo ficou virado do avesso. As últimas voltas rápidas deram uma espécie de dança das cadeiras. Primeiro, sentou-se Jack Miller; depois, Aleix Espargaró (Aprilla Racing); e, por fim, foi Johann Zarco (Esponsorama Racing).

Quando vinha numa volta rápida, Jack Miller acabou por desistir de melhorar o seu tempo. O problema é que também não estava a fazê-lo. Por isso, foi uma qualificação para esquecer para todas as Ducati.

Na Q1, estava já Miguel Oliveira à espera para também ele mostrar a sua KTM… e estávamos nós à espera de mais uma grande qualificação. Alex Rins (Suzuki Ecstar) começou em grande, e até Miguel Oliveira (Red Bull Tech3) passou pela frente. Contudo, foi Takaaki Nakagami (LCR Honda) que tomou o gosto à liderança da Q2, e de lá não mais saiu.

Nas últimas voltas rápidas, todos queriam as posições da frente, mas só um podia ficar com a pole. O vencedor foi Nakagami, que acabou com o tempo de 1.46:882. O piloto japonês fez história ao conseguir a sua primeira pole position em MotoGP e voltou a pôr a bandeira do sol nascente de volta numa pole desde 2004. Nas restantes duas posições, Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR) e Alex Rins vão partir da primeira linha da grelha.

Para domingo, perspetiva-se uma corrida interessante com Maverick Viñales (Yamaha) em 4.º, logo atrás da Takaaki Nakagami. Fabio Quatararo tem de fazer uma corrida excecional para que não aconteça novamente outro desastre, que o fez perder o mundial o fim de semana passado. Juan Mir, o líder do mundial, vai partir de 12.º lugar – foi uma qualificação para esquecer.

Miguel Oliveira, que partirá em 10.º lugar, pretende fazer melhor do que o último GP. A partir desta posição, podemos ter um novo grande lugar do piloto português. Arriscar-me-ia a dizer que teremos um novo vencedor de GP, já que este ano está fruto em novidades em pódios e primeiros lugares.

FC Porto x Gil Vicente FC | 5 dados estatísticos do encontro

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A quinta jornada desta época da Liga Portugal traz-nos um encontro entre o FC Porto e o Gil Vicente. Depois de um jogo que parecia inicialmente promissor para os Dragões na Liga dos Campeões, mas que acabou por ser algo desapontante, é de extrema importância para a equipa de Sérgio Conceição conseguir uma vitória frente à equipa de Barcelos.

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Para o campeonato, o FC Porto também tem sentido dificuldades. Uma derrota frente ao Marítimo CS e um empate com o Sporting CP deixaram o clube já 5 pontos atrás do SL Benfica. A equipa até tem mostrado bons momentos, como frente ao Braga e Boavista, mas parece faltar alguma consistência defensiva.

Já o Gil Vicente FC começou esta época de uma forma muito consistente. Sem grandes resultados nos três jogos até agora, têm ainda um jogo em atraso contra o Sporting CP, ainda não perderam nenhum jogo, contando com 5 pontos. Sofreu apenas um golo e podem apresentar uma forte oposição ao ataque portista.

Desta forma, apresento aqui 5 dados estatísticos relevantes para esta partida.

5 jogadores que passaram por Manchester United FC e Chelsea FC

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Manchester United FC e Chelsea FC têm encontro marcado para este sábado à tarde, naquele que será o jogo de cartaz da sexta jornada da Liga Inglesa. Tratam-se, sem dúvida, de dois dos emblemas mais icónicos de Inglaterra, contando já com um longo historial de confrontos entre si em competições nacionais e também europeias.

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Apesar de só saber ganhar fora de portas, os red devils perderam os dois jogos que disputaram em Old Trafford na presente temporada e, por isso, ainda só conquistaram seis pontos em quatro jogos. Já os blues têm cedido alguns empates nesta fase inicial da temporada e encontram-se sensivelmente a meio da tabela, com oito pontos em cinco jogos. Duas equipas a precisar urgentemente de vencer para se aproximarem dos lugares cimeiros!

A História entre estes dois clubes não se faz só de títulos ou confrontos diretos, mas também de atletas que vestiram ambas as camisolas. Na antevisão ao grande duelo, apresentamos uma lista de cinco jogadores que passaram por Old Trafford e por Stamford Bridge no presente século. Dos cinco, três foram orientados por José Mourinho em ambas as formações! E desses três, dois encontram-se atualmente a defender uma das equipas. Curioso/a?

CD Santa Clara x Sporting CP | 3 fatores a ter em conta na visita dos leões aos Açores

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No próximo sábado, o Sporting CP viaja até aos Açores para defrontar a formação do CD Santa Clara, no Estádio de São Miguel, em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. Um jogo que terá autorização para a presença de público até 10% da lotação do recinto desportivo.  

O Sporting CP parte para este confronto após um empate caseiro frente ao FC Porto, num jogo manchado pela polémica em torno da arbitragem e em que os leões tiveram argumentos suficientes para poderem alcançar uma vitória.  

OS LEÕES NUNCA PERDERAM CONTRA OS AÇORIANOS. ACHAS QUE VÃO CONTINUAR ESTE REGISTO? APOSTA JÁ EM BET.PT!

A turma leonina quer portanto retomar as vitórias, mas terá pela frente um CD Santa Clara que tem registado um bom início temporada, tendo sofrido a primeira derrota na quarta jornada, diante o FC Paços de Ferreira por 2-1na Capital do Móvel.  

A grande novidade no onze leonino deverá ser a presença de João Mário que pode actuar no meio-campo ou na ala. Entretanto, Bruno Tabata poderá estar em dúvida para o encontro, uma vez que se lesionou no último treino da equipa, juntando-se assim a Eduardo Quaresma, Gonzalo Plata e Luiz Phellype na ficha clínica. 

Será que a turma de Rúben Amorim conseguirão trazer os três pontos para o continente? Vejamos quais as ideias-chaves para este duelo entre leões e açorianos.

NBA, Free-Agency: Os jogadores mais marcantes

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Acabada a época da NBA, este ano com uns moldes algo fora do habitual, com os “playoffs” a começar no verão e a final a ser jogada até ao Outono, eis que chega outra época empolgante: a “Free-Agency” da NBA.

Altura em que nomes de superestrelas estão por toda a comunicação social e em que algumas adições de jogadores menos importantes, acabam por ser a peça que faltava para tornar uma equipa candidata ao titulo. Assim, prossigamos a uma análise sintetizada dos jogadores mais chamativos que se irão encontrar sem contrato este verão… não? Ups, este Outono! 2020, a quanto obrigas.

O nome mais óbvio, que qualquer fã do basquetebol está farto de ouvir especulações é o de Anthony Davis. Acabado de se sagrar campeão, o extremo-poste dos Los Angeles Lakers termina contracto com o fim desta época e ainda não garantiu a 100% que irá regressar à cidade dos Anjos. Com médias de 26.1 pontos por jogo, 9.3 ressaltos e ainda 2.3 blocos por jogo, Davis será alvo de todas as equipas que queiram ser candidatas ao titulo.

O rumor mais falado dos últimos tempos é o de Davis rumar ao seu estado natal e ir jogar para os Chicago Bulls, equipa que pouco sucesso têm tido nos últimos anos. Contudo, a decisão mais sensata, e talvez a que se espera que Davis tome, é manter-se em L.A. O jovem extremo-poste têm ainda alguma margem de progressão e encontrou em LeBron James o mentor ideal para o ajudar a solidificar a sua carreira e a singrar no maior dos palcos, as finais da NBA.

Um nome que tem estado por baixo dos radares da comunicação social tem sido o de Brandon Ingram, que é um “free-agent” mas com algumas restrições. Isto pois o contracto actual ainda remonta a sua temporada de “rookie”, e pelo que no próximo ano poderá assinar um contracto novo mas têm um tecto salarial de 21 milhões e 796 mil dólares por ano, estando ele a receber cerca de 9 milhões por época actualmente.

O extremo de 24 anos teve uma época bastante chamativa, pondo a equipa de New Orleans bastante perto dos Playoffs. Com médias de 23.8 pontos por jogos aliados a 6.1 ressaltos, Ingram seria uma boa peça para o ataque de qualquer equipa da liga. Este poderá ter interesse em ficar por New Orleans, principalmente agora com a chegada de Zion Williamson, mas a única questão que fica no ar é será que os New Orleans Pelicans quererão pagar o preço de Ingram? Ou não irão subir as ofertas para o preço de mercado, fazendo com que Ingram mude de rumo em busca de uma oportunidade melhor? Este é um dos casos de manter o olho, uma vez que, com um desentendimento no chamado “front office”, rapidamente poderemos ver Ingram a representar outras cores.

Brandon Ingram fez a época passada ao serviço dos New Orleans Pelicans onde se destacou ofensivamente
Fonte: New Orleans Pelicans

Com uma opção de mais um ano está DeMar DeRozan, o base-extremo dos San Antonio Spurs. Apesar de desde a sua partida dos Toronto Raptors DeRozan nunca mais ter encontrado sucesso aos mesmos níveis que no Canadá, a sua contribuição para o ataque dos Spurs ainda é bastante significativa. DeRozan teve médias de 22.1 pontos com 5.5 ressaltos e 5.6 assistências, num sistema que prioriza o jogo de equipa. A opção, no entanto, está do lado de DeMar DeRozan, que deverá estar inclinado para se manter pelo Texas. No entanto, com a equipa do Canadá sem uma super-estrela aparente e com um teto salarial por preencher, seria interessante ver DeMar a “testar” o mercado da “Free Agency”, e ver por que caminhos o levava.

Outro nome bastante interessante é o de Fred VanVleet, o base extremo dos Toronto Raptors. O extremo conseguiu médias de 17.6 pontos e 6.6 assistências por jogo, sendo praticamente um base que sabe atirar de 3 pontos. Apesar de não ser a principal escolha no ataque dos Raptors, VanVleet têm noites que parece não falhar de lado nenhum e que tudo o que atira entra. Esta característica de facilmente dominar o jogo e ficar “quente”, poderá atrair muitas equipas interessadas em aumentar as suas opções no ataque. VanVleet é um agente livre sem restrições e, segundo fontes da ESPN, irá testar o mercado para entender quais as suas opções.

Estes são os nomes que mais captam a atenção dos entusiastas da modalidade. No entanto, nomes como Montrezl Harrell, Bogdan Bogdanovic, Gordon Hayward também se encontram em fim de contracto e também poderão surgir algumas surpresas, apesar de improvável, não seria impossível. Danilo Gallinari também está em fim de contrato e têm se mantido um jogador sólido durante praticamente a sua carreira toda, a questão será mesmo qual o próximo passo dos Oklahoma City Thunder.

Goran Dragic, o base dos Miami Heat, também é um agente livre sem restrições, ele que aumentou a sua popularidade com esta campanha dos Miami nos playoffs. No entanto, é esperado que este se mantenha pela Flórida e que fique a jogar pelos Miami.

A free-agency está a chegar, a altura da época sem jogos mas com noticias de nos prender ao ecrã. Apesar de dificilmente voltarmos a ter algo como o que se passou em 2019, resta-nos esperar para ver o que irá acontecer na de 2020, visto que… bem, é 2020 tudo é possível não é verdade?

Foto de Capa: Los Angeles Lakers

WSBK: Mais uma vez, fez-se História em Portugal

A primeira competição internacional de duas rodas a terminar no nosso país foi o Campeonato do Mundo de Superbikes (WSBK). No circuito do Estoril, as motos derivadas de fábrica regressavam a este mítico circuito. No passado, as SuperBikes estiveram em 1988 e em 1993. Devido à pandemia da COVID-19, 2020 foi a terceira vez.

Jonathan Rea chegava como candidato ao título e Scott Reading tinha também uma pequena hipótese. Mas, mais uma vez, o cinco vezes campeão do WSBK, Rea, fez o que sabe melhor, pilotar a ZX-10. Apesar de partir do fim da grelha, devido a um acidente, Rea mostrou as suas credencias e fez o suficiente para garantir o título de pilotos. A marca japonesa também fazia história, conquistando também o sexto título mundial em termos de construtores.

Mas, quem impressionou este fim de semana foi a Yamaha. As motos do diapasão estiveram muito bem no traçado português. Apesar da ronda do Estoril não apresentar o traçado mais complicado de 2020, os desafios foram imensos e o turco Toprak Razgatlioglou saiu vitoroso na primeira corrida.

A despedir-se da Ducati, Chaz Davies, que dá lugar a Rinaldi na equipa italiana em 2021, conquistou a segunda posição, com o americano Gerloff a subir ao lugar mais alto do pódio na Yamaha “Junior”.

Mas, a despedida de Davies ainda foi mais saborosa. Na segunda corrida do Estoril o britânico liderou de fio a pavio, não dando hipóteses a ninguém. Terminou a ligação de mais de cinco anos com uma vitória e a celebração final demonstrou o quanto Davies batalhou e respeitou o seu tempo no construtor italiano. Com certeza que fará falta na Ducati. Agora resta saber o que 2021 traz ao experiente piloto. Para finalizar mais um excelente fim de semana, Gerloff terminou na segunda posição, enquanto Michael van Der Mark terminou na posição mais baixa do pódio. O holandês da Yamaha é outro piloto que não fica na mesma máquina para 2021. Mas, ao contrário de Davies, van Der Mark já tem lugar na equipa da BMW, fazendo parelha com o campeão do WSBK de 2013, Tom Sykes.

Por fim, notar a presença portuguesa. Na classe de SPP300 tivemos três pilotos, os quais vamos conhecer melhor mais à frente. Infelizmente nenhum conseguiu chegar até à corrida principal, mas na corrida de “consolação” não estiveram mal. Tomás Alonso caiu quando liderava, Miguel Santiago foi sétimo e Pedro Fragoso oitavo.

 

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Foto de Capa: KRT World SBK

Jota e Tomás Tavares | Erasmus em Espanha

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Com a janela de transferências já bem no passado é necessário olhar para além das contratações que chegaram ao SL Benfica. Este defeso fica também marcado pelo elevado número de jogadores que saíram emprestados. Yoni Gonzalez, Cadiz, Pedro Pereira, Krovinovic, Alfa Semedo, Florentino e os dois casos particulares de Jota e Tomás Tavares.

Os dois jovens portugueses saíram emprestados para o campeonato espanhol. Jota ingressou no Real Valladolid CF e Tomás Tavares no Deportivo Alavés. É inegável que ambos os jogadores necessitam de minutos para evoluir, mas terão sido estas as soluções ideias tendo em vista o seu desenvolvimento?

O campeonato espanhol é indiscutivelmente um contexto competitivo muito mais exigente do que a liga portuguesa, mas um empréstimo em terras nacionais teria sempre mais vantagens.

Apesar de estes clubes espanhóis não competirem por nenhum título ou qualificação europeia, precisam de resultados imediatos com vista a assegurar a manutenção (estão ambos em zona de despromoção). Isto será sempre negativo para dois jogadores que necessitam de jogar, errar, continuar a jogar e evoluir.

Até se pensarmos nos encaixes específicos dos jogadores nestas equipas, percebemos que a escolha não foi a melhor. A equipa do Deportivo Alavés joga habitualmente com três centrais, o que obrigará Tomás Tavares a jogar como lateral ofensivo pela direita. Esta posição irá expor as debilidades do jovem português.

Ainda para mais, esta equipa espanhola joga muito nas transições o que novamente prejudica o jovem encarando, que faz da sua capacidade na primeira fase de construção uma das suas melhores características. A meu ver, o FC Famalicão seria perfeito para o desenvolvimento do jovem lateral.

O mesmo se pode dizer sobre Jota. Está inserido numa equipa que tem muito pouca bola, o que vai tornar cada ação com o esférico muito mais crucial. Este tipo de contexto privilegia jogadores muito mais físicos, coisa que Jota não é. Equipas como o Famalicão ou o Boavista FC tinham sido ideias para as suas características.

As duas equipas do país vizinho não abundam em qualidade, mas a verdade é que contam com muitos nomes muito mais experientes, que com objetivos imediatos certamente terão mais minutos. Nem Jota nem Tomás Tavares têm qualquer minuto até ao momento.

Pensemos, nos últimos 10 anos, em todos os empréstimos ao estrangeiro. Quantos é que tiveram sucesso e regressaram ao clube das águias? O único caso de sucesso que me ocorre é o de Rodrigo, que esteve uma época emprestado ao Bolton Wanderers FC.

Muitas vezes, no clube encarando, os empréstimos servem sobretudo para a valorização económica do ativo e nunca para o crescimento desportivo do jogador. Por muito que seja positivo o tempo de jogo (que nem sequer é garantido) que os jogadores terão, a probabilidade de regresso (como opção viável) ao SL Benfica é praticamente nula. O Erasmus em Espanha não será positivo.

A continuar esta tendência de gestão desportiva, serão muitos os jogadores que se irão perder para o futebol português e do SL Benfica.

Três razões que explicam o futuro sucesso dos Golden State Warriors

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A temporada de 2019/2020 foi uma temporada difícil para a NBA, mas especialmente complicada para os Golden State Warriors que, pela primeira vez em oito anos falharam as playoffs. Stephen Curry perdeu grande parte da temporada e Klay Thompson não conseguiu participar num único jogo esta época.

Para além disso, houve muita rotatividade no plantel dos Warriors, algo que os fãs da Bay Area não estavam habituados. Os Warriors trocaram vários jogadores ao longo da época como Andre Iguodala, D´Angelo Russell, Omari Spellman, Alec Burks, Willie Cauley Stein, Jacob Evans e Glenn Robinson III.

Embora estas trocas trouxessem talentos novos, ver rostos familiares partir foi difícil para os fãs. No entanto, foram movimentações necessárias, dado que o general manager dos Warriors conseguiu obter escolhas futuras no draft e talento jovem por ativos em final de contrato.

Assim, a próxima temporada traz esperança. Curry estará saudável, Thompson estará saudável e Draymond Green estará em forma e descansado até ao começo da próxima época. Mas o futuro sólido dos Warriors vai muito além de 2021.

Dito isto, vamos então ver três razões que expliquem o futuro sucesso dos Golden State Warriors.

Foto de capa: GS Warriors

Vardar 1961 25-25 FC Porto: FC Porto merecia um pouco mais

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A CRÓNICA: DRAGÕES FICARAM A “ISTO” DA VITÓRIA

O FC Porto voltou à Macedónia para defrontar o Vardar na quinta jornada da EHF Champions League. Ambas as equipas já se tinham encontrado na época passada na mesma fase, tendo, na altura, cada equipa conquistado uma vitória no seu pavilhão. Este ano, na equipa do Vardar, estão dois conhecidos dos adeptos portugueses: Borko Ristovski (ex-SLB) e Marko Vujin (ex-SCP).

A equipa da casa entrou a vencer na partida, que começou algo agressiva, com uma exclusão para cada equipa logo nos primeiros minutos. Este tem sido um problema para o FC Porto em termos defensivos, já que os seus defensores centrais se encontram regularmente com duas exclusões, pondo em causa a sua prestação defensiva. Hoje não foi diferente, com Victor Iturriza a sofrer duas suspensões de dois minutos logo aos seis minutos da partida. O resultado estava equilibrado.

Magnus Andersson apostou no 7×6 ainda dentro dos dez minutos iniciais, tentando assim superar as dificuldades que a organização defensiva do Vardar (5×1) estava a causar à sua equipa. Ambos os guarda-redes, Borko e Mitrevski, entraram bem na partida e logo aos 12 minutos surgiu a primeira interrupção da partida pedida pelo treinador “azul e branco” para tentar melhorar a prestação do 7×6 (4-4).

Nessa altura, também Gleb Kalarash tinha sido excluído duas vezes e na segunda os visitantes aproveitaram para chegar à frente do marcador pela primeira vez na partida (4-5). Essa vantagem surgiu de um parcial de 0-6 dos “dragões”, que em menos de dez minutos passaram de perder por dois golos para estar a vencer por quatro (4-8). Após o seu treinador ter pedido time out, o Vardar conseguiu um parcial de 4-1, voltando a estar a apenas um golo de diferença do FC Porto.

Fábio Magalhães foi fenomenal na organização dos ataques azuis e brancos.
Fonte: FC Porto Sports

Os azuis e brancos ainda voltaram a ter três golos de vantagem, mas até ao intervalo a equipa da Macedónia conseguiu recuperar a desvantagem e sair para o intervalo a vencer 13-12.

O jogo recomeçou com uma defesa muito agressiva do Vardar, enquanto o FC Porto “vivia” apenas da ligação entre Fábio Magalhães e Victor Itorriza. Durante esse período, a equipa da casa conseguiu conquistar uma vantagem de dois golos (16-14). Aos 41 minutos, com a sua equipa a perder por apenas um golo, Magnus Andersson voltou a pedir paragem do jogo, que resultou no empate a 19 golos a meio da segunda parte.

Pouco depois, os azuis e brancos regressam ao 6×6 e assumem a frente do marcador. Isto levou a que o Vardar voltasse à sua organização defensiva de 5×1. O jogo corria de feição aos “dragões” que haviam regressado à frente do marcador e já venciam por dois golos a menos de dez minutos do final da partida (21-23). Essa vantagem levou Stevce Alusevski a pedir o seu último time out da partida.

O FC Porto entrou nos últimos cinco minutos da partida com dois golos de vantagem e prestes a fazer história novamente, mas não conseguiu marcar durante quatro ataques, permitindo que o Vardar voltasse para a frente do marcador (25-24), a pouco mais de trinta segundos do fim. Era tempo mais que suficiente para o treinador alemão do FC Porto parar o jogo e preparar o 7×6 naquela que provavelmente seria a última posse de bola azul e branca.

A jogada não correu como previsto. Quando já se pensava que os dragões iriam perder o jogo, a bola sobrou para António Areia que, no último segundo da partida, rodeado de adversários, conseguiu marcar o golo que deu o empate à sua equipa. O resultado final fixou-se no 25-25.

Jogo fenomenal do FC Porto, que já parece ter encontrado o seu ritmo, mas ainda conta com algumas ausências. Esse é caso de Rui Silva, Djibril M’Bengue e Miguel Martins (lesionou-se nos instantes inicias da partida). Foram excelentes as exibições de Victor Iturriza, que aguentou 54 minutos com duas exclusões, Fábio Magalhães e do jovem Martim Costa.

A FIGURA

Fonte: FC Porto Sports

Victor Iturriza: Adivinha-se uma noite difícil para Iturriza, após ter recebido duas suspensões de dois minutos numa fase muito prematura da partida. No entanto, manteve-se concentrado na partida e no seu trabalho e foi uma das razões para o FC Porto alcançar este resultado, contribuindo com sete golos (88%).

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto Sports

André Gomes: Conseguiu dois bons golos numa fase crucial da partida, mas não esteve presente na partida, passando a maioria dela sentado no banco, mesmo com a ausência de três jogadores da primeira linha. Apenas três golos em nove remates (33%) são resultado de uma exibição menos positiva.

ANÁLISE TÁTICA – VARDAR

O Vardar entrou em campo com o seu habitual 5×1 com Timur Dibirov como defesa mais avançado, mas foi rapidamente “obrigado” a defender 6×0 devido à superioridade numérica adversária. Tal não foi impedimento para uma excelente prestação defensiva, liderado pelo experiente Borko Ristovski na baliza. Ofensivamente a equipa esteve menos bem, encontrando-se sempre muito dependente de ações individuais de Cupic e Marko Vujin, principalmente.

Sete Inicial e Pontuações

Borko Ristovski (7)

Timur Dibirov (5)

Flip Taleski (4)

Lovro Jotic (4)

Marko Vujin (6)

Ivan Cupic (6)

Stojanche Stoilov (5)

Suplentes Utilizados e Pontuações

Gleb Kalarash (5)

Ante Gadza (5)

Josip Vekic (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

FC Porto entrou a defender no seu habitual 6×0 com Victor Iturriza e Daymaro Salina no meio. Do outro lado, encontrou o 5×1 muito avançado que lhe causou muitas dificuldades inicialmente, levando a equipa a jogar a maioria do jogo com o 7×6. A prestação defensiva foi boa, principalmente quando conseguiu colocar mais pressão na circulação ofensiva adversária.

A decisão de regressar ao 6×6 nos minutos finais, pode não ter sido a melhor já que a equipa teve imensas dificuldades ofensivas e dependeu bastante da capacidade individual de André Gomes, mas percebe-se que talvez fosse demasiado arriscado dar a oportunidade de golos fáceis e rápidos ao Vardar na altura. A última jogada da partida, já com 7×6, não foi bem realizada, mas no final a sorte esteve um pouco do lado do FC Porto e pode-se dizer que foi merecido. 

Sete Inicial e Pontuações

Nikola Mitrevski (7)

Leonel Fernandes (6)

André Gomes (5)

Miguel Martins (-)

Diogo Silva (5)

António Areia (8)

Victor Iturriza (9)

Suplentes Utilizados e Pontuações

Alfredo Quintana (5)

Daymaro Salina (5)

Ivan Sliskovic (5)

Diogo Branquinho (5)

Martim Costa (6)

Fábio Magalhães (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão