Hoje falo-vos de Cristiano Ronaldo, daquilo que fez com que o melhor jogador português de todos os tempos tenha conquistado todos os prémios, mediatismo, reconhecimento, glória e a gratidão de muitos e muitos portugueses desde que iniciou a sua carreira no futebol. Estão enumerados 10 momentos que fizeram parte da sua vida e que de uma forma ou de outra contribuíram para aquilo que ele é.
Fernando Valenzuela será jogador do FC Famalicão na próxima temporada. É o primeiro reforço do clube famalicense, confirmado pelo próprio jogador, no final do mês de junho, num negócio por empréstimo por parte do CA Barracas Central.
Com 23 anos, o argentino chega como um diamante por lapidar para o clube minhoto que mantém por sua vez a sua aposta em jovens jogadores com muita margem de progressão. Aquilo que tão bem aconteceu com jogadores como Uros Racic, Pedro Gonçalves, Toni Martinez, Gustavo Assunção, entre outros, deverá suceder-se na próxima temporada com Valenzuela a ser o primeiro homem de uma lista que terá mais nomes nas próximas semanas.
Valenzuela é canhoto e pode fazer todas as posições no ataque. Seja pelas alas, seja como ponta de lança ou segundo avançado, o internacional sub23 pela seleção alviceleste faz maravilhas com o seu pé esquerdo e é a grande referência desse escalão da sua seleção, onde pontifica também Nehuén Pérez, jogador que representou o FC Famalicão esta temporada e que certamente ajudou na vinda de Valenzuela. É tecnicamente muito dotado, muito difícil de travar no um contra um e possui um remate fácil, tornando-o num ótimo finalizador. O facto de possuir um centro de gravidade baixo (mede apenas 1.67m) faz também com que a sua velocidade e imprevisibilidade aumentem substancialmente.
Fernando Valenzuela a caminho do FC Famalicão.
Segundo a imprensa argentina, o extremo de 23 anos vai ser cedido por empréstimo com cláusula de opção de compra, proveniente do Barracas Central. pic.twitter.com/avFxjjubtx
— Diário de Transferências (@DTransferencias) July 1, 2020
Com a fibra e a raça típica dos sul americanos, Valenzuela é um dos nomes fortes da nova geração de futebolistas argentinos. O FC Famalicão, pela sua política de contratações e pelo crescimento que tem tido na promoção e expansão de jovens jogadores, assume-se como o local ideal para que Valenzuela se mostre à Europa do futebol. Uma coisa é certa. Fernando Valenzuela tem características que o tornarão, certamente, num dos craques da Primeira Liga na próxima temporada.
Há muito em jogo quando se confrontam SL Benfica e Sporting CP, o peso de centenas de confrontos (308) que ajudaram à construção do epíteto de Dérbi Eterno: o confronto de gigantes da capital tem a importância cultural inerente aos dois maiores protagonistas desportivos em Portugal, numa história que se construiu sempre paralela e cheia de peripécias à nascença, que deram azo à criação de lendas várias e momentos inesquecíveis.
Como no futebol o principal ponto de valorização é, e será sempre, o golo, é natural que as principais figuras constituam sempre o leque de avançados em exibição. Peyroteo e Eusébio, os mestres de tiro ao rival (45 e 27, respectivamente) repartem destaque na história como ídolos das multidões e líderes no assalto ao orgulho inimigo. No século XXI, Liedson e Óscar Cardozo (11 e 13) foram os que mais se entusiasmaram nestas ocasiões especiais, gravando o seu nome nos cânticos mais provocatórios das bancadas que se serviram deles como arma de arremesso.
Porém, não é só de nomes icónicos que se constrói a narrativa da rivalidade-mor, existindo espaço para aqueles sem lugar especial no coração dos adeptos para se afirmarem como heróis momentâneos ou, em alguns casos, definindo o momento de glória num dérbi como ponto de partida para um futuro risonho nos seus clubes. Este top servirá para relembrar cinco desses casos curiosos, histórias que mesmo os mais optimistas teriam dificuldades em fantasiar e lances marcantes que assentam invariavelmente no imaginário geral como a prova suprema de que não há jogo como este no Portugal futebolístico.
A paragem forçada no ciclismo competitivo permitiu que houvesse maior foco nos rumores de transferências para a próxima temporada e, entre os grandes nomes da modalidade, uma troca de equipa parece muito bem encaminhada, Romain Bardet deverá deixar a AG2R La Mondiale e seguir carreira na Team Sunweb.
No conjunto francês, desde que se tornou profissional, em 2012, Bardet desfrutou de muitos sucessos nestas nove épocas, entre os quais se contam três etapas, uma camisola da montanha e dois lugares no podium final da Geral no Tour de France. Com ele, também a equipa cresceu e se tornou muito mais respeitada na cena internacional.
Por outro lado, os últimos anos têm sido de estagnação (e até retrocesso) para Bardet e, se o atleta já admitiu ter tido alguns problemas de motivação, não é menos verdade que a AG2R sofreu perdas importantes no departamento de desempenho desportivo e que alguns problemas se foram tornando claros, como é bom exemplo o facto das suas bicicletas não de qualidade World Tour, especialmente no que diz respeito ao contrarrelógio.
Será Bardet o próximo Sunweb a brilhar em provas de três semanas? Fonte: Giro d’Italia
Já a Sunweb, órfã de Dumoulin, procura relançar o ataque às provas por etapas e têm aqui a oportunidade de o fazer com um ciclista de créditos firmados. Não será fácil, no entanto, com Oomen e Kelderman perto da saída e um plantel que parece estar cada vez mais orientado para provas de um dia.
Contudo, uma nova geração de talentos – com Arensman, Brenner e Hirschi à cabeça – pode crescer com o francês e tornar-se num forte núcleo de apoio nas Grandes Voltas. Além disso, o conjunto alemão é conhecido pela sua obsessão pelo detalhe na preparação dos ciclistas e nesse campo Bardet enquadrar-se-á de forma perfeita e poderá, finalmente, usufruir de uma estrutura que partilhe o seu foco no planeamento do trabalho dos atletas.
Devo dizer que na primeira vez que tomei nota desta possibilidade fiquei um pouco cético, já que a Sunweb está mais talhada ao desenvolvimento de jovens corredores, e o foco nos sprints e clássicas parece ser mais adaptado e capaz de dar resultados face ao orçamento da equipa. Mas, após uma reflexão mais aprofundada, julgo que esta acabará por ser uma boa movimentação para ambas as partes e que este poderá ser o impulso que Bardet necessita para revitalizar a sua carreira.
A última jornada do campeonato 2019/2020 promete ser escaldante não só na luta pela permanência como na disputa pelos “lugares europeus”. Se por um lado o SL Benfica já não joga por nenhum objetivo, por outro encontra-se o Sporting CP a precisar de um ponto para assegurar o terceiro lugar e, consequentemente, a entrada direta na fase de grupos da Liga Europa.
Mas um dérbi é um dérbi e com ele traz sempre grandes momentos, incluindo grandes golos. Ainda que já tenham sido marcados golos espetaculares ao longo da história deste clássico do futebol português, neste artigo vou mostrar-vos os cinco melhores golos das águias aos leões este século.
Quando faltam apenas duas jornadas para terminar a época desportiva de 2019/2020, os adeptos leoninos depois de verem os seus objetivos fracassados, já só pensam na próxima época. A verdade é que tem sido já uma constante. O Sporting CP desde cedo que se vê longe dos seus objetivos e tem – em teoria – mais tempo para preparar a sua próxima época. Apesar disso são cometidos os mesmos erros, ano após ano, com um planeamento e uma gestão duvidosa que hipotecam toda a época desportiva.
Neste artigo – e nos próximos que irei lançar – vou procurar analisar potenciais reforços para a equipa leonina, tendo em vista alguns fatores: o baixo orçamento leonino; potenciar jogadores; investir a médio/longo prazo.
Ou seja: o Sporting CP terá de contratar com pouco dinheiro, sem gastar verbas avultadas e com isso as contratações terão de ser certeiras. O facto de potenciar jogadores permitirá não só o rendimento desportivo, mas também o rendimento financeiro para tentar a médio/longo prazo alavancar o clube com uma estratégia bem definida.
Neste primeiro capítulo vou abordar o eixo defensivo central. O Sporting CP conta neste momento com Eduardo Quaresma e Seba Coates como as duas peças-chave e que creio terem todas as condições para se manter na próxima época. Tiago Ilori e Luís Neto devem sair, permitindo algum retorno financeiro. Gonçalo Inácio será um central para ir rodando ou na equipa B e “fazendo a ponte” para a equipa A, ou numa equipa da Primeira ou Segunda Liga.
Com isto irei apresentar algumas soluções para a equipa leonina tendo em vista a necessidade de colmatar a saída de Jérémy Mathieu – que dava muito ao Sporting CP com bola e algo essencial neste sistema de Rúben Amorim – mas também nomes que podem melhorar as opções do plantel leonino fazendo o plantel assim ficar mais equilibrado e preparado para qualquer adversidade, sem contar também com o possível ingresso de Feddal.
Armando Gonçalves Teixeira, mais conhecido no mundo do futebol como Petit, foi um reconhecido jogador português com uma carreira notável, principalmente ao serviço do SL Benfica e do Boavista FC, clube onde se retirou e onde começou o seu percurso como treinador ainda no Campeonato de Portugal.
Com a subida administrativa dos axadrezados à Primeira Liga em 2014/15, Petit manteve-se no leme da equipa e conseguiu a árdua tarefa de manter a equipa no principal escalão do futebol português – tendo em conta as invulgares condições da promoção -, com a conquista de um respeitável 13.º lugar na tabela classificativa.
Na temporada seguinte, assistimos ao início do mito “Petit, salvador das descidas”. Apesar de iniciar a temporada ainda no Boavista, “questões pessoais”, como alegou na última conferência de imprensa ao serviço das panteras negras, levaram-no a pedir a demissão na 11.ª jornada. Duas semanas mais tarde, é apresentado no CD Tondela que se encontrava a apenas quatro pontos acima da linha de água. Uma série de cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota nos últimos jogos da época salvavam milagrosamente a equipa de uma descida de divisão que parecia certa.
Hoje foi dia de antevisão 🗣
Mister Petit:
“Vamos ser uma equipa com muito crer, vontade, intensidade, agressiva, a querer resolver o jogo, com inteligência e concentrados.”
— Belenenses Futebol, SAD (@OsBelenensesSAD) July 18, 2020
Petit repete a história e inicia a temporada 2016/17 ao comando da equipa que “salvou” na época anterior, mas, mais uma vez, acaba por abandonar o comando técnico com o campeonato a decorrer e assina pelo Moreirense FC, mais um emblema aflito na luta pela permanência. O treinador português consegue, novamente, trazer a orientação e o reforço anímico necessários para a inversão do panorama e um Moreirense invicto nas últimas seis jornadas garante a permanência na Primeira Liga.
Por esta altura, já se consolida a crença de Petit como o mestre em evitar descidas. O treinador nascido em França, mas com dupla nacionalidade, faz jus ao título e, na época seguinte, após uma passagem falhada pelo FC Paços de Ferreira, volta ao clube de Moreira de Cónegos para evitar nova despromoção anunciada. Em 2018/19 mais do mesmo: rende o treinador Claúdio Braga num CS Marítimo que vinha de dez jogos sem vencer. Consegue garantir a manutenção da equipa com um 11.º lugar, mas fica aquém das suas próprias expetativas aquando a sua apresentação nos Barreiros, em que assumiu a ambição de terminar nos quatro/cinco primeiros lugares da tabela classificativa.
Agora que estamos prestes a terminar uma época de futebol atípica, Petit já garantiu (mais uma vez) a permanência da Primeira Liga da equipa que assumiu (novamente, mais uma vez) com a época a decorrer, o Belenenses SAD. O seu percurso como treinador na Primeira Liga não deixa dúvidas em como Petit é um verdadeiro “salvador de descidas” quando assume, com a temporada em andamento, o leme de equipas aflitas na luta pela manutenção, algo que tem provado de ano para ano. Resta saber se o treinador tem a consistência e os dotes necessários para conduzir com sucesso uma equipa desde o início até ao fim da época, ou até para comandar equipas naturalmente candidatas a outros objetivos mais ambiciosos, como lugares europeus.
Na antecâmara da época 2020/21, olhamos para o futebol feminino e focamo-nos em dez jogadoras da última temporada da Liga Feminina que se destacaram nas suas equipas.
É preciso reconhecer, no entanto, que a escolha destas dez atletas não reflete total justiça, uma vez que, infelizmente, ainda não é possível ter acesso a todos os jogos do principal escalão feminino em Portugal.
O jogo desta segunda-feira contra o Moreirense FC fez lembrar um daqueles à moda antiga, que nos primeiros dez minutos já se adivinhava uma goleada azul e branca, só não se sabia se era para cinco ou para seis. Por muito que a equipa já fosse campeã e estivesse a jogar sob um clima de festa, tornando o cenário mais descontraído, a segunda parte foi talvez a melhor dos dragões esta temporada. A equipa trocou a bola de forma coerente, quebrando facilmente as linhas do Moreirense FC, saindo frequentemente com perigo na transição enquanto todos pareciam motivados para dar mais.
Presenciaram-se momentos de magia, como o passe magistral de Luís Diaz, num golo soberbo, em que a bola em 40 segundos passa por nove jogadores, com apenas 15 passes até chegar a Tiquinho Soares. Verificou-se a criatividade de Otávio e a importância que teve e tem no modelo de Conceição, mas presenciou-se um dos momentos mais caricatos, no bom sentido, no Estádio do Dragão: o golo de livre de Marega. Até o próprio sabe o quão improvável aquilo foi, devido às limitações técnicas, e até porque é raro vê-lo a atirar fora de área. O que é certo é que ficou marcado para a história.
Por falar em história, um dos principais momentos que simboliza o campeonato é na festa dos jogadores no relvado, quando se sentaram nas cadeiras do estádio e representaram o papel de adepto, ao som de “Perra”. Para o portista é um orgulho enorme ver uma equipa unida desta forma, sem esquecer a importância do 12.º jogador. O FC Porto foi campeão nacional precisamente por essa união, claramente visível dentro do balneário.
Repare-se que quando a situação estava em apuros, Sérgio Conceição foi o primeiro a acusar o plantel de falta de união e vontade, no momento em que pôs o lugar à disposição. Desde o encontro contra o Benfica no Estádio do Dragão, a história reverteu-se e os azuis e brancos rapidamente conseguiram recuperar os sete pontos de atraso e chegar ao primeiro lugar do campeonato. Podiam não ser as melhores exibições possíveis, mas as mudanças eram visíveis, os resultados favoráveis e notava-se a equipa toda a bordo no mesmo barco, a remar apenas para uma direção. Para o 29.
Durante a paragem do futebol, houve um fator que poderá ter sido crucial para a conquista do título e pouco foi abordado. Trata-se do “FC Porto em Casa”, um direto transmitido nas redes sociais do clube, orientado por Miguel Marques Monteiro e Rui Cerqueira, jornalistas do Porto Canal. Essas transmissões traziam de volta uma série de craques que passaram pelo clube, que de certa forma, podem ter um papel fundamental naquilo que é a passagem dos valores do FC Porto para os atuais atletas. Isto porque alguns desses atletas chegaram a participar e certamente muitos deles acompanharam os programas.
O momento em que se sentiu a equipa mais focada no objetivo foi na pós-retoma, mesmo com dois desaires nos primeiros três encontros, que podiam ter enviado o Benfica novamente para a liderança. Contudo, os encarnados passaram por uma série de jogos sem vencer e os dragões aproveitaram para alargarem a vantagem pontual. Os azuis e brancos acumulam de momento seis vitórias seguidas desde o tal empate na Vila das Aves, com destaque para uma evolução gigantesca na qualidade de jogo. Desde o retorno do futebol, o conjunto de Sérgio Conceição sofreu apenas quatro golos em nove jogos e marcou 23. Manteve também a baliza inviolável por seis vezes nessas partidas e não sofreu qualquer golo em casa.
O FC Porto é um justo campeão da liga portuguesa e destacou-se a léguas do maior rival por se demonstrar a equipa mais consistente e, de um modo geral, a equipa que ao longo do tempo, corrigiu ou escondeu melhor os seus erros. A barreira defensiva dos portistas foi exímia durante a maior parte da temporada e a equipa foi-se tornando cada vez mais prática e eficiente dentro de campo, ao ponto de nestes últimos encontros as jogadas de perigo saírem com uma naturalidade tremenda.
Além desse fator, o coletivo evidenciou-se e foi a chave para a conquista do troféu. Sérgio Conceição sempre deu a entender que não havia intocáveis, todos tinham de dar o litro durante os treinos e durante os 90 minutos e a felicidade dos jogadores era evidente. Quando o grupo está unido é mais forte e as relações entre os jogadores parecem muito positivas, de acordo com a maneira como festejam os golos, como interagem uns com os outros e principalmente por se esforçarem de igual modo, mesmo que sejam menos vezes opção do treinador.
Os números falam por si e o melhor marcador do FC Porto no campeonato é a resposta. Geralmente, há um ou dois jogadores que se destacam dos outros e apresentam números bem superiores a nível de golos aos que o elenco portista apresentou este ano. Até há bem pouco tempo, o melhor marcador da equipa no campeonato era Alex Telles e agora é Marega com “apenas” doze golos apontados, à frente dos onze do lateral brasileiro. De seguida, vem Tiquinho Soares com dez e Zé Luís com sete. Em 73 golos marcados, estão aqui concentrados 40 golos, logo ainda há mais 33 distribuídos pelo resto da equipa. Em todas as competições, Tiquinho, Marega e Alex Telles estão presentes no topo, mas destaque para Luís Diaz, pois contribuiu, e de que maneira, ao longo da época, sendo o segundo melhor marcador do plantel em todas as provas.