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Sporting CP 2-0 SL Benfica: Uma aula tática de Futsal e uma eficácia para esquecer

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A CRÓNICA: O JOGO FOI GANHO ANTES MESMO DE SER JOGADO

Um ponto separava as duas equipas no campeonato de Futsal e este era um jogo que valia muito mais do que a liderança para a jornada 18, pois valia aqui (quase de certeza) a vantagem de jogar em casa na Final. Antes do início do dérbi, prestou-se uma homenagem a Alfredo Ratão, fundador e primeiro treinador de Futsal do Sporting CP.

A partida estava intensa e muito disputada pelas duas formações. Mais era o Sporting CP que estava mais forte no jogo com uma pressão muito alta sob o SL Benfica. A pressão resultou e aos oito minutos Taynan da Silva abriu o marcador no Pavilhão João Rocha, após um belo passe de Alex. O segundo golo não demorou muito, visto que a pressão também não cessava. Nova recuperação numa zona muito subida por Léo e depois só foi preciso Pauleta encostar a bola para a baliza e fazer o 2-0, resultado que foi assim para ao intervalo.

A partida continuou com um ritmo elevadíssimo ou não estávamos nós a falar de um jogo que ditava a liderança no campeonato. As oportunidades iam surgindo de parte a parte, mas nas baliza estavam, possivelmente, os dois melhores guarda-redes portugueses que iam mostrando serviço.

A aposta em 5×4 por parte do SL Benfica a cinco minutos do fim não deu em nada, pois a equipa continuava sem ideias e não conseguia criar nenhum tipo de perigo para a baliza defendida por Gonçalo Portugal. Um jogo mau por parte do SL Benfica e um verdadeiro festival tático por parte de Nuno Dias e também desta equipa do Sporting CP. A vitória por 2-0 do Sporting CP dá a liderança isolada do campeonato com 46 pontos, enquanto que os encarnados continuam com os mesmos 44 pontos, mas no segundo lugar.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Dias – Com quatro ausências de peso, a estratégia do treinador leonino foram aposta certa para o jogo de hoje que valeu ao Sporting CP a possibilidade de liderar o campeonato. É verdade que são os jogadores que jogam e ganham os jogos, mas este jogo foi ganho muito antes de começar com a estratégia montada por Nuno Dias. A pressão alta constante sob o SL Benfica e também encontrou dois cincos base que lhe permitiram estabilidade tanto a atacar como a defender.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Eficácia do SL Benfica – Oportunidades não faltaram aos comandados de Joel Rocha, mas a pontaria não esteve de toda afinada. Sem um homem completamente virado para o ataque, ficou muito complicado para o SL Benfica conseguir avança no terreno que só conseguiu mesmo fazê-lo no cinco para quatro e mesmo assim de nada resultou porque pouco ou nada deu à equipa encarnada.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

À partida para esta dérbi, houve ausências de peso por causa das seleções: Guitta e Rocha não marcaram presença por ainda estarem a representar a seleção brasileira. E o pior chegou também com a lesão de Merlim, possivelmente o melhor jogador leonino, devido a lesão na Elite Round com a Itália e Cardinal devido a suspensão. Zicky teve a sua oportunidade nos seniores logo com SL Benfica. Era um jogo à partida que Nuno Dias tinha de se reinventar.

Pressão alta que estava a funcionar e obrigava o SL Benfica a ter de construir muito em baixo e rapidamente perderia a bola. Foi muito assim que surgiu o primeiro golo e também o segundo. Os cincos que estavam em campo eram muito equilibrados e quando se encontrava alguma falha em campo havia sempre Gonçalo Portugal para salvar.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Portugal (9)

Cavinato (5)

Pany Varela (7)

Léo (5)

Pauleta (7)

SUBS UTILIZADOS

Taynan (7)

Tomás Paçó (5)

Erick (6)

João Matos (5)

Deo (5)

Alex (7)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Tal como o Benfica, houve baixas de peso também do lado do encarnado. Roncaglio e Fits, dois dos habituais titulares, não puderam dar o seu contributo por estarem na seleção do Brasil também. Ausências que foram colmatadas com a entrada de André Sousa e a posição de pivô ocupada a espaços por Fernandinho e também Fábio Cecílio.

Grandes dificuldades de construção. Apesar de conseguirem estar a sair de pressão, mas nem sempre com muita eficácia, sobretudo, quando se despacha a bola para a frente. Não houve ideias neste jogo e houve uma grande dificuldade para conseguir construir jogo, fosse a partir de trás fosse já numa fase adiantada. Nota-se que a equipa sente falta de um pivô, mas também não se vê qualquer tipo de mudança quanto a esta lacuna.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

André Sousa (7)

Chaguinha (5)

André Coelho (6)

Robinho (6)

Fernandinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Cecílio (5)

Tiago Brito (5)

Bruno Coelho (4)

Rafael Henmi (5)

Miguel Ângelo (5)

Fernando Drasler (3)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Sem os habituais desequilibradores (Alex Merlim e Cardinal), acredita que a grande estratégia para este jogo passou por uma pressão alta a condicionar a construção do SL Benfica? Consegue-nos dizer se a lesão do Alex Merlim é grave?

Nuno Dias: «Esta a ser tratado e tem uma lesão na coxa e não queríamos estragar uma época por causa do jogo. Queremos que ele jogue muitos jogos e não que jogue dois ou três e acabe com a época dele.

A nossa estratégia passava muito por alternar em pressão alta e baixar as linhas também. Claro que houve mérito do SL Benfica e tivemos muitas vezes de baixar. Mas sim deu para perceber que condicionámos o SL Benfica e houve também conseguimos que fizessem erros defensivos. Tenho de destacar a exibição do Pauleta que foi extraordinário. É um jogador muito ofensivo e hoje fez um jogo defensivamente muito bom. Não queria estar a individualizar e a verdade é que todos jogaram muito bem. Jogámos com oito hoje e plantéis são feitos de 15. É para este tipo de soluções que os plantéis foram criados, mas correu tudo bem».

SL Benfica

BnR: No jogo da primeira volta fiz-lhe a pergunta sobre os seus pivôs, mas agora faço ao contrário. Foi por falta de um pivô de raiz, visto que tinha apenas Fernandinho e Fábio Cecílio a fazer a posição, e falta do Fits foi o que faltou ao SL Benfica para este jogo?

Joel Rocha: «O problema do SL Benfica hoje foi a falta de um golo. Foram várias as oportunidade que os meus jogadores criaram e foi por aí que perdemos o jogo hoje. Hoje não faltou nada (fosse o Fits, o A, B ou C) a não ser marcar um golo. Nos golos do Sporting CP, cometemos um erro coletivo no primeiro golo e depois arriscámos muito numa zona que não devia. Criámos em quantidades suficientes para marcarmos golos, porém temos de dar também muito mérito ao Sporting CP por aquilo que realizou no jogo. O que faltou ao SL Benfica foi o golo e este é o indicador mais importante de uma partida».

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 2-1 Portimonense SC: Mathieu apontou o caminho para a reviravolta

A CRÓNICA: MARGEM MÍNIMA DÁ OS TRÊS PONTOS AOS LEÕES

O Sporting CP até começou a criar perigo logo aos três minutos através de um cabeceamento de Battaglia na sequência de um canto. Gonda defendeu e negou a oportunidade embrionária dos leões. Inicialmente, a equipa de Silas estava a dominar a partida, mas, ainda assim, sem grandes oportunidades de perigo. Apesar de serem detentores de mais posse de bola, o Sporting CP estava a jogar lento e de forma pouco intensa. E enquanto isso, o Portimonense SC começava a crescer na partida através de transições rápidas e perigosas.

O crescimento da equipa algarvia entrou em evidência no resultado pouco tempo depois. Aos 26 minutos, uma altura em que Anzai abre espaço para Jackson Martinez, o ponta-de-lança redireciona e atira em jeito para o 1-0 da sua equipa. Os assobios começaram a soar em Alvalade num ambiente que estava de cortar à faca. E quem com mais classe na equipa verde e branca para quebrar um pouco o gelo que se sentia no reino do leão? Claro, Mathieu, através de um livre faz magia. Colocando a bola no ângulo superior direito, o veterano francês restabeleceu o empate. Os restantes minutos da primeira parte não tiveram muito para contar. O Sporting continuou com mais bola, mas com um futebol previsível e algo apático.

Na segunda parte quem dominava era o Sporting CP, sobretudo, com a elevada posse de bola que se registava neste período, mas quem estava mais perigoso era o Portimonense SC. É certo que sem grande pontaria, mas ainda assim muito perigosos perto da baliza de Maximiano.

Aos 66 minutos, o recém entrado Gonzalo Plata descobriu Vietto a romper pelo meio e ficou cara a cara com Gonda, mas falhou escandalosamente. Um autêntico tiro ao boneco, mas também dar mérito à defesa do guardião dos algarvios. Um remate que foi presságio daquilo que iria acontecer minutos depois. Um bom cruzamento de Acuña que acabou por encontrar Jovane que cruzou. A bola era para Sporar, mas foi Jadson a introduzir a bola na sua própria baliza e era o 2-1 a favor do leões.

Até ao final da partida, houve a registar uma bola ao poste de Wendel, a faltar um minuto para os 90, mas não se gritou mais golo nesta partida. Num jogo algo complicado, o Sporting CP vence, soma 35 pontos e é agora, novamente, terceiro lugar no campeonato, depois do empate do SC Braga neste fim de semana. Já o Portimonense SC continua numa posição aflitiva e em penúltimo lugar com apenas 14 pontos, mas com uma boa imagem deixada em Alvalade e se for levada para as restantes jornadas ainda pode lutar pela permanência.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Marcos Acuña – Mais um jogo bem conseguido por parte do argentino. Na primeira parte a ocupar uma posição que não é habitual nesta época, mas ainda assim a corresponder. No segundo tempo, voltou àquilo que é a sua posição no Sporting: o lado esquerdo da defesa. Continua a ser uma mais valia nesta equipa leonina seja em que posição for.

O FORA DE JOGO

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Andraz Sporar – Um partida onde se viu muito pouco. É um ponta de lança que promete, mas que ainda tem de ficar entrosado com a equipa pois chegou há muito pouco tempo. Teve algumas boas situações, contudo, faltou os remates e também os golos. A bola também raramente chegava ao seu pé, por isso, é que acreditamos que este não tenha sido o melhor contexto para o esloveno se mostrar no Estádio de Alvalade.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting mostrou-se em Alvalade com um 4-3-3 onde Luís Neto e Coates jogaram como centrais, Mathieu como lateral esquerdo e Ristovski do outro lado na direita. Acuña, por sua vez, voltou à posição de extremo esquerdo enquanto Rafael Camacho militava do lado direito. Wendel, muito apagado, esteve a cobrir o meio-campo com o seu companheiro Battaglia e, por fim, Vietto encontrou-se na aproximação de Sporar – ambos os jogadores em terrenos mais avançados.

Na segunda parte o Sporting CP voltou de novo ao esquema tático normal e também aos habituais posições. Com a saída de Luís Neto, Acuña baixou no terreno e Mathieu foi para o centro da defesa. Os leões voltaram a ser iguais a si próprios e sem invenções voltaram a dominar a parte e a ter o controlo do jogo. As substituições foram uma cartada certa por parte de Jorge Silas visto que Jovane está na jogada para o segundo golo, tal como acontecer no jogo contra o CS Marítimo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maximiano (7)

Sebastian Coates (6)

Luís Neto (6)

Jérémy Mathieu (8)

Stefan Ristovski (5)

Marcos Acuña (8)

Rodrigo Battaglia (7)

Wendel (5)

Rafael Camacho (5)

Luciano Vietto (6)

Sporar (4)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (7)

Gonzalo Plata (7)

Doumbia (-)

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense SC moldou uma estratégia muito contida neste final de tarde em Alvalade. Numa tática de 5-4-1, com um bloco muito recuado, a equipa algarvia apresentou-se com uma linha defensiva com cinco jogadores: Possignolo, Jadson, Dener, Henrique Custódio e Anzai. Os alvi-negros fecharam muito atrás da linha de circulação da bola nos primeiros minutos da partida, mas com um Sporting a jogar lento, a equipa começou a perceber que na recuperação não havia de ser muito diferente. A partir dos 20 minutos, vimos um Portimonense muito mais atrevido e a subir gradualmente no terreno.

Na segunda parte, continuou com a mesma ideia de jogo e muito fiel a si mesmo. Não procurando só defender e teve mesmo oportunidades perto da baliza de Maximiano. Conseguiu controlar bem o meio campo e estava defensivamente irrepreensíveis, mas os dois golos do Sporting foram fatais. Ainda assim, há de salientar a grande qualidade de jogo por parte dos algarvios e se continuar assim pode ser uma boa surpresa neste campeonato.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (7)

Lucas Possignolo (6)

Jadson (4)

Dener (5)

Jackson Martinez (7)

Henrique Custódio (5)

Pedro Sá (7)

Koki Anzai (7)

Lucas Fernandes (6)

Aylton Boa Morte (6)

Bruno Costa (5)

SUBS UTILIZADOS

Fernando (5)

Beto (5)

Vaz Tê (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Há uma clara diferença do Sporting da segunda parte para o da primeira. O que é que tentou retificar ao intervalo que acabou por subir claramente o rendimento da sua equipa?

Jorge Silas: O que nós tentámos retificar foi a linha três. Nós não estávamos a tirar partido dela. Já nos aconteceu noutros jogos das nossas carreiras e para nós não foi novidade. Então decidimos alterar essa estratégia. O Portimonense SC estava preparado contra a linha três, mas nós não, o treinador até o disse. Quando conseguimos alterar, o jogo a partir daí foi todo nosso.

 Portimonense SC

BnR: Depois de uma arrancada frente a Coates, Jackson Martinez ressentiu-se naquele momento e ficou mais apagado no jogo, inclusive houve momentos em que coxeou. Queria perguntar-lhe sobre a condição física do jogador depois de ser substituído?

Joaquim Preto: É uma situação normal. O Jackson Martinez tem tido algumas limitações físicas como é de esperar, mas tem sido esta situação quase todos os jogos. A substituição veio não por algo em específico, mas por aquilo que tem acontecido ao jogador.

Rescaldo com opinião de Inês Marques Santos e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Bjerringbro-Silkeborg 24-33 SL Benfica: Vitória tranquila

A CRÓNICA: APESAR DAS DIFICULDADES ESPERADAS, O BENFICA MOSTROU-SE UMA EQUIPA MUITO SÓBRIA E CONSEGUIU OS PRIMEIROS TRÊS PONTOS NA COMPETIÇÃO.

Depois de um empate surpreendente em casa frente ao FC Gaia a contar para o Campeonato Nacional, o SL Benfica deslocou-se à Dinamarca para enfrentar o Bjerringbro-Silkeborg numa partida a contar para a primeira jornada do Grupo A da EHF Cup.

A equipa da casa entrou melhor. O Benfica apostava numa defesa 5-1 que condicionava a primeira linha dinamarquesa, mas o ataque do Silkeborg ia encontrando soluções no jogo com o pivot.

Com o passar dos minutos o ataque encarnado começou a carburar. Ao aproveitar a velocidade de Belone Moreira e Pedro Seabra Marques, os espaços aos seis metros começaram a aparecer, e iam sendo aproveitados para rematar ou jogar com os pivots Paulo Moreno e Rene Toft Hansen. Gustavo Capdeville ia crescendo na baliza benfiquista (o Silkeborg esteve mais de dez minutos sem conseguir marcar um golo), e foi com naturalidade que a equipa portuguesa se começou a distanciar.

Com a sua defesa a frustrar os ataques dinamarqueses, o SL Benfica conseguiu ir para o descanso na frente por 11-14.

No segundo tempo o domínio português continuou. Com os níveis de eficácia ofensiva a aumentar, o Silkeborg canalizava o seu jogo para o ponta direita Johan Hansen que ia sendo o artilheiro de serviço (onze golos). Contudo, do outro lado o Benfica mantinha o nível, e com Petar Djordic a assumir destaque (onze golos), a vantagem encarnada foi crescendo sem grandes dificuldades.

Carlos Resende pedia cabeça e tranquilidade, relembrando os seus atletas que todos os golos são fundamentais, e assim foi. Apoiado numa defesa muito forte e móvel, o SL Benfica manteve o nível até ao final e conseguiu uma importante vitória neste primeiro encontro do Grupo A.

Na próxima jornada as águias vão receber os alemães do MT Melsungen no Pavilhão da Luz, um jogo extremamente complicado frente ao sétimo classificado da liga alemã.

A FIGURA

Fonte: FAP

Pedro Seabra Marques – O central português pode não ser o mais alto, mas comandou a sua equipa como se tivesse dois metros e meio. Na defesa foi fundamental enquanto defensor avançado, e no ataque manteve a compostura e frieza que o caracterizam, ora entrando aos seis metros, ora envolvendo os seus colegas em jogadas coletivas.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bjerringbro-Silkeborg

Nikolaj Markussen – Com 15 golos em dois jogos, o lateral esquerdo dinamarquês é a principal arma ofensiva da equipa do Silkeborg. Com dois metros e 11 centímetros de altura, Markussen aproveita a vantagem física que possui sobre praticamente todos os seus adversários para utilizar o seu potente remate. No entanto, e apesar de ter mais 31 centímetros que Pedro Seabra Marques, o central português conseguiu neutralizar por completo o lateral que terminou o jogo com apenas dois golos marcados.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Ao ver a equipa do SL Benfica a jogar, o cunho de Carlos Resende é claríssimo. Defensivamente conseguem utilizar vários esquemas defensivos, o que acabou por ser chave para esta vitória. Inicialmente através de um 5×1 com Pedro Seabra Marques como defensor avançado, o central português conseguiu neutralizar Nikolaj Markussen, o que acabou por debilitar o ataque do Silkeborg, e a força de Rene Toft Hansen, Paulo Moreno e Ricardo Pesqueira na defesa 6×0 também dificultou, e de que maneira, a tarefa de jogadores como Jacob Lassen.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (8)

João Pais (7)

Petar Djordic (8)

Pedro Seabra Marques (8)

Belone Moreira (7)

Carlos Martins (7)

Rene Toft Hansen (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Pereira (7)

Kevynn Nyokas (6)

Miguel Espinha (7)

Paulo Moreno (7)

Ricardo Pesqueira (7)

ANÁLISE TÁTICA – BJERRINGBRO-SILKEBORG

A equipa dinamarquesa entrou melhor no jogo, mas sem o seu principal rematador – lateral esquero Nikolaj Markussen – foi obrigada a apostar mais no jogo com o pivot e com os pontas, principalmente no lado direito do seu ataque. A perda de Mads Andersen – especialista defensivo – cedo na segunda parte, também acabou por ter influência no jogo. No entanto, a sua maior dificuldade esteve em reconhecer os padrões de remate do lateral benfiquista Petar Djordic, que repetiu o mesmo tipo de ação inúmeras vezes ao longo do encontro (salto a descair para fora com remate picado para o poste mais distante), tendo tido sucesso em praticamente todas.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Aljosa Rezar (6)

Johan Hansen (8)

Jacob Lassen (7)

Sebastian Skube (7)

Michael Knudsen (6)

Mads Andersen (6)

Nikolaj Markussen (5)

SUBS UTILIZADOS

Jesper Nöddesbo (6)

Mads Nielsen (7)

Kasper Larsen (6)

Klaus Thomsen (6)

August Pedersen (6)

Nikolaj Nielsen (7)

Foto de Capa: FAP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Piatek, Klinsmann e milhões

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O Hertha BSC surpreendeu tudo e todos, neste mercado de inverno, sobretudo com a aquisição de Krysztof Piatek – jogador que até à chegada de Zlatan Ibrahimovic ao AC Milan, era dono e senhor da posição mais avançada dos rossoneri. E diga-se que, foi o clube que mais gastou neste mercado: a “módica” quantia de 76 milhões de euros. Finalmente a capital, pode ter uma equipa digna de tal.

Porém, não foi apenas pela contratação do internacional polaco que o emblema da capital germânica captou a atenção dos amantes do futebol. Lucas Tousart (médio do Olympique Lyon) também foi contratado, ainda que permaneça em França até ao final da época. Matheus Cunha (ex-RB Leipzig) e Santiago Ascacíbar (ex-VfB Estugarda) são mais dois dos reforços Hertha.

O primeiro, ponta de lança brasileiro, é considerado uma jovem promessa (como já é hábito, em atletas com o símbolo da Red Bull ao peito). O segundo, chega da segunda divisão da Bundesliga, com o objetivo de entrar no onze escalado por… Jurgen Klinsmann! É verdade, quase me esquecia do técnico com provas dadas, que a direção do clube de Berlim escolheu para liderar este projeto, no que ao futebol jogado diz respeito.

Lukebakio é mais uma das coqueluches, desta feita, das que chegaram no verão
Fonte: Hertha

Ao contrário dos jogadores mencionados que ingressaram no 13º classificado da Bundesliga no decorrer do mercado de inverno, o treinador começou a orientar o suposto maior clube da capital alemã, em novembro de 2019. Um dos primeiros sinais, do nascer de um novo projeto. Mas há que recuar alguns meses atrás, para compreender esta mudança de paradigma.

Em junho do ano transato, o clube anunciou a maior transação da história do principal campeonato alemão. Lars Windhorst, empresário alemão sediado em Londres, desembolsou €125 milhões para adquirir 37,5% das ações da SAD. Em novembro, o magnata gastou mais €99 milhões para ficar com outros 12,4%, chegando ao limite de 49,9% permitido pela legislação do futebol alemão.

Esta janela de inverno foi o primeiro passo de um plano que visa recolocar o Hertha de Berlim na Liga dos Campeões. Contudo, o objetivo mais sério e realista para o que falta desta temporada, será certamente, garantir a permanência no mais alto escalão, o mais depressa possível.

Para o leitor, deixo a questão: será que o Piatek rumou a Berlim a pensar que chega mais rápido à Champions pelo Hertha do que chegaria pelo AC Milan?

Foto de Capa: Hertha BSC

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto 3-2 SL Benfica: Primeira parte de gala mantém o FC Porto na luta

A CRÓNICA: METADES DISTINTAS

Clássico decisivo para as contas do campeonato no Dragão. FC Porto e SL Benfica entravam em campo debaixo de todos os holofotes e com a pressão a cair mais para o lado portista. Os dragões entraram fortes e, depois de Pepe falhar uma clara oportunidade de golo logo ao sexto minuto, Sérgio Oliveira deu vantagem aos portistas aos 10′. Otávio ganhou o duelo a Grimaldo na direita e cruzou para a finalização do médio português. O SL Benfica não baixou os braços e não tardou a responder. Rafa, aos 17′, cabeceou para uma defesa incompleta de Marchesín e Vinícius aproveitou para encostar e igualar a partida.

A vitória era crucial para o FC Porto se manter na disputa da Primeira Liga, e, por isso, os portistas pressionaram intensivamente a saída de bola benfiquista e chegaram a nova vantagem aos 37′, de grande penalidade. Alex Telles converteu, mas os portistas recusaram tirar o pé do acelerador. Ainda antes do intervalo, Marega cruzou a partir da direita e Rúben Dias, na tentativa de salvar a bola que ia para Soares, introduziu-a na própria baliza. 3-1 era o resultado ao intervalo, numa primeira parte muito intensa e de grande qualidade.

As equipas voltaram dos balneários e os encarnados vieram decididos a não deixar fugir o resultado. Começaram melhor e chegaram ao golo ao quarto minuto do segundo tempo, através de Vinícius. A restante partida foi de um equilíbrio e tensão impressionantes, com oportunidades para as duas formações, mas sem mais golos. O FC Porto vence o clássico, numa partida em que os dragões se superaram em todos os aspetos que tinham vindo a ser apontados como mais débeis nos dragões.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sérgio Oliveira – O médio portista fez, talvez, a sua melhor exibição da temporada. Competente em todos os momentos do jogo, foi uma peça nuclear para Sérgio Conceição no clássico.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Adel Taarabt – O médio benfiquista esteve perdido em campo, tendo sido figura apenas nos momentos de polémica. Bruno Lage foi obrigado a tirar o marroquino sob o risco de ser expulso.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica foi obrigado a remeter-se à tarefa defensiva na maior parte do primeiro tempo, devido à pressão portista, mas demonstrou grandes debilidades no centro do terreno, com Weigl e Taarabt a não conseguirem dar conta do recado e com Ferro e Rúben Dias a serem demasiado permissivos perante o ataque portista. No ataque, Rafa juntou-se a Vinícius e foi essencial no jogo entre linhas dos encarnados.

Na segunda parte, com uma maior propensão ofensiva, o Benfica procurou triangulações em progressão entre os alas e os médios, de forma a apanhar a defesa dos azuis e brancos em desiquilíbrio.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (5)
Grimaldo (5)
Rúben Dias (5)
Ferro (5)
André Almeida (6)
Weigl (5)
Taarabt (4)
Rafa (7)
Pizzi (6)
Chiquinho (6)
Vinícius (7)

SUBS UTILIZADOS

Seferovic (6)
Samaris (6)
Dyego Sousa (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto foi dominante na primeira parte. Com a equipa inclinada para a baliza adversária, Sérgio Oliveira e Uribe foram peças-chave na transição e manutenção da posse de bola no meio-campo adversário. Marega, na sua diagonal habitual, explorou o lado mais frágil da defesa benfiquista, entre Ferro e Grimaldo, sendo numa dessas movimentações que surgiu o terceiro golo dos azuis e brancos.

No segundo tempo, a equipa portista recolheu mais numa fase inicial, com a maior falha dos dragões a ser precisamente na pressão, aspeto que cumpriram exemplarmente no primeiro tempo. A partir do momento em que Soares ou Marega não pressionavam a defesa contrária, o SL Benfica conseguia sair em posse, causando perigo à defesa do FC Porto.

No ataque, as transições rápidos foram regra na segunda parte, aproveitando o balanceamento ofensivo dos benfiquistas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (5)
Corona (6)
Pepe (5)
Marcano (6)
Alex Telles (6)
Sérgio Oliveira (8)
Matheus Uribe (7)
Otávio (6)
Luis Díaz (6)
Marega (6)
Soares (6)

SUBS UTILIZADOS

Mbemba (6)
Manafá (6)
Vitinha (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Bola na Rede: Sérgio, sente que o FC Porto soube explorar o lado teoricamente mais frágil da defesa do Benfica, entre o Ferro e o Grimaldo?

Sérgio Conceição: Foi importante a análise ao adversário, aquilo que foi a preparação para o jogo. Mas o posicionamento dos laterais, a estratégia dos médios fora do habitual, tudo isso além da base de trabalho da nossa equipa, quando temos bola e quando não a temos.

SL BENFICA

Bola na Rede: Sente que faltou algo ao meio-campo do Benfica para segurar, principalmente na primeira parte, o ataque do FC Porto?

Bruno Lage: Nas situações de um contra um, eles são fortes com bola, defendemos de forma personalizada, tal como fazemos sempre. Quanto ao Gabriel, está tudo bem com ele, mas passou o dia no hospital. Fazerem-se determinados comentários sobre o que aconteceu, sobre Gabriel e o treinador, as pessoas têm de pôr a mão na consciência. Quando acham que o treinador do SL Benfica castigou Gabriel, um jogador com uma atitude tremenda, que dá tudo em campo,não está certo, é o momento certo para fazermos uma reflexão sobre o que nós queremos, o nosso dia a dia é de muito profissionalismo.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP X Portimonense SC: Leões procuram dar resposta positiva em Alvalade

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LEÕES RECEBEM ALGARVIOS EM APUROS  

O Sporting CP recebe neste Domingo em Alvalade o Portimonense SC em jogo a contar para a 20ª jornada do campeonato. A partida ficará todavia marcada antes sequer de começar: uma hora antes do apito inicial realizar-se-á junto do “multidesportivo” um protesto de sócios e adeptos leoninos contra a administração Varandas.

À parte disso, no relvado de Alvalade irão defrontar-se duas equipas obrigadas, embora em contextos diferentes, a conseguir um bom resultado.

A derrota inglória em Braga manchada por uma arbitragem anedótica (para não adjectivar de outra maneira) ditou a perda do terceiro lugar na classificação. a turma de Silas terá que voltar às vitórias em casa na presença dos seus adeptos, neste que é o segundo jogo da era pós-Bruno Fernandes.

Infelizmente o universo sportinguista já pouco pode ambicionar nesta competição. O próprio presidente do Sporting Cp admitiu nas vésperas deste encontro vários erros no planeamento do plantel para a corrente época. Afinal aquele que no rescaldo do jogo da Supertaça dizia não estar preocupado com nada, afinal tinha e ainda tem motivos para estar.

E digo infelizmente porque estamos ainda no início da segunda volta do campeonato e o Sporting CP com apenas 32 pontos está já arredado até do segundo lugar. Enfim já que a glória é impossível, os Sportinguistas rogam ao plantel que lhes dê o esforço, a dedicação e a devoção.

Silas tem à sua disposição todos os jogadores do plantel com excepção de Luiz Phellype que sofreu uma grave lesão no jogo frente ao CS Marítimo.

Por sua vez, o Portimonense SC que ocupa o penúltimo lugar do campeonato com apenas 14 pontos vem com a difícil missão de sair da linha d’água. A formação algarvia vem de oitos jogos sem ganhar e de três derrotas consecutivas. Com efeito, a última vitória algarvia aconteceu em Portimão na recepção ao Famalicão FC no dia 30 de novembro.

Alvalade não será propriamente o cenário mais propício a um regresso às vitórias do Portimonense SC, todavia um bom resultado não deixará de ser um boost importante para a luta pela permanência. Na pior das hipóteses, a equipa algarvia poderá regressar a Portimão como último classificado.

Este será o terceiro duelo disputado entre leões e algarvios na época 2019-2020. Na primeira volta o Sporting CP venceu em casa do Portimonense SC por 3-1 e numa segunda deslocação ao Algarve em jogo a contar para a fase de grupos da taça da liga voltou a derrotar a equipa algarvia por 4-2.

COMO JOGARÁ O SPORTING CP

A saída do jogador mais influente da formação leonina para o Manchester United, Bruno Fernandes, obrigou Silas a reinventar o esquema tático de uma equipa que orbitava em torno do antigo capitão. O 4-3-3 manter-se-á com alguma certeza, mas com um meio campo diferente. Se é certo que Luciano Vietto é o jogador naturalmente mais susceptivel de fazer a vez Bruno Fernandes, também é certo que em Braga vimos um meio campo verde e branco composto por Wendel (opção indiscutível), Eduardo e Battaglia, ocupando o argentino uma posição mais recuada próxima dos centrais.

No eixo defensivo, apesar de Mathieu poder ser opção creio que Silas manterá o francês de fora por precaução, ocupando Neto o seu lugar a par com Coates. “Max” continuará a ser a aposta na baliza verde e branca. O lado direito da defesa pertence sem qualquer dúvida a Ristovski enquanto que a lateral esquerda poderá pertencer a Borja, que nos últimos jogos apresentou algum rendimento, para que Silas possa aproveitar Acuña no corredor esquerdo do ataque, fazendo Rafael Camacho o lado oposto.

O ponta de lança será sem surpresa alguma Sporar para quem a equipa terá de criar caudal ofensivo, sob pena de ficar subaproveitado na frente.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: UEFA Europa League

Andraz Sporar – O Sporting CP gritava por um ponta de lança com créditos e qualidade “imediata”. O esloveno chegou a Alvalade com a tarefa de mostrar imeditamente trabalho, ou seja, golos, pese embora tenha vindo de um campeonato que se encontrava parado.

A lesão de Luiz Phellype numa fase inicial do jogo frente ao CS Marítimo obrigou o avançado esloveno ainda sem ritmo de jogo a saltar do banco e a verdade é que ainda não somou nenhum golo (esteve perto de o fazer em Braga).

Todavia, Sporar tem deixado bons apontamentos nos últimos jogos, nomeadamente na forma como ganha aos adversários entre linhas. Faltou-lhe talvez maior ajuda dos seus colegas.

XI PROVÁVEL

4-3-3 – Luís Maximiano, Ristovski, Neto, Coates, Battaglia, Wendel, Luciano Vietto, Rafael Camacho, Marcos Acuña, Andraz Sporar.

COMO JOGARÁ O PORTIMONENSE

Novo treinador, novas ideias, mas os resultados negativos persistem. Bruno Lopes cumprirá o seu terceiro jogo no comando técnico dos algarvios com duas derrotas em dois jogos. A última exibição em casa frente ao CD Tondela foi no mínimo preocupante e comprometedora da ambição em permanecer na primeira liga.

Na visita a Alvalade e frente a um adversário mais poderoso na teoria como o é o Sporting CP, creio que Bruno Lopes não esquematizara a sua equipa no 4-2-3-1 que colocou em campo frente ao CD Tondela. Creio que técnico dos algarvios poderá optar por um 4-3-3, mais vocacionado para o jogo de contenção e tentar ganhar algum controlo do jogo. Neste contexto, no meio campo deverão alinhar os médios Bruno Costa e Fernando Medeiros com Pedro Sá a fazer a posição de “trinco”. No eixo ofensivo, e tendo em consideração o que foi o ataque algarvio no seu último jogo, teremos certamente um “trio” que tentará ganhar as costas dos Leões, composto pelos extremos Marlos Moreno e Aylton Boa Morte e pelo ponta de lança Jackson Martinez

A defesa alvinegra não deverá ter muitas surpresas: Ricardo Ferreira é o patrão da baliza e os centrais Luccas Possignolo e Jadson são titulares indiscutíveis no eixo central. O jovem nipónico Koki zanzai tem sido a aposta para preencher a lateral direita enquanto na lateral esquerda poderá estar o já conhecido Emma Hackman.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Portimonense SC

Aylton Boa Morte – o extremo tem sido aposta regular no ataque algarvio e soma actualmente dois golos e quatro assistências. É claramente um jogador que marca a diferença pela positiva no plantel do Portimonense SC é que com certeza criará dores de cabeça na defesa leonina, sobretudo com as diagonais que gosta de protagonizar na grande área adversária.

XI PROVÁVEL

4-3-3 – Ricardo Ferreira, Koki Anzai, Lucas Possignolo, Jadson, Hackman, Pedro Sá, Bruno Costa, Fernando Medeiros, Marlos Moreno, Jackson Martinez, Aylton Boa Morte.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Bayer 04 Leverkusen 4-3 BVB Dortmund: Jogo de loucos aproxima “farmacêuticos” dos lugares europeus

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A CRÓNICA: INTENSIDADE ESTONTEANTE EM TARDE RECHEADA DE GOLOS

O BayArena era o palco de um dos jogos grandes da 21ª jornada da Bundesliga, em que o Bayer Leverkusen recebia o Borussia Dortmund, com as equipas separadas apenas por cinco pontos na tabela classificativa. Num encontro de expetativa elevada e que em nada ficou aquém, o grande equilíbrio e intensidade imposta por ambas as equipas foi nota dominante desde o primeiro momento em que a bola rolou.

Numa primeira parte incrível, que contou com quatro golos, foi a equipa visitante quem entrou melhor, colocando a baliza do Leverkusen em alerta por intermédio de Haaland, mas foram mesmo os farmacêuticos que inauguraram o marcardor. Kevin Volland – melhor marcador da formação da casa – foi o autor do primeiro tento da partida, num momento de transição rápida por parte do Leverkusen, com Amiri a fazer um passe para o avançado alemão, que “rasgou” por completo a defesa adversária. O Dortmund não se fez rogado e, apenas dois minutos depois, o defesa Matts Hummels subiu à área contrária e empatou a partida, após a conversão de um canto.

A intensidade que as duas equipas impunham no jogo era tal, que o Leverkusen ainda introduziu a bola dentro da baliza adversária pouco depois, mas viu o golo ser anulado por fora de jogo de Moussa Diaby. A formação auri-negra voltou a responder, desta feita por intermédio do estreante Emre Can – reforço de inverno contratado à Juventus FC – que tirou um coelho da cartola e apontou um golo absolutamente magistral de fora da área.

Com o relógio muito perto do intervalo, o Bayer Leverkusen voltou a empatar a partida, com Volland a bisar, numa altura em que o Dortmund estava por cima do jogo e mais perto de ampliar a vantagem.

No regresso das equipas para a segunda parte, ambos os treinadores procederam a alterações, com Mitchell Weiser a ser aposta de Peter Bosz na formação da casa, e com o jovem norte-americano Giovanni Reyna a entrar para o lugar de Julian Brandt no Borussia Dortmund. No recomeço do segundo tempo, nenhuma das equipas retirou o pé do acelerador, com Sancho a ver um golo anulado ao minuto 51, por falta no decorrer da jogada do recém-entrado Reyna sobre Lars Bender.

Ao minuto 63, uma bola no poste da baliza defendida por Burki, por intermédio de Havertz, originou um contra-ataque do Dortmund, que só terminou com a bola dentro da baliza defendida por Lukas Hradecky, com o internacional português Raphäel Guerreiro a fazer o gosto ao pé e a colocar, assim, a sua equipa na frente do marcador, após uma grande sequência de passes rápidos por parte dos auri-negros.

Em desvantagem no marcador, Bosz voltou a mexer na equipa, e colocou em campo o rapidíssimo extremo Leon Bailey. O jogador viu um golo ser anulado por fora de jogo, mas a alteração deu mesmo frutos, pois dez minutos depois de ter entrado, o jamaicano restaurou a igualdade na partida.

O Leverkusen aproveitou o momento positivo na partida e, em apenas dois minutos, mudou o rumo da partida ao colocar-se na frente do marcador, com uma cabeçada certeira de Lars Bender para o fundo das redes da baliza de Burki.

A formação da casa conseguiu impor-se no que restou da partida e preservou a vantagem, acabando mesmo por sair vitorioso do encontro. Com esta vitória o Bayer Leverkusen mantém-se no quinto lugar da Bundesliga, mas reduz a desvantagem para o Borussia Dortmund em dois pontos, ficando mais perto dos lugares europeus. Já o auri-negros preservam, temporariamente, o terceiro lugar, ficando mais longe dos primeiros lugares da tabela que são ocupados por FC Bayern e RB Leipzig, que se defrontam nesta mesma jornada.

A FIGURA

Bayer 04 Leverkusen

Kevin Volland – O atacante alemão de 27 anos fez uma exibição de grande nível, ao bisar na partida e ao representar um perigo constante para a defesa do Dortmund, que pouco ou nada conseguiu fazer para travar a velocidade e a excelente tomada de decisão do melhor marcador do Bayer Leverkusen. Destaque ainda para a irrepreensível exibição do estreante defesa-central Tapsobsa (ex-Vitória SC).

O FORA DE JOGO

Fonte: Borussia Dortmund

Erling Haaland – O jovem avançado norueguês que marcava há quatro jogos consecutivos, registou uma exibição um pouco apagada, não tendo conseguido criar perigo de maior à baliza do Bayer Leverkusen. Ainda assim, há que dar mérito à defesa dos “farmacêuticos”, especialmente ao estreante Tapsoba, que conseguiram controlar as ações de Haaland no encontro com alguma facilidade. 

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

A equipa da casa alinhou num esquema base de 4-2-3-1, privilegiando uma estratégia de transições rápidas, com um futebol apoiado e de passe curto. Nos momentos de menos pressão exercida pelo Dortmund, tentavam trocar a bola com critério no seu meio-campo, com o jogo a rodar muito pelos defesas, à procura de espaços onde fosse possível colocar a bola com qualidade. À semelhança do que iam fazendo os auri-negros, também eles tentaram pressionar a saída de bola adversária, esperando obrigá-los a cometer erros. Kai Havertz, virtuoso médio ofensivo do Bayer, tentou servir, constantemente, os seus companheiros sempre que tinha a bola no meio-campo ofensivo. Na equipa dos “farmacêuticos” houve também lugar a uma estreia de um atleta bem conhecido do futebol português. Edmond Tapsoba, central do Burkina Faso que trocou os minhotos do Vitória SC pela formação alemã em janeiro, pisou, pela primeira vez, o relvado do seu novo clube e registou uma grande exibição. Na segunda parte, Peter Bocz colocou Weiser e Bailey, com o segundo a ser decisivo no encontro ao marcar o golo do empate (3-3). O defesa Aleksandar Dragovic também foi aposta nos últimos momentos do encontro, de maneira a ajudar a equipa a preservar a vitória.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hradecky (6)

Sven Bender (6)

Tah (6)

Tapsoba (7)

Sinkgraven (7)

Lars Bender (8)

Amiri (7)

Bellarabi (6)

Havertz (7)

Diaby (6)

Volland (9)

SUBS UTILIZADOS

Weiser (6)

Bailey (7)

Dragovic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Com o jovem prodígio norueguês Erling Haaland a titular, devido à lesão do capitão Marco Reus, e com o internacional português Raphäel Guerreiro no onze incial, a formação orientada pelo suíço Lucien Favre organizou-se num esquema tático de 4-3-3 no seu processo de construção, com Hakimi a projetar-se pelo corredor direito no processo ofensivo e com o médio alemão Julian Brandt a convergir para o centro do terreno, apoiando o avançado e abrindo espaço para o lateral marroquino. Na transição defensiva, o Dortmund tentou não dar muito espaço ao adversário, aproximando a linha média à defensiva e fechando linhas de passe. Emre Can, contratado à Juventus FC no passado mercado de inverno, estreou-se a titular no campeonato fazendo dupla no centro do terreno com Axel Witsel, tendo sido peça fundamental neste jogo, tanto no processo defensivo como ofensivo, ao marcar um grande golo, candidato a golo do ano da Bundesliga. Com um futebol sempre muito apoiado e de transições rápidas, o Borussia Dortmund tentou, por algumas vezes, colocar a bola em Jadon Sancho pelo corredor esquerdo, de maneira a descompensar a defesa adversária com a velocidade estonteante do jovem internacional inglês. Num jogo que podia ter pendido para qualquer lado, a sorte acabou por não sorrir ao terceiro classificado da Bundesliga.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Burki (6)

Akanji(6)

Hummels (7)

Zagadou (6)

Hakimi (6)

Can (7)

Witsel (6)

Guerreiro (7)

Brandt (6)

Haaland (6)

Sancho (7)

SUBS UTILIZADOS

Reyna (6)

Hazard (-)

Gotze (-)

Foto de Capa: Bayer 04 Leverkusen

Artigo revisto por Joana Mendes

Belenenses SAD 0-2 CD Santa Clara: Menos remates, mais golos

A CRÓNICA: EFICÁCIA DO ATAQUE VS. DESACERTO DA DEFESA

O CD Santa Clara venceu esta tarde o Belenenses SAD por 2-0 e segue numa série de três vitórias consecutivas na Liga NOS. O Belenenses SAD teve mais posse de bola durante quase todo o jogo, mas o Santa Clara foi mais pragmático e fez dois golos no final da primeira parte, aproveitando as facilidades concedidas pela defensiva dos azuis.

O jogo começou de forma morna no Estádio Nacional. O Belenenses SAD começou melhor a partida, mas a posse de bola da equipa de Belém não se traduziu em oportunidades de golo. A equipa do CD Santa Clara esteve menos bem no jogo, mas aproveitou um erro individual de Danny já perto do intervalo. O central luso-holandês perdeu a bola numa zona privilegiada e Schettine, frente a André Moreira, não vacilou e colocou a bola no fundo das redes. Já em cima do apito para o descanso, o Santa Clara alargou a vantagem. O segundo tento dos comandados de João Henriques surgiu na sequência de uma excelente jogada, que terminou com o cabeceamento de Carlos Júnior. Dois golos em cima do intervalo animaram uma primeira parte morna.

No segundo tempo, manteve-se a toada do primeiro. O Belenenses SAD com mais bola, mas com dificuldades em materializar essa superioridade em golos. Os azuis encostaram o Santa Clara lá atrás, só que as ocasiões de perigo surgiam a espaços e de forma tímida. Aos 72’, Cassierra teve na cabeça a melhor oportunidade para o Belenenses, mas a pontaria do avançado esteve desafinada, à imagem da exibição do Belenenses SAD nesta tarde.

Com esta vitória, o Santa Clara soma três jogos consecutivos a vencer e sobe, provisoriamente, ao nono lugar da Liga, com 26 pontos. O Belenenses SAD continua aflito no 15.º lugar, com apenas 18 pontos.

A FIGURA

Fonte: CD Santa Clara

Eficácia do ataque do CD Santa Clara – Extremamente eficazes, os atacantes dos insulares conseguiram resolver o jogo no final da primeira parte ao aproveitarem as facilidades defensivas concedidas pelos azuis. No primeiro golo, Schettine aproveitou com oportunismo o erro de Danny e no segundo foi Carlos Jr. a beneficiar do desacerto defensivo dos azuis para fazer a rede balançar novamente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

Desacerto da defensiva do Belenenses SAD – Esteve mal esta tarde a defesa dos azuis, deitando tudo a perder no final da primeira parte, quando a equipa até tinha estado melhor do que o adversário. Danny perdeu a bola em zona proibida e deu origem ao primeiro golo do jogo, enquanto no segundo golo foi Carlos Jr. a aproveitar o espaço entre os centrais azuis para marcar.

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Petit apresentou a equipa num 3-4-3, que passava a 5-3-2 no momento defensivo. A atacar, a equipa do Belenenses SAD saía a jogar com uma linha de três defesas composta por Gonçalo Silva, Nuno Coelho (saiu lesionado aos 6’, dando o lugar a Danny) e Chima. Nilton e Marco Matias abriam no corredor, com Show e André Santos a povoar o miolo. Na frente de ataque, Varela e Licá surgiam no apoio a Cassierra. No momento defensivo, Marco Matias e Nilton desciam e juntavam-se à linha defensiva, com Varela a surgir na linha média e Licá e Cassierra mantendo-se como os homens mais adiantados da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (6)

Gonçalo Silva (4)

Nuno Coelho (-)

Chima (4)

Nilton (5)

Show (6)

André Santos (5)

Matias (5)

Varela (6)

Licá (5)

Cassierra (6)

SUBS UTILIZADOS

Danny (4)

Chano (5)

Edi Semedo (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A equipa insular entrou a atacar na partida com um esquema que variou entre um 4-4-2 em losango e um 4-3-1-2 sempre com Lincoln a aparecer atrás dos pontas de lança, e Anderson Carvalho como pivot. As trocas posicionais de Francisco Ramos e Costinha trouxeram uma dinâmica diferente ao ataque do CD Santa Clara, que se tornava, assim, mais imprevisível. Como já é habitual, os comandados de João Henriques estiveram muito à vontade a construir jogo a partir de trás, mas sempre atentos à profundidade dada por Schettine.

Defensivamente, a equipa posicionava-se num 4-4-2 com Lincoln a juntar-se aos médios centro. Excetuando nos últimos minutos, raros foram os momentos em que CD Santa Clara não controlou o jogo, tanto ofensiva como defensivamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (7)

Rafael Ramos (6)

João Afonso (5)

Fábio Cardoso (6)

Zanussi (5)

Costinha (6)

Anderson Carvalho (6)

Francisco Ramos (6)

Lincoln (6)

Carlos Jr. (8)

Schettine (8)

SUBS UTILIZADOS

Rashid (5)

Thiago Santana (-)

Zé Manuel (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, o Belenenses rematou muito na 2ª parte, mas tem apenas um remate enquadrado com a baliza. O que é que faltou hoje em termos de finalização?

Petit: “Não foi só a finalização. Entrámos mal no jogo, muitas perdas de bola, muitos passes falhados. No entanto, não deixámos o Santa Clara criar oportunidades. Conseguimos jogar bem por dentro, por fora e criámos algumas oportunidades, uma pelo Licá, outra pelo Marco Matias, mas não definimos bem. Depois os golos aos 44’ e 47’ mataram o jogo. Na segunda parte tivemos muitas oportunidades, mas faltou acerto, a finalização não foi o melhor para nós hoje.”

CD Santa Clara

BnR: João, a terceira vitória consecutiva na Liga deixa o Santa Clara a seis pontos do quinto lugar. A luta por um lugar europeu está em cima da mesa?

João Henriques: “Santa Clara tem os pés bem assentes no chão. Tem um objetivo claro que é a manutenção e vamos persegui-lo até que seja uma realidade. Temos também objetivos internos, que passam por melhorar a classificação e a pontuação do ano passado. Temos os pés bem assentes no chão, estamos na Primeira Liga há dois anos e a curto-médio prazo o Santa Clara poderá pensar noutras coisas. Nesta altura do campeonato e do crescimento do clube, olhamos primeiro para a manutenção.”

Rescaldo de opinião de Frederico Seruya e Gonçalo Batista

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Porto 24-31 MVM Veszprém KC: Entrada com a mão errada

A CRÓNICA: APESAR DO CORAÇÃO DOS AZUIS E BRANCOS, O VESZPRÉM GELOU O DRAGÃO ARENA

O FC Porto entrou com a “mão” errada neste regresso à Liga dos Campeões. Frente ao campeão húngaro, os dragões não estiveram ao seu melhor nível e sofreram a pior derrota caseira da época.

Entrando para esta jornada na quinta posição do Grupo B, os comandados de Magnus Andersson sabiam que uma vitória poderia, praticamente, garantir o apuramento para a fase seguinte da competição. No entanto, o começo do jogo não podia ter corrido pior.

Os magiares entraram a todo o gás e neutralizaram por completo o ataque portista. O primeiro golo marcado pelos campeões nacionais apenas apareceu quando o cronómetro assinalava dez minutos, e nessa altura os visitantes já levavam uma vantagem confortável de 5-0. Apesar de uma breve reação por parte dos dragões, o MVM Veszprém KC ia-se mostrando extremamente focado no plano defensivo e obrigava o ataque portista a cometer várias falhas técnicas – apenas 35% de eficácia ofensiva.

Ao intervalo, o marcador assinalava 9-14 favorável à equipa húngara, mas o descanso fez bem aos azuis e brancos que voltaram para o segundo tempo com outra energia.

O 9-14 inicial, de repente, passara para 15-16 e os magiares demonstravam dificuldade em ultrapassar Thomas Bauer que ia fechando a baliza. No entanto, a assertividade portuguesa foi sol de pouca dura, uma vez que os visitantes depressa se voltaram a distanciar com um parcial de 7-1, que colocou um ponto final no encontro.

Nos minutos finais o guardião sérvio Vladimir Cupara foi determinante e acabou por ser o elemento chave para esta vitória húngara por 31-24. Os dragões demonstraram muita dificuldade no plano ofensivo – apenas 49% de eficácia – e os guarda-redes também não tiveram o impacto esperado ao terminarem com apenas 14% de eficácia defensiva.

Este resultado coloca o MVM Veszprém KC na luta pelo primeiro lugar do Grupo B, enquanto que o FC Porto mantém o quinto lugar da classificação, mas vai ter uma tarefa muito dura na próxima jornada ao deslocar-se à Polónia para enfrentar o VIVE Kielce.

A FIGURA

Fonte: MVM Veszprém KC

Vladimir Cupara – O guardião sérvio foi a chave para esta vitória magiar, especialmente na segunda parte quando o FC Porto se começou a aproximar no marcador. Dois livres de sete metros defendidos e 31% de eficácia, Cupara demonstrou por que razão é um dos melhores a atuar na Europa.

O FORA DE JOGO

Fonte: FAP

FC Porto – Este foi um jogo mal conseguido por parte dos dragões e não há um interveniente específico a quem se possa apontar o dedo. Em termos defensivos, a equipa nunca se conseguiu encontrar (à excepção de um período logo depois do intervalo) e, no ataque, a força física dos defensores húngaros acabou por fazer a diferença.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto tentou ser fiel aos seus princípios – defesa 6×0 forte e móvel a colocar muita pressão sobre a primeira linha adversária e um ataque fluído com foco nos pivots e em jogadas para os pontas – mas acabou por não ser feliz. António Areia (2 em 6) e André Gomes (1 em 5) tiveram noites para esquecer e acabaram por ser “não fatores” neste encontro.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (5)

António Areia (5)

Djibril Mbengue (5)

Rui Silva (6)

André Gomes (5)

Diogo Branquinho (7)

Alexis Borges (6)

SUBS UTILIZADOS

Daymaro Salina (6)

Thomas Bauer (7)

Victor Iturriza (6)

Miguel Martins (6)

Fábio Magalhães (6)

Angel Zulueta (5)

ANÁLISE TÁTICA – MVM VESZPRÉM KC

O Veszprém é a típica equipa do leste europeu: extremamente forte fisicamente no plano defensivo, e com primeiras linhas criativas que criam desequilíbrios. Neste encontrou beneficiou por ter pela frente um adversário que estava, claramente, em défice, mas desengane-se quem achar que este Veszprém não vai lutar pelo título. Com Cupara, Mate Lekai, Vuko Borozan e Rasmus Lauge Schmidt (entre outros), velocidade, força e criatividade é algo que não lhes falta.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vladimir Cupara (8)

Manuel Strlek (7)

Vuko Borozan (8)

Mate Lekai (7)

Petar Nenadic (7)

Gasper Marguc (6)

Blaz Blagotinsek (7)

SUBS UTILIZADOS

Dejan Manaskov (7)

Yahia Omar (7)

Rogério Moraes (7)

Dragan Gajic (8)

Rasmus Lauge Schmidt (6)

Foto de Capa: FAP

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Internazionale x AC Milan: O clássico da cidade de Milão

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TODOS OS OLHOS NO “DÉRBI DELLA MADONNINA”

Os dois clubes de Milão ambicionam um dérbi escaldante no próximo domingo à tarde. Apesar de sair vitorioso dos últimos dois jogos, o Inter de Milão – contrariando o investimento ambicioso que realizou – não tem obtido resultados tão satisfatórios, como era de esperar. No entanto, Antonio Conte tem batalhado para mudar isso ao longo da época realizada, apresentando apenas um défice de três pontos comparados com o primeiro lugar do pódio da Serie A.

A história da época do AC Milan é um tanto diferente, visto que a formação orientada por Stefano Pioli enfrenta o gosto amargo do último empate frente ao Verona FC. Apesar das batalhas complicadas, o clube permanece invicto há sete jogos, revelando sinais significantes de melhoria.

O mesmo estádio, a mesma cidade, dois clubes opostos e cegos de raiva para arrancar a vitória no Dérbi de Milão.

O AC Milan encontra-se em clara vantagem no que diz respeito aos resultados do dérbi, visto que conta com 116 vitórias, contrariando as 111 do Inter. No entanto, em 2019 o Inter conta com vantagem de 2 golos frente a 0 do AC Milan no Estádio San Siro.

COMO JOGARÁ O INTERNAZIONALE MILANO?

A equipa liderada por Antonio Conte pretende voltar a instituir a intensidade de jogo, até ao momento perdida, e sendo que o Inter é uma das equipas mais sólidas e completas do campeonato italiano, não é algo de admirar. A dupla de ataque composta por Lukaku e Lautaro Martinez deve permanecer intocável, visto os triunfos anteriores. O 3-5-2 é habitual no técnico, permanecendo com posse de bola e sempre dinâmico e criativo a nível ofensivo.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: FC Internazionale

Romelu Lukaku – O avançado de 26 anos anda com o pé bastante certeiro esta época e não é atoa que se apresenta como o terceiro melhor marcador da Serie A – com 16 golos apontados ao serviço do FC Inter de Milão. Ainda, é de recordar que o jogador proveniente da Bélgica apontou dois golos no último jogo. Umas das maiores ameaças (se não for a maior) às redes do AC Milan, devido ao período arrebatador de que o avançado tem sido protagonista.

 XI PROVÁVEL:

3-5-2: Padelli, Godin, Skiniar, de Vrij, Young, Barella, Vecino, Ericksen, Moses, Lukaku, Laurato Martinez.

COMO JOGARÁ O AC MILAN?

Do lado vermelho, a história muda de proporções. Stefano Pioli assume, novamente, um desafio duro, algo que não é novidade desde que assumiu a posição na oitava jornada. O ‘efeito Zlatan’ veio trazer de volta as exibições da equipa da cidade de Milão, sendo que o internacional sueco fez-se sentir desde o primeiro dia de treino, as melhorias foram absurdas. Rafael Leão ganha um papel importante ao lado do sueco, formando uma nova dupla de ataque.

Vêm de uma espiral de bons resultados com cinco vitórias e apenas dois empates. Uma espiral agradável e confortável para um dérbi desta magnitude.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: AC Milan

Hakan Çalhanoglu – O atual homem do momento no AC Milan. Tem estado imparável nos últimos jogos, fazendo tremer qualquer adversário. O avançado de 25 anos conta com 3 golos nos últimos 3 jogos ao serviço da equipa de Milão. O turco tem realizado uma época bastante atraente, podendo causar problemas à defesa do FC Inter de Milão.

XI PROVÁVEL:

4-4-2:Donnarumma, Hernandez, Romagnoli, Kjaer, Conti, Çalhanoglu, Kessie, Bennacer, Castillejo, R. Leão, Rebic.

Foto de Capa: FC Inter

Artigo revisto por Joana Mendes