A propagação do Coronavírus obrigou a uma mudança de planos e já não teremos Mundiais de Pista Coberta em 2020. Mas o que será que isto significa na prática?
UMA TEMPORADA INDOOR SEM GRANDES CAMPEONATOS
Os rumores já circulavam nas redes sociais com alguma insistência e a presente situação de propagação do Coronavírus deixava óbvio que a China não iria ter condições de receber os Mundiais que estavam previstos para março deste ano em Nanjing. Várias hipóteses estiveram em cima da mesa: o cancelamento total do evento, passando a próxima edição dos Mundiais Indoor a ser apenas em 2022; a alteração de sede do evento; o adiamento para o ano seguinte.
Entre estas opções, o adiamento foi a solução escolhida pela World Athletics, que se decidiu pela manutenção da sede em Nanjing (na China), adiando o evento para 2021. A Federação Internacional confirmou que outras cidades manifestaram interesse em organizar o evento em 2020, mas a Federação decidiu que o melhor seria não deixar cair Nanjing, que tinha feito todo o trabalho de preparação.
Para isso terão contribuídos diferentes fatores:1) Sendo um ano especial (Doha acabou tardíssimo e há Tóquio em agosto), muitos atletas da nata da elite já tinham decidido não realizar esta temporada de pista coberta, focando-se em exclusivo na temporada ao ar livre; 2) Cerca de seis semanas parece manifestamente insuficiente para montar toda a estrutura necessária para a realização dos Campeonatos. A isso haveria que acrescentar a logística de todos os agentes envolvidos e garantia que tudo estaria pronto a horas; 3) O facto da World Athletics ter agora uma apertadíssima ligação com a China – sendo que o Wanda Group é o seu principal parceiro – poderá ter contribuído para a tomada de decisão de não deixar Nanjing sem campeonatos.
A decisão – que, na nossa opinião, acaba por ser a mais sensata e razoável – torna a temporada 2020 de pista coberta numa temporada totalmente atípica e não menos será a de 2021. Pela primeira vez desde 1969, não existirá um grande campeonato em pista coberta a fechar a temporada para os atletas europeus, que sempre estiveram habituados a Europeus ou Mundiais a fechar esse período. Também 2021 será um ano especial, pois, com esta decisão, Nanjing irá receber os Mundiais duas semanas depois de Torun (na Polónia) receber os Europeus de pista coberta. Esta situação aconteceu por três vezes na história, sendo que a última foi em 1989. Mas quais serão as reais implicações da não-realização de Mundiais Indoor este ano?
PODE SABER A POUCO…
Noah Lyles é um dos atletas que já tinha confirmado que não iria fazer indoor em 2020 Fonte: World Athletics
É impossível de o esconder: sem a realização de grandes campeonatos, ficará sempre a faltar algo a esta temporada de pista coberta no que diz respeito ao desporto de elite.
Terça-feira de Taça trará até Viseu um dos grandes do futebol português: o FC Porto. Após um desfecho negativo na outra taça nacional, a turma de Sérgio Conceição vê nesta competição a oportunidade de amenizar uma hipotética (e bem possível) perda do campeonato para o maior rival.
E, por falar em maior rival, o clássico do próximo sábado é um dos temas quentes dentro do universo azul e branco, remetendo quase que para segundo plano esta partida da prova rainha.
Pelo contrário, ninguém estará mais focado que a equipa da casa. Com dois dias de “descanso” a mais, a formação viseense vai a jogo após uma derrota em Coimbra, derrota essa que impediu a aproximação da equipa treinada por Rui Borges às posições mais cimeiras da tabela. Todavia, em nada este percalço deverá afetar aquela que será a abordagem do Académico a este jogo, uma vez que uma hipotética ida ao Jamor seria, sem qualquer dúvida, o ponto alto da época para esta equipa do segundo escalão.
Indiscutivelmente, um jogo onde um tem tudo a perder, enquanto que o outro só tem a ganhar. Um verdadeiro David contra Golias, onde o facto da eliminatória ser disputada a duas mãos complica ainda mais a já difícil tarefa de David.
COMO JOGARÁ O ACADÉMICO DE VISEU FC?
Tradicionalmente, o Académico opta por apresentar-se em 4-4-2, contudo é possível que ocorram variações no momento ofensivo. Não é uma equipa conhecida, particularmente, pela sua capacidade de finalização (o facto de possuírem o terceiro pior registo ofensivo na Segunda Liga demonstra-o), contudo, em termos defensivos, não costuma facilitar a vida aos adversários. É comum que os laterais participem na construção ofensiva da equipa, contudo, dado a natureza do desafio, é expectável que as linhas média e defensiva se encontrem mais baixas e compactas, impedindo tais liberdades aos homens mais recuados.
JOGADOR A TER EM CONTA
Fonte: Académico de Viseu FC
Félix Mathaus – Do lado da equipa da casa, espera-se um jogo atarefado, sobretudo no aspeto defensivo do jogo. Tendo isso em mente, será obrigatório, de modo a manter as esperanças dos beirões intactas, que o setor mais recuado se mostre a um nível elevado. E, nesse sentido, Félix Mathaus poderá ser uma peça importante, não só pelas recentes boas exibições, como também pelo sucesso da dupla formada com o experiente Pica, no centro da defesa, responsável por três clean sheets nos últimos cinco jogos.
XI PROVÁVEL:
4-4-2: Ricardo Fernandes; Rui Silva, Pica, Félix Mathaus, Jorge Miguel; Bruninho, Zimbabwe, João Oliveira, Jean Patric; Latyr Fall, João Mário
COMO JOGARÁ O FC PORTO?
Apesar de estar a meio de uma sequência apertada de jogos, acredito que Sérgio Conceição optará por não fazer mudanças radicais no onze inicial dos visitantes, até pela falta de opções no seu plantel para efetuar essa tal rotatividade. O desenho tático poderá, todavia, variar: o técnico portista pode optar por alinhar com dois atacantes, num 4-4-2 semelhante àquele utilizado por várias ocasiões recentemente, ou então por alinhar apenas com um ponta de lança, assim como em Setúbal, deixando um jogador mais criativo atrás deste.
JOGADOR A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Tiquinho Soares – Caso Sérgio Conceição opte pela inclusão do atacante brasileiro no onze inicial, Soares será um dos homens mais vigiados pela defesa do Académico, não fosse o registo impressionante de doze golos nos últimos doze jogos a titular motivo suficiente para deixar Rui Borges de sobreaviso.
Esta terça-feira é dia de meias-finais da Taça de Portugal. O Sport Lisboa e Benfica recebe o Futebol Clube de Famalicão numa eliminatória a duas mãos, que coincide exactamente com o fim-de-semana do Clássico no Dragão.
A equipa de João Pedro Sousa chega a esta fase da competição depois de ter eliminado o FC Paços de Ferreira na capital do móvel. Nos quatro jogos disputados, somente sofreu um golo na deslocação ao Lusitânia FCL. Nesta altura, a equipa de Famalicão não se encontra no seu melhor registo de resultados. Apesar das quatro vitórias consecutivas após o desaire por 4-0 na Luz, encontra-se agora há três jogos sem vencer. Apesar disso, conserva ainda um quinto lugar de respeito no campeonato.
O Sport Lisboa e Benfica irá entrar neste jogo condicionado pelo duelo com o FC Porto no próximo sábado. Contudo, não poderá haver espaço a facilitismos. A equipa de Bruno Lage chegou a esta fase da competição após eliminar o Rio Ave e conta com onze golos em somente quatro jogos, sendo que Vinícius com quatro golos é o melhor marcador das equipas ainda em competição. Contudo, o Benfica já consentiu cinco golos. Ao contrário do seu adversário, os encarnados encontram-se com um registo imaculado de seis vitórias consecutivas e uma clara liderança no campeonato nacional.
Nesta disputa à final da prova Rainha em Portugal, estará o maior gigante da competição na procura da sua 27ª conquista. Do outro lado, um clube com uma enorme aspiração de fazer história. Até agora, a equipa do FC Famalicão só por uma vez, em 1942, tinha alcançado as meias-finais desta competição, tendo caído com um conclusivo 11-0 imposto pelo Sporting CP dos Cinco Violinos.
COMO JOGARÁ O SL BENFICA?
Bruno Lage deverá manter a aposta táctica no seu 4-2-3-1, porém é difícil prever que dinâmicas este sistema irá apresentar. Nesta época de muita irregularidade exibicional, têm sido os jogadores em campo a definir o estilo de jogo da equipa. Assim, o futebol encarnado tem variado muito consoante o 11 apresentado pelo seu treinador. Prevejo que iremos assistir a algumas alterações, o que poderá significar uma perigosa baixa de rendimento do colectivo.
O “salvador” Odysseas deverá ficar na bancada, e na defesa deveremos assistir à entrada de Tomás Tavares e Jardel. Neste jogo deverá ser apresentado aquela que, para mim, é a melhor dupla de médios dos encarnados – Weigl e Taarabt. E será pela qualidade com bola desta dupla que as “águias” poderão ganhar o jogo. No ataque, Pizzi, Rafa e Vinicius deverão descansar. Com Cervi, Chiquinho, Jota e Seferovic a titulares, a equipa poderá sofrer com a falta de dinamismo, inspiração e criatividade deste quarteto.
Será, certamente, um SL Benfica com um intuito ofensivo, mas que poderá facilmente cair no erro de jogar mais sem bola e na exploração da profundidade.
JOGADOR A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Adel Taarabt – O marroquino está num momento de forma excepcional e brindou-nos a todos com uma notável exibição no último jogo para o campeonato. Mais leve, mais solto, mais confiante e mais confortável consigo, com a equipa, com as bancadas e com a bola. É, sem dúvida, o principal motor de criatividade desta equipa, o mais talentoso do plantel encarnado. Deverá aproveitar a oportunidade deste jogo de Taça para, mais uma vez, se divertir e nos divertir com a bola no pé. Incansável na recuperação, e genial na condução e construção.
XI PROVÁVEL:
4-2-3-1: I. Zlobin, T. Tavares, R. Dias, Jardel, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Chiquinho, Jota, Cervi e Seferovic.
COMO JOGARÁ O FC FAMALICÃO?
Ao contrário do que aconteceu no jogo para o campeonato, João Pedro Sousa não deverá fazer qualquer alteração táctica. O treinador dos famalicenses deu a entender ter percebido onde errou nesse jogo e fez questão de sublinhar que a sua equipa já atingiu outro nível de maturidade. Assim, acredito que irá entrar com o seu 4-3-3 numa tentativa de ganhar o meio-campo, impedir a primeira fase de construção das águias e conseguir colocar bola e dar apoios aos seus jogadores mais criativos.
Certamente, não irão aparecer na Luz a oferecer bola ou a explorar a profundidade do ataque, e deverão manter-se fiéis ao seu futebol de risco com bola no pé a partir dos centrais. Tentarão condicionar a saída de bola do SL Benfica e explorar o espaço junto aos defesas com a criatividade tanto de Diogo Gonçalves, como de Fábio Martins.
O central Patrick William, o lateral Lionn e o extremo Lameiras poderão ser a excepção do treinador do FC Famalicão. No banco ficará o joker do golo – o avançado Anderson Silva.
JOGADOR A TER EM CONTA
Fonte: FC Famalicão
Fábio Martins – Notabilizou-se no GD Chaves, teve dificuldades de afirmação no SC Braga de Abel Ferreira e agora brilha ao serviço do espantoso FC Famalicão. Gosta de partir da esquerda para o centro, para melhor explorar o seu muito bom pé direito. Meia-distância e capacidade de abrir uma defesa só com um passe. Fábio Martins é um desequilibrador com golo e uma excelente relação com a bola. Esta época já conta com sete golos e quatro assistências, e neste jogo será, certamente, o maior quebra-cabeças da defesa encarnada.
XI PROVÁVEL:
4-3-3: Vaná, I. Pinto, Riccieli, R. Miranda, Centelles, G. Assunção, Racic, P. Gonçalves, D. Gonçalves, F. Martins e T. Martinez.
Na sua liderança, Sérgio Conceição já promoveu inúmeros jovens da formação do FC Porto para a equipa principal, algo que, refira-se, não era propriamente um apanágio dos técnicos que outrora lideraram a equipa azul e branca. Diogo Leite, Jorge Fernandes, Diogo Dalot, Bruno Costa, Tomás Esteves, Romário Baró, Fábio Silva, André Pereira e Vitinha foram alguns dos exemplos das pérolas do Olival lançadas pelo treinador português. Recorde-se de que Sérgio Conceição também tinha sido campeão como jogador pelos juniores do FC Porto, e isso, decerto, ajudou a que olhasse mais para os escalões da formação.
Neste artigo, vou falar-vos da mais recente aposta do técnico azul e branco, que se estreou no campeonato frente ao Gil Vicente FC.
Vítor Machado Ferreira, mais conhecido por Vitinha, foi o único reforço de inverno para os dragões, e teve a vantagem de não ter custado nada aos cofres portistas. Bruno Costa seguiu para o Portimonense SC e Vitinha subiu para a equipa principal.
Natural da Póvoa de Lanhoso, este médio ofensivo foi presença assídua nos escalões de formação da seleção portuguesa, e isso mostra todo o seu valor. Chegou mesmo a marcar três golos ao serviço dos sub-19 da equipa das quinas.
A sua história de dragão ao peito não foi muito diferente, uma vez que desde a época 2011/2012 foi subindo a pulso na formação azul e branca, contando com um empréstimo ao Padroense FC (sub-17).
Tudo isto contribuiu para que tivesse a atenção de Sérgio Conceição e da sua equipa técnica, mas mal se esperava que ele fosse a estrela do FC Porto B.
Bastaram 17 jogos na Segunda Liga para Vitinha marcar, nada mais, nada menos que nove golos. Quem dera a muitos serem capazes de fazer isto numa liga tão competitiva como esta.
Mesmo já de fora dos “bês” portistas, continua a ser o maior artilheiro desta equipa, e um dos maiores do campeonato.
Foi esta a estreia de Vitinha no campeonato, que quase foi coroada com um golo Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Se me permitem, este é craque da bola! Sempre com a cabeça levantada, é capaz de, com a sua magia, seriedade e comprometimento, mudar o jogo e a forma de jogar da equipa. Gosta de arrancar com a bola, do passe curto, de marcar grandes penalidades (e acreditem que o FC Porto precisa disso) e de rematar à baliza.
Recentemente, renovou contrato, o que é de salientar, face àquilo que infelizmente se vê com as pérolas da formação portista e não só…
A sua estreia pela equipa principal deu-se na Taça de Portugal, frente ao Varzim SC, em que levantou o estádio com uma arrancada travada com uma falta do adversário.
Também jogou alguns minutos na meia-final da Taça da Liga frente ao Vitória SC, e, muito importante, estreou-se no campeonato frente ao Gil Vicente FC. Deu, sem dúvida, uma boa dinâmica à equipa, e esteve muito perto de marcar, após um remate falhado de Romário Baró. Seria uma estreia de sonho para um médio que, a meu ver, se continuar assim, merece uma aposta continuada na equipa portista. Sem tirar o mérito a ninguém, Vitinha, em poucos minutos de utilização frente ao Gil Vicente FC, fez mais do que muitos…
Ontem também entrou em campo na goleada dos portistas no bonfim, e espera-se que tenha uma nova oportunidade, quem sabe a titular, frente ao Académico de Viseu FC. Pode vir a ajudar muito a equipa e ser uma opção mais que válida para o clássico frente ao SL Benfica.
É só mostrares aquilo de que és capaz, Vitinha, e podes crer que vais longe!
Ainda não foi desta que João Sousa encontrou o caminho para as vitórias. Desta vez, o carrasco do português foi o tenista da casa Gregoire Barrere.
João Sousa até iniciou bem a partida ao concluir, com sucesso, dois jogos de serviço. No entanto, o mesmo não se pode dizer dos seguintes, tendo em conta que sofreu dois breaks consecutivos. O tenista de 30 anos chegou a ter oportunidade de fazer o mesmo que o seu adversário, porém pecou na concretização dos pontos. Essa mesma falta de finalização viria a ser ainda mais dolorosa no segundo set.
João Sousa teve muitas dificuldades em contrariar o jogo de Gregoire Barrere Fonte: Estoril Open
No segundo set, os jogos de serviço foram mais disputados, fazendo com que houvesse alguma incerteza quanto ao vencedor desta segunda partida. Com um break para cada lado, o empate persistiu até ao final e foi necessário recorrer ao tiebreak para o desfazer. João Sousa chegou a ter quatro set points, porém o número 69.º do ranking ATP viu-os escapar. Gregoire Barrere conquistou seis pontos seguidos e fez o 8-6 com que finalizou as contas deste confronto.
João Sousa sai de cena na vertente individual do torneio francês, ainda assim mantém-se na competição, mas em pares, ao lado do tenista espanhol Pablo Carreno Busta.
Resultado final: João Sousa 0-2 Gregoire Barrere (2-6/6-7)
Naquela que para muitos é a fase mais importante do campeonato onde se começam a definir posições, as equipas mais afetadas emocionalmente podem estar a carimbar uma desastrosa caminhada para longe dos objetivos. Em questão, o CD Tondela, que atravessa o pior momento da sua participação nesta edição da liga com três derrotas e dois empates.
O conjunto soma um total de 20 pontos e ocupa o 11º lugar na classificação, e tem como principais jogadores: Claúdio Ramos, Pité e Jhon Murillo, jogadores onde o projeto futebolístico é alicerçado, são o espelho da identidade que, gradualmente, esta equipa assume. Estamos a falar de uma equipa passiva em todos os momentos do jogo, sem ideias, uma falta de criatividade gritante e sem competitividade. Aos adversários estas características não passam despercebidas, o que conclui numa tendência a serem dominados em todas as partidas.
Natxo González, treinador dos auriverdes, já assumiu em diversas situações a falta de atitude por parte dos jogadores, tal como a vulnerabilidade defensiva que a equipa apresenta, são umas das dificuldades crónicas apresentadas jogo após jogo, acabando por matar as aspirações a voos mais altos pelo campeonato e competições internas, nestas últimas, o conjunto não consegue passar além das fases iniciais.
Natxo González está a cumprir a sua primeira experiência no estrangeiro Fonte: CD Tondela
A falta de opções credíveis passa por ser uma das dificuldades que este plantel tem, sendo a baliza a única posição onde um acima da média atua, sendo as outras posições ocupadas por jogadores medianos com muito pouco a acrescentar ao jogo. Entre outros casos, a capacidade financeira parece ser o cerne do problema a nível de aquisições que, realmente, façam a diferença.
O risco de despromoção está sempre presente, temporada após temporada, esta não é exceção, com a garantia de luta até ao fim, porém vontade e querer não chega quando a urgência são os resultados.
O Atlético de Madrid está a realizar uma das piores campanhas dos últimos anos, e a contestação sobre o plantel e sobre o treinador, Diego Simeone, tem aumentado significativamente. Os “colchoneros” ocupam a sexta posição do campeonato espanhol, e estão a 13 pontos do líder Real Madrid, quando ainda faltam disputar 16 jornadas.
Os comandados pelo irreverente Diego Simeone não vencem há cinco jogos consecutivos, dois deles frente ao seu principal rival, o Real Madrid. Após uma série de cinco vitórias consecutivas, a última delas eliminando o Barcelona na Supertaça de Espanha, iniciou um ciclo negativo ao perder na final da competição para os “merengues”. Seguiu-se uma surpreendente eliminação na Taça do Rei, frente a um adversário do terceiro escalão do futebol espanhol. A contar para o campeonato, um empate frente ao Leganés e duas derrotas nos encontros com Eibar e, novamente, Real Madrid.
É certo que o Atlético de Madrid se reforçou bastante no início desta temporada, mas também perdeu alguns dos seus “pilares”. No eixo da defesa, saíram a custo zero três jogadores de extrema importância dentro e fora das quatro linhas, e que fazem parte da história recente do clube.
Estamos a falar de Diego Godín, Filipe Luís e Juanfran. Lucas Hernandez, que realizou uma boa campanha na época transata, também saiu da capital espanhola e rumou ao Bayern de Munique por 80 milhões de euros. Para colmatar estas saídas, reforçaram-se com Felipe, vindo do FC Porto, Mario Hermoso, Kieran Trippier, Renan Lodi e Sime Vrsaljko, este último regressado de empréstimo.
Fonte: Club Atlético Madrid
Relativamente ao centro do terreno, Rodri, que na época passada assumiu um papel importante na estratégia de Diego Simeone, saiu para o Manchester City. Para o substituir chegaram Hectór Herrera, também proveniente do FC Porto, e Marcos Llorente, contratado ao Real Madrid.
O maior destaque vai para a perda de “estrela da companhia”, Antoine Griezmann. João Félix, contratado para “fazer esquecer” o atual avançado do FC Barcelona, está a realizar uma temporada muito abaixo das expetativas. O internacional português apenas tem quatro golos marcados e duas assistências em 24 jogos oficiais. Na minha opinião, a qualidade do avançado luso é inegável, apenas está a ser orientado pelo treinador errado num dos momentos mais frágeis da “era Simeone”. Neste mercado de inverno, Yannick Ferreira Carrasco voltou ao clube para fortalecer o setor ofensivo.
O treinador argentino assumiu o comando técnico dos “colchoneros” na época de 2011/12, regressando ao clube depois de ter representado as cores do emblema da capital espanhola como jogador. Como técnico do emblema de Madrid, quebrou a hegemonia de Real Madrid e Barcelona, vencendo um campeonato espanhol. Conquistou também uma Supertaça de Espanha e uma Taça do Rei. Em termos de competições europeias, venceu duas Ligas Europa e duas Supertaças Europeias, e também foi vice-campeão europeu por duas ocasiões.
Fonte: Club Atlético de Madrid
No meu ponto de vista, a “era Simeone” está a chegar ao fim. A opção de despedir Simeone nesta fase da temporada é algo arrojado, mas igualmente insensato. A temporada está, praticamente, perdida, apenas com a Liga dos Campeões em aberto, mas frente a um poderoso e campeão em título Liverpool. Por toda a sua história no clube, “Cholo”, como é também conhecido, não merece uma saída no decorrer de uma época, mas, sim, sair como um campeão e uma lenda do clube. É provável e, na minha opinião, benéfico para o clube e para o próprio, que o argentino não seja o treinador na próxima temporada.
Agora, resta esperar que o Atlético de Madrid volte a “entrar nos eixos” e que, pelo menos, termine a temporada num lugar da tabela que lhe assegure a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões na próxima época.
A Atalanta é a equipa sensação em Itália desde a temporada passada, na qual terminaram em 3º lugar no campeonato e com o melhor ataque da prova – 77 golos. É surreal uma equipa com um menor orçamento, e menos condições do que os ditos grandes de Itália, conseguir alcançar esse posto e qualificar-se para a Liga dos Campeões, sendo o melhor ataque da prova.
Mais surpreendente ainda é o facto de essa qualificação para a competição europeia ter resultado numa outra qualificação ainda mais brilhante, que foram os oitavos-de-final da competição. Haverá mais algum facto curioso? Sim… A Atalanta perdeu os primeiros três jogos da fase de grupos e mesmo assim passou, com um empate frente ao Man. City e duas vitórias, contra o Shakthar Donetsk e o Dínamo de Zagreb.
Esta temporada, além da brilhante campanha europeia, que pode continuar, visto que o adversário é o Valência (mais acessível do que o resto dos tubarões), a Atalanta continua num 5º lugar, a morder os calcanhares ao 4º, e repete para já o feito da época transata, pois são o melhor ataque do campeonato italiano, com 57 golos marcados. Este número continua bem disparado em relação aos rivais, pois a seguir a eles vem a Lazio com 47. E para ter ainda outra noção, a líder Juventus tem apenas 40 marcados e o Inter de Milão, que ocupa a segunda posição, tem 42.
A Atalanta, de um momento para o outro, passou de lutar pela manutenção para uma equipa de competição europeia. A academia foi importante para esta transição, no entanto o obreiro dos feitos é Gian Piero Gasperini. Depois de fazer alguns investimentos, a equipa é agora candidata a ocupar lugar de qualificação para a Liga dos Campeões.
Gasperini não é um técnico conservador e diferencia-se do clássico treinador italiano, tal como provam as suas táticas. Defensivamente, a equipa faz uma marcação homem-a-homem para forçar as transições. A Atalanta defende com um bloco alto e intensifica a pressão no momento certo, por vezes através de um 2 para 1. A equipa preocupa-se mais com a bola do que propriamente com a marcação, o que reduz o tempo e aumenta a pressão do portador da bola. A Atalanta é das equipas italianas que força mais perdas de bola ao adversário.
A Atalanta, ofensivamente, procura criar perigo através do espaço entre o central e o lateral adversário. O defesa central apoia o lateral para que este possa explorar o flanco e dar liberdade aos avançados Ilicic e Zapata para fazerem rasgos interiores, nos quais são perigosos e decisivos. Além disso, tantos estes dois como Papu Gómez são fortes no 1 para 1. Na Serie A de 2018/2019, estes três ficaram nos quatro primeiros na lista de jogadores que mais chances criaram através do drible.
A equipa também é forte de cabeça e tem jogadores com boas capacidades nesse aspeto. Duván Zapata terminou a última temporada em 4º nos jogadores com maiores oportunidades de cabeça. O colombiano não procura muito o cabeceamento, embora o faça muito bem. É, também, um jogador fantástico na transição para servir como apoio e oferecer a segunda bola aos colegas de equipa.
Fonte: Atalanta
Ilicic é um jogador diferente de Zapata e Gomez. Tem 1,90m e usa bem o corpo para ganhar posição. Tem qualidade para driblar os adversários e é forte a ganhar espaço para um remate ou um passe que coloque um colega em zona de finalização. Gasperini adaptou a equipa em função dos três da frente por serem os mais influentes e decisivos. 34.5% dos passes no meio-campo adversário têm envolvimento de pelo menos um deles, um recorde máximo desde 2016 na liga.
Papu Gómez é, talvez, o jogador mais importante desta equipa e em muitas ocasiões se posiciona longe da baliza adversária, o que parece tirar a produtividade ofensiva, mas na verdade é estratégico para rentabilizar os movimentos de Zapata e Ilicic, e para que possam ter espaço aberto para desequilibrar – isto com Gómez a orientar o ataque. Geralmente, funciona como um criador de jogo, em benefício dos colegas no último terço.
A Atalanta alinha num 3-4-1-2 e é uma equipa imprevisível, devido às alterações estratégicas, visto que é uma equipa capaz de se adaptar mediante o estilo de jogo do adversário. Um dos médios tem como função a chegada à área, de forma a ganhar superioridade numérica nessa zona. Este conjunto é, essencialmente, ofensivo, mas com o jogo pensado, baseado numa estrutura sólida e com princípios de verticalidade. É uma equipa a ter em conta.
A Atalanta pode alcançar feitos ainda maiores se continuar com este projeto bem assente, depois com um maior orçamento mais reforços poderão chegar. No campeonato italiano tem feito boas prestações e luta novamente por um lugar de Liga dos Campeões. A nível europeu foi uma grande surpresa e, quem sabe, poderá surpreender o mundo e continuar esta caminhada europeia brilhante.
Oito campeonatos de construtores, doze campeonatos de pilotos. São estas e muito mais as caraterísticas que conhecemos, que formam a História da McLaren.
Para além de somar, no seu currículo, mais de 50 anos de existência, a equipa iniciada por Bruce McLaren conquistou, e continua a conquistar milhares de fãs dos desportos motorizados por todo o mundo. Mas, principalmente, os fãs de Fórmula 1.
A somar 182 vitórias e 486 pódios na sua história, o seu último pódio foi conquistado, recentemente, quando o piloto espanhol Carlos Sainz Jr. alcançou o terceiro lugar no Grande Prémio do Brasil, na época passada. Por sua vez, não podemos falar do mesmo sobre as vitórias. Também foi no GP do Brasil, mas a última vez aconteceu em 2012, com Jenson Button a singrar na prova.
2019 volta a ser um grande ano para a McLaren, com a subida de Carlos Sainz Jr. ao pódio, no Grande Prémio do Brasil Fonte: McLaren
Depois desta pequena reflexão, percebemos que a McLaren tem tido, como qualquer outra equipa a bordo na Fórmula 1, um histórico complicado de altos e baixos.
O mercado de transferências de janeiro para o Sport Lisboa e Benfica ficou posicionalmente marcado pelas mexidas na posição 6.
Não só a grande contratação foi a de Julian Weigl por 20 milhões de euros ao Borussia Dortmund, como a principal saída acabou por ser a de um mítico ‘6’ encarnado. Apesar da venda de RDT, é o adeus (ou até já) de Fejsa que marca os adeptos do SL Benfica.
A contratação de um potencial craque alemão com tiques de Busquets e a saída do verdadeiro tractor papa-títulos do Sport Lisboa e Benfica, vieram mexer com as emoções dos benfiquistas relativamente a esta posição tão fundamental.
E, como homenagem a quem chegou e, principalmente, a quem, por agora, nos largou, deixo aqui o meu top 5 de médios defensivos a envergar a camisola encarnada neste século 21.