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Chelsea 2-1 QPR: Um Chelsea Sem Cor

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Os campeonatos não se ganham nos clássicos nem nos derbies. Os campeonatos não se vencem com esses pontos, que são tão poucos quando comparados com os passíveis de ser conquistados contra pequenas e médias equipas. E hoje o Chelsea arriscou-se e sofreu num jogo aparentemente fácil. A equipa de Mourinho foi sem atitude, adormeceu depois do primeiro golo, lutou contra o tempo para alcançar a vitória e andou às aranhas com os contra-ataques rapidíssimos de Charlie Austin.

Esperava um jogo fácil para a equipa de Mourinho. Previa que o Chelsea entrasse com tudo para arrumar o encontro nos primeiros minutos e, assim, jogar calmo e tranquilo já a pensar no jogo de quarta-feira para a Liga dos Campeões. E assim foi: os blues começaram a pressionar e a impor o seu ritmo de jogo. A primeira parte jogou-se toda no meio campo do Queen Park Rangers, com a excepção de uma escapadela de Vargas, que num contra ataque rápido se soltou da marcação e centrou para Charlie Austin, que de cabeça viu a bola passar acima da trave. À excepção deste pequeno lance de perigo só deu Chelsea, mas nem por isso um Chelsea bom. O meio-campo funcionou muito bem, e foi provavelmente o sector mais dinâmico e criativo, uma vez que Hazard só acordou nos últimos 17 minutos e Willian nem a acordar chegou. Diego Costa teve uma prestação apagada e nem uma oportunidade perigosa chegou a ter. E foi aos 31 minutos que o meio-campo dos blues decidiu subir no terreno e, em conjunto, fazer um grande golo! A jogada começa em Matic, que depois de segurar a bola a entrega a Fàbregas, que, por sua vez, arranca em direção à área e deixa para trás quatro jogadores do Queen Park; este deixa a bola para Óscar, à sua direita, que com um remate de trivela irrepreensível faz o primeiro golo do jogo.

O jogo continuou e a primeira parte tornou-se um festival de golos falhados, de jogadas mal concretizadas e de um Queen Park Rangers encolhido a ver um Chelsea com pouca atitude a passar a bola no seu meio-campo.

Diego Costa não teve a prestação a que nos tem habituado. Esperemos voltar a ver o ponta-de-lança espanhol a soltar a sua veia goleadora em breve Fonte: Facebook Chelsea FC
Diego Costa não teve a prestação a que nos tem habituado
Fonte: Facebook Chelsea FC

A segunda parte iniciou-se com o Chelsea por cima do encontro. A equipa orientada pelo técnico português parecia apresentar outra atitude e começou a impor um ritmo de jogo. Era notório que bastava o Chelsea “colocar o pé no acelerador” para aumentar a sua vantagem e matar o jogo. E tanto o Chelsea avançou que quase que marcou, mas acabou por sofrer numa jogada de contra-ataque – a defesa dos blues, assim como a do QPR, esteve uma miséria – Charlie Austin, de calcanhar, fez o golo do empate. Aos 61 minutos, os blues viram-se apertados e com o Queen Park Rangers a querer colocar o autocarro em frente à baliza. O Chelsea meteu assim o pé no acelerador e tentou e continuou a tentar, e o QPR continuava a responder incessantemente com contra-ataques; uns perigosos, outros nem por isso. O jogo começava a ganhar um bom ritmo mas nenhum deles parecia estar a conseguir marcar – Robert Green esteve em destaque. Até que, aos 75 minutos, uma infantilidade de Vargas a carregar Hazard dentro da área dá penalty para o Chelsea. O 10 dos blues é chamado a converter e não facilita, fazendo o 2-1 para o Chelsea.

Até ao fim foi um sufoco para o Chelsea, que sofreu sem qualquer tipo de necessidade. A um Chelsea de qualidade faltou qualidade de finalização na dianteira e frieza e concentração no sector mais recuado. Em suma, foi uma vitória suada de Mourinho, que sofreu sem necessidade, e mais uma derrota para Redknapp, que parece não conseguir sair dos últimos lugares da tabela classificativa.

Mourinho geriu bem a mentalidade, o esforço e a utilização de jogadores, mas arriscou-se a perder pontos importantes sobre os seus rivais da Liga Inglesa, a pensar demasiado no jogo de quarta-feira para a Liga dos Campeões. Nota-se que o técnico português tem vontade de carimbar a passagem aos oitavos-de-final o mais rapidamente possível. Veremos como corre quarta-feira na Eslovénia. Veremos se temos este Chelsea apático ou um Chelsea mais dinâmico, criativo, frio e finalizador!

A Figura

Matic – Fabregas – Óscar: o meio-campo do Chelsea foi o único sector com vontade e qualidade. Mourinho tem dos melhores médios do mundo e deles nunca prescinde, e a confiança é retribuída com passes, classe, cortes, desmarcações e golos!

O Fora-de-jogo

Felipe Luis: o defesa brasileiro fez um jogo para esquecer. Não teve pernas para parar Vargas, errou passes e cortes. É certo que foi uma das figuras do Atlético na época passada, mas em Inglaterra ainda não justificou o investimento.

Napoles 2-0 AS Roma: Duelo entre novos grandes

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A Napoli começou melhor e logo aos dois minutos, aproveitando a passividade da Roma, marcou por Higuaín, num gesto técnico soberbo após um grande passe de Lorenzo Insigne. Napoli verdadeiramente prodigiosa na circulação de bola: rápida, fluida e ao primeiro toque. Insigne e Jorginho entraram muito bem no jogo. Insigne, após uma grande jogada, podia ter mesmo ampliado para a Napoli, aos 10 e depois aos 11 minutos. Napoli sempre a construir desde atrás. Gervinho e Nainggolan a serem os únicos romanos a conseguir dar réplica à Napoli. Insigne tem estado verdadeiramente fenomenal: a la roulette executada para contornar Totti aos 15 foi fantástica. A Napoli teve um início de grande intensidade, pressionando muito a circulação de bola da Roma. Aos 20 a Roma começou coletivamente a conseguir dar réplica, mas ainda com muita dificuldade em entrar no último terço do meio campo napolitano. Aos 21, não fosse Koulibally a parar Gervinho e a Roma podia ter mesmo empatado. Aos 25 Insigne abriu outra vez o livro, tirou Torosidis do caminho e mandou a bola a rasar o poste. Apesar de a Roma ter agora mais posse, a Napoli tem estado muito perigosa nos contra-ataques. Koulibaly tem sido um monstro no coração da defesa da Napoli. Aos 40 mais uma grande oportunidade para a Napoli, que podia ter marcado por Jorginho, mas o brasileiro não conseguiu chegar nas melhores condições a um ótimo cruzamento de Hamsik. A primeira parte pertenceu, e com todo o mérito, à Napoli. Marcou um soberbo golo, fez jogadas soberbas e teve as melhores oportunidades de golo. A Napoli manteve a atitude pressionante no início da segunda parte e esteve novamente por cima no jogo.

Início fantástico do espanhol Callejón Fonte: Getty Images
Início fantástico do espanhol Callejón
Fonte: Getty Images

No entanto, a Roma voltou mais competente dos balneários e com desejo de virar o jogo. Napoli muito compacta e competente a defender, destacando-se Koulibaly. Aos 52 a equipa do lácio podia mesmo ter chegado ao golo, após uma excelente jogada coletiva pelo lado direito, mas Florenzi pecou na concretização. Florenzi podia outra vez aos 58 ter reposto a igualdade, mas Rafael Cabral defendeu. Roma novamente a assumir superioridade na posse de bola, mas até aí a competência defensiva da Napoli e os seus contra-ataques venenosos mantiveram a superioridade dos napolitanos. Aos 18 do segundo tempo, um desses venenosos contra-ataques esteve muito perto de ser transformado num brilhante golo, mas Nainggolan desviou em cima da linha de golo um brilhante chapéu de Callejon. Aos 65, Rudi Garcia, decidido a mudar o jogo, fez entrar Iturbe para o lugar de Florenzi e em resposta, Rafa Benítez tira Hamsik e faz entrar Gargano.

Aos 71, para infelicidade do San Paolo, Benítez tirou Insigne e fez entrar Merteens, outro mágico com a bola nos pés. Insigne fez uma primeira parte estratosférica; Benítez tem à sua disposição um verdadeiro prodígio. Benítez esgotou mesmo as substituições e colocou Inler em campo, para o lugar de David Lopez. Napoli a fechar os caminhos para a sua baliza! Rudi Garcia a lançar-se para o ataque nestes últimos minutos, tirando Torosidis e colocando Ljajic. Jogo sem grande história nestes últimos minutos, com uma Roma a procurar chegar ao empate e um Napoli focado em bem defender e no contra-ataque. Aos 85 minutos, num destes contra-ataques e após um excelente passe de Higuaín, Callejon fez o tão desejado golo da tranquilidade. A Roma a procurar desorientar a defesa napolitana através da circulação de bola e de tabelas, mas sem grande sucesso.

Foi um jogo muito bom por parte da Napoli, que esteve muito bem defensivamente e sempre brilhante no contra-ataque. A equipa de Benítez esteve sempre no controlo do jogo, ainda que nem sempre no controlo da posse de bola, o que demonstra muito bem a qualidade defensiva que a equipa mostrou. Sempre a equipa mais inteligente em campo, a Napoli salta para o terceiro lugar e a Roma pode ficar novamente a três pontos da Juventus. Com o golo marcado esta noite, Callejon coloca-se no topo da lista dos melhores marcadores da Serie A. Um início fulgurante do espanhol, que leva sete golos em dez jogos.

 

A Figura

Higuaín – A eleição do argentino para este destaque colocou-me bastantes dúvidas, sobretudo se tivermos em conta o excelente jogo feito por Koulibaly e a magia que Insigne irradiou em campo. No entanto, o brilhantismo no gesto técnico que deu o 1-0 à Napoli e o excelente passe para Callejon no segundo deitaram qualquer dúvida por terra.

O Fora-de-Jogo

Totti – Sou um profundo admirador do italiano e é com grande tristeza que o destaco negativamente, mas a sua desinspiração em campo foi manifesta, sendo sempre o elemento de menor fulgor e brilhantismo de um já pouco inspirado sector ofensivo romano (excetuando Gervinho).

Benfica 1-0 Rio Ave: À maneira de Talisca

Benfica à Benfica
Quase um mês depois do último jogo na Luz, o Benfica regressou a casa para um jogo que foi tudo menos fácil. Valeu Talisca, uma vez mais. Mas antes de o pontapé do brasileiro aparecer, muita anarquia, indecisão e vazio de ideias pintou o jogo do Benfica frente a um Rio Ave atrevido. Jorge Jesus mexeu por obrigação – Eliseu lesionou-se e André Almeida assumiu a posição – e por opção: lançou Jonas na estreia a titular no campeonato, mostrou que Júlio César (finalmente!) será o titular caso se apresente em boas condições físicas e Talisca iniciou o jogo na posição de Gaitán, poupado por estar tocado e de quem o Benfica muito sentiu a falta no primeiro tempo.

Um bocejo podia resumir a primeira parte. Quando se pedia um Benfica a entrar forte no jogo como fizera em Braga – de nada valeu, é certo… – para resolver cedo o problema e poder pensar no Mónaco, apenas se viu uma equipa “manca” – André Almeida não dá qualquer profundidade ofensiva e Talisca não é extremo – que, aqui e ali, ia tendo alguns tímidos apontamentos no ataque. Muito por culpa de Jonas, que realizou mais uma boa exibição e mostrou que, quando mais entrosado, será um caso sério. Também Enzo Pérez, que finalmente voltou a demonstrar pedacinhos da qualidade que lhe é reconhecida, conseguia imprimir alguma dinâmica na fase de construção e disfarçar a desinspiração de Salvio, que tenta, tenta e não consegue, e Talisca, que não é Gaitán. Mas não chegava e algo tinha de mudar.

Num Benfica desinspirado vai valendo Talisca Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Num Benfica desinspirado vai valendo Talisca
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Com mais uma exibição apagada e longe daquilo que pode e vai produzir, Samaris ficou no balneário ao intervalo e Enzo Pérez passou para 6, com Talisca à frente e Gaitán no lugar do costume. Apesar de se perder muito de Enzo (mais ninguém tem a sua capacidade de “comer” linhas adversárias) jogando nessa posição, a verdade é que se viu um Benfica mais organizado e equilibrado. O que não era difícil, dada a desorganização que o primeiro tempo mostrou. O desejado golo que desatasse o jogo chegou por obra de Talisca: mais um remate fantástico de fora da área do ex-Bahia a resolver o problema. Estávamos na hora de jogo mas o jogo longe de estar resolvido. Mérito para o Rio Ave, que espreitou sempre a baliza de Júlio César e mostrou que é uma das boas equipas deste campeonato e chegou mesmo a ter um golo anulado, numa decisão do auxiliar que deixa algumas dúvidas. Demérito para o Benfica, que não conseguiu resolver, de vez, a partida. Porque Gaitán não foi Gaitán, porque Salvio e Lima estão numa forma péssima e porque Jonas perdeu o “gás”. A entrada de Pizzi para o lado de Enzo Pérez fez com que Talisca ocupasse a terceira posição nos 90 minutos e foi importante para segurar o meio-campo.

Num resultado muito mais importante do que a exibição e que vale a liderança isolada, é urgente que Jorge Jesus reflicta sobre a qualidade de jogo que a equipa tem apresentado. Não é normal acumularem-se tantas más decisões no momento ofensivo nas equipas de Jorge Jesus. Mas talvez não surpreenda assim tanto: Cardozo, Markovic, Rodrigo… Valeu o melhor marcador do campeonato, mas isso não vai acontecer sempre.

A Figura
Enzo Pérez
– Este é o Enzo de que o Benfica precisa, ainda para mais este Benfica. O argentino é o cérebro, motor e coração da equipa e tem estado aquém do que mostrou na época passada. Esperemos que esta forma seja para manter.

O Fora-de-Jogo
Lima –
Já é recorrente mas não há como fugir. Nos últimos 19 jogos oficiais, Lima marcou dois golos. Dois. À falta de golos juntam-se as constantes más decisões e a falta de confiança. Está num momento de forma horrível e tem de ir para o banco.

 

Os 22 Chiquinhos de Lopetegui

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opinioesnaomarcamgolos

Rodar jogadores com frequência acarreta um grande problema: quando o momento é apertado, as mecânicas e as decisões não são mortíferas.

Não vale a pena inventar; a rotatividade só nos leva até certo ponto. O Porto de Lopetegui não é constante em quase nada a não ser a posse da bola com o objectivo de não a perder. Para além de a equipa não assumir riscos durante o jogo, também não assume titulares, por mais merecido que esse estatuto seja. A culpa está no senhor de fato e gravata sentado lá no banco. Os riscos, esses, eu entendo – entendo, não aceito –, já a titularidade é apenas uma teimosia. Se os jogadores fizeram mais do que o necessário para merecer a titularidade, porquê inventar? A titularidade dá consistência! A titularidade de hoje corrige os problemas da semana passada!

Por exemplo, se Tello jogasse mais vezes a titular não teria tanta “fome” de ser ele a marcar o golo, e, assim, em vez disso, faria um passe para um colega em posição mais vantajosa. Isto já aconteceu quantas vezes? Pois… Nem a mecânica (equipa) nem as decisões (jogador) são consistentes. Há uma equipa titular e depois há um banco. Não há 22 titulares em equipas de alta competição em lado nenhum! Essa mania da rotatividade é um hábito que se pratica mais nas camadas jovens, umas vezes porque é necessário, outras porque os miúdos têm de jogar, e outras ainda porque o pai do Chiquinho é louco e ainda dá um tiro de caçadeira ao treinador se ele não coloca o filho em campo! Este Porto parece um carrossel de feira… Todos têm direito a andar nele, mas já se sabe que por mais voltas que dê não vai a lado nenhum.

Tello é um dos maiores prejudicados pela rotatividade  Fonte: zerozero.pt
Tello tem sofrido com a rotatividade imposta por Lopetegui
Fonte: zerozero.pt

Termino com um assunto que vai ter grande impacto no futebol português: o desaparecimento dos fundos. Já quase toda a gente falou deles, bem e mal. Eu não tomo posições de valor pois não sei exactamente como é que eles funcionam – eu e muita gente – mas sei que sem eles muita coisa má pode acontecer. Imagino três conclusões para Portugal: primeira, sem o dinheiro dos fundos os clubes ficam expostos a magnatas e “ricaços” como Peter Lim; segunda, a qualidade do futebol português cai porque os bons saem e para os substituir somos forçados a usar o que há cá dentro e, sejamos sinceros, entre o jogador promessa e o jogador feito há muita ilusão; terceira, o mercado adapta-se e o valor dos jogadores estrangeiros desce. Eu aposto mais na última. O mercado sul-americano tem crescido muito, assim como o valor dos passes dos seus jogadores, mas a verdade é que há tubarões europeus a emagrecer e nem magros nem gordos podem comprar todas as promessas e jogadores de ouro que existem neste mundo! Com os fundos banidos as dificuldades aumentam para contratar lá fora, mas o mercado é volátil e, principalmente, mutável. Argentina, Brasil, México, Colômbia, Uruguai, entre outros, não vendem vidas de luxo, vendem sonhos. E o melhor disto tudo? Os tubarões não dormem.

Ibrahimovic e a Bola de Ouro: sempre tão perto, sempre tão longe

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A lista dos candidatos à Bola de Ouro 2014 já foi divulgada. O prémio entregue pela FIFA/France Football irá distinguir o melhor jogador do mundo do ano 2014. O principal candidato ao prémio é Cristiano Ronaldo, vencedor da Liga dos Campeões, Taça do Rei, Supertaça Europeia e ainda melhor marcador da Liga dos Campões e da Liga Espanhola (o que lhe valeu a conquista da Bota de Ouro).

A escolha dos 23 candidatos, como tem sido recorrente em outros anos, já gerou polémica. Começou desde logo por esta lista não incluir jogadores como Luis Suárez (Bota de Ouro a par de Cristiano Ronaldo), Godín (elemento fulcral na grande época do Atlético de Madrid e na chegada do Uruguai aos oitavos-de-final do Mundial) ou até mesmo Frank Ribéry, que no ano passado foi eleito o melhor jogador a actuar na Europa e ficou em terceiro lugar na atribuição da Bola de Ouro.

Blatter, sempre polémico, já veio a público defender que o prémio deverá ir para um dos vencedores do Mundial, elegendo Manuel Neuer como justo vencedor. A dúvida, para os media, é a seguinte: “quem vai acompanhar Ronaldo e Messi nos 3 finalistas?”. Para mim, o único argumento que pode levar Messi ao grupo restrito dos três finalistas é o facto de este ter chegado à final do Mundial e de ter sido eleito, injustamente, o melhor jogador da competição. A minha pergunta é outra: “quem são os dois que irão acompanhar a disputa da Bola de Ouro com Cristiano Ronaldo?”. Tantos outros nomes são mais merecedores de lutar pelo prémio do que Leonel Messi, que tem perdido o carácter de desequilibrador e de matador no Barcelona para Neymar.

Zlatan é o líder da "modesta" Suécia  Fonte: playbackfc.com.br
Zlatan é o líder da “modesta” Suécia, este ano afastada do Mundial por Portugal
Fonte: playbackfc.com.br

Então e Ibrahimovic? Está na lista dos 23 candidatos e, na época, transacta, venceu a Taça da Liga Francesa, a Supertaça Francesa, o Campeonato Francês e fez ainda 41 golos num total de 46 jogos. Foi o melhor marcador da Ligue 1 e na sua última época rubricou o seu melhor registo de sempre. O sueco, sempre irreverente e sempre matador, já há vários anos que tem sido candidato, tendo sempre sido remetido para um patamar secundário pela dicotomia Ronaldo/Messi que hoje em dia se vive no futebol mundial.

Zlatan é sem dúvida um matador. Por onde passou deixou a sua marca, ganhou títulos e conseguiu uma média de golos acima do normal. É um avançado de classe mundial e muitos consideram-no mesmo o melhor do mundo. Com 33 anos, por que é que nunca conquistou a Bola de Ouro? As razões são várias.

Ibrahimovic, como muitos grandes jogadores deste século, teve o azar de apanhar Messi e Ronaldo. O argentino e o português elevaram o nível de tal forma que nunca ninguém se conseguiu intrometer nesta luta por recordes e títulos. E Ibrahimovic, por muita qualidade que tenha, nunca conseguiu atingir o nível destes dois. E na realidade nunca esteve numa equipa que lhe proporcionasse isso. No ano em que saiu do Inter viu o seu antigo clube a vencer tudo (Liga dos Campões, Liga Italiana e Taça de Itália) enquanto andava em desacatos com Guardiola no Barcelona. E o Barcelona era a grande oportunidade de Zlatan vir a conquistar a Bola de Ouro. Era o clube ideal para o sueco conquistar grandes títulos e deixar uma marca, ainda maior, no futebol mundial.

Os desentendimentos com Guardiola afastaram Zlatan do Camp Nou  Fonte: 4dfoot.com
Os desentendimentos com Guardiola afastaram Zlatan do Camp Nou
Fonte: 4dfoot.com

Agora, no Paris Saint-Germain, por muitos golos que marque a sua única possibilidade é tentar a conquista da Bota de Ouro e ter assim um bom argumento para disputar a Bola de Ouro, até porque me parece difícil que o PSG conquiste algum titulo internacional. Apesar de a Bota de Ouro ser um prémio ao alcance do gigante sueco, a sua vida não se afigurará fácil, uma vez que Cristiano Ronaldo começou a época de pé quente e já leva 16 golos em 8 jogos na Liga Espanhola. Mesmo em França, Gignac já leva o dobro dos golos de Zlatan, tendo sido certeiro por 10 vezes.

Para além dos constrangimentos a nível clubístico e de viver na era de dois monstros do futebol, Ibra tem outro azar: é sueco. Não querendo mandar abaixo o povo escandinavo, o facto de Zlatan jogar pela Suécia reduz-lhe as possibilidades de vencer a Bola de Ouro em anos de Europeu ou Mundial, uma vez que os suecos não costumam apresentar grandes registos em grandes competições e muitas vezes, como foi o caso deste ano, nem ultrapassam a fase qualificação.

Apesar de tudo, ninguém pode apagar o nome de Ibrahimovic do lote dos melhores do mundo dos mais irreverentes da história. Ninguém sabe até que idade o gigante sueco irá jogar, nem com que qualidade. Mas Zlatan já provou ser como o vinho – quanto mais velho melhor! Agora vamos ver se esta carreira acaba congratulada com um grande prémio ou nem por isso.

O português que é campeão Mundial de Surf de Juniores

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Vasco Ribeiro é português e colocou o seu nome na elite mundial do surf. Na passada quarta-feira sagrou-se Campeão Mundial de Juniores, na praia de Ribeira D’Ilhas, na Ericeira, sucedendo assim a Gabriel Medina, que era o detentor do título.

O surfista de Cascais subiu para cima da prancha pela primeira vez aos seis anos de idade. A praia do Estoril apadrinhava-o, assim, na sua carreira de surfista. Porque era esse o seu objectivo desde sempre: chegar o mais longe possível.

Aos 19 anos, Vasco Ribeiro já conta com vários títulos. O ano de 2014 está recheado de conquistas para o português, sendo que também arrecadou o título de campeão nacional pela terceira vez e o título europeu júnior.

Na final do Campeonato Mundial realizada na Ericeira, o surfista de Cascais, com o sorriso que o caracteriza e com a garra de um filho do mar, impôs-se a Italo Ferreira, ao conquistar 18,63 pontos (9 e 9,63) nas suas duas melhores ondas, contra os 12,77 (6,17 e 6) do brasileiro.

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O surfista de Cascais com o sorriso que o caracteriza e com a garra de um filho do mar”
Fonte: redbull.com

Até à final, Vasco Ribeiro derrotou o brasileiro Deivid Silva nas meias-finais, o japonês Takumi Yasui nos quartos-de-final e o havaiano Joshua Moniz na quarta eliminatória.

Nas meias-finais, Vasco Ribeiro bateu Deivid Silva, ao somar 15,34 pontos (6,67 e 8,67). Já o seu adversário da final Italo Ferreira impediu uma final cem por cento portuguesa, ao bater Tomás Fernandes, cujos 16,50 pontos (9,17 e 7,33) foram insuficientes para seguir em frente e disputar a final com Vasco Ribeiro.

Um mês depois de se ter sagrado campeão europeu de Pro Júniores, Vasco Ribeiro conquistava Ribeira D’Ilhas e o título Mundial de Surf de Juniores, sucedendo, assim, a Gabriel Medina – o actual líder do circuito mundial de Surf e possível campeão mundial.

Em águas portuguesas, o título ficou na prancha de um talento luso.

“Senti-me muito bem, estou muito contente, nem tenho palavras para descrever este momento.” (declarações à Lusa) Fonte: https://www.facebook.com/VascoRibeiroSurf?fref=ts
“Senti-me muito bem, estou muito contente, nem tenho palavras para descrever este momento.” (declarações à Lusa)
Fonte: facebook.com/VascoRibeiroSurf

Será o fim da rotatividade?

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Estamos à entrada do quinto mês de trabalho da presente época e parece que finalmente Lopetegui começa a definir a equipa. Verdadeiramente, não era uma tarefa fácil, uma vez que os egos eram diversos, o plantel novo e muitos jogadores não se conheciam. Todavia, a necessidade de formar uma equipa era urgente tendo em vista os objetivos a que o clube se propunha.

Curiosidamente ou não, o onze era óbvio desde o início, salvo uma outra possibilidade. Dois jogos, duas vitórias, uma coisa em comum, os mesmos jogadores iniciais. Fabiano, Alex Sandro, Danilo, Maicon, Martins Indi, Casemiro, Herrera, Quintero, Brahimi, Tello e Jackson. É notória a ausência de jogadores portugueses! Dos que integram o plantel azul e branco, talvez só Quaresma pudesse discutir o lugar com Tello. Ruben Neves ainda é um miúdo que embora tenha muita qualidade deve jogar apenas alguns jogos, sem nunca esquecer que a principal prioridade é o seu crescimento (Ruben foi distinguido como a revelação do ano, vencendo um Dragão de Ouro). Assim sendo, no onze inicial estariam 3 internacionais brasileiros, 1 internacional holandês, 2 internacionais colombianos e 1 internacional argelino, cuja qualidade é inegável.

O "onze base" do FC Porto  Fonte: FC Porto Vídeos
O “onze base” do FC Porto
Fonte: FC Porto Vídeos

A colocação destas peças em campo permitiu a Lopetegui deixar fluir o seu jogo, pois algumas das lacunas até agora mais discutidas estão a ser diminuídas. Casemiro e Herrera dão apoio aos centrais na primeira fase de construção, diminuindo a possibilidade da “pressão alta” que o Porto tanto tem sofrido ao longo desta época. Herrera, com a função de ser o box-to-box da equipa, procura dar profundidade ofensiva, mas também transportar o jogo desde trás – é considerado o “Di María do meio-campo” e tem subido muito de rendimento. Casemiro talvez seja o jogador mais discutido por todos os espetadores, dado que ainda tem muitas lacunas para serem trabalhadas, mas é sem dúvida o melhor médio defensivo de que o plantel dispõe e por alguma razão foi recentemente convocado para uma das melhores e mais competitivas seleções do mundo.

Brahimi é visto como o grande mágico deste Porto e tem elevado cada vez mais o seu futebol a outro patamar. Já não é só o jogador que encantou na Liga Francesa e na Liga Espanhola (vencendo recentemente o prémio de melhor jogador africano na temporada transata) pelos seus dribles, pelos seus níveis acima da média no confronto 1×1. Brahimi é hoje um jogador de equipa, um jogador que usa as suas mágicas fintas em prol do coletivo, que marca, dá a marcar e distribui jogo. Será possivelmente o melhor jogador em termos de características individuais a atuar no campeonato português.

O colombiano Quintero tem um dom, o dom do último passe – é um número 10 puro, é um craque que começa a ganhar o seu lugar e a espalhar o seu futebol em campo, oferecendo golos, marcando golos, sendo o pilar entre o meio campo e o ataque. Estes dois jogadores, que alternam entre a ala e o meio-campo, são os criativos, os desequilibradores, os mágicos deste Porto versão 2014/2015 e, com o tempo, conhecendo-se cada vez melhor, certamente vão dar muito que falar esta temporada.

Quintero e Brahimi - os doís mágicos no Dragão  Fonte: zerozero.pt
Quintero e Brahimi – os doís mágicos no Dragão
Fonte: zerozero.pt

No ataque, temos também Tello, que vem da cantera do Barça e que possui uma enorme velocidade – deixou o egoísmo que apresentou no início da época (talvez pelo ego de vir do Barcelona) e tornou-se somente o jogador com mais assistências da equipa; e Jackson, que, com toda a sua qualidade, beneficia jogo após jogo de toda a envolvente em seu redor – tanta qualidade junta permite-lhe deter um ótimo registo de golos (recentemente venceu o prémio de melhor desportista do ano no Futebol Clube do Porto).

Na defesa, as laterais pertencem inegavelmente aos 2 internacionais brasileiros – Danilo (recentemente distinguido como o melhor futebolista do ano no reino azul e branco) e Alex Sandro. No centro da defesa, Martins Indi, o internacional holandês, parece ter assegurado o seu lugar no onze, acompanhado por Maicon.

Os próximos jogos irão ditar se a rotatividade acabou (ou pelo menos abrandou). Se assim for, o Porto tem, sem margem para dúvidas, uma equipa para lutar por todas as frentes que ainda disputa e, sobretudo, um plantel que, tendo uma média de idades de 23,8 anos, tem ainda uma margem de progressão enorme. A Taça de Portugal já não é um objetivo para esta época, os qrandes objetivos são obviamente a recuperar o título nacional e elevar o nome do clube na Liga dos Campeões. Só depende da equipa, a qualidade está toda lá. Somos Porto.

Top 10 – Os que me deixam mais entusiasmado

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No início de todas as temporadas há um número de jogadores e treinadores que me deixa bastante intrigado. Nesta lista descrevo o porquê de estes próximos profissionais me deixarem em pulgas com as prestações que se avizinham.

[tps_title]10º Anthony Davis [/tps_title]

anthony davis
Fonte: hdw.eweb4.com

Considerado por muitos o próximo jogador que irá levantar o troféu de MVP – e, segundo os especialistas, poderá até conseguir esse feito ainda este ano. Se bem que o considere muito improvável, o seu crescimento de um ano para o outro também foi, em si, extremamente improvável. Anthony Davis teve uma subida de rendimento absolutamente vertiginosa, e o jogador mais conhecido pela sua cada vez mais mediática “monocelha” é, em teoria, aquele cuja capacidade individual e potencial que mais promete; contudo, nada garante que este seja “o” ano de Davis. Mas podem ter a certeza que estou muito curioso com o que este jogador vai ser fazer este ano. Se estiver saudável é, sem dúvida alguma, um jogador a seguir.

Top 10 – Jogadores que me marcaram

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O futebol é importante mas não é o mais importante das nossas vidas. Por isso, sempre gostei de atletas que, para além de uma inegável qualidade e inteligência dentro das quatro linhas, tivessem outras características singulares que os destacassem. Por isso, esta lista contém alguns casos de fidelidade aos clubes, e outros de dedicação a uma causa. Nem todos os jogadores que escolhi foram desportistas de top mundial, mas não há aqui nenhum que não me tenha marcado profundamente. Esta é a minha selecção dos 10 futebolistas que, de uma forma ou de outra, mais contribuíram para o desenvolvimento do meu gosto pelo desporto-rei. E, tão ou mais importante do que isso, alguns deles fizeram-me ver que é perfeitamente possível ser adepto de futebol e lutar pelas causas em que acreditamos. Agradeço-lhes por isso, e faço-lhes aqui a minha pequena homenagem.

[tps_title]10º Francesco Totti [/tps_title]

totti 10
Fonte: www.ilgiornaledivicenza.it

Um dos jogadores que mais marcaram a minha infância e adolescência. Quando muitos escolhiam caminhos mais fáceis e instantâneos para a glória, Totti manteve-se fiel à Roma, e isso é um exemplo para qualquer jovem. Consta que fora dos relvados não é muito eloquente, mas o facto é que dentro deles atingiu o topo. Com uma técnica soberba, tanto a nível de passe curto e longo, como de remate e livre directo, Totti lê muito bem o jogo, é imprevisível e tem uma boa capacidade para jogar entre linhas. Projectou o clube para um patamar superior e foi claramente um dos melhores do mundo da sua geração. Quando fui a Roma quis comprar uma camisola com o seu nome, mas tive um pequeno desgosto ao saber que a loja do clube estava fechada para férias.

O inadmissível e a actualidade leonina

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a norte de alvalade
Sem surpresa a UEFA rejeitou o protesto apresentado pelo Sporting, relativamente ao jogo com o Schalke 04. Surpresa isso sim, registei na tradução feita pela generalidade dos órgãos de comunicação social, que fizeram, de forma preguiçosa ou reveladora de ignorância, uma transposição literal da palavra inglesa “inadmissible”. Ora o protesto do Sporting não foi considerado inadmissível, no sentido de “intolerável” ou “inaceitável” mas sim rejeitado como inválido, o que é bem diferente. Saúde-se a explicação dada pelo Noé Monteiro, ontem na Antena 1. (ouvir neste link)

Questões de semântica à parte, vinco o sentido de um outro post sobre a matéria: o Sporting fez muito bem em protestar. Era, isso sim, inadmissível que não o fizesse. Mas, insisto, é lamentável que o tenha feito nos termos que o fez. O que UEFA veio dizer é que os regulamentos não prevêem quer a repetição do jogo quer a entrega do valor pedido pelo Sporting. Pior é o Sporting aceitar a troca de um principio – a da reposição da justiça – por um valor monetário qualquer que ele seja, quando pede “a repetição ou o dinheiro.”

A contratação de Sara Moreira e o atletismo
Acabaram por se confirmar os rumores que já circulavam há alguns dias sobre a possibilidade de o Sporting contratar Sara Moreira. Uma excelente noticia que se junta a outras de abandonos já confirmados e de rumores de mais saídas. Provavelmente será melhor esperar mais algum tempo para se perceber qual o sentido das mudanças numa modalidade que outrora já deu tanto ao clube mas que, face à realidade instalada, requer uma profunda reflexão. É verdade que as verbas despendidas pela modalidade não se assemelham ao que se gasta no futebol, mas não é menos verdade que os tempos em que as camisolas do clube são envergadas pelos atletas da modalidade são escassos.

Já se pode estar preocupado com a formação sem ser acusado ou insultado?
A formação é desde há muito tempo um tema caro neste espaço. Infelizmente, tanto agora como no passado, demonstrar preocupação, discordar de determinadas decisões ou até de avaliações de jogadores, é quase sempre entendido como pretexto oportunista para fazer “oposição”. O tempo, como sempre, encarregar-se-á de fazer justiça.

Acontece que a semana foi mais uma vez marcada pela continuação da instabilidade em Alcochete. A época leva pouco mais de 3 meses e o rodopio de treinadores continua. A demissão de Bento Valente deve ser entendida como um verdadeiro tiro no porta-aviões, se atendermos à forma como o seu regresso havia sido anunciado. A par disso os resultados são os que se sabe, com as humilhações consecutivas a nível internacional a contrastarem com os pergaminhos do clube nestes escalões. A saída de Lima não ilude a dúvida sobre a qualidade do plantel de júniores, por exemplo. Qualidade que vem sofrendo erosão consecutiva e foi a qualidade, como sempre, que fez a formação do Sporting deter o estatuto que detém. Estatuto que não nasceu ontem, mas que pode acabar amanhã se as decisões certas não forem tomadas. Construir leva tempo, implodir não.

Virgílio é o nome no centro do furacão. Tido pelo presidente como o “o homem que respira futebol” e a quem foi entregue o poder (e o fardo) de tudo decidir em Alcochete, vem acumulando uma série de decisões altamente questionáveis. Despedir treinadores com a época a começar ou com poucas jornadas decorridas é pelo menos sinal de mau planeamento. Tenho também muitas dúvidas que a preferência por nomes de Sportinguismo inquestionável como Barão ou Venâncio, mas sem nada que se recomende no curriculum, sejam as medidas correctas. Aliás, tal como os seus ex-companheiros, além do passado em comum, registam também em comum quase duas décadas de afastamento quase total do futebol, quer profissional quer de formação.

As noticias às pinguinhas sobre a auditoria
Começou por se saber que o clube iria processar ex-dirigentes e profissionais, o que já parece estar em curso. No fim-de-semana “soube-se” que Gomes Pereira gastava muito dinheiro em medicamentos, o que o antigo responsável pelo departamento clínico veio agora desmentir. Não sei a quem interessa este tipo procedimento, o Sporting não ganha nada com tipo de exposição.

Sobre este tema chamaria à atenção o que se vem passando no Barcelona, cujas feridas das acções intentadas contra ex-dirigentes dividiram profundamente o clube e custarão muito mais do que este alguma vez receberá. Isto se alguma vez receber alguma coisa, uma vez que as acções movidas a ex-dirigentes foram recentemente rejeitadas judicialmente, mas as suas consequências ainda permanecerão por tempo indeterminado.

A propósito deste tema dizia ontem o conhecido jornalista espanhol Martin Perenau:

1.- Sandro Rosell, el más votado de la historia, pudo ser el presidente de la concordia en el Barça, pero eligió gobernar desde el rencor.

2.- Rosell heredó el mejor equipo de siempre, un gran entrenador, una Masia bien dirigida y una metodología y modelo de juego irrefutables.

3.- Rosell también recibió una herencia mala. Heredó problemas de gestión, carencias, errores y defectos.

4.- Rosell pudo ser magnánimo: perfeccionar la herencia buena, hacerla suya y aprovechar los réditos. Y limpiar y corregir la herencia mala.

5.- Sandro Rosell optó por el rencor como guía y norte de su mandato. Hoy, es un fantasma errante porque el rencor nunca construye nada.

Quem sabe nós pudéssemos aprender alguma coisa com isto.