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A explosão é uma questão de tempo

A Liga Inglesa é, geralmente, a liga que gasta mais dinheiro todos os anos, no entanto, foi a espanhola que liderou essa estatística no último mercado de transferências, muito graças às possibilidades financeiras e políticas de contratações do Real Madrid CF, do FC Barcelona e este ano especialmente do Club Atlético de Madrid.

A Premier League é conhecida como a liga mais competitiva do mundo e, discutivelmente, a melhor que existe. A intensidade é altíssima e o último lugar pode surpreender o primeiro, e fazer um brilharete… Com a exceção desta época que o Liverpool FC se apresenta dominante, apenas com um empate e o resto vitórias.

Fonte: Liverpool FC

As equipas do top 6: Liverpool FC, Manchester City FC, Chelsea FC, Tottenham FC, Manchester United FC e Arsenal FC são as que mais contribuem para os gastos no mercado e são também as que incentivam o adepto a acompanhar fervorosamente a liga. É natural aquela emoção quando ocorre uma transferência sonante, depois imagina-se o jogador com a camisola do clube e a maneira como poderá encaixar na equipa e espera-se, ansiosamente, pelo primeiro jogo. Este ano, a liga perdeu jogadores de qualidade, como Eden Hazard, no entanto, como é habitual, ganhou outros e os mais entusiasmantes são os craques que prometem ficar por muito tempo a demonstrar qualidade naquele campeonato.

Cada vez mais se podem encaixar outras equipas nestas contas, porque há conjuntos que têm atrapalhado a vida de várias equipas do top 6. A mais elucidativa é o Leicester, que se encontra na segunda posição da tabela classificativa e promete lutar até ao fim por esse posto. Tal como o Wolverhampton, representado por uma série de portugueses, incluindo o treinador Nuno Espírito Santo.

A Premier League conta novamente com jogadores em margem de progressão e em período de adaptação. Agora, na abertura do mercado de inverno, o Bola na Rede analisou os reforços mais sonantes da Premier League até ao momento e os que têm tido o melhor rendimento.

O Manchester City e o Liverpool partiram como favoritos no campeonato, de acordo com as indicações dadas na época passada. O Liverpool contratou apenas um guarda-redes para o caso de Alisson se lesionar, como aconteceu, e Adrián foi crucial na defesa do penálti que deu a vitória da Supertaça Inglesa ao Liverpool.

O Manchester City investiu forte com as transferências de Rodri, João Cancelo e Angeliño e apresenta um banco recheado de milhões, com várias lacunas defensivas presentes.

Fonte: Chelsea FC

O Chelsea teve o ‘transfer ban’, o que impossibilitou a compra de jogadores no mercado, à exceção de Pulisic que já tinha sido contratado em janeiro do outro ano. Nota para o trabalho realizado com os jovens emprestados e que se têm assumido como cruciais no clube, como é o caso de Abraham, Mount, Reece James e Tomori.

O Tottenham apostou forte no mercado com a contratação de Ndombélé, Lo Celso e Sessegnon. Com o despedimento de Pochettino e entrada de Mourinho pelo meio, ainda nenhum dos reforços demonstrou aquilo que realmente vale, embora Ndombélé já tenha mostrado indicações de qualidade.

No Arsenal, o investimento feito apenas em Pépé já foi exuberante, embora a qualidade seja inegável. Finalmente, agora com Arteta, já se nota mais motivação e vontade da equipa. David Luiz parece mais seguro e confiante, Ceballos recupera de lesão, mas poderá aparecer para ficar no onze, enquanto Martinelli tem uma enorme margem de progressão. Resta ainda saber o que podem fazer os reforços Saliba e Tierney, ainda com reduzidos minutos de jogo.

Para finalizar o top 6, surge o Manchester United, que apostou forte na contratação de três jogadores: Bissaka, Maguire e James. O primeiro é um monstro a nível defensivo e tem sido um dos jogadores mais importantes da equipa. Maguire parece inseguro e uns furos bem abaixo do que jogava no Leicester. Já James é um jogador veloz e desequilibrador, contudo, escasso para os objetivos do Man. United.

É inegável falar do Leicester, que se encontra em 2º lugar, à frente do Man. City e com um futebol bem atrativo. As adições de Praet e Ayoze Pérez juntaram soluções criteriosas ao processo ofensivo dos foxes.

Já o Wolves de Nuno Espírito Santo contratou Cutrone por empréstimo, ainda pouco utilizado, além dos portugueses Bruno Jordão e Pedro Neto (este opção regular).

Do resto dos clubes, espera-se a explosão de Haller no West Ham e ocorre a desilusão de Moise Kean no Everton.

Atualmente, decorre o mercado de inverno e o Liverpool é a equipa que saiu vencedora até ao momento, com a contratação de Minamino, proveniente do Salzburgo, por uma quantia a rondar os oito milhões de euros.  Vai fazer furor.

Foto de Capa: Arsenal FC

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Jogadores que Admiro #105 – Andrea Belotti

Andrea Belotti é um dos jogadores que mais me tem surpreendido, especialmente esta época. Quem não o conhece que veja um jogo do Torino FC. É o capitão e o jogador mais diferenciado da equipa. Não só pelos golos, mas também pelo que trabalha dentro das quatro linhas. A consistência demonstrada ao longo dos anos, adivinham-lhe um futuro risonho.

Apesar do relativo sucesso com que lida atualmente, não teve um trajeto futebolístico como a maioria dos jogadores da atualidade. Não teve formação em nenhum clube, dito grande, do futebol transalpino, tendo ingressado apenas aos 19 anos no Palermo (2013), oriundo do UC Albino Leffe (que milita na Serie C). Dois anos depois, deu o salto para o Toro, onde se mantém até hoje.

A nível físico, é um autêntico “Panzer”. Para além da sua estatura (1,81m), que lhe permite combater com os mais temíveis defesas da Serie A, apresenta uma robustez corporal como poucos. É o tipo de avançado, cujo estilo tanto se adapta a uma equipa mais modesta (como o Torino, atualmente), ou a um conjunto que lute por outro tipo de objetivos. Gosto de lhe chamar, “o ponta de lança híbrido”, porque consegue jogar de forma tão eficaz em ataque organizado, como em transições rápidas.

No campo da estratégia, impressiona pela inteligência nos seus movimentos. Com ou sem bola, quer seja no processo defensivo ou ofensivo, é, acima de tudo, um jogador de equipa. Preferencialmente, atua como único jogador no centro de ataque, uma vez que o seu raio de ação é enorme, e é capaz de dar conta do recado sozinho.

Aos 26 anos, atingiu a maturidade necessária para poder abraçar projetos mais ambiciosos
Fonte: Torino FC

Tecnicamente, não é propriamente vistoso em cada toque, mas também não é “tosco”. De processos simples e sem grandes “rodriguinhos”, vai mantendo o emblema da cidade de Turim afastado dos lugares perigosos. Os momentos que mais chamam à atenção do adepto comum são, sem dúvida, a potência em cada remate, e os golos acrobáticos, de deixar qualquer um, boquiaberto.

Posteriormente, tem uma característica rara, nos dias que correm: a lealdade (até ver). São inúmeras as declarações de amor que já fez ao Torino, deixando-me a mim e aos adeptos rivais em desespero. Com todo o respeito pelo clube que representa, o ultimamente titular da squadra azzurra, tem asas para outros voos.

Em Itália, seria, de caras, titular em qualquer equipa que escolhesse. Podia ser o “matador” que falta em Nápoles, ou até, quem sabe, o “Benzema” de Cristiano Ronaldo na Juventus (apesar de ser menos provável a ida para o eterno rival). Tão bem que encaixava no Atlético, de Simeone, ou no Chelsea de Lampard… Mas, por agora, resta-nos apreciar Belotti no Torino FC e na seleção italiana. Reitero, é, principalmente, por este homem-golo/ponta de lança trabalhador, que os jogos do Il Toro ganham outra dimensão.

Foto de Capa: Torino FC

Artigo revisto por Joana Mendes

Antevisão FC Porto x Varzim SC: Não subestimar os Lobos do Mar

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CAMINHAR SEM PERCALÇOS

Depois da vitória em Moreira de Cónegos, segue-se agora uma nova etapa na caminhada do FC Porto na Taça de Portugal. O adversário é o Varzim SC, quinto classificado da Segunda Liga, mas todo o cuidado é pouco, pois, na história da Prova Rainha, já houve muitos tomba-gigantes.

Os dragões chegam a esta partida depois de terem eliminado SC Coimbrões, Vitória FC e CD Santa Clara, mas os poveiros serão o primeiro adversário do segundo escalão que os portistas enfrentam na competição. Já os homens de Paulo Alves vêm de uma caminhada longa na prova, com vitórias sobre o Caldas SC, o Estoril Praia, o GS Loures e o Anadia. É a primeira vez na prova que vão encontrar uma equipa do escalão acima, e logo no Estádio do Dragão.

O FC PORTO É FAVORITO A SEGUIR EM FRENTE NA TAÇA FRENTE AO VARZIM SC. SE ACREDITAS NA VERDADEIRA FESTA DA TAÇA E NUM JOGO COM MAIS DE 3.5 GOLOS, APROVEITA JÁ A ODD DE 1.90 DA BET.PT

Mais do que um desejo, a Taça de Portugal é um objetivo para os azuis e brancos, que, na época passada, deixaram fugir o título, nas grandes penalidades, para o Sporting CP. Os dragões devem fazer algumas mexidas na equipa, a começar por Corona, que foi expulso no encontro diante do Moreirense FC. No boletim clínico dos dragões, estão Pepe, que é certo que não vai a jogo amanhã, e Nakajima, que, com um hematoma na perna direita, é baixa para esta eliminatória da Prova Rainha. Fora do boletim clínico está Zé Luís, recuperado de uma inflamação no joelho, estando assim disponível para integrar as escolhas de Sérgio Conceição.

Do outro lado, vão estar uns lobos do mar ambiciosos, à procura de fazer a “gracinha” em pleno Dragão.

COMO JOGARÁ O VARZIM SC?

O Varzim perdeu, neste fim-de-semana, contra o Académico de Viseu, mas é de salientar que, antes deste jogo, os poveiros vinham de uma série de seis jogos sem perder para o campeonato. Paulo Alves deve apresentar um onze inicial na máxima força, dentro do possível, para tentar vencer o FC Porto. Luís Pedro não poderá alinhar contra os dragões, visto que foi expulso no jogo diante do Académico de Viseu.

O treinador deve optar pelo habitual 4-3-3. Ismael Lekbab deve assumir a baliza poveira. A defesa deve ser composta por João Amorim, Tiago Cerveira, Hugo Gomes e Alan Henrique. No meio-campo, Cristophe Nduwarugira, Rui Moreira deverão alinhar, com Caetano a médio ofensivo. Por fim, Levi Lumeka, Leonardo Ruiz e Frederic Maciel deverão constituir o trio atacante do Varzim SC.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Varzim SC

Leonardo Ruiz – O ponta de lança colombiano passou pelas camadas jovens do FC Porto e, quem assistia aos seus jogos, pode vislumbrar a qualidade do avançado do Varzim. Ruiz traz na bagagem 9 golos em 12 jogos pelos Lobos do Mar na Segunda Liga.

      XI PROVÁVEL

4-3-3: Ismal Lekbab; João Amorim, Tiago Cerveira, Hugo Gomes, Alan Henrique; Cristophe Nduwarugira, Rui Moreira, Caetano;  Levi Lumeka, Leonardo Ruiz, Frederic Maciel.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

O FC Porto joga com o SC Braga, na sexta-feira, por isso Sérgio Conceição deve fazer alguma gestão do plantel. Luis Díaz e Zé Luís são esperados no onze, no jogo onde Vítor Ferreira se poderá estrear na equipa principal.

            JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Bola na Rede

Luis Díaz – Sempre que tem entrado a partir do banco, tem mexido com a partida. Em Moreira de Cónegos não foi exceção e acabou mesmo por assinar um golo.

 XI PROVÁVEL

4-4-2: Diogo Costa, Alex Telles, Diogo Leite, Mbemba, Manafá; Loum, Baró, Luis Díaz e Otávio; Zé Luís e Fábio Silva.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Bruno Guimarães: O homem que se segue?

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Depois da sonante contratação de Julian Weigl, o SL Benfica ataca agora o médio brasileiro de 22 anos Bruno Guimarães, pertencente aos quadros do Club Athletico Paranaense.

Olhando para o plantel do Benfica, numa perspetiva meramente quantitativa, o meio campo não nos parece uma das zonas mais necessitadas de reforços. No entanto, analisando de forma mais objetiva: Fejsa e Gedson parecem estar de saída, Samaris não tem lugar garantido no plantel, Weigl e Florentino encaixam nas características típicas de um número 6, de cariz mais defensivo. Sobram Gabriel e Taarabt como médios mais “ofensivos” (não incluindo Chiquinho nesta contabilização).

O brasileiro é um jogador extremamente importante nas dinâmicas impostas por Bruno Lage. Gabriel contribui muito do ponto de vista defensivo e é capaz de contribuir ofensivamente para a equipa. Contudo, esta construção foca-se muito nos passes longos e nas aberturas nas alas, limitando assim um pouco a criatividade do meio campo encarnado.

Já Taarabt é um jogador mais dinâmico, capaz de transportar o esférico com qualidade e realizar mais passes de rotura que encontrem jogadores entre linhas. No plantel do SL Benfica não existe qualquer outro jogador que disponha destas características, o que prejudica bastante a equipa encarnada nos períodos ou jogos de ausência do camisola 49 (por exemplo no jogo frente ao Desportivo das Aves, onde a ausência de Taarabt foi sentida).

É precisamente aqui que entra Bruno Guimarães. As características do médio brasileiro vão ao encontro das características de Adel Taarabt.

É com a bola dominada que Bruno Guimarães mais se destaca. O médio de 22 anos, que foi eleito o melhor na sua posição no Campeonato Brasileiro, demonstrou uma enorme qualidade de passe. Tanto em passes curtos (88%) como em passes longos (77%), Bruno Guimarães tem elevadíssimas taxas de conversão.

Mais do que realizar a ação de forma correta, o camisola 39 do Club Athlético Paranaense demonstra ter uma grande capacidade de decisão e compreensão do jogo. Bruno Guimarães alia na perfeição a tomada de decisão à execução.

No momento de transição ofensiva, demonstra ter muita capacidade e critério no transporte de bola, tendo qualidade suficiente para ultrapassar os adversários em drible, mas está sempre atento às desmarcações dos colegas. É um jogador que joga sempre “de cabeça levantada”. Tem também alguma capacidade de chegada à área.

Bruno Guimarães realizou uma grande época ao serviço do Club Athletico Paranaense, onde venceu a Copa do Brasil
Fonte: CA Paranaense

Bruno Guimarães é um atleta com um toque de bola refinado e diferenciado. A qualidade que tem na receção e na execução em espaços curtos permitem ao jogador demonstrar uma enorme classe e uma facilidade de execução quase arrogante para o comum mortal. O que o atleta tem vindo a fazer na Arena da Baixada assemelha-se ao que Frenkie de Jong fez ao serviço do Ajax e agora do FC Barcelona. As dinâmicas e características são semelhantes, e a qualidade abunda em ambos os jogadores.

Defensivamente, o internacional sub-23 brasileiro tem igualmente alguns argumentos. A sua noção de posicionamento defensivo é já bastante elevada face a média de um jogador do Brasileirão. Estatisticamente falando, Bruno Guimarães realiza uma interceção e perto de dois desarmes por jogo. Estes são números interessantes e que podem vir a ser trabalhados por Bruno Lage, tal como aconteceu com Taarabt.

A boa forma física e a sua “infindável” resistência permitem ao brasileiro ter um elevado índice de trabalho, tanto ofensivamente como defensivamente. Esta é uma característica fundamental nas dinâmicas de jogo de Bruno Lage, que exige sempre muito esforço no “miolo”.

Para mim, um grande jogador não é aquele que é capaz de driblar toda uma equipa, ou aquele que coloca uma bola no ângulo com um fantástico remate, ou aquele que realiza um corte de carrinho em cima da linha. Um grande jogador é aquele que tem capacidade para fazer tudo o que listei acima, mas que sobretudo faz parecer as tarefas básicas do jogo apenas ações triviais.

É exatamente isto que sinto quando vejo Bruno Guimarães atuar. O jogador coloca o adepto num raro estado de calma constante, pois sabemos que aquele passe de 40 metros irá cair no pé do seu colega com a mesma suavidade que iria se ele estivesse mesmo ao seu lado.

É certo que comete erros, mas a sua qualidade não engana ninguém. Em Portugal seria, sem dúvida alguma, um dos melhores jogadores.

O atleta parece já estar convencido e desejoso de vestir o manto sagrado. No entanto, falta o mais difícil: convencer o clube a libertar o ativo.

Mário Petraglia, atual presidente do clube do rubro-negro, permanece irredutível no preço de 30 milhões de euros. O SL Benfica, que deseja muito a chegada do jogador, tenta negociar a vinda do brasileiro por 20 milhões mais uma pequena percentagem do passe que permaneceria com o clube do Paraná.

Ainda não há fumo branco à vista.

Foto de capa: CA Paranaense

Artigo revisto por Joana Mendes

MotoGP: Um pequeno review da temporada de 2019

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Ainda estamos longe de março, altura em que começa, oficialmente, a temporada 2020 do mundial de motociclismo. Mas acreditamos que é importante fazer um pequeno review sobre o que se passou em 2019.

Marc Márquez dominou toda a época, mas sem um oponente direto e à sua altura. Por essa razão, o piloto espanhol poderia ser facilmente o escolhido para piloto do ano, mas essa distinção leva-a Fabio Quartararo, juntamente com o título de surpresa da temporada.

O francês, de apenas 20 anos, estreou-se na categoria rainha do mundial na temporada de 2019 e contrariou até a melhor previsão para a sua prestação. Aos comandos da Petronas Yamaha SRT, Quartararo conquistou seis pole positions e sete pódios – sendo que em muitos deles, esteve perto da vitória.

Márquez, por sua vez, teve uma das temporadas mais consistentes da sua carreira. O espanhol foi inteligente e aprendeu a gerir momentos de maior tensão, ou corridas em que não tinha moto suficiente para lutar com os rivais diretos. Em 2019, o espanhol venceu 12 das 19 provas do campeonato.

A vitória escapou-lhe, por exemplo, logo na primeira prova do ano no Qatar, seguido do Grande Prémio de Austin – onde cometeu o único erro da temporada ao perder o controlo da mota quando liderava isolado. Também no Grande Prémio de Assen, Márquez não conseguiu ser superior a Maverick Viñales, que terminou a corrida com mais de quatro segundos de avanço sobre Márquez.

Seguiu-se o Grande Prémio da Áustria onde foi Andrea Dovizioso a roubar-lhe a vitória; em Silverstone foi a vez de Alex Rins ser mais forte que o homem da Honda; já em Mugello assistimos ao momento do ano com a vitória de Danilo Petrucci.

Em Mugello, a Ducati foi rainha
Fonte: Ducati

Se há uns anos, víamos Márquez a levar a sua Honda e também a sua vida ao limite para conquistar o primeiro lugar, em 2019, o espanhol preferiu jogar pelo seguro e ir conquistando pontos em todas as provas ao invés de puxar tanto pelos galões e acabar na gravilha. Às vezes, parecia que estava a jogar xadrez e na última volta fazia xeque-mate ao adversário ou contentava-se, apenas, com o segundo lugar.

SC Braga 2-1 CD Tondela: Paulinho fez de justiceiro

A CRÓNICA: INSISTIR ATÉ ENTRAR

O SC Braga entrou por cima e assim se manteve durante todo o encontro, encostando o CD Tondela à sua área defensiva e tomando total controlo da posse de bola. No entanto, esse domínio não se ia traduzindo em oportunidades. E, seguindo o famoso apanágio, uma perda de bola despropositada de Bruno Viana ofereceu a Murillo a possibilidade de inaugurar o marcador pouco depois da meia hora. Em desvantagem, o Braga acusou a pressão e esteve até perto de ceder novo golo, mas o Tondela não conseguiu aproveitar.

Para o segundo tempo, o Braga trocou dois homens, mas manteve-se fiel à ideia de jogo e foi criando perigo instalado no meio-campo adversário. Com o Tondela a já recorrer a artimanhas para perder tempo e o golo a não aparecer, os bracarenses começavam a desesperar, mas, aos 79’, finalmente Paulinho deu o melhor seguimento a um cruzamento da esquerda e igualou o encontro. Animado por finalmente encontrar forma de contornar Claudio Ramos, o conjunto da casa mostrou renovada vivacidade e velocidade e os espaços começaram a aparecer na defesa do Tondela. No primeiro minuto da compensação, finalmente surgiu a reviravolta. O inevitável Paulinho selou o destino do encontro com uma recarga após Wilson ter respondido a assistência de Esgaio com um cabeceamento à barra. Nem a longa espera pela confirmação pelo VAR de que era mesmo golo temperou os ânimos na Pedreira, que vê assim este novo Braga vitorioso na sua estreia em casa às mãos do novo comandante.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Paulinho – O avançado apareceu no momento certo para dar a volta a um jogo difícil. Muito trabalhador como habitual, deu muito que fazer aos centrais do Tondela e acabou por se fazer valer do desgaste acrescido do adversário para levar a melhor na reta final da partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga

Anti-jogo do Tondela – É comum e não choca que uma equipa a ganhar contra um favorito acabe por recorrer a algumas formas de queimar tempo, mas que o Tondela o tenha feito de forma tão vistosa e começando a tanto tempo do fim do encontro dá uma má imagem da equipa visitante.

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Apresentando-se no 3-5-2 que o novo treinador Ruben Amorim pretende implementar, a equipa da casa demonstrou, ainda assim, muitos vícios do seu estilo anterior, com um futebol muito mastigado e um excesso de cruzamentos. Os três centrais mostraram-se inseguros, não dando o conforto que seria de esperar, mas o treinador mostrou-se assertivo na abordagem às substituições, mexendo bem e corrigindo os elementos que estavam em sub-rendimento e encontrando novas soluções para resolver um problema que se mostrava bicudo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Esgaio (7)

Tormena (5)

Raul (5)

Bruno Viana (4)

Palhinha (5)

Fransérgio (5)

Murilo (3)

Trincão (5)

Paulinho (8)

Ricardo Horta (5)

SUBS UTILIZADOS

André Horta (6)

Galeno (6)

Wilson Eduardo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Fechado na defesa durante todo o encontro, o Tondela cerrou a muralha defensiva num 5-4-1 com apenas um homem móvel na frente, ainda assim o suficiente para intranquilizar os centrais minhotos. A equipa cumpriu de forma muito positiva durante quase todo o encontro a sua missão de sobreviver aos ataques do Braga, mas acabou por sucumbir ao poderio arsenalista. Nota negativa para a troca de Filipe Ferreira por João Reis nos últimos instantes. O primeiro estava a ser um dos melhores da equipa e o seu substituto acabou por se mostrar incapaz de conter as iniciativas de Esgaio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Claudio Ramos (7)

Moufi (5)

Yohan Tavares (6)

Bruno Wilson (6)

Ricardo Alves (6)

Filipe Ferreira (7)

Pité (5)

Pepelu (5)

Xavier (5)

Jhon Murillo (7)

Denilson (6)

SUBS UTILIZADOS

Toro (6)

João Pedro (6)

João Reis (3)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: Sendo o primeiro jogo em casa depois da troca de treinador, pensa que os jogadores também se sentiram algo afetados a nível psicológico e daí a maior propensão para alguns erros e passes falhados que fomos vendo durante o jogo.

Ruben Amorim: Isso tem tudo a ver com a pressão de vencer. Realmente, jogar em casa cria uma pressão adicional aos jogadores, há que aceitá-lo naturalmente. Eu gosto, é o síndrome de clube grande. Eu conheci muitos jogadores que fora de casa estavam mais confortáveis.

Senti isso hoje, os adeptos estavam impacientes, os jogadores começam a ficar impacientes, mas eu gostei da forma como eles continuaram mesmo depois dos assobios, com os passes laterais, que por vezes irrita alguns adeptos. Mesmo na segunda parte, os adeptos pediam por certos cruzamentos, certos passes mais arriscados e eu acho que não é por aí e, portanto, eles têm de fazer aquilo que o treinador manda, têm de aguentar os assobios. Os adeptos do Braga são exigentes e eles têm de viver com isso.

Mas, respondendo à sua pergunta, claramente acho que se sentiu alguma instabilidade, digamos assim. Mais no início que no fim do jogo.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 4-5 SL Benfica: Terceira Taça da Liga para águias

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A CRÓNICA: JOGO ÉPICO CONSAGRA SL BENFICA

Os minutos iniciais ficaram marcados por uma grande ocasião para o SL Benfica, mas Fernandinho desperdiçou. Como se costuma dizer “quem não marca sofre” e foi precisamente isso que ocorreu, com Fernando Cardinal a finalizar com sucesso ainda nos dois minutos iniciais e a colocar o Sporting CP na frente do marcador (1-0).

Nos minutos que se seguiram, destacam-se os sucessivos remates dos encarnados, sempre com intervenções de qualidade e seguras quando era chamado a defender, mas sem grandes sobressaltos. Num lance rápido de contra-ataque, conduzido superiormente por Diego Roncaglio, guarda-redes do Benfica, mas muito bom com os pés, permitiu criar um desequilíbrio e uma finalização de Roncaglio.

Mas no melhor pano cai a nódoa e menos de meio minuto depois, o guardião brasileiro teve uma péssima receção de bola e ofereceu um golo de bandeja a Deo, que à segunda não perdoou e voltou a colocar a equipa leonina na liderança. Para os últimos três minutos, os verde e brancos atingiram a sua quinta falta e ficaram assim impossibilitados de fazer mais alguma falta, sob pena de essa se transformar num livre direto de dez metros sem barreira, algo que acabou não acontecer.

Nos últimos segundos da primeira metade, eis que surge o empate no marcador. Jogada de envolvimento com um desvio oportuno de Fernandinho, após um remate de longa distância de Robinho, adensando ainda mais a incerteza no marcador com o placar no interregno a mostrar 2-2 e a prometer um grande espetáculo no segundo parcial. Estatisticamente, o resultado ao intervalo é claramente justificado, dada a grande semelhança em termos de remates (24-21 para o Benfica).

A segunda metade ia decorrendo sem grandes situações de perigo, contudo, bastou um lance de golo devidamente aproveitado por André Coelho para agitar o jogo por completo. Completamente esquecido na área adversária, o ala encarnado aproveitou para concretizar uma finalização fácil.

A reação leonina dificilmente podia ter sido melhor, com um golo de Guitta, guardião dos Leões que decidiu “imitar” o seu homólogo benfiquista com um golo tirado a papel químico menos de meio minuto depois. Desta feita, foi o Benfica que ficou “tapado” por faltas a cerca de seis minutos para o final.

A menos de quatro minutos do fim uma boa iniciativa do capitão Bruno Coelho permitiu isolar Chaguinha, que teve a frieza necessária para marcar e devolver a vantagem aos encarnados. Quando se esperava uma reação forte do Sporting eis que surge um erro de todo o tamanho de Guitta, entregando a bola ao pivô Fits que assistiu Robinho para o 5-3 e dando uma vantagem inédita de dois golos.

Já com Alex Merlim na quadra, o guarda-redes avançado ainda reduziu com um remate exterior, mas já não conseguiu evitar a vitória do rival na Taça da Liga 2019/20. Uma conquista fantástica do SL Benfica, tendo em conta o jogo épico que foi, certamente um dos jogos mais emotivos e com mais qualidade no mundo inteiro!

A FIGURA

Fonte: SL Benfica – Modalidades

Grande intensidade de jogo – Foi um dos derbies mais intensos, disputados e emotivos dos últimos tempos. Houve de tudo um pouco, e tudo contribuiu para um espetáculo digno de uma final, entre duas das equipas mais fortes do mundo.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Guitta – É muito ingrato destacar aqui um guarda-redes que, tal como Diego Roncaglio, marcou um golo e realizou uma exibição positiva. No entanto, o momento decisivo surgiu quando uma grande distração do brasileiro permitiu ao Benfica o tento que viria a revelar-se decisivo. Roncaglio também errou, mas o erro não foi tão decisivo como o de Guitta.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O esquema tático de Nuno Dias era o mais acertado, mas hoje ganhou quem errou menos, foi essa a grande diferença no jogo de hoje e nos minutos finais arriscou tudo para tentar o prolongamento, mas já não foi a tempo.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (6)

João Matos (7)

Alex (7)

Alex Merlim (7)

Cardinal (8)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (5)

Erick Mendonça (6)

Taynan da Silva (7)

Pauleta (6)

Deo (7)

Pany Varela (7)

Rocha (7)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A estratégia montada por Joel Rocha resultou em pleno, aproveitando também algum desacerto do adversário, mas mais uma taça para o currículo do treinador encarnado.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Diego Roncaglio (6)

André Coelho (8)

Chaguinha (8)

Robinho (8)

Fernandinho (8)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Cecílio (6)

Tiago Brito (7)

Bruno Coelho (8)

Rafael Hemni (7)

Miguel Ângelo (6)

Fits (7)

Foto de Capa: SL Benfica – Modalidades

artigo revisto por: Ana Ferreira

AS Roma 1-2 Juventus FC: Triunfo devolve o primeiro lugar

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A CRÓNICA: JOGO INTENSO E MUITO TÁTICO

A Juventus pretendia aproveitar o deslize do Inter para se isolar no primeiro lugar da Serie A, e entrou em campo praticamente a ganhar. Aos 3’ minutos, falta sobre Cristiano Ronaldo no meio campo defensivo da Roma. Na cobrança do livre, Dybala descobriu Demiral ao segundo poste, que atirou para o fundo das redes. Demiral acabou por sair lesionado ao minuto 19’, quando estava a concretizar uma exibição de alto calibre. Aos 9’ minutos, Veretout derruba Dybala na grande área da equipa romana e Cristiano Ronaldo não desperdiçou na marca dos 11 metros. Na primeira parte, após um grande começo de jogo, a Juventus limitou-se a gerir o resultado. A jogada de maior perigo da Roma surgiu de um remate de Pellegrini, que em boa posição para marcar, rematou contra o corpo de Rabiot, que se encontrava perto da linha de golo.

No segundo tempo, os primeiros 20 minutos foram muito equilibrados, mas com raras ocasiões de golo. Ambas as equipas construíram jogadas de pouco perigo, com a bola muito disputada a meio campo e com vários duelos individuais. Aos 65’ minutos, a Roma envia uma bola ao poste esquerdo de Szczesny, por intermédio de um remate de Dzeko, e na sequência do lance, a bola bate contra o braço de Alex Sandro, provocando penálti. Perotti não desperdiçou, e colocou o marcador em 1-2. Higuaín, aos 79’ minutos ainda colocou a bola dentro da baliza romana após passe de Ronaldo, mas o argentino estava em posição irregular.

A Juventus termina assim a 19ª jornada em primeiro lugar do campeonato, com mais dois pontos que o Inter, segundo classificado. A Roma de Paulo Fonseca ocupa a quinta posição da tabela classificativa, em igualdade pontual com a Atalanta, que está em quarto lugar.

A FIGURA

Fonte: Champions League

Paulo Dybala – Embora tenha sido substituído aos 69’ minutos por opção técnica, fez uma exibição consistente. Um primeiro tempo de muita qualidade, com o ataque da equipa de Turim a passar sempre pelos seus pés e, posteriormente, uma segunda parte mais apagada. O avançado argentino teve influência direta no marcador, fazendo a assistência para o golo de Demiral e sofrido a falta que desencadeou o golo de penálti por intermédio de Cristiano Ronaldo. Ainda uma menção honrosa para Demiral, que estava a fazer uma exibição perfeita até ao momento da sua lesão, aos 19’ minutos, acabando por ser substituído.

O FORA DE JOGO

Fonte: AS Roma

Jordan Veretout – O médio centro francês passou “ao lado” do jogo, acabando por ser substituído no decorrer da segunda parte. Falta de participação no jogo, algumas más decisões e um erro que provocou o segundo golo da Juventus marcaram a sua exibição. Numa fase inicial da partida, derrubou Dybala, provocando o penálti que colocou o adversário a vencer por dois golos de vantagem antes dos 10’ minutos de jogo, colocando a Roma numa posição muito frágil logo no começo da partida.

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

A Roma já perdia por duas bolas a zero aos dez minutos, o que obrigou desde cedo Paulo Fonseca a alterar os planos iniciais. O técnico luso apostou num 4-2-3-1, com Veretout e Diawara como médios mais recuados, e Pellegrini a dar mais apoio ao ataque. Na construção de jogo, Diawara recuava, juntando-se aos defesas centrais, formando uma linha de três jogadores na construção de jogo. Com a entrada de Cristante, a Roma balanceou-se mais para o ataque, com o centro campista a pautar a construção de jogo da “equipa da capital”.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pau López (6)

Alessandro Florenzi (6)

Gianluca Mancini (7)

Chris Smalling (6)

Alekandar Kolarov (6)

Amadou Diawara (6)

Jordan Veretout (4)

Lorenzo Pellegrini (5)

Nicolò Zaniolo (5)

Diego Perotti (7)

Edin Dzeko (7)

Subs utilizados

Cengiz Under (5)

Bryan Cristante (6)

Nikola Kalinic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

A Juventus apostou num esquema tático de 4-4-2 formando um losango fechado no meio campo. A linha de meio campo foi constituída por quatro médios interiores, com Pjanic a cumprir missões mais defensivas, abrindo espaços para a subida dos defesas laterais. Os dois avançados, Ronaldo e Dybala, realizavam movimentos para as alas, abrindo espaço no meio para a entrada de um dos médios, normalmente Ramsey. A equipa de Turim mostrou-se taticamente muito bem organizada, destacando-se um meio campo muito coeso. A partir das entradas de Higuaín e Danilo, o sistema tático mudou para 4-3-3. Cuadrado passou a jogar em terrenos mais atacantes na ala direita, potenciando o contra-ataque, Higuaín funcionou como ponta de lança mais fixo e Ronaldo encostou na ala esquerda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (7)

Juan Cuadrado (5)

Merih Demiral (7)

Leonardo Bonucci (6)

Alex Sandro (5)

Adrien Rabiot (7)

Miralem Pjanic (6)

Blaise Matuidi(6)

Aaron Ramsey (6)

Paulo Dybala (7)

Cristiano Ronaldo (7)

Subs utilizados

Matthijs de Ligt (7)

Gonzalo Higuaín (5)

Danilo (-)

Foto de Capa: Juventus FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sérvia conquista ATP Cup

2020 trouxe consigo um novo torneio entre países. Coube à Austrália acolher esta primeira edição da ATP Cup que chegou hoje ao fim.

No total, participaram 24 nações, mas só duas conseguiram chegar à grande final. A Sérvia e a Espanha acabaram por se superiorizar face aos seus adversários e enfrentaram-se no jogo do título. Vamos então recordar o percurso de ambas as seleções na competição:

SÉRVIA

Fase de grupos: 1.º classificado do Grupo A (Três jogos – Três vitórias)

Quartos de final:  Sérvia 3-0 Canadá

Meia-Final: Sérvia 3-0 Rússia

A Sérvia apresentou-se em grande forma na ATP Cup. Com Novak Djokovic na equipa, os tenistas sérvios não tiveram problemas em garantir a primeira posição do seu grupo, que incluía a França, a África do Sul e o Chile. Mas não se ficariam por aqui. Nos quartos de final, nova vitória, desta vez diante do Canadá. Nem mesmo a poderosa Rússia foi capaz de tirar a Sérvia da final.

A Sérvia não sofreu qualquer derrota nas nove partidas que realizou até à final
Fonte: ATP Cup

A presença do antigo líder do ranking ATP contribuiu, e muito, para os sucessivos triunfos registados pela Sérvia na fase mais avançada do torneio. Destaque para as vitórias de Novak Djokovic, em singulares, diante de Denis Shapovalov e Daniil Medvedev.

ESPANHA

Fase de Grupos: 1.º classificado do Grupo B (Três Jogos – três Vitórias)

Quartos de Final: Espanha 2-1 Bélgica

Meia-Final: Espanha 3- 0 Austrália

Tal como o seu oponente, a Espanha também selou a passagem aos quartos de final sem nenhum deslize na fase de grupos. As vitórias diante do Japão, Geórgia e Uruguai permitiram à equipa de Rafael Nadal manter-se na competição.

A eliminatória diante da Bélgica revelou-se mais complicada. David Goffin colocou a equipa belga em boa posição para passar, após vencer Rafael Nadal. Porém, as vitórias de Bautista-Agut em singulares e Carreno Busta e Rafael Nadal a pares concretizaram a reviravolta.

Bautista-Agut esteve em bom plano e ajudou o seu país a chegar à final
Fonte: ATP Cup

A um passo da grande final, a Espanha defrontou a forte seleção da Austrália que contou com Kyrgios e De Minaur. Os tenistas da casa causaram grandes problemas à seleção espanhola, no entanto os resultados não acompanharam a boa prestação durante o torneio e foi mesmo a Espanha a celebrar.

Real Madrid CF 0-0 (4-1 g.p.) Club Atlético de Madrid: Real domínio na Arábia Saudita

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A CRÓNICA: A VITÓRIA JUSTA

O Real Madrid venceu a Supertaça de Espanha esta noite, ao derrotar o rival Atlético nas grandes penalidades, após um empate a zero nos 120 minutos. Festejaram os Merengues no King Abdullah Sports Stadium mas tiveram que sofrer, e muito. O Atlético de Simeone entrou em jogo muito pressionante e com o bloco subido, encostando o Real às cordas e forçando os comandados de Zidane a errar muitos passes na primeira fase de construção. Os colchoneros não aproveitaram esses erros e o Real Madrid acabou por se instalar no meio-campo adversário e controlar as operações, com o Atlético a descer as linhas e a defender coeso, como é seu hábito. Os Merengues criaram mais perigo e estiveram sempre mais perto do golo, que acabou por não surgir nos 120 minutos disputados em Jeddah. Na decisão por grandes penalidades, o Real foi mais feliz e teve em Courtois o herói da noite, que entregou assim a 11.ª Supertaça da sua história.

A FIGURA

Fonte: La Liga

Courtois – Acaba por ser o herói desta Supertaça, ao defender 2 remates no desempate por grandes penalidades. Para além disso, esteve sempre muito seguro entre os postes durante todo o jogo e segurou o nulo por diversas vezes quando o Atlético esteve a jogar com mais um jogador.

O FORA DE JOGO

Fonte: Club Atlético Madrid

João Félix – Exibição pobre do internacional português, que acabou por nunca “entrar” verdadeiramente no jogo. Muitas vezes desligado da equipa, por vezes algo perdido em campo até, João Félix não conseguiu fazer a diferença na frente e acabou por ser substituído no prolongamento.

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID

O Real Madrid surgiu no King Abdullah em 4-3-2-1, repetindo o onze da meia-final contra o Valência CF. A frente de ataque dos Merengues continuou entregue a Jovic, apoiado de perto por Modric e Isco. Com as subidas dos laterais Carvajal e Mendy, Modric e Isco acabavam por se juntar, alternadamente, a Jovic na linha mais ofensiva. A mobilidade dos homens do meio-campo para a frente permitiu ao Real Madrid apresentar muita dinâmica no seu movimento ofensivo, ainda que por vezes faltasse assertividade na hora de visar a baliza de Oblak. Após o nervosismo inicial, a equipa de Zidane conseguiu soltar-se da pressão do Atlético e foi-se instalando no meio-campo adversário, controlando a posse e criando mais oportunidades de perigo do que o adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (8)

Carvajal (6)

Varane (7)

Sergio Ramos (6)

Mendy (6)

Kroos (7)

Casemiro (6)

Valverde (6)

Modric (7)

Isco (6)

Jovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Rodrygo (6)

Mariano Diaz (6)

Vinicius Junior (5)

ANÁLISE TÁTICA – ATLÉTICO MADRID

Diego Simeone apresentou a sua equipa em 4-4-2, com uma alteração em relação ao onze utilizado na meia-final contra o Barcelona. Savic deu o lugar a Giménez no eixo da defesa, fazendo dupla com Felipe. O Atlético começou o jogo com o bloco subido e a pressionar alto, colocando muita intensidade na reação à perda de bola. Esta postura permitiu aos Colchoneros encostar o Real Madrid às cordas. Os Merengues mostraram algum nervosismo inicial, o que os levou a cometer muitos erros, que o Atlético acabou por não aproveitar. Com o passar dos minutos, o Atlético baixou as linhas e jogou da forma que se sente mais confortável, com um bloco defensivo coeso e junto, apostando na saída rápida para o contra-ataque na procura do golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Trippier (6)

Felipe (7)

Gimenez (6)

Renan Lodi (6)

Correa (7)

Herrera (5)

Thomas (6)

Saul (6)

João Félix (5)

Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Vitolo (6)

Llorente (6)

Savic (5)

Santiago Arias (5)

Foto de Capa: SuperCopa España

artigo revisto por: Ana Ferreira