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FC Porto Sofarma 33-30 PGE Vive Kielce: Exibição de gala da equipa portista carimba segunda vitória na fase de grupos

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Depois do desaire em Skopje frente ao campeão europeu (HC Vardar), o Futebol Clube do Porto recebeu e bateu, este sábado, o campeão polaco (PGE Vive Kielce) por 33-30, em jogo relativo à terceira jornada da principal prova europeia do andebol.

Ainda que o Kielce tenha entrado melhor na partida, ao consumar um parcial de 0-2, foi o FCP que assumiu, desde cedo, o comando do marcador. Aos 10’ já vencia por uma diferença de dois golos, 4-2, numa altura em que a equipa polaca não agitava as redes portistas há mais de oito minutos.

Num jogo extremamente aguerrido e muitíssimo bem disputado, a equipa portista mostrou, uma vez mais, estar à altura das melhores formações da Europa. Ainda que o Vardar tenha conseguido inverter o resultado a meio da primeira parte, 4-5, os ‘azuis e brancos’ deram resposta imediata, e, à entrada dos últimos dez minutos do primeiro tempo, tinham novamente chegado à liderança por dois golos, 8-6, ora pela tremenda eficácia no ataque, ora pela exibição monstruosa de Alfredo Quintana, que defendia bola atrás de bola.

Daí até ao final da primeira metade, os dragões não tiraram o ‘pé do acelerador’ e dilataram o resultado para 15-12. Destaque para Diogo Branquinho, ponta-esquerda portista, que, nos instantes antes de ir para intervalo, puxou dos galões e fez levantar o Dragão Arena com um golo de belíssimo efeito, a chamada “rosca” na gíria do andebol.

Já na segunda parte, o Futebol Clube do Porto voltou a entrar destemido e ciente da tarefa em mãos. Apoiado pela sua massa adepta não tardou a cavar novo fosso e à passagem do minuto oito vencia por cinco golos de diferença, 20-15.

Dando conta das dificuldades que estavam a sentir, os forasteiros foram procurando encurtar distâncias por meio de iniciativas individuais, e, numa fase menos eficaz da equipa da casa, conseguiram mesmo reduzir a diferença para um golo, numa altura em que entravamos nos últimos dez minutos do encontro.

No entanto, em cinco minutos, os campeões nacionais voltaram a dilatar a vantagem para cinco golos. Daí até ao término da partida, a equipa visitante ainda assustou o Dragão Arena, com uma ligeira aproximação, mas no último minuto Daymaro sentenciou o encontro, e fixou o resultado em 33-30.

Equipas:

PGE Vive Kielce – Mateusz Kornecki, Igor Karacic, Dovishebaev Dujshebaev, Doruk Pehlivan, Julen Aguinagalde, Blaz Janc, Krzysztof  Lijewski, Mariusz Urkiewicz, Uladzislau Kulesh, Arkadiusz Moryto, Angel Perez, AndreasWolf, Artsem Karalek, Romaric Guillo.

FC Porto – Alfredo Bravo, Victor Alvarez, Yoan Blanco, Miguel Martins, Djibril Mbengue, Angel Zulueta, Rui Silva, Daymaro Salina, Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges, Diogo Branquinho, Thomas Bauer, António Areia, André Gomes, Fábio Magalhães.

Foto De Capa: EHF

Club Atlético Madrid 0-0 Real Madrid CF: Dérbi madrileno acaba sem balizas

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Depois do 7-3 (vitória do Atlético) na pré-temporada, os “merengues” queriam mudar a imagem deixada nos Estados Unidos, e as fracas exibições que têm tido neste início de época. E nada melhor que um dérbi… Ou pior… Na tabela classificativa, o Real partia à frente. 14 pontos contra 13 do Atlético. No quadro da qualidade, os “colchoneros” têm estado melhor.

O Atlético tomou as rédeas da partida, com uma forte pressão ao portador da bola, mas foi bem contrariado pelo Real que logo baixaram o ritmo sempre frenético que os “rojiblancos” impõe nas partidas. João Félix foi o primeiro a causar algum frisson perto das balizas, com um remate a passar perto do poste (8’).

Vê-se um Real a melhorar aos poucos, mas longe do fulgor de outros tempos. Do outro lado, estava um Atlético na mesma toada agressivo-objetiva. Constrói melhores jogadas, é uma equipa mais trabalhada e que respira confiança.

O primeiro tento dos “blancos” surgiu apenas aos 17’, com um cabeceamento de Bale, por cima. No outro flanco, Hazard tarda em provar o porquê da sua contratação (único rasgo de desequilíbrio aos 23’). Nem parece o mesmo jogador que carregou o Chelsea às costas nos últimos anos.

O Real subiu de rendimento a meio da primeira parte, mas ainda com pouca clarividência nas suas ações. A não ser à “lei da bomba”. Duas vezes pelo mesmo homem. Toni Kroos, à primeira fez Oblak defender a dois tempos (37’), e à segunda, esticar-se todo a fim de tocar para canto (41’).

Até ao intervalo, muitas bolas perdidas, muitas faltas e pouca baliza. Duas equipas fortíssimas nas bolas paradas, a anularam-se mutuamente, também nesse ponto.

O menino 120 milhões tarda em convencer os adeptos, mas foi dos mais inconformados em campo
Fonte: Club Atlético de Madrid

No segundo tempo, o “Atleti” voltou mais forte. Ainda mais pressionante e incisivo. Só lhes faltava o golo. Tal como na primeira parte, o Real reequilibrou, mas desta vez, mais à procura do contra-ataque e de rápidas variações de flanco.

Simeone queria ganhar o jogo. Retirou de campo um lateral e colocou um extremo (61’). Parece que é desta, que o técnico argentino, aposta todas as fichas na La Liga. Aos 73’, Saúl Níguez, cabeceou a rasar a barra, na sequência de um canto. Um golo nesta altura poderia ser fatal! Na resposta, Benzema, obrigou Oblak a esforçar-se para evitar o golo “merengue”.

À medida que se aproximava o final do jogo, sentia-se que, ambas as equipas, estavam com receio de arriscar. Do mal, o menos. Mais valia não “destapar atrás”, do que ir para a frente e correr o risco de sofrer. Mais valia o empate do que uma hipotética vitória. Apenas aos 89’, Diego Costa conseguiu rematar à baliza. De cabeça, após um canto, fácil para Courtois.

No fim, duas balizas sem golos. O primeiro dérbi da temporada 19/20 da La Liga, acabou empatado a zeros. Ninguém teve a sorte ou o engenho para a “empurrar lá para dentro”. Ou isso, ou as defesas foram superiores aos ataques. Um resultado que se afigura justo, tendo em conta as (escassas) oportunidades, de ambos os lados. A cair para um lado, teria de ser para os da casa. Fizeram mais para ganhar, que o rival.

Neste mercado, o Real investiu mais, o Atlético investiu melhor. É a diferença para a melhoria de qualidade no plantel de Simeone, para a quase “estagnação” qualitativa dos quadros de Zidane. Não é o valor dos jogadores ou o rendimento no futuro que está em causa. É sim, o futebol apresentado até à data. Se “o futebol é o momento”, os “colchoneros” respiram saúde; do outro lado, os “merengues” custam a respirar…

Após este empate, o Real lidera a classificação; o Atlético é terceiro. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Club Atlético de Madrid: Oblak, Lodi (Lemar, 61’), Giménez, Savic, Trippier, Koke, Saúl, Thomas, Vítolo (Correa, 46’), Félix (Llorente, 70’) e Costa.

Real Madrid CF: Courtois, Nacho, Varane, Ramos, Carvajal, Casemiro, Kroos, Valverde (Modric, 68’), Hazard (James, 77’), Bale e Benzema (Jovic, 88’).

SL Benfica 1-0 Vitória FC: Vitamina B(anco) foi a solução para vitória

Num jogo a contar para a sétima jornada da Primeira Liga, o SL Benfica recebia o Vitória FC, que ocupava o 11.º posto na tabela classificativa. Os encarnados queriam voltar às boas exibições e vencer, pressionando assim o líder FC Famalicão. Já os sadinos, que só têm um golo marcado em todo o campeonato e com sete pontos, queriam fazer uma boa exibição e sair do Estádio da Luz com alguma coisa positivo. Embora fosse difícil, no futebol não há mesmo impossíveis.

Minutos iniciais com domínio dos encarnados a meio campo e com os sadinos a tentarem sair a jogar através de transições rápidas. Porém, nenhuma das duas equipas estavam a ser eficazes na sua estratégia inicial. O Benfica tinha dificuldade em ligar jogo entre a defesa e o ataque e o Vitória não conseguia sair porque as transições eram sempre travadas a meio campo.

O cronómetro marcava o meio da primeira parte e não havia história nesta partida… nem remates à baliza. Se tem problemas em adormecer este seria um bom remédio para ultrapassar isso, porque era o que devia estar a acontecer a maioria dos adeptos presentes no Estádio da Luz.

Defesa muito compacta no centro do terreno por parte dos sadinos que não deixava o Benfica chutar como normalmente faz: de uma das aulas para o meio. O Vitória estava a ter muito mérito defensivamente, pois não permitia ao melhor ataque da liga nem sequer rematar à baliza defendida pelo georgiano Makaridze.

Foi preciso esperar 35 minutos (!) para que aparecesse o primeiro remate à baliza na partida. A ocasião foi criada por Pizzi, que tentou rematar de cruzado, mas Makaridze conseguiu defender de forma algo desajeitada. Nem assim foi criado demasiado perigo na baliza dos sadinos.

As duas formações recolheram aos balneários com um nulo na partida e os adeptos nas bancadas estavam impacientes, pois queriam uma exibição melhor por parte da sua equipa. E esperemos que na segunda parte possamos assistir a um jogo mais animado e com mais oportunidades de golos… Porque emoção nesta partida? Havia zero…

A primeira parte deste SL Benfica e Vitória FC não foi dos mais animados… ou com remates à baliza
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda parte começou com uma boa oportunidade para o Vitória FC. O marroquino Hachadi entrou em profundidade pelo corredor esquerdo e depois só preciso de rematar à baliza de Vlachodimos. A sorte do Benfica foi que o avançado sadino acabou por acertar mesmo na malha lateral da baliza encarnada.

Ao minuto 56, os adeptos pediam penalti sobre Rafa. A jogada começa com um excelente passe de Gabriel para Rafa. Depois o extremo português percorre a ala direita toda e acaba por ser derrubado por Pirri. Nas bancadas pedia-se penalti e houve um coro de assobios para o árbitro Tiago Martins. A verdade é que o VAR Bruno Esteves nada disse ao juiz da partida e o jogo prosseguiu.

Não foi à primeira, foi à segunda. Aos 64 minutos, primeiro foi o remate de Ferro a levar perigo à baliza sadina que deu uma boa defesa de Makaridze. Desse lance a bola sobrou para Rafa que pegou novamente na jogada e continuou-a. O pequeno toque de Makaridze, depois do cruzamento do 29 encarnado, deixou a bola para o recém-entrado Vinicius, que tirou o guarda-redes georgiano do caminho e algo atrapalhado conseguiu rematar para o fundo da baliza. Estava aberto o marcador na Luz e era o 1-0 a favor dos encarnados.

Ao minuto 80, Taarabt tem uma entrada imprudente e acaba por ser expulso. O marroquino do Benfica acabou por ser aplaudido intensamente pelos benfiquistas. O SL Benfica tinha dez minutos para jogar em inferioridade numérica e o Vitória FC procurava agora chegar ao empate e talvez quem sabe ao primeiro golo fora da temporada.

Ainda que os encarnados estivessem em inferioridade numérica, do jogo não houve mais nada a destacar de oportunidades de perigo. Assim o Benfica ganha esta partida pela margem mínima, e também com serviços mínimos, frente a um Vitória que deu luta até ao final. Os sadinos continuam sem vencer fora de portas e continuam sem abanar as redes adversárias em jogos fora do Estádio do Bonfim. Já os encarnados são líder à condição e esperam pelo resultado do FC Famalicão e de FC Porto para saber se continuam líderes ou apenas no segundo lugar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica – Vlachodimos (GR), André Almeida (Tomás Tavares, 78’), Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Fejsa (Gabriel, 45’), Taarabt, Pizzi (Vinicius, 59’), Rafa, Gedson e Seferovic

Vitória FC – Makaridze (GR), André Sousa, Pirri, Artur Jorge, Sílvio, Nuno Valente, José Semedo, Leandrinho (Carlinhos, 70’), Hildeberto (Zequinha, 64’), Brian Mansilla e Khalid Hachadi (Ghilas, 74’)

Doha 2019: Grandes marcas, grandes surpresas

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A longa jornada de sábado em Doha proporcionou grandes marcas na velocidade, nos saltos e nos lançamentos, mostrando que a localização e a data (tardia) destes Mundiais não está a afetar em nada as grandes performances no estádio.

Além de confirmações (Christian Coleman), tivemos grandes surpresas (Gayle no Comprimento), assim como vitórias históricas de Price no Martelo e de Hassan nos 10.000m, uma vitória que até nos faz voltar atrás no tempo, até…Fernanda Ribeiro em Gotemburgo! Também nas eliminatórias existiram surpresas e enormes marcas, mostrando que os Campeonatos têm tudo para não desapontar ao nível desportivo.

Os Portugueses

Lorene Bazolo não conseguiu a qualificação
Fonte: FPA

Lorene Bazolo foi a única portuguesa em pista, correndo as eliminatórias dos 100 metros em 11.51s, distante do seu melhor, não conseguindo o apuramento para a fase seguinte. No final, a atleta apresentou-se ‘desiludida’, pois esperava fazer bem melhor, referindo também a existência de um problema técnico na fase inicial da sua corrida. Lorene disse ainda que se adaptou bem ao clima de Doha e que se sentia bem fisicamente, colocando de parte a hipótese que isso tenha sido um problema.

Esta madrugada, no Qatar, ainda competirão nos 50km Marcha três portugueses: Mara Ribeiro e Inês Henriques na prova feminina e João Vieira na prova masculina. Na madrugada passada, em estrada, decorreu a final da Maratona, onde Salomé Rocha terminou na 28ª posição, com um tempo de 2:58:19s. A prova ficou marcada por extremas condições climatéricas – chegou a atingir os 33 graus e 75% de humidade – e 28 dos 68 atletas que começaram a prova, não terminaram. O Ouro acabou por ir para uma das favoritas, Ruth Chepngetich (KEN) com a marca mais lenta de sempre a vencer Mundiais (2:32:43s). Chepngetich é a líder do ranking da IAAF e bateu a campeã mundial de 2017, Rose Chelimo (BRN), que alcançou a Prata em 2:33:46s, sendo que Helalia Johannes (NAM) fechou o pódio, com 2:34:15s, conseguindo a segunda medalha da história da Namíbia em Maratonas de Mundiais.

As finais de hoje

Coleman sobe a 6º de sempre e Gatlin continua vivo
Fonte: IAAF

Até à final dos 100 metros, apenas um homem (Christian Coleman) tinha baixado dos 10 segundos nestes Campeonatos. Na final foram cinco a fazer isto! Foi uma final emocionante, a primeira sem Usain Bolt, com direito a um fantástico tempo de Christian Coleman (USA), que fechou a prova em 9.76 segundos, o tempo mais rápido no mundo nos últimos quatro anos e uma marca que o coloca como o 6º mais rápido da história. No segundo lugar, com a medalha de Prata, o mal-amado Justin Gatlin (USA), defendendo como conseguia o seu estatuto e mostrando que aos 37 anos ainda tem aquela apetência para grandes campeonatos. A fechar o pódio, o canadiano Andre de Grasse, com uma marca de 9.90 segundos, um novo recorde pessoal. Mais dois homens baixaram dos 10 segundos hoje – Akani Simbine (RSA) em 9.93 e Yohan Blake (JAM) em 9.97 segundos.

Hassan alcançou um Ouro histórico
Fonte: IAAF

Na prova de 10.000 metros feminina, grande luta entre quenianas, etíopes e uma holandesa (que também nasceu na Etíopia) e foi mesmo essa holandesa que conquistou o Ouro! Sifan Hassan (HOL) alcançou um Ouro, que não era alcançado por uma europeia desde a conquista de Fernanda Ribeiro em Gotemburgo, em 1995! A pupila de Alberto Salazar terminou a prova em 30:17.62s, marca líder do ano. A Prata foi para Letesenbet Gidey (ETH), que fez ela mesmo uma grande prova, tendo sido a primeira a tentar dar uma sapatada no ritmo lento que inicialmente foi imposto, terminando em 30:21.23. No terceiro lugar, Agnes Tirop (KEN) levou o Bronze para o Quénia (em 30:25.15) em novo recorde pessoal, sendo que Hellen Obiri ficou de mãos a abanar nesta prova, no 5º lugar, ainda que com um recorde pessoal. No total, 10 atletas melhoraram os seus melhores pessoais nesta prova.

No Comprimento, Gayle surpreendeu…e de que forma!
Fonte: IAAF

No Comprimento, Tajay Gayle (JAM) abriu o concurso a 8.46 metros, um novo recorde pessoal, mas era esperada uma resposta do Juan Miguel Echevarría (CUB). Essa resposta nunca chegou verdadeiramente. Echevarría nunca passou dos 8.34 metros que alcançou ao 3º ensaio e teve que sair de Doha contentando-se com uma medalha de Bronze que não parece ter-lhe sabido a muito. Jeff Henderson (USA), o campeão olímpico, retornou aos bons resultados e com 8.39 metros alcançou a medalha de Prata, mas o Ouro, esse, foi mesmo para Gayle que ainda melhorou no 4º ensaio para impressionantes 8.69 metros! O jamaicano melhorou 37 centímetros em relação ao que trazia para estes Campeonatos, numa das maiores surpresas que certamente acontecerão em Doha.

Price é a primeira norte-americana com Ouro
Fonte: IAAF

Por fim, no que se refere a finais, decorreu ainda a final do Lançamento do Martelo. O Ouro foi para DeAnna Price (USA) que lançou a 77.54 metros na 3ª tentativa, fazendo história, tornando-se na primeira norte-americana a vencer Mundiais neste evento – na verdade, é mesmo a primeira medalha de sempre dos norte-americanos! O 2º lugar foi para a polaca Joanna Fiodorow que bateu o recorde pessoal, ao chegar aos 76.35 metros, sendo esta a sua primeira medalha global da carreira, depois de dois Bronzes em Europeus. Já o Bronze foi para a chinesa Zheng Wang com um lançamento de 74.76 metros ao 5º ensaio, ela que já tinha sido Bronze em Moscovo (em 2013) e Prata em Londres (2017).

Everton FC 1-3 Manchester City FC: Encurtar a distância para o Liverpool em… Liverpool

O Manchester City teve este sábado mais um difícil teste na caminhada para a retenção dos galardões de campeão, desta feita numa visita a Goodison Park, terreno do Everton. Pep Guardiola apresentou algumas alterações no onze inicial, relativamente à equipa que destruiu por completo o Watford na última jornada (incríveis 8-0), sendo o maior destaque a saída do português Bernardo Silva, que havia assinado um hattrick. Já do lado dos de Liverpool, Marco Silva fez duas mexidas em relação aos titulares que perderam em casa com o Sheffield United, trocando Bernard por Walcott e Moise Kean por Calvert-Lewin.

O jogo começou mal para os “Toffees”, uma vez que, logo aos sete minutos, foram obrigados a substituir Theo Walcott, tendo mesmo sido obrigado a abandonar o relvado de maca, após ter sido fortemente atingido na cabeça pela bola. Quando a partida reatou, a primeira grande oportunidade de golo surgiu para os “Citizens”, com Mahrez a ganhar a linha de fundo, pela direita, e a servir Gundogan, que apesar de ter a baliza completamente livre, atirou à barra.

A baliza de Pickford continuou constantemente sob ameaça, com Sterling e Mahrez em destaque, tendo sido este último quem iniciou o lance que deu o primeiro golo do City, aos 25 minutos: a bola chegou a De Bruyne, vinda do argelino, e foi colocada de forma perfeita na cabeça de Gabriel Jesus, que apontou o segundo golo da sua conta pessoal nesta edição da Premier League. Mais uma assistência de Kevin De Bruyne nesta temporada, sendo já nove ao serviço do clube e mais três ao serviço da seleção belga!

Apesar da supremacia da equipa de Manchester ser evidente, quem chegou ao golo foi o Everton, numa resposta ao tento que haviam sofrido oito minutos antes. Após alguma confusão na área dos pupilos de Guardiola, a bola sobrou para Seamus Coleman, que a picou por cima de Ederson e viu o jovem Calvert-Lewin “roubar-lhe” o golo mesmo em cima da linha de baliza, com um cabeceamento em mergulho.

A partir deste momento, o jogo começou a ficar mais partido, sendo notórias as dificuldades dos “Citizens” em ligar o jogo e estando também percetível um aumento de confiança no lado dos “Toffees”. No entanto, não se registaram quaisquer ataques perigosos até ao intervalo e este chegou com o resultado empatado, sendo mais “amigo” do Everton do que do Manchester City.

Calvert-Lewin a “mergulhar” para o golo do empate
Fonte: Premier League
Com o reatar da segunda parte veio ainda o ritmo baixo e monótono que havia fechado o primeiro tempo. Só aos 55 minutos surgiu uma oportunidade de golo, e teve que ser através de uma bola parada (um livre de Digne encontrou a cabeça de Mina, que atirou para defesa de Ederson, para canto).

O City respondeu cinco minutos depois, com Mahrez a isolar Sterling com um passe magnífico, mas sem que o inglês conseguisse finalizar com sucesso. O extremo argelino estava a protagonizar uma excelente exibição e, para coroá-la da melhor forma, assinou um livre direto esplêndido, reatribuindo a vantagem no marcador aos “Citizens”. Com 1-2 no marcador e faltando cerca de 20 minutos para o fim do jogo, os “Toffees” teriam que lançar-se na busca pelo golo do empate.

O primeiro lance em que o Everton criou verdadeiro perigo, após estar de novo em desvantagem, foi protagonizado uma vez mais por Yerry Mina, e novamente através de um cabeceamento na sequência de uma bola parada, mas Ederson respondeu com uma parada fenomenal. Apesar desta tentativa, a equipa de Liverpool voltou a sofrer, desta feita com Raheem Sterling a marcar um golo que precisou da ajuda da tecnologia da linha de golo para ser validado. O extremo britânico apontou o sexto golo no campeonato inglês, ainda que não tenha protagonizado a exibição mais conseguida que já o vimos realizar.

Até final, o Everton ainda tentou correr atrás do prejuízo, mas o Manchester City não deu qualquer hipótese e segurou a vitória. Um resultado justo, a favor da equipa que mais procurou a vitória, embora não tenha sido o City avassalador que se mostrou na jornada passada.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Everton FC: Pickford; Coleman; Keane; Yerry Mina; Lucas Digne; Schneiderlin (Tom Davies, 81’); Fabian Delph; Theo Walcott (Alex Iwobi, 7’; Moise Kean, 74’); Sigurdsson; Richarlison; Calvert-Lewin.

Manchester City FC: Ederson; Kyle Walker; Otamendi; Fernandinho; Zinchenko; Rodri; Gundogan; Kevin De Bruyne (Bernardo Silva, 80’); Riyad Mahrez; Sterling (David Silva, 87’); Gabriel Jesus (Aguero, 66’).

Sporting CP 7-0 Hockey Sarzana: Obrigado por teres vindo, Sarzana. Olá, FC Porto!

Campeão europeu que se preze não treme em casa. Frente a um jovem e frágil Hockey Sarzana, o Sporting CP materializou o seu favoritismo teórico e marcou um encontro à portuguesa com o FC Porto na final de amanhã da Taça Continental de Hóquei em Patins.

Será a reedição da final da Liga Europeia da época transata e da final do torneio de pré-temporada Elite Cup (no somatório, o Sporting CP ganha 1-1 – venceu a final mais importante). Isso é amanhã, hoje o que se passou foi o seguinte.

Melhor início para o campeão europeu não podia haver: nos primeiros segundos de jogo, Pedro Gil, numa iniciativa individual que deixou de rastos a equipa italiana, colocou o Sporting CP em vantagem. Aos oito minutos foi a vez de João Souto desviar um remate de Matías Platero e aumentar a vantagem verde e branca. O domínio da partida manteve-se no lado português e, com naturalidade, o Sporting CP continuou a impor a sua superioridade, fruto de ser uma equipa mais madura, melhor apetrechada de individualidades e, coletivamente, bem mais dinâmica e prolífica.

A 13 minutos do intervalo, Ferran Font recuperou a bola junto à tabela, no meio rinque defensivo sportinguista, e fez questão de a levar até ao equador da metade do rinque emprestada ao Hockey Sarzana. Lá chegado, desferiu um remate indefensável, bem ao seu estilo, e colocou o resultado em 3-0. Resultado – e Sporting CP – confortável, mas justo, numa partida pautada pelo claro domínio português.

A inexperiência da jovem equipa italiana ia fazendo-se notar. Faltavam ideias e capacidade para atacar, recorrendo os hoquistas transalpinos a remates inócuos e inofensivos meia distância, travados, quando seguiam na direção da baliza, por Girão, com demasiada facilidade. A três minutos e trinta segundos do fim, o Sarzana demonstrou de forma cabal ser uma equipa pouco “rodada”: deixou terminar o tempo de ataque (45 segundos) sem tentar sequer rematar à baliza, tendo a oportunidade de o fazer, ainda que fosse em desespero.

A menos de dois minutos do fim, oportunidade inusitada para os italianos. Raúl Marín viu o cartão azul e o Sarzana dispôs do consequente livre direto. No entanto, Ipiñazar não conseguiu superar Girão. O guarda-redes português levou a melhor… das duas vezes. O árbitro da partida mandou repetir após a primeira defesa do campeão mundial por Portugal, que voltou a superiorizar-se no frente-a-frente com o argentino do Hockey Sarzana.

O Sporting CP ficou, assim, em desvantagem numérica, mas conseguiu ser melhor do que o adversário e conquistou mesmo um livre direto. Francesco Rossi cometeu falta e foi admoestado com o cartão azul. Ferran Font assumiu a marcação do devido livre direto, mas não foi capaz de bater Corona, quando faltavam jogar-se quatro solitários segundos no primeiro tempo. Ao intervalo, 3-0 favorável à equipa da casa e bastante desanimador para o finalista vencido da Taça CERS.

Segunda parte como a primeira. Domínio do Sporting CP sob protesto abafado do Sarzana. Menos oportunidades nos primeiros cinco minutos, mas jogo perfeitamente controlado pelo campeão europeu. Aos sete minutos do segundo tempo, após o cartão azul visto por Davide Borsi, João Souto falhou o livre direto a que teve direito. No entanto, redimiu-se, fazendo o 4-0 pouco tempo depois, com o Sporting CP a beneficiar do power-play resultante do cartão de Borsi.

Do outro lado do rinque, Girão e Ipiñazar entretiveram-se a repetir as cenas que já haviam ensaiado na primeira parte. Chegado à décima falta, o Sporting CP dependia de Girão para evitar que a turma de Alessandro Bertolucci reduzisse a desvantagem que vigorava no marcador, visto que Ipiñazar usufruía do livre direto de “castigo” da dezena de faltas. E, mais uma vez, o guardião sportinguista foi superior ao hoquista de 21 anos, que, nesta fase de aprendizagem da carreira, leva uma boa lição para casa.

Fonte: Sporting CP

A dez minutos do final, momento agridoce para o Hockey Sarzana. Doce porque conquistou um livre direto, após falta e consequente cartão azul de Ferran Font, “agri-” porque Andrea Fantozzi, que sofreu a falta, viu o cartão vermelho por protestos. Na sequência, livre direto (de novo) desperdiçado por Ipiñazar – desta feita, o argentino não deu sequer trabalho a Girão, tendo perdido o norte na tentativa de fintar o guardião verde e branco.

Jogava-se, então, em quatro para quatro (três para três, no respeitante a jogadores de campo). De forma infantil, um dos hoquistas mais velhos da turma italiana cometeu falta para cartão azul, conseguindo a proeza de tornar ainda mais delicada uma situação que já o era há muito tempo. Além disso, tratava-se de Francesco Rossi, que já havia visto o cartão azul na partida. Na sequência, mais uma lição para Ipiñazar, lecionada por Raúl Marín. O espanhol bateu com sucesso e com facilidade o livre direto e o campeão europeu chegou à manita.

A quatro minutos do fim, o Sarzana alcançou a desagradável marca das dez faltas. No entanto, Marín não conseguiu repetir o feito de havia minutos e o Sporting não chegou aos 6-0… aí. Todavia, não tardou até que Toni Pérez obrigasse à utilização das duas mãos para assinalar o resultado. “Quem marca seis, marca sete”, deve ter pensado Gonzalo Romero, quando, já no último minuto, fechou o resultado em 7-0 para o Sporting CP.

 

CINCOS INICIAIS

Sporting CP: 61- Ângelo Girão (GR), 14- Alessandro Verona, 9- Pedro Gil, 17- Matías Platero, e 44- João Souto.

Hockey Sarzana: 10- Simone Corona (GR), 11- Davide Borsi, 57- Francesco Rossi, 78- Jeronimo García e 8- Francisco Ipiñazar. 

Pinto da Costa à procura de ser ainda mais histórico

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17 de abril de 1982. Já lá vão 37 anos. Um dia histórico para o FC Porto como instituição, para Jorge Nuno Pinto da Costa e para os seus adeptos. Este foi o dia em que Pinto da Costa venceu as eleições para a presidência dos dragões. Tornou-se o 33º presidente dos azuis e brancos e desde então que esse número não mudou. Muito por culpa do próprio que veio dar toda uma nova dimensão ao clube da cidade Invicta, que outrora, numa era pré-Pinto da Costa, estava com um rumo decadente.

O atual presidente do FC Porto não veio trazer apenas o mérito para o futebol, mas sim em outras tantas modalidades como o hóquei, o andebol e o atletismo. Esta semana, com 81 anos, o homem grande do emblema azul e branco anunciou que está a preparar a 15ª candidatura ao clube do seu coração. O dirigente com mais títulos da história do futebol tem muitos planos para cumprir até 2024 e um deles é um dos seus grandes sonhos – a construção de uma academia de formação para jovens atletas. O objetivo é garantir um futuro sustentável para o clube a todos os níveis, conseguindo criar grandes plantéis com jogadores da casa.

Pinto da Costa está há 37 anos no FC Porto e tornou-se numa figura mítica do clube, cidade e do mundo do futebol
Fonte: FC Porto

Claro está que a conquista de títulos no futebol, fator que trouxe algum descontentamento nos últimos quatro anos de mandato de Pinto da Costa, continua a ser fulcral para a direção portista. No entanto, a Comissão de Apoio da Recandidatura espera que nos próximos quatro anos, caso o atual presidente se mantenha, o FC Porto volte a conquistar todos as frentes, incluindo triunfos nas competições europeias, que passam também por ser um dos grandes objetivos para o quadriénio 2020-2024.

Muitos são aqueles que duvidam da capacidade de Pinto da Costa, isto pelas 81 primaveras já celebradas. Porém, Fernando Cerqueira, presidente da Comissão de Apoio à Recandidatura, afirmou o seguinte à Rádio Renascença -“O presidente nunca está cansado e quer sempre mais e melhor para o clube.”

O presidente Jorge Nuno Pinto da Costa conta já com o apoio de André Villas Boas, António Oliveira e Rui Moreira, e não se prevê qualquer adversário nas eleições previstas para o próximo ano. Villas Boas e Vítor Baía, nas últimas semanas, mostraram ter vontade de suceder ao histórico presidente, mas apenas quando este abandonar o cargo. Caso Pinto da Costa vença, poderá atingir a marca histórica de mais de 40 anos como dirigente e aumentar o recorde de 1279 títulos em todas as modalidades (apenas depois de ter sido eleito como presidente).

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada – RR Feminina: Um novo e épico contrarrelógio de van Vleuten

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Era suposto o contrarelógio individual ser só a meio da semana, mas alguém se esqueceu de avisar Annemie van Vleuten. Depois de falhar o terceiro título consecutivo no esforço individual de forma surpreendente, a holandesa não deixou créditos por mãos alheias e chegou ao arco-íris da prova de fundo – uma das muito poucas vitórias que lhe faltava no palmarés – com uma exibição só ao alcance de quem realmente merece ser chamada ‘a melhor do mundo’.

Com um elenco de luxo e três das principais favoritas, a equipa dos Países Baixos começou desde cedo a mostrar que queria revalidar o título dos últimos dois anos (2017 com Chantal Blaak e 2018 com Anna van der Breggen). Logo na primeira subida do dia, Demi Vollering impôs um forte ritmo para começar a selecionar o grupo e colocar as adversárias em dificuldades.

Annemiek van Vleuten ao ataque para fazer mais de 100 quilómetros a solo
Fonte: Yorkshire 2019

À segunda dificuldade, ainda a mais de 100 quilómetros da meta, foi a vez de Annemiek  van Vleuten forçar o ritmo e se isolar na frente, rapidamente estabelecendo uma vantagem de um minuto sobre as perseguidoras. Percebendo o perigo, algumas das restantes favoritas responderam e formaram um pequeno grupo perseguidor.

Com um trabalho importante de Elisa Longo Borghini, Lizzie Deignan e Chloe Dygert-Owen, o grupo chegou a aproximar-se bastante da frente, mas acabou por chegar o momento em que faltou entendimento e van Vleuten aproveitou o estatuto solitário para ao ritmo constante ir abrindo uma maior vantagem.

Com o desespero a crescer no grupo atrás, começaram também os ataques, mas a desorganização limitava-se a dar como certa a vitória de van Vleuten. Depois de ser a que mais tentou e ter reduzido o grupo, Duignan acabou por ceder e restaram quatro (Dygert, Spratt, Borghini e van der Breggen) na perseguição à líder. Seguiu-se um conjunto de ataques de Dygert-Owen e foi a vez de Borghini ceder, enquanto a americana se isolava no segundo posto.

Contudo, as duas primeiras de 2018 em Innsbruck não baixaram os braços e colaboraram bem para recolar e depois deixar para trás Dygert-Owen e discutir entre si a prata, que ficaria mesmo para van der Breggen, que atacou na última volta para garantir a dobradinha para os Países Baixos, que colocaram ainda Marianne Vos em sexto.

Classificação

  1. Annemiek van Vleuten (NED) 4:06:05
  2. Anna van der Breggen (NED) +2:15
  3. Amanda Spratt (AUL) +2:28

Foto de Capa: Yorkshire 2019

artigo revisto por: Ana Ferreira

Antevisão GP Rússia: Ninguém consegue parar a Ferrari

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Desde 2001 que ninguém na Ferrari conseguia quatro pole positions seguidas, até Charles Leclerc (Ferrari). O monegasco e a própria Ferrari estão em grande nível desde a pausa de verão. Em Spa e Monza, duas das pistas mais rápidas do calendário, já era expectável a vitória dos italianos, mas todos julgávamos que em Singapura, voltavam para a ordem original, bastante atrás da Mercedes. Até que conseguem uma dobradinha na pista que supostamente seria mais complicada para eles.

E agora, mais uma vez, o piloto monegasco da Ferrari mostra-se como um dos melhores no ritmo de qualificação que apareceram nos últimos anos,  conseguindo mais uma pole position para a Ferrari na qualificação do Grande Prémio da Rússia.

Ao lado dele na linha da frente está, mais uma vez, Lewis Hamilton (Mercedes), ou seja, tudo aponta para mais uma batalha entre os dois. A começar na terceira posição, Sebastian Vettel (Ferrari) volta a mostrar que não está tão confortável com o carro como o seu colega de equipa, mas é um longo caminho até à primeira curva, e com a velocidade de ponta do Ferrari, tem tudo para conseguir colocar-se à frente de Lewis Hamilton.

Que venha Monza 2.0…
Fonte: Formula 1

Do lado da Red Bull, Max Verstappen qualificou-se bem, em quarto, mas terá de começar de nono após uma penalização de cinco lugares pela mudança para o novo motor da Honda. Já Alexander Albon terá de começar do fundo da grelha, após perder o controlo do carro na primeira qualificação e embater contra as barreiras, isso trouxe uma bandeira vermelha, mas tudo estava bem com o piloto.

Valteri Bottas (Mercedes), voltou a mostrar-se desligado, já resignado ao seu papel de segundo piloto, sendo que numa das pistas favoritas dele, onde tem uma vitória e duas poles, apenas ficou em quinto lugar, após erros na última volta da qualificação. Mas irá subir para quarto após a penalização de Verstappen.

O quinto lugar fica então para Carlos Sainz (Mclaren), que foi mais uma vez, o “Melhor dos restantes”, seguido de Nico Hulkenberg (Renault), numa das raras situações em que conseguiu qualificar-se melhor que Daniel Ricciardo (Renault) este ano.

Olheiro BnR: Mohamed Diaby

Mohamed Lamine Diaby chegou a Portugal para representar o Sport Comércio e Salgueiros, mas acabaria por acompanhar o então treinador da formação portuense, Rui Amorim, aquando da sua mudança para o CD Santa Clara.

Ora, o conjunto açoriano, que na altura competia na Segunda Liga, vivenciava alguma instabilidade, derivada das várias mudanças técnicas que se sucederam num (bastante) curto espaço de tempo (Rui Amorim era já o terceiro treinador da equipa, e ainda decorria a segunda semana de outubro). Assim, e para além da questão relacionada com a concorrência para a sua posição, o contexto não era, de todo, favorável para que um jovem francês de 20 anos recém-chegado aos escalões profissionais do nosso país pudesse aspirar ter muito tempo de utilização. Como tal, Mohamed Diaby acabaria por ser emprestado, no decorrer do mercado de Inverno, ao Sporting Clube Ideal, um outro emblema micaelense (com sede na cidade da Ribeira Grande), que se encontrava a disputar a Série E do Campeonato de Portugal.

Mohamed Diaby em pelo SC Ideal, num jogo de treino ante o CD Santa Clara
Fonte: Sporting Clube Ideal

Consequentemente, a experiência enquanto jogador dos “Leões” da Ribeira Grande revelar-se-ia proveitosa tanto para Diaby, como para o Ideal, uma vez que a forma exibida pelo jovem médio defensivo na reta final da Fase de Manutenção (marcara três golos, nas últimas cinco jornadas) contribuiu para que a formação treinada por Luís Roquete concluísse a prova no terceiro lugar a, apenas, dois pontos do vice-campeão Sport Benfica e Castelo Branco.

«Paços» firmes na procura da afirmação entre a elite do futebol nacional:

Posteriormente seria, no final daquela temporada, contratado pelo FC Paços de Ferreira, emblema ao serviço do qual tem progredido bastante. A cumprir a sua terceira época consecutiva nos “Castores”, a promoção (e conquista do título da Segunda Liga) ao principal escalão do futebol nacional lograda pelo clube este ano tem trazido ainda mais visibilidade ao desempenho deste atleta de 23 anos.

Como joga:

Numa primeira fase, com «Filó» e, agora, treinado por «Pepa», Diaby tem sido presença assídua no onze do Paços, formando uma dupla de médios mais recuados com o experiente Luíz Carlos – futebolista que chegara ao nosso país, há mais de uma década, para representar o SC Freamunde -. Na verdade, o meio-campista natural de Grasse tem vindo a sobressair, no decurso das jornadas iniciais da Primeira Liga, como um jogador bastante influente na equipa da Capital do Móvel.

Ora, tratando-se de um futebolista muito dinâmico, o camisola número 24 dos “Castores” tem oferecido qualidade e critério ao jogo da formação nortenha, seja na destruição de eventuais jogadas de perigo, seja no momento de criação de lances de potencial perigo para junto da área adversária.

Assim, e se por um lado efetua uma média de (1, 6) interseções e de, ainda, (2,2) alívios por partida, por outro acaba por ser um dos futebolistas que maior número de toques na bola efetua ao longo dos noventa minutos – totaliza, em média, 65,2 toques -. Para além disso, e sendo dotado de uma boa técnica e relativamente veloz, este futebolista francês não hesita em galgar metros com a bola controlada, quando possível.

Destaque-se, ainda, a sua imponente estampa física (188 centímetros e 77 quilogramas), que lhe permite muitas vezes levar a melhor sobre os seus adversários nos duelos aéreos.

Assim, e para já, parece-me legítimo apontar Diaby como um dos valores prestes a emergir na Primeira Liga.

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Revisto por: Jorge Neves