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O direito pela luta na direita

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Desde há uns anos para cá, André Almeida tem sido dono e senhor da lateral direita encarnada. Quererá isso dizer que será sempre dele enquanto estiver no Sport Lisboa e Benfica?

Há novos talentos a emergir no Caixa Futebol Campus, entre eles Tomás Tavares, que mira o lugar ocupado por André Almeida como um objetivo. O jovem defesa de apenas 18 anos procura seguir as pisadas de outros jogadores que contam com passagens pelo glorioso e que agora brilham em altos palcos pela Europa fora, como Bernardo Silva, João Cancelo ou João Félix.

Ora, se o “faz tudo” (a.k.a. André Almeida), com os seus 29 anos, já demonstrou qualidade suficiente para merecer o lugar no onze, Tomás Tavares ainda tem um longo caminho a percorrer. Não dizendo que não tem a qualidade suficiente ou até a maturidade pedida, o “pequeno” Tavares ainda tem muito para provar.

Está claro que a experiência se ganha com jogos, mas sendo o Benfica um clube de topo e com uma reputação a manter, tem de usar a sua experiência para ganhar jogos. É neste parâmetro que Tavares sai prejudicado. O risco de apostar num jogador novo é ser arriscado (perdoem-me a redundância).

Não sou, nem nuca fui, daqueles que gostam de ficar na sua zona de conforto e nunca experimentar coisas novas, mas o que acontece à velha máxima “em equipa que ganha, não se mexe”? Parece-me que Tomás Tavares, ainda que seja um lateral muito veloz no drible, e que quando sobe no terreno de jogo se torna preponderante no plano ofensivo (uma vez que desequilibra por completo a equipa adversária), tem mesmo de esperar pela sua vez.

Tomás Tavares fez a sua estreia absoluta pelos encarnados frente ao RB Leipzig, no primeiro jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões deste ano
Fonte: SL Benfica

Contudo, esta é uma faca de dois gumes! Ainda que André Almeida seja merecedor da lateral direita encarnada, sou apologista de dar aos mais novos as oportunidades merecidas, e Tomás Tavares tem mostrado que merece, pelo menos, uma oportunidade.

Ainda no início da temporada, Bruno Lage deu a responsabilidade de defender o corredor direito a outro jovem prodígio, também Tavares – de seu nome Nuno. Defesa esquerdo de raiz, Nuno Tavares adaptou-se bem às suas novas funções, ainda que temporariamente, tendo até marcado um golo.

O técnico encarnado tem um grande não-problema em mãos. André Almeida perfila-se como o homem para a posição, mas são vários os defesas direitos que espreitam pela janela de oportunidade. Nuno Tavares e Tomás Tavares já pularam, com sucesso, pela janela. Todavia, Ebuehi e João Ferreira mostram-se também como alternativas. Uns mais viáveis que outros, claro está, mas todos com a qualidade exigida.

Resta ver como Lage vai gerir esta situação e até que ponto se torna benéfico para o Benfica ter tantas opções para a mesma posição do onze inicial. O Sport Lisboa e Benfica e Bruno Lage principalmente, têm uma boa dor de cabeça. Por um lado, o treinador quer um plantel curto, mas ter uma formação de ouro não o permite.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

Pedro Sousa sai derrotado na final do Challenger de Florença

Mais uma semana que chegou ao fim e muitos foram os tenistas portugueses em destaque nos courts de todo o mundo.

Pedro Sousa teve uma grande prestação em Itália, mais precisamente em Florença, cidade na qual disputou mais um Challenger. O tenista de 31 anos passou por algumas dificuldades, principalmente nas duas primeiras rondas, uma vez que foi necessário um terceiro set para decidir o futuro do português no torneio. Pedro Sousa acabou por sair vitorioso de ambos os jogos. Na partida das meias finais, o tenista luso alcançou um grande triunfo sobre o experiente tenista alemão Philipp Kohlschreiber, garantindo um lugar no jogo do título.

Na final, Pedro Sousa defrontou Marco Trungelliti. Desde cedo que o tenista argentino causou grandes problemas ao tenista português. No primeiro set, Pedro Sousa sofreu três quebras de serviço que resultaram na derrota no primeiro jogo.  Pedro Sousa tentou reverter a sua posição na partida, no entanto Marco Trungelliti manteve um nível alto e arrumou com as aspirações do português de conquistar o seu terceiro título desta época.

Gonçalo Oliveira participou no torneio de Zhuhai, na China. Depois de ser eliminado na fase de qualificação na vertente individual, Gonçalo Oliveira mostrou-se a bom nível na vertente de pares.  O tenista de 24 anos alinhou ao lado de Andrei Vasilevski. Juntos chegaram à meia final da competição.

A dupla onde alinhou o jogador português entrou bem no encontro ao conquistar um break, mas a equipa adversária respondeu da mesma maneira e o empate persistiu até ao final do set. No tiebreak, a dupla constituída pelo brasileiro Marcelo Demoliner e o holandês Matwe Middelkoop levou a melhor, partindo em vantagem para o segundo set. A qualidade apresentada no primeiro jogo por parte de Gonçalo Oliveira e do seu parceiro diminuiu no segundo set, revelando-se determinante para a derrota no encontro. Apesar da derrota, Gonçalo Oliveira teve uma semana positiva tal como Pedro Sousa.

Na Argentina, Gastão Elias fez parte do quadro principal do Challenger de Buenos Aires. A participação de Gastão Elias no torneio argentino foi curta, tendo em conta que desistiu do encontro aquando do segundo set. O 361º classificado do ranking ATP segue agora para o Challenger de Campinas, no Brasil.

Gastão Elias retirou-se do Challenger de Buenos Aires. Fonte: Lisboa Belém Open

 

Por fim, João Sousa alinhou no Open de Chengdu, realizado em solo chinês. O vimaranense de 30 anos começou a semana com um triunfo frente Hyeon Chung. Mas o destaque vai para a vitória diante de Felix Auger Aliassime (20ºclassificado do ranking ATP). A exibição de João Sousa contra a jovem promessa canadiana não se repetiu no encontro dos quartos de final.

João Sousa ficou pelo caminho nos quartos de final do torneio de Chengdu.
Fonte: ATP World Tour

No confronto com Lloyd George Harris, João Sousa teve alguns problemas em contrariar o jogo do sul-africano. Mesmo tendo  vencido o primeiro set, o tenista português cometeu erros que permitiram ao jovem de 22 anos operar a reviravolta e avançar no torneio. O melhor tenista português de sempre volta a entrar em court, desta vez no Japão.

Foto De Capa: Estoril Open

Artigo revisto por Joana Mendes

Dança de treinadores. Porquê?

Uma das questões mais importantes na gestão de uma equipa de futebol é, sem qualquer sombra de dúvida, a escolha acertada do seu treinador. É um processo delicado e difícil, que deve ser levado muito a sério pelas administrações dos clubes.

No entanto, sucedem-se os casos onde os treinadores são contratados, para apenas alguns meses depois serem despedidos. Porquê? O que é que leva a esse desfecho? Será que alguns maus resultados colocam em causa todo um trabalho de prospecção, que em princípio terá sido realizado aquando da contratação?

O Real Madrid, sob o comando de Florentino Pérez, é possivelmente o exemplo para o qual todos devem olhar, mas que ninguém deve seguir. Carlo Ancelotti foi despedido em 2015 por não ter conquistado qualquer troféu naquela época. Os créditos da conquista da “Décima” possivelmente esgotaram-se e Florentino decidiu rescindir com o italiano, que esteve dois anos no comando da equipa. O senhor que se segue? Rafa Benítez, que durou apenas até ao início de janeiro de 2016.

“Zizou” com a Taça de 2016
Fonte: UEFA

O treinador espanhol foi substituído por Zizou, o que se veio a revelar uma excelente aposta, nomeadamente devido à conquista de três Ligas dos Campeões e de um campeonato espanhol. Em junho de 2018, Zizou e o Real Madrid chegaram a acordo e o francês abandonou o Bernabéu. As verdadeiras razões não são do conhecimento público, contudo especulou-se que Florentino e Zizou não estavam de acordo em relação a dispensas e a contratações. Para ocupar o seu lugar, foi contratado Lopetegui, com mucha ilusion, que durou apenas até ao final de Outubro. Para o seu lugar foi contratado Solari, que durou apenas até Março, e para o substituir foi contratado… Nada mais nada menos que Zinedine Zidane.

Em ambas as situações descritas, o presidente do Real Madrid não contratou melhor do que aquilo que já tinha. Mas, uma vez que decidiu dispensar os seus treinadores, será que fez bem o trabalho de casa para que a próxima contratação fosse acertada? Será que contratou uma pessoa cujo perfil se coadunasse com a equipa de futebol? Será que as saídas dos jogadores foram devidamente colmatadas? Será que a estrutura já existente trabalhou em comunhão com a nova equipa técnica? Será que o novo treinador teve uma palavra a dizer, ou teve de comer e calar? Será que o plantel ficou devidamente equilibrado e capaz de lutar por títulos?

No caso de Lopetegui, a incompetência da direção madridista foi gritante. Saiu Cristiano Ronaldo e não entrou ninguém. Tanto que ficaram famosas as declarações do pai do treinador espanhol: “Roubaram 50 golos ao meu filho”. O desequilíbrio do plantel foi fatal e a humilhação por 5-1 imposta pelo Barça em Camp Nou selou o destino: despedimento. Contudo, nem Solari, nem depois Zizou conseguiram evitar uma época vergonhosa e desastrosa do Real.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Em Portugal temos o Sporting. José Peseiro, Tiago Fernandes, Marcel Keizer, Leonel Pontes e agora Silas. Tudo isto no espaço de 11 meses e já 3 nesta época. Mas o que pode um treinador fazer quando encara uma época com 6 extremos e 1 ponta de lança? Mais uma vez, podemos falar de total incompetência e amadorismo na preparação da época. Que culpa teve Keizer? A verdade não a sabemos, mas não é crível que o holandês tivesse concordado com este cenário. Concordando ou não, o seu destino foi escrito à quarta jornada do campeonato: despedimento. E impõe-se a pergunta: será motivo para, tão cedo ainda na época desportiva, despedir a pessoa com quem se planeou a temporada? Isto assumindo que a preparação e planeamento da época foi elaborada entre a equipa técnica e a estrutura.

É hora de assumir responsabilidades. Não apenas os treinadores, mas também os entendidos com responsabilidades que trabalham nos clubes de futebol. Porque estes não podem passar sempre entre os pingos da chuva! E os treinadores não podem ser sempre as bestas!

Artigo de opinião de Miguel Batista

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

No momento de rotura, há soluções?

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A situação em Alvalade é tudo menos famosa. O período no futebol é negro, com um registo que já não se via há 90 anos. A isto junta-se o descontentamento da massa adepta, que  mostra cada vez mais o seu descontentamento. Haverá solução?

Olhemos para o momento atual: existe uma equipa com dificuldades em marcar golos, e que, para piorar esse aspeto, apenas tem um ponta de lança, que de resto tem estado lesionado. Depois, um treinador que, na minha opinião, não tem qualidade para orientar a equipa sénior do nosso clube como tinha Leonel Pontes. Por último, uma massa adepta cada vez mais descontente com a direção, que demonstra uma apatia e falta de carisma gritante, incapaz de mobilizar todos os adeptos para um objetivo comum.

Posto isto, para mim, será muito difícil encontrar uma solução. Contudo, penso que a contratação de Silas poderá ser um balão de oxigénio para Frederico Varandas. É um técnico com um discurso forte e capaz de gerar empatia, que demonstra ambição sempre que fala. Este facto poderá disfarçar um pouco a falta de capacidade de comunicação do Sporting CP, que não é capaz de ter um discurso fluente e forte.

A badalada estrutura ainda procura erigir-se, mas as bases, até agora, ainda são pouco seguras
Fonte: Sporting CP

Depois, condeno a comunicação do nosso clube. Neste momento, todos os problemas do clube chegam aos órgãos de comunicação social. Como? Tenho as minhas desconfianças, mas não as irei enumerar. Ainda assim, penso que as redes sociais estão a ser mal geridas, também elas incapazes de dar a volta com mensagens que consigam reverter a situação do campo ou, caso seja muito complicado, remeterem-se apenas ao silêncio, porque de facto cada vez há menos palavras para explicar os acontecimentos que têm ocorrido no clube.

Contudo, Frederico Varandas parece não conseguir dar a volta à situação do clube. A entrevista à SIC foi sofrível, mostrando mais uma vez incapacidade de comunicar e chamando, indiretamente, “malucos” aos adeptos do Sporting CP, assim como algumas contradições no próprio discurso. Penso que, ainda assim, o maior mal do presidente do clube seja pensar que percebe de futebol, quando na realidade percebe pouco. Deveria sim rodear-se de pessoas de excelência no que à modalidade diz respeito e sair de cena, mas parece ser incapaz de o fazer. Beto e Hugo Viana têm sido dois dos visados e, para mim, ter sido jogador de futebol não chega para se perceber do assunto.

Concluindo, num momento de rotura parece-me muito difícil algo mudar, a não ser que haja uma grande mudança de paradigma, fruto dos resultados desportivos. Contudo, a posição e figura de Frederico Varandas é cada vez mais frágil, e o próprio parece nem compreender bem a realidade. Prometeu unir o Sporting CP, mas até hoje tenho verificado exatamente o contrário. Mudanças precisam-se.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

Rio Ave FC 0-1 FC Porto: Valeu Marega!

Rio Ave FC e FC Porto encontraram-se em jogo a contar para a sétima jornada do campeonato. Os rioavistas procuravam manter o bom momento de forma depois da vitória a meio da semana em Alvalade frente ao Sporting CP, enquanto os dragões deslocavam-se a Vila do Conde em busca da oitava vitória consecutiva. O FC Porto saiu vitorioso e encostou-se assim ao SL Benfica na classificação geral, com menos um ponto que o líder Famalicão.

O Estádio dos Arcos recebeu o FC Porto para mais uma jornada da Primeira Liga. Os azuis e brancos procuravam ultrapassar o inglório empate neste estádio na época passada e o destaque ia para Nakajima, que assumia a titularidade depois de um jogo muito bem conseguido frente ao Santa Clara para a Taça da Liga, a meio da semana.

O FC Porto entrou pressionante e Marega, ainda no primeiro minuto de jogo, dispôs de uma boa oportunidade para inaugurar o marcador mas, dentro da área, atirou contra Kieszek.

Os dragões chegaram à vantagem aos doze minutos, por intermédio de Marega. Num canto batido à esquerda por Alex Telles, o maliano elevou-se mais alto que todos os outros jogadores e cabeceou com potência para a baliza da equipa da casa. Estava desfeito o nulo no marcador ainda antes do primeiro quarto de hora da partida.

Os portistas quase dilataram a vantagem à passagem da meia hora de jogo. Uribe, ao segundo poste, desviou um cruzamento de Corona, mas a bola passou a centímetros do poste direito de Kieszek.

Nuno Almeida apitou para o fim da primeira parte e as equipas seguiram para os balneários com o FC Porto em vantagem, fruto do golo marcado por Marega.

O FC Porto marcou o único golo do encontro aos 12 minutos por Marega
Fonte: FC Porto

As equipas regressaram e o FC Porto, na mesma postura em relação ao primeiro tempo, criou o primeiro lance de perigo por Alex Telles. Num livre junto ao vértice da área vila-condense, o brasileiro atirou para uma atenta intervenção de Kieszek.

O Rio Ave, à passagem do minuto 63, marcou por Taremi, mas o árbitro assistente, com a posterior análise do VAR, assinalou fora de jogo ao iraniano.

Num jogo apático de ambos os conjuntos, Alex Telles voltou a criar perigo de bola parada, atirando à trave da baliza de Kieszek.

O Rio Ave, com o aproximar do final da partida, chegou mais vezes junto à área portista e ainda pôs a defesa azul e branca em sentido, mas não foi suficiente para empatar a partida. O FC Porto sai assim vencedor do Estádio dos Arcos, naquela que foi, à semelhança do que Sérgio Conceição dizia na antevisão da partida, uma das deslocações mais difíceis do campeonato.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Rio Ave FC: Kieszek; M.Reis, Santos,Borevkovic, Nélson Monte (Jambor, 45′); Felipe Augusto, Tarantini; Mané, Diego Lopes (Taremi, 45′), Nuno Santos; Bruno Moreira (Ronan, 79′)

FC Porto: Marchesín; Alex Telles, Marcano, Pepe, Corona (Manafá, 60’); Nakajima (Mbemba, 76’), Danilo, Otávio, Uribe; Marega, Zé Luís (Luís Diaz, 82’)

Dia 3 dos Mundiais: Mamãs de Ouro no dia que não foi o de Pichardo

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O 3.º dia dos Mundiais não desiludiu a nível de resultados, com uma enorme final de 100 metros feminina, com emoção a rodos no Triplo masculino e com um concurso de Vara de alto nível, que trouxe coisas novas… e outras que parecem mais um deja-vu. A nível nacional, no triplo salto Pedro Pablo Pichardo não alcançou a medalha que os portugueses desejavam e o próprio ambicionava.

OS PORTUGUESES ENVOLVIDOS

Pichardo foi o melhor 4.º classificado de sempre, mas não era isso que pretendia
Fonte: FPA

No estádio, o único português a competir no 3.º dia dos Mundiais de Doha era Pedro Pablo Pichardo no Triplo Salto, que lutava pelo Ouro (como o próprio várias vezes afirmou). Sendo um dos favoritos juntamente com os norte-americanos Christian Taylor e Will Claye – todos eles integrantes do clube dos 18 metros.

Will Claye (USA) – o atleta com a melhor marca do ano – deu o mote com um forte primeiro salto a 17.61m, marca que viria a melhorar no 2º ensaio para 17.72m e, mais tarde, ao atingir duas vezes a marca de 17.74 metros. Christian Taylor (USA) – o campeão olímpico e mundial –  parecia estar com dificuldades em encontrar o seu salto, com dois nulos. Aí, ao 3.° salto, foi cauteloso ao deixar uma grande distância da tábua, mas mesmo assim, saltando a 17.42 metros, o que certamente lhe deu confiança. Ao 4.° ensaio melhorou para 17.86 e depois ainda aumentou para 17.92 metros, arrumando de vez com o concurso, conquistando o 4.° Ouro em Mundiais.

Christian Taylor volta ao topo do mundo
Fonte: IAAF

Pedro Pichardo melhorou para 17.62 ao quarto ensaio, salto que manteve como melhor até ao final, mas não esperava que Hugues Fabrice Zango (BUR) saltasse na 6.ª e última tentativa a 17.66 metros – um novo recorde africano – que retirou Pichardo de qualquer medalha. Pichardo ainda tentou, mas a sua última tentativa foi já fraca tecnicamente, chegando apenas aos 17 metros. O atleta do SL Benfica tem como consolação o facto de ter sido o homem que mais saltou na história de Mundiais a não alcançar qualquer medalha (o melhor 4.º lugar de sempre), que de pouco valerá ao atleta, tendo em conta as expectativas que trazia.

No final, o português confessou-se “muito desiludido” e disse que sempre tentou um salto “para o Ouro e não apenas para alcançar medalha”. Pichardo afirmou ainda que pensa que teve uma falha na abordagem técnica aos seus saltos e que isso poderá ter condicionado um salto maior. Agora só pensa em descansar para depois preparar em força os Jogos de Tóquio.

Ana Cabecinha participou nos 20 km Marcha, mais tarde, na Corniche de Doha e terminou no 9.º lugar, com um tempo de 1:36:31.

Ana Cabecinha e o seu treinador Paulo Murta
Fonte: FPA

A atleta fez uma prova inteligente, sem entrar em euforias e consegue sair de Doha com um resultado que a deixa “muito satisfeita”, dadas as “condições” em Doha e tendo em conta que este ano não trazia uma “grande marca” em comparação com outras atletas que ficaram atrás de si.

A vitória na prova foi para Hong Liu em 1:32:53, a Prata para Shenjie Quieyang em 1:33:10 e o Bronze foi para Liujing Yang em 1:33:17, completando um pódio totalmente chinês!

AS (OUTRAS) FINAIS DE HOJE

Fraser-Pryce volta ao topo
Fonte: IAAF

Na prova de 100 metros femininos, as atletas que haviam deixado melhores indicações nas meias-finais, abaixo dos 11 segundos, tinham sido Marie-Josée Ta Lou (CIV), Dina Asher-Smith (GBR) e Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM), que voltou a ser mais rápida desta ronda (10.81, depois dos 10.80 nas eliminatórias). A final confirmou isso mesmo.

Quando o tiro de partida foi dado, Shelly-Ann Fraser-Pryce disparou como uma flecha e manteve-se bastante forte durante todos os 100 metros para conquistar o seu 4.° Ouro neste evento em Mundiais, com a melhor marca mundial do ano – 10.71 segundos. Este tem um sabor especial, pois, como se sabe, após os Jogos do Rio, a atleta teve uma longa paragem, altura em que foi mãe do seu primeiro filho, Zion. Regressou a meio da temporada passada e agora alcançou mais um título mundial a roçar o seu recorde pessoal (10.70).

No segundo lugar, Dina Asher-Smith correu em 10.83 segundos para um novo recorde nacional britânico e a sua primeira medalha global, enquanto que a fechar o pódio, mais uma medalha para Ta Lou (CIV), em 10.90. No 4.º lugar, Elaine Thompson (JAM) – que é ainda a campeã olímpica – não conseguia esconder o desapontamento e na zona mista até as lágrimas vieram aos olhos da jamaicana, que tem passado por alguns problemas físicos e que já em 2017 havia falhado as medalhas.

Seferović: revolta de um lutador desinspirado

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Foi contratado para a época 2017/2018, onde sob o comando de Rui Vitória começou como um titular goleador, mas rapidamente foi perdendo espaço e minutos de jogos. Arranca 2018/2019 como dispensado, mas com o decorrer dos jogos acabou por voltar a ganhar a titularidade e terminou a época como o melhor marcador do campeonato português. Agora, lança-se à nova temporada como titular, mas com constantes exibições desapontantes, o que tem levado ao aumentar da crítica dos analistas e dos próprios adeptos.

Não tenho qualquer dúvida sobre a qualidade de Seferović. Nunca foi um goleador, mas sempre foi um avançado com boa qualidade técnica, boa leitura de jogo e muita inteligência. Um avançado forte, que não se prende a zonas de finalização, servindo a equipa nos vários setores de ataque. As minhas dúvidas prendem-se na sua força psicológica. Parece-me um jogador que rapidamente se deixa afetar por momentos de menor confiança, o que o leva a tão inconstantes desempenhos.

Neste momento, temos um Seferović a quem as coisas não correm bem. Nunca foi um finalizador, mas enquanto ponta de lança não pode desperdiçar a quantidade de oportunidades que tem. Contudo, o que mais me tem surpreendido são as más decisões que tem tomado, os movimentos não tão bons, as combinações imperfeitas e a pior leitura dos lances – o que resulta por exemplo em constantes foras-de-jogo.

Além da falta de confiança, temos a falta de discernimento. Esta última é resultado daquilo que a equipa técnica lhe tem proposto fazer em campo. Basta ouvir o treinador do SL Benfica falar sobre os quilómetros percorridos pelo suíço. Quando é pedido a um jogador que corra quilómetros atrás de quilómetros ao longo de 90 minutos, é normal que no momento de decidir, executar e finalizar, este não apresente o mesmo discernimento. E também é compreensível que um jogador que tanto corre e se esforça reaja mal às criticas e assobios – os jogos não lhe estão a correr bem mas dá tudo o que tem e não sente esse esforço reconhecido.

Haris Seferovic, uma inconstante emocional que clama por banco
Fonte: SL Benfica

Um jogador com fraco equilíbrio emocional, desgastado física e psicologicamente, que surge coroado como o melhor marcador do campeonato e se esforça como nenhum outro e mesmo assim é assobiado. Neste contexto surge a reacção após o golo ao Leipzig. Seferovic, no fundo do seu desespero, marca contra os críticos. O problema é que os principais críticos são aqueles que vão preenchendo as bancadas do Estádio da Luz.

Seferovic corre, Seferovic falha, Seferovic é assobiado, Seferovic marca, Seferovic manda calar os adeptos, Seferovic é assobiado, Seferovic decide em Moreira de Cónegos e Seferovic volta a ser criticado. Esta montanha russa vai sendo a época do suíço.

Haris Seferovic, o avançado suíço que trocou o relógio do seu país natal pela montanha das terras frias da Rússia. Uma inconstante emocional que clama por banco.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto 2-3 Sporting CP: À última hora, leões agarram troféu que faltava no museu

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O Pavilhão João Rocha foi o palco da competição que hoje findou e a derradeira partida marcou um encontro que se tem tornado habitual no que toca a decisões no hóquei em patins: um sempre escaldante e disputado clássico entre o FC Porto-Sporting CP. Dragões e leões, ambos esfomeados para a nova época, já se fitaram olhos nos olhos na última final da Liga Europeia – a qual foi vencida pelo Sporting – e também na última Elite Cup – esta levantada pela equipa portista.

Ambas as formações chegaram, sem surpresa, à final da Taça Continental depois de arrasar os seus respetivos adversários nas meias-finais: o Lleida foi derrotado pelo FC Porto por 8-2 e o Hockey Sarzana perdeu por 7-0 frente ao Sporting. Desta forma, o bem composto rinque lisboeta vestiu-se de gala para receber duas das melhores equipas do mundo nesta modalidade, orientadas por dois treinadores que se conhecem e respeitam mutuamente. Sendo assim, nada melhor do que uma final europeia, logo a abrir a época, para afiar as garras e aguçar o apetite destas duas vorazes equipas sobre rodas, mas também para preparar os corações dos apaixonados por este desporto eletrizante.

Do lado portista, Guillem Cabestany optava por manter unicamente no cinco inicial o reforço francês di Benedetto e o guardião Xavi Malián. Já Paulo Freitas, o técnico leonino, colocava o ex-dragão Telmo Pinto e Gonzalo Romero mais recuados e a dupla espanhola, feita por Pedro Gil e Toni Pérez, jogava mais à frente. Unidades como Ferran Font, Reinaldo Garcia, Raul Marín e Gonçalo Alves, iniciaram a final sentados no banco, um claro sinal da riqueza absoluta de ambos os plantéis.

Durante os primeiros cinco minutos, as duas formações tentavam alongar as suas posses e construir com mais paciência e o primeiro acontecimento digno de registo foi o cartão azul para Cocco. Na sequência, o especialista catalão Ferran Font não foi capaz de desfeitear o seu compatriota Xavi Malián, que travou com imponência o livre favorável aos leões. Consequentemente, a equipa portista ficou reduzida a quatro unidades e o Sporting cercava a área de Xavi Malián, que começava a mostrar-se, segurando o empate com um par de boas defesas. Na resposta, Rafa ensaiou uma jogada a solo, mas o melhor que conseguiu foi atirar ao lado da baliza verde e branca.

O ritmo da partida ia subindo e a bola e os jogadores deslocavam-se mais rapidamente pelo rinque leonino. O que subia também era a “temperatura” no terreno de jogo e as faltas e picardias começavam a suceder-se, não fosse este um clássico do nosso hóquei em patins. O equilíbrio de forças era notório, mas à passagem do minuto 10’, o Sporting colocava-se em vantagem no marcador. Numa jogada repentina, Romero arrancou, imparável, antes do meio campo e só parou quando enfiou a bola rasteira na baliza de Malián.

Faltavam dez minutos para o fim da primeira parte, e surgiram duas oportunidades claríssimas para cada lado, porém ambas acabaram com os guarda-redes como protagonistas. Instantes depois, mais um cartão azul para os dragões, desta vez para Gonçalo Alves. Agora, o encarregado de bater o livre correspondente era Raul Marín, que teve a mesma sorte que o seu antecessor: Malián voltou a brilhar, travando o remate do espanhol. No seguimento, o FC Porto voltava a ficar em inferioridade numérica e era o guarda-redes espanhol que, por várias vezes, não permitia o avolumar do resultado, que se mantinha em 1-0 para os leões.

Os cinco minutos finais da primeira parte trouxeram mais ação e incerteza no marcador. Primeiro, mais um cartão azul, agora para Matías Platero e na cobrança do livre, o gigante francês di Benedetto moveu Girão de um lado ao outro e desferiu a stickada final, empatando o jogo. De seguida, o mesmo Benedetto colocou Girão outra vez à prova, desta vez de longe, mas com resposta afirmativa do internacional português.

No entanto, quando o Porto parecia crescer, Gonzalo Romero não pensou duas vezes e disparou com estrondo para o fundo das redes azuis e brancas. Uma autêntica bomba do internacional argentino do Sporting. De seguida, Malián disse presente mais uma vez e mostrava-se cada vez mais decisivo. Ainda antes do intervalo, Benedetto dispôs de mais um livre para empatar a final, mas Girão defendeu. O lance foi repetido e o guarda-redes campeão do mundo voltou a defender,

Chegava ao fim uma primeira parte com várias paragens, mas em crescendo, onde as defesas se sobrepunham aos ataques. O equilíbrio foi a norma inicial, mas a sucessão de cartões azuis e os momentos de jogo em inferioridade numérica, sobretudo do FC Porto, ajudaram a que o Sporting criasse mais perigo, conseguindo ainda materializar essa superioridade no marcador.
Paulo Freitas continua a amealhar troféus, desta vez o único que faltava ao museu leonino
Fonte: Sporting CP
O FC Porto, em desvantagem no marcador, entrou melhor na segunda parte e alvejou por duas vezes a baliza de Girão. Ainda nessa toada, o Sporting chegou à sua 15ª falta e Cocco não vacilou na cobrança: foi paciente e bateu Girão com qualidade. Dois golos de bola parada para o FC Porto e o resultado fixava-se em 2-2.

O jogo estava muito disputado, quezilento até, e os artistas teimavam em não aparecer – ambas as equipas ainda procuram a sua melhor versão para esta nova época. O número de faltas era elevado e as sempre entusiasmantes e velozes transições sobre rodas não surgiam. Entretanto, a equipa azul e branca atingiu a décima falta, o que deu a oportunidade a Pedro Gil de colocar a turma de Alvalade de novo na frente do resultado. O espanhol de 39 anos não atirou sequer enquadrado e os leões continuavam a perdoar nestes lances soberanos de bola parada, ao invés dos dragões.

Dez minutos decorridos na segunda parte e, devido a uma segunda simulação, Reinaldo Garcia deixou os dragões em inferioridade numérica mais uma vez. Por três vezes nesta situação, o Sporting não conseguia deslindar um caminho para a baliza portista, sobretudo graças a Malián, que neste período voltou a destacar-se acima de todos. Do lado dos leões, Romero parecia omnipresente e era o homem mais inconformado, em duelos constantes com o guardião adversário, mas também muito forte nos duelos defensivos.

O jogo precipitava-se para o fim e a igualdade não se desfazia. Ainda assim, nos últimos dez minutos, o ritmo subiu substancialmente e a incerteza crescia no Pavilhão João Rocha. Faltavam cerca de seis minutos para o fim e o Sporting acumulava a sua 20ª (!) falta. Desta feita, Girão levou a melhor sobre Cocco e mantinha vivo o sonho leonino de conquistar a Taça Continental pela primeira vez. A decisão ia sendo adiada, até que a menos de dois minutos do fim, Sergi Miras viu o cartão azul. Raul Marín tinha, no stick, a chance de oferecer o troféu europeu que falta no museu leonino. O espanhol partiu, parou frente a Malián e colocou-lhe a bola por cima, fazendo com o pavilhão explodisse em tons de verde e branco.

No tudo por tudo, Cabestany decide lançar um jogador de campo no lugar do guarda-redes e a equipa leonina, debaixo do incentivo dos seus adeptos, defende-se como pode da ofensiva final da equipa portista. Momentos de aflição na área de Girão, mas a Taça Continental ficou mesmo no Pavilhão João Rocha.

O jogo feito por estas duas equipas extremamente competitivas e equivalentes parecia destinado a um empate no tempo regulamentar, mas são os pormenores que, geralmente, decidem as finais. No momento decisivo, Marín teve a calma, a arte e o engenho de bater o instransponível Malián e nada mais houve a fazer para os dragões de Guillem Cabestany. Paulo Freitas e os seus pupilos continuam a fazer aquilo que ainda não tinha sido feito. A competitividade demonstrada é um bom prólogo para o que poderá ser a corrida pelo título no campeonato português, para muitos o melhor campeonato do mundo.

CINCOS INICIAIS

FC Porto: 1 – Xavi Málian (GR); 55 – Sergi Miras; 7 – Cocco, 9 – Rafa, 19 – Bennedeto

Sporting CP: 61 – Ângelo Girão (GR); 5 – Telmo Pinto; 9 – Pedro Gil; 57 – Toni Pérez; 99 – Gonzalo Romero

CD Santa Clara 1-0 Gil Vicente FC: Açorianos vencem (Anti-)Jogo

As portas do estádio abriram-se para mais uma tarde de domingo de futebol. O Gil Vicente FC chega aos Açores com um empate sem golos, obtido diante do Boavista FC em sua casa. Por sua vez, o CD Santa Clara, equipa da casa, regressa com uma derrota (2-0) frente ao FC Porto no Estádio do Dragão.

A primeira parte pautou-se por um jogo sem grandes ocasiões de golo, apesar da entrada bastante pressionante do Gil Vicente a intensidade acabou por baixar. Assim, passou-se a assistir a um jogo calmo para ambas as formações. Alguns lances de bola, nomeadamente os pontapés de canto, traziam alguma emoção ao jogo.

Aos 25 minutos da partida, João Afonso, o médio do Gil Vicente, numa entrada dura sob Francisco Ramos, viu o vermelho direto acabando por ser expulso e reduzindo a sua equipa a 10. A calma, a que esta primeira parte ficou marcada, manteve-se até ao intervalo deixando o resultado em aberto para a 2ª parte.

Ao longo de toda a partida, apenas a equipa da casa demonstrou vontade em conquistar os três pontos
Fonte: BnR

A segunda parte começou com maior intensidade por parte da equipa da casa, que procurou ter mais iniciativas ofensivas. Ao contrário da equipa do Gil Vicente que recorreu a anti-jogo como forma de reduzir a velocidade e intensidade de jogo. A equipa da casa, numa tentativa de causar perigo junto da baliza de Marco Pereira, Sandro Lima tenta a sua sorte mas este consegue defender aos 59 minutos.

Depois de uma onda de substituições, aos 73 minutos, Zé Manuel, acabado de entrar em campo deixa o registo de tentativa de golo ao cabecear para a baliza de Denis. A concretização do golo apareceu aos 85 minutos através de Carlos JR que se estreia a marcar na Primeira Liga e inaugura o marcador.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: Marco, Mamadu Candé, F. Cardoso, J. Afonso (60’ Carlos JR), César Martins, Lincoln (71’ Zé Manuel), Rashid, Francisco Ramos (71’ Bruno Lamas), Patrick Vieira, T. Santana, G. Schettine.

Gil Vicente FC: Denis, Henrique G., Rodrigo, Nogueira, Fernando, J. Afonso (25’ expulsão), Soares, B. Kraev, Y. Baraye (80’ Lourency), Sandro Lima (84’ Naidji), Erick (82’Arthur H.).

 

Mads Pedersen vence e Rui Costa termina em 10.º lugar

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Num dia recheado de chuva, o percurso entre Leeds e Harrogate não se adivinhava fácil. Houve uma alteração em relação ao percurso original, ao qual foram retiradas duas subidas iniciais e trocadas por mais duas passagens na meta em Harrogate. No fim, a vitória foi dinamarquesa. Pela primeira vez, iremos ter um campeão do mundo na modalidade da Dinamarca! Sendo este um feito inédito para este país nórdico.

A fuga inicial foi marcada com muita gente importante, tendo nomes como: Roglic (Vencedor da Vuelta), Carapaz (Vencedor do Giro) e Quintana.  O pelotão liderado essencialmente por Bélgica, França e Espanha manteve sempre uma vantagem confortável para não permitir muitos avanços da fuga.

Philippe Gilbert foi um dos azarados do dia, sendo obrigado a parar e a necessitar da ajuda dos seus companheiros de seleção. Teve a preciosa ajuda do miúdo Evenepoel após a queda, mas nem assim o fez recolar na frente, acabaram ambos por desistir. Valverde e Lutsenko desistiram também, deitando por terra as grandes aspirações que traziam.

A fuga teve o seu fim, mas deu origem a novos ataques. Lá na frente formou-se um grupo novo com: Moscon, Teunissen, Pedersen, Kung e Craddock, com Nils Politt a tentar chegar também, quando faltavam cerca de 60 quilómetros para o final. O holandês da Jumbo Visma, Teunissen e o americano Craddock a acabarem por ceder, contudo, os restantes elementos mantiveram um bom ritmo para o pelotão.

Com o pelotão por perto, o holandês Mathieu Van der Poel, acabou por atacar e levar na roda Matteo Trentin. Juntaram-se aos da frente e procuraram obter a melhor colaboração. Quando tudo parecia bem, numa zona mais durinha, um dos favoritos desiludia, Van der Poel “estoirou o motor” e fez marcha-atrás em direcção ao pelotão.

Deste quarteto, três discutiram a vitória final
Fonte: Yorkshire Worlds

Nos últimos quilómetros, o italiano Moscon acabou por ficar para trás também, deixando apenas três homens na frente.

Pedersen e Kung trabalhavam bastante na frente para manter as diferenças para os que vinham atrás. No final, quando tudo esperava por uma vitória de Trentin, visto que era teoricamente o melhor sprinter, o dinamarquês acabou por responder bem ao sprint lançado pelo italiano e arrecadou o lugar mais alto do pódio. Kung era o pior no sprint e fechou com o bronze.

Esta é a vitória mais importante da carreira de Mads. Com 23 anos, o ciclista da Trek-Segafredo já veste a camisola de campeão do mundo, alcançando apenas a sua segunda vitória do ano, mas esta valeu por muitas, com toda a certeza!

A Dinamarca está a destacar-se no panorama internacional, visto que já tinha ganho com Mikkel Bjerg no escalão de sub-23, o contrarrelógio individual. Bjerg que é pela terceira vez consecutiva,  campeão do Mundo de contrarrelógio neste escalão, é obra!

Peter Sagan destacou-se do grupo dos favoritos no final, para acabar no quinto lugar. O primeiro a chegar do “pelotão” foi Kristoff, com 1m:10s de atraso, mesmo tempo que Rui Costa.

No final da prova, apenas 46 ciclistas terminaram a prova. Os portugueses Nélson Oliveira, Rui Oliveira, José Gonçalves e Rúben Guerreiro não terminaram a prova. Este último foi o escudeiro principal de Rui Costa, desistindo já na parte final da corrida. O melhor classificado da seleção das quinas foi Rui Costa terminando na 10ª posição, mesmo lugar do ano transato. É a quarta vez que terminou dentro dos dez melhores em provas do campeonato do mundo.

Top 10 do Campeonato do Mundo:

1.º lugar- Mads Pedersen (Dinamarca) 6h:27m:28s

2.º lugar- Trentin (Itália) m.t

3.º lugar- Stefan Kung (Suiça) +0:02s

4.º lugar- Gianni Moscon (Itália) +0:17s

5.º lugar- Peter Sagan (Eslováquia) +0:43s

6.º lugar- Michael Valgren (Dinamarca) +0:45s

7.º lugar- Alexander Kristoff (Noruega) +1m:10s

8.º lugar- Greg Van Avermaet (Bélgica) m.t

9.º lugar- Gorka Izaguirre (Espanha) m.t

10.º lugar- Rui Costa (Portugal) m.t

Foto de Capa: Yorkshire Worlds

artigo revisto por: Ana Ferreira