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O regresso do clube da Cruz de Cristo

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futebol nacional cabeçalho

O ano 2013 vai ficar na memória de todos os adeptos do Belenenses. O histórico clube voltou ao seu lugar. O quarto grande voltou aos grandes palcos. Depois de uma grande época na Segunda Liga, onde se destacou do resto da concorrência ao conquistar 96 pontos e subir sem dificuldades, o Belenenses procura estabilidade neste regresso à Primeira Liga. O líder desta equipa foi Van der Gaag, o treinador holandês mais português que existe.

Não tem sido uma época fácil para o Belenenses. Os azuis do Restelo estão no antepenúltimo lugar da tabela com 16 pontos, os mesmos do penúltimo classificado, o Olhanense, e procuram desesperadamente ficar na Primeira Liga. Só com três vitórias até ao momento, esta será uma dura batalha. E para complicar ainda mais a situação, o Belenenses viveu um caso no banco que em nada o beneficiou: na primeira volta, frente ao Marítimo, Van der Gaag sentiu-se mal durante o jogo, por causa de um problema no coração. Por causa deste incidente, o treinador deixou de comandar a equipa, tarefa dada a Marco Paulo, treinador das camadas jovens dos azuis. Uma mudança forçada para o plantel, que teve de viver com a instabilidade de Van der Gaag ser presença nos treinos, mas ser Marco Paulo a comandar a equipa no banco em dia de jogo. O holandês chegou a apresentar a demissão, pois o seu estado de saúde ainda não era o melhor para estar no banco, mas a direcção recusou esse pedido, afirmando que quando acabar o período de repouso,o técnico terá uma função importante no clube.

Van der Gaag trouxe o Belenenses de volta à Primeira. Fonte: Agentedesportivo.com
Van der Gaag trouxe o Belenenses de volta à Primeira Liga
Fonte: Agentedesportivo.com

Quanto ao plantel, o Belenenses combina juventude com experiências. Nomes com bastante futuro com outros já com experiência. Jogadores como Helgi Daníelsson e Eggert Jónsson oferecem outra maturidade ao clube. Os dois islandeses, nacionalidade muito rara no futebol português, já passaram pelo campeonato inglês e podem ser uma mais-valia para o plantel. A juntar a estes dois, outro jogador já bastante experiente e muito conhecido dos adeptos portugueses. Falo de Roland Linz. Quem não se lembra deste ponta de lança nos tempos em que jogava no Boavista e no Sporting de Braga? Confesso que fui sempre admirador deste jogador e que me questionei sempre sobre o porquê de nunca ter tido uma oportunidade em palcos maiores. O regresso do austríaco ao futebol português não está a ser ao nível de outros tempos, tendo realizado só dois jogos para o campeonato. A juntar à experiência temos jovens de grande valor. Na frente de ataque, Rudy e Rambé são as armas. Rudy fez-se jogador no Cercle Brugge e regressa a Portugal motivado para continuar o que de bom mostrou na Bélgica. Rambé é um jovem cabo-verdiano que foi emprestado ao Farense. Os seus dez golos pelo clube de Faro foram suficientes para ser chamado de volta ao Belenenses. Tem grande potencial e, bem acompanhado, pode ser uma grande mais-valia para o clube do Restelo.

Miguel Rosa, a estrela do Belenenses. Fonte: Cronicasazuis.blogspot.com
Miguel Rosa, a estrela do Belenenses
Fonte: Cronicasazuis.blogspot.com

Mas a grande estrela da equipa é Miguel Rosa. Um miúdo de uma enorme qualidade, que ainda hoje pergunto porque não foi aproveitado no Benfica. Mais um grande valor desperdiçado. Quem aproveita é o Belenenses. O jovem jogador já tinha sido emprestado duas vezes e ganhou um carinho especial pelo clube, daí tê-lo escolhido depois de sair do Benfica. Miguel Rosa é o comandante dentro do campo e a diferença é clara quando ele não joga.
O plantel do Belenenses tem um valor que não corresponde ao seu lugar na tabela. Há ali qualidade, há ali bastantes jovens que vão mostrar o seu grande valor. Que esta seja uma época para ganhar experiência na Primeira Liga e que nos anos que se seguem o clube da Cruz de Cristo consiga ficar nos lugares de onde nunca devia ter saído.

World Tour a quatro dias do começo

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cab Surf

Está a chegar a primeira prova do World Tour 2014. A Austrália, mais precisamente a Gold Coast, volta a acolher a primeira etapa do circuito, etapa esta que para muitos é a mais desejada, mais até que Pipeline, por terem passado já dois meses desde a última prova. Conhecidas pela perfeição e consistência, as ondas da Gold Coast atingem as condições perfeitas quando o o seu tamanho ronda entre o metro e meio e os dois metros.

Muitos são os favoritos. Por um lado temos o atual campeão mundial, Mick Fanning, que vai competir no “seu jardim”, uma vez que surfa todos os dias naquela onda. Joel Parkinson, campeão mundial de 2012, é também favorito, por ser australiano e por ter já duas vitórias na Gold Coast, a primeira em 2002 e a segunda em 2009. Kelly “King” Slater não fica para trás: o surfista norte-americano que é dono do título da Gold Coast do ano passado conta já com onze títulos mundiais e apesar de já ser quarentão continua a impressionar com as suas manobras imprevisíveis. Kelly já ganhou na Austrália quatro vezes. Tal como estes três grandes, temos também a nova geração: Gabriel Medina, Miguel Pupo, Owen Wright e Julian Wilson são os miúdos que surfam como homens grandes. Os seus aéreos e tubos são qualquer coisa e dificilmente não chegarão longe na competição.

Dane Reynolds é outro. Apesar de o surfista já não fazer parte do World Tour por opção própria, o surfista natural da Califórnia entra em prova com wild card, uma vez que a marca que o patrocina patrocina também a prova.

Kelly Slater, Joel Parkinson e Mick Fanning. Os campeões de 2011, 2012 e 2013 respectivamente.Fonte: Meltyxtrem.fr
Kelly Slater, Joel Parkinson e Mick Fanning. Os campeões de 2011, 2012 e 2013 respectivamente
Fonte: Meltyxtrem.fr

Não podia também deixar de falar do grande “portuguese tiger”. Depois de vários meses parado devido a uma lesão no joelho esquerdo, Tiago “Saca” Pires, conhecido como “tiger” no WCT pelo seu surf agressivo, não pôde competir na maioria das provas do circuito de 2013, o que o impossibilitou de ganhar quaisquer pontos para se qualificar para o World Tour de 2014. Mas felizmente e com uma ajudinha do Pai Natal, em dezembro de 2013 o melhor surfista português de todos os tempos recebeu a notícia de que iria voltar ao WCT, sendo “injury wildcards”; isto é, devido à gravidade da lesão, ao ranking em que se encontrava quando se lesionou e às provas a que faltou, a ASP decidiu que “Saca” voltaria a competir este ano. Tal como o surfista da Ericeira, também Owen Wright é “injury wildcards”. Sendo assim, Glenn Hall e Dusty Payne  ficam de fora do circuito

Tiago "Saca" Pires está de volta. Fonte: Aspworldtour.com
Tiago “Saca” Pires está de volta.
Fonte: Aspworldtour.com

Dia 1 de Março começa o período de espera; estender-se-á até dia 12 de Março. Dentro destes 12 dias, muita ação acontecerá e, no fim, o vencedor da etapa ficará um passo mais perto de se tornar no novo campeão mundial. Aqui fica um vídeo dos melhores momentos das meias-finais e final do ano passado:

Tudo a saltar, tudo a saltar…mas com calma

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lanternavermelha

O Benfica está bem, os jogadores estão bem, os adeptos estão bem e até o senhor Jorge está bem. Parece fantástico.

Há jogadores que se destacam mais do que outros? Sim, há. Mas a loucura leva a que se atribua mérito a um ou outro jogador, o que para mim é errado. Muitos falam agora de Markovic. É fácil. Markovic é provavelmente a maior promessa do Benfica, é um jogador dotado de uma técnica tremenda, capaz de momentos únicos como o que vimos na última partida, dotado de uma velocidade estonteante e com um poder de decisão muito bom tendo em conta a sua idade. É verdade. Faz qualquer adepto vibrar. Quem gosta de futebol gosta de magia, quem gosta de magia…tem de gostar de Markovic. Mas se gostam tanto do menino, não lhe coloquem toda essa pressão. Primeiro porque é mau para o jogador, em segundo lugar porque é injusto para a equipa. Muito injusto.

O Benfica actualmente vive, felizmente, pelo todo. E isso é o que merece destaque. Temos um guarda-redes seguríssimo, uma dupla de centrais de nível europeu – sim, de nível europeu – alas fantásticos e um avançado que no futebol nacional não tem par. Temos suplentes de grande nível e uma aposta que parece começar a surgir na formação. Isto agrada-me muito, deixa-me francamente feliz e neste momento não há equipa com o plantel do nível do nosso em Portugal. Neste momento não há nenhuma equipa nacional que esteja em quatro frentes a praticar um futebol convincente. Neste momento não há nenhuma equipa a praticar o nosso futebol.

Toda a conjuntura actual faz-me acreditar neste Benfica, faz-me viver este momento com alegria, mas faz-me também respirar fundo. É que eu já vi este filme. Eu já vi uma equipa com um plantel fantástico fazer uma época fantástica, ser de longe a melhor equipa no futebol nacional e no final…nada. Nem uma conquista só para ‘inglês ver’. Zero.

Se acho que nós, encarnados, estamos bem encaminhados para vencer títulos esta temporada? Sim, acho. É impossível dizer que não se pensa em conquistas, quanto mais não seja pela sede que temos de vencer, pela espera, pela ânsia de glória novamente. Portanto, sim, penso nisso; sim, quero isso, nós queremos isso. Mas calma. Não vale a pena entrar em euforias antecipadas, não faz sentido e não é, de todo, justificável. Tudo a seu tempo.

É tempo de apoiar a equipa como um todo, apoiar o treinador – quer se goste ou não dele -, tempo de marcar presença nos estádios, de acompanhar a equipa, de acompanhar o clube como um todo. É tempo de ter calma.

Acima de tudo, é tempo de ter tudo a saltar, tudo a saltar, festejar cada vitória, sentir alegria e orgulho pela presente época… mas manter a calma.

P.S. – Senhor Coluna, Rei Eusébio, quando for – porque há-de ser, mais tarde ou mais cedo – será por vocês. Obrigado por toda a história que deram ao meu clube.

Real massacra na Alemanha e Chelsea leva vantagem para Stamford Bridge

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Está concluída a primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Nos últimos dois encontros, o Real fez história na Alemanha (vitória por 6-1 é apenas o segundo triunfo em 25 jogos em solo germânico), enquanto o Chelsea e o Galatasaray empataram em Istambul (1-1), o que dá à equipa de José Mourinho uma curta vantagem para o duelo em Stamford Bridge.

Em Gelsenkirchen, assistiu-se seguramente a uma das melhores exibições colectivas da temporada. O Real Madrid humilhou o Schalke 04 com uma vitória por 6-1 e está, obviamente, apurado para os quartos-de-final. O resultado até foi “simpático” para os alemães, tendo em conta o número de oportunidades desperdiçadas pelos merengues. Foi um autêntico vendaval ofensivo por parte da equipa de Carlo Ancelotti e os golos foram surgindo com naturalidade. O 1-0, da autoria de Benzema a passe de calcanhar de Ronaldo, resultou de uma jogada fantástica iniciada por Bale. Pouco depois seria o galês a marcar, em mais um lance individual só ao alcance de um predestinado. Pelo meio, Casillas evitou o golo da equipa da casa com uma defesa monumental. Até ao intervalo, Ronaldo ainda desperdiçou várias ocasiões claras para regressar aos golos, algo que apenas aconteceria na segunda parte. O português, após ultrapassar um adversário, fuzilou Fährmann para o 3-0. Com a eliminatória resolvida, esperava-se que o Real abrandasse o ritmo, já a pensar no encontro com o Atlético para a liga espanhola. No entanto, os espanhóis estão numa fase em que respiram confiança e partiram para a goleada. O trio da frente bisou: Bale fez o 4-0, Benzema aumentou para 5-0, após mais uma assistência incrível de Ronaldo, e o português também voltou a marcar. Huntelaar, com um tiro de fora da área, assinou o golo de honra do Schalke.

Germany Soccer Champions League
Ronaldo, Bale e Benzema foram os marcadores do encontro
Fonte: A Bola

A nível individual, o principal destaque vai para Di María. É impressionante a forma como o ex-Benfica se está adaptar ao papel de médio interior, juntando à qualidade ofensiva uma maior responsabilidade a nível defensivo. O meio campo do Real, com Xabi a equilibrar, Modric – que realizou mais uma exibição ao seu nível –, e o argentino entendeu-se às mil maravilhas. Ronaldo, que regressou em grande estilo com dois golos e duas assistências, Bale, que mostrou a sua técnica fenomenal, e Benzema desequilibraram por completo a frágil defensiva do Schalke, que teve em Felipe Santana (central banal) o elo mais fraco. Do meio campo para a frente, Draxler acabou por desiludir, ao contrário de Farfán, que merece nota positiva.

Chejdou marcou para o Galatasaray Fonte; Uefa.com
Chejdou marcou para o Galatasaray
Fonte; UEFA.com

No outro jogo do dia, o Chelsea alcançou um empate (1-1) no sempre difícil terreno do Galatasaray, deixando tudo em aberto para a segunda mão. Os blues marcaram cedo por intermédio de Fernando Torres, que encostou para a baliza deserta a passe de Azpilicueta. Em vantagem, a equipa de José Mourinho estava confortável no encontro e ia dominando um conjunto turco que dava demasiado espaço para as transições rápidas dos londrinos. Na segunda parte, a turma orientada por Roberto Mancini reagiu e acabou por chegar ao empate – Chedjou, na sequência de um canto – de forma justa. Na recta final da partida, Mourinho optou por gerir o resultado em vez de ir à procura de um golo que desse outra tranquilidade para a segunda mão. Ainda assim, o Chelsea tem tudo para seguir em frente.

Carta Aberta a: Pinto da Costa

cartaaberta

Olá Jorge,

Não sei se sabes quem sou. Talvez já tenhas ouvido o meu nome, mas provavelmente nunca pensaste que chegaria o dia em que me conhecerias. Pois bem, eu estou a chegar, e espero sinceramente que estejas em boa saúde para me receber.

Quero estar contigo neste teu fim de ciclo. Mais uma vez, acredito que pensaste que nunca chegaria tal altura. Planeaste um fim que seria apenas o princípio de outro alguém como tu, que faria as mesmas artimanhas, que contaria as mesmas mentiras, que ganharia e enriqueceria de forma tão indigna como tu fizeste na tua vida. Mas, Jorge… estiveste enganado.

O teu fim de ciclo torna-se cada vez mais óbvio. Afinal, estás a acabar como todos os mafiosos acabam: louco com a perda de poder. Se calhar nunca tinhas pensado nisto, mas a vida e o que nela fazemos não é algo que possamos, simplesmente, passar para as mãos de outrem. Há coisas que temos de ser nós mesmos a fazer. E hoje, antes de conseguires passá-lo para alguém da tua confiança, sentes o poder a escapar-te por entre os dedos, restando-te o que resta a todos os que acabam como tu: a ameaça, a injúria e a coação.

Ó Jorge, de tantas vezes que ameaçaste os outros, esqueceste-te de que tens de o fazer pela calada? Bem sei que já empurraste muitos jornalistas na tua vida, mas a velhice fez-te perder a noção de que não o podias fazer em frente às câmaras, em direto para a televisão. Passaste por muito, Jorge. Foram 30 anos de cansativos e planeados esquemas que te levaram à glória. E podias ser eternamente glorificado, Jorge, até podias. O Grande Presidente… era bonito! Mas o poder tem também um lado muito negro: quando muitos o querem, todos o estragam.

Jorge, espero que percebas que serás cada vez mais o Jorge e cada vez menos o Sr. Presidente. O medo que criaste através do teu poder acabou. As pessoas vão deixar de te recear, Jorge, e vão começar a falar. Alguns ratos já começaram a fugir-te. Vão contar toda a verdade que escondeste durante a tua vida. Rapidamente as tuas conquistas passarão a mentiras, a tua sala de troféus de ouro será apenas pó e toda a tua glória será uma ilusão. É isso que eu te vou fazer, Jorge.

Felizmente, nem tudo o que fizeste foi mau. No teu caminho de falsas conquistas, criaste um clube feito de adeptos de vitórias. Eles não te amam, Jorge, nunca te amaram. Nem a ti, nem ao símbolo que ostentas, nem à história da instituição que defendeste. E quando o teu poder morrer, os adeptos do teu clube, essencialmente regionais (um erro que não foste a tempo de emendar), morrerão com ele. Alguns, poucos, terão vergonha daquilo que apoiaram. Outros ignorarão algum dia ter-te apoiado. Presidente, nunca mais. Serás apenas o Jorge.

Mas ainda me terás a mim, Jorge, e eu já não demoro. Até já,

Karma

Jogadores que Admiro #14 – Giorgos Karagounis

jogadoresqueadmiro

Bem sei que o grego não se pode equiparar à grande maioria de jogadores já referidos nesta rubrica do Bola na Rede. Não foi um fora de série, nem tão pouco um jogador de excelência, ao nível dos melhores de sempre. Karagounis, no entanto, exemplifica tudo aquilo que um adepto apaixonado pelo futebol aprecia: garra, determinação e uma vontade imensa de querer ganhar todos os jogos em que participa.

Depois de uma entrevista ao nosso programa, Fernando Santos, treinador do grego na seleção, confidenciava-me que, apesar dos seus 36 anos, o polivalente médio grego continua a ser uma peça fundamental no seu conjunto: «é um jogador que quer sempre jogar e nunca quer estar no banco. Ele esquece-se é que tem 36 anos». E é esta característica, quase insana de Karagounis, de nunca virar a cara à luta, mesmo quando o corpo não consegue corresponder da mesma forma do que as ordens do coração, que o faz ser tão querido por todos os adeptos do clube que representa. É um guerreiro. Se, em certo jogo, apresenta alguma irregularidade exibicional, tal nunca se deverá à falta de querer ou ambição. Sobre isso, nunca nenhum adepto pôde ter razões de queixa. Seja no primeiro minuto de jogo ou nos descontos da segunda parte, Karagounis nunca muda de atitude: a entrega ao jogo é sempre total.

Karagounis é provavelmente o melhor jogador grego de sempre Fonte: news.com.au
Karagounis é o símbolo do futebol grego
Fonte: news.com.au

Protege a bola como se não houvesse amanhã e faz dela a sua melhor amiga. Trata-a com delicadeza e coloca-a onde quer. Nunca se contenta em estar à margem de um encontro e procura ser sempre ele a conduzir a sua equipa para o ataque. No seu estilo algo desengonçado, mas quase sempre eficiente, Karagounis é também dono de uma grande capacidade de remate, que é quase sempre tão eficaz quanto os seus minuciosos passes de média e longa distância.

Ter o grego no plantel é equivalente à garantia de ter um segundo treinador em campo. Alguém que saiba coordenar todas as movimentações defensivas e ofensivas da equipa, fruto do seu tremendo sentido tático e posicional. Karagounis é um capitão na verdadeira ascensão da palavra. É leal com a equipa, nunca baixa os braços e deixa sempre a pele em campo para defender os seus.

Foi um dos obreiros da conquista do Campeonato da Europa de 2004, de má memória para Portugal. É a maior referência do futebol grego e o mais internacional de sempre pelo seu país (131 jogos). Já jogou pelo Panathinaikos, Inter de Milão e Benfica. E deixou saudades aos adeptos encarnados. Quem não se lembra do losango composto pelo grego, Petit, Simão e o seu compatriota, Katsouranis?

Hoje, joga ao mais alto nível na Premier League inglesa, ao serviço do Fulham. E é a prova viva de que o coração, por vezes, é mais forte do que a razão. Se acham que está velho, o grego está pronto para discordar. As pernas aguentam e a cabeça está sã. Karagounis vive o futebol como um jovem de 20 anos. E tem ainda à sua espera uma seleção com o Mundial aí à porta para capitanear.

Açores, regionais e a falta do ‘melhor’.

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cab Volei

O “melhor” na conjuntura portuguesa atual é, claro, o dinheiro. Durante as últimas duas épocas desportivas nos Açores (local onde estou mais familiarizado com a situação), o voleibol sofreu tremendos cortes nos orçamentos que reduziram de certa forma o nível competitivo.

Os habituais campeonatos regionais, que normalmente têm início a partir de meados do mês de fevereiro, têm também sofrido alterações no esquema competitivo entre os vários escalões – reduzindo o número de equipas participantes, o número de fases e séries do campeonato, e reduzindo, também, a maior abrangência de equipas a disputar as fases finais.

Ora, de forma geral, o que aconteceu foi que, por exemplo no caso dos iniciados, cuja competição começava com duas séries de entre cerca de 12 equipas, hoje cerca de metade têm hipótese de participar na primeira fase dos regionais. Estamos a falar do escalão que praticamente fomenta a iniciação no verdadeiro panorama competitivo do voleibol e já longe daquilo que o mini voleibol proporciona: os ideais de união, espírito de equipa e introdução à parte técnica do voleibol. Pegando neste exemplo dos iniciados: hoje, a hipótese de ganhar a experiência e motivação que outrora as crianças ganhavam ao entrar neste esquema competitivo dos regionais é praticamente nula. No caso dos seniores e outros escalões, inclusive, muitas das vezes a competição baseia-se em fases concentradas (em determinada ilha), o que impossibilita a hipótese de melhoria dos resultados quando os jogos são feitos a uma única volta com cada equipa e apenas uma equipa de cada grupo segue para a fase final.

Seniores Femininos - Durante uma prova regional na ilha de Santa Maria Fonte:Desportomariense.blogspot.com
Seniores Femininos – Durante uma prova regional na ilha de Santa Maria
Fonte: Desportomariense.blogspot.com

É compreensível o facto de os cortes orçamentais existirem, não coloco dúvidas sobre esta questão – e, além disso, desconheço a realidade no resto do país tanto para o voleibol como para outras modalidades. O que é certo é que paira no ar a questão de que talvez fosse possível gerir o formato competitivo das provas regionais nos Açores, mantendo a elevada competitividade e assumindo o papel de qualidade das equipas açorianas e dos promissores candidatos aos títulos regionais, que por vezes não chegam a ter o seu reconhecimento por falta de oportunidades.

Esta é uma visão de alguém que vive esta situação, como árbitro e treinador. E é um assunto que suscita pensamentos diversos dentro da comunidade do voleibol açoriano.

Principais favoritos apurados

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cab futsal

Concluídos que estão os oito jogos referentes aos oitavos-de-final da Taça de Portugal de Futsal, é hora de fazer um balanço às surpresas registadas e ao resultado dos principais candidatos à vitória.

Leões Porto Salvo 4-2 Belenenses

Uma coisa é certa: nesta jornada, apenas uma equipa da Liga Sport Zone ficou pelo caminho, o Belenenses, mas apenas caiu no campo de outro primodivisionário, a competente formação dos Leões de Porto Salvo (LPS). O resultado final foi de 4-2, num jogo onde a liderança no marcador nunca registou outro nome que não o dos Leões. Ao intervalo, o placard registava 2-0, com golos de Diogo Santos e Dura. Ré mostrou a sua veia goleadora e ampliou o marcador para 3-0, seguindo-se o golo de Tiago Carvalho, para reduzir o fosso no marcador. Posto isto, um golo para cada lado, de Jota (4-1) e Drula (4-2) a fixar o resultado final. Quer-me parecer que a equipa mais forte seguiu em frente, e cada vez mais o LPS se assume como um sério candidato à conquista do troféu.

AMSAC 1-5 Benfica

Não há muito a dizer neste jogo, o Benfica fez valer o seu estatuto de equipa da Primeira Divisão perante um rival do segundo escalão. No entanto, na visita a Loures, o conjunto encarnado não começou nada bem. Um golo de Eduardo Santos ainda fez sonhar os homens da casa, mas, ainda antes do intervalo, Gonçalo Alves e Rafael Hemni viraram o marcador para 1-2. Na última parte do encontro, dois golos de Ricardo Fernandes e um de Nenê contam a história do encontro e ditaram o afastamento do AMSAC, que, no entanto, pode gabar-se de ter chegado longe na competição. Quanto ao Benfica, segue para os quartos-de-final e continua à procura de um troféu que lhe foge desde a época 2011/2012, quando derrotou na final o Modicus.

Vale de Cambra 2-4 SC Braga

Mais um resultado que se avizinhava expectável. Na visita a Vale de Cambra, o Sporting de Braga logrou derrotar a formação caseira por 4 bolas a 2, num encontro que pareceu estar sempre controlado pela equipa de Paulo Tavares. Ao intervalo, já o Braga vencia por dois golos sem resposta, por “culpa” dos golos de André Coelho e Tiago Brito. No início da etapa complementar, Dércio ainda deu esperança aos homens da casa, mas Amílcar e Miguel Almeida inscreveram o seu nome no marcador e dissiparam todas as dúvidas. Destaque ainda para o golo de Franklim, que marcou mais um golo de honra da equipa de Vale de Cambra e compôs o marcador. O Braga segue imaculado nesta competição e está no topo dos favoritos à conquista do troféu, a par do Benfica. Querem por certo melhorar o segundo lugar da época passada, quando foram derrotados pelo Sporting na final, e parecem em boa posição para o conseguir.

Portela 4-6 Fundão

Nada de novo também neste encontro. O Fundão confirmou todo o seu favoritismo e segue em frente. Cada vez mais próxima do seu melhor nível exibicional, a turma de Joel Rocha rubricou uma exibição sólida para levar de vencido o seu oponente, proveniente do segundo escalão do futsal português. Lileu (Fundão) e Estrela (Portela) marcaram os golos que, ao intervalo, asseguravam a igualdade a um tento no marcador. Na segunda metade, a maior experiência e qualidade da formação forasteira veio ao de cima, com Liléu a apontar mais dois golos, assim como Miguel Silva. Davide marcou o outro. Do lado da turma da casa, um bis de Ricardo e um golo de Éder contribuíram para o jogo com mais golos de todas as partidas disputadas. Apenas com oito equipas ainda em prova, o Fundão surge numa segunda linha de candidatos à conquista do troféu. Estando tão próxima do jogo decisivo, pode perfeitamente acalentar esperanças de surpreender os principais candidatos.

Gualtar 0-1 Dramático de Cascais

Apenas um golo bastou ao Dramático de Cascais para vencer mais uma equipa de escalão inferior, desta feita o Gualtar. Na visita a Braga, foi um autogolo de Pichel a decidir o encontro, ainda no decorrer da primeira metade. A equipa da casa tentou até ao final do encontro mudar o rumo dos acontecimentos, mas tal não foi possível. Com este triunfo escasso, a turma de Cascais segue para os quartos-de-final. Não é impossível chegar ao jogo decisivo, mas vai ter de se exibir a grande nível nos jogos que tiver de realizar, para poder sonhar com essa presença. Neste desporto tudo é possível, pelo que não devemos descartá-los da luta.

Feirense 1-3 Modicus

Encontro muito complicado para a equipa do Modicus, nesta visita a Santa Maria da Feira. O Feirense viu uma invencibilidade de mais de um ano ser quebrada (já não perdia desde Dezembro de 2012). Ao intervalo, o Modicus já vencia por 1-0, após um golo de Nandinho. Na segunda parte, Pedro marcou os dois golos da equipa primodivisionária, enquanto Káká reduziu para o emblema representativo da Terceira Divisão do futsal português, que não pode contar com o seu treinador no banco, fruto da suspensão aplicada pela FPF referente à sua entrada não autorizada dentro do campo de jogo. Nota de destaque para o terceiro golo do Modicus, que foi marcado a 13 segundos do fim, quando o Feirense arriscava tudo para tentar, no mínimo, o empate. Temos aqui mais uma equipa com aspirações limitadas, embora, chegando a esta fase, tudo seja possível. Terá de esperar um sorteio mais favorável e depois capitalizar para tentar repetir a façanha de 2012, quando chegou até à final.

Burinhosa 3-4 Unidos Pinheirense

Num dos dois encontros disputados entre equipas de escalões inferiores, o Unidos Pinheirense conseguiu levar a melhor no campo da Burinhosa. Ao intervalo, registava-se um resultado de 2-0 para a equipa forasteira, que contou com exibições inspiradas de Zé Marau e Vigário, que apontaram um bis cada. Para o lado da equipa da Burinhosa marcaram Cássio e Nino (dois). É um prémio para a equipa de Gondomar, que, a par do Arsenal Parada, representam as equipas fora da Liga Sport Zone. Não tem, de todo, uma tarefa fácil, se quiser progredir na competição.

Unidos Pinheirense, única equipa do segundo escalão/ Fonte:  Futebolclubeunidospinheirense.blogspot.com
Unidos Pinheirense, única equipa do segundo escalão
Fonte: Futebolclubeunidospinheirense.blogspot.com

Igreja Velha 2-3 Arsenal Parada

O sonho da equipa vinda da Distrital terminou. Perante um rival da Terceira Divisão, a equipa da Igreja Velha não conseguiu impor o seu futsal. A equipa da AF Leira ainda foi para o intervalo a vencer, graças a um golo de Maduro. Dani e Serginho viraram, já na segunda parte, o encontro a favor da equipa da Maia, tendo Maduro voltado a vestir a pele de herói, ao empatar a partida. No entanto, Nuno Barros marcou o golo que ditou a história do marcador. De realçar que o Arsenal é a única equipa do terceiro escalão ainda presente na prova, tendo, por isso, hipóteses quase nulas de chegar à final. Mas, como no desporto tudo pode acontecer, vamos esperar para ver o que sucede com a formação maiata daqui para a frente.

Único representante do terceiro escalão, Arsenal Parada  Fonte: Futsalglobal.com
Único representante do terceiro escalão, Arsenal Parada
Fonte: Futsalglobal.com

Estamos reduzidos a apenas oito equipas, por isso estou expectante para ver o que cada uma pode fazer a partir daqui. Braga e Benfica são os favoritos a chegar ao jogo decisivo, mas LPS, Fundão, Modicus e Dramático de Cascais também têm as suas chances de poder importunar os grandes candidatos, restando ainda Arsenal Parada e Unidos Pinheirense, que merecem todo o nosso respeito e que podem perfeitamente continuar a surpreender na Taça.

Quando a História pesa

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camisolasberrantes

Já chega. Dói demasiado. Se é este o preço a pagar pelo sucesso então que vivamos na inviabilidade de nos concretizarmos e de concretizarmos os nossos sonhos. No espaço de um mês chorámos a vida de duas lendas e enterrámos as suas mortes. Mas não esquecemos. Ainda vivem. Aqui, nestes corações que de sangue (encarnado) palpitam e que não sabem como despedir-se. Porque com eles aprendemos a saltar de alegria e não a murchar de tristeza.

Mário Esteves Coluna. O segundo a despedir-se. Nascido em Moçambique, o “Capitão” leva consigo mais alguns dos melhores anos da história benfiquista. E muitas histórias que nunca conheceremos. Afinal, e como cantava Rui Veloso, é mesmo verdade que quando morremos triplicamos a nossa fama. Isso e a atenção que nos dispensam. Ganhamos um outro estatuto. É triste, mas é a vida. Ou a morte. No entanto, nunca ninguém poderá acusar o Benfica e os benfiquistas de não celebrarem em vida as vidas que nos fizeram viver. Viver o futebol. Viver o desporto. Viver o amor de uma vida. Viver o que não se vive. Sente-se.

Sentamo-nos nós agora, a chorar esta solidão acompanhada, com medrosas ganas de um futuro que havemos de construir mas já sem os nossos profetas por perto. Porque a vida é isto e porque isto é a vida. A vida que é seguir em frente, sem esquecer o que lá ficou atrás. E lá atrás ficou um homem que durante 78 anos respirou e viveu futebol. Uma estrela como poucas. Daquelas que tem a sua própria luz. Daquelas que faz as outras estrelas mais pequeninas e singelas brilharem também. Talvez por isso tenha sido sempre o “Senhor Coluna”. Talvez por isso os outros nunca tenham passado de meninos. Não por faltosa modéstia, mas porque um pai é sempre um pai e pai que é pai ensina. Ajuda-nos a levantar. Mostra-nos o caminho. Põe-nos a mão na cabeça e diz, depois de uma impossível corrida com fecho de golo, “parabéns, pequeno. O futuro é teu e está aqui. Eu nunca deixei de acreditar”.

Cesare Maldini e Mário Coluna, em Wembley, na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus Fonte: benficadojota.blogspot.com
Cesare Maldini e Mário Coluna, em Wembley, na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus
Fonte: benficadojota.blogspot.com

Imagino-o a dizer estas palavras ao Eusébio. Ao Simões. Ao José Augusto. Ao Raúl Águas. O puto que conheceu Coluna com apenas 17 anos e que, desde então, nunca mais esqueceu a força única de um homem que nem Eusébio conseguia ofuscar. E o Pantera Negra nem almejava a tal desrespeito. Porque este homem era o Benfica. Este homem modelava o que o Benfica era. Delineava todas as aventuras e desventuras pelas quais o clube passava. E a prova disso foram os 677 encontros disputados ao longo dos 16 anos em que representou o Maior-de-Portugal.

Estreou-se no dia 5 de Setembro de 1954 e nos primeiros tempos, ao serviço de Otto Glória, foi para a frente de ataque. Pouco se demorou a perceber que o génio e a responsabilidade deste “Monstro Sagrado” – como foi apelidado por Artur Agostinho – exigia um lugar não de finalização, mas de organização. Tornou-se o mestre do meio-campo português e os dez Campeonatos e as sete Taças de Portugal provam e comprovam isso mesmo. Na Europa foi ainda um dos maiores protagonistas dos dois grandes sucessos europeus do Benfica, tendo marcado golos de sonho ao Barcelona, em ’61, e ao Real Madrid, em ’62.

Dizemos-te adeus, campeão. Ou até sempre. E com uma certa esperança intranquila e injustificada cremos, com todo este coração partido dos muitos trambolhões do nosso Benfica, que, de aí de cima, continues a olhar por nós como só tu soubeste fazer ao longo de décadas e décadas. Dentro das quatro linhas ou fora delas. Fá-lo por nós. Por ti, este será o trigésimo terceiro campeonato encarnado. E o resto é história.

Obrigado por fazeres parte da nossa.

O "Monstro" de joelhos. Hoje ficamos nós. Por ti Fonte: colunadaguiasgloriosas.blogspot.com
O “Monstro” de joelhos. Hoje ficamos nós. Por ti
Fonte: colunadaguiasgloriosas.blogspot.com

Mais um dia de grandes campeões

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Em mais uma noite de Champions, assistimos a um dia de muitos golos, contabilizando-se oito em apenas dois jogos, sendo que só o Dortmund marcou quatro. Em horário russo de Champions (17h), o Zenit St. Petersburg recebia o Borussia Dortmund. Já à hora do costume (19h45), o Olympiakos defrontava, em casa, o United, a precisar de salvar a sua época desportiva.

Zenit – Borussia Dortmund

No jogo mais emocionante do dia, o Dortmund foi a São Petersburgo quase carimbar a passagem para a próxima fase, com um resultado esclarecedor de 4-2.
Aos quatro minutos, Mkhitaryan dava uma vantagem muito precoce ao Dortmund, que, apenas um minuto depois, viria a marcar o segundo, por Marco Reus. Aos cinco minutos, o Zenit perdia por 2-0 e, mais do que o possível afastamento, podia prever-se um descalabro russo.

A verdade é que os alemães só voltariam a visar as redes adversárias aos 61 minutos, depois de sofrer aos 57, por Shatov. O autor do golo do Dortmund foi o suspeito do costume, Lewandowski, que colocava um ponto final nas aspirações de uma recuperação dos russos. Hulk acabaria ainda por marcar de grande penalidade, aos 69 minutos. Mas seria o polaco Lewandowski a finalizar as contas do jogo, ao marcar aos 71 minutos, deixando o Borussia praticamente encaminhado para os quartos-de-final.

Hulk  e Marcel Schmelzer Fonte: UEFA
Hulk e Marcel Schmelzer
Fonte: UEFA

Olympiacos – Manchester United

Já na Grécia, o campeão nacional Olympiacos iria receber um United a precisar de salvar uma época negra na história recente do clube. O United precisa de lutar pelo troféu e o Olympiacos nunca seria sequer um adversário candidato à qualificação, quando no banco se sentava Alex Ferguson.

Contudo, o escocês já se retirou e foram mesmo os gregos a conseguir chegar ao primeiro golo, num lance fortuito de Dominguez, que desviou a bola, depois de um remate de um colega, deixando De Gea batido. A primeira parte finalizava com um United à imagem do que nos habituou esta época. Infelizmente para os ingleses, a segunda parte não iria mudar muito e seria mesmo o Olympiacos a chegar de novo ao golo, por Joel Campbell, num golo de belo efeito, perante a apatia da defesa dos Reds.

Resultado final: 2-0. Terá sido esta a gota de água que vai levar David Moyes a sair do United? Ou serão os ingleses ainda mais pacientes para com o treinador? Van Persie já não é o que era, e nota-se uma enorme falta de confiança na abordagem ao jogo. Até quando aguentas, Moyes?

Ashley Young e Michael Olaitan  Fonte: UEFA
Ashley Young e Michael Olaitan
Fonte: UEFA

Amanhã poder-se-á assistir ao Schalke 04 – Real Madrid e Galatasaray – Chelsea. Os favoritos são, sem sombra de dúvidas, o Real e o Chelsea, de Mourinho, mas poderão Draxler e Drogba ter uma palavra a dizer nos respetivos confrontos?