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“Glory, Glory, Man United”… NOT!

“Glory, Glory Man United”, é um dos muitos reportórios utilizados pelos adeptos do Manchester United FC por onde quer que o clube jogue. Quem viu a equipa nestas últimas épocas bem pode rezar por glória, porque essa está mais longe do que parece.

Vou rebobinar um pouco a história recente do clube para tentar contextualizar este início titubeante do United, mais concretamente à reforma de Sir Alex Ferguson.

No “longínquo” ano de 2013, o mítico treinador escocês terminava uma das mais belas carreiras de treinador do futebol mundial e na cabeça dos adeptos dos Red Devils certamente ficava a dúvida do que os esperava no futuro.

E o futuro mostrou-se cinzento, cinco épocas e quatro treinadores depois o clube foi perdendo a sua hegemonia no campeonato, e para ajudar ainda mais à festa as presenças na Champions foram cada vez mais escassas.

Aliado a estas conjeturas o facto dos seus rivais de Manchester e os Reds de Liverpool dominarem o panorama do futebol inglês e europeu respectivamente “ajudaram” ainda mais ao declínio do glorioso United.
As vitórias nas taças e a conquista da Liga Europa, souberam a pouco, para um clube habituado a ganhar e a estar presente nos maiores palcos do futebol europeu.
Anos áureos quando Sir Alex Ferguson orientava os Red Devils
Fonte: UEFA

Nesta época, o defeso foi visto pelos adeptos como um fracasso muito por culpa do ataque da equipa não ter sido reforçado convenientemente, dadas as saídas de Alexis Sánchez e sobretudo Lukaku, esperava-se uma investida forte dos Red Devils para este sector o que acabou por não acontecer.

A grande contratação foi a mais inesperada de todas, muito por culpa dos valores envolvidos, Harry Maguire custou aos cofres do clube 87M€, tornando-se no central mais caro do mundo, mesmo assim não foi o suficiente para animar a massa adepta que queria mais reforços.

QUEM VAI SAIR POR CIMA NO JOGO ENTRE O MANCHESTER UNITED FC E O LEICESTER CITY FC? SE SABES, APOSTA JÁ!

Ainda assim, Ole Gunnar Solskjaer manteve o optimismo perante a massa adepta dos Red devils ao subir para a equipa principal o jovem promissor Mason Greenwood de apenas 17 anos, na minha opinião uma aposta um pouco arriscada porque claramente é de um matador credenciado que a equipa precisa, e Greenwood terá toda uma responsabilidade em cima dele como avançado da equipa com tão tenra idade, certo é que os adeptos parecem gostar da aposta no jovem inglês. Daniel James foi outra das apostas no mercado inglês e até agora tem mostrado o seu valor nos jogos já realizados.

Apresentação do central mais caro do mundo
Fonte: Manchester United FC
A vitória sobre o Chelsea FC na primeira jornada por esclarecedores 4-0, mascarou as fragilidades da equipa, nomeadamente a nível defensivo.

Não tenho a certeza se Maguire vai estar à altura daquilo que se pagou por ele mas sozinho não fará a diferença no relvado. E este jogo mostrou que uma boa defesa não se faz apenas com um bom central e parece-me que a restante defesa terá que melhorar muito para a equipa começar a estabilizar a nível de resultados.

Depois do jogo do Chelsea veio a amargura dos resultados, dois empates e uma derrota fizeram descer à terra aqueles que pensaram que a vitória com os blues ia catapultar o clube de Manchester para uma luta nos lugares cimeiros da tabela, mas como já se viu noutras épocas, o clube claudicou em jogos com equipas teoricamente inferiores, e pior, são as exibições que não auguram nada de bom.

Que pode então Ole Gunnar Solskjaer fazer para o clube sair desta espiral negativa?

São vários os focos que o norueguês terá que trabalhar, tanto a nível colectivo como a nível individual, e neste ponto destaco um dos problemas actuais do United, Paul Pogba.

O francês é o grande esteio da equipa mas terá que ser mais preponderante no jogo colectivo da equipa. Em dia sim, Pogba é jogador para decidir jogos e o United precisará muito que o francês esteja motivado e em forma, cabe a Solskjaer tirar o melhor partido do jogador.

No campo oposto, e a parecer uma aposta cada vez mais segura, está o jovem Daniel James que tem sido uma agradável surpresa neste início de época, com a lesão de Martial, o galês tem aparecido na decisão dos jogos e causado maus menores para os Red Devils, carregando a equipa às costas. Maior demonstração da sua preponderância foi a conquista do prémio de jogador do mês de Agosto.

Com Paul Pogba em forma, o United torna-se mais forte
Fonte: UEFA
Não se prevê que o United venha a lutar pelo título pelo menos esta época, acho que uma posição nos lugares de acesso à Champions é o máximo a que o clube pode almejar actualmente.

Há muita juventude para ser exponenciada e aproveitada, Solskjaer pode ser o homem ideal para tirar o melhor partido dessa juventude, tal como um vinicultor trabalha com a uva extrai dela o melhor para torná-la num bom vinho.

Mas com uva madura ou não. em Old Trafford querem que o clube regresse a glória de outrora com Solskjaer ou com outro técnico o que interessa é que o clube regresse aquilo que já foi outrora!

Glory, Glory, Man United!!

 

Foto de Capa: Manchester United FC

Revisto por: Jorge Neves

Portugal | As três linhas mestras para o sucesso duma Seleção

O cargo de selecionador difere substancialmente do de um treinador. Essa tipologia começa logo por diferenciar-se na quantidade de jogos existentes que cada um tem pela frente. Logo por aí, as formas de trabalhar, invariavelmente, diferem. As diferenças são tão óbvias que não vale a pena focá-las.

Passemos, desta forma, à fase seguinte. O que leva ao sucesso duma Seleção? Não há uma receita, tal como não a há nos clubes, sejam eles de que parte do globo forem. O facto de não haver, não implica, contudo, que não haja um conjunto de parâmetros que, (bem) conjugados, possa levar uma Seleção ao trilho do sucesso.
  • Organização

É o primeiro porque é o mais óbvio. Raramente existirão “casas a arder” que atinjam o sucesso desportivo e, quando acontece, tal constituirá um caso isolado.

DEPOIS DA VITÓRIA DIANTE DA SÉRVIA, SEGUE-SE A LITUÂNIA. ACHAS QUE PORTUGAL VAI GANHAR? APOSTA JÁ!

Podemos dar o exemplo da Seleção Nacional Portuguesa de agora e fazer um comparativo com a de 1986. Uma Seleção que se apresentou em Saltillo plena de vedetas, mas que, fruto das imensas carambolas, de uma desorganização gritante e de uma série de escândalos antes desse Mundial acabou por fazer o que fazer (ou não fazer o que não fazer).

Fonte: FPF
De facto, comparar a estrutura federativa de agora à de 1986 é quase um crime lesa-pátria. As diferenças vão para além da Via Láctea e isso ajuda a perceber muito o sucesso (ou falta dele). Mas isso, entenda-se, é transversal aos clubes.
  • «Baby boom» de clube(s) que marca uma geração

É um fator que acaba por extravasar as competências federativas, mas que sucede (ou não) e, por tabela, acaba por contribuir (ou não) decisivamente para o sucesso (ou insucesso) das Seleções.

Há inúmeros exemplos disso. Os Magriços, que levaram Portugal ao último lugar do pódio no Mundial 1966, eram a base do Benfica vencedor dos anos 60 (que anos antes se havia sagrado bicampeão europeu de clubes). A Seleção de 2004, que ficou a uma unha de vencer o Europeu em casa, jogava o que jogava muito devido à base do FC Porto de Mourinho, que, como se sabe, vencera, nesse mesmo ano, a Liga dos Campeões Europeus.

E podemos partir para exemplos além-fronteiras recentes. A espantosa Alemanha de 2014, que triturou o Brasil na semifinal, beneficiou, não só de um trabalho de fundo por parte da Federação Alemã, como também de uma base de jogadores do Bayern Munique de Guardiola. Por falar em Guardiola, a Espanha que dilacerava quem lhe aparecia pela frente entre 2008 e 2012, ganhando tudo o que havia para ganhar (dois Europeus e um Mundial), era sustentada no Barcelona de… Guardiola.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Voltando à Seleção de Portugal, já a equipa nacional beneficiou da formação de excelência de Sporting Clube de Portugal e, nos tempos de agora, mais do Sport Lisboa e Benfica. Períodos bem marcados, o que não implica dizer que outros clubes, como, claro, o Futebol Clube do Porto, não tenham tido um contributo importante ao longo das décadas. Bem pelo contrário.
  • Fator continuidade

Não é, nos clubes, um fator determinante. Compreensivelmente ou não. Há muitos jogos, ritmo alucinante e isso causa desgaste. Daí que se entenda que um reinado Ferguson ou Wenger, em, respetivamente, Manchester United e Arsenal, só para citar dois dos casos mais emblemáticos, não sejam, de todo, regra, mas exceção.

Na Seleção, contudo, é muito importante o fator estabilidade. Há, por exemplo, pouco tempo para impor uma ideia de jogo. Conceitos, formas de abordagem e de pensar o jogo (à medida de cada selecionador, entenda-se). Pelo que, desta forma, um trabalho a longo prazo acabe por, mais tarde ou mais cedo, dar frutos e, assim, beneficiar a Seleção (mais em forma de equipa).

Vejamos o exemplo de Fernando Santos, que conseguiu, critique-se ou não, goste-se ou não, incutir a sua ideia de jogo. Ver hoje jogar a Seleção Nacional Portuguesa é ver uma equipa com marca de água. Sabe-se como joga, as suas dinâmicas são (re)conhecidas, há um coletivo. Isto, mesmo havendo mexidas nas convocatórias (bem mais do que nos tempos de Scolari, que apresentava uma postura bem mais rígida nesta questão de cerrar o grupo).

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Em contraponto, podemos falar da Sérvia da atualidade. Uma Seleção plena de talentos e de jogadores a atuar em Ligas de topo (Nemanja Matić, Milinković-Savić, Luka Jovic, Aleksandar Mitrović, Dušan Tadić, Aleksandar Kolarov,…), mas que, fruto de um corrupio de treinadores e de uma Federação do século passado, acaba por, na forma, ser um conjunto de grandes jogadores integrados num coletivo… inócuo.

Entre Portugal e a Sérvia há, então, a pequena grande diferença de uma agir como coletivo, ter uma identidade muito própria e bem demarcada e outra ser, como se costuma dizer na gíria, um mero conjunto de jogadores.

 

Artigo de opinião da autoria de André Rodrigues
Foto de Capa: UEFA

Revisto por: Jorge Neves

 

Leonel Pontes é solução?

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Após um último dia de mercado de loucos, o que viria a seguir foi uma notícia que há muito se anunciava: a saída de Keizer. Com uma postura de verdadeiro senhor na hora da saída, começou obviamente a pairar a pergunta: quem sucederá ao técnico holandês?

Muito se tem falado da hipótese de Leonel Pontes assumir o leme do Sporting CP. Como argumentos, apresenta-se o facto de conhecer bem o clube por dentro, a campanha imaculada dos sub-23 até ao momento (cinco jogos, cinco vitórias) e por ser um técnico que possa apostar na formação.

Olhemos então para o percurso do possível novo futuro treinador dos leões. Após um percurso pela Academia, onde chegou inclusive a cruzar-se com Cristiano Ronaldo, Leonel Pontes acabaria por chegar à equipa sénior como adjunto de Paulo Bento, tendo-o também acompanhado na seleção nacional. A solo, em Portugal, treinou o CS Marítimo na época 2014/2015, tendo saído em Março com o clube no 11º lugar. Após uma má experiência em território luso, prosseguiu a sua carreira no estrangeiro, onde passou por países como a Grécia ou Hungria até chegar, na última época, ao Jumilla CF, clube onde alinhava também David Wang, jogador que esteve emprestado ao Sporting CP de forma misteriosa na última metade da época transata. Este ano, chegou, de novo, a Alcochete para treinar os sub-23, que, como referido anteriormente, teve um bom início de época.

Sob o comando de Leonel Pontes, os sub-23 leoninos conseguiram um pleno de vitórias na Liga Revelação
Fonte: Sporting CP

Posto isto, coloco a questão: até hoje, o que demonstrou Leonel Pontes para ser técnico da equipa principal do Sporting CP? Olhando para o seu currículo a solo, nunca mostrou nada que pudesse indicar algo de extraordinário nas suas capacidades, até porque não fez nenhuma época digna de registo, e prova disso foi a sua má experiência no CS Marítimo. Quando ouço que se devia dar oportunidade ao técnico por conhecer bem o clube, dá-me vontade de rir. Então e Tiago Fernandes? O atual técnico do GD Estoril de Praia venceu os dois jogos para o campeonato e ainda foi empatar a Inglaterra com o Arsenal FC. Se ele não mereceu oportunidade, que critério diferente há com Leonel Pontes?

Concluindo, a opção de contratar o atual interino de forma definitiva não me agrada minimamente. O Sporting CP precisa de um treinador com provas dadas. Leonel Pontes não me parece a opção certa. Contudo, há um enorme problema que se tem vindo a notar noutras movimentações de mercado. Leonel Pontes é agenciado por Jorge Mendes. Espero que isso não pese na decisão.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves

Até sempre, Anthoine

Um pouco mais de uma semana se passou desde que o mundo dos desportos motorizados (e não só) ficou em choque: suceder-se-ia o terrível acidente na corrida número um do circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, do campeonato de Fórmula 2, que, infelizmente, resultaria na morte do piloto francês de 22 anos, Anthoine Hubert.

Com base nesta tragédia, eu, juntamente com o Bola na Rede, procurámos, a partir desta redação, escrever uma espécie de um tributo ao jovem piloto.

CARREIRA

Anthoine definiu a sua meta de carreira bem cedo, começando nos karts aos 7 anos, permanecendo no campeonato de 2004 até 2012.

Em 2013, o talento de Hubert começou a falar por si: sagrou-se campeão do campeonato da Fórmula 4 francês, o que lhe abriu portas para a Formula Renault 2.0 Eurocup e para a Formula Renault 2.0 Alps, para as duas temporadas que se seguiram (2014-2015).

Em 2016 fez parte do campeonato de Fórmula 3 Europeia, do qual ficou em oitavo lugar; esteve no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 (13º) e participou no evento anual Masters of Formula 3, arrecadando um sétimo lugar.

Os últimos 3 anos foram desafiantes para o piloto francês e para a obtenção dos pontos necessários para a possível Superlicença (entrada para a F1): em 2017 e 2018 ficou no campeonato de GP3 Series, do qual ficou em quarto lugar, e foi campeão – o que lhe trouxe a vaga para o campeonato de Fórmula 2, pela equipa Arden Motorsport, onde ainda ganhou duas corridas, no seu ano como rookie na categoria.

A vitória do campeonato na GP3 e a entrada na Fórmula 2 aproximou-o de uma oportunidade na Fórmula 1, quando o piloto foi acolhido pelo programa de jovens da equipa Renault Sport F1, sendo oficializado como piloto da academia francesa.

Anthoine Hubert foi o vencedor do campeonato de GP3 Series em 2018.
Fonte: GP3 Series

FIBA World Cup: E por fim restam oito

Terminada a segunda ronda, restam apenas oito selecções que vão tentar conquistar o troféu da 18ª edição do Mundial da FIBA! São as selecções dos Estados Unidos da América, da Argentina, da Espanha, da Austrália, da Polónia, da Sérvia, da República Checa e ainda a selecção da França.

Do top oito: Estados Unidos da América (América do Norte), a Argentina (América do Sul) e a Austrália (Oceânia) já carimbaram a passagem aos próximos jogos Olímpicos, a realizar no Japão, ao serem as últimas selecções restantes no torneio pertencentes aos seus respetivos continentes.

No restante quadro classificativo, as selecções que também já garantiram passagem directa são a da Nigéria (África) e a do Irão (Ásia).

Assim, restam ainda duas vagas para selecções Europeias a serem preenchidas pelas cinco selecções Europeias que chegaram até esta fase do torneio.

OS SUSPEITOS HABITUAIS

Selecção Invicta e com o primeiro posto do grupo K são os Estados Unidos. Apesar de uma equipa menos expressiva com menos poderio ofensivo, os Estados Unidos têm-se mantido na luta pelo titulo com prestações sólidas e a conseguirem sair invictos da fase de grupos. Poderão ainda tornar-se na única selecção da História do Mundial da FIBA a ganhar o troféu por três edições seguidas (foram já campeões em 2010 e 2014).

Os Estados Unidos podem tornar-se na primeira selecção a ganhar o torneio três vezes consecutivas
Fonte: FIBA World Cup

Vão defrontar a França, o segundo classificado do grupo L. selecção que se têm vindo a demonstrar muito capaz e feito uma campanha de louvar mas que, uma derrota contra a selecção Australiana valeu-lhes o segundo lugar do grupo. Assim, a selecção liderada por Nicolas Batum e Evan Fournier irá ter de defrontar aquela que é a selecção favorita a ganhar o titulo já nos quartos-de-final do torneio.

A selecção que marca sempre presença quando mais conta, que também vêm invicta da fase de grupos é a Espanha! Ao bater a Sérvia por 11 pontos no ultimo jogo da segunda ronda, a Espanha, liderada pelo veterano da NBA Ricky Rubio, carimbou a passagem aos quartos de final mantendo-se ainda um forte candidato ao titulo. A Espanha entra assim como favorita nesta ronda enfrentando a selecção da Polónia que, mesmo fazendo jogos pouco expressivos e sofrendo apenas a derrota contra a Argentina, conseguiu chegar ao top oito do mundial.

Polónia 1-3 Portugal (Sub-19): Portugueses somam e seguem na Letónia

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Depois de uma boa entrada no campeonato europeu sub 19, competia a Portugal manter a boa imagem e entrar determinada no jogo contra a Polónia. Um adversário que exigia muito mais aos nossos jogadores do que a Letónia, ainda por cima motivado com o triunfo na véspera perante a equipa russa.

Na primeira metade, jogámos muito bem e entrámos muito fortes no encontro, alcançando rapidamente uma vantagem de três golos, apontados por Tomás Reis, após uma bela jogada coletiva e Ricardo Lopes, que marcou por duas vezes.

Ainda na primeira parte, a Polónia reentrou na discussão do encontro com um golo de Palonek.

Até ao intervalo, o resultado não sofreu mais qualquer alteração, cifrando-se num 3-1 favorável à nossa seleção. Notou-se uma clara melhoria na gestão das faltas, apenas uma no total da primeira metade, se bem que tal também se explique com a forma diferente de jogar da equipa polaca.

Ricardo Lopes (número 14) destacou-se ao apontar dois golos
Fonte: UEFA

Mesmo assim, e em termos exibicionais, foi uma excelente parte, no geral, destacando-se a clara melhoria da Polónia a partir do seu tento de honra. O cinco inicial foi exatamente igual ao do dia anterior, mantendo José Luís Mendes a opção de meter o guarda-redes suplente, Martim Figueira, ao intervalo.

Os últimos 20 minutos arrancaram bem menos frenéticos. Tínhamos Portugal claramente a controlar as operações e em modo de gestão, perante uma equipa da Polónia que não conseguia encontrar antídoto para bater Martim Figueira, sempre exímio a responder com intervenções espetaculares aos remates dos jogadores polacos.

O guarda-redes polaco assumiu o papel de guardião avançado nos derradeiros minutos, para tentar inverter o resultado que teimosamente se mantinha inalterado. Mas o jogo teimou mesmo em ficar na mesma e Portugal acabou com um parcial favorável de 3-1, garantindo assim a segunda vitória em outros tantos encontros.

Falta apenas um jogo nesta fase de grupos perante a equipa mais cotada do nosso grupo, a Rússia, que foi surpreendida pela Polónia na primeira jornada. Por isso, terá de vencer a nossa seleção se quiser sonhar com o apuramento para a fase a eliminar, partindo do pressuposto que a Polónia vence a Letónia na derradeira jornada.

CINCOS INICIAIS:

Polónia – Iwanek (GR), Grón, Raszkowski, Borowik e Jekielek

Portugal – Bernardo Paçó (GR), Célio, Neves, Bernardo Paçó e Sévio

Armada lusa na analepse às invasões francesas: o caso do Lille

Bonaparte, Junot, Soult e Massena. Fonte, Djaló, Xeka, Sanches.

O anacronismo latente no início deste texto pretende introduzir o leitor naquela que é a salutável resposta portuguesa às invasões francesas protagonizadas pelos generais enumerados acima, há dois séculos.

Perto da fronteira com a também francófona Bélgica, pululam em Lille quatro portugueses que viram na cidade a norte de França a possibilidade de alcançarem a glória outrora perdida.

E como a idade é um posto, comecemos pelo mais experiente jogador da equipa que é também, a par de Loic Rémy, um dos dois trintões de um plantel cuja média de idades não chega aos 24 anos.

Dois anos após ter deixado França com a medalha de campeão europeu ao pescoço, José Fonte abraçou o projeto francês de Gerard Lopez, quando trocou a China, país que aprecia com o mesmo entusiasmo um jogo de futebol como uma disputada luta de grilos, e saltou do Dalian Yifang para o Lille. Na primeira época ao serviço dos Les Dogues, foi totalista na Ligue 1, assumido-se como peça fundamental no eixo da defesa menos batida da última edição do campeonato, tendo apontado três golos.
José Fonte é um dos jogadores mais experientes no conjunto gaulês
Fonte: LOSC

Formado na capital do móvel, outro português tem sido o armário onde se guarda a inteligência do futebol da equipa liderada por Cristophe Galtier. A meio da época 16/17, Xeka chegou ao vencedor do campeonato francês por três vezes, por empréstimo do Sporting Clube de Braga, e por lá ficou: ganhou a titularidade no meio-campo do LOSC e surpreendeu o empréstimo na temporada seguinte ao clube que dá nome à mostarda mais afamada do mundo. No Dijon mostrou o picante do seu futebol e na última época regressou à casa de partida, onde se assumiu como o farol da equipa.

Proveniente de Alcochete, Tiago Djaló tem feito uma parelha lusitana no setor mais recuado da equipa francesa com José Fonte. Visto como uma das maiores promessas numa posição encarada como deficitária na seleção portguesa pela generalidade dos adeptos, o defesa de ascendência guineense viu em Lille a formação ideal para estabilizar, depois de uma passagem fugaz pelas reservas do AC Milan. Totalista até ao momento, a verdade é que o internacional pelas camadas jovens de Portugal pegou de estaca na defensiva francesa.

Da Musgueira para o mundo: é o este o cartão de visita de Renato Sanches. O último luso a aterrar em solo francês há muito que estava tapado em Munique por um meio-campo alemão recheado de estrelas mais cintilantes que o “Bulo”. Destarte, num campeonato cujas características parecem favorecê-lo, o campeão europeu por Portugal em 2016 pretende voltar ao nível que o consagrou e ser presença assídua nas convocatórias de Fernando Santos.

O internacional português tenta relançar a sua carreira em França
Fonte: LOSC
Aos citados juntam-se nomes bem conhecidos dos portugueses como Léo Jardim, figura de proa da embarcação vilacondense na última temporada, bem como o já consagrado Loic Rémy e a jovem promessa de genes abençoados que promete dar que falar: Timothy Weah.

A apenas três pontos do topo da classificação da Ligue 1 liderada pelo inevitável PSG, e inserido num grupo equilibrado na Liga dos Campeões que conta com o AFC Ajax, o Valencia CF e o Chelsea FC, o Lille será um dos clubes a seguir de perto na temporada que agora se enceta.

Foto de Capa: LOSC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portistas em ação pelas seleções das quinas

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Com o campeonato posto em pausa, foi tempo dos jogadores portugueses do FC Porto representarem as cores nacionais, seja na seleção A, seja nos sub-21.

Com Pepe lesionado, Danilo Pereira foi o único integrante do FC Porto na convocatória de Fernando Santos para os jogos com a Sérvia e a Lituânia.

Em Belgrado, o capitão portista foi titular e cumpriu os 90 minutos na vitória da seleção das quinas frente aos sérvios, apesar de se ter apresentado uns furos abaixo do que o que é o seu padrão. Danilo esteve na origem de alguns dos lances mais perigosos da seleção da casa após ter perdido bolas e falhado alguns passes à entrada da área portuguesa, nomeadamente um remate de Ljajić, que Patrício defendeu, mas que poderia ter trazido o empate a duas bolas na partida. Além disso, é do médio portista a culpa no primeiro golo sérvio, em que deixa Milenković passar-lhe nas costas sem o português o acompanhar, deixando-o sozinho no coração da área nacional para reduzir o marcador para 1-2. Apesar de não estar tão bem como o esperado, Danilo contribuiu para o quarto golo de Portugal, ao desmarcar Cancelo na faixa esquerda, que cruzou para Bernardo fechar a partida em 2-4. Segue-se o jogo em Vilnius, na terça-feira, onde Portugal precisa de vencer para encurtar a distância para a Ucrânia.

Tomás Esteves é o mais jovem jogador a estrear-se pelos sub-21 de Portugal
Fonte: Seleções de Portugal

Além da seleção A, também os sub-21 tiveram compromissos internacionais. Diogo Costa, Diogo Leite, Romário Baró e Tomás Esteves foram chamados para alinhar nos jogos contra Gibraltar e a Bielorrússia.

De destacar a estreia de Tomás Esteves neste escalão com apenas 17 anos, tornando-se assim o jogador mais jovem de sempre a jogar pelos sub-21. Ao contrário de Romário Baró, que não somou minutos no jogo contra Gibraltar, Diogo Costa e Diogo Leite foram titulares neste primeiro encontro, em que os jovens portugueses venceram por quatro bolas a zero com dois golos de Diogo Queirós, jogador do FC Porto emprestado ao Royal Mouscron, da Bélgica. Os jovens portistas jogam também na terça-feira, mas em Minsk, na Bielorrússia, em mais um jogo a contar para a qualificação do Europeu do escalão.

Os representantes do FC Porto nas seleções devem, posteriormente, voltar ao Olival para preparar o jogo com o SC Portimonense, que se jogará em Portimão no dia 15 de setembro.

Foto de capa: Seleções de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

UFC 242: Khabib defende o título e reforça o seu legado

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O UFC 242 decorreu este sábado no Abu Dhabi. Khabib Nurmagomedov defendeu o título de peso-leve ao finalizar Dustin Poirier no terceiro round. Edson Barboza e Paul Felder protagonizaram um grande combate, e Islam Makhachev continuou a sua série de vitórias.

Khabib Nurmagomedov vs Dustin Poirier

Depois de vencer Anthony Pettis, Justin Gaethje, Eddie Alvarez e Max Holloway (pelo título interino), Dustin Poirier era o claro candidato ao título de peso-leve. O americano é bastante completo: tem um strike muito preciso e forte, tem um bom jogo de chão e o seu wrestling é bastante competente.

Mas Khabib é uma máquina. Com um recorde de 27 vitórias e zero derrotas, atingiu o nível de super-estrela ao vencer Conor McGregor no UFC 229. O russo tem uma base de fãs enorme, mas é pelo seu estilo de luta que se destaca. Procura sempre a projeção, mas no chão faz uma pressão enorme nos adversários e vai batendo até parar o combate.

Ambos entraram hesistantes no combate, a estudarem-se. Khabib acabou por conseguir a projeção e foi muito forte no chão. Aplicou muita pressão, lançou vários golpes e procurou muitas vezes a submissão.

No segundo round, Khabib ainda enfrentou algumas dificuldades no início. Poirier lançou bons golpes que acertaram em cheio no campeão. Mas o russo conseguiu trabalhar em seguida no corpo e controlou o restante do round.

No terceiro round, Poirier consegue defender uma projeção ao agarrar o pescoço de Khabib em género de guilhotina. Não conseguiu a submissão, e na tentativa de se levantar Khabib ganhou-lhe as costas. Depois de algum trabalho conseguiu aplicar um mata-leão e finalizou dessa forma o combate.

Momento da finalização do combate entre Khabib Nurmagomedov e Dustin Poirier
Fonte: UFC

É assim a segunda defesa de título de Nurmagomedov. Ambos atletas mostraram, no final do combate, aquilo que o MMA representa (ou devia): desportivismo e amizade. Ambos trocaram de camisola, com Khabib a anunciar que vai vender a de Poirier de forma a recolher dinheiro para caridade.

Edson Barboza vs Paul Felder

Depois de consegui três vitórias consecutivas, Edson Barboza nunca mais recuperou o ritmo. Perdeu contra Khabib e Kevin Lee, e depois de vencer Dan Hooker, perdeu contra Justin Gaethje.

Paul Felder venceu quatro dos seus últimos cinco combates, e procurava com uma possível vitória entrar no top-10 da divisão de peso-leve.

O primeiro round foi bastante equilibrado. Ambos lançaram golpes certeiros, mas vimos Barboza a circular mais para o lado enquanto Felder ia em frente em direção ao adversário, algo valorizado pelos juízes.

No segundo round, Barboza entra a acertar vários pontapés e mãos fortes. Conseguiu uma projeção, mas Felder brilhou no chão. Acertou vários cotovelos e deixou a cara de Barboza em sangue. Felder terminou a ronda bastante agressivo.

No terceiro round, Barboza jogou mais na expectativa, talvez por pensar que estava a ganhar. Felder foi lançando golpes fortes e a continuar em ir em frente, e Barboza demonstrava algum cansaço, mas a lançar no contra-ataque.

No final os juízes tiveram uma decisão dividida, mas deram a vitória a Paul Felder (30-27, 29-28; 27-30).

Felder acerta um cruzado em Barboza
Fonte: UFC

Women’s EuroVolley – Third set: Ao quinto foi de vez para a Sérvia

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A capital turca, Ancara, recebeu a final do Women’s EuroVolley 2019 e contava-se com um pavilhão cheio. Sérvia, campeã europeia em título, e Turquia, uma das anfitriãs da prova, discutiam o troféu de melhor seleção da Europa. A equipa sérvia estava na quarta final e procurava o terceiro título, já as turcas queriam entrar para a história e vencer pela primeira vez a competição. Esta final seria também o nosso terceiro, e último, set deste EuroVolley. Porém, no jogo houve muitos mais.

Ambas as equipas estiveram juntas na fase de grupos e a Sérvia já tinha sido melhor nesta mesma fase – vitória por 3-1. As sérvias garantiram o primeiro lugar do Grupo A e as turcas acabaram por ficar na segunda posição.

Porém, é sempre importante rever o percurso de ambas as equipas até chegarem à desejada final. Nos oitavos de final, a Sérvia derrotou a Roménia (3-0) e a Turquia passou com dificuldades a Croácia (3-2). Nos quartos de final, as sérvias dizimaram a concorrência búlgara por 3-0 e as turcas passaram com distinção a Holanda com o mesmo resultado. Nas meias-finais, uma vitória pelos mesmos números (3-1) para Sérvia e Turquia, que derrotaram Itália e Polónia, respetivamente.

Segundo jogo das duas seleções nesta edição do EuroVolley e esperava-se uma final excelente e com uma grande propaganda para a modalidade.