Bianca Andreescu é a campeã do US Open 2019. Se há um ano atrás alguém dissesse isto, iriam achar que estava maluco, mas é mesmo verdade. Na edição de 2018, a canadiana tinha perdido na primeira ronda da fase de qualificação deste mesmo torneio. Andreescu iniciou o ano fora das duzentas melhores jogadoras do mundo e na segunda-feira será quinta classifica do ranking WTA. Com 18 anos feitos em junho, Bianca Andreescu é hoje uma estrela do circuito mundial. Esta é mesmo uma história que poderemos contar aos nossos netos e dizer “eu vi a Bianca Andreescu nascer para o mundo do ténis”.
UM PERCURSO MEMORÁVEL
Andreescu começou a sua caminhada rumo à final vencendo a jovem norte-americana Katie Volynets pelos parciais de 6-2 e 6-4. Seguiram-se Kirsten Flipkens e Caroline Wozniacki também com vitórias em apenas dois sets. Nos oitavas-de-final, voltou a defrontar uma jogadora da casa: Taylor Townsend. Apesar de ter cedido a primeira partida, a canadiana haveria mesmo de seguir em frente e qualificar-se para a ronda seguinte com um triunfo pelos parciais de 6-1, 4-6 e 6-2. Nos quartos de final, Andreescu teve pela frente a bela Elise Mertens. Depois de ter cedido o primeiro set, deu a volta ao marcador e dava assim continuidade a um sonho. Belinda Bencic foi a adversária que se seguiu. Num encontro em que até ganhou o primeiro parcial, Bianca Andreescu viu-se a perder por 4-1 e 5-2 (30-0) no segundo set. Nesse momento, fez uso da raça que a caracteriza e somou cinco jogos consecutivos para carimbar o acesso à final.
UM ENCONTRO IMPRÓPRIO PARA CARDÍACOS
No encontro decisivo, tinha pela frente uma lenda da modalidade: Serena Williams. Contudo, Andreescu não se fez rogada e entrou bastante forte na partida acabando por vencer o primeiro set por 6-3. Quando seria de esperar uma reação da campeã de 23 títulos do Grand Slam, a canadiana voltou a entrar melhor e fez o 2-0. Serena reagiu e quebrou o serviço de Andreescu fazendo o 2-1. Por esta altura, o público norte-americano ia puxando (e muito) por Serena. Todavia, mais uma vez, Bianca Andreescu mostrou do que é feita e somou 3 jogos consecutivos. Estava agora a apenas um jogo de conquistar o título em Nova Iorque.
A canadiana chegou a dispor de um match point, mas Serena Williams salvou-o e dava assim início a uma recuperação inacreditável para igualar o marcador a 5-5. Perante um Arthur Ashe Stadium em completa loucura, Andreescu conseguiu estancar a hemorragia e ganhar o seu jogo de serviço para se colocar na frente do segundo parcial.
Devo confessar que neste momento tive um pressentimento de que a canadiana ia quebrar o serviço de Serena e conquistar o título. Tive até oportunidade da fazer um tweet em que dizia isso mesmo. É caso para dizer que só não acerto no Euromilhões. Bianca Andreescu haveria mesmo de o fazer e deixar o seu nome para sempre na história do ténis.
Bianca Andreescu surpreendeu tudo e todos e é a campeã do US Open 2019. A candiana tem apenas 19 anos e é já uma das principais figuras do mundo do ténis Fonte: US Open Tennis Championships
A seleção portuguesa arrecadou esta noite, em Belgrado, a primeira vitória no grupo B, de qualificação para o Euro 2020. Depois de dois empates em casa, Fernando Santos optou por surpreender no onze com a titularidade de Gonçalo Guedes, apostando num meio campo mais reforçado com William Carvalho e Danilo.
Depois de dois resultados negativos, Portugal queria “virar a pagina” e desde cedo o demonstrou. Quis pegar no jogo, contudo a forma de jogar era demasiado previsível e todas as tentativas portuguesas acabavam por ser desmanteladas pela defesa servia.
Com o relógio a correr a Sérvia equilibrou a partida, e ameaçou por várias vezes a baliza portuguesa. Porém, foi Portugal quem inaugurou o marcador. William Carvalho aproveitou um desentendimento entre Mitrovic e Milenkovic, e cabeceia após um passe de Bruno Fernandes. Portugal na frente do marcador, na ida para os balneários ao intervalo.
William Carvalho a festejar com Ronaldo e Bernardo Silva após marcar o primeiro golo da seleção Fonte: FPF
Na segunda parte os pupilos de Fernando Santos voltam a entrar melhor na partida, e Portugal chega ao golo à passagem do minuto 58. Grande combinação ofensiva entre Bernardo, Ronaldo e Bruno Fernandes que culmina com Guedes a fuzilar a baliza sérvia. Dois a zero para Portugal, mas jogo longe de estar resolvido.
Algo que se viria a comprovar dez minutos depois com o golo sérvio. Canto do lado esquerdo, enorme passividade da defesa portuguesa e Milenkovic aponta o golo sérvio, e faz renascer o público presente no Estádio Rajko Mitic.
Apesar das tentativas, foi Portugal quem chegou ao golo por Cristiano Ronaldo. Enorme trabalho de Bernardo Silva que rasga a defesa sérvia e que com um passe soberbo, isola o capitão que pica a bola sobre o guarda-redes Rajkovic. Portugal novamente com dois golos de vantagem.
A um ritmo frenético, o marcador voltou a mexer poucos minutos depois. Disparate de Bruno Fernandes, que oferece a bola a Tadic. Este sem ninguém à sua frente oferece a Mitrovic, que com um grande remate coloca o resultado em 2-3.
Quando se previa uma ponta final aflitiva para Portugal, Bernardo Silva, um dos melhores jogadores em campo, faz o quarto golo português e sentencia a partida.
Uma vitória importante de Portugal, que soma assim os primeiros três pontos na fase de qualificação para o Europeu de 2020. Agora segue-se outra partida importante frente à Lituânia, no próximo dia 10. Recordo que esta é a ultima classificada do grupo B, com um ponto em apenas quatro jogos.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Sérvia – Dmitrovic; Milenkovic, Maksimovic, Nastasic e Kolarov; Matic e Milivojevic, (Luka Jovic, 87’); Lazovic (Adem Ljajic, 59’); Tadic e Kostic ( Aleksandar Katai, 83’); Mitrovic.
Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, (João Cancelo, 65’), José Fonte, Rúben Dias e Raphael Guerreiro; Danilo, William Carvalho e Bruno Fernandes (João Moutinho, 85´); Bernardo Silva, Ronaldo e Guedes (João Félix, 70’)
O arranque de cada época é sinónimo de sorteio de competições europeias e este ano não foi diferente. Na manhã deste sábado, no pavilhão da Física de Torres Vedras, que esta semana recebe o Europeu de Sub-17, ficou determinada a sorte das várias equipas portuguesas nas três provas da World Skate Europe Rink Hockey. Comecemos pela Liga Europeia!
Grupo A: Sporting CP, Reus Deportiu, Amatori Lodi e HC Quevert
O atual campeão europeu em título ficou inserido num grupo complicado, mas que com maior ou menor dificuldade deverá vencer. Nenhuma das deslocações será fácil, mas o Sporting parte em vantagem. Isto, porque manteve a maior parte da estrutura da época anterior, que por si só já é superior à dos adversários, mas ainda acrescentou valor. Este sorteio ditou ainda os reencontros de Alessandro Verona com o Amatori Lodi, de João Pinto com os leões e de Raul Marín com o Reus Deportiu.
Grupo B: FC Porto, CE Noia, HRC Monza e RC Biasca
Se na temporada passada a sorte grande havia saído ao Benfica, esta época saiu aos dragões. Com um plantel em reconstrução, tendo a saída de Hélder Nunes à cabeça, mas ainda a incorporação de quatro novos jogadores, apesar de dois jogarem ou já terem jogado no hóquei em patins português (Tiago Rodrigues e Sergi Miras), Guillem Cabestany pode estar descansado. As viagens à Catalunha ou a Monza não serão “favas contadas”, mas quando comparados os quatro grupos é fácil prever uma menor dificuldade. O Porto será primeiro com relativa tranquilidade e Cabestany terá tempo e jogos para contruir e rodar a sua equipa sem problemas de maior.
Grupo C: FC Barcelona, SL Benfica, H Sarzana e SKG Herringen
Os encarnados também não se podem queixar da sorte. Mesmo tendo ficado no grupo do Barcelona, que se tenta reerguer para níveis de outros tempos com a contratação de Hélder Nunes e o retorno, após lesão, de Sergi Panadero, as águias não deverão ter muitas dificuldades para, no mínimo, ficar na segunda posição. Porém, será necessário ter em atenção o Sarzana, vice-campeão da última edição da WS Europe Cup, que beneficiou das desistências de algumas das principais formações transalpinas e acabou por ser presenteado com inesperado convite por parte da federação italiana. Alessandro Bertolucci, que realizou um belíssimo trabalho na sua época de estreia no clube, continua ao comando da equipa da região de Ligúria, que tem como principais jogadores Corona, Borsi e o jovem Ipiñazar.
A viagem à Alemanha será difícil, mas o Benfica tem a obrigação de vencer. Por outro lado, nos encontros diante do Barcelona, o conjunto benfiquista poderá “testar as águas” para o resto da época. Será que depois de duas temporadas em sub-rendimento, as águias regressam a voos de outras épocas não muito distantes? Teremos de esperar para ver.
Grupo D: H Forte, UD Oliveirense, Deportivo Liceo e SCRA Saint Omer
A Oliveirense ficou inserida num grupo complicado, mas ao contrário das últimas épocas não deverá chegar à última jornada de calculadora nas mãos e a lutar pelo apuramento. O conjunto que continua a ser orientado por Renato Garrido manteve a sua principal base, tendo-lhe acrescentado maior qualidade e experiência. Passando a ter um plantel ainda mais forte em relação a 2018/2019. O Forte continua a ser uma equipa com bastante valor e com mais um ano de trabalho, tendo como principais jogadores o experiente Federico Ambrósio, que esteve nas cogitações da formação de Oliveira de Azeméis para esta época, assim como os jovens espanhóis Jordi Burgaya e Martí Casas.
O Deportivo Liceo, por seu lado, encontra-se numa situação bem diferente, pois está a criar uma equipa. Cinco dos seus principais jogadores saíram, mas foram bem substituídos. Neste momento, resta dar tempo a Juan Copa para trabalhar. Os gauleses do Saint Omer têm o seu valor, mas não farão parte da luta pela qualificação. A Oliveirense tem tudo para vencer o grupo, seja esse feito alcançado com maior ou menor dificuldade.
Vários dos dirigentes das equipas que foram a sorteio marcaram presença em Torres Vedras Fonte: World Skate Europe RinkHockey
Chegou ao fim mais um mercado de transferências de Verão. O Deadline Day é um dos dias, no mundo do futebol, que mais expectativa gera nos adeptos das diferentes equipas e em Alvalade não foi exceção. Foi um dia com muitas surpresas, marcado por entradas e saídas importantes no reino do leão e com dossiers de excedentários também a serem resolvidos. A grande noticia do dia foi a confirmação de que Bruno Fernandes irá continuar de leão ao peito, pelo menos para já.
No que toca a saídas, o Sporting CP confirmou a transferência do jovem lateral Thierry Correia para o Valência CF, com valores a rondar os 12M€. Após se destacar neste início de época aproveitando as ausências dos seus concorrentes diretos, mereceu a atenção por parte dos espanhóis num negócio que contou com o contributo de Jorge Mendes. Não foi o único lateral direito a abandonar Alvalade, pois Bruno Gaspar rumou aos gregos do Olympiacos.
O Sporting CP resolveu assim o problema de contar com quatro laterais direitos para ficar apenas com dois – Ristovski e Rosier. O problema não será a nível financeiro, pois creio que a valorização de Thierry e os valores envolvidos acabam por ser aceitáveis, ainda que seja contra um dos objetivos de apostar na formação. Na minha opinião, o problema será sim a nível desportivo, pois os leões contam agora com dois jogadores que não trazem ritmo competitivo e que podem gerar aqui uma incógnita ao treinador.
Ainda na faixa direita, o Sporting CP também confirmou a transferência do extremo brasileiro Raphinha. O negócio ronda os 21M€ e o jovem brasileiro irá representar o Rennes. Ainda que sendo um titular indiscutível, é um negócio à semelhança do de Thierry Correia: bom financeiramente, mau desportivamente. Ainda que neste caso, creio que o Sporting CP irá conseguir colmatar melhor a saída de Raphinha. É um bom jogador, mas a sua capacidade de decisão, por vezes, não é a melhor, um aspeto que terá de melhorar.
No entanto, reforço que o Sporting CP perdeu dois titulares e ambos do mesmo lado, iremos ver como se irão criar novas rotinas com outros jogadores. O Sporting CP confirmou também a saída do maliano Diaby, por empréstimo para o Besiktas, que conta com um valor de 4M€ na clausula de compra e ainda a rescisão de contrato com o brasileiro Jefferson.
O universo Sportinguista gerou enorme expetativa no que diz respeito às possíveis entradas no clube, até mais do que nas possíveis saídas. E no meio (não) está a virtude. Bas Dost foi vendido por 7M€ ao Eintracht Frankfurt – confirmado há uns dias – e o último dia de mercado não foi simpático para os adeptos leoninos. Foram confirmadas as contratações de Fernando (20 anos e ex-Shakthar), de Jesé (26 anos e ex-PSG) e ainda a de Yannick Bolasie (30 anos e ex-Everton). Foram embora jogadores de modo a baixar a folha salarial e entram jogadores que auferem salários de igual forma elevados – caso se confirmem as suas contratações – o que gera aqui um contra-senso.
O último dia de mercado foi muito agitado em Alvalade e colocou à prova a estrutura montada por Frederico Varandas Fonte: Sporting CP
Jesé é, sem dúvida, um nome sonante, outrora ainda mais até porque a sua carreira parece ter vindo a descer a pique nos últimos anos. Se vier com a mentalidade certa será certamente um excelente reforço, no entanto atualmente é uma incógnita. Ainda para mais, é um jogador que atua um pouco à semelhança de Vietto, mas iremos ver como encaixará no plantel leonino. Yannick Bolasie é um jogador forte fisicamente, explosivo e com boa capacidade no 1×1. Poderá acrescentar algo que falta ao ataque leonino, ainda que venha um pouco à imagem de Jesé: carreira em declínio, afetado por lesões e vindo de sucessivos empréstimos, ou seja, mais uma incógnita.
Fernando, jovem de 20 anos, realizou boas partidas com Paulo Fonseca na Ucrânia, mas uma lesão e a concorrência de Taison fizeram com que fosse perdendo o seu espaço. É mais um extremo com capacidade para desequilibrar, porém a sua contratação, das três feitas, é a que faz menos sentido, sobretudo nos moldes que foi. Dos três é o único que não inclui cláusula de compra e, para além disso, é um jovem jogador que irá tapar Plata e Camacho, não justificando também assim a saída de Matheus Pereira ou até de outros jovens como Daniel Bragança.
No cômputo geral, a direção liderada por Frederico Varandas afirmou que sempre que perde um jogador tem de ter, logo, três ou quatro soluções para ocupar esse lugar. A verdade é que esta visão de mercado e esta abordagem vieram comprovar o contrário, não só neste último dia, mas ao longo dos meses: não há um scouting bem trabalhado, nem um investimento feito na mesma linha de FC Porto e SL Benfica, e a diferença para os principais rivais é cada vez maior.
Existe uma abordagem perigosa, sem nexo e que poderá prejudicar o clube leonino no futuro próximo. Perde o melhor goleador, não tem um guarda-redes de referência e conta apenas com um “9” puro no plantel. O facto de contratar três extremos por empréstimo demonstra que Frederico Varandas e Hugo Viana – os nomes mais fortes da estrutura leonina para o futebol – perderam alguns pontos neste capítulo, onde andam completamente à deriva. Contratações à última da hora para justificar que se conseguiu contratar alguém a juntar ao risco associado pelos fatores já referidos. Ainda que rendam desportivamente, a recompensa financeira nunca irá existir e o acesso à Liga dos Campeões é cada vez mais difícil.
A aposta na formação cai também por terra e com a saída confirmada de Marcel Keizer, o próximo treinador terá de trabalhar já com o campeonato em andamento e com o mercado fechado. Resta saber se Frederico Varandas irá apresentar novamente um treinador com o perfil de Keizer, sem créditos e que irá, provavelmente, ter um futuro curto por Alvalade ou irá apostar todas as fichas na contratação de um nome que gerará maior consenso no seio leonino e com vista ao médio-longo prazo.
SL Benfica e Sporting CP defrontaram-se em jogo a contar para a terceira jornada do Campeonato Andebol 1. Um derby que se realizava numa fase ainda muito embrionária da temporada e por isso mesmo o resultado era ainda mais imprevisível. As equipas ainda se encontram em construção e vão certamente melhor bastante ao longo da temporada. Se do lado do SL Benfica Carlos Resende continua ao comando da equipa encarnada, no caso do Sporting Thierry Anti está ainda a dar os primeiros passos no comando técnico dos verde e brancos.
No que ao confronto direto diz respeito, vantagem para o Sporting. Num total de 45 jogos, 24 vitórias, 15 derrotas e 6 empates. Contudo, se tivermos em conta apenas os últimos 5 embates, vantagem para o SL Benfica: os encarnados ganharam três das últimas cinco partidas.
SUPERIORIDADE LEONINA NA PRIMEIRA PARTE
O Sporting entrou bastante bem e rapidamente se adiantou para uma vantagem de 3 golos. Por sua vez, os encarnados pareciam algo apáticos e mostravam algumas dificuldades em entrar na partida.
No entanto, após falhar um livre de sete metros e se encontrar a jogar em inferioridade numérica, o sporting começou a cometer alguns erros e a baixar a intensidade defensiva. Os encarnados igualavam assim o marcador. Nota positiva para o pivot do Benfica, René Toft Hansen,. Quando já estavam decorridos 10 minutos, o marcador registava uma igualdade a 5-5.
Neste jogo, e comparativamente com o que se passou na época passada, nota para a excelente prestação defensiva da equipa leonina. Um sistema defensivo com bastante agressividade ou, se preferirem, muita profundidade. Costuma dizer-se que os jogos de andebol começam a ganhar-se na defesa e não podia estar mais de acordo. Fruto do excelente trabalho defensivo, os verde e brancos saiam com bastante facilidade em ataques rápidos. Foram inúmeras as interceções conseguidas pela equipa leonina. No capítulo individual, destaque para Frankis Carol, Valentin Ghionea e Bingo. Desta forma, e com alguma naturalidade, o Sporting voltou a recuperar a vantagem de três golos.
Frankis Carol foi uma das principais figuras leoninas durante todo o encontro. O cubano tomou decisões acertadas em momentos decisivos Fonte: FAP
Carlos Resende foi obrigado novamente a pedir um tempo técnico e desta vez, surtiu efeito. Os encarnados recuperaram dois dos cinco golos de atraso. Mas, mais uma vez, o jogo parecia estar sempre muito dependente da equipa leonina. Não retirando mérito aos encarnados, o resultado tornava-se mais equilibrado após decisões erradas dos jogadores leoninos no aspeto ofensivos.
CARLOS RESENDE MUDOU (E BEM) A PARTIDA
Na segunda parte, entrada forte por parte do SL Benfica. Os encarnados rapidamente reduziram a desvantagem para apenas dois.
Nesta fase menos positiva do Sporting, Cudic assumiu um papel de destaque. Defendeu um livre de sete metros e no um contra um frente a Pedro Seabra Marques evitou que o Benfica reduzisse a desvantagem.
Eis que, e perante a inferioridade dos encarnados, Carlos Resende decidiu alterar o rumo do jogo. O treinador português colocou a sua equipa a atacar 7-6. Confesso que não sou grande apologista deste tipo de prática. Contudo, por exemplo na época passada, foi utilizada com bastante sucesso pelo FC Porto.
Perante a inferioridade do SL Benfica, Carlos Resende alterou a estratégia e teve sucesso com a utilização do 7-6 encarnado Fonte: FAP
Neste jogo, a verdade é que o SL Benfica conseguiu aproximar-se e obrigou mesmo Thierry Anti a pedir um desconto de tempo. O Sporting voltava a ser pouco esclarecido no processo ofensivo e não estava a saber lidar com o 7-6 encarnado.
Apesar disso, o Sporting continuava a cometer demasiadas faltas técnicas e não estava a saber lidar com o 7-6 do SL Benfica. Thierry Anti mostrava-se bastante desagradado com a prestação da sua equipa.
CONTROLO EMOCIONAL VALEU VITÓRIA LEONINA
A partida entrava agora numa fase de parada e resposta. Quando entravamos para os últimos 10 minutos, o equilíbrio era a nota dominante. Carol e Petar Djordjic iam destacando-se dos restantes e não tinham qualquer problema em assumir a responsabilidade nos momentos decisivos. O cubano levava acabaria por conseguir um total de sete golos e o sérvio de nove tentos certeiros.
Na fase final, valeu aos leões o maior controlo emocional. O jogo estava bastante equilibrado e, nestes momentos, esse fator é decisivo. Nos últimos minutos, Gonçalo Vieira marcou um golo espetacular e que se revelaria decisivo. O Sporting foi mais competente nesta fase final da partida e Tiago Rocha não tremeu após um passe primoroso de Carol.
Quando faltavam apenas 11 segundos e muito dificilmente o Sporting perderia esta partida, Nuno Grilo toma uma decisão menos feliz e Pedro Valdes consegue intercetar a bola e confirmar a vitória leonina.
Foi provavelmente um dos melhores jogos entre Sporting e Benfica dos últimos anos. Os encarnados mostraram maior competência do que em temporadas anteriores. René Toft Hansen e Petar Djordjic assumiram-se como verdadeiros reforços. Contudo, e até tendo em conta a alteração no comando técnico dos verde e brancos, não posso deixar de considerar o resultado justo. O Sporting foi durante mais tempo a melhor equipa, sobretudo na primeira parte. Uma menção honrosa para Carlos Resende que alterou com sucesso a estratégia da sua equipa para a segunda parte.
Como referi no início do artigo, estamos ainda numa fase muito embrionária da temporada. Contudo, esta vitória vale mais pelo ascendente emocional que pode trazer ao Sporting CP do que pela diferença pontual ganha.
Charles Leclerc (Ferrari) conseguiu a sua quarta pole position numa das qualificações mais atrapalhadas de que há memória. Após um acidente de Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) a meio da Q3, a sessão foi parada com uma bandeira vermelha aos 6 minutos e 45 segundos. Quando reabriu a pista, ninguém queria ser o primeiro piloto a sair, para tentar aproveitar o vácuo criado pelo carro da frente. Essa insistência em ser o último a fazer a volta fez com que demorassem demasiado tempo, e impediu sete dos nove pilotos em pista de repetir a volta, sendo Carlos Sainz (Mclaren) e Charles Leclerc os únicos a conseguir.
Assim, apenas os resultados das primeiras voltas rápidas contaram, ficando Lewis Hamilton (Mercedes) e Valteri Bottas (Mercedes) em segundo e terceiro respetivamente. O resultado da Q3 está agora a ser analisado pelos comissários da corrida, sendo que os pilotos foram avisados sobre comportamentos semelhantes a estes, após ter acontecido algo semelhante na corrida de Formula 3, onde vários pilotos foram penalizados.
Hora de ponta em Monza Fonte: F1
Para facilitar a vida aos homens da frente, Max Verstappen (Red Bull) vai começar desde o final da grelha, por causa de penalizações relacionadas com a instalação da especificação quatro da unidade motriz da Honda, o que significa que poderemos ver bastantes ultrapassagens da parte do holandês, mas dificilmente um pódio.
Sebastian Vettel foi um dos pilotos afetados pela confusão gerada na qualificação, ficando-se apenas pela quarta posição, quando o objetivo era que na última volta fosse beneficiado pelo vácuo do seu companheiro de equipa. Foi no geral um dia muito positivo para quem tem um motor Renault, infame por ser muito mau em pistas de alta velocidade, da quinta até à sétima posição, temos Daniel Ricciardo (Renault), Nico Hulkenberg (Renault) e Carlos Sainz (Mclaren). Sendo que o alemão está a ser um dos pilotos mais falados no que toca à polémica sessão, por ter atrasado o pelotão de pilotos, e está até a data da redação deste artigo, numa reunião com os comissários.
A fechar o top 10 temos Alexander Albon (Red Bull Racing) que acabou por não fazer nenhuma volta rápida, ficando assim em oitavo, seguido de Lance Stroll (Racing Point) com o mesmo problema, e Kimi Raikkonen, que se despistou durante a sua primeira volta na Q3, criando toda esta confusão.
Sendo Monza uma pista onde a velocidade de ponta é a característica mais importante, o lógico é julgar que acabamos domingo com uma vitória da Ferrari, porém, durante as sessões de treinos, os tempos conseguidos entre Ferrari, Mercedes e Red Bull têm sido muito parecidos no ritmo de corrida, com uma pequena vantagem para a equipa alemã. Contudo, ao contrário de Spa, a Ferrari não possui a vantagem estratégica de ter dois pilotos na frente da Mercedes, o que pode criar sérios problemas para Charles Leclerc, que tem por baixo de si, um carro que consome pneus a uma velocidade assombrosa.
A Ferrari joga em casa, a pressão é gigante Fonte: F1
As únicas soluções para a Ferrari serão uma corrida desastrosa da Mercedes, que a chuva prevista para domingo baralhe as contas da corrida, ou que o Ferrari de Sebastian Vettel consiga subir posições para ficarem os dois em frente à Mercedes, de forma a que o Ferrari que estiver em segundo possa proteger o que estiver em primeiro, como em Spa. Se tal não acontecer, o mais provável é que Lewis Hamilton consiga passar para a frente e estender ainda mais a liderança no campeonato, tirando à Ferrari aquela que provavelmente é a última chance de vencerem esta temporada.
Hoje na qualificação, os pilotos tentaram ser os últimos a sair para ficar primeiro na tabela, tentando ser mais espertos do que as outras equipas, mas todas pensaram no mesmo, e assim, ninguém saiu a ganhar, tirando Charles Leclerc, pela quarta vez na carreira e pela primeira vez em frente da famosa Tiffosi, que venha a corrida.
Chegámos novamente a um dos momentos do ano em que os campeonatos nacionais se interrompem e dão lugar às seleções. Como seria de esperar, os atletas benfiquistas fizeram-se representar em força nas suas respetivas equipas nacionais. São 42 os jogadores chamados a cumprir dever internacional, espalhados por seleções seniores e de formação.
Portugal- Seleção A
Convocados: Pizzi, Ruben Dias, Rafa e Ferro
Ferro: Inicialmente fora dos convocados, foi chamado por Fernando Santos para substituir o lesionado Pepe. Indiscutivelmente o futuro do setor central defensivo, Francisco Ferreira devia já, na minha opinião, ter sido incluído na lista inicial. Ferro traz qualidades à seleção nacional que nenhum outro central trazs. É o melhor central com a bola no pé, e irá certamente contribuir para uma melhoria na primeira fase de construção da equipa das quinas.
Rúben Dias: Já um dos habitues da seleção e natural titular. Rúben conquistou rapidamente o lugar ao lado de Pepe, fruto das boas exibições e da sua constante e rápida evolução. Um central rápido com excelentes noções de posicionamento defensivo e muito forte no jogo aéreo. Será, depois da retirada de Pepe, a principal figura no centro da defesa da seleção. Convocatória indiscutível.
Rafa: Um jogador já com pedigree de seleção e campeão europeu em 2016. Rafa fez uma grande temporada na época transata e começou esta da mesma maneira. Rapidíssimo e com melhoras significativas na finalização, Rafa oferece à seleção uma solução alternativa. A seleção joga muitas vezes sem extremos puros, que procuram muitas vezes espaço interior, Rafa pode trazer à equipa nacional verticalidade e profundidade. Mais um indiscutível da seleção das quinas.
Pizzi: Sempre um dos jogadores mais preponderantes na equipa encarnada, Pizzi é no entanto poucas vezes utilizado no 11 inicial da seleção portuguesa, face ao “luxuoso” meio campo do qual Fernando Santos dispõe. Sempre uma opção mais criativa para o meio campo, contudo o espaço de Pizzi deve ser no lado direito, com funções semelhantes àquelas que desempenha no Benfica.
Nota também para a elegibilidade de Gabriel (está lesionado neste momento). Com a recente convocatória de Dyego Sousa, a seleção parece não estar fechada a atletas naturalizados. Gabriel poderia ser uma boa opção para o centro do terreno.
A seleção lusa defronta hoje a Sérvia e a Lituânia na terça-feira a contar para a qualificação para o Euro 2020.
Ruben Dias já é um habitual no núcleo duro da seleção e voltou a ser convocado Fonte: SL Benfica
Portugal-Seleção Sub21
Convocados: Jota, Nuno Tavares, Nuno Santos e Florentino*
Jota: Jota tem sido opção ocasional na equipa principal das águias e irá progressivamente conquistar o seu espaço. Um jogador já com um excelente historial nas seleções nacionais (campeão europeu de sub17 e sub19 , creio que se evoluir da forma esperada e olhando para o que tem feito nesta temporada, o nome Jota poderá, a médio prazo, figurar nas escolhas de Fernando Santos.
Nuno Tavares: Começou a época a titular numa posição que lhe é estranha, o que não fez jus a todas as suas qualidades. Do lado esquerdo tem condições para brilhar. Deverá disputar o lugar no 11 titular na seleção de Rui Jorge, com o jogador do Wolves: Ruben Vinagre.
Nuno Santos: Talvez o talento encarnado menos conhecido desta seleção. Nuno Santos fez a pré-temporada na equipa A e tem evoluído bem na equipa B, uma boa opção para o meio campo de Rui Jorge.
Florentino*: Florentino foi inicialmente (e bem) convocado, mas o seu nome foi retirado da convocatória devido a problemas físicos. Na seleção de sub21, Florentino é um indiscutível e com a conquista da titularidade no Benfica, juntando às suas excelentes qualidades, sobretudo a sua maturidade tática e posicionamento defensivo, Florentino pode aparecer na seleção A num curto-médio espaço de tempo.
Portugal-Seleção Sub20
Convocados: Celton Biai, Pedro Álvaro, Gonçalo Loureiro, Pedro Ganchas, Diogo Capitão e Tiago Dantas
Uma seleção com muitos jogadores do Seixal, destaco Tiago Dantas e Pedro Álvaro que são titulares habituais na equipa B dos encarnados e estão na linha para a subida à equipa A. Deverão rapidamente também progredir para a seleção de sub21. Destaque ainda para Celton Biai, que realizou uma excelente época na equipa de sub23 e deve ser o guardião titular nesta seleção.
Portugal- Seleção de Sub19
Convocados: Bernardo Silva, Francisco Saldanha, Henrique Jocu, Gonçalo Ramos, Jair Tavares, João Ferreira, Rafael Brito, Samuel Soares, Tiago Gouveia, Umaro Embaló e Tomás Tavares.
Mais uma seleção com muito talento encarnado, são onze os jogadores, nesta convocatória, que representam o Benfica. Destaque para Tomás Tavares, já incluído nos trabalhos da equipa principal. Deve ser a alternativa a André Almeida. Deve disputar a titularidade na seleção com o colega João Ferreira, que fez a pré-temporada com a equipa A. Umaro Embaló vai ganhando espaço na equipa B e tem sido uma das estrelas da equipa secundária das águias. Jair Tavares tem-se destacado na equipa de sub23 e Gonçalo Ramos fez um excelente europeu de sub19. Muito potencial nesta equipa, excelentes escolhas de Rui Bento.
Tomás Tavares treina já com a equipa principal e é o titular desta seleção de sub19 Fonte: FPF
Apesar de ainda ser algo prematuro, o jovem médio centro, Martim Neto pode vir a aparecer nesta seleção ou no escalão intermédio dos sub18. Ainda com apenas 16 anos , Martim joga na equipa de juniores da equipa encarnada. Com muita qualidade técnica e uma excelente capacidade de passe, Martim Neto pode vir a ser um excelente jogador para o Benfica e para a seleção nacional.
Marrocos
Convocados: Taarabt
Taarabt: Fruto da sua transformação física e psicológica e a sua boa forma futebolística, que o levou até a ganhar o prémio de Homem do Jogo, frente ao Braga, Taarabt voltou a ser incluído nas escolhas do selecionador Vahid Halilhozic. Uma excelente opção para a seleção magrebina, será certamente uma das figuras da sua equipa nacional, ou pelo menos tem condições para que tal se suceda. Está a tornar-se um jogador fundamental para a equipa encarnada e poderá desempenhar o mesmo papel na seleção marroquina.
A seleção de Marrocos vai realizar dois jogos amigáveis frente ao Níger e ao Burkina Faso.
Taarabt voltou ontem a ser utilizado pela seleção marroquina Fonte: SL Benfica
Grécia
Convocados: Vlachodimos e Samaris
Vlachodimos: Começou a temporada com a ameaça da chegada de um novo guarda redes para lhe fazer sombra. Vlachodimos tem reagido, no entanto, muito bem às críticas estando a realizar uma boa época, sendo possível até observar alguma evolução nos setores mais fracos do guardião greco-germânico (sobretudo o jogo fora dos postes). Internacional jovem pela mannschaft, optou recentemente por representar a seleção Grega. É provavelmente o melhor guarda redes da seleção helénica e deverá ser titular.
Samaris: Samaris não começou a época da melhor maneira, aparentando estar longe da forma que o caracterizou na época passada. No entanto o médio Grego continua a ser um jogador muito relevante no plantel de Bruno Lage e naturalmente foi incluído nas escolhas do selecionador John Van’t Schip. Estará na linha da frente para ser titular frente ao Liechtenstein e à Finlândia.
A Grécia defronta a Finlândia e o Liechtenstein, na qualificação para o Euro2020.
Suíça
Convocados: Seferovic
Seferovic: Depois de se ter sagrado o melhor marcador do campeonato português, Seferovic atravessa agora um momento mais difícil na sua carreira. A má forma e a falta de golos não impediram a sua convocatória para a seleção helvética. Seferovic é uma das figuras da equipa de Vladimir Petkovic e poderá ser preponderante nos jogos que se seguem. Seferovic irá, contudo, abandonar a seleção mais cedo devido ao nascimento do seu filho.
A Suíça defronta a República da Irlanda e Gibraltar, na qualificação para o Euro2020.
Bélgica-Seleção Sub21
Convocados: Svilar
Svilar: Svilar ainda não conseguiu atingir o nível que era esperado quando assinou pelas águias. Agora titular na equipa B, o jovem guardião tem o seu futuro completamente em aberto. Svilar poderia representar a seleção servia, pátria da sua família, no entanto, acabou por optar por representar o país da sua naturalidade: a Bélgica. É uma opção para a seleção de Johan Walem. Deve disputar a titularidade com Ortwin De Wolf, guarda redes do KAS Eupen.
Destaque ainda para Grimaldo que já vai merecendo uma convocatória para a seleção espanhola, mas terá de superar a fortíssima concorrência de Gaya e Jordi Alba.
Outros convocados: Diogo Nascimento, Felipe Cruz, Gerson Sousa, Henrique Pereira, Henrique Araújo e Tomás Araújo (seleção de Sub18), Kalaica (Croácia Sub21), Armalas (Lituânia Sub21) Martin Chrien, (jogador que foi recentemente inscrito na primeira liga) (Eslováquia Sub21), Vukotic (Montenegro Sub21), Leo Kokubo (Japão Sub18) e Bajrami (Suiça Sub18).
O meeting de Bruxelas voltou a mostrar um nível muito elevado, embora, tenha ficado a sensação de que o frio que se fez sentir tenha afetado as performances, que poderiam ter sido ainda mais poderosas. Quanto a Pedro Pablo Pichardo e Nelson Évora, infelizmente, hoje não foi o melhor dia para ambos.
Asher-Smith bate Fraser-Pryce
Asher-Smith bate Fraser-Pryce e fala do tempo…britânico! Fonte: IAAF
Na velocidade, a britânica Dina Asher-Smith tem mostrado uma enorme consistência e parece estar a preparar de forma criteriosa o seu pique de forma, uma vez que tem demostrado uma evolução clara com vista aos Mundiais de Doha. Hoje, correu os 100 metros em 10.88, uma excelente marca e, acima de tudo, bateu a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, que é a par da sua compatriota Elaine Thompson, a líder mundial do ano. No final, Dina Asher-Smith explicou que o tempo em Bruxelas lhe fez lembrar o tempo britânico e por isso não teve qualquer problema com isso!
Nos 200 metros, na prova masculina, excelentes indicações deixaram Andre de Grasse no 3º posto (19.87, o seu melhor desde o Rio) e Ramil Guliyev (2º em 19.86), parecendo ambos em clara posição de saírem medalhados de Doha. A vitória foi para Noah Lyles, claro, fechando em 19.74 e abrandando nos metros finais, mostrando, mais uma vez o seu grande momento de forma e tornando-se no primeiro atleta a conquistar os 100 e 200 na mesma edição da Diamond League.
Por fim, nos 400, vitória do também norte-americano Michael Norman em 44.26. Correrá mais rápido no Qatar, onde será o grande favorito na ausência confirmada, por lesão, do recordista mundial Wayde van Niekerk.
As atletas do Projeto Oregon voltam a dar cartas
Hassan venceu o Diamante nos 1.500 e nos 5.000 Fonte: IAAF
Nas distâncias mais longas, os 800 metros femininos foram ganhos, sem muita dificuldade, pela norte-americana Ajee Wilson em 2:00.25, enquanto que nos 1.500 metros masculinos, assistimos a uma exibição do queniano Timothy Cheruiyot, que controlou por completo a prova e mostrou aos mais “tenrinhos” como se faz (fechou em 3:30.22). O norueguês Jakob Ingebrigtsen foi o melhor dos restantes no 2º lugar e por vezes até nos esquecemos que tem ainda 18 anos…
Por último, uma grande prova de 5.000 metros, não a mais rápida do ano, mas fantástica taticamente como se quer neste tipo de provas e como se irá ver, certamente, em Doha. A campeã mundial, a queniana Hellen Obiri, foi batida por 3 atletas, incluindo duas que treinam no famoso projeto da Nike em Oregon – Klosterhalfen em 3º e a holandesa Sifan Hassan no 1º lugar, com 14:26.26, somando este Diamante ao conquistado na semana passada nos 1.500.
Até onde pode ir Danielle Williams?
Nos 100 barreiras, início conturbado de prova com uma falsa partida e protesto de Tobi Amusan, numa decisão ao limite, apenas visível com recurso à tecnologia. Na 2ª vez que as atletas partiram, a jamaicana Danielle Williams disparou como uma flecha, mostrou uma superioridade avassaladora e terminou em 12.46 segundos. Porém, deixou uma grande interrogação: se numa noite fria e com uma falsa partida, corre neste tempo, quanto poderá fazer em condições ideais? Certamente que irá ameaçar aproximar-se do recorde mundial de Kendra Harrison, a norte-americana que terminou num distante 2º lugar, em 12.73.
Na prova masculina de 110, vitória para o espanhol Orlando Ortega (11.22), que mais uma vez volta a mostrar que irá lutar pelas medalhas em Doha.
Vitória fantástica da seleção da Holanda esta noite frente à Alemanha, em jogo de Qualificação para o Euro 2020. Os comandados de Ronald Koeman até começaram a perder mas o técnico soube recuperar a equipa para a segunda parte e subjugou os germânicos em Hamburgo, encurtando para três pontos a distância entre as duas seleções no Grupo C.
As expetativas eram altas para o jogo grande desta jornada da Qualificação para o Euro 2020, que opunha dois gigantes do futebol, Alemanha e Holanda. Mas a verdade é que a primeira parte ficou aquém dessas expetativas. Ambas as equipas apresentaram-se com uma primeira linha de construção a três, procurando sair a jogar com a bola controlada e preferencialmente pelo chão. Nos primeiros minutos a Holanda conseguiu fazê-lo bem e teve mais posse de bola, criando a primeira grande oportunidade de perigo aos 7’, num contra-ataque de Ryan Babel finalizado por Depay, ao qual Neuer se opôs com dificuldade.
Na resposta, a seleção alemã chegou ao golo com a frieza clínica que a caracteriza. Excelente abertura do meio-campo germânico a isolar Klostermann, que remata fraco à figura de Cillessen, aproveitando Gnabry a recarga para fazer balançar as redes. A Alemanha colocava-se a ganhar cedo no jogo e encarou com relativa tranquilidade o resto do primeiro tempo.
Gnabry abriu o marcador no Volksparkstadion Fonte: UEFA
A Holanda procurou reagir ao golo sofrido, fazendo a bola circular entre os seus jogadores e conseguindo mais de 60% de posse de bola, mas a laranja apresentava dificuldades em furar o muro alemão. A seleção de Joachim Löw apresentou no momento defensivo uma linha de cinco elementos, tornando-se difícil para Depay, Babel e Promes soltarem-se dessas amarras.
Aos 22’, de Ligt cabeceou a centímetros da baliza após livre lateral e aos 42’ foi Reus a rematar dentro da área para enorme defesa de Cillessen, mantendo-se o 1-0 ao intervalo a favor da equipa da casa. Pairava no ar a sensação de que a Holanda podia fazer mais e concretizar melhor a sua posse de bola, mas era preciso mudar algo no plano de jogo inicial.
A segunda parte foi a antítese da primeira, com muitos golos, muita emoção e reviravolta no resultado. A Holanda entrou forte no segundo tempo e Koeman mexeu bem na equipa, conseguindo a seleção forasteira chegar ao empate aos 59’ por intermédio de de Jong. Ryan Babel centrou da esquerda e o médio do Barcelona desviou-se de Schulz com um toque subtil, rematando depois com classe para o 1-1.
Estava melhor a equipa de Ronald Koeman, que fez substituições cirúrgicas assim como alguns ajustes na disposição dos seus jogadores, o que acabou por mostrar-se extremamente certeiro. Aos 65’, cambalhota no resultado e a Holanda passava para a frente, após um golo na própria baliza de Tah.
Mas os alemães ainda queriam ter uma palavra a dizer e aos 73’ dispuseram de uma grande penalidade muito contestada pelos holandeses. Para além do fora-de-jogo de Schulz na jogada, a bola embateu na mão de de Ligt de forma casual. Polémicas à parte, Kroos foi chamado a bater e enganou Cillessen, voltando a empatar o resultado.
De Jong marcou primeiro golo da Holanda esta noite Fonte: OnsOranje
O final de jogo foi frenético, com a Holanda a passar de novo para a frente do marcador aos 79’ numa excelente jogada do ataque holandês. Depay desmarcou Wijnaldum e o médio do Liverpool desviou subtilmente para Malen, que finalizou de primeira para o 2-3. A Holanda justificava a superioridade demonstrada ao longo do jogo e a Alemanha sofria um rude golpe nas suas aspirações, embora só se possa queixar da sua fraca exibição no Voklsparkstadion, em Hamburgo.
No último fôlego de uma Alemanha que procurava desesperadamente o empate, a Holanda voltou a marcar, num contra-ataque letal iniciado por Wijnaldum, conduzido superiormente por Depay e finalizado pelo mesmo Wijnaldum. Resultado final 2-4 a favor da Holanda, mantendo a tradição dos últimos embates entre estes dois colossos de reviravoltas no resultado e emoção até ao fim.
Com este resultado a Holanda mantém o terceiro lugar do grupo e aproxima-se da Alemanha, ficando apenas a três pontos dos germânicos.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Alemanha: Neuer, Klostermann, Sule, Jonathan Tah, Ginter (Brandt, 84’), Kimmich, Kroos, Schulz, Gnabry, Reus (Gundogan, 61’) e Werner (Havertz, 61’).
Holanda: Cillessen, Dunfries (Propper, 58’), de Ligt, van Dijk, Blind, de Roon (Malen, 58’), Wijnaldum, de Jong, Promes, Babel (Aké, 81’) e Depay.
Entre os dias 8 e 14 de Setembro, na Letónia, discute-se a primeira edição do campeonato da Europa de futsal sub-19, com a presença de Portugal entre as oito equipas participantes.
A nossa seleção tem legítimas aspirações a ser campeã continental, mesmo tendo em conta a valia dos seus adversários. O sorteio da fase final ditou a presença de Portugal no grupo A, tendo como adversários nesta fase de grupos a anfitriã Letónia, a Polónia e o adversário mais cotado, a Rússia.
Esta nova “fornada” de jogadores portugueses tem muita qualidade, e está muito bem entregue nas mãos do técnico José Luís Mendes, técnico de 52 anos que já está há vários anos na estrutura técnica da FPF, com passagens pela seleção feminina, masculina, sub-21 masculinos e sub-19, equipa que irá orientar nestes próximos dias na Arena Riga, na capital deste país báltico.
O pensamento correto e lógico neste caso é pensar jogo a jogo, primeiro estudar bem os nossos três adversários. Não estou a dizer que não podemos sonhar ou pensar realisticamente na conquista do troféu, mas só conseguiremos chegar à fase a eliminar se mantivermos o respeito por todos os adversários, por menos fortes que possam parecer na teoria.
Em termos de convocatória, sem grande surpresa os clubes mais representados na lista de 14 convocados são os rivais lisboetas e o SC Braga, com cinco elementos (Sporting CP) e três (SL Benfica e Braga).
Rui Moreira, fixo do SL Benfica, é um dos eleitos para representar Portugal Fonte: FPF
Os outros três convocados pertencem aos Leões de Porto Salvo (2) e ao CS São João, com o grande destaque individual a ir para Célio Coque, que trocou o Sporting pelo Benfica neste verão, e é um jogador que já tem muita qualidade e apresenta uma margem de progressão notável e o fixo Tomás Paçó, um jogador espetacular apesar de muito jovem, mas que poderá vir a ser o futuro capitão do clube que representa há vários anos, o Sporting.
Curiosamente, ele tem um irmão gémeo que também foi convocado para este Europeu, o guardião Bernardo Paçó, no mesmo clube e também um excelente jogador. Resumindo: temos equipa para ganhar o campeonato da Europa? Temos. Será fácil? Não.
Nos últimos amigáveis contra a Espanha não conseguimos evitar derrotas nos dois jogos, mas o resultado destes encontros não é muito relevante, importa ganhar os jogos oficiais, por isso a partir de dia oito temos que nos unir em torno desta equipa, e no final tiraremos as devidas conclusões.